domingo, 31 de maio de 2009

Estado espoliador


Se eu fosse o sociólogo stalinista-petralha Emir Sader, teria escrito espoliador com X. Ele gosta de Estado assim - imposto no dos outros, claro...
(Obs.: o Grotão é um dos campeões de impostos).

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Ex-aluno fala sobre Berlin e sua obra

O caderno Mais, da Folha de hoje, traz uma série de matérias sobre o filósofo Isaiah Berlin. Surrupio aqui a entrevista com seu ex-aluno Henry Hardy, responsável pela organização e publicação de várias obras do mestre. A entrevista foi conduzida por Marcos Perez, editor do caderno.

Se a obra de Isaiah Berlin é hoje uma referência para o pensamento liberal, isso se deve essencialmente a um jovem estudante de filosofia que o "descobriu" na Universidade de Oxford, no Reino Unido, nos anos 1970. Então aspirante à carreira universitária, Henry Hardy conheceu Isaiah Berlin ao submeter seu projeto de pesquisa de pós-graduação a uma banca de que o filósofo fazia parte.
"A cada dois ou três minutos, ele se levantava e olhava da janela para ver se chegara o táxi que pedira", lembra Hardy na entrevista que deu à Folha. À época, o autor de "Dois Conceitos de Liberdade" era um historiador das ideias respeitado no circuito fechado das humanidades de Oxcam (Oxford e Cambridge), mas pouco citado extramuros.
Até conhecer Hardy, que, fascinado pelas teses e pela conversa instigante de Berlin, deu o passo essencial: desovou as inúmeras obras escritas pelo mestre, mas ainda guardadas na gaveta, e o convenceu a publicá-las.
Hardy se tornaria o protótipo do editor: transformou o respeitado acadêmico de circulação restrita no intelectual público e de dimensão mais midiática. Conceitos como "pluralismo", "liberdade negativa" e "liberdade positiva" passaram a ser aplicados para explicar a conjuntura política internacional imediata, como os totalitarismos do Leste Europeu -de onde, aliás, provinha Berlin (ele era letão).
Paradoxalmente, sua defesa do não cerceamento ao indivíduo seria posteriormente adotada por ideologias conservadoras e interpretada a contrapelo, como uma crítica estrita ao Estado. Mas, como Hardy explica na entrevista abaixo, esse era justamente um traço marcante da prosa e da escrita de Berlin: a capacidade de "atear fogo" a qualquer debate.

FOLHA - Seria difícil começar uma entrevista com o sr. sem perguntar como se sente em relação ao status que ajudou a criar para Isaiah Berlin, desde que o convenceu a publicar as obras engavetadas. De certo modo, foi o sr. quem o "descobriu"...


HENRY HARDY - Naturalmente, fico muito feliz por ter conseguido divulgar a obra de Berlin para um público maior. Suas ideias são fundamentais para a nossa compreensão do que é o ser humano -além de ser um grande ensaísta. Quando o conheci, havia publicado apenas uma pequena parte de tudo o que escrevera, e preencher essa brecha era um desafio instigante -e muito trabalho árduo! É claro que a resposta entusiasmada de leitores em todo o mundo, incluindo o Brasil, vem sendo motivo de grande satisfação para mim.

FOLHA - Como foi seu primeiro contato com ele?

HARDY - Eu o conheci quando cheguei ao Wolfson College, em Oxford, para a entrevista de admissão como estudante de pós-graduação em filosofia, em 1972. Sobre o meu tema de pesquisa, Berlin queria saber não tanto o que eu esperava demonstrar, mas se se tratava, naquele momento, de um tópico vivo na comunidade filosófica. Ele era, em primeiro lugar, um historiador das ideias e, em segundo, um filósofo. E, a cada dois ou três minutos, ele se levantava e olhava da janela para ver se chegara o táxi que ele havia pedido. Fiquei sabendo mais tarde que uma das descrições que ele costumava fazer de sua produção autoral era "eu sou como um táxi: preciso ser chamado". Quando comecei minha pós, me envolvi em conversas com ele, geralmente na sala comunitária da faculdade, onde costumava conversar durante horas com quem ali chegasse. Como sou filósofo, naturalmente me interessei pelo que ele escrevera, embora não soubesse nada anteriormente sobre a obra dele. Perguntei a pessoas que já estavam no Wolfson e sabiam mais sobre ele o que eu deveria ler e me recomendaram "Quatro Ensaios sobre a Liberdade", que havia sido publicado apenas três anos antes, em 1969. Li o livro durante minhas férias e o achei absolutamente fascinante e comovente, de muitas maneiras. Daquele momento em diante me tornei um berlinófilo (embora não inteiramente acrítico), independentemente do fato de já gostar dele como pessoa e de achar as conversas com ele profundamente interessantes. Ele tornava o mundo do intelecto intensamente vivo, importante, empolgante e divertido. Definia o intelectual como alguém que quer que as ideias sejam as mais interessantes possíveis, e essa definição explica em parte por que foi tão festejado. Eu desafiaria qualquer um a citar alguém que exemplificasse melhor o que Madame de Staël disse a respeito de Rousseau: "Ele não disse nada de novo, mas ateou fogo a tudo". Só que Berlin dizia, sim, coisas novas, o que o coloca à frente de Rousseau nesse quesito, se De Staël estiver certa.

FOLHA - Como reagia à influência crescente de seu pensamento?


HARDY - Com uma espécie de prazer desapegado. Ele se sentia gratificado por sua fama crescente, sem dúvida, mas também um pouco constrangido: não tinha o menor senso de autoimportância e nenhum desejo de administrar o volume crescente de comentários sobre sua obra. Perguntei a ele certa vez se não se sentia frustrado ao ver sendo publicadas tantas representações e interpretações equivocadas de suas ideias. Nem um pouco, ele respondeu: era perfeitamente normal que as pessoas publicassem seus pensamentos e então os deixassem abrir seu próprio caminho no mundo, para melhor ou para pior.

FOLHA - Ele é um best-seller?

HARDY - De maneira nenhuma. Suas obras não são escritas em estilo suficientemente popular para isso, embora sejam muito bem escritas. E sua temática não é do tipo de que são feitos os best-sellers. O livro de Berlin que vendeu mais até hoje é sua biografia intelectual de Karl Marx: mais de 250 mil exemplares da edição inglesa foram comprados desde 1939, e há muitas mais em versões traduzidas. Depois disso vem "Quatro Ensaios sobre a Liberdade", agora superado por "Liberdade", que continua a ser um livro didático padrão sobre filosofia política.

FOLHA - Isaiah Berlin morreu em 1997, oito anos depois da queda do Muro de Berlim. Como ele enxergou um momento tão simbólico para a liberdade individual?

HARDY - Ele ficou emocionado e instigado, é claro, especialmente porque não esperava testemunhar esse momento. Mas não era complacente. Sabia que a nova liberdade talvez não durasse. Ele não acreditava que a história segue um libreto ou que o progresso é algo inevitável. Uma pergunta como a sua foi feita a ele na época, e a resposta dele foi a seguinte: "Não tenho nada de novo a dizer; minhas reações são semelhantes às de virtualmente todas as pessoas que conheço ou de quem tenho conhecimento: espanto, satisfação enorme, felicidade." "Quando homens e mulheres há muito tempo encarcerados por regimes opressivos e brutais conseguem se libertar, pelo menos de algumas de suas correntes, e depois de muitos anos conhecem nem que sejam apenas os primeiros passos da liberdade genuína, como pode qualquer pessoa dotada da menor faísca de sentimento humano deixar de se comover profundamente?"

