sábado, 31 de janeiro de 2009

Sponholz e o escândalo Tarso-Battisti



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sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Gabeira e o "Outro mundo"

Num pequeno artigo na Folha de hoje, o deputado Fernando Gabeira dá uma mordida no tema do tal "Outro mundo". O melhor mesmo, no entanto, é o que diz sobre seu passado de "revolucionário". Pelo menos conseguiu cruzar o ano de 1989. Mas, cá pra nós, ainda tem um pezinho lá atrás ao colocar no mesmo plano, no final do artigo, o Fórum de Davos (mantido por governos de Estado) e o Fórum Social Mundial, tábua de salvação de utopistas que abominam a realidade.
O artigo, na íntegra:
Quando estava preso, Affonso Romano me visitou e disse que achava que nossa visão revolucionária tinha muito de religioso. Naquele momento, estranhei. Mais tarde, lendo a conferência de George Steiner, "Os Sonhadores do Absoluto", percebi que havia afinidades. Sobretudo nessa certeza em determinar o sentido do homem, em sonhar com um mundo completamente novo, inclusive com um homem novo. No meio da década de 60, no bar Degrau, disse para Bolívar Lamounier que, como Sartre, achava o marxismo o horizonte intelectual insuperável de nosso século. "Bobagem do Sartre", respondeu diante do copo de chope. Também estranhei. Sartre era o filósofo.
Tinha muitas reações de estranheza diante dos livros de Isaiah Berlin. Ele escreveu numa revista "Encounter" financiada pelo governo americano. Era considerado da CIA. A qualidade de sua obra me conquistou. Além de entender a Revolução Russa, achou bem no romantismo alemão as raízes revolucionárias. Homem novo? Sentido da história? Todas essas grandes ideias passam por sua análise fria, liquidificadora.
Leio agora sobre a Europa. Deu um grande salto no pós-Guerra. Um a um, os partidos social-democratas se livraram das certezas da história, contentando-se com o aumento do poder de consumo, a maior liberdade das pessoas, uma estabilidade democrática. Vista retrospectivamente, foi uma extraordinária conquista.
Nesse momento de crise, em vez de outro mundo, peço um mundo melhor. É o caminho para abordar a economia e a degradação ambiental. Uma vez foi tentada uma conferência entre os dois fóruns, Davos e Porto Alegre. Um caos. Cada um falava a sua língua. Não conseguiram se entender. Se houver outro mundo, ou, mais modestamente, um mundo melhor, dependerá mesmo de fóruns como esses?

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quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

O anjinho Battisti


Coitadinho, vejam que pose de vítima! Faz melhor que bandido brasileiro. Merece ser canonizado.
(A ver o que fará o STF...)

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Woodstock regressivo no Pará





Danke, Sponholz!


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O sonho irrealizável dos utopistas

A pior ideologia é aquela que confunde desejo e realidade
Estou lendo Missa negra: religião apocalíptica e o fim das utopias, o novo livro de John Gray que acaba de ser lançado pela Record (ver ao lado), e sublinhei um trecho que calha bem ao que se passa no Pará com a turma do "outro mundo possível". O fato é que até hoje, nos sucessivos fóruns antiglobalistas, nenhuma proposta surgiu nem algum projeto foi aplicado. Coisa típica do utopismo que move esses reacionários inimigos da realidade - que, aliás, confundem desejo e realidade.
Gray fala justamente da utopia, tão cara às "esquerdas", mas não exclusividade delas. Trata-se de uma forma de pensar desvinculada de todo senso de realidade. E aqui vai o excerto:
"Definir senso de realidade seria complicado, mas não é difícil saber quando ele está em falta. Para a mente utópica, os problemas de qualquer sociedade conhecida não são indícios de imperfeições na natureza humana. Representam sinais da repressão universal - que, no entanto, logo terá fim. A história é um pesadelo do qual precisamos acordar, e, quando isto acontecer, perceberemos que as possibilidades humanas são ilimitadas. Considerar os projetos utípicos simplesmente como tentativas imperfeitas de adoção de políticas racionais é ignorar o principal. Essas aventuras são resultado de uma visão de mundo - outrora manifesta apenas em cultos religiosos e seitas revolucionárias, mas que, em determinado período, se estabeleceram firmemente em governos ocidentais - segundo a qual a ação política pode promover mudanças na condição humana".
Resumindo, e ao contrário do que pensam alguns intelectuais acadêmicos, "um projeto é utópico se não se verificam circunstâncias nas quais possa ser realizado."
Ora, dizer que "um outro mundo é possível" e não fornecer nenhuma pista de como pode ser alcançado ou realizado é, precisamente, utopia. Eis o traço definidor do Fórum Social Mundial. Ponto.
(Prometo uma crítica do livro quando terminar a leitura).

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quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

De volta à carroça

As barreiras à importação nos levam de volta aos anos 70/80, quando o país era fechado (e vivia sob ditadura). Miriam Leitão foi ao ponto:
Além de ser um anacronismo, a licença é um risco de outra natureza. Ela dá ao burocrata o poder de barrar ou liberar produtos, dar vantagens para um grupo, prejudicar o concorrente desse grupo, apenas manipulando o tempo de concessão da licença. Em uma palavra: essa burocracia alimenta a corrupção. Foi assim no passado, o Brasil já viu esse filme. Foi desmontando as barreiras burocráticas, não tarifárias à importação, que o Brasil começou a se modernizar. (Continua).
E corrupção haverá, sim.
UPDATE: ligeirinho o governo recuou. Mas, como sempre, não haverá punição ao perpetrador dessa mancada saudosista (parecida com a maledetta "reserva de mercado da informática", que nos deixou a ver navios até hoje em termos de computadores).

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O terrorista é nosso!


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terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Piquenique da utopia regressiva

Se não me engano, começa hoje no Pará mais um convescote da ratatulha ideológica com saudades do século XX. É o tal do Fórum Social Mundial, nova tábua da salvação de quem não aprendeu as lições da história com a derrota do comunismo.

Comparecem à festança - com contribuição de dinheiro nosso - não só a idiotia latino-americana, mas os idiotas de outros países. Vão todos deblaterar contra a globalização, maldade inventada, segundo eles, pelo capitalismo e universalizada pelo "imperialismo" norte-americano etc.

Ora, se a bugrada estudasse (argh, são todos lulistas de carteirinha na aversão aos livros!), saberia que a globalização é um processo objetivo irreversível, como já disse aqui outro dia. Afirmei até que, pelo menos em relação a isto, Marx não errou ao falar em "mercado mundial" (está lá no Manifesto).

Em homenagem aos reacionários do Fórum inimigo da realidade, deixo um pequeno parágrafo do livro Uma mudança extraordinária. Como o comércio revolucionou o mundo, de William J. Bernstein (ver ao lado):

A "globalização" não foi um evento, nem mesmo uma sequência de acontecimentos; mas é um processo que tem evoluído de forma lenta por um tempo muito, muito longo. O mundo não se tornou "plano" com a invenção da Internet, e o comércio, no fnal do século XX, não foi dominado de repente por grandes corporações de alcance mundial. Os mercados do mundo antigo se integraram de maneira gradativa desde o início, no alvorecer dos primeiros registros históricos com cargas de grande valor, até a expansão lenta para produjtos menos preciosos, maiores perecíveis. Esse processo de integração global acelerou-se com as primeiras viagens europeias ao Novo Mundo. A grande quantidade atual de navios de contêineres, jatos, Internet e uma rede globalizada crescente de fornecimento e fabricação são apenas etapas posteriores da evolução de um processo que vem acontecendo nos últimos 5 mil anos. Na verdade, ajuda muito a examinar o que aconteceu antes, se quisermos entender os padrões do comércio global que mudam com rapidez.

Pra encerrar, espero que esses reacionários sejam picados pelo mosquito da malária!

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segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Marolinhas lulescas



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Grotão exporta falsários

Junto às commodyties que o Grotão sempre exportou vai agora uma novidade: o falsário. Depois tem gente que fica indignada quando brasileiros são barrados na Espanha. Pois bem, os espanhois empreenderam a "Operação Carioca" (nome apropriadíssimo!) e prenderam 33 grotenses.
O crime é nosso know-how. Ou alguém pensa que exportamos cientistas?
Detalhe: "De acordo com dados do Ministério do Interior espanhol, os brasileiros já são a principal nacionalidade na lista de falsificadores mais procurados pela polícia da Espanha, superando os nigerianos."
Aqui, até gato recebe Bolsa Família.

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domingo, 25 de janeiro de 2009

Roma versus Grotão


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MST inclui ladrões, estupradores e até terroristas das Farc.

Como tenho batido aqui no banditismo do MST, faço questão de surrupiar na íntegra a carta ao leitor da Veja desta semana. A revista traz ampla matéria (para assinantes) sobre os mercenários de João Pedro Stédile, o Pol Pot do Grotão. Os bandos ligados ao movimento incluem ladrões, estupradores, além de narcotraficantes das Farc. Tudo com a cumplicidade das autoridadores e muita verba pública.

