sábado, 25 de abril de 2015

PT roubou demais e está morto. Quem diz isto é um insuspeito ministro de Lula e Dilma.

A coisa está feia mesmo!
Trata-se do presidente nacional do PDT, Carlos Lupi. É uma fonte segura para falar do PT e dos governos a quem prestou, ahn, serviços em mandatos de Lula e Dilma. Tutti buona gente. Alô, Justiça, que tal ouvir esse senhor?:

Ex-ministro dos governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff e um dos “faxinados” do mandato passado, o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, disse que os petistas “roubaram demais” e que o partido deles “se esgotou”. “O PT exauriu-se, esgotou-se. Olha o caso da Petrobrás. A gente não acha que o PT inventou a corrupção, mas roubaram demais. Exageraram. O projeto deles virou projeto de poder pelo poder”, disse Lupi um dia após a Petrobrás divulgar que a perda da estatal com a corrupção chegava a R$ 6,2 bilhões. 

A declaração foi feita durante um encontro com correligionários na quinta-feira, em São Paulo. O Estado teve acesso à fala de Lupi, que foi confirmada pelo próprio dirigente pedetista.
Na conversa, o presidente do partido fez ressalvas a programas simbólicos dos governos petistas, como o Bolsa Família. “Tirou milhões da miséria, isso é bom para caramba. O Nordeste é outro (avanço), é verdade. Quem não vê isso é mentiroso, nojento. Eu tenho raiva deles. Mas (o governo) criou também uma dependência. Eu vejo gente que não quer trabalhar para manter o Bolsa Família, isso está errado. O programa tem que ser instrumento para tirar da miséria, não para manter na miséria.”
Aos correligionários, Lupi também reclamou do tratamento dado pelo PT ao PDT desde que as duas legendas formalizaram a aliança em 2006, quando o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva disputava a reeleição. “A conversa com o PT, com o meu amigo Lula e com a presidente Dilma, é qual o naco de poder que fica com cada um. Para mim, isso não basta. Eu não quero um pedaço de chocolate para brincar como criança que adoça a boca. Eu quero ser sócio da fábrica, eu quero ajudar a fazer o chocolate.” 
Em um momento de autocrítica, o presidente do PDT disse que o partido se “acomodou” por estar no poder, mas que, diante da insatisfação demonstrada pela população nas ruas, o partido precisa começar a buscar novos caminhos ou sofrerá as consequências no futuro.
“Se a gente não acordar para isso, daqui a pouco a população vai fazer como juiz de futebol: vai dar cartão vermelho para gente. Para muitos, já está dando”, disse Lupi. De acordo com aliados do dirigente pedetista, esse tem sido o tom usado por ele durante as reuniões com as Executivas estaduais do PDT desde o início do ano. 
Segundo Lupi, o fato de nas últimas eleições candidatos como o palhaço Tiririca (PR-SP) e o ex-jogador Romário (PSB-RJ) terem sido eleitos para cargos no Legislativo demonstram o descontentamento das pessoas com a figura do político tradicional. “O povo está fazendo isso para sacanear a gente. Está dizendo: ‘Seus babacas, me respeitem, porque senão olha o que eu vou fazer com vocês. Em vez de votar em vocês, eu vou votar no Tiririca, vou votar no Romário’.”
Planos. Procurado pelo Estado, Lupi confirmou o teor do discurso feito na quinta-feira. Ele nega que o PDT pense em deixar a base aliada neste momento. Acomodado no Ministério do Trabalho – cujo atual titular é Manoel Dias –, o partido conta hoje com 19 dos 513 deputados da Câmara e 6 dos 81 senadores. 
Ex-ministro do Trabalho, Lupi deixou o governo Dilma em dezembro de 2011, após uma série de denúncias de irregularidades envolvendo integrantes da pasta. Apesar de o partido continuar no comando do ministério até hoje, a relação entre PDT e PT está a cada dia mais estremecida. Parte dos senadores do partido defende a saída imediata da base do governo. Na Câmara, a bancada da sigla não tem mais seguido a orientação do Palácio do Planalto na hora das votações. 
Até agora, Lupi era apontado como o que mais resistia à ideia de deixar a base aliada. Hoje, no momento em que o PT passa pela sua maior crise desde que assumiu o governo, em 2003, o dirigente trabalhista resume assim o seu sentimento: “A gente não quer ser um rato, que foge do porão do navio quando entra a primeira água, mas também não queremos ser o comandante do Titanic, que ficou no barco até ele afundar”. (Estadão).

Aguardem, cidadãos. O pedido de impeachment está em banho-maria.

Pizza?
Apesar de 63 por cento da população defenderem o impeachment de Dilma, a oposição tucana ainda hesita. Vence a lengalenga do "deixa sangrar". O situacionismo é que já sangrou o suficiente, com suas principais lideranças na cadeia. E a oposição não sabe o que fazer. Vai que é tua, FHC:

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), divulgou há pouco uma nota em que diz que a definição do partido sobre um eventual pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff será tomada com "cautela e responsabilidade que têm pautado nossa posição até aqui". "Continuaremos ouvindo juristas que se debruçam sobre as denúncias que vêm surgindo e, principalmente, tomaremos a decisão, conforme definido em reunião recente, de forma conjunta com os partidos de oposição", destacou o tucano.

Aécio Neves aproveitou o comunicado para elogiar o líder do partido na Câmara, Carlos Sampaio (SP). Segundo Aécio, Sampaio "cumpre corretamente seu papel ao externar a já conhecida posição da bancada da Câmara sobre impeachment".  
Nesta sexta-feira, 24, Sampaio gerou um mal estar na cúpula do PSDB a respeito do momento certo de apresentar o pedido de afastamento de Dilma. Pela manhã, ele disse que, se dependesse da bancada do PSDB, o pedido seria protocolado até a próxima quarta-feira.
A declaração repercutiu mal no comando do partido, que ainda aguarda a avaliação de juristas para se posicionar oficialmente sobre o assunto. O presidente do PSDB telefonou para Sampaio e exigiu dele um esclarecimento.
À noite, o líder do partido na Câmara relativizou o que havia dito. "Talvez tenha me expressado mal. Vou na terça pela manhã tomar um café com o Aécio para levar a posição da bancada, para ouvi-lo. Ouvi-lo mesmo, porque a decisão tem que ser conjunta. Não faria sentido eu falar: 'Eu vou na terça ouvir o Aécio' e na quarta eu entro (com o pedido se houver concordância do partido)", disse o líder. "Vou levar a posição da bancada. Para a bancada, não tem mais o que aguardar. Já temos os elementos e daí vamos decidir conjuntamente."  (Estadão).

