quarta-feira, 23 de abril de 2014

A Copa perdida

Juan Arias, colunista do El País, fala sobre o que o país do futebol ganhou e perdeu com a milionária Copa:


O Brasil ao mesmo tempo já perdeu e já ganhou a Copa, o que não é nenhuma tragédia. Ganhou-a, fora dos estádios, porque o país amadureceu e deseja algo mais do que futebol. Quer uma vida melhor e mais digna, com a Copa ou sem ela.

Perdeu-a porque já não é segredo que o país do futebol chegou tarde, com estádios, além de milionários, remendados na última hora, com possível esbanjamento de dinheiro público, quando a promessa era de que os gastos seriam bancados por empresas privadas. A população, além disso, não obteve vantagens das prometidas novas infraestruturas, sobretudo as de transportes, levadas a cabo nas cidades-sede das competições. E nos aeroportos ainda há obras que deverão ser ocultadas dos turistas.

E como se fosse pouco, observa agudamente Vinicius Torres Freire em sua coluna do jornal Folha de S.Paulo, a Copa, que estava destinada a ser uma ocasião de festa, “teve de ser tratada como operação literalmente de guerra”, já que se anuncia o uso do Exército nas ruas, por temor de protestos violentos, e, segundo alguns, poderá haver uma espécie de “estado de exceção branco” durante o mês da competição. Pode a FIFA governar um país, mesmo que seja só por algumas semanas?

O Brasil estava destinado a fazer a melhor Copa da história, e falta pouco para que acabe sendo uma das mais mal organizadas e mais criticadas até pelos anfitriões. Perdeu-se a Copa antes de disputá-la, algo que, conforme escutei em um ônibus onde viajava gente de classe média, envergonha os brasileiros. Senti no ar o eco da volta do complexo de vira-latas que durante tanto tempo assolou este país grande, rico e de gente invejável por sua capacidade de acolhimento e resistência à dor. A Copa, de certa forma, já foi perdida. (Continua).

A "Copa dos tapumes" da Infraero


A estatal dos aeroportos continua retrógrada, fechada, ineficiente e dispensável. O que se verá na Copa, na maioria dos aeroportos por ela administrados: tapumes e poeira, muita poeira:


A privatização dos aeroportos nunca foi algo bem resolvido pelo governo, uma decisão meio envergonhada. Tanto é assim que, apesar de ser necessária há muitos anos, não foi adotada por FH ou Lula. Somente Dilma fez essa política, e mesmo assim de forma pouco usual: a Infraero continuou com 49% dos aeroportos. Não apita em nada no plano de negócios, mas tem de assumir praticamente metade dos investimentos.

Um dos argumentos para esta situação anômala era a modernização da estatal, umas das mais fechadas, retrógradas e ineficientes do pais. A Infraero, diziam, se transformaria com a “vivência” com os novos parceiros privados.

Especialistas, na época, questionaram esse argumento, lembrando que o caminho para modernizar uma empresa é profissionalizar sua gestão, abrir seu capital e prestar contas com cobrança de resultados.

Mas, no fim, essa foi a solução para o governo, que privatizou na primeira leva de fevereiro de 2012 os terminais de Guarulhos, Viracopos e Brasília. No fim de 2013 foi a vez do Galeão, no Rio, e de Confins, em Belo Horizonte. Sempre mantendo um forte braço estatal.

Bom, passados dois anos da nova gestão dos primeiros aeroportos privatizados, muita coisa mudou. Brasília já inaugurou seu primeiro novo terminal, moderno e com “cara” de primeiro mundo. Guarulhos e Campinas viverão esta experiência nas próximas semanas.

Talvez o prazo não seja o ideal, pois a maior parte dos voos só serão de fato transferidos para as novas estruturas depois do apito final da Copa. Mas esse atraso não parece nada perto do que ocorre nos aeroportos Infraero.

Nas outras cidades sede da Copa, nada mudou. Será a Copa dos tapumes nos aeroportos. Obras estão atrasadas de forma escandalosas, sem que ninguém seja punido, a diretoria da estatal continua a mesma. Pelo atual ritmo, os terminais Infraero não ficarão prontos tão cedo.

Voar, na maioria das cidades do país, ainda é um suplício e uma experiência de desrespeitos em série ao código de defesa do consumidor. A Infraero não aprendeu, mas ensinou ao Brasil que o estatal é ruim e só há esperanças no privado. Era isso que o governo Dilma queria, afinal? (O Globo).


Dilma importa mercenários para "ensinar" a Polícia

A Blackwater, conhecida pelas atrocidades que cometeu no Afeganistão e no Iraque, vem dar lições aos policiais que tratarão da segurança na Copa da Corrupção.

Da Coluna do Carlos Brickman ("As vítimas no poder"):

Parece destino – um cruel destino de que nós, brasileiros, não conseguimos livrar-nos. Na ditadura, os especialistas em interrogatório (também conhecidos como “torturadores”) da Escola das Américas, instituição americana com sede no Panamá, vieram ao Brasil ensinar o que sabiam aos militares brasileiros. Os torturados, os mortos, os mutilados fazem parte de seu legado. E que é que fizeram os atuais governantes petistas, também vítimas dos instrutores internacionais?

Fizeram denúncias fortes, duras, muitas delas comprovadas. E, no poder, trouxeram ao Brasil os mercenários da Blackwater, sucessores privados da Escola das Américas. A Blackwater – que hoje, para tentar desvencilhar-se da fama das barbaridades cometidas no Afeganistão e Iraque, mudou de nome para Academi – foi contratada pelo Governo Federal petista para treinar os grupos especiais de Polícia que devem garantir a segurança da Copa. O pessoal da Blackwater, ou Academi – ou United Secret Services International, outro nome que usa – deve ser competente. A dúvida é: em que área reside sua maior competência? A turma da Escola das Américas era também macabramente competentíssima.

A Blackwater, seu antigo nome, mereceu um interessante livro, A ascensão do exército mercenário mais poderoso do mundo, do repórter Jeremy Scahill. No livro aparecem as ligações da Blackwater com a CIA e com a Halliburton, empresa do ramo petrolífero pertencente à família de Dick Cheney, secretário da Defesa e, mais tarde, vice-presidente da República. A Halliburton opera no Brasil.

O nome das coisas
Blackwater, água negra. Halliburton, ouro negro. Petrobras, águas turvas.

