quinta-feira, 30 de abril de 2009

Dia das bolsas


Sem contar as bolsas que serão assaltadas nas ruas pelos eleitores lulistas. Bom dia, trabalhador esfolado pel IR (voltar, nunca se sabe...).

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Para onde vai a América Latina?



Álvaro Vargas Llosa, do Instituto Independiente, viajou pela América Latina em busca das razões que determinaram as mudanças políticas e sociais contemporâneas no continente - que, infelizmente, ainda não está livre de recuos ditatoriais.

Esta serie documental de cuatro entregas producida por la National Geographic Channels International se centra en los eventos que moldearon la actual situación política y social de Latinoamérica. Consecuencias se divide en cuatro episodios: “Indigenismo”, “Imperialismo”, “Populismo” y “Autoritarismo” y clarifica el origen de las tendencias que imperaron a lo largo del Siglo XX, examinando las causas y efectos así como también la influencia que aún hoy ejercen en la población.
A través de los ojos de su presentador y de los numerosos protagonistas y testigos de la historia moderna, se observa el impacto – las “consecuencias” – que ciertos líderes y eventos generaron en todos los habitantes de Latino América, más allá de su etnia o cultura.
La serie analiza también cómo las nuevas formas de “indigenismo”, “imperialismo”, “populismo” y “autoritarismo” reinantes influirán en el futuro inmediato.

Acompanhe a série aqui.


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O mensaleiro antissemita

As "esquerdas" grotenses estão cada vez mais próximas das idéias fascistas. Isto fica claro na posição defendida hoje pelo chefe da quadrilha do mensalão, Zé Dirceu, outro a revelar seu antissemitismo, escudando-se no artigo de um jornalista.

Diz o mensaleiro-chefe em seu blog:

O jornalista lembra a todos que no próximo 06.05, apesar da oposição dos grupos conservadores e pró-sionistas, Ahmadinejad será recebido pelo presidente Lula. Pondera que "não é o caso, está evidente, de tratar Ahmadinejad com algo mais que o respeito devido a seu papel como chefe de uma nação importante e independente", mas ressalta a postura do governo brasileiro "que não se faz cúmplice da hipocrisia que protege crimes do sionismo e do Estado de Israel contra a humanidade".
Para o petismo é assim: quem defende os valores democráticos é conservador; quem apoia ditaduras, é "progressista". Não é à toa que o PT sempre apoiou a tirania chavista, porta de entrada do teocrata Ahmadinejad na América Latina.

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Liberdade e igualdade

Para começar o dia, mais uma reflexão de Isaiah Berlin (1909-1997):
"Alguns valores supremos são compatíveis uns com os outros e alguns não o são. A liberdade, em qualquer dos sentidos, é um eterno ideal humano, seja individual, seja social. Assim também é a igualdade. Mas a liberdade perfeita (...) não é compatível com a igualdade perfeita. Se um homem é livre para fazer o que escolher, então os fortes vão esmagar os fracos, os lobos vão comer as ovelhas, e isso acaba com a igualdade. Se a perfeita igualdade deve ser alcançada, então os homens devem ser impedidos de ultrapassar uns aos outros na realização material, intelectual ou espiritual, senão o resultado serão desigualdades. O anarquista Bakunin, que acreditava na igualdade acima de tudo, achava que as universidades deviam ser abolidas porque formavam eruditos que se comportavam como se fossem superiores aos incultos, e isso criava desigualdades sociais."
Da mesma forma, movimentos que, como o comunismo, idealizam uma sociedade perfeita, são incompatíveis com a democracia, ou seja, desembocam em ditaduras. Eles julgam conhecer a saída do labirinto da história, mas o que demonstram é a incapacidade de aprender com os erros.
Ideais, sim, mas falíveis, por favor.

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quarta-feira, 29 de abril de 2009

Uma vez petista, sempre petista.

Como o petismo é uma etnia (Millôr dixit), não adianta o cara dizer que rasgou a carteirinha ou saiu do partido. Ninguém se desvencilha de uma condição étnica. Os traços permanecem.



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Pesadelo lulático


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Terroristas? Não, crentes.

Reproduzo aqui um interessante artigo da polêmica antropóloga italiana Ida Magli, publicado originalmente, sob o mesmo título, na revista L'Espresso. E deixo a provocação: existe fanatismo fora das religiões e das ideologias?
O conceito de fanatismo é paralelo ao de tolerância. Qualifica os comportamentos que consideramos irracionais porque absolutos, privados de qualquer abertura à dúvida, à compreensão de idéias e de direitos diferentes dos nossos. É, por isso, um conceito nascido no mundo europeu - e somente nele poderia surgir -, como consequência da dúvida em relação a qualquer certeza absoluta, atitude desenvolvida com o Renascimento, com o pensamento científico, com os primeiros passos do homem fora da tutela de Deus. Em outras palavras, fanatismo e tolerância são categorias conceituais originárias do fim da certeza na existência de Deus e, portanto, do próprio conceito de certeza: Deus e certeza são a mesma coisa.
Por mais paradoxal que pareça, os homens começaram a confiar no próprio saber, no próprio conhecimento das leis da natureza - em suma, em si mesmos - apenas no momento em que passaram a se dar conta de sua fragilidade, de sua insegurança, da relatividade e contingência das suas próprias convicções. Este é um dos motivos pelos quais, geralmente, a opinião pública tende a atribuir hoje à ciência as certezas que antes atribuía à religião, pois lhe é praticamente impossível compreender que o cientista é aquele que sabe mais só enquanto está em condições de formular continuamente novas hipóteses, diferentes das que já possui.
Os fanatismos, portanto, não existem. O que existe é a fé. Quem crê não é nem fanático nem não-fanático: é crente. Deus e o Absoluto são a mesma coisa. É de se acrescentar, aliás, que os fanatismos se desenvolveram e se desenvolvem mais no âmbito das religiões monoteístas (judaísmo, cristianismo, islamismo): onde Deus é um só, não podem susbsistir dúvida sobre sua vontade, ao passo que, se existem mais deuses, é evidente que existem também diferenças entre eles. Sob esse aspecto, continua exemplar, na história, o benévolo costume dos romanos em relção a todas as religiões - mas o motivo de tal benevolência deve ser buscado exatamente na lógica inerente ao politeísmo a que os romanos se mantinham estreitamente ligados.
Assim, cunhamos o conceito de fanatismo somente porque não somos mais crentes, e definimos fanáticos os comportamentos que até há pouco tempo nos levavam, também nós, a guerras, abusos e violências terríveis em nome de uma única verdade. É suficiente recordar a destruição do paganismo, as Cruzadas, a imposição do batismo a todos os povos, a perseguição dos hereges, dos hebreus, dos ciganos. Necessário dizer, também, que o princípio da tolerância é dificílimo de trabalhar, tanto assim que é, por sua vez, formulado em termos absolutos (ouve-se repetir continuamente o dito voltaireano: "lutarei até à morte para que possas expressar tudas idéias", sem que ninguém perceba o caráter absoluto e, portanto, fanático, de tal asserção); e a tolerância é, com frequência, imposta com muita rigidez. Por isso é que o Ocidente preferiria não "julgar" as religiões, por medo de parecer intolerante. Acaba, contudo, por fechar os olhos diante do fato evidente de que quase todas as guerras e conflitos contemporâneos nascem no âmbito das filiações religiosas.
Palestina, Irlanda do Norte, a ex-Iugoslávia e muitos países africanos, quaisquer que sejam as motivações territoriais, econômicas, sociais e políticas, são na realidade dilacerados pelas diversidades religiosas que, contudo, substanciam sua identidade como povos. Ainda mais com o terrorismo, quando agem fora dos poderes institucionais. Mas, uma vez mais, o terrorismo não poderia nascer senão no âmbito das religiões monoteístas, religiões do sacrifício. É aqui que todos somos conclamados a ser iguais: na necessidade do sacrifício, na "comunhão" das vítimas.

