sexta-feira, 24 de maio de 2013

Relembrando Dalrymple: o esquerdismo e a bandidagem.

O psiquiatra e escritor britânico Theodore Dalrymple, que deu entrevista à Veja no ano passado,  aponta para um fato comum na sociedade contemporânea: a desresponsabilização dos indivíduos em relação aos seus atos, criminosos principalmente. É o que acontece no Brasil, onde são todos considerados vítimas da sociedade e, por isso, é justificável qualquer ato, do  assalto ao assassinato. Ora, todo cidadão é responsável por suas próprias ações: bandidos são bandidos, vítima é a sociedade - ao contrário do que pensam os herdeiros de Rousseau, o pai do esquerdismo protetor de delinquentes. Sociólogos e cientistas sociais, esses pretensos intelectuais, são responsáveis pela difusão dessa perspectiva míope e antissocial. Cito dois trechos da entrevista de Dalrymple, que já reproduzi aqui:

O senhor costuma dizer que a influência das teses do suíço Jean-Jacques Rous­seau (1712-1778) prejudicou a noção de responsabilidade no mundo atual. Por quê? 

Rousseau difundiu a idéia de que o ser humano é naturalmente bom, e que a sociedade o corrompe. Eu não sou religioso, mas considero a visão cristã de que o homem nasce com o pecado original mais realista. Isso não significa que o homem é ine­vitavelmente mau, mas que tem de lu­tar· contra o mal dentro de si. Por in­fluência de Rousseau, nossas socieda­des relativizaram a responsabilidade dos indivíduos. O pensamento intelec­tual dominante procura explicar o comportamento das pessoas como uma conseqüência de seu passado, de suas circunstâncias psicológicas e de suas condições econômicas. Infeliz­mente, essas teses são absorvidas pela população de todos os estratos sociais. Quando trabalhava como médico em prisões inglesas, com freqüência ouvia detentos sem uma boa educação formal repetindo teorias sociológicas e psicológicas difundidas pelas uni­versidades. Com isso, não apenas se sentiam menos culpados por seus atos criminosos, como de fato eram trata­dos dessa maneira. Trata-se de uma situação muito conveniente para os bandidos, pois permite manter a cons­ciência tranqüila. Podem dizer que roubam porque não tiveram oportuni­dades de estudo, porque nasceram na pobreza ou porque sofreram algum trauma de infância, entre outras des­culpas. "Enquanto a sociedade não mudar, não se pode esperar que eu me comporte de outra forma", tal é o dis­curso corrente entre os presos.

Por que os intelectuais incentivam esse pensamento? 


Intelectuais são, em geral, pessoas muito desonestas. Eles não pensam em si mesmos como irrespon­sáveis, mas costumam atribuir essa ca­racterística a outras pessoas com gran­de facilidade. Ao criarem explicações sociológicas e psicológicas para des­vios de comportamento, eles acabam por desumanizar os criminosos. Um exemplo disso ocorreu na Inglaterra anos atrás, quando houve uma onda de furtos de cano. Os bandidos envolvi­dos nesses crimes, além de lucrar com isso, realmente gostavam da emoção de furtar muitos veículos em um curto pe­ríodo de tempo. Alguns criminologis­tas e psicólogos, ao analisar o fenôme­no, começaram a dizer que furtar car­ros era uma forma de vício. Sobre essa teoria, produziram-se inúmeros estu­dos, alguns dos quais incluíam até exa­mes de ressonância magnética do cére­bro dos bandidos, para provar que se tratava de uma doença neurológica. Em pouco tempo, os ladrões de carro co­meçaram a me dizer na cadeia que eram viciados em furtar veículos. Eles obviamente não chegaram a essa con­clusão sozinhos. Apenas estavam repe­tindo urna tese produzida por arrogan­tes intelectuais de classe média que desconsideravam o fato de os bandidos serem capazes de escolher entre o certo e o errado independentemente de fato­res externos. Negar sua capacidade de discernimento é o mesmo que diminuir sua humanidade. (Íntegra da entrevista).

Governo catarinense cede novamente aos terroristas

Terroristas, sim. Na se trata de crime comum: os incendiários usam a mídia como qualquer terrorista no mundo. Aqui, toda vez que protestam por alguma coisa - e o MP parece dar mais valor ao que dizem os bandidos do que à população e aos empresários que vivem em insegurança permanente -, conseguem: troca-se diretor de penitenciária e por aí vai. 

Os presidiários suspeitos de ordenarem os incêndios de ônibus devem ser postos em isolamento total. Quanto aos criminosos que, na rua, cumprem as ordens dos chefetes da prisão, só resta uma coisa: já que a PM não consegue resolver o problema, o governo deve pedir ajuda à polícia norte-americana especializada nesse tipo de crime.

O Estado tem que dar segurança aos cidadãos. Aos bandidos, a lei, somente a lei, a dura lei.

