sábado, 28 de fevereiro de 2009

Uma enxada para João Pedro Stédile!

O dono do MST - horda que já foi uma grife da classe média no Grotão -, João Pedro "Pol Pot" Stédile, deveria ser brindado com uma enxada, já que defende um mundo contra a tecnologia "capitalista".

Como o revolucionário que pretende ser, deveria morar junto às lonas pretas de seu "exército", ajudando a depredar fazendas, escolas, lavouras etc., ao invés de permanecer em seu apartamento burguês em São Paulo.

Vamos lá, revolucionário, cadê os milhões comidos das verbas públicas? Que tal fazer uma devassa em seu belo apartamento na zona nobre de São Paulo? Você já teve algum emprego, algum trabalho? Sabe alguma coisa sobre o Imposto de Renda?
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Governo a favor do crime

Não adianta amaciar. O coração do governo é bolivariano, inimigo da independência dos poderes. Bastou o presidente do STF invocar a lei contra movimentos retrógrados como o MST, arauto de uma utopia regressiva, destruidor de propriedades privadas e centros de pesquisas - com dinheiro público!!!
A mediocridade que assessora o governo já veio em defesa da ilegalidade, aprovando o financiamento do partido clandestino que hoje é o MST, conjunto de hordas comandadas por Pol Pot Stédile, um raivoso que, no governo, faria o que Pol Pot fez no Camboja, exterminando quase metade da população em nome da "volta ao campo".
Eis a matéria da Folha:
Dois dias após o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) ter chamado de ilegal o repasse de recursos federais a movimentos que promovem invasões de terra, ministros saíram em defesa do financiamento de associações ligadas à reforma agrária, dizendo que Gilmar Mendes não apontou nenhum fato concreto.
Na quarta-feira, Mendes disse, ao comentar a série de ações dos sem-terra durante o Carnaval, que repassar dinheiro público para quem promove invasões de terra é uma "ilicitude", sendo a responsabilidade, segundo ele, "de quem subsidia", no caso o governo federal.
Em Florianópolis, Dilma Rousseff (Casa Civil) disse que o governo age dentro da lei ao transferir verbas às organizações e que aguarda manifestação "formal" do Judiciário sobre eventuais entidades que recebem recursos públicos e estão envolvidas em invasões."
Para que alguma coisa se caracterize como legalidade ou ilegalidade, ou há uma prova real ou uma manifestação do Judiciário. Eu estou falando de uma manifestação formal. Ou seja, com fundamento."
O ministro Guilherme Cassel (Desenvolvimento Agrário) afirmou que não existe "ilicitude abstrata" e que a pasta não repassa dinheiro ao MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra).
"Não existe ilicitude abstrata. É preciso saber se a ilicitude é referente a qual contrato, a qual convênio, a qual repasse, pra que a gente possa corrigir."
Segundo Cassel, não existe prova de que entidades como a Anca (Associação Nacional de Cooperação Agrícola) e a Concrab (Confederação das Cooperativas de Reforma Agrária) sejam de fato braços do MST.
Ele diz que "está valendo", sim, a medida provisória, editada em 2001, que veta o repasse de recursos a entidades que promovam invasões de terra.
O MST não existe juridicamente, ou seja, não tem CNPJ e, portanto, não pode receber recursos públicos. Por isso criou entidades paralelas, como a Anca e a Concrab, para receber verbas oficiais. Essas entidades funcionam fisicamente sob o mesmo teto do MST em São Paulo e Brasília.
Questionado se tem alguma dúvida sobre a relação dessas entidades com o MST, Cassel disse: "Não tenho nenhuma comprovação objetiva, documental, de que essas duas entidades sejam ligadas ao MST".
Ao lado do Iterra, outra entidade ligada ao MST, Anca e Concrab receberam do governo petista R$ 41,5 milhões. Desde 2004, porém, esse volume de recursos vem caindo a uma média de 25% ao ano.
Ainda sobre as declarações de Mendes, o ministro Cassel disse que a "criminalização é o caminho mais fácil, aparentemente, e menos eficaz".
Na mesma linha, o ministro Paulo Vanucchi (Secretaria Especial de Direitos Humanos) também afirmou que o MST não deve ser criminalizado em razão das mortes ocorridas após a invasão de uma fazenda em Pernambuco.
Para o ministro, "movimento social tem que ser equacionado sempre com diálogo". Em evento no Rio, Vanucchi evitou críticas ao presidente do STF, mas "sugeriu" que autoridades públicas não devem se pronunciar sobre o caso com posicionamento pessoal.
Procurado ontem pela Folha por meio da assessoria do STF, Mendes não se manifestou.O presidente do TCU (Tribunal de Contas da União), ministro Ubiratan Aguiar, determinou a técnicos do órgão que elaborem um plano de trabalho para investigar as denúncias feitas por Gilmar Mendes.
Ser brasileiro é uma vergonha mesmo. Ainda bem que sou terráqueo (que não quer saber de enxada, claro!).
P.S.: deveríamos fazer a campanha "Uma enxada para o burguês Pol Pot Stédile"!

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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Dever grotense

Gostei da frase do Fábio Marton, do Not Tupy: "Falar mal do Brasil é um dever patriótico e falar muito mal deveria render uma medalha de honra."
Quem fala mal do Grotão não renunciou ao pensamento. O resto é bajulação e servilismo - principalmente nestes obscuros tempos luláticos.

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Visita aos chapas-brancas da Carta Maior

O Persegonha foi dar uma espiada na agência chapa-branca Carta Maior, habitada por leninistas, petralhas e saudosos das ditaduras comunistas e lá encontrou o blog do Emir, o último stalinista do Grotão.
Emir se agarra ao chavismo e inveja (pasmem!) Evo Morales, que conseguiu enfiar na Constituição a eleição de juízes pelo povo. Se o mesmo acontecesse por aqui, teríamos tribunais petralhas.
Pol Pot Stédile, dono do MST, poderia, por exemplo, ser o juiz dos "latifundiários". E o "desembargador" Emir Sader, ele próprio, meteria na cadeia os professores e estudantes que se opõem ao bolivarianismo redentor.

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Governo Lula numa frase

Só acertou onde não mexeu.
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O milionário MST

As hordas de Pol Pot Stédile receberam 50 milhões de reais nos últimos sete anos. Dinheiro nosso, como sempre. Tudo isso para invadir propriedades privadas, depredar laboratórios de pesquisa científica, destruir lavouras e difundir ideologias sanguinárias e retrógradas Grotão afora.
O chefão Stédile não mora em lona preta, não. Tem um grande apartamento na região nobre de São Paulo e viaja de avião pra cá e pra lá. Para as autoridades, certamente, mora em "lugar incerto e não sabido".
Falta é lei para entregar-lhe um mandado de prisão.

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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Miles Davis Quintet, 1967.


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Advocacia Geral do Lulismo

Do blog do professor Roberto Romano, citando o do Noblat (ah, esse cubano...):

Sem cabimento a representação da oposição contra Lula
O advogado-geral da União, José Antonio Tofoli, se reuniu nesta quinta-feira com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para discutir sobre a defesa que será apresentada na representação ajuizada pela oposição no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). DEM e PSDB acusam a ministra da Casa Civil, Dilma Rouseff, e o presidente Lula de propaganda eleitoral antecipada no Encontro Nacional de Prefeitos, realizado nos dias 10 e 11 de fevereiro. Tófoli saiu da reunião do Planalto fazendo coro à versão de todo o governo de que não houve propaganda eleitoral antecipada no encontro promovido pelo governo.
- É um total descabimento a ação. Ali não há propaganda eleitoral antecipada. Foi um ato de governo, uma ação institucional para os novos prefeitos, no sentido de apresentar-lhes os programas do governo federal para facilitar o intercâmbio de ações - defendeu.
Comentário do amigo Romano, que faço meu:
"O advogado geral da União é advogado da União ou do presidente da República e do governo? A União e o presidente são a mesma coisa?
Não respondam. Em qualquer hipótese acreditarei sempre no que disser o advogado geral da União. Ele está prontinho para ocupar uma das próximas vagas de ministro do Supremo Tribunal Federal."