O doutor "horroris causa" e o Dia do Livro


Petrobras do PT é campeã em perdas

Nada resiste à destruidora passagem dos gafanhotos petistas. A Petrobras aparelhada por eles vai de mal a pior:


A conjuntura externa tem sido a desculpa predileta do governo para explicar todos os males que se abatem sobre a economia brasileira. O argumento se aplica desde a alta da inflação até a oscilação do dólar, passando pelo próprio resultado fiscal do Brasil. Os estímulos econômicos que vêm dilacerando as contas públicas brasileiras são resposta à crise internacional, disse o ministro Guido Mantega em inúmeras ocasiões. No caso da Petrobras, não poderia ser diferente. Tanto a presidente Dilma Rousseff quanto a atual chefe da estatal, Graça Foster, alegaram fatores externos como causas da queda do valor de mercado da companhia na bolsa. Até mesmo o ex-presidente da empresa, José Sergio Gabrielli, arriscou dizer em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo que a crise internacional foi a causa dos males da empresa durante sua gestão, digamos, 'exemplar'.

Contudo, os números mostram que o impacto da crise no desempenho da Petrobras na bolsa não foi tão pernicioso assim — e que as coisas pioraram mesmo com a queda da confiança do mercado em relação à empresa e ao Brasil. Entre as dez maiores companhias de energia do mundo, segundo o ranking mais recente da consultoria IHS, apenas a Petrobras acumula queda de valor de mercado entre 2009, quando o mundo sofria o impacto agudo da crise, e 2014. As demais conseguiram trafegar pelos anos difíceis e se reerguer, como mostra o gráfico. A americana Chevron, por exemplo, saiu da terceira posição no ranking das maiores empresas em dezembro de 2008 para a primeira posição em 2014. Curiosamente, em maio de 2008, antes da eclosão da crise, a Petrobras havia conseguido ultrapassar a Microsoft, o Walmart e a própria Chevron em valor de mercado, tornando-se a terceira maior empresa do continente americano, atrás apenas da Exxon e da General Electric. À época, o valor da estatal estava próximo de 500 bilhões de reais. Hoje, está em 200 bilhões. (Continua).

Lulopetismo em guerra


Nesse caso, quem sai ganhando é o Brasil. Viva o canibalismo vermelho. Editorial do jornal O Globo:


Governo e PT tentam de todas as formas evitar que a história muito mal explicada da compra da refinaria de Pasadena pela Petrobras seja investigada por uma CPI no Congresso. Mas os desdobramentos do caso se sucedem, contra os interesses do Planalto e do partido. Dessa vez, foi a entrevista concedida pelo ex-presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, ao “Estado de S.Paulo”, na edição de domingo, em que ele afronta a presidente Dilma ao dizer que ela “não pode fugir da sua responsabilidade” naquele negócio.

Dilma, na condição de presidente do Conselho de Administração da empresa, em 2006, quando era chefe da Casa Civil e Gabrielli, presidente da Petrobras, aprovou aquela operação, que mais tarde se mostraria um “mau negócio", como disse a atual responsável pela companhia, Graça Foster, em depoimento ao Senado, e concorda Dilma.

Gabrielli reage porque é atingido pela acusação da presidente da República de que ela e demais conselheiros deliberaram sobre uma operação, que custaria US$ 1,2 bilhão, a partir de um sumário “técnica e juridicamente falho", redigido pelo diretor Internacional da empresa, Nestor Cerveró, subordinado a Gabrielli. Paira a suspeita de que havia interesse em que a Petrobras fechasse um “mau negócio”, suposição que se torna mais grave quando são lembrados outros projetos cujos orçamentos também chegaram às estrelas (o da refinaria Abreu e Lima foi multiplicado por quase dez). E piora com a prisão do ex-diretor Internacional Paulo Roberto Costa, metido num esquema de lavagem de dinheiro, e colocado atrás das grades pela Polícia Federal.

A entrevista foi respondida por Dilma, por meio do ministro Aloizio Mercadante. A presidente mantém a opinião, por considerar um erro a omissão, no sumário, da existência de cláusulas, no negócio, as quais, se soubesse, não aprovaria a compra: rentabilidade mínima para os sócios belgas e aquisição compulsória das ações da outra parte, em caso de litígio. Gabrielli e Cerveró minimizam o fato.

Disso tudo, sai fortalecida ainda mais a ideia da CPI exclusiva — como deve ser, segundo juristas. E fica mais evidente o choque entre o lulopetismo e Dilma, em torno do passado nebuloso da Petrobras. Não esquecer que a gestão Gabrielli tem como patrono o presidente Lula, de cuja campanha à reeleição, em 2006, o então presidente da estatal participou com estrelinha na lapela do paletó. O conflito dentro de hostes do PT realça, ainda, o aparelhamento da estatal pelo lulopetismo, um combo de que participam sindicalistas e frações fisiológicas de partidos aliados na função de padrinhos de técnicos da casa, um estilo gerencial que marca a administração de Gabrielli.

Espera-se que as investigações da PF sobre o ex-diretor Paulo Roberto Costa, um dos elos naquele aparelhamento, ajude a desenrolar, pelo menos em parte, este novelo. Mas a CPI daria uma contribuição essencial no esclarecimento de desmandos e na defesa do patrimônio da Petrobras.

MP italiano defende extradição do mensaleiro Pizzolato

A decisão do MP surpreendeu as autoridades brasileiras:


O Ministério Público da Itália se manifestou pela extradição de Henrique Pizzolato, ex-diretor do Banco do Brasil condenado no julgamento do mensalão a 12 anos e 7 meses de prisão. O parecer da promotoria italiana pegou as autoridades brasileiras de surpresa.

O caso será agora avaliado pelos juízes do Tribunal de Bolonha em uma audiência que deve ocorrer na segunda metade de maio. Para fontes diplomáticas e pessoas próximas ao processo, a posição do Ministério Público da Itália é um passo considerado como "importante" dado o histórico da Justiça do país europeu de rejeição a pedidos de extradição do gênero.
Pizzolato foi condenado em 2012 pelo Supremo Tribunal Federal por corrupção, peculato e lavagem de dinheiro. Mas fugiu para a Itália antes da execução da pena, com passaporte falso de um irmão morto há 35 anos.
Em fevereiro deste ano, foi descoberto na casa de um sobrinho na cidade de Maranello, norte da Itália, e levado para a prisão de Módena.
Acadêmicos do Brasil e da Itália vinham considerando a possibilidade de extradição baixa, já que Pizzolato também é cidadão italiano e, por tradição, Roma não deporta seus nacionais. Ainda assim, o governo brasileiro encaminhou o pedido. (Estadão).

terça-feira, 22 de abril de 2014

No PSDB, todos com a candidatura de Aécio.