FOLHA - Para o sr., que o conheceu tão bem, como ele reagiria à apropriação de suas ideias por ideologias conservadoras? Como o sr. mesmo explica essa apropriação?

HARDY - Reagiria com resignação irônica. Como se opunha ao extremismo de esquerda, é natural que setores da direita o vejam como aliado, por mais inapropriado que isso possa ser.

FOLHA - Há alguma obra dele que ainda falta ser publicada?

HARDY - Haverá mais dois volumes de cartas, espero. E possivelmente mais um volume de ensaios. Continuarei a publicar materiais inéditos de vários tipos, sobretudo esboços e transcrições de palestras, em seu site [berlin.wolf.ox.ac.uk].De modo geral, porém, o trabalho já está concluído.

BERLIN NO BRASIL

Aqui você pode ler na íntegra uma entrevista com três acadêmicos brasileiros sobre o pensamento de Isaiah Berlin: Newton Bignotto, Ricardo Musse e Fábio Vanderley Reis. Bignotto é quem vai mais fundo, ou seja, percebe melhor a contribuição de Berlin. Vanderley é um chato apetralhado (ah, os sociólogos...).

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Atenção, chapas-brancas! Boquinha à vista.

Lula imita seu amigo Chávez, o tirano da Venezuela, e invade as mídias. Agora, além de seu programa de rádio, terá uma coluna em jornal popular, um blog, um canal no YouTube e Twitter. Bom para os jornalistas chapas-brancas, que terão mais umas "boquinhas" para praticar sua especialidade (alguém acredita que Lula saiba escrever um artigo ou post?).
Na Folha:
Nunca antes o país teve um presidente tão midiático quanto Luiz Inácio Lula da Silva. De quando chegou ao poder até hoje, Lula fez crescer sua exposição pública, sustentada no aumento dos canais de comunicação do governo e em sua disposição de aparecer mais.
O leque foi ampliado para além dos veículos que tradicionalmente faziam a divulgação oficial das atividades do Planalto em gestões anteriores, como Radiobras, NBR, programas de rádio e TVs educativas.
Nos próximos meses, Lula estreará uma coluna em jornais populares. A internet trouxe outras novidades: em breve, a Presidência inaugurará um blog, um canal no YouTube e vai aderir ao Twitter.
Aos moldes do que já existia na gestão anterior, o governo Lula criou o "Café com o Presidente", programa semanal de rádio inaugurado em novembro de 2003 e hoje disponível para 1.300 emissoras. Ele foi seguido do "Bom Dia Ministro", que levou 31 integrantes do primeiro escalão ao ar em 2008, com a participação de 173 rádios ao vivo.
Há ainda o "Em Questão", boletim de atos do governo cuja versão eletrônica é enviada a cerca de 425 mil e-mails cadastrados. A tiragem da versão impressa é de mil exemplares.Ao custo previsto de R$ 15 milhões neste ano, o Planalto dispõe de empresa para "vender" o Brasil no exterior. Mediante a reserva de outros R$ 5 milhões, foi contratada outra empresa para fazer pesquisas para orientar as ações do governo. Em 2007, surgiu a TV Brasil, rede pública de televisão.Tal exposição coincide com o fato de pesquisas indicarem Lula como o governante mais bem avaliado até hoje. Em novembro de 2008, sua aprovação chegou a 70% -recorde desde que o Datafolha começou a fazer a avaliação, em 1990."
A exposição maior do presidente é fator importante para que ele mantenha sua popularidade. Mas isso ocorre devido aos resultados do governo", diz o secretário de imprensa da Presidência, Nelson Breve.
Em 2005, Lula se afastou da imprensa após denúncias do mensalão. Recuperada a estabilidade do governo, houve orientação do presidente para que fosse trabalhada uma "distensão". Isso culminou com a chegada de Franklin Martins à Comunicação Social. Entre as incumbências do jornalista, segundo um colega, estaria a de deixar Lula mais disponível.
A Presidência contabiliza que, em 2008, o presidente concedeu, em média, três entrevistas por semana. Naquele ano, foram 182 (incluindo exclusivas, coletivas e por escrito), superando as 157 de 2007 e as 92 de 2006. Só de janeiro a abril de 2009, Lula já superou o total de entrevistas concedidas em 2006, um ano eleitoral. (Continua, para assinantes).
Também na Folha: "Propaganda de Lula chega a 5.297 veículos".
Com PT no Planalto, o número de meios de comunicação que recebem verbas de publicidade federal aumentou 961% Ao tomar posse, comerciais do petista atingiam 21 TVs e 270 rádios; no fim de 2008 já havia 297 TVs e 2.597 rádios veiculando anúncios oficiais. (Continua).

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sábado, 30 de maio de 2009

Uma crítica bem-humorada da MPB

Hai-Krítico

Uma forma condensada de crítica musical inspirada em Leminski

Tudo que li me irrita
Quando ouço
Rita Lee (Paulo Leminski)

E Agora...

Ney Matogrosso
Podia cair num fosso
Não sobrar nem osso

Entrei pelo cano
É outro lixo
O novo Caetano

Argh! Leila Pinheiro!
Preciso ir urgente
No Banheiro!

O bodum
do Olodum
Mata um

Açaí, imã e guardiã?
Só pode ser rima
Desse tal de Djavan

Queria ser menina
Pra traçar
Marina Lima

Razão pra comemorar!
Chico virou escritor
Pelo menos, parou de cantar

Arnaldo, Carlinhos, Marisa
Se bate um vento
o talento vai na brisa

Que bosta!
O novo disco
Da Gal Costa

Gil largou o tropicalismo
E foi pro planalto
Brincar de stalinismo

Digo uma coisa sem medo
Tenho saudade do Cazuza!
Esse, pelo menos, morreu cedo

Tudo ao redor me irrita
Quando escuto
Maria Rita


(Do livro O imbecilismo e outros textos de humor, de Edson Aran).
(Danke, Maria).
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Protógenes na UFRJ

Recebi e passo adiante. Uma infâmia desta só poderia mesmo acontecer na UFRJ, universidade apetralhada na área de "ciências sociais". Saquinho, por favor.
***
Convidamos a todos para a palestra:

Sigilo Policial x Liberdade de Imprensa:
Formas de Interação.


Local: Auditório Pedro Calmon, Forum de Ciência e Cultura
Data: 04/06, quinta-feira, 19 às 21h.


