sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Mesmo censurado, Ipea confirma: Dilma levou o país à recessão.

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada contradiz o delirante ministro da Fazenda Guido Mantega. A estagnação não se deve a problemas externos: é recente, isto é, culpa do governo Dilma:


Em boletim de conjuntura divulgado em seu site, o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) considerou que o fraco desempenho recente da economia brasileira não pode ser atribuído ao que chama de "choques negativos", como uma crise externa, um apagão ou uma variação brusca de preços.

Para o Ipea, os dois trimestres seguidos de queda do PIB neste ano -que o órgão não hesita em classificar como um quadro de recessão técnica- refletem desaceleração do consumo e do investimento resultantes do menor crescimento da renda, da perda de ritmo do crédito e da perda de confiança dos empresários.

"A inexistência de culpados óbvios -isto é, de "choques negativos" de grande monta- torna ainda mais significativo o fenômeno da estagnação econômica recente", diz o boletim, preparado pela Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas.

A avaliação do Ipea, que é ligado à Presidência da República, contradiz discurso do governo, que tem ressaltado o cenário externo adverso ao justificar a fraca atividade econômica doméstica.

discurso do governo, que tem ressaltado o cenário externo adverso ao justificar a fraca atividade econômica doméstica.

O ministro Guido Mantega (Fazenda) também descarta o selo de recessão para classificar os dois trimestres de queda (de janeiro a junho), uma vez que não há aumento do desemprego.

O Ipea ressalta, de fato, que, ao contrário do que ocorreu em outros momentos de recessão técnica, desta vez a desaceleração econômica recente tem ocorrido de forma gradual, com o desemprego em níveis recordes de baixa e a inflação e o deficit externo sem risco de descontrole.

"As qualificações mencionadas, porém, não significam que os atuais desafios da economia sejam menores ou mais simples", alerta o Ipea, acrescentando que o baixo crescimento do PIB tende a piorar gradualmente a situação do mercado de trabalho e a comprometer as contas do governo. (Folha de S. Paulo).

Hora de deletar o petismo

Reproduzo abaixo artigo do ex-ministro das Relações Exteriores Celso Lafer no Estadão. Tomei a liberdade de mudar o título: "Para mudar o software". No final do texto ele diz o que, de fato, é importante: "o Brasil em 2014 precisa mudar, não dividir. Por isso é tão importante votar em Aécio Neves no domingo":


No século XVIII, o relógio tornou-se paradigma de organização do Estado, tomando o lugar de metáforas mais singelas do poder político, como a do pastor ou a do timoneiro. Representava a ideia de uma máquina apta a organizar a vida da comunidade política com as virtudes da regularidade, cabendo ao governante apenas zelar pelo seu contínuo funcionamento.

Este paradigma tornou-se obsoleto com a complexidade crescente das sociedades contemporâneas, que exigem mudanças e adaptação para enfrentar sempre novos desafios. Por isso, o paradigma do relógio é substituído pelo do computador, uma metáfora dos nervos da governança, como sugere Karl Deutsch. Lida com a “entrada” do fluxo de demandas, administrando-as com seus programas e gerando, deste modo, os resultados da ação governamental — a “saída” —, permitindo avaliar, ao mesmo tempo, por aproximações sucessivas, a maior ou menor necessidade dos updates da reprogramação.

É esta a questão das eleições presidenciais do segundo turno. Elas são a oportunidade para o eleitorado avaliar se chegou a hora de atualizar o software do governo.

No primeiro turno, cerca de cem milhões dos 142 milhões de eleitores registrados se negaram a manter o software atual: este foi o total de votos em candidatos da oposição, nulos, em branco e abstenções.

Ficou claro que a maioria não deseja a continuidade dos bugs e malfeitos do modo de governar do PT, que, após 12 anos, dá claras indicações de “fadiga dos materiais”. Daí a importância de alternância democrática, com a eleição de Aécio Neves, para uma renovação apta a lidar com os desafios do Brasil.

A campanha eleitoral e a história revelam a qualidade dos candidatos e dos partidos. Ambas mostram que a candidatura Aécio está voltada para somar, e a de Dilma, para dividir. Dilma explicita o DNA do PT, que toma a rejeição como ódio, assume a má-fé da fantasia das suas virtudes e desqualifica os seus opositores com a mentirosa “asfixia dos rótulos” para evocar um verso de Paulo Bomfim.

Aécio toma o sentimento oposicionista como estímulo para fazer mais e melhor em termos de estabilidade e desenvolvimento econômicos, políticas de inclusão social, sustentabilidade ambiental, infraestrutura, qualidade de gestão, direitos humanos, inteireza ética.

A história mostra que Dilma, que só concorreu a um cargo público na vida, é capaz de dividir. No poder, alienou sucessivamente partidos da sua base aliada, líderes do seu próprio partido e a maioria dos empresários.

A trajetória de Aécio comprova sua capacidade de somar. Em 2001, foi eleito presidente da Câmara dos Deputados com mais votos do que os dos seus três adversários. Em 2002, elegeu-se governador de Minas no primeiro turno com 57% dos votos e se reelegeu em 2006 com 73%.

O Brasil em 2014 precisa somar, não dividir. Por isso é tão importante votar em Aécio Neves no domingo.

Bandalha petista: tudo junto e desregrado.


Não procurem Djilma no palácio. Sua ausência, aliás, demonstra claramente que não precisamos dela. Precisamos de um presidente de fato. A propósito, segue artigo de Dora Kramer no Estadão:


Na última segunda-feira a repórter Tânia Monteiro fez as contas: há exatos 31 dias a presidente Dilma Rousseff não pisava no Palácio do Planalto. Hoje faz 35 e há muito mais tempo que isso não se tem notícia de um ato dela que não seja como candidata à reeleição.