A campanha de Aécio Neves à presidência será lançada oficialmente no dia 14 de junho, em São Paulo. Se dependesse da vontade de milhões de brasileiros, isto já deveria ter ocorrido no início do ano. É necessário pressa para combater a destrutiva máquina petista de moer erário:


Em reunião da Executiva Nacional do PSDB, integrantes da cúpula do partido definiram o próximo dia 14 de junho a data do lançamento oficial da campanha presidencial do presidente da legenda, senador Aécio Neves (MG). O evento será realizado em São Paulo, maior colégio eleitoral do País, e governado há quase 20 anos pelos tucanos. "É uma decisão consensual do partido também uma homenagem ao governador Alckmin e obviamente a importância de São Paulo para essa construção política", disse Aécio Neves, após o encontro, realizado em Brasília.

Na reunião, o vice-presidente da legenda, Bruno Araújo (PE), entregou um manifesto de apoio dos dirigentes estaduais do partido à campanha de Aécio. Sobre quem deverá compor a chapa como vice, Aécio Neves disse que ainda não há uma definição. "Tem mais um assunto ai pela frente. A data é o tempo da convenção." Questionado se a indicação seria de uma mulher, o tucano se afirmou: "Não farei campanha centrada na questão de gênero. O que é preciso são propostas para as mulheres."
Segundo Aécio, os outros partidos que deverão compor a chapa, como o DEM e o Solidariedade, não impuseram nenhum nome. "Eles têm colocado que a decisão deve ser a melhor para a chapa."
Estados. Aécio também falou sobre a situação das disputas em alguns Estados e anunciou que o ex-governador do Ceará Tasso Jereissati será candidato ao Senado. "Temos conversas avançadas com Roberto Pessoa, do PR. Isso já me dá tranquilidade enorme nos principais colégios eleitorais do Nordeste e do País, onde sempre tivemos uma situação muito difícil. ", afirmou Aécio.
O tucano não descartou, entretanto, aproximação com integrantes de partido que hoje compõe o governo federal. "Mas qualquer início de conversa passa pela disposição de dar apoio à chapa presidencial do PSDB." O recado foi dirigido de forma indireta ao líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE), que sem apoio do governo federal na campanha ao governo local pode abrir palanque para Aécio no Estado. Questionado onde estaria como aliado com o PSB, que deverá lançar Eduardo Campos na disputa presidencial, o tucano respondeu: "No coração". (Estadão).

Grupo Anti-Máfia da Itália quer processar Pizzolato, o mensaleiro fujão.

Não faltava mais nada: o ex-diretor do Banco do Brasil, lulista de carteirinha (na foto, ele e "Barba", nos velhos tempos de fundação do partido totalitário), tem relações com a Máfia italiana. Porca miséria! Os tentáculos do lulopetismo estão além das fronteiras:



O Grupo Anti-Máfia da Justiça italiana suspeita do envolvimento do ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, condenado no processo do mensalão, em um esquema de lavagem de dinheiro comandado por um ex-aliado de Silvio Berlusconi Valter Lavitola, e deve abrir um novo processo contra o brasileiro. Em depoimento a promotores italianos, Pizzolato confirmou que conhecia Lavitola, hoje preso em Nápoles por conta de uma amplo esquema de corrupção.

O Estado revelou em sua edição desta terça-feira que a Justiça italiana havia descoberto ligações financeiras entre o brasileiro e o homem forte de Berlusconi. Por enquanto, Pizzolato havia sido ouvido apenas na condição de testemunha. Mas as suspeitas convenceram o MP a aprofundar o caso.
Pizzolato foi condenado no Brasil pelo esquema do mensalão. Mas fugiu para a Itália ainda no segundo semestre de 2013. Em fevereiro acabou sendo descoberto na casa de um sobrinho na cidade de Maranello, no norte da Itália, e levado para a prisão de Módena. No final do mês passado, Pizzolato recebeu a visita de um promotor que colheu seu depoimento, depois que as autoridades italianas descobriram os indícios da relação com Lavitola.
No depoimento, o brasileiro evitou entrar em detalhes e apenas confirmou que conhecia o italiano, que havia morado no Rio de Janeiro. A polícia italiana identificou ligações telefônicas e emails entre os dois suspeitos, no que aparenta ser um esquema de lavagem de dinheiro. No Brasil, Lavitola também manteve relações com doleiros.
Questionado pelo Estado, o advogado de Pizzolato em Modena, Lorenzo Bergami, se recusou a dar detalhes do caso. "Eu não sei de nada sobre esse depoimento", disse. Depois de ser informado pela reportagem que a informação já havia sido publicada no Brasil, ele mudou sua versão e indicou que de fato Pizzolato havia sido ouvido por um promotor. "Mas não sei o que falou. Ele estava sem advogado no momento", explicou. Bergami defende Pizzolato no processo de extradição solicitada pelo Brasil no Tribunal de Bolonha.
Diante das informações colhidas, o promotor encarregado do caso em Nápoles, Vincenzo Piscitelli, vai agora realizar uma segunda rodada de investigações. Pizzolato deve ser ouvido uma vez mais. Mas o Ministério Público da Itália já indicou que as suspeitas são suficientes para abrir um caso contra o brasileiro justamente por lavagem de dinheiro.
As informações que ligam Pizzolato a Lavitola já estavam de posse da Justiça italiana antes mesmo da fuga do brasileiro. Mas seu nome apenas soou o alerta do Grupo Anti-Máfia depois da polêmica sobre sua saída do Brasil.
O nome de Pizzolato apareceu quando o grupo anti-máfia passou a investigar o operador por conta de diversos escândalos financeiros de Berlusconi, principalmente no pagamento de propinas para o governo do Panamá.
Em 2011, Lavitola fugiu para o país centro-americano depois de ser indiciado por intermediar supostas propinas da gigante Finmeccanica para o governo panamenho, avaliadas em US$ 24 milhões. Mas acabou se entregando um ano depois e hoje está detido nas proximidades de Nápoles. Lavitola ainda é acusado de extorsão por supostamente ter exigido do ex-chefe de governo da Itália 5 milhões de euros para manter seu silêncio em relação aos crimes de Berlusconi.
Lavitola agiu, segundo as investigações em Nápoles, como intermediário no pagamento de propinas em diversos setores, sempre em nome de empresas italianas. (Estadão).

Semana decisiva: de olho no STF.