Proprio così, signore Sponholz. Adiante, Pizzolato.


Marta diz que PT traiu os brasileiros. Não, ele só enganou trouxas. Sempre foi antidemocrático.

Martaxa: 35 anos para enxergar a óbvia podridão do lulopetismo.
Quem levou tantas décadas para "entender" o que significa o PT na política brasileira merece pouca atenção. É o caso de Marta Suplicy, a Martaxa. Alô, Dona Marta, o PT nunca enganou quem sempre esteve atento à política. Só os trouxas caíram no conto de vigário desse partido desgraçadamente fundado em 1980, como legítima cria da ditadura civil-militar. Ponto:


Marta Suplicy foi deputada, prefeita de São Paulo, ministra do Turismo, da Cultura e atualmente cumpre mandato de senadora. Sempre pelo PT, partido em que milita desde o início da década de 80. Trinta e cinco anos, de muitas vitórias e algumas derrotas, um mensalão e um petrolão depois, que descreve como uma "avalanche de corrupção", ela decidiu deixar a legenda a que dedicou metade de sua vida. Marta tem convite de quase todos os partidos políticos do Brasil, mas se inclina mais para o PSB de Eduardo Campos, o candidato morto em um desastre de avião na campanha presidencial do ano passado. Enquanto desenhava estrelinhas em uma folha de papel, Marta falou a VEJA de seus motivos para romper com o PT e de seu "projeto de nação". Segundo ela, o PT "traiu os brasileiros". (Continua).

Temendo o petrolão, Lula defende o prisioneiro Vaccari e cobra reação de Dilma e do PT.

Lula com Vaccari, nos tempos do Bancoop: outra maracutaia petista.
O tiranete de São Bernardo acha que ainda há "agenda positiva" que possa tirar o governo Dilma do atoleiro. Balela. E, temendo que o tesoureiro Vaccari dê com a a língua nos dentes, passou a apoiá-lo:

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou pela primeira vez publicamente, nesta sexta-feira, 24, em um encontro com petistas de São Paulo, que a presidente Dilma Rousseff, sua sucessora, crie fatos positivos em seu governo de forma a abrir uma saída para a crise política que se arrasta desde a posse, em 1.º de janeiro.

“Nós temos de dizer em alto e bom som dentro do PT, para a companheira Dilma ouvir e para os nossos deputados e militantes ouvirem, que nós precisamos começar a dizer o que nós vamos fazer neste segundo mandato, qual é a política de desenvolvimento que nós vamos colocar em prática, qual é o tipo de indústria que nós vamos incentivar”, disse Lula, em um discurso inflamado de mais de 40 minutos, durante a abertura do 3.º Congresso das Direções Zonais do PT São Paulo, na noite de desta sexta na capital.
Em conversas fechadas o ex-presidente tem adotado há algumas semanas o mesmo discurso, com palavras mais diretas. Nestas conversas ele diz que Dilma não pode concentrar os esforços apenas na área econômica e que o governo “precisa governar” para criar notícias positivas que ajudem a reverter o “mau humor” da população.
Tema único. Nesta sexta, Lula reclamou de que o único tema nos últimos cinco meses é o ajuste fiscal. Segundo ele, é preciso dar um assunto aos petistas para que eles possam contrapor, “na mesa do bar”, as críticas ao partido e ao governo.
Além das cobranças, Lula conclamou os militantes presentes a defender Dilma. “Nem o PT sobrevive sem a Dilma nem a Dilma sobrevive sem o PT. Temos que ser unha e carne. Se Dilma fracassar é o PT quem fracassa e, se o PT fracassar, a gente vai contribuir para o fracasso da Dilma. E eu não vim ao mundo para fracassar.”
Disse ainda que, se Dilma está encontrando dificuldades, não é para o partido se afastar. “Temos de chegar juntos e empurrar para que ela continue sendo a Dilma que nós elegemos presidente da República.”
Preocupação. Ao falar sobre o segundo mandato de sua afilhada política, Lula destacou: “Precisamos dizer ao povo porque quisemos o segundo mandato de Dilma. Eu sempre tive preocupação com segundo mandato, porque segundo mandato é como segundo casamento, tem que ser melhor que o primeiro.” E ponderou: “Ninguém pode duvidar da dignidade e caráter da companheira Dilma, comprometida com o povo e com a classe trabalhadora deste país”.
Lula também endereçou uma cobrança ao PT. “O PT precisa errar menos. O PT não pode fazer aquilo que é criticado nos outros, tem que ser exemplo”, defendeu o ex-presidente. E lembrou da construção do partido, quando se vendia esperança e “utopia”. “O PT nunca teve nada de graça. E construímos coisas que nenhum sociólogo poderia imaginar que faríamos." Para Lula, era mais fácil fazer política quando o partido era oposição e pequenino.
Defesa do tesoureiro. No discurso, Lula também cobrou dos militantes a defesa do ex-tesoureiro da legenda João Vaccari Neto, que continua preso, dizendo que o PT tem que defender não apenas o Vaccari, mas o próprio partido. E disse que ninguém pediu desculpar à cunhada de Vaccari, Marice Correa de Lima, que foi presa e depois solta por dúvidas se ela era mesmo quem aparecia no vídeo.
"O PT precisa defender não apenas o Vaccari, mas também o PT das acusações que ele está sendo vítima. Defender os companheiros até que se prove o contrário."
Ao elogiar a decisão da direção do PT em não aceitar mais recursos de empresas privadas, Lula disse "parece que o dinheiro do PT é amaldiçoado e o dos outros é abençoado, parece que a campanha dos outros foi feita com dízimos, vendendo churrasco nas quermesses. E voltou a citar o ex-tesoureiro: "Será que o Vaccari pegou dinheiro escrito propina ou a mesma nota que os outros pegaram?" (Estadão).

