quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

Aborto e redução da criminalidade



Por que a criminalidade foi reduzida drasticamente nos EUA a partir de 1990? Mais policiais nas ruas, mais detenções e penas mais duras (nada de impunidade) contribuíram para a redução em aproximadamente 40 por cento. O grande fator que levou ao declínio da criminalidade, porém, foi uma medida tomada nos anos 70 pela Corte Suprema: a aprovação do aborto. A legalização do aborto contribuiu , sozinha, para metade da queda verificada entre 1990 e 2000. Veio daí um bônus inesperado, segundo demonstrou o economista Steven Levitt, autor de Freakonomics (o lado oculto e inesperado de tudo o que nos afeta), livro que já teve várias edições esgotadas (a tradução brasileira foi lançada pela Elsevier/Campus, do RJ). Para o tema deste post, recomendo especificamente a leitura do capítulo "Onde foram parar todos os criminosos?".

A típica criança impedida de nascer nos primeiros anos da legalização do aborto, diz Levitt, estaria 50 por cento mais propensa que a média a viver na pobreza; teria, igualmente, uma probabilidade 60 por cento maior de ser criada por apenas um dos pais. Uma infância pobre e um lar de mãe/pai solteiro estão entre os mais fortes fatores determinantes de um futuro criminoso (crescer num lar de mãe solteira praticamente dobra a propensão de uma criança para o crime).

Utilizando técnicas estatísticas sofisticadas, Levitt mostra que, no início dos anos 90 - justamente quando a primeira leva de crianças nascidas após a legalização do aborto chegava à adolescência, "época em que os jovens do sexo masculino atingem seu auge criminoso" -, o índice de criminalidade começou a despencar. O que faltava nessa leva, conclui o economista, "eram as crianças mais propensas a se tornarem criminosas. A criminalidade continuou a cair à medida que uma geração inteira alcançou a maioridade, dela excluídas as crianças cujas mães não haviam querido pô-las no mundo. O aborto legalizado resultou num número menor de filhos indesejados; filhos indesejados levam a altos índices de criminalidade. A legalização do aborto, assim, levou a menos crimes."

Observe-se que não há no estudo de Levitt quaisquer critérios morais ou julgamentos de valor. Trata-se de dados científicos, mas isto não impediu que ele apanhasse tanto da direita religiosa quanto da esquerda liberal. A primeira o condenou por atribuir um benefício social ao que, para ela, não passa de um crime; a segunda, por ter associado pobreza e criminalidade - algo "politicamente incorreto".

No momento em que o Brasil reluta em endurecer as regras contra os criminosos, seria interessante ir ainda mais fundo, isto é, por em debate também a legalização do aborto. Filho indesejado, sem família, criado na rua, só pode mesmo cair na marginalidade. Quanto a isto, os dados apresentados por Levitt são esclarecedores (e, ressalte-se: ele não está dizendo que todas as famílias pobres geram criminosos).

Bom, se por aqui já é um escândalo falar em redução da maioridade penal, imagine tocar na questão do aborto...

P.S.: como sempre, o Carnaval vai gerar mais uma leva de indesejados.

34 comentários:

Leticia Braun disse...

Eu não sei por que as pessoas tendem a confundir o Estado com um paizinho amoroso. Talvez seja nossa vocação colonial de sempre. A mãe ensina a gente a fazer cocô no penico e, daí em diante, é com o Estado.
O mesmo acontece com as campanhas de Aids, de violência no trânsito, de vacina contra a gripe. A populaça tende a imaginar que o Estado deve adorar a gente de paixão. Não é. É que se não houver controle, não haverá leitos o bastante para abrigar tanta gente que não precisaria estar lá. Com o aborto é a mesma coisa. "Aprenda a controlar sua procriação, porque a gente não tem como dar conta dessa criança, a não ser que você segure a onda." É isso que tem de ser. Nada mais. Chorumelas morais devem ficar restritas à vida privada. O que, cá pra nós, não é bem o que acontece.

