Segunda-feira, 12 de Maio de 2008

Um improviso de Keith Jarrett

Estatismo bolivariano

O tirano Hugo Chávez prossegue a marcha de estatizações, resquício do velho comunismo cultivado pela "idiotia latino-americana". Expropriou a Sidor, a maior empresa do setor siderúrgico da Venezuela.

E lascou esta: "Hoje não presido um Estado capitalista, não; um Estado socialista! Assim, a Sidor tem que se converter em uma empresa socialista." (Ler).

Os bolivarianos daqui, por sua vez, querem reestatizar a Vale do Rio Doce (sempre com apoio da CNBB).

Não tem jeito: a América Latina olha o futuro pelo retrovisor.

Lula vira jornalista na sua TV

É isso mesmo, ele poderá entrevistar jornalistas na sua TV, falsamente designada como pública. Pronto, agora qualquer um pode ser jornalista, como bem observou A Nova Corja (links).

E tem mais: a "TV Brasil" despejará 60 milhões de reais em produções "independentes", além de produzir os infantis "A turma do Pererê" e "O menino maluquinho", do milionário cartunista Ziraldo (ganhou mais de milhão da Bolsa-Ditadura, lembram-se?).

Nunca antes "nesspaís" houve tanta sem-vergonhice.

UPDATE: quero ver a Fenaj fiscalizar o exercício ilegal da profissão...

O Rei do Grotão

Domingo, 11 de Maio de 2008

A arrogância dos "pós-modernos"

Antropocentrismo requentado

Não poderia deixar de dar essa canelada nos "pós-modernos" depois de ler, no livro Cachorros de palha, de John Gray, uma passagem que vem ao encontro do que penso sobre a tigrada. Na verdade, o "pós-modernismo" é a última versão do velho antropocentrismo (o mundo existe porque os humanos estão aí). Que vão roçar sua arrogância nas ostras!

Gray:

Os pós-modernistas nos dizem que não existe algo como uma natureza, apenas o mundo flutuante de nossas próprias construções. Toda conversa sobre a natureza humana é rejeitada como dogmática e reacionária. Vamos deixar de lado esses falsos absolutos, dizem eles, e aceitar que o mundo é o que fazemos dele.

Os pós-modernistas exibem seu relativismo como um tipo superior de humildade - a modesta aceitação de que não podemos pretender ter a verdade. Na realidade, a negação pós-moderna da verdade é o pior tipo de arrogância. Ao negar que o mundo natural existe independentemente de nossas crenças sobre ele, os pós-modernistas estão implicitamente rejeitando qualquer limite às ambições humanas. Ao tornar as crenças humanas o árbitro final da realidade, estão efetivamente afirmando que nada existe, a menos que apareça na consciência humana.

A idéia de que não existe algo como a verdade pode estar na moda, mas dificilmente é nova. Dois mil e quinhentos anos atrás, Protágoras, o primeiro dos sofistas gregos, declarou que "o homem é a medida de todas as coisas". Ele queria dizer os indivíduos humanos, não a espécie; mas a implicação é a mesma. Os humanos decidem o que é real e o que não é. O pós-modernismo é apenas a versão da moda do antropocentrismo.

Traição

Quanto vale um par de chifres?

O juiz bate o martelo: 7 mil reais!

Sábado, 10 de Maio de 2008

A mãe do Lula

Tocqueville

"Que espécie de despotismo devem temer as nações democráticas?". Ler.

Novo reitor assume na UFSC

O blog deseja boa sorte ao novo reitor da UFSC, Alvaro Toubes Prata (foto), e ao vice, Carlos Alberto Justo da Silva, que assumem seus cargos hoje à noite. Que tenham sucesso na administração da instituição e não se transformem em prepostos do Executivo ou ergam a bandeira do lulismo, como fez boa parte da safra de reitores das federais que, enfim (ufa!), agora se retira, regressando ao anonimato.

Prata e Justo já tiveram um grande mérito ao concorrer: derrotaram fragorosamente o concorrente "boliviariano", que transformaria a UFSC - uma das universidades mais importantes do país - em entreposto avançado do chavismo.

EM TEMPO: uma certeza, pelo menos, já temos: a UFSC não virará um matagal ideológico nos próximos quatro anos...

Mentira oficial


Se a verdade interessa a todos, a mentira interessa a alguns que dela tiram proveito.

Um milhão de abortos

O aborto é proibido no Brasil, mas os abortamentos clandestinos acabam de atingir um milhão, desde maio do ano passado. Esta é a média anual.

Conclusão: não se reconhece como de direito uma situação que existe de fato. O nome disso é hipocrisia. (Ver "reloginho" no final da barra lateral).