O MST comemora 25 anos de crimes e impunidade

Eles se abrigam sob a bandeira de uma organização política com o nome de Movimento dos Sem-Terra (MST). Não têm sede fixa nem estatuto. Seus chefes nacionais nunca são processados ou condenados. Apesar disso, suas ações são criminosas e suas vítimas em potencial, qualquer propriedade, empresa ou centro de pesquisa agropecuária que produza riqueza ou tecnologia. Para angariarem simpatia e milhões de reais de repasses do governo federal, eles se disfarçam de defensores da reforma agrária lutando em nome de agricultores familiares deslocados de suas pequenas propriedades por implacáveis magnatas do agronegócio. São, na verdade, um grupo de espertalhões de esquerda que recruta, manipula e domina pelo poder econômico, e também pela violência, andarilhos, mendigos, desempregados urbanos, ex-presidiários, foragidos da Justiça e até pessoas com emprego nas cidades que aceitam engrossar suas fileiras em troca de pagamento. Essa espantosa organização completou na semana passada um quarto de século zombando da lei.

Uma reportagem desta edição de VEJA, feita com base em cadernos de anotações de líderes do MST apreendidos pela polícia do Rio Grande do Sul, revela que não é por acaso que as invasões em todo o país seguem um mesmo padrão. O MST desenvolveu um método de organização paramilitar com disciplina férrea, julgamentos internos e incentivo ao uso de armas. As cartilhas apreendidas ensinam como escapar de um flagrante, produzir bombas caseiras, esconder antecedentes criminais, disfarçar a falta de experiência na vida do campo e também como fraudar cadastros para receber ajuda oficial em dinheiro. Até hoje, as ações criminosas dessa força do atraso no campo não conseguiram fazer grandes estragos no exuberante desempenho do agronegócio brasileiro – que produziu cerca de 4 de cada 10 dólares de divisas trazidos pelas exportações do país em 2008. Os efeitos da crise externa no campo em 2009 são preocupantes. Se a eles se somar o prometido recrudescimento das invasões, os objetivos deletérios do MST poderão ser atingidos. É do maior interesse de todos os brasileiros que a ousadia e a impunidade do Movimento dos Sem-Terra tenham um fim imediato.
* * *
Como defensor da lei e da democracia, estou preparado para ser chamado, pela rafuagem ideológica grotense, de "reacionário", "direitista" etc.
(Foto: Carlos Casaes/AE).

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Tinha que ser amigo de Lula e Chávez!

O leitor CFE, um carioca que reside em Portugal, envia o seguinte texto:

O primeiro-ministro português está enrolado numa investigação feita pela polícia britânica em um empresa que constroi e administra shopping centers. O caso se passou quando José Sócrates era ministro do ambiente do governo Guterres e mudou a legislação para permitir a instalação do shopping "Freeport" em Alcochete, localidade situada ao norte de Lisboa.

De notar que a comunicação social portuguesa só se debruçou no fato depois de ter sido solicitado oficialmente pelas autoridades britânicas que a polícia portuguesa investigasse o envolvimento de um advogado, tio de Sócrates, na intermediação duma reunião da firma inglesa com seu sobrinho.

Sócrates é socialista, amigo de Lula e um (talvez o maior) dos defensores de Chávez na Europa.

É por isso que, quando alguém fala em socialismo perto de mim, vou logo protegendo os bolsos.

(O escândalo pode ser acompanhado aqui e no blog O António Maria).
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Grotão dos gatunos

É a era Lula! Até os bichos se locupletam. E o gato é o símbolo perfeito.

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sábado, 24 de janeiro de 2009

Veja descobre o óbvio: Battisti é terrorista.

Na newsletter do editor da Veja:

É definitiva a investigação jornalística que a repórter de VEJA Laura Diniz fez sobre os antecedentes do italiano Cesare Battisti, merecedor do status de refugiado político no Brasil por decisão de Tarso Genro, ministro da Justiça. VEJA havia dado crédito a Genro na Carta ao Leitor da última edição, sugerindo que ele poderia estar certo em sua decisão. Depois da reportagem de Laura, que analisou os processos contra Battisti na Itália e na França e falou com os magistrados responsáveis, só nos resta uma conclusão: Battisti matou, feriu e roubou. É terrorista.

A revista perdeu para os blogueiros, que não confiam de antemão em nada do que diz ou faz Tarso Illich Genro, fundador do Partido Revolucionário Comunista (PRC), grupo leninista que já morreu tarde. Tarso é um saudoso dos anos 70 e do flagelo ideológico que marcou aquela década maldita (aliás, século maldito, porque século das ideologias).
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sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Aos utopistas inimigos da globalização

Atenção, adversários da realidade, o processo de globalização não é invenção de ninguém - como eu disse no post anterior -, mas um processo objetivo e irreversível, goste-se ou não. Fatos são fatos, não questão de gosto ou de opinião.

A propósito da globalização, Maria do Espírito Santo enviou texto de Paulo Roberto de Almeida, nosso amigo comum, que é diplomata sem os pés fincados nos anos 70 nem entusiasta do "terceiromundismo" em que se atola o Itamaraty sob o governo Lula. Convém lê-lo com atenção.

E quem ainda não acredita que a globalização seja um processo iniciado há longo tempo, que leia também o livro indicado ao lado, de William Bernstein: Uma mudança extraordinária. Como o comércio revolucionou o mundo (lançado recentemente pela editora Campus). A outra opção é ignorar os fatos e mergulhar na ideologia da rafuagem que impera no Grotão, a começar pela academia.

O texto do PRA (que mantém um blog
aqui linkado) é um excerto (pp. 57-59) do livro Os primeiros anos do século XXI, publicado em 2002 pela Paz e Terra.

A globalização capitalista e as desigualdades estruturais entre países e sociedades

A globalização capitalista revigorada do final do século XX trouxe provavelmente mais riqueza material e progressos sociais do que jamais ocorreu em fases precedentes da economia mundial, mas ela dá nitidamente a impressão de estar associada ao crescimento das desigualdades dentro dos países e entre as regiões, o que ainda não foi confirmado por estudos especializados. Parece um fato que as tendência da economia mundial nesse século foram mais no sentido do aprofundamento das divergências entre as economias nacionais do que na direção da convergência esperada pela maior parte dos economistas. Em outros termos, nações que já eram relativamente ricas em 1900 tornaram-se ainda mais afluentes em 200, enquando que as menos avançadas progrediram igualmente, mas em menor escala do que as primeiras.

A tendência das últimas décadas do século XX confirma o aumento das diferenças entre nações desenvolvidas e países em desenvolvimento, assim como das desigualdades no acesso a bens e a distância acumulada entre os rendimentos dos grupos sociais. Deve-se lembrar, preliminarmente, que o aprofundamento das defasagens entre regiões e entre os estratos sociais já estava em curso no período anterior à aceleração da globalização. A evolução no que diz respeito as regiões teve menos a ver com o chamado "intercâmbio desigual" - uma vez que várias economias periféricas, entre elas o Japão, a Coréia, o próprio Brasil e mais recentemente a China, conseguiram diminuir a defasagem - e mais com a estruturação material das sociedades e economias, seu substrato humano (em termos de educação e capacitação profissional), o meio ambiente institucional (estabilidade de regras, respeito aos contratos, segurança dos direitos de propriedade contra práticas abusivas de "extração de renda" pelo Estado ou por grupos de interesse) e a intensidade de vínculos com a economia internacional, de onde provêm os estímulos à competição e os ganhos de produtividade e de Know-how, mediante transferências diretas e indiretas de tecnologia. Os diferenciais de renda, que se acentuaram nas duas últimas décadas do século XX, foram mais devidos à diferenças de produtividade entre as economias do que do próprio movimento de globalização.

De fato, estudos econométricos tendem a demonstrar que a defasagem entre os países ricos e os pobres no século XX pode ser explicada, antes de mais nada, pelos diferenciais de produtividade entre economias nacionais apresentando diferentes diferentes ritmos históricos de desempenho relativo e ostentando fontes diversas de crescimento. À medida que os países se afastam das estruturas uniformemente agrícolas de subsistência ou de exportação de produtos primários tende naturalmente a aumentar. Estas últimas, no entanto, são mais pobres hoje não em virtude da globalização - que tende a mobilizar recursos e, portanto, a distribuir renda em escala planetária - mas a despeito dela, e mais precisamente em virtude das deficiências de crescimento e na administração de suas políticas econômicas nacionais e setoriais (política agrícola, industrial, de ciência e tecnologia, etc.), que as levaram a marcar passo, quando não a regredir (como no caso da África), na luta competitiva do capitalismo global.

