sábado, 28 de fevereiro de 2009

Uma enxada para João Pedro Stédile!

O dono do MST - horda que já foi uma grife da classe média no Grotão -, João Pedro "Pol Pot" Stédile, deveria ser brindado com uma enxada, já que defende um mundo contra a tecnologia "capitalista".

Como o revolucionário que pretende ser, deveria morar junto às lonas pretas de seu "exército", ajudando a depredar fazendas, escolas, lavouras etc., ao invés de permanecer em seu apartamento burguês em São Paulo.

Vamos lá, revolucionário, cadê os milhões comidos das verbas públicas? Que tal fazer uma devassa em seu belo apartamento na zona nobre de São Paulo? Você já teve algum emprego, algum trabalho? Sabe alguma coisa sobre o Imposto de Renda?
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43 comentários:

Maria do Espírito Santo disse...

Quem conhece o quadro "Hora do Angelus", de Millet?

Era o quadro predileto de Van Gogh e como pintura é belíssimo, mas na atual conjuntura é apenas inimaginável!

E o João Pedro fica querendo convencer a quem que isso tem cabimento no mundo atual?
Morando num apezão em Sampa e tirando sarro com a cara de todo mundo... É mole?

Bem que o Spon poderia fazer uma paródia do quadro do Millet e no lugar da figura masculina botar o João Pedro no papel de humirde campesino...

Chesterton disse...

O stedile é um gângster que chefia uma organização mafiosa, cobrando taxas de proteção em nível nacional.
Matam quando contrariados. Deram asas a corvos, agora aguentem as picadas nos olhos.

Maria do Espírito Santo disse...

Creda pra picadas nos olhos!!!
Nos olhos ou no fígado que eu não sou Prometeu nem nada!

Deram asas?! Deram quem, cara pálida?

Os petralhas dão asas bilhonárias pra o Stédile e nossos olhos é que serão picados pelos corvos de Poe?!

Chesterton disse...

Dona Maria, vai lavar um tanque de roupas!

Anônimo disse...

O fato de que esse "kamarada" - e tantos outros que lhe são afins no país dos petralhas - estejam fora da cadeia é uma demonstração inequívoca de que não estamos mais sob o império das leis.

Maria do Espírito Santo disse...

Como, meu senhor e amo?!

Lavar um tanque de roupas? Já estou indo, Chestertinho, já vou, já vou...

... Mas... O que foi isso, querido?! Suas cuecas estão todas cagadinhas, cagadinhas... Tudo bem, meu bem... Eu lavo direitinho...

É que... Desde quando você começou a fazer popô na calça, querido?
Ah... Não se sinta assim tão humilhado não...

Acontece, Chestertinho... Acontece com qualquer um!

Meu queridinho fez popozinho nas calças? Ô dó...

Vou lavar direitinho, viu, bem? E ninguém vai ficar sabendo disso não, tá bom?

Será um segredinho só nosso...

Chesterton disse...

Agora seca tudo, Dona Maria. Lembra de quando a senhora era petista?E que foi salva pelo Tambosi? Pois é, naquele tempo deu asas a corvos sim senhora. Depois de secar, passa.

Maria do Espírito Santo disse...

Mea culpa, mea maxima culpa, meu amo e senhor...

Depois de secar e passar, será que o meu senhor não quer que eu leia um capítulo de Finnegan´s Wake, no original, para que vossa excelsa e culta figura possa me corrigir nos meus erros relativos ao inglês britânico?

O professor Orlando Tambosi me salvou? Não nego que deu um leve empurrãozinho não... Mas a minha vera salvação adveio de meu amo e senhor Chesterton!

Lembra-se daquele dia em que me flagrou alimentando os corvos com milho híbrido? Lembra do castigo que me deste? Refrescar-lhe-ei a memória: mandaste-me esfregar todo o chão de nossa casa com a língua!
E eu assim o fiz, meu amado! E em que pese a terrível pena, fui currada, digo, curada!

Nunca mais disse asnices apetralhadas depois da terrível e merecida pena imposta a mim por vós, meu amo e senhor!

A vós devo todas as loas!

By the way... O que devo fazer depois de secar e passar todas as roupas que há pouco estavam no tanque?