Informação e conhecimento

Está disponível na rede um artigo de minha lavra publicado no segundo semestre de 2005 na revista do Curso de Pós-Graduação em Jornalismo da UFSC. O título é "Informação e conhecimento no jornalismo" (alguns errinhos não são mea culpa). Parto da distinção entre informação e conhecimento: a primeira pode ser falsa, o segundo, jamais - ou não será conhecimento. Isto acarreta problemas para a conceituação do jornalismo como "forma de conhecimento".


Críticas serão bem-vindas.

Sexta-feira, 9 de Maio de 2008

Máfia sindical

Livros didáticos sem concorrência.

O bolo do dinheiro vai para apenas seis grupos editoriais: Abril, Santillana, FTD, Saraiva, Ibep-Ediouro e Editora Brasil. Eles forneceram 87 por cento das compras realizadas pelo governo, de 1998 até 2006. O montante chega a bilhões de reais...

Coitado do Estado. Deve ser culpa do "neoliberalismo", não? (Leia aqui).

Ideologia, não quero uma para viver...

Ainda sobre a questão da ideologia, Fábio Mayer manda uma definição feita por Jean-François Revel, falecido há pouco tempo:

"O que é uma ideologia? É uma dispensa tripla: dispensa intelectual, dispensa prática e dispensa moral. A primeira consiste em reter apenas os fatos favoráveis à tese que se sustenta, inclusive em inventá-los totalmente, e em negar outros, omiti-los, esquecê-los, impedir que sejam conhecidos. A dispensa prática suprime o critério da eficácia, retira todo valor de refutação aos fracassos. (...) A dispensa moral abole toda noção de bem e de mal para os atores ideológicos; ou melhor, o serviço da ideologia é aquele que ocupa o lugar da moral."

Revel escreveu isto em O conhecimento inútil, livro que não consegui encontrar nem em sebo. Graças ao
Fábio (a quem agradeço), fiquei sabendo que a obra está disponível para leitura aqui.

No mais, quem reivindicava ideologia era aquele cantor chato que já foi para o beleléu.


ERRATA: o Fábio Mayer que me mandou a dica não é o do Paraná, mas o homônimo catarinense, jornalista, que foi meu aluno anos atrás (e de uma turminha bem-humorada que faz falta nestes tempos apetralhados e politicamente corretos). Obrigado, Fabinho!

Provocação aos relativistas

A verdade é útil para todas as pessoas. A mentira é útil para algumas pessoas.

Quinta-feira, 8 de Maio de 2008

Brucutus

Dividir o mundo entre "esquerda" e "direita" é coisa de atrasado. A dicotomia é: ou você conhece, ou você ignora. O resto é ideologia, isto é, confusão de sonho com realidade. Resumindo: ou conhecimento, ou ideologia. Não há meio-termo.

No Grotão, claro, impera a ideologia.

E que venham os adjetivos. É neles que navegam as ideologias.

P.S.: quero distância de "esquerdistas" e "direitistas". Meu negócio é aprender.

Apetralhamento dos poderes

Ciro Gomes é contra o consumo

Para os outros, é claro...

...Porque ele gosta mesmo é de viajar aos EUA, anda de avião pra cá e pra lá, compra bons ternos, tem bons automóveis, uma boa mansão e muitas outras propriedades, além de degustar bons vinhos e finas iguarias.

Ele andou dizendo que "nem todos os povos devem ou precisam ter o nível de consumo que os americanos têm".

Pensamento típico de coronelzinho cucaracho, cevado no elitismo mercantilista.

Lincoln e o Pequeno Timoneiro

Quarta-feira, 7 de Maio de 2008

Um petista de carteirinha no TSE

Esta o tolo aqui não sabia: o novo presidente do TSE, Carlos Ayres Britto, foi militante do PT durante 18 anos. Agora diz que é página virada.

Como se o petismo fosse apenas um partido, e não uma etnia, como bem definiu Millôr Fernandes.

E o ministro ainda se saiu com esta:

Contou que, apesar de não ter fundado o PT, entrou no partido por causa de duas “bandeiras” que foram hasteadas e, para ele, permanecem norteando a legenda: a democracia e a ética política. (Continua).

Quá! Democracia e ética aprendidas com o PT???? Pronto, continua militante.

Farsa


Palestra da gerente Dilma, gentileza dos Supermercados Grotão.

Faroeste patrocinado pelo governo

Enxadas, batinas e...muito dinheiro público.

O Movimento dos Sem-Terra, que é hoje um verdadeiro partido político clandestino, recebeu 50 milhões de reais do governo nos últimos anos, através de seus tentáculos. Ou seja, é o nosso dinheiro que financia as invasões de propriedade, a destruição de laboratórios de pesquisa (e a demonização da própria) e o estupro da Constituição.

O Grotão não vive num Estado de Direito. Ou as regras e leis são universais, ou salve-se quem puder. Num Estado de Direito, nenhum grupo, partido, igreja, movimento ou indivíduo pode ter privilégios em relação aos demais. É o que não acontece por aqui, sob a complacência do governo e a benevolência dos cofres públicos, que patrocinam a ilegalidade.

