sexta-feira, 25 de julho de 2014

Tarifaço, o legado de Dilma para 2015.

A tarifa de energia deve explodir - e a da gasolina também anda represada. Na tentativa de se reeleger, Dilma joga tudo para o próximo ano. Por Lendra Peres, no Valor Econômico:


A recomposição nos preços da gasolina e da energia elétrica, represados para evitar um estouro da meta de inflação em ano eleitoral, será determinante para o comportamento dos preços em 2015. Não há no governo quem ouse traçar cenários para os reajustes da gasolina. Mas já foram feitas contas do que pode custar a energia elétrica.

A equipe econômica calculou em 0,2 ponto o impacto do empréstimo de R$ 17,7 bilhões que está sendo finalizado para socorrer as distribuidoras de energia elétrica. O efeito se dará ao longo de 2015 e se repetirá no IPCA de 2016, ano em que o financiamento ainda estará sendo pago pelos consumidores. Na tarifa de energia, são cerca de oito pontos percentuais, mantidos por dois anos.

O mercado financeiro estima esse custo em 0,5 ponto no IPCA, mas estaria superestimando. O empréstimo feito às elétricas pelo consórcio de bancos se transformará num encargo nas contas de luz em fevereiro de 2015, mas o primeiro pagamento do empréstimo só ocorrerá em novembro.

O dinheiro arrecadado nesses nove meses, cerca de 7% do valor da operação, ou R$ 1,2 bilhão, funcionará como uma garantia extraordinária ao empréstimo. A partir de fevereiro de 2017, esse dinheiro pode ser abatido do saldo devedor ou devolvido ao consumidor na forma de redução nas tarifas. Por isso, um impacto menor sobre o IPCA do que o calculado pelo mercado financeiro.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) também tem trabalhado no alívio financeiro das distribuidoras. Os reajustes concedidos nas tarifas em 2014 atualizaram o preço da energia comprada nos leilões realizados em 2013 e início deste ano. Assim, tarifas que embutiam uma energia comprada, por exemplo, a R$ 100 por MWh, já estão sendo projetadas com a energia a R$ 260 por MWh, preço do último leilão.

Nos reajustes já concedidos, a Aneel fixou o custo das térmicas e da parcela da energia que as distribuidoras não conseguiram cobrir com contratos de longo prazo (exposição involuntária) num valor igual à média da energia adquirida por meio de contratos de longo prazo, algo que varia entre R$ 140 por MWh e R$ 150 por MWh. Dessa forma, o custo extraordinário causado pela explosão no valor da energia no mercado de curto prazo, que hoje oscila acima de R$ 650, ficou fora da tarifa, mas será coberto pelos R$ 17,7 bilhões intermediados pelo governo, diluindo o impacto nas tarifas, na inflação e no caixa das distribuidoras.

No cenário desenhado pelo governo para a inflação da energia em 2015, os oito pontos adicionais de reajuste nas tarifas, necessários para pagar esse empréstimo, serão pelo menos parcialmente compensados com a oferta de energia mais barata para as distribuidoras.

Em janeiro e julho, vence o prazo de concessão de usinas da Cesp, Cemig e Copel, que juntas somam cerca de 5 mil MW, equivalente a cerca de 8% da demanda atual. Essa energia custará às distribuidoras cerca de R$ 40 por MWh, muito abaixo dos atuais R$ 140 por MWh dos contratos em vigor. Essa diferença equivale a uma pressão de baixa nas tarifas.

Para isso, o governo conta com uma decisão favorável do Superior Tribunal de Justiça (STJ) na disputa travada com a Cemig pela usina de Jaguara. A concessão da empresa mineira venceu em 2013, mas uma decisão judicial permite que ela não seja devolvida ao governo federal e a Cemig mantém o direito de comercializar a energia no mercado de curto prazo. Uma vitória nessa disputa, na visão do governo, significaria um desestímulo a novas ações judiciais, além de um precedente favorável, caso haja alguma nova discussão.

Um outro fator que poderia elevar os reajustes de 2015 é o repasse feito pelo Tesouro Nacional às distribuidoras em 2013 no valor de R$ 10,8 bilhões. O decreto que autorizou a operação fala num prazo de três anos para pagamento, mas as autoridades não contam com o início dessa cobrança no horizonte próximo. Ou seja, daí haverá pressão de preços.

Por último está o imponderável. As chuvas que começam em novembro vão determinar quais usinas térmicas serão acionadas, e por quanto tempo, ao longo de 2015. O resultado dessa combinação determinará a necessidade de novas operações de socorro às distribuidoras.

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) vê o uso de termelétricas como o novo padrão do sistema. As usinas só deverão ser desligadas nos anos em que chover acima da média histórica. Em anos de hidrologia próxima à média, a tendência é que as térmicas continuem como fonte importante de geração.

As autoridades federais acreditam numa hidrologia melhor em 2015, algo na linha de que não é possível um terceiro ano de tanto azar, mas concordam que nem assim será possível o desligamento completo das termelétricas. Seria considerado muito bom um uso menos intensivo e o desligamento daquelas movidas a diesel, as mais caras do sistema.

Se isso se confirmar, o gasto com térmicas e com a compra de energia no mercado de curto prazo cairá bastante em 2015. Na conversa com os bancos que vão fazer novo empréstimo às distribuidoras, a Fazenda deixou claro que não há programação de novas operações. Ou seja, não espera pressão sobre o caixa das distribuidoras ou do Tesouro Nacional no ano que vem.

Esses argumentos sustentam o quadro oficial de que não haverá um tarifaço em 2015, pelo menos no que diz respeito à energia elétrica.

Num dos cenários pessimistas traçados pelo ONS, os reservatórios das regiões Sul e Sudeste, onde estão os principais reservatórios, chegariam a novembro com 18,5% de armazenamento, o que exigiria chuvas equivalentes a 77% da média histórica até abril para garantir o suprimento de energia em 2015. No último período úmido, as chuvas foram 57% da média histórica.

Especialistas em energia costumam dizer que não basta chover, mas é preciso chover no lugar certo. Em 2015, essa máxima parece ganhar ainda mais relevância. São Pedro terá que derramar água na cabeceira dos rios do Sudeste e Centro-Oeste. Até porque o espaço para o novo presidente fugir de um tarifaço está ficando cada vez mais apertado.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Raúl Castro e Putin: um namoro impossível. O negócio é mamar nos cofres brasileiros.

