terça-feira, 30 de junho de 2009

Presidente não está acima da lei, diz general.

O general Romeo Vásquez fala sobre os acontecimentos em Honduras e diz que o presidente não está acima das leis. Zelaya, o presidente, queria que os militares participassem de uma ação ilegal, organizando o plebiscito vetado pelos tribunais. Deu no que deu: expulso do país, o presidente correu a se juntar com Chávez e seus pupilos.
El general hondureño cuya negativa a cooperar en la celebración de un plebiscito preparó el terreno para la expulsión del presidente de ese país dijo que no se proponía dar un golpe de Estado y que su propósito era defender la Constitución.
"Me siento mal sobre lo ocurrido'', dijo el general Romeo Vásquez. "Hice todo lo posible por aconsejar al presidente que buscara una salida legal a esta situación. No había ninguna. Nadie está por encima de la ley''.
El presidente Manuel Zelaya fue separado a la fuerza de su cargo el domingo cuando el Tribunal Supremo, las fuerzas armadas y el ministro de Justicia determinaron que Zelaya estaba a punto de cometer traición, dijo Vásquez.
La medida ha sido objeto de una repulsa internacional generalizada.
Zelaya había planeado realizar el domingo un referendo que debía preguntar a los electores si querían que en las elecciones de noviembre se usara una cuarta boleta que contemplaba la creación de una Asamblea Constituyente para modificar la Constitución.
Pero el ministro de Justicia y los tribunales decidieron que el referendo era ilegal porque allanaba el camino para modificaciones no contempladas por la Constitución. Zelaya prometió que impugnaría la decisión de los tribunales y ordenó a las fuerzas armadas que se ocuparan de organizar el referendo.
Cuando Vásquez informó a Zelaya que en las filas militares había preocupación sobre hacer algo ilegal, el presidente lo destituyó.
Los militares consultaron a abogados castrenses, al Colegio de Abogados, al Tribunal Supremo y a líderes políticos en busca de opiniones jurídicas, afirmó Vásquez.
"Yo no le dije que me negaba a hacerlo'', dijo Vásquez en una entrevista con The Miami Herald. ‘‘Los jefes militares y yo fuimos a verlo y le dijimos que estábamos listos, pero que había un problema porque se trataba de algo ilegal. Le preguntamos si tenía algún abogado con una interpretación diferente''.
Zelaya despidió a Vásquez y todos los oficiales que estaban en la sala, entre ellos el ministro de Defensa, renunciaron. Cuando los tribunales ordenaron a Zelaya que reintegrara al general en el cargo, Zelaya se negó.
El sábado por la noche, dice Vásquez, lo llamaron a otra reunión, donde se enteró que el Presidente planeaba crear una Asamblea Constituyente. Eso, dijo Vásquez, habría sido "un acto de traición''.
Vásquez dijo que supervisó una misión de 18 puntos para confiscar las boletas en todo el país y capturar al Presidente. Zelaya fue sacado de su dormitorio y enviado a Costa Rica.
"Zelaya es un jefe excelente. Es una buena persona. Yo traté de establecer una amistad con él, pero la amistad termina donde empieza el deber'', dijo Vásquez. "Tuvimos que sacarlo de la zona para evitar cosas peores. Consideramos que si se hubiera quedado en el cargo hubieran sucedido cosas peores y habría habido derramamiento de sangre.
"Ya estaba actuando por encima de la ley''. (Fonte:
El Nuevo Herald)

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OEA a favor das ditaduras?

A Organização dos Estados Americanos suspendeu o bloqueio à ilha dos Castro porque, segundo alegou na ocasião, não lhe cabia se intrometer nos assuntos internos de Cuba. Pois é, com isso ajudou a ditadura e agora se intromete em assuntos internos de Honduras, que não quer uma ditadura. Simplificando, a OEA quer um cupincha do fascismo chavista naquele país.
E sabem quem vai acompanhar o cupincha de volta? Dois outros chavistas: a presidente derrotada da Argentina, Cristina Kirchner, e o tiranete do Equador, Rafael Correa.
É ultrajante que esse trambolho de organização tente passar por cima do Congresso, do Judiciário e da Constituição de Honduras.
Ao que parece, a OEA virou quintal do autoritarismo latino-americano.
(Obrigado, CFE).

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Itamaraty lulista faz acordo secreto com "Adolfinejad"

É ditadura? Estejam certos de que o lulopetismo sempre apoiará. Os petistas herdaram o pior do comunismo e do fascismo: são uma mistura desses ingredientes nefastos. Aliás, liberdade nunca foi bandeira das "esquerdas" (nem das "direitas") por aqui. Não falem de democracia perto dessa gente.
Confira a reportagem sobre "O acordo secreto do Brasil com o Irã". Aqui vai um trecho:
No dia 2 de abril, em Londres, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva apertava a mão de Barack Obama, prometia US$ 10 bilhões ao FMI e ouvia que ele "é o cara", sob os holofotes da mídia internacional, a diplomacia brasileira negociava em Brasília uma forma de ajudar o governo de Mahmoud Ahmadinejad a burlar as sanções americanas contra o regime iraniano. As linhas mestras de um acordo entre Brasil e Irã, que seria assinado durante a visita de Ahmadinejad em maio que acabou adiada, foram delineadas uma semana antes num encontro a portas fechadas no Itamaraty, no dia 25 de março. ISTOÉ obteve a ata da reunião em que o chanceler Celso Amorim e seu colega iraniano Manoucherch Mottaki, acompanhados de assessores, protagonizaram uma cena capaz de abalar as relações entre o Brasil e os Estados Unidos. À revelia das sanções dos EUA e das advertências do Conselho de Segurança da ONU, contrário às transações com instituições financeiras iranianas, Amorim e Mottaki firmaram os termos de uma ampla cooperação entre os sistemas bancários brasileiro e iraniano. O que deixou o ex-chanceler Luiz Felipe Lampreia de cabelos em pé: "Não se pode ignorar uma recomendação do Conselho de Segurança da ONU. Essa negociação com o Irã é como uma pescaria em águas turvas."
O Itamaraty, no entanto, não está nem aí. E em sua ênfase atual nas boas relações com o mundo árabe abriu negociações com o Export Development Bank of Iran (EDBI), que entrou para a "black list" (lista negra) do Departamento do Tesouro americano no final de 2008, ao lado de suas subsidiárias, a corretora EDBI Stock Brokerage Company, a empresa de câmbio EDBI Exchange Company, sediadas em Teerã, e o Banco Internacional de Desarollo, com sede em Caracas, na Venezuela. Além de congelar os ativos dessas empresas em território dos EUA, as sanções proíbem cidadãos americanos de negociar com elas. Não se aplicam, portanto, aos brasileiros. Mas, na opinião de diplomatas e especialistas ouvidos por ISTOÉ, ao furar a barreira o Brasil põe em xeque a política externa dos Estados Unidos (continua).

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Quinhentinhos!

Alguém me lembrou que o blog cruzou a marca dos 500 mil acessos. Só me resta agradecer aos visitantes, comentaristas e críticos. Tim-tim. Aos inimigos, só posso dizer que não desistirei da defesa das liberdades e da democracia, onde quer que elas estejam em perigo. Ditadores e autoritários em geral jamais terão colher de chá por aqui.
Muito obrigado.

