quinta-feira, 20 de outubro de 2005

Esbórnias "sindicaleiras" na Alemanha


Matéria da Deutsche Welle, assinada por Geraldo Hoffmann, diz que o ex-líder sindical Luiz Marinho, hoje ministro do Trabalho do governo LuLLa, teria se "divertido" na Alemanha às custas da Volkswagen. Transcrevo:

"Os privilégios que a Volkswagen concedia a executivos e representantes de seus empregados valiam também para a subsidiária da montadora no Brasil e beneficiaram, entre outros, o ex-líder sindical e atual ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho. É o que garante o ex-gerente de Recursos Humanos, Klaus Joachim Gebauer, principal acusado no escândalo da Volkswagen, em entrevista publicada nesta quinta-feira (20/10) pelo jornal alemão Die Welt. Em declaração juramentada, ele afirma que na Volkswagen do Brasil havia um sistema de corrupção paralelo ao que está sendo dissecado pela Justiça na matriz da montadora alemã em Wolfsburg.
Segundo Gebauer, também os sindicalistas, integrantes do conselho de fábrica e executivos brasileiros foram beneficiados por "viagens de lazer". "Para as lideranças, tudo era perfeitamente organizado. Com hotéis de luxo e tudo o mais – portanto, também mulheres", disse. Ele citou como exemplo uma visita do ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (SMABC), Luiz Marinho (atual ministro do Trabalho e Emprego), e do ex-diretor do conselho de fábrica Mário Barbosa a uma boate em Wolfsburg, às custas da Volkswagen. "Cinco garotas dançavam sobre as mesas e flertavam com os visitantes, assim como os homens gostam", relatou.

http://www.dw-world.de/dw/article/0,2144,1747063,00.html

2 comentários:

Aluízio Amorim disse...

Escândalos também acontecem na iniciativa privada, tal qual em empresas estatais e na própria administração direta do Estado. Ocorre que na iniciativa privada os acionistas, investidores, não dão moleza. É rua simplesmente, caso sejam descobertos os beneficiários das mordomias.
Num sistema democrático, dentro do modelo liberal formal, escândalos com dinheiro público são descobertos, mas sempre pode ocorrer uma operação abafa. Esta é a diferença. Se o Estado for estruturado nos moldes comunistas, fechados, quem acaba nas masmorras são os denunciantes.
De todos os jeitos, o Estado é sempre pior. É a maior praga que existe.
Vamos ver a a Volks permitirá alguma operação abafa?
Abraços. Aluízio.

Anônimo disse...

Esse Geraldo Hoffmann é, com certeza, o nosso Geraldinho, que trabalhou no Santa e no Estado, lá por 1988 ou 1989... Estou certo?
Abraços
Carlos Damião
P.S.> Lembro-me de uma passagem curiosa envolvendo o GH. Um dia ele me mostrou o contra-cheque. Olhei pro salário dele (líquido) e perguntei-lhe: "Como é que tu consegues vive com essa merreca?". Ele sorriu e respondeu: "Eu faço do jornalismo um apostolado".
Nunca me esqueci disso.