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Raulzito, o valentão.

O baixinho Raúl Castro, com aquela cara típica de ditador cucaracho - inchada de rum -, fez discurso esnobando os Estados Unidos.
Gestos, sim, e obscenos, devem fazer os cidadãos cubanos, há 50 anos padecendo a dinastia dos Castro, que só produziu miséria.

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O barbudo disse tudo

A gripe suína é mais uma prova de que o barbudo aí embaixo estava certo. Todas as espécies evoluem e competem entre si. Nossa única defesa é o conhecimento que temos. Não fosse ele, a nossa espécie já teria desaparecido há muito, muito tempo, perdendo a batalha da vida para vírus, bactérias et caterva. E não há ninguém "lá fora" para nos ajudar.
Ave, Darwin.
P.S.: bem se vê de onde o outro barbudo, o desastrado, tirou a tal da "luta de classes".

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terça-feira, 28 de abril de 2009

Pssst...


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Grotão em verso


Chico Buarque redivivo


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Pessimismo bacteriano-virótico

Os vírus e as bactérias têm tudo o que a humanidade quer e jamais terá: eternidade.
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Lugômetro

A "vitalidade espermática" do presidente paraguaio continua rendendo...piadas:






(Fonte: Os Hermanos).

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Furo! Persegonha entrevista Susan Boyle.

Reproduzo uma das perguntas:

P - Onde será o seu primeiro show na América do Sul?

SB - No Paraguai! Fernando Lugo é o cara!


Continua aqui.

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segunda-feira, 27 de abril de 2009

O piano de McCoy Tyner



McCoy Tyner, o grande pianista de John Coltrane. Uma homenagem às "meninas do blog".


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Ao vivo ele é pior

Gozação sobre o islamonazista Ahmadinejad, presidente do Irã, amicíssimo do tirano Hugo Chávez e convidado de Lula. Na foto abaixo, de mãozinha dada com um dos aiatolás, que são o verdadeiro poder no Irã teocrático.



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Ninguém ouve a sociedade cubana

Quem fala é apenas o ditador, e é só com o ditador que os governantes estrangeiros falam. Nenhuma autoridade ou organização internacional se preocupa em saber o que pensam os próprios cubanos, diz o engenheiro-agrônomo Dagoberto Valdés, que ainda vive no interior do inferno castrista. Em entrevista, ele afirma que o sistema totalitário cubano causou até "dano antropológico" aos cidadãos. Prolifera o "analfabetismo cívico" e a total dependência do Estado, que é o único empregador. A situação de penúria está no limite. Abaixo, um trecho da entrevista:
Cualquier pueblo normal, cualquier pueblo del mundo, hubiera estallado hace mucho tiempo. Pero hay que tener en cuenta el daño antropológico que ha producido este sistema totalitario y que ha provocado un analfabetismo cívico, una indefensión ciudadana y una dependencia total del único empleador que es el estado que establece un régimen de pánico y de dependencia total. Entonces, en ese sentido, es por lo que ha durado tanto. Pero por otro lado uno nota que la violencia reprimida, esa especie de inconformidad creciente, es un volcán cuya lava esta ahí en la boca. Cada vez son más las anécdotas de violencia callejera, de personas que se comportan como si estuvieran fuera de sí, tumultos, pequeños tumultos, que son inmediatamente sofocados por la policía y enfrentamiento inclusive con la policía de gente joven que está en una esquina, que están tomando, que tiran botellas. Cosas esporádicas pero que parece esa etapa anterior a la explosión de un volcán. No sabemos, pero es muy peligroso porque son muchos años de represión de los sentimientos, de las emociones, de los sufrimientos de un pueblo que además de eso, ya llega a su límite en cuanto a sus necesidades básicas. (Continua).
A situação é tão crítica que levou um padre cubano - que certamente não tem a amizade de Frei Betto, entusiasta da ditadura, e está longe da tenebrosa "teologia da libertação" - a escrever uma carta a Raúl Castro. Aqui vai um trecho:
¿Debo acaso describirle la situación de nuestro país? La crisis económica afecta a todos los hogares y hace que las personas vivan angustiosamente preguntándose: ¿qué voy a comer o con qué me voy a vestir? ¿Cómo conseguiré lo más elemental para los míos? Las dificultades de cada día se tornan tan aplastantes que nos mantienen sumidos en la tristeza y la desesperanza. La inseguridad y el sentimiento generalizado de indefensión provocan la amoralidad, la hipocresía y la doble cara. Vale todo porque nada vale, más que la sobrevivencia a todo precio, que luego descubrimos que es “a cualquier precio”. De ahí que el sueño de los cubanos, en especial de los más jóvenes, sea abandonar el país. (Continua).

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Equador afunda no "bolivarianismo"

Praticamente re-eleito, o presidente equatoriano Rafael Correa berrou, com sua peculiar pose de leão-de-chácara de bordel latino, que radicalizará o "socialismo do século XXI", ou seja, aprofundará as práticas nazifascistas do chavismo.
A idiotia latino-americana leva parte da Cucaracholândia para o brejo. E o fantasma de Mussolini volta a rondar o continente.

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O teocrata "Adolfinejad" vem aí!

O blog It's About Nothing manda chumbo grosso no teocrata iraniano Ahmadinejad, financiador do terrorismo, negador do holocausto e grande amigo da idiotia latino-americana. Depois de visitar o tirano Hugo Chávez, defensor da ideologia nazifascista que ele chama de "socialismo do século XXI", "Adolfinejad" desembarca no Grotão na semana que vem, a convite do Pequeno Timoneiro Lula.
É claro que não haverá protestos estudantis, sindicais e de ongs dos "derechoshumanos" - manifestações só reservadas a presidentes norte-americanos.
Haja saquinho!

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domingo, 26 de abril de 2009

O matemático místico

Matemáticos tendem mais ao idealismo que outros cientistas. Os números, para boa parte deles, parecem seres existentes e reais, embora ninguém veja o número 4, por exemplo, se arrastando por aí como cadeirinha robótica.
Eles lidam com a maravilha: uma vez resolvida uma equação, para todo o sempre estará resolvida. As verdades matemáticas são absolutas (característica das ciências formais) e por isso, acho, os matemáticos têm mais dificuldade de encarar a dureza empírica de ciências como a física, cuja verdade é mais árdua para se estabelecer (característica das ciências empíricas em geral, sejam sociais, sejam naturais, que nem por isso são necessariamente relativistas).
Assim, não é surpreendente ouvir de alguns matemáticos coisas desse tipo: "Deus é eterno; ele não foi criado, sempre existiu. A única razão pela qual alguém pode perguntar isso é para dizer que não há realidade definitiva. Quem criou o Deus, que criou o Deus, que criou o Deus? Vamos retroceder no tempo para sempre."
Quem disse isso? Ora, o matemático John Lennox (não confundir com o mítico roqueiro John Lennon), em entrevista ao Estadão de hoje. Bem se vê que o cientista das "formas" jamais analisou os célebres argumentos sobre a existência de Deus. Em poucas palavras, Lennox deve ter passado tão longe da filosofia quanto perto de certos altares.
As afirmações do entrevistado apenas corroboram as pesquisas realizadas pela revista Nature no interregno de quase um século: matemáticos são mais propensos às religiões e ao misticismo, diferentemente dos físicos e biólogos etc. (Já falei das pesquisas aqui há muito tempo; vou ver se encontro no arquivo).
Lennox é o milésimo arauto (certamente muito bem pago pelas ongs do fundamentalismo cristão norte-americano) da balela do "Design inteligente", nova roupagem da velhíssimo argumento teleológico sobre a existência de Deus. Analisei o argumento aqui.
Os alvos dessa cruzada sempre foram Darwin e a teoria da evolução. Lamentavelmente, esse reacionarismo penetra também no Brasil, inclusive entre certas tendências católicas que parecem desconhecer o fato de que sua igreja não renega Darwin.
UPDATE: Marco Antônio Batalha, do Departamento de Botânica da Ufscar, gentilmente me envia o resumo de uma pesquisa de Edward Larson e Larry Witham confirmando o que afirmei no post: os matemáticos são, de fato, os que mais acreditam em Deus, enquanto os biólogos são os menos crédulos. Resumidamente: "We found the highest percentage of belief among NAS mathematicians (14.3% in God, 15.0% in immortality). Biological scientists had the lowest rate of belief (5.5% in God, 7.1% in immortality), with physicists and astronomers slightly higher (7.5% in God, 7.5% in immortality)." [Publicado em Nature, vol. 394,23 JULY 1998]. Obrigado, Marco.

