quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Dia 13 de março, manifestação nacional contra Dilma e o PT. No dia seguinte, Lula diante do juiz Moro.

Lula deporá como testemunha do amigão Bumlai, fraudador que abasteceu os cofres do partido totalitário. Pela primeira vez diante do juiz Moro, que mentiras dirá o tiranete - que merecia ser acompanhado pelo "japonês da Federal"?


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai depor na Operação Lava-Jato no dia 14 de março. Lula foi arrolado como testemunha de defesa pelo pecuarista José Carlos Bumlai, que admitiu ter fraudado um empréstimo de R$ 12 milhões feito no Banco Schahin para abastecer os cofres do PT.

É a primeira vez que Lula falará diretamente ao juiz Sérgio Moro, que conduz os processos da Lava-Jato. O ex-presidente não precisará ir a Curitiba. Moro autorizou seu depoimento por videoconferência.

Em depoimento à Polícia Federal, Bumlai isentou o ex-presidente de qualquer negócio relativo à Petrobras. O pecuarista afirmou que, apesar de se considerar amigo pessoal de Lula, nunca levou a ele questões comerciais.

Em dezembro, durante o interrogatório, os investigadores perguntaram se Bumlai estava "tentando proteger figuras públicas de responsabilidade no episódio (do empréstimo), tais como o ex-Presidente da República e outros dirigentes do Partido dos Trabalhadores, tais como seu presidente a época José Genuíno". O pecuarista respondeu que não estava "tentando proteger ninguém".

Na defesa prévia do pecuarista, os advogados afirmam que Bumlai tem aparecido nas manchetes sobre o esquema de corrupção na Petrobras como se fosse “a isca perfeita para fisgar o peixe”. Ou, “o molusco cefalópode”, como escreveu na peça de defesa o escritório do advogado Arnaldo Malheiros, fazendo uma referência ao ex-presidente Lula.

Além de Lula, o ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli foi arrolado como testemunha de defesa do pecuarista. O depoimento de Gabrielli ainda não tem data definida. (O Globo).

Dos Bricks aos Ticks, graças a Dilma e Putin.

Brasil e Rússia acabam com o imaginado papel dos Brics como motor do crescimento global, ambos afogados em profunda recessão econômica. Parabéns ao lulopetismo e a Dilma, os incompetentes de sempre, e ao tirano Putin. A propósito, segue artigo de Marcos Troyjo sobre a morte dos brics, publicado na FSP:


O “Financial Times” trouxe há alguns dias uma provocativa sugestão. Em texto assinado por Steve Johnson, da seção ‘EM Squared’, a argumentação é que, com a profunda recessão econômica no Brasil e na Rússia, o acrônimo “Brics” perdeu enorme vigor e não faz mais sentido na acepção formulada originalmente pelo economista Jim O’ Neill há 15 anos.

Brasil e Rússia sabotam o imaginado papel dos Brics como motor do crescimento global. Se investidores buscam um novo ponto brilhante no firmamento dos mercados emergentes, o jornalista do “FT” sugere olhar para os Ticks —novo acrônimo a agrupar China, Índia, Taiwan e Coreia do Sul.

Não se trata apenas de buscar uma coincidência geográfica –todos os membros estipulados dos Ticks são asiáticos. Tampouco de excluir Brasil e Rússia apenas pela péssima performance econômica atual.

Um dos principais diferenciais do novo grupo em relação ao “B” e ao “R” dos Brics é a ausência de commodities no quadro de suas vantagens comparativas. De fato, parte importante da economia dos Ticks –e notadamente da Coreia do Sul– se concentra em atividades de alto valor agregado.

Vale notar que a Coreia do Sul, com seus mais de 4% do PIB destinados a pesquisa e desenvolvimento, é, em termos percentuais, o país mais investidor em inovação. A China ruma para destinar 2% do seu produto a ciência e tecnologia e já disputa com os EUA posições de ponta como nação que mais registra patentes na OMPI, a Organização Mundial da Propriedade Intelectual.

Também Taiwan acomoda grandes empresas de alta tecnologia e fundos de investimento especializados em start-ups de base tecnológica. E a Índia, apesar de suas imensas desigualdades socioeconômicas, também se apresenta pouco dependente do preço internacional das commodities para a competitividade de suas exportações.

A conhecida competência indiana no campo das tecnologias da informação vem ganhando pesado reforço com o sucesso do programa “Make in India”, atraindo capitais industriais do mundo todo que hoje deixam a China afugentados pelos crescentes custos dos insumos e buscam alternativas em termos de escala e baixa remuneração dos fatores de produção.

O futuro então pertence aos Ticks, e os Brics devem ser considerados relíquia?

Não tão cedo. Os Brics deixaram de ser apenas um agrupamento de classes de ativos delimitadas por países para tornar-se uma nova plataforma de governança global.

Além de um acordo entre os cinco países que prevê a reserva e coordenação econômica para o advento de crises de liquidez (o chamado Acordo Contingente de Reservas ), os Brics já têm em funcionamento o seu Novo Banco de Desenvolvimento. Seus sócios já contribuíram as primeiras injeções de capital no banco que começa a financiar atividades já em abril deste ano —inicialmente em projetos de energia.

Há, ainda, uma série de cooperação em outras áreas, destacando-se uma cúpula anual de chefes de Estado.

É inimaginável pensar numa cooperação mais profunda entre os Ticks. Embora Xi Jinping tenha se reunido com seu colega taiwanês Ma-Ying-jeou em novembro de 2015 (o primeiro encontro entre líderes de China e Taiwan em quase sete décadas), a política de Uma Única China (One China Policy) defendida por Pequim estabelece tetos baixos para o potencial de relacionamento entre os dois países.

A Coreia do Sul já é um país desenvolvido –não pode ser enquadrada como economia emergente. Sua renda per capita em termos de poder de paridade de compra é maior do que a da Itália, a da Nova Zelândia e a da Espanha. Mesmo Taiwan já superou os US$ 30 mil de PIB per capita.

Claro, a proeminência das empresas intensivas em tecnologia é um dos grandes atributos de poder e prosperidade no século 21.

Nesse caso, porém, fica difícil imaginar em que medida seria possível, a partir delas, criar produtos específicos de investimentos rotulados “Ticks”, ou mesmo imaginar que tão somente a vanguarda tecnológica de companhias dos Ticks serviria como ponto de apoio para a costura de alianças em outros itens da agenda internacional, como fazem os Brics.

E ainda cabe discussão se a principal razão dos percalços por que passam Brasil e Rússia é, de fato, a queda no preço internacional de commodities.

O Brasil carrega consigo os gigantes problemas de disfuncionalidade da política, elevada corrupção e ausência de reformas modernizantes.

A Rússia também apresenta marcadas inseguranças jurídicas e institucionais que, somadas às sanções do Ocidente ao país por sua atuação na Ucrânia e na anexação da Crimeia, machucam mais o desempenho do país do que sua dependência na exportação de petróleo e gás.

