quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Toc-toc-toc: tem alguém na presidência da República?


Até um ex-ministro de Lula reconhece: só Aécio "olha para a agricultura".

O esquerdismo cucaracho de Dilma, Lula e sequazes, junto com os toscos ambientalistas de Marina, só vê o campo como cemitério de enxadas:

O coordenador do Centro de Agronegócio da FGV (GV Agro), ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, afirmou, em entrevista ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, que o candidato do PSDB a presidente da República, Aécio Neves, é o que mais se aproximou e que mais tem compromisso com o setor. "O candidato que olhou, que tem compromisso, foi o Aécio Neves, até agora", disse Rodrigues, deixando claro que votará no tucano.
Segundo ele, no entanto, o agronegócio está dividido entre Aécio e as candidatas Marina Silva (PSB) e Dilma Rousseff (PT). Segmentos, como sucroenergético, apoiam Marina. Já agricultores de regiões do Brasil ainda dependentes do crédito rural e de recursos do Plano Safra, como no Mato Grosso, têm afinidade com a presidente e candidata à reeleição, de acordo com Rodrigues.
Rodrigues criticou o fato de Marina, ao assumir a vaga de Eduardo Campos (PSB), morto em 13 de agosto deste ano, ter ressuscitado dois pontos "cinzentos" para o agronegócio: a revisão dos índices de produtividade para fins de reforma agrária e o desmatamento zero. "Marina ressuscitou o famoso índice de produtividade que não faz mais sentido. E o desmatamento zero é um ponto muito forte. Eu combato o desmatamento ilegal, mas é perfeitamente possível abrir áreas para a produção de alimentos", disse.
O ex-ministro lembrou que ele e Marina, quando ela era ministra do Meio Ambiente, tiveram divergências no projeto de lei que liberou o plantio de alimentos transgênicos no País. As rusgas seguiram com as posições divergentes de ambos, mais recentemente, na aprovação do Código Florestal. "Mas Marina flexibilizou bem e não há tema que seja tabu e que seja resistível a ela. Não vejo dificuldade contentora em Marina e ela está mais flexível", ponderou Rodrigues.
Ao declarar voto no candidato do PSDB, Rodrigues afirmou, no entanto, que as instituições do agronegócio não devem formalizar apoios a candidatos para não criar uma "camisa de força" nas associações. "Mas o dirigente tem todo direito de declarar voto e não vejo problema nisso", afirmou. "Eu já declarei voto em Aécio Neves", completou.
Rodrigues coordenará o 3º Fórum Nacional do Agronegócio, sábado, em Campinas, e afirmou que o evento não pretende discutir com os representantes dos candidatos os problemas já conhecidos, mas traçar uma linha de ação para o setor a partir do começo do novo mandato. "Não adianta discutir logística, seguro rural, que são problemas conhecidos de todos e precisam de ação. O que queremos discutir são coisas práticas o dia 1º de janeiro, criar uma iluminação ao produtor rural".
O ex-ministro considerou que o aumento da oferta e dos custos de produção, com a consequente queda nos preços das commodities farão com que a safra 2015/2016 seja de margens negativas e de risco de inadimplência, o que torna necessária a implantação efetiva do seguro rural, sistema ainda incipiente no País. "A safra não será um desastre ainda, porque vamos equilibrar queimando gordura das boas safras passadas, mas poderemos ter problemas em 2016".
Presidente do conselho deliberativo da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), Rodrigues avaliou, por fim, que as conversas com o governo sobre os pleitos do setor são mais produtivas, com medidas já anunciadas, e que a perspectiva é positiva para retorno da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre a gasolina, o que melhoraria a renda do produtor e a competitividade do etanol.
"Mas nada disso, porém, significa que investimentos voltarão. É preciso conversar e definir estratégia permanente para a bioenergia brasileira", concluiu. (Estadão).

Dilma, os bispos e o diabo nas eleições.


Agronegócio, o inimigo de petistas e marinistas, segura as contas brasileiras.

A economia só não está num buraco mais profundo porque o agronegócio, detestado pela estupidez esquerdista, tem assegurado algumas conquistas. Editorial do Estadão:

Apesar da queda dos preços internacionais de alguns de seus principais itens de exportação, o aumento do volume das exportações, propiciado pela conquista de espaços no mercado externo, tem assegurado ao agronegócio brasileiro um papel decisivo para evitar a deterioração ainda mais rápida da balança comercial e a desaceleração mais forte da economia. Em agosto, as exportações do agronegócio somaram US$ 8,89 bilhões e as importações, US$ 1,41 bilhão. O resultado é um saldo positivo de US$ 7,48 bilhões só no mês passado.
Em valores, o desempenho do agronegócio neste ano vem sendo inferior ao do ano passado, por causa da queda da cotação de produtos de grande peso em sua pauta de exportações, como soja, carne de frango e produtos do complexo sucroalcooleiro (em média, os preços desses produtos no mercado internacional estão 15,3% menores do que os do ano passado, de acordo com estimativas do governo). As exportações de janeiro a agosto deste ano, que alcançaram US$ 67,61 bilhões, foram 2,1% menores do que as dos primeiros oito meses de 2014.
O aumento do volume exportado tem reduzido boa parte do efeito negativo da redução dos preços, de modo que os resultados do comércio exterior do agronegócio continuam muito altos, compensando largamente o mau desempenho das exportações de outros setores, sobretudo o industrial.
Nos oito primeiros meses de 2014, a balança comercial do País - resultado de tudo o que foi exportado e importado no período - acumulou um saldo positivo de apenas US$ 249 milhões. Já o superávit do agronegócio alcançou, no mesmo período, US$ 56,36 bilhões, valor 2,4% menor do que o registrado nos primeiros oito meses de 2014, mas ainda muito alto. Pela comparação desses números pode-se imaginar como estaria o comércio exterior brasileiro caso o agronegócio não continuasse a apresentar um desempenho tão positivo como tem apresentado.
A China, há muito o principal destino dos produtos exportados pelo agronegócio brasileiro, já absorve quase um quarto (23,6% do acumulado de setembro do ano passado até agosto passado) do que o setor vende para o exterior. Como principais clientes do agronegócio brasileiro vêm, pela ordem, os Estados Unidos (7% do total exportado), Países Baixos (6,9%), Rússia (3,3%), Venezuela (também 3,3%) e Alemanha (3,2%).
Para alcançar esses resultados, a despeito da queda dos preços internacionais e, sobretudo, das persistentes dificuldades de transportes e logística decorrentes dos atrasos dos programas de infraestrutura do governo federal, o setor agrícola brasileiro precisou atingir um alto nível de eficiência. A disposição do empresariado rural de assumir riscos, investindo mesmo em períodos de incertezas, resultou numa agricultura altamente produtiva e, por isso, competitiva. A crise que afeta duramente o setor industrial continua distante do campo.
Estimativas mais recentes confirmam o vigor da atividade rural no País. Em seu 12.º e último levantamento da produção de grãos da safra atual, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estimou o total em 195,46 milhões de toneladas, total 3,6% maior do que a safra anterior, de 188,65 milhões de toneladas. Ou seja, a agricultura continua a bater recordes de produção.
Na avaliação do governo, as condições climáticas favoráveis, o emprego de tecnologia e a disponibilidade de crédito para custeio e investimento estão entre os principais fatores que estimularam o aumento da produção. Nesta safra, a área plantada, de 56,93 milhões de hectares, foi 6,3% maior do que a da safra anterior, um aumento maior do que o da produção esperada. Assim, a produtividade deverá ser menor.
Foi notável, nesta safra, o aumento da área destinada ao cultivo do trigo (2,21 milhões de hectares, 21,4% maior do que a da safra anterior). Isso deverá permitir a produção recorde de 7,67 milhões de toneladas. Como, porém, a demanda deve alcançar 12,2 milhões de toneladas, o Brasil continuará a importar o produto.