A nefasta censura judiciária ao Estadão

Nos tempos da ditadura civil-militar, a censura vinha do Executivo. Agora, vem do Judiciário - e se torna praticamente indiscutível. O TJ-DF tripudiou sobre o cadáver do jornalista Ruy Mesquita, que, nos últimos tempos, cuidava dos editoriais do Estadão. E é justo reconhecer: são do jornal paulistano os melhores editoriais da imprensa brasileira.
A coincidência dificilmente poderia ser mais amarga. Na quarta-feira foi sepultado em São  Paulo o corpo do jornalista Ruy Mesquita, o diretor do Estado que fez história pelo destemor de seu combate pela liberdade de imprensa nos anos de chumbo da ditadura militar. No mesmo dia, em Brasília, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF) enterrou as esperanças de que afinal invalidaria, como tudo levava a crer, a decisão liberticida tomada há praticamente quatro anos pelo desembargador e atual presidente da Corte, Dácio Vieira.
No que decerto foi o golpe mais virulento já desferido desde o restabelecimento da democracia no País contra o direito da sociedade de ser informada dos atos de figuras públicas que firam o interesse coletivo, em julho de 2009 Vieira proibiu este jornal de divulgar as evidências colhidas pela Polícia Federal, no curso da Operação Boi Barrica (depois denominada Faktor), de ilícitos cometidos pelo grupo empresarial de Fernando Sarney, filho do presidente do Senado à época, José Sarney.
No mês anterior, o Estado revelara a existência de mais de 300 atos secretos no Senado. O escândalo atingiu em cheio o mais longevo coronel da política brasileira. O clã que ele encabeça manda e desmanda no Maranhão há meio século. Os seus tentáculos alcançam outros Estados da região, entre eles o Amapá, para onde o oligarca transferiu o seu domicílio eleitoral. Seria uma ingenuidade monumental supor que ele desconhecesse, para não dizer outra coisa, os negócios tidos como irregulares de seu primogênito.
Do mesmo modo, parece pouco provável que a censura prévia ordenada pelo desembargador Vieira, a pedido do empresário, não tivesse sido influenciada por suas duradouras ligações pessoais com o soba maranhense. A mordaça aplicada ao jornal - que está para completar 1.400 dias - foi condenada reiteradas vezes por juristas e organizações representativas da imprensa do Brasil e do exterior. Nesse meio tempo, Fernando Sarney desistiu da ação, o que não o impediria de voltar à carga quando lhe aprouvesse. Também por isso, mas principalmente para firmar jurisprudência, o Estado insistiu no julgamento do mérito da causa.(Continua).

quinta-feira, 23 de maio de 2013

O cartorialismo brasileiro


Experimentem abrir uma empresa no Brasil...

O defensor do terrorista Battisti

Sobre o novo ministro do STF, Luís Roberto Barroso, faço minhas as palavras do jornalista Ricardo Setti, da Veja:

Do que não gosto nem um pouco é o fato, também ressaltado pelo Reinaldo, de o ministro ter atuado em favor do terrorista italiano Cesare Battisti junto ao Supremo. Assassino confesso, procurado por seus crimes pela Justiça de um país democrático e amigo do Brasil como é o caso da Itália, até hoje não me conformo com sua acolhida no Florão da América, como se esse criminoso estivesse sofrendo, na Itália, perseguição política de parte de  um regime autoritário.
Essa decisão cobriu o país de vergonha, nos transformou em uma República de bananas e ter no Supremo alguém que não apenas considera correto o resultado final como também lutou por ele, a meu ver, não engrandece o tribunal.
Especula-se sobre como Barroso atuará no julgamento do mensalão — até o procurador-geral da República, naturalmente instigado por jornalistas, acabou colocando sua colher no assunto.
Não tenho a mais remota ideia. Para mim, o que pesa, no nome de Barroso, é sua postura em favor de Battisti. Para mim, uma mancha no currículo. (Leia o post na íntegra).

Fascismo avança na Venezuela

Moribundo, o chavismo mostra a carantonha fascista:

Com a Venezuela dividida pelas acusações de fraude nas eleições de abril e ameaçado por cisões dentro da cúpula chavista, o pressionado presidente Nicolas Maduro veio a público nesta quarta-feira para incentivar a criação de um novo grupo armado ligado ao governo, as “milícias operárias”. "Ordeno avançar, o mais rápido possível, com o estabelecimento e a organização das milícias operárias bolivarianas como parte das milícias nacionais", bradou Maduro em um ato na Universidade Bolivariana de Trabalhadores Jesús Rivero, em Caracas.(Continua).

"Relações de gênero" na antiguidade? A universidade e seus anacronismos.

O Departamento de História da UFSC realizou concurso público para professores na área de História Antiga e Medieval. Chamam atenção, pelo vistoso anacronismo e pela imprecisão conceitual, os dois pontos sorteados para a prova escrita (5 e 7, constantes do edital, abaixo, em negrito). A que diabos se refere a "circulação na antiguidade", do ponto 5? Circulação de bigas pelas vias romanas ou circulação de mercadorias? Entenda quem puder. O ponto 7 chega a ser patético, ao aplicar conceitos "pós-modernos" como "relações de gênero" à história antiga. Sócrates, Platão e Aristóteles devem ter se virado no túmulo. Será que Xantipa, a mulher de Sócrates, era sufocada pelo "machismo" do filósofo na Ágora, essa praça pública da "sociedade patriarcal"? 

Abaixo, trecho do edital, seguido de post do amigo Paulo Roberto de Almeida, diplomata em serviço nos EUA.

14.1.9.4 – Departamento de História

14.1.9.4.1 – Área/Subárea de Conhecimento: História/História Antiga e Medieval: 1) História Antiga: conceito e periodização; 2) Mito e ritual no mundo Antigo; 3) Artes e pensamento no mundo Antigo; 4) Trocas culturais no mundo Antigo; 5) Trocas econômicas e circulação na Antiguidade; 6) Crenças e vida religiosa no mundo antigo; 7) Vida doméstica, relações de gênero e sexualidade na Antiguidade; 8) Trabalho e produção no mundo antigo; 9) Poder e Lei na Antiguidade; 10) Formas de Organização Política no mundo antigo; 11) Metodologias de pesquisa e produção do conhecimento na Antiguidade; 12) Historiografia e modelos interpretativos sobre a Antiguidade; 13) Fontes e documentos para o estudo da História Antiga; 14) "Ocidente" e "Oriente" nos estudos sobre o mundo antigo; 15) O mundo antigo no ensino de história; 16) Conceitos de tempo e história no mundo antigo; 17) Cultura material: pesquisa e interpretação.

Se eu fosse o Nelson Rodrigues -- um escritor que não tinha medo de chocar e de ser politicamente incorreto -- eu diria que essa questão foi feita por uma militante feminista, mal amada e com desejos de vingança sobre os homens, sobre todos os homens.

Como eu não sou, apenas direi que os formuladores dessa questão não são historiadores, e sim seres patéticos, anacrônicos, absolutamente ridículos nessa transposição de conceitos e temáticas contemporâneas para a Idade Média.

Depois da raiva, ou da estupefação, segundo os casos, vem a confirmação de que, realmente, a universidade brasileira vai afundar no pântano da vastíssima ignorância e da estupidez deliberada, desejada, buscada (e conseguida) de grande parte de seus "profeççoris" de desumanidades.

É para rir ou para chorar?

quarta-feira, 22 de maio de 2013

O insistente ascensorista da Dilma


Vá pastar, Graziano!


A loucura tomou conta da FAO, esse órgão verdolengo da inútil ONU, hoje dominada por tiranetes. Aliás, tem como diretor o petista José Graziano, que chefiou outra iniciativa ridícula do lulismo, o tal de Fome Zero. Agora essa bugrada quer impor o consumo de insetos nauseabundos em lugar da carne. Que vão todos pastar!

A organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) propôs reformar a gastronomia mundial para reduzir a poluição. 

Segundo a proposta tratar-se-ia de comer insetos como besouros. gafanhotos e formigas em vez de carne bovina e porcina, porque o gado é tido esdruxulamente com “aquecedor do planeta”. 

Num relatório de 200 páginas divulgado em Roma, a FAO defendeu que comer insetos beneficia o meio ambiente enquanto o gado consome vegetais e ração demais. 

O diretor do organismo, o brasileiro José Graziano da Silva, ex-ministro extraordinário de Segurança Alimentar e Combate à Fome no gabinete do presidente Lula e ex-responsável do Programa Fome Zero, disse que para combater a fome no mundo grilos e formigas são “essenciais”. (Leia no blog que não tem papas na língua).

terça-feira, 21 de maio de 2013

Esquerdismo e delinquência

O que a analista política Hana Fischer diz do Uruguai vale para todos os países latino-americanos com governos esquerdistas. O que mais cresceu foi, de fato, a criminalidade.
De los gobiernos populistas de la región se han dicho muchas cosas, y han sido ampliamente analizados. Se podría afirmar que ya existe una “tipología” del actual caudillo latinoamericano.
Entre los rasgos principales, se señalan una marcada tendencia hacia un autoritarismo creciente, el culto a la personalidad, el ser un movimiento de masas basado en los “dádivas” gubernamentales, el control casi total de la economía, el centralismo que raya con el absolutismo, y el control de la información y de la opinión por medios directos o indirectos.
Consideramos interesante destacar, que ése es el perfil que ha caracterizado a todos los comunismos y fascismos a lo largo de la historia. Porque hay que tener en cuenta que estos populismos latinoamericanos actuales, son un híbrido entre ambos totalitarismos: su discurso es de “izquierda” (comunista) pero su accionar es de “derecha” (fascista).
No obstante, nos parece que hay una peculiaridad de estos gobiernos que ha pasado desapercibida, y que lo diferencia de los autoritarismos anteriores. Nos estamos refiriendo al desborde de la delincuencia.
Tanto en el comunismo (soviético, norcoreano o cubano), como en el fascismo (ya sea de Mussolini, Hitler o Perón), o las dictaduras militares, la delincuencia en las calles estaba controlada hasta tal punto, que casi se podría decir que no existía. La única amenaza contra la integridad física y los bienes de las personas, provenía del propio gobierno, pero no de gente actuando por “cuenta propia”.
La mezcla rara que caracteriza a los regímenes populistas actuales, es el de un totalitarismo creciente junto con la “jungla” en las calles. Dado todo el poder que han acumulado estos gobernantes, creemos que ése no puede ser un hecho fortuito. Nos da la impresión, que hay un objetivo político que se encubre detrás de ese fenómeno.
Nos vamos a referir concretamente a lo que está ocurriendo en Uruguay, porque es uno de los casos menos conocidos a nivel internacional. En nuestro país, la inseguridad ha aumentado a grados alarmantes desde que la izquierda está en el gobierno, tanto con respecto a la asiduidad de los delitos como por la violencia con la que son realizados. Las modalidades delictivas son cada vez más osadas: ya no se puede caminar con  tranquilidad por las calles por temor a los frecuentes robos; se copan violentamente hogares; uno de los últimos casos que conmocionó a Montevideo, fue el asalto masivo en el estacionamiento de un popular supermercado en la hora pico, que causó pánico entre los concurrentes. (Continua).

Rose do Lula, a protegida de Dilma.


Sem comentários:
A Presidência da República negou ao Ministério Público Federal em São Paulo acesso aos documentos da sindicância instaurada para apurar a participação da Rosemary Noronha nas fraudes reveladas pela Operação Porto Seguroda Polícia Federal. Ex-chefe de gabinete do escritório da Presidência em São Paulo, Rosemary foi denunciada em dezembro por falsidade ideológica, tráfico de influência, corrupção passiva e formação de quadrilha.
Segundo a assessoria do MPF, a subchefia de Assuntos Jurídicos da Casa Civil respondeu que "o chefe do gabinete pessoal da Presidência da República não tem competência para prestar a informação requisitada” e que a lei brasileira determina que pedidos enviados à Presidência da República devem ser feitos pelo procurador-geral da República. O ofício do MPF foi endereçado à chefia de gabinete da Presidência. 
Após a negativa, o MPF afirmou que "tomará as providências cabíveis" e que a recusa representa "sério obstáculo ao pleno conhecimento dos ilícitos". (Continua).

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Médicos cubanos? Humilhação da medicina brasileira.


De Milton Simon Pires, médico intensivista de Porto Alegre e colaborador do blog:

Alguns dias atrás escrevi sobre a responsabilidade de certos colegas sobre a ideia de trazer os cubanos para o Brasil. Mostrei quem eram estas pessoas dentro das faculdades de medicina. Estabeleci o “perfil”, como gostam de dizer os psicólogos, deste tipo de gente e desmascarei a hipocrisia da “new left brasileira”. 

Hoje o recado é mais curto: abrindo uma destas coleções de anúncios comerciais, reportagens sobre o aquecimento global e apologia do homossexualismo que são os jornais brasileiros me deparei com o “comentário perfeito” sobre a vinda dos cubanos ao país. Um sujeito aqui de Porto Alegre que é apresentado como “formador de opinião” disse aquilo que considero uma “pérola” do lugar-comum em termos de manifestação sobre o tema: "tem de haver médicos em todos os locais, até nos indesejados pelos médicos brasileiros. Entonces, que vengan los cubanos. Porque o que importa é a Saúde!"

Querem saber por que uma frase assim é capaz de fazer tanto sucesso? Explico: é porque quem a pronuncia afirma aos brados que qualquer atendimento é melhor do que nenhum! Vocês, que gastaram seu tempo me lendo até aqui, têm dúvida de que isso é verdade? Faço uma proposta para resolver a questão: imaginem que estão às 2h da manhã de um dia de semana, esperando quase 12 horas para serem atendidos numa dessas espeluncas chamadas pronto-atendimentos e com um filho doente nos braços. Pergunto a cada um: vocês acham que seu filho, pai ou mãe (só para não citar vocês mesmos) ficariam conformados com “qualquer atendimento” ou buscariam aquilo que há de melhor na medicina local?

Aí está a resposta – “qualquer atendimento” é melhor do que nada para os “outros”; jamais para nós e nossas famílias, né? Até onde eu sei, para nós mesmos e para aqueles que amamos, queremos sempre o melhor possível. Jamais esqueçam disso quando lerem a escória da imprensa brasileira defendendo, ao lado dos seus patrões federais, a vinda dos médicos de Cuba. Não tenham também a tentação de cair na armadilha daqueles que afirmam algo assim: "mas, meu amigo, nem toda população pode ter o que há de melhor na Medicina a seu dispor". 

Esse tipo de gente não tem o compromisso legal de dizer onde está o “melhor” e quando esse “melhor” vai fazer a diferença. A ralé que defende a importação de médicos não tem o mínimo interesse na vida das pessoas doentes. É aos próprios doentes e aos médicos brasileiros que essa questão diz respeito. Imploro, como médico formado há quase 20 anos: não fiquem contra nós! Vocês não precisam do “papai Lula” e da “mamãe Dilma” para cuidar do vocês quando ficarem com “dodói”. Tudo isso é mentira e desespero político de gente que, no seu delírio comunista, acabou com a estrutura hospitalar do país, que não pode mais esconder que as pessoas estão morrendo, e que nós, médicos, temos MEDO de trabalhar fora das grandes cidades.

Foi provavelmente um médico brasileiro quem primeiro olhou para vocês quando nasceram e que, se Deus quiser, estará com vocês na hora da morte. Não aceitem a mentira do governo federal e dos prefeitos, mesmo que estejam esperando atendimento há anos. Com os cubanos, vocês não terão seus problemas atendidos e a nossa medicina vai ser humilhada perante o resto do mundo..

Otimismo brasileiro? Mera espuma.

É o que diz o Financial Times:

Em seu editorial na edição desta segunda-feira, o jornal britânico Financial Times disse que o otimismo dos brasileiros com relação à economia é “de fachada”. A publicação começa o texto enumerando as boas-notícias que o país recebeu nos últimos dias, como a ascensão do diplomata Roberto Azevêdo à presidência da Organização Mundial do Comércio (OMC), a emissão bem-sucedida de títulos da Petrobras, a oferta pública de ações (IPO, na sigla em inglês) de 1,4 bilhão de reais da BB Seguridade – a maior do ano -, além do leilão de blocos de petróleo, promovido pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) na semana passada. “Contudo, a aparente sensação de bem-estar é uma fachada”, afirma o conceituado periódico na sequência. (Continua).

Até tu, Rose?


domingo, 19 de maio de 2013

Atenção, contribuinte: ministério "Ali Babá" de Dilma devora 58 bilhões por ano.


Como já disse aqui há tempo, só falta um ministério para empatar com os asseclas de Ali Babá. Em termos de ganância, porém, não falta nada. Os gafanhotos petistas tomaram conta dos ministérios da "presidenta" que até hoje só tapa buracos deixados pelo falastrão de Garanhuns. Plano próprio? Ninguém sabe, ninguém viu.

Manter a estrutura e os funcionários das atuais 39 pastas do governo Dilma Rousseff, instaladas na Esplanada dos Ministérios e em outros prédios espalhados pela capital, custa pelo menos R$ 58,4 bilhões por ano aos cofres públicos. Esta verba, que está prevista no Orçamento Geral da União de 2013 para o custeio da máquina em Brasília, é mais que o dobro da que foi destinada ao maior programa social do governo, o Bolsa Família, que custará R$ 24,9 bilhões este ano.

No total, o orçamento para custeio de toda a engrenagem federal chega a R$ 377,6 bilhões, quando são incluídos, por exemplo, órgãos técnicos, empresas públicas, universidades, escolas e institutos técnicos federais. Este valor representa mais do que o PIB (a soma de todos os bens e serviços) de países como Peru, Nova Zelândia ou Marrocos.

A maior despesa nesse bolo é justamente com os salários dos funcionários, tanto os de Brasília quanto os espalhados país afora: o Executivo federal fechou a folha de pagamentos de 2012 em R$ 156,8 bilhões. O número de ministérios passou de 24, em 2002, para 39 este ano. A quantidade de servidores ativos e aposentados também cresceu: passou de 809.975 em 2002, para 984.330 no fim de 2011, segundo dados do próprio governo.

A título de comparação, a verba total destinada a investimentos do governo federal, prevista no Orçamento Geral da União deste ano, é de R$ 110,6 bilhões. Para o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), menina dos olhos da presidente, estão previstos R$ 75 bilhões em 2013. (Continua).

sábado, 18 de maio de 2013

Quem é Lula? "É o maior canalha deste país".


Finalmente alguém deixa as luvas de pelica de lado e diz o que qualquer blogueiro ou cidadão honesto pensa ou diz há anos. Que o PSDB leve isto em conta se quiser, de fato, chegar à presidência:
O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), chamou, há pouco, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de "canalha" ao se referir ao mensalão, durante a convenção tucana que confirmou o senador Aécio Neves (MG) na direção do partido. "Nunca antes neste País foi tão difícil ser oposição ao maior canalha deste país", afirmou em seu discurso.
Perillo usou o termo várias vezes, afirmando ter avisado Lula do esquema de pagamento de mesada a parlamentares em troca de apoio ao governo do Congresso Nacional. "Um dia tiver coragem de alertar a este canalha que no governo dele havia mesada pra comprar deputados e desde então fui escolhido ao lado de Artur Virgílio, José Agripino, Tarso Genro, como seus adversários maiores."
O governador ressaltou sua "solidariedade" a Aécio na campanha de 2014 e pregou a união da sigla. "Vamos provar para o Brasil que somos capazes, que somos competentes, que temos espirito publico, que sabemos administrar o dinheiro público e parcimônia."
Apoios. Com um discurso crítico ao governo, o presidente do Democratas, o senador José Agripino (RN), exaltou o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e disse que o PT colocou "as garras de fora" quando assumiu o Palácio do Planalto. "Enquanto fizeram o que nós fazíamos, levaram o Brasil para frente. Quando sentaram na cadeira e colocaram as garras de fora, imundiçaram-se na corrupção do mensalão que o Brasil, hoje, renega." (Continua).

O pássaro da Dilma


Igualitaristas, esses invejosos.

Quando falam em "justiça social", os igualitaristas estão é de olho gordo no que os outros possuem. A paixão pela igualdade tem conduzido, de fato, à supressão da liberdade individual, sempre em nome do coletivo. Artigo do chileno Axel Kaiser, no site El Cato:
"No tengo respeto alguno por la pasión de la igualdad, que a mi juicio no parece más que envidia idealizada". La cita es del escritor estadounidense Oliver Wendell Holmes y es particularmente útil como introducción al debate en torno a la igualdad. Pues no hay duda de que Holmes tenía razón cuando identificó la envidia como uno de los motores centrales del impulso igualitarista que habita en cada uno de nosotros. Este impulso se encuentra en el origen de esa común identificación entre la idea de igualdad material y la de justicia y es, probablemente, una reminiscencia de nuestro pasado tribal en que la libertad era totalmente inexistente y el individuo se entendía como parte de un todo orgánico dirigido por una autoridad dictatorial que velaba por el bien de la comunidad.
Karl Popper vio en ideologías colectivistas como el marxismo y el facismo, y en la filosofía de pensadores como HegelPlatón Marx, un esfuerzo por volver a ese pasado tribal en que el individuo era aniquilado en función del colectivo. Con el tránsito hacia las sociedades abiertas y complejas, facilitado esencialmente por el comercio, las estructuras tribales fueron gradualmente deshaciéndose y el individuo cobrando cada vez mayor protagonismo. En Occidente, una fuerza central en el triunfo del individuo sobre el colectivo fue el cristianismo, una religión auténticamente individualista que planteó, como ninguna otra antes o después, la idea de que cada ser humano es único y titular de derechos superiores y anteriores al colectivo.
El mismo cristianismo hizo serios esfuerzos civilizadores en orden a limitar los efectos de la envidia. Y es que la envidia tiene el potencial destructivo suficiente para impedir el progreso o derrumbar un orden social. Cuando esta logra presentarse bajo un manto de moralidad —disfrazada de justicia por ejemplo—, y en la forma de una teoría intelectualmente respetable, usualmente termina dominando el clima de opinión intelectual, definiendo el curso de la evolución social hacia el conflicto de clases y el estatismo. Instalado ese ambiente, personas con las mejores intenciones y de intachable integridad caen seducidas por los ecos de cantos tribales que nos invitan a revivir nuestro pasado colectivista. Y puesto que es el libre actuar de los seres humanos lo que origina la desigualdad material, la demanda por mayor igualdad será inevitablemente una demanda por incrementar el poder y alcance de una autoridad central —el Estado—, con el fin de que este limite por la fuerza la libertad individual. Este igualitarismo, que podemos denominar fáctico, es así completamente incompatible con el principio cristiano de que cada ser humano es único y tiene un sagrado derecho a expresar su individualidad en todas las dimensiones posibles. Un Steve Jobs no puede existir en una sociedad que persigue la igualdad material —incluida la de oportunidades— como el fin supremo. (Continua).

sexta-feira, 17 de maio de 2013

O Brasil lulista aboliu a distinção entre público e privado

O lulo-petismo engendrou a mais gigantesca coalizão política da história brasileira - tanto que praticamente já não existe oposição. Satélite lulista, o PMDB está aí para garantir o solapamento dos valores republicanos. O advogado Temer, vice-presidente, é a garantia de que tudo é permitido. Se não há diferença entre público e privado, também não há ética (ver post anterior). Salve-se quem puder nesse acampamento.


Ocupante do segundo cargo mais importante da República, Michel Temer nomeou uma funcionária da vice-presidência para gerenciar seus negócios e interesses particulares no mercado imobiliário.

Desde o dia 19 de março, Gilda Cruz Silva e Sanchez, que dá expediente no escritório da vice-presidência em São Paulo, também é diretora e administradora remunerada da Tabapuã Investimentos e Participações, empresa aberta pelo vice após as eleições de 2010 para cuidar do seu mais valioso patrimônio, um complexo de salas no edifício Spazio Faria Lima, localizado em área nobre da Zona Sul da capital. Segundo os registros da Junta Comercial do Estado de São Paulo, Gilda recebe um pró-labore pelo trabalho de administração. O documento informa que o valor está “dentro dos limites estabelecidos pela legislação do Imposto de Renda”, mas não revela as cifras.


Como secretária do vice-presidente em São Paulo, Gilda tem salário de 7 372,22 reais mensais, pagos pelo governo federal. Ela é responsável por agendar audiências e eventos políticos do vice. A jornada de trabalho de Gilda, conforme os dados públicos do governo, é de quarenta horas semanais. A lei brasileira exige que o funcionário nomeado tenha dedicação integral ao trabalho.

