quinta-feira, 30 de abril de 2009

O mensaleiro antissemita

As "esquerdas" grotenses estão cada vez mais próximas das idéias fascistas. Isto fica claro na posição defendida hoje pelo chefe da quadrilha do mensalão, Zé Dirceu, outro a revelar seu antissemitismo, escudando-se no artigo de um jornalista.

Diz o mensaleiro-chefe em seu blog:

O jornalista lembra a todos que no próximo 06.05, apesar da oposição dos grupos conservadores e pró-sionistas, Ahmadinejad será recebido pelo presidente Lula. Pondera que "não é o caso, está evidente, de tratar Ahmadinejad com algo mais que o respeito devido a seu papel como chefe de uma nação importante e independente", mas ressalta a postura do governo brasileiro "que não se faz cúmplice da hipocrisia que protege crimes do sionismo e do Estado de Israel contra a humanidade".
Para o petismo é assim: quem defende os valores democráticos é conservador; quem apoia ditaduras, é "progressista". Não é à toa que o PT sempre apoiou a tirania chavista, porta de entrada do teocrata Ahmadinejad na América Latina.

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30 comentários:

Anônimo disse...

Por que "esquerdas" entre aspas?

Orlando Tambosi disse...

Porque não há mais diferenças entre esquerda e direita (ou, se há, são nebulosas). Na seção artigos, tenho um artigo sobre isto.

Anônimo disse...

Não gosto do José Dirceu, mas me pareceu irretocável o seu texto. Ele não disse nada de mais, já que os dirigentes israelenses estão sendo acusados até pela ONU. Não entendo o motivo desse bloqueio, de ninguém poder falar nada contra Israel que já se configura "anti-semitismo".

Anônimo disse...

Pois é, anônimo, fique com as ditaduras teocráticas e com o mensaleiro.


Felipe

Mr X disse...

A ONU não é exemplo de coisa nenhuma... E acho que dá pra criticar Israel sim, aliás todo mundo o faz.

Mas nem acho que seja caso de antisemitismo, mas de burrice mesmo. O que o Brasil tem a ganhar recebendo e apoiando Amadinehjad? Desconto na venda do pistachio? Importação de táticas de terrorismo suicida?

Na boa, talvez um acordo tecnológico com Israel fosse mais útil, são líderes em tecnologia de informação. Ou quem sabe aplicar suas técnicas de irrigação no nordeste brasileiro?

Mas quem coloca a ideologia na frente dos bois, sempre perde.

Anônimo disse...

Mr X

O Brasil já tem larga cooperação com Israel, até mesmo em tecnologias de irrigação, como você citou. O Mercosul tem tratado de livre comércio com esse país e é em Israel que o Brasil busca atualizar seus caças F5 e AMX, com implantação de nova aviônica. Com o Irã a cooperação não chega nem perto. A aproximação entre países deve ser sempre buscada, pois os governos passam, mas os povos ficam. Quanto a ONU não ser exemplo de coisa nenhuma, essa sua opinião você compartilha com o líder da Coréia do Sul, não?

Abs.

Anônimo

Anônimo disse...

Quanto a ONU não ser exemplo de coisa nenhuma, essa sua opinião você compartilha com o líder da Coréia do NORTE, não?

Orlando Tambosi disse...

Anônimo anti-israelense,

a ONU é um imenso cabide de empregos, não passa disso.
Você aparece aqui (o conteúdo e a forma denotam)quanto se trata de questões ligadas ao mundo islâmico.
Você talvez não perceba, mas defende o terrorismo como manifestação legítima. Lamentável.

Anônimo disse...

Tambosi

Que ilações tortuosas...
A mesma ONU que condenou o presidente do Sudão (islâmico), é a que recebeu e acatou denúncias contra os dirigentes israelenses. Já derrubaram a Liga das Nações quando ela não servia aos interesses de alguns, agora se levantam contra a ONU. O mundo está ficando cada vez mais multipolar, num sabe?

Mr X disse...

Dá na mesma, Anônimo. A ONU condena aquilo, isso, algumas vezes certo, na maioria errado, mas igual, dá no quê? A ONU é inútil, dinheiro gasto à toa.

De mais a mais, pra mim está certo, se a ONU não serve aos interesses de "alguns", pra que continuar? Não esqueça que os EUA, por exemplo, pagam 22% dos gastos da ONU, que aliás são de 4,86 bilhões anuais. Pra que continuar investindo em algo que só traz problema? Se a ONU fosse auto-sustentável, ou se todos pagassem igual, aí seria outra coisa.

Bão, é minha opinião.

Maria do Espírito Santo disse...

Tucídides nos conta que os atenienses de alta estirpe usavam uma cigarra de ouro nos cabelos, adorno representativo de distinção.

Não há símbolo mais adequado para a ONU.

Quanto a questão entre Israel e Irã o que cabe enfatizar é que se trata de um país democrático sendo atacado por uma teocracia.