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segunda-feira, 29 de junho de 2009

O mundinho relativista das ditaduras

Barack Obama, com sua ingenuidade de advogado multiculturalista, parece conhecer pouco de história. Posa de jovem e inexperiente em política externa, embora esteja sempre aberto ao diálogo com quem jamais dialoga (as ditaduras, com lastros antigos).
O homem de terno impecável e que mal sorri parece ter uma visão terna do mundo. Pobrezinhos dos aiatolás, pobrezinhos dos tiranos latino-americanos, pobrezinho do golpista Zelaya, de Honduras. Criticá-los é politicamente incorreto.
Praga europeia e norte-americana, o multiculturalismo paga tributo à sua raiz filosófica, o relativismo. Cada país, cada povo, cada cultura que cuide de si - sem intervenção dos demais.
Fascismo aqui, comunismo lá, nazismo acolá. O mundo é globalizado, mas as aldeias devem permanecer intactas, com suas taras, crimes e tiranias. Pouco importa que matem, violem, torturem. Ah, são os costumes locais. Ainda mais se os dirigentes foram eleitos pelo "povo" e se comportam como animadores de auditório.
Consequência do relativismo ético-político: os mandatários eleitos são portadores de uma eterna carta branca: podem tudo - e fazem tudo. Se houver reação, é "golpe".

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Repúblicas bananeiras



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O abraço dos trogloditas latinos

O EIXO CUCARACHO LAMBENDO AS FERIDAS

Os trogloditas do "Fascismo do século XXI" reunidos no palácio Hugo Chávez: Evo, o deposto Zelaya, Ortega, Chávez e o leão-de-chácara Rafael Correa, do Equador. Só faltou Kirchner, chutado pelos argentinos. Ah, sim, em "espírito", o Pequeno Timoneiro do Grotão também estava lá...
O anfitrião Chávez, como sempre, acusou a "mídia golpista" pelos acontecimentos em Honduras. Mas o que restou em Tecucigalpa foram as pegadas do chavismo (ver posts abaixo) - e a foto diz tudo.

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Argentina dá adeus ao casal K

O Partido Justicialista (peronista) foi amplamente derrotado nas eleições argentinas, perdendo inclusive em Buenos Aires. O ex-presidente Kirchner já renunciou à presidência do partido. Mais uma notícia que, certamente, desagradou o tirano Hugo Chávez, amigo do casal e apoiador financeiro da candidatura de Cristina Kirchner.
Aliás, Esteban Lijalad já tinha cantado a pedrinha na semana passada...

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Democracia exige respeito à Constituição

Como disse no post abaixo, democracia não se resolve apenas com eleições, já que até seus inimigos podem ser eleitos. Mas assim que identificados - através do desrespeito ao Estado de Direito, às leis, às instituições -, os inimigos da democracia merecem perda de mandato. E foi isto que aconteceu em Honduras, onde o tirano Hugo Chávez deixou pegadas de suas patas sujas.
Sobre a questão de Honduras, reproduzo comentário do ex-blog de Cesar Maia:
1. O presidente Zelaya foi eleito pelo Partido Liberal (direita) e algum tempo depois se tornou chavista. Com eleições convocadas para novembro deste ano, forçou o direito à reeleição. O Congresso rechaçou a proposta. Zelaya ignorou a decisão do Congresso e partiu para realizar o plebiscito de qualquer forma.
2. O promotor e defensor dos direitos humanos considerou o plebiscito ilegal. O STF, o TSE e o MP o declararam inconstitucional. O parlamento votou lei impedindo. Os comandantes das Forças Armadas foram exonerados. O Supremo determinou que o general chefe do estado maior fosse restituído a seu posto (medida inusitada).
3. A intervenção de Chávez foi alarmante. Mandou rodar as cédulas do plebiscito e fazer as urnas, e as enviou a Tegucigalpa. Insultou as autoridades constituídas hondurenhas - judiciais, militares e parlamentares. Chamou o chefe do estado maior, general Vásquez, de "gorila e traidor". E colocou suas Forças Armadas de prontidão. O presidente Zelaya foi ao aeroporto, com seus correligionários, receber o material desde Caracas. As urnas foram distribuídas por uma frota de táxis contratados.
4. O STF determinou a prisão de Zelaya. Este apresentou sua renúncia à presidência. Pela manhã, o Congresso aceitou a renúncia e nomeou presidente o presidente do Congresso, Roberto Micheletti. Zelaya foi detido pelo exército e transferido para Costa Rica. Negou a renúncia. Então Chávez o transferiu para Nicarágua e convocou reunião dos países do ALBA.
5. Os EUA ainda não reconheceram o novo presidente, assim como o Brasil e o Chile. Entendem que o impasse, e mesmo os excessos inconstitucionais de Zelaya, não requereriam a destituição do mesmo. Brasil, Equador e Bolívia foram exemplos nos últimos 20 anos de presidentes destituídos constitucionalmente, sem uso do exército.
Se os países democráticos fecharem os olhos a isto, estarão abrindo a porta ao fascismo no mundo inteiro. E olha aí o Mussolini das Américas (Caricatura: Pedro R. Ferreira, do blog Traços Gerais):


A tentativa golpista do presidente Zelaya (sim, ele é o golpista), que é da laia do Chávez, uniu o povo e as instituições hondurenhas:

La defensa de la Constitución, el estado de derecho y la democracia tienen miles de actores. Miles de hondureños elevaron su voz de protesta contra el proyecto del Poder Ejecutivo de llevar a cabo una encuesta e instalación de una cuarta urna en las elecciones generales para derogar la carta magna.
La crisis sirvió para que ciudadanos, organizaciones, iglesias, instituciones como el Poder Judicial, Congreso Nacional, Fuerzas Armadas, Ministerio Público, Tribunal Supremo Electoral, Comisionado Nacional de los Derechos Humanos, sector empresarial, Colegio de Abogados, reservistas militares, estudiantes y analistas, entre otros, se unieran para defender la Constitución y la democracia.
Las manifestaciones públicas se registraron a diario; la última, la del pasado viernes, fue la más multitudinaria. (Fonte:
El Heraldo).


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domingo, 28 de junho de 2009

Fascismo chavista se dá mal em Honduras

Para quem tinha dúvidas de que o destituído presidente de Honduras, Manuel Zelaya, contumaz violador da Constituição, era pau mandado do "Fascismo do Século XXI", vai aqui a prova de sua ligação: ele irá para a Nicarágua do ex-guerrilheiro Ortega num avião de Chávez.
Talvez o mesmo avião que serviu para mandar de volta a Cuba, a pedido do ministro da Justiça Tarso "Illich" Genro, os dois atletas que pretendiam ficar no Brasil.
Sempre é bom lembrar: democracia não se esgota em eleição. Exige, por parte do eleito, respeito à Constituição e às instituições. Corroer a democracia por dentro é a novidade do fascismo bolivariano.

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Reserva de mercado para as ongs petistas

Não boto minha mão no fogo por nenhuma Ong (todas recebem dinheiro de governos, portanto estão longe de ser não-governamentais), mas esta medida aqui me parece reserva de mercado para as famigeradas ongs ligadas ao petismo:
Pelo menos 67 organizações não-governamentais estrangeiras das 166 cadastradas na Secretaria Nacional de Justiça (SNJ) serão fechadas pelo governo nas próximas semanas. Essas ONGs não atenderam à exigência legal e deixaram de se recadastrar no Ministério da Justiça. Se insistirem em atuar no Brasil, a despeito de não terem se recadastrado, serão fechadas pela Polícia Federal.
No governo, a avaliação é de que essas ONGs estariam exercendo atividades ilegais ou incompatíveis com as previstas no estatuto. Foi justamente esse o argumento usado para que o governo decidisse mapear as entidades estrangeiras com atuação no Brasil. (Continua).
Se a coisa passa pelo ministério da Justiça de Tarso "Illich" Genro, então, haja dúvidas. Já estou de orelha em pé: aí tem...