Empresário enterra Lula no petrolão

Segundo Léo Pinheiro, Lula pediu a ele que cuidasse da reforma do “seu” sítio em Atibaia. A propriedade está registrada em nome de um sócio de Fábio Luís da Silva, filho do ex-presidente(Jefferson Coppola/VEJA)
A reportagem é matéria capa da revista Veja desta semana. Como se vê, o lamaçal do petrolão está chegando cada vez mais perto do tiranete Lula:


O engenheiro Léo Pinheiro cumpre uma rotina de preso da Operação Lava-Jato que, por suas condições de saúde, é mais dura do que a dos demais empreiteiros em situação semelhante. Preso há seis meses por envolvimento no esquema do petrolão, o e­­x-presidente da OAS, uma das maiores construtoras do país, obedece às severas regras impostas aos detentos do Complexo Médico-Penal na região metropolitana de Curitiba. Usa o uniforme de preso, duas peças de algodão a­­zul-claras. Tem direito a uma hora de banho de sol por dia, come "quentinhas" na própria cela e usa o banheiro coletivo. Na cela, divide com outros presos o "boi", vaso sanitário rente ao piso e sem divisórias. Dez quilos mais magro, Pinheiro tem passado os últimos dias escrevendo. Um de seus hábitos conhecidos é redigir pequenas resenhas e anexá-las a cada livro lido. As anotações feitas na cela são muito mais realistas e impactantes do que as literárias. Léo Pinheiro passa os dias montando a estrutura do que pode vir a ser seu depoimento de delação premiada à Justiça. Pinheiro foi durante toda a década que passou o responsável pelas relações institucionais da OAS com as principais autoridades de Brasília. Um dos capítulos mais interessantes de seu relato trata justamente de uma relação muito especial - a amizade que o unia ao e­­x-presidente Lula.

De todos os empresários presos na Operação Lava-Jato, Léo Pinheiro é o único que se define como simpatizante do PT. O empreiteiro conheceu Lula ainda nos tempos de sindicalismo, contribuiu para suas primeiras campanhas e tornou-se um de seus mais íntimos amigos no poder. Culto, carismático e apreciador de boas bebidas, ele integrava um restrito grupo de pessoas que tinham acesso irrestrito ao Palácio do Planalto e ao Palácio da Alvorada. Era levado ao "chefe", como ele se referia a Lula, sempre que desejava. Não passava mais do que duas semanas sem manter contato com o presidente. Eles falavam sobre economia, futebol, pescaria e os rumos do país. Com o tempo, essa relação evoluiu para o patamar da extrema confiança - a ponto de Lula, ainda exercendo a Presidência e depois de deixá-la, recorrer ao amigo para se aconselhar sobre a melhor maneira de enfrentar determinados problemas pessoais. Como é da natureza do capitalismo de estado brasileiro, as relações amigáveis são ancoradas em interesses mútuos. Pinheiro se orgulhava de jamais dizer não aos pedidos de Lula.

Desde que deixou o governo, Lula costuma passar os fins de semana em um amplo sítio em Atibaia, no interior de São Paulo. O imóvel é equipado com piscina, churrasqueira, campo de futebol e um lago artificial para pescaria, o esporte preferido do ex-presidente. Desde que deixou o cargo, é lá que ele recebe os amigos e os políticos mais próximos. Em 2010, meses antes de terminar o mandato, Lula fez um daqueles pedidos a que Pinheiro tinha prazer em atender. Encomendou ao amigo da construtora uma reforma no sítio. Segundo conta um interlocutor que visitou Pinheiro na cadeia, esse pedido está cuidadosamente anotado nas memórias do cárcere que Pinheiro escreve.

Na semana passada, a reportagem de VEJA foi a Atibaia, região de belas montanhas entrecortadas por riachos e vegetação prístina. Fica ali o Sítio Santa Bárbara, cuja reforma chamou a atenção dos moradores. Era começo de 2011 e a intensa atividade nos 150 000 metros quadrados do sítio mudou a rotina da vizinhança. Originalmente, no Sítio Santa Bárbara havia duas casas, piscina e um pequeno lago. Quando a reforma terminou, a propriedade tinha mudado de padrão. As antigas moradias foram reduzidas aos pilares estruturais e completamente refeitas, um pavilhão foi erguido, a piscina foi ampliada e servida de uma área para a churrasqueira. As estradas lamacentas do sítio receberam calçamento de pedra e grama. Um campo de futebol surgiu entre as árvores. O antigo lago deu lugar a dois tanques de peixes contidos por pedras nativas da região e interligados por uma cascata. Ali boiam pedalinhos em formato de cisne. A área passou a ser protegida por grandes cercas vigiadas por câmeras de segurança, canil e guardas armados.

O que mais chamou atenção, além da rapidez dos trabalhos, é que tudo foi feito fora dos padrões convencionais. A reforma durou pouco mais de três meses. Alguns funcionários da obra chegavam de ônibus, ficavam em alojamentos separados e eram proibidos de falar com os operários contratados informalmente na região e orientados a não fazer perguntas. Os operários se revezavam em turnos de dia e de noite, incluindo os fins de semana. Eram pagos em dinheiro. "Ajudei a fazer uma das varandas da casa principal. Me prometeram 800 reais, mas me pagaram 2 000 reais a mais só para garantir que a gente fosse mesmo cumprir o prazo, tudo em dinheiro vivo", diz Cláudio Santos. "Nessa época a gente ganhou dinheiro mesmo. Eu pedi 6 reais o metro cúbico de material transportado. Eles me pagaram o dobro para eu acabar dentro do prazo. Era 20 000 por vez. Traziam o envelopão, chamavam no canto para ninguém ver, pagavam e iam embora", conta o caminhoneiro Dário de Jesus. Quem fazia os pagamentos? "Só sei que era um engenheiro que esteve na obra do Itaquerão. Vi a foto dele no jornal", recorda-se Dário. (Veja.com).

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Esmolinha, pelamordedeus!


PSDB na Câmara ouve os cidadãos: impeachment já!

Contrariando FHC, que preservou Lula no processo do mensalão e parece dar guarida (termo merecido) a Dilma, a bancada do PSDB na Câmara está atenta à população, que brada pelo afastamento de Dilma. Com efeito, diante do acúmulo de dados criminais, já não é preciso aguardar "fatos novos". Os fatos abundam. O deputado Carlos Sampaio, líder do PSDB, que é promotor de Justiça, sabe o que está fazendo:


A bancada do PSDB na Câmara decidiu que já há elementos para apresentar imediatamente o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. E que não há necessidade de aguardar novos fatos ou pareceres jurídicos.

O líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio (SP), afirmou que nesta sexta-feira (24) que irá informar oficialmente essa posição ao presidente nacional da legenda, o senador Aécio Neves (MG), na terça-feira (28). Segundo o deputado, a intenção é apresentar o pedido de impedimento da presidente entre terça e quarta-feira (29).

"O que vou dizer ao Aécio é que na visão da bancada não tem mais o que aguardar. A Câmara é quem decide sobre a abertura do impeachment, então o protagonismo tem que ser da bancada da Câmara. Ela tem que tomar uma decisão e a decisão já foi tomada: o impeachment é cabível e não temos que aguardar mais nenhum parecer", afirmou Sampaio num intervalo de uma reunião de treinamento parlamentar dos deputados tucanos, em Brasília.