Na maior parte das vezes, a questão da distância entre os níveis absolutos de riqueza se reduz a um simples problema de ritmos de crescimento sustentado. Quando o Brasil cresceu a taxas sustentadas nos anos 50 a 70, a distância em relação ao PIB dos EUA diminuiu: entre 1957 - data decisiva no processo de modernização brasileira, com a implantação da indústria automobilística - e 1986, a expansão do PIB brasileiro foi de 594,9%, contra um aumento acumulado de apenas 150,4% para o PIB dos EUA. Em consequência, a distância que separava o PIB per capita brasileiro do americano se viu encurtada. Em contraste, a diminuição do crescimento na década seguinte fez com que a distância fosse novamente alongada, considerando-se também o crescimento sustentado da economia americana nos anos 90. Em termos de paridade de poder de compra, uma medida mais adequada para se estimar a riqueza relativa das economias, as distâncias diminuíram dramaticamente, por exemplo, entre a China e os Estados Unidos nas últimas duas décadas do século XX, em vista do crescimento sustentado e a altas taxas que o gigante asiático apresentou desde o início das reformas tendentes a aproximar a economia chinesa das regras de mercado e do sistema internacional (demanda de ingresso na OMC). A Índia, menos populosa, realizou menos progressos em termos de crescimento per capita, provavelmente por ter seguido uma estratégia menos globalizada.

A globalização capitalista do século XX não teve como missão histórica provocar uma homogeneização entre os povos e países, muito embora ela possa fazê-lo no longo prazo, no nível da estrutura produtiva e dos perfis laborais, num ritmo provavelmente mais medido em termos de gerações humanas. A missão econômica da globalização foi a de produzir maior quantidade de bens a custos continuamente mais baixos, no que se deve reconhecer sua tremenda eficácia relativa, maior em todo caso do que os sistemas econômicos baseados na alocação adminstrativa de recursos. Se grande parte desse processo - isto é, volumes crescentes de comércio de mercadorias, de intercâmbio de serviços e de investimentos recíprocos - se deu preferencialmente entre os próprios países desenvolvidos e com uma gama reduzida de países emergentes, isso não derivou de nenhuma discriminação a priori contra certos povos ou nações, mas tão simplesmente em função da equação "custo-oportunidade", conhecida dos economistas: alguns países, por razões de soberania nacional, colocaram-se voluntariamente à margem do processo de globalização, aumentando o lado do "custo" em relação aos ganhos de "oportunidade".

No que se refere, por outro lado, à concentração de rendas no interior dos países, cabe lembrar que as variáveis desse processo são muito mais amplas do que a simples exposição de um país à interdependência global, e que o Brasil, por exemplo, tornou-se um campeão das desigualdades sociais numa fase de notório fechamento externo da economia e de acirrado protecionismo comercial: o coeficiente de Gini (medida de concentração de renda) já era bastante elevado - em comparação com países apresentando níveis similares de desenvolvimento - quando o Brasil vivia em relativo isolamento econômico, com uma autonomia produtiva de cerca de 95% e uma tarifa alfandegária média de 45%.

São poucos ou relativamente escassos, para não dizer inexistentes, os estudos consistentes - isto é, possuíndo um certo recuo no tempo - que permitam tirar conclusões positivas ou definitivas a esse respeito, ou seja, fornecendo evidências empíricas que demonstrem cabalmente algum tipo de vínculo estrutural entre a marcha da globalização e o aumento das desigualdades sociais ou setoriais. Outras variáveis, que não apenas a liberalização comercial ou a inserção nos círculos globais, estão em jogo nos recentes processos comprovados de aumento de concentração de rendas, como nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha, os dois exemplos mais notórios de "políticas liberais", que teriam conduzido a um maior nível de concentração de renda nos estratos mais abastados da população. Dentre essas variáveis, que precisariam ser computadas nos estudos de avaliação do impacto da globalização, figuram, por exemplo, a extensão e a cobertura das políticas domésticas com impacto social indireto (saúde, educação, habitação, etc) ou direto na área distributiva (alocações sociais, progressividade tributária), que muitas vezes independem do grau de abertura da economia para produzirem efeitos eventualmente nefastos do ponto de vista da distribuição dos rendimentos.

(Danke, Maria, danke, Paulo).

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Direto da tumba


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Brasil sob escárnio

É o que merece o Grotão sob a mentalidade reinante, que é esquerdóide, paralisada nos anos 70 e nostálgica do autoritarismo. Desde que Tarso Illich Genro, hoje ministro da Justiça, era prefeito de Porto Alegre (de onde foi escorraçado pelas urnas), o Fórum Social Mundial, que reúne a rafuagem mundial antiglobalista, finca raízes no Grotão. Pois agora, segundo a revista italiana Panorama, Tarso Illich e seu protegido terrorista, Cesare Battisti, serão apoiados pelos utopistas do atraso na próxima reunião do fórum, em Belém do Pará.

A revista também observa que o primeiro signatário do manifesto pró-Battisti, Giuseppe Cocco, estudou em Pádua nos anos 70 e, depois, na França, sempre junto a Toni Negri (o mentor das Brigadas Vermelhas, também festejado no Brasil), com o qual escreveu textos contra a globalização, o capitalismo etc. Negri sempre foi um entusiasta da "violência auroral" (já falei dele aqui no blog várias vezes, argh!).

Ora, ser contra a globalização é ser contra a realidade. Ninguém a criou, não é monstro gerado pelo capitalismo, mas simples processo histórico iniciado há séculos. Marx, o guru dessa gente, acertou pelo menos em prever o "mercado global", que outra coisa não é senão a globalização hoje em curso acelerado, diminuindo a miséria no mundo e minando as ditaduras.

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quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Mino versus Dines

Mino, o amiguinho de Lula e beneficiário de farta publicidade oficial na sua Carta Capital, não gostou do que disse Alberto Dines no Observatório da Imprensa. E a coisa virou bate-boca, muito bem resumido pelo Angelo da CIA.

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Battisti et caterva


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Um Coelho no buraco pré-89

O jornalista Marcelo Coelho, da comissão editorial da Folhona, é outro que mantém os pés enterrados no século passado. Malhou Reinaldo Azevedo, João Pereira Coutinho, Luiz Felipe Pondé e Demétrio Magnoli por serem realistas. Como todo "esquerdista", Coelho é idealista. Detesta a realidade e os desencantadores de mundo. Pugna pela difusão da "esperança" - esse sentimento religioso, como o definiu acertadamente o velho Bobbio.
Na verdade, Coelho gostaria de ver os citados expulsos da mídia - justamente os que fazem o melhor trabalho da imprensa grotense, sem o viés esquerdóide que a sufoca na era petralha.
Está levando merecidas sarrafadas (ou cajadadas?) do Reinaldo em vários posts.
P.S.: antes que algum maledicente se aproveite, minha opinião não significa adesão a tudo o que os quatro articulistas escrevem ou às idéias que denfendem.

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Islamofascistas pedem a cabeça de Madonna

Vejam a que ponto pode chegar a loucura dos trogloditas fundamentalistas:
Se Madonna achou que poderia voltar para casa, e descansar tranquilamente após sua turnê "Sticky & Sweet", a rainha do pop se enganou. Ou, pelo menos, deve ficar atenta: a admiração de Madonna pelo judaísmo, e por Israel, levou um grupo radical palestino a, literalmente, colocar sua cabeça a prêmio. (Continua).
(Danke, Maria).

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Professores a favor do terrorista Battisti

Um vergonhoso manifesto em favor do assassino italiano Cesare Battisti - condenado à prisão perpétua na Itália e acoitado pelo ministro Tarso Illich Genro como "refugiado pólítico" - só poderia mesmo ter nascido na UFRJ, dada a fartura de signatários que são professores daquela universidade. Prova de que a academia, no Grotão, é o último refúgio da ideologia.

