Aqui o crime compensa, sim.
(E os jornais dormem no final da semana...)
Na sexta-feira, este blog provinciano comentou sobre a decisão do ministro das Orgias, digo, da Previdência, o sindicaleiro Luiz Marinho (ver post), que determinou contagem de tempo para os invasores de terra para efeito de aposentadoria. Claríssimo incentivo ao crime. A bandidagem vai pedir isonomia - uma questão de "justiça".
Pois é, o assunto está no editorial do Estadão de hoje:
Sabia-se que este é o país das penas curtas, dos indultos generosos, da impunidade e também das aposentadorias precoces - irrisórias para uns e polpudas para outros. O que não se podia imaginar é que a leniência com os fora-da-lei e a generosidade com os aposentados chegasse a tal ponto que até os trabalhadores em atividades ilícitas, que implicam sistemático desrespeito às leis vigentes, também terão seu "tempo de serviço" devidamente computado para a obtenção de uma justa aposentadoria. (Continua).
EM TEMPO: não quero insinuar que alguém do nobre jornal paulistano leia o blog, mas digo que está chegando tarde a assuntos que já correm pela internet (como todos os outros diários, aliás). O fato é que os jornais ainda vivem como se fosse no tempo da "imprensa escrita". Tentaram domesticar a internet, mas, continuam saindo atrás. Conclusão: são jornais burocráticos ("repartições" semi-públicas), sem "foncionários" em vigília, ou a formação da bugrada anda mesmo ruim demais... (As duas coisas, certamente). Ah, sim, diante disso, qual a diferença entre um jornalista e um burocrata que bate ponto?








6 comentários:
E como compensa.
um abço professor.
Nada mais me surpreende neste desgoverno...
Lucia Castro
Prof. Muito bom o texto. O que é Homem?
A diferença está na falta de estabilidade no emprego, o que pode fazer do jornalista um mercenário, seja para ganhar o pão de cada dia ou para manter o status quo.
Considerando que o estadão fez aquela campnha imbecil ano passado contra os blogs ... a vingança tardia mas não falhia. ehehehehe
E enquanto isso, na Penitenciária de Mulheres, um doutorado em Letras não é considerado de "interesse da casa" para que o portador, portadora, no caso, receba os 12,5% que lhe são devidos a título de adicional de qualificação. Êta, Grotão dos meus, dos seus, dos nossos santos pecados...
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