O mais grave é que não parece fazer falta. Ou pior: só vamos saber disso depois da eleição, quando o País voltar a funcionar - se é que voltará - ao ritmo normal. Quando, por exemplo, o governo liberar os números sobre economia, desempenho do ensino público, desmatamento e pobreza no País, cuja divulgação foi adiada para não afetar a votação da presidente, considerando indicações de que os resultados seriam negativos.

Já os dados positivos sobre o baixo índice de desemprego não sofreram adiamento; foram divulgados ontem. Problema algum não fosse o fato apontado pela Folha de S. Paulo de que as outras estatísticas tinham datas previstas para serem conhecidas entre os meses de agosto e outubro. Ficaram para novembro.

Às diversas peculiaridades da presente campanha eleitoral é de se acrescentar a eliminação por completo da separação entre as agendas da presidente e da candidata. Até a eleição passada, ainda havia alguma preocupação em se manter as aparências. Agora não. Dilma Rousseff ultimamente só foi vista em dependências oficiais ou no exercício da função presidencial quando lhe interessou o uso da prerrogativa. Por exemplo, para dar entrevistas no Palácio da Alvorada, cenário a ela favorável, ou para usar a tribuna da ONU como palanque.

Sem falar em toda a estrutura que deve cercar um chefe de nação. Agora, quando o postulante se afasta completamente de suas funções e passa apenas a se dedicar à campanha em tempo integral, a coisa muda de figura. Está tudo desregulado e em contraposição aos preceitos da impessoalidade, da transparência e da probidade exigidos de todo funcionário público, a começar por aquele que preside a República.

Seria esse tipo de coisa defeito do instituto da reeleição? Não necessariamente. Mas é um dado que poderia ser ponto de partida para se pensar em instituir a obrigatoriedade do afastamento temporário aos postulantes de um novo mandato, como ocorre em caso de desincompatibilização seis meses antes para disputa de cargos diferentes.

Pesquisas. Sobre a dianteira de Dilma no Ibope e Datafolha não há mistério: ponto para o marqueteiro João Santana. A vantagem obtida é obviamente fruto da campanha negativa. Até porque não aconteceu nada na última semana além de ataques.

Mútuos. A questão é que Aécio Neves sendo muito menos conhecido é mais permeável a eles, pois aquela faixa do eleitorado que havia aderido sem muita convicção tende a ser mais sensível às maledicências e a mudar o voto com mais facilidade. Em eleição acirrada, tal montante nem precisa ser muito numeroso.

Correção. Assessoria de imprensa dos Correios envia o seguinte e-mail: "Com relação ao texto 'De oito a 80', esclarecemos que nenhuma agência dos Correios foi transformada em comitê eleitoral por qualquer candidato ou partido. A rede de agências dedica-se unicamente à prestação de serviços aos clientes, fato que pode ser verificado por todo cidadão brasileiro, já que as unidades são de acesso público. Caso a colunista tenha provas da afirmação realizada, solicitamos comunicar aos Correios para que seja realizada apuração sobre os fatos".

Realmente, a referência feita não estava correta. O uso não foi de agências. Mas de funcionários. Pelo menos em Minas Gerais onde, conforme disse o deputado Durval Angelo em reunião na presença do presidente da empresa, o PT conseguiu bom desempenho no Estado porque "tem dedo forte dos petistas nos Correios".

Bom dia, eleitor de Aécio: estamos 9 pontos à frente do continuísmo autoritário.

Pesquisa da Istoé/Sensus confirma a liderança do candidato oposicionista Aécio Neves. Aliás, confirma o que se vê nas ruas: ninguém mais aguenta Lula, Dilma e seus sequazes. Nas ruas não há "empate técnico" nem favorecimento do oficialismo - isto é coisa do Datafalha e do Ibopetralha:


Pesquisa ISTOÉ/Sensus realizada a partir da terça-feira 21 reafirma a liderança de Aécio Neves (PSDB) sobre a petista Dilma Rousseff nos últimos dias da disputa pela sucessão presidencial. Segundo o levantamento que entrevistou 2 mil eleitores de 24 Estados, o tucano soma 54,6% dos votos válidos, contra 45,4% obtidos pela presidenta Dilma Rousseff. Uma diferença de 9,2 pontos percentuais, o que equivale a aproximadamente 12,8 milhões de votos. A pesquisa também constatou que a dois dias das eleições 11,9% do eleitorado ainda não decidiu em quem votar. “Como no primeiro turno, deverá haver uma grande movimentação do eleitor no próprio dia da votação”, afirma Ricardo Guedes, diretor do Instituto Sensus. Se for considerado o número total de votos, a pesquisa indica que Aécio conta com o apoio de 48,1% do eleitorado e a candidata do PT 40%.

De acordo com Guedes, a pesquisa realizada em cinco regiões do País e em 136 municípios revela que o índice de rejeição à candidatura de Dilma Rousseff se mantém bastante elevado para quem disputa. 44,2% dos eleitores afirmaram que não votariam na presidenta de forma alguma. A rejeição contra o tucano Aécio Neves é de 33,7%. Segundo o diretor do Sensus, a taxa de rejeição pode indicar a capacidade de crescimento de cada um dos candidatos. Quanto maior a rejeição, menor a possibilidade de crescimento. Outro indicador apurado pela pesquisa Istoé/Sensus diz respeito á votação espontânea, quando nenhum nome é apresentado para o entrevistado. Nessa situação, Aécio também está à frente de Dilma, embora a petista esteja ocupando a Presidência da República desde janeiro de 2011. O tucano é citado espontaneamente por 47,8% dos eleitores e a petista por 39,4%. 0,2% citaram outros nomes e 12,8% disseram estar indecisos ou dispostos a votar em branco.