Aqui vai a lista dessa rafuagem ideológica pré-1989:

1) Giuseppe Cocco - professor UFRJ;
2) Ivana Bentes - professora UFRJ;
3) Rodrigo Guéron - professor UERJ;
4) Alexandre Mendes - defensor público;
5) Alexandre Nascimento - professor Faetec e pré-vestibular para negros e carentes;
6) Bárbara Szaniecki - designer;
7) Tatiana Roque - professora UFRJ;
8) Caia Fittipaldi - tradutora;
9) Elisa Pimentel - professora;
10) José Lima - dirigente da CUT-RJ;
11) Tânia Marins - Tortura Nunca Mais;
12) Vera Vital Brasil - Tortura Nunca Mais;
13) André Barros - advogado;
14) Henrique Antoun - professor UFRJ;
15) Peter Pal Pelbart - professor PUC-SP;
16) Pablo Gentili - professor UERJ e Clacso;
17) Susana Castro - professora UFRJ;
18) Simone Sobral Sampaio - professora UFSC;
19) Luiz Camillo Osorio - professor PUC-Rio;
20) Felipe Cavalcanti - médico;
21) Geo Britto - CTO (Centro do Teatro do Oprimido);
22) Rodrigo Nunes - Goldsmiths College, University of London, e revista Turbulence;
23) Salvador Schavelzon - antropólogo;
24) Mariangela Nascimento - Universidade Federal da Bahia - Instituto Cidade;
25) José Augusto da Silva - diretor do Instituto Cidade;
26) Fábio Lobianco - assessor jurídico - Instituto Cidade;
27) Gerardo Silva - pesquisador UFRJ;
28) Leonora Corsini - pesquisadora UFRJ;
29) Alipio Freire - jornalista e escritor;
30) Heloisa Fernandes - Escola Florestan Fernandes do MST - professora USP;
31) Renato Simões - secretário nacional de Movimentos Populares do PT;
32) Arthur Gonçalves Filho - industriario aposentado e tradutor;
33) Laizio Rodrigues de Oliveira - livre pensador;
34) Laurita Salles - artista plástica;
35) Tereza Maria Copetti Dalmaso - professora estadual, RS;
36) Ricardo Campo - Unesp;
37) Diego Silva - músico;
38) Irineu José Dalmaso - professor estadual, RS;
39) Amyra El Khalili - professora (economista);
40) Adriano Copetti - juiz federal;
41) Alice Copetti Dalmaso - bióloga;
42) Silvana Copetti Dalmaso - jornalista;
43) Gabriel Santos de Araújo - professor de literatura;
44) Leonor Nunes Erberich - professora de inglês;
45) Adauto Melo - Grupo Beatrice;
46) Sara Vitelloni Tibola - arquiteta e urbanista;
47) Talita Tibola - psicóloga, mestranda em educação;
48) Daniel Dutra Trindade - psicólogo, mestrando em psicologia social;
49) Pedro Copetti Dalmaso - médico;
50) Alyda Sauer - tradutora;
51) Jorge A. Bittar - arquiteto;
52) Ruth Maria Scaff - professora UnB;
53) Lincoln Secco - professor USP;
54) Rui Martins - jornalista e escritor;
55) Celso Lungaretti - jornalista e escritor;
56) Guilem Rodrigues da Silva - poeta e juiz de segunda instância;
57) Regina de Toledo Sader - professora aposentada - USP;
58) Ricardo Cavalcanti-Schiel - antropólogo;
59) Laerte Braga - jornalista;
60) Mário Augusto Jakobskind - Rio de Janeiro - jornalista;
61) Beth Müller - psicanalista;
62) Caio Martins Bugiato - mestrando Unicamp;
63) Helio Gusmão Filho - historiador/UESB/Vitoria da Conquista-Bahia;
64) Marilourdes Fortuna - assistente social e professora de Filosofia;
65) Luiz Gozanga (Gegê) - Central de Movimentos Populares do Brasil;
66) Júlio César de Oliveira Valentim - jornalista;
67) Pedro Barbosa - mestrando;
68) Leonardo Botega - professor estadual - RS;
69) Leonardo Palma
70) Lúcia D. Coppetti
71) Sandra Cristina G. Benedetti - presidente da ObeeC (Organização Brasileira de Educação e Estudos Contemporâneos);
72) Gil Soul - cantor e compositor;
73) Ismar C. de Souza
74) Dirlene Marques - professora universitária;
75) Dulce Maia de Souza
76) Zenalde Machado de Oliveira - cientista social;
77) Fernando Claro Dias - advogado;
78) Caio Martins Bugiato - mestrando Unicamp;
79) Celeste Marcondes
80) Benedito Prezia - antropólogo e professor;
81) Penha Pena - arquiteta e urbanista;
82) Nélson Serathiniuk - sociólogo;
83) Urariano Mota - escritor e jornalista;
84) Gloria Seddon - psicanalista e artista visual;
85) Marly Vianna - professora UFSCar;
86) Antonio de Medeiros - jornalista;
87) Cláudio Batalha - professor Unicamp;
88) Jesus Carlos - repórter fotográfico;
89) Wakina M. Britto Lima - pedagoga;

Enquanto isso, a Itália diz que fará tudo para expatriar o criminoso, inclusive retirando seu embaixador do Brasil.

Que vergonha, Tarso Illlich!
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quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Caça às bruxas em Gaza

O movimento islamofascista Hamas afirma ter retomado o controle de Gaza. Continuará, portanto, a fazer a única coisa que sabe: perseguir, torturar, matar.
Essa praga que inferniza os palestinos - e até hoje impede a criação de um Estado ao lado do Estado de Israel -, tão aplaudida pela rafuagem esquerdista do Grotão, mais uma vez se volta contra seus próprios cidadãos: caça "colaboradores" de Israel. Os moderados do Fatah, legítimos representantes do povo palestino, que se cuidem.
Definitivamente, o grande inimigo dos palestinos não está em Israel, mas entre eles próprios: é o terrorista Hamas.
O serviço de segurança interno foi instruído a rastrear os colaboradores e golpeá-los com força", disse Ehab al Ghsain, porta-voz do Ministério do Interior do Hamas, sem citar textualmente membros do Fatah. (Continua).

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Um colunista sem o ranço pré-1989

O melhor colunista da imprensa brasileira é português: João Pereira Coutinho. Escreve sem o ranço pré-1989 da maioria dos colunistas grotenses. Na última parte da entrevista que concedeu à revista Dicta & Contradicta (links), Coutinho fala de dois temas complexos: Deus e... as mulheres.

Tem razão em dizer que Deus só é um problema candente para o crente e o ateu. E tem razão também em observar que as mulheres são um elemento de civilização da humanidade - particularmente dos barbados.

Vejam também o blog do colunista.

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Ativistas querem prisão de ministra israelense


Ativistas politicamente corretos da França e da Bélgica prosseguem na campanha contra Israel. Leiam no jornal Público:

Advogados europeus terão pedido a um tribunal belga para mandar prender a ministra dos Negócios Estrangeiros de Israel, Tzipi Livni, quando hoje ao fim do dia chegar a Bruxelas, de acordo com o jornal
Haaretz. (Continua).

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Pão e circo

Como o Fome Zero morreu por falta de famintos, o governo agora investe em "restaurantes populares". É a Bolsa-Marmita.

Pão pelo Grotão afora e circo em Brasília.

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terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Rafuagem ideológica

Embora a economia grotense não siga o ritmo bolivariano - porque o governo segue fielmente o anterior, ainda bem -, as mentes lulistas estão no mesmo nível do chavismo mais desbragado. Existe, por exemplo, uma tal de Radioagência NP (o corte do hífen não é meu nem da nova ortografia), devotada a "Notícias do Planalto", que não passa de entidade chapa-branca, surgida em Brasília com o governo Lula e agora perpetrada em São Paulo. Há dezenas de baiúcas desse tipo na Venezuela chavista.
Na página da "rádio" campeiam o preconceito contra Israel (isto é, a opção pelo terrorismo do Hamas), as perorações do chefete do MST, João Pedro Stédile, o Pol Pot grotense que arregimenta um exército ilegal há 25 anos, além de otras cositas de idêntico fedor ideológico.
Corram a página da RNP para conferir o "silviço" dessa rafuagem ideológica - munidos de saquinho, é claro.

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E agora, Obama?



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Homenagem à democracia norte-americana

Alô, bugrada pré-1989!
Os EUA, que sempre foram exemplo de democracia, estão em festa hoje com a posse de Barack Obama. Novo presidente, novas promessas, revezamento de partidos - tudo o que raramente acontece na América Latina, com seu atávico populismo autoritário e porcas tentativas de poder absoluto.
A bugrada pré-1989 festeja Obama mundo afora como um dos seus, agarrando-se a uma última ilusão. Ele não é salvador de nada. Ninguém sabe o que fará o novo presidente, mas, como é um simples mortal, não fará muito diferente do que fizeram seus antecessores. Adaptar-se-á à realidade no dia-a-dia. Os tons inflamados dos discursos eleitorais ficarão apenas na lembrança.
Esta é a homenagem do blog ao valoroso povo norte-americano, sem o qual o mundo seria, certamente, pior do que é.
(Na rádio Deezer, ao lado, Jimmy Hendrix interpreta "Star Spangled Banner", o hino dos EUA).

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Liga, Obama, liga!


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Fräulein Cantanhêde contra Israel

Eliane Cantanhêde, com seu raciocínio torto, mal esconde seu preconceito contra Israel. Previsível, já que sempre se alinhou ao viés "esquerdista" grotense. Desconfio que a dama da Folhona também não chegou a 1989.

Leiam o pusilânime artigo aqui, acompanhado de uma boa crítica do professor Roberto Romano.

Touché!

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segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

The Millionary Campus Party

A tal da Campus Party é um encontro anual organizado para discutir qualquer coisa sobre tecnologia e afins. Até onde sei, há pouca organização nas apresentações. Cada qual diz o que bem entender.
Mas o que não falta é dinheiro para patrocinar os eventos, que começaram com contribuições privadas e hoje veem jorrar grana do contribuinte. Porta aberta para a picaretagem.
A Nova Corja conferiu e mandou bala!

