quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Yoani e Ayaan: um contraponto.

"Batizei meu novo espaço de exorcismo "Generación Y", um blog inspirado em gente como eu, cujo nome começa por (ou contém) um "ipsilon" (Yoani Sánchez - De Cuba com carinho).

Yoani Sánchez, do Generación Y, tem um dos blogs mais visitados do planeta e foi eleita pela revista Time como sendo uma das mulheres mais influentes do mundo. Seu blog se tornou um ícone para milhões de internautas que vêem no espaço virtual dos blogs a expressão indubitável da potencialidade interativa desse novo meio. O livro De Cuba com carinho é uma coletânea inédita das postagens que Yoani vem publicando desde abril de 2007.

A blogueira cubana merece as loas que vem recebendo pelo mundo afora, seja pela pena dos comentaristas do seu aclamado blog, seja através do reconhecimento expresso através do prêmio Ortega y Gasset que lhe foi outorgado, seja pelo destaque que a imprensa, de maneira geral, vem dando a ela. Em primeiro lugar por escrever muitíssimo bem, com leveza e bom humor, e não fazer do seu blog um novo muro virtual das lamentações, apesar de viver no perseverante absurdo cubano, que não passa - na mais tétrica e temível realidade - de um presídio a céu aberto. Em segundo, pelo empenho voraz em superar toda a sorte de obstáculos, dos materiais aos ideológicos, e assim ter conseguido ser ouvida "desde Cuba" (que é, aliás, o nome do site onde se encontra o Generación Y).
Assim sendo, é inegável o fato de Yoani ter se tornado uma das poucas vozes dissonantes de Cuba. Voz afinada e palavra melodiosa. Segundo declaração da própria Yoani, seus textos primam pela subjetividade. Mas não foi o império da 1ª pessoa no seu discurso o que me deixou mais incomodada no livro que ela assina, mesmo porque, independentemente de se crer ou descrer do conceito discutido e discutível de haver ou não uma "escrita feminina", as mulheres geralmente costumam manter o tom intimista nos textos que produzem. De qualquer maneira, acabei por me perguntar: é possível privilegiar o subjetivo, o íntimo, a doçura feminil nas narrativas, quando o tema privilegiado é a retrógrada ditadura totalitária no último país comunista do mundo além da Coreia do Norte? Se bem que - há de se dizer em favor da blogueira - os Estados absolutos sempre pretenderam a anulação da subjetividade em favor de princípios políticos regidos pelo sentido do coletivo. Um tipo de reminiscência saudosista da desastrosa onipotência ideológica que aposta idealisticamente em coletividades amorfas se pode ver no slogan do governo federal: Brasil, um país de todos. O termo "todos" é visivelmente anti-subjetivista. Então, como já disse acima, não foi o subjetivismo que a própria Yoani Sánchez aponta nos textos que escreve, o motivo do meu incômodo.
E o que foi, então?
POLITICAMENTE CORRETA
O que me incomodou foi ter percebido - não sei com que grau de acerto - um eco do politicamente correto nos textos de Yoani, o que não ocorreu a mim ao ler Infiel, de Ayaan Hirsi-Ali. A Cuba que Yoani critica com humor e muitas vezes também com mordacidade é a desastrosa Cuba atual. Mas, ao mesmo tempo, ela demonstra uma certa nostalgia em relação às idéias "revolucionárias" que o monopartido absoluto incutiu na sua cabeça de menina.

Vale um exemplo:
Eu também acreditei que tinha nascido em uma ilha privilegiada, sob um sistema social superior, guiada pelo melhor dos líderes possíveis. Não eram "ários" os que nos governavam, mas se autoproclamavam "revolucionários" e isso parecia ser um estágio mais evoluído - o degrau mais alto - do desenvolvimento humano (p.46).