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Bolsa Ditadura faz novos ricos

O Brasil já gastou uma fortuna com a Bolsa Ditadura. Como se sabe, até os cartunistas Ziraldo e Jaguar, que jamais levaram um tapa dos coronéis da ditadura, levaram a sua (mais de um milhão de reais para cada um, além de salários mensais). A cirandinha continua, com novos agraciados a cada dia. As bolsas são tão generosas que deixam o Chile na condição de pão-duro. E olha que a ditadura chilena foi feroz...
Elio Gaspari acordou crítico, hoje:
No Chile, o governo pagou indenizações de 3 milhões de pesos (R$ 11 mil) e concedeu pensões equivalentes a R$ 500 mensais. Durante 13 anos, entre 1994 e 2007, esse programa custou US$ 1,4 bilhão. No Brasil, em oito anos, o Bolsa Ditadura custará o dobro. O regime de Pinochet matou 2.279 pessoas e violou os direitos humanos de 35 mil. Somando-se os brasileiros cassados, demitidos do serviço público, indiciados ou denunciados à Justiça chega-se a um total de 20 mil pessoas. Já foram concedidas 12 mil Bolsas Ditadura e há uma fila de 7.000 requerentes.
Os camponeses do Araguaia esperaram 35 anos pela compensação. Como Lula não é "uma pessoa comum", ficou preso 31 dias em 1979 e começou a receber sua Bolsa Ditadura oito anos depois. Desde 2003, o companheiro tem salário (R$ 11.239,24), casa, comida, avião e roupa lavada à custa da Viúva. Mesmo assim embolsa mensalmente cerca de R$ 5.000 da Bolsa Ditadura. (Se tivesse deixado o dinheiro no banco, rendendo a Bolsa Copom, seu saldo estaria em torno de R$ 1 milhão.)
O cidadão que em 1968 perdeu a parte inferior da perna num atentado a bomba ao Consulado Americano recebe pelo INSS (por invalidez), R$ 571 mensais. Um terrorista que participou da operação ganhou uma Bolsa Ditadura de R$ 1.627. Um militante do PC do B que sobreviveu à guerrilha e jamais foi preso, conseguiu uma pensão de R$ 2.532. Um jovem camponês que passou três meses encarcerado, teve o pai assassinado pelo Exército e deixou a região com pouco mais que a roupa do corpo, receberá uma pensão de R$ 930.
Nesses, e em muitos outros casos, Millôr Fernandes tem razão: "Quer dizer que aquilo não era ideologia, era investimento?"

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Reciprocidade grotense


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sábado, 27 de junho de 2009

Chefete da Petrobras cospe fogo

Grosseiro e ameaçador, só faltou o presidente da Monstrobras (a estatal "soviética"), Sérgio Gabrielli, bater nos repórteres do Estadão que o entrevistaram. Cuspiu fogo contra a imprensa e o Congresso, como todo petista (leia-se: antidemocrata). E ameaçou: está pronto para o vale-tudo.
Ué, vai fechar o Congresso, amordaçar a imprensa, ó poderoso senhor do Estado? Vai abrir a caixa-preta do monstrengo? Ah, isso eu garanto que não...
Os cidadãos já sabem que vale tudo contra nós, obrigados a pagar o coquetel de combustíveis mais caro do mundo - aqui falsamente vendido como gasolina.
Vá arrotar na Venezuela do fascismo chavista, falastrão!

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As vítimas do fascismo islâmico

Hoje tirei o dia para falar do fascismo (vide post abaixo, sobre Chávez, o ditador amigo do tirano Ahmadinejad). O fato é que ele avança em alguns países, aliando o dogmatismo religioso ao dogmatismo ideológico do restolho esquerdista. E poucas vozes se levantam, no mundo, em defesa da liberdade e da democracia. O Pequeno Timoneiro do Grotão, por exemplo, só abre a boca para apoiar a teocracia iraniana e dar palmadinhas nas costas do Mussolini venezuelano.
A revista Veja desta semana traz uma matéria sobre as grandes vítimas da ditadura dos aiatolás. O artigo diz o que já disse Ayaan Hirsi Ali (aqui já citada algumas vezes - ver busca Google, ao lado): o islã massacra as mulheres. Ayaan, porém, vai mais longe na sua condenação, afirmando que o islamismo é incompatível com qualquer forma de democracia.
A matéria da revista aborda a morte de Neda Soltan, uma estudante de filosofia brutalmente assassinada pelas milícias fascistas. Aqui vai um trecho:
O rosto ensanguentado de Neda é um ícone que sintetiza o que está em jogo no Irã. Não apenas por revelar a brutalidade do regime dos aiatolás – mas também por destacar o papel das mulheres de Teerã. Com seus óculos escuros e véus, megafones e cartazes, elas representam o desejo de mudança no Irã. Desde a revolução islâmica de 1979, que derrubou o xá Reza Pahlevi e instaurou a teocracia islâmica, as mulheres tornaram-se cidadãs de segunda classe. A imposição do xador, a vestimenta disforme que esconde os contornos do corpo feminino, foi a marca dos primeiros tempos. Um traço de maquiagem ou uma mecha de cabelo para fora do véu era o suficiente para despertar a fúria da polícia religiosa. A situação hoje é ligeiramente menos sufocante, mas as melhorias vieram a conta-gotas. As mulheres podem se dar ao luxo de usar véus coloridos e batom – mas as leis discriminatórias continuam as mesmas.
Uma mulher vale, literalmente, a metade de um homem em depoimentos no tribunal e em casos de indenização. Na divisão da herança, uma filha pode levar apenas metade da quantia recebida por seus irmãos. Uma menina pode ser forçada a se casar a partir dos 13 anos, e seu marido pode proibi-la de trabalhar fora de casa ou estudar quando quiser. Para viajar ao exterior, é necessária uma permissão por escrito do marido. Caso se divorciem, ele ganha a custódia dos filhos com mais de 7 anos. Elas são proibidas de ser magistradas e não ocupam o posto de ministra há três décadas. Neste ano puderam pela primeira vez se candidatar à Presidência – mas não conseguiram nada, pois o Conselho dos Guardiães vetou todas as 42 candidatas.
(Continua, para assinantes).
E aqui vai um testemunho, para quem tiver estômago, sobre o tratamento dado às mulheres pela barbárie teocrática: a morte por apedrejamento.

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Fascismo avança na Venezuela

Montado no "Fascismo do Século XXI", o tirano Hugo Chávez dá mais um passo rumo ao totalitarismo na Venezuela. Agora quer controlar também as ligações telefônicas, legalizando a escuta pelo aparato de Estado. E os sabujos da Assembléia Nacional apenas dizem amém.
A Assembleia Nacional venezuelana aprovou em primeira votação um projeto que obriga as empresas de telecomunicações públicas e privadas a instalar centrais de escutas telefônicas que gravarão ligações 24 horas por dia para entregá-las ao Ministério Público, quando solicitadas. A disposição foi incluída na reforma parcial do Código Orgânico Processual Penal, que está em discussão na Casa.
No artigo que trata da "interceptação e gravação de comunicações privadas", o novo texto diz que "os entes públicos ou privados que prestem serviços de telecomunicações criarão unidades permanentes (para trabalhar) 24 horas e 7 dias por semana, sendo encarregadas de processar e fornecer as informações requeridas pelo Ministério Público ou pelas autoridades competentes."
Segundo a oposição o texto também abre a possibilidade para que o Ministério Público ordene gravação das conversas sem ter de pedir a autorização de um juiz. Os governistas negam.
"A verdade é que na prática isso não faz muita diferença", explicou ao Estado o cientista político venezuelano Sadio Garavini di Turno, da Universidade Central da Venezuela. "Como o Judiciário está alinhado com o governo, eles teriam pouca dificuldade em conseguir essa permissão." (Continua).