Aécio chegou nos últimos dias a subir o tom contra Dilma e a indicar que o partido encabeçaria o impeachment. Mas acabou recuando após o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o ex-governador José Serra, entre outros, manifestarem opinião contrária ao pedido de impedimento neste momento.

Aécio encomendou uma análise técnica sobre o tema, mas o jurista Miguel Reale Júnior pediu um prazo maior para elaborá-la. Segundo Carlos Sampaio, isso não é necessário porque a bancada na Câmara já tem pronto o pedido, que é baseado principalmente na suposta responsabilidade de Dilma sobre oescândalo na Petrobras e sobre as chamadas "pedaladas fiscais", as manobras realizadas pelo Tesouro para fechar as contas públicas.

EDUARDO CUNHA

O líder da bancada tucana também afirmou que irá recorrer ao plenário da Câmara contra eventual recusa ao pedido por parte do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

O peemedebista já deu declarações afirmando não ver razões hoje para dar prosseguimento a eventual processo contra Dilma. Pelo regimento da Câmara, cabe recurso dessa decisão, o que levaria ao plenário da Câmara a responsabilidade de dar a palavra final.

Caso Cunha –ou o plenário da Câmara, na análise de eventual recurso contra sua decisão– autorize o desenrolar da tramitação do pedido, o processo só é aberto caso tenha o apoio de pelo menos dois terços (342) dos 513 deputados federais.

Se isso ocorrer, Dilma é afastada, e o julgamento é feito pelo Senado. (Continua na FSP).

Fachin promoveu evento pago por empresas públicas

Chamar o Brasil de Grotão lulista é elogio. Isto aqui já um esgoto a céu aberto:


O advogado e professor de Curitiba (PR) Luiz Edson Fachin, indicado ao cargo de ministro do Supremo por Dilma Rousseff, realizou evento pago de direito com patrocínio de empresas estatais como o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal, a usina hidrelétrica Itaipu e a Sanepar, companhia de saneamento do Paraná.

O congresso de direito civil, oferecido em setembro de 2014 em Curitiba, foi realizado pelo IBDCivil (Instituto Brasileiro de Direito Civil), criado em 2012 por Fachin e pelos advogados Gustavo Tepedino e Paulo Luiz Netto Lôbo, ex-integrante do Conselho Nacional de Justiça.

Segundo o site do instituto na internet, a entidade foi criada "sem fins lucrativos nem filiação partidária", com o objetivo de "pensar, debater e construir o direito civil contemporâneo à luz da legalidade constitucional".

A inscrição para o congresso de 2014, a segunda edição organizada pelo IBDCivil, custou de R$ 400 a R$ 500 para profissionais de direito, de R$ 180 a R$ 230 para estudantes e de R$ 230 a R$ 290 para filiados ao instituto.

Além das estatais, também colaboraram para o evento as seções nacional e paranaense da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e as universidades Positivo e Federal do Paraná, entre outros. Em 2010, Fachin havia declarado publicamente apoio e pedido votos para Dilma durante o segundo turno da campanha presidencial.

O BB confirmou, em nota, ter patrocinado dois congressos organizados pelo IBDCivil em 2013 e 2014, com cotas de R$ 30 mil e R$ 40 mil, respectivamente. A Sanepar também confirmou ter "colaborado com R$ 16 mil" com o evento de 2014. Em contrapartida, "obteve a divulgação de sua logomarca nos materiais do evento, a distribuição de sua água envasada em copos com a logomarca da companhia e a liberação de inscrições para o evento".

Oito servidores da empresa participaram.

A Caixa informou ter pago R$ 10 mil para o evento de 2014, "proposta encaminhada pelo IBDCivil". A Itaipu ainda não se manifestou.

O terceiro congresso do IBDCivil, marcado para agosto em Recife (PE), não tem estatais na lista de apoiadores.

SEM LUCRO

Fachin, por meio de sua assessoria, informou que o advogado Gustavo Tepedino poderia dar maiores detalhes do financiamento, na condição de presidente do instituto. Tepedino afirmou que ele, Fachin e Lôbo não têm qualquer tipo de retirada ou vencimentos com o trabalho no instituto. Ele disse que a organização de cada congresso custou em torno de R$ 300 mil e que cerca da metade desses recursos foi bancada pelos patrocinadores.

Segundo ele, todo o dinheiro das inscrições é revertido para cobrir os custos com a organização do evento.

Tepedino explicou que o grupo de professores atua junto há mais de 12 anos, embora o instituto tenha sido formalmente criado em 2012.

"O instituto na verdade é um sonho mesmo nosso. Somos todos professores, sem fins lucrativos, nenhum dinheiro em caixa, somos 200 ou 300 filiados, temos uma revista agora. Há 12 anos conseguimos uma coisa muito difícil na área de direito, que é a reunião de grupos de pesquisa. Temos alunos do Pará, do Brasil inteiro. Temos hoje 30 ou 40 doutores. É o que a gente chama de uma renovação do direito civil."(FSP).

Dilma, um fantasma no Planalto.

The Economist afirma que Dilma permanece no cargo, mas já não está no poder; quanto ao PT, já não dá as cartas. O fato é que nem mesmo a permanência da presidente reincidente está garantida, já que a maioria da população defende o impeachment:

