quarta-feira, 4 de março de 2015

Taxa de juros dispara: é a maior em seis anos. Parabéns, Dilma.

A taxa Selic deve aumentar ainda mais até o final do ano. Como se vê, o governo Dilma é um perigo para a economia:


O Banco Central (BC) elevou, nesta quarta-feira, a taxa básica de juros em 0,50 ponto percentual, para 12,75% ao ano, em decisão unânime e amplamente esperada pelo mercado. Com isso, a taxa atingiu o maior patamar desde janeiro de 2009. "Avaliando o cenário macroeconômico e as perspectivas para a inflação, o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa Selic em 0,50 p.p., para 12,75% a.a., sem viés.", informou o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC.

Pesquisa feita com economistas pela Reuters mostrou que quase todos os analistas já aguardavam uma alta de 0,5 ponto da taxa básica de juros, diante do cenário de inflação elevada. Apenas cinco dos 48 economistas consultados esperavam um aumento menor, de 0,25 ponto percentual, principalmente devido ao risco de que os juros altos desacelerem ainda mais a economia.

No fim de outubro, o Copom deu início ao atual ciclo de aperto monetário ao elevar a Selic em 0,25 ponto percentual, em decisão surpreendente e que contou com apoio de todos os membros do comitê. No encontro de dezembro, o Copom acelerou o ritmo e elevou a taxa em 0,5 ponto percentual, elevando novamente a Selic em 0,5 ponto percentual na reunião de janeiro.

A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 28 e 29 de abril de 2015.

No relatório semanal Focus, a mediana das expectativas dos economistas ouvidos pelo BC aponta para uma Selic em 13% ao fim deste ano - antes era esperada 12,75%. Já para a inflação, medida pelo IPCA, as estimativas apontam para 7,47% em 2015, também acima do esperado na semana anterior (7,33%). (Veja.com).

Partido Solidariedade consulta juristas para pedir o impeachment de Dilma

Refinaria de Pasadena, que passou por aprovação de Dilma.
Segundo o presidente do partido, deputado Paulinho da Força, o pedido deve ser baseado na autorização, feita por Dilma, para a compra da refinaria de Pasadena. O partido já ouviu vários advogados e continua fazendo consultas:

O presidente do Solidariedade (SD), deputado Paulinho da Força (SP), afirmou que o partido irá encomendar com juristas estudos para basear um pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff por ela ter autorizado a compra da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA). O negócio, revelado pelo Estado, provocou prejuízo de US$ 792 milhões para a Petrobrás e, segundo delatores do esquema de corrupção na Operação Lava Jato, foi aprovado mediante pagamento de propina a executivos da petroleira. 
"O Solidariedade esta consultando advogados sobre o impeachment da presidente Dilma. Falamos hoje com alguns e amanhã teremos outras conversas", afirmou Paulinho. "Ela era presidente do conselho de administração da Petrobrás quando Pasadena foi comprada", complementou. Um dos juristas que serão procurados pelo partido é Ives Gandra que já elaborou um parecer sobre um pedido de impeachment por improbidade administrativa. 
Lideranças do SD almoçaram nesta quarta-feira, 4, com o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e deixaram o encontro defendendo a proposta de um pedido de cassação do mandato da petista. Cunha esta entre os políticos citados na lista da procuradoria da República enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF) que devem ser investigados por suposto envolvimento no esquema de corrupção na Petrobrás. O PMDB no Congresso tem retaliado o governo após a divulgação de que Cunha e o presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), serão investigados. Conforme relatos, um dos presentes afirmou que "se for preciso cassar até o vice-presidente Michel Temer (PMDB) para que a presidente Dilma deixe o governo seria válido." Todos teriam rido da brincadeira. 
A presidente Dilma era ministra da Casa Civil no governo Luiz Inácio Lula da Silva quando presidiu o conselho de administração da Petrobrás. No ano passado, em nota ao Estado, Dilma afirmou que só votou a favor da compra da refinaria de Pasadena porque o então diretor da área internacional da Petrobrás Nestor Cerveró enviou aos conselheiros um resumo "técnico e falho" que omitia cláusulas contratuais que se mostraram prejudiciais à Petrobrás. Na nota, a presidente disse que se tivesse conhecimento dessas cláusuas não teria aprovado a compra da refinaria. Como presidente do conselho, contudo, Dilma poderia ter acesso a todos os detalhes da compra da empresa se tivesse solicitado. 
A declaração da presidente ao Estado provocou a abertura de duas CPIs no Congresso no ano passado para investigar a Petrobrás que terminaram sem qualquer conclusão. Cerveró esta preso acusado de operar um esquema de corrupção na diretoria da área interncional da petroleira. O ex-diretor de serviços da Petrobrás Paulo Roberto Costa, um dos delatores da Lava Jato, já admitiu ter recebido US$ 1,5 milhão de propina para não de opor à compra de uma refinaria considerada obsoleta. Em artigo, o jurista Ives Granda já afirmou: "Como a própria presidente da República declarou que, se tivesse melhores informações, não teria aprovado o negócio de quase US$ 2 bilhões da refinaria de Pasadena (nos Estados Unidos), à evidência, restou demonstrada ou omissão, ou imperícia ou imprudência ou negligência, ao avaliar o negócio."
O Tribunal de Contas da União (TCU) analisa se a presidente Dilma e os demais conselheiros à época serão punidos por terem dado o aval para a compra da refinaria, sem o qual o negócio não teria sido fechado.   (Estadão).

Sponholz e a disparada do dólar


Aécio acusa governo de tentar envolver oposição na Lava Jato

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O senador Aécio Neves diz que o governo atuou para envolvê-lo na lista de Janot. O procurador-geral não encontrou nenhuma prova contra ele e sugeriu ao STF o arquivamento do caso:


O presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), acusou nesta quarta-feira, 4, o governo de ter atuado para incluir a oposição na lista dos políticos acusados de envolvimento no esquema de corrupção da Petrobrás. O nome do senador foi citado pelo delator da Operação Lava Jato, Alberto Youssef, mas o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, considerou que não havia indícios para abertura de inquérito e sugeriu ao Supremo Tribunal Federal (STF) o arquivamento do caso envolvendo o tucano.
"Recebo como uma homenagem o arquivamento. Foram infrutíferas as tentativas de setores do governo de envolver a oposição na investigação", disse. Questionado sobre quem do governo teria atuado junto aos investigadores para prejudicá-lo, o senador não respondeu. 
Aécio afirmou que não sabe de nada a respeito das citações ao seu nome no processo da Lava Jato e disse não ter interesse em se informar. O senador disse ainda que não foi comunicado pelo procurador Rodrigo Janot de que seu nome havia sido mencionado.
Nesta quarta o ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Pepe Vargas, rechaçou a tese de influência do governo nas investigações e disse que o Planalto não tem interesse em desestabilizar o Congresso.  "Não há absolutamente nenhuma possibilidade de o governo incluir ou tirar alguém da lista. Até porque isso significaria fazer uma especulação de que o Ministério Público possa ser influenciado e não teria autonomia e independência", ressaltou o ministro. (Estadã0).