A ditadura cubana, que conta com extraordinárias benesses financeiras do governo petista - sempre a fundo perdido -, tenta morder alguma coisa também da Rússia. Raúl e o eterno moribundo Fidel devem sofrer de algum tipo de demência. Afinal, a Rússia não é mais a União Soviética. A propósito, um esclarecedor artigo do jornalista cubano Carlos Alberto Montaner:


A la memoria de Thor Halvorssen, amigo bueno, que luchó como pocos contra el totalitarismo en América Latina

Vladimir Putin aclaró tajantemente que su país no pensaba reabrir las operaciones de inteligencia electrónica de la base “Lourdes” cercana a La Habana. Eso era lo predecible. Meterse de nuevo en la cama con los Castro no tenía sentido. No debe olvidarse que Putin llegó al poder de la mano de Boris Yeltsin para que completara el entierro delcomunismo, no para revivirlo.

Las instalaciones de espionaje creadas en Cuba en 1964 fueron abruptamente clausuradas en octubre del 2001 por órdenes del propio Putin. Esa acción no se la perdonaron Fidel Castro ni los viejos kagebistas nostálgicos del comunismo, como su exjefe el general Nikolai Leonov, quien así lo manifestó en una entrevista concedida hace algunos años a los medios rusos.

En agosto de 1991 el KGB urdió un golpe político-militar para liquidar a Mijail Gorbachevy su política de reformas. A las 24 horas de iniciado el movimiento subversivo, Vladimir Putin, teniente coronel del KGB, renunció a su cargo y se situó junto a Boris Yeltsin, el hombre que hizo abortar el coup d´etat.

Aunque Putin no tenía mucha importancia dentro de la inteligencia, sus excompañeros lo vieron como un traidor, pero en el bando de Yeltsin lo aceptaron como un buen aporte a la Rusia que huía de su pasado bolchevique.

Casi una década más tarde, el 31 de diciembre de 1999, Yeltsin, enfermo y alcoholizado, renunciaría a la presidencia del país dejando a su discípulo Vladimir Putin al frente de la Federación Rusa con la secreta tarea de que le cuidara las espaldas y lo defendiera de las (fundadas) acusaciones de corrupción.

Juntos, con perdón, habían armado la de Dios es Cristo. Enterraron la URSS, disolvieron el Partido Comunista, privatizaron con amiguetes el aparato productivo, renunciaron al colectivismo y a la planificación centralizada, y transformaron los servicios de inteligencia.

Yeltsin y Putin sabían que Fidel Castro era un estalinista irredento. Y lo sabían, porque al desertar el embajador (interino) cubano en Moscú, Jesús Renzolí, quien escapó vía Finlandia con la ayuda del diplomático costarricense Plutarco Hernández, reveló que algunas de las conversaciones conspirativas para restituir la dictadura marxista-leninista en la URSS se habían llevado a cabo en la embajada cubana en Moscú.

No obstante, la base de Lourdes permaneció abierta durante la década en que gobernó Yeltsin. Pero Putin, a poco de asumir el poder, la cerró, y lo hizo tan sorpresivamente que Fidel y Raúl Castro se enteraron por la prensa de la decisión del nuevo líder ruso, propinando un durísimo golpe a la vanidad de ambos personajes.

Sin embargo, la desilusión mayor fue la de Raúl Castro. De los dos hermanos, era él quien siempre había admirado más a Rusia, al extremo de llenar su antedespacho de fotos de mariscales y líderes militares soviéticos. Incluso, llegó a declarar, en el juicio-pantomima que organizaron para asesinar al general Arnaldo Ochoa y otros tres oficiales, que él, Raúl, era, en realidad, “un ruso del Caribe”.

En definitiva, ¿qué buscan Raúl Castro y Vladimir Putin en esta etapa de las relaciones entre ambos países?

El cubano busca armas para renovar su herrumbroso arsenal de los años ochenta, plantas eléctricas, una línea de crédito e inversiones en las elusivas prospecciones petroleras. Ofrece como garantía los petrodólares venezolanos —su permanente fuente de financiamiento—, pues nada tiene para exportar a Rusia, incluidos los médicos cubanos, innecesarios y muy poco respetados en ese país.

El ruso, por su parte, anda a la captura de mercados para sus cachivaches, especialmente armas, para lo cual —y ésta es una reflexión del sagaz político boliviano Sánchez Berzaín— le conviene arreglar cuentas con Raúl Castro, porque se trata delgodfather de Venezuela, Bolivia, Nicaragua y Ecuador, y mantiene unas magníficas relaciones con Argentina, Brasil y Uruguay. Aunque pobre, desorientado y andrajoso, Raúl, paradójicamente es el director del circo y el domador de los enanos.

Hace muchos años, cuando conocí a Boris Yeltsin, le escuché expresar su temor a que el KGB le paralizara el corazón con unas ondas de radio que producían fibrilaciones. Yeltsin no quería nada a Castro.

Ignoro si Vladimir Putin ha controlado a sus excompañeros o si cree que ya pasó el peligro. Tampoco sé lo que realmente piensa de los dos hermanos Castro, pero intuyo que no es nada bueno. Fue en Moscú, en esa época, cuando escuché una expresión llena de desprecio hacia Cuba y el comunismo tercermundista: “mendicidad revolucionaria”. Putin no quiere saber de eso nunca más.

Os anões bolivarianos do Executivo


Governo petista quer maquiar até dados da ONU

Como a economia está praticamente estagnada e o Brasil sai mal colocado no IDH listado pela ONU, Dilma e sua equipe - que sistematicamente maquiam as contas internas -, agora querem "amenizar" também os péssimos resultados demonstrados no IDH:


Para tentar amenizar o crescimento lento do país no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), o governo brasileiro convocou uma entrevista para contestar a base de cálculo usada pelas Nações Unidas. Nesta quinta-feira, três ministros – Tereza Campello (Desenvolvimento Social), Henrique Paim (Educação) e Arthur Chioro (Saúde) – apresentaram dados que, segundo eles, são mais recentes e mais favoráveis ao Brasil, embora não tenham sido utilizados na atualização do ranking.

Na lista da ONU, o Brasil aparece como 79º colocado, com um IDH de 0,744. No relatório divulgado em 2013, com dados de 2012, o Brasil era o 80º colocado e tinha um índice de 0,742. O Índice de Desenvolvimento Humano leva em conta a expectativa de vida, a escolaridade e a renda média da população.

Os dados contestados pelo Brasil dizem respeito à expectativa de vida e aos anos médios de escolaridade. A expectativa de vida seria de 74,8 anos, e não de 73,9, como considerou a ONU. A média de estudo da população adulta estaria em 7,6, e não 7,2 anos. E a expectativa de escolaridade das crianças que ingressam no sistema de ensino seria de 16,3 não de 15,2.

Pelo cálculo do governo, o IDH brasileiro seria de 0,764. Segundo a simulação feita pelos ministros, neste caso o país saltaria para o 67º lugar do ranking. Mas a estimativa é irreal porque há muitos outros países em que os dados considerados não são os mais recentes. 