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Partidos

O PT se abastardou, o DEM tenta se regenerar, o PSDB sumiu. E o PMDB é a certeza de que o Brasil continuará sendo o Grotão.
Boa sorte, brasileiros.

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Floripa, curral eleitoral pobrista.

A jornalista Maria Aparecida Nery, do jornal Ilha Capital (links), desce a lenha na ocupação clandestina dos terrenos da Ilha. Estou com ela. Aqui só se fala em "grilagem" de ricos, mas são os tais "pobres" (do interior e de outros Estados - ei, Lets!) que invadem patrimônios e áreas preservadas, sem qualquer ação dos poderes públicos.
A invasão começou com Espiridião Amin na cabeça - candidato derrotado ao governo do Estado na última eleição (não que o outro, reeleito há pouco, seja melhor!) - lá pelos anos 80. O pobrismo ocupa dunas, outras áreas tombadas e por aí vai. Depois de Lula, "pobre" (é uma profissão?) tem liberdade para tudo, legal ou ilegalmente.
Construir hotéis para atrair turistas estrangeiros? Ah, isto é banditismo, privilegiamento dos milionários etc. (Leiam, no site, Opção preferencial pela ocupação fora da lei).
Saquinho, por favor.

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Na jugular do MST

O presidente do STF, Gilmar Mendes, disse tudo: as invasões do MST são ilegais, assim como os financiamentos que esse partido retrógrado (sim, é um partido) recebe do governo - cúmplice, portanto, da violação das leis.
Corte-se o dinheiro público e as hordas chefiadas por Pol Pot Stédile não duram uma semana.
A entrevista de Mendes à Folha:
O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Gilmar Mendes, disse ontem que invasões de terra como as que aconteceram neste Carnaval em Pernambuco e no Pontal do Paranapanema, em São Paulo, são ilegais, da mesma forma que foge à lei a concessão de financiamento público a entidades que promovem tal prática.
"Há uma lei que proíbe o governo de subsidiar esse tipo de movimento. [Repassar] dinheiro público para quem comete ilícito é também uma ilicitude, e aí a responsabilidade é de quem subsidia", disse o ministro em entrevista coletiva.
Para Mendes, "a sociedade tolerou esse tipo de ação, por razões diversas, como um certo paternalismo, uma certa compreensão, mas isso não é compatível com a Constituição nem com o Estado de Direito".
Questionado se os movimentos extrapolam a legalidade, ele respondeu estar "certo de que sim" e disse ser fundamental que não ocorra invasão de propriedade pública ou privada. Também afirmou que "está faltando talvez uma reação coordenada e ativa do Ministério Público" para coibir tais ações. (Continua, para assinantes).
Cadê o Ministério Público?

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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

A filosofia diante da ciência e da religião

A propósito das relações (e diferenças) entre ciência, filosofia e religião, reproduzo uma interessante reflexão do filósofo espanhol Fernando Savater, colaborador do El país, em seu livro La vida eterna (Barcelona, Ariel, 2007):

Os filósofos tratam, no melhor dos casos, de se ocupar de maneira laica daquilo que preocupa sacerdotes e teólogos. Uns e outros levantam perguntas não instrumentais (...).
Por isso a ciência progride, enquanto a filosofia e a teologia - no melhor dos casos! - devem se contentar em afundar. Mas, num aspecto fundamental, ciência e religião se parecem, diferindo da filosofia; as duas primeiras prometem resultados, ferramentas ou exorcismos para nos salvar dos males que nos afligem (graças ao conhecimento da Natureza ou à fé em Deus); a filosofia, por sua vez, só pode nos ajudar a viver com maior inteireza na insuficiente compreensão do irremediável.
Cada qual a seu modo, ciência e religião resolvem as coisas, enquanto a filosofia apenas nos cura do afã de resolver a todo custo o que talvez é (e não tem porque deixar de ser) irresolúvel. Daí que o próprio Bertrand Russell tenha escrito, em algum lugar, que os filósofos se instalam como podem na incômoda zona mental que separa o firme solo da ciência do etéreo e enigmático céu da religião...

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Por que Deus seria reprovado pelo CNPq

Recebi do amigo Renê Müller (danke) e passo adiante. Com o currículo que tem, Deus certamente seria reprovado pelo CNPq, pelas seguintes razões:
1. Só tem uma publicação;
2. Esta publicação não foi escrita em inglês, e sim em hebraico (mesmo que tenha sido traduzida para
vários idiomas);
3. A referida publicação não contém referências bibliográficas;
4. Não tem publicações em revistas indexadas, ou comissão editorial, ou ainda com parcerias;
5. Há quem duvide que sua publicação tenha sido escrita por ele mesmo. Em um exame rápido, nota-se a
mão de, pelo menos, 11 colaboradores;
6. Talvez tenha criado o mundo. Mas o que tem feito, ou publicado, desde então?
7. Dedicou pouco tempo ao trabalho (apenas 6 dias seguidos);
8. Poucos colaboradores Seus são conhecidos;
9. A comunidade científica tem muita dificuldade em reproduzir seus resultados;
10. Seu principal colaborador caiu em desgraça ao desejar iniciar uma linha de pesquisa própria;
11. Nunca pediu autorização aos Comitês de Ética para trabalhar com seres humanos;
12. Quando os seus resultados não foram satisfatórios, afogou a população;
13. Se alguém não se comporta como havia predito, elimina-o da amostra;
14. Dá poucas aulas e o aluno, para ser aprovado, tem que ler apenas seu livro, caracterizando endogenia
de idéias;
15. Segundo parece Seu Filho é que ministra Suas aulas;
16. Atua com nepotismo, fazendo com que tratem Seu Filho como se fora Ele mesmo;
17. Ainda que Seu programa básico de curso tenha apenas dez pontos, a maior parte dos Seus alunos é
reprovada;
18. Alem de suas horas de orientação serem pouco freqüentes, apenas atende Seus alunos no cume de uma
montanha;
19. Expulsou os Seus dois primeiros orientados por aprenderem muito;
20. Não teve aulas e nem fez mestrado com PhDeuses;
21. Não defendeu teses de doutorado ou Livre Docência;
22. Não se submeteu a uma banca de doutos titulares;
23. Não fez proficiência em inglês;
24. Não existe comprovação de participação Sua em bancas examinadoras e de publicação de artigos no
exterior...

Autor Anônimo

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domingo, 22 de fevereiro de 2009

Valsa fúnebre de Hermengarda

Para fechar o domingo, deixo este belíssimo e dilacerante poema de Ledo Ivo:

Eis-me junto à tua sepultura, Hermengarda,
para chorar a carne pobre e pura que nenhum de nós viu apodrecer.

Outros viriam lúcidos e enlutados,
porém eu venho bêbado, Hermengarda, eu venho bêbado.
E se amanhã encontrarem a cruz de tua cova jogada ao chão
não foi a noite, Hermengarda, nem foi o vento.
Fui eu.

Quis amparar a minha embriaguez à tua cruz
e rolei ao chão onde repousas
coberta de boninas, triste embora.