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Bom dia, o "Coco com Bigode" ainda não saiu?

"Coco com bigode" é uma homenagem a Paulo Francis, que assim designava o impoluto José Sarney.

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sexta-feira, 26 de junho de 2009

Filosofia para todos

Vale a pena lembrar que o site Crítica, organizado e mantido pelo amigo Desidério Murcho, voltou a abrir o acervo para os leitores. O site traz artigos, ensaios e traduções de textos que vão do ensino de filosofia à epistemologia, passando pela estética, ética, filosofia da linguagem, sem esquecer a filosofia política, a história da filosofia e a filosofia da religião, entre outras.
O site é especialmente recomendado a estudantes e interessados de todas as áreas. Para visitas frequentes.

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Presidente da OAB diz que STF pode rever decisão sobre o diploma de jornalista

O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, disse hoje (26) à Agência Brasil que é possível o Supremo Tribunal Federal (STF) rever a decisão sobre a dispensa de diploma de curso superior para a prática jornalística. Segundo ele, isso poderia ser feito de duas maneiras: por embargo de declaração ou por meio de uma ação embasada em novos fundamentos.
“O STF não considerou que há, na imprensa, espaço para os articulistas, e que a liberdade de expressão não estava tolhida da legislação brasileira, até porque 42% dos profissionais que produzem conteúdo não são jornalistas”, disse.
Britto argumenta que a "confusão" do STF sobre o que o seja a profissão de jornalista possibilita a utilização de um instrumento jurídico chamado embargo de declaração. “Esse tipo de instrumento pode ser utilizado quando são identificados pontos omissos, erros ou contradições durante o processo”, explica.
“No caso, o embargo de declaração estaria relacionado aos pontos omissos, porque não foi observado que os colaboradores já têm espaço previsto para a manifestação de pensamento. Ao analisar esse ponto omisso, o resultado do julgamento poderia ter sido outro”, disse o presidente da OAB.
Segundo Britto, há, ainda, a possibilidade de uma outra ação impetrada apresentar novos fundamentos que convençam os ministros a mudar de opinião. “A liberdade de expressão não é comprometida pelo diploma”, disse. “E não há exclusividade para os jornalistas no que se refere a manifestação do pensamento”, afirmou. (Fonte).

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A definição da era lulista


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Reeleição, uma pandemia latino-americana.

Pior que gripe suína, a praga reeleitoralista se dissemina no continente do atraso. Começou com Menem, na Argentina, e FHC, no Brasil. Péssimos exemplos.

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Desapareça, Sarney!

Todo dia, mais motivo para vergonha nacional. Só o próprio não se envergonha:
A teia de nomeações políticas nos gabinetes do grupo liderado pelo senador José Sarney (PMDB-AP) mostra pelo menos nove novos casos de aparelhamento envolvendo o clã. Os dados estão disponíveis desde anteontem na página do Senado na internet.
Principal "faz-tudo" da família em Brasília, o ex-deputado Chiquinho Escórcio foi recompensado com empregos para sua mulher, Alba Leide Nunes Lima, e sua filha, Juliana.
Alba trabalha desde março de 2008 no gabinete pessoal de Sarney. Juliana acaba de ganhar uma nomeação no gabinete do senador Mauro Fecury (PMDB-MA), que assumiu a vaga deixada por Roseana Sarney (PMDB), que assumiu o governo do Maranhão.
Escórcio também está de emprego novo. Foi nomeado por Roseana representante do governo em Brasília, cargo com status de secretário estadual.
Há dois anos, ele foi acusado de espionar os senadores Demóstenes Torres (DEM-GO) e Marconi Perillo (PSDB-GO) por orientação do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), de quem era assessor especial. Escórcio negou a denúncia.Usando um mecanismo regimental polêmico, Sarney encaixou na estrutura da Direção Geral seu assessor de imprensa para o Amapá, Said Dib. Sem vagas disponíveis em seu gabinete, ele pediu ajuda ao então diretor-geral Agaciel Maia, segundo Dib.
"O presidente Sarney pediu para o Agaciel encontrar uma solução para me manter como assessor, e a solução foi uma lotação na Direção Geral", afirmou o assessor, que cuida do blog de Sarney.
Na Direção Geral, ninguém conhece Dib. O regimento interno do Senado é omisso quanto a assessores lotados em um lugar que trabalham em outro. Segundo a assessoria da Casa, casos assim "podem" ser autorizados, mas não houve resposta sobre esse exemplo.
Em seu gabinete, Sarney deu emprego ainda para três antigos aliados políticos: seu suplente Jorge Nova da Costa (conforme revelou ontem a coluna "Painel"), o ex-presidente do PMDB do Amapá Raimundo Azevedo Costa e o ex-secretário estadual no Maranhão Wilson Ramos Neiva.
Uma outra ex-secretária do governo do Maranhão, Marilia Lameiras, trabalha como assessora no gabinete de Fecury.Fecury, além de dar emprego para a filha de Escórcio, também abriga mais um membro da nova geração do clã. Trata-se de Luiz Carlos Bello Parga Júnior, que é filho do ex-senador maranhense Bello Parga, já morto -o mesmo que ocupou o apartamento funcional destinado a Sarney em Brasília.
No gabinete de Edison Lobão Filho (PMDB-MA), filho do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, está lotado desde junho de 2004 o servidor Antônio Leonardo Gomes Neto.
Gomes Neto é executivo do Sistema Difusora de Comunicação, de propriedade da família Lobão. Segundo a assessoria do senador, ele se afastou das empresas em 2008. Mas, na sede do grupo, em São Luís, a informação é que Gomes Neto ainda é superintendente, com direito a uma sala.
Desde que começou a onda de escândalos do Senado, diversos casos de nomeações políticas do grupo de Sarney vieram à tona. Entre eles, as de um neto e duas sobrinhas do presidente da Casa.
Também foi revelado que a filha do ex-ministro de Minas e Energia Silas Rondeau, Nathalie Rondeau, foi nomeada em 2005 para um cargo no conselho editorial do Senado. (Fonte: Folha).

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quinta-feira, 25 de junho de 2009

Brubeck, uma homenagem.



Para a minha ex-aluna Débora, que trabalha junto à beleza do Parque Nacional Yosemite (EUA) e sugeriu, quando apresentei uma gravação de John Coltrane, de 1961, o clássico "Take Five", de Dave Brubeck, também de 61.