A entrevista foi convocada na noite desta quarta-feira, horas antes da divulgação oficial do ranking. "Os dados da educação permanecem parados de 2010 a 2013, e não porque o Brasil não tenha dados", afirmou a ministra Tereza Campello. (Continua).

Detestado por Dilma e Lula, "o tal mercado" já antecipa a vitória de Aécio.

Outro dia, o tiranete de São Bernardo disse que  não deu votos nem para ele nem para Dilma, pois quem vota neles é o sujeito que compra feijão e arroz. Pois bem, esse mesmo mercado faz o lulismo botar as barbas de molho: os consultores financeiros já trabalham com a derrota de Dilma nas eleições. Do blog de Fábio Alves, no Estadão:


A MCM Consultores passou a atribuir uma probabilidade de 60% de derrota de Dilma Rousseff na eleição presidencial em outubro. Desde abril, a consultoria trabalhava com um cenário de probabilidade equivalente à reeleição e à vitória da oposição. Em relatório distribuído na quarta-feira, 23, os analistas da MCM rebaixaram as chances da presidente e agora trabalham com uma probabilidade de 60%-40% contra a reeleição.
A consultoria é a segunda instituição financeira a divulgar relatório a clientes apostando publicamente na derrota da presidente Dilma nas eleições presidenciais. A primeira instituição foi a corretora japonesa Nomura Securities, que na quarta-feira, após a pesuisa Ibope/Estadão, aumentou a probabilidade de vitória do candidato tucano Aécio Neves para 70%. No dia 11 de junho, a Nomura Securities já havia atribuído uma probabilidade de 60% de vitória do tucano num segundo turno da eleição presidencial.
“Não estamos declarando taxativamente, é bom esclarecer, que a presidente Dilma não se reelegerá. Longe disso. É muito cedo. A campanha ainda nem começou efetivamente”, escreveram os analistas da MCM na nota enviada a clientes ontem. “Contudo, a nosso juízo, já existem elementos suficientes para atribuir mais probabilidade de vitória à oposição do que à candidatura governista.”
Segundo a MCM, as últimas pesquisas Datafolha e Ibope representaram um ponto de virada (“turning point”) para o novo cenário, agora desfavorável à reeleição. “Ambas mostraram continuidade na tendência de encurtamento da vantagem de Dilma frente a Aécio Neves e
Eduardo Campos no segundo turno e aumento da diferença entre a rejeição à presidente e aos candidatos de oposição”, afirmaram os analistas.

Além das pesquisas, destacou a MCM, a mudança de cenário também levou em conta a piora do quadro econômico, “sintetizado pelo resultado decepcionante do último Caged (abertura de apenas 25 mil vagas de trabalho em junho), os sinais de forte rejeição ao PT no Sudeste – de maneira mais acentuada em São Paulo -, e a baixa competitividade das candidaturas petistas nos estados mais importantes do país, excetuando-se Minas Gerais, onde Fernando Pimentel lidera as pesquisas”.
Segundo a MCM, os fatores que beneficiam a candidatura Dilma não desapareceram, entre os quais mais tempo de propaganda no rádio e na televisão, forte apoio entre os eleitores mais pobres, possibilidade de explorar no horário eleitoral gratuito os programas federais voltados principalmente aos eleitores de baixa renda e o apoio do ex-presidente Lula.
“Considerando a evolução do quadro econômico e político e suas perspectivas futuras, avaliamos que, neste momento, os elementos favoráveis à presidente Dilma são insuficientes para atribuirmos à reeleição maior probabilidade de sucesso do que de fracasso”, escreveram os analistas da consultoria.

Alô, chanceler: o Brasil petista é um "anão diplomático", sim!

O ministro das Relações Exteriores andou estrilando porque um porta-voz israelense chamou o Brasil de "anão diplomático". É anão, sim, porque o Itamaraty lulista apoia ditaduras em todas as regiões do mundo, é cúmplice do bolivarianismo (para não dizer vergonhosamente submisso), silencia diante do terrorismo do Hamas e vira as costas ao que resta da chamada civilização ocidental. Mais: sob o petismo, o Brasil é um anão ético, um anão diante das leis e diante das regras democráticas (peço perdão aos anões que nada têm a ver com as torpezas do governo Dilma):

O ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, rebateu nesta quinta-feira as declarações do porta-voz da chanceleria de Israel que teria chamado o Brasil de "anão diplomático" ao criticar a decisão do país de chamar para consultas seu embaixador em Tel Aviv por causa do conflito na Faixa de Gaza.
Em evento em São Paulo, o ministro também rebateu nota da chancelaria israelense que afirmou que a decisão brasileira ignorava o direito de Israel de se defender.
"Somos um dos 11 países do mundo que têm relações diplomáticas com todos os membros da ONU e temos um histórico de cooperação pela paz e ação pela paz internacional. Se há algum anão diplomático, o Brasil não é um deles", disse o ministro a jornalistas. "Mas não contestamos o direito de Israel de se defender, jamais contestamos isso. O que contestamos é a desproporcionalidade das coisas", acrescentou.
Na noite de quarta-feira, o Itamaraty divulgou nota em que considera "inaceitável" a escalada da violência em Gaza e condena "energicamente o uso desproporcional da força por Israel" no conflito, que já matou 747 palestinos. Na mesma nota, o Brasil anunciou que chamou seu embaixador em Tel-Aviv para consultas.
O Ministério das Relações Exteriores israelense reagiu em nota, declarando-se "desapontado" com a decisão do governo brasileiro que, segundo o órgão, "não reflete o nível das relações entre os dois países e ignora o direito de Israel se defender".
O documento afirma ainda que a atitude brasileira não contribui para promover "a calma e a estabilidade" no Oriente Médio e que dá "vento favorável" ao terrorismo, além de "naturalmente afetar a capacidade do Brasil de "exercer influência".
"Israel espera apoio de seus amigos em sua luta contra o Hamas, que é reconhecido como uma organização terrorista por muitos países ao redor do mundo", afirma o documento divulgado no site do Ministério de Relações Exteriores de Israel.
Além da nota da chancelaria, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Israel, Yigal Palmor, disse, segundo a imprensa israelense, que a decisão do Brasil de chamar seu embaixador para consultas é uma demonstração das razões que levam o Brasil, apesar de ser "um gigante econômico e cultural, permanecer um anão diplomático". (Estadão).

Aécio não deve limitar-se a mostrar que nada fez de errado. Tem que desafiar Lula a revelar as lambanças de Rose e Lulinha.