Eis-me junto à tua cova, Hermengarda,
para chorar o nosso amor de sempre.
Não é a noite, Hermengarda, nem é o vento.
Sou eu.
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Capitalismo de araque

O empresariado brasileiro, em geral, é capitalista só de nome. Gosta de socializar os prejuízos recorrendo ao dinheiro público sempre que encontrar uma porta (ou janela) aberta. O jogo das demissões pode fazer parte dessa estratégia de gatunos.
Como se sabe, o bombástico anúncio de demissões começou com as pesadonas indústrias automobilísticas e agora chega à poderosa Embraer, que anunciou a demissão de 4 mil empregados.
Talvez não seja tanto. Pode ser "papo furado", diz o blog do Adolfo. A empresa trombetearia um pé-na-bunda em massa apenas para tentar a ajuda do governo. Se este não der, acaba ficando com a culpa.
Si non è vero, è ben trovato.

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Homenagem ao camarote 51


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Stalinismo explícito

O lulismo imperante no Grotão retoma a nefasta prática leninista-stalinista-nazista do culto à personalidade (aliás, cara às ditaduras em geral). O filme "Lula, o filho do Brasil", baseado na biografia oficial perpetrada pela jornalista Denise Paraná e produzido pela família puxa-saco LC Barreto, já conta com um orçamento fantástico: nada menos de 16 milhões de reais. Tudo financiado por empresas privadas que, obviamente, estão muito felizes com a rapinagem institucionalizada no Brasil. Tem para todos: bajuladores, oportunistas, corruptos e tutti quanti.
Se você tiver estômago para tanto, acesse aqui o primeiro minuto dessa porcaria de filme, mas não esqueça o providencial saquinho.

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Fritz Müller e Darwin

A edição brasileira da revista National Geographic traz neste mês uma série de matérias sobre os 200 anos de Darwin. Numa delas, lembra - com justiça - um grande colaborador do cientista britânico: Fritz Müller, o naturalista alemão que viveu em Blumenau (SC) e testou pela primeira vez no Brasil a teoria da evolução. (Já me referi a ele aqui, no ano passado). Aí vai um trecho do texto da revista:

Ele costumava vestir seus trajes de perambular pelo mato: um facão e uma lata pendurados na cintura, além de um longo cajado. Daí caminhava sem sapato, como gostava, até a praia para capturar caranguejos. Não fazia isso por lazer. Muito menos os animais que encontrava na areia eram levados a sua mulher, Karoline, para preparar o almoço.

Seus propósitos eram outros. O naturalista Fritz Müller era um sujeito com ideias arrojadas, sobretudo para o fim do século 19 no arcaico sul do Brasil, povoado por pioneiros europeus, conforme contextualiza Moacir Werneck de Castro na biografia de Müller, O Sábio e a Floresta. Naquele verão, ele tinha decidido realizar um experimento que colocaria à prova teorias do inglês Charles Robert Darwin, lançadas em livro na Inglaterra menos de dois anos antes. Em A Origem das Espécies, Darwin chegou a assumir que haveria "repugnância natural" para os leitores aceitarem uma das suas teses: a de que uma espécie daria origem a outra distinta. O inglês solicitava no livro o envolvimento de outros naturalistas para que eles estudassem, imparcialmente, os dois lados dessa questão. Müller não pensou duas vezes: encarou como uma oportunidade e resolveu colaborar com Darwin. (Continua).

(Obrigado, Alexandre).


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sábado, 21 de fevereiro de 2009

Um milhão de assassinatos

Enquanto o Grotão cai na folia, o reloginho da morte (ver à margem direita, mais embaixo) atinge um recorde estarrecedor: mais de um milhão de brasileiros foram assassinados desde 1980! 
Em nenhum país em guerra se mata tanto quanto aqui.
Povo pacífico e ordeiro, ora pois...
(Só para lembrar, o reloginho foi criado pelo Zappi).

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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Carnaval da marolinha lulesca


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Eu, o Supremo.

Ditadores de todos os tempos sempre gostaram de dizer eu, eu, eu - ainda que, muitas vezes, o façam nas entrelinhas. Basta lembrar o texto pescado por Paulo Araújo: um discurso de Hitler que lembra muito a idiotia latino-americana. Gracias, Paulo.

Para nunca esquecer

Neste discurso de Hitler a presença do elemento comum a todos os ditadores: a potência do egocrata. O uso da propaganda é resumido pelo próprio Hitler, em seu discurso no Reichstag, em 28 de abril de 1939 (não consegui encontrar uma indicação de fonte segura para a passagem do discurso que está perto de completar 70 anos.)


"Pelos meus próprios esforços” (ou, o triunfo da vontade; ou ainda, nunca antes neste país) "EU superei o caos na Alemanha, (EU) restaurei a ordem, (EU) aumentei enormemente a produção em todos os campos da nossa economia nacional (...). EU tive sucesso em recolocar em produtividade aqueles 7 milhões de desempregados que tanto tocaram nossos corações (...). EU não apenas uni politicamente a nação alemã, mas também (EU) a rearmei militarmente, e (EU) tentei liquidar folha por folha aquele Tratado, cujos 448 artigos continham o estupro mais vil ao qual nações e seres humanos já tiverem que se submeter.

EU devolvi ao Reich as províncias que nos foram tomadas em 1919; EU conduzi milhões de alemães profundamente descontentes, que foram tirados de nós, de volta à pátria; (EU) restaurei a unidade histórica milenar do espaço vital alemão; e (EU) tentei conseguir isto sem derramamento de sangue e sem infligir os sofrimentos da guerra ao povo ou a qualquer outro.

(EU) realizei tudo isto, como alguém que há 21 anos ainda (EU) era um trabalhador desconhecido e (EU era) um soldado do povo, pelos MEUS próprios esforços..."

Hitler, o homem do povo, filho de mãe também nascida analfabeta e que veio ao mundo com a missão divina de salvar o povo.
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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Bloco da rapinagem


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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Lula, um papa socialista?