Orlando Tambosi disse...

É isto, Letícia. E cito um trechinho do final do capítulo: "O que o vínculo aborto-criminalidade nos diz é: quando o governo dá a uma mulher a oportunidade de escolha quanto ao aborto, ela em geral pondera corretamente se está ou não em condições de criar bem o bebê. Se conclui que não está, geralmente opta pelo aborto."

Não é preciso dizer mais...

Anônimo disse...

O que você optaria por permitir a seu filho: brincar na casa do amiguinho cujo pai tem uma arma de fogo em casa ou na do amiguinho que tem uma piscina?
-Se optou pelo amiguinho da bela piscina saiba que seu filho corre 100 vezes mais risco de morte que indo para a casa com arma.
É mais um dos incríveis estudos estatísticos do Levitt, publicado no Chicago Sun Times.

raul disse...

Tambosi,

Não sei se você e os leitores acompanharam um interessante debate sobre o paper original. Vale a pena dar uma lida.
Olha o link: http://slate.msn.com/toolbar.aspx?action=print&id=33569

Abraços.

Orlando Tambosi disse...

Os primeiros textos estão disponíveis na página pessoal do Levitt.

Klauber disse...

"a segunda, por ter associado pobreza e criminalidade - algo "politicamente incorreto"."
O engraçado é que eles vivem usando justamente a pobreza e "falta de oportunidades" como desculpa pra criminalidade...

e o meu capítulo favorito desse livro é o que o Anonimo ali em cima mencionou

O Direitista disse...

Tambosi, vc viu isso:
http://la3.blogspot.com/2007/01/crticas-severas-ao-livro-de-steven.html

O Direitista disse...

Ah, e este também:
http://la3.blogspot.com/2007/01/ainda-polmica-sobre-o-aborto-x.html

Anônimo disse...

Na Suécia, as criancas/jovens têm toda a assistência necessária até os 19 anos de idade(educacão de ótima qualidade, contribuicões pagas aos pais, saúde com odontonlogia e psicologia e tudo o mais q precisam, até contribuicões p viajarem se for requisitado e até computador/internet são considerados necessidades básicas). Ainda assim há criminosos!!! POR QUE????

Se fosse uma questão financeira, então não deveria haver criminosos na Suécia, p.ex., e há bastante comparado ao número de habitantes e todo o assistencialismo pago caríssimo pelos contribuintes até para que o mau elemento tenha dinheiro para suas drogas, ainda assim há ladrões e assassinos. Presos em verdadeiras colônias de férias com todo o conforto, mordomias e assistência psicológica e toda aquela ladainha de re-socializacão, quando saem, a maioria volta ao crime.

E aí??? Qual seria o motivo na Suécia???

maroto disse...

Na mente relapsa, preguicosa, irresponsável e assistencialista do povinho do Bananão, o Etsado é o 'pai dos probres' e a sociedade é a 'mãe gentil'.

Sou contra o aborto, acho melhor pagar até 1.000 Reais para cada fdp q se apresentar para esterelizacão, acredito que veríamos filas imensas, mas, nesta altura do campeonato de tantas desgracas, já até concordo com qualquer coisa que estanque esta hemorragia de nascimentos.

Angelo da C.I.A. disse...

Vou usar apenas um argumento "econômico" para me recusar a aceitar o aborto: Eu não quero ficar financiando uma CIRURGIA CARA E COMPLEXA ( coloca em risco a gestante ) para PESSOAS IRRESPONSÁVEIS que saem por aí a praticar o sexo de forma irresponsável.
No mais, realmente quero saber detalhes sobre este estudo. Até porque nos EUA não éliberado o aborto em todo o país. E, ainda uqe seja em um ou outro, será que o número de abortos é assim tão alto ao ponto de influenciar de forma tão grande na redução da criminalidade?
E outra: Eu conheço 3 mulheres que abortaram. NEnhuma dela era favelada. Nenhuma delas o fez por questões econômicas. As três foram meninas mimadas e tomaram a atitude PRINCIPALMENTE por medo de represálias na família e sem conhecimento dos familiares.