A fim de esclarecer este e outros dilemas gerados em torno da Operação Satiagraha e compreender a sua contribuição para o desenvolvimento brasileiro, o palestrante convidado Protogenes Queiroz apresenta sua experiência sobre esse tema.
A palestra é uma atividade complementar da disciplina Comunicação e Realidade Brasileira, ministrada pelos professores Eduardo Refkalefsky e Fátima Fernandes, apoiada pelo Laboratório de Inteligência e Pesquisa deMarketing Social (LIMK), da Escola de Comunicação - UFRJ, aberta a todos os interessados.
Por favor nos ajude a divulgar e seja bem vindo!
-- LIMK - Laboratório de Análise e Pesquisa de Marketing Social

Av, Pasteur, 250 - Fundos - Sala 125
Escola de Comunicação - ECOUFRJ - Campus Praia Vermelha+55 21 22955896

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sexta-feira, 29 de maio de 2009

Annan e o terrorismo ecológico

Kofi Annan, o ex-secretário geral da ONU que virou dono de Ong, anda espalhando bobagens pelo mundo afora sobre o Aquecimento Global, essa entidade metafísica sempre escrita em caixa alta.
Desde quando esse político, que ajudou a ONU a se tornar o órgão inútil que é, entende de ciências? Que vá se juntar a outro charlatão, o ex-vice-presidente norte-americano Al Gore, profeta do apocalipse.
Reinaldo foi na mosca ao alertar para o que disse um pesquisador que trabalha há mais de 30 anos sobre essa questão. Confiram em "Terrorismo ecológico".

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Lula para sempre

Vejam a lista dos deputados que assinaram o requerimento para a PEC do Terceiro Mandato de Lula. Não faltam "oposicionistas" nessa vergonhosa iniciativa.
Lembremos deles nas próximas eleições...

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Senhores do excremento do Diabo


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quinta-feira, 28 de maio de 2009

Governador de SC é absolvido pelo TSE

Até agora não meti a colher nesse assunto, mas acho que o TSE foi correto na sua decisão: negou a cassação do mandato do governador de SC, Luiz Henrique da Silveira.
O pedido de cassação fora encaminhado pelo PP, de Esperidião Amin (e Maluf), hoje abraçado aos petralhas de Santa Catarina.

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Abaixo a soberania!

Concordo plenamente com Esteban Lijalad:
A soberania é o refúgio dos tiranos, a barreira que impede que a comunidade internacional civilizada possa obrigar a cumprir a Declaração dos Direitos do Homem que todos os estados das Nações Unidas se comprometeram a respeitar.

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A maratona do ditador na TV

O coronel falastrão que aporrinha os venezuelanos com intermináveis discursos dá início a uma maratona de quatro dias na TV. Será um "resumo" dos 10 anos do "fascismo do século XXI", impingido como "aula".
O empenho "didático" já recebeu apoio de outro falastrão histórico, o ditador cubano Fidel Castro.
Segundo o presidente venezuelano, até hoje foram 1.536 horas líquidas de transmissão, o equivalente a 64 dias. Chávez disse que a transmissão desta quinta, iniciada pouco depois das 11h locais (12h30 de Brasília), é o "primeiro capítulo" dos quatro dias "de uma aula." (Leia a matéria, se tiver estômago).
Bem que alguém poderia dar a Chávez o texto de Plutarco "Sobre a tagarelice"...

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Monstrobras: contratos turbinados.

Abrir a caixa-preta da Petrobras é necessidade urgente:
Uma investigação do Tribunal de Contas da União (TCU) aponta que a Petrobras, protegida por um regulamento próprio, tem usado com frequência contratos turbinados por termos aditivos que elevam custos de obras e serviços da estatal. Mesmo quando não há aditivos, há estouros de orçamento de mais de 50% dos valores iniciais programados. É o que acontece com um gasoduto e uma plataforma, orçados em R$ 1,8 bilhão, cujo custo já chega a R$ 3,6 bilhões.

O aditivo é uma espécie de anexo ao contrato original. Pode ser usado para multiplicar os valores de obras e serviços e, assim, engordar os pagamentos às empreiteiras contratadas pela estatal, muitas delas sem licitação. Em apenas uma dessas obras, a construção e montagem do gasoduto Urucu-Coari-Manaus, no Amazonas, dois contratos que somavam R$ 1 bilhão foram "aditivados" em mais R$ 612 milhões. Em outro projeto, destinado a modernizar o sistema de produção da refinaria de Duque de Caxias (RJ), ao longo dos 780 dias em que vigorou o contrato foram assinados 24 termos aditivos - praticamente um por mês. (
Continua).
Dá pra entender porque os petralhas dizem que a Petrobras é deles...

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quarta-feira, 27 de maio de 2009

Incentivo à senhora da foice


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Fascismo chavista censura Vargas Llosa

O escritor peruano Mário Vargas Llosa ficou retido num aeroporto venezuelano por mais de uma hora e foi advertido de que não poderia falar em política (!). Vargas Llosa participará de um fórum sobre liberdade e propriedade privada, coisas odiadas pelo fascismo do século XXI.
Política, obviamente, é exclusividade do tirano Hugo Chávez, que inferniza a televisão e o rádio com seus intermináveis discursos circenses, bravateiros e chulos.
E pensar que esse sujeito é recebido com honras no Grotão, onde tem apoio de sabujos do petismo e do lado podre da academia...
Alô, doutor Ielpo, me manda um Nausedron!

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Nobel para Lula? Só se for de corrupção.



E como o Grotão é pacífico! Desde 1980, mais de um milhão de brasileiros foram assassinados (ver estatística na barra lateral).

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terça-feira, 26 de maio de 2009

Refúgio de terroristas

Tarso "Illich" Genro gosta mesmo de terroristas. Agora bota panos quentes no integrante da Al-Qaeda preso em São Paulo (se é que já não está solto), não bastasse ter defendido o assassino Cesare Battisti, cuja extradição foi requerida pela Itália.
Leninista desde criancinha, o ministro da Justiça defende qualquer facínora que seja contra a democracia, o capitalismo e os Estados Unidos.
Eis o Grotão lulista.

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Derrubem o tampinha!

O tirano nanico que mata de fome a população da Coreia do Norte continua desafiando o mundo com sua aventura nuclear.
A única resposta que o mundo pode dar é unir forças para derrubá-lo. Os países democráticos, aliás, deveriam se unir contra qualquer ditadura.
Ditadura é crime de lesa-humanidade.

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segunda-feira, 25 de maio de 2009

Só agora?


Pois é, só agora o mundo acordou para o perigo representado pelo ditador stalinista da Coreia do Norte. Ditaduras sempre foram e são um perigo para a humanidade, ainda mais o restolho contemporâneo, que tem acesso à energia atômica.

Até ontem, o mundo tinha se calado, supondo que eram blefes as ameaças do ditador que usa saltos altos para não parecer o tampinha que é. Ele cuspiu para todos os países, irritando até a parceira China, também ditatorial.

Ah, como as "potências imperialistas" são boazinhas! Aposto que, apesar dos últimos acontecimentos, não vão dar um tranco no tirano Ahmadinejad, representante da teocracia iraniana que também brinca com a energia nuclear e já prometeu destruir Israel.

Vem mais bomba por aí.