Cidadãos que ainda pensam com independência se preocupam com a decisão do STF sobre a CPI da Petrobras, que o governismo quer melar. Vamos ver se a relatora Rosa Weber cai no conto do vigário  da gigantesca coalizão lulista que quer sufocar a oposição, isto é, extirpar o direito da minoria:

O Supremo Tribunal Federal (STF) deve decidir nesta semana sobre a amplitude da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras. Enquanto a oposição no Congresso pressiona pela instalação de uma investigação exclusiva sobre as denúncias contra a estatal, a base governista tenta ampliar o escopo da CPI e incluir o cartel no metrô de São Paulo e as obras no Porto de Suape (PE) – forma de atingir os pré-candidatos à Presidência Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB).
Os opositores querem convidar o ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli e o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB) a depor, caso a atual presidente da companhia, Graça Foster, não compareça à Câmara, como havia sido acordado. O ciclo de depoimentos é uma tentativa de aumentar a pressão por uma CPI exclusiva para apurar temas negócios suspeitos da Petrobras: a compra da refinaria de Pasadena, a suspeita de pagamento de propina a funcionários da petrolífera pela empresa holandesa SBM Offshore, a construção de refinarias, entre elas a de Abreu e Lima, em Pernambuco, e a entrada em operação de plataformas inacabadas. (Continua).

Reflexão na Praça dos Três Poderes


Racionamento criminoso na Saúde


A desorganização da gestão petista na Saúde já mostra resultados aterradores: há um racionamento inédito - e dissimulado - na distribuição de vacinas e soros para todos os Estados. Com a Copa, a situação se tornará ainda mais grave. O Globo dedica editorial ao tema:


O Brasil conseguiu erradicar doenças como a varíola e a poliomielite com programas de vacinação realizados com êxito durante 40 anos. Os bons resultados em planejamento, organização, método e continuidade garantiram ao Programa Nacional de Imunização um status de anomalia no caótico sistema brasileiro de saúde pública. Exemplo: a prevenção contra sarampo, difteria, tétano e coqueluche alcançou 98% da população exposta.

Agora, a desorganização que prevalece na rede de serviços públicos e drena recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) ameaça contaminar o programa de prevenção a doenças transmissíveis. O país enfrenta um racionamento inédito e dissimulado na distribuição de vacinas e soros a todos os estados.

Sete semanas atrás o Ministério da Saúde jogou a toalha: o governo “tem conseguido atender a distribuição de alguns (produtos) imunobiológicos com regularidade” — confessou a Secretaria de Vigilância em mensagem (Comunicado 59/2014) aos coordenadores estaduais do programa de imunização.

O governo federal centraliza o planejamento, organiza a produção, compra e distribui vacinas e soros. Os estados fazem a partilha aos municípios, que se encarregam da vacinação nos postos de saúde. Na emergência, adotou-se um sistema de cotas. Cidades médias que recebiam oito mil doses de vacina dupla para adultos, por exemplo, estão limitadas a 1.600 doses mensais.

Falhas nas compras e no planejamento de produção, nos últimos 24 meses, levaram ao desabastecimento de 16 tipos de imunizantes. Há casos como o do imunizante do sarampo, caxumba, rubéola e catapora, com possibilidade de recomposição de estoques a partir de maio. E outros, como antidifteria e antitetânica, com suprimento incerto para os próximos meses.

Sem estoques, o governo pediu ajuda à Organização Pan-Americana de Saúde. A Opas aceitou socorrer o Brasil, sem prazos garantidos. Diante da pressão crescente de estados e municípios, que há décadas mantêm uma rotina de vacinação em massa, o Ministério da Saúde adotou dois tipos de resposta-padrão: numa avisa que haverá distribuição “de forma gradativa” quando receber os produtos; em outra, prevê atender à procura “de forma fracionada”. Ou seja, o governo Dilma Rousseff ainda não sabe quando o racionamento de vacinas e soros vai acabar.

Existe um problema adicional: a Copa. O ministério não preparou uma campanha de esclarecimento e de vacinação contra a febre amarela para turistas nacionais e estrangeiros durante os jogos, embora há um ano tenha decidido (Portaria 1.498) que essa vacina é necessária a quem planeja viajar por 80% do território nacional durante o Mundial.

O país não tem registro de casos de febre amarela urbana, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, mas em dezembro o Departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis classificou mais de 3.100 cidades como “áreas com recomendação de vacina”. Incluiu no mapa cinco das 12 cidades-sede dos jogos: Porto Alegre, Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá e Manaus. Ninguém avisou os torcedores — e faltam apenas sete semanas para a abertura da Copa.

Dilma torra 2,3 bilhões em publicidade. Superou até o padrinho.

É a maior despesa desde o ano 2000. Aos governantes, deveria ser proibido gastar com publicidade e propaganda. Governar - e bem - não é mais que obrigação. Editorial do Estadão:


O governo federal gastou no ano passado R$ 2,3 bilhões em publicidade com a administração pública direta e indireta, o que inclui as estatais. É a maior despesa desse tipo já registrada desde o ano 2000, quando começou a ser divulgada.