E outro: Tenho 33 anos e dois fios de cabelos brancos. Passei pelo menos metade de minha vida desejando mudanças na minha ilha. (...) As caras ansiosas de meus familiares pressagiavam que logo a situação melhoraria, mas em vez disso os problemas se tornaram crônicos e as soluções foram proteladas. Depois veio meu filho e, entre apagões e frases do tipo "não se desespere", compreendi que só iria acontecer o que pudéssemos desencadear de nós mesmos (p.62).

Um terceiro: Depois de várias décadas escutando a mesma coisa, estou cansada do macho envolto no seu uniforme verde-oliva, do adjetivo "viril" associado à coragem, dos pelos no peito mandando mais que as mãos na escumadeira. Toda a minha progesterona aguarda que essa parafernália tão robusta dê lugar a palavras como "prosperidade", "reconciliação", "harmonia" e "convivência" (p.116).

Um quarto - e basta: Levantei revirando uma dessas quiméricas palavras de ordem - que tanto escutamos pela televisão - para torná-la mais real. Um mundo possível é melhor - disse a mim mesma - e começo a sentir que vamos consegui-lo. Que o planeta, a minha ilha e a minha cidade encontrem soluções realizáveis, não outra saraivada de utopias (p.141).

Muitos outros exemplos semelhantes poderiam ser dados. O que observei ao ler De Cuba com carinho é que a autora rejeita veementemente o atual e tremendo declínio da sua ilha, mas reverberam nas entrelinhas dos seus textos algumas miragens da utópica "terceira via", ou algo semelhante. Ela parece recusar a ideia de que o erro não ocorreu no processo de decadência do país em que nasceu e que ama, com todo o direito de amar. O erro não está no processo que levou à atual decadência cubana e, sim, no princípio, na fundação, nas archés totalitárias da tresloucada revolução, na qual as palavras "prosperidade", "reconciliação", "harmonia" e outras que tais são de todo inconciliáveis com a ditadura que por lá foi implantada desde meados do século passado. O erro está no velho contexto político-ideológico que não retrocedeu nem evoluiu e que continua sendo o mesmo que sempre foi.

Yoani fala em uma "saraivada de utopias", como se o velho Fidel fosse, de fato, um utopista. Fidel Castro não é um utopista, mas um tirano. Será que Yoani modera a linguagem para salvar a própria pele? Creio que minha dúvida faz sentido. De qualquer maneira, o sucesso do seu blog ajuda indiretamente o governo cubano no atual arremedo de abertura democrática que tem sido propagado por Raúl Castro, assim como também pode vir a fomentar nos leitores jovens de todo o mundo a ideia – deturpada - de que a revolução cubana infelizmente se perdeu dos seus propósitos iniciais, mas que "com carinho", pode vir a entrar nos bons trilhos do equilíbrio, da justiça e da igualdade para todos.

Quanto ao Y do problema de Ayaan, ele se mostra bem diverso. Para Ayaan, o erro é basilar, de fundação, não está localizado em processos históricos e sim nas raízes da política teocrática exercida pelo islã. E ela não dá mostras, em seu livro
Infiel, de crer na mais ínfima possibilidade de diálogo entre esse tipo de pensamento radical e algo próximo das liberdades democráticas. Ayaan defende com todas as letras a democracia, para ela condição sine qua non do exercício da liberdade, principalmente a liberdade das mulheres que no mundo islâmico são submetidas a barbaridades ainda mais violentas do que as que ocorrem em Cuba.

E como me foi inevitável estabelecer comparações entre esses dois atuantes ipsilons, eu diria que o sonho de Yoani é ver a abertura em duas linhas do seu ypsilon conciliada com a linha que originou a bifurcação da letra. Quanto a Ayaan, ela sabe que a conciliação da radical bifurcação do seu Y é de todo impossível.

Yoani quer transformar seu Y em um I, de inocência. Ayaan que separar as duas linhas bifurcadas ao máximo e transformar seu Y em um T, de testemunho.