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Teologia da fornicação

Dom Tomás Balduíno, chefão da Comissão Pastoral da Terra (mãe e protetora do exército de mercenários do MST), que sempre definiu o agronegócio como "obra do demônio", agora afaga a cabeça do Papai Lugo.

Anticapitalista que gostaria de ver o Grotão regredir ao cabo da enxada (símbolo da CPT, aliás), D. Tomás enviou carta de solidariedade ao presidente paraguaio - acertadamente qualificada, por Reinaldo Azevedo, de "pornografia moral".

O hipócrita da "teologia da libertação" (leia-se: socialismo a ferro e fogo) se converte em "teólogo da fornicação".

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O campeão das pendências

Enquanto o iracundo ministro Joaquim Barbosa passeia pelas ruas do Rio, exibindo sua popularidade entre os "torcedores", repousam sobre sua mesa no STF nada menos de 17.207 processos. É o campeão das pendências.
Quem tem menos processos na mesa é seu desafeto Gilmar Mendes, o presidente do tribunal que ele afrontou (tem 2.700).
Comparar não ofende.

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sábado, 25 de abril de 2009

Papai Lugo

Dá-lhe, Spon!

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O ativismo democrático de Mendes

A quem desagrada o presidente do STF, Gilmar Mendes? Não é preciso elucubrar muito para saber quem são: aqueles que têm pouco apreço pela democracia. Assino embaixo do comentário de Eduardo Graeff, do E-agora:
Na forma, o ataque do ministro Joaquim Barbosa extravasou sentimentos que são problema dele. Na substância, dramatizou um assunto fundamental para o país: o choque entre a modernização e o conservadorismo no Judiciário.
Os conservadores reclamam do ativismo do presidente do STF. Esse pecado é na verdade a grande virtude de Gilmar Mendes.
Ele comprou a briga pela modernização da Justiça. Pisou no acelerador das mudanças possibilitadas pela Constituição de 1988 e começadas por Nelson Jobim e Ellen Gracie.
Botou o dedo nas feridas do corporativismo, do laxismo, do populismo judicial.
E ainda teve peito para brecar a escalada de arbitrariedades da Polícia Federal de Tarso Genro e da Abin de Lula.
Com a estagnação das reformas econômicas e o retrocesso das práticas políticas do governo Lula, os avanços do STF e do Conselho Nacional de Justiça presididos por Gilmar Mendes dão na vista - para incômodo de uns mas alento de outros, como eu.
Sou suspeito para elogiar. Os editoriais do Estadão e da Folha e os artigos de Merval Pereira e Rui Nogueira fazem justiça a Gilmar e ao que a atuação dele representa para a democratização do Brasil.

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CNBB bota panos quentes em Lugo

Não, Lugo não foi condenado por sua hipocrisia, por ter tido um filho com uma menina que começou a molestar aos 16 anos. Sobre isto, silêncio total na reunião da CNBB - como, aliás, era de se esperar.
Um dos porta-vozes dessa entidade - que jamais criticou, por exemplo, o violento MST, sua cria na versão "teologia da libertação" - ainda tem a cara-de-pau de dizer que a polêmica é lamentável.
A matéria está aqui. Atenção para o que diz o primeiro comentador na matéria do Estadão.

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Mais sobre a idiotia latino-americana

Reinaldo Azevedo também comenta, na Veja desta semana, o presentinho que o tiranete Hugo Chávez deu a Obama (o livro de Eduardo Galeano). E aproveita para dar uma espinafrada em Octavio Ianni, que morreu demonizando a globalização. Que o Forum Social Mundial o venere.
Surrupio o texto na íntegra:
Alguns equívocos já nascem póstumos. Ficarão estampados nas mentalidades, a indicar o caminho mais fácil e errado para compreender problemas complexos. É o caso de As Veias Abertas da América Latina. O livro do uruguaio Eduardo Galeano (1940), publicado em 1971, é sucesso nos Estados Unidos desde que o ditador da Venezuela, Hugo Chávez, presenteou com um exemplar o presidente americano, Barack Obama. Os dois se encontraram na 5ª Cúpula das Américas, na semana retrasada, em Trinidad e Tobago. Pensadores dividem hoje a esquerda latino-americana em "vegetariana", a mais moderada, e "carnívora", a mais radical. Galeano é a esquerda herbívora.
As Veias Abertas é um livro errado desde as primeiras letras: "Há dois lados na divisão internacional do trabalho: um em que alguns países se especializam em ganhar, e outro em que se especializam em perder. Nossa comarca do mundo, que hoje chamamos América Latina, foi precoce: especializou-se em perder desde os remotos tempos em que os europeus do Renascimento se abalançaram pelo mar e fincaram os dentes em sua garganta".
Fotos dos chefes de estado presentes à cúpula evidenciam o erro: quase não há brancos – "europeus" – ali. Resultado certamente de muita dor e de muita luta, as Américas são governadas por mestiços. A mistura de europeus e índios foi "amaciada pelo óleo da mediação africana", como diria o brasileiro Gilberto Freyre em Casa-Grande & Senzala. Galeano, branco e de olhos azuis, só vê exploração, sangue e miséria.
O erro persegue todo o livro, na 46ª edição no Brasil (Paz e Terra; 365 páginas; 50,50 reais). Observem que a América Latina aparece sob o signo da derrota desde o alvorecer. Para o autor, os EUA são os continuadores da espoliação espanhola e portuguesa. E como ele estabelece o liame entre o mercantilismo, a expansão capitalista dos séculos XVIII e XIX e a potência imperial do século XX? Não estabelece! Devemos acreditar que alguns países nascem do lado errado da força. No trecho citado, Galeano fala em "divisão internacional do trabalho" no Renascimento! Até um marxista simpático às suas lamúrias deve se constranger com a bobagem.
Mas por que o livro ainda enfeitiça as esquerdas? Galeano, um jornalista com ambições literárias, conseguiu reunir uma formidável coleção de clichês da luta do opressor contra o oprimido – eu não inverti os termos, não. Um suposto paradoxo marca suas análises: se há países bons no lado mau da divisão internacional do trabalho – e também o contrário –, a história da América Latina é uma sucessão de confrontos entre homens bons invariavelmente derrotados, e vice-versa. A condição de vítima, na política, é um lugar disputado porque confere licença para uma luta que dispensa pruridos morais.
As Veias Abertas pretende fazer a síntese de quase 500 anos de "exploração" segundo a ótica do "explorado". O sangue latino-americano teria sustentado o fausto das metrópoles, trapacea-das, por sua vez, pelos ingleses, e continuaria, no mundo contemporâneo, a exportar os excedentes de capital para os países centrais. Leiam um trecho em que Galeano cita o economista brasileiro Celso Furtado:
"Celso Furtado adverte que os senhores feudais obtinham um excedente econômico da população por eles dominada e o utilizavam, de uma forma ou de outra, em suas próprias regiões, enquanto o objetivo principal dos espanhóis, que recebiam do rei minas, terras e indígenas na América, consistia em subtrair um excedente a fim de transferi-lo para a Europa (...) No fim das contas, em nosso tempo, a existência dos centros ricos do capitalismo não pode ser explicada sem a existência das periferias pobres e submetidas: umas e outras integram o mesmo sistema".
Não sei se notam a indiscreta simpatia pelo feudalismo... Karl Marx lhe daria umas boas chicotadas. Vejam como o mundo se torna fácil de explicar: os ricos existem porque existem os pobres, e a exploração destes faz aqueles. Era assim em 1500, era assim em 1971, é assim hoje – e Chávez pretende convencer Obama dessa verdade.
Falemos um pouco da mentalidade de uma época. A referência das esquerdas era o economista americano Paul Baran (1910-1964), um marxista para quem o subdesenvolvimento é um produto necessário do imperialismo, e a impossibilidade de o capitalismo se desenvolver nos países periféricos é um dado da equação, já que estão impedidos de ter mercado interno. Tornam-se variantes modernas das colônias de exploração do século XVI. Na sociologia e na política, um livro reflete esse espírito: O Colapso do Populismo no Brasil (1968), de Octávio Ianni, para quem a falência dos governos populistas, provada em 1964, demonstrava que o Brasil teria de escolher uma de duas opções: ou revolução ou subdesenvolvimento.
Os dois livros são quase contemporâneos de uma tese bastante conhecida, que sustenta o contrário: a possibilidade do desenvolvimento do capitalismo nas nações "dependentes". Seu autor? O sociólogo Fernando Henrique Cardoso, que escreveu, em parceria com o chileno Enzo Faletto, o livro Dependência e Desenvolvimento na América Latina. O Brasil nem acabou nem fez a revolução socialista. Adivinhem quem estava com a razão. O mercado interno foi a principal força de sustentação do regime militar e é, hoje, um dos esteios da economia em plena crise global. Bingo!
Não foi só o tempo que se encarregou de evidenciar o erro de Baran e seguidores. Livros como o de Galeano e o de Ianni já nasciam velhos. Qual é a bobagem fatal do autor de As Veias Abertas? A suposição, a partir já de eventos da colonização (e ele fala como um asteca ou um inca, não um Galeano de olhos azuis...), de que o atraso é sempre obra do estrangeiro explorador. O Brasil é um exemplo de que a tese é falsa. O país rompe o século XIX como a maior economia das Américas. Entre 1800 e 1900, seu PIB passa a ser um décimo do PIB dos EUA. Obra legítima dos nativos. Fizemos e fazemos o nosso próprio atraso.
O livro de Galeano é uma coleção de lamúrias e desastres em busca de culpados. Pouco importa que os fatos desmintam a sua tese. Para as esquerdas, mais importante é a moral da história. Na de Galeano, o lobo, como sempre, come o cordeiro. Alguns líderes latino-americanos, a exemplo de Chávez, pretendem se fingir de cordeiros para "fincar os dentes na garganta" dos adversários. Galeano é o delírio herbívoro da esquerda carnívora.
(Fonte: Veja).