Assim, a presidente Dilma Rousseff supera seu mentor e padrinho, Luiz Inácio Lula da Silva, cuja Presidência, em 2009, usou R$ 2,2 bilhões para trombetear as reais e supostas conquistas de seu governo. Somente com a administração direta, a despesa foi de R$ 761,4 milhões, também um recorde.
Não terá sido por mera coincidência que, tanto no caso de Lula quanto no de sua sucessora, espantosas quantias de dinheiro tenham sido despejadas no período imediatamente anterior a um ano eleitoral.
Lula teve de ampliar o investimento em publicidade porque precisava eleger um "poste", e não se faz isso sem uma formidável máquina marqueteira. Em 2013, como o "poste" não traiu sua natureza - com a agravante de que mais e mais brasileiros começam a se dar conta de sua incompetência -, o governo repetiu a dose e foi além, atingindo um valor que coloca a administração pública federal entre os maiores anunciantes do País.
Com efeito, o governo Dilma aparece em quarto lugar no ranking do Ibope sobre os investimentos em publicidade em 2013. Supera até mesmo a gigante Ambev, cuja necessidade de disputar mercados - coisa que a maior parte das empresas estatais e o governo não precisam fazer - a levou a gastar R$ 1,8 bilhão.
Sem o carisma de Lula e agora com sua alardeada capacidade administrativa em xeque, em decorrência dos atrasos em obras importantes, dos problemas na administração da economia e dos erros crassos na Petrobrás, a presidente Dilma Rousseff sabe que sem reforçar os gastos com publicidade não conseguirá se manter no Planalto.
A dependência de Dilma em relação à publicidade se comprova não apenas pelos números de 2013, mas pelo conjunto de seu mandato até aqui. Na média do primeiro biênio, o atual governo gastou R$ 1,78 bilhão por ano, 23% a mais do que a média de Lula em seus dois mandatos. Se a comparação for apenas com o primeiro termo de Lula, que gastou, em média, R$ 1,32 bilhão por ano, Dilma é ainda mais perdulária.
Além da despesa exorbitante, o problema é a óbvia utilização político-eleitoral da propaganda de governo, atitude que afronta a lei. A Constituição, em seu artigo 37, estabelece que "a publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas deve ter caráter educativo, informativo ou de orientação social". A publicidade do governo, no entanto, atende a outras finalidades.
Conforme o jornal Folha de S.Paulo, a Secretaria de Comunicação da Presidência argumenta que "em 2013 o governo federal apresentou novas campanhas de utilidade pública voltadas à prevenção de acidentes de trânsito, de combate ao uso do crack e de lançamento do programa Mais Médicos".
Assim, o governo mistura no mesmo balaio utilidade pública com campanha eleitoral explícita, caso da publicidade do Mais Médicos - que usa as mesmas técnicas de propaganda para candidatos e partidos.
O objetivo das peças que "vendem" esse controvertido programa, portanto, não é informar, educar ou orientar ninguém; é simplesmente fazer autopromoção - como se sabe, o Mais Médicos deverá ser o carro-chefe da campanha de Dilma à reeleição e da de seu ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha ao governo do Estado de São Paulo.
O padrão da gastança continua firme neste ano. Conforme a legislação, o teto para a despesa com esse tipo de publicidade oficial em ano eleitoral deve ser a média dos três anos anteriores - que, como se observou, foi substancialmente elevada por Dilma. O site Contas Abertas, que acompanha os gastos públicos, mostrou que, nos dois primeiros meses de 2014, o governo Dilma já despendeu R$ 30 milhões a mais em publicidade do que no mesmo período de 2013.
Para um governo que se diz tão popular e tão competente, e que se jacta de ter revolucionado o País, é estranho que a presidente tenha de gastar tanto em publicidade para mostrar o que realizou.

Dilma não segura a inflação, que vai superar o teto fixado pelo governo.

As projeções indicam que a meta fixada pelo próprio governo vai estourar logo, logo:

Pela primeira vez no ano, a projeção para a inflação medida pelo IPCA em 2014 estourou o teto da meta, limite definido em 6,5%. Segundo o boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, a estimativa saltou de 6,47% para 6,51% entre uma semana e outra. Há quatro semanas, a estimativa era de 6,28%. Para 2015, a previsão ficou estável 6%. Há quatro semanas, a expectativa era de 5,80%.
A previsão de inflação para os próximos 12 meses à frente subiu de 6,12% para 6,07%, conforme a projeção suavizada para o IPCA. Há quatro semanas, estava em 6,20%.
Nas estimativas do grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções, o chamado Top 5 da pesquisa Focus, a previsão para o IPCA em 2014 no cenário de médio prazo também estourou o teto da meta ao passar de 6,49% para 6,59%. Para 2015, a previsão dos cinco analistas recuou de 6,27% para 6,00%. Há quatro semanas, o grupo apostava em altas de 6,57% para 2014 e 6,00% para 2015.
Entre todos os analistas ouvidos pelo BC, a mediana das estimativas para o IPCA de abril aumentou de 0,69% para 0,80%. Há quatro semanas, estava em 0,60%. Para maio, a projeção subiu de 0,45% para 0,47%.
PIB. A previsão de crescimento da economia brasileira em 2014 recuou de 1,65% para 1,63%. Há quatro semanas, a expectativa era de 1,70%. Para 2015, a estimativa de expansão se manteve em 2,00%, mesmo valor há oito semanas.
A projeção para o crescimento do setor industrial em 2014, no entanto, apresentou aceleração; passou de 0,70% para 1,40%. Para 2015, economistas mantiveram a previsão em 2,95%. Quatro semanas antes, a Focus apontava estimativa de expansão de 1,41% para 2014 e de 3,00% em 2015 para o setor.
Os analistas mantiveram estável, em 34,80%, a previsão para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB em 2014. Há quatro semanas, estava em 34,75%. Para 2015, segue em 35,00% há 18 semanas.
Juro. Os economistas mantiveram a previsão para a taxa Selic no fim de 2014 em 11,25% ao ano, há quatro semanas a previsão era a mesma. Para 2015, a mediana segue em 12,00% ao ano há dez semanas. A taxa básica de juros está em 11,00% ao ano desde a última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que ocorreu em abril.
A previsão para a Selic média em 2014 ficou estável em 11,06%. Para 2015, passou de 12,01% para 12,00%. Há quatro semanas, estavam em 10,94% e 11,83% ao ano, respectivamente.
Nas estimativas do grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções, o chamado Top 5 da pesquisa Focus, a previsão para a Selic no fim de 2014 ficou estável em 11,88% ao ano e, para 2015, permaneceu em 13% pela terceira semana consecutiva. Há quatro semanas a projeção era, respectivamente, 11,75% ao ano e 12,00%.
Déficit. O mercado financeiro elevou a previsão para o déficit em transações correntes em 2014. A pesquisa Focus mostra que a mediana das expectativas de saldo negativo na conta corrente este ano passou de US$ 77,00 bilhões para US$ 77,05 bilhões. Para 2015, a previsão de déficit nas contas externas ficou estável em US$ 75,60 bilhões. Há quatro semanas, o déficit estava em US$ 75,00 bilhões para 2014 e em US$ 73,50 bilhões para 2015.
Na mesma pesquisa, economistas elevaram ligeiramente a estimativa de superávit comercial em 2014 de US$ 3,00 bilhões para US$ 3,02 bilhões. Quatro semanas antes, estava em US$ 4,71 bilhões. Para 2015, a projeção se manteve em US$ 10,00 bilhões, mesmo valor de sete semanas atrás.
A pesquisa mostrou ainda que as estimativas para o ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED), aquele voltado ao setor produtivo, ficou estável em US$ 60,00 bilhões em 2014 pela segunda semana consecutiva. Para 2015 segue em US$ 55 bilhões, mesmo valor registrado há sete semanas.(Estadão).

Escândalo Petrobras: ventilador em velocidade máxima no palácio.