(Texto de Maria do Espírito Santo Gontijo Canedo, a quem agradeço).

27 comentários:

adam smith disse...

Lembrando que o slogan "brasil de todos", inclusive com as cores foi surrupiado do logo similar da venezuela que é algo como "agora es de todos", inclusive com as mesmas cores e estilo.

logo aqui

Anônimo disse...

Oposição para inglês ver:
É muito estranho que em uma ditadura aonde não existe a menor transparência o governo tenha facilitado tanto a vida da Yoani. Seria muito fácil para o governo impedir o seu acesso à Internet. Seria muito fácil manipula-la impondo-lhe uma baixa qualidade de vida. Seria até muito fácil fazer com que ela sofresse um mal súbito.

Anônimo disse...

Com tanto prêmio, a boa moça vai é virar empresária quando a ditadura cair.

Anônimo disse...

Papai Fidel só não deixa ela viajar, mas não monta guarda em frente da casa dela. Olhem o computador: "Cubita"?
Bom artigo.


Nelson

Hugo disse...

Acusar Yoani de ser uma agente consentida do governo é muito fácil para nós que estamos aqui na nossa-por enquanto democracia-podendo digitar e falar livremente o que nos der na telha.Quando se está atrás de uma cortina de ferro todo cuidado é pouco e tudo é e será usado como motivo para uma prisão.Daí o cuidado nas palavras e um certo e falso jeito de politicamente correto.A grande diferença entre Yoani e Ayanaan é que o futuro para Yoani tem uma chance de melhorar mas suas ferramentas de luta são limitadas pelo medo e pela repressão enquanto Ayanaan tem todas as ferramentas que quiser pra denunciar a barbárie muçulmana mas tem de fazê-lo longe de sua terra natal,de seus entes queridos.Comparar as duas é fora de questão.

Anônimo disse...

Não é proibido comparar, não, senhor Hugo. Ayaan (é assim que se grafa)sofreu muito mais do que a edulcorada Yoani, cujo linguajar é politicamente correto, sim. Se Ayaan tem todas as ferramentas, é porque conquistou a duras penas. Yoani diz que talvez seu filho é que vai sair de Cuba (ver entrevista na revista Veja).
A cabeça literária da Yoani jamais chegará ao esforço que a africana teve para ler os clássicos do mundo dito ocidental.
Concordo com o anônimo de que há um certo oportunismo no comportamento da cubana: será uma grande empresária no fim da ditadura, assim como os privilegiados da URSS quando a coisa desabou.


Paulo M.

Maria do Espírito Santo disse...

Antes de mais nada, eu é que te agradeço o espaço no blog, Tambosi.
Grazie tante, meu grande amigo.


Hugo, eu não acusei a Yoani: eu questionei os textos que ela produziu e também as repercussões político-ideológicas que emanam do que ela escreve.

Cito mais um trechinho do Cuba com carinho:

"A derrocada financeira que açoita o mundo faz com que alguns analistas vaticinem o fim de um sistema. Nós somos sobreviventes da longa agonia de outro, de modo que os estertores não nos assustam. A experiência que temos em viver com o mínimo certamente será de grande utilidade se o problema continuar". (p. 94)

O que pensar desse trecho de um post intitulado "Filhos da crise"?
Não há, nesse trecho, uma insinuação a la Nietzsche, de que o que não me mata me fortalece? Não há um certo orgulho mal disfarçado por ser uma "filha da longa crise cubana", nascida mais exatamente há duas décadas com o fim da União Soviética? Não há nele uma cutucadinha de leve, um tirinho de raspão nos chorões filhinhos e filhinhas de papai capitalistas?

Será que eu estou querendo achar cabelo em ovo? Chifre em cabeça de cavalo?

Insisto no que disse: Yoani Sánchez acredita que a revolução cubana poderia ter dado certo, se não tivessem havido os desvios de rota internos e externos.