Segundo o artigo 117 do Estatuto do Servidor (Lei 8.112/90), é vedado aos funcionários públicos "participar de gerência ou administração de sociedade privada, personificada ou não personificada, exercer o comércio, exceto na qualidade de acionista, cotista ou comanditário". Gilda não se encaixa nas exceções. Ela não é sócia da empresa de Temer, apenas exerce nela o cargo de administradora.

"Essa proibição da lei vale para os servidores e é ainda mais importante para cargos de DAS [direção de assessoramento superior, como no caso de Gilda], porque são cargos de confiança", afirma o professor Mamede Said, da Faculdade de Direito da Universidade de Brasíila (UnB).  (Continua).

Lula, aquele que não distingue o certo do errado.

O falastrão de Garanhuns é um péssimo exemplo para os jovens brasileiros. Relativista radical por ignorância e má fé, não faz diferença entre o certo e o errado, o lícito e o ilícito, o bem e o mal. Para ele, os criminosos - principalmente os de seu partido - apenas erram. O Estadão enfim percebe que Lula é um sujeito sem ética e sem medida.


Sob o comando de Lula, o PT antecipou o início da campanha presidencial, cuja eleição se realiza daqui a 17 meses, de modo que tudo o que as lideranças do partido e do governo fazem e dizem deve ser considerado de uma perspectiva predominantemente eleitoral. E desse ponto de vista ganham importância as mais recentes declarações do chefe do PT que, do alto de seu irreprimível sentimento de onipotência, anda sendo acometido por surpreendentes surtos de franqueza. No lançamento de um livro hagiográfico dos 10 anos de governo petista, Lula garantiu que não existe político "irretocável do ponto de vista do comportamento moral e ético". "Não existe", reiterou. Vale como confissão.
Lula está errado. O que ele afirma serve mesmo é para comprovar os seus próprios defeitos. Seus oito anos na chefia do governo foram de uma dedicação exemplar à tarefa de mediocrizar o exercício da política, transformando-a, como nunca antes na história deste país, em nome de um equivocado conceito de governabilidade, num balcão de negócios cuja expressão máxima foi o episódio do mensalão.
É claro que Lula e o PT não inventaram o toma lá dá cá, a corrupção ativa e passiva, o peculato, a formação de quadrilha na vida pública. Apenas banalizaram a prática desses "malfeitos", sob o pretexto de criar condições para o desenvolvimento de um programa "popular" de combate às injustiças e à desigualdade social. Durante oito anos, Lula não conseguiu enxergar criminosos em seu governo. Via, no máximo, "aloprados", cujas cabeças nunca deixou de afagar. O nível de sua tolerância com os "malfeitos" refletiu-se no trabalho que Dilma Rousseff teve, no primeiro ano de seu mandato, para fazer uma "faxina" nos altos escalões do governo.
O que Lula pretende com suas destrambelhadas declarações sobre moral e ética na política é rebaixar a seu nível as relativamente pouco numerosas, mas sem dúvida alguma existentes, figuras combativas de políticos brasileiros que se esforçam - nos partidos, nos três níveis de governo, no Parlamento - para manter padrões de retidão e honestidade na política e na administração pública.
O verdadeiro espírito público não admite mistificação, manipulação, malversação. Ser tolerante com práticas imorais e antiéticas na vida pública pode até estigmatizar como réprobos aqueles que se recusam a se tornar autores ou cúmplices de atos que a consciência cívica da sociedade - e as leis - condenam. Mas não há índice de popularidade, por mais alto que seja, capaz de absolver indefinidamente os espertalhões bons de bico que exploram a miséria humana em benefício próprio. Aquela tolerância, afinal, caracteriza uma ofensa inominável não só aos políticos de genuíno espírito público que o País ainda pode se orgulhar de possuir, como à imensa maioria dos brasileiros que na sua vida diária mantêm inatacável padrão de honradez e dignidade.
Não é à toa que as manifestações públicas de Luiz Inácio Lula da Silva, além das manifestações de crescente megalomania, reservam sempre um bom espaço para o ataque aos "inimigos". A imagem de Lula, o benfeitor da Pátria, necessita sobressair-se no permanente confronto com antagonistas. Na política externa, são os Estados Unidos. Aqui dentro, multiplicam-se, sempre sob a qualificação depreciativa de "direita". Mas o alvo predileto é a mídia "monopolista" e "golpista" que se recusa a endossar tudo o que emana do lulopetismo. (Contnua).

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Carta de um médico à filósofa da corte


O médico gaúcho Milton Pires escreveu, em janeiro, uma carta para a filósofa da corte Marilena Chaui (mais ideóloga que filósofa), a mesma senhora que, em  marinelada mais recente (ver post anterior), disse odiar a classe média, que sustenta pelos impostos a cultura pobrista do lulismo, pródiga também com a rapinagem das empreiteiras e do empresariado pré-capitalista.

Prezada professora Marilena Chauí, permita-me uma breve apresentação:  sou alguém que jamais estudou filosofia ou história, que nunca fez nenhum tipo de “mestrado cheeseburger” (ou doutorado sanduíche,como vocês aí da USP dizem) e – agora prepare-se para o pior – alguém que acredita em Deus! Não se ofenda, portanto, professora, se invoco este mesmo Deus, já nas primeiras linhas,  com a esperança de que me ilumine na gigantesca tarefa de questioná-la.

Não passo de um simples médico que mora em Porto Alegre. Aos 43 anos de idade, profundamente magoado com o que se tornou a Medicina no Brasil, eu me tornei um “trabalhador da saúde” e  estudo Filosofia como forma de consolo.

Nos anos 80 e 90 li muitos de seus artigos. Tenho uma boa noção do que venha a ser ideologia, repressão sexual  e discurso competente no âmbito da sua obra.

Algum tempo atrás a senhora proferiu uma palestra em que chamava a classe média de São Paulo de “sinistra”. Mais recentemente, tornou-se disponível na internet um vídeo em que a senhora define a imprensa brasileira como  “obscena” - imagino eu que em função da cobertura dada à Ação Penal 470.

Sabendo que a senhora é profunda conhecedora de Spinoza, faço minhas as  palavras dele  quando  o mesmo diz que “nada estimo mais, entre todas as coisas que não estão em meu poder, do que contrair uma aliança de amizade com homens que amem sinceramente a verdade”.

É sobre este assunto - a verdade -  que vamos tratar, a  senhora e eu,nestas rápidas linhas. Gostaria de começar discutindo a história do Brasil num período em que a senhora me parece especialista – aquele que vai de 1964 a 1985. Imagino que o mais importante, e que deve ficar claro para todos os seus alunos, é que em 1964 vivíamos em plena democracia, tratando-se de uma grande mentira dessa imprensa “obscena” afirmar que, desde 1961, integrantes das chamadas Ligas Camponesas estavam fazendo treinamento terrorista em Cuba e voltando para o Brasil.

Penso também que quando tratamos da fundação do Partido dos Trabalhadores, devemos buscar sua origem na famosa reunião do Colégio Sião em São Paulo no ano de 1980; nunca no absurdo promovido pelo General Golbery do Couto e Silva quando em 1967 resolveu prender alguns de seus amigos e colegas de ensino superior na Ilha Grande junto com marginais comuns. Dessa reunião genial surgiram duas grandes instituições brasileiras – uma foi o Partido ao qual a senhora pertence; a outra o Comando Vermelho.

A senhora deve lembrar desse ano, professora.1967 pertence a uma década em que um colega seu da Alemanha, Herbert Marcuse, encontrou nos marginais um “potencial revolucionário até então ignorado”. Mas, não quero causar constrangimento e por isso vou mudar de assunto. Pegunto-lhe,  com toda sinceridade, se é verdade ou não que o CNPQ transformou-se, a partir de 2003, no CNPQ do B, professora. Alguns amigos meus insistem nessa acusação. Afirmam  que alguns dos seus pupilos  passaram a frequentar esta que a senhora deve considerar atualmente uma das “melhores universidades do mundo” - a New York University (NYU). Saem de lá com teses tão importantes para a universidade brasileira que a nossa chamada “cultura superior” nunca mais será a mesma. Suponho a existência de trabalhos maravilhosos e até fantasio com alguns títulos. Assim, vislumbro a existência de algum PhD que desenvolveu o tema “A influência da masturbação feminina no interior de São Paulo no processo de globalização neoliberal” ou “Poluição Ambiental e preconceito de Gênero no Grande ABC”.

Parabéns, professora, são todos frutos seus.Sustentados pelo governo brasileiro, esses novos intelectuais passam quatro semanas em NY. Durante três delas, nada mais fazem do que tomar café em grandes copos de isopor e puxar o saco de professores gays, ateístas ou afro-americanos (de preferência as 3 coisas juntas) que, ao contrário dos meus verdadeiros amigos  gays, ateístas ou afro-brasileiros  são sustentados pela versão americana do PT – o Partido Democrata, este lixo que faz questão de destruir dia a dia, através do New York Times, da ONU e das ONGS ecológicas, tudo aquilo que a América construiu e conserva de bom.

Para terminar, outro tema que me intriga  é este “tal de mensalão” que a senhora chamou de “distorção produzida pela ditadura (imagino que seja a de 64; não a de Cháves ou Castro) no campo da política”, fazendo ainda questão de dizer que o “mensalão não é uma questão de moral”.

Sobre moral, professora, não tenho condições para discutir com a senhora. Quero porém esclarecer o porquê, já que não desejo “ofendê-la” considerando-a uma pessoal imoral. Eu jamais vou afirmar que a senhora é uma pessoa imoral,  porque eu a considero em outros termos. A senhora, depois de tudo que estudou na vida, depois da importância que alcançou no meio intelectual brasileiro, depois de ter emprestado sua imagem para eleger aquele que representava a última esperança para um povo como o nosso – esta aberração chamada Luís Inácio Lula da Silva – é uma pessoa amoral.

Tudo aquilo que a senhora escreveu nos anos 80 e 90 foi por água abaixo, professora, e agora pertence ao lixo da história. Seus livros, que antes eu encontrava nas grandes livrarias, agora estão mais disponíveis em sebos  porque a senhora, até para quem é leigo em filosofia e história, não passa de uma grande charlatã a serviço do partido mais criminoso de toda história política brasileira.

 É o PT, professora, quem diz o que é certo e errado para a senhora. É ele quem define  o seu conceito de moral e foi ele quem mudou todo o seu discurso. A senhora não tem mais nenhuma salvação, minha cara professora. Seu discurso é o conveniente; sua opção foi pelo mal. 

Em surto ideológico, filósofa da corte diz que odeia a classe média.

Marilena Chaui, a "pensadora" que se ilumina quando Lula fala, disse o diabo da classe média brasileira. Ou ela é milionária ou é miserável. E eu sempre pensei que ela fosse membro da classe média mais privilegiada. Dona Marilena  deve ignorar que quem paga a conta, no Brasil lulista que afaga empresários e dá marmita aos pobres, é justamente a classe média. Cá pra nós, acho que esse surto merece atenção psiquiátrica. De preferência, com psiquiatras do SUS.

A classe média é estupidez. É o que tem de reacionário, conservador, ignorante, petulante, arrogante, terrorista. A classe média é uma abominação política, porque ela é fascista, uma abominação ética, porque ela é violenta, e ela é uma abominação cognitiva, porque ela é ignorante.  

Quando Marilena fala, esperem sempre mais uma "marilenada".

(Leiam também no Implicante).

