Recordando Lucio Colletti
Há oito anos, num três de novembro, morria o filósofo italiano Lucio Colletti. Ele foi um dos mais importantes pensadores italianos contemporâneos, construindo uma obra que desmontaria o marxismo, parágrafo por parágrafo. Marx não passava, no fundo, de um epígono do filósofo idealista Hegel - sem a coerência deste último.Em recordação do meu velho mestre, com quem troquei correspondência e a quem dediquei o livro O declínio do marxismo e a herança hegeliana, editado pela UFSC (ver ao lado) - mais tarde traduzido na Itália sob o título Perché il marxismo ha fallito -, remeto à homenagem que lhe prestei no ano passado.







3 comentários:
Tambosi,
Ou o computador da minha cela enlouqueceu de vez, ou você se esqueceu de linkar a homenagem que fez no ano passado ao Colletti neste post.
Obrigado, Maria,
já corrigi.
Foi bom reler o que você escreveu sobre o seu mestre querido, Tambosi, e constatar mais uma vez o carinho reverente e sincero que você tem e sempre terá para com o Colletti.
Disse o Manuel Bandeira que as pessoas não morrem: dormem para sempre e ficam encantadas.
Paradoxo dos grandes: o mestre que varreu o encantamento do ideário marxista do seu mundo, está hoje para sempre encantado na memória das suas melhores lembranças.
Esta é a única eternidade que se pode alcançar: deixar um rastro eterno na memória e no coração de outros humanos.
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