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O chato cadeirante

Como estou de férias, fui tomar um chopp num bar próximo de casa (Florianópolis), que até é "estrelado" pela revista Veja. Chopp de primeira, mas música de quinta. Uma TV de mais ou menos 60 polegadas passava o DVD dos Paralamas do Sucesso, com o cadeirante Herbert Vianna cantando (balbuciando) tropegamente.

Cadeirante porque escapou, como todos sabem, de um acidente em que morreu sua mulher. Estavam os dois num ultraleve que, conduzido com imperícia, deu no que deu em Angra dos Reis, em fevereiro de 2001. O temerário cantante tentou fazer looping com o aparelho, que, obviamente, pouco dominava.

No DVD, gravado ao vivo, apareceram outros chatos a homenagear o balbuciante, estes tidos como vanguarda paulistana: gente dos Titãs, um tal de Nando Reis e um esquálido que até participou de um filme (certamente "cult"), cujo nome esqueci - e nem quero lembrar. Tudo muito politicamente correto. Argh!

O diabo é que já não se pode nem tomar um chopp tranquilamente!

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Falsa sensação de segurança

Steven Levitt, autor de Freakonomics, usa as cadeirinhas de bebês para mostrar que nos enganamos facilmente em questões de segurança. E o pior é que algumas leis institucionalizam esse engano. O vídeo do economista, com legendas em português, está no site do Instituto Millenium.

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Itamaraty sem rumo no governo Lula

O governo Lula desmantelou o Itamaraty. Celso Amorim, o chanceler oficial, faz périplos inócuos pelo terceiro mundo; Mangabeira, bancando o chanceler, negocia com a equipe de Obama antes do próprio Ministério das Relações Exteriores; o desastrado Marco Aurélio Top-top Garcia se mete a diplomata com a vizinhança chavista e com a amada Cuba; e até o espalhafatoso Minc já assina acordos internacionais. Todos, claro, autorizados pelo Pequeno Timoneiro.

Nos últimos dias o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, dedicou parte de seu tempo a um périplo por países do Oriente Médio, como Israel, Palestina, Síria, Jordânia e Egito, numa missão de paz entre o Hamas e Israel. Se, em outros continentes, houvesse demandas pela presença do ministro brasileiro para tratar de temas variados nas áreas de defesa, meio ambiente, contatos com os sul-americanos ou com os países do Hemisfério Sul, não haveria problema de quadros qualificados.

O modelo adotado pelo governo brasileiro criou a figura de vários chanceleres.

No início do mês, o ministro de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, atropelou o Itamaraty e se reuniu com a equipe do presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, para os primeiros contatos diplomáticos entre os dois países. Tratou de temas caros à diplomacia nacional, como alianças comerciais e militares. Antes, Mangabeira reuniu-se com o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, e seus principais ministros, para tratar de acordos na área de defesa e da ciência e tecnologia. Em ambas as ocasiões, ele estava autorizado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Na Conferência de Poznan, na Polônia, no fim do mês, incentivados pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, técnicos ambientalistas negociaram verbas para o Fundo Amazônia com a Alemanha e a Noruega e prometeram metas de redução de emissão de gás carbônico por parte do Brasil sem passar pelo crivo das Relações Exteriores. Assim como Mangabeira, Minc e os técnicos do Meio Ambiente estavam autorizados por Lula a fazer os acordos. (Matéria no Estadão).

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Falsos templos

Os "templos" de religiões que pipocam no Grotão esotérico deveriam por em alerta as autoridades municipais e estaduais. Segurança é o que menos importa a esses pastores, bispos e apóstolos de araque, cujo objetivo é apenas arrancar até a última moeda dos tolos fiéis.

Em tudo quanto é cidade, velhos cinemas viraram igrejas sem qualquer reforma dos prédios. Desabamentos e incêndios são apenas questão de tempo.

A desgraça de hoje na igreja Renascer (propriedade daquele casal caloteiro processado nos EUA) não é um acaso. O fato é que essas arapucas que exploram a fé alheia não sofrem qualquer tipo de fiscalização por parte das autoridades.

Os comerciantes, que pagam impostos, são mais vigiados pelos poderes públicos que esse bando de rapineiros das almas.

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domingo, 18 de janeiro de 2009

Peta que pariu!

Vejam o que a bugrada politicamente correta e ecochata aprontou para a posse do Obama. Tinha que ser coisa de Ong mesmo! Aliás, os esquerdícolas e afins vão babar na festa da posse. Ilusão é com eles.

A ONG People for the Ethical Treatment of Animals (Peta) vai distribuir milhares de litros de chocolate quente durante a posse do presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, para as pessoas que não usarem casacos de pele nas celebrações. (Continua).

Alguém acha que as pessoas que dispõem de casaco de pele vão trocar o conforto por um copo de chocolante quente?

(Danke, Maria).

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Esqueceram o presidente do Haiti?


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Caserna das lulistas

Ideli Salvatti, a pit bull do lulismo, anda arrumando namorado no quartel para a reformada Dilmona, mãe do falecido PAC. A senadora já namora há tempos um sargentão do 63 BI, de Florianópolis.

Petista de saia gosta mesmo é de quartel. Não é de estranhar: o lulismo é filho da ditadura militar.

Os candidatos ao coração da ministra estão em Florianópolis, no 63º Batalhão de Infantaria. Oficialmente, não há registros da relação de nomes, mas a notícia chegou à ministra da Casa Civil por meio de uma amiga e aliada. Tudo começou no ano passado, quando a senadora Ideli Salvatti (PT-SC) fazia confidências à ministra a respeito da paixão pelo sargento do Exército, Jeferson Figueiredo, músico da banda militar. Diante das revelações de felicidade, Dilma brincou, perguntando se ele não tinha um irmão. A questão foi parar nos ouvidos do namorado da senadora. Dias depois, em um jantar em Blumenau, Jeferson relatou o alvoroço entre os colegas:

– Não tenho irmão, ministra, mas lá no quartel tem uma lista de interessados na senhora. (Continua).

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sábado, 17 de janeiro de 2009

Monoteísmos

Fábio Marton escreveu um bom texto sobre três grandes religiões: islamismo, cristianismo e judaísmo. Leiam no blog Not Tupy.

Ele tem razão em ressaltar a beligerância monoteísta. De minha parte, recordo que gregos e romanos - com seus inúmeros deuses - eram tolerantes com as diferentes religiões, inclusive as dos povos por eles dominados.


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sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Ditadura é com os latinos

Pois é, Lula visitou de novo a Bolívia e a Venezuela, símbolo do atraso latino-americano. E, claro, apoiou a tentativa do tirano Hugo Chávez de se manter no poder indefinidamente. O demônio que dorme dentro de Lula - a que ele próprio se referiu certa vez - gostaria de fazer o mesmo por aqui.

Se algo deu errado no mundo civilizado, podem deixar que os latino-americanos repetem metodicamente o caminho. E assim repetem sua mísera história há 500 anos, culpando, ainda por cima, os outros por seu merecido fracasso. Os países que deram certo são, para nós, abomináveis.

Aposto que, se um meteoro destruísse a América Latina, pouca gente, no resto do mundo, lembraria disto um mês depois. Argh!

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Metralhas & petralhas

Os malfeitores não terão problema em arrumar uma "boquinha" no governo lulista, junto com os primos petralhas.

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Sem palavras


Fonte: aqui.

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quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Um filósofo em busca do líder

Renato Janine Ribeiro, ao exaltar a figura do "líder", talvez não tenha lembrado que Mussolini, Hitler, Stálin, Mao e tutti quanti foram grandes líderes.

Professor de filosofia política na USP e recém-desembarcado de um cargo no MEC, Janine é da turma da Marilena Chauí, padroeira do lulismo, e escreveu um artigo "com números e idéias soturnos" na Folha de hoje.

O professor e filósofo Roberto Romano dá uma resposta à altura:


No artigo, trezes vezes a palavra "líder" é invocada. O número é aziago, a tese também. Temo que tal invocação resulte, talvez contra a expectativa do autor, num Füherprinzip ao estilo caboclo. Já o Chanceler chamou o presidente de "nosso"líder. Recordo a conversa entre Zorro e Tonto: "nós quem, cara pálida?". Antes de passar adiante palavras de ordem e noções, importa seguir o seu pretérito, para não cair em esparrelas. Quem estuda a filosofia deve conhecer as lições estratégicas sobre a prudência.
(Continua).

E, já que perguntar não ofende: o que foi feito - e o que restou - da filosofia da USP?

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Benvenuti, terroristi!


E bem-vindos, também, os mafiosos de todo o planeta. (Aliás, nós já exportamos o PCC, a versão mafiosa grotense, para Portugal).