E é por isso que ela está viva, gozando de boa saúde e muito provavelmente guardando o dinheirinho dos prêmios que recebeu.

Escreve bem? Muitíssimo bem. É mesmo uma excelente filóloga, além de ser inteligente e ter uma aguda percepção de como agir para se dar bem.

Está errada? De jeito nenhum! Cada um sabe muito bem onde é que o sapato aperta. E ela tem todo o direito de atuar com esperteza para se dar bem.

Mas, por favor: que não venha pra cima de moi tentar vender uma imagem do que ela não é. Yoani ainda acredita no sonho dos primórdios da revolução cubana, ela ainda acredita numa "terceira via". Ayaan não acredita de jeito nenhum neste novo delírio utópico. Ayaan toma o partido da democracia abertamente e ponto.

É por isso que julgo ter cabimento o contraponto que estabeleci entre ambas.

Anônimo disse...

Foram publicados alguns artigos interessantes sobre a Yoani no blog Mídia Sem Máscara. Críticos podem ser manipulados.

Hugo disse...

Yoani tem todo o direito de vez por outra suspirar pela verdadeira revolução a qual nunca foi posta em prática em nenhum lugar onde o comunismo medrou.Apenas porque não leu pensadores ocidentais já é passível de ser condenada?Provavelmente ela deve ter lido sim pois em Cuba existem diversas bibliotecas clandestinas chamadas de pontos de liberdade onde estão os livros banidos pelo regime cubano.Estas bibliotecas existem em diversas partes de cuba hoje e com imensa habilidade conseguem burlar a severa vigilância dos gorilas comunistas.E quanto a sua heroína Ayaan ela é uma ingrata:quem a tirou do inferno onde vivia foram 2 ONGS uma protestante e outra católica.E ela demonstra em suas entrevistas profundo desrespeito pelas religiões misturando tudo e achando que todas são iguais.Quem não leu história é que diz algumas bobagens que esta heroína algo discutível-para mim,heroína de verdade são as que ficaram no Afeganistão e no Irã,ou estão lá no Sudão lutando dia a dia contra verdadeiros horrores ginecofóbicos-e não esta cidadã que protegida por um bando de irreligiosistas e sustentada sabe-se lá por quem fica fazendo discursos e mais discursos.Mas agir que é bom nada.Yoani é uma forma inteligente e sutil de mostrar a verdadeira cara de Cuba.Seu exemplo fez frutificar toda uma blogosfera inconformada com o delírio fidelista.Pesquisem mais sobre os blogs da resistência cubana antes de tomarem opiniões despropositadas.

Orlando Tambosi disse...

Hugo, agora você dexou claro porque não gosta de Ayaan. Ela abandonou as crenças paternas e não abraçou outros dogmas.

Desculpe, mas seu dogmatimo é tão feroz quanto o de qualquer muçulmano, Hugo.

Para você, só há verdade nos textos escritos por gente que viveu dois mil anos atrás e acreditava em lendas.

Fora, Ahmadinejad! disse...

OFF-TOPIC:

Haverá protesto contra a vinda ao Brasil da encarnação atual do antiquíssimo imperialismo persa, esse boçal que nega o Holocausto, persegue as minorias de seu país e dá auxílio logístico e financeiro ao terrorismo islâmico, que é Mahmoud Ahmadinejad. Está sendo organizado pela Juventude Judaica e será no dia 15 de novembro. Mais detalhes aqui: http://www.jjo.org.br

Ajude a divulgar, por favor.

Abraços.

Maria do Espírito Santo disse...

Suspirar pela "verdadeira" revolução?! No gênero "suspiros românticos e outras saudades?" Tenha dó!

A moçoila cubana já declarou ter dois fios de cabelos brancos na cachola: tem, portanto, idade e uma vasta coleção de experiências massacrantes propiciadas pela "revolução" para saber que esse modelito é a perfeita expressão do fracasso.