Compartilho um post de Augusto Nunes, concordando com suas observações. Ao invés de insuflar sua malta contra o candidato de oposição a partir de factoides,  o tiranete deveria explicar as aventuras criminosas da namorada Rose e o fulminante enriquecimento do filhote Lulinha. Mas não se espere que o dócil jornalismo brasileiro (as exceções são raríssimas) vá incomodar o intocável com essas questões - que, de boato, nada têm:


Diante das provocações de Lula, ressalva o comentário de 1 minuto para o site de VEJA, Aécio Neves não deveria limitar-se a deixar claro que nada houve de irregular na construção de um “aeroporto” na cidade mineira de Cláudio. Já que o ex-presidente descobriu que toda denúncia ou suspeita precisa ser investigada, o principal adversário de Dilma Rousseff poderia convidá-lo a revelar o que sabe sobre pelo menos duas histórias muito mal contadas: as aventuras criminosas de Rose Noronha e o enriquecimento rapídissimo do filho Fábio Luiz, o Lulinha.

O que o palanque ambulante tem a dizer sobre as patifarias da amiga especialmente íntima que reduziu a subsede de quadrilha o escritório paulista da Presidência da República? Por que esconde da Polícia Federal, do Ministério Público e do Judiciário informações que apressariam o completo esclarecimento do caso? Por que o Instituto Lula banca as despesas de Rose e os honorários (cobrados em dólares por minuto) da tropa de advogados contratados para defendê-la?

Só o chefe e parceiro de Rose conhece os detalhes desse enredo. E só o pai de Fábio Lulinha pode desvendar mistérios que há tempos intrigam milhões de brasileiros. Se continuasse com o status de filho de metalúrgico, o jovem monitor de zoológico teria virado empresário e pecuarista em menos de cinco anos? Teria conseguido a carteira de sócio do clube dos milionários se não apresentasse na portaria a carteira de identidade premiada?

Um vídeo de 58 segundos não comporta mais que dois exemplos. O timaço de comentaristas está convidado a lista de vigarices, maracutaias e safadezas que envolvem o chefe supremo da seita que só celera missas negras. E os candidatos oposicionistas que tratem de transformar o imenso acervo de safadezas em munição para o combate ainda em seu começo.

Dilma avisou que em ano eleitoral costuma fazer o diabo. Lula e seus devotos imaginam que, numa disputa pelo poder, o único pecado imperdoável é perder. Aécio já mostrou que sabe disso. Precisa agora deixar claro que não teme o bando de incapazes capazes de tudo. Só assim conseguirá identificar-se com as multidões decididas a encerrar nas urnas a era da bandidagem. (Continua).

Dilma iniciará campanha entre os pelegos da CUT

Pouca vergonha mesmo: correia de transmissão do PT, a CUT recebe fundos públicos. Mas não se espere decoro dos petistas e seus braços armados:

A presidente Dilma Rousseff escolheu um evento da Central Única dos Trabalhadores (CUT), na quinta-feira da próxima semana, para iniciar efetivamente sua campanha à reeleição. Afora o fato de que uma entidade do gênero, receptora de fundos públicos, não poderia se prestar a isso, tivessem o PT e seus tentáculos sindicais um mínimo de decoro - e que a escolha representa a plena retomada do estratagema lulista em 2006 de dividir o País entre "nós" e "eles" -, o desafio que pode tolher o avanço da candidata rumo às urnas consiste precisamente no mal-estar que poderá se difundir nas classes que ela chamaria "nossas".
Os sintomas iniciais de desconforto, capazes de se transmutar em pessimismo, decerto não foram inoculados nos que os experimentam pela mídia "a serviço das elites". Se Dilma quisesse de fato descobrir o que os origina, bastaria que ousasse estabelecer uma relação de causa e efeito entre os seus quatro anos no poder e o sombrio quadro econômico atual. Trata-se, sem exagero, do pior dos mundos: produção - logo, emprego - rolando ladeira abaixo e custo de vida nas alturas. Essa combinação perversa não é uma abstração estatística: é uma ameaça aos assalariados. (Continua).

Dilma: quatro anos vergonhosos.

Dilma completará quatro anos com a economia no chão. Não há pesquisa que possa salvar uma presidência tão pífia. Editorial do Estadão ("Haja criatividade"):

A presidente Dilma Rousseff completará quatro anos de mandato com um vergonhoso balanço econômico, se estiverem certas as novas projeções do Ministério do Planejamento: inflação acumulada de 26,78% e crescimento de apenas 8,23%. A inflação média terá superado 6% ao ano e o avanço anual da produção terá ficado em miseráveis 2,05%. O crescimento de 1,8% estimado para o PIB neste ano será um dos mais baixos do mundo e o segundo pior dos últimos quatro anos no Brasil (em 2012 ficou em 1%). Até as economias mais abaladas pela crise entraram em recuperação nos últimos anos, algumas com muita dificuldade. Nenhuma delas, ao contrário da brasileira, retrocedeu. Mas o resultado efetivo para o Brasil poderá ser pior. Economistas do mercado financeiro baixaram para 0,97% a expansão esperada para 2014. A previsão do Banco Central (BC) já caiu para 1,6%, em seu último relatório trimestral sobre a economia.
Os efeitos da fraqueza econômica são evidentes, há meses, na evolução da receita federal. Em junho, a arrecadação total, de R$ 91,39 bilhões, foi apenas 0,13% maior que a de um ano antes, descontada a inflação. No semestre, o governo arrecadou R$ 578,59 bilhões, 0,28% mais que entre janeiro e junho de 2013. O aumento real, quando se comparam os dados mensais deste ano e do anterior, tem sido cada vez menor, desde março. Isso se explica principalmente pelo baixo nível de atividade e pela deterioração do poder de consumo.
Fechados os números do mês passado, o Ministério do Planejamento pôde realizar a terceira avaliação bimestral de receitas e despesas federais e refazer as estimativas orçamentárias para o ano. As novas projeções de crescimento econômico e de inflação foram usadas como base para o novo panorama fiscal. Com base nessa revisão, o governo decidiu manter os limites de empenho e de gastos fixados na avaliação do segundo bimestre. Se a previsão de aumento do PIB fosse menos otimista, as autoridades teriam de programar despesas menores para a segunda metade do ano - uma perspectiva muito ruim para um governo gastador, especialmente quando a presidente se empenha em ser reeleita.
Mas esse risco foi afastado, por enquanto. A nova estimativa de receita líquida, depois das transferências a Estados e municípios, apontou, segundo um relatório, acréscimo de R$ 714,5 milhões. Por extraordinária coincidência, esse é o valor do aumento previsto para as despesas primárias de execução obrigatória. As despesas primárias são calculadas sem os juros e amortizações da dívida pública.
Há pontos misteriosos na nova revisão orçamentária. Um deles é o aumento de R$ 3 bilhões na receita estimada para o Refis, o programa especial de parcelamento de dívidas tributárias. A estimativa inicial, divulgada há meses, apontava arrecadação de R$ 12,5 bilhões. Com as últimas inovações no programa, divulgadas há poucas semanas, a arrecadação prevista subiu para R$ 15 bilhões. Com o relatório bimestral houve nova mudança: o valor subiu para R$ 18 bilhões.
O documento menciona, entre as receitas extraordinárias, o pagamento de R$ 2 bilhões pela Petrobrás, valor que corresponde ao bônus de concessão direta - sem licitação - de quatro áreas do pré-sal.
As projeções incluem R$ 27,02 bilhões de receitas extraordinárias. Não há referência, pelo menos explícita, à previsão de dividendos pagos pelas estatais. Esses dividendos, juntamente com a receita do Refis e os bônus de concessões de infraestrutura, têm sido importantes para a formação do superávit primário, o dinheiro separado anualmente para o serviço da dívida pública.
Neste ano está programado um resultado primário de cerca de R$ 80 bilhões para o governo central. Esse resultado parece agora muito difícil. A estimativa de crescimento real de arrecadação já foi reduzida de 3% para 2%. No primeiro semestre, o aumento da receita em relação a um ano antes, de 0,28%, ficou muito longe da meta. Para fechar as contas, o governo provavelmente precisará de mais criatividade contábil que nos anos anteriores.