Demorou, mas Dilma respondeu a Gabrielli, o preposto de Lula. Cheia de dedos, é claro, pois teme atingir seu mentor. Bene, a foto acima mostra o envolvimento de todos - sem exceção - na Petrobras:


A presidente Dilma Rousseff rebateu ontem a declaração do ex-presidente da Petrobrás José Sérgio Gabrielli de que ela "não pode fugir da responsabilidade" sobre a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. Dilma, por meio de seu ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, reafirmou ter aprovado o negócio em 2006 com base em um resumo executivo que não continha duas cláusulas importantes do contrato.

Para evitar que o conflito se estenda ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de quem Gabrielli é próximo, Dilma aproveitou mais cedo o seu programa semanal de rádio para enaltecer as gestões petistas à frente da Petrobrás.
A entrevista de Gabrielli ao Estado, publicada no domingo, contrariou Dilma por causa da cobrança feita pelo ex-presidente da companhia. Ontem ela acionou Mercadante por telefone e pediu que ele divulgasse seu posicionamento.
"Como já foi dito pela presidente e demais membros do Conselho de Administração da Petrobrás, eles assumiram as suas responsabilidades nos termos do resumo executivo que foi apresentado pelo diretor internacional da empresa", disse o ministro ao Estado. "Este episódio está fartamente documentado pelas atas do conselho que demonstraram que os conselheiros não tiveram acesso às cláusulas Marlim e Put Option e não deliberaram sobre a compra da segunda parcela. Gabrielli, como presidente da Petrobrás à época, participou de todas as reuniões do conselho e assinou todas as atas que sustentam integralmente as manifestações da presidente."
A compra aprovada por Dilma foi de 50% da refinaria em 2006 por US$ 360 milhões. A cláusula Put Option obrigava a Petrobrás a adquirir a outra metade da belga Astra Oil em caso de desacordo comercial, enquanto a Marlin previa uma rentabilidade mínima à sócia devido a investimentos que seriam feitos para que a refinaria passasse a processar óleo pesado, como o produzido no Brasil.
Após uma disputa na justiça norte-americana, o negócio acabou custando US$ 1,25 bilhão à estatal brasileira. Em 2005, a Astra tinha comprado a mesma refinaria por US$ 42,5 milhões. Segundo a Petrobrás, porém, a empresa belga teve outros gastos e teria investido US$ 360 milhões antes da parceria.
A manifestação da presidente expõe as contradições entre as versões defendidas por Dilma e a atual presidente Graça Foster e a gestão anterior da companhia: Gabrielli e o ex-diretor internacional Nestor Cerveró. Dilma e Graça culpam a omissão das cláusulas pelo prejuízo de US$ 530 milhões registrado no balanço da companhia, enquanto Gabrielli e Cerveró atribuem à crise financeira internacional, às mudanças no mercado de petróleo e à falta de investimento os problemas no negócio.
Na entrevista, Gabrielli afirmou que a "presidente Dilma não pode fugir da responsabilidade dela, que era presidente do Conselho" na época. Ele concordou que o relatório preparado por Nestor Cerveró foi "omisso" ao deixar as duas cláusulas de fora, mas afirmou que isso "não é relevante para a decisão do Conselho". O ex-presidente da Petrobrás disse acreditar que o órgão presidido por Dilma aprovaria a compra mesmo se soubesse das duas cláusulas. Na Câmara, Cerveró já tinha feito um discurso na mesma linha de Gabrielli.
Dilma, porém, insiste que o posicionamento seria diferente. Em nota ao Estado no mês passado, ela afirmou que baseou sua decisão em um resumo "técnica e juridicamente falho". Alinhada com Dilma, a atual presidente da Petrobrás sustentou, na semana passada, que a diretoria comandada por ela não teria também dado o aval à compra, que na visão de Graça Foster "não foi um bom negócio". (Continua).

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Aécio reafirma: CPI da Petrobras é exigência dos cidadãos.


Em Ouro Preto, na tradicional homenagem a Tiradentes, Aécio disse que "a CPI da Petrobras é uma demanda da sociedade". É mesmo: todo mundo quer saber por que uma das maiores empresas petrolíferas do mundo quebrou, sob as patas do lulopetismo, a seita ideológica mais corrupta da história brasileira. Notícia do jornal O Globo:


O senador e pré-candidato à Presidência da República Aécio Neves (PSDB) usou a tradicional solenidade em homenagem a Tiradentes, na cidade histórica de Ouro Preto, para reafirmar as fortes críticas que vem fazendo ao governo da presidente Dilma Rousseff (PT). Orador oficial do evento de entrega da Medalha Inconfidência, Aécio evitou nomes, mas em discurso forte declarou que o país não suporta mais escândalos de corrupção. Em rápida entrevista antes da solenidade, ele voltou a comentar sobre a expectativa positiva da oposição em relação à criação da CPI da Petrobras, que nesta semana será avaliada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

— A CPI é uma demanda da sociedade, é um instrumento da minoria. Estamos animados com sua criação.

Em seu pronunciamento, o senador tucano também fez referência à falta de infraestrutura, inflação, violência e da necessidade de novo pacto federativo e reforma política.

— O país também nos exige rigor, responsabilidade e austeridade na condução do estado. Rechaça, e rechaça de forma vigorosa, os escândalos em série, intermináveis e vergonhosos, que nos humilham como povo e reduzem nossa dimensão perante a comunidade internacional. Não é esse o Brasil que queremos. O país nos cobra, exausto e indignado, a necessidade de uma reforma política, onde não haja mais qualquer espaço para a conivência, o aparelhamento, o compadrio, os desvios de conduta e a corrupção endêmica que tomou de assalto o estado nacional — defendeu.

Neste ano, o evento em Ouro Preto homenageou 240 personalidades, entre elas políticos, empresários e membros do judiciário. No grande palanque montado na praça principal da cidade, o presidenciável criticou o aumento da violência nos estados.

— Apesar dos avanços das ultimas três décadas, resultado da contribuição de diferentes líderes e gerações de brasileiros, permanecemos portadores de uma das maiores desigualdades do planeta. Novas crises se acumulam e nos exigem vigilância atenta e disposição à luta. O país assiste, passivamente, um forte recrudescimento da violência em cada um dos estados federados. São mais vidas perdidas do que nas guerras ao redor do mundo. Uma geração inteira de brasileiros se esvai vitimada pela brutalidade ou aliciada pelo crime. Da mesma forma, o país não aceita o regime de insuficiências elevado à enésima irresponsabilidade, que tanto precariza o sistema nacional de atendimento à saúde pública: as filas intermináveis, a espera humilhante, a falta de médicos, leitos, remédios e respeito a quem mais precisa e menos tem — discursou.

Primeiro a discursar, o prefeito de Ouro Preto, Zé Leandro (PSDB), explicitou o tom de campanha eleitoral ao evento.