Réquiem para o "socialismo do século XXI"


Falta até papel higiênico na Venezuela. Os canalhas internacionais, náufragos do marxismo, que lá aportaram com Chávez, já devem estar fazendo as malas. Deveriam é pegar cadeia. Falo de gente como Marta Harnecker e Heinz Dieterich (foto), entre outros. São verdadeiros terroristas intelectuais.
A Venezuela está à deriva. Comandado há quatro meses por um aprendiz de caudilho, que não sabe se governa ou se finge que é a reencarnação de Hugo Chávez, o país enfrenta uma crise tão ampla que começa no governo e termina, vejam só, nos estoques de papel higiênico. Símbolo tão cômico quanto trágico da irresponsável aventura estatista bolivariana, a escassez desse produto é o dado mais recente de uma conjuntura de tal modo dramática que revela toda a perniciosidade do tal "socialismo do século 21".
O governo de Nicolás Maduro anunciou que "a revolução importará 50 milhões de rolos de papel higiênico", para, nas palavras do ministro do Comércio, Alejandro Fleming, acabar com a "campanha midiática" que está promovendo "compras nervosas desnecessárias" do produto. "Vamos saturar o mercado (de papel higiênico) para que nosso povo se tranquilize e compreenda que não se deve deixar manipular", disse Fleming. Para o ministro, "o presidente Chávez deixou uma economia fortalecida". No entanto, os milhares de venezuelanos que se acotovelam diariamente em filas para tentar comprar produtos inexistentes nas gôndolas começam a deixar de acreditar nessa mentira que já dura 14 anos.
Em quatro meses de governo - três como presidente postiço e um como presidente eleito numa votação denunciada como irregular pela oposição -, Maduro não apresentou nenhum plano de longo prazo para lidar com a crise, limitando-se a tentar apagar incêndios, muitas vezes usando gasolina. Maduro prometeu "medidas para impedir uma guerra econômica" contra o país e atribuiu essa guerra ao setor privado, que já está totalmente de joelhos.
No momento em que precisa da união das forças produtivas para tirar a Venezuela do buraco em que o chavismo a enfiou, o presidente afronta os empresários, acusando-os de tramar contra seu governo. Ainda confiando no capital carismático deixado por Chávez, que erode à luz do dia, Maduro parece apostar no caos e na intriga para manter-se no poder. É o caminho mais curto para o desastre, cujos sinais abundam.
A inflação dos quatro primeiros meses do ano aponta para um índice anualizado de quase 30%. Os produtos da cesta básica subiram 10% em abril e 46,7% na comparação com o mesmo mês de 2012. A desastrada política de estatização e de controle de preços travou a produção de alimentos e outros itens de primeira necessidade, tendo como resultado o desabastecimento crônico - cujo símbolo mais impactante foi o de uma fila para comprar farinha de milho em Barquisimeto, na qual os venezuelanos tiveram a senha de espera escrita no antebraço. Para tentar contornar o problema, o governo anunciou um aumento de 20% nos preços da carne, do frango e do leite, além de isenção fiscal a produtores agrícolas, o que é apenas um paliativo num cenário em que produzir continua sendo um ato heroico. (Continua).

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Clonagem a serviço do conhecimento e da vida

O feito dos cientistas norte-americanos certamente atrairá a ira dos patrulheiros da "bioética", que consideram qualquer avanço científico uma invasão do terreno de Deus. Felizmente, somos seres destinados a conhecer.


Cientistas da Universidade de Saúde e Ciência de Oregon, nos Estados Unidos, conseguiram pela primeira vez reprogramar células humanas adultas para que se tornassem células-tronco embrionárias. Para isso, eles utilizaram uma técnica de clonagem, retirando células da pele de um indivíduo e inserindo seu DNA dentro do núcleo de óvulos humanos. O desenvolvimento desse óvulo levou à geração das células-tronco — capazes de se transformar em qualquer tipo de célula do corpo humano e, por isso, esperança para uma série de tratamentos médicos. Segundo os cientistas, elas poderiam substituir células danificadas por ferimentos ou doenças e oferecem esperanças no tratamento contra o Parkinson, esclerose múltipla, doenças cardíacas e lesões na espinha. “Como essas células reprogramadas podem ser geradas com o material genético da célula de um paciente, não há preocupações quanto à rejeição em um transplante”, diz Shoukhrat Mitalipov, pesquisador da Universidade de Saúde e Ciência de Oregon e autor do estudo, publicado nesta quarta-feira na revista Cell. (Continua).

Eles são inimigos da sociedade livre

Num encontro em Porto Alegre,que reuniu Dilma e o falastrão de Garanhuns, já em campanha para 2014, os petistas demonstraram uma vez mais sua ojeriza à liberdade de imprensa (ver post anterior). O lulo-petismo é a encarnação das ideias totalitárias no século XXI, junto com o moribundo bolivarianismo. Que ninguém duvide: se tivessem chance, Tarso "Illich" Genro e Rui Falcão (presidente do PT) não hesitariam em implantar uma ditadura no Brasil. Reafirmo: o muro lulo-petista continua em construção.


O presidente nacional do PT, Rui Falcão, foi mais enfático na crítica à imprensa. Segundo ele, o PT e seus aliados precisam buscar uma nova correlação de forças em nível nacional para garantir uma reforma tributária e do sistema político e para expandir o que chamou de liberdade de expressão. Ele reivindicou a regulamentação dos artigos da Constituição de 1988 que consideram a comunicação como um direito social, “que tarda há décadas”.

— Nossa missão fundamental é a reeleição da presidente Dilma, para que consolidemos nosso segundo grande salto e tornemos determinadas conquistas irreversíveis. Considero que as opiniões não podem ser de pensamento único dos grandes meios (de comunicação) monopolizados. Não é censura, mas não há como aprofundar a democracia com os conceitos dos proprietários e dos acionistas de jornais — discursou.

O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, reforçou as críticas à imprensa e também lançou a candidatura de Dilma à reeleição:

— A oposição está sem rumo e sem projeto. E quando a direita está sem projeto e se vê perdida, apela para a desconstituição da democracia até com atos de força ou para a manipulação da opinião pública por meio de grandes grupos monopolistas de mídia. Tenho certeza que vamos avançar porque estamos bem liderados —afirmou. (Continua).