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Aiatolás fascistas impedem velório

Autoridades iranianas despejaram a família de Neda Agha Soltan, a estudante de 26 anos que teve sua morte registrada em vídeo - sucesso imediato no YouTube e atualmente um dos principais símbolos dos manifestantes. Pouco depois do assassinato a tiros da jovem, no sábado, parentes teriam sido forçados a deixar a casa onde Neda morava, uma residência de classe média alta no leste de Teerã.
Vizinhos disseram ao jornal The Guardian que o corpo da jovem não foi devolvido à família e autoridades teriam proibido a realização de um velório ou de cerimônias em mesquitas para Neda. Ela já teria sido enterrada sem o consentimento da família. "Eles (os parentes de Neda) foram forçados a deixar sua casa", disse um vizinho que pediu anonimato.
Não há ditadura mais odiosa e execrável que as teocracias. Malditos sejam todos os que "governam" em nome dos deuses!

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A droga do governo Lula II

Enquanto o consumo de cocaína caiu na maioria dos países, por aqui aumentou nos últimos três anos. É o resultado da bolivariana abertura das fronteiras para a vizinhança produtora da droga, como bem observa o Coturno.
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Argumentos e lógica

Citando Mark Sainsbury, segundo o qual "uma das razões mais importantes para estudar filosofia é aprender a formar e defender pontos de vista próprios", Desidério Murcho apresenta, no site Crítica (agora novamente aberto a todos), um dos capítulos de seu livro O lugar da lógica na filosofia - o capítulo que trata, justamente, da construção de argumentos. Como podemos argumentar mal e nos enganar, é importante recorrer à lógica.
Péssimos argumentos é o que temos observado no Senado, nos últimos dias. Premissas falsas, conclusões falsas etc. Afinal, como estruturar uma lógica da mentira? Perguntem ao Lula...

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quarta-feira, 24 de junho de 2009

Os nababescos cafés de Ideli em Floripa

O Portal da Transparência do Senado mostra que a senadora Ideli Salvatti, pit bull do lulismo, não poupa dinheiro quando vem a Florianópolis. Seus maiores gastos, na categoria de "despesas de locomoção, hospedagem e alimentação", foram num café que virou restaurante, o Mezzanino.
Ideli gastou, em apenas duas incursões ao Mezzanino Café (que já não tem mais esse nome desde janeiro), em abril e maio, a bagatela de R$ 1.351,00 reais.
Curiosidade: o agora denominado Restaurante Mezzanino Buffet fica próximo ao quartel do Corpo de Bombeiros da capital...
(Confira em "verbas indenizatórias").

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O orador Obama, Lula e o catastrofismo ambiental.

Cada vez mais me convenço de que Obama não passa de um bom orador que nada enxerga além do multiculturalismo politicamente correto. Acaba de dizer uma bobagem sobre o Pequeno Timoneiro: teria "reformado" o mercado (logo ele, o estatista!).
Na área de ciências, recauchutou as bobagens pseudocientíficas do catastrofista Al Gore sobre o "Aquecimento Global", essa entidade venerada pelos modernos profetas do apocalipse.
Obama talvez seja apenas um bom advogado.



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Elias Maluco já está com um pé na rua

A lei penal é tão branda, mas tão branda que Elias Maluco, o bandido que torturou e incinerou o jornalista Tim Lopes em 2002, logo estará nas ruas, inteiramente "reeducado", pronto para conviver em harmonia com os cidadãos. O Grotão é um paraíso para os bandidos.
O horror:
Elias Maluco pegou 28 anos e seis meses de prisão em regime integral -ou seja, teria de cumprir a pena inteira. Mas, na semana passada, seu advogado conseguiu mudar a pena para aquela em que, depois de completado um terço, o réu pode gozar do regime semiaberto ou mesmo de liberdade condicional. Maluco já cumpriu sete anos. Donde, dentro de mais dois, poderá passar o dia flanando pela cidade, de mãos nos bolsos e chutando tampinhas, e só voltar à cadeia para dormir, ou ficar de vez na rua. (Continua, para assinantes).

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Os chatos do 7 de setembro

Aqueles grupinhos que costumam encher o saco no 7 de setembro contam com uma organização chamada Grito dos Excluídos (claro que deve haver batinas no meio). O objetivo é denunciar a "exclusão" (palavra que, inserida em algum projetinho, automaticamente renderá financiamento do governo). A bugrada que aporrinha as datas cívicas pretende apontar saídas para a "exclusão": socialismo, obviamente. Conclusão: ditaduras são "incluídas".
Assim os berrões se apresentam em seu site (o texto vai sem correções):
O Grito dos Excluídos é uma grande manifestação popular para denunciar todas as situações de exclusão e assinalar as possíveis saídas e alternativas. que no dia sete de setembro (no Brasil) e no dia 12 de outubro em toda a América, há 11 anos, mobiliza milhões de pessoas sob o lema “Por Trabajo, Justicia y Vida”.
Antes de tudo, é uma dor secular e sufocada que se levanta do chão. Dor que se transforma em protesto, cria asas e se lança no ar. De ponta a ponta do país ou do continente, o povo solta ao vento o seu clamor, longamente silencioso e silenciado. É um grito que ganha os ares, entra pelas portas e janelas, toma os espaços. Tem como objetivo unificar todos os gritos presos em milhões de gargantas, desinstalar os acomodados, ferir os ouvidos dos responsáveis pela exclusão e conclamar todos à organização e à luta. É o grito dos empobrecidos, dos indefesos, dos pequenos, dos sem vez e sem voz, dos enfraquecidos - numa palavra, o grito dos excluídos. Quer ser uma instância articuladora, animadora e interpeladora dos movimentos sociais; um espaço facilitador das diversas lutas e demandas sociais.

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Com Lula plantando, tudo dá.


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Evo é denunciado por crimes de lesa-humanidade

Representantes da UnoAmérica, uma organização que engloba várias ongs, entregaram à Comissão Interamericana de Direitos Humanos da ONU uma denúncia contra o cocaleiro Evo Morales. Já passou da hora de as entidades democráticas reagirem ao avanço do fascismo latino-americano, que tem na linha de frente o tirano Hugo Chávez e seus seguidores.
Washington, 23 de junio.- Representantes de varias Organizaciones No Gubernamentales (ONGs) latinoamericanas acudieron esta mañana a la Comisión Interamericana de Derechos Humanos (CIDH), ubicada en esta capital, para acusar al gobierno boliviano por delitos de lesa humanidad. Dichas ONGs están adscritas a la Unión de Organizaciones Democráticas de América, UnoAmérica.
El pasado mes de marzo, activistas de derechos humanos provenientes de Argentina, Colombia, Venezuela y Uruguay, realizaron un informe exhaustivo sobre los hechos de violencia suscitados en septiembre de 2008 en la provincia de Pando, y concluyeron que las masacres perpetradas en El Porvenir y en Cobija fueron planificadas y ejecutadas por funcionarios del gobierno boliviano, entre ellos el Vicepresidente de la República, Álvaro García Linera, y el ministro de la Presidencia, Juan Ramón Quintana; con pleno conocimiento del presidente Evo Morales. (Continua).
Leia também artigo no Instituto Millenium.

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Teocracia continua ataques à imprensa

A polícia dos aiatolás continua prendendo jornalistas iranianos e expulsando os estrangeiros. Nenhuma ditadura tolera a liberdade de imprensa. Para, digamos, medir o grau de democracia de um país, basta ver a relação dos governantes com a imprensa. Nota zero para o Irã, para a Coréia do Norte e para a Venezuela.
Não são apenas as eleições que caracterizam uma democracia, mas o compromisso de manter as instituições e preservar as liberdades.
UPDATE: Obama, enfim, abre a boca para dizer que está "estarrecido" e "horrorizado" com os acontecimentos no Irã. E só agora (10 dias depois!) põe em dúvida a legitimidade da eleição. (Na Folha, para assinantes).