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domingo, 24 de maio de 2009

Passeata de pelegos e chapas-brancas

Na Folha de hoje:
Entidades que promoveram uma passeata na última quinta-feira, no centro do Rio de Janeiro, contrária à instalação da CPI da Petrobras, no Senado - e que anunciam uma onda de manifestações no país - tiveram projetos financiados pela estatal no valor de R$ 12 milhões entre 2006 e 2009.
Realizado por representantes da CUT (Central Única dos Trabalhadores), da UNE (União Nacional dos Estudantes) e da ABI (Associação Brasileira de Imprensa), o ato de quinta-feira "em defesa da Petrobras" reuniu entre 2.500 e 3.000 pessoas, segundo cálculo da Polícia Militar.
O ato foi apoiado por militantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e de partidos de esquerda.
Lideradas pela FUP (Federação Única dos Petroleiros), filiada à CUT, as entidades prometem uma série de manifestações contra a CPI. O próximo, segundo a CUT, deverá ocorrer na terça-feira, em Natal (RN).
O presidente da CUT, Artur Henrique, divulgou nota oficial para condenar a CPI e dizer o que considera a "insistência da oposição em tentar paralisar a Petrobras, que responde por mais de 10% do PIB nacional".
Ao longo dos últimos três anos, a Petrobras apoiou com R$ 11,9 milhões projetos desenvolvidos por CUT, UNE e ABI.
O grosso dos recursos foi para a CUT -R$ 10,6 milhões em quatro projetos: alfabetização de trabalhadores, comemoração do 1º de Maio e dois anos do projeto CUT Cidadã, nos anos de 2007 e 2008. A Força Sindical e a UGT (União Geral dos Trabalhadores) também receberam patrocínios para suas festas do Dia do Trabalho.
O Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), ligado à CUT e sindicatos, recebeu mais R$ 650 mil da petroleira. (Continua, para assinantes).
Não vou nem comentar. Plasil direto.

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O Rio de Janeiro era lindo

Agora virou isto: uma pessoa é assaltada a cada quatro minutos. As outras capitais caminham a passos largos para a mesma situação. Prevalece o desleixo das autoridades para com a segurança. O bandido sabe que tem poucas chances de ser punido, dada a brandura das leis penais grotenses. A impunidade se tornou regra. Há 400 mil pessoas sentenciadas andando por aí.
Deveriam construir um pelourinho cívico para expor à execração pública a memória dos governantes que deixaram a situação chegar a esse nível de horror. E cassar os nomes deles das ruas e praças. Foram omissos ou cúmplices.

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sábado, 23 de maio de 2009

Stanislaw previu o lulo-petismo


Stanislaw pensava falar da época em que vivia, mas foi um verdadeiro profeta: nunca antes "nesse paíz" se disse tanta besteira, a começar pelo Pequeno Timoneiro. E nunca houve tanta corrupção - que é uma verdadeira commodity brasileira, cultivada com zelo pela militância petista entrincheirada no Estado.

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sexta-feira, 22 de maio de 2009

Chega de impostos extorsivos!

Recebi da amiga Anita Lucchesi, do Instituto Millenium, esta boa notícia:

***


Rio de Janeiro terá pela primeira vez o Dia da Liberdade de Impostos .


Evento, que também será realizado em outras três capitais, tem como objetivo conscientizar a população sobre os impostos embutidos
em todos os produtos e serviços.


No Brasil, infelizmente, a maioria da população não sabe o quanto paga de tributos. Entretanto, todos os brasileiros, direta ou indiretamente, pagam uma grande quantidade de impostos, taxas, contribuições etc. O cidadão tem todo o direito de ser informado, a todo o momento, do valor dos tributos que é obrigado a pagar.

De acordo com a carga tributária atual, os brasileiros têm de trabalhar 145 dias por ano (de 1º de janeiro até 25 de maio) apenas para pagar os tributos (impostos, taxas e contribuições) cobrados pelos governos (Municípios, Estados e União Federal). Para lembrar a data e chamar a atenção da opinião pública para a questão, será realizado pela primeira vez no Rio de Janeiro, o Dia da Liberdade de Impostos, em que a população poderá adquirir gasolina sem o preço dos tributos, que será pago pelas entidades organizadoras. Parte de um esforço nacional, além do Rio de Janeiro, o evento também será realizado em Porto Alegre, São Paulo e Belo Horizonte.

No dia que simboliza a data em que o consumidor para de trabalhar para pagar impostos, a venda de gasolina será subsidiada no Posto Repsol (em frente ao Canecão), que fica na Rua Gen. Goes Monteiro, 195, Botafogo. Em lugar dos R$ 2,54 por litro/gasolina normalmente cobrado, os consumidores pagarão o valor de R$ 1.27 por litro, que é quanto a gasolina custaria se não incidissem tributos como a CIDE, PINS, Cofins e ICMS.


No Rio de Janeiro, o Dia da Liberdade de Impostos está sendo organizado pelo Instituto Millenium e pelo Ordem Livre. Para Túlio Severo Jr., um dos organizadores do evento, o objetivo principal é “permitir que a população compreenda que todos pagam impostos e que todos devem participar, legitimamente, na construção de um Brasil melhor, exigindo melhores serviços públicos e maior transparência”.


Paulo Uebel, Diretor Executivo do Instituto Millenium, que está colaborando para o Dia da Liberdade de Impostos, explica que decidiu apoiar o Dia da Liberdade de Impostos para ajudar na educação cidadã das pessoas. “Como temos a missão de promover a Democracia, é fundamental envolver todos os cidadãos brasileiros na discussão de temas importantes para o desenvolvimento do Brasil. Quando as pessoas tomam conhecimento de que são pagadores de impostos, mesmo que indiretamente, elas ficam mais motivadas e legitimadas a participar deste debate. A alienação popular é muito ruim para a Democracia”, explica.

Para Diogo Costa, coordenador geral do OrdemLivre.org, a redução dos impostos está intimamente ligada à diminuição da pobreza. “Nenhum país conseguiu se desenvolver por meio da tributação excessiva”, afirma. “Quem gasta o dinheiro dos outros, gasta mal e irresponsavelmente. Se queremos um Brasil mais próspero, um dos primeiros passos é garantir que a renda das famílias brasileiras não seja tomada de suas mãos pelos impostos do governo. É mais do que uma questão de economia. É uma questão de justiça”.


As vendas serão limitadas a 20 litros de gasolina por veículo. As senhas para abastecer com desconto serão distribuídas a partir das 10h e a venda se inicia às 11h. Somente os consumidores que tiverem a senha poderão abastecer com desconto e, após encerrada a cota de 4.000 litros, a ação será encerrada. Será aceito somente pagamento em dinheiro. A diferença no preço do combustível será paga pelas entidades organizadoras.


Serviço – Dia da Liberdade de Impostos Rio de Janeiro.
Data:
25 de maio de 2009.
Local: Posto Repsol (Canecão)
Endereço: Rua Gen. Goes Monteiro, 195, Botafogo
Horário: Distribuição de senhas a partir das 10h. Abastecimento após às 11h.
Valor da Gasolina: R$ 1,27 litro/gasolina (valor original: R$ 2,54 litro/gasolina)
Pagamento: Apenas dinheiro.


Demais locais onde será realizado o Dia da Liberdade de Impostos:
Belo Horizonte:
Posto Albatroz (Esso) - Av. Afonso Pena, esquina com a Av. Brasil – Pç. Tiradentes
Porto Alegre: Firenze Combustíveis – Rua Santana, 345
São Paulo: Posto Centro Automotivo Portal das Perdizes (Ipiranga): Av. Sumaré, esquina com a rua Dr. Franco da Rocha.