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sexta-feira, 24 de abril de 2009

E no Executivo, nada?

É pau no Congresso e pau no Judiciário. Em relação ao Executivo, só o tradicional silêncio cúmplice das instituições privadas, das entidades empresariais, das ongs, dos sindicatos, das representações estudantis, dos profissionais liberais e da própria mídia. Tudo bem ao gosto do bolivarianismo enrustido.
P.S.: nunca mais se falou na "sociedade civil", enterrada no governo Lula.

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A bíblia do idiota

Em post publicado nesta semana, afirmei que Obama ganhou de presente, do tiranete Hugo Chávez, a bíblia do idiota latino-americano: o livro As veias abertas da América Latina, do uruguaio Eduardo Galeano. O epíteto foi criado por Álvaro Vargas Llosa, Plinio A. Mendoza e Carlos Alberto Montaner no livro Manual do perfeito idiota latino-americano, que teve sequência em outra obra, A volta do idiota.

Instigado pela curiosidade norte-americana, Vargas Llosa voltou ao tema em artigo (título do post) que reproduzo abaixo.

Hace una década, los coautores de “El manual del perfecto idiota latinoamericano” dedicamos un capítulo a refutar las falacias históricas e ideológicas contenidas en la obra de Galeano, la “biblia del idiota”. Todo lo que ha acontecido en el hemisferio occidental desde su publicación en 1971 ha desmentido sin piedad sus argumentos y predicciones. Pero como el regalo de Chávez le ha otorgado nuevos bríos y la prensa norteamericana me asedia con preguntas, aquí vuelvo al ataque.El autor sostiene que las relaciones entre América Latina y los países ricos han sido tan perniciosas que “todo se ha trasmutado siempre en capital europeo o, más tarde, norteamericano”. En verdad, durante años esa relación ha transmutado en exactamente lo opuesto: capital latinoamericano. En los últimos siete años, América Latina se ha beneficiado con 300 mil millones de dólares en transferencias netas de capital. Ingresó mucho más capital del que salió.

El libro blasfema contra la división internacional del trabajo, en la que “unos países se especializan en ganar y otros en perder”, entre éstos los de América Latina. Esa división del trabajo no ha cambiado en el hemisferio occidental —América Latina sigue exportando “commodities”— y, sin embargo, en los últimos seis años la pobreza en esa parte del mundo se ha reducido a alrededor de un tercio de la población después de que cuarenta millones de personas abandonaran esa terrible condición. Para no mencionar a los cuatrocientos millones de seres que salieron de la pobreza en otras naciones “perdedoras” en las dos últimas décadas.

El autor pontifica acerca de “las materias primas y los alimentos con destino a los países ricos, que ganan consumiéndolos mucho más de lo que América Latina gana produciéndolos”. Lo siento, amigo, pero la historia de esta década demuestra que América Latina ha hecho su agosto enviando exportaciones al exterior: la región ha tenido un superávit de cuenta corriente durante varios años. Los países ricos están tan molestos con el hecho de que los países pobres les exportan tanto que están pidiéndoles a sus gobiernos que los “protejan” de ellos…¡en nombre del comercio justo! La cláusula “compre americano” en el paquete de estímulo fiscal aprobado por el Congreso norteamericano hace pocas semanas es un claro ejemplo. Estados Unidos tuvo un déficit comercial de más de $600 mil millones el año pasado. Los pobres, si se me permite remedar al hemofílico Galeano, ¡están chupándoles la sangre a los ricos!

El libro afirma que durante años “se ha hecho infinita la cadena de las dependencias sucesivas”. Pero resulta que cada vez más los ricos dependen de los pobres. A ello se debe que los chinos posean ¡1 billón (trillón en inglés) de dólares en bonos del Tesoro de Estados Unidos! La jeremiada literaria continúa diciendo que “el bienestar de nuestras clases dominantes… es la maldición de nuestras multitudes condenadas a una vida de bestias de carga”. Uno de los pocos países que ejemplifican esa maldición es Cuba, amada por el autor, donde una empresa extranjera no puede pagarle al trabajador directamente, pues el dinero es abonado al gobierno, que a su vez paga al trabajador la décima parte del salario……¡en moneda local no convertible!

Las matemáticas de Galeano son enternecedoras. Señala que “el ingreso promedio de un ciudadano norteamericano es siete veces mayor que el de un latinoamericano y aumenta a un ritmo diez veces más intenso”. La brecha se ha reducido, camarada. En la actualidad, muchos países “pobres” han visto su diferencia de ingresos con Estados Unidos disminuir de manera espectacular. Tailandia e Indonesia han visto la suya reducirse casi a la mitad en tres décadas.

Las predicciones maltusianas del libro despiertan no menos compasión que sus pronósticos económicos. La sobrepoblación, sostiene, implicará que “en el año 2000 habrá seiscientos cincuenta millones de latinoamericanos”, queriendo vaticinar con ello que la región se morirá de hambre. En el año 2000, la población del continente fue un 30 por ciento menor que la que el autor predijo.