Desculpem-me, mas vou pedir, de novo, que leiam atentamente o documento aprovado pelo MST no ano passado, em encontro nacional (post "A batina e a enxada", abaixo). Ali não se fala mais em "reforma agrária" (etapa superada, como até o MST tacitamente admite). O ataque é ao "imperialismo", ao "neoliberalismo", às "transnacionais", ao agronegócio - tudo conforme o catecismo de D. Tomás Balduíno, figura reacionária que almeja um retorno às paróquias do século XIX.

Não à toa, o símbolo da Comissão Pastoral da Terra, quintal em que se semeia a retrógrada "teologia da libertação", é a enxada, não uma colheitadeira, não um trator. Esse setor da Igreja católica continua fiel às idéias medievais. É contra a pesquisa científica, contra a modernidade, contra a tecnologia, contra o conhecimento.

Quanto à dinheirama que vai para os bolsos de Pol Pot Stédile e seu "exército", leiam aqui.

Update: há dois anos, publiquei um artigo do jornalista Ricardo Bonalume Neto (da Folha) sobre os preconceitos contra uma simples árvore, o eucalipto - uma árvore "de direita", obviamente. Vale a pena reler "O eucalipto neoliberal". Na carta do MST, novamente é mencionada a pobre árvore, entre outras amaldiçoadas pela turma do retrovisor.

Terça-feira, 6 de Maio de 2008

Ideologia

Ideologia é a prova cultural de que temos um ancestral comum com os macacos. Não é um "elo perdido", não.

Sacanagem

Dossiê da Dilma chega a Lula (O filme)



(Via Blog Democrata).

Longe do ciclone e seus estragos

Bueno, enquanto o sul tenta se recuperar dos estragos provocados pelo ciclone, o Pequeno Timoneiro, Rei do Grotão, viajou lá para Manaus. Sabem para quê?

Para fazer isso aí:

10:00 - Visita e inauguração do reservatório do Núcleo 23 da Cidade Nova, parte das obras do sistema de abastecimento de água.
Rua 189 com Av. Noel Nutels, s/n - Cidade Nova/Manaus

11:15 - Cerimônia de inauguração do projeto de urbanização de Igarapé da Cachoeirinha, assinatura de ordens de início das obras da ponte sobre o rio Negro, de ordens de serviço do PAC e do Pacto Federativo do Programa Territórios da Cidadania" do Amazonas.


Procurem na PAC-Agenda do presidente. Claro, ele que ficar longe dos tomates...

Design


Bem que eu gostaria de um ralador como esse aí. Mas não para a cozinha. Utilitário ou arte?
(Fonte: aqui).

A batina e a enxada

A utopia regressiva do MST e da CPT

Quando digo aqui que o MST é cria da Comissão Pastoral da Terra (Cnbb) e catequizado pela "teologia da libertação", os católicos reclamam. Mas basta dar uma espiada no site da Pastoral de D. Tomás ("o agronegócio é do demônio") Balduíno para conferir. A maior parte dos textos lá publicados se refere ao "exército" de Pol Pot Stédile. Aliás, "enxadas para o alto" são o símbolo da CPT.

Está lá em destaque, por exemplo, a carta do V Congresso Nacional do MST, realizado no ano passado. Convém relembrar alguns tópicos (grifos meus), que mostram bem o tipo de sociedade que Stédile e os aliados de batina auguram:

- Articular com todos os setores sociais e suas formas de organização para construir um projeto popular que enfrente o neoliberalismo, o imperialismo e as causas estruturais dos problemas que afetam o povo brasileiro.

- Lutar contra as privatizações do patrimônio público, a transposição do Rio São Francisco e pela reestatização das empresas públicas que foram privatizadas.

- Combater as empresas transnacionais que querem controlar as sementes, a produção e o comércio agrícola brasileiro, como a Monsanto, Syngenta, Cargill, Bunge, ADM, Nestlé, Basf, Bayer, Aracruz, Stora Enso, entre outras. Impedir que continuem explorando nossa natureza, nossa força de trabalho e nosso país.

- Fortalecer a articulação dos movimentos sociais do campo na Via Campesina Brasil, em todos os Estados e regiões. Construir, com todos os Movimentos Sociais a Assembléia Popular nos municípios, regiões e estados.

- Contribuir na construção de todos os mecanismos possíveis de integração popular Latino-Americana, através da ALBA - Alternativa Bolivariana dos Povos das Américas. Exercer a solidariedade internacional com os Povos que sofrem as agressões do império, especialmente agora, com o povo de CUBA, HAITI, IRAQUE e PALESTINA. (Continua).

A bênção...E Dominus Vobiscum (isto é, comunismo vobiscum).

P.S.: este blog, claro, faz parte da campanha da "grande mídia" contra os "movimentos sociais" e pela "demonização" do MST (divirta-se aqui).

Segunda-feira, 5 de Maio de 2008

Conselhos da tia Marta