O argumento usado pelo jornalista é, na melhor das hipóteses, radicalmente tendencioso. Se fôssemos julgar os "crimes" de guerra perpetrados por ambos os Estados, Israel sairia perdendo feio.

Cfe disse...

"Não esqueça que os EUA, por exemplo, pagam 22% dos gastos da ONU, que aliás são de 4,86 bilhões anuais"

Acho pouco para estrutura que possui mas só para comparação: quanto é que custa a manutenção do Congresso brasileiro?

Cfe disse...

Achei pouco porque vi a estrutura que várias agências da ONU tem em África, e não é coisa pouca não: só de jipes (sempre brancos) é uma frota e tanto. E através de conversas fiquei sabendo que a coisa repete-se em vários países.

Já como foro de negociações multilaterais a ONU tem utilidade sim senhor: apenas é necessário não tentar alça-la a uma condição hierarquicamente superior aos governos nacionais, como alguns pretendem.

Maria do Espírito Santo disse...

CFE,

Em julho de 2007 eu frequentei um curso sobre direito internacional aqui na UFMG.

Dizer que se trata de um ramo do direito que aborda uma miríade de problemas é ainda pouco.

Não há consenso conceitual do que vem a ser "direito internacional".

Neste curso aprendi coisas curiosas, como, por exemplo, que o macarrão não veio da China, trazido por Marco Polo: o macarrão pertence ao mundo árabe.

Não sei o que isso nos acrescenta - a não ser uns quilinhos a mais se abusarmos do macarrão - mas me lembro bem da ênfase que uma professora francesa dava ao fato de que o poder de intervenção efetiva da ONU em conflitos internacionais era bem restrito...

Mas que o macarrão veio do mundo árabe, ah, isso veio!

Mr X disse...

Acho que a Maria tá confundindo macarrão com cus-cus... ;-)

Macarrão bom mesmo é o italiano.

Frodo Balseiro disse...

A ONU hoje em dia não passa de uma ONG planetária, que serve aos interesses da turminha do "novo mundo possível" do "novo homem", essas imbecilidades esquerdistas propagadas por "gente" como Chavez, Ahmadinejad, os Castro, e claro, a elite da diplomacia bananeira: Samuel Pinheiro Guimarães, Celso Amorin, e Marco Aurélio "Top,Top" Garcia!

Maria do Espírito Santo disse...

Macarrão com cus-cus, mister Éks? Não seria com chin-chin de galinha?

Sou muuuiiito confusa, mesmo!

Procê tê uma idéia, confundo até cigarra com formiga, boto a cigarra pra trabaiá e a formiga pra cantá! Dou uma boiada pra entrá na briga e um boi pra sair dela, deixo o não dito pelo dito, dou parabéns à viúva no velório...

Um horror!

E desde que a plebe rude grotense que não descende de italianos começou a chamar macarrão de "massa" pra bancarem os grã finos tomei pavor de macarrão, ou "massa" ou, pior ainda, "pasta"...

Agora dá licença que eu vou ajeitar a cigarra de ouro nos meus belos cabelos...

Cfe disse...

"Não há consenso conceitual do que vem a ser "direito internacional"."

Certo, mas como "pelo fruto conhecereis a árvore" não se pode perder tempo na consesualização do conceito do que é, uma vez que cresce como mato.

A UE, espécie de ONU européia em estágio avançado, já é um monstro produtor de regras e procedimentos para ninguem botar defeito. Se alguem quiser ver "um outro mundo é possível" em implementação basta ver o receituário que esta produz: é regra pra absolutamente tudo que possa imaginar, suspeito mesmo que o mundo ideal na cabeça dessa gente terá visual, sabor e cheiro de McDonalds. Esse poder todo é delegado em mãos de funcionários nomeados e não eleitos. E depois os governantes mostram-se zangados por, nas poucas vezes em que são realizados, os referendos sobre os tratados de integração receberem um "não": o último foi na Irlanda e resolveram, (ir)responsavelmente repeti-lo. Queria saber se fosse um "sim" se teriam a mesma atitude...

No Brasil, onde há uma carência enorme de partidos políticos com solidez e pessoal capaz de analisar esse tipo de legislação, a introdução de regras alienígenas é comum: o exemplo mais recente e flagrante foi a assinatura do "Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos indígenas". Todo mundo com peninha do índio sem saber as reais consequências dessa irresponsabilidade.

http://www.un.org/esa/socdev/unpfii/documents/DRIPS_pt.pdf

PS:Quando o Multifário fala sobre a lesgislação imposta pelo FMI ele tem razão na denúncia da estrutura.

Cfe disse...

"Macarrão bom mesmo é o italiano."

Eu gosto de miojo.

Cfe disse...

"E desde que a plebe rude grotense que não descende de italianos começou a chamar macarrão de "massa" pra bancarem os grã finos tomei pavor de macarrão, ou "massa" ou, pior ainda, "pasta"..."