Seguranças de Dilma descem o sarrafo em jornalistas

O governo do Partido Totalitário nunca demonstrou apreço pela imprensa, apesar de contar com jornalistas voluntariamente chapas-brancas nas redações. Ontem tivemos um exemplo do que pode vir por aí à medida que o dia das eleições se aproxima. Haja desespero para o oficialismo:

Jornalistas e seguranças da Presidência da República se envolveram na noite desta terça-feira, 16, em um tumulto pouco antes do início debate entre os candidatos à Presidência realizado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Aparecida, no interior de São Paulo. A confusão aconteceu por volta de 21h20, quando a organização do evento liberou a presença de cinegrafistas e fotógrafos no estúdio do Centro de Eventos Pe. Vítor Coelho, no Santuário Nacional de Aparecida. 
Alguns repórteres que não estavam credenciados para o local tentaram entrar e foram impedidos. Houve empurra-empurra e a repórter Marina Dias, do jornal Folha de S.Paulo, sofreu ferimentos no braço esquerdo, que ficou sangrando. Após o incidente, todos os jornalistas foram retirados, até mesmo os que possuíam credencial para o local. Para os jornalistas assistirem ao debate foi disponibilizada uma sala com TV.
Segundo José Guedes  Filho, chefe da segurança da Basílica de Aparecida, os agressores foram os seguranças da Presidência. A assessoria da campanha da presidente Dilma Rousseff, por sua vez, informou que a segurança presidencial seguiu orientações da organização do debate de impedir a entrada de jornalistas. A assessoria não informou o nome do segurança que teria agredido a repórter. (Estadão).

Dilma e a demolição de valores

Em artigo publicado no Estadão, a colunista Dora Kramer comenta o desregramento do governo Dilma, que faz o diabo para se reeleger. Não é novidade, já que, nos últimos 12 anos, o que o cidadão viu foi uma sucessão de escândalos e crimes, espelho de um partido que não tem princípios nem cultiva valores. O petismo é a regressão da política: 

Mantido o rumo pelo qual enveredou a campanha à Presidência da República o que se pode esperar dos próximos 18 dias até o primeiro turno e depois mais 20 antes da etapa final não é um clima emocionante típico das eleições bem disputadas, como pareceu quando Marina Silva entrou na competição.
Disputas pressupõem confrontações de argumentos, embates travados mediante a observância de determinadas regras. Pois o que temos no cenário desde que o governo decidiu mandar às favas os escrúpulos e fazer o diabo para tentar vencer as eleições não guarda a menor relação com troca de argumentos e muito menos com obediência a qualquer tipo de regra.
Por ora há uma perplexidade. Um pouco pela falta de cerimônia no uso de mentiras tão deslavadamente mentirosas, um pouco pelo fato de ainda haver um contingente disposto a acreditar nelas.
Daqui a pouco poderá haver um cansaço com a atuação de uma gente que mente e reiteradamente se desmente sem a preocupação de preservar a própria biografia ou respeitar a liturgia do cargo.
Além de candidata, Dilma Rousseff é presidente da República. Ao mesmo tempo em que ter certas prerrogativas que lhe dão vantagens inerentes ao posto, tem deveres decorrentes da função que a diferenciam dos demais concorrentes.
O grau irrepreensível "no que se refere" à compostura é um deles. O comedimento, a austeridade sempre invocada como uma de suas qualidades não autoriza sua chancela no uso de mentiras. Muito menos que se faça pessoalmente porta-voz delas. Embora não condiga com seu discurso de correção é o que vem fazendo.
A presidente está dizendo ao povo que governa que os adversários vão acabar com esse ou aquele benefício social, que vão tirar verbas da saúde e da educação, que empresários e banqueiros se regozijam com a fome do brasileiro, que o governo do PT combate como ninguém a corrupção.
Ainda que os adversários quisessem mesmo acabar com os benefícios, vender a Petrobrás, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica, reduzir os investimentos em saúde e educação. De onde a presidente tirou isso se nunca disseram nada parecido? Da cabeça de seus conselheiros que a mandaram repetir tudo isso.
E o combate à corrupção? Tema evitado a todo custo pelo governo. Se fosse tão espetacular como se diz agora no horário eleitoral, o assunto já estaria muito antes entre os "grandes feitos" e não deixado para ser incluído quando começa a se fechar o cerco a respeito dos esquemas na Petrobrás.
Isso dito quando se viram tantos escândalos serem abafados. Sem contar o fato de a antiga cúpula do partido estar quase toda na cadeia por força de um julgamento tido pelo PT como produto de um "tribunal de exceção".
Nessa nova fase até o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que andava meio arisco se animou a aparecer exercendo seu conhecido dom de iludir - quem quer ser iludido, bem entendido. No ato público desta segunda-feira, no Rio, onde se pretendia "abraçar" a Petrobrás, mas que o público presente não foi suficiente para um aperto de mão, Lula voltou a atacar o financiamento privado de campanhas. Disse que deveria ser crime inafiançável.
No mesmo dia circulava um e-mail do PT a empresários apresentando, em nome de Dilma, "a oportunidade de contribuir financeiramente para a campanha da reeleição da presidenta da República", no que a correspondência qualificava como uma "ação empresarial cidadã".
É de se imaginar que o governo queime pontes confiando que, reeleito, poderá reconstruí-las pelo poder que a vitória tem de curar feridas. Agora pensa exclusivamente nas eleições. Por dever de responsabilidade conviria pensar que além de uma eleição há um País a ser governado e que não merece assistir a tão completa e definitiva escalada de demolição de valores.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Rumo à virada: Aécio sobe e o resto cai.


O gráfico do G1 mostra claramente quem está subindo e quem cai. Que essa tendência permaneça para que o Brasil não caia no despenhadeiro com Dilma ou Marina. Ponto.