"Fora Dilma, fora PT" repetiam os gritos zangados na Avenida Paulista na tarde ensolarada de domingo 12 de abril. Eles eram ecoados em cidades pequenas e grandes por todo o Brasil. Mas os manifestantes já ganharam mais do que percebem. Em menos de quatro meses de seu segundo mandato, a presidente Dilma Rousseff permanece no cargo, mas para muitos fins, já não está no poder. E o Partido dos Trabalhadores (PT), de esquerda e nominalmente governante, já não dá as cartas na capital, Brasília.
Nem mesmo a permanência de Rousseff no Palácio do Planalto está inteiramente garantida.
Graças à combinação incendiária de uma economia se deteriorando e um escândalo de corrupção em massa na companhia petrolífera estatal Petrobrás, ela se tornou profundamente impopular.
Os manifestantes querem seu impeachment, assim como 63% dos entrevistados numa pesquisa recente.
Nesta semana, a oposição esteve coletando opiniões legais sobre se ela pode ser impedida por conta da Petrobrás ou por violar uma lei de responsabilidade fiscal que deveria impedir aos gastos extravagantes que ela propiciou para ser reeleita.
Revés. É um revés extraordinário. Por 12 anos o PT dominou a política brasileira graças às políticas sociais e a afinidade com as pessoas comuns de Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente de 2003 a 2010, e também do golpe de sorte de um boom de commodities que agora terminou.
Rousseff carece das habilidades políticas de Lula e as relações entre os dois são agora meramente cordiais. Mas os níveis de vida ainda em crescimento bastaram para lhe render um segundo mandato em outubro passado.
Dois fatores provocaram a erosão de sua autoridade desde então.
Primeiro, os erros de seu primeiro mandato levaram o Brasil à beira de uma grave recessão. Ante a probabilidade da perda do prezado grau de investimento na classificação de crédito pelo país (que aumentaria o custo dos empréstimos para empresas e famílias), ela nomeou Joaquim Levy, um falcão fiscal treinado em Chicago para seu ministro da Economia. Ele está ocupado cancelando subsídios e cortando subvenções - uma austeridade que é tabu para o PT. Rousseff já não comanda a microeconomia.
Agenda. Tampouco comanda a agenda política. Ela perdeu o controle do Congresso para o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), uma agremiação centrista de barões políticos regionais que é a principal parceira da coalizão de governo do PT.
Há muito que o PMDB se queixa de que o PT monopolizou os principais ministérios. Agora, ele conseguiu a sua vingança. Eduardo Cunha, o ladino congressista conservador do Rio de Janeiro, esmagou o candidato do PT para conquistar para o PMDB o poderoso cargo de presidente da Câmara de Deputados. O hiperativo Cunha está seguindo sua própria agenda. Em suas dez semanas no cargo, ele pediu as cabeças de quatro ministros e barrou algumas medidas fiscais de Levy. Seus acólitos o chamam de "primeiro-ministro".
Para atenuar este atrito, neste mês Rousseff demitiu o ministro para coordenação política do PT, entregando a função a Michel Temer, seu vice-presidente e líder titular do PMDB, e com ela o ambicionado poder de nomear funcionários de segundo escalão.
O que torna esta hemorragia do poder presidencial particularmente dramática é que Rousseff ainda tem quase mais quatro anos no cargo. Nesse tempo, a economia seguramente se agravará antes de melhorar.
Mandato. Conseguirá ela sobreviver? Nas seis últimas décadas, o Brasil assistiu a quatro maneiras diferentes de presidentes não completarem seus mandatos. Um presidente cometeu suicídio. Outro renunciou. Um terceiro foi deposto por um golpe militar, enquanto um quarto sofreu impeachment.
Felizmente, é difícil imaginar suicídio ou um golpe. É difícil também imaginar Rousseff, uma dura ex-guerrilheira urbana que sobreviveu à tortura, renunciando. E a legislação brasileira sustenta que um presidente só pode sofrer impeachment por crimes políticos ou comuns cometidos durante a vigência de seu mandato atual - embora não esteja claro se essa regra necessariamente isentaria qualquer malfeito praticado durante seu primeiro mandato.
Por enquanto, nada vincula Rousseff à corrupção; alguns gostariam que a irresponsabilidade fiscal fosse motivo para impeachment, mas ela provavelmente não é. Cabe a Cunha decidir se iniciará o processo de impeachment, e ele é um dos 53 políticos que estão sendo investigados por alegadas doações ilegais da Petrobrás.
Fernando Henrique Cardoso, um ex-presidente que continua sendo o líder intelectual da oposição, advertiu que um impeachment seria "temerário".
Isso parece correto. Os movimentos sociais por trás dos protestos fariam melhor gastando os próximos três anos promovendo a reforma política, pressionando para se fazer justiça no escândalo da Petrobrás, e reinventando uma oposição em boa parte moribunda. Quanto a isolada Rousseff, ela enfrentará um longo e desanimador esforço para tentar recuperar o poder perdido. Terá a firmeza de consegui-lo? (Estadão).

PT, o trem do abismo.


Um governo para esquecer

Governo Dilma: acabou. Cai fora.
Em artigo publicado no Estadão, Fernando Gabeira se pergunta: "como chegaremos a 2018, com um governo exaurido, crise aguda e um abismo entre as aspirações populares e o sistema político?". Viveremos "o teatro fúnebre de um governo que não é mais governo (...), de jornalistas de estimação analisando minúsculos movimentos mentais de um poder lobotomizado". Segue o texto na íntegra:

Recebi dois livros interessantes: Submissão, de Michael Houellebecq, e Ordem Mundial, de Henry Kissinger. Aproveito uns dias de resfriado para lê-los, mas só vou comentá-los adiante. Não sei se o resfriado turvou minhas expectativas, mas vejo o mundo caindo ao redor: empresas fechando, gente perdendo emprego e, como se não bastasse, estúpidos feriados.
Mas será que estar envolvido numa situação tão pantanosa me obriga a fazer as mesmas perguntas, tratar dos mesmos personagens, dona Dilma e seus dois amigos, Joaquim e Temer?
Nas últimas semanas deixei de perguntar apenas sobre o ajuste econômico, que nos promete uma retomada do crescimento. Começou enriquecendo os partidos e apertando as pessoas. Disso já suspeitava. Cheguei a indagar se não era possível superar o voo da galinha, achar um caminho seguro e sustentável. Constatei que lá fora também se faz a mesma pergunta, não a respeito do Brasil, mas do próprio capitalismo. O sistema tem um futuro, deságua em outra via de expansão?
Quanto à minha expectativa de um crescimento equilibrado, encontrei respostas desconcertantes. Como a do economista australiano Steve Keen, para quem o equilíbrio é uma ilusão e a economia tende a viver num desequilíbrio constante, sem jamais afundar.
Existem muitas previsões sobre o que vai acontecer mais adiante. A de Jeremy Rifkin pelo menos me agrada mais porque é a que mais se aproxima das minhas toscas expectativas. E de uma ponta de otimismo que nunca me deixa, mesmo no resfriado. Rifkin fala da internet dos objetos, da produção descentralizada de energia alternativa, das impressoras 3D e dos cursos online. Tudo pode fazer de cada um de nós um proconsumidor. Da produção em massa haveria um trânsito para a produção das massas, descentralizada e cooperativa.
Aqui acompanhei, por exemplo, a prisão de Vaccari, o tesoureiro do PT. Cheguei à conclusão de que foi motivada pela decisão do partido de mantê-lo no cargo. Quando foi depor na CPI, todas as acusações já estavam postas, incluídas as que revelam nexo entre propinas e doações. O despacho do juiz Sergio Moro fala em quebrar a continuidade dos crimes, evitando que o acusado mantenha uma posição em que, desde o caso da cooperativa dos bancários (Bancoop), desvia dinheiro para os cofres do partido.
Bastava ao PT afastá-lo enquanto durassem as investigações. Falou mais alto a fraternidade partidária. Tanto que os intérpretes oficiais diziam com orgulho que o partido não abandonaria Vaccari na estrada.
Citado por Kissinger, o cardeal Richelieu, comparando a sorte da pessoa com a de uma entidade política secular, afirma que o homem é imortal, sua salvação está no outro mundo. Já o Estado não dispõe de imortalidade, sua salvação se dá aqui ou nunca.
A maior interrogação ao ver o mundo desabando é esta: como chegaremos a 2018, com um governo exaurido, crise aguda e um abismo entre as aspirações populares e o sistema político?
A primeira pergunta é esta: com ou sem Dilma? O ministro José Eduardo Cardozo diz que a oposição é obcecada pelo impeachment. Disse isso ao defendê-la das pedaladas fiscais. Com a maioria dos eleitores desejando que Dilma se afaste, sempre haverá um motivo. Hoje é pedalada, amanhã é pênalti e depois de amanhã, escanteio, lateral, impedimento - enfim, é uma constante no jogo.
Os 12 anos de governo do PT foram marcados por uma extensa ocupação partidária da máquina pública. O Estado foi visto não só como o grande empregador, mas também como o espaço onde os talentos individuais iriam florescer.
Ao lado disso se construiu também a expectativa de que grande parte dos problemas dependia da interferência estatal. Da Bolsa Família aos empréstimos do BNDES, do patrocínio às artes à salvação do Haiti, da construção de uma imprensa "alternativa" ao soerguimento econômico de Cuba - tudo conduzido pelo Estado.
Com a ruína desse modelo, a oposição popular ao governo tem a corrupção como alvo, mas revela também uma profunda desconfiança do papel econômico do Estado, a ponto de alguns analistas a verem como réplica do movimento Tea Party, uma ala radical do Partido Republicano nos EUA. Se olhamos um pouco mais longe, para o colapso do socialismo, vamos encontrar algo mais parecido com a realidade nacional. Foi muito bem expresso por um ministro húngaro na aurora da reconstrução pela via capitalista: no passado havia uns fanáticos que diziam que o Estado resolve tudo, agora aparecem outros dizendo que o mercado resolve tudo.
Além da corrupção, sobrevive ainda uma expectativa num Estado bálsamo, que cura todas as dores, resolve todos os problemas, traz de volta as pessoas amadas. É compreensível que surja uma resistência apontando para um Estado mínimo e que as esperanças se reagrupem em torno do mercado.
O que resultará disso tudo ainda é muito nebuloso. Tenho consciência de escrever sentado numa cadeira ejetável. Mas, e daí? Quando você mostra que a experiência do governo petista se esgotou, muitos protestam. Com que ideias vão dinamizar a nova fase? Com que grana vão inventar um novo ciclo de bondades balsâmicas?
Se Dilma sobrevive como um fósforo frio, isso é só um problema imediato. É hora de começar a desvendar o futuro. Não tenho dúvida de que todos os exageros, os erros patéticos, a arrogância, a desmesura, tudo será cobrado até que se restabeleça um certo equilíbrio.
Viveremos o teatro fúnebre de um governo que não é mais governo, de uma esquerda oficial petrificada, de jornalistas de estimação analisando minúsculos movimentos mentais de um poder lobotomizado. Como diz um personagem de Beckett, acabou, acabamos. Resta ao governo sonhar com um domingo ideal em que, finalmente, voltadas para suas atividades normais, as pessoas o esqueçam. Imagino a discreta festa palaciana: mais um domingo, ninguém se lembrou de nós, viva!

Vem, Pizzolato, vem: os companheiros te esperam atrás das grades.

A Justiça italiana não se vingou da decisão de Lula e Tarso Genro, que abrigaram o assassino italiano Cesare Battisti. Não quis fazer uso da tal "reciprocidade": autorizou a extradição do mensaleiro Henrique Pizzolato, ex-marqueteiro do Banco do Brasil, que havia fugido da condenação que lhe foi aplicada pelo STF:


O governo da Itália autorizou nesta sexta-feira a extradição do ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato. Condenado no julgamento do mensalão, Pizzolato fugiu do Brasil e se escondeu na Europa por ter cidadania italiana. A decisão foi tomada pelo governo de Mateu Renzi e marca o fim de quase dois anos de tratativas jurídicas e diplomáticas em relação ao mensaleiro.

A decisão do Ministério da Justiça italiano foi confirmada por um representante da Interpol na Itália. O governo em Roma, porém, ainda não se pronunciou oficialmente sobre o assunto, já que a decisão primeiro precisa ser comunicada a Pizzolato e ao governo brasileiro.

A transferência de Pizzolato, que está preso em uma cadeia de Módena, no norte da Itália, poderá ocorrer já nos próximos dias. O governo brasileiro tem prazo de vinte dias para organizar a transferência do condenado ao país. A Itália autorizou a extradição depois que o Ministério da Justiça, em conjunto com o Supremo Tribunal Federal (STF) e Procuradoria-Geral da República, enviou ao governo Mateu Renzi um documento com garantias de que as penitenciárias brasileiras têm condições de receber o mensaleiro. Também foi garantido que ele terá um tratamento diferenciado e ficará isolado dos demais detentos.

Pizzolato deve ser acompanhado por agentes da Polícia Federal brasileira e da Interpol. O mais provável é que Pizzolato passe a cumprir pena no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Ele também pode requerer a transferência para Santa Catarina, onde mantém laços familiares.

Em fevereiro, a instância máxima do poder Judiciário italiano deu aval para a extradição, ao reverter uma decisão contrária do tribunal de Bolonha, para o qual o mensaleiro recorreu, solicitando que fosse submetido a um novo julgamento na Itália. Ele alegava que o julgamento no STF havia sido "político". No entanto, a decisão final dependia de autorização do Ministério da Justiça da Itália.

Pela decisão da Corte, "existem condições para a extradição", numa referência à situação das prisões no Brasil. "Sempre confiei na Justiça italiana", afirmou Miqueli Gentiloni, advogado contratado pelo Brasil para defender o caso.

Fuga - Pizzolato foi condenado a doze anos e sete meses de prisão pelo STF. Mas, há um ano e oito meses, fugiu do Brasil com passaporte falso, usando a identidade de um irmão morto. Ele acabou sendo preso na cidade de Maranello e, em setembro do ano passado, a Corte de Bolonha negou sua extradição argumentando que as prisões brasileiras não têm condições de recebê-lo. Ao sair da prisão, declarou que havia fugido para "salvar sua vida".