Não só os italianos: os portugueses tb falam "massa" e não macarrão. Vou tentar saber como é na Espanha pra ver se não é um hábito católico.

Anônimo disse...

Ela disse: "plebe rude que NÃO descende de italianos..."

Cfe disse...

Ela disse: "plebe rude que NÃO descende de italianos..."

E?

Maria do Espírito Santo disse...

Ela retorna e diz: olá, queridos, Cfe e Anônimo!

Ela diz também: porque que em vez de me chamarem de "ela", não me chamam de "Doce Criatura que Adorna os Cabelos com uma Cigarra de Ouro?!

Cfe disse...

Maria ou "Doce Criatura que Adorna os Cabelos com uma Cigarra de Ouro",

Apesar de não utilizar aspas apenas repeti as palavras do anônimo... Portanto não me referi a si com um "ela" mas ao contexto que ele apresentou e não concluiu.

(PS: os católicos são herméticos demais para utilizar a 2ª e 3ª pessoa do singular para referir senhoras em frases avulsas)

Maria do Espírito Santo disse...

Gosto de ti, Cfe, hermético ou não, católico ou são...

Depois de me ter lembrado da cigarra de ouro do Tucídides, eu não sei fazer outra coisa além de trazê-la à baila por meio dos mais talvez mirabolantes, talvez toscos, artifícios!

Para quem é tida, ou melhor, lida, como sendo atéia, este gosto por simbologias variadas é, no mínimo, indicativo de dúvida sobre as reais convicções da portadora de uma cigarra de ouro nos cabelos.

Serei eu mais uma atéia made in Paraguai? Terei sido também crismada pelo bispo Lugo no lupanar do 3º milênio cucaracho?
Entre o Lugo e o hoguenote, quem será meu cacho? E o coração nenhum desta que vos fala estaca o trote e protesta veementemente?

Oh, mulher de bomba muscular cardíaco-metafísica ausente!

Crês em Deus ou nos ateus? Talvez eu creia no Ateneu de Raul Pompéia...

Cfe disse...

"Serei eu mais uma atéia made in Paraguai?"

HAHAHAHAHAHA

PS: Nunca lhe considerei atéia.

Maria do Espírito Santo disse...

Ufa, Cfe!

Bingo!!!

Não sou atéia e muito menos dona da dona Alethéia: creio que creio no verbo crer de maneira profissional e não só como passatempo.

Creio no crer - insisto - não em algum objeto perdido e supostamente encontrado no espaço desse verbo.

Cruzo o rio Lethe em busca da outra margem, não em busca de dona Alethéia, e se olho em torno botos me acompanham no exercício perenemente lúdico de suas existências: para eles não interessa a outra margem, e menos ainda, obviamente, a terceira margem do rio rosiano.

Mal dou conta de olhar para este mundo tão variado em formas e sonidos, imagine se terei sentidos voltados para o que está além-cinco-sentidos imediatos, imagine se deixarei a imaginação à larga e terei a tentação de dizer que o que imagino sem provas - sendo, portanto, improvável - é a maiúscula Verdade, além de caminho e vida?

Não sei de nada daquilo que não tenha como saber.

Não me descabelo, portanto, para provar o que não sei.

Sei do que vi, peguei, cheirei, degustei, ouvi. Sobre o resto, teço hipóteses.

Às vezes, nem isso!

CÉSAR DE CASTRO disse...

SE O bRASIL FOSSE UM PAÍS SÉRIO ESSE SUJEITO ESTARIA PRESO HÁ MUITO TEMPO, E NÃO FICAR DANDO OPINIÕES SOBRE A POLÍTICA BRASILEIRA.

esteban disse...

¿Sabía este personaje que el odiado Israel salvó a cerca de 300 militantes de la izquierda argentina de las garras de la Dictadura militar, entre 1976 y 1983? (Entre ellos a un primo mío, asi que me consta la existencia de esa operación) Mientras Cuba cubria a la Argentina en las Naciones Unidas, votando en contra de las condena a Videla (para salvar a la propia Cuba de una condena por violacion de derechos humanos) , Israel se jugana para salvar a militantes judíos de la izquierda. Pero eso la izquierda no lo sabe

Maria do Espírito Santo disse...

Respeito e admiro profundamente os judeus, embora me pareça um povo paradoxal.

De certa maneira, todos os judeus, independentemente das idéias político-sociais que cada um defenda, formam uma unidade. Algo parecido com o chamado pelos católicos de "corpo místico de Cristo" e que corresponde à todos os membros da igreja.

A diferença é que os católicos não costumam admitir divergências e diferenças de idéias.

Como não sou judia, acho essa unidade fundada na idéia de "povo eleito", meio estranha, embora me pareça admirável. E casa muito direitinho com o pensamento liberal e o individualismo.

Farinha pouca, o pirão do "meu povo" primeiro, talvez dissesse um judeu.

Tudo bem, nada a recriminar... Talvez só um pouquinho (ou muito, vá se saber...) a invejar.