Ou o Brasil acaba com o petismo, ou o petismo destrói o Brasil.

Em artigo publicado no jornal O Globo, o historiador Marco Antônio Villa alerta para a estratégia do tiranete Lula, que, agarrado ao poder, pode buscar o confronto, "dividir o país, jogar classe contra classe, região contra região, partido contra partido, brasileiro contra brasileiro". Pode haver conflitos de rua, "greves, choques, ataques ao patrimônio público e privado, ameaças e agressões a opositores". Lula é capaz de tudo, mas o Brasil não tem medo do lulopetismo:


Em 2015, em meio a muita tensão política, a Constituição de 1988 terá sua prova de fogo. Não há qualquer paralelo com o episódio do impeachment de Fernando Collor. Este já tinha percorrido mais de dois anos de mandato quando foi apeado do poder. E o momento mais agônico da crise foi resolvido em quatro meses — entre julho e outubro de 1992. Também deve ser recordado que o então presidente tinha um arremedo de partido político, sua conexão com a sociedade civil era frágil — e quase nula com os setores organizados, a relação com o Congresso Nacional era ruim, e com medidas heterodoxas descontentou amplos setores, do empresariado ao funcionalismo público. Sem contar que, em 1990, o país passou por uma severa recessão (-4,3%) e tudo indicava — como efetivamente ocorreu — que, em 1992, teria uma nova recessão.

O quadro atual é distinto — e causa muito mais preocupação. O governo tem um sólido partido de sustentação — que está em crise, é verdade, mas que consegue agir coletivamente e tem presença dominante em governos estaduais e dezenas de prefeituras. A base congressual é volátil mas, aparentemente, ainda responde ao Palácio do Planalto. As divergências com o sócio principal do condomínio petista, o PMDB, são crescentes mas estão longe do rompimento. Em 12 anos, o governo construiu — usando e abusando dos recursos públicos — uma estrutura de apoio social. E, diferentemente de Collor, Lula estabeleceu uma sólida relação com frações do grande capital — a “burguesia petista” — que é hoje dependente do governo.

O país está vivendo um impasse. O governo perdeu legitimidade logo ao nascer. Dilma não tem condições de governar, não tem respeitabilidade, não tem a confiança dos investidores, dos empresários e da elite política. E, principalmente, não tem mais apoio dos brasileiros horrorizados com as denúncias de corrupção e a inépcia governamental em enfrentá-las, além do agravamento dos problemas econômicos, em especial da inflação.

Deve ser reconhecido que Fernando Collor aceitou o cerco político que sofreu sem utilizar da máquina de Estado para coagir os adversários. E foi apeado legalmente da Presidência sem nenhum gesto fora dos limites da Constituição. Mas o mesmo não ocorrerá com Dilma. Na verdade, não com Dilma. Ela é um nada, é uma simples criatura, é um acidente da História. O embate vai ser travado com Lula, o seu criador, mentor e quem, neste momento, assumiu as rédeas da coordenação política do governo.

Foi Lula que venceu a eleição presidencial de 2014. E agora espera repetir a dose. Mas a conjuntura é distinta. As denúncias do petrolão e a piora na situação econômica não permitem mais meros jogos de cena. O momento do marketing eleitoral já passou. E Lula vai agir como sempre fez, sem nenhum princípio, sem ética, sem respeito a ordem e a coisa públicas. O discurso que fez no Rio de Janeiro no dia 24 de fevereiro é apenas o início. Ele — um ex-presidente da República — incitou à desordem, ameaçou opositores e conclamou o MST a agir como um exército, ou seja, partir para o enfrentamento armado contra os adversários do projeto criminoso de poder, tão bem definido pelo ministro Celso de Mello, do STF.

Lula está desesperado. Sabe que a aristocracia petista vive o seu pior momento. E não vai sair do poder sem antes usar de todas as armas, legais ou não. Como um excelente leitor de conjuntura — e ele o é — sabe que os velhos truques utilizados na crise do mensalão já não dão resultado. E pouco resta para fazer — dentro da sua perspectiva. Notou que, apesar de dezenas de partidos e entidades terem convocado o ato público do dia 24, o comparecimento foi pífio, inexpressivo. O clima no auditório da ABI estava mais para velório do que para um comício nos moldes tradicionais do petismo. Nos contatos mantidos em Brasília, sentiu que a recomposição do bloco político-empresarial que montou no início de 2006 — e que foi decisivo para a sua reeleição – é impossível.

A estratégia lulista para se manter a todo custo no poder é de buscar o confronto, de dividir o país, jogar classe contra classe, região contra região, partido contra partido, brasileiro contra brasileiro. Mesmo que isso custe cadáveres. Para Lula, pouco importa que a crise política intensifique ainda mais a crise econômica e seus perversos efeitos sociais. A possibilidade de ele liderar um processo de radicalização política com conflitos de rua, greves, choques, ataques ao patrimônio público e privado, ameaças e agressões a opositores é muito grande. Especialmente porque não encontra no governo e no partido lideranças com capacidade de exercer este papel.

O Brasil caminha para uma grave crise institucional, sem qualquer paralelo na nossa história. Dilma é uma presidente zumbi, Por incrível que pareça, apesar dos 54 milhões de votos recebidos a pouco mais de quatro meses, é uma espectadora de tudo o que está ocorrendo. Na área econômica tenta consertar estragos que produziu no seu primeiro mandato, sem que tenha resultados a apresentar no curto prazo. A corrupção escorre por todas as áreas do governo. Politicamente, é um fantoche. Serve a Lula fielmente, pois sequer tem condições de traí-lo. Nada faria sozinha.