Vá, Hugo, ao Mídia sem Máscara e leia "O enigma Yoani". O autor tem toda a razão: é mesmo enigmático o fato de tantos dissidentes cubanos terem sido presos e condenados há anos de cadeia, enquanto dona Yoani continua lépida e fagueira escrevendo sobre a sua dulcíssima ilha com o "coração aberto", buscando promover a "paz" e a "harmonia", sem sentir um pingo de rancor pela vidinha desgraçada que levou.

Vai ser ursinha carinhosa assim lá em Atlântida!

Quanto ao seu furor contra a Ayaan, é coisa de gente misógina, meu caro.

Ayaan não escreveu nada parecido com "Da Somália com carinho". O título que deu ao seu livro é sintomático: Infiel. Não tem medo de dizer o que pensa, embora sempre o faça de maneira ponderada, sensata e com uma segurança invejável. Firme e convicta a respeito dos pontos de vista que defende, apesar de correr o risco real de ser assassinada.

Será que Yoani corre risco de vida? Duvido muito.

Cada vez mais me convenço de que, das duas uma: ou ela é a encarnação do jardim da inocência ou é muito mais espertinha do que eu fui capaz de supor.

Ayaan cuspiu no prato religioso protestante e católico que lhe ofereceram? Posso apostar que ela renegou as ideologias religiosas dos seus "salvadores", mas certamente é grata aos indivíduos que a ajudaram. Ser grato não significa se submeter absolutamente a todas as crenças ou princípios de quem nos ajuda.

Sou e serei eternamente grata ao padre José Augusto da Silva, da ordem redentorista, por tudo o que ele fez por mim, e não foi pouco. Nem por isso estou eternamente obrigada a compartilhar dos mesmos dogmas de fé defendidos por ele.

Gratidão não significa anulação da autonomia de pensamento. Quem se anula e se submete inteiramente aos princípios do outro não é grato e sim escravo de imaginárias dívidas impagáveis.

De qualquer forma, não deixa de ser compreensível o seu torto ponto de vista. Afinal de contas, até bem pouco tempo se rezava no Pai Nosso o famoso "perdoai as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores".

As próprias culpas e as culpas alheias são a moeda de troca da religião católica.

Anônimo disse...

O post nos alertou para uma situação bastante esquisita: é salutar suspeitar quando há unanimidade.

Anônimo disse...

Alô Tambosi
Só para relembrar que o têrmo"generacion Y"nasceu devido aos nomes que os cubanos passaram a dar as filhos e que iniciavam por "Y" devido à influência e presença maciça de RUSSOS NO PAÍS nos áureos(sic)tempos.
abraços

Anônimo disse...

Suspiros, Maria, só com morango. É uma delícia.


Nelson

Maria do Espírito Santo disse...

Bota delícia nisso, Nelson!

O diabo é que sou diabética. Só posso, portanto, suspirar pelos suspiros, enquanto mordisco o morango, ou uma maçã vermelha como aquela outra famosa lá do Paraíso.

Do fruto proibido eu posso não só provar como também me esbaldar de comer.

E convenhamos: comer "do" fruto proibido é melhor do que os suspiros, com a vantagem de provocar outros tipos de suspiros também deliciosos.

Anônimo disse...

Parabéns à autora, enfim alguém vê alguma coisa além da unanimidade sempre burra,como dizia o saudoso Nelson Rodrigues.

Hugo disse...

Ao falar mal de todas as religiões a heroína de vocês comete uma grande injustiça.Na Itália católicos e protestantes se esforçam em receber de modo adequado somalis iguais a ayaan e denunciam a prisão de inúmeros africanos em verdadeiros campos de concentração montados pelo católico Berlusconi.E o que ayaan faz?Iguala este esforço aos rituais primitivos de sua religião original esquecendo-se do fato de que acaso há uma organização islãmica que fez o mesmo pelos compatriotas na mesma situação dela?
Caro Tambosi:seu conhecimento sobre a Igreja Católica está fraco.O seu retruque mais parecia dirigido a um protestante do que a um católico.Se deixasses teus preconceitos-e isto fica claro sempre que respondes-contra os cristãos e em especial os católicos e lesses a história da Igreja católica e se desse ao mínimo trabalho de pesquisar sobre o concílo de Trento e o Vaticano II você aí entenderia o que eu disse sobre sua réplica.