Anônimo disse...

Caras e caros,


A edição de fevereiro de Caros Amigos traz na capa uma pergunta-provocação ao “pensamento único”: “quer dizer que a esquerda acabou?”. A reflexão é feita a partir da eleição dos novos presidentes na América do Sul: Renato Pompeu faz uma análise histórica e política da democracia no continente, e Mylton Severiano entrevista Nildo Ouriques, economista e fundador do Observatório Latino-Americano – o primeiro e único instituto dedicado à América Latina em uma universidade pública brasileira. Para Nildo Ouriques, “o espectro político sul-americano se moveu para a esquerda em três direções: antiimperialismo, aprofundamento do nacionalismo e redefinição do Estado latino-americano”. E o economista é categórico: “a saída virá das ruas da América Latina”.

Orlando Tambosi disse...

Angelo,

a decisão da Corte Suprema vale para todo o país.

Direitista,

vi referências no blog De Gustibus, mas ainda não li. Lerei, claro.

Anônimo, a resposta que virá das ruas será o fascismo, que já se ensaia na Venezuela, tão amada pelo meu colega Ouriques...

debora disse...

Angelo,
Independente dos motivos que levaram suas amigas a abortarem, isso é problema delas. Quantos são os rapazes envolvidos ativamente em gravidezes indesejadas (até onde eu saiba imaculada concepção só aconteceu com a virgem Maria), que fogem da responsabilidade de criar um filho? Teria esse tipo de atitude valor moral maior do que a decisão de abortar?
O aborto deveria ser encarado como uma questão de escolha, um problema a ser resolvido na esfera privada, onde estado, igreja e vizinhos não são convidados a meter o bedelho.
É preciso que fique claro que interromper uma gravidez é um direito da muher em relação ao seu corpo, em relação ao seu futuro. Nenhuma mulher vai optar pelo aborto como mais um método contraceptivo - essa é uma decisão muito mais difícil de fazer e que envolve riscos maiores do que escolher entre pílulas e preservativos.
O debate vai continuar vazio enquanto girar em torno dos direitos de alguém que ainda não nasceu em detrimento daqueles conferidos à futura mãe.

Anônimo:
Existe psicopata até na Suécia, acredite.

Professor,
Post irretocável.

Nara disse...

Bravíssimo, Débora. Assino embaixo do que você disse.

F. Arranhaponte disse...

Tambosi, este teu post é importante, por chamar a atenção para o trabalho de Levitt. Conheço bem este estudo. Queria realçar dois pontos que geralmente passam despercebidos:

1) O aumento da população carcerária nos Estados Unidos nos anos 80 e 90 é apontado neste estudo como um fator um pouco MAIOR do que o aborto na redução do crime, especialmente dos assassinatos e crimes violentos em geral. Sendo assim, o aumento do número de presos (que triplicaram ou quadruplicaram, algo assim) é de fato o principal fator da já famosa redução de criminalidade nos EUA nos anos 90

2) No Estado de São Paulo, entre 1999 e hoje, a taxa de homicídios caiu mais ou menos pela metade, o que é um queda por ano MAIOR do que a ocorrida nos Estados Unidos na década de 90, que, como disse antes, ficou célebre na literatura acadêmica mundial sobre crime. Mas ninguém está prestando atenção ainda na queda de homicídios em São Paulo. O detalhe é que, provavelmente não por coincidência, a população carcerária no Estado de São Paulo no mesmo período triplicou ou quadruplicou. Nenhum Levitt fez um estudo quantitativo que possa provar que em São Paulo, como nos Estados Unidos, o aumento da população carcerária seja a principal causa da queda da criminalidade. Ninguém dá bola para números no Brasil, afinal. Mas que tem toda a pinta que foi, tem.

Ricardo Rayol disse...

Tocou num assunto bem espinhoso. Mas estatística é estatística. Sou a favor da legalização do aborto. Ou entao que a Igreja catolica e os evengélicos se toquem e digam que a salvação está em usar preservativos. Ah, e o governo parar de dar esmola pra quem tem uma penca de filhos e nao tem condições de mante-los.

Orlando Tambosi disse...

Obrigado, Arranhaponte,

boa informação esta sobre SP. Por que a imprensa não vai atrás? Apetralhamento das redações? Suponho que vá dar pontos para o Alckmin...

Leticia Braun disse...

Pode crer, Tambosi. Tudo o que São Paulo produz de bom, simplesmente ninguém fica sabendo. Isso eu não perdôo na campanha. O cara sempre bateu nas mesmas teclas, falando as mesmas frases, e não teve ninguém pra entender. Isso porque ele se comunicou em um nível que uma pessoa "norrrrmal" simplesmente não entende. Nesse tópico, ponto pro Lula e pro PT, que não falam nada de consistente mas convencem.

raul disse...

Pois é, Ângelo, o assunto é privado, blablablá, corpo da mulher, blablablá, coitadinha da sofredora, blablablá, mas os ônus são públicos, a saúde é pública, a culpa é pública e o dinheiro, bem, não é de ninguém mesmo. Lógica é isso aí.
Abraços.

O Direitista disse...

Debora, eu sei que é uma tese exótica, mas assassinar um bebê é pior que abandoná-lo sim.

debora disse...

Direitista,
Talvez se vc fosse mulher pensaria diferente. Talvez.

Anônimo disse...

Débora

Não estamos falando de psicopatia, querida, isto é doenca e pode existir em todo lugar, é claro!

A criminalidade tem aumentado na Suécia devido, principalmente, às decadas de governo social-democrata estimulando a cultura assistencialista parasitária e a famigerada 'responsabilidade coletiva', incutindo na mente das pessoas, desde a mais tenra idade, que o indivíduo não é responsável por suas escolhas e acões, além de enfraquecer valores familiares/morais. Família é um mero acaso, não tem o menor valor, o Estado domina tudo e todos.

A atual juventude sueca é composta de pessoas irresponsáveis, desrespeitadoras, malandras mesmo.

Anônimo disse...

JÁ DEBATEMOS SOBRE ABORTO AQUI:

http://otambosi.blogspot.com/search?q=aborto

Leticia Braun disse...

O que acho interessante nesse debate sobre o aborto é a extrema sensibilidade dos que são a favor de manter seu caráter criminoso. Sensibilidade que se esvai quando se vê uma criança maltratada. Não digo apenas aquelas que pedem dinheiro no sinal, mas aquelas que sofrem violência em casa, crianças (isso me enfurece) que aos 3 anos já desfiam graciosamente todo um repertório de palavrões, crianças que são usadas em divórcios litigiosos (Isso me enfurece mais ainda), crianças que já sabem dançar a boquinha da garrafa(exemplo velho).
Não tive filhos, porque não quis mesmo. Acho horrível esse dever que toda mulher tem de "ter de ter filhos", e muitas os têm na base da precipitação, pelos mais variados motivos, inclusive "vou ter logo antes de chegar aos 40".
Isso não quer dizer que eu não ache criança uma coisa sagrada (meus sobrinhos que o digam). Enfim, criança não é pra ter porque é bonito, porque a Igreja falou, porque a avó quer, porque veio sem querer. Criança é pra cuidar, educar, pra ver se ela se torna um ser humano decente, pra que tentemos fazer um mundo decente. Simples assim.

Cfe disse...

Não tive a menor vontade de expressar minha opinião porque não queria ficar sustentando sozinho uma posição contra, como na ltima vez que falamos sobre o assunto. Ainda bem que há mais pessoas que se interessam pelo assunto.

De qualquer maneira o post não trata do direito do aborto como um liberdade da mulher mas a sua utilidade como instrumento para diminuir a criminalidade. Pois então sugiro uma rápida leitura do que o R. Azevedo postou em seu blog acerca do perfil de um dos assassinos: ele não tem o perfil de uma criança que pudesse ter sido abortada pelos pais, e virou crimininoso...

Queria que alguem me explicasse como se pode saber que uma criança no ventre da mãe poderá ser um criminoso quando adulto.

Por Ronaldo Soares e Ronaldo França:
"Até o dia 7, Tiago de Abreu Matos, de 19 anos, levava uma vida como a de qualquer outro jovem da sua idade. Gostava de carros – em especial, Opala antigos –, soltar pipa e sair com a namorada. Sua família é evangélica praticante e mora na melhor casa de uma rua de Madureira, bairro do subúrbio carioca. Concluiu o ensino médio na melhor escola particular da região, onde não era um aluno brilhante, mas estudava o suficiente para passar de ano. Jamais se envolvera em confusão com outros alunos. Para ajudar no orçamento da família, dirigia o táxi do pai. Seu plano para este ano era prestar concurso para a Polícia Militar. Na vizinhança, a família do rapaz sempre foi tida como unida e solidária. Chamado pelo pastor da igreja para ajudar na distribuição de pães em uma favela perto de sua casa, Tiago atendia com boa vontade. Essa imagem de bom moço virou pelo avesso na noite da quarta-feira 7. Tiago foi no táxi do pai com outros quatro rapazes até um cruzamento de Oswaldo Cruz, bairro vizinho a Madureira. Três deles saltaram e interceptaram o carro em que estava o menino João Hélio Fernandes, dando início ao bárbaro assassinato que revolta o país desde então.
O episódio não só revelou um Tiago que nem os próprios parentes conheciam como ajudou a enterrar um mito que a doutrinação esquerdista-tropical propaga: o de que a única e verdadeira raiz da formação de criminosos está na miséria e na desestruturação familiar das camadas miseráveis da população. Tiago não é pobre, e sua família está longe de ser exemplo de desagregação."

Aristokraut disse...

anonimo praticamente disse tudo de pertinente a este assunto. Mais uma estratégia estatizante de inibir a liberdade e a responsabilidade individuais. A destruição e desagregação da família mediante a legalização do aborto. Pena capital para o futuro delinquente uterino [o feto, que, não tenha dúvidas, É GENTE, é acusado e condenado sumariamente, sem direito á defesa, por contribuir para o aumento da criminalidade] em prol do direito da vagabunda [o] da mãe [pai] de não assumir as consequencias dos seus atos assim como para sustentar a cultura da impunidade hore reinante no país. A petralha agradece

Anônimo disse...

Seu blog é muito bom. Fiquei muito tempo sem visitá-lo e, quando retorno, infelizmente, encontro essa tese do Freakonomics.

A lógica de Levitt não devia escapar a quem tem mais que o quarto ano primário: abortar evita criminosos.

Não. Faltam aí duas palavras: abortar "futuros criminosos" evita criminosos.

Matar criminosos atuais produz o mesmo efeito.

Exterminar pobres idem.

Aliás, para quem não coloca de lado o senso de justiça, é fácil ver que matar criminosos que já o são é menos indigno que fazê-lo em relação àqueles que estão por vir.

A tese de Levitt não passa nem em comissão do PT.

Quanto ao fato de o nascituro, desde a concepção, merecer viver (por já estar vivo e humano), basta lembrar que ele é, desde o tal momento, um ser humano completo e acabado, tanto que nada lhe é acrescentado até o dia de sua morte.

A partir daí, matá-lo não é mais uma escolha legítima.