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O bandido Lollo ainda anda por aí...

O governo Lula sempre acobertou terroristas condenados na Itália. Acabei lembrando do Achille Lollo, aquele que incendiou uma casa com crianças. Fiz post sobre ele em 2006. O "simpático" Lollo é um dos fundadores do Psol.

Se Bin-Laden pedir asilo, será recebido de braços abertos por Tarso Illich. Antiocidental e antiamericano tem passe livre no Grotão. Eis o que sobrou para a "esquerda".
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quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Um "pós-moderno" português contra Israel

Boaventura de Sousa Santos, o senil sociólogo pós-moderno português que se notabilizou por atacar as ciências, aparece agora com novas trombetas contra Israel. Bem de acordo com o pensamento ultrapassado dessa gente que só escreve bobagens, dentro ou fora da academia. Não por acaso, o artigo do "pensador" foi publicado na agência oficialista Carta Maior, lixo pré-1989 mantido pelos petralhas com apoio de órgãos públicos, isto é, com o nosso dinheiro.

O que essa escória - pós-modernos, "esquerdistas" et caterva - quer é exterminar os judeus. Só não tem coragem de dizer isso claramente. São a face do nazismo no século XXI.

Fechando o nariz, cito o primeiro parágrafo das asneiras de Boaventura, esse homem de pouca luz:

Está ocorrendo na Palestina o mais recente e brutal massacre do povo palestino cometido pelas forças ocupantes de Israel com a cumplicidade do Ocidente, uma cumplicidade feita de silêncio, hipocrisia e manipulação grotesca da informação, que trivializa o horror e o sofrimento injusto e transforma ocupantes em ocupados, agressores em vítimas, provocação ofensiva em legítima defesa. (O resto está no blog do Romano).

Agora só falta os criacionistas entrarem na campanha contra Israel...

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Tarso Illich e o terrorismo

Não fico surpreso com a decisão do ministro da Justiça Tarso Genro de dar asilo ao terrorista italiano Cesare Battisti, condenado à prisão perpétua em seu país. Convém lembrar que Tarso Illich Genro fundou o falecido Partido Revolucionário Comunista (PRC), grupo que idolatrava Lênin e pregava a violência nos anos 80. Battisti, o assassino, foi um irmão da causa...

Que ninguém se engane. Tarso Illich é outro que ainda não chegou a 1989.
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Marilenadas contra Israel

O amigo Paulo Araújo foi ao encontro organizado pela Comissão Teotônio Vilela e confirmou o que eu suspeitava em post anterior ("O Hamas é bonzinho..."). A petralhada bota o Estado israelense e o grupo terrorista no mesmo patamar. Para essa gente, o terror é tão legítimo e legal quanto o próprio Estado.

Previsivelmente, os mais ferozes no ataque a Israel foram a tia Marilena Chauí, padroeira do lulismo, e o jurista Comparato (desculpem, mas não resisto ao tracadilho infame: vá comparar mal assim lá no diretório do PT!).

Eis o relato de Paulo, a quem agradeço:

Fui ao convescote. Como o previsto, pau em Israel e silêncio sobre o Hamas. A melhor intervenção foi a da Marilena Chauí, que falou sobre o atual predomínio da teologia na política. Até que me surpeendeu bem o início da fala. Mas logo ela mandou pau em Israel, colocado no mesmo saco teologico do Hamas e dos demais países árabes. Igualou os desiguais. Disse que vários colegas judeus reclamam dessa invasão do teológico no estado e na sociedade isralense. Aquele velho farisaísmo de igualar os diferentes. Me deu vontade de pedir a ela para falar mais sobre o tanto que é insuportável para um intelectual judeu de esquerde viver sob o tacão do teocrático Estado de Israel. Mas fiquei quieto porque o ambiente era hostil.

Interessante foi ouvir a intensidade das palmas após o término das falas. Quanto mais agressivo contra Israel, maior a intensidade. O Fábio Konder Comparato foi campeão do aplauso. Mal escondia o seu sorriso de satisfação. Basicamente, repetiu a declaração do PT sobre o "estado terrorista."

Gravei as falas principais num Ipod de um amigo. Amanhã eu passo os arquivos para o PC e te mando as falas da Chauí e do Comparato para você ouvir.

Tirando esses dois, o resto foi na linha John Lennon de dar uma chance à paz e palavrório ao estilo maio de 68 sobre não perder a capacidade de indignar-se. Claro que sempre uma indignação politicamente correta e que não agrida as respectivas seitas.

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terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Nem remendada!


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Por que elegeram os terroristas?

Ali Kamel, editor de jornalismo da Globo - e profundo conhecedor do Alcorão (leiam seu livro Sobre o islã. A afinidade entre muçulmanos, judeus e cristãos e as origens do terrorismo, lançado pela Nova Fronteira em 2007) - escreve sobre a guerra em sua coluna no jornal O Globo de hoje. Reproduzo na íntegra "O povo é responsável por suas escolhas" (lúcido texto publicado também no blog do Reinaldo).

Eu acredito em eleições. E acredito que o povo sempre tem a capacidade de julgar o que considera bom para si. Isso não quer dizer que o povo acerte sempre: não são poucas as vezes em que a decisão mostra-se errada no futuro. Não importa, no momento em que comparece às urnas, certo ou errado, o povo é responsável por suas escolhas.

Por que essa conversa? Porque isso não me sai da mente quando vejo, chocado, os bombardeios em Gaza. Em 2006, houve eleições para escolha do primeiro-ministro palestino. Era um contexto em que os EUA clamavam pela democratização do mundo árabe. Quando o Hamas saiu-se vitorioso, muita gente, diante dos lamentos dos americanos, riu, dizendo algo assim: “Ora, não queriam democracia? Agora o povo vota, escolhe o Hamas e os EUA lamentam? Então democracia só vale quando ganham os aliados?” Na época, escrevi que a simples presença do Hamas nas eleições mostrava que aquilo não era uma democracia: porque democracia não é o regime em que todas as tendências disputam o voto; democracia é o regime em que todas as tendências que aceitam a democracia disputam o voto. Como o Hamas prega uma teocracia, um sistema político que o aceita como legítimo aspirante ao poder não pode ser chamado de democracia. Seja como for, tendo sido democráticas ou não, aquelas eleições expressaram a vontade do povo: observadores internacionais atestaram que o pleito transcorreu sem fraudes.

E o que pregava o Hamas na campanha de 2006? Antes, para entender o linguajar, é importante lembrar que o Hamas não aceita a existência do Estado de Israel, chamado de “Entidade Sionista”. Assim, quando se refere à “Palestina”, o Hamas engloba tudo, inclusive Israel. Destaco aqui três pontos do programa eleitoral (na disputa, o grupo deu-se o nome de “Mudança e Reforma”): “A Palestina é uma terra árabe e muçulmana”; “O povo palestino ainda está em processo de libertação nacional e tem o direito de usar todos os meios para alcançar esse objetivo, inclusive a luta armada”; “Entre outras coisas, nosso programa defende a “Resistência” e o reforço de seu papel para resistir à Ocupação e alcançar a liberação. A ‘Mudança e Reforma’ vai também construir um cidadão palestino orgulhoso de sua religião, terra, liberdade e dignidade; e que, por elas, esteja pronto para o sacrifício.”.

Deu para entender? O Hamas propôs um programa segundo o qual não há lugar para judeus na “Palestina”, o uso da luta armada deve ser reforçado para se livrar deles e os cidadãos comuns devem estar preparados para se sacrificar (morrer) pela religião, pela terra, pela liberdade e pela dignidade.

Havia alternativa? Sim, apesar da ambigüidade eterna, o Fatah do presidente Mahmoud Abbas (e, antes, de Yasser Arafat), na mesma eleição pregava a saída de Israel dos territórios ocupados em 1967, a criação de um Estado Palestino com sua capital em Jerusalém e uma solução para os refugiados de 1948 com base em resoluções da ONU, uma agenda que só parece moderada porque é comparada à do Hamas. Embora estimulasse e declarasse legítima a resistência à ocupação, a novos assentamentos judaicos e à construção do muro de proteção que Israel ergue entre a Cisjordânia e seu território, o Fatah declarava expressamente: “Quando o imortal presidente Arafat anunciou em 1988 a decisão do Conselho Nacional Palestino, reunido naquele ano, de adotar a ‘solução histórica’, que se baseia no estabelecimento de um Estado independente Palestino lado a lado com Israel, ele estava de fato declarando que o povo palestino e suas lideranças tinham adotado a paz como um opção estratégica.”