O desastrado governo Dilma já contamina as expectativas para 2015

Dilma deixará, para o sucessor, a economia em altura de rodapé. Pijama nela!


A forte desaceleração da economia brasileira neste ano surpreendeu economistas e vem contaminando ainda mais as expectativas de crescimento para 2015, mas a perspectiva de aumento ainda maior dos preços administrados evitará que o crescimento lento se traduza em menos inflação.

Ao contrário, a visão majoritária agora é de que a elevação nos preços não vai ceder até o fim de 2015. Esse cenário mais frágil, segundo analistas consultados pela Reuters, vai tornar a vida do próximo governo ainda mais dura, obrigando-o a adotar medidas dolorosas.

“Ninguém esperava que a atividade desacelerasse tanto. À medida que os dados vão mostrando essa piora, os modelos de previsão vão incorporando e jogando a deterioração para frente”, explicou o economista-chefe do Banco Fator, José Francisco de Lima.

Esse movimento é claro nas estimativas de economistas compiladas pelo relatório Focus, do Banco Central. As projeções medianas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2014 e 2015 começaram o ano em 2 e 2,5 por cento, respectivamente, e foram caminhando gradualmente para baixo.

Na última leitura, os números passaram a 0,33 e 1,04 por cento.

O pessimismo vem das sucessivas decepções com o ritmo da atividade neste ano. No segundo trimestre, a economia brasileira encolheu 0,6 por cento, entrando em recessão técnica pela primeira vez desde a crise de 2008/09.

No caso da inflação oficial, as expectativas também estão longe de serem otimistas. No início do ano, economistas esperavam que o IPCA desacelerasse de 5,96 por cento em 2014 para 5,5 por cento no ano que vem.

No começo de maio passado, a projeção para este ano chegou a superar o teto da meta do governo – de 4,5 por cento, com margem de dois pontos percentuais -, passando a perder força, enquanto a previsão para 2015 acelerou o passo.

Agora, economistas esperam que o IPCA fique em 6,29 por cento tanto neste ano quanto no próximo.

Ou seja, o quadro é de inflação elevada e sem arrefecimento no médio prazo, mesmo após o recente ciclo de aperto monetário, que levou a taxa básica de juros a 11 por cento ao ano.

“Há uma tendência de melhora da inflação quando se olha para a influência da atividade, mas esse ajuste dos administrados dificulta bastante que isso se concretize”, disse o economista-chefe da consultoria LCA, Bráulio Borges.

Segundo as últimas estimativas do Focus, a inflação dos preços monitorados deve ficar em 7 por cento no ano que vem, a maior em dez anos se concretizada.

Neste ano, ela deve ir a 5,10 por cento. Agentes econômicos contam com fortes reajustes de tarifa de energia elétrica e nos preços da gasolina após as eleições de outubro.

Consumo e investimento

Analistas atribuem o crescimento fraco da economia brasileira ao esgotamento do modelo de crescimento baseado no consumo e não no investimento.

Segundo eles, embora já tenham sido adotadas algumas medidas que poderiam ajudar a reverter a situação –como as concessões de infraestrutura–, elas vieram tarde demais para evitar que a economia sofra em 2014 e 2015.

O impacto da Copa do Mundo no Brasil sobre os indicadores econômicos tem se mostrado mais negativo do que esperavam os economistas.

Os últimos indicadores relativos a junho e julho, principalmente aqueles relacionados ao varejo e à indústria, têm mostrado que o Mundial mais atrapalhou do que ajudou, pelo menos durante o período.

As expectativas dos economistas para a produção industrial também têm sido golpeadas. No início do ano, o Focus mostrava expansão da indústria de 2,20 por cento neste ano e 2,89 por cento no próximo.

Agora, a previsão é de contração de 1,98 por cento em 2014 e crescimento de 1,50 por cento em 2015.

A condução da política econômica do governo da presidente Dilma Rousseff, que tentará a reeleição em outubro, tem sido criticada por agentes do mercados financeiro. Contudo, mesmo no caso de sua vitória na corrida presidencial, economistas esperam mudanças de rumo.

“O mercado está apostando que, independentemente de quem for eleito, o próximo ano vai ser um ano de ajuste”, afirmou o economista-chefe da Votorantim Corretora, Roberto Padovani.

O principal canal em que esse ajuste se concentraria, segundo analistas, são as contas públicas. O raciocínio é que como a atividade fraca limita o espaço para que a inflação seja combatida com alta dos juros, o governo seria obrigado a apertar os gastos.

Isso permitiria que a economia mostrasse recuperação nos próximos anos, com a inflação em queda, apesar de ainda na casa dos 5 por cento.

Segundo o Focus, a atividade deve expandir 2,32 por cento em 2016 e 3,0 por cento nos dois anos seguintes. Já o IPCA iria a 5,50 por cento em 2016 e 2017 e a 5,17 por cento em 2018. (Exame).

Com Aécio, nada de "bolsa empresário" via BNDES, o banco que despejou dinheiro em Cuba.

O lulopetismo sempre acarinhou os empresários e os sem-isso e sem-aquilo, devastando a classe média, extorquida pelos impostos. Para os primeiros, generosos empréstimos (praticamente doações), através do BNDES; para os sem-sem, bolsas que alimentam os currais eleitorais do neopatrimonialismo. O candidato oposicionista Aécio Neves disse que o BNDES será, de fato, social, não voltado apenas aos grandes empresários. Aliás, se eleito, espera-se que ele cobre a dinheirama que Dilma atolou em Cuba para a construção de portos e aeroportos em detrimento da infra-estrutura nacional:


O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, afirmou que, caso seja eleito, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai deixar de dar o que ele chama de "bolsa empresário". A declaração foi uma crítica direta aos empréstimos concedidos pela instituição financeira durante o governo da presidente Dilma Rousseff (PT) a grandes empresas de todo o País, com recursos do Tesouro. "No meu governo, o "S" de BNDES será de fato social", afirmou.

O candidato citou que pretende utilizar os recursos do banco para conceder empréstimos, por exemplo, a médicos, para que construam mais clínicas. Ele afirmou que o compromisso é de construir pelo menos 500 clínicas durante o governo dele em todo o Brasil. De acordo com o tucano, o pagamento do empréstimo será feito por meio de atendimento à população nessas clínicas via Sistema Único de Saúde (SUS). "Vamos resgatar a capacidade de investimento na saúde", disse.

Marina

O candidato do PSDB voltou a fazer críticas à candidata do PSB, Marina Silva, afirmando que "não adianta criar um personagem às vésperas da eleição" e que ela tem mudado de posição para se "acomodar" à realidade eleitoral, em função de pressões de alguns setores. "Não adianta queremos criar um novo personagem às vésperas da eleição. Quem votar no Aécio e no Aloysio (Nunes, candidato à vice na chapa) sabe que esta votando em um projeto", afirmou.