Chesterton disse...

guarda tudo no armário e está dispensado por hoje.

Orlando Tambosi disse...

E o Grotao é o que é.

Maria do Espírito Santo disse...

Estou dispensadO?!

Não seria dispensadA, meu amo e senhor?!

O Grotão é o que não é, Tambosi... O Grotão é o não-ser parmenídico em forma de país!

Orlando Tambosi disse...

Estou com a
MARIA!!!!

Ercy Soar disse...

Maria,
causas-me frouxos de riso... às custas de Mr. Chester-ton.
Quanto ao Stédile, ele que vá pro inferno, haver-se com o Cão, o Coisa-Ruim, o Arrenegado, o Pé-Preto, o Tisnado, o Não-sei-que-diga... que deve ser parente dele, está (literalmente) na cara! Não está?

Anônimo disse...

" Chesterton disse...
Agora seca tudo, Dona Maria. Lembra de quando a senhora era petista?E que foi salva pelo Tambosi? Pois é, naquele tempo deu asas a corvos sim senhora. Depois de secar, passa.

18:17"


É isso mesmo,prezado Chesterton!

Essa Maria não se emenda mesmo,infelizmente!Além disso tudo,é vassala do Tambosi!O Tambosi já pode abrir a SUA igreja,kkkkk

Fábio Mayer disse...

Se derem uma enxada para esse indivíduo ele não saberá nem por onde pegar.

Maria do Espírito Santo disse...

"Mariááááá, o teu nome principia, na palma da minha mão,
E cabe bem direitinho dentro do meu coração, Maria...

Mariáááá, de olhos claros como o dia, como os de nosso Senhor,
E ao vê-los de pertinho fiquei perdido de amor,
Maria...

A todos os que me adoram, pelo direito e pelo avesso, dedico esta letra, com muito carinho, viu, queridos?

Mas gentem... Vamos voltar ao foco do post?
Eu sei que todos vocês me amam, tanto os que "gelam quanto os que se inflamam", porém...

O post não se chama Viva Maria No Céu ou no Inferno, não...

Estou com a bola toda, hein? Assim minha imensa modéstia vai acabar indo pras cucuias...

Orlando Tambosi disse...

O tema do post não é Maria (que merece um, é claro), mas o facínora dos lonas-pretas.
Vamos lá, pau no Pol Pot!

Maria do Espírito Santo disse...

Talvez o Ercy Soar possa responder à pergunta "psiquiátrica" que vou fazer:

Por que será que não existem serial killers de vulto no Grotão?

É incrível que até o banditismo por aqui seja tão chinfrim! Não temos nem psicopatas com a complexa cabeça louca que os caracteriza!

O golpismo e a safadeza que reinam nestas grotas grassam por debaixo de lonas pretas... Que falta de sofisticação!!!

Os crimes contra o patrimônio público são óbvios e mesmo assim o jogo de empurra-empurra pra fingirem decidir se é crime ou não atestam a precariedade ao respeito às leis e às instituições democráticas.

Herança da rapinagem colonial portuguesa? Parece ser... Ai de nós se não fossem os imigrantes alemães, italianos e japoneses que vieram pra essa terra para trabalhar e trabalharam!

País do crime mambembe, cheio de tramóias e trapaças toscas!

Roubar por aqui é o que há de mais fácil! E mais fácil ainda encontrar justificativas ideológicas para toda e qualquer bandalheira!

O Tambosi é terráqueo e eu de lunática quero me transformar em cidadã intergalática!

Anônimo disse...

MARIA:

Acho que tenho uma resposta para a sua "pergunta psiquiátrica". Os que poderiam vir a se converter nos "serial killers" do Grotão migraram todos para a política. Já notou que os políticos, em geral, têm fortes traços psicopáticos? Não vêem, não ouvem nem se importam com nada do que se passa ao seu redor. Crimes, para eles, não passam de "erros", e, criminosos, de "aloprados". Só pensam naquilo, ou seja: em palanques, eleições, financiamento ilícito de campanhas, aparelhamento da máquina pública, tráfico de influência, cargos, verbas, propinodutos, mensalões, cofres públicos, dólares na cueca, dossiês, cartões corporativos, negociatas, e por aí afora... Surprendidos em alguma maracutaia - monstruosa ou não - negam tudo, exigem provas do tipo "batom na cueca", detonam CPIs, correm pro foro privilegiado e, se nada der certo - o que é muito improvável "nesçepaíz" - escapam pelo decurso do prazo, para logo voltarem a atacar novamente. Em série, como convém a bons "seriais".