Sobre o Instituto Millenium (http://www.imil.org.br/) –
é uma entidade sem fins lucrativos, sem vinculação político-partidária, que promove a Democracia, a Economia de Mercado, o Estado de Direito e a Liberdade. Entre as suas atividades, o Instituto Millenium realiza campanhas de conscientização, colaborando para ter melhores cidadãos, com valores claros e sólidos.


Sobre o OrdemLivre.org é um projeto da Atlas Economic Research Foundation em cooperação com o Cato Institute. Fundado sobre os princípios de liberdade individual, mercado livre, paz e governo limitado, OrdemLivre.org promove uma ordem econômica eficiente e uma filosofia política moral e inspiradora por meio de publicações e eventos sobre temas relevantes para o desenvolvimento político, cultural e econômico dos países de língua portuguesa.


Informações para a Imprensa:
Coordenador do Dia da Liberdade de Impostos

Túlio Severo Jrtulio@infinitecard.com.br
Fone: (21) 8225-9927

Diretor Executivo do Instituto Millenium

Paulo Uebelpaulo.uebel@institutomillenium.org

Fone: (21) 2220-4466

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Estado de Direito atrai capital

Em época de vacas magras, os investimentos se dirigem aos países que oferecem não apenas liberdade econômica, mas garantem a democracia e o Estado de Direito. Se não houver proteção de pessoas e bens, adiós capital...

***

Ahora que la fiesta terminó y el día después llegó, es hora de separar la paja del trigo. Una forma de hacerlo es observar el Índice de Calidad Institucional 2009, diseñado por el economista Martín Krause para la International Policy Network. Es un ránking de los países según el grado de libertad económica, democracia y Estado de Derecho que ofrecen. Como los países con puntaje más alto han atraído más financiación y capital que aquellos con calificación más baja, lo previsible es que estos últimos las vean muy negras en los años venideros. (Leiam o artigo completo de Álvaro Vargas Llosa).

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A caixa-preta é vermelha


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quinta-feira, 21 de maio de 2009

Ministro contra a internet

Tarde demais, ministro Hélio Costa: a maioria da geração até 30 anos de idade hoje se informa pela internet. Não é à toa que os jornais impressos estão caindo em quase todo o mundo. TV e rádio? Só se a qualidade melhorar. Na internet, a petralhada perde feio...

Ao participar da abertura do 25º Congresso Brasileiro de Radiofusão, ontem (19) o ministro das Comunicações, Hélio Costa, fez uma declaração provocativa que desviou, por instantes, o foco do evento.
A fim de anunciar a consulta pública para a definição do padrão digital de rádio, no Centro de Eventos e Convenções Brasil 21, na capital federal, o político disse que o jovem brasileiro precisa tirar o foco da internet. Ou melhor, distribuir sua atenção em outros meios de comunicação.
“Essa juventude tem que parar de só ficar pendurada na internet. Tem que assistir mais rádio e televisão”, disse o ministro, conforme informaram sites noticiosos, como
o Monitor Mercantil Digital.
E ele justifica isso pelo baixo faturamento do setor de rádio e TV. Segundo Hélio Costa, o setor de telecomunicação fatura R$ 110 bilhões por ano, sendo que somente R$ 1 bilhão está no rádio e R$ 12 bilhões vem das TVs. “O resto vocês sabem muito bem onde está”, pontuou.
Voltando ao tema principal, o ministro disse que se uma decisão sobre o rádio digital não for tomada ainda em 2009, a situação das rádios caminhará para "uma situação de insolvência".
(Fonte: Info online).

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Riam com a Irmã Selma



Do ótimo Terça Insana. Humor politicamente incorreto - claro que não sai na TV.


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Monstrobras, a estatal "soviética".

Parece que nem o governo sabe o que se passa na Monstrobras, a mais "soviética" das estatais brasileiras. Mas então por que quer melar a CPI? Tem que investigar, sim, botar na cadeia os corruptos e quebrar esse monopólio que nos vende o mais caro coquetel de combustíveis do mundo.
Apesar de ser contra a CPI da Petrobras, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva faz nos bastidores a mesma crítica que a oposição dispara em público: a estatal é uma caixa-preta e segura informações consideradas confidenciais e estratégicas.A diferença é que, para a oposição, a caixa-preta da Petrobras é muito maior que para o governo. Enquanto no Planalto as queixas se voltam contra o acesso a dados sobre pesquisas e alguns negócios, na oposição a reclamação é bem mais ampla, por não conseguir saber nem para quem é destinada a verba de patrocínio cultural. (Continua, para leitores).

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Previsões "amantegadas"


Ciência grotense é isso aí...

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quarta-feira, 20 de maio de 2009

Prisão perpétua já!

Enquanto houver a frouxidão legal em relação a esta escória subumana, crimes desse tipo acontecerão quase que diariamente. É gente que pelo resto da vida deveria ver o sol atrás das grades. Se bem que eu preferiria que jamais voltassem a ver a luz do sol.

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Frangobrás


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Dividindo o Brasil em raças

Um monstro surge na Câmara Federal
Quem tem raça é cachorro, já disse uma vez o escritor João Ubaldo Ribeiro. Pois bem, agora a Câmara quer fazer esta cachorrada com o Grotão, dividindo-o em "raças", conceito ultrapassado na biologia. Resumindo: descendemos todos, brancos, amarelos e negros (e eventuais pigmentações diferentes) das mesmas tribos africanas de milhões de anos atrás. Assim, promover um "Estatuto da Igualdade Racial" não é só ignorar as ciências, mas defender uma ideologia racista comparável ao que se fez a Alemanha de Hitler.
Somos uma espécie entre outras espécies. Ponto. Por isso mesmo reproduzo o artigo de Ali Kamel, "Estatuto da diferença racial", título mais apropriado para este documento legislativo que apenas difundirá o ódio e o preconceito.
A Câmara está para votar uma lei cujos efeitos são os opostos do que anuncia seu nome: “Estatuto da Igualdade Racial”. O que seus autores estabelecem no projeto é um “Estatuto da Diferença Racial”, pois dividem, autocraticamente, os brasileiros em duas “raças” estanques: negros e brancos.

O estatuto, na sua essência, é muito similar às leis segregacionistas em vigor nos Estados Unidos antes da vitória da luta pelos direitos civis e às leis sul-africanas ao tempo do Apartheid.

Não importa que o objetivo explícito aqui seja “promover” a “raça” negra; importa que, para fazê-lo, o estatuto olha os brasileiros, vê dois grupos estanques, impõe-lhes a afiliação a uma de duas “raças”, separa-os, conta-os e concede privilégios a um e não ao outro. Não há igualdade nisso, apenas discriminação.

Os Estados Unidos sempre estiveram sob o comando da Constituição, e esta sempre declarou que todos os homens são iguais. Como explicar, então, que, por tantos anos, tenham estado em vigor leis segregacionistas? Porque, lá, construíram-se leis como as que querem construir aqui: cidadãos iguais, sim, mas separados, cada um do seu lado “para o seu próprio bem”. A mistura era vista com horror, como algo que enfraqueceria tanto os negros quanto os brancos, daí a segregação.