Apesar da crítica, Aécio afirmou que sua campanha não pretende "estimular nem tampouco compactuar com essa campanha do medo" empreendida pelo PT contra Marina Silva. Ele avaliou como "inaceitável" os ataques pessoais, "com comparações indevidas", que o partido da presidente Dilma Rousseff tem feito contra a ambientalista, como no caso da independência do Banco Central.

"O que eu cobro de todos os candidatos é que digam com clareza aquilo que representam, aquilo que defendem", afirmou. Ele citou como exemplo o fato de Marina agora defender a política econômica tucana, mas que, no passado, não contribuiu para a implantação de algumas medidas, como o Plano Real, e a aprovação da lei dos transgênicos. (Estadão).

Ah, esses artistas brasileiros, tão provincianos.

Artistas e intelectuais esqueceram o nome de Aécio Neves em manifesto divulgado ontem em São Paulo a favor de candidatos tucanos. Haja provincianismo. A atriz Beatriz Segall chegou a dizer que votará na Beata da Selva. Se o país dependesse dessa "classe", estaria num brejo ainda mais profundo. Eh, São Paulo, não é à toa que está sob as patas de Haddad:


Artistas e intelectuais ignoraram o candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, no manifesto divulgado nesta segunda-feira em apoio às candidaturas de Geraldo Alckmin ao governo de São Paulo e a José Serra ao Senado. O documento foi lido durante um evento organizado pela equipe de campanha de Alckmin e alguns artistas e foi marcado para que a classe divulgasse o apoio a toda a chapa majoritária tucana. Apenas o governador e Serra estavam presentes no evento.

"Queremos declarar nosso apoio a José Serra para senador e ao governador Geraldo Alckmin como nosso candidato ao governo do Estado de São Paulo", diz o texto lido durante um encontro realizado no cinema da Livraria Cultura, na Avenida Paulista. O manifesto menciona os tucanos paulistas quatro vezes e chega a citar até o ex-governador Mário Covas. O documento também continha demandas da categoria para o setor, como ampliar participação da sociedade civil na elaboração de políticas de cultura e de fortalecimento de projetos que já estão em andamento.

Ele foi elaborado por um grupo de artistas, dentre eles o maestro Amilson Godoy, que atribuiu a falha a um "erro de digitação". "Foi um erro de digitação de quem datilografou o documento. O nome do Aécio tinha que estar lá", disse Godoy, que leu o manifesto durante o evento ao lado de outros três artistas, a atriz Beatriz Segall, o artista plástico Gilberto Salvador e o diretor de teatro Sergio Ferrara. Segundo o maestro, os artistas devem fazer uma retificação e explicar o ocorrido à cúpula do PSDB. O local do evento estava enfeitado com material de campanha de Aécio, Alckmin e Serra. O mestre de cerimônias pediu voto aos três tucanos várias vezes. Alckmin e Serra também não se esqueceram de mencionar Aécio nos seus discursos e pediram votos para o correligionário.

Antes do início do evento, Beatriz Segall disse que não votará em Aécio e que apoia a candidata do PSB, Marina Silva. Beatriz também reclamou da postura dos adversários, que nas últimas semanas fizeram críticas a Marina. O encontro contou também com a presença do apresentador Rolando Boldrin, do maestro Júlio Medaglia e do cineasta João Batista de Andrade. No evento, Serra prometeu modificar a Lei Rouanet, mas evitou detalhar a proposta porque "poderia perder votos". "Não vou abrir o jogo antes porque gera uma polêmica infinita", disse. "É melhor tratar do assunto depois de eleito." (Veja.com).

Falcão entrega blogueiros chapas-brancas, sustentados por bancos estatais.

Eis um retrato oficial da esgotosfera petista:

Sponholz e o eleitorado do lulopetismo


Dilma joga o Brasil na rabeira do mundo

No mundo da fantasia em que Dilma e Mantega vivem, o Brasil está prontinho para um novo ciclo virtuoso. Os fatos desmentem diariamente o irrealismo da dupla que rompeu os fundamentos da economia: comparado aos outros países, o desempenho brasileiro é miserável. E há quem queira dar um segundo mandato à gerentona de araque:


O Brasil está pronto para um novo ciclo de crescimento, insistem a presidente Dilma Rousseff e seu ministro provisório da Fazenda, Guido Mantega, demitido, mas ainda sem baixa na carteira. Falta avisar o pessoal da indústria, do mercado financeiro e das entidades internacionais. Fora do mundo mágico do governo brasileiro, as expectativas são muito menos otimistas. O crescimento ficará em 0,33% neste ano e 1,04% no próximo, segundo a última pesquisa do Banco Central (BC) entre economistas de instituições financeiras e de consultorias. A projeção para 2014 foi reduzida pela 16.ª semana consecutiva. Foram cortadas também as estimativas elaboradas pelos técnicos da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O número calculado para 2014 passou de 1,8% para 0,3%. O previsto para 2015 foi de 2,2% para 1,4%. As expectativas agora revistas haviam sido publicadas em maio.

Na semana passada a Moody's, uma das principais agências de classificação de risco, anunciou uma possível piora da nota de crédito do Brasil, nos próximos meses. A nota foi por enquanto mantida, mas a perspectiva foi rebaixada de estável para negativa. O baixo crescimento da atividade, com perspectiva de estagnação prolongada, foi incluído entre as explicações da reavaliação. A Confederação Nacional da Indústria já havia alterado de 1,8% para 1% o aumento do Produto Interno Bruto (PIB) esperado para 2014. Para o produto industrial foi apontada uma contração de 0,5%. Pelo cenário anterior, de março, haveria uma expansão de 1,7%.

Na última pesquisa conduzida no mercado pelo BC, publicada nessa segunda-feira, a mediana das projeções para o produto da indústria foi igual à da semana anterior, uma redução de 1,98%. Quatro semanas antes a previsão, já negativa, indicava uma diminuição de 1,76%.

As novas estimativas da OCDE para o Brasil foram publicadas juntamente com uma revisão geral das projeções para a economia mundial. O cenário é menos positivo que o do relatório anterior, divulgado em maio, mas a análise aponta a continuidade da recuperação global. O ritmo geral é moderado e as perspectivas são desiguais entre regiões, mas o Brasil se destaca entre os países com piores perspectivas.

Segundo as novas estimativas, a economia americana crescerá 2,1% neste ano e 3,1% no próximo. O número calculado para este ano corresponde a sete vezes o estimado para o Brasil. O previsto para 2015 é mais que o dobro do esperado para a economia brasileira.

