domingo, 29 de maio de 2016

Escória chapa branca: os blogueiros e jornalistas de Dilma.

A escória a soldo do lulopetismo (paga com dinheiro do contribuinte) se reuniu em Belo Horizonte para fazer o que o governo petista sempre fez: atacar o Judiciário, a imprensa, os opositores - isto é, a maioria da população -, o Congresso "golpista" e o Estado de Direito em geral. Chegaram a assinar uma vergonhosa carta aberta afirmando que não darão trégua a Temer, aos tucanos e aos que querem Dilma definitivamente afastada. Pois fique a esgotosfera sabendo que os blogueiros antipetistas também não darão trégua ao partido totalitário e seus sabujos. A propósito, segue editorial do Estadão:

Depois de três dias de discussões sobre a crise do País, os participantes do 5.º Encontro Nacional de Blogueiros e Ativistas Digitais – que contou com a participação da presidente afastada Dilma Rousseff numa de suas sessões – lançaram uma carta aberta à sociedade cujo teor parece ter sido inspirado em escrachadas patuscadas da televisão ou em chanchadas do cinema.
Escrita com o objetivo de denunciar o “golpe parlamentar” que afastou Dilma do poder e denunciar a ilegitimidade do governo do presidente interino Michel Temer, a carta, escrita em português precário – meio parecido com o que a presidente afastada fala, o que mostra que fez escola –, raciocínio tortuoso, viés ideológico e aversão à verdade, é mais do que um besteirol. Retrata de modo inequívoco o nível de indigência intelectual e moral dos integrantes da máquina de difamação que, sustentada por dinheiro público durante os 13 anos e meio do lulopetismo, se especializou em contar mentiras, plantar boatos, caluniar adversários políticos do PT e agredir moralmente repórteres e colunistas dos grandes jornais, sempre sob o pretexto de defender a “democratização da comunicação”.
A carta aberta começa acusando o Supremo Tribunal de Federal de ser um “poder acovardado”. Prossegue afirmando que o governo Dilma teria subestimado a força dos jornais, revistas e televisões “a serviço do conservadorismo”. Alega que Temer é elitista e machista, por não ter indicado nenhuma mulher, negro ou trabalhador para seu Ministério. Diz que ele destruirá as empresas estatais do País e entregará os recursos do pré-sal “às multinacionais do petróleo, recolocando o Brasil na órbita dos Estados Unidos”. Criticam, ainda, a demissão do presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que havia sido nomeado por Dilma dias antes da votação da abertura do impeachment pelo Senado. Aparelhada pelo PT, a empresa é uma tevê estatal disfarçada de televisão pública que foi criada em 2007 pelo governo Lula. Apesar de ter consumido mais de R$ 3,6 bilhões de recursos federais nos últimos anos, só conseguiu chegar a 1% da audiência duas vezes – quando mostrou um documentário sobre o Rio Reno e quando apresentou um filme de Mazzaropi. Nos demais dias, a EBC – que emprega a peso de ouro alguns participantes do 5.º Encontro Nacional de Blogueiros e Ativistas Digitais – jamais saiu do traço.
A carta aberta também apoia ocupações de prédios públicos, como forma de “resistência contra o governo golpista”. Propõe ampla cobertura das manifestações contra Temer, das ações que permitam o retorno de Dilma ao Palácio do Planalto e das notícias que mostrem mulheres, jovens negros, militantes da reforma agrária e povos indígenas como “vítimas mais imediatas da escalada autoritária”.
Dois parágrafos da carta aberta merecem destaque. Um é o que afirma que o governo interino priorizará a “comunicação chapa branca, favorecendo a Globo na distribuição de verbas públicas e usando dinheiro do contribuinte para salvar organizações moribundas, como a editora Abril e o ex-Estadão” (sic), cujos proprietários, além de participar do “sistema corrupto de poder que tenta se perpetuar sob a presidência de Temer”, seriam “beneficiários de contas suspeitas em paraísos fiscais”. O outro afirma que o golpe faz parte de uma “estratégia de recolonização do continente e de desestabilização dos Brics” – plano esse que teria entre seus líderes o titular do Ministério das Relações Exteriores, José Serra, que é classificado como “conspirador parceiro da Chevron”.
Na parte final da carta, os blogueiros são taxativos. “Não daremos trégua à Globo, a Temer, aos traidores que se dizem sindicalistas, nem aos tucanos e empresários da Fiesp, que agiram a serviço do golpismo. Resistiremos nas ruas e nas redes”, prometem eles. Se alguém deve recear essas ameaças certamente são os redatores de programas de humorismo da televisão. Agora eles têm nesses blogueiros e ativistas fortes concorrentes.

sábado, 28 de maio de 2016

Blog de folga

O blogueiro volta amanhã à tardinha. E, não, não vai participar do massacrante Ironman de Florianópolis.

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Os feios, sujos e malvados da política brasileira.


STF acaba com tramitação de processos ocultos

Em nome da transparência, é uma boa decisão a resolução editada pelo presidente do STF, Ricardo Lewandowski. Basta de segredos que protegem os sabujos da política brasileira:


O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, editou uma resolução proibindo a tramitação dos chamados processos ocultos na corte. A classificação conferia a inquéritos contra autoridades o mais alto nível de segredo, permitindo que o nome das partes fosse omitido e que a própria tramitação e número do processo não constassem no sistema do STF. A resolução foi assinada em 25 de maio, mas só foi divulgada nesta sexta-feira.

Com o fim do procedimento, os processos poderão continuar sob sigilo de Justiça, mas a sociedade poderá verificar a sua existência e o nome ou pelo menos as iniciais de quem está sendo investigado. Antes, eles só poderiam ser consultados pelo ministro-relator do Supremo ou pela Procuradoria-Geral da República. O sistema foi adotado em casos relacionados à Operação Lava Jato, como nas delações do ex-dirigente da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef que tratavam do envolvimento de políticos no esquema do petrolão.

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, os pedidos de inquérito enviados pela procuradoria contra a presidente afastada Dilma Rousseff, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-ministro José Eduardo Cardozo por suspeita de obstrução da Lava Jato também tramitam de maneira oculta no tribunal. Com a medida, os processos devem a partir de agora ser publicizados.

"Fica vedada a classificação de quaisquer pedidos e feitos novos ou já em tramitação no Tribunal como 'ocultos', os quais deverão receber, desde logo, a mesma nomenclatura e idêntico tratamento que atualmente são conferidos aos processos sigilosos, sem prejuízo da determinação de cautelas adicionais por parte do relator para garantir o resultado útil das decisões neles prolatadas", escreveu Lewandowski, na resolução.

Nas considerações dadas para a edição do texto, Lewandowski afirmou que a decisão atende aos princípios constitucionais de publicidade, do direito de acesso à informação e da transparência. (Veja.com).

Gandra: o PT é incompatível com a democracia.

Para se constatar a índole antidemocrática do PT basta consultar suas resoluções e documentos desde a origem. Ali estão expostos, claramente, o descompromisso petista com o Estado de Direito e as instituições da República e sua vocação autoritária. O jurista Ives Gandra Martins analisa, no jornal O Globo, a última resolução do partido, que apresenta "nítido viés bolivariano":


Li, com muita preocupação, a “Resolução sobre a conjuntura” do PT, análise ideológica, com nítido viés bolivariano, sobre os erros cometidos pelo partido por não ter implantado no Brasil uma “democracia cubana”.

Em determinado trecho, lê-se:

“Fomos igualmente descuidados com a necessidade de reformar o Estado, o que implicaria impedir a sabotagem conservadora nas estruturas de mando da Polícia Federal e do Ministério Público Federal; modificar os currículos das academias militares; promover oficiais com compromisso democrático e nacionalista; fortalecer a ala mais avançada do Itamaraty e redimensionar sensivelmente a distribuição de verbas publicitárias para os monopólios da informação”.

De rigor, a ideia do partido era transformar o Estado brasileiro num feudo petista, com reforma do Estado pro domo sua e subordinação a seus interesses e correligionários, as Forças Armadas, o Ministério Público, a Polícia Federal e a imprensa.

O que mais impressiona é que o desventrar da podridão dos porões do governo petista deveu-se, fundamentalmente, às três instituições, ou seja, imprensa, Ministério Público e Polícia Federal, que, por sua autonomia, independência e seriedade, não estão sujeitos ao controle dos detentores do poder. Ao Ministério Público é outorgada total autonomia, pelos artigos 127 a 132 da Lei Suprema, e as polícias funcionam como órgãos de segurança do Estado e não são instrumentos ideológicos, conforme determina o artigo 144, da Carta da República. A Constituição Federal, por outro lado, no artigo 220, garante a absoluta liberdade aos meios de comunicação.

Por fim, as Forças Armadas, como instituição do Estado, e não do governo, só devem intervir, com base do artigo 142 da Constituição, em caso de conflito entre os poderes para restabelecimento da lei e da ordem. É de se lembrar que, tiveram, durante a crise política deflagrada pelo mar de lama que invadiu as estruturas do governo, comportamento exemplar, mantendo-se à distância como observadoras, permitindo o fluir dos instrumentos democráticos para estancarem a desfiguração crescente da República brasileira.

Controlar a Polícia Federal, que descobriu o assalto aos cofres públicos? Manietar o Ministério Público, que tem denunciado os saqueadores do dinheiro dos contribuintes? Calar a imprensa, que permitiu à sociedade conhecer os profundos desmandos do governo por 13 anos? É isto o compromisso “democrático e nacionalista” do PT?

Modificar os currículos das academias militares para formar oficiais com ideologia bolivariana, a fim de servir ao governo, e não ao Estado, seria transformar as Forças Armadas em órgão de repressão, como ocorre com os exércitos de Maduro ou dos Castros.

Embora tenha muitos amigos no PT, sempre divergi das convicções políticas dos governantes ora alijados da Presidência, mas sempre entendi que sua intenção era a de respeitar as regras democráticas. Desiludi-me, profundamente, ao constatar que os maiores defensores da ética, como se apresentavam quando na oposição, protagonizaram o governo mais corrupto da história do mundo.

Pretenderem agora, em mea-culpa, arrependerem-se por não terem transfigurado o Brasil numa Cuba ou numa Venezuela é ter a certeza de que nunca desejaram viver, no país, uma autêntica democracia. Penso mesmo que a presidente Dilma, que foi guerrilheira, como José Dirceu, intentando aqui implantar um regime marxista, durante o regime de exceção dos militares, jamais abandonou o objetivo daquela luta.

Após a leitura da “Resolução da Conjuntura”, minhas dúvidas foram dissipadas. A democracia verdadeira nunca foi um ideal petista.

Cargos de confiança devoram 35% da folha de pagamento do funcionalismo

Esplanada dos Ministérios, em Brasília.
Comissionados chegam ao poder sem passar por concurso. São a grande ponte para a corrupção político-partidária. Dez por cento dos comissionados foram nomeados pelo partido totalitário. É gafanhoto que não acaba mais:


Relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) revela que a administração pública federal — incluindo Executivo, Legislativo e Judiciário federais — gasta hoje R$ 3,47 bilhões por mês com funcionários em cargos de confiança e comissionados. O valor representa 35% de toda a folha de pagamento do funcionalismo público na esfera federal, que é de R$ 9,6 bilhões mensais.

O documento detalha os gastos com esse tipo de funcionários em 278 órgãos federais, e mostra que, em pelo 65 deles, o número de cargos de confiança e comissão passa de 50% do total de empregados. Ou seja, há mais da metade dos servidores desses órgãos supostamente exercendo funções de direção, chefia ou assessoramento.

De acordo com o documento, elaborado pela Secretaria de Fiscalização de Pessoal (Sefip) do TCU, há hoje 1,1 milhão de funcionários em postos de Executivo, Legislativo e Judiciário. Desses, pouco mais de 346 mil trabalham em cargos de confiança e comissionados. Nos cargos de confiança estão pessoas concursadas e que recebem salário mais gratificação por ocupar posto de chefia. O comissionado não passou por concurso público.

Dos gastos com os cargos de confiança e em comissão, os maiores percentuais estão nos poderes Legislativo (60,9% do total de despesas com pessoal), e no Judiciário (56,9%).

O relatório aponta ainda que, entre os ocupantes dos 346 mil comissionados, 8,6% (cerca de 30 mil) estão filiados a partidos políticos. As legendas que mais ocupam esses cargos são PT (13,6% do total), PMDB (10,9%), PSDB (9,6%) e PDT (6,5%). A Fundação Cultural Palmares, o Ministério do Desenvolvimento Agrário e o Senado são os órgãos que apresentam os maiores percentuais de servidores comissionados filiados a partidos.

A fundação tem hoje 27% em cargos de confiança, enquanto o Desenvolvimento Agrário emprega 26,9% e o Senado, 23,28%. As assessorias dos três órgãos não foram localizadas ontem para falar do assunto.

NO GOVERNO, PT TEM 10 MIL

O GLOBO publicou no início deste mês, no entanto, que filiados ao PT ocupavam cerca de 10% dos cargos comissionados apenas do governo de Dilma Rousseff. Estimativa feita pelo Núcleo de Dados do GLOBO apontou que havia, até o afastamento de Dilma, em torno de 10 mil petistas entre os 107.121 funcionários que ocupam cargos comissionados apenas no Executivo federal.

Parte desses cargos deve entrar na partilha feita pela equipe do presidente interino, Michel Temer, para partidos aliados a seu governo.

O objetivo do levantamento do TCU “foi identificar e avaliar riscos relativos à escolha e à investidura em funções de confiança e cargos em comissão, assim como dar transparência acerca dos quantitativos, atribuições, requisitos de acesso e outras informações relevantes a esses cargos e funções”, diz o documento, cuja relatoria é do ministro Vital do Rêgo.

A fim de cortar gastos e controlar melhor a criação de cargos em comissão, os Ministérios Públicos dos estados vêm ajuizando ações para eliminar cargos de confiança que consideram inconstitucionais. Em São Paulo, o Ministério Público informou que, só em 2015, foram derrubados 1.918 cargos em comissão em prefeituras e câmaras municipais (que não entram na conta do TCU).

A medida deve representar um número bem maior de funcionários fora das administrações paulistas, uma vez que havia repetição de funções. O MP, por exemplo, extinguiu o cargo de assessor técnico em diferentes órgãos estaduais.

— As principais distorções verificadas, na prática, são o excesso de pessoas ocupando cargos comissionados e o desvio nas atribuições, ou seja, ocupantes de cargos comissionados que deveriam exercer exclusivamente funções de direção, chefia ou assessoramento, mas estão exercendo funções técnicas como dar aulas de inglês ou de advocacia — diz o promotor de São Paulo, Otávio Ferreira Garcia.

TEMER PROMETE CORTAR 4 MIL EM 2016

O governo interino de Michel Temer promete reduzir 4 mil cargos de confiança até o final deste ano. A meta foi anunciada pelo então ministro do Planejamento, Romero Jucá, dias depois de Temer ter assumido a Presidência da República. O corte de pessoal será obtido com um enxugamento da estrutura dos ministérios.

A expectativa é que o governo economize cerca de R$ 200 milhões por ano se o fechamento de todos esses cargos ocorrer de fato.

O processo de corte de cargos começou ainda na gestão da presidente afastada Dilma Rousseff, quando, no fim do ano passado, ela anunciou a medida dentro do pacote de ajuste fiscal. Na época, o então ministro do Planejamento Nelson Barbosa falou na extinção de 3 mil vagas. Até o afastamento da petista, haviam sido realizadas 917 exonerações. O governo interino informou que vai considerar esse número para o alcance da meta de 4 mil cargos extintos. (O Globo).

Afastamento definitivo de Dilma: quanto antes, melhor.

Dilma em Porto Alegre.
Editorial do Estadão aborda a interinidade de Michel Temer, que mais liberdade teria se o afastamento definitivo da presidente búlgara fosse decidido logo, respeitas das regras constitucionais. A população brasileira quer ver Dilma pelas costas o quanto antes - e o próprio PT  considera que ela está com os dias contados:

Reduzir ao menor tempo possível a interinidade do governo Michel Temer, sem comprometer as garantias do rito processual definido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), é medida que atende plenamente ao melhor interesse nacional, na medida em que, sem as inconveniências inerentes à transitoriedade, o presidente da República terá maior poder político para negociar com o Congresso e a sociedade a implementação de medidas de austeridade necessárias ao restabelecimento urgente do equilíbrio fiscal e à recuperação da economia em bases sustentáveis.
Abreviar a interinidade de Temer significa, obviamente, mandar definitivamente para casa a presidente afastada Dilma Rousseff. Trata-se de uma questão que, quanto ao mérito, reúne a esmagadora maioria dos brasileiros. Nem Lula nem o PT desejam a permanência de Dilma na chefia do governo, porque sabem que isso comprometeria a luta pela recuperação do apoio popular ao partido e a seu líder máximo. Dilma Rousseff é, definitivamente, carta fora do baralho. Resta apenas cumprir as formalidades legais para seu bota-fora.
É verdade que, desde a decretação pelo Senado do afastamento temporário da presidente da República, têm pipocado em todo o País manifestações de apoio a Dilma e repúdio ao governo provisório. Mas a multiplicação desses protestos – em termos quantitativos significativamente menores do que as manifestações pró-impeachment que levaram às ruas milhões de brasileiros –, longe de significar a mobilização espontânea de cidadãos genuinamente preocupados com a crise nacional, representa apenas a mobilização de militantes de organizações sindicais – como a CUT – e sociais controladas pelo PT e partidos de esquerda a ele aliados, como o PC do B e o PSOL. Ademais, muitos desses “protestos” têm frequentemente transgredido os limites do direito de livre manifestação para se tornarem atentados criminosos à propriedade pública e privada e ao direito de ir e vir dos cidadãos.
Mas até aqueles que estão por detrás dessa massa de manobra atiçada contra os “inimigos do povo” estão convencidos de que Dilma Rousseff está com os dias contados como presidente. Empenham-se em prolongar esses dias apenas para desgastar politicamente o governo interino. Conspiram, portanto, contra a manifesta vontade da maioria absoluta dos brasileiros de superar essa fase desastrosa da vida nacional.
As críticas que podem e devem ser feitas ao governo Temer são as que dizem respeito a seu verdadeiro compromisso de mudar os rumos do País, inclusive do ponto de vista da necessidade de impor novos padrões de moralidade à gestão da coisa pública. O que, reconhecemos, é tarefa difícil quando se examina o material humano que compõe as instituições políticas da terra. Mas é com essa gente que Michel Temer tem de governar, o que significa que, além de controlar a crise desencadeada pelo lulopetismo, precisará controlar políticos com apetites que até aqui têm sido infrenes.
Lula e o PT parecem dispostos a lutar pela realização antecipada de eleições presidenciais. É um movimento tático que se enquadra na habitual estratégia petista de disfarçar seus verdadeiros interesses políticos sob bandeiras de forte apelo popular. A ideia é engenhosa, mas impraticável. Envolve, para começar, convencer o número necessário de senadores a mudar de posição e votar contra o impeachment no julgamento final. De volta à Presidência, Dilma faria aquilo que tem repetido que não quer nem ouvir falar: renunciaria. E novas eleições seriam convocadas, mas apenas se cumpridas outras duas exigências: a renúncia também do vice Michel Temer antes de 31 de dezembro, porque a partir do início da segunda metade do mandato presidencial – 1.º de janeiro – a Constituição estabelece que a vacância seja suprida com a eleição indireta do novo presidente pelo Congresso Nacional.
É mais racional – e atende ao melhor interesse nacional – que o impeachment de Dilma se complete logo e o governo Temer possa dedicar-se integralmente à obra de saneamento da economia, da política e dos costumes.

Lula gerenciou pessoalmente o esquema de corrupção da Petrobras. Dentro do Palácio do Planalto.

O ex-deputado Pedro Corrêa faz um relato contundente da participação de Lula no esquema do petrolão. Corrupção, para o PT, é questão de método. A revista Veja deste final de semana traz uma matéria arrasadora para o tiranete Lula - que já deveria estar preso há muito tempo. Liberdade, para ele, continua sendo um privilégio:


Entre todos os corruptos presos na Operação Lava-Jato, o ex-deputado Pedro Corrêa é de longe o que mais aproveitou o tempo ocioso para fazer amigos atrás das grades. Político à moda antiga, expoente de uma família rica e tradicional do Nordeste, Corrêa é conhecido pelo jeito bonachão. Conseguiu o impressionante feito de arrancar gargalhadas do sempre sisudo juiz Sergio Moro quando, em uma audiência, se disse um especialista na arte de comprar votos. Falou de maneira tão espontânea que ninguém resistiu. Confessar crimes é algo que o ex-deputado vem fazendo desde que começou a negociar um acordo de delação premiada com a Justiça, há quase um ano. Corrêa foi o primeiro político a se apresentar ao Ministério Público para contar o que sabe em troca de redução de pena. Durante esse tempo, ele prestou centenas de depoimentos. Deu detalhes da primeira vez que embolsou propina por contratos no extinto Inamps, na década de 70, até ser preso e condenado a vinte anos e sete meses de cadeia por envolvimento no petrolão, em 2015. Corrêa admitiu ter recebido dinheiro desviado de quase vinte órgãos do governo. De bancos a ministérios, de estatais a agências reguladoras - um inventário de quase quarenta anos de corrupção.

VEJA teve acesso aos 72 anexos de sua delação, que resultam num calhamaço de 132 páginas. Ali está resumido o relato do médico pernambucano que usou a política para construir fama e fortuna. Com sete mandatos de deputado federal, Corrêa detalha esquemas de corrupção que remontam aos governos militares, à breve gestão de Fernando Collor, passando por Fernando Henrique Cardoso, até chegar ao nirvana - a era petista. Ele aponta como beneficiários de propina senadores, deputados, governadores, ex-governadores, ministros e ex-ministros dos mais variados partidos e até integrantes do Tribunal de Contas da União.

Além de novos personagens, Corrêa revela os métodos. Conta como era discutida a partilha de cargos no governo do ex-­presidente Lula e, com a mesma simplicidade com que confessa ter comprado votos, narra episódios, conversas e combinações sobre pagamentos de propina dentro do Palácio do Planalto. O ex-presidente Lula, segundo ele, gerenciou pessoalmente o esquema de corrupção da Petrobras - da indicação dos diretores corruptos da estatal à divisão do dinheiro desviado entre os políticos e os partidos. Corrêa descreve situações em que Lula tratou com os caciques do PP sobre a farra nos contratos da Diretoria de Abastecimento da Petrobras, comandada por Paulo Roberto Costa, o Paulinho.

Uma das passagens mais emblemáticas, segundo o delator, se deu quando parlamentares do PP se rebelaram contra o avanço do PMDB nos contratos da diretoria de Paulinho. Um grupo foi ao Palácio do Planalto reclamar com Lula da "invasão". Lula, de acordo com Corrêa, passou uma descompostura nos deputados dizendo que eles "estavam com as burras cheias de dinheiro" e que a diretoria era "muito grande" e tinha de "atender os outros aliados, pois o orçamento" era "muito grande" e a diretoria era "capaz de atender todo mundo". Os caciques pepistas se conformaram quando Lula garantiu que "a maior parte das comissões seria do PP, dono da indicação do Paulinho". Se Corrêa estiver dizendo a verdade, é o testemunho mais contundente até aqui sobre a participação direta de Lula no esquema da Petrobras.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Lava-Jato é prioridade, diz novo ministro da Justiça.

Alexandre de Moraes, o novo ministro da Justiça, afirma que "todos serão investigados", independentemente de quem seja. A Operação Lava-Jato, que chegou ao topo da cadeia de comando, não poupará ninguém:


O novo ministro da Justiça e Cidadania, Alexandre de Moraes, está sentado numa das cadeiras mais espinhosas da Esplanadas dos Ministérios, em Brasília. Nos últimos três meses, três pessoas diferentes comandaram a pasta. Para ter uma vida mais longa que a de seus antecessores, Alexandre de Moraes sabe que deverá dar espaço à Operação Lava Jato. "Vou dar total respaldo e maiores condições para combater a corrupção", diz ele. "Todos serão investigados, independente de quem seja", garante, constatando que a investigação do escândalo do petrolão chegou ao topo da organização criminosa, onde está a elite política do país, incluindo alguns ministros e colegas de governo.

Favorável à delação premiada e à participação da Polícia Federal na elaboração desses acordos, Alexandre de Moraes é, por outro lado, contrário à adoção da lista tríplice de candidatos mais votados pela categoria para assumir a diretoria-geral do órgão. "A diretoria da PF acha a lista tríplice necessária? Os superintendes acham que ela é necessária? Não. Na verdade, quem acha que é necessária é só a Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal (ADPF)", diz Moraes, que acabou comprando uma briga com os procuradores da República por dizer que o presidente não é obrigado a se submeter à lista apresentada pela categoria. A declaração foi interpretada como uma crítica direta à tradição da PGR. Ele alega, porém, que estava falando dentro de uma tese.

Acostumado a lidar com críticas e trabalhar sob pressão, Alexandre de Moraes foi secretário de Justiça de São Paulo em meio a revoltas do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e foi secretário de segurança do governo de Geraldo Alckmin em São Paulo durante as manifestações sociais que tomaram a Avenida Paulista. "Ninguém me oferece uma embaixada na França, uma vaga bacana", brinca, sem desfazer a expressão séria. (Leia a entrevista na Veja.com).

Alô, imprensa "progreçista": Trump já tem a maioria dos delegados para vencer as primárias.

Para horror da imprensa brasileira, principalmente dos locutores das TVs, o magnata Donald Trump já ultrapassou a margem para conseguir a nomeação direta na convenção do Partido Republicano em julho. Como sempre, os candidatos republicanos são considerados pouco mais que trogloditas por aqui, onde os "progreçistas" - das artes aos partidos e aos jornalistas - costumam alardear a doutrina politicamente correta do Partido Democrata e dos Clinton. Sim, são esquerdistas também. 


Agora já é certo. Donald Trump conseguiu juntar 1 238 delegados nas primárias do Partido Republicano, mais um do que a margem mínima de 1.237 para conseguir a maioria para conseguir a nomeação direta na convenção de julho.

A certeza é dada pela Associated Press, que desde o início das eleições primárias conta ao pormenor todos os delegados que cada candidato conseguiu juntar.

Donald Trump conseguiu atingir esta marca depois de a líder Partido Republicano no estado do Oklahoma, Pam Pollard, ter declarado o seu apoio ao magnata nova-iorquino. “Penso que ele tocou uma parte do eleitorado que não gostar da maneira como o nosso país está”, disse, acrescentando que não tem “problemas nenhuns em apoiar Trump”.

Agora, as próximas (e também últimas) votações que se seguem no Partido Republicano passam a ser, mais do que nunca, uma mera formalidade. Estão marcadas para 7 de junho e estão em causa 303 delegados.

A menos de dois meses da convenção do partido, esta é a confirmação derradeira de que Donald Trump disputará as eleições de 8 de novembro pelos republicanos. Ainda assim, esse cenário já tinha sido dado como praticamente certo, depois de os seus últimos adversários, John Kasich e Ted Cruz, terem desistido da corrida no início de maio. Nessa altura, o presidente do Conselho Nacional Republicano, o órgão mais alto do partido, Reince Priebus, referiu-se a Donald Trump como o “presumível candidato” dos conservadores. (Observador).

Do como nunca antes ao tchau e nunca mais

Do blog de Percival Puggina:


Não vou puxar aqui o rosário das más notícias que desfilam cotidianamente nos meios de comunicação. A muitos de nós, elas chegam assim, como informação. A milhões de outros, como causas de tragédias pessoais e familiares. Alguns veem as estatísticas. Outros vivem as estatísticas em seu dia a dia. Ao governo que assume, o noticiário expressa a emergência e a urgência de medidas para afirmação de um rumo ascendente. Aos afastados do governo, essas notícias são desconforto político que deve, rapidamente, ser debitado ao "mercado", à CIA, ao Cunha, ao FHC, ao Moro, às "zelites", à direita, aos coxinhas e aos "golpistas". Jamais a si mesmos nem ao exercício rapineiro, irresponsável e incompetente das tarefas de gestão. Nunca à ideologia que abraçam. Profissionais da falácia, nem por acaso batem no próprio peito! O partido que pretendeu ter descoberto o Brasil em 2003 nos fez regredir no tempo e perder, inteiramente, os últimos 13 anos.

Tudo que aconteceu era previsível e deu causa à maior parte dos meus textos durante esse período. Simplesmente não havia motivo para que não acontecesse aqui, no andar dessa carroça, o mesmo que ocorreu em todos os países onde germinaram as ideias inspiradoras dos governos petistas. Dezenas de vezes, ao longo desses anos, participei de debates com destacadas lideranças e personalidades vinculadas ao Partido dos Trabalhadores, discutindo os projetos políticos em curso nos países ligados ao Foro de São Paulo. Sem exceção, sustentavam que Cuba era um modelo de justiça. Rararamente falavam de Fidel sem que a veneração os exaltasse. Enchiam-se de ira quando contestados. Na Venezuela, diziam, havia democracia até demais. Ali, onde o setor público trabalha dois dias por semana para economizar energia, proclamavam estar em curso um exitoso modelo de governo socialista. Para que a Venezuela fosse incluída no Mercosul, expulsaram o Paraguai, cujo Senado vetava o ingresso do chavismo no Bloco. Quando? Quando Lugo foi constitucionalmente deposto do cargo.

É bem abastecido o repertório de fracassos dessa referência ideológica que liderou o Brasil nos últimos anos. O que vemos é o resultado inevitável de uma forma de conceber o Estado e a Política, a pessoa humana e a sociedade, a Economia e a História. Não há acerto possível onde tudo está mal pensado. Nem todo o desastre brasileiro é produto da organização criminosa que se instalou no poder. Tampouco é só irresponsabilidade e incompetência. Tem muito, mas muito mesmo, de erro de script, tipo "vamos fazer com o marxismo, o que os europeus não souberam".

Nos últimos dias, intensificou-se a articulação da esquerda mundial em torno das denúncias de um suposto golpe de Estado que estaria em curso no Brasil. Nada disso é espontâneo. Bem ao contrário. Através de meios de comunicação ideologicamente alinhados, e para um público sensível, o PT transforma em notícia internacional as palavras-chaves e os lugares-comuns da linguagem revolucionária, que não começa nem termina no Brasil. É um fenômeno comum a todo o Ocidente. Não, não é o mundo que reprova o impeachment da presidente. São os parceiros externos dos que saíram deixando-nos a esperança de que jamais voltem.

Seu principal interesse é e sempre foi o exercício de um poder revolucionário. Por isso, suas afinidades e zelos não são para com os cubanos, venezuelanos, nicaraguenses, equatorianos, bolivianos ou brasileiros. Tais empatias se estabelecem com os respectivos governos, em benefício da causa revolucionária comum. Danem-se os povos, dane-se o Brasil e seus desempregados, contanto que a revolução prossiga!

A tarefa, agora, é enterrar a "lulocriminalidade".

Em postagem exclusiva para seu blog, o historiador Marco Antônio Villa analisa "a derrota do PT e seu significado político". O PT acabou, conclui ele, e Lula "é carta fora do baralho da política". O novo governo tem que despetizar o Estado:


O PT nunca esteve tão fraco como agora. E também Lula. Por que? Perderam o poder. Tiveram duas derrotas históricas: uma, na Câmara, com a autorização de abertura do processo de impeachment; e a segunda, no Senado, com a expressiva votação de 55 senadores – muito acima do necessário – recebendo e iniciando o processo.

Se não tem mais apoio congressual, também perderam espaço na estrutura de Estado. E que não era pequeno, muito pelo contrário. Os milhares de cargos permitiram ao PT receber quantia considerável, através do dízimo partidário, além de impor sua política – incluindo, claro, o desvio sistemático de recursos públicos.

Na sociedade, o projeto criminoso de poder nunca esteve tão fraco. Se esvaiu a legitimidade, especialmente nos setores mais pobres. Entre os empresários, onde, em certo momento, obteve relativo sucesso – e os generosos empréstimos do BNDES jogaram papel fundamental -, hoje ninguém quer ter qualquer tipo de identificação com o PT. E a classe média foi se distanciando do governo a cada denúncia de corrupção. Não deve ser desconsiderado que a disparada na taxa de desemprego isolou ainda mais os “lulocriminosos.” A tríade corrupção-inflação-desemprego foi se transformando no principal instrumento de desgaste do governo.

As recentes manifestações anti-Temer não demonstram força. São manifestações de desespero. A mobilização é muito pequena. Não encontra guarida na sociedade. Além do que, a Lava Jato vai, ainda neste semestre, atingir mais fortemente o PT e seus asseclas. Não há liderança na sociedade que deseje, por exemplo, ser vista ao lado do chefe do petrolão. Lula é carta fora do baralho da política. O PT acabou.

Cabe agora ao novo governo enterrar politicamente a “lulocriminalidade.” Para isso tem de despetizar o Estado, realizar auditoriais nos ministérios, bancos e empresas estatais e expor aos brasileiros uma radiografia do que encontrou. E concentrar esforços para que o Senado conclua rapidamente o processo de impeachment. A partir da condenação de Dilma – e o PT vai ficar para todo o sempre com o carimbo de partido da corrupção – a temperatura política tenderá a diminuir e o governo vai ter maior margem de manobra no Congresso, o que facilitará a gestão e o caminho para sairmos mais rapidamente da crise.

Petistas em desespero

Artigo de Merval Pereira, publicado hoje no jornal O Globo, trata do "desespero petista" diante dos últimos acontecimentos, que incriminam ainda mais Dilma, Lula e o próprio partido:


É patética a tentativa de petistas e cúmplices de transformar as conversas gravadas pelo ex-senador Sérgio Machado em provas de que o impeachment da presidente Dilma é parte de um complô para acabar com a Operação Lava-Jato.

Não seria preciso tanto maquiavelismo, pois a própria presidente afastada e seu criador, o ex-presidente Lula, estavam empenhados nesse objetivo.

Os dois estão sendo investigados por obstrução da Justiça, ela por denúncias de que tentou interferir nas investigações a favor de empreiteiros presos.

E há gravações em que Lula diz em alto e bom som que era o único capaz de colocar os “meninos” da Polícia Federal e do Ministério Público “nos seus devidos lugares”.

Tanto que o presidente do Senado Renan Calheiros chega a sugerir na conversa gravada por Machado que a solução seria nomear Lula para o ministério, para neutralizar a presidente, que já estava politicamente inviabilizada.

Não seria preciso, portanto, ser tão maquiavélico, bastando apoiar o governo Dilma com Lula de primeiro-ministro. E por que não foi possível essa manobra? Por que os dois foram apanhados com a boca na botija, tentando obstruir a Justiça.

O que as conversas gravadas revelam é que todo o mundo político está mobilizado para, de uma maneira ou de outra, tentar controlar o juiz Sérgio Moro, a Polícia Federal e o Ministério Público.

A proposta de Renan de aprovar uma lei restringindo a delação premiada aos acusados que estiverem soltos foi materializada pelo deputado petista Wadi Damous, muito próximo de Lula.

O Supremo Tribunal Federal (STF), por óbvio, virou o alvo preferencial dos ataques, aproveitando citações laterais, ou de bravatas como as do ex-senador Delcídio do Amaral.

Tanto Romero Jucá quanto Renan Calheiros se referiram de maneira genérica a “ministros do Supremo”, enquanto Delcídio citou nomes, e acabou preso. O fato é que o Supremo Tribunal Federal, com 8 dos seus 11 ministros nomeados ou por Lula ou por Dilma, tem sido a garantia institucional do processo de impeachment, o que o torna um alvo dos petistas relutantes, que precisam desmoralizá-lo para dar ares de verdade à conspiração que inventaram para justificar a perda do poder central.

Diante desse quadro distorcido por interesses partidários, acabou se mostrando providencial a interferência do ministro Luis Roberto Barroso – criticado por mim na ocasião – no rito aprovado pelo então presidente da Câmara Eduardo Cunha.

Embora considere que o regimento interno da Câmara lhe dava o direito de definir como a comissão do impeachment deveria funcionar, hoje entendo que, ao impor um rito mais restrito, com base no processo de 1992, o STF protegeu-se da acusação, que certamente viria, de que colaborou com Cunha para impor um rito desfavorável à presidente Dilma no julgamento na Câmara.

O ministro Teori Zavascki, por exemplo, é volta e meia acusado por petistas de ter deixado Eduardo Cunha agir livremente até que o impeachment fosse aprovado na Câmara, para só depois apeá-lo do poder.

O que o ministro Teori fez, no entanto, foi esperar, até onde o bom-senso permitiu, que a Câmara tomasse uma atitude, para que o STF não fosse acusado de interferência em outro poder. 

É o mesmo Zavascki a quem Romero Jucá admite não ter acesso, por ser “muito fechado”. Então o juiz que estaria envolvido no “golpe” é o mesmo a quem não se tem acesso?Tudo não passa de uma desesperada tentativa de retroceder um processo que não tem mais volta, pois a presidente afastada, além dos crimes de responsabilidade específicos pelos quais está sendo julgada por uma interpretação legal restritiva, que lhe é favorável, imposta pelo próprio Supremo e pelo Procurador-Geral da República, tem muitos outros crimes a serem investigados, cometidos no seu primeiro mandato.

Diversos delatores já revelaram a ação de seus ministros e assessores em busca de dinheiro desviado da Petrobras para financiamento de sua campanha.Há indicações “muito claras” nos autos do processo que trata da compra da refinaria de Pasadena de que ela tinha perfeito conhecimento do que estava acontecendo, como presidente do Conselho da estatal.

A coisa é tão sem pé nem cabeça que ao mesmo tempo em que descobrem “provas” do golpe, revela-se que na véspera da votação do impeachment, emissário do futuro presidente teve conversas com Procuradores de Curitiba para garantir inteiro apoio à Operação Lava-Jato.

Se Temer estava chegando ao governo dentro de uma conspirata para controlar as investigações, por que faria um acordo com os investigadores dias antes de assumir?

Crise do PT é resultado da negação da realidade

Do ex-reitor da UFRGS, em artigo publicado no Estadão:

A crise ou as crises são do PT – como governo, partido, lideranças e militantes –, que por sua posição estratégica na Presidência contaminou o País com seu relativismo moral, sua ideologia mal digerida, sua inexperiência arrogante, seu envolvimento na corrupção e sua incapacidade de se decidir entre um reformismo não assumido e uma mal resolvida e confusa noção de revolução.

O autor resume o que este blog vem martelando há tempo:

A crise do PT decorre da negação da realidade.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Vagabundos ideológicos lançam até livro sobre o "golpe" de 2016

O lançamento dessa cantilena de perdedores será em Brasília, provavelmente de gente ligada à UnB, uma das universidades mais ideológicas do país. Com a presença de Dilma. "Obra" que merece lixo.

Impeachment deverá ser votado pelo Senado em 1º de agosto

Comissão do Impeachment
Enfim, o Brasil se verá livre da presidente búlgara para sempre. Até nunca mais, Dilma. R.I.P.:

A comissão que analisa o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff voltou aos trabalhos nesta quarta-feira, 25, com o relator Antonio Anastasia (PSDB-MG) apresentando uma sugestão de calendário para a condução do processo. Em sua previsão, a votação da pronúncia da ré, que verifica se as acusações são procedentes, acontecerá no plenário do Senado em 1º de agosto. Após essa fase, ainda acontece mais uma votação, que é de fato o julgamento.
A oposição, agora representada pelo PT, pediu mais tempo para, junto com a defesa da presidente, analisar o calendário sugerido. O presidente da comissão, Raimundo Lira (PMDB-PB), concedeu vistas e o cronograma sugerido por Anastasia será votado na próxima reunião da comissão, em 2 de junho.
O calendário sugerido, de certa forma, adianta o processo. Apesar de não existir prazo regimental para a condução dessa segunda fase, Lira previa que o processo durasse em média quatro meses. Com o cronograma sugerido, até a próxima votação seriam menos de 90 dias.
A defesa prévia da presidente deve ser apresentada até a próxima quarta-feira, 1º de junho. Este prazo é previsto na Lei do Impeachment. Em seguida, o relator sugere que sejam dadas duas semanas para a fase probatória, em que são ouvidas testemunhas, apresentados documentos e realizadas perícias. Em 20 de Jjnho, Anastasia sugere que a comissão faça o interrogatório da presidente afastada, Dilma Rousseff.
Após essa etapa, o calendário sugerido concede duas semanas para que os denunciantes, ou seja, os autores do processo de impeachment, Janaína Paschoal, Hélio Bicudo e Miguel Reale Júnior, apresentem por escrito suas alegações finais. O mesmo prazo é dado, em seguida, para que a defesa de Dilma apresente suas alegações.
Relatório. Assim como na primeira fase, o relator vai apresentar um novo parecer. Dessa vez, ele não justifica a abertura do processo, mas verifica se as acusações são procedentes e se considera que a presidente é ou não culpada. A apresentação do relatório ficou agendada para 25 de julho. A votação na comissão aconteceria em 27 de julho.
Independente do resultado na comissão, o relatório precisa ser apreciado pelo plenário do Senado. Essa segunda votação não é ainda o julgamento da presidente, mas a fase chamada de "pronúncia do réu", que verifica a procedência das acusações. Caso a maioria simples dos senadores concorde que as acusações procedem, aí sim ocorre o julgamento que pode afastar definitivamente a presidente.
Prazos. Mesmo aprovado, o calendário apresentado por Anastasia é flexível, porque não existem prazos regimentais para essa fase do processo e a duração pode ser maior ou menor que os 180 dias previstos para o afastamento temporário da presidente. 
Caso os senadores concordem que é necessário, os prazos podem ser estendidos. Se o prazo de 180 dias se encerrar, a presidente afastada volta ao seu cargo, mas a comissão continua o processo de impeachment.
Confira o calendário sugerido pelo relator:
1/6: Entrega da defesa prévia da presidente
2/6: Parecer sobre provas e diligências, discussão e votação
6 a 17/6: Testemunhas, perícia e juntada de documentos
20/6: Interrogatório da presidente
21/6 a 5/7: Alegações escritas dos autores do impeachment
6 a 21/7: Alegações escritas da defesa da presidente
25/7: Apresentação do parecer do relator na comissão
26/7: Discussão do relatório
27/7: Votação do relatório na comissão
28/7: Leitura do parecer em plenário
1 e 2/8: Votação da pronúncia no plenário do Senado

Millôr: a diferença entre socialistas e capitalistas.