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terça-feira, 23 de junho de 2009

Um livro para Tarso "Illich" Genro

O ministro da Justiça deveria ler o livro anunciado aí ao lado (Stasilândia), título infeliz para a história da hedionda Stasi, a polícia política da falecida Alemanha Ocidental que o eterno leninista Tarso Genro gostaria de implantar no Brasil.
Eis a sinopse da obra:
A queda do muro de Berlim é talvez o fato histórico mais importante da segunda metade do século XX. 'Nós somos o povo!', lembravam os manifestantes nos protestos que, a partir de setembro de 1989, se alastraram de Leipzig para toda a República Democrática da Alemanha, contribuindo decisivamente para pôr fim a quatro décadas de reinado absoluto de um socialismo sustentado em grande parte pelo aparato policial da Stasi - a polícia secreta da ex-Alemanha Oriental. E, no entanto, quem eram aquelas pessoas? Fascinada pelo muro e pelo mundo que ele ocultava, Anna Funder foi a campo em busca desse outro lado da história. Entrevistou vítimas e algozes de um regime que construiu o mais absurdo sistema de vigilância de que se tem notícia até hoje - na ficção ou na realidade. E, dos depoimentos de ex-agentes da Stasi e de verdadeiros heróis anônimos da chamada 'revolução pacífica', construiu uma emocionante narrativa que revela as pequenas histórias de que é feita a História.

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E a CPI da Monstrobras (2)?

Um escândalo esconde outro? Com o petismo, sempre foi assim.

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O pai dos pobres

O filme é velho, já representado por Getúlio Vargas. Lula insiste no papelão. O Grotão não se livra do patrimonialismo nem a pau.
O negócio é dar dinheiro para os pobres, diz o Pequeno Timoneiro. Não mencionou os banqueiros, claro, silenciosos e contentes como nunca.

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Ideli, a super-infratora.

A senadora Ideli Salvatti, pit bull do lulismo, está proibida de dirigir por dois meses. É uma grande infratora de trânsito. Vergonhoso, mas no Grotão é assim mesmo: as pessoas que estão no poder se consideram acima das leis. Fé na impunidade e pé na tábua!
Está no blog do Cesar (não poderia deixar de passar adiante):
A senadora Ideli Salvatti (PT) está na listinha de punições que o Detran-SC publicou no Diário Oficial do Estado do dia 26 de maio (página 18). Ali se informa que ela teve seu direito de conduzir suspenso por dois meses. E deverá voltar aos bancos escolares, para um curso de reciclagem.
Está, afinal, em boa companhia: é impressionante o número de parlamentares que dirigem mal ou não respeitam as leis de trânsito. Dia desses até um ministro do governo Lula, o Paulo Bernardo, do Planejamento, teve punição semelhante, no Paraná.
(Na foto, Ideli beija o impoluto senador Sarney).

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Obama, o ausente.

A depender do presidente norte-americano Barack Obama, as ditaduras proliferarão mundo afora. Sempre no vazio papel de politicamente correto, ele não abre a boca para condená-las - e elas se assanham cada vez mais diante de seu silêncio e de seu relativismo. Vide Irã: até agora, só a Europa se mexeu.
João Pereira Coutinho foi ao ponto na sua coluna de hoje na Folha: "Muros de ferro, palavras de aço". Cito um trecho:
Mas se Mousavi não é o Barack Obama da Pérsia, que dizer do Barack Obama real?
Até o momento, o presidente americano persiste no seu silêncio ensurdecedor. E, quando quebra esse silêncio, é para mostrar preocupação com a violência e alguma esperança de que os votos sejam recontados pelo regime iraniano.
Os apoiantes de Obama aplaudem a contenção do presidente. E recordam que qualquer outra palavra só serviria para reforçar a violência do regime e enfraquecer a causa dos manifestantes. Regimes totalitários sempre precisaram de fantasmas externos, certo?
Errado. O regime não precisa das palavras de Obama para culpar o Ocidente pelas tragédias internas do Irã. Pela boca do Líder Supremo, Khamenei; ou pela boca do presidente "reeleito", Ahmadinejad, os Estados Unidos ou a Grã-Bretanha já estão sendo apontados como os principais instigadores do ódio e dos confrontos. Obama não precisa falar para que os outros falem dele.
Resta a esperança otimista do presidente americano de que o seu silêncio será tido em conta no momento de negociar o dossiê nuclear iraniano. Obama acredita que, depois de anos consecutivos de fracassos diplomáticos, a sua bondosa pessoa irá convencer o regime a aceitar a existência de Israel e a desistir da bomba nuclear. No fundo, Obama acredita na bondade de um regime que mente à sua própria população; que manipula os resultados eleitorais; que prende e espanca barbaramente os seus cidadãos.
Longe de mim sugerir a aplicação da agenda Bush até às suas últimas consequências. Enviar o exército para Teerã não é opção de gente sensata. Muito menos alguns operacionais da CIA, como sucedeu na década de 50, com as consequências conhecidas.
Mas existem palavras que devem ser ditas para que milhares de pessoas, arriscando a própria vida, saibam que o mundo as apoia. O passado é o único guia que temos. E o passado ensina que não foram apenas as contradições econômicas dos regimes comunistas que levaram às suas quedas. Reagan, Thatcher e mesmo João Paulo 2º nas suas viagens pelo Leste da Europa mostraram como os muros de ferro não resistem às palavras de aço.

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segunda-feira, 22 de junho de 2009

Chávez ganha prêmio de "jornalismo alternativo"

Não há situação ridícula em que este ditador cucaracho não se meta.
É de rolar de rir:
El presidente venezolano, Hugo Chávez, obtuvo este lunes una mención especial del premio de “periodismo alternativo”, otorgado por el concejo del municipio Libertador, el más grande y poblado de Caracas, por su columna de prensa y su programa televisivo.
Chávez fue galardonado “por ser el gran comunicador alternativo de la revolución y por su manera de transmitir por medio de un lenguaje sencillo, el mensaje de los valores del socialismo y de transformación que vive el país”, destacó la agencia estatal de noticias ABN. (Continua).
Agora temos o "Puxa-saquismo do Século XXI".

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Fim de segundona com Coltrane



Nunca cansei de "My favorite things".
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Culpa do Ocidente? Europa convoca embaixadores no Irã a dar explicações.

O tirânico Conselho dos Guardiães reconhece que houve fraude nas eleições, mas deixa tudo como está. Isto significa que mais gente morrerá protestando nas ruas e que o país permanecerá conflagrado. Os aiatolás tratam a oposição a ferro e fogo. A Verdade (sempre maiúscula) é exclusividade dos representantes de Alá...
E eles dizem, ainda por cima, que tudo é armação dos países ocidentais. A reação europeia foi convocar os embaixadores a dar explicações sobre essas acusações. (Abaixo, a estrutura de poder da teocracia iraniana).