Para conquistar os indecisos as duas campanhas apostam as últimas fichas nos principais colégios eleitorais do País: São Paulo, Minas e Rio de Janeiro. O objetivo do PSDB e ampliar a vantagem obtida em São Paulo no primeiro turno e procurar virar o jogo em Minas e no Rio. Em São Paulo, Aécio intensificou a campanha de rua, com a participação constante do governador reeleito, Geraldo Alckmin, e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. De acordo com as pesquisas realizadas pelo comando da campanha de Aécio, em Minas o tucano já estaria na frente de Dilma e a vantagem veio aumentando dia a dia na última semana. Processo semelhante ocorreu em Pernambuco, depois de Aécio receber o apoio explícito da família de Eduardo Campos e do governador eleito, Paulo Câmara. Os mesmos levantamentos indicam que no Rio de Janeiro a candidatura do senador mineiro vem crescendo, mas ainda não ultrapassou a presidenta. Para reverter esse quadro, Aécio aposta no apoio de lideranças locais, basicamente de Romário, senador eleito pelo PSB, que deverá acompanhá-lo nos últimos atos de campanha. Para consolidar a liderança, Aécio tem usado os últimos programas no horário eleitoral gratuito para apresentar-se ao eleitor como o candidato da mudança contra o PT. Isso porque, as pesquisas internas mostram a maior parte do eleitor brasileiro se manifesta com o desejo de tirar o partido do governo.

No comando petista, embora não haja um consenso sobre qual a melhor opção a ser colocada em prática nos dois últimos dias de campanha, a ordem inicial é a de continuar a apostar na estratégia de desconstrução do adversário. Nas duas últimas semanas, o que se constatou é que, ao invés de usar parlamentares eleitos para esse tipo de ação – como costumava fazer o partido em eleições passadas -- os petistas escalaram suas principais lideranças para a missão, inclusive o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a própria candidata. Os petistas apostam no problema da falta d’água para tirar votos de Aécio em São Paulo e numa maior presença de Dilma em Minas para procurar se manter á frente do tucano no Estado. 

PESQUISA ISTOÉ/Sensus

Realização – Sensus
Registro na Justiça Eleitoral – BR-01166/2014
Entrevistas – 2.000, em cinco regiões, 24 estados e 136 municípios do País
Metodologia – Cotas para sexo, idade, escolaridade, renda e urbano e rural
Campo – De 21 a 24 de outubro
Margem de erro - +/- 2,2%
Confiança – 95%

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

O nazismo na boca do tiranete Lula

A sórdida campanha deste ano pelo menos serviu para mostrar a "inesgotável propensão à baixeza" do falastrão de São Bernardo. Seu odioso discurso, ao lado de Dilma, envergonha até quem não conhece a História. Editorial do Estadão:

A frequência com que as palavras "nazismo" e "nazista" são usadas para insultar tende a ser tanto maior quanto menor o conhecimento dos que as empregam do que foi efetivamente o mais hediondo regime que o Ocidente experimentou ao longo de sua história e do que fizeram os seus seguidores. Se mesmo na Europa as novas gerações parecem saber cada vez menos da barbárie que a devastou há 70 anos, não surpreende que em outras paragens os termos que a revestem tenham se tornado ao mesmo tempo corriqueiros e caricaturais - e, nessa medida, uma ofensa permanente à memória de suas vítimas. Um exemplo de livro de texto dessa banalização do mal acaba de ser dado pelo ex-presidente Lula, no lugar onde mais ele fica à vontade para usufruir da sua inesgotável propensão à baixeza: um palanque eleitoral.
Ao lado da afilhada Dilma Rousseff, em um comício que reuniu cerca de 40 mil pessoas no Recife, anteontem, ele equiparou as supostas agressões ao Nordeste da campanha do tucano Aécio Neves e de seus aliados às práticas nazistas na 2.ª Guerra Mundial. Lula falava para um público que, em geral, tem disso informação precária ou nenhuma. Mas aprendeu, como quase toda a gente, que o tal do nazismo é a coisa mais medonha que se pode conceber. Portanto, se ouve de Lula que a esse extremo chegam os presumíveis preconceitos e injustiças da oposição "contra nós", os nordestinos, deve ser a pura verdade. Lula não imaginaria que o sentimento de revolta que se esmerava em inculcar à sua plateia a dotaria do poder mágico de votar duas vezes em Dilma na decisão de domingo para se vingar dos "preconceituosos". Nem seria preciso: no primeiro turno, vencido em Pernambuco por Marina Silva, Dilma obteve 44% dos sufrágios ante menos de 6% de Aécio.
Logo se vê que a fúria de Lula não tem nada que ver com um hipotético imperativo de conseguir que a sua apadrinhada prevaleça numa capital, em um Estado e numa região onde ela e o seu adversário - a exemplo do que se passa em âmbito nacional, segundo as pesquisas - estariam engajados numa guerra sem quartel pelo voto de cada eleitor. O comício do Recife foi apenas (e tudo isso) uma oportunidade para ele dar vazão ao ódio que sente pelas "elites" - e que soube guardar no congelador quando, presidente, se amancebou com o que elas têm de pior. Muito mais do que o combate político, é esse sentimento que o leva a perder o que ainda possa ter em matéria de senso de proporção, ao comparar os adversários não só aos nazistas, mas a Herodes, "que matou Jesus Cristo por medo de ele se tornar o homem que virou".
Já investir contra Aécio, como também fez em Pernambuco, acusando-o de "grosseiro" com Dilma, é frio cálculo eleitoral. O neofeminista da temporada havia feito a sua aparição na antevéspera, em outro comício, então em Itaquera, na zona leste paulistana. "Esse rapaz não teve educação de berço para respeitar as mulheres", atacou. "E, sobretudo, uma presidente, mãe e avó."
Logo ele, que fez com brio a sua parte na profusão de baixarias para desqualificar a candidata Marina Silva na disputa do primeiro turno. A campanha de Dilma decerto tentará até o último instante mostrar um Aécio desdenhoso com as mulheres. Acredita que a ligeira ultrapassagem do senador pela presidente, no empate técnico registrado na pesquisa de segunda-feira do Datafolha, se deve em parte à irritação de uma parcela do eleitorado feminino com o fato de Aécio ter chamado Dilma de "leviana" em um debate.
Mas vêm de muito antes os primeiros registros da extensa folha corrida de Lula, no quesito relações de gênero. Todos quantos o conhecem de longa data - e também os seus interlocutores mais recentes, porque nisso ele não mudou - sabem o que ele diz das mulheres em conversas privadas, a sua queda por chulas piadas machistas, a sua prontidão para atribuir à condição feminina defeitos percebidos, por exemplo, em companheiras de partido e servidoras federais. Sem falar no palavreado que usou publicamente - numa feira de produtos comestíveis em Pelotas, em junho de 2003 - ao falar de seu primeiro filho com a esposa Marisa Letícia: "A galega engravidou logo no primeiro dia, porque pernambucano não deixa por menos".