Havia uma casca de banana no meio da rua. Batata! O stalinista Rui Falcão caiu que nem patinho.

Dora Kramer faz uma boa gozação em cima do presidente do PT, stalinista de carteirinha, que lançou nota em favor dos terroristas de São Paulo e do Rio:

Sabe a história da pessoa que atravessa a rua para escorregar na casca de banana do outro lado da calçada?
Pois foi mais ou menos o que fez o presidente do PT, Rui Falcão, ao divulgar uma nota de repúdio à prisão dos aprendizes de terroristas que ameaçavam tocar o terror nas ruas do Rio de Janeiro no dia da partida final da Copa do Mundo.
Costumam ser chamados de "ativistas" por aqueles que pretendem amenizar a natureza puramente violenta de seus atos para legitimá-los como protesto político.
A polícia investigou e descobriu que um grupo daqueles mesmos que já haviam participado de ações de vandalismo - uma das quais resultou na morte do cinegrafista Santiago Andrade - se armava com fogos de artifício (um desses matou o profissional da TV Bandeirantes) e coquetéis molotov para barbarizar o bairro da Tijuca (onde fica o estádio do Maracanã) no dia 12 de junho.
Na véspera, baseada em fundamentado material resultante das investigações, a Justiça decretou a prisão preventiva de vários deles. Graças a isso, o Mundial terminou sem incidentes e pudemos - governo inclusive - comemorar ao menos o êxito fora do campo.
De onde é surpreendente que o partido do governo, o PT, se alie a políticos de legendas como o PSOL e o PC do B na defesa dessa gente que, além da produção da barbárie absolutamente gratuita, não sabe sequer expressar o que quer. O PT teria preferido que os "ativistas" tivessem ficado soltos para levar a termo seus planos?
Como se já não tivesse problemas suficientes com os sinais de desgaste que o partido recolhe no eleitorado, o presidente do PT divulgou a tal nota de repúdio e, portanto, em defesa dos "ativistas". Qualificou a prisão de "grave violação de direitos e das liberdades democráticas".
O procedimento nada teve de ilegal. Baseou-se em investigações feitas com escutas telefônicas legais e prisões decretadas pelo Poder Judiciário. Isso sob o aspecto institucional. Do ponto de vista da sociedade, a nota do PT coloca o partido na contramão da opinião do público, cuja posição já registrada em pesquisas é francamente contrária a essas manifestações, que se confundem com atos criminosos.
Foram elas que inibiram os genuínos protestos da população. Portanto, se alguém violou os direitos e as liberdades individuais foram os vândalos que atacaram o patrimônio público, impediram a sociedade de se manifestar e puseram em risco a vida das pessoas nos incêndios e depredações.
Foi preciso que a lição viesse do estrangeiro, com a negativa do governo uruguaio ao pedido de asilo político feito pela advogada Eloísa Samy, acusada de participar de atos violentos em 2013. O Uruguai, ao contrário do PT, não viu ilegalidade. Recusou o asilo sob a alegação de que o Estado no Brasil é democrático e de direito.
A decisão do País do presidente José Mujica acabou dando ao ministro Gilberto Carvalho a oportunidade de recuar. "O Uruguai agiu corretamente", disse, numa correção de rumo leve ainda a exigir posição mais radical.

Um paspalho apresentará a campanha de Dilma na TV

Acabo de ler que aquele "estudante" de cabecinha pequena que mantinha o fake Dilma Bolada - já desativado - vai ganhar um dinheirão para ser um dos apresentadores da campanha da gerentona. Essa esfuziante inteligência é apropriada para representar os petistas. Entre eles, tudo é fake mesmo.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Em 2012, na França, Dilma disse que criaria mais de 800 aeroportos regionais. Cadê?

Recordar não é ofensa: Dilma se revelou tão bravateira quanto seu criador, o tiranete Lula, ao prometer espalhar aeroportos pelo país. Até hoje, não conseguiu nem sequer reformar os das capitais. Nenhum jornalista vai incomodá-la com essa lembrança:


A presidente Dilma Rousseff afirmou na manhã desta quarta-feira (12) a empresários, em Paris, na França, que o governo vai "interiorizar" o transporte aeroviário e que pretende criar mais de 800 aeroportos regionais no país.

Dilma conversou com empresários franceses após participar do seminário empresarial "Desafios e Oportunidades de uma Parceria Estratégica".

"Os números no Brasil, às vezes, são grandes. Nós pretendemos fazer em torno de uns 800 para mais aeroportos regionais", declarou a presidente.

Segundo a presidente, o objetivo do governo com o plano é fazer com que cidades com cerca de 100 mil habitantes tenham aeroportos "em torno de 50, no máximo 60 km de distância" e que localidades turísticas tenham aeroporto "não próximo, junto".

Segundo ela, a meta é o "fortalecimento de uma aviação regional" no país. "Nós precisamos de médias empresas aeroviárias no Brasil", ressaltou.

O incremento da quantidade de aeroportos regionais fará parte da próxima etapa do programa de concessões do governo, que já resultou em licitações para exploração pela iniciativa privada dos aeroportos de Guarulhos e Campinas, em São Paulo, e de Brasília. Essa nova etapa incluirá concessões de aeroportos regionais e de outros grandes terminais aeroportuários.
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Segundo a presidente, o modelo de licitação dos grandes aeroportos obedecerá o mesmo princípio adotado em relação aos três aeroportos já licitados - 51% do controle acionário para a empresa vencedora da licitação e 49% para a estatal Infraero.