Não, não é que faltem "serial killers" no Brasil, MARIA. Eles só arranjaram um jeito melhor de ganhar a vida!

Orlando Tambosi disse...

Anônimo, você estraçalhou! Nossos serial killer estão no poder mesmo!

Cfe disse...

"Por que será que não existem serial killers de vulto no Grotão?"

Mas são tantos!

Como é que o país campeão de homicídios mas com uma taxa de resolução de crimes absolutamente ridícula, em torno de 1%, poderia por a descoberto seus tarados?


Não duvide: eles andam por aí. Tanta morte convida a festa, não é?

Maria do Espírito Santo disse...

Aqui, Anônimo... Na boa...

Quem começou com a lambança fui eu: ficou parecendo que anseio por serial killers nacionais, autênticos e carnificínicos assassinos made in Grotão.

Não é por aí... O que eu queria dizer é que cada país tem seus criminosos típicos (assim como danças folclóricas, pratos regionais e outras "curiosidades culturais...").

Migração de serial killers? Não há como!

Lamentando o tom estapafúrdio típico dos tais lamentáveis "estudos culturais", eu diria que cada cultura tem suas manifestações particulares, e os crimes não escampam do campo dessas manifestações, independentemente da globalização, por enquanto, no que diz respeito às culturas, ainda bastante incipiente.

E os crimes grotônicos são primários, são óbvios, são patéticos.

Vê lá se haveria chance de brotar em solo germânico um João Pedro Stédile! Jamais!

Os criminosos são serem dedicados à burlar a lei, de acordo?
Ora, num país onde a lei prevalece, suponho ser correto afirmar que os criminosos desse suposto país terão mais trabalho no nada edificante exercício de alcançar suas ambições, por suposto.

Aqui, no Grotão, portanto, os criminosos não precisam dar tantos tratos à bola assim porque é fácil ludibriar o povo, via políticos e outras autoridades públicas.

É ou não é?

Não faço apologia dos serial killers não. Faço apologia da inteligência... E... É claro: danço.

CFE,

A técnica é tudo...

Uma coisa é assassinar; outra, é fazer isso em série e com requintes de crueldade e sofisticação nos métodos.

Uma coisa é um banquete sob a égide da rainha Elizabeth. Outra é um PF em Belfort Roxo.

Maria do Espírito Santo disse...

Sorry, Tambosi, mas o Grotão jamê produzirá "serial killers" com selo de qualidade!

E o Anônimo não estraçalhou coisa nenhuma: a mente de um vero serial killer é incompatível com o meio grotônico.

Putz... Cês são cegos?!

Anônimo disse...

Sinto muito, MARTA, pois a culpa foi minha. Mas não tive a intenção de confundir o seu espírito, sempre tão lúcido, brilhante... santo! Apenas me vali de uma pergunta sua para, de forma analógica - e irônica - dizer algo a respeito da psicopatia reinante no cenário político do Grotão, particularmente depois que o desgoverno do Foro de São Paulo passou a dar as cartas por aqui. Podem não ser "serial killers", mas são loucos daqueles que, como dizia Shakespeare, têm método. Nada além disso, está bem? Um abraço.

Anônimo disse...

Desulpe-me mais uma vez, agora pelo erro de digitação do seu nome!

Maria do Espírito Santo disse...

O meu Espírito é só um nome, nada mais.

E há os que acrescentam a ele adjetivos elogiosos ou pejorativos, dependendo da inteligência do manifestante.

Quanto à ironia, não basta declará-la; é preciso, antes, exercitá-la, de preferência, é claro, de modo elegante e eficaz.

Ercy Soar disse...

Maria,

pelo jeito nao faltam respondedores à sua pergunta, entre os quais, vc mesma! É claro que existem perguntas que mais servem para afirmar do que interrogar. Concordo e assino embaixo dos intentos até aqui realizados.