A história é longa e o imenso potencial de Brasil e Rússia não pode ser descartado. Ninguém apostava em Índia ou Argentina em anos recentes.

Nova Déli com Narendra Modi e Buenos Aires com Mauricio Macri transmitem a ideia de “sob nova direção” que vem entusiasmando investidores no mundo todo.

Se apresentarem os sinais certos nos próximos anos, Brasil e Rússia também podem reemergir.

Até que isso aconteça, a inércia política em Brasília e Moscou continuará a sabotar o desempenho econômico desses gigantes, empanar o brilho dos Brics e estimular a proliferação de acrônimos nos mercados emergentes.

Petrobras cometeu o 2º maior escândalo do mundo. Parabéns, Dilma e Lula.


quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Aristóteles, um executivo de empresa?

Interessante artigo de Alberto Benegas Lynch (h) no site do Instituto El Cato, sublinhando a rejeição da formação clássica no ensino contemporâneo. No caso brasileiro, a rejeição de praticamente todo o passado da humanidade, através do Currículo Comum Nacional, engendrado pelo relativismo imperante nas universidades, como se a história e a cultura brasileiras, por exemplo, tivessem nascido apenas com a contribuição dos índios e "afrodescendentes":


Hace poco en una de mis columnas semanales subrayaba la importancia de la enseñaza clásica de las humanidades, hoy prácticamente olvidadas en la mayor parte de las facultades de las universidades más destacadas del mundo. Importancia para la formación de la persona antes que el aprendizaje estrictamente profesional al efecto, entre otras cosas, de mejorar el rendimiento en la propia profesión. Evitar “la desarticulación del saber” como señalaba Ortega y Gasset.

En otra oportunidad escribí sobre lo que denominé “la distribución del conocimiento”: en una punta se encuentra el diletante que habla de todo pero sabe bien poco de lo que expone y, en la otra, el especialista extremo que sabe cada vez más y más de menos y menos. La división del trabajo reclama la especialización, lo cual no es óbice para escarbar en otras direcciones al efecto de contar con una formación adecuada que ayuda a la propia especialización. En términos económicos, el balance tendrá en cuenta los beneficios y los costos marginales de cada cual.

Ahora me topo en mi biblioteca con un libro que he leído hace tiempo y que recuerdo disfruté mucho. También en esa oportunidad le escribí al autor Tom Morris, quien obtuvo un doctorado en la Universidad de Yale y fue durante mucho tiempo profesor de filosofía en la Universidad de Notre Dame (pasando por los tres niveles que existen en el mundo académico estadounidense —assistant, associate y full professor— y luego dedicado a enseñar la relevancia de los valores tradicionales en el mundo de los negocios. La obra de marras se titula If Aristotle Ran General Motors para ilustrar su propuesta. Morris respondió muy amablemente a mi misiva y se extendió en señalar otros proyectos que en aquél momento tenía en carpeta en la misma línea argumental.

Actualmente preside el Morris Institute for Human Values que mantiene como clientes a corporaciones tales como Toyota, General Motors, Ford Motor Company, Merrill Lynch, IBM, Coca Cola, Wells Real Estate Funds, Price Waterhouse, NBC Sports, Business Week Magazine, Bayer, Deloitte and Touche, Federated Investors, Prudential, Citi Mortgage, Goldman Sachs (como banca comercial después de 2008), Campbell Soup, The American Heart Association, United Health Group y The Young President's Organization.

Antes de comentar el libro de Morris, menciono tres apectos clave para situar en contexto los temas que trata la obra. En primer lugar, el estar en guardia de los empresarios en el sentido que si bien los que se destacan lo hace debido a su notable intuición para percibir oportunidades donde conjeturan que los costos están subvaluados en términos de los precios finales y, por tanto, sacan partida del correspondiente arbitraje. Sus cuadros de resultados permiten timonear la administración adecuada de los siempre escasos recursos en dirección a las necesidades de la gente. Pero, el empresario, independientemente del talento mencionado, por ser empresario no necesariamente tiene que entender el significado del proceso de mercado y, por tanto, a la primera tentación de privilegios ofrecidos por el poder de turno los acepta y así se convierte en un destructor del sistema denominado de libre empresa.

Este comentario va para reforzar la educación en cuanto a la trasmisión de valores y principios compatibles con la sociedad abierta como resguardo para que la opinión pública demande marcos institucionales que no permitan el bandidaje de los empresarios prebendarios que, como queda dicho, demuelen el sistema de la libertad de mercado tan necesaria para atender las necesidades de la gente.

En segundo lugar y por la misma incomprensión señalada, lo que se ha dado en llamar “responsabilidad social del empresario” muestra hasta que punto no se ha comprendido que el empresario exitoso que opera en mercados abiertos y competitivos hace un bien enorme a la comunidad ya sea a través de medicinas, alimentación, recreación, tecnología, vestimenta, transporte, comunicación y cuanta área se nos ocurra. Sin embargo aquella figura de la actividad “social” del empresario se lleva a cabo bajo el complejo de inferioridad suponiendo tácitamente que debe “devolver” a la sociedad algo que le ha quitado con lo que se demuestra que no se ha entendido nada del proceso económico ni del rol de las ganancias y las pérdidas para orientar la producción.

En tercer y último lugar, también en estrecha relación a lo que comentaremos sobre la obra de Morris, es menester que nos percatemos que en un mercado laboral libre bajo ninguna circunstancia hay tal cosa como desocupación involuntaria. Los recursos son limitados y las necesidades ilimitadas y el recurso por excelencia es el factor laboral sea intelectual o manual ya que no se concibe la producción de ningún bien o servicio sin el concurso del trabajo. Desde luego que los salarios podrán ser altos o bajos según sea la dosis de inversión, pero no sobra aquello que por definición es escaso. Sin duda que si los salarios no son libres, por ejemplo, a través del establecimiento de salarios mínimos que son superiores a los de mercado, es decir, a los que las tasas de capitalización permiten, en ese caso, necesariamente habrá desempleo debido al espejismo de que los ingresos pueden aumentarse por decreto.

Dicho esto, lo que sigue es lo que muy resumidamente transcribo en mis palabras de lo que consigna el profesor Morris en el libro mencionado. Todo lo que dejo escrito a continuación es lo que presenta este autor.

Muchas veces se piensa que para tener éxito en la actividad empresaria, además del talento, debe tenerse en cuenta lo que hacen colegas alrededor que han mostrado buenos resultados y, en su caso, leer libros contemporáneos sobre la gestión empresarial al efecto de compenetrarse de las técnicas de reingeniería, estrategias gerenciales, tecnologías, focusgroups, nuevos paradigmas de auditoria, finanzas y administración y equivalentes. Sin embargo, hace mucha falta compenetrarse y repasar textos con enseñanzas clásicas que ponen en el centro de todo al ser humano. Y esto es lo que en primer lugar, en definitiva, está atrás de todo emprendimiento.