No Apartheid da África do Sul, o discurso era o mesmo. O mestiço era considerado um pária, algo que já começam a repetir no Brasil, segundo denúncia de Demétrio Magnoli aqui mesmo nesta página. Esse estatuto, em que pesem as intenções em direção oposta, tem exatamente a mesma essência. O resultado será sempre o pior possível.

Vou dar apenas dois, de muitos exemplos. O projeto determina que todas as informações do SUS sejam desagregadas por “raça, cor, etnia e gênero” (vejam a obsessão, “raça, cor e etnia”), para que as doenças da população negra sejam mais bem entendidas e combatidas. Ocorre que a ciência já provou que não existem doenças vinculadas à cor da pele da pessoa: não existe doença de branco, de negro, de moreno.

Existem doenças que, geneticamente, estão mais presentes em grupamentos humanos, especialmente entre aqueles que não se misturam.

É só pensar na África: ali, a imensa maioria é negra, mas a incidência de certas doenças varia de região para região. Algumas tribos, que não se casam com gente de fora, perpetuam certa doença que não ocorre em outras tribos, igualmente negras. Da mesma forma e pelos mesmos motivos, num país onde a segregação foi muito severa, talvez seja possível encontrar incidência maior de uma doença entre negros. Mas, em países abençoadamente miscigenados, como o nosso, isso simplesmente não existe.

Como todos sabem, o SUS é procurado mais que preponderantemente por pessoas pobres, brancas ou negras ou morenas, ou amarelas. Qualquer estatística produzida pelo SUS, hoje, mostrará quais as doenças que afetam mais os pobres, e essa incidência será relacionada corretamente à pobreza. Se o estatuto for aprovado, haverá uma distorção enorme: como os negros são a maioria entre os pobres, as doenças que acometem mais os pobres em geral, pelas péssimas condições em que vivem, serão vistas como doenças dos negros, de qualquer renda. A crença dos que defendem o estatuto é que, com esse dado na mão, os negros poderão se beneficiar de políticas de prevenção.

Não tardarão a aparecer, contudo, racistas em algumas empresas evitando, disfarçadamente, a contratação de negros porque, supostamente, eles são mais vulneráveis a tais e tais doenças. Será o efeito oposto do que prevê o estatuto.

Outro exemplo: o projeto também impõe que toda criança declare a sua cor e a sua “raça” em todos os instrumentos de coleta do Censo Escolar (válido para escolas públicas e privadas). A ciência já mais do que provou que todos os seres humanos, independentemente da cor da pele, têm o mesmo potencial de aprendizado, ou, dito de uma maneira mais clara, são igualmente inteligentes.

Com essa medida, o que os proponentes do estatuto desejam é, ao final de um período, mostrar o desempenho de alunos negros e brancos.

Como, novamente, os negros são a maioria entre os pobres e como os pobres estudam nas piores escolas, é provável que os negros apresentem um desempenho pior, o que será exibido, não como resultado da penúria por que passam os pobres em geral (negros ou brancos), mas do racismo.

A crença dos proponentes é que os dados tornarão possível uma ajuda maior aos negros, mas o efeito prático é que os negros, de todas as faixas de renda, ganharão mais um rótulo, a ser explorado pelos racistas abjetos que existem em toda parte.

Estão criando um monstro.

Aos deputados que vão votar o projeto, especialmente àqueles que ainda não se decidiram, eu lembro: a ciência já provou que raças não existem, nós seres humanos somos incrivelmente iguais, apesar da diferença de nossos tons de pele; reforçar a noção de “raça” só aumenta o racismo; todas as políticas devem ser voltadas à promoção dos pobres em geral, negros, brancos, pardos, amarelos, qualquer um; nossa maior contribuição ao mundo, até aqui, foi a exaltação da nossa miscigenação, algo realmente inédito na história dos povos.

Mudar isso é mudar a essência de nossa nação. Para pior, muito pior.

No século XXI, nossa visão de mundo tem de ser pós-racial: lutar com todas as forças contra o racismo, não para enaltecer as “raças”, que não existem. Mas para que todos possam ser vistos apenas pelo que são: homens e mulheres. Alguém não deve ser ajudado porque é dessa ou daquela cor ou “raça”, mas simplesmente porque precisa.

Não há igualdade racial no estatuto proposto; apenas discriminação.

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terça-feira, 19 de maio de 2009

Salve, Sponholz!

A charge, diz Sponholz, é antiga. Ora, será atual enquanto durar o governo Lula. E depois ficará para a história, que saberá examinar a podridão que hoje procuram esconder. E que dá bolsas a chargistas como Ziraldo e Jaguar, os milionários da ditadura (cuspo na desonrosa velhice deles).

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A França já virou Grotão?


(Surrupiado do De Rerum Natura, links).

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Terceiro mandato? No STF não passa.

A colunista social Mônica Bergamo, da Folha, faz o que o jornalismo político - dando voz somente aos golpistas do terceiro mandato para Lula - não faz. Ouviu alguns ministros do STF e pimba: por lá, a coisa não passa. O chavismo enrustido do PT vai tentar qualquer coisa para manter os privilégios à militância que assaltou as instituições. Abaixo, as notas de Mônica.
Muralha


Ressuscitada por governistas, a tese do terceiro mandato para o presidente Lula (que a rejeita publicamente) é tratada como "sonho de uma noite de verão" por ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), uma ideia que levará "bomba" no tribunal mesmo que seja aprovada em plebiscito. O presidente do STF, Gilmar Mendes, que já disse que a proposta tem "forte sentido casuísta", mantém a posição. Outros magistrados são até mais incisivos e a criticam publicamente.

Polêmico
Carlos Ayres Britto, presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), diz que não "antecipa juízo técnico". Mas afirma que "o tema é extremamente polêmico do ponto de vista jurídico" e que "quanto mais se prorrogam mandatos no Brasil, mais nos distanciamos da República e mais nos aproximamos de uma monarquia. E o ponto de partida de qualquer análise deve ser a natureza de nossa forma de governo".
De fora
O ministro Marco Aurélio Mello diz que "paga-se o preço para viver em democracia, e ele é módico: as regras têm que ser respeitadas". E uma delas, diz, "é a cláusula republicana e democrática da alternância no poder". Mello diz que, "com o que o presidente Lula amealhou em termos de acatamento, ele evidentemente é tentado passo a passo a continuar [no governo]" e que "só a ressonância internacional negativa pode frear o ímpeto de buscar o terceiro mandato".
Ponto final
Outro ministro, Joaquim Barbosa, já disse a amigos que considera a hipótese de terceiro mandato um retrocesso institucional.

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segunda-feira, 18 de maio de 2009

O petróleo é dos petralhas!

É de morrer de rir. A petralhada veste as bombachas de Gétúlio e (re)lança -contra a CPI - a campanha "O petróleo é nosso, PSDB!" Como se ninguém soubesse que a caixa preta com o excremento do Diabo é do PT. Agora é literalmente deles...

Vejam que gracinha:

O monopólio estatal do petróleo durou 44 anos. Foi quebrado em 16 de outubro de 1997 justamente pelo governo Fernando Henrique Cardoso e pelo partido que lhe dava sustentação, o PSDB, que agora, diante da maior descoberta petrolífera da história do país, novamente avança sobre o petróleo a fim de entregá-lo ao monopólio estrangeiro.