E qual foi a decisão dos palestinos? Num sistema eleitoral que adota o voto distrital misto, o Hamas ganhou tanto no voto proporcional quando nos distritos, abocanhando 74 dos 132 assentos do parlamento. Ou seja, diante do desgaste de 40 anos do Fatah, e das denúncias de corrupção que pairavam sobre o movimento, os palestinos deixaram a paz de lado e optaram pela promessa de pureza divina e dos foguetes do Hamas. Meses depois, uma luta interna feroz entre os dois grupos teve lugar e resultou numa divisão territorial: o Fatah ficou com a Cisjordânia, onde a situação é de calma, e o Hamas ficou com Gaza, de onde continuou pregando o programa aprovado pelos eleitores: enfrentamento armado, mesmo tendo consciência do que isso acarretaria.

Diante disso, dá para dizer que os palestinos de Gaza são inocentes vítimas do jugo do Hamas e de uma reação desproporcional dos israelenses?

Olha, eu deploro a guerra, lamento profundamente a morte de tanta gente, especialmente de crianças, vítimas de uma guerra de adultos. Vejo as bombas, e fico prostrado, temendo que o bom senso nunca chegue. Mas isso não me impede de ver que a guerra, com suas consequências, foi uma escolha consciente também dos palestinos de Gaza. Retratá-los como despossuídos de todo poder de influir em seus destinos não é mais uma verdade desde 2006.

Parecerá sempre simplificação qualquer coisa que se diga num espaço tão curto, em que é preciso deixar de lado as raízes desse conflito e a trama tão complicada que distribuiu culpa e vítimas por todos os lados. Mas não consigo terminar este artigo sem dizer: para que haja paz, os dois lados têm de ceder em questões tidas como inegociáveis, o apelo às armas têm de ser abandonado, o Estado Palestino deve ser criado ao lado de Israel, cujo direito a existir não deve ser questionado. Se isso acontecer, muitos árabes e israelenses daquela região não se amarão, terão antipatias mútuas, mas viverão lado a lado.

Utopia?
PS: Peço desculpas por ter dito, em meu último artigo, que os “professores não ensinam” quando quis dizer que as escolas não ensinam.
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Tudo pela ideologia

A ideologia não só emburrece, mas faz a bugrada se voltar contra o próprio país. Exemplo? A petralhada - incluindo o bando do MST - quer dar colher de chá para Fernando Lugo em relação à hidrelétrica de Itaipu. Se deixarem, entregam tudo ao retrógrado populismo da vizinhança.

Saquinho, por favor.

(Pescado pelo atento Coturno Noturno)
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Viver e morrer na Palestina

O escritor Carlos Alberto Montaner escreve sobre a guerra contra o terrorismo promovida por Israel na Faixa de Gaza. Seus argumentos estão próximos dos apresentados neste blog.

Israel, en cambio, no tiene el menor interés en causar víctimas. Todo lo que pretende es frenar los ataques de Hamas de la única manera que está a su alcance: eliminando a los terroristas y destruyendo los arsenales que poseen. No hay otra forma de enfrentarse a estos sujetos. Hamas no es una organización política con la que es factible llegar a acuerdos, sino una banda fanática decidida a erradicar del mapa a Israel, objetivo por el que sus miembros están dispuestos, incluso, a convertir a sus propios hijos en bombas humanas con el objeto de matar a los odiados judíos. (Continua).

UPDATE: o filósofo francês Bernard Henry-Lévy diz que é necessário "libertar os palestinos do Hamas." E eu repito o que já disse aqui: o Hamas não representa o povo palestino; é apenas um grupo terrorista que deve ser extinto.
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segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Guerra só atinge crianças e mulheres?

Pelo menos é o que se vê na TV árabe Al Jazeera (mas as fotos nas capas dos jornais brasileiros nada ficam a dever):

Quem ontem fizesse zapping pela Al Jazeera, teria visto numerosas vezes ao longo do dia um médico norueguês em serviço num hospital de Gaza, a declarar a sua "imparcial" indignação pelo "massacre" que os israelitas estavam a levar a cabo.
As imagens que a televisão árabe mostra são sempre cruas e quase pornográficas, num apelo ao mais primário voyeurismo, mas não são imagens quaisquer. A Al Jazeera só apresenta imagens de crianças e mulheres. A reportagem típica consiste numa ambulância a chegar em grande velocidade, gente aflita e várias pessoas a correrem para o veículo, de onde sai, ensanguentada, uma criança.
Nunca se vê um homem a sair de tais ambulâncias e as imagens dos hospitais apenas mostram camas com crianças e mulheres. (Continua).

O blog do Mr X também põe em dúvida as "falsografias".
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O couro é do contribuinte

A moda do lulopetismo é tirar do couro do contribuinte para agigantar o Estado e pagar as milhares de "boquinhas" criadas para os militantes petralhas.
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Quem mandou dividir o Grotão em raças...

A última do canastrão Toni Garrido, que quer cota até em desfile de moda:

“Fiquei profundamente incomodado ao perceber que só estavam desfilando loiros e ruivos. Foi triste trazer a minha família aqui para assistir a um desfile no qual não tinha nenhum representante da minha raça. Gosto da marca e até uso, mas não quero fotografar aqui”.

(Pescado pelo Leite de Pato)


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Aquele do Haiti


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sábado, 10 de janeiro de 2009

O Hamas é bonzinho...

A Comissão Teotônio Vilela, do Núcleo de Estudos da Violência (USP), se diz preocupada com o conflito no Oriente Médio. Nenhuma palavra de condenação aos terroristas do Hamas, obviamente. Pudera: entre seus membros está a guru do lulismo, Marilena Chauí, que depois de inventar teorias conspiratórias contra a imprensa, andava caladinha. E pena que não se cale para sempre.

Diante do agravamento do conflito entre Israel e os Territórios Ocupados da Palestina, a Comissão Teotônio Vilela (CTV) crê ser oportuno a expressão de apoio da sociedade civil brasileira ao cessar fogo, à proteção das populações civis e o acesso à ajuda humanitária, essenciais à retomada do diálogo na região.

Contando com a presença de Eduardo Suplicy, Fernando Gabeira, Maria Helena e José Gregori, Margarida Genevois, Marilena Chauí e Paulo Sérgio Pinheiro, entre outros membros da CTV, a Comissão convida para uma reunião e coletiva à imprensa.

Durante a reunião, será lançado um documento contra a violência e de apoio à paz. Durante o ato, o documento será aberto para assinaturas.


Data: 13 de janeiro de 2009 (terça feira) Horário: 14h
Local: Memorial da América Latina Anexo dos Congressistas - CBEA
LAvenida Auro Soares de Moura Andrade, 664 Portão 13
Barra Funda
São Paulo SP

Com essa turma aí, aposto que sai uma condenação a Israel (isto é, um afago aos terroristas do Hamas).
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O Hamas e as ditaduras islâmicas

Jaime Klintowitz traça, na Veja desta semana, um panorama esclarecedor do conflito entre Israel e os terroristas do Hamas, que não são - como já foi dito aqui - representantes do povo palestino. Somente a esquerdalha, brasileira inclusive, confunde as coisas, por ódio a Israel e aos Estados Unidos. Surrupio o texto na íntegra.

Se a contagem do tempo começar pelo ano em que o primeiro grupo armado foi organizado pelos judeus para proteger suas povoações de salteadores árabes, em 1909, judeus e árabes engalfinham-se pela posse da Palestina há pelo menos 100 anos. Nesse século de atrocidades mútuas, cada lado tem sua parcela de culpa no fato de se passar tanto tempo procurando um caminho para a paz quando a paz deveria ser o caminho. Por que a paz não encontra quem a patrocine naquela região? As causas da guerra no Oriente Médio são de natureza diversa – étnica, religiosa, geopolítica e ideológica. Elas se interpenetram de tal modo que a solução de uma acaba agravando a outra. O resultado é que todas as chances de paz foram abortadas por um lado ou outro – mais recentemente sempre pelos palestinos e pelos países árabes que lhes dão apoio. Há duas semanas, Israel está de novo oficialmente em guerra com um de seus vizinhos. Já esteve em 1948, ano de sua criação como estado independente, em 1956, 1967, 1973, 1982 e 2006. Israel venceu todas essas guerras, mas as vitórias militares acabaram produzindo novas complicações e adiando ainda mais a solução definitiva para o conflito.

As duas semanas de ofensiva militar israelense na Faixa de Gaza, com todos os seus horrores, podem facilmente ser vistas como mais uma erupção de violência dessa rixa crônica. Afinal, esta é a quarta vez que tropas israelenses invadem a Faixa de Gaza, uma nesga de solo arenoso, superpovoada e muito pobre, desde 1948. Da penúltima vez, a ocupação se prolongou por 38 anos, só terminando em 2005. O conflito será mais bem compreendido, no entanto, se for examinado pelo que tem de diferente dos anteriores. "Essa não é mais uma guerra árabe-israelense. Nem sequer se pode falar em conflito israelo-palestino, já que metade da Palestina não está com o Hamas", disse a VEJA o paquistanês Kamran Bokhari, diretor de pesquisas sobre o Oriente Médio da Stratfor, uma consultoria de geopolítica com sede nos Estados Unidos. "Muitos palestinos na Cisjordânia entendem que o Hamas é parte do problema." O Hamas é uma organização radical islâmica, dominada pelo fanatismo e que usa métodos terroristas. Seus líderes são proponentes do jihadismo, o movimento cujo objetivo mais geral é a guerra santa em nome do Islã e cujo objetivo mais específico é a destruição do Estado de Israel. O Hamas domina corações e mentes em Gaza. Tem, portanto, legitimidade política. Essa é a tragédia. O Hamas não pode ser derrotado militarmente.