No es suficiente el incremento salarial o de honorarios, ni la promoción a jerarquías más elevadas, ni aumentar el bonus, ni las compensaciones no monetarias, se trata de que el ser humano que trabaja no viva en estado de ansiedad, ni de inseguridad y que esté debidamente reconocido en su autoestima. En última instancia, igual que en otras facetas de la vida, se trata de evitar la crisis espiritual para lo cual resulta indispensable el sentido de plenitud que otorga satisfacción y sentido de autorrealización, todo lo cual, entre otras cosas, permite un rendimiento mucho mayor.

El trabajador intelectual o manual da todo lo mejor de si cuando opera en un clima que le permite disfrutar de lo que hace al tiempo que se siente reconocido por sus logros. Todo lo contrario ocurre en un ámbito de conflicto y sistemas de incentivos pobres.

No se trata simplemente contar con paz interior asimilada a la quietud y la pasividad, en ese sentido esta actitud solo se logra con la muerte. La vida sana implica una tensión con metas con las que el trabajador está compenetrado de su valor y peso en la organización y en su propia trayectoria.

Ahora bien, como es sabido, todos los seres humanos son únicos e irrepetibles por una sola vez en la historia de la humanidad y, por ende, cada uno tiene un sentido de plenitud en muy diferentes campos y planos pero hay cuatro dimensiones aristotélicas que pueden generalizarse en la empresa.

La dimensión intelectual que apunta a la verdad, la dimensión estética que apunta a la belleza, la dimensión moral que apunta a la bondad y la dimensión espiritual que apunta a la integridad de la persona.

La primera dimensión remite a la necesidad de ideas en cualquier área de que se trate. La mente necesita de buenas ideas, del mismo modo que el cuerpo necesita de buen alimento. Nadie en la vida puede operar a ciegas, requiere de un mapa para moverse y en esto residen las ideas que conducen a la verdad. Esto está íntimamente ligado a la confianza y a la honestidad intelectual. Cualquiera sea el problema demanda de una buena idea para resolverlo, tendencia que está estrechamente vinculada a la excelencia y a la noción de superación. En este contexto, resulta mucho más productiva y constructiva la competencia con uno mismo para mejorar la marca que medirse respecto a la performance del vecino.

La segunda dimensión se conecta con el medio en el que se desarrolla la empresa: la arquitectura, las pinturas, las esculturas, la iluminación, los ventanales, los paisajes y la música funcional que inspiran, que refrescan, que liberan energía, que mueven a la creatividad.

La tercera dimensión se dirige al centro de las relaciones interindividuales cual es el respeto por el otro, al valor de la palabra empeñada, al coraje para no dejarse arrastrar por el conformismo y, como un eje central del trabajo en equipo tener en cuenta las contribuciones y el mejoramiento del grupo cuando no se cede a las presiones de lo políticamente correcto ni a corruptelas que a veces se dan por sentadas. Por último, en esta tercera dimensión no debe confundirse la bondad con la imposible renuncia al interés personal ya que no hay acción sin que el sujeto actuante revele su interés por actuar en esa dirección, siempre en un clima de buenos modales.

La cuarta dimensión en este análisis se identifica con la no partición de la persona, integrando su trabajo a su personalidad. No se trata de un comportamiento en la casa y otro en el trabajo, la integración resulta inexorable para fortalecer el espíritu corporativo, mientras que la escisión conduce a incomodidades insalvables.

Termino con una cita de la obra de Morris que venimos comentando: “El trabajo en equipo que la organización debiera promover no es la mentalidad del rebaño que conduce al grupo en la dirección equivocada, en línea con la conformidad y la obediencia ciega a las ordenes autoritarias. Es precisamente lo opuesto, un estado mental y un patrón de conducta en que los individuos se unen a sus asociados para hacer cosas juntos que no hubieran podido hacer el soledad”.

Retrato do velho e feroz relativismo: tudo é opinião, ponto de vista, mero relato.

Para o relativista, é tão seguro ler em casa quanto no trilho do trem.

Muitas vezes falei aqui contra o relativismo. Tentarei explicar qual é a minha bronca com os relativistas. Não acho que tudo seja relativo nem considero que tudo seja absoluto. Há nuances.

Ninguém foi tão iluminante ao caracterizar as diferenças entre relativo e absoluto quanto o saudoso Robert Nozick (falecido em 2002, e do qual só foi traduzido aqui o juvenil Anarquia, Estado e Utopia, livro que já o irritava). Sua última obra, Invariâncias, traça o seguinte quadro:

Relativismo radical - "todas as verdades são relativas";
Relativismo brando - "algumas verdades são relativas";
Absolutismo radical - "todas as verdades são absolutas";
Absolutismo brando - "algumas verdades são absolutas".

Se você quiser, pode substituir a palavra "verdade" por "conhecimento". Ora, algumas verdades (ou conhecimentos) são, de fato, relativas a um indivíduo: sei qual a parte do corpo que me dói. Mas há verdades que são absolutas, isto é, objetivas, universais: a biologia e a física da América do Sul não são diferentes da biologia da Rússia ou da China. O DNA é DNA em qualquer lugar, assim como a tabela periódica dos elementos.

O que o epistemólogo Nozick (que estava longe de ser somente o filósofo político da juventude) mostra muito bem é que há compatibilidade entre um relativismo brando e um absolutismo igualmente brando. As verdades ou conhecimentos das ciências são absolutas (principalmente as das ciências formais, como a matemática e a lógica), isto é, valem para todos. Mas o reconhecimento dessas verdades não elimina as verdades relativas, isto é, os conhecimentos relativos a uma pessoa ou grupo.

Ocorre que os conhecimentos relativos a uma pessoa ou grupo podem - e devem, em casos exigidos - se tornar objetivos, universais: se eu relato em uma reportagem aspectos de uma cidade que só eu conheço, transformarei isto em conhecimento universal, desde que isto possa ser checado por qualquer pessoa, comprovando a verdade ou falsidade de meu relato.

O problema - eis a minha bronca - é que predomina nas ditas ciências humanas e sociais o relativismo mais radical, que é um narcótico. Onde ele perdurar, não há ciência, já que, para esta postura nefanda, todas as verdades ou conhecimentos são relativos a indivíduos, grupos, tribos, sistemas, culturas, países etc. A ciência é universal ou não é ciência. Resumindo: em relação a métodos, o que só vale para a América Latina dos ditadores - ou para a Europa - não é ciência, mas ideologia (e haja saquinho!).
***
P.S.: um jornalista que acha que tudo é relativo se dará bem com o PCC, o Comando Vermelho, as Farc etc. Sobretudo, será um bom petista.