Quanto à mãe que não sabe se poderá criar o filho, que, sabendo desta dúvida, feche as pernas. Se ela não é capaz de conter sequer o mais baixo de seus instintos, como poderá ser capaz de fazer escolhas sensatas, especialmente no que diz respeito à vida e à morte?

Jonathan Malavolta disse...

Pois eu já continuo sendo contra o aborto, até porque legalizá-lo não vai adiantar nada; só vai gerar um índice de crimes muito grande, considerando que aborto é crime; é óbvio, sou a favor de abortos em casos específicos, quando o feto está doente, à beira da morte - ou já morto - pondo em risco a vida da mãe se ficar em seu ventre; ou então em casos de pedofilia - não podemos nos esquecer que meninas de 9, 10 anos já menstruam (portanto, já tem óvulos), sendo possível sua gravidez em casos de estupro, por exemplo! E uma pré-adolescente dessa idade, grávida, é um absurdo! Seria o mesmo que uma criança cuidando de outra criança! E ter um bebê é algo sério; uma menina de tenra idade, no início da pré-adolescência, não tem as mínimas condições psicológicas de cuidar de um bebê ainda - lembrando: um bebê é uma entidade viva, não uma boneca! Fora esses e outros casos extremos, para os quais o aborto é realmente necessário, sou contra o aborto - ser a favor em casos especiais c omo os que citei ou semelhantes não é querer a legalização de um crime escrotamente covarde - tenham em vista que um embrião, um feto, não tem as mínimas condições de se defender de um crime desses!

Anônimo disse...

Me desculpe mas na Suécia o estado
nao domina tudo e todos,isso nao é verdade,suas informacoes nao estao
corretas.

Anônimo disse...

É melhor evitar do que remediar,Ok
O conceito de sexo ainda é uma ma
téria proibída cheia de tabu como feio,sujo e pecado.Quem é quem decide que a mulher pode decidir no próprio corpo?
A escola deve informar sobre o sexo
como uma coisa normal.A ingnorancia é a chave da pobreza.
Com informacoes muito poderia ser evitado.A mulher é quem decide no próprio corpo,isso é questao de respeito e integridade,porque só o
homen tem direito de ter sexo?Também existe camisa de venus,e comprimidos.

MLuisa disse...

"Acredito que nemuma crianca nasce criminoso!"
Todos sao produtos do ambiente onde vive.

Blog do Adolfo disse...

Grande Orlando,

Eu gosto dos artigos do Levit, mas a verdade é que alguns dos dados que ele usou estão sob suspeita. Assim, eu não compraria tanto assim os resultados desse estudo.

Grande abraco,
Adolfo

Anônimo disse...

Na verdade o aborto reduz a criminalidade não porque "os pobres" que cometeriam os crimes deixam de nascer.

Hummm...na verdade não é exatamente por conta disso não...

Eu sei qual é a real razão pela qual o aborto reduz a criminalidade, mas infelizmente não posso falar, porque se falasse eu seria preso.

Para descobrir qual a verdadeira razão pela qual o aborto de fato reduziu a criminalidade nos EUA é preciso primeiro descobrir a que... digamos... "grupo" (não posso falar mais) pertencem duas de cada três crianças que são abortadas naquele país. Depois de se descobrir isto fica bem fácil entender a razão porque abortar "pobres" reduz a criminalidade. Hahahahaha....

Alguém ai acima disse que na Suécia as taxas de criminalidade são altas, apesar do aborto. Bem, na verdade as altas taxas de criminalidade da Suécia não se devem aos suecos, mas sim aos imigrantes. Todos os estupros cometidos na Suécia por exemplo em 2010 foram cometidos por imigrantes da Africa e Oriente Médio.

Os suecos indigenas abortam os seus filhos em massa, mas os malditos imigrantes, estes tem filhos em massa. Obra da maldita esquerda traidora que financia a invasão da Europa e do Ocidente. Os suecos podem portanto abortarem todos os seus filhos que isto não reduziria as taxas de criminalidade.