Para conseguir reverter a decisão, os advogados contratados pelo Brasil para atuar na Justiça italiana insistiram na tese de que a Itália não poderia generalizar a condição das prisões brasileiras.

Os advogados de Pizzolato chegaram a usar como argumento contra a extradição o fato de o governo Lula ter dado asilo político ao terrorista Cesare Battisti, condenado à prisão perpétua em seu país. "O Brasil mostrou que não há uma reciprocidade", indicou o advogado de Pizzolato, Emmanuelle Fragasso, em fevereiro, sem sucesso na argumentação. (Veja.com).

quinta-feira, 23 de abril de 2015

O obsoleto discurso belicista do lulopetismo

Lula com "artistas e intelectuais": retrato da estupidez ideológica.
No artigo "Brasileiros contra a guerra política", publicado no El País, o jornalista espanhol Juan Arias critica a convocação à guerra feita por Lula e seguidores, que se julgam donos das ruas. Esse tipo de discurso, ressalta Arias, é obsoleto. É voltar ao "nós contra eles". A rua, no entanto, é de todos, não tem dono. E, convenhamos: o PT é um partido em autodestruição:


Quando o Partido dos Trabalhadores (PT), em documentos recentes, fala de “reconquistar a rua” e convoca seus militantes com slogans de “guerra”, não está fazendo um favor para a democracia nem para um diálogo que abrace todos os brasileiros, muito menos em um momento delicado como este para o país.

Os termos de reconquista e os slogans bélicos soam obsoletos hoje, sobretudo para os jovens que, com a globalização e o colapso de velhas categorias políticas, dialogam com diferentes culturas e ideias.

Quando o PT lança seu slogan para apropriar-se novamente da rua, está insinuando que a rua era sua, propriedade privada, a única com voz política autorizada a falar. A rua, no entanto, é de todos, não tem dono.

Quando um partido convoca seus militantes com vocabulário de guerra, retrocede a um discurso de “nós contra eles”, em vez de se colocar como um representante do diálogo e de uma reconciliação entre todos os cidadãos que, antes de serem de esquerda ou de direita, se sentem, com orgulho, simplesmente brasileiros. (Continua).

"Fora Dilma" nas estradas outra vez


Inflação: o Banco Central e as tartarugas fujonas.

Alguém no BC se preocupa com a inflação?
Em artigo publicado na FSP, o economista Alexandre Schwartsman vai ao ponto: "O BC posa como se a inflação média de 6,2% ao ano observada entre 2011 e 2014 não fosse sua responsabilidade". Aliás, alguém do governo se preocupa com a inflação?


Há certa insistência, correta a propósito, para que a presidente faça o mea-culpa sobre a tal da “nova matriz macroeconômica”, hoje órfã de pai e mãe, já que não há, nas hostes “desenvolvimentistas”, quem tenha coragem de assumir a responsabilidade por seu estrondoso fracasso.

Argumenta-se que, ao reconhecer seus erros, a presidente melhora a percepção acerca de seu compromisso com a nova política econômica, o que pode, em tese, contribuir para a redução dos custos a ela associados, sem, é claro, eliminá-los.

Curiosamente, o Banco Central tem escapado ileso dessa cobrança. Considere, por exemplo, a declaração de seu presidente, afirmando que “o BC foi, está e continuará sendo vigilante com a inflação”.

Sério? Então só se pode concluir que o BC andou vigiando alguma outra inflação (talvez a americana, quem sabe a europeia), porque a brasileira já fugiu faz tempo, segundo as más línguas em companhia das duas tartarugas a quem competia também sua guarda (uma terceira engravidou e o BC não sabe quem é o pai).

A verdade é que o BC posa como se a inflação média de 6,2% ao ano observada entre 2011 e 2014 não fosse sua responsabilidade. Desses longos 48 meses, em apenas oito deles (entre março e outubro de 2012) a inflação ficou a menos de um ponto percentual da meta, mas, segundo o BC, nada disso lhe diz respeito.

Pela sua particular mitologia, a culpa foi sempre de algo fora do seu controle. A chuva, a falta de chuva, o aumento de preço das commodities, a queda dos preços das commodities, assim como o gramado, nunca nas condições ideais para a prática da política monetária.

Em momento algum o BC, seja na figura de seus diretores, seja por meio de seu presidente, teve a grandeza de vir a público e admitir que sua própria atitude fosse equivocada.

De meados de 2011 ao início de 2013, como se sabe, o Copom embarcou num processo de redução das taxas de juros, mesmo em face de inflação acima da meta. Conscientemente ignorou as expectativas de inflação, que sugeriam a persistência desse processo, notando, de passagem, que o mercado foi até otimista (a inflação observada ficou algo como 0,5% ao ano em média mais elevada do que o previsto pelos analistas). Desconsiderou alertas em contrário, crente na superioridade da sua visão.

Quando finalmente se rendeu às evidências e começou, tardiamente, o processo de aperto da política monetária, o fez de forma relutante. Interrompeu o ajuste por nada menos do que seis meses, de abril a outubro de 2014, e só o retomou, por coincidência ou não, depois de passado o segundo turno das eleições presidenciais.

Ao longo do processo sua comunicação foi errática, sinalizando pausas que não se concretizaram, “longos períodos de estabilidade” que, na prática, duraram um par de meses, e completa falta de sintonia com o comportamento da inflação.

Não é outro o motivo da extraordinária perda de credibilidade. Embora o BC jure hoje, por todos santos, orixás e deuses dos mais variados panteões, que busca trazer a inflação de volta para a meta de 4,5% em 2016 (e há quem ainda se digne a propagar a história), a média dos analistas vê inflação na casa de 5,6% no ano que vem.

Essa diferença, 1,1 ponto percentual, é uma medida da (perda de) credibilidade; um BC crível obteria do mercado expectativas próximas à meta num horizonte tão longo (20 meses).

A afirmação de seu presidente sugere que não há mudança na atitude do BC. Se já era vigilante e a inflação escapou, o que mudou para nos convencer de que, daqui para a frente, tudo vai ser diferente?

Caso o BC queira recuperar, ao menos em parte, sua credibilidade, será necessário, em primeiro lugar, reconhecer que errou no passado e que a consciência desse equívoco desempenhará papel importante na formulação futura da política monetária.

Enquanto isso, se acharem duas tartarugas fujonas e o pai das tartaruguinhas, o BC agradece.