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Vem aí o jornalista Lula

O escritor João Ubaldo Ribeiro comenta a chegada de Lula à imprensa. Certamente o ilustrado presidente já conta com uma carteirinha de jornalista.
Grande novidade mesmo foi o anúncio de que o presidente terá uma coluna nos jornais. Ainda não sei direito como é que vai ser, mas fico maravilhado mais uma vez.
Aqui acontece de tudo, até mesmo um jornalista militante que, segundo ele mesmo, nunca leu um jornal e sabe apenas que é um papel dobrado, que solta tinta e estaria melhor embrulhando peixe ou reciclado como papel higiênico. Eu ia mencionando também a necessidade de saber escrever, mas me lembrei de um ou dois coleguinhas no passado e manda a honestidade reconhecer que, em certos casos, saber escrever não tem a menor importância.
Além disso, os presidentes costumam contar com auxiliares que escrevem para eles, é uma prática universal.
Está certo, mas fico pensando como, se a notícia sobre a coluna for verdadeira, estamos mais uma vez conseguindo feitos sem precedentes.
Leremos nos jornais a coluna de alguém que não sabe redigir e que nunca lerá o que escreveram por ele. Que é que é para fazer — fingir que é ele quem escreve e que ele sabe do que se trata? Deve ser.
Por outro lado, considerando a inescapável função crítica da boa imprensa, ele vai criticar quem? Assim como a imprensa costuma vigiar e criticar os governantes, talvez ele critique os governados, quem sabe. Talvez a coluna pegue um nome como "Pito à Nação", ou coisa assim. Creio que estamos até precisando, embora talvez não do teor que ele pensa.
Como daqui a pouco não haverá mais países para ele visitar e assim evitar trabalhar onde devia, imagino que apenas a coluna e o programa de rádio que ele já tem não serão suficientes para distraí-lo. Claro, resta a televisão e não há por que rejeitar a idéia de um Domingão do Lulão apresentado por ele, com quadros como "Topa Tudo por um Cargo", "Você Leva e Eu não Vejo", "Se Faça sem Força", "A Maracutaia da Semana" e outros, em que serão sorteadas bolsas, cestas básicas, sinecuras na Petrobras e similares.
O novo colega, também se comenta muito, virá junto com um pretendido enfraquecimento da imprensa, através principalmente da manipulação da distribuição de notícias e respostas a perguntas de repórteres ou noticiaristas. De novo, não sei bem o que se pretende, mas, já que a imprensa é responsável por tudo o que de mau acontece, da ladroagem geral ao tratamento imoral da coisa pública, cala-se a imprensa e os problemas nacionais acabam. (Continua).

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domingo, 21 de junho de 2009

Indigenismo, uma ideologia anti-ocidental.

Artigo interessante no site Cadal:
El proyecto indigenista en sus distintas versiones se irá transformando en un movimiento anti-occidental que busca reinstaurar una realidad político-económica distinta al modelo de desarrollo que conocemos. Pensadores europeos de la izquierda liberal han destacado que éste intento no sólo es inviable políticamente sino que además es dar la espalda a los avances en materias de democracia, modernización económica, científica, tecnológica y a los derechos humanos, que se ha logrado desde la Ilustración hasta el día de hoy.
Também por aqui os antidemocratas cultivam essa ideologia. E dentro de uma universidade.

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E a CPI da Monstrobras?


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sábado, 20 de junho de 2009

Caetanagem

Oportunismo político é o que nunca faltou aos cantores baianos, da ditadura ao lulismo (ave, Antônio Carlos Magalhães!). Eis um exemplo do vovô Caetano Veloso:

Desrespeitarem
Os direitos humanos
Em solo cubano
É por demais forte
Simbolicamente
Para eu não me abalar
Refrão (3x):

A base de Guantánamo
A base
Da baía de Guantánamo
A base de Guantánamo
Guantánamo
* * *
Desculpem, mas só com saquinho...

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Como é bom ser filho de ditador

Huguito, o filho do tirano venezuelano Hugo Chávez, faz turismo revolucionário com avião oficial etc.
É claro que o filme já foi visto aqui no Grotão lulesco.

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sexta-feira, 19 de junho de 2009

Democracia é o que resta no labirinto da história

Democracia é a grande conquista da história política da humanidade. Frágil, ela sempre pode ser derrubada, mas é a única forma de governo que permite avanço em relação aos direitos individuais e sociais, isto é, a única que pode ser aperfeiçoada.
Não existe nem esquerda nem direita democrática. Todos os movimentos de esquerda e de direita produziram, no século XX, as mais horrendas ditaduras que a humanidade já conheceu: comunismo, fascismo, nazismo. Vergonha eterna.
Fora da democracia, só existe o autoritarismo (ou a ditadura) - à esquerda ou à direita.
Por isso ninguém se espante por eu sempre ter grafado os dois termos entre aspas. Se essas posições ainda existem (para mim já não fazem sentido), são nebulosas, se confundem. E se alguém se identifica como direitista ou esquerdista, é sinal de que não preza a democracia e suas instituições. É prisioneiro de ideologias.
P.S.: e, por favor, não me venham com o "hegelianismo" do Fukuyama.

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O Speedy é muito lêntix?

Bom, é melhor que o teste seja feito em todos os chamados "provedores" (eita, coisa antiga: provedor era coisa de irmandade, confraria, igreja etc.). A notícia:
A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) vai proibir, a partir da semana que vem, a habilitação de novas assinaturas do serviço de banda larga Speedy. A medida, que tem caráter cautelar, será publicada no "Diário Oficial da União" na segunda-feira, 22.

A decisão deve durar até a prestadora comprovar para a Anatel que está tomando medidas para melhorar a qualidade do serviço e para coibir novas falhas. A expectativa da Anatel é de que isso seja feito em 30 dias. A empresa registrou seguidas panes nos primeiros meses deste ano. (Continua).


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Proibido para menores


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quinta-feira, 18 de junho de 2009

Bestas maltratam cavalos



"Puxada" é o nome que dão a essa monstruosa prova em que cavalos são obrigados a arrastar até duas toneladas de carga. A coisa se passa em Pomerode, Santa Catarina.

(Danke, Zoltan).


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Raposas e ouriços

O geneticista Danilo Sérgio Pena lembra sua passagem por Londres, no final dos anos 70 - experiência que descreve como inesquecível. Foi lá que fez seu pós-doutoramento em genética bioquímica e tomou contato com as idéias de alguns filósofos, entre eles o liberal Isaiah Berlin, de quem cita a obra Raposas e ouriços. Aqui um excerto, para degustação:
Pasme o leitor, até a televisão era boa na Londres da década de 1970! Particularmente importante e prazerosa para mim foi uma série de programas na BBC organizada por Bryan Magee na qual entrevistou 15 grandes filósofos.
Essa série, na forma do livro Talking Philosophy: Dialogues with Fifteen Leading Philosophers, ainda está disponível na Amazon [“Falando de filosofia: diálogos com 15 grandes filósofos”]. Entre os entrevistados estavam Iris Murdoch, A. J. Ayer, Noam Chomsky, W. V. O. Quine, Herbert Marcuse, Ronald Dworkin, Hilary Putnam, Bernard Williams e John Searle, ou seja, a elite da filosofia em meados do século 20. O episódio que me impressionou mais profundamente foi o primeiro, intitulado, “O que é a filosofia?” com Isaiah Berlin (1909-1997), da Universidade de Oxford. Esse pensador era considerado o mais importante intelectual inglês da época. (Continua).

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Temos Senado? Ah, isto é segredo...

No Estadão (já puxei o saquinho e nem vou comentar):
A comissão de sindicância que analisa os atos secretos do Senado já detectou cerca de 650 decisões mantidas sob sigilo nos últimos anos. A equipe de trabalho pretende adotar, em seu relatório final, o termo "boletins não publicados" e recomendar uma investigação sobre cada ato para saber os motivos que levaram à sua não divulgação. (Continua, bleargh!).