PT: desrespeito à democracia e opção pela baderna.

Paulo Pimenta et caterva
Congressistas do PT exibiram uma vez mais sua ojeriza à democracia na visita do presidente Michel Temer à casa. Agem como hordas bárbaras, confundido baderna com manifestação. Nas próximas eleições, essa praga será erradicada do cenário político brasileiro. A propósito, segue editorial do Estadão:

Desde sua fundação, há mais de três décadas, o PT nunca perdeu uma chance para demonstrar menosprezo pela democracia e suas instituições. Assim, não surpreende o comportamento lamentável, próprio de arruaceiros, que alguns parlamentares do PT exibiram no instante em que o presidente em exercício Michel Temer foi ao Congresso, na segunda-feira passada, para encaminhar a revisão da meta fiscal. O incidente demonstra de maneira cabal que o PT confunde oposição firme, legítima em qualquer democracia, com baderna, que é própria de quem não conhece outra forma de fazer prevalecer suas vontades que não seja no grito e na marra.
Em pleno Senado, três deputados petistas, Paulo Pimenta, Helder Salomão e Moema Gramacho, acompanhados de servidores por eles arregimentados, vaiaram e hostilizaram Temer. Aproveitando-se do mal-estar gerado por uma gravação clandestina que comprometeu o senador Romero Jucá – custando-lhe o cargo de ministro do Planejamento por sugerir que ele ajudou a articular o impeachment da presidente Dilma Rousseff com a intenção de frear a Lava Jato –, receberam o presidente em exercício aos gritos de “golpista”.
O menor dos absurdos desse episódio é o uso inapropriado de servidores públicos para funções estranhas a seu trabalho, mormente a participação em protestos políticos. É preciso lembrar que os funcionários do Legislativo, mesmo os que servem nos gabinetes, são pagos pelo Estado, e não é sua função compor claques.
O mais grave, contudo, é a incapacidade dos petistas de entender como funciona uma democracia representativa e seus rituais – entre os quais se encontra o respeito solene ao decoro. A atitude truculenta dos deputados petistas, típica do gangsterismo sindical do partido, infringiu diversos pontos do Código de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara. 
No artigo 3.º, lê-se que é dever fundamental dos deputados “zelar pelo prestígio, aprimoramento e valorização das instituições democráticas e representativas e pelas prerrogativas do Poder Legislativo”. O artigo 5.º afirma que atenta contra o decoro parlamentar “praticar atos que infrinjam as regras de boa conduta nas dependências da Casa” e “praticar ofensas físicas ou morais” contra colegas, servidores e autoridades. Ao chamar de “golpista” o presidente em exercício, que está no cargo por decisão soberana do Congresso, há não apenas uma ofensa às regras de boa conduta, mas uma clara ação que desprestigia e desvaloriza o Legislativo. 
As exigências de decoro não são um capricho. Ao exigir que os parlamentares tenham comportamento civilizado, o código parlamentar procura preservar a essência da democracia, que é limitar o confronto de ideias ao terreno da política – em que prevalece o debate e a negociação. Por maiores que sejam as diferenças de opinião entre os diversos grupos representados no Parlamento, deve-se observar, sempre, o respeito aos oponentes – que, afinal, lá estão também porque receberam votos. É assim que funciona em democracias maduras.
Mas o PT nunca demonstrou tal maturidade. Ao contrário: a democracia, para a tigrada, sempre foi mero instrumento para tomar o Estado de assalto e acabar com a alternância de poder. Para lastrear esse projeto de força, mais do que de poder, a máquina de propaganda petista criou o mito segundo o qual o único movimento político verdadeiramente democrático no Brasil era o PT; logo, qualquer derrota do PT é tratada como derrota da própria democracia.
Foi esse espírito que presidiu a manifestação desrespeitosa dos deputados petistas contra Temer. Não importa que o afastamento da presidente Dilma tenha sido decidido pelo Congresso conforme o estabelecido pela Constituição, tampouco interessa se o País precisa urgentemente de um esforço coletivo para superar a imensa crise que a inépcia de Dilma e a corrupção lulopetista criaram. A única coisa que importa é causar confusão e, por meio da acusação fajuta de “golpe”, impedir que o governo tenha condições de consertar as lambanças de Dilma e, assim, expor a todos o mal que o PT causou ao País.

terça-feira, 24 de maio de 2016

Vícios lulopetistas


"Teto para gastos é medida poderosa", diz economista do Safra.

Carlos Kawall, economista-chefe do Banco Safra, diz o que qualquer cidadão que paga suas contas em dia sabe: fixar um teto para gastos contribui para diminuir a dívida. Mas, como estamos falando do Estado-monstro, destruído pelo petismo, isto passa por boa lição:
A medida anunciada pelo governo de estabelecer um teto para o gasto público é "poderosa", uma vez que poderá viabilizar nos próximos anos sua queda como proporção do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, avalia o economista-chefe do banco Safra e ex-Secretário do Tesouro Nacional, Carlos Kawall. Para ele, a criação do teto poderá propiciar queda estrutural dos juros e recuperação de um ciclo virtuoso da economia, com expansão do PIB, alta dos investimentos e redução do desemprego.
"O importante é mostrar uma trajetória que em algum momento a relação da dívida pública bruta ante o PIB convirja para uma estabilidade e depois queda", disse Kawall em entrevista ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real daAgência Estado.
Para o economista-chefe do Safra, foi positiva a decisão de o BNDES transferir de volta para o Tesouro R$ 100 bilhões em dois anos. A medida representará uma queda próxima a 1,5% do PIB da dívida pública bruta no período. "Ao longo do tempo, o BNDES pode até contribuir adicionalmente. Esses R$ 100 bilhões estão perto de 20% dos R$ 500 bilhões que o governo lá colocou depois de 2008", destacou. "O papel principal do BNDES agora não deverá ser prover funding subsidiado. Não dá mais", disse. (Continua no Estadão).