Assistiremos à lenta agonia do petismo. O custo será alto. É agora que efetivamente testaremos se funciona o Estado Democrático de Direito. É agora que veremos se existe uma oposição parlamentar. É agora que devemos ocupar as ruas. É agora que teremos de enfrentar definitivamente o dilema: ou o Brasil acaba politicamente com o petismo, ou o petismo destrói o Brasil.

República Lulista do Grotão: propina para Renan furou o teto, diz delator.

Paulo Roberto Costa afirma que os pagamentos feitos ao presidente do Senado, Renan Calheiros, elevaram o porcentual da corrupção destinado aos políticos. Sai daí, Renan:

O ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa afirmou, em sua delação premiada, que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), recebeu propina em contratos da Diretoria de Abastecimento e que, na prática, os pagamentos ao peemedebista “furaram” o teto de 3% estabelecido como limite dos repasses a políticos no esquema de cartel e corrupção desbaratado pela Operação Lava Jato.
O esquema desbaratado a partir de março de 2014 envolvia o loteamento de diretorias da Petrobrás pelo PT, PMDB e PP. Por meio delas, eram arrecadados entre 1% e 3% de propina em grandes contratos Segundo Costa, a propina excedeu os 3% para que “fosse incluído um valor para Renan”.
O ex-diretor de Abastecimento foi o primeiro delator da Lava Jato. Paulo Roberto Costa afirmou em sua delação que o presidente do Senado usava como “interlocutor” dos contatos com a Diretoria de Abastecimento – reduto do PP no esquema – o deputado federal Aníbal Ferreira Gomes (PMDB-CE), que foi prefeito de Aracaú (CE) no período de 1989 a 1993.
Ferrenho defensor da família Calheiros no Congresso, Aníbal Gomes empregou em seu gabinete, como assessor. o filho mais novo do presidente Senado Rodrigo Rodrigues Calheiros. Segundo o delator, o aliado de Renan apresentava-se como “representante” do presidente do Senado.
Empresa. Para a força-tarefa do Ministério Público Federal, o delator afirmou que entre 2007 e 2008, o emissário peemedebista procurou por ele e disse que Renan “mandou pedir” que a Petrobrás “passasse a contratar uma empresa, a Serveng-Civilsan”. Na época, Costa ocupava a Diretoria de Abastecimento da estatal.
Aníbal Gomes teria dito que Renan queria que o grupo paulista Serveng-Civilsan pudesse participar das licitações da estatal. A Operação Lava Jato descobriu que um seleto grupo de empreiteiras detinha exclusividade em praticamente todas as áreas estratégicas da Petrobrás. Segundo os investigadores, apenas em casos extraordinários essa blindagem era rompida.
O Grupo Serveng atua em áreas diversas, inclusive energia, mineração, engenharia e construção. Costa não citou contratos da estatal com a empresa que teria sido indicada por Renan. A Serveng-Civilsan foi contratada para as obras da Refinaria Premium I, orçada em R$ 20 bilhões, em Bacabeira, a 60 quilômetros da capital São Luís. A unidade Foi projetada para operar como a maior refinaria da Petrobrás, mas está com as obras inacabadas e com problemas de execução.
No mês passado, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PC do B), reivindicou à presidente Dilma Rousseff (PT) que autorize a retomada das obras. A Serveng-Civilsan integra o consórcio formado com a Galvão Engenharia e a Fidens – outras duas empresas alvos da Lava Jato.
Tanto o engenheiro Shinko Nakandakari – operador de propina em nome da Galvão Engenharia – como o doleiro Alberto Youssef afirmaram em suas delações que houve pagamento de propina nas contratações dessa obra, no Maranhão. Segundo Youssef, a licitação da terraplanagem ocorreu entre 2010 e 2011 “sendo acertado que as vencedoras seriam a Galvão Engenharia, Serveng e Fidens”. Ele afirmou que “ficava sabendo antecipadamente” o nome das empresas que ganhariam as licitações.
Em reuniões que teriam acontecido em São Paulo, ficou acertado, segundo o delator, o pagamento de comissão de 1% sobre o valor do contrato. Os repasses teriam sido iniciados seis meses depois do início da obra.
Nesse encontro, disse Youssef, “ficou acertado” que a comissão seria liberada mediante a emissão de notas das empresas MO Consultoria e Empreiteira Rigidez – companhias de fachada controladas pelo doleiro para fluir o trânsito de propinas. O doleiro contou que um diretor da Serveng, conhecido por Paulo, “procedeu a negociação da comissão a ser paga pela empresa”, no montante de R$ 700 mil, parcelados em sete vezes de R$ 100 mil cada.
“O próprio Paulo esteve no escritório da Avenida São Gabriel entregando tais quantias em espécie”, declarou o doleiro.
Segundo Youssef, “de regra” o líder do consórcio negociava o pagamento das comissões. A obra de terraplanagem da refinaria foi uma exceção. ”O caso presente foi excepcional pois cada empresa acabou pagando o valor proporcional à sua parte do contrato”, disse o doleiro.
No caso da Fidens, Youssef afirmou que o deputado Luiz Fernando Faria (PP/MG) foi quem indicou a contratação de uma empresa. O doleiro disse em sua delação que ao procurar a Fidens para realizar a cobrança da propina soube que essa empresa ingressou no certame e foi contratada “devido a uma ingerência pessoal do deputado Luiz Fernando do Partido Progressista junto a Paulo Roberto Costa”.
Segundo o doleiro, a comissão seria paga diretamente pela Fidens. ”Isso me foi informado inclusive pelo próprio Paulo Roberto Costa.” (Continua no Estadão).

Falta alguém na lista de Janot


República em chamas

Percebe-se, de longe, que o clima político em Brasília está pesadíssimo (diga lá, Coronel). As relações de Dilma com o Congresso estão em turbulência máxima depois da "lista de Janot". Alô, Dilma, o 15 de março vem aí para jogar mais lenha na fogueira:


A presidente Dilma Rousseff está preocupada com o agravamento da tensão com o Congresso após a apresentação da lista da Procuradoria-Geral da República. O temor é que os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), não apenas culpem o governo por estarem citados na lista como inviabilizem qualquer votação de interesse do Executivo, criando um clima de instabilidade política. Nesta quarta-feira, Dilma se reúne com líderes do Senado e da Câmara a fim de acalmar os ânimos.