Pra nao ficar devendo, entretanto, vou tentar acrescentar um pitaco.

Os serial killers geralmente apresentam um componente de perversão sexual muito forte. Nota-se que nas sociedades anglo-saxãs, onde eles abundam, há um quê sádico muito mais evidente, inclusive nas práticas sexuais mais disseminadas. Nao é muito mais fácil imaginar um magistrado inglês levando chibatadas de uma dominatrix, do que um brasileiro? Há quem ache que a licenciosidade, a explicitidute da sexualidade brasileña (vamos falar mais claro: as bundas de fora), contribua para a sublimação dos impulsos sexuais de maneira menos agressiva. Além disso, tenho tido a oportunidade de tratar pessoas daquela origem, e há resquícios evidentes de uma repressão vitoriana da sexualidade muito mais feroz, apesar de nossa latinidade, do que em nosso meio. Nesse território, parece que a cultura calvinista consegue ser ainda pior que a católica.
Tentei...

ps. e devo agora digitar "bumbi" para postar o comentário. Isto é perversao também, ou só coisa da minha cabecinha???

Maria do Espírito Santo disse...

Ê, Lelê! Hoje é meu dia de sorte: alguém por aqui, como o Ercy, que fala fluentemente o "psicanalês"!

Bueno... Até onde pude entender as sublimações dos indivíduos grotônicos tendem a ser mais suaves devido à menor repressão dos instintos sexuais.
Será que essa menor repressão sexual é a responsável também por um menor investimento nas sublimações via trabalho?

Pergunto, então: a mentalidade reinante na pátria-mãe England do em outras eras recém-nascido capitalismo é a responsável pela geração de serial killers tanto quanto pelo geração de riquezas?

Sexualidade e capitalismo... Uau!!! Este tema dá pano pra manga, né, não?

Ercy Soar disse...

Maria,

vc está me colocando numa saia curta. E olha que esse negócio de usar saia é coisa lá pros escoceses, com o que voltamos aos ditos cujos de quem falávamos.

Mas, deixando saias e saiotes pra lá, acho que nos grotões a indiarada nem precisa sublimar o sexo, e por isso faz filhos em pencas. No mais, ou é trabalho ou é robalheira. Aqui, deve ser por conta da nossa 'cordialidade' (no sentido buarquiano), gostamos mais de resolver as coisas na base da boa negociação (jeitinho, mesmo).

Mas nada como a promessa de recompensa eterna pra fazer o povo trabalhar!!! Nos grotões, no caminho da boa e santa igreja católica, basta ser pobre e rezar pro padin ciço todo dia.

Isso que eu chamo de sociologia selvagem... Quer mais? Chama o Marcuse que ele tem pra dar.

Cfe disse...

Maria,

A minha tese é ser impossível saber se o Brasil tem serial kilers ou não porque praticamente nenhum crime é resolvido, tendeu?

Maria do Espírito Santo disse...

Saia curta, talvez, mas justa jamais, Ercy!

O homem do cordis cordial sergiobuarquiano é algo entre o fabuloso e o fabular... Eu não creio em homens cordiais, pero que los hay, hay...

O capitalismo é a apoteose do "liberou geral"... É ou não é?
Penso, portanto, que o povo "pai-e-mãe" que gerou esta modalidade de "relacionamentos" econômicos se privou de farras e surubas mis de natureza sexual passando a extrair uma outra espécie de mais-valia-prazerosa no troca-troca de mercadorias, no comprar, vender, estocar, importar e exportar.

Toda atividade comercial é ou não é uma sublimação de natureza "normal" das atividades sexuais? Toma-lá-dá-cá e vamo que vamo, em meio a lucros e a eunucos...

CFE,

objetivamente o Grotão não tem serial killers de vulto. O campeão nesta modalidade é, sem dúvida, os Estados Unidos.

E há outra curiosidade que me intriga: são raras, pra não dizer raríssimas, as serial killers mulheres!

E que as feministas exacerbadas não nos ouçam! Era só o que nos faltava, caso elas resolvessem se "igualar" aos homens neste pérfido quesito!