A projeção geral para a zona do euro indica expansão de 0,8% em 2014 e 1,1% para 2015. A maior e mais sólida economia da área, a alemã, continuará com desempenho acima da média, com crescimento de 1,5% em cada um dos dois anos. Na União Europeia, mas fora da zona do euro, o destaque principal é o Reino Unido, com crescimento estimado de 3,1% em 2014 e 2,8% em 2015.

O desempenho brasileiro fica ainda mais miserável quando comparado com o de outros emergentes. Os novos cálculos apontam expansão, neste ano e no próximo, de 7,4% e 7,3% para a China e de 5,7% e 5,9% para a Índia. Outros latino-americanos, dentro e fora da OCDE, também devem exibir números melhores que os do Brasil, nestes dois anos, apesar de alguma desaceleração. Ao explicar a piora das estimativas para o Brasil, o pessoal da OCDE mencionou o baixo investimento. Crescimento a longo prazo, sabem esses economistas, só com investimento e ganhos de produtividade. As autoridades brasileiras continuam dando prioridade ao consumo.

O governo brasileiro continua atribuindo as dificuldades nacionais aos problemas da economia global, mas o ministro provisório da Fazenda tem acrescentado um novo fator, a alta de juros e a piora das condições internas de crédito. O BC, portanto, também tem parte da culpa. Na falta de algo melhor para dizer, o ministro em exercício prometeu: o crescimento anual médio do Brasil, entre 2008 e 2014, ficará entre 2,7% e 2,8%. E algum governo de grande país em desenvolvimento, como o Brasil, pode orgulhar-se desse resultado? (Estadão).

Petistas achacam os empresários, demonizados pelo partido.

Depois de terem quebrado a economia, os petistas atacam os empresários. Basta ver os programas de Dilma, onde são sistematicamente demonizados. Apesar disso, com a safadeza típica de gente que despreza a ética, mandam cartinhas para esses "burgueses" pedindo dinheiro. Editorial do Estadão:

A destruição dos fundamentos da economia e a consequente perda de confiança dos setores produtivos são obras que têm a indelével assinatura do PT. Além de terem de encarar uma crise causada em grande medida pela imperícia das autoridades econômicas e da própria presidente Dilma Rousseff, os empresários do País ainda estão sendo sistematicamente demonizados na campanha da presidente à reeleição - no horário eleitoral gratuito, eles são apresentados como vilões que aniquilam o bem-estar dos pobres em nome do lucro. Mesmo assim, com o caradurismo habitual, os petistas enviaram a esses mesmos empresários uma carta em que pedem dinheiro para financiar a campanha de Dilma.
A carta contém todos os elementos da narrativa fantástica criada pelo PT para convencer a opinião pública de que os sintomas de crise são apenas fruto de uma visão "pessimista". Diz o texto, assinado pelo tesoureiro da campanha, Edinho Silva, que os 12 anos de governos petistas fortaleceram "um modelo sustentável de desenvolvimento que associou o crescimento econômico à distribuição de renda e à ampliação do crédito e do consumo".
Como bem sabe a maioria dos destinatários da tal carta, esse "modelo sustentável" não se sustenta nem na frase em que ele aparece.
Ora, como falar em "desenvolvimento que associou o crescimento econômico à distribuição de renda" sabendo que a economia brasileira vem rateando há anos e agora se encontra em plena estagnação? Como acreditar na manutenção do modelo petista diante do fato óbvio de que não há como falar em distribuição de renda se não houver renda a ser distribuída?
Além disso, a política de transferência de recursos e de valorização dos salários, que o governo petista alardeia como se fosse a redescoberta do fogo, só se tornou possível graças à estabilização da economia, a partir do Plano Real, em 1994. Os pressupostos para a manutenção dessas condições são o controle sem tréguas da inflação e a responsabilidade fiscal - elementos que os governos petistas, em especial o de Dilma, arruinaram em nome da malfadada "nova matriz econômica".
Mas a carta dos petistas aos empresários não prima pelo pudor e convida os destinatários a observar que, na era do PT no poder, se construiu "um cenário favorável para a grande maioria das empresas, com ações que se tornaram referências no enfrentamento à grave crise econômica internacional".
Os empresários certamente haverão de se perguntar de que país fala o missivista, pois o Brasil real é aquele em que metade das empresas está com ao menos uma dívida em atraso, conforme o mais recente balanço da Serasa - que não leva em conta débitos com a Receita, com a Previdência Social e com Estados e municípios.
Também não é possível dizer que há um "cenário favorável" para as empresas quando se observa que a geração de empregos na indústria - que são os de melhor qualidade - cai há quatro meses consecutivos. Indicadores para comprovar o estado lamentável da economia são o que não falta.
No entanto, não é de realidade que a carta do PT aos empresários trata. Da correspondência emana o espírito autoritário que marca o partido - pois é possível concluir, como fizeram alguns dos destinatários, que a recusa a doar dinheiro aos petistas pode gerar represálias do governo no futuro. Essa ameaça fica bem menos implícita quando o missivista deixa claro, logo de saída, que fala "em nome da presidente Dilma Rousseff".
Uma carta de teor semelhante foi enviada aos empresários em 2010, na primeira campanha de Dilma. Naquela ocasião, como agora, a mensagem invocava uma certa "cidadania corporativa" para convencer os empresários a colaborar.
A expressão faz jus ao peculiar léxico dilmês, pois junta bananas e abacaxis no mesmo cesto discursivo, mas seu objetivo é claro: qualificar a doação ao PT como uma forma de exercício de "cidadania". Logo, negar-se a colaborar com o partido seria a prova de que os empresários recalcitrantes só pensam em si mesmos - exatamente como aparecem na propaganda do PT.

No ocaso do petismo, Lula parece Hitler no bunker.



Do Exilado, via Blog do Coronel, um vídeo em que Lula imita a economista Maria da Conceição da Tavares. Na verdade, parece Hitler em suas últimas horas. Confiram no livro No bunker de Hitler, de Joachim Fest (o enredo do filme A Queda foi  baseado nessa obra).

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Blog estará de olho na CNBB, que promove debate entre os presidenciáveis amanhã. Dêem um basta ao corrupto lulismo, católicos!

A Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que sempre apoiou o lulopetismo, promove debate amanhã às 21:30, através da TV Aparecida. Faço questão de assistir, conferindo o comportamento da rede católica, que custa a se desvencilhar do alinhamento ao petismo, causador de tantos males ao país. Que a TV Aparecida deixe de lado os vieses ideológicos esquerdistas e encare a realidade: o Brasil precisa de administradores competentes e não de ideólogos utopistas. Infelizmente,  acho que isso já é pedir muito. Aliás, acho que temos apenas três candidatos: PT1, com Dilma, PT2, com Marina, e a oposição, com Aécio Neves. O resto aparece  na TV só para diluir o debate:

O Santuário Nacional de Aparecida recebe por ano doze milhões de peregrinos. Visitantes de todas as regiões do país, que se somam a outros milhões que acompanham as celebrações de casa pela TV Aparecida, hoje classificada pela ANATEL, Agência Nacional de Telecomunicações, como a 14º maior do Brasil.