A avaliação interna no Planalto é a de que Cunha pode agir como Renan - que já retaliou o governo na terça, devolvendo ao Executivo a medida provisória que onera a folha de pagamento - e interpretar que foi incluído "na marra" na lista dos suspeitos da Operação Lava Jato, numa "manobra" arquitetada pela Polícia Federal para neutralizar o seu poder de fogo na Câmara. Na tentativa de se contrapor ao efeito bumerangue, Dilma planeja fortalecer o PMDB, abrindo mais espaço para o partido no primeiro e no segundo escalões da equipe. O problema é que uma das vagas que poderiam ser dadas a Cunha é justamente o Ministério do Turismo, ocupado por Vinícius Lages, afilhado de Renan.

Ajuste - Dilma também fará concessões em projetos a fim de evitar novas derrotas que comprometam seu ajuste fiscal. Já aceita afrouxar prazos estabelecidos em duas Medidas Provisórias editadas em dezembro - a 664 e a 665 - que integram seu plano de ajuste. O Planalto aceita diminuir, por exemplo, a carência para o pagamento do seguro-desemprego.

O modelo antigo estabelecia carência de um semestre, mas o texto do Executivo altera para dezoito meses na primeira solicitação, doze meses na segunda e seis meses a partir da terceira e é justamente esse novo prazo que será flexibilizado para obter aprovação do Legislativo. O governo também deve concordar em flexibilizar a carência para o recebimento de pensão por morte. Antes da medida provisória, não havia carência para esse tipo de benefício. Agora, o pagamento depende de um período de carência de no mínimo 24 contribuições mensais. (Veja.com).

Solução política para um caso policial?

Merval Pereira faz um comentário um tanto enigmático sobre "A lista de Janot". A República está num alto grau de tensão. Haverá rugido nas ruas? A conferir.


As atitudes hostis do presidente do Senado, Renan Calheiros, em direção ao Palácio do Planalto são reflexos diretos da certeza de que seu nome está na lista de Janot de políticos envolvidos na Operação Lava-Jato. Renan, e também Eduardo Cunha, o presidente da Câmara, estão convencidos de que houve o dedo do governo, com a atuação do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, através da Polícia Federal, para incriminá-los com o objetivo de fragilizar o Congresso e dividir as atenções neste momento de crise que o país atravessa. 

Como as investigações devem prosseguir até o fim do ano, pelo menos, teremos um Congresso em ebulição pressionando por uma solução política para um caso policial. Mas é um engano imaginar que o fato de o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pedir investigações sobre os políticos envolvidos na Operação Lava-Jato, em vez de já fazer denúncias, como no mensalão, significa um retrocesso ou é sinal de que se arma uma grande pizza no STF. 

Acontece que no mensalão as investigações foram feitas durante as Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs), e o então procurador-geral Antonio Fernando de Souza apresentou denúncias ao Supremo com base nelas. No petrolão, apesar da série de delações premiadas, as investigações se aprofundarão agora, quando o relator do processo, ministro Teori Zavascki, autorizá-las, provavelmente a partir desta sexta-feira, ao mesmo tempo em que liberará o sigilo para que a lista seja revelada. 

Ao contrário do que a maioria imaginava, inclusive eu, o fato de a delação premiada ser homologada pelo STF não significa que o delator forneceu provas de que está dizendo a verdade. A homologação apenas atesta que os ritos legais foram atendidos no processo de delação premiada, mas será durante as investigações que as informações dadas serão checadas, cruzadas com outros fatos, eventuais planilhas ou documentos fornecidos pelos delatores — que serão analisados —, para que se forme um quadro conclusivo. 

A delação, por si só, não pode servir de prova contra ninguém, mas deve indicar o caminho das investigações. E nesse caso do petrolão, graças às diversas delações premiadas, pode ser possível seguir o rastro do dinheiro, como preconiza o juiz Sérgio Moro na investigação sobre políticos corruptos. 

A preocupação do Ministério Público será, a partir da próxima semana, arranjar as provas que permitam denunciar os investigados e condená-los no decorrer do processo. No mensalão, havia até mesmo recibos assinados do dinheiro a que cada um teve direito, o que facilitou muito a formação de provas. 

No caso atual, o difícil será conseguir provar que o dinheiro doado por empreiteiras por meio de mecanismos legais e registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tem origem ilegal, desviado das obras da Petrobras. Mesmo que se prove esse desvio com o cruzamento de planilhas, descobrindo-se o caminho do dinheiro, será preciso provar que o político que recebeu aquela doação sabia que era dinheiro ilegal. 

Até mesmo o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, o mais exposto de todos, pode alegar que não sabia que o dinheiro era desviado de obras, embora haja várias delações premiadas dando conta dos acertos financeiros entre eles, os diretores da Petrobras e os empreiteiros. Juntar essas pontas com provas é que será o trabalho dos investigadores a partir de agora. 

Provavelmente haverá um sentimento de frustração na opinião pública quando constatar que até mesmo os empreiteiros hoje presos serão soltos brevemente, e que os políticos da já famosa lista do procurador Janot continuarão nas suas atividades dentro do Congresso enquanto as investigações estiverem ocorrendo, mas esse é o ritmo do processo no STF, que deve ser apressado pela decisão de entregar a uma das turmas o julgamento do caso, e não ao plenário do STF, como foi feito no julgamento do mensalão. 

O julgamento dos empreiteiros e outros envolvidos na Operação Lava-Jato na primeira instância, pelo juiz Sérgio Moro, em Curitiba, deve ser mais rápido do que o processo do STF, mas em compensação os réus terão mais instâncias recursais. 

O Ministério Público poderá também fazer uso de “provas emprestadas” para fundamentar sua acusação contra os políticos, isto é, provas levantadas nas investigações sobre as empreiteiras, ou delações premiadas que tenham conexão com as investigações sobre os políticos, poderão ser requisitadas para o outro processo no STF.

AGU do PT sai em defesa do terrorista Battisti

Luís Inácio Adams, advogado geral do...PT.
Depois de defender as empreiteiras envolvidas no petrolão, a Advocacia Geral da União agora se preocupa com o terrorista italiano Cesare Battisti, cuja extradição foi determinada pela Justiça. AGU é um nome impróprio. Deveria mudar para Advocacia Geral do PT:


A Advocacia Geral da União (AGU) vai recorrer da decisão da 20ª Vara de Justiça Federal que determinou a deportação do italiano Cesare Battisti. Segundo a AGU, o governo ainda não foi notificado da decisão, mas vai recorrer baseado no fato de que o Ministério da Justiça já havia concedido visto de permanência e a Justiça não poderia anular um ato de governo, que o próprio Supremo Tribunal Federal entendeu que era da alçada do presidente da República.