— Minas Gerais vai eleger o presidente da República — declarou.

Dezenas de PMs foram destacados para fazer o isolamento de pessoas e manifestantes que foram afastados da Praça Tiradentes, onde a solenidade foi realizada. Várias barreiras foram montadas em diversos pontos de Ouro Preto, impedindo o acesso de carros e pessoas ao centro histórico. Apenas grupos de militantes governistas puderam acompanhar de perto a solenidade.

A Medalha da Inconfidência foi criada em 1952, pelo governador Juscelino Kubitscheck, para homenagear pessoas que prestaram relevantes serviços para a promoção de Minas. É a maior comenda concedida pelo estado.

Nos últimos dez anos, a cerimônia já rendeu homenagens a diversas personalidades brasileiras, cada um em seu campo de atuação, desde o ministro Joaquim Barbosa, orador em 2013, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, orador em 2012, até a atriz Fernanda Montenegro, em 2004. (Continua).

STF dirá se vivemos numa democracia ou sob ditadura consentida

A ministra Rosa Weber tem nas mãos o processo da oposição que pede CPI focada nos escândalos da Petrobras, o que é um direito da minoria. Tentando melar a investigação, os governistas, majoritários, querem fazer uma CPI-caixão, e também recorreram ao STF.

Segundo a imprensa, a decisão da relatora Rosa Weber deve sair hoje. A partir de sua resposta, o Brasil saberá se ainda vivemos numa democracia ou sob uma ditadura consentida. As grandes democracias sempre respeitaram os direitos da minoria no Congresso, assim como, fora dele, os direitos das minorias. 

Estrangular a minoria é matar a oposição - e, com ela, a própria política, que é, sobretudo, dissenso, e não consenso.

Lula, o amigão da Dilma.


Tiradentes e a ditadura dos impostos no Brasil

O Instituto Mises Brasil presta homenagem a Tiradentes e aproveita a ocasião para falar da verdadeira "luta de classes" existente no Brasil: a dos pagadores de impostos e dos coletores de impostos. Eis o Estado, que saqueia os cidadãos - e os jornalistas da corte vão lembrar, quase todos os dias, que o prazo para entrega do IR está chegando ao fim. O último dia de abril é o dia fatídico da rapinagem estatal:


Há 222 anos, o dentista, comerciante, militar e ativista político Joaquim José da Silva Xavier era enforcado e esquartejado em praça pública pelo estado.

Seu crime? Defender a independência da colônia de Minas Gerais em relação à Coroa Portuguesa, movimento esse inspirado pela recente independência das colônias americanas. 

A motivação desta "revolta"? A decretação da derrama pelo governo local, uma medida que permitia a cobrança forçada de impostos atrasados, autorizando o confisco de todo o dinheiro e bens do devedor. 

Para onde ia o dinheiro? Para a Real Fazenda, credora de uma dívida mineira que, àquela altura, já estava acumulada em 538 arrobas de ouro.

Quem delatou Tiradentes aos portugueses? Joaquim Silvério dos Reis, um fazendeiro e proprietário de minas que, devido aos altos impostos cobrados pela Coroa Portuguesa, estava falido. 

Qual foi seu prêmio por essa delação? O perdão dessa dívida de impostos. E mais: o cargo público de tesoureiro, uma mansão, uma pensão vitalícia, o título de fidalgo da Casa Real e a "honra" de ser recebido pelo príncipe regente Dom João em Lisboa.

Ou seja, o episódio da Inconfidência Mineira é apenas mais um exemplo da única e genuína luta de classes que existe no Brasil, criada pelo estado: pagadores de impostos versus recebedores de impostos. Ela nos dá uma chance de refletir sobre a natureza dos impostos e do próprio estado. (Continua).

A miséria das "universidades" criadas por Lula



O falastrão que recebeu títulos de doutor "horroris causa" pelo Brasil afora criou "universidades" em tudo quanto é canto. Como estão essas baiúcas hoje? A maioria só tem quadro e giz e professores que precisam fazer também o trabalho de servidores, não contratados. É o caso do "campus" da UFSC em Curitibanos (vejam o gaiolão na foto). Os reitores, que nunca resistiram ao beija-mão dos populistas de plantão, estão pagando caro pelo vergonhoso apoio ao lulopetismo: 

Os professores do campus da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em Curitibanos pedem providência à Administração Central sobre as precárias condições de trabalho que estão tendo que se submeter. Num documento que será encaminhado a Reitoria, os docentes filiados ao Sindicato dos Professores das Universidades Federais de Santa Catarina (Apufsc-Sindical) relatam uma série de problemas enfrentados no dia a dia na unidade.

Segundo eles, faltam recursos humanos para o suporte das atividades docentes. A maioria dos professores lotados no campus atuam também como técnicos de laboratório e de campo para viabilizar as aulas. Eles trabalham na organização das aulas práticas, como também na limpeza do material e do laboratório. Existem no campus quatro técnicos de laboratório, dois destes técnicos estão lotados na área de química e dois na área biológica. “Se for considerado que existem no prédio do campus 11 laboratórios em funcionamento com cerca de 10 horas de atividades acadêmicas por dia em cada laboratório, pode-se verificar que ocorrem 110 horas de atividades acadêmicas por dia. Considerando que cada técnico trabalha oito horas por dia, há uma demanda de 14 técnicos de laboratório. Por isso, o trabalho dos 10 técnicos que faltam está sendo feito pelos professores”, denuncia o documento. 

Os professores reclamam também da falta de espaço para trabalhar. Atualmente o campus conta com 56 docentes, distribuídos em 16 salas, com uma média de 3,5 professores por sala. “Se descontarmos as estações de trabalho, cada professor tem cerca de 2 m2 para trabalhar, guardar seus livros, provas e documentos. Esta situação é particularmente grave, pois tem prejudicado significativamente o atendimento extraclasse dos alunos. Também não há salas para a coordenação dos cursos, o que implicará em uma avaliação negativa dos cursos perante o Ministério da Educação. Além disso, vale ressaltar que as referidas salas não possuem climatização. Por isso, os professores compraram, com recursos próprios, ventiladores e aquecedores, embora as instalações elétricas do prédio não suportem integralmente a carga destes equipamentos”, relatam. 

“Ao mesmo tempo em que as dificuldades existem, cabe ressaltar que esforços que geram resultados de superação são alcançados. Atualmente, segundo o levantamento apresentado no subprojeto encaminhado à comissão interna do CT-Infra, os professores do campus já aprovaram cerca de R$ 3 milhões em projetos de agências de fomento. Vale lembrar que, no que diz respeito a equipamentos, a UFSC tem atendido à maioria dos pedidos feitos e tem dado boa resposta de contrapartida. Porém, aproveitamos a oportunidade para enfatizar que haverá cobranças das instituições de fomento. Neste aspecto a falta da contrapartida da UFSC em relação à infraestrutura afetará, talvez de forma irremediável, a execução dos projetos aprovados. Associado a isso, os professores, incentivados pela Administração Central em visitas realizadas pelos pró-reitores de pesquisa e pós-graduação, tem preparado dois projetos de cursos de pós-graduação. Estes projetos contam, ou pode-se dizer, contavam com infraestrutura para serem viabilizados. Com os atrasos verificados nos cronogramas propostos pela própria UFSC, questiona-se se realmente devemos propor programas de pós-graduação. E passar a considerar que os docentes que atuam no campus, terão suas carreiras comprometidas de forma irreparável, uma vez que, não atuam e nem atuarão em programas de pós-graduação, fundamentais para a completa verticalização do ensino, pesquisa e extensão no âmbito universitário” afirmam os docentes. (Continua).

A Páscoa de uma "dama de blanco" no calabouço dos Castro

Presos de consciência, hoje, só existem em Cuba e na Venezuela refém da tirania castrista. Sonia Garro, católica, 38 anos, passou sua terceira Páscoa numa cela da ilha-prisão por protestar contra a tirania. Artigo de Mary Anastasia O'Grady, editora da coluna das Américas do Wall Street Journal:
Los cristianos alrededor del mundo celebraron el domingo la resurrección de su salvador con servicios de alabanza y reuniones familiares. Sonia Garro, de 38 años, comparte la fe pero, por tercer año consecutivo, pasó el día en un calabozo cubano como prisionera de conciencia.
Garro es miembro de un grupo de cristianos disidentes llamado Las damas de blanco, creado en La Habana en 2003 por hermanas, esposas y madres de presos políticos para protestar de manera pacífica por el encarcelamiento injusto de sus seres queridos. Desde entonces, se ha extendido a otras partes del país y ha sumado muchas reclutas. La creciente popularidad del grupo preocupa a los Castro, que han respondido con una brutalidad cada vez mayor.
El gobierno militar de Cuba nos quiere hacer creer que los hermanos Fidel y Raúl Castro se están "reformando". Para creerlo usted tendría que hacerse a la idea de que Garro y sus hermanas en Cristo no existen. Por supuesto, esa es usualmente la impresión que uno se lleva de reporteros que trabajan en La Habana para medios extranjeros.
Estos han sido invitados al país no para hacerle justicia a la verdad, sino para servir a la dictadura. Por fortuna, hay periodistas cubanos independientes y valientes que siguen contando la historia de las Damas, a pesar de sus escasos recursos.
A principios de 2012, los cubanos aguardaban la visita del Papa Benedicto XVI y las Damas hacían lobby con el Vaticano para que el pontífice les diera una audiencia. Su ruego incansable fue bochornoso para la dictadura, que durante casi una década había golpeado a las mujeres en las calles cuando caminaban a la misa dominical. También hacía quedar mal a la Iglesia, que ya había llegado a un acuerdo con el régimen sobre los términos de la visita. El fin de semana del 17 de marzo, Castro hizo una advertencia a las Damas, colocando a alrededor de 70 de ellas en prisión.
La mayoría de las detenidas, incluida su líder Berta Soler, fue liberada para cuando el Papa llegó a Cuba nueve días después, pero no Garro. Benedicto celebró algunas misas, se tomó fotos con los déspotas y se fue.
Fue una estrategia astuta, que permitió que el mundo viera la liberación de muchas Damas, pero que escondió la continua detención de una de ellas. Garro —pobre, negra y no muy conocida internacionalmente— sirve hasta hoy como un recordatorio constante en los barrios de la furia de los Castro contra cualquiera que se salga del libreto.
Para 2012, Garro ya había experimentado la violencia de Estado. Su historial de actividades contrarrevolucionarias incluía dirigir en su casa un centro de recreación para jóvenes con problemas. Por ello fue golpeada dos veces por turbas del gobierno. En 2010, bajo detención policial, sufrió una fractura de nariz.
Cuando agentes de seguridad la llevaron a su casa para ponerla bajo arresto domiciliario en anticipo de la visita del Papa, fue recibida por una turba enviada para amedrentarla. Su esposo, Ramón Alejandro Muñoz, había trepado al techo de la casa y gritaba arengas contra la dictadura. Dos vecinos se solidarizaron con la pareja. Fuerzas especiales de la policía entraron en acción y asaltaron la casa, disparando a Garro en la pierna con balas de goma. La pareja y los dos vecinos fueron llevados a la cárcel.
Dieciocho meses después, fiscales acusaron a Garro de atentado, desorden público y asesinato en grado de tentativa. Su esposo y un vecino, Eugenio Hernández, fueron acusados de asesinato en grado de tentativa y desorden público. La fiscalía busca una sanción conjunta de prisión de 10 años para Garro, 14 años para Muñoz y 11 años para Hernández.
Cualquiera que alguna vez haya leído sobre los falsos juicios soviéticos reconocerá la intención del gobierno. Los fiscales argumentan que Muñoz y Hernández estaban en el techo y sabían que un policía podría haber muerto cuando le lanzaron objetos para impedir que subiera una escalera para alcanzarlos.
El régimen alega que la pareja había estado planeando disturbios callejeros. Las "pruebas" confiscadas de su casa incluían botellas, machetes, acero corrugado y letreros de protesta en cartulina. El gobierno sostiene que contenedores con combustible encontrados en la vivienda eran cocteles Molotov.
Cualquier artículo casero o chatarra encontrados en una casa pobre de Cuba es considerado un arma cuando el Estado quiere condenar a un prisionero. Según su lógica, también debieron citarse un sartén y una plancha. Con buena puntería, también serían mortales. En lo que se refiere a los combustibles dentro de la casa, la hermana de Garro, Yamilet Garro, le dijo al periodista independiente Augusto César San Martín Albistur, que "los mechones eran para alumbrarse en los apagones que son bastante frecuentes en la zona". Para Castro, los artículos más peligrosos eran los letreros contra el gobierno.
El verdadero crimen de Garro es su negativa a rendir su alma al Estado. Eso la convierte en una cristiana ejemplar pero una revolucionaria terrible. El peligro que ella representa (para la dictadura) es demostrarles a los cubanos cómo ser las dos cosas a la vez. (Cato.org.).