"Uma das questões que vai diferenciar essas licitações novas nos grandes aeroportos das passadas é que teremos uma exigência maior de capacitação dos investidores em aeroportos. Nós trabalharemos com um número mais elevado de passageiros por mês ou por ano - como o senhor queira - do que trabalhamos no momento anterior", afirmou, ao responder à indagação de um empresário.

Dilma afirmou à plateia de empresários franceses que o Brasil vive atualmente um "ambiente favorável ao investimento". Segundo ela, o governo está atuando para desburocratizar procedimentos e oferecendo melhores condições de financiamento para novos projetos.

A presidente deu como exemplos a criação do RDC (regime diferenciado de contratações), destinado a dar mais celeridade às contratações de obras e serviços, e um "controle ambiental mais transparente e mais ágil".

'Olhares arrogantes'

Antes da conversa com os empresários franceses, Dilma afirmou, durante seu discurso no seminário, que o Brasil já foi "objeto de olhares extremamente arrogantes" e que agora vive uma "extraordinária aventura".

“Passamos (países da América Latina) por um grave ajuste fiscal durante duas décadas. Sabemos que o corte (de gastos) radical compromete o futuro de nossa gente. Aqui (na Europa) o corte tem afetado os pilares do estado social. Isso tem afetado igualmente uma das maiores obras do mundo, que foi a criação da União Européia e da Zona do Euro”, discursou a presidente, durante a abertura do Fórum pelo Progresso Social, evento organizado pelo Instituto Lula e pela fundação francesa Jean Jaurès, em Paris. (G1).

Coveiro Gilberto Carvalho quer guerra pelos "sovietes" do lulismo

O espião de Lula no Palácio, Gilberto Carvalho, quer aprovar o decreto bolivariano de Dilma a ferro e fogo. Essa figura agourenta é o grande inimigo da democracia instalado no poder, a serviço do nefasto lulopetismo. Que o Congresso não lave as mãos diante dessa tentativa golpista:

Principal interlocutor do Palácio do Planalto com movimentos sociais, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, disse nesta quarta-feira, 23, que o governo vai enfrentar "até o fim" a "guerra" em torno do decreto que institui a política nacional de participação social e orienta todos os órgãos da administração a adotarem consultas populares.
"A participação social veio para ficar. Se a Câmara dos Deputados e o Senado tiverem bela inteligência política, não se colocarão na contracorrente de uma exigência da sociedade brasileira, da ampliação da participação. Da parte do governo há uma disposição de enfrentar essa guerra até o fim", afirmou o ministro, que participou nesta manhã em Brasília da assembleia de eleição da representação da sociedade civil do Conselho Nacional de Juventude (Conjuve).

O decreto 8.243, editado em maio pela presidente Dilma Rousseff, não cria, na prática, novas estruturas, mas institucionaliza a relação da máquina pública com os movimentos sociais e a sociedade civil. Para críticos, a medida institui um poder paralelo dentro do Estado, usurpando prerrogativas do Congresso. Para defensores, democratiza as decisões públicas.
"É um decreto tímido, que apenas reconhece o que existe e estimula a participação social em áreas do governo que ainda não a fazem", comentou Carvalho. "Nós não recuaremos, não retiraremos o decreto, vamos até o fim. Se houver derrota, quem pagará pelo preço são aqueles que se colocam contra essa participação."
Na semana passada, a obstrução do PT impediu que a Câmara votasse o projeto que suspende os efeitos do decreto da presidente Dilma Rousseff. Na ocasião, a oposição e até mesmo partidos da base conseguiram impor uma derrota ao governo mais cedo, ao aprovar a urgência regimental para a análise da proposta. Temendo ver a decisão de Dilma ser derrubada pela Câmara, aliados fiéis do Planalto passaram a obstruir os trabalhos, o que inviabilizou qualquer votação.
Ao falar sobre a implantação de políticas voltadas para a juventude, Carvalho reconheceu que o governo está "muito no início" no enfrentamento da questão. "Nós temos uma grande preocupação em construir, dar robustez às nossas políticas de juventude. Estamos muito no início. O desafio que estamos encarando nós apenas iniciamos", disse o ministro. (Continua).

Cedo ou tarde, petistas vão parar atrás das grades. Hoje foi mais um.

Mais um velho militante condenado pela Justiça. O governador leninista do RS conhece bem o sujeito, que chefiava o tal de Pronasci:

A Justiça Federal no Paraná condenou por peculato e corrupção dirigentes de Oscips e o ex-coordenador nacional do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), do Ministério da Justiça, Francisco Narbal Alves Rodrigues.
Segundo a sentença da Justiça Federal foi comprovado crime de corrupção envolvendo Rodrigues, militante do PT no Rio Grande do Sul que ocupava na época dos fatos o cargo de Coordenador Nacional de Projetos do Pronasci no Ministério da Justiça. Ele pegou 5 anos e 11 meses de reclusão em regime inicial semiaberto.
Já em agosto de 2012, o Ministério da Justiça conduziu e concluiu procedimento administrativo disciplinar que resultou na demissão de Rodrigues do cargo em comissão no Pronasci.
Segundo a sentença, a pedido de Rodrigues “as Oscips empregaram seus parentes e realizaram depósitos sem causa lícita na conta corrente do agente público”.
Ao impor a pena de 5 anos e 11 meses de prisão a Francisco Narbal Alves Rodrigues, o juiz federal Sérgio Moro assinalou. “Reputo a culpabilidade exacerbada pois o condenado não era só servidor público, mas Coordenador Nacional de Projetos do Pronasci, ou seja agente graduado do Ministério da Justiça. Há verdade no adágio de que quanto maiores os poderes, maior a responsabilidade. Além disso, reprovável que agente do próprio Ministério da Justiça, órgão encarregado da Administração da Justiça, corrompa-se ou pratique fraudes, comprometendo a integridade da Justiça. Os motivos dos crimes de corrupção e fraudes constituem o locupletamento ilícito e já são próprios das figuras delitivas, não autorizando incremento da pena. Não vislumbro ainda como especialmente negativas as circunstâncias e consequências dos crimes. São neutras, portanto, para todos os crimes as vetoriais antecedentes, comportamento da vítima, personalidade, conduta social e motivos, circunstâncias ou consequências, merecendo, porém especial reprovação a culpabilidade.”
As penas aplicadas para os outros acusados variaram entre mínimo de três anos e seis meses de prestação de serviços comunitários e máximo de 22 e 7 meses de reclusão.
A denúncia do Ministério Público Federal, amparada em investigação da Polícia Federal e da Controladoria Geral da União (CGU), revela que os crimes foram praticados por dirigentes e associados do Instituto Brasileiro de Integração e Desenvolvimento Pró-Cidadão e da Agência de Desenvolvimento Educacional e Social Brasileira (Adesobrás), contratadas pelo Ministério da Justiça e por diversos municípios do Paraná para prestação de serviços públicos em termos de parceria.
Segundo o processo, foi comprovada a prática de desvio e de apropriação de recursos públicos no montante de R$ 9,5 milhões e de lavagem desse valor entre 2004 e 2011.
A investigação mostra que também houve crimes de fraude de documentos, fraudes em licitações e associação criminosa.
A condenação foi imposta pela 13.ª Vara Federal de Curitiba.
Oito acusados foram condenados e cinco foram absolvidos. Por intervenção judicial, as Oscips foram extintas.

Na sentença, foi decretada a prisão cautelar dos principais responsáveis pelos crimes, Robert Bedros Fernezlian, Lilian de Oliveira Lisboa e Laucir Rissatto e o confisco de patrimônio sequestrado no montante de R$ 3,1 mlhões.

A Justiça Federal acolheu pedido dos defensores e ouviu 57 testemunhas presenciais em Curitiba, 29 testemunhas por videoconferência e 26 testemunhas por carta precatória.
Foram ouvidos inclusive políticos, deputados e prefeitos.
O juiz federal Sérgio Moro indeferiu o pedido da defesa de Robert Bedros Fernezlian, que pretendia que fosse tomado o depoimento do governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), ministro da Justiça no governo Lula.
“É evidente que o ministro da Justiça Tarso Genro acompanhava, ao tempo de sua gestão no Ministério, a execução do programa Pronasci, mas é certo que não tinha contato ou conhecimento da execução financeira e da prestação de contas específicas das Oscips”, assinalou o juiz “Evidente que nada poderia esclarecer sobre os fatos da imputação, ou seja, sobre os peculatos e corrupções identificadas.”
O juiz destacou trechos do relato da testemunha Luiz Paulo Teles Ferreira Barreto, na época dos fatos secretário executivo do Ministério da Justiça.
Teles Barreto esclareceu. “Tarso acompanhava o dia a dia do Pronasci, mais no aspecto político do projeto, não acompanhava o detalhe burocrático da execução, mas ele acompanhava onde ele era instalado, quais os resultados que estavam dando, quantos jovens estavam sendo resgatados pelo Estado da criminalidade, porque esse programa era muito caro ao Ministério e ao ministro Tarso Genro, mas a execução burocrática do programa não, não acompanhava.”
Indagado se o então ministro da Justiça acompanhava a prestação de contas das Oscips, Teles Barreto declarou. “Eu acredito que ele (Tardo Genro) recebia informações desse grupo, mas o acompanhamento processual não, mas o acompanhamento global, como é que estava o Pronasci, se estava sendo bem implementado, se estava dando resultado, certamente, ele tinha quando despachava com esse grupo. Detalhes (da execução), não. O ministro de Justiça não tinha como acompanhar detalhes.” (Continua).

Sites de órgãos públicos falham no atendimento ao cidadão

A burocracia ainda impede que os cidadãos tenham acesso a documentos importantes através da internet. Eita, Grotão lulista:


Pesquisa inédita divulgada na terça-feira sobre o uso de tecnologias de informação mostra que o computador já é um recurso universal nos órgãos públicos brasileiros e que a manutenção de um website próprio caminha na mesma direção (entre 84% e 94%). O serviço prestado ao cidadão, contudo, deixa muito a desejar. Entre entidades federais e estaduais, 29% não oferecem em seus sites o acompanhamento de processos administrativos ou judiciais, 35% não permitem a emissão de documentos, 40% não oferecem recursos de agendamento de serviços e 34% não deixam o contribuinte emitir uma guia para pagar uma taxa ou tributo — cujo destino é o próprio governo. Órgãos que, devido à natureza de sua atividade, não têm a atribuição de realizar tais tarefas declararam essa condição aos pesquisadores. Ou seja, os percentuais apresentados indicam órgão que poderiam prestar os serviços, mas não o fazem.

Não é só. Apenas 60% oferecem integralmente na internet o serviço mais procurado pelos cidadãos no respectivo órgão e só 44% têm uma ouvidoria on-line, ou seja, um canal de reclamação virtual. Vinte por cento não informam horário de funcionamento, igual percentual não exibe qualquer prestação de contas e apenas 24% mostram salários dos servidores.

Os dados fazem parte da pesquisa inédita TIC Governo Eletrônico 2013, realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), departamento do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), entidade que implementa as decisões do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), organização multissetorial responsável por estabeler diretrizes da internet local. A pesquisa mede tanto a gestão da tecnologia pelos órgão de governos quanto os recursos que eles colocam à disposição do cidadão.

Foram ouvidos gestores das áreas de TI e de conteúdo de 572 órgãos públicos federais e estaduais entre outubro e dezembro de 2013. Eles representam um universo de 1.586 órgãos da administração direta e indireta dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além do Ministério Público. São grandes unidades da administração, como ministérios e agências reguladoras; secretarias ministeriais, por exemplo, não são computadas individualmente. Além disso, foram ouvidas 334 prefeituras, que forneceram informações sobre o Executivo local.

“Avaliamos que os órgãos públicos já estão presentes na internet, já utilizam seus recursos”, diz Fabio Senne, coordenador de projetos e pesquisas do Cetic.br. “Contudo, é preciso avançar na qualidade dos serviços oferecidos ao cidadão. O estudo pretende fornecer subsídios para isso.” Novas edições da pesquisa devem ser publicados a cada dois anos. O relatório completo está disponível no site do Cetic.br. (Veja).

Tá tudo dominado (II): TCU também livra a cara de Dilma.

O Tribunal de Contas reconhece o rombo de quase 800 milhões de dólares, mas livra Dilma e os outros membros do conselho da Petrobras à época da compra da refinaria de Pasadena. Trocando em miúdos: Dilma e Lula são intocáveis.

O ministro José Jorge, do Tribunal de Contas da União (TCU), afirmou nesta quarta-feira que a Petrobras teve prejuízo de 792 milhões de dólares na malfadada operação de compra da refinaria de Pasadena, no Texas. Relator da representação que apura irregularidades na aquisição da unidade americana pela Petrobras, Jorge defendeu, ao levar o caso para apreciação do Plenário da Corte, que ex-diretores da estatal brasileira tenham os bens bloqueados para futura reparação aos cofres públicos, mas isentou de responsabilidades a presidente Dilma Rousseff e os demais integrantes do Conselho de Administração da empresa na época do negócio.

Apesar de isentar a presidente, tanto Dilma quanto o restante dos membros do Conselho poderão ser investigados caso novos elementos surjam no processo que poderá ser aberto para cobrar as perdas causadas pela aquisição da refinaria. (Continua).

Tá tudo dominado: PGR livra Dilma do escândalo de Pasadena.

Afinal, vivemos no país em que nem sequer o mensalão existiu. Por aqui, pouco importam os fatos, reduzidos a versões pela mentalidade petista, para a qual a verdade é sempre relativa:


O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, determinou o arquivamento de representação apresentada por um grupo de congressistas que pediu que fossem apuradas supostas irregularidades praticadas pelo Conselho de Administração da Petrobrás - presidido à época pela então ministra Dilma Rousseff - na operação de compra da refinaria de Pasadena, no Texas, em 2006.

No entendimento de Janot, as informações e documentos apresentados pela Presidência da República "afastam a acusação de conduta dolosa ou culposa que possa ser atribuída ao Conselho de Administração da Petrobras de ter dado causa aos prejuízos advindos da referida operação, sendo desnecessário o prosseguimento da instrução", afirma o procurador no documento de quatro páginas assinado nesta segunda-feira, 21.
Para o procurador, a documentação apresentada deixa evidente que a decisão do Conselho de Administração estava alinhada com o planejamento estratégico da estatal e foi adotada seguindo os procedimentos do estatuto social.
"Ainda que se esteja diante de uma avença malsucedida e que importou, aparentemente, em prejuízos à companhia, não é possível imputar o cometimento de delito de nenhuma espécie aos membros do Conselho de Administração, mormente quando comprovado que todas as etapas e procedimentos referentes ao perfazimento do negócio foram seguidos", ressalta o PGR.
No trecho final do documento, Janot conclui que a responsabilidade pelos eventuais prejuízos ocorridos deverá ser apurada pelos órgãos de controle e os possíveis reflexos penais deverão ser investigados, se for o caso, pelas instâncias ordinárias, caso encontrem elementos probatórios para tanto.
A representação tem como autores os senadores Randolph Rorigues (PSOL-AP), Cristovam Buarque (PDT-DF), Ana Amelia (PP-RS), Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), Pedro Taques (PDT-MT), Pedro Simon (PMDB-RS), Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) e do deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP). (Estadão).

Lula surpreso com alto índice de rejeição ao petismo

O tiranete de São Bernardo esperava a "fadiga de material" apenas em 2018. Perdeu o faro político já faz tempo. Da Folha Poder:


Em conversa recente com um aliado, Lula se disse surpreso com o grau de rejeição ao PT e reconheceu que a imagem do partido pode ter se desgastado antes do que previa. O ex-presidente esperava que o eleitorado acusasse a “fadiga de material” apenas na próxima corrida presidencial, em 2018. O sentimento, portanto, não comprometeria a reeleição de Dilma Rousseff. Com o novo diagnóstico, Lula entende que é preciso repensar o discurso para manter o petismo no poder.

Reunião de Dilma com partidos no palácio é flagrante violação da lei

"Na hora do aperto", artigo de Dora Kramer no jornal O Estado, analisa o "toque de reunir" da candidata-presidente, que persiste na confusão entre governo e partido, usando as dependências oficiais para fins eleitorais:

Uma grande reunião estava marcada para o final da tarde de ontem, no Palácio da Alvorada, com todos os partidos aliados para discutir os rumos da campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff.
Os jornais de hoje naturalmente trazem os resultados. Antes de entrarmos no mérito, cumpre mais uma vez apontar o demérito da questão: o governo continua a usar dependências oficiais para fins eleitorais sem ser legalmente admoestado.
Vai ver em algum momento revogaram-se as disposições em vigor e não fomos avisados de que já é permitido a todos nos locupletarmos. De qualquer modo, melhor andar na linha ainda que governantes não o façam.
O toque de reunir da presidente à sua tropa não quer dizer que o PT pretenda transferir nem dividir com os parceiros (PMDB, PDT, PC do B, PSD, PRB, PROS e PRB) o comando da campanha. As decisões fundamentais continuam nas mãos do núcleo original: Lula, Rui Falcão, Edinho Silva, Franklin Martins, João Santana e Gilles Azevedo.
Portanto, de fundamental seguramente nada de novo surgiu naquele front. A razão do chamamento é a necessidade de manter unida a tropa, ou o que resta dela. Até agora era relegada a um plano totalmente subalterno.
Mas, como a coisa começa a ficar muito apertada, e não só nas pesquisas, mas no mundo bastante real da economia em que o governo um eterno otimista já vê sinais de recessão, um dos jeitos é recorrer aos parceiros para pedir socorro. Legítimo, pois não seria aos inimigos que o governo poderia apelar.
Há um detalhe de ordem prática, porém. Talvez seja um pouco tarde. Não do ponto de vista dos caciques, os líderes que se reuniram ontem com a presidente no Alvorada. Com certeza saíram de lá respondendo ao toque de reunir com discurso de ordem unida.
O problema está nas bases. Estão fazendo o que bem entendem, conforme pudemos observar pela peculiar mescla de alianças. Consequência da lei eleitoral permissiva, da fragilidade dos partidos, mas também - e muito provavelmente, sobretudo - do tratamento recebido nos últimos anos.
Da presidente em particular e do PT em geral. Na época em que se começou a conversar sobre a formação de alianças nos Estados Dilma não estava nessa situação em termos de avaliação popular. Sua popularidade estava em queda (desde o ano passado), mas a oposição ainda não havia dado sinal de vida.
Com a situação relativamente tranquila no plano federal, o PT tratou de se garantir no âmbito estadual que é de onde sai a formação do Congresso. Precisava eleger muitos deputados federais e o maior número possível de senadores para "quebrar" a força no PMDB no Parlamento.
Movimento mais que legítimo, porém. Ocorre que o PMDB achou por bem reagir em legítima defesa quando foi esnobado (assim como vários outros partidos da aliança) pelo PT que decidiu lançar candidatos próprios aos governos dos Estados onde os aliados reivindicavam o apoio como contrapartida ao tempo de televisão dado à candidatura de Dilma.
Isso provocou a dispersão dos parceiros que se aproximaram da oposição no plano regional. Exemplo mais vistoso é o do Rio de Janeiro. O PMDB pediu que o PT não lançasse candidato; depois passou a exigir e, em seguida, ameaçou romper. A seção fluminense não conseguiu desfazer a aliança nacional, mas pede votos de maneira aberta para Aécio Neves.
Em São Paulo agora o PT quer propor um acordo ao PMDB para que o partido ajude Dilma "para valer". Mas isso só depois que o candidato do partido, Paulo Skaf, ficou numa posição muito melhor que a de Alexandre Padilha do PT.
Tais apelos devem se repetir em outras localidades onde haja os tais palanques duplos, triplos ou múltiplos. Em 2010, aliados nessa situação foram abandonados pelo PT no curso da campanha. Agora são eles que decidem se relevam ou se devolvem o menosprezo.