Junto com as outras emissoras de inspiração católica, o canal de Nossa Senhora cobre atualmente 90% do território nacional. Uma programação que atende diretamente 64,6% da população brasileira que auto se denomina católica, segundo o último censo do IBGE. Esses números, segundo o diretor geral da TV Aparecida, padre Josafá Moraes, comprovam a importância do debate com os candidatos a Presidência da República, promovido pela CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, e realizado pela TV Aparecida na próxima terça-feira, dia 16 de setembro.

O encontro terá a presença, já confirmada, de oito candidatos de partidos ou coligações com representação na Câmara Federal, conforme determina a lei eleitoral. Aécio neves, do PSDB, Dilma Rousseff, do PT, Eduardo Jorge, do PV, Eymael, do PSDC, Levy Fidelix, do PRTB, Luciana Genro, do PSOL, Marina Silva, do PSB, e Pastor Everaldo, do PSC. Esta é a primeira vez que um debate presidencial acontece na capital mariana da fé, fora dos grandes centros urbanos.

O diretor da TV Aparecida, padre Josafá Moraes, destaca que o evento será retransmitido por todas as mídias católicas, emissoras de rádio e TV e portais. O local escolhido é o Centro de Eventos Padre Vitor Coelho de Almeida, que fica dentro do Santuário Nacional. O cenário vem recebendo os ajustes finais, assim como toda a estrutura que envolve a organização do encontro entre os presidenciáveis. Somente da TV Aparecida, trabalham neste projeto 200 profissionais.

O diretor da TV Aparecida explica que o debate será dividido em cinco blocos, com duração de duas horas e mediação do jornalista Rodolpho Gamberini, que já atuou nas maiores emissoras de TV do país, como Rede Globo, SBT, TV Cultura, Rede Record e TV Manchete.

Segundo padre Josafá Moraes, o encontro será aberto com uma mensagem do Arcebispo de Aparecida e Presidente da CNBB, Cardeal Dom Raymundo Damasceno Assis. Em seguida, haverá uma pergunta única, feita pela entidade, aos oito candidatos, que deverão responder em sentido previamente sorteado. Cada um terá dois minutos para resposta.

O segundo bloco terá a participação de oito bispos indicados pela CNBB, que irão fazer perguntas a cada um dos candidatos.

O diretor da TV Aparecida ressalta que os temas vão abordar justamente os assuntos ligados a Igreja e que interessam diretamente a comunidade católica de todo o país. Assim, padre Josafá Moraes diz que a CNBB cumpre com o seu papel de informar e esclarecer o eleitor de maneira que possa exercer a sua cidadania com o voto consciente.

No terceiro bloco, as perguntas serão feitas por oito jornalistas que irão representar as mídias católicas, com questões que também ajudem a conscientizar o eleitor sobre sua escolha. O quarto bloco será destinado ao confronto direto. Candidato pergunta a candidato, com direito a réplica e tréplica. O tema será livre. No quinto e último bloco, os presidenciáveis fazem as considerações finais.

Padre Josafá Moraes lembra que o debate terá cobertura total da TV Aparecida, com informações ao longo de sua programação a partir de segunda-feira, véspera do encontro no centro de eventos do santuário nacional. E, segundo o diretor da emissora, o evento também já vem ocupando grande espaço nas demais TVs católicas e na mídia nacional. (Continua).

Alô, Lula, vai um óleo de peroba aí?


O dilmês, desconexo e furibundo.

Blogueiro de volta, com as canhoneiras antipetistas ativadas. Antes mesmo de tomar um bom banho, não resistiu a surrupiar o editorial do Estadão, que tem razão em afirmar que o dilmês não é apenas uma maneira desconexa de falar, mas um jeito autoritário de se relacionar com os mortais. Não à toa, segundo dizem as más ou boas línguas, ela trata mal seus subalternos e chega a atirar objetos nas paredes do palácio que o petismo enlameia há 12 anos:

Se algo ficou evidente nos anos de governo Dilma foi a incrível batalha que ela mantém com a língua portuguesa e com o próximo - seja ele quem for. Nestes anos, o País pôde conhecer em detalhes o dilmês, um modo único de falar, que expressa não apenas ideias desconexas, mas evidencia um jeito conflituoso de se relacionar com o interlocutor. Talvez isso explique o fato de, apesar da sua longa vivência política, até 2010 Dilma Rousseff nunca ter disputado nenhuma eleição. Para ela, a comunicação em público e com o público deve ser um tormento. Mas o dilmês não é apenas uma maneira de falar. É também um comportamento que tem caracterizado a sua administração, marcada pelo convívio difícil, se não rude, com seus auxiliares, ações descoordenadas e falhas de harmonia.
Ao ver o projeto de reeleição cada vez mais distante do seu horizonte, e sob a orientação do chefe Lula - que, não de hoje, lhe vem sugerindo para deixar de lado eventuais escrúpulos e afirmar que o seu eventual segundo governo não terá nada a ver com o que se acaba, especialmente em relação à economia -, Dilma na semana passada começou a ceder e disse que, caso a população lhe dê um novo mandato, formará uma outra equipe. "Obviamente, novo governo, novas e necessariamente (sic) atualização das políticas e das equipes." No dia seguinte, surgiu nova oportunidade para seguir a recomendação do chefe Lula e, questionada sobre a permanência do ministro Guido Mantega no Ministério da Fazenda, ela respondeu: "Eleição nova, governo novo, equipe nova, agora só não faço uma coisa, não nomeio ministro em segundo mandato". Para todos, inclusive para o principal interessado, ficou certo que Guido Mantega deve continuar à frente do Ministério da Fazenda num eventual segundo mandato.
Naturalmente, Mantega - que é o ministro da Fazenda mais longevo da história recente do País - não ficou lá muito satisfeito com as declarações da presidente. Logo ele, que, sem se preocupar com a imagem pública e muito menos em demonstrar a consistência de seus conhecimentos de economia, leal e submisso, acompanhou Dilma pelos tortuosos caminhos que ela quis trilhar.
Diante do mal-estar criado, a presidente sentiu que era necessário socorrer o seu fiel escudeiro. E então novamente entrou em ação o dilmês. Tratou de explicar que o que havia dito - e todos haviam entendido - não era bem aquilo. Começou com o seu habitual "meu querido" - palavras gentis que, no entanto, significam que a presidente está se paramentando para a batalha e partindo para o ataque. "Meu querido, eu farei uma nova equipe, alguns (ministros) poderão ficar, outros serão renovados." E prosseguiu: "Um governo novo fará uma equipe nova. As pessoas que vão compor essa equipe podem vir do governo anterior, mas é uma nova equipe". Alguma dúvida sobre o que ela quer agora dizer?
Dias depois, Dilma voltou ao tema - a recorrência é uma prática habitual do dilmês - para dizer que Mantega sairá, mas não por causa de uma mudança nos rumos da economia. Simplesmente "por questões eminentemente pessoais".
Não é de todo estranho que Lula, velha raposa da comunicação, de vez em quando confidencie - não muito confidencialmente - seu arrependimento por ter escolhido Dilma como sua sucessora. De forma não indolor, ele prova agora o mesmo que a população brasileira provou nestes últimos quatro anos: um governo tão confuso quanto a fala de Dilma - aquela confusão que, no início de agosto, a fez assim explicar o porquê das atuais dificuldades do setor energético. "Temos regime hidrológico muito sensível à água."
O trajeto do dilmês não é linear. E os resultados, tampouco. Dilma queria comunicar algo em princípio simples: novo governo, novos rumos para a economia. Mas o fez de forma atabalhoada e sem se preocupar em ferir os sentimentos de Mantega. Muito menos considerou que a demissão extemporânea do ministro da Fazenda provocaria reações entre os agentes econômicos, corroeria ainda mais a credibilidade da duramente criticada política econômica do governo e poderia prejudicar a já abalada economia nacional.