Como guinda del pastel, la musa literaria de Chávez destaca que “cuanta más libertad se otorga a los negocios, más cárceles se hace necesario construir para quienes padecen los negocios”. En realidad, la mayor (aunque todavía insuficiente) libertad concedida a los negocios en la era de la globalización ha dado lugar a un aumento de la prosperidad en la naciones retrasadas. En esta década, el ritmo del crecimiento económico por persona ha sido cuatro veces más alto en las naciones subdesarrolladas que en las ricas.

Pagaría en oro por ser una mosca en la pared cuando el presidente Obama abra la primera página de la biblia del idiota.

(Fonte: El Instituto Independiente).

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Mais engenharia e menos crendices

Numa reunião de coordenadores de pós-graduação com um dirigente da Capes me ocorreu uma ideia provocativa, que já sei de antemão desagradará religiosos e crédulos em geral. Ele disse que, embora os cursos de pós-graduação tenham crescido bastante no país, inserindo-o no rol de países avançados, o setor de engenharias ainda é extremamente carente, isto é, temos poucos engenheiros, graduados ou pós-graduados. É um problema antigo e grave.
Então, vamos à minha elucubração "sextaferina". Se o país tivesse, digamos, quase tantos engenheiros quanto são os crentes em religiões (além dos crédulos em bobagens pseudocientíficas), seríamos a maior potência do planeta.
E por que não temos isto? Ora, porque as engenharias não invadem o bercinho das crianças como fazem as religiões. Se dedicássemos às crianças tantas horas de contato com a matemática e as ciências quanto dedicamos às religiões, o quadro seguramente seria outro.
Repare-se bem: não estou falando em tirar o tempo das crenças e crendices, nem dizendo que engenheiros ou cientistas são todos descrentes. Mas acho preferível ter um engenheiro crente do que crentes sem conhecimento científico algum.
Já vou botar a armadura...

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quinta-feira, 23 de abril de 2009

As ideias de Barbosa

Recuperando uma entrevista que o ministro Joaquim Barbosa deu à Folha de S. Paulo, Reinaldão traça um perfil do ministro que atacou o presidente do STF. Fama de encrenqueiro é que não lhe falta. E vaidade, muita vaidade, além de, ao que parece, ser adepto da política de "racialização" encampada pelo governo Lula. Leia aqui.

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O idiota grotense

Ele não tem nenhuma diferença do idiota latino-americano. Sua perna esquerda também é manca:

Acredita que somos pobres porque eles são ricos e vice-versa, que a história é uma bem-sucedida conspiração dos maus contra os bons, onde aqueles sempre ganham e nós sempre perdemos (em todos os casos, está entre as pobres vítimas e os bons perdedores), não se constrange em navegar no espaço cibernético, sentir-se online e (sem perceber a contradição) abominar o consumismo. Quando fala de cultura, ergue a seguinte bandeira: "O que sei, aprendi na vida, não em livros; por isso, minha cultura não é livresca, mas vital." Quem é ele? É o idiota latino-americano. (Do Manual do perfeito idiota latino-americano).

O idiota grotense entra em catarse quando vê o aviltamento das instituições democráticas. Jamais teve apreço pela democracia representativa e é tão persistente quanto os idiotas da vizinhança em seguir tortos caminhos que nunca deram em nada, ou melhor, sempre desembocaram em ditadura.

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Coturno joga a toalha

O Coturno Noturno, com mais de um milhão de acessos, se despede dos leitores com um pequeno manifesto. É um a menos a alvejar o Executivo, já que tiros no Legislativo e no Judiciário tudo quanto é blogueiro dá, petralhas inclusive.

Aliás, é constrangedor ver certos blogs - em Santa Catarina também - serem tão reverentemente parcimoniosos em relação ao atual ocupante do poder. Eu entendo, eu entendo. Ah, os anos 80...

Será que o "Coronel" caiu em nova clandestinidade?
Dá vontade de fazer o mesmo, amigo. O Grotão é causa perdida.

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Petralhada contente com o desrespeito no STF

Viúvas do socialismo e apetralhados estão exultantes com a discussão ocorrida no STF ontem, que resultou em ataque do ministro Joaquim Barbosa, um dos muitos nomeados por Lula, ao presidente do STF, Gilmar Mendes, odiado pelos lulo-petistas. Leia a nota assinada pelos demais ministros do tribunal a favor de Mendes:

Os ministros do Supremo Tribunal Federal que subscrevem esta nota, reunidos após a Sessão Plenária de 22 de abril de 2009, reafirmam a confiança e o respeito ao Senhor Ministro Gilmar Mendes na sua atuação institucional como presidente do Supremo, lamentando o episódio ocorrido nesta data”.

O texto é assinado por oito dos 11 ministros do STF: Celso de Mello, Marco Aurélio Mello, Cezar Peluso, Carlos Ayres Britto, Eros Grau, Ricardo Lewandowski, Carmen Lúcia e Menezes Direito. Não assinaram a nota somente os envolvidos na polêmica, Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa, além de Ellen Gracie, que está fora do Brasil.
P.S.: vai ver que Barbosa é da turma do "Direito achado na rua".
P.S2: a quem aproveita um episódio desses? Ora, a quem procura a desinstitucionalização do país. Sem o STF e sem o Congresso, o Executivo estaria no paraíso. É o sonho do chavismo enrustido.

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quarta-feira, 22 de abril de 2009

Ahmadinejad diz que isto não aconteceu


O ditador teocrata do Irã, que jurou atirar os judeus ao mar, afirma que o holocausto não é um fato. Mesmo assim, com aquela cara de aloprado, será recebido pelo Pequeno Timoneiro Lula no mês que vem - por intercessão do tirano Hugo Chávez, amicíssimo de "Adolfinejad" e notório adepto de práticas nazifascistas.
P.S: ah, sim, minha lista de links tem a Enciclopédia do Holocausto.

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Basta o Estado tirar as patas que a coisa melhora

A Anac, que sempre regulou mal o que deveria regular bem (os aeroportos, por exemplo), tira enfim a mão grande do controle de preços das passagens aéreas internacionais.
Nada como a concorrência para que os preços baixem.
Às ostras, anticapitalistas!

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Berlin numa noite de chuva

Do filósofo Isaiah Berlin (1909-1997), que acreditava na "força das ideias":
Os homens não podem viver sem procurar descrever e explicar o universo para si mesmos. Os modelos que empregam para fazê-lo devem afetar profundamente sua vida, principalmente quando são inconscientes; grande parte da desgraça e frustração dos homens se deve à aplicação mecânica ou inconsciente, bem como deliberada, de modelos nos quais eles não funcionam. Quem pode dizer quanto sofrimento tem sido causado pelo uso exuberante do modelo orgânico na política, ou pela comparação do Estado com uma obra de arte, e pela representação do ditador como o formador inspirado de vidas humanas formulada pelos teóricos totalitários de nosso tempo?
(A foto é do genial Henri Cartier-Bresson).

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Ditadura politicamente correta

Candidata a Miss EUA perdeu título por ter feito declarações contra o casamento gay.
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Bolsa-Lugo

Dá-lhe, Sponholz!


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Patrimonialismo é coisa nossa

Por que as privatizações sempre empacam por aqui? Carlos Alberto Sardenberg acerta ao dizer, no livro Neoliberal, não. Liberal (Globo, 2008), que "a rejeição à privatização não é uma plataforma apenas da esquerda."
O centro e a direita, criados na cultura de obter tudo do Estado, também precisam de estatais para atender ao interesse de suas clientelas, que vai desde empregar os correligionários até gastar dinheiro e investir ali onde se tem votos, isso para não falar de outras práticas. A novidade do governo Lula foi mostrar que, nisso, a dita esquerda republicana é igualzinha à direita fisiológica. E ainda dizem que isso aqui é neoliberal.
O nome disso é patrimonialismo.

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terça-feira, 21 de abril de 2009

Cabral e o Grotão

E não deu mesmo!