Hugo disse...

Se Yoani Sanchéz é uma agente dupla como alguns desconfiam aqui e apenas porque ainda não apanhou,teve os dentes quebrados ou foi torturada e presa então o que deixam para Suun Kyii lá de Mianmar(nunca foi torturada) ou para jornalistas russos que foram ameaçados e hoje vivem escondidos dentro da Rússia(se esconderam antes de tomar uma surra...)?(os blogs destes jornalistas estão na net em espanhol;procurem).É fácil fazer ilações e conjecturas várias mas quero ver vocês nas mesmas condições como agiriam.Aposto que a maioria já teria fugido ou teria se calado.

Orlando Tambosi disse...

Hugo, ninguém aqui tem heróis ou heroínas. Isto é coisa para os crentes, com suas mártires e martirizadas.
Você considera inimigos todos os que não concordam com suas opiniões inflamadas.

Maria do Espírito Santo disse...

Hugo, você é um caso perdido: a ideologia religiosa corroeu toda e qualquer possibilidade de serem estabelecidas as imprescindíveis conexões neuronais.

A Ayaan não é heroína, não é morfina e muito menos cocaína.

Ayaan é apenas uma mulher convicta de que a política precisa se desvincular por completo de qualquer religiosidade.

A política não necessita se "religar" a nada que tenha natureza metafísica. A política se conecta às práticas do trivial cotidiano, à realidade social nua e crua. É neste plano que a política precisa atuar. Além mundos não interessam a quem tem que ganhar o pão de cada dia.

Quem mói no asp´ro não fantaseia, como disse Guimarães Rosa.

E quem você julga ser para dar conselhos ao dono da casa?!

Deixe de ser atrevido, menino mimado!

Se quiser, pegue um terço ou um rosário e reze pela alma incrédula de Orlando Tambosi. É direito seu. Mas aconselhar o professor Orlando?
Acorda, pequeno paspalho!

Orlando Tambosi disse...

Outra coisa, Hugo, nem tinha prestado atenção. Não quero saber nem da igreja católica nem do islamismo ou de outras religiões.
Não quero "conhecer" ainda mais as bobagens ouvidas na infância.
Vá para o templo com sua arrogância de profeta.

Anônimo disse...

Leiam, no Mídia Sem Máscara:


O enigma Yoani Sanchez

Percival Puggina

Essas e outras experiências pelas quais passei, como, por exemplo, a de ser filmado e seguido nas ruas depois de conversar com alguns dissidentes, me põem as barbas de molho sobre a possibilidade de que a blogueira Yoani Sanchez seja quem diz ser

Maria do Espírito Santo disse...

Há quem defenda o míope ponto de vista de que as dúvidas a respeito do "enigma Yoani" não passam de ecos das batidíssimas "teorias conspiratórias".

http://www.heitordepaola.com/publicacoes_materia.asp?id_artigo=1362

Neste endereço, se vê a casa onde dona Yoani mora. Não se vê na "residência" nem a sombra o conhecidíssimo miserê cubano.

De acordo com o míope ponto de vista de certos analistas epidérmicos, que insistem em não enxergar o óbvio sobre o discreto charme da blogueira cubana esperta, aqueles que manifestam dúvidas a respeito do enigma Yoani devem continuar lendo o Código da Vinci em busca de alguma pista sobre o caso em tela.