O incerto futuro da democracia

Artigo do escritor chileno Mauricio Rojas aborda os perigos que cercam a democracia, afetada, em alguns países, por surtos autoritários - para não falar dos regimes não-democráticos que se espalham mundo afora:


En el número más reciente de Estudios Públicos (edición número 140) he publicado un ensayo titulado “El incierto futuro de la democracia”. En él reviso el debate actual sobre la democracia y su creciente pesimismo después de una larga fase de optimismo que acompañó a lo que Samuel Huntington llamó “tercera ola de democratización”. Esta tercera ola fue testigo de una notable expansión de la democracia, que pasó de ser el sistema político imperante en unos 45 países en 1975 a más de 120 en 2005. Desde entonces, el avance democrático se ha detenido y los rasgos autoritarios han ganado fuerza dentro de muchas democracias, así como de regímenes no democráticos.

En mi artículo, después de analizar las causas de este cambio de tendencia, llego a una serie de conclusiones que pueden resumirse de la siguiente manera.

1. Las democracias están viviendo una crisis política determinada por la tensión entre el apoyo creciente a la idea democrática y la desafección, cada vez mayor, con los sistemas democráticos. Su expresión concreta han sido los así denominados “demócratas insatisfechos”, que demandan más y mejor democracia, no menos, y sus formas de intervención política son cada vez más autónomas respecto de las estructuras tradicionales de representación política.

2. La irrupción de estos demócratas descontentos, exigentes e impacientes tiende a agudizar las tendencias inmanentes a la democracia que han sobrecargado a los estados democráticos avanzados con promesas de bienestar y seguridad que difícilmente pueden ser cumplidas si no se dan condiciones demográficas y económicas excepcionalmente favorables. En este sentido, puede decirse que la ampliación sucesiva del radio de acción de la democracia y el Estado está en la base de sus problemas de eficiencia y estabilidad, así como de un constante déficit de cumplimiento ante unas expectativas siempre en aumento.

3. Esta contradicción interna se agudiza en razón de los fuertes cambios sociales y culturales característicos de sociedades postindustriales de altos niveles de bienestar. Los demócratas insatisfechos son, generalmente, ciudadanos relativamente jóvenes empoderados por una acumulación de recursos materiales, cognitivos y sociales que los hacen escasamente inclinados a aceptar las autoridades, jerarquías y mecanismos de representación existentes. Ello conduce a una creciente deslegitimación de la democracia representativa, pero sin que ello haya llevado al surgimiento de alternativas democráticas viables que no sean la acumulación del poder en movimientos o líderes de corte populista y personalista. Por esa razón, la exigencia de más democracia puede, paradójicamente, llevar al debilitamiento de la democracia realmente existente e incluso al surgimiento de amenazas autoritarias a la misma.

4. Estas tendencias, que están haciendo cada vez menos manejables a los estados democráticos ya consolidados, se manifiestan con igual o mayor fuerza en democracias nuevas o menos robustas. Sus instrumentos institucionales de representación -partidos políticos y parlamentos- son habitualmente frágiles y cuentan con poco apoyo y escasa legitimidad, a la vez que sus ciudadanos exigen, mediante movilizaciones directas que tienden a prescindir de la existencia de las condiciones reales para satisfacerlos, la extensión constante de los derechos garantizados por el Estado.

5. A su vez, al no existir en muchos de estos estados el freno de una fuerte institucionalidad o tradiciones en defensa de los derechos individuales se abren las puertas a una evolución hacia formas iliberales de democracia, es decir, donde las mayorías y quienes las acaudillan pueden volver la democracia electoral contra las libertades civiles. Esta propensión a usar la democracia contra la libertad se ha hecho presente en varios países latinoamericanos y tiene un protagonismo central en diversos estados que fueron parte de la Unión Soviética y, también, en muchos de tradición islámica.

6. Por ello es especialmente importante elaborar mecanismos constitucionales que limiten el poder estatal y protejan las libertades ciudadanas frente a una eventual amenaza de una “tiranía de la mayoría”, como también ante la movilización del descontento por parte de líderes populistas que se presenten como representantes directos del pueblo contra sistemas políticos cada vez más deslegitimados.

7. Las tendencias internas problemáticas de las viejas y las nuevas democracias coinciden hoy con el desafío cada vez más pronunciado de grandes potencias autoritarias como China y Rusia. En este sentido, el reto más significativo proviene de China, no solo por el enorme tamaño de su población y su fuerza económica, sino también por su capacidad para presentarse como un modelo alternativo a la democracia de corte occidental. La propuesta de un régimen autoritario basado en estrictas reglas meritocráticas tiene hoy un innegable atractivo para muchos líderes, movimientos y regímenes de sesgo antiliberal.

8. En suma, hay razones de peso que explican los tonos poco optimistas del debate actual sobre la democracia. La necesidad de repensarla y reformarla se ha hecho cada vez más patente, pero también es evidente la falta de consenso sobre el derrotero a seguir y los instrumentos a utilizar para darle, en su existencia real, nueva vitalidad. Tal vez su salvación esté en entender, como no se cansaban de señalar los griegos clásicos, que nada es bueno en exceso. La desmesura, aunque sea democrática, nunca termina bien.

PSDB cobrará Dilma por portarias que beneficiaram montadoras

Vera Magalhães, no Radar on-line, sobre a atuação de Fernando Pimentel (hoje governador de MG), que comandou o ministério do Desenvolvimento Social do governo Dilma:


Depois de Dilma Rousseff informar à Justiça que não tinha nenhuma informação a prestar sobre um suposto esquema de compra de medidas provisórias para beneficiar montadoras de veículos, por não terem sido editadas em seu governo, o PSDB vai cobrar que a presidente explique portarias baixadas em seu primeiro mandato que também estão sob investigação.

A declaração de Dilma foi feita no inquérito da Operação Zelotes, criada originalmente para negociar um esquema para livrar empresas de multas no Carf (órgão vinculado à Receita Federal), mas que derivou para a investigação de um esquema de lobby para negociar a edição de MPs.

A presidente foi arrolada como testemunha de defesa do lobista Eduardo Valadão, investigado por negociar em nome de empresas como a Caoa.

A cobrança dos tucanos diz respeito à investigação sobre portarias que também beneficiaram a Caoa, investigadas no âmbito de outra operação, a Acrônimo, que investiga lavagem de dinheiro em benefício da campanha do governador de Minas, Fernando Pimentel.

Relatório da Polícia Federal aponta que portarias do Ministério do Desenvolvimento, na época comandado por Pimentel, foram compradas para habilitar a Caoa a participar de um programa de beneficios fiscais. Em troca, a PF investiga se a montadora pagou propina ao ex-ministro e hoje governador.

Trump avança, Hillary despenca. É o desfecho de 8 anos de letargia obamista.

Como escreve Filomena Martins, diretora adjunta do jornal português Observador, Donald Trump, pré-candidato republicano, parece "imparável", enquanto a adversária democrata Hillary Clinton está em queda livre, depois da surra em Iowa:


Nas primárias dos EUA, Bernie Sanders bateu Hillary Clinton por mais de 20 pontos e Donald Trump parece imparável. Os resultados do New Hampshire, o segundoestado onde se votou nesta pré-corrida à Casa Branca, não deixaram dúvidas.