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O silêncio da Fenaj

Até o momento, a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) não disse nem sequer uma palavra contra os bandoleiros do MST que usaram jornalistas como reféns. Aliás, a Fenaj jamais dirá algo contra os mercenários de "Pol Pot" Stédile. No fundo, é cúmplice da utopia regressiva desse movimento reacionário.
Apenas a Associação Nacional dos Jornais (ANJ) se manifestou contra a ação criminosa e covarde do MST.

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O fumante furioso

Recebi do Sik, o nosso bruxo da Lagoa da Conceição, irado com o governador José Serra e sua cruzada contra os fumantes, o texto que reproduzo abaixo. Concordo, Sik: preservar ou não a saúde é uma decisão do indivíduo, não do Estado. Mas espero que você não vote nos petralhas...

O Campeão do Mal-estar na Civilização

Votar no Serra para presidente tornou-se, infelizmente, um ato insano. Desconfiava desta possibilidade desde o dia em que ele colocou no meu maço de cigarro, objeto que levo no bolso, deixo sobre a mesa, fotos de horrores como pernas podres, pênis caídos, gargantas perfuradas e outras belezas que todos já sabem. O resultado foi impressionante: nenhum (em 2002 a OMS projetou crescimento de 40% até o fim da década para o Brasil). Só um homem desprovido de senso estético é capaz de valer-se de tais horrores para se fazer notar, para ganhar votos e nada, nada mais. Mas justo neste ano, por não dispor da mesma exposição da concorrente, ele resolveu se fazer notar novamente, proibindo o fumante de fumar no fumódromo! Mas o pior de tudo é que está tomado de uma idéia insana posta em prática pelo Talibã: uma polícia especial que, lá, usava uma varinha para bater nas mulheres que falavam alto ou deixavam a ponta de seus cabelos exposta; aqui, não sei se ele vai adotar a varinha, será para expulsar os fumantes dos fumódromos. A que ponto chegamos.


Imagino que vão entrar no restaurante e declarar em alto e bom tom: "O senhor está expulso deste recinto; apague o cigarro e saia imediatamente". Um impasse jurídico se alevanta: quem pagará a conta? O passo seguinte que deve passar por uma tal mente deve ser chibatadas na praça da frente. O dono do restaurante não escapa do escalpe: será multado de 3 bilhões de yuans. Em resumo, é um político sanguíneo, que se apraz com o mal gosto, e, acima de tudo, é o que mais se esforça para aumentar o já enorme mal estar na civilização. Como os demais políticos, ele, se já teve, perdeu a proporção. O mundo desabando, o estado podre e pendurado de assaltantes e incapazes, balas pra todo lado, o senado com 181 diretores para supervisionar tudo isto de jatinho, e o Mulá Serra quer impor regras talibânicas sobre uma parcela da população que acabou de ser extorquida em R$600 milhões que faltavam para pagar as horas extras do congresso em férias. Chega de se meterem na minha vida. Resultado: estou ficando louco para ver este circo remendado pegar fogo, e começar tudo de novo. O Plano Z é meu Plano A. Sik

Os Falsos Fundamentos

1. Quanto ao fumante passivo, vou transcrever o resultado da mais extensa e compreensiva pesquisa, realizada pela Universidade de Yale e financiada pela Kellogg Foundation, cuja conclusão foi: ''We did not find an effect due to exposure to passive smoking in the workplace.'' (Nós não encontramos um efeito devido à exposição ao tabagismo passivo no local de trabalho). E isto é o pior de tudo, pois nada tem a ver com a vida, mas apenas com o mal estar na civilização, com a agressão humana desviada para "salvar vidas" e ganhar eleições. Tenho horror a salvadores.

2. Sei que o cigarro faz mal e que reduz o tempo de vida do fumante, mas é a minha vida e não quero que ninguém venha me salvar, nem dar palpite na minha morte; aliás, não troco minha curta vida pela sua. Mas, diz o salvador, você fica doente e isto aumenta os gastos públicos com a saúde. Esta é a segunda grande mentira: como morremos mais cedo, os custos de saúde normais da velhice deixam de existir e a aposentadoria não paga, resultam ser mais barato para os cofres públicos do que os longevos não-fumantes, ainda mais se forem funcionários públicos.

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Lugo, o prolífico.

E a prole do bispo-presidente paraguaio cada vez aumenta mais...

Uma nova alegação de paternidade ofuscou a reforma de gabinete paraguaia e o aniversário de um ano do governo de Fernando Lugo, ex-bispo que quebrou a hegemonia de 61 anos do Partido Colorado, de direita, na Presidência do Paraguai. Uma semana após Lugo admitir ser o pai de um menino de quase dois anos, concebido quando ainda era bispo, uma mulher exige que ele registre um garoto nascido em 2002.
O presidente paraguaio fará teste de DNA, segundo seu advogado, Marcos Fariña, que seguiu para Ciudad do Leste, na fronteira com o Brasil, onde deve encontrar hoje Benigna Leguizamón, mãe do menino de 6 anos apresentado à imprensa como filho de Lugo. Por meio de seu porta-voz, o presidente afirmou "que agirá sempre de acordo com a verdade".
"Lugo é meu chefe, mas isso não nos impedirá de atuar", afirmou a ministra da Infância e Adolescência, Liz Torres, assegurando que o exame poderia ser exigido judicialmente.
"A criança tem o direito de saber quem é seu pai, usar seu sobrenome e receber ajuda."
As três ministras do gabinete de Lugo -Torres, Gloria Rubín (pasta da Mulher) e Esperanza Martínez (Saúde)- participaram de reunião com o presidente para discutir rumores sobre filhos não reconhecidos e cobrar uma "posição clara" do governante. Segundo o jornal paraguaio "La Nación", uma terceira mulher pretende entrar com ação de reconhecimento de paternidade.
"Há piadas e provocações por todo o país de que vão aparecer cinco ou seis, 16 filhos. Veremos caso a caso", disse Rubín. "A Secretaria da Mulher estará a serviço de todas as mulheres que venham a exigir uma paternidade responsável."
Leguizamón, 27, contou que se sentiu encorajada a pedir o reconhecimento de paternidade depois que Lugo, 57, admitiu ser pai de Guillermo Carillo, de um ano e onze meses, fruto de relacionamento de dez anos entre ele e Viviana Carillo, 26.
"Não é justo que o filho do presidente viva passando tanta necessidade", disse Leguizamón, que tem três outros filhos e mora na periferia de Ciudad del Leste, onde trabalha como vendedora ambulante.
Ela contou ter procurado Lugo, então bispo de San Pedro, porque era mãe solteira e o pai negava assistência ao bebê. "O monsenhor [Lugo] me deu apoio, mas se aproveitou da minha necessidade e me induziu a ter relações."
Lugo ganhou notoriedade como "bispo dos pobres" em San Pedro, mas pediu dispensa clerical para se dedicar à política. O pedido foi concedido pelo Vaticano em 2008, após sua eleição e um longo período de relutância. Com a decisão, inédita para um bispo, ele voltou à condição de leigo. (Da Folha de S. Paulo).

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América carismática

O que Obama e Chávez têm em comum? A liderança carismática.

De Diogo Costa, no site OrdemLivre:

Para que Barack Obama sirva de antídoto à onda populista latino-americana, sua autoridade deveria estar baseada em algo mais sólido que seu carisma. Uma batalha de personalidades pode agradar à mídia, mas não promove a instituição do estado de direito. Pelo contrário, a história recente nos mostra como as disputas entre autoridades carismáticas podem substituir a paz por conflitos, e os ternos dos presidentes pelos uniformes dos comandantes. (Leia aqui).
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segunda-feira, 20 de abril de 2009

Brasília dos ETs


Nada, Sponholz, aquilo lá só poderia dar no que deu: é centro de esoterismo e corrupção. O Grotão pode ser definido pela capital que tem. Como disse meu mestre Fausto Castilho, que transformem o monstro em museu e dêem as chaves para o zelador Niemeyer.

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domingo, 19 de abril de 2009

A hipocrisia dos católicos

Toda vez que se fala de aborto por aqui a discussão pega fogo. Os católicos, cujos dogmas condenam essa prática, ficam irados quando alguém, de outro credo ou sem credo algum, defende o aborto, aliás um direito da mulher na maioria dos países.
Que eles sigam os dogmas da igreja, tudo bem. O que seria da IC sem dogmas? Seria apenas uma instituição secular entre outras tantas. Compreendo, portanto, que o Papa procure reforçar os dogmas, por mais irracionais que eu os considere.
O problema é que os católicos pretendem impor seu ponto de vista a quem católico não é. Se o aborto é, para eles, um pecado (crime, quem define é a lei, não a fé), que não o pratiquem. Mas este é o seu ponto de vista, a sua questão de fé. Nenhum direito têm eles de impô-las a quem não partilha tais crenças.
Agora, para fechar: os católicos são muito seletivos em relação às proibições da igreja. A norma da IC é que o sexo seja reservado à procriação. Duvido que os homens católicos, tão pressurosos em condenar o aborto, se abstenham do prazer sexual. Ah, é, usam métodos contraceptivos? Também não pode.
Resultado: a IC condena seus seguidores à hipocrisia.

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sábado, 18 de abril de 2009

Obama ganha a bíblia do idiota latino-americano

No jornal da tarde, vi que o tirano Chávez deu a Obama, na reunião com o cucarachismo, um exemplar de As veias abertas da América Latina, do malandro uruguaio Eduardo Galeano. Deveria exultar, mas fiquei triste por ver confirmadas as minhas críticas à América Latina feitas desde o início do blog. O livro de Galeano é precisamente a bíblia do idiota latino-americano. É mistura de péssima literatura com chutes de economia. Desgraçou gerações inteiras que, principalmente nas espeluncas de comunicação, foram submetidas à leitura dessa porcaria lesa-inteligência.
Com o presente dado a Obama, Chávez apenas confirma o que tenho escrito também sobre ele próprio. Confessou o atraso do continente, entregue ao que Carlos Alberto Montaner, Álvaro Vargas Llosa e Plinio Apuleyo Mendoza têm denunciado, nos dois livros sobre o Manual do perfeito idiota latino-americano e A volta do idiota: culpa-se o fantasma do "neoliberalismo" por essa realidade tosca, patrimonialista, antiliberal e anticapitalista. Em poucas palavras, retrógrada. A culpa é exclusiva da nossa mentalidade atrasada.
Desta vez, nem pedirei saquinho. Já gastei muitos com essa pestilência cucaracha.

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sexta-feira, 17 de abril de 2009

Assalto até em sala de aula? Só no Grotão...

Foi na UFRJ: estudantes de Nutrição foram assaltados por duas bestas armadas enquanto faziam uma prova.
É o Grotão. Salve-se quem puder!

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Legislativo nas nuvens


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Padre-bandido é condenado no PR

Meteu-se na política e mandou matar o vice-prefeito e o dirigente de um partido. O julgamento foi em Cruzeiro do Oeste (PR), terra que abrigou, na clandestinidade, o chefe dos mensaleiros Zé Dirceu. Lá ainda mora seu filho, também na política, é claro...
E depois ainda tem gente que acha que só é ético e honesto quem segue religiões. O "bispo-presidente" Lugo, do Paraguai, é outro exemplo de compromisso moral dos católicos: aproveitou-se de uma fiel de 16 anos, mãe do filho desse hipócrita, que, para tentar botar panos quentes no escândalo, reconheceu a paternidade.

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quinta-feira, 16 de abril de 2009

"Grotão" já virou franquia

Minas Gerais foi o primeiro Estado a adquirir a franquia "Grotão". O contrato prevê que os proprietários do Restaurante paguem em tutu (à mineira, claro). O blogueiro está aberto a novas propostas.
(Danke, Maria).

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Prêmio para o arcebispo anti-aborto

D. José Cardoso Sobrinho, aquele que declarou ser o aborto pior que o estupro e que tentou impedir que a menina de 9 anos estuprada pelo padastro abortasse, acabou ganhando um prêmio por sua, ahn, luta em favor da "vida".
Como resumiu a Maria do Espírito Santo, que me enviou a dica, o prêmio deveria se chamar "Melhor Cabeça de 1215"...

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Os belicosos monoteísmos

O Not Tupy (links) publica bom artigo sobre as três grandes religiões monoteístas: cristianismo, islamismo e judaísmo. Tem razão em dizer que, justamente por serem monoteísmos, tendem à beligerância. De fato, os gregos e romanos, com seus inúmeros deuses, eram muito mais tolerantes, inclusive com as divindades dos escravos e dos povos por eles dominados.

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Lula não elege poste, não.

Se a oposição não baixar as calças, como fez na última eleição, Dilmona está longe de suceder seu padrinho Lula, que vive no palanque mas não elege poste. Leiam o que disse um especialista em pesquisas eleitorais:
Por que Dilma está, no máximo, com 18% de intenções de voto (no cenário que lhe é mais favorável) e com apenas 14% (no menos), se 49% dos entrevistados sabem que ela é a candidata de Lula?
Pelo que se ouve do governo, era de se esperar mais da candidatura da ministra, mesmo agora, tão longe da eleição. Os que imaginam que Lula teria força para eleger qualquer um suporiam, por exemplo, algo mais perto de 30%, pois apostam, até, em vitória no primeiro turno.
(Continua no
E-agora).
Por enquanto, só votaria em Dilma a velha etnia petista, que nunca chega a 30 por cento do eleitorado.

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Só mesmo com raticida!


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Celso Daniel: 7 anos de silêncio.

Como há figuras do PT envolvidas, tudo é jogado para debaixo do tapete. E a Justiça tarda, tarda e tarda. Reinaldo publica carta do irmão de Celso, da qual reproduzo um trecho:
Hoje, 16 de abril, Celso Daniel, meu irmão, estaria completando 58 anos de vida. Como todos sabem, foi seqüestrado, torturado e assassinado há mais de sete anos quando era prefeito de Santo André e coordenava a elaboração do programa de governo do então candidato à presidência da república Luis Inácio Lula da Silva. Sérgio Gomes da Silva, que o acompanhava no momento do seqüestro, foi denunciado pelo Ministério Público como mandante desse crime. Foi preso por um pequeno período, mas responde em liberdade, após obter habeas corpus do Supremo Tribunal Federal, sob a alegação de que não representa perigo para a sociedade.
Apesar de todas as evidências colhidas pelo MP que mostraram que o crime foi planejado e que há pelo menos um mandante, o Poder Judiciário ainda sequer decidiu se o julgamento deve ir a júri popular porque, segundo informações que obtivemos do MP, a última das testemunhas arroladas pela defesa de « Sombra » (conforme Sérgio é chamado pela imprensa e era conhecido nos meios petistas) ainda não foi ouvida, pois nunca é encontrada. Parece-nos que expedientes como esse e tantos outros são usados para que as tramitações legais se alonguem no tempo, de modo a tornar mais difícil sua solução. (Continua).

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Shopping na mira do tanque

O tanque do Exército mira o Shopping Beira-mar, de Florianópolis. Não, não é para que as lojas baixem os preços, que pena...
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quarta-feira, 15 de abril de 2009

Marx, o gênio.