Dilma sabia de tudo. É caso de impeachment.

Dilma e Lula sabiam do que se passava no propinoduto da Petrobras.  O Congresso não promoveu o impeachmet de Lula pelo mensalão: vai lavar as mãos de novo? (Amanhã, nas bancas).

Campanha fascista do PT usa até jornal apócrifo contra Aécio


Na reta final da campanha, vale tudo para tirar votos dos adversários. Agora há pouco, começou a ser distribuído em Ipanema, Zona Sul do Rio de Janeiro, um jornal com a manchete “Aécio é contra o Rio”. O panfleto, apócrifo, chama o tucano de “inimigo do povo”.

Veritá, o único instituto que acertou a pesquisa de boca de urna no primeiro turno, dá 53,2% para Aécio e 46,8% para Dilma.

O pequeno Instituto Veritá , único a acertar a pesquisa de boca de urna com Aécio à frente de Marina, divulgou pela manhã os seguintes resultados:

Aécio Neves; 53,2%
Dilma: 46,8%

Foram ouvidos 7.700 eleitores em 213 cidades. O registro no TSE é 01144/2014.

Repetindo: foi o único instituto que acertou a boca de urna no primeiro turno.

E depois querem que eu acredite nos institutos de "empatologia" Ibofe e Datafalha?

Dilma, Chico e um sambinha para os chapas-brancas.



"O Samba Mudou ou Mudei Eu?", música de Augustinho da Adelaide em parceria com Felipe Moura Brasil, conta a trajetória do samba que há muito tempo era uma manifestação cultural que questionava o poder e hoje assina manifesto a favor de um governo que apoia ditaduras do presente e do passado.

Dilma leva estatais a um prejuízo de R$ 200 bilhões. Olha aí, eleitor: vote nela se quiser quebrar o país de vez.

É estarrecedor: Dilma levou as estatais para o buraco. Empresas como Petrobras, BB e Eletrobras já chegaram a valer 500 bilhões de reais na Bolsa. Hoje, valem praticamente a metade:


Com nova rodada de pessimismo nos mercados, o valor de mercado das principais estatais federais com ações negociadas na Bolsa caminha para os patamares mais baixos do governo Dilma.

Juntas, Petrobras, Banco do Brasil e Eletrobras valiam quase R$ 500 bilhões ao final do segundo mandato de Lula. Pelas contas mais atualizadas da Bolsa, são R$ 300 bilhões agora -e a queda pode continuar.

Valor de mercado das estatais

Ao longo do governo da petista, as perdas foram puxadas por políticas como o represamento de tarifas e preços monitorados, que afetaram especialmente a Petrobras e a Eletrobras.

A queda das ações ganhou novo impulso nesta semana, com a divulgação de pesquisas em que Dilma aparece numericamente à frente do tucano Aécio Neves na disputa presidencial.

Durante à campanha, a presidente defendeu sua política econômica e não indicou mudanças, a não ser a troca de comando no Ministério da Fazenda. (Folha: Dinheiro Público & Cia).

12 anos de PT: da política à polícia.


Fora PT e seu projeto criminoso de poder!

Em artigo publicado na Folha, o historiador Marco Antônio Villa foi na jugular do petismo. Assino embaixo. Ele diz o que este blogueiro sempre disse: O PT é inimigo da democracia, além de ter promovido o saque do Estado "em proveito do partido e de seus asseclas". O Brasil honesto, contrário ao autoritarismo, de fato brada: Fora, PT!


A socialização dos meios de produção se transformou no maior saque do Estado brasileiro em proveito do partido e de seus asseclas

Estamos vivendo o processo eleitoral mais importante da história da República. Nesta eleição está em jogo um mandato de 12 anos. Caso o PT vença, estarão dadas as condições para a materialização do projeto criminoso de poder –expressão cunhada pelo ministro Celso de Mello no julgamento do mensalão.

Em contrapartida, poderemos pela primeira vez ter uma ruptura democrática –pelo voto– com a vitória da oposição. Isso não é pouco, especialmente em um país com a tradição autoritária que tem.

O PT não gosta da democracia. Nunca gostou. E os 12 anos no poder reforçaram seu autoritarismo. Hoje, o partido não sobrevive longe das benesses do Estado. Tem de sustentar milhares de militantes profissionais.

O socialismo marxista foi substituído pelo oportunismo, pela despolitização, pelo rebaixamento da política às práticas tradicionais do coronelismo. A socialização dos meios de produção se transformou no maior saque do Estado brasileiro em proveito do partido e de seus asseclas de maior ou menor graus.

Lula representa o que há de mais atrasado na política brasileira. Tem uma personalidade que oscila entre Mussum e Stálin. Ataca as elites –sem defini-las– e apoia José Sarney, Jader Barbalho e Renan Calheiros. Fala em poder popular e transfere bilhões de reais dos bancos públicos para empresários aventureiros. Fez de tudo para que esta eleição fosse a mais suja da história.

E conseguiu. Por meio do seu departamento de propaganda –especializado em destruir reputações–, triturou Marina Silva com a mais vil campanha de calúnias e mentiras de uma eleição presidencial.

Dilma nada representa. É mera criatura sem vida própria. O que está em jogo é derrotar seu criador, Lula. Ele transformou o Estado em sua imagem e semelhança. Desmoralizou o Itamaraty ao apoiar terroristas e ditadores. Os bancos e as estatais foram transformadas em seções do partido. Nenhuma política pública foi adotada sem que fosse tirado proveito partidário. A estrutura estatal foi ampliada para tê-la sob controle, estando no poder ou não.

A derrota petista é a derrota de Lula. Será muito positiva para o PT, pois o partido poderá renovar sua direção e suas práticas longe daquele que sempre sufocou as discussões políticas, personalizou as divergências e expulsou lideranças emergentes. Mas, principalmente, quem vai ganhar será o Brasil porque o lulismo é um inimigo das liberdades e sonha com a ditadura.

Daí a importância de votar em Aécio Neves. Hoje sua candidatura é muito maior do que aquela que deu início ao processo eleitoral.

Aécio representa aqueles que querem dar um basta às mazelas do PT. Representa o desejo de que a máquina governamental esteja a serviço do interesse público. Representa a disposição do país para voltar a crescer –de forma sustentável– e, então, enfrentar os graves problemas sociais. Representa a ética e a moralidade públicas que foram pisoteadas pelo petismo durante longos 12 anos.

Cabe aos democratas construir as condições para a vitória de Aécio. Não é tarefa fácil. Afinal, os marginais do poder – outra expressão utilizada no julgamento do mensalão– tudo farão para se manter no governo. Mas o país clama: fora PT!

Professores a serviço do lulismo assinam manifesto pró-Dilma na UFSC

O documento é vergonhoso - ainda bem que não é representativo do conjunto dos docentes da UFSC. Como era de se esperar, a grande maioria dos signatários é da área de Ciências Humanas, que hoje não passam de antros ideológicos antiliberais, anticapitalistas e antiamericanos. Ali o muro de Berlim continua de pé e a URSS não implodiu. Nesse meio, conhecimento é algo secundário em relação à ideologia. Segue o manifesto bajulatório:


Desde 2003, com os governos Lula e Dilma, o Brasil está se tornando um país mais justo e menos desigual. Milhões de pessoas conquistaram um novo patamar de cidadania, estando em curso a construção de uma sociedade efetivamente democrática e autônoma. A base dessa transformação é o modelo de desenvolvimento com inclusão social de todos. A política econômica deixou de ser um instrumento a serviço dos capitais especulativos e passou a apoiar os projetos de desenvolvimento do país. A política social passou a priorizar o atendimento das populações pobres e excluídas, visando contribuir para a erradicação dos flagelos da fome e da pobreza. A política educacional pública busca enfrentar um passado não muito distante em que o acesso à educação superior era privilégio de poucos. Mesmo diante de limitações orçamentárias e problemas estruturais que atravessam historicamente a sociedade brasileira, é inegável a mudança qualitativa da política educacional superior em nosso país nos últimos 12 anos.

Neste período os governos Lula e Dilma criaram 18 novas universidades federais e mais de uma centena de campi, além de milhares de estudantes atendidos em programas como PROUNI e Ciência Sem Fronteiras, onde mais de 100 mil graduandos tiveram a oportunidade de estudar no exterior, além de programas especiais que garantem a permanência nas universidades públicas de estudantes oriundos de famílias de baixa renda.

A universidade brasileira vive hoje o período mais fértil de sua história. Por isso não queremos retrocesso. Todas essas ações fazem parte do governo de um país que está se inserindo no cenário internacional de forma soberana e defendendo os interesses de seu povo. Isso é possível porque o Estado passou a ser republicano e deixou de ficar refém de grupos oligárquicos tradicionais que o utilizavam para obter mais benefícios privados. Entendemos que são exatamente estas conquistas da sociedade brasileira que estão em jogo no segundo turno das eleições presidenciais, uma vez que o retorno do PSDB ao poder significa o retorno ao modelo neoliberal econômico e político, bem como o retorno das oligarquias e da própria segregação social. Este último ponto ficou claro em manifestações recentes de líderes desse partido (PSDB) que atribuíram os votos de Dilma aos povos dos grotões que votam no PT porque são muito desinformados.

Por tudo isso, nós professores universitários de Santa Catarina abaixo assinados, votamos em DILMA 13 no segundo turno das eleições presidenciais (confira, no blog do Moacir Pereira,  a lista dos servos do lulopetismo)

Saquinho, por favor.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

FHC: um discurso emocionado em favor de Aécio Neves e da democracia.



O ex-presidente FHC nunca foi tão claro e contundente

Tirem as crianças da sala. Este é o bando da Dilma.

Surrupiado do Augusto Nunes.

Aécio denuncia os boatos, as mentiras e o terrorismo do PT.



Aécio: sem medo do PT e de sua campanha covarde.

Alô, Dilma & Lula, não contem com o ovo que ainda está dentro da galinha.


Dilma, tua sina é o fracasso.

