Os diários impressos estão em crise em quase todo o mundo e poucos deverão suportar os desafios impostos pela internet. Pessimista, o professor Paul Starr, da Woodrow Wilson School (Universidade de Princeton), afirma que estamos chegando ao fim da "era dos periódicos", que daria início a "uma nova era de corrupção".Há quem comemore a decadência das redações, mas Starr vê sérios riscos à democracia. Os jornais não nos brindaram apenas com a cobertura de notícias, diz o professor, mas deram ao público "um poderoso meio de influência sobre o Estado que agora está em risco."
Suas conclusões:
Se encaramos seriamente a noção dos diários como um quarto poder, o fim da era dos períodicos implica uma mudança no próprio sistema político. Os diários nos ajudaram a controlar as tendências corruptas tanto no governo quanto nos negócios. Se quisermos evitar uma nova era de corrupção, teremos de reunir esse poder por outros meios. Nossas novas tecnologias não eliminam nossas velhas responsabilidades.
O artigo de Starr foi publicado originalmente no The New Republic. Em espanhol, há uma versão html no Letras Libres e outra, mais completa, em pdf, na Fundación Nuevo Periodismo Iberoamericano.
6 comentários:
Acho que não existe um setor tão atacado quanto a imprensa. E o pior é que os que a atacam a cada dia ganham terreno. Imagino que o futuro da imprensa é o twiter, escrito no "idioma" miguchês.
No creo en estas profecías dramaticas. Creo que la web ayuda a dfundir información, pero los periodicos aportan- o deberían hacerlo- análisis e interpretación. En cuanto al control gubernamental, un gobierno puede sobornar o cerrar un medio, pero no a miles de bloggers. NO seamos tan dramaticos!
Tambosi!
Me desculpa entrar no seu blog para saber do Coronel mas estou preocupada, tentei obter noticias dele e não consegui, por favor voce sabe dele?
O último post foi dia 28/07/09
Esteban,
a visão de Starr, como afirmei, é pessimista. Talvez até dramática.
Não é o que eu penso. A internet obrigará os jornais a se reinventarem. Do jeito que estão (boa parte), não dá mesmo.
Cristal,
o Coronel está na ativa em seu blog. Postou ainda hoje à tarde.
Miguchês... Eu não mereço! Merecerão vocês?
Tem gente que não passa do epitélio do texto, é impressionante!
A imprensa atacada é a imprensa incompetente que por ser incompetente merece mesmo ser atacada.
Imprensa chapa branca, imprensa colorida, imprensa comprometida com a mentira tem mais é que ser malhada.
Mas a questão que interessa não é essa. Pouco importa o meio que o jornalista que faça jornalismo sério, fidedigno com os fatos ocorridos, se valha. A superação dos suportes textuais é coisa mais do que antiga, e se assim não o fosse ainda estaríamos contando com a boa vontade dos medievos monges copistas até hoje.
A cópia medieval foi substituída pela imprensa. A imprensa, pelo que tudo indica, será superada pela internet, onde, é inegável, a notícia chega muito mais depressa.
Quanto à tal de "reflexão" que o texto escrito em qualquer tipo de papel (do jornal ao papel bíblia) conduziria, eu digo que isso é outra balela: a maior parte dos leitores não lê textos grandes em nenhum tipo de suporte.
Querem algo rápido, fácil e de digestão instantânea.
Quer saber Mac Luhan? O meio já foi a mensagem.
O meio, agora, é a massagem. A massagem no ego do leitor. A única coisa que interessa à maioria dos leitores.
Análise um pouco mais otimista da The Economist:
http://www.economist.com/businessfinance/displaystory.cfm?story_id=14072274
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