Trata-se do Groucho, claro. Em tempos infestados de relativismo, vale a piada:

Estes são os meus princípios. Se você não gosta, tenho outros.
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Fascismo avança na Venezuela

Não vou nem comentar mais este ato fascista do tirano Hugo Chávez, fundador do "socialismo do século XXI", que não passa de um neologismo para o velho fascismo. O governo grotense, claro, ficará quietinho como sempre fez em relação à destruição da democracia na Venezuela.
O presidente Hugo Chávez nomeou ontem a ex-ministra Jacqueline Farías para o controvertido cargo de chefe de governo biônico do Distrito Capital. A nova função tira a maior parte dos recursos, funções e até mesmo o palácio do governador distrital de Caracas, o opositor Antonio Ledezma.O anúncio foi feito ontem à noite pelo venezuelano durante entrevista coletiva ao lado do presidente colombiano, Álvaro Uribe, no Palácio Miraflores.
A nova função foi criada na semana passada pela Assembleia Nacional, controlado pelo chavismo, e é hierarquicamente superior ao governo distrital e aos cinco municípios que formam Caracas, dos quais quatro estão sob prefeitos da oposição, eleitos em 23 de novembro.Segundo estimativa de Ledezma, seu governo perderá 90% do Orçamento, correspondente aos recursos federais, e 40 mil dos 43 mil funcionários do governo distrital. Ele tem dito que o novo cargo é inconstitucional e promete "resistir".
Ex-ministra do Meio Ambiente, Farías exerce o cargo de presidente da Movilnet, empresa de telefonia celular nacionalizada em 2007, e é ainda vice-presidente do Partido Socialista Unido da Venezuela para a região ocidental, o que inclui Zulia, Estado mais rico e principal reduto da oposição.
Desde o final do ano, o governo federal já transferira a sua esfera várias funções do governo distrital, como escolas e hospitais. Ações similares ocorreram em outros Estados e municípios vencidos pela oposição.
Nas últimas semanas, líderes opositores também têm sofrido processos. O ex-ministro da Defesa Raúl Baduel, que rompeu com Chávez em 2007, está preso acusado de corrupção.
Já o prefeito licenciado de Maracaibo e ex-candidato presidencial, Manuel Rosales, escondido desde o início do mês, divulgou ontem carta em que acusa Chávez de "propor controlar o funcionamento do país e para isso tem contado com os Poderes públicos, que domina e dirige da forma mais obscena".
O Ministério Público pediu a prisão de Rosales por enriquecimento ilícito, que será decidida pela Justiça na segunda.
(Fonte: Folha de S. Paulo).
P.S.: o fascismo bolivariano tem representantes dentro da UFSC.

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Remando contra a maré antiliberal

Liberalismo é nome maldito no Grotão, apesar de nunca termos passado por governos liberais. O que existe por aqui, à direita e à esquerda, é o velho autoritarismo. As ideias liberais foram escorraçadas das escolas, universidades e da própria mídia. O tal "neoliberalismo" é um flatus vocis engendrado pela "esquerda" para adjetivar o "inimigo" - e isto vale para a América Latina em geral.
Remando contra a maré, a 22a. edição do Fórum da Liberdade, realizado em Porto Alegre na semana passada, pregou valores liberais em tempo de estatismo salvacionista. A iniciativa é do Instituto de Estudos Empresariais (IEE).
Segundo a revista Veja, foram divulgados no evento "dois estudos internacionais que refletem algumas das principais preocupções dessa nova geração empresarial: o Índice de Liberdade Econômica e o Índice Internacional de Direitos de Propriedade. O primeiro mede a facilidade com que se consegue, em diferentes países e regiões do mundo, começar um negócio, escolher um emprego, tomar dinheiro emprestado ou usar o cartão de crédito. O segudo avalia o grau de proteção à propriedade privada,inclusive intelectual, em cada nação - um fator essencial para os investimentos e a criação de empregos. O Brasil caiu de posição no ranking de ambos os índices. Ou seja, ainda há muito por fazer para difundir os valores da liberdade econômica e do respeito aos direitos de propriedade no pais."
Matéria completa sobre o Fórum, redigida pelo jornalista Renato Lima e sem os tradicionais adjetivos preconceituosos, está disponível aqui.

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Sponholz e os noviços rebeldes


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terça-feira, 14 de abril de 2009

Anticapitalistas confundem ideologia e realidade

Quem é contra o capitalismo confunde esse processo objetivo, gerado pelo mercado - que não tem criador nem dono -, com ideologia, cada uma delas com seus gurus. Ideologias têm dono, a exemplo do socialismo, com suas retrógradas ideias ainda professadas por quem despreza a história, que não deixa dúvidas quanto às experiências socialistas: geraram apenas ditadura, fome e morte.
Os exemplos ainda estão aí, presos a um mundo que já terminou e que mentes pérfidas, nas escolas e academias da América Latina, ainda tentam manter vivo, para seu próprio e exclusivo benefício.
Isto não quer dizer que o capitalismo não mereça críticas e reparos. Mas negá-lo, simplesmente, significa negar a realidade. E rejeitá-la a troco de quê?
Ora, trocar um processo objetivo que funciona - bem ou mal - por algo indefinido e utópico, ou retornar a experiências fracassadas, é estupidez. Eis o cartão de visitas das "esquerdas".

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Pacto dos três poderes contra o cidadão

Recebi do leitor CFE um pertinente comentário sobre o acordão feito entre os três poderes em prejuízo dos cidadãos. É assustador que o próprio Judiciário concorde com isto. Aí vai:
Às vezes a história parece um disco arranhado: sempre na suposta defesa das mais nobres causas institui-se armadilhas em que o cidadão comum cai sob o jugo do poder. Sob o argumento de que a Justiça funciona mal, as autoridades - com a incrível concordância dos três poderes - querem estabelecer a penhora automática de bens sem decisão judicial (!) quando existirem dívidas para com o Estado.
Fosse o Brasil um país sério, onde o Estado, em todas as suas esferas, pagasse em dia os fornecedores e contribuintes, evitando problemas de caixas a empresas e pessoas; onde impostos, taxas e regras tributárias não mudassem ao sabor do ocupante de plantão - a medida até poderia ser justa. É claro que poderiam também mexer nas regras de justiça em que não só os processos tributários, mas TODOS os tipos de processos se arrastassem por anos a fio sem resolução. A solução desse problema, aliás, deve ter prioridade sobre todos os demais.
A pergunta que fica é simples: se o Estado, com toda a sua estrutura, não consegue penhorar, bloquear, arrestar bens de devedores na Justiça porque as regras e procedimentos são um empecilho, como é que os cidadãos e empresas vão se defender de medidas administrativas utilizando o mesma Justiça? (Confira aqui).

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segunda-feira, 13 de abril de 2009

"Quem tem raça é cachorro"

Muita gente (inclusive este blogueiro) já tocou neste tema, mas vale a pena ler o artigo "Tudo pelo racial", de J.R. Guzzo, na revista Veja desta semana. Ele retoma a idéia - certíssima - do escritor João Ubaldo Ribeiro de que "quem tem raça é cachorro". De fato, ante a retrógrada política de racialização do país conduzida pelo governo Lula, João Ubaldo não poderia ter feito melhor resumo. Só acrescentaria que bois, frangos etc. também tem raça. Cito um trecho:
Criar um racismo que se preze, num país assim, não é trabalho fácil – mas é possível. Uma das ferramentas mais utilizadas para isso é distribuir aos "brancos" uma espécie de culpa geral por tudo o que ocorre de errado aqui dentro. Não se citam nomes; só se cita a cor da pele. Tornou-se comum, por exemplo, o uso da expressão "elite branca" como símbolo de coisa do mal – com a agravante, em certos casos, de que essa elite, além de branca, pode ser "do sul". A mesma gente, de "pele clara e olhos azuis", é culpada também pelo que ocorre de errado lá fora, como a crise financeira internacional; por essa maneira de ver a vida, os desastres que produziram foram provocados por seu tipo físico, e não pelo seu comportamento individual. Outro esforço é criar repartições públicas para cuidar da questão racial – o que tem a tripla vantagem de dar uma cara oficial à existência do problema, passar a impressão de que o governo está cuidando dele e arrumar empregos para amigos. A mais notável delas é um órgão com nove palavras no título e status de ministério – a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial. Seu grande feito, em seis anos de existência, foi a demissão da secretária-ministra Matilde Ribeiro, em 2008, quando se descobriu que ela usava o cartão de crédito destinado ao exercício de sua função para pagar despesas de free shop ou contas no Bar Amarelinho, no Rio de Janeiro. (Na íntegra).



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