A candidata à reeleição Dilma Rousseff só acumula fracassos. Só fez promessas e nada cumpriu. Editorial do Estadão faz um histórico vergonhoso da candidata do nefasto lulopetismo:

De fracasso em fracasso, a presidente Dilma Rousseff completará em dezembro quatro anos de fiascos no PAC 2, a segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento. Até o réveillon, só terá conseguido inaugurar 2 de 11 grandes obras com conclusão prometida para o trimestre final de seu mandato. Neste ano, o governo até acelerou os desembolsos para investimentos, como ocorre em todo período eleitoral, mas sem desemperrar a execução da maior parte dos projetos. Desde a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, orçamentos e prazos têm sido rotineiramente estourados. Esse resultado é explicável por uma invulgar incompetência administrativa temperada com boas pitadas de corrupção. A faxina realizada em 2011 no Ministério dos Transportes e a longa saga de escândalos na Petrobrás são episódios importantes e instrutivos dessa história.
Com operação recém-iniciada, a Hidrelétrica de Santo Antônio do Jari, no Amapá, é um dos dois projetos com entrega atualmente prevista para este fim de ano. O outro é a Hidrelétrica Ferreira Gomes, no mesmo Estado. Deverá funcionar em breve, se nenhuma surpresa ocorrer. As duas usinas são empreendimentos privados.
Os outros nove projetos, com prazos alongados para os próximos dois anos, incluem a transposição do Rio São Francisco, grandes obras de saneamento no Nordeste, investimentos em rodovias e a famigerada Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Esta é uma das mais vistosas gemas da coroa de escândalos da Petrobrás.
Bastaria o estouro de seu orçamento - de US$ 2,4 bilhões na previsão inicial para cerca de US$ 20 bilhões nas últimas estimativas - para converter em personagens históricas dignas de estudo as principais figuras envolvidas no projeto. A lista incluiria, naturalmente, o presidente da República, o ministro de Minas e Energia e vários dirigentes da Petrobrás.
Em 2011, quando a presidente Dilma Rousseff iniciou seu mandato, ainda se previa o começo das operações da Abreu e Lima em 2012. No fim de 2014, a obra deveria estar completa. Um dia essa história poderá ser contada a estudantes de administração como exemplo da desastrosa mistura de irresponsabilidade, incompetência gerencial, asneira ideológico-diplomática (a aliança entre lulismo e chavismo) e corrupção.
O atraso dessas nove obras prioritárias é um capítulo especialmente interessante da história iniciada em 2003, com a chega do PT ao governo federal, e ainda sem conclusão. Mas é só isso, uma coleção de exemplos particularmente interessantes de ações desastrosas. Administração e investimento nunca foram pontos fortes dos três mandatos petistas.
Neste ano, o governo federal aplicou, até setembro, R$ 45,3 bilhões em obras e na compra de equipamentos. Investiu, portanto, 30,5% mais que nos nove meses correspondentes do ano anterior. Maiores desembolsos para investimentos têm ocorrido repetidamente em anos de eleições, tanto na administração federal como nos governos estaduais e municipais.
Nem assim o governo da presidente Dilma Rousseff conseguiu tornar muito melhor a execução de projetos dependentes da União. Boa parte das obras prometidas para a Copa do Mundo de Futebol ficou sem conclusão. O caso dos aeroportos é um exemplo muito claro. Até abril deste ano, só foi concluído um terço dos empreendimentos previstos para o setor no PAC 2, segundo o último balanço divulgado pelo governo. De acordo com esse levantamento, 23 das 108 obras programadas continuavam no papel.
Além disso, nos primeiros três bimestres de 2014 a Infraero investiu mais que no ano anterior. No quarto, aplicou menos que em julho e agosto de 2013. Explicação mais plausível: depois da Copa, as obras ficaram menos urgentes. "Pela primeira vez neste ano a Infraero reduziu o ritmo dos investimentos", noticiou a organização Contas Abertas, dedicada ao exame das contas públicas.
A política de investimentos vai mal em todo o setor de infraestrutura. O PAC continua sendo principalmente um programa de obras imobiliárias e de financiamentos habitacionais. Sem estes componentes, seria mais difícil atenuar o vexame em cada balanço periódico.

Gaúchos dão um pontapé no leninista Tarso Genro



O Rio Grande do Sul está dando uma boa surra no arrogante Tarso Genro, o último leninista do país (quase 20 pontos atrás do concorrente). Dá-lhe, Sartori!

Em Minas, Dilma garganteia vitória. Espere pelas urnas, bolivariana.

Ao lado do governador eleito Fernando Pimentel (triste Minas Gerais) - aquele que, como ministro, selou a confidencialidade da derrama de dinheiro em Cuba -, Dilma atacou o candidato Aécio Neves e, obviamente - a obsessão petista -, Fernando Henrique Cardoso, cantando vitória. Ela acredita no Datafalha e no Ibofe, que mamam nas tetas oficiais:


Apesar do cenário de empate técnico apontado pela pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira, a presidente Dilma Rousseff (PT) celebrou a vantagem numérica que sustenta sobre o adversário Aécio Neves, do PSDB. Em discurso em Uberaba, Minas Gerais, a petista, que abriu a disputa pelo segundo turno numericamente atrás do tucano, afirmou ao se despedir dos militantes: "Até a vitória no dia 26. Esta eleição virou".

Dilma realizou ato de campanha ao lado do governador eleito de Minas Gerais, Fernando Pimentel, e de seu vice, Antônio Andrade, ex-ministro da Agricultura. Participaram do ato também Josué Gomes, filho do ex-vice-presidente José Alencar, e os prefeitos de Uberaba, Paulo Piau (PMDB). e de Uberlândia, Gilmar Machado (PT). A petista disse que não poderia deixar de passar por Uberaba, cidade de seus avós e onde morou sua mãe. "Numa eleição a gente tem de voltar às origens", disse. "Eu saí do berço mineiro, da terra das Gerais." Dilma e Aécio, ambos mineiros, disputam voto a voto a vitória no Estado onde nasceram. Em Uberaba Dilma teve 44,26% dos votos, contra 33,54% de Aécio, na disputa do primeiro turno.