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O "day after" não é o fim do mundo

Sou obrigado a chamar de novo para o blog do Cesar Valente. Boas ponderações sobre a decisão do STF. Só acrescento: é o fim do mundo apenas para a turma do "outro mundo possível" - aqueles professores e profissionais que se preocupam mais com ideologia do que com a análise da realidade.

Não sei se todos têm claro que o que o STF derrubou foi a obrigatoriedade do diploma de jornalismo para ter acesso à reserva de mercado estabelecida pela lei. O diploma propriamente dito continua valendo como comprovação de conclusão de curso. E os conhecimentos adquiridos continuam importantes na hora de disputar vagas em empresas que dêem algum valor às competências profissionais.

Como alguém dizia ontem no twitter, na hora em que o julgamento ia iniciar,“jornalista que tem medo de concorrer com analfabeto tem q desistir da profissão e plantar batatas”.

OS MALES DA RESERVA DE MERCADO

Quem acompanha este blog há algum tempo já leu coisa parecida com o que vou dizer agora: isso do diploma garantir acesso ao mercado acabou criando algumas distorções graves.

1) A escola faz-de-conta: Como o que interessava era o papel, muita escola relaxou e aproveitou. E muito professor resolveu inventar um mundo fantástico que nada tinha a ver com a realidade profissional. Tem gente que passou pelo curso sem nunca ter ouvido falar de coisas realmente úteis como técnica de entrevista, tabela de preços, gerenciamento de carreira. Idem para essas chatices práticas, como fazer títulos que digam alguma coisa, textos e fotos que informem, etc. Mas ficaram horas e mais horas discutindo o “outro mundo” que iriam criar a partir do momento em que tomassem o poder, nas redações. Os pobres coitados e coitadas não eram formados para captar e divulgar informações, mas para mudar o mundo. Como? A golpes de canudo.

2) O jornalista faz-de-conta: Como o que interessava era o papel, o aluno das escolas de jornalismo acabou achando que não precisava de mais nada para exercer a profissão. Bastava-lhe o diploma. E para obter o diploma, bastava-lhe tirar notas suficientes. O conteúdo? Ora, se a nota permitiu passar, é porque está apto. E todos sabemos que mesmo os melhores cursos não têm capacidade de inocular sozinhos, nos futuros jornalistas, o vírus da curiosidade, o apreço pela cultura geral, a permanente atenção com o que acontece ao nosso redor. Essa saudável contaminação depende muito do indivíduo decidir-se por isso e criar condições para que isso se dê. É o que, às vezes, chamam de “vocação”.

A UTOPIA SINDICAL E O MUNDO REAL

Desde sempre se falava em acabar com a obrigatoriedade do diploma para exercer a profissão. Argumentos a favor disso vão desde os muito imbecis, como aquele que afirma que Machado de Assis não tinha diploma e trabalhou em jornal e escrevia muito bem (numa época em que não existiam nem a obrigatoriedade e nem cursos de jornalismo), até outros mais razoáveis, que apontam para a necessidade do Estado meter-se menos na vida dos cidadãos.

O fato é que, mesmo com a regulamentação e com a lei em vigor, havia um certo distanciamento entre a realidade do mercado de trabalho e aquele propósito, dos sindicatos de jornalistas, de garantir a reserva prevista em lei.

Os sindicatos que funcionavam, tentavam organizar uma categoria que nunca foi exemplo de solidariedade, união ou combatividade. Estes, é claro, estão lamentando a queda da regulamentação porque pode representar uma bagunça ainda maior, uma desmobilização ainda mais grave do que a que já se vê. De fato, até que os profissionais dos meios de comunicação, com e sem diploma, dêem-se conta que precisam se unir em sindicatos para não serem esmagados, vai passar algum tempo.

O que acabou foi aquela posição sindical arrogante, que em certos momentos funcionava como uma espéce de “conselho federal”, gerentões da reserva de mercado. O novo sindicato que provavelmente nascerá desta nova realidade, será mais pragmático, mais pé-no-chão, mais sintonizado com a realidade das redações. Uma instância de defesa dos direitos de uma parcela dos trabalhadores. Ponto. (Continua).


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quarta-feira, 17 de junho de 2009

Fim do diploma de jornalista

Boa pergunta faz meu amigo Cesar Valente, jornalista da velha guarda - e diplomado: quem tem, o que fazer com o papelucho?
Por 8 votos a 1, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou a exigência de diploma para o exercício da profissão de jornalista. A decisão foi tomada no julgamento do Recurso Extraordinário (RE) 511961, interposto pelo Ministério Público Federal (MPF) e pelo Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo (Sertesp) contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), que afirmou a necessidade do diploma, contrariando uma decisão da primeira instância numa ação civil pública.
No recurso, o MPF e o Sertesp sustentaram que o Decreto-Lei 972/69, que estabelece as regras para exercício da profissão – inclusive o diploma –, não foi recepcionado pela Constituição de 1988.
Votaram contra a exigência do diploma de jornalista o relator, ministro Gilmar Mendes, as ministras Cármen Lúcia Antunes Rocha e Ellen Gracie, e os ministros Ricardo Lewandowski, Eros Grau, Carlos Ayres Britto, Cezar Peluso e Celso de Mello. O ministro Marco Aurélio votou favoravelmente à exigência do diploma. Não participaram do julgamento os ministros Menezes Direito e Joaquim Barbosa, ausentes justificadamente da sessão. (
Fonte).
Aqui, as primeiras repercussões.
Decisão ruim? Bem, quem tem interesse em jornalismo não vai fazer curso de medicina ou engenharia. O veredito é péssimo para as escolinhas de comunicação caça-níqueis, que formam nefelibatas - e não jornalistas.
UPDATE: comentário da leitora Maria: "Liberdade de expressão é um direito constitucional. Saber se expressar ao divulgar o que acontece é coisa completamente diferente (...). Levantar a bandeira da liberdade de expressão, neste contexto, não faz o menor sentido. Um jornalista investigativo não está exercitando o direito constitucional da liberdade de expressão: está - isto sim! - esclarecendo, ou procurando esclarecer da maneira mais exata possível, o público leitor sobre os fatos acontecidos. A profissão de jornalista - na qual o objetividade deve prevalecer sempre, segundo o seu reiterado ponto de vista, Tambosi - não pode ser confundida com exercícios impressionistas da subjetividade. E defender direitos subjetivos de manifestação quando se trata de questões que dizem respeito diretamente ao público e jamais ao privado é coisa de uma tacanhice lamentável. Jornalistas são profissionais da notícia, quando no exercício de sua atuação. Como cidadãos têm todo o direito de se manifestar. Como profissionais do jornalismo têm a obrigação de esclarecer e informar."
Ponto!
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Lula com Sarney. E contra a imprensa, claro.

O Pequeno Timoneiro chega a ser patético: diz que "as denúncias não têm fim". Ora, não enquanto o lulopetismo estiver no poder. É escândalo todos os dias.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta quarta-feira (17) a sequência de denúncias no Senado e saiu em defesa do presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), que discursou ontem no plenário do Congresso Nacional.
"Não li a reportagem do presidente Sarney, mas penso que ele tem história no Brasil suficiente para que não seja tratado como se fosse uma pessoa comum", disse. "Elas [denúncias] não têm fim e depois não acontece nada." (Continua).

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Fascismo islâmico mostra a cara

Recontagem de votos não acalma os manifestantes no Irã, cujo governo agora caça e prende opositores e proíbe a imprensa internacional de trabalhar no país, enquanto milícias governistas depredam prédios e atacam as pