Não percam a entrevista que o ministro Gilmar Mendes, do STF, deu a Renaldo Azevedo sobre a demarcação de terras indígenas:
Concluído o julgamento que decidiu pela demarcação contínua da reserva Raposa Serra do Sol, em Roraima, enviei ao ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal, algumas questões. As respostas, que me foram enviadas ontem à noite, seguem abaixo. Segundo Mendes, o julgamento estabeleceu novos parâmetros para a demarcação de terras indígenas, disciplinando a questão.
Para o ministro, a decisão do Supremo estabeleceu “um novo modelo para as demais demarcações, superando-se o paradigma do índio isolado, que está na base das reservas indígenas gigantescas e contínuas em toda sua extensão”. Ele acredita que as demais demarcações devem afastar-se “do paradigma do índio nômade, isolado e desintegrado do restante da sociedade, que precisa de uma área enorme para viver.” (Continua).
2 comentários:
19 mil índios para uma área superior a da cidade de São Paulo. Grande área para prover o sustento de comunidades que adoram é buscar um jabá na Funai. Parabéns!
Do ponto de vista jurídico, o ministro Gilmar Mendes tem razão em ter ficado satisfeito com os resultados da questão da demarcação das terras indígenas.
O que me pergunto é: vai funcionar?
As chamadas minorias têm uma certa tendência à perene reinvindicação de direitos, direitos esses não achados nas ruas ou nas matas, mas sim perdidos no tempo e no espaço.
E também, no caso indígena, de lutarem por esses tais direitos de formas às vezes avessas, tais como por exemplo, através do uso de facões.
Gostei da pergunta do Reinaldo sobre a aculturação dos indígenas da Raposa Serra do Sol. Ficar com o melhor dos dois mundos é mesmo excelente, até eu que sou mais boba haveria de desejar habitar nesta área fronteiriça e ficar com o melhor da natura e da cultura.
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