Artigo publicado no jornal O Tempo, de BH (ediçao de 03/02), faz uma interessante especulaçao sobre os motivos que levaram Lula a acolher o terrorista Cesare Battisti. O Pequeno Timoneiro estaria se preparando para ser candidato à presidência da Internacional Socialista...
Aqui vai, na íntegra, o artigo de Vittório Medioli:
Lula prepara sua candidatura a presidente da Internacional Socialista, Meca dos movimentos socialistas. Ao sair do Planalto, essa presidência conferirá a Lula o status de papa socialista, colocando-o em evidência e, de certa forma, ao reparo de ataques rasteiros que enfrenta um ex-presidente qualquer.
O PT, que vive diuturnamente imerso em assuntos de poder e política, passaria a ter (com ele no vértice da Internacional) uma consagração sem fronteiras e um eficaz remédio para tratar das sequelas do mensalão e outros escândalos ainda não resolvidos.
Bem por isso, as relações, cada vez mais intensas, apesar de aparentemente estéreis, com os presidentes bolivarianos e socialistas da América Latina aproximam Lula da presidência da prestigiosa entidade.
Quem cuida da empreitada "socialista" é Felipe Belisário Wermus, codinome Luis Favre, marido franco-argentino de Marta Suplicy, antigo assessor do ex-primeiro-ministro francês Leonel Jospin, e, ainda amigo do atual presidente dos PSF, François Hollande.
Chegar à presidência da Internacional passa pelos socialistas franceses, talvez os mais ortodoxos e radicais, apesar de artificiais e pouco pragmáticos, da Europa. Favre conhece de perto o ambiente parisiense e a nata socialista desde a década de 90 quando se casou com a fervorosa petista Marília Andrade (herdeira da Andrade Gutierrez). O casal instalado num fabuloso apartamento em Paris era anfitrião de intelectuais, artistas, escritores e figuras socialistas do mundo inteiro. Hospedaram sob seu teto a própria Lurian, filha mais velha de Lula, que trataram com grande atenção, proporcionando-lhe estudos, amparo e cirurgias plásticas.
Precisa lembrar dessa época para entender o caso Cesare Battisti. O affair que abala as relações diplomáticas com a Itália tem tudo a ver com Felipe Belisário, mais que com a primeira dama francesa Carla Bruni Sarkozy, como divulgam desinformados colunistas brasileiros.
As filigranas dos episódios atestam a ação de Favre desde o dia da prisão do terrorista italiano, interceptado pela PF no calçadão de Copacabana ao término de uma ação conduzida pelos Serviços de Inteligência da França (sob influência de Sarkozy).
Naquele dia, quem conduziu a PF até Battisti foi uma mulher de 55 anos, francesa, que desembarcou poucas horas antes no Rio proveniente de Paris, trazendo consigo 9.400 euros. Ela tentou esconder sua identidade se registrando com o nome de solteira, Lucie Genevieve Oldés. Detida em Copacabana, em pleno calçadão, foi interrogada e liberada de imediato pela PF quando o normal teria sido ficar presa dias, inocente ou culpada que fosse.
Na liberação a jato, pesou algo poderoso: a interferência de Favre junto ao Ministério da Justiça. Assim, Lucie Oldés se refugiou na residência carioca da escritora francesa Fred Vargas, hoje líder do Comitê de apoio a Battisti, e ainda a escritora que assina o prefácio do último romance policial do italiano ("Ma Cavale"). Oldés, na realidade, é conhecida como Lucie Abadia, que, botando de novo os pés na França, declarou ao "Le Figaró" não conhecer Battisti e nunca ter falado com ele.
O jornal nota que Abadia mente. Mostra os laços estreitos entre ela, presidente de uma Associação de escritores Noires de Pau (estilo policial praticado por Battisti e Fred Vargas) e o terrorista italiano. No site Noires de Pau, mantido pela Abadia, o italiano é tratado com veneração entre devaneios radicais que chegam a lamentar até a queda do Muro de Berlim (!).
Agora, dar refúgio e passaporte brasileiro a Cesare Battisti, para o presidente Lula (que ambiciona a presidência da Internacional Socialista) é uma decisão obrigatória e inevitável. Sem esse gesto, perderia a possibilidade de chegar a presidir a Internacional Socialista; com ele, na prática, garantiu o cargo.
Favre reafirma sua fama de bem-sucedido condutor de estratégias. Mais uma vez a dele prevaleceu sobre qualquer outra.

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terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Garganta e gargalo


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Pegadinha dominical

Caríssimos, o pequeno texto da "epístola dominical" (abaixo) nao é deste escrevinhador, mas de um ilustre senhor do século XVIII, de nome Montesquieu - que o escreveu nos idos de 1721. Trata-se das belíssimas Cartas Persas, elaboradas na juventude pelo autor de O Espírito das Leis.
Foi só uma pegadinha (hehehe).
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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Davi e Gorila



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Chávez e o excremento do diabo

Ditadura eterna concedida ao tirano Chávez? Vitórias desse tipo, só entre aspas. Mais de 50 por cento disseram "sim" ao atraso. Alguém acredita que as urnas nao tenham sido violadas?
Minha solidariedade à persistente e lúcida democrata Ana Julia Jatar. E que os venezuelanos se afoguem no excremento do diabo!
Acompanhem o premiado blog que deu título a este post (uma pista: excremento diabólico é o petróleo).
E já nao resta dúvida de que a idiotia é marca registrada de latino-americanos.

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Galeria do horror


Que nao faltem vassouras!

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domingo, 15 de fevereiro de 2009

Breve epístola dominical

A cabeça dos cristaos é o Papa, que é um ídolo velho a quem, meramente por costume, tributam incenso. Antigamente ele se fazia temer até pelos monarcas. Agora ninguém mais o teme. Diz-se sucessor de um dos primeiros cristaos, que chamam de S. Pedro, cuja herança é vultosa, pois possui imensos tesouros e é dono de um país inteiro.
Deo gratias. Ite, missa est!

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sábado, 14 de fevereiro de 2009

Dá-lhe, Sponholz!



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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Ave, Darwin!

Hoje vale um bom vinho em homenagem a um dos maiores gênios da humanidade, que completaria 200 anos se vivo fosse. Ele morreu, mas sua teoria está mais viva do que nunca, fecundando as ciências contemporâneas. Com Darwin, a humanidade deixou a infância.

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Bolivarianismo=corrupción

O jornal espanhol El País fala - bondosamente, é claro - que "la sombra de la corrupción" ronda a Bolívia do índio de araque. Ora, com bolivariano no poder, la corrupción é o poder.
(Gracias, Brito).

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Carga pesada


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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Charles & Carlos

Charles Darwin, cujo nascimento completa 200 anos no próximo dia 12, e Carlos Chagas, descobridor da doença que leva seu nome, merecem festejos neste 2009. Como se sabe, o primeiro desencadeou uma revolução nas ciências biológicas; o segundo desvendou, há 100 anos, o mal transmitido pelo inseto aqui conhecido como "barbeiro".
Será que os dois têm algo em comum além da festiva efeméride?
O pesquisador Sérgio Danilo Pena menciona a "misteriosa doença de Darwin". Teria ela sido provocada pelo Trypanosoma cruzi ?
Confiram em sua coluna na revista Ciência Hoje.

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terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

A marolinha lulática e suas vítimas


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Jornalismo sindical é jornalismo?

O jornalista catarinense Cesar Valente diz poucas e boas contra o sindicalismo reinante por aqui. Foi meu colega de redação nos anos 70, assim como Raul Sartori, ex-colunista do jornal A Notícia (Joinville), agora atacado pelo sindicato porque virou assessor de imprensa da Câmara de Vereadores de Floripa, que nunca teve alguém tão competente na área.
Fico feliz em saber que Cesar não é sindicalizado. Já não o sou desde o comecinho dos anos 80. A partidarização do sindicalismo começou naquela época. Aliás, sindicato, em geral, é um resquício do século passado. Alimenta uma burocracia que nada faz, qualquer que seja a, digamos, "representação de catchigurias".
Ressalte-se que a maioria dos sindicatos grotenses é filiada à CUT, isto é, aliada do neopeleguismo lulista. Não passam, esses sindicatos, de correia de transmissão do Executivo, bem nos moldes do leninismo. A representação máxima dos jornalistas em nível federal (eles escreveriam "a nível") federal é a Fenaj, governista até debaixo d'água.
Caro Cesar, ainda bem que sou chamado de "direitista", "reacionário", "capitalista" - liberal também, mas ser liberal, para mim, é ser favorável às liberdades de ir e vir, de opinião, de imprensa, de credo e liberdade de empreender. "Liberais" só na economia e autoritários no resto, tivemos bastante na ditadura.
Aguenta firme, Raul!
P.S.: não à toa, sindicato e Al Capone sempre tiveram tudo a ver...

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Fuja do AVG!

O blog faz um servicinho de utilidade pública: se você tem instalado em seu computador o AVG antivírus, saiba que está no mato sem cachorro.

Há coisa bem melhor - e de graça também - que esse programa inútil.

Dê uma espiada neste teste.

P.S.: ao que parece, o melhor continua sendo o Kaspersky (pago). Faça um teste online.