Segundo a AGU, o fundamento jurídico que irá basear a ação que será impetrada na Justiça para contestar a decisão da juíza Adverci Rates Mendes será baseada no Ato de Concessão de Permanência, do ministro Tarso Genro, durante a gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que concedeu a Battisti visto de permanência definitiva no Brasil, por meio do Conselho Nacional de Imigração.

Battisti foi condenado pela Justiça da Itália, em 1988, à prisão perpétua, pelo assassinato de quatro pessoas. Em 2004, ele fugiu para o Brasil, teve sua prisão preventiva decretada três anos depois e ficou preso na Penitenciária da Papuda, em Brasília. Em 2010, Battisti teve reconhecida a condição de refugiado político pelo Ministério da Justiça brasileiro. 
Esta decisão vem em um momento que o governo brasileiro está pleiteando a extradição do ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, condenado no processo do mensalão. (Estadão).

Enfim, o petrolão chega ao Supremo. Alô, Jaques Wagner: vá se roçar nas ostras.

O ex-governador baiano Jaques Wagner, agora ministro da Defesa (defesa dos corruptos, bem entendido) e integrante do "núcleo duro" do incompetente governo Dilma, tentou minimizar as investigações. Petista é assim: sempre debocha da justiça e das instituições. Editorial do Estadão:

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) os processos relativos a suspeitos de envolvimento no esquema de corrupção da Petrobrás que têm direito a foro privilegiado. Abre-se, assim, a fase certamente mais aguda do processo deflagrado pelas investigações da Operação Lava Jato, que deverá levar ao banco dos réus políticos com mandato eletivo e, eventualmente, titulares de cargos executivos do primeiro escalão. É mais uma demonstração do amadurecimento das instituições democráticas, que se consolidam na garantia de que, no âmbito da Justiça, "quem tiver que pagar vai pagar", conforme declarou Janot ao agradecer, na segunda-feira à noite, a manifestação de solidariedade de que foi alvo diante da sede da PGR, em Brasília.
À categórica declaração de fé de Janot no julgamento do maior escândalo de corrupção no setor público da história da República contrapôs-se manifestação do ministro da Defesa, Jaques Wagner, para quem a nova fase do rumoroso processo causará "turbulência" e uma certa "perturbação" social no momento em que o País precisa de "calma e tranquilidade" para o seu "funcionamento normal".
Em português claro, o ex-governador da Bahia tentou matar dois coelhos com uma só paulada: sugerir que o escândalo da Petrobrás e, consequentemente, seus desdobramentos policiais e judiciários não têm a importância que lhes tentam atribuir e insinuar que a "turbulência" artificialmente criada atende a interesses escusos.
Jaques Wagner, que integra o chamado G6, o núcleo duro do poder em torno de Dilma Rousseff, concluiu sua ardilosa manifestação com um primor em matéria de intenções sub-reptícias: "... se começarem a perturbar tudo, daqui a pouco muita gente vai dizer 'acaba logo essa investigação porque o País precisa voltar à normalidade'". No que aos petistas em geral falta em moderação verbal, a Wagner sobra em sutilezas.
As tentativas do PT de, a exemplo do que já havia feito no mensalão, desqualificar o trabalho da Polícia Federal e do Ministério Público, bem como do STF, mais uma vez esbarram na seriedade e firmeza com que as autoridades policiais e judiciárias manifestam a disposição de cumprir suas responsabilidades e nas manifestações de apoio que recebem dos mais variados setores da sociedade.
Diferentemente do que aconteceu no caso do mensalão, que no STF se tornou uma só ação penal, agora deverão ser criadas tantas ações quantas forem as denúncias aceitas pela Corte. E Janot não pretende, também de modo diverso em relação ao mensalão, apresentar diretamente denúncias, que se aceitas transformam os denunciados em réus. Por medida de rigor e cautela, entende a PGR que, na maior parte dos casos, deve propor ao STF o aprofundamento de investigações, de modo a preencher eventuais lacunas das peças acusatórias e garantir o posterior acatamento das denúncias.
Outra diferença na tramitação do petrolão no STF é que as várias ações penais serão julgadas não mais pelo plenário da Corte, mas por uma das duas Turmas, a 2.ª, integrada por cinco ministros, sob a presidência exatamente daquele a quem caberá relatar as ações, Teori Zavascki. Integram ainda a turma Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. A quinta cadeira está vaga desde a aposentadoria de Joaquim Barbosa, há mais de sete meses. É de esperar que agora a presidente Dilma Rousseff se decida a submeter ao Senado a nomeação do substituto.
Além das medidas adotadas pelo STF que permitirão agilizar o julgamento do petrolão, é igualmente tranquilizadora a intenção manifestada pelo ministro Teori Zavascki de suspender o sigilo em torno dos nomes dos políticos acusados, tão logo decida dar curso às solicitações da PGR.
E, no âmbito do Legislativo, decidiu-se manter a CPI da Petrobrás na Câmara dos Deputados focada em seu escopo original, que é o de investigar a corrupção na estatal de 2005 a 2015. Frustrou-se, assim, a tentativa do PT de retroagir o início das investigações ao primeiro mandato de FHC.
Todos esses procedimentos são corretos. Cumprem as normas do devido processo legal e dão aos acusados a necessária oportunidade de defesa. Enfim, erradicam no nascedouro as tentativas de transformar os autores da roubalheira em vítimas de um sistema político perverso.

Outro recorde negativo do governo Dilma: queda na produção industrial.

Todos os dias há uma nova prova da incompetência do governo petista. Vai durar mais quatro anos? O Brasil não merece:


A produção industrial subiu 2% em janeiro ante dezembro, na série com ajuste sazonal, mas alta não foi suficiente para reverter o resultado em 12 meses. No acumulado em 12 meses até janeiro, a produção industrial nacional acumula queda de 3,5%. 

Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado de janeiro ficou dentro das expectativas dos analistas ouvidos pela Agência Estado, que iam de queda de 0,60% a crescimento de 3,60%, e acima da mediana estimada, positiva em 1,30%.
Em relação a janeiro de 2014, a produção da indústria brasileira caiu 5,2%. Foi o 11º resultado negativo consecutivo nesse tipo de comparação. Nesta comparação, as estimativas iam de retração de 2,70% a 6,80%, com mediana negativa de 5%.
Apesar do avanço da produção industrial de 2% em janeiro ante dezembro, a atividade da indústria ainda opera 8,9% abaixo do seu pico de produção, registrado em junho de 2013. 
Bens de capital e consumo. A produção da indústria de bens de capital subiu 9,1% em janeiro ante dezembro. Na comparação com janeiro de 2014, o indicador mostra queda de 16,4%. No acumulado em 12 meses até janeiro, houve queda de 10,9% na produção de bens de capital. 
Em relação aos bens de consumo, a pesquisa registrou redução de 1,1% na passagem de dezembro para janeiro. Na comparação com janeiro do ano passado, houve recuo de 7,4%. No acumulado em 12 meses, a queda foi de 2,9%.
Na categoria de bens de consumo duráveis, o mês de janeiro foi de redução de 1,4% ante dezembro, e recuo de 13,9% em relação a janeiro de 2014. Em 12 meses, a queda ficou em 9,9%.
Entre os semiduráveis e os não duráveis, houve redução na produção de 0,3% em janeiro ante dezembro, e recuo de 5,3% na comparação com janeiro do ano passado. Em 12 meses, o resultado foi de redução de 0,7%.
Para os bens intermediários, o IBGE informou que o indicador teve crescimento de 0,7% em janeiro ante dezembro. Em relação a janeiro do ano passado, houve recuo de 2,4%. No acumulado em 12 meses, o instituto observou queda de 2,7%. (Estadão).

terça-feira, 3 de março de 2015

Investigação Janot em conta-gotas, o esperado. Fico de olho em Zavascki.

Essa lista ainda vai dar o que falar amanhã. Misteriosa e curta demais, para o meu gosto. Danem-se todos:

A Procuradoria-Geral da República encaminhou na noite desta terça-feira, 3, ao Supremo Tribunal Federal 28 pedidos de abertura de inquérito contra 54 pessoas, com ou sem mandato parlamentar, citadas como beneficiários do esquema de corrupção na Petrobrás. Os presidentes do Senado, Renan Calheiros (AL) e da Câmara, Eduardo Cunha (RJ), ambos do PMDB, já foram avisados que seus nomes estão na lista. Os delatores da Operação Lava Jato também citaram parlamentares do PT, PP, PSDB e PSB. 
O procurador-geral, Rodrigo Janot, enviou ainda ao ministro do STF Teori Zavascki, relator das ações relativas ao esquema de corrupção na Petrobrás, sete solicitações de arquivamento. Esses pedidos, contudo, não necessariamente excluem uma pessoa da investigação. O suspeito pode ter arquivado pedido relativo a um fato, mas continuar sendo investigado por outro crime. A informação de que a lista mais aguardada no meio político foi enviada ao Supremo foi antecipada ontem pelo portal estadao.com. Os pedidos de inquérito foram entregues em caixas no gabinete de Zavascki. 
A procuradoria-geral deve encaminhar hoje uma nova lista para o Superior Tribunal de Justiça , responsável por autorizar investigações contra governadores. 
Os nomes das pessoas que aparecem na lista de Janot não foram divulgados pelo STF ontem, em razão de o caso estar sob sigilo de Justiça. O ministro, entretanto, já deu sinais de que vai abrir os inquéritos. Zavascki também decidirá a partir de agora se os nomes dos citados que não tem direito a foro (ou seja, não são políticos com mandato) serão investigados pelo Supremo ou se haverá uma divisão do processo, com parte dele enviado à Justiça Federal no Paraná, responsável pelos suspeitos sem foro privilegiado.
Aviso. A cúpula do Congresso foi comunicada com antecedência de que seus nomes apareceriam na lista pelo vice-presidente da República, Michel Temer. O aviso ocorreu na sexta-feira, um dia depois de ele se reunir com Janot em sua residência oficial, o Palácio do Jaburu. Na ocasião do encontro, foi divulgado que a reunião teve como assunto questões orçamentárias do Ministério Público Federal. 
Janot também se reuniu com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, semana passada. Ambos deram versões desencontradas sobre a reunião, mas Janot negou ter informado o governo sobre os nomes da lista. 
Renan já consultou dois advogados para fazer sua defesa no inquérito da Lava Jato. Teria fechado com um criminalista de renome no Rio porque sua primeira opção já advoga para uma empresa investigada na operação. O nome de Renan foi citado pelo doleiro Alberto Youssef, que tem acordo de delação premiada, em relatos sobre um suposto esquema de pagamento a sindicatos que oferecem treinamento a funcionários da Petrobrás. Renan já foi aconselhado a pedir licença da presidência do Senado caso o inquérito venha a ser aberto. 
Já Cunha é apontado por Youssef como beneficiário de dinheiro por meio do policial federal Jayme Alves de Oliveira Filho, o Careca, apontado como responsável por entregar valores a políticos a mando do doleiro. 
Os nomes que integram a lista de Janot foram citados por Youssef e pelo ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa. Após serem acusados de integrar o esquema, eles decidiram colaborar com as investigações. A lista pode aumentar com o avanço das investigações e novas delações premiadas. 
Os políticos, conforme as investigações, recebiam propina de empreiteiras em troca de contratos fechados com as diretorias que controlavam na Petrobrás. Os delatores contaram à Justiça que o esquema funcionava nas diretorias de Abastecimento, Internacional e Serviços, mantidas por indicações do PP, PT e PMDB. Os doleiros, que lavavam o dinheiro do esquema, e os empresários, que o financiavam, já estão presos, a partir de decisões da Justiça Federal no Paraná. (Estadão).

República podre

Alguns nomes aparecem, seletivamente. Cadê o resto? Por que tanto mistério, senhor Janot? Ah, aí tem, a gente já sabe. Podre Brasil lulista:

Chegou no Supremo Tribunal Federal na tarde desta terça-feira, 3, a lista de parlamentares que serão investigados na Operação Lava Jato, enviada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. O ministro Teori Zavascki, do STF, deve deferir ou indeferir os pedidos de abertura de inquérito até esta sexta-feira, quando também tornará o conteúdo oficialmente público. Os documentos estão no prédio do Supremo dentro de uma caixa e passarão por um trâmite burocrático para ganhar um protocolo
Dentre os que serão investigados estão os presidentes da Câmara e do Senado, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e Renan Calheiros (PMDB-AL), respectivamente. Ambos foram informados pelo vice-presidente da República, Michel Temer, na última sexta-feira, 27, de que constam como relacionados na lista de Janot, como investigados na Lava Jato. 
O vice-presidente recebeu Janot em sua residência oficial, o Palácio do Jaburu, na manhã de quinta-feira, 26, em agenda que só foi divulgada posteriormente. Na ocasião, foi divulgado que a reunião teve como assunto questões orçamentárias do Ministério Público Federal.
Os pedidos de abertura de inquéritos para investigar políticos citados na Operação Lava Jato devem chegar ainda nesta semana ao Supremo Tribunal Federal (STF). Os casos serão encaminhados ao ministro Teori Zavascki, relator na Corte das ações relativas ao esquema de corrupção na Petrobrás. A expectativa é que as peças, elaboradas com base nas delações do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa, sejam enviadas por Janot nos próximos dias.
O procurador-geral deve pedir, na maioria dos casos, que o STF autorize investigações contra parlamentares e autoridades com prerrogativa de foro mencionados pelos delatores. Ele também pode oferecer denúncia diretamente, se achar que já há indícios suficientes de participação de políticos no esquema, ou solicitar o arquivamento do trecho da delação referente a algum nome.
Tanto Temer quanto Cunha negaram que foram informados sobre a lista de Janot. Já o vice-presidente Michel Temer informou, por meio de sua assessoria, que não recebeu nenhum dos nomes da lista de parlamentares que serão investigados na Operação Lava Jato. 
Eduardo Cunha (PMDB-RJ), negou que tenha sido comunicado sobre a possível inclusão de seu nome da lista dos políticos envolvidos na Operação Lava Jato. "Ninguém me comunicou de nada", rebateu o peemedebista. (Estadão).

Cadê a oposição?

Na tal de "mídia" burguesa não aparece ninguém da oposição. Quando alguém aparece, é com luvinhas de pelica - isto diante de ladrões condenados pela Justiça e do caos institucional reinante no país. Todos cuidadosos com a ostensiva diluição das instituições.

Impedimento de Dilma? Ah, isso é demais. Embora constitucional, esse recurso é afastado rapidamente pelos setores ditos oposicionistas.

Querem o quê?

Assassinatos, fogueiras nas ruas? A impressão é que todos têm rabo preso. Preso com o Brasil corrupto, é claro.

Brasil está entre as economias mais miseráveis do mundo

O Brasil faz companhia à Venezuela, primeiríssima, Argentina e Grécia (socialista), entre outros. Parabéns de novo, Lula e Dilma. (Grato, Marco Batalha). (Bloomberg).

Terrorista Battisti será deportado. Alô, Estadão, não é ativista: é assassino.

Condenado na Itália por assassinato - isto é, crime comum, e não político -, o terrorista Cesare Battisti teve a proteção de Tarso Illich Genro - o Lênin gaúcho -, no governo Lula, que lhe concedeu asilo, violando acordos internacionais. Enfim, a justiça. Quanto à matéria de Fausto Macedo, erra feio ao chamar o assassino de ex-ativista. É apenas um criminoso comum, condenado na Itália pelas barbaridades que cometeu. Alô, Tarso, receba um pé na bunda:

A Justiça Federal determinou, na quinta-feira, 26, que o ex-ativista italiano Cesare Battisti, condenado na Itália por assassinato, seja deportado. Em janeiro de 2009, governo brasileiro concedeu status de refugiado político ao italiano. Em seu último dia de mandato, Lula recusou o pedido da extradição feito pela Itália.
“No presente caso, trata-se, na verdade, de estrangeiro em situação irregular no Brasil, e que por ser criminoso condenado em seu país de origem por crime doloso, não tem o direito de aqui permanecer, e portanto, não faz jus à obtenção nem de visto nem de permanência. Ante o exposto, julgo procedente o pedido para declarar nulo o ato de concessão de permanência de Cesare Battisti no Brasil e determinar à União que implemente o procedimento de deportação aplicável ao caso”, afirma a juíza.

Membro do grupo Proletários Armados para o Comunismo, Battisti foi condenado à prisão perpétua na Itália por envolvimento em quatro assassinatos na década de 1970. A decisão da juíza federal Adverci Rates Mendes de Abreu, titular da 20ª Vara do Distrito Federal, foi tomada após ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público federal, que questionava a concessão de visto a Battisti. A Justiça considerou que a concessão do visto é ilegal e concluiu que ele deve ser deportado.
“Não fomos intimados da decisão, ainda não tem prazo correndo. Nós entendemos que a sentença tenta modificar uma decisão do Supremo Tribunal Federal e do Presidente da República. Fora do que é o objeto próprio da ação, portanto vamos recorrer”, afirmou o advogado de Battisti, Igor Sant’Anna Tamasauskas.
Segundo a juíza, ’os institutos da deportação e da extradição não se confundem, pois a deportação não implica em afronta à decisão do Presidente da República de não extradição, visto que não é necessária a entrega do estrangeiro ao seu país de nacionalidade, no caso a Itália, podendo ser para o país de procedência ou outro que consinta em recebê-lo’.

Indústria automobilística no buraco. Parabéns a Lula e Dilma.

As vendas caíram 28 por cento em fevereiro, o pior índice desde 2007. É mais um recorde do governo lulopetista, com 12 anos de erros acumulados. Já se tornou cansativo constatar todo dia um recorde negativo. Só o impeachment - recurso legal - pode unir a população e dar um novo rumo ao país:


A indústria automobilística vendeu apenas 185,9 mil veículos em fevereiro, o pior desempenho para o mês desde 2007, quando os negócios somaram 146,7 mil unidades, segundo dados preliminares do mercado com base em registros de licenciamentos. Na comparação com os números de um ano atrás, a queda foi de 28,3%. Em relação a janeiro, houve recuo de 26,7%. No bimestre, as vendas somam 439,7 mil unidades, incluindo caminhões e ônibus, com redução de 23,1% ante igual intervalo de 2014. Para este mês, a previsão de analistas é de um mercado ainda fraco.

Parte da queda em fevereiro é atribuída ao menor número de dias úteis, em razão do feriado de Carnaval, que no ano passado foi em março. Ainda assim, quando levada em conta a média de vendas diárias, o recuo foi de 15,6% no confronto com fevereiro de 2014 e de 9,5% no comparativo com janeiro deste ano.

Para Rodrigo Nishida, economista da LCA Consultores, o ano começou excepcionalmente ruim para o setor por fatores especiais como a alta do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) em janeiro e escassez de crédito e por fatores conjunturais, como o ajuste fiscal e a queda da confiança dos consumidores. "Os sinais de desaceleração no mercado de trabalho, assim como a queda na confiança dos consumidores, também afetada pelo racionamento de água e energia, deixa a situação do mercado automotivo ainda mais complicada", diz Nishida.

A LCA projeta para o ano todo uma queda de 8% nas vendas de automóveis e comerciais leves. Oficialmente, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) trabalha com previsão de estagnação do mercado com números próximos aos 3,5 milhões do ano passado.

O Bradesco revisou a projeção para as vendas de veículos em 2015 de alta de 0,5% para queda de 5,3%. O banco prevê que o mercado só deve voltar a crescer a partir de 2016, embora em ritmo menos expressivo do que antes.

Com o desempenho fraco do mercado, as montadoras estão adotando medidas de corte de produção com lay-off (suspensão dos contratos de trabalho), férias coletivas e programas de demissão voluntária (PDVs). (Veja.com).

Façam um favor aos brasileiros, Lula e Dilma.


segunda-feira, 2 de março de 2015

"Quem tiver que pagar vai pagar", diz Janot. Ora, é o que o Brasil honesto espera.

O procurador Rodrigo Janot fez a promessa ao grupo que está em vigília em frente à Procuradoria-Geral da República, em Brasília. Que ele saiba da importância de seu relatório: ou será consagrado como defensor da República, ou será espancado pela História:


O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, recebeu na noite desta segunda-feira, 2, uma vigília do movimento Vem Para Rua na sede da Procuradoria-Geral da República (PGR), em Brasília. "Vamos trabalhar com tranquilidade, com equilíbrio, e quem tiver que pagar vai pagar. Nós vamos apurar, isso é um processo longo, está começando agora a investigação começa e nós vamos até o final desta investigação. Se eu tiver que ser investigado eu me investigo", disse o procurador aos manifestantes.

O procurador se deixou fotografar sorrindo enquanto segurava um dos cartazes levados pelo grupo, com a seguinte mensagem: "Janot, você é a esperança do Brasil". O movimento vem para rua.net está organizando no dia 15 de março uma mobilização contra a corrupção e pedindo o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Um grupo segurando velas e cartazes de apoio ao procurador apareceu na sede da procuradoria no início da noite desta segunda. Eles prometeram orações em favor de Janot, que deve entregar amanhã a lista das autoridades que foram citadas pelos delatores da Operação Lava Jato. (Estadão).

Eles seguravam cartazes com mensagens como "libere a lista", "o povo acredita em vossa excelência" e "Janot, não engaveta". O procurador desceu de seu gabinete rapidamente para agradecer aos vigilantes. (Estadão).

Fracassa a tentativa petista de melar a CPI: governos do PT é que estão no banco dos réus.

Cunha: por enquanto, sem moleza com os lacaios do lulismo.
O Partido Totalitário tentou estender as investigações sobre corrupção aos períodos anteriores aos dos governos petistas - logo eles, sequazes de Lula, os mais corruptos da história brasileira. O novo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, barrou a tentativa, mostrando que a casa pode ter alguma independência em relação ao governo. Não, lacaios de Lula, são os líderes petistas que estão imersos na corrupção, parte deles já condenados em processo criminal como o do mensalão. E o petrolão também é obra petista. Paguem, desgraçados:


O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), está agindo pessoalmente para barrar uma manobra do PT para tentar tumultuar a CPI da Petrobras. Nesta segunda-feira, o peemedebista defendeu que as investigações permaneçam centradas no período de 2005 a 2015 – ou seja, durante os mandatos do ex-presidente Lula e da presidente Dilma Rousseff.

O argumento de Cunha é claro: a CPI deve agir conforme determina o requerimento que criou a comissão. Ou seja: analisar as irregularidades ocorridas na Petrobras de 2005, quando já atuava na estatal o ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa, e 2015, período no qual a Operação Lava Jato descobriu que funcionou o maior propinoduto da história para abastecer um esquema de corrupção institucionalizado, em benefício do PT e partidos aliados.

A manifestação de Cunha contraria os interesses petistas, que alegam haver indícios de desvios em contratos nos anos 1990, durante a gestão de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Nesta segunda, o deputado e ex-ministro Afonso Florence (PT-BA) apresentou requerimento à secretaria da comissão pedindo uma devassa nos contratos da estatal firmados a partir de 1997. Porém, não há indícios em nenhuma investigação oficial de que os recursos abasteceram o caixa de partidos que hoje fazem oposição ao governo do PT.

A intenção do PT não é nova: sempre que esteve às voltas com casos de corrupção e desvios, a sigla evocou o passado para tentar relativizar seus malfeitos. Foi assim, por exemplo, com afarra dos cartões corporativos, em 2008, e com o próprio mensalão. Neste último, o PT até hoje se esforça para batizar o valerioduto mineiro de "mensalão mineiro", num discurso que já nasceu da premissa capenga: afinal, o cerne do mensalão foi a compra de votos de parlamentares, o que nunca se apurou em Minas.

“Eu sou regimentalista. Como vou decidir as CPIs de acordo com o Regimento, sou favorável que se cumpra o Regimento. A ementa que lá está tem de ser cumprida, seja do escopo de investigação, seja do prazo, de tudo”, disse Cunha. Ele afirma que, se os deputados quiserem ampliar a apuração, é necessário criar uma nova comissão de inquérito. “É muito claro para mim a interpretação regimental: se quiserem fazer uma CPI diferente do que está lá, tem de fazer outro requerimento de CPI. Essa é a minha opinião como regimentalista. Agora, cada um tem o direito de fazer o que quiser. Se alguém recorrer, eu vou decidir com o Regimento”, continuou.

A partir desta segunda, os deputados que compõem a CPI podem apresentar pedidos de convocações e de informações. Parlamentares de oposição protocolaram a maioria dos requerimentos, que pedem, entre outros, a convocação do ex-ministro José Dirceu, do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, e do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Os petistas tentam proteger a cúpula do partido e pediram apenas o convite – quando a presença não é obrigatória - dos ex-presidente José Sergio Gabrielli e Graça Foster, além do atual chefe da estatal, Aldemir Bendine. (Veja.com).