Ercy Soar disse...

justamente, vc roubou a palavra da minha boca. e isso pode roubar!

pra quê marcuse qdo se tem maria? é um mar só... hehehe

du ladu di cá, nóis num sabe mais nóis parpita.

Ercy Soar disse...

E que as feministas nos ouçam: há (pelo menos) uma diferença!!! graças a deus!!!

As neurociências já apontaram, na verdade, muitas. Mas quando chega aí, é um gritedo só. Portanto, nem vou falar disso.

Mas como não resisto, já basta o quanto de testosterona faz a mulher sentir tesão. Muito mais dá em serial killer...

Maria do Espírito Santo disse...

É mes...

Deus nos livre de Serial Krikas, né, não, Ercy?

Imagine uma Serial Krika em plena TPM... Requintes de crueldade seriam apenas o aperitivo...

Cfe disse...

"objetivamente o Grotão não tem serial killers de vulto. O campeão nesta modalidade é, sem dúvida, os Estados Unidos."

Maria,

Gostaria de saber como você pode fazer essa afirmação de maneira tão enfática. No Brasil não se compilam dados, nem se relacionam fatos: no máximo somam os casos ocorridos e mesmo assim por pressões políticas muitos dados são alterados.

Vou dar um exemplo: há um ou dois anos, um conhecido meu teve seu carro roubado depois de ter ido buscar um parente ao aeroporto. Levaram o carro com malas dentro e pelo modo como se desenvolveu o assalto não foi muito difícil chegar a conclusão de que a informação saiu do aeroporto.

Nos dias seguintes a tv começa a noticiar roubos a vans e micro-onibus com turistas recem-chegados ao Rio. Diante desses fatos, e partindo do princípio que apenas os casos mais vistosos erma noticiados, o que fez a polícia?

Resposta: esperou a presidente do STF ser assaltada para descobrir uma quadrilha que atuava a partir do "Tom Jobim".

Essa aqui eu sonhei que um passarinho me contou: no Rio é relativamente comum desaparecer corpos ou alterarem as condições da morte para evitar que as estatísticas das mortes inchem. Quanta gente atropelada, afogada, etc, né?

Como é se chega a conclusão de que os "serial" não atuam num ambiente desses? Só por intuição.


Mas se quer que lhe diga, tb tenho a mesma impressão que vc e atriburia o fato ao midiatismo de lá e a alta especialização da polícia americana: o que transforma o serial em estrela pop

Tambem há outra coisa que vc talvez não tenha reparado: a maioria dos serial Kilerrs de que se tem notícia são de países protestantes...

Leticia disse...

Posso meter minha colher de práááástico?

Concordo: nos países em que o calvinismo se pôs empedernido é mais comum a criatura descambar pra perversão em matéria de sexo, já que se costuma, nesses países, ser muito bem-resolvido com o trabalho.

Como aqui em Grotão a coisa é contrária, ou seja, não temos quase problema com sexo mas temos um problemão enorme com o trabalho, a coisa se inverte: somos perversos nas relações trabalhistas. Temos um sadomasoquismo que permeia todo o espectro relacionado à necessidade imperiosa de ter um emprego ou trabalho.

Odiamos o cartão de ponto, odiamos nosso salário, odiamos cumprir a jornada conforme acordado e, se for possível, roubamos. Se se é um zé-ruela, roubam-se canetas. Se se pode mais, fazem-se desfalques fantásticos. E, pararelamente a esses dois, gozamos o chefe pelas costas, seja ele quem for.

O processo de gozo? Simples: "hoje o chefe está fofo". "Hoje o chefe está puto". Hoje o chefe está com a braguilha aberta". "Hoje [o supra-sumo da perversão] o chefe me deu uma enrabada".

Rola uma transferência ou não?

Cfe disse...

"somos perversos nas relações trabalhistas"

Letícia,

Espetacular, gostei imenso de sua exposição. Apesar de ter igual opinião eu nunca havia teorizado sobre as relações trabalhistas.

Será a CLT uma espécie de kama-sutra? Deve ser, os brasileiros adoram... por isso o Brasil tinha de ser único país do mundo onde a justiça trabalhista é maior que a comum.

Tá vendo como a inquisição não é uma característica da Igreja em si mas da cultura onde está inserida? É que temos a droga do TRT.