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Burraldos podem dar aula em São Paulo

Na Folha, uma notícia estarrecedora:
Cerca de 1.500 professores que tiraram zero em uma prova de seleção do próprio governo estadual de São Paulo poderão lecionar neste ano na rede.O exame foi promovido pela Secretaria da Educação do governo José Serra (PSDB) com a intenção de selecionar 100 mil docentes temporários. 214 mil pessoas se candidataram.
Os 1.500 professores "nota zero" vão poder dar aulas porque uma decisão liminar (provisória) da 13ª Vara da Fazenda Pública suspendeu os resultados do exame, de 25 testes, realizado em dezembro passado.
A liminar atendeu ao pedido da Apeoesp (sindicato dos professores), que alegou que os docentes temporários que já trabalham na rede há muitos anos não podem ser descartados com base numa "provinha". Considera que o correto seria realizar um concurso público. (Para assinantes).
Sem comentários!

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Geografia miúda

O Not Tupy fez um provocativo post sobre a geografia brasileira. Por que será que no Brasil só existe lagoa, em vez de lago; morro, em vez de montanha; mata, em vez de floresta?
A campeã indiscutível, creio eu, é a Mata Atlântica. Céus, um bioma que ia originalmente do Rio Grande do Sul até a Bahia ainda assim não mereceu a ser chamado de floresta?! Como assim "Mata"? Mata é um capinzal no terreno baldio da esquina.
Por que essa "mórbida modéstia"?
Ei, Fábio, pelo menos uma coisa grande nós temos: o próprio Grotão...

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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Itália no STF contra decisão de Tarso "Illich"

Toma de novo, Tarso! E vê se leva o terrorista que você transformou em "refugiado político" para sua dacha.
Não adianta martelar que a decisão palaciana e ideológica é "irrecorrível", não. Apesar de você - e de suas idéias datadas -, ainda há tribunais no Grotão.

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A TV que ninguém vê (mas todos pagam)

Não conheço ninguém que já tenha acessado esse rebotalho bolivariano que é a TV Lula. Refúgio de jornalistas chapas-brancas, só deve mesmo ser visto pelos próprios - além de Franklin Martins, ministro do DIP de Lula. O que mais tem por lá é diretor, sob o comando da cabocla Teresa Cruvinel, aquela que organizava jantares com jornalistas para o Lula candidato.

Gostei da campanha do Leite de Pato e do Gravataí Merengue para fazer o monstrengo decolar. Endosso as sugestões de mudança da programação:

Depois de profunda análise e intensa pesquisa - ou seja, cinco minutos de papo -, meu parceiro- amigo-irmão Persegonha e eu chegamos a algumas conclusões sobre a programação da TV Brasil (aquela que o Lula inventou, custeamos com nosso dinheiro e NINGUÉM VÊ): é preciso mudar tudo.

Sim, tudo. Exatamente tudo. Não dá audiência porque a programação é uma merda. Desse modo, damos as nossas dicas. Abaixo, uma pequena amostra do que seria a renovação da grade:

Telecurso Doutrinário
O maior problema do Brasil não é a fome nem a falta de saneamento básico, mas sim o Analfabetismo Político-Partidário-Socialista. Em busca dessa defasagem companheirístico-acadêmica, foi criado o Telecurso Lavagem Cerebral (o nome é apenas uma brincadeira, pois as aulas são destinadas para quem já não tem tal órgão do corpo). Há, por exemplo: Socialismo I, II e III; Trotskismo I, II e III; Stalinismo I, II e III; Maoísmo I, II e III; e muitas outras disciplinas. Não é necessário ser alfabetizado.

Mais Valia
Ana Maria Marx e o mascote Lênin José ensinam receitas para o sucesso de uma sociedade igualitária e bem temperada. Aprenda a preparar as mais saborosas massas-de-manobra sem queimar o óleo das máquinas do Estado.

Jornal Amanhã
Um telejornal diferente de todos os outros! Porque revolucionário que é revolucionário não pensa no Hoje, mas sim no
futuro porvir radiante. Notícias, debates, comentários e muita embromação partidária a serviço do Planalto!

E tem mais...

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A Origem



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Zé Dirceu, o campeão da ética.

Em post mal redigido, o chefe da quadrilha do mensalão (palavras do procurador da República) ataca o professor Roberto Romano, a quem chama de mentiroso por ter feito críticas ao Congresso.
Romano reproduz o post e dá uma resposta muito educada ao petralha. Deveria processá-lo.
UPDATE (22:05): o professor pensa, de fato, em processar o quadrilheiro, caso ele não peça desculpas. "Se ele não o fizer, é porque terei a certeza de que a cusparada infecta que ele me joga cairá sobre sua face luzidia, digna de receber fino óleo de peroba". Touché!

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domingo, 8 de fevereiro de 2009

Ah, os arquitetos...

Como ninguém fala deles (nem bem nem mal), vou puxar algumas frases pinçadas pelo Millôr sobre arquitetos. Estas são de Lúcio Costa, o co-perpetrador de Brasília. Dóem como tijolada na canela:
- Arquitetura é coisa para ser exposta à intempérie.
- Arquitetura é coisa para ser concebida como um todo orgânico e estrutural.
- Arquitetura é coisa para ser encarada na medida das ideias e do corpo do homem.
- Arquitetura é coisa para ser sentida em termos de espaço e volume.
- Arquitetura é coisa para ser vivida.
Tudo isso me lembra, a mim, millôr, a moção final, aprovada no Congresso de Arquitetura de Atenas em 1952:
Os materiais da arquitetura são o Sol, o Espaço, as Árvores e o Concreto Armado. Nessa ordem e nessa hierarquia.
* * *
Que o meu caro amigo Sponholz, que além de chargista é arquiteto, não fique chateado com a gente...

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Colete e franga solta...

Já que falei na pesquisa arco-íris do petralhismo, vale citar a frase do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc (está na Veja):

- Adoro parada gay. Fico em transe. Me divirto, solto geral. Geral!
Ministro bem ambientado...





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É comer e cair duro!

Self-sirva-se à vontade. É do tempo do Lula pobre (só a marmita, claro, porque o mísero vocabulário segue o novo rico). Oh, mas quanto preconceito, não é, "intelectuais progressistas"?
(Pescado lá no Malditos Patos)

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Pesquisa petralha do arco-íris

A Fundação Perseu Abramo, instituição que difunde o ideário ( ou melhor, a falta de idéias) do petismo, agora deu pra fazer pesquisa. Foco manjado: preconceito contra os homossexuais no Grotão.
Ridículo é o resultado da "investigação". Só um por cento dos brasileiros não seriam preconceituosos. Acho que os pesquisadores são os próprios pesquisados.

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Presidência da República ou aviário?