Blogueiro em viagem

O blog volta às atividades normais ao anoitecer, com as canhoneiras antipetistas sempre a postos. Reforçando: nem PT1 nem PT2. Aécio ou oposição. Bom dia a todos.

domingo, 14 de setembro de 2014

De delator a alvo móvel


Eleita, Marina voltará às origens, governando com o PT.

A Beata da Selva Marina Silva não tem saída. Sem base eleitoral, terá de se amparar no PT, seu velho berço, para governar. E, claro, poderá também contar com o voraz PMDB, sustentáculo do lulismo. Resumindo: teremos mais do mesmo, sem qualquer mudança. O único a representar a governabilidade, de fato, é Aécio Neves.


“Quero chamar as pessoas a prestar atenção ao seguinte: que não basta apostar numa utopia, que representamos a governabilidade de fato, que a mudança começa no dia primeiro de janeiro de 2015 com o trabalho de uma equipe qualificada e que não se esgota no dia da eleição. Há o dia seguinte e nesse, se eleita, Marina vai acabar governando com o PT”. (Aécio Neves).

Em meio à baixaria, um sopro de racionalidade: Aécio Neves.

De um lado, o desespero de Dilma; de outro, a empáfia de Marina Silva: baixaria raramente vista em campanhas eleitorais para a presidência. Enquanto PT1 e PT2 se digladiam, o candidato do PSDB Aécio Neves apresenta com serenidade suas propostas. Editorial do Estadão reconhece que ele "introduziu um sopro de racionalidade no debate eleitoral". É a razão contra a baixaria:

A inacreditável baixaria e a apelação na qual o desespero de Dilma Rousseff e a empáfia de Marina Silva transformaram a campanha eleitoral em sua fase decisiva tiveram um contraponto na atuação de Aécio Neves, terceiro colocado nas pesquisas de intenção de voto, em sua participação, no último dia 10, na rodada de entrevistas com os presidenciáveis realizada pelo jornal O Globo. No momento em que o PT apela para o que sabe fazer melhor - atacar e iludir - e Marina recorre ao bom-mocismo e à manipulação de obviedades para seduzir um eleitorado ávido por mudanças, o candidato do PSDB introduziu um sopro de racionalidade no debate eleitoral.
O que se pode esperar daqui para a frente da campanha petista é a desfaçatez crescente de Dilma Rousseff diante do mar de lama que envolve seu governo, como ela demonstrou sem o menor constrangimento na entrevista ao Estado publicada no dia 9, ao responder sobre o mais recente escândalo na Petrobrás: "Se houve alguma coisa, e tudo indica que houve, eu posso garantir que todas, vamos dizer assim, as sangrias que eventualmente pudessem existir estão estancadas". "Sangrias", aliás, sobre as quais a ex-ministra de Minas e Energia e chefe do governo "não tinha a menor ideia".
Marina Silva, por sua vez, tem falado muito sobre a "nova política" que se propõe a levar ao Planalto e pouco sobre como e o que fará para transportá-la do plano das boas intenções para a realidade dura de um ambiente político que a prática dos últimos 12 anos levou a limites extremos de degradação. E fala pouco sobre os 24 anos em que, sob as asas do guru Lula, militou nas falanges petistas que, com denodo e método, se dedicaram a desmoralizar as instituições democráticas do País.
Surpreendido, como todo o Brasil, pela reviravolta provocada na campanha eleitoral com a morte trágica de Eduardo Campos, Aécio Neves, cuja candidatura até então parecia presença certa contra Dilma Rousseff no segundo turno, defronta-se agora com a necessidade de, em circunstâncias mais desfavoráveis do que até então, demonstrar que é a melhor opção para um eleitorado claramente ávido por mudanças.
Sem considerar a questão estritamente política, que é essencial, mas pouco compreendida em toda sua complexidade - ou simplesmente rejeitada pela maior parte do eleitorado -, o fator decisivo numa eleição presidencial é certamente a economia, traduzida em seus efeitos sobre o cotidiano dos cidadãos. Para reduzir a questão a sua expressão mais simples, quando a economia vai mal a produção cai, os empregos mínguam, a carestia aumenta e a insatisfação geral se instala. É exatamente o que acontece hoje no País, depois de quatro anos de incompetente e desastrado governo.
Diante desse desastre que nem a indispensável existência de programas sociais como o Bolsa Família consegue mais dissimular, está claro que o Brasil precisa, mais uma vez, de uma competente ação governamental de estabilização e desenvolvimento econômico, a exemplo do que ocorreu 20 anos atrás, quando a inflação anual atingia incríveis quatro dígitos e o então ministro da Fazenda do governo Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, comandou uma equipe de economistas que criou e implantou o Plano Real, a partir de três fundamentos básicos: metas de inflação, câmbio flutuante e superávit primário.
Esse é, claramente, um desafio para o qual Dilma Rousseff, até por formação ideológica, não tem a menor disposição - nem o PT dispõe de quadros habilitados - para enfrentar. Marina Silva, por sua vez, tampouco conseguiu demonstrar até agora genuína disposição, e disponibilidade do necessário apoio de quadros técnicos, para a difícil tarefa de recuperar a economia brasileira.
Além do comprometimento histórico dos tucanos com a estabilidade e o desenvolvimento econômico do País, Aécio Neves pode contar com a credibilidade de quadros técnicos comprovadamente competentes. E essa foi a ênfase de sua participação na entrevista ao jornal carioca, ao repudiar a baixaria e a apelação emocional na campanha: "Tenho feito um esforço maior e vou fazê-lo até o último dia desta eleição. Acredito que, no momento da decisão, vai prevalecer a onda da razão".