Anônimo disse...

Alô gente.
NÃO TEMOS serial killer?
Onde ou de qual país estão falando?.
No nordeste tem um rapaz com mais de cem mortos computados e mais uns quantos desconhecidos(não quer dizer que não existem mais)pois não é facil computar esta carnificina.
No RS prenderam um que matou mais de uma dezena de crianças,ACIDENTALMENTE.
No norte também estão contando quantas crianças foram mortas por um NÃO SERIAL KILLER.
O rapaz do Ibirapuera é ficha pequena,que foi prêso também ACIDENTALMENTE.
No Rio de Janeiro aparecem corpos aos montes,quem não garante que são frutos de serial killer?.Afinal são mortes sistemáticas por motivos diversos mas que se forem perpetrados por um mesmo autor seria um SERIAL.
Em Santa Catarina e Paraná ainda estão "investigando" dezenas de mortes,normalmente crianças,que tentam atribuir á cultos satânicos.Para mim uma forma de dizer : NÃO TEMOS A MÍNIMA IDÉIA do que aconteceu.

abraços

karlos

Leticia disse...

Karlos, é claro que temos, mas é questão estatística. Não é a regra, concorda?

Cfe, pra falar a verdade pensei nisso depois dos comentários de todos.

Mas faz sentido, nénão? Se a gente vadiar a mente mais um pouco, acha a origem disso tudo na senzala.

Maria do Espírito Santo disse...

Senzala? Taí: procede, procede...

Depois de ter passado 45 dias em Santa Catarina, deu pra observar a diferença entre um estado que teve escravos aos montes, como Minas Gerais, e um que praticamente não os teve, como Santa Catarina.

Não é imaginável, em Santa Catarina, ter num restaurante uma pobre coitada para ficar picando as saladas dos fregueses. Aqui tem. Lá eu não vi disso.

Aqui quase todo mundo tem empregada doméstica. Em Santa Catarina isso é menos comum. Meros detalhes? Os detalhes apontam com mais clareza para certos fatos do que grandes tratados sobre certos assuntos.

Dizem que mineiro adora política... Eu diria que mineiro é, antes, politiqueiro. Quer sombra, água fresca e bota larga, direitos que ele julga lhe assistirem por "questãs" de casta. E adora mandar mesmo sem saber fazer lhufas o que está mandando ser feito. Um mundo cheio de senhores, sinhás e sinhazinhas retardatárias e retardadas! Muito discurso e pouca ação.

E eu não me incluo fora dessa não...

Quanto ao tema dos seriais, eu não disse, em lugar nenhum, que não existem crimes tenebrosos por aqui. O que disse é que as psicopatologias grotônicas são menos sofisticadas do que as de outros países.

O psiquiatra Ercy Soar entendeu o que eu queria dizer.

Trabalhar nas Minas Gerais é, geralmente, associado às castas inferiores. A ética protestante e o espírito do capitalismo, por aqui, é apenas um livro do Weber que alguns intelectuais conhecem pelo menos o título. Mas essa ética não deixou rastro na cultura mineira. Por aqui, quem manda é a Igreja Católica e Apostólica Romana, com seu ranço medievo de clero, nobreza e plebe.

Trabalho, portanto, é coisa pra plebe. E ninguém quer ser plebeu em terras mineiras!

De qualquer maneira, entre Dilmão e netinho Aecinho, eu ficaria com o segundo... Mas não vai dar pra ele não...

Leticia disse...

O relacionamento com empregadas domésticas (em Minas, SP, SC, RJ e Maranhão) dava um tratado, Maria...

Cfe disse...

Tenho para mim a idéia de que o senhor só manda por via do assentimento (relutante ou quase mecânico) do escravo, que obedece por medo ou falta de conhecimento.

Muitos negros seguem as pisadas de seus ancestrais porque assim aprenderam; caso contrário como se explicaria que pessoas doutras procedências conseguissem progredir e ter descendência mais rica e intruída?

Um senhor nada pode se o escravo recusa-se a obedecer.

Cfe disse...

Agora sejamos francos: quando o sujeitinho resolve botar o tico e o teco para funcionar sem estar habituado é um festival e tanto.

Liberdade sem cognição só dá confusão.