A presidente-candidata voltou a usar o discurso do medo para angariar votos em Minas, dizendo que "o que está em jogo é o futuro do país”. “Nós sabemos quem no passado desempregou. Quem bateu recorde de desemprego", disse, citando dados de 2002, quando Fernando Henrique Cardoso (FHC) era presidente do país. A petista voltou a repetir que a candidatura de Aécio ameaça conquistas recentes, como o salário mínimo. "O candidato a ministro da Fazenda (Armínio Fraga) acha o salário mínimo alto demais. Não vamos permitir que o Brasil volte atrás", disse. Contudo, ela reconheceu que é preciso fazer mais para o Brasil, na saúde, na segurança e na educação.

As críticas a Armínio Fraga, escolhido por Aécio como ministro da Fazenda caso o tucano seja eleito, foram endossadas por Pimentel pelo PT. O petista disse que o adversário governa para o "capital" e disse que eles já têm até "o nome do ministro da Fazenda" para defender esses valores. 

Dilma fez um rápido passeio em carro aberto pelo centro de Uberaba, no Triângulo Mineiro, região onde o PT tem maioria dos votos. Após o trajeto de 500 metros, a petista discursou do alto de um carro de som na Praça Zumbi dos Palmares, no centro da cidade mineira. Antes do início do evento, que teve início no cruzamento entre a rua Artur Machado e a Avenida Leopoldino de Oliveira, militantes do PT e do PSDB se encontraram. Dos dois lados onde estava concentrada a militância petista havia grupos segurando bandeiras com o nome de Aécio e um carro de som tocava o jingle do tucano. Um grupo também distribuía adesivos com o número 45 e o nome de Aécio. Minutos depois, o grupo do PSDB foi dispersado, evitando confrontos. (Veja.com).

Bacha vota em Aécio para que Dilma não acabe de quebrar o país

Bacha: à direita, com a equipe do Plano Real.
Para quem não lembra - ou era criança na época -, o economista Edmar Bacha fez parte da equipe que instituiu o Plano Real (nunca esquecer: o PT foi contra), que livrou o país da inflação. Agora, sob a batuta de Dilma, o monstro inflacionário está de volta. De fato, votar em Aécio Neves é livrar o Brasil de "uma séria crise política e social", que fatalmente virá se Dilma for reeleita. Surrupio o artigo que ele publicou na Folha:


Meu voto em Aécio se justifica de duas maneiras. A primeira é que, se Dilma tiver mais quatro anos, acabará de quebrar o país e nos encaminhará para uma séria crise política e social. Não é difícil ver o porquê. Nos quatro anos de seu governo, o crescimento da economia foi o menor de todos os períodos presidenciais completos de nossa história republicana desde Floriano Peixoto.

A culpa desse desempenho medíocre não vem de fora, pois nossos vizinhos sul-americanos (exceto pela Argentina e Venezuela que seguem políticas parecidas com as de Dilma) vão muito bem, obrigado. Neste ano, o crescimento do PIB brasileiro deverá ser zero, algo inédito na história do país em períodos sem crise cambial.

A culpa também não é da equipe econômica, pois ela apenas executa com docilidade a política determinada em cada detalhe pela presidente. Foi Dilma quem retirou a autonomia do Banco Central; criou um orçamento paralelo de alquimias contábeis entre o Tesouro e os bancos públicos; destruiu a capacidade de investimento da Petrobras e da Eletrobras; aparelhou partidariamente as agências reguladoras; fez os leilões de concessão de infraestrutura se tornarem um fiasco quando não uma fonte adicional de corrupção.

O resultado disso é a queda do PIB, a alta da inflação, a derrubada do investimento, a desindustrialização, o deficit externo e o aumento da dívida pública.

Dilma promete um governo novo, com ideias novas. Mas como faria isso se está convencida de estar no caminho certo? Se fosse reeleita, continuaria colocando em prática suas arraigadas convicções equivocadas sobre economia e administração pública. O resultado seria manter o país ladeira abaixo, com frustração popular, recessão, desemprego e inflação.

Felizmente, isso não vai acontecer porque tem Aécio Neves no meio do caminho.

Após 12 anos de "nós contra eles", que lembram o "ame-o ou deixe-o" da ditadura, Aécio é a esperança de reconciliação nacional. Sua história política é similar à de seu avô, Tancredo Neves, que sempre buscou a união dos extremos, o apaziguamento das diferenças, o convencimento pelo argumento, e não pela força.

Todo o ódio que o marqueteiro de Dilma fez destilar nessa campanha eleitoral sórdida será apagado, e Aécio, como fez em Minas Gerais, governará com competência, sem rancores ou partidarismos.

Por sua experiência no governo de Minas, Aécio sabe que políticas de inclusão social são um imperativo. Apesar da propaganda do governo sobre "a nova classe média", o Brasil continua a ser uma Belíndia --uma mistura da pobreza da Índia com a riqueza da Bélgica. Dados do Banco Mundial mostram que o Brasil mantém uma das mais desiguais distribuições de renda no mundo.

As informações que a Receita Federal finalmente começa a liberar revelam que a concentração de renda no país é bem maior do que a indicada pelas pesquisas domiciliares (Pnad) e ela não está sendo reduzida, ao contrário do que dizem os arautos do governo Dilma.

Aécio sabe também que para superar a pobreza, ao lado de uma política de transferência de renda, é fundamental ter uma estratégia de crescimento --equitativa e sustentável-- que leve o país, ao longo de uma geração, ao nível de renda do mundo desenvolvido.

Para isso precisamos restabelecer a estabilidade econômica e o equilíbrio das contas públicas e externas. Precisamos atrair o setor privado para investimentos maciços em infraestrutura, dar a nossas indústrias condições de competir no mercado internacional e, principalmente, melhorar nossos sistemas de educação, segurança e saúde.