Nos republicanos, Trump venceu tranquilamente (35,1%, contra 15,9% de Kasich e apenas 11,6% de Rubio) e fez com que este último, Rubio, o filho de cubanos que parece já ter nascido para ser Presidente, possa nem ser alternativa. Resta-lhe apenas esperar para saber se o D. Sebastião, Michael Bloomberg, avança ou não. 

Já nos democratas, Hillary, que ganhara no Iowa por poucas décimas, levou agora um verdadeiro chega para lá de Sanders: 60% vs. 38,4%. E a nomeação pode começar a ser uma miragem (para ela, claro).

O recruta Lula contra o mundo

Josê Nêumanne publica hoje, no Estadão, o artigo "O recruta Lula contra todo o resto do pelotão", examinando a suspeita ascensão do casal Lula da Silva na área de imóveis e afins:

A família Silva, antes de o apelido do chefe, Lula, ter sido adicionado à própria denominação, morou numa modesta casa de vila operária no Jardim Assunção, em São Bernardo do Campo, há 40 anos. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo e Diadema, hoje intitulado do ABC, não tinha mais de dar expediente no torno mecânico, para o qual fora habilitado pelo Serviço Nacional da Indústria (Senai), e liderava greves operárias que desafiaram a legislação trabalhista da ditadura, abalando com isso as estruturas do regime tecnocrático-militar de exceção. Ele simbolizava então a nova classe operária brasileira e, assim, deu-se ao luxo de adquirir um sítio, que denominou Los Fubangos, às margens da Represa Billings, perto de casa, e atualmente está abandonado.
Agora, 40 anos depois, Luiz Inácio e Marisa Lula da Silva, que moram num apartamento dúplex em bairro nobre da mesma cidade do ABC, protagonizam um dos casos mais estapafúrdios, ridículos e bisonhos da história do sempre conflagrado direito fundiário no Brasil. A Polícia Federal (PF), o Ministério Público de São Paulo (MPSP) e o Ministério Público Federal (MPF) investigam a hipótese de o casal ter usado um tríplex no edifício Solaris, da construtora OAS, na praia das Astúrias de um balneário que já teve seus dias de glória, o Guarujá, e um luxuoso sítio na Serra da Mantiqueira, em Atibaia, no interior de São Paulo, para ocultar patrimônio, uma forma de lavar dinheiro ilícito.
A história do imóvel à beira-mar é absurda, de tão suspeita. A cooperativa dos bancários (Bancoop) fundada por Ricardo Berzoini, da casta dirigente do sindicato da categoria em São Paulo, sob a égide do amado companheiro Luís Gushiken, construiu-o e denominou-o Residencial Mar Cantábrico. Sob a presidência de outro famigerado sindicalista, João Vaccari Neto, a cooperativa é acusada há dez anos de haver ludibriado cerca de 3 mil famílias, cobrando delas penosas prestações mensais e não lhes entregando, como devia, moradias prontas para usar.
Os compradores das unidades do edifício no Guarujá não têm de que se queixar. A empreiteira OAS encarregou-se de acabar as unidades não concluídas, mudou o nome para Solaris e beneficiou graduados militantes do Partido dos Trabalhadores (PT), do qual Lula é o principal líder. Mesmo com a Bancoop sob suspeita do MPSP há dez anos, esses beneficiários da generosidade possibilitada pela má gestão de Vaccari nunca arredaram pé de seus domínios com vista para o Atlântico. Figuram entre eles Simone, mulher de Freud Godoy, que foi segurança de Lula e “aloprado” acusado de ter falsificado dossiê contra José Serra, Vaccari, sua cunhada Marice Corrêa de Lima e, suspeita-se, o casal Marisa e Lula.
Não consta da saga do torneiro mecânico que ocupou o cargo mais poderoso da República que tenha dado expediente em agência bancária na vida. Nem que Marisa tenha tido uma banca de jornal ou qualquer bem que se possa aproximar semanticamente da palavra bancário, que orna a denominação da Bancoop. O líder dos oprimidos jamais emitiu um protesto ou uma palavra de agradecimento pelo sacrifício de milhares de bancários que acusam, até hoje em vão, na Justiça, o PT, que ele lidera, de ter malbaratado a poupança deles. Sempre atento ao rabo de palha alheio, ele também nunca protestou contra o uso do dinheiro do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para financiar a pilhagem de que Vaccari é acusado.
A enxurrada de explicações que tem sido dada pelo casal também passa ao largo das suspeições dos agentes da lei em torno do empreendimento. A Operação Triplo X – assim batizada em referência ao tríplex pelo qual o casal pagou originalmente R$ 47.695,38, conforme o próprio ex informou ao Imposto de Renda na declaração feita para a campanha de 2006 – investiga a hipótese de a OAS ter usado os apartamentos para lavar propinas do petrolão.
Segundo o delegado Igor de Paula, “há indícios de que alguns desses imóveis foram utilizados para repasse de recursos de propina, a partir de contratos com a Petrobrás”. A PF e o MPF buscam, então, a razão lógica, no meio dessa barafunda de versões, para a OAS ter assumido o empreendimento a ponto de seu então presidente, Léo Pinheiro, ter acompanhado o casal Lula na visita ao único tríplex do prédio, em cuja reforma a empresa investiu R$ 1 milhão e que eles não tinham comprado. Hoje os dois estão juntos e misturados com a empresa panamenha Mossack Fonseca, acusada de possuir unidades no edifício e de estar ligada a firmas abertas no exterior por réus da Lava Jato.
Já era confusão de bom tamanho para o ex, mas ele ainda terá de explicar, na condição de investigado, por que um consórcio formado por empreiteiras acusadas de roubo do erário, a OAS e a Odebrecht, e o pecuarista falido José Carlos Bumlai, que usava no Palácio do Planalto um passe livre assinado por ele, comprou para um sítio em Atibaia pertencente a dois sócios de seu filho Fábio Luiz uma cozinha chique igualzinha à que a OAS encomendou para o tal apartamento.
Mas mesmo protagonizando essa história implausível e no momento em que PF e MPF o investigam em Lava Jato, Zelotes e Solaris, Lula não perdeu a pose e disse a fiéis blogueiros que é “a alma viva mais honesta que há”. O jornalista Jorge Moreno deu no Globo ordem mais sensata à frase: “A alma honesta mais viva que há”. Faz sentido. Afinal, para continuar bancando o São Lula Romão Batista, o ex terá de convencer a Nação de que PF, MPSP, MPF, vítimas da Bancoop e o juiz Sérgio Moro advogam para o diabo contra a sua santidade.
Assim, Lula age como o recruta que se diz injustiçado pelo sargento que teima em fazê-lo marchar no passo do restante do pelotão, pois acha que só ele está no passo certo. O diabo é que ainda há na plateia da parada quem acredite que certo está ele, não juiz, federais e procuradores. Até quando terá o benefício da dúvida?

Moro autoriza inquérito exclusivo no sítio de Atibaia

Queira ou não o PT, o cerco está se fechando em torno do tiranete, amigos e família. A começar pelo sítio em Atibaia, que Lula frequenta e diz não ser dele. Ninguém tem medo do PT e seus esbirros:


O juiz federal Sérgio Moro, que conduz os processos a Operação Lava Jato em primeiro grau, autorizou nesta terça-feira, 9, a abertura de um inquérito específico para que a Polícia Federal investigue o Sítio Santa Bárbara, em Atibaia (SP), usado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A força-tarefa do Ministério Público Federal suspeita que empreiteiras – como a OAS e a Odebrecht – e investigados – como o pecuarista José Carlos Bumlai – tenham realizado obras na propriedade, como compensação por contratos com o governo.

“Considerando-se que o IPL (inquérito policial) 0594/14 (já relatado e que aguarda perícia em andamento) diz respeito especificamente à empresa OAS, entendemos ser necessário o desmembramento dos documentos produzidos no bojo deste IPL que digam respeito à investigação da suposta relação do imóvel localizado em Atibaia/SP, com a empresa OAS e outras empresas e pessoas físicas investigadas na operação Lava Jato, reunindo-se o material produzido em novo IPL a ser instaurado, após a autorização judicial, em dependência ao IPL 1041/13”, informa o pedido feito pela PF.

A determinação de Moro publicada nesta terça-feira, com data do dia 4, atende a pedido da PF dentro do inquérito que tem como alvo supostos crimes praticados por executivos da OAS – em que estava sendo apurada inicialmente a existência de benfeitorias na propriedade rural.

“Trata-se de inquérito policial inicialmente instaurado com a finalidade de investigar, dentre outros, crimes de peculato e de lavagem de dinheiro praticados por dirigentes da empresa OAS S.A”, informa o juiz da Lava Jato.

Com a decisão, um novo inquérito foi aberto, esse com sigilo. “Além da extensão da investigação para além do âmbito da empresa OAS, entendemos que as diligências em curso demandam necessário sigilo, já que o fato ainda está em investigação”, informa a PF na representação entregue a Moro, pedindo abertura de novo inquérito específico para o sítio.

Investigação. Além das obras supostamente realizadas por empreiteiras do cartel acusado de fatiar contratos da Petrobrás mediante o pagamento de propinas, a força-tarefa da Lava Jato investiga quem são os donos do sítio e quais as relações do advogado Roberto Teixeira, compadre do ex-presidente Lula, com a compra e a reforma do Sítio Santa Bárbara.

A propriedade está em nome de Fernando Bittar – filho do ex-prefeito de Campinas Jaco Bittar (PT) – e do empresário Jonas Suassuna – sócio de um dos filhos de Lula.

O negócio foi formalizado no dia 29 de outubro de 2010, dois dias antes da eleição da presidente Dilma Rousseff, no 19.º andar de um prédio de escritórios na Rua Padre João Manuel, no Jardins, onde funciona a Teixeira, Martins e Advogados.

Teixeira é amigo de Lula desde os anos 1980 e padrinho do filho caçula do ex-presidente, Luís Claúdio – que mora em um apartamento registrado em nome de uma empresa de sua família, também no Jardins.

A família do ex-presidente usa frequentemente o sítio, que foi totalmente reformado em 2011, após sua compra.

A Lava Jato suspeita que pelo menos duas empreiteiras acusadas de cartel e corrupção na Petrobrás – OAS e Odebrecht – tenham executados os serviços, de maneira irregular. Bumlai, que pode ter emprestado um arquiteto para a obra, também é alvo. Outra frente apura se Bittar e Suassuna serviram para ocultar os verdadeiros proprietários do sítio, que tem 173 mil metros quadrados, lago, piscina e uma ampla residência. Segundo o registro, foram pagos por Bittar e Suassuna R$ 1,5 milhão pelo sítio.

A Lava Jato já apurava a reforma no Sítio Santa Bárbara desde abril de 2015, após a revista Veja apontar o suposto envolvimento da OAS na reforma, em 2011. Os serviços teriam sido ordenados pelo ex-presidente da empreiteira José Adelmário Pinheiro, o Léo Pinheiro, um dos empreiteiros presos em novembro de 2014 pela Lava Jato. Por isso, em novembro apareceram as primeiras diligências pedidas pela PF dentro do inquérito da OAS.

Topógrafo. O elo de Teixeira com o sítio foi descoberto após o topógrafo Cláudio Benatti, identificado pela Polícia Federal como responsável pelas medições e plantas do Sítio Santa Bárbara, ter afirmado ao Estado, no dia 12 de janeiro, que o compadre do ex-presidente Lula era quem indicava os serviços a serem feitos na propriedade em Atibaia.

“Todos os serviços que foram executados, meus, de topografia, sempre foram o Roberto Teixeira. ‘Ó fulano, está precisando que você faça isso’”, afirmou Benatti, na época.

Benatti mora em Monte Alegre do Sul (SP), onde Roberto Teixeira tem propriedades, entre elas um sítio. “Roberto Teixeira eu conheço desde 1972. Ele tem sítio aqui em Monte Alegre. Foi aqui que o Lula vinha tomar as pingas dele, em Monte Alegre.”

O Instituto Lula não comentou a decisão do juiz Sérgio Moro. (Estadão, com detalhes).

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Feliz Ano Novo. E fora, Dilma!

Ranking Bloomberg 2016: Venezuela, Argentina e Brasil entre os "mais miseráveis" do mundo.

A Agência Bloomberg projetou um "ranking de miséria para 2016" seguindo as variáveis inflação e desemprego. O pior índice é da Venezuela, tiranizada pelo bolivariano Nicolás Maduro, mas Brasil e Argentina estão no mesmo barco furado - graças ao crasso populismo que tem infernizado os dois países:


Venezuela, Argentina, Brasil y España fueron ubicadas en el top 10 del ranking de "Las economías más miserables del mundo" que elaboró la prestigiosa agencia de noticias Bloomberg. Dicho informe analiza 63 países y mide dos variables, el desempleo y la inflación, para señalar a aquellos donde será más difícil vivir o trabajar durante el año.

Venezuela, con una inflación galopante, bordea los 160 puntos en el "índice de miseria proyectada para 2016". Sobre esta nación también pesa el precio del petróleo, que ahora cotiza en mínimos y que representa el 95% de las exportaciones de la región. Un reciente informe del Fondo Monetario Internacional (FMI) señala que la suba de precios llegará al 720% este año, frente al 275% que alcanzó en 2015.

La consecuencia: escasez de alimentos, de productos de higiene, medicamentos y demás artículos de primera necesidad, mientras el presidente Nicolás Maduro no hace sino alentar aún más este nivel de inflación, importando bolívares de la Reserva Federal de EEUU y del Banco Central Europeo, según informa The Wall Street Journal.

La economía de Argentina también acusa una elevada suba de precios. El año pasado, la inflación cerró en torno al 27% y, a falta de estadísticas oficiales, el nuevo gobierno de Mauricio Macri prevé que este año se sitúe alrededor del 25 por ciento. La oficina de estadísticas del país, que ha sido muy criticada en la etapa de Cristina Fernández de Kirchner, dejó de publicar los datos a fines de año tras el cambio de Ejecutivo.

Y debido al elevado desempleo, Brasil, España, Sudáfrica, Grecia, Ucrania, Serbia, Turquía y Kazajistán completan el top 10 de la economía miserable proyectada para 2016 segúnBloomberg.

Las economías más felices del mundo este año tendrán una situación similar al año pasado. Tailandia, debido en parte a cuestiones estructurales singulares que permiten a más habitantes contar como empleados, seguirá siendo la economía menos desdichada. Singapur, con datos de encuestas disponibles a partir de este año, debutará como segunda. Suiza, Taiwán y Japón mantendrán el puesto entre las cinco mejores de 2015.

Los cálculos para este "índice de miseria" se realizaron compilando encuestas económicas deBloomberg de los últimos tres meses. Las cifras de 2015 sobre inflación y desempleo reflejaron un promedio anual y utilizaron los datos más actuales que estaban disponibles en cada país. (Infobae).

O eixo da cocaína boliviana com o terror islâmico do Boko Haram

Evo Morales, o falso índio que se eterniza como presidente da Bolívia, embalado pelo narcotráfico, é grande associado de uma das seitas mais sanguinolentas do islamismo, os terroristas africanos do Boko Haram. A matéria reproduzida abaixo é de Mary Anastasia O'Grady, editora do Wall Street Journal para a América Latina. Convém lembrar que o tiranete Morales sempre foi íntimo do petismo, através de Lula e Dilma:


Una masacre perpetrada el mes pasado por Boko Haram en un poblado del noreste de Nigeria captó la atención del mundo porque se informó que los terroristas quemaron niños vivos.

Lo que no ha tenido una cobertura tan amplia han sido las creíbles acusaciones de que una fuente clave de financiación de Boko Haram y otros extremistas islámicos es la cocaína producida y exportada por las Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia (FARC) y otros carteles de narcotraficantes que trabajan en concierto con el gobierno de Bolivia. Estas son las mismas FARC que supuestamente están negociando un acuerdo de paz con el presidente de Colombia, Juan Manuel Santos, un pacto que arruinaría su gallina de los huevos de oro.

A los consumidores europeos de drogas recreacionales les gusta la cocaína. Quienes luchan contra las drogas en Europa y el Reino Unido pensaron que podrían frenar la disponibilidad del polvo blanco al atacar las líneas de suministros de América del Sur. Sin embargo, los capos de la cocaína han trasladado sus rutas trasatlánticas hacia África, donde las instituciones débiles no son capaces de detener la delincuencia organizada transnacional. Numerosos informes de prensa han mencionado tanto a Boko Haram como a al-Qaeda en el Magreb como piezas clave en el negocio del tráfico de cocaína hacia Europa a través del Mediterráneo.

La Oficina de Estupefacientes y Aplicación de la Ley Internacional del Departamento de Estado de EE.UU. señaló en noviembre que Colombia es, nuevamente, el mayor exportador de cocaína. No obstante, Bolivia puede ser el país más rentable para la operación de carteles como las FARC.

Esto es lo que sugiere un documento de enero de 2014 de David Spencer, un profesor de contraterrorismo del Centro William J. Perry en Fort McNair, y Hugo Achá Melgar, un periodista boliviano que ahora reside en EE.UU. El reporte hace un seguimiento del ascenso al poder de Evo Morales, presidente de Bolivia y ex dirigente sindical de los cocaleros.

El informe, que aún no ha sido publicado pero que tuve la oportunidad de leer, habla de cómo la agenda de erradicación de cultivos de coca de Washington fue usada por la extrema izquierda de Bolivia para lanzar y construir el movimiento político de los cocaleros a mediados de los años 90. Las protestas masivas que paralizaron el país fueron posibles gracias a una combinación de dinero del bajo mundo y violencia.

En octubre de 2003 y junio de 2005 los cocaleros lograron derrocar dos gobiernos elegidos democráticamente, y luego ganaron la subsecuente elección de 2005.

Morales niega que dirija un narcoestado. Y debido a que en 2008 expulsó del país a la Administración para el Control de Drogas de EE.UU. (DEA, por sus siglas en inglés), la inteligencia estadounidense es limitada. De todas formas, cada vez más evidencia sugiere que la cocaína traficada con los terroristas islámicos es ahora una fuente importante de los ingresos por exportaciones de Bolivia.

En 2006, cuando Morales asumió la presidencia por primera vez, la Oficina de la Casa Blanca encargada de la Política Nacional de Control de Drogas estimó que en Bolivia se cultivaban 21.500 hectáreas de coca. Para 2014, esa estimación se disparó a 35.000 hectáreas, lo que no sorprendió ya que Morales legalizó el cultivo de coca en terrenos que son clave para la herencia cultural de Bolivia y donde la hoja es usada para mascar y hacer té.

No obstante, la mayor expansión de los cultivos de coca se ha producido en la región del Chapare, donde se produce una variedad que no se puede mascar. Y en un artículo de la revista brasileña Veja titulado La república de la cocaína, el periodista Duda Teixeira reportó que apenas un tercio de los cultivos de coca en Bolivia tendría como destino los usos tradicionales.

El área total de cultivos de coca en Colombia es mayor que el de Bolivia. Sin embargo, la tierra del Chapare permite la siembra de una variedad de coca que tiene una hoja más grande, se reproduce más rápido y tiene un mayor contenido del ingrediente activo necesario para producir cocaína comparada con la que se cultiva en Colombia.

Los críticos de Morales sostienen que varios carteles, incluyendo mexicanos, brasileños, colombianos y africanos, han obtenido concesiones que les permiten acceder a esos cultivos, así como instalar laboratorios para procesar las hojas y exportar el producto.

En 2010, Roger Pinto Molina era un senador en Bolivia cuando miembros de la policía y del gobierno de Morales le llevaron documentos que, según él, probaban que dos miembros del gabinete tenían lazos con carteles colombianos y brasileños. En su artículo de Veja, Teixeira escribió que había leído los documentos, incluyendo un reporte de una unidad de inteligencia de la policía boliviana, ligando a por lo menos un miembro del gabinete a los carteles. El gobierno de Bolivia ha negado las acusaciones del artículo de Teixeira.

La semana pasada, Pinto me dijo por teléfono que presentó la evidencia a Morales, y que poco después el gobierno inició investigaciones en su contra. El senador huyó a la embajada de Brasil, donde permaneció por dos años hasta que logró escapar del país. 

Antes de 2006, las embarcaciones con bandera boliviana no operaban en las zonas de conflicto del Mediterráneo. Bajo el mando de Morales, eso ha cambiado. En septiembre, Grecia detuvo una que tenía 500.000 cartuchos de municiones y 5.000 rifles con destino a un puerto en Libia. En enero, Turquía incautó otra frente a las costas de Libia con 13 toneladas de hachís.

Probablemente nada de esto será importante para la carrera política de Morales. El 21 de febrero llevará acabo un referéndum sobre si podría ser reelegido otras dos veces. Con el país aparentemente lleno de dinero lavado, es seguro que gane el “sí”. (Instituto Cato).

No Carnaval, uma homenagem ao "Papa Luiz 51".

Sponholz: saudade do Millôr.


Dilma, a colecionadora de fracassos.

Editorial do Estadão afirma, com razão, que Dilma coleciona fracassos "de maneira meticulosa". Que venha o impeachment: 

Como muitos suspeitavam na época, não passou de engabelação com nítidos propósitos eleitoreiros a promessa feita pela presidente Dilma Rousseff em julho de 2014, às vésperas do início de sua campanha para a reeleição, de que mais 3 milhões de moradias populares seriam construídas entre 2015 e 2018, com a execução da terceira etapa do programa Minha Casa, Minha Vida. Menos de um mês depois de anunciar, com atraso de um ano, as regras para a nova fase do programa, o governo foi forçado a reconhecer a necessidade de cortar pelo menos um terço da meta.
A séria crise fiscal causada pela irresponsabilidade e pela incompetência com que os recursos do Tesouro foram geridos no primeiro mandato de Dilma, já visível no momento em que ela fez a promessa, tornou inexequível boa parte do programa de habitação popular do governo petista.
Foi a própria presidente Dilma Rousseff quem, com sua linguagem peculiar e difícil de entender, anunciou que a meta foi drasticamente reduzida. “Nós estamos fechando agora o Minha Casa, Minha Vida e nós estamos calculando que vai ser... Nós tivemos de rever os valores. Nós também passamos por dificuldades. O Brasil passa por dificuldades. Nós estamos calculando que iremos fazer em torno de 2 milhões mais de moradias até 2018”, disse a presidente durante a festa política preparada por sua equipe para a entrega de moradias do programa em Indaiatuba, no interior de São Paulo.
Apesar do tamanho do corte, o desempenho do governo nos primeiros 13 meses do segundo mandato de Dilma recomenda que se desconfie da nova meta.
No ano passado, com o agravamento da recessão e com as crescentes ameaças ao mandato da presidente, o governo tentou transformar a nova etapa do Minha Casa, Minha Vida numa reedição do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), com o objetivo de sustentar o emprego no setor da construção civil e oferecer à população de menor renda a possibilidade de adquirir a casa própria. Se o programa tivesse produzido esse efeito, o governo poderia auferir ganhos políticos expressivos num momento de dificuldades para Dilma.
Em agosto do ano passado, quando a terceira fase do programa habitacional já deveria estar sendo executada, a presidente anunciou em sua conta no Twitter que a nova fase seria deflagrada em setembro, o que não ocorreu. Em outubro, quando formalmente anunciou a terceira etapa do Minha Casa, Minha Vida – que, em nota, a assessoria do Palácio do Planalto chamou de “patrimônio da sociedade brasileira” –, Dilma disse que, apesar das dificuldades financeiras do governo, o programa não seria interrompido.
Mas a promessa de campanha de Dilma só começou a sair do papel há um mês, e ainda assim de maneira parcial. De acordo com as regras anunciadas pela Caixa Econômica Federal, as novas contratações atenderiam imediatamente as chamadas faixas 2 e 3 do programa, que incluem famílias com renda mensal de até R$ 3,6 mil e até R$ 6,5 mil, respectivamente. Ficaram de fora as famílias da faixa 1, com renda de até R$ 1,8 mil, justamente as que mais dependem do programa de habitação popular.
A exclusão das famílias de menor renda deveu-se ao fato de que, no caso delas, o subsídio pode chegar a 95% do valor do imóvel e é coberto exclusivamente com recursos do Orçamento-Geral da União, submetido a rigorosa compressão para conter o crescimento acelerado do déficit público que se observou nos últimos anos. O próprio orçamento do programa foi severamente reduzido, de R$ 15,5 bilhões para R$ 6,9 bilhões. No caso das faixas 2 e 3, boa parte da conta deverá ser jogada para o FGTS, em mais um caso de utilização indevida dos recursos dos trabalhadores.
Sem novos contratos para a faixa 1, era previsível que a meta prometida na campanha não seria alcançada, como reconheceu tardiamente a presidente da República. É mais um fracasso que Dilma junta à coleção que seu governo vem formando de maneira meticulosa.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Sponholz: o bolão do Lula.


Rui Falcão, o último stalinista do Grotão, cospe fogo: Lula é vítima de um "cerco criminoso".

O presidente do PT, um dos partidos que mais cometeu crimes no Brasil (escândalos envolvendo petistas aparecem todos os dias), aparelhando e destroçando estatais e instituições, vem soltando fogo pelas ventas. Ai, que meda!


Em artigo publicado hoje no site do PT, o presidente da sigla, Rui Falcão, saiu em defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e acusou a oposição e setores "capturados pela direita" de tentarem o "linchamento político e moral" do petista. Falcão conclama a militância a combater a "escalada golpista" e o "cerco criminoso" a Lula.

"Nunca antes neste País um ex-presidente da República foi tão caluniado, difamado, injuriado e atacado como o companheiro Lula. Inconformado com sua aprovação inédita ao deixar o governo, o consórcio entre a oposição reacionária, a mídia monopolizada e setores do aparelho de Estado capturados pela direita quer convertê-lo em vilão", diz o texto.
O dirigente tem feito apelos para que militantes e parlamentares saiam em defesa pública do ex-presidente da República. Na festa de aniversário do partido, no final do mês, os petistas preparam um ato de desagravo a Lula.
Para o presidente do PT, há um esforço para destruir o legado de realizações dos oito anos de governo Lula de forma a inviabilizar uma possível candidatura do ex-presidente em 2018. "A tentativa de linchamento político - e moral - escora-se em denúncias sem provas, como virou moda no País nos últimos meses. Valem versões, não os fatos. O dever da prova não é mais de quem acusa, mas de quem é acusado, delatado, caluniado", completa o artigo, citando em seguida uma frase de Luiz Gonzaga Belluzzo, onde o economista diz que "primeiro aponta-se o criminoso, depois vasculha-se o crime".
Falcão ataca a "mídia conservadora" e lamenta que "por mais que as explicações desmintam a farsa ecoada pelos detratores de lula", a imprensa publica o que, em sua avaliação, é um "massacre de mentiras".
"É tarefa da militância e de quem tem compromissos com a democracia combater a escaladas golpista e o cerco criminoso ao Lula. Estou convencido, como já disse em recente inserção do PT na televisão, que, assim, mais uma vez a verdade triunfará sobre a mentira", finaliza.(Estadão).