Às vésperas da eleição, Dilma ainda não apresentou programa.

Estamos no mato sem cachorro: Marina copia parte dos projetos do PSDB, enquanto Dilma pede um cheque em branco. Insegurança total: uma não sabe o que fazer, outra pode fazer o diabo. Goste-se ou não, Aécio Neves é a saída segura e democrática.


Como candidata à reeleição e uma das favoritas até agora nas pesquisas eleitorais, a presidente Dilma Rousseff deve uma definição de suas propostas, especialmente na área econômica, para um possível segundo mandato. Sua mais forte concorrente, Marina da Silva (PSB), já lançou o seu programa e Aécio Neves (PSDB) promete o dele para breve. A candidata à reeleição, porém, se limita a dar balanços, favoráveis, de sua polêmica gestão — principalmente na economia — e anuncia que divulgará propostas em tópicos, na propaganda eleitoral. O resto são platitudes e definições óbvias e consensuais, como o apoio à Educação. O que teme a candidata? O máximo que avançou foi anunciar, de forma implícita, o afastamento do ministro da Fazenda, Guido Mantega, em eventuais novos quatro anos de Planalto: “governo novo, equipe nova”.

O resultado foi esvaziar o cargo do Ministro da Fazenda e reforçar o temor de que persistirá nos erros cometidos até aqui. Na entrevista ao GLOBO, ontem, transmitida ao vivo pela internet, lançou nova variação do mesmo: “governo novo, ideias novas”. Continua insuficiente para eleitores e a sociedade como um todo. De aviso prévio, Mantega diz que será necessária uma política fiscal mais austera no ano que vem, com a busca de um superávit primário da ordem de 2% a 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB). Com isso, observa o esvaziado ministro, a política monetária poderá ser mais flexível (leia-se: redução nas taxas básicas de juros e menos aperto no crédito) no combate à inflação.

Dilma poderia comentar as declarações de Mantega e jogar alguma luz sobre o que pensa para o futuro, considerando que a inflação se mantém alta, as contas públicas desequilibradas e sob absoluta desconfiança dos analistas, dada a contabilidade criativa. E nada faz prever uma consistente retomada do crescimento. Nem o bom resultado da estimativa de evolução do PIB, em julho, feita pelo Banco Central (1,5% de expansão). Por enquanto, apenas um fato isolado. A presidente precisa deixar claro se manterá ou não a política fiscal expansiva e o que pensa da gestão futura do Tesouro Nacional, com seus repasses bilionários para bancos oficiais e a maneira criativa de contabilizar despesas. Há, ainda, o problema dos preços públicos artificialmente contidos. A julgar pela entrevista ao GLOBO, a Petrobras — e os acionistas minoritários, dentro e fora do país — não terá atendida a reivindicação de deixar de subsidiar o consumidor de combustíveis.

Nem tampouco deve-se esperar qualquer maior autonomia do Banco Central, dada a virulência dos ataques da campanha da candidata à adversária Marina Silva, por esta defender a formalização desta autonomia, como fazem nações desenvolvidas. Mas tudo são inferências, deduções de pronunciamentos e entrevistas. O país necessita é de definições formais, claras. Manter no ar dúvidas como essas não favorece sequer a própria candidata. (O Globo).

sábado, 13 de setembro de 2014

Aécio: "a marca do governo petista é um escândalo por semana".

Em carreata promovida hoje em Belo Horizonte, Aécio Neves - o único candidato de oposição - comentou o novo escândalo revelado pela revista Veja, afirmando que cada denúncia é mais grave do que a outra. O Brasil não merece viver com tantos sobressaltos, concluiu Aécio. De fato, o PT é um partido sem ética, sem valores, sem princípios: transformou a roubalheira em método de governo:


O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, fez um grande carreata na manhã deste sábado em seu berço político, em Belo Horizonte, Minas Gerais. Em sua segunda visita a capital mineira em menos de três dias, o tucano comentou a denúncia feita por VEJA na edição desta semana que aponta que o PT teria pago propina a um grupo de criminosos para evitar que o nome do ex-presidente Lula e de outras lideranças do partido fossem associados ao megaesquema de corrupção na Petrobras. "É mais uma denúncia extremamente grave que tem de ser investigada em profundidade. A marca do governo do PT é essa, uma denúncia por semana. Cada uma mais grave do que a outra. O Brasil não merece viver com sustos como esse", afirmou o tucano.

O candidato repetiu o ataque duplo feito às adversárias Marina Silva (PSB) e Dilma Rousseff (PT) na noite de sexta-feira, em sabatina na Rede TV!: "O governo não é local para aprendizado". E continuou: "O Brasil não pode correr o risco de viver daqui a quatro anos a mesma frustração que está vivendo hoje com uma presidente da República que resolveu aprender no exercício do cargo." Marina nunca exerceu mandato à frente do Executivo. Dilma nunca havia enfrentado uma eleição até ser eleita presidente. "Governar é muito mais do que ter boas intenções, até porque todos nós as temos", disse Aécio.

Aécio fez um aceno enfático ao eleitorado mineiro, que o elegeu duas vezes governador e uma vez senador, mas, segundo pesquisas, nestas eleições não alavancou sua candidatura – ele está em terceiro lugar nas pesquisas no Estado, e seu candidato ao governo, Pimenta da Veiga (PSDB), em segundo, atrás do petista Fernando Pimentel. "Estou iniciando hoje essa caminhada na reta final da campanha extremamente otimista de que chegou a hora da grande virada, chegou a hora da onda da razão", afirmou.

Durante mais de uma hora o presidenciável percorreu as ruas do centro de Belo Horizonte em carreata que contou com três carros de som e um gigantesco aparato de campanha. Esperando convencer o segundo maior colégio eleitoral do país, que equivale a 10,7% dos votos nacionais, o PSDB tem como questão de honra vencer no estado. "Vamos até o final buscando inspiração aqui, percorrendo Belo Horizonte. Temos certeza de que a virada começa em Minas Gerais", afirmou o tucano.

Acompanhado por Antônio Anastasia, que concorre ao Senado, e por Pimenta da Veiga, Aécio cumprimentou eleitores e tirou centenas de selfies. No fim, na principal avenida da capital mineira, desceu do carro aberto e percorreu as ruas a pé, empunhando uma bandeira do Brasil.

Pela manhã, em um encontro reservado com a juventude do partido, prometeu, caso eleito, criar um fundo de promoção da igualdade racial e assinou um pacto pela juventude e pela igualdade racial. "Estamos lançando um conjunto de compromissos que visam permitir o combate sem tréguas a qualquer tipo de discriminação ou de racismo. Descriminação, qualquer tipo de descriminação e racismo é crime e deve ser punido como tal", disse. (Veja).

Abraço de urso na Petrobras da corrupção