A CPI da Petrobrás, recém-criada no Senado Federal por iniciativa do PSDB e a mando evidente da eminencia parda da agremiação, o governador José Serra, é o mais novo avanço dos entreguistas de que falava Getúlio Vargas, aos quais o país se opôs e criou a empresa petrolífera.

Como disse recentemente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a descoberta e o início das operações de exploração do pré-sal constitui a “Segunda Independência” do Brasil. Através dessa riqueza imensa que jaz em nosso litoral Sudeste, o Brasil poderá ascender ao Primeiro Mundo talvez em uma década, se conseguirmos manter a riqueza a salvo das garras tucanas.

Não é por outra razão que venho propor a criação da nova campanha em defesa das riquezas minerais brasileiras, sugerindo o bordão “O petróleo é nosso, PSDB!”
E, sem titubear, começo propondo o início dessa campanha num ato público em defesa da Petrobrás a se realizar o quanto antes diante do diretório estadual do PSDB em São Paulo, no bairro de Indianópolis, na avenida que leva o mesmo nome, pois o ataque à Petrobrás vem do mesmo partido que começou a entregar o petróleo brasileiro há 12 anos e que quer voltar ao poder no ano que vem para continuar sua obra nefasta.

Continuem a gargalhar aqui.

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Black box continuará preta?


As oposições que bobeiem em relação à CPI. Levarão chumbo grosso aqui todos os dias. E espero que a iniciativa do Coturno Noturno dê certo (mas os eventuais denunciantes certamente temem pela própria vida).
A limpeza dessa caixa preta será uma homenagem póstuma ao jornalista Paulo Francis, que sofreu um pesadíssimo processo dos hierarcas do monstrengo que monopoliza o "excremento do Diabo".

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domingo, 17 de maio de 2009

Populismo fascista


Bolivarianismo é um novo nome para o velho fascismo. Hugo Chávez é fascista nas idéias e na prática. É o Mussolini latino-americano.
Em 2007, chamei atenção para um artigo de Gonzalo Kuschel, professor de filosofia no Chile, que tratava justamente das semelhanças entre o fascismo e o populismo de Chávez. Diante da progressiva escalada da tirania na Venezuela, convém reler o texto.
O fascismo, diz Kuschel, é populista por essência. O populismo chavista, tal como o fascismo, cria um inimigo, seu principal parceiro comercial (os EUA), ataca um fenômeno (a globalização) e gera um mito fundacional (o bolivarianismo, precisamente). Contrariamente à democracia, busca "a manipulação, o domínio retórico e a unidade entre o líder e o 'povo', entendido como sujeito único." O tal povo não passa de abstração. Nele não existem indivíduos.
El fascismo, más allá de las diferencias nacionales con que se ha dado en distintos países (basta pensar en lo que separa a Mussolini, Salazar, Codreanu y Perón) aspira a un nuevo hombre que se funda mitológicamente y que siempre se dirige al “pueblo” como un todo orgánico fundado en ese mito. El fascismo más que una doctrina sólida y coherente es una retórica mitológica-popular que busca la manipulación. Las huellas de Maquiavelo son nítidas en Mussolini. El fascismo es por esencia populista. (Continua).

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CPT e o banditismo agrário

No Estadão:
A Comissão Pastoral da Terra (CPT) - instituição vinculada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) - tem como objetivo apoiar a organização dos trabalhadores rurais, para que possam defender suas causas. Esse é o objetivo declarado. Na prática, porém, a organização tem mudado seu foco, assumindo a frente de ocupações de terras, como se fosse um movimento social.
No total de invasões, a CPT figura hoje em terceiro lugar na lista dos 89 movimentos de sem-terra que atuam no País. Se for considerado o número de famílias que cada um deles mobiliza, a entidade pastoral também ocupa posição de destaque: a quarta posição. (Continua).
Eis a "escatologia da libertação" e sua violenta luta contra o capitalismo, em nome de uma tosca utopia regressiva: todos de volta à enxada.

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O "excremento do Diabo"


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sábado, 16 de maio de 2009

Aborto seletivo na Suécia

O leitor deste blog sabe que sou favorável à descriminalização do aborto no Brasil. Mas fico com um pé atrás quanto à decisão tomada na Suécia, que permitiu a uma mulher que abortasse uma filha porque ela desejava ter um filho (ela já tem duas meninas).
Observe-se que a comissão que autorizou o aborto levou em conta a liberalidade da lei sueca, que permite à mulher decidir pela prática até o quinto mês de gravidez, enquanto o projeto de legalização, por aqui, restringiria a livre-escolha até o terceiro mês.
Isto, sim, suscita um bom debate ético.
No caso da Suécia, parece que não há muita diferença do que acontece na China comunista, onde meninas são sistematicamente abortadas ou, após o nascimento, abandonadas em praça pública ou "creches de concentração". (Em italiano).

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Leminski (1944-1989)


No fundo, no fundo,

bem lá no fundo, 

a gente gostaria

de ver nossos problemas

resolvidos por decreto

a partir desta data, 

aquela mágoa sem remédio

é considerada nula

e sobre ela - silêncio perpétuo

extinto por lei todo o remorso,

maldito seja quem olhar pra trás,

lá pra trás não há nada, 

e nada mais

mas problemas não se resolvem, 

problemas têm família grande,

e aos domingos saem todos a passear

o problema, sua senhora 

e outros pequenos probleminhas.

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sexta-feira, 15 de maio de 2009

Yeda é bandida?

De acordo com a petralhada que perdeu o RS nas urnas, a resposta é positiva. A governadora não tem tido tréguas dessa turma. Mas há uma opinião divergente: a do desembargador e blogueiro Ilton Dellandréa, para o qual a revista Veja desta semana apenas requentou denúncias que, investigadas, não confirmaram nenhum ilícito.

Sobre as acusações que Veja publica se debruçaram o Ministério Público do Rio Grande do Sul, a Imprensa e o Tribunal de Contas do Estado. Por ora, nenhum ilícito visível. A acusação da compra de uma mansão emergiu logo após a posse e a governadora apresentou provas que, à época, foram suficientes a demonstrar sua inocência.

A esquerdalha é forte no Estado. E não engole Yeda, que está enxugando a máquina pública rumo a uma administração que talvez seja marco. E isto machuca os rançosos líderes da Canhota que não admite mudanças, a não ser as que ela própria pretende impor. (Continua).

Mas, bah, tchê. Este é o Estado Ideológico do Rio Grande do Sul.

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Petrobras sob cerco

A Petrobras é a estatal que mais lembra as congêneres da falecida URSS: segredo, manobras misteriosas, salários milionários para a hierarquia arrogante.
O MP, enfim, pede investigação sobre a manobra contábil que levou o monstrengo a burlar o fisco em 4 bilhões de reais. Que se quebre essa caixa preta.
Veja a longa "ficha criminal" da Petrobras - razão do pedido de abertura de CPI.
Pra terminar: além de sonegar impostos - enquanto o cidadão é esfolado -, ela nos vende um coquetel de combustíveis que é dos mais caros do planeta.