A justa e indignada crítica de Marco Villa a FHC

Agricultores de Minas condenam medalha outorgada ao bandoleiro Stédile

O olhar "amigável" do Pol Pot brasileiro.
Como acompanho o tema da agricultura e sou inimigo dos bandoleiros do MST, reproduzo aqui nota que li no blog do Coronel. Acho que a Faemg foi muito branda na crítica. A outorga da Medalha da Inconfidência ao facínora que comanda o "exército" lulista do MST não é apenas um afronta a Minas Gerais, mas ao povo brasileiro, que preserva a democracia - apesar de provocações como estas do almofadinha Fernando Pimentel, governador de MG. Aliás, não são essas hordas de baderneiros que intimidarão os brasileiros, cansados de tanta violação às leis e ao Estado de Direito. Ninguém tem medo da guerra petralha (ver post anterior):


SISTEMA FAEMG- Federação da Agricultura do Estado de Minas Gerais


As entidades empresariais de Minas Gerais manifestam sua mais enfática estranheza diante da decisão do governo do estado de outorgar Comenda a quem comanda ações reprováveis de movimentos à margem da lei, particularmente o MST, cujos objetivos, acintosamente, violam os mais elementares princípios democráticos.

Ao renovar o inarredável compromisso com a lei e a ordem, as entidades abaixo assinadas reiteram a disposição de repelir iniciativas dessa natureza e reafirmam a necessidade de respeito à cultura e ao caráter dos homens e mulheres de Minas Gerais.

Reiteram, igualmente, a confiança de que o ideário dos Inconfidentes ­ de justiça, paz e desenvolvimento – prevalecerá sobre o autoritarismo, a violência e a ilegalidade, inspirando as decisões das autoridades constituídas no sentido de construir um país justo e democrático.

Roberto Simões

FAEMG

Partido Totalitário declara guerra aos brasileiros

Na expressão do dono do PT, sempre o ódio.
Editorial do Estadão esmiuça as "teses" do 5º Congresso Nacional do PT, a ser realizado em junho. Tais teses, diz o texto, revelam cristalinamente a ferrenha disposição petista de "não largar o osso". O PT, de fato, sempre teve uma visão meramente instrumental da democracia: usa as instituições democráticas para chegar ao poder e de lá não mais sair, se possível implantando uma ditadura. Como herdeiro das fracassadas ideias socialistas, rejeita a alternância de poder. E o magistral editorial conclui: ao explorar a imagem da guerra contra os adversários - e o povo em geral -, os petistas apenas reafirmam seu "espírito totalitário":

O PT julga que está em guerra. É o que está escrito, com todas as letras, nas "teses" apresentadas pelas diversas facções que compõem o partido e que serão debatidas no 5.º Congresso Nacional petista, em junho.
De que guerra falam os petistas? Contra quem eles acreditam travar batalhas de vida ou morte, em plena democracia? Qual seria o terrível casus belli a invocar, posto que todos os direitos políticos estão em vigor e as instituições funcionam perfeitamente?
As respostas a essas perguntas vêm sendo dadas quase todos os dias por dirigentes do PT interessados, antes de tudo, em confundir uma opinião pública crescentemente hostil ao "jeito petista" de administrar o País. O que as "teses" belicosas do partido fazem é revelar, em termos cristalinos, o tamanho da disposição petista em não largar o osso.
"Precisamos de um partido para os tempos de guerra", conclama a Articulação de Esquerda em sua contribuição para o congresso do partido. Pode-se argumentar que essa facção está entre as mais radicais do PT, mas o mesmo tom, inclusive com terminologia própria dos campos de batalha, é usado em todas as outras "teses". Tida como "moderada", a chapa majoritária O Partido que Muda o Brasil avisa que "é chegado o momento de desencadear uma contraofensiva política e ideológica que nos permita retomar a iniciativa".
A tendência Diálogo e Ação Petista conclama os petistas a fazer a "defesa dos trabalhadores e da nação", como se o Brasil estivesse sob ameaça de invasão, e diz que as "trincheiras" estão definidas: de um lado, a "direita reacionária"; de outro, os "oprimidos". A chapa Mensagem ao Partido quer nada menos que "refundar o Estado brasileiro", por meio de uma "revolução democrática" - pois o "modelo formal de democracia", este que vigora hoje no Brasil, com plena liberdade política e de organização, "não enfrenta radicalmente as desigualdades de renda e de poder".
Da leitura das "teses" conclui-se que o principal inimigo dos petistas é o Congresso, pois é lá que, segundo eles dizem, se aglutinam as tais forças reacionárias. O problema - convenhamos - é que o Congresso representa a Nação, o povo. Se o Congresso resiste a aceitar a agenda do PT, então a solução é uma "Constituinte soberana e exclusiva", cuja tarefa é atropelar a vontade popular manifestada pelo voto e mudar as regras do jogo para consolidar o poder das "forças progressistas" - isto é, o próprio PT.
Uma vez tendo decidido que vivem um estado de guerra e estabelecidos quem são os inimigos, os petistas criam a justificativa para apelar a recursos de exceção - o chamado "vale-tudo". O principal armamento do arsenal petista, como já ficou claro, é o embuste. O partido que apenas nos últimos dez anos teve dois tesoureiros presos sob acusação de corrupção, que teve importantes dirigentes condenados em razão do escândalo da compra de apoio político no Congresso e que é apontado como um dos principais beneficiários da pilhagem da Petrobrás é o mesmo que diz ter dado ao País "instrumentos inéditos" para punir corruptos. Há alguns dias, o ex-presidente Lula chegou ao cúmulo de afirmar que os brasileiros deveriam "agradecer" ao PT por "ter tirado o tapete que escondia a corrupção".
É essa impostura que transforma criminosos em "guerreiros do povo brasileiro", como foram tratados os mensaleiros encarcerados. Foi essa inversão moral que levou o governador petista de Minas, Fernando Pimentel, a condecorar o líder do MST, João Pedro Stédile, um notório fora da lei, com a Medalha da Inconfidência, que celebra a saga libertária de Tiradentes. A ofensiva dos petistas é também contra a memória nacional.
Ao explorar a imagem da guerra para impor sua vontade aos adversários - inclusive o povo -, o PT reafirma seu espírito totalitário. A democracia, segundo essa visão, só é válida enquanto o partido não vê seu poder ameaçado. No momento em que forças de oposição conseguem um mínimo de organização e em que a maioria dos eleitores condena seu modo de governar, então é hora de "aperfeiçoar" a democracia - senha para a substituição do regime representativo, com alternância no poder, por um sistema de governo que possa ser totalmente controlado pelo PT, agora e sempre.