Depois da informação do Contas Abertas, estou em dúvida...
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sábado, 7 de fevereiro de 2009

Evangélicos contra a ciência

Não sou contra as religiões, mas não consigo calar diante de posições retrógradas e anticientíficas adotadas por algumas delas, notadamente as evangélicas. São elas que insistem em colocar posições de fé no mesmo patamar das ciências. Melhor dizendo, pretendem que sua fé seja científica. Quem faz isto tem vergonha de sua religião.
É intolerável o que anda acontecendo em certas escolas mantidas por evangélicos. Não ensinam a história da carochinha do criacionismo só nas aulas de religião, não. Fosse isto, estaria tudo bem. Conforme comentei aqui outro dia, invadem agora as aulas de biologia e de ciências, impingindo às crianças que a Bíblia é que está certa. Trata-se de obscurantismo lesivo e irresponsável.
Lamentavelmente, às vésperas do bicentenário de Darwin - o pai da teoria da evolução, que é a mais fecunda das teorias científicas -, o Grotão se torna também grotesco. A revista Veja desta semana traça um panorama do que acontece nas escolas evangélicas, especialmente as adventistas. Cito um trecho (a matéria está disponível na íntegra):

As escolas brasileiras ligadas a instituições religiosas sempre ensinaram o criacionismo. Seja nas aulas de religião, seja nos cultos, os alunos aprendem que Deus criou o mundo e todos os seres que o habitam. A triste novidade é que, na maioria das escolas mantidas por confissões evangélicas, o criacionismo passou a ser ensinado também nas aulas de ciências e de biologia, dividindo território com o evolucionismo de Charles Darwin. No fim do ano passado, o Colégio Presbiteriano Mackenzie, de São Paulo, trocou os livros convencionais de ciências do ensino fundamental I por apostilas traduzidas da Associação Internacional das Escolas Cristãs nos Estados Unidos. Com o novo material didático, até a 4ª série os alunos da instituição aprendem apenas a versão criacionista do mundo e da vida.
Bene, mesmo que eu fosse um crente, estaria a mil quilômetros de religiões desse tipo. Pelo menos nesse aspecto, os católicos têm uma posição mais compatível com a racionalidade: não interpretam o Gênesis bíblico ao pé da letra nem pretendem tomar o lugar das ciências.

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Franceses lançam Partido Anticapitalista. Quá!

Preparem-se para dar boas gargalhadas com esses náufragos da ilusão. Só podia mesmo ser coisa de francês!

Começou nesta sexta feira e prolonga-se até domingo o Congresso que assinala a fundação do Novo Partido Anticapitalista (NPA), em França, liderado por Olivier Besancenot. Com a criação deste partido, que já mobiliza 9.000 militantes, foi extinta a Liga Comunista Revolucionária (LCR), com 3.200 militantes. No Congresso fundador, a NPA deverá decidir se participa numa frente alargada de esquerda nas próximas eleições europeias.

Certamente vão desenterrar teses nazistas, comunistas etc., tentando ressuscitar os sanguinários movimentos antiliberais derrotados pela história. São saudosistas do século XX.

Divirtam-se aqui.
(Obrigado, CFE).


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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Que Tarso "Illich" pague o prejuízo!

A conta é de 90 milhões de reais:
Uma missão integrada por autoridades italianas que viria a Santa Catarina para negociar a compra de carne suína e de novilhos vivos, no último domingo, foi cancelada. Para o governo do Estado, esta deve ser a primeira das consequências comerciais e diplomáticas entre Brasil e Itália, em razão do asilo concedido ao italiano Cesare Battisti, acusado de terrorismo e condenado à prisão perpétua em seu país de origem.
O prejuízo calculado para o setor é de pelo menos R$ 90 milhões. O cálculo é do presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Santa Catarina, José Zeferino Pedrozo. A comitiva italiana era integrada pela vice-ministra da Saúde, Francesca Martini, e pelo chefe do Departamento de Saúde Pública, Romano Marabelli. (Continua).
Ministros devem ser responsabilizados por suas decisões. Principalmente aqueles que, como Tarso Genro, se guiam por ideologias que a história jogou no lixo, acarretando prejuízos e vergonha para o país.
Um balde de vômito!

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Falácias acadêmicas

O diplomata Paulo Roberto de Almeida publicou, nos últimos meses, uma série de artigos sobre "falácias acadêmicas", todos disponíveis no site do Instituto Millenium. A primeira dessas falácias é "o mito do neoliberalismo":

Como sabem todos aqueles que convivem com a literatura acadêmica na área de ciências sociais, nenhum conceito tem sido tão equivocadamente mencionado no ambiente universitário, nas últimas duas décadas, quanto o epíteto “neoliberal”, junto com o seu correspondente coletivo e doutrinal, o “neoliberalismo”. A incidência estatística de seu (mau) uso é tão notória, que se poderia falar de uma verdadeira epitetomania anti-neoliberal, dirigida contra todas as políticas econômicas associadas, de perto ou de longe, ao chamado mainstream economics, este representado pelas correntes ortodoxas de pensamento e suas práticas econômicas correspondentes.

Junto com o substantivo usado e abusado de globalização, ou, ainda, o tão mais detestado quanto praticamente desconhecido programa econômico do “consenso de Washington”, o neoliberalismo converteu-se, simultaneamente, em um xingamento e em um slogan de uso praticamente obrigatório por todos aqueles que pretendem desqualificar e condenar as políticas e as práticas da escola econômica convencional. Eles o fazem, supostamente em nome de uma outra orientação, de uma doutrina ou de uma escola, que seriam, alegadamente, heterodoxas, alternativas e até mesmo opostas às primeiras. Os argumentos e teses utilizados para esse tipo de condenação são pouco compatíveis com um trabalho analítico sério, ou seja, capazes de passar pelos testes da coerência, relevância, compatibilidade com os dados da realidade e passíveis de aferição, independentemente dos próprios argumentos que sustentam a acusação.

Nesse sentido, o neoliberalismo já se converteu em um mito acadêmico, isto é, deixou de significar uma realidade empírica, aferível por dados extraídos de alguma situação concreta, para passar a representar uma entidade nebulosa, definida de modo muito pouco precisa, aplicada a diferentes conjunturas de países e políticas vagamente caracterizadas como pertencendo ao domínio dos “livres mercados”, em oposição ao que seria uma regulação estatal mais estrita. Não se é neoliberal por vontade própria, mas apenas por ter sido assim catalogado por aqueles que detêm o monopólio dessa classificação, que são, invariavelmente, os opositores de supostas idéias “neoliberais”.

As outras falácias examinadas por Paulo de Almeida são "o mito do Consenso de Washington", "o mito do marco teórico", "o mito do Estado corretor dos desequilíbrios de mercado" e "o mito do complô dos países ricos contra o desenvolvimento dos países pobres" - idéia particularmente cara, esta última, assim como a do "neoliberalismo", à "idiotia latino-americana".
Boa leitura!

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O "Ateubus" italiano


A União de Ateus e Agnósticos Racionalistas (UAAR) da Itália não conseguiu, mesmo pagando, botar propaganda em ônibus dizendo que "Deus não existe". A concessionária do espaço publicitário nos transportes coletivos de Gênova alegou que isto era "lesivo às convicções religiosas".

Mas os céticos não deixaram por menos. Emplacaram a seguinte frase no "Ateubus": "A boa notícia é que há milhões de ateus na Itália. A ótima é que creem na liberdade de expressão".

--Não desistimos porque está em jogo a liberdade de expressão: devemos repetir que, pela nossa Constituição, crentes e não-crentes têm os mesmo direitos, compreendidos aqueles de dizer "Deus existe" ou "Deus não existe" - afirmou o secretário da Uaar.

Segundo o International Religious Freedom Report 2008, 14% dos italianos se identificam como ateus ou agnósticos (relação de um para sete).

Como todas as outras minorias, esta também merece respeito.


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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

O que é filosofia?

John Shand, da Open University (Londres), organizou um livro introdutório sobre as principais áreas da filosofia (Fundamentals of Philosophy). Trata-se de uma obra didática, escrita com clareza e objetividade. Por sorte, a introdução - obviamente, do próprio Shand - está disponível em português no site Crítica.