A diversidade na Palestina é maior do que aparenta ser. Vivem ali várias confissões religiosas – cristãos, drusos e, naturalmente, judeus –, mas o Hamas sustenta que o território deve ser um pedaço exclusivamente muçulmano de um futuro império islâmico. Isso sinaliza a ascensão de um novo complicador no conflito centenário. Apesar de contrapor judeus a muçulmanos, a disputa até agora tinha sido basicamente laica, de cunho nacionalista, sobre quem era ou não um povo e qual deles tinha ou não direito a um estado próprio. O Hamas é um fiel escudeiro do Irã, que lhe fornece armas (aí a origem dos mísseis lançados da Faixa de Gaza contra cidades israelenses), treinamento militar e dinheiro. Ainda que em microdimensões e por meio de intermediários, o ataque ao Hamas pode ser visto como uma espécie de "guerra por procuração" – na definição do historiador israelense Benny Morris, da Universidade Ben-Gurion, em Beersheba – entre Israel e os aiatolás de Teerã.

Os iranianos podem muito bem ter incentivado o Hamas a rejeitar a renovação do cessar-fogo – e a iniciar o insano foguetório que atraiu a devastadora reação militar – para desviar a atenção dos israelenses, que pareciam estar se preparando para um ataque preventivo às instalações nucleares do Irã. Há estimativas de que os iranianos estejam a dois ou três anos de obter sua primeira bomba nuclear. Israel sabe que os jihadistas não são totalmente racionais. Ou, pelo menos, não da forma como se vê em governos responsáveis, cuja preocupação primordial são a segurança e a prosperidade de seu povo. A ameaça de aniquilação mútua garantiu o equilíbrio entre o Kremlin e a Casa Branca durante a Guerra Fria. Devido à fixação mental no autossacrifício e no martírio, sanções e represálias não funcionam tão bem com os aiatolás iranianos ou com os xeques do Hamas. Se Teerã tiver a bomba nuclear, é provável que decida usá-la, seja por motivos ideológicos, seja por medo de que Israel, que tem um formidável estoque de armas nucleares, possa atacar primeiro. Meses de bloqueio israelense e sanções estabelecidas pelos Estados Unidos, União Europeia e Egito não conseguiram fazer com que o Hamas moderasse sua demagogia religiosa e seu discurso racista – razões, por sinal, da imposição de sanções.

Depois de uma trégua tensa que durou seis meses, o movimento islâmico se pôs a disparar foguetes sobre as cidades israelenses para demonstrar que a jihad está viva e em boa forma. Por certo não tinha ilusões de que a represália era inevitável e seria, como de hábito, devastadora. Fiel ao culto do martírio, o Hamas agiu diligentemente para atrair a formidável máquina de guerra israelense para as vielas apinhadas das cidades e favelas de Gaza, onde acreditava que seria mais fácil combatê-la. As mortes e a destruição causadas pela ofensiva israelense são dolorosas de observar. Na última sexta-feira, as estimativas eram de 750 palestinos mortos, entre os quais uma quantidade enorme de crianças. Só no ataque a uma escola da ONU repleta de refugiados foram mortas quarenta pessoas. Famílias inteiras acabaram dizimadas por bombardeios aéreos. Uma proposta de cessar-fogo apresentada pelo Conselho de Segurança da ONU foi rejeitada por ambas as partes na sexta-feira passada.

O conflito em Gaza aprofundou o cisma regional entre a facção da "resistência" – que inclui o Irã, a Síria e suas milícias aliadas, o Hezbollah no Líbano e o Hamas na Palestina – e os chamados moderados, favoráveis à paz negociada com Israel. Esse grupo é formado pela maioria dos países, encabeçados por Egito, Jordânia, Arábia Saudita e pela Autoridade Palestina na Cisjordânia. Alguns deles, como o Egito, com o qual Gaza faz fronteira, criticaram abertamente o Hamas por provocar o conflito. O governo egípcio não tolera a conexão entre o Hamas e a Irmandade Muçulmana, o principal movimento de oposição no país. A Arábia Saudita apoia quase abertamente qualquer coisa que os israelenses façam para conter a influência dos xiitas do Irã no Oriente Médio. O primeiro pelotão, o da rejeição, tem a esperança de que o Hamas sobreviva ao ataque em condições de demonstrar que Israel não é capaz de esmagar todos os seus inimigos. O segundo grupo torce descaradamente pela derrota do extremismo islâmico em Gaza. O mesmo debate está aceso entre os palestinos, a ponto de o presidente Mahmoud Abbas ter a ousadia de responsabilizar o Hamas pelo início da guerra.


Quando Israel se retirou unilateralmente da Faixa de Gaza, em 2005, deu aos palestinos a oportunidade de demonstrar sua capacidade de gerir o próprio estado. Três anos e meio depois, está claro que os palestinos falharam em seu objetivo. "Eles preferiram investir na construção de túneis e no contrabando de armas a financiar um bom governo para a população palestina", diz o historiador Benny Morris. As condições de vida na Faixa de Gaza continuaram miseráveis. Metade dos trabalhadores está sem emprego e sete em cada dez dependem de doações internacionais para se alimentar. A ajuda minguou depois da vitória do Hamas nas eleições de 2006. Os Estados Unidos e a União Europeia, que têm o grupo em sua lista de organizações terroristas, cortaram linhas de financiamento à região. As chances de criar um estado palestino se tornaram mais remotas depois do golpe militar que expulsou o Fatah de Gaza. Desde 2006, cerca de 750 palestinos morreram em lutas fratricidas – número semelhante ao das mortes causadas pelos ataques israelenses.

Curiosamente, essa realidade multifacetada tornou-se preto-e-branco na reação da imprensa, dos diplomatas e da maioria dos governantes. Israel é basicamente considerado um estado truculento, que – esta é a opinião expressa pelo governo do presidente Lula – reagiu de forma desproporcional aos foguetes do Hamas. O argumento baseia-se bastante na discrepância de baixas (catorze israelenses mortos até a sexta-feira passada). Essa é uma conta difícil de ser feita por quem considera que cada vida é preciosa. Na verdade, o estado judeu não está respondendo aos projéteis lançados nas últimas duas ou três semanas, mas a anos de ataques indiscriminados contra os 750 000 israelenses que vivem próximos à fronteira com a Faixa de Gaza. A ofensiva contra o Hamas está sendo realizada com força poderosa e agressividade tática, estratégia militar cujo objetivo é reduzir as próprias perdas e esmagar o inimigo. Não é assim que se ganham as guerras? "Trata-se de um estado soberano defendendo sua integridade e seus habitantes", disse a VEJA Paul Scham, que ensina história israelense na Universidade de Maryland, nos Estados Unidos.


É paradoxal, mas não inesperado, que Israel, a única democracia do Oriente Médio, esteja perdendo gradualmente a simpatia da opinião pública no exterior. A malhação, antes confinada à extrema esquerda, tornou-se parte integrante do populismo antiocidental. Muitos partidos de esquerda agora consideram o antissionismo como um pré-requisito para seus afiliados e não se acanham em denunciar a "conspiração judaica", na melhor tradição antissemita. "Por que a esquerda europeia, e globalmente toda a esquerda, está obcecada em lutar contra as democracias mais sólidas do planeta, Estados Unidos e Israel, e não contra as piores ditaduras?", questionou em uma palestra a jornalista catalã Pilar Rahola, que já foi deputada de esquerda na Espanha. O conflito entre árabes e judeus na Palestina é um nó difícil de desatar. Oportunidades de paz foram perdidas por ambos os lados e nada indica que se esteja mais perto de uma solução – ainda que todo mundo concorde que, quando dois povos disputam o mesmo pedaço de terra, a melhor solução é dividi-la em dois países. O que é fora de dúvida é que Israel não pode (e não vai) perder a guerra contra as forças da intolerância religiosa no Oriente Médio, representada agora pelos terroristas do Hamas. Israel é uma sentinela avançada da democracia e da civilização judaico-cristã cercada por nações e grupos políticos armados que formal e claramente lutam pela destruição do estado judeu e pela morte de todos os seus habitantes não-árabes. Também é fora de dúvida que não haverá paz enquanto os vizinhos hostis não aceitarem que a existência de Israel é legítima, que o país tem o direito de se defender e que o terrorismo destrói o que pretende construir.

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