Em seu programa de governo, Aécio tem propostas exequíveis para enfrentar esses desafios. Contará com uma equipe de auxiliares à altura da nobre tarefa de refazer a união entre os brasileiros e recolocar o país na rota do desenvolvimento.

Aécio para Dilma: não ataque pelas costas, venha para o cara a cara.



Chega de mentiras, boatos, falsidades. Venha para o debate, Dilma.

A decadência de Lula, a metamorfose ambulante.


Envolvimento de Sérgio Guerra no Petrolão é farsa armada por Dilma

Para a campanha de Dilma, vale tudo, inclusive enlamear os mortos. Da coluna do jornalista Políbio Braga:


Advogado de doleiro acusa ‘interesse eleitoral’ e ‘influência estranha’ na Lava Jato. 
Os repórteres Ricardo Brandt, Fausto Macedo e Mateus Coutinho revelam em reportagem desta terça-feira no jornal “O Estado de S. Paulo” que a incriminação do ex-senador Sérgio Guerra no caso Petrolão é falsa. O senador teria recebido R$ 10 milhões para sepultar a CPI da Petrobrás.

É tudo mentira. Foi armação para Dilma surpreender Aécio no debate do SBT.

 O advogado do doleiro Alberto Youssef, Antônio Figueiredo Basto, disse nesta terça-feira, 21, que vai acionar o Ministério Público Federal (MPF) para investigar “influência estranha” e “interesse eleitoral” no processo da Operação Lava Jato que trata dos supostos desvios de recursos e pagamento de propina a políticos e partidos envolvendo a Petrobrás. A reação de Basto, veterano criminalista estabelecido em Curitiba (PR), veio após o depoimento nesta segunda-feira, 20, de Leonardo Meirelles, “testa de ferro” do doleiro Alberto Youssef nas fábricas de medicamentos Labogen. Meirelles reforçou as suspeitas de envolvimento com o esquema de propinas do ex-presidente nacional do PSDB, entre os anos de 2009 e 2010, senador Sérgio Guerra (PE) – morto em março deste ano.

“Acho estranho que ele (Meirelles) foi interrogado antes nos autos da Labogen (outro processo da Lava Jato, em fase final), teve oportunidade de falar, não falou e agora quer vincular o PSDB”, argumenta Figueiredo Basto. “É um fato gravíssimo e vou tomar medidas junto ao Ministério Público Federal para investigar o que está acontecendo nesse processo.”

“Eu tenho convicção que tem influência estranha nesse processo, de terceiro, que tem interesse eleitoral em usar essa instrução”, avalia o criminalista. “Estou afirmando isso”, criticou o advogado. 

Dilma e o aparelhamento de Itaipu

Dilma nomeou para o conselho da binacional, em 2003, o sindicalista João Vaccari. O homem do Petrolão, que é tesoureiro do Partido Totalitário, continua no posto - certamente pelos bons serviços prestados à campanha da gerentona:


Seria injusto acusar apenas o PT de utilizar-se de conselhos de administração de estatais para abrigar correligionários, aliados políticos e similares. Outros governos foram pelo mesmo caminho, incluindo os da ditadura militar.

O artifício costuma ser usado para melhorar o rendimento de ministros, obrigados, assim como o presidente da República, a obedecer a limites salariais hipócritas. O mesmo vale para parlamentares, induzidos a se valer de copiosas verbas de gabinete para complementar os subsídios.

Mas se o PT não foge à regra, ele exagera. O que acontece no Conselho de Administração da usina Itaipu Binacional é exemplar — do que não deve ser feito, por suposto.

Este conselho entrou no noticiário porque lá se encontra, desde 2003, nomeado pela então ministra das Minas e Energia Dilma Rousseff, João Vaccari Neto, estrela em ascensão no escândalo da Petrobras, personagem também de outras histórias estranhas.

Oriundo do braço sindical petista, com atuação na categoria dos bancários — origem também, entre outros, do mensaleiro foragido Pizzolato, de Berzoini, e do falecido Gushiken — o discreto Vaccari, desde 2010, responde pela acusação de ter desviado dinheiro da Bancoop, cooperativa habitacional de sindicalizados. É acusado de estelionato, formação de quadrilha, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

À folha corrida de Vaccari serão acrescentadas outras denúncias ao ser encerrado o inquérito da Operação Lava-Jato, em que ele aparece, segundo testemunhos do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, como recolhedor da parte do leão que cabia ao PT no pagamento de propinas por empreiteiras contratadas pela estatal.

João Vaccari, portanto, parecia dono de um currículo à altura do cargo de tesoureiro da legenda, já ocupado por Delúbio Soares, mensaleiro condenado em fase de cumprimento de pena. O “secretário financeiro” do PT foi tirado de um semianonimato ao ser citado por Aécio Neves no debate com Dilma promovido pela Record. “Semi” porque Vaccari já fora citado também como intermediário em negócios pouco claros com fundos de pensão de estatais, bilionário braço financeiro do sindicalismo petista.

O ex-bancário não está sozinho no conselho de Itaipu. Lá também se encontram o ministro-chefe da casa Civil, Aloizio Mercadante, petista; o pedetista histório Alceu Collares, ex-governador do Rio Grande do Sul e, entre outros, o filho do ex-governador do Paraná Orlando Pesutti, do PMDB. Todos recebendo R$ 20.804,31 por participação nas reuniões do conselho.

Mais um caso para sedimentar a ideia de que esses conselhos são sinecuras indevidamente financiadas pelo contribuinte. O escândalo na Petrobras levou à redescoberta de Vaccari e, por tabela, jogou luz sobre o conselho de Itaipu. Esta história não para de produzir surpresas. (O Globo).