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PAC continua empacado

Desculpem o trocadilho manjado, mas ele revela bem o embuste eleitoreiro que é o tal PAC da mãe Dilma. Até agora, 68 por cento do empreendimentos previstos não saíram do papel.
O pior é que, dos projetos já em andamento, metade apresenta irregularidades, inclusive superfaturamento.
O lulopetismo é a saúva do século XXI: ou o Brasil acaba com ele, ou ele acaba com o Brasil.

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A caixa preta da Petrobras


Desde a ditadura, ninguém consegue mexer na verdadeira caixa preta que é a Petrobras. Nem CPI se consegue abrir porque a própria oposição, quando se trata do monstrengo, faz xixi fora da bacia.

A verdade é que a Petrobras não presta contas a ninguém. Passa de lucros extraordinários a prejuízos igualmente extraordinários do dia para a noite, sem que as autoridades exijam explicações. E o preço da gasolina brasileira continua sendo um dos mais altos do mundo.

O petróleo é mesmo o "excremento do diabo", como definiu um blogueiro venezuelano.

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Tradições religiosas vs. cultura grega

Do sociólogo italiano Luciano Pellicani, sobre as diferenças entre a racionalista tradição cultural grega e as tradições judaica, cristã e islâmica, prisioneiras da fé e do dogma:

A tradição cultural judaica e a tradição cultural greca são tão antitéticas quanto se possa imaginar. A primeira é inteiramente dominada pela fé e pelo dogma; a segunda, inteiramente dominada - pelo menos em seus pontos mais altos - pela razão e pelo livre-exame. Tem sido dito e repetido que o cristianismo ajudou a afastar a magia do mundo, mas esta é uma tese muito problemática, contra a qual militam não poucos fatos históricos. Portanto, qualquer que tenha sido a função desenvolvida pelo cristianismo contra a magia, é incontestável que a sua vitória significou a aclimatação "na sociedade ocidental - que já havia conhecido o livre racionalismo da Grécia clássica - da mais funesta e longeva aberração mental que a história jamais viu. O espírito ficou por séculos imobilizado (...), consumiu energias incalculáveis para tornar racional o irracional, e derramaria rios de sangue para reconquistar o direito de pensar segundo as leis do pensamento e o direito do livre-exame contra a autoridade do dogma." Longe de ter contribuído para o desencantamento do mundo, o judaísmo e seus derivados históricos - o cristianismo e o islamismo - submeteram o pensamento à fé e a pesquisa filosófica e científica aos imperativos do dogma.

O trecho foi retirado do excelente Saggio sulla genesi del capitalismo (alle origini della modernità), de 1992 (trad. inglesa aqui). Trata-se de uma severa crítica às teorias de Marx e de Max Weber sobre o capitalismo. Insisto: as editoras brasileiras desconhecem totalmente a produção sociológica e filosófica italianas, à exceção de um ou outro autor pós-moderninho de viés nietzschiano. Pellicani até hoje não foi traduzido por aqui.
(Obs.: o excerto entre aspas é de P. Gentile, no livro Storia del cristianismo, Rizzoli, 1975).

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quinta-feira, 14 de maio de 2009

Lula e Dilma não fazem campanha, não...

Não é piada. O TSE não viu nem vê campanha da dupla Brasil afora (ou adentro). Justiça ceguinha, ceguinha...
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O profeta Delúbio


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Bolivarianismo antissemita

O fascismo bolivariano, que se auto-denomina "socialismo do século XXI", não poupa ataques aos judeus. É só conferir no site Aporrea, mantido por "intelectuais" puxa-sacos do tirano Chávez (na lista de autores, encontram-se figuras como o norte-americano Noam Chomsky, o alemão Heinz Dieterich e a chilena Martha Harnecker, que escreveu um manualzinho de "materialismo dialético" que ainda encanta a idiotia latino-americana). Cito alguns trechos do artigo "Los Holocausteros", exemplo de antissemitismo feroz:
* Han hecho un show business de su desgracia. Y lo han llamado el “Holocausto”. Los “holocausteros” judíos han sacado muchísimo provecho de este show.
* Y así los judíos, dueños de la economía capitalista mundial desde siempre, crearon un sistema de propaganda tan arrecho que hoy cualquiera sabe que los nazis mataron 6 millones de judíos (ni uno más ni uno menos), pero no se sabe cuántos gitanos, por ejemplo, fueron eliminados.
* Los judíos siempre han sido amantes del materialismo. Por eso son en su gran mayoría capitalistas. Egoístas. Individualistas. Les encanta el dinero. Tan es así que en inglés judío es “jew”, lo mismo que joya, prenda. Son racistas. Extremadamente racistas. Indolentes con los demás. Desprecian a los pobres, a los humildes, incluyendo a los de su propia cepa.
E basta. Já vou buscar o saquinho.

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Chávez: "rico não é humano".

A última do fanfarrão Hugo Chávez, guru da idiotia latino-americana: "O rico não é humano. É um animal com forma humana."
Chávez não passaria num exame de sanidade feito por uma junta médica independente.
Releiam A volta do idiota, de Mário Vargas Llosa.

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Lula, o veraz.


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Guerra

Cenas de crueldade são comuns nos países em guerra. Aqui no Grotão, são rotina, pois estamos em guerra, sim. Guerra exige armas pesadas e nenhuma piedade com o inimigo: os bandidos.
Os facínoras que atiraram um bebê pela janela deveriam ser fuzilados sumariamente. Chega de paternalismo com essa escória. E chumbo grosso no covil dos traficantes: bombardeio aéreo, no mínimo.

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quarta-feira, 13 de maio de 2009

Itamaraty lulesco: de mal a pior.

O chanceler Amorim não cansa de aprontar: leva o Brasil a apoiar - contra uma candidatura do próprio país - um antissemita para comandar a Unesco. O sujeito é de incinerar livros em hebraico.
Será este o homem que vai cuidar dos problemas da educação e da cultura em nome da ONU?
Confiram aqui. E haja saquinho!

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Marx e seu guru idealista

A filósofa francesa Simone Weil (1909-1943) escreveu, antes de desbundar no misticismo, uma certeira crítica a Marx. Ei-la:
Marx admite explicitamente que as forças produtivas possuem uma virtude secreta que lhes permite superar os obstáculos (...). Ele sustenta, sem demonstração e como uma verdade evidente, que as forças produtivas são suscetíveis de desenvolvimento ilimitado. Toda essa doutrina, sobre a qual se fundamenta integralmente a concepção marxista da revolução, é absolutamente desprovida de caráter científico. Para compreendê-la, é necessário recordar as origens hegelianas do pensamento marxista. Hegel acreditava num espírito oculto que operava no universo e que a história do mundo era simplesmente a história desse espírito do mundo, o qual, como tudo o que é espiritual, tende indefinidamente à perfeição. Marx pretendeu botar de pé a dialética hegeliana, que ele acusa de ser invertida: substituiu o espírito pela matéria; mas, por um paradoxo extraordinário, no momento dessa operação tomou a história como se atribuísse à matéria aquilo que é a própria essência do espírito, ou seja, uma perpétua aspiração ao melhor.
No seu linguajar peculiar, disse tudo. Bem antes que o mundo erguido sob a doutrina marxista desabasse miseravelmente.

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