O texto chama atenção para a tradicional dificuldade de se definir a filosofia, mas fornece uma boa pista ao dizer que "filosofia é o que acontece quando se começa a pensar pela própria cabeça".
Cito um trecho da introdução:
Pode-se acrescentar um pouco mais. Assim que nos libertamos dos hábitos das crenças recebidas, as que por acaso se adquiriu mesmo acerca de questões básicas, e começamos realmente a pensar acerca daquilo em que devemos acreditar, à luz da razão (argumentos) e indícios, começámos a fazer filosofia. A "tradição" de se apoiar antes em "autoridades" e "textos sagrados" é o estado normal das coisas e não a excepção na história — para muitos é ainda a maneira natural de viver. Além disso, pensar por si próprio não é algo que se leve a cabo facilmente por mero capricho, mas antes algo que é preciso reforçar como a um músculo, através de bons hábitos mentais. A filosofia é um modo de vida, que se constrói ao longo dos anos; o pensamento filosófico é um estado de espírito que se torna parte da própria natureza de uma pessoa.
E só para aguilhoar, eis aí a manifesta incompatibilidade entre petistas e a filosofia: eles não pensam por sua própria cabeça.

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Dilmona nova fase



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Parlamento Europeu apoia Itália no caso Battisti

Antes de aprovar a moção de apoio à Itália, os deputados do Parlamento Europeu fizeram um minuto de silênciso em memória das vítimas do terrorista Cesare Battisti, protegido do ministro Tarso "Illich" Genro e do governo brasileiro.
O deputado europeu Mario Mauro afirmou que "da parte do Brasil, trata-se de um ato inexplicável, gravíssimo, que não pode passar despercebido". Na mesma linha, a italiana Cristina Muscardini afirmou que "terroristas homicidas não podem encontrar proteção em um país amigo". (Continua).
Toma, Tarso!

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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Da Europa para o Grotão lulista

Agência Ansa:

O Parlamento Europeu vai votar nesta quinta-feira uma moção comum que reitera o pedido de extradição do ex-militante italiano Cesare Battisti e exige das autoridades brasileiras "pleno respeito aos princípios do Estado de Direito da União Europeia (UE)".

A proposta conta com o apoio do Partido Popular Europeu (PPE), do Partido do Socialismo Europeu (PSE), dos Liberais Democráticos (LD) e da União pela Europa das Nações (UEN).

Respeito ao Estado de Direito não é prática de petistas. A começar pelo leninista Tarso Illich Genro, ocupante partidário do ministério da Justiça, que aprontou um escândalo internacional em nome de sua atrasada ideologia.
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Homens & plantas

Os criacionistas, que consideram um horror termos parentesco com as amebas e os símios, devem lembrar que também temos algo a ver com as plantas. Talvez se sintam mais confortáveis ao saber da nossa proximidade com as flores. Ou com as urtigas...

O fato é que animais e vegetais têm 70 por cento do DNA em comum. Confira no
artigo de Oliver Sacks.
Ave, Darwin!

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Mídia italiana não esquece Tarso "Illich"

A revista Panorama afirma que, segundo o presidente do STF, Gilmar Mendes, o terrorista Cesare Battisti poderá ser extraditado, mesmo com a concessão, pelo governo brasileiro, de asilo político - obra do ministro leninista Tarso "Illich" Genro.

Segundo Mendes, a concessão de asilo não impede a extradição.

Então, que se vá!

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Democracia iliberal

Gostei da frase do Marton:

A democracia brasileira é o regime onde a maioria escolhe um ladrão para o cargo de Robin Hood.

De fato, o que falta por aqui é democracia liberal. Na Cucaracholândia, até Chávez é considerado democrata só porque foi eleito. Mas a coisa não se resume às eleições (como, aliás, Chávez e asseclas têm demonstrado, corroendo as instituições). Confira.

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A mãe das terroristas suicidas no Iraque

Samira Ahmed Jassim, a monstra aí ao lado, é uma iraquiana de 51 anos que levou muitos de seus compatriotas à morte. Ela recrutava e treinava mulheres para cometer atentados suicidas em todo o país. Das 80 mulheres que ela treinou, aproximadamente 28 se suicidaram em atos terroristas, matando dezenas de pessoas.
O que merece ela? Ora, ser explodida também. (Confira no El País).
Adendo maldoso: parece uma petista dos anos 80...
(Gracias, Brito).

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terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Criacionismo? Só em aula de religião. E olha lá...

André Petry, correspondente da Veja nos EUA, escreve sobre Darwin e o criacionismo em sua coluna desta semana na revista. Observa que, enquanto o criacionismo tem suas asas cortadas, quem diria, até nos Estados Unidos, por aqui ele começa a se expandir, invadindo as aulas de ciências. Que as idéias criacionistas sejam ensinadas nas aulas de religião, tudo bem (trata-se, mesmo, de religião). Mas é um absurdo que sejam ensinadas como científicas nas aulas de biologia. Não existe criacionismo científico. Como já disse aqui há muito tempo, o criacionismo é uma fé envergonhada de si própria.

Não estamos diante de teorias concorrentes. A teoria darwiniana impulsionou quase todos os ramos das ciências contemporâneas. É científica sob todos os títulos. A doutrina criacionista não é teoria científica - ou melhor, nem teoria é, posto que não falseável. Por que os criacionistas têm vergonha de sua posição religiosa?

Se o criacionismo deve ser ensinado nas aulas de biologia, então vamos ensinar também numerologia nas aulas de matemática, alquimia nas aulas de química e assim por diante.

Reproduzo o artigo de Petry, "Lembra-te de Darwin":

É assustador que, às vésperas do bicentenário do nascimento de Charles Darwin, pai da teoria da evolução, escolas brasileiras estejam ensinando criacionismo nas aulas de ciências. Já se sabia que as escolas adventistas fazem isso. A novidade é que o negócio está se propagando. Em instituições tradicionais de São Paulo, como o Mackenzie, inventou-se até um método próprio para o ensino. "Antes, usávamos o material que havia disponível no mercado", explica um dos diretores da escola, Francisco Solano Portela Neto. O criacionismo é ensinado como ciência da pré-escola à 4ª série.

Não há problema em que o criacionismo seja dado nas aulas de religião, mas ensiná-lo em aulas de ciências é deseducador. Criacionismo é a explicação bíblica para a origem da vida. Diz que Deus criou tudo: o homem, a mulher, os animais, as plantas, há 6 000 anos. Quem estuda religião precisa saber disso. É uma fábula encantadora, mas não é ciência. É inaceitável que o criacionismo seja ensinado em biologia para explicar a origem das espécies. Em biologia, vale o evolucionismo de Darwin, segundo o qual todos viemos de um ancestral comum, há bilhões de anos, e chegamos até aqui porque passamos no teste da seleção natural. É a melhor (e por acaso a mais bela) explicação que a ciência encontrou sobre a aventura humana na Terra.

Quem contrabandeia o criacionismo para as aulas de biologia diz que, em respeito à "liberdade de pensamento", está "mostrando os dois lados" aos alunos. Afinal, são escolas religiosas, confessionais, e os pais podem ter escolhido matricular seus filhos ali exatamente porque o criacionismo é visto como ciência. Pode ser, errar é livre, mas que embrutece não há dúvida. Embrutece porque ensina o aluno, desde cedo, a confundir crença e superstição com razão e ciência. É desnecessário. Que cientistas saem de escolas que embrulham o racional com o místico? Também é cascata, porque, fosse verdade, a turma estaria ensinando numerologia em matemática. Ensinaria alquimia em química, dizendo, em nome da "liberdade de pensamento", que é possível transformar zinco em ouro e encontrar o elixir da longa vida...

Há pouco, na Inglaterra, um reverendo anglicano defendeu o estudo do criacionismo na educação básica. Era diretor de educação da Royal Society. Queria colocar Deus no laboratório da escola. Cortaram-lhe o pescoço. A Suprema Corte americana já examinou o assunto. Mandou o criacionismo de volta às aulas de religião. No Brasil, terra do paradoxo, o atraso avança.

Darwin foi um gênio. Em seu tempo, não se sabia como as características hereditárias eram transmitidas de pai para filho. Nem que a Terra tem 4,5 bilhões de anos e que os continentes flutuam sobre o magma. No entanto, a teoria da evolução se encaixa à perfeição nas descobertas da genética, da datação radioativa, da geologia moderna. Só um cérebro poderosamente equipado, conjugado com muito estudo, pode ir tão longe. Confundido com criacionismo, Darwin parece um macaco tolo. É assustador.
* * *
P.S.: o dia 12 de fevereiro próximo marca o bicentenário de nascimento do autor de A Origem das Espécies. Ave, Darwin!

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Tarso "Illich" Genro e o nazista Carl Schmitt

Recebi de Paulo Araújo um e-mail que, pelo tema abordado, merece divulgação. Como ele mostra, os "esquerdistas" grotenses estão, de fato, cada vez mais próximos do jurista alemão Carl Schmitt, um servidor do nazismo.
Refrescando: Schmitt ingressou no Partido Nazista em 1933 e logo se tornou presidente do Sindicato dos Juristas Nacional-Socialistas. Defendeu os assassinatos políticos cometidos na chamada Noite dos Longos Punhais, em 1934, como uma "forma de justiça administrativa". Em 36, Schmitt participou ativamente da campanha contra os judeus, propondo, inclusive, que livros e revistas de cientistas judeus alemães fossem identificadas com uma marca especial.
Pois bem, o jurista nazista tem sido cada vez mais lembrado no Brasil. O juiz De Sanctis citou-o ao dizer que a Constituição não passa de um papelucho. E o ministro da Justiça Tarso Genro também o cita na defesa da concessão de refugiado político ao terrorista Cesare Battisti.
Eis a correspondência de Araújo:
Tarso Genro, epígono de Carl Schmitt.

O embasamento teórico do despacho do ministro Tarso Genro sobre a concessão de refúgio a Cesare Battisti é o mesmo que encontramos em Francisco Campos, nas suas racionalizações do mando ditatorial em 1937 e em 1964. O elemento comum a esses dois representantes com trajetórias políticas radicalmente distintas são as teses nazistas sobre o decisionismo jurídico formuladas por Carl Schmitt, o intelectual que se colocou a serviço de Hitler.

Escrevi um artigo cujo alvo estratégico é colocar em discussão a atual aproximação da intelectualidade de esquerda que está no poder com as teses do intelectual nazista.

Estruturei meu texto com base nesta fantástica formulação metafórica sobre a história deixada por Norberto Bobbio:

“Acreditamos saber que existe uma saída, mas não sabemos onde está. Não havendo ninguém do lado de fora que nos possa indicá-la, devemos procurá-la por nós mesmos. O que o labirinto ensina não é onde está a saída, mas quais são os caminhos que não levam alugar algum.”

Considero gravíssimo o despacho de Tarso Genro, menos no que ele implica numa provável liberdade para Battisti e mais, mas muito mais, no que ele contém de ataques velados, servindo-se de Schmitt, aos demais poderes da República.

Em nossa história duas ditaduras recorreram aos préstimos antiliberais de Carl Schmitt para justificar e legitimar prisões, torturas e assassinatos: a que foi ordenada por Getúlio Vargas e a que foi ordenada por militares e civis. Estas terríveis tentativas, bem como os seus resultados práticos, de trazer para a nossa história as concepções nazi-fascista do Estado e da luta política são expostas no artigo com a ajuda de Francisco Campos, o nosso verdadeiro intelectual nazista.

Enfim, a questão que deixo para todos pensarmos e que segue em caixa-alta como um grito de alerta: SE O QUE NOS ENSINA O DITO DE BOBBIO SOBRE O LABIRINTO DA HISTÓRIA É VERDADEIRO, POR QUE O MINISTRO TARSO GENRO E O SEU PARTIDO ACREDITAM QUE PODERIAM NOS LEVAR POR UM CAMINHO DIFERENTE DAQUELE QUE SOMENTE CONDUZIU PARA DITADURAS?

Solicito a leitura do meu artigo e, sendo considerado conveniente, a sua ampla divulgação.

Anexo cópia eletrônica do despacho de Tarso Genro. Meu artigo está disponível para leitura no blog do professor Roberto Romano, neste endereço:
http://silncioerudoasatiraemdenisdiderot.blogspot.com/2009/02/artigo-ser-lido-e-divulgado-por.html

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O estadista das favelas

Em campanha pela eleição de Dilma (bene, nunca descartada a re-re-eleição), Lula se mostra cada vez mais populista. Andou dizendo que o Estado é para os pobres:
Em inauguração de obra em favela do Rio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o governo anuncia em breve um programa para a construção de 500 mil casas populares. Ele também criticou o descaso das autoridades do passado com a população carente e disse que os ricos precisam pouco do Estado. (Continua).
O Pequeno Timoneiro é, de fato, um grande estadista.

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Pesquisas de encomenda

Pesquisa CNT/Sensus? O que essa arapuca menos tem é senso de ridículo. Sponholz pegou bem. E está certo também o Romano: está na hora de fazer uma auditoria nessas pesquisas...
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Paraisópolis é Gaza? Então, manda bomba!

Foi o que eu ouvi no JN ontem à noite: a favela estava parecendo a Faixa de Gaza. A violência provocada por bandidos, que queimaram ônibus e atacaram comerciantes por causa da morte de um deles pela polícia, transformou o local num inferno.

Gaza, é? Então sugiro o seguinte: o governo deve fazer uma campanha na TV e espalhar folhetos pedindo para a população honesta da favela sair por dois dias, providenciando todos os cuidados e alimentação para os retirantes. Quem ficar, sofrerá as consequências.

Preservada a população, a polícia paulista, o Exército e a Força Aérea deveriam tomar a favela por terra e ar, disparando bombas sobre os pontos dominados pelos traficantes, como se fosse numa guerra. E guerra é. O resto é cumplicidade ou paternalismo calhorda.

P.S.: se os favelados são reféns dos traficantes, então terão uma boa oportunidade para se livrar deles. Bandido não é vítima da sociedade; é seu inimigo.

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Estatistas assanhados

O sociólogo Francisco de Oliveira, ex-PT, agora Psol e, ao que parece, de novo PT, quer que o Estado crie Embraers a torto e a direito. Estado "uber allles"!

A Torre de Marfim deu uma boa resposta aos delírios do Chico marxista.

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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Saindo do sarcófago

Sarney, quase octogenário, sai do sarcófago com a ajuda de Lula para presidir novamente o Senado. Agora só falta o PMDB apoiar, por gratidão, um terceiro mandato para o Pequeno Timoneiro. Pelo poder, aliás, a turma do PMDB topa qualquer coisa.

Saquinho, por favor.


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Pirataria acadêmica

A coisa não funciona só por aqui, não. Também em Portugal você pode comprar uma tese de doutorado por 50 mil euros (aqui, sem dúvida, é mais barato). Está cada vez mais difícil, dada a profusão de universidades e da picaretagem na internet, identificar os plágios.
Algumas universidades, como a Lusófona, acabam de adoptar um programa informático, o Ethorus, que facilita a detecção de plágios. Mas, ao contrário dos códigos de universidades americanas, em que o plágio pode dar lugar a expulsão, em Portugal, a penalização é discreta. É-se convidado a retirar os trabalhos, podendo ser reapresentados depois. E tudo morre no silêncio das cumplicidades do meio académico. (Continua).
Filho de Portugal, o Grotão também esconde a pirataria - quase sempre, por corporativismo acadêmico.

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