Os piores cegos são os que não querem ver, que só querem aplaudir a "menina", para, desta maneira, se sentirem superiores tanto em relação à famossíssima blogueira cubana quanto àqueles que tentam analisar a questão Yoani x Cuba com um pouco mais de acuidade.

Yoani é um fenômeno de esperteza. Se deu ostensivamente bem, independentemente das dúvidas a respeito do seu posicionamento polítco.

Sendo o monstro sagrado que se tornou, creio que possa dispensar - numa nice - o "rapoio" de certos copiadores do seu estilo, que de maneira ridícula se julgam "indispensáveis" na manutenção do sucesso que a cubana se tornou.

Yoani dispensa aplausos ou críticas: é um "fenômeno em si".

Mas para aqueles que não se iludem com o brilho de cometas caribenhos, o melhor a ser feito é apostar na dúvida a respeito dos valores, princípios e idéias que Yoani defende e não dar uma de "tiete apoiante".

Mesmo porque, como já disse e repito, Yoani não precisa de nenhum apoio suplementar cucaracho para brilhar como tem brilhado.

Ouro de tolo também brilha...

Anônimo disse...

Leiam, no Mídia Sem Máscara:


O enigma Yoani Sanchez

Percival Puggina


"Pois bem, se as coisas em Cuba são assim, como pude constatar pessoalmente, parece-me pouco verossímil que Yoani Sanchez não conte com beneplácito do regime. Seria muito estranho. Sua liberdade de movimentos não combina com os fatos num país onde toda a brutalidade é possível e onde qualquer liberdade é improvável. Basta conversar com um cubano para perceber que emitir opinião contra o regime lhes faz mal à saúde pessoal e familiar. No universo das probabilidades, a maior delas é a de que dona Yoani esteja na missão de sugerir ao mundo que lá se pode, livremente, fazer o que ela faz."

Maria do Espírito Santo disse...

E a maioria "consciente" cai feito um patinho na lagoa neste conto do vigário caribenho, Anônimo.

A maioria dos "formadores de opinião" preferem acreditar - ou simplesmente acreditam - que Yoani é um fenômeno descontextualizado.

Sei. Yoani versus Cuba = dois mais dois são quatro.

A aposta nas liberdades individuais, no empreendimento autônomo, na livre iniciativa, combinam com democracia e jamais com ditaduras.

A demência, a meu ver, é apostar na incongruência de haver em Cuba alguém que pense livremente, com toda autonomia, sem que haja nenhum interesse governamental nesse pensar e manifestar de maneira livre esses pensamentos.

Há algo de podre no reino da Dinamarca?

Há algo de putrefacto no enigma Yoani.

Anônimo disse...

Provoquei Yoani através de seu blog.Além de tudo que já foi comentado aqui e em outros blogs afins,sobre as facilidades que ela tem,minhas dúvidas iniciais cresceram quando vi a foto dela em encontro com outros blogueiros,todossss messsssmooo,com notebooks top de linha.Lá???hummm...
Para provocá-la,como disse no início,fui direto ao ponto e perguntei o que ela teria a dizer sobre o caso do reitor da Universidade de Havana,Aleido Diaz Guerra, que veio para o Brasil sem problemas,entra e sai de Cuba,vive e trabalha como professor universitário aqui, no melhor estilo classe média alta, circulando do MT para Floripa(morou uns tempos aqui no meu cafofão) em SUVs importadas.Como ela explicaria o governo castrista abrir mão de um investimento tão alto( doutor e reitor de universidade lá)deixando-o aqui numa boa,enquanto os pugilistazinhos foram empacotados de volta...Investiram mais em dois cabeças de pancadas do que num intelectual?Por que ela não fez contato com o (ex)reitor pedindo uma forcinha para vir ao Brasil como eu sugeri a ela que fizesse?
Silêncio total até agora...

Vai ver é mais fácil para ela montar uma estrutura bloguística do que saber,naquela ilha enoooorme, com centenas de faculdades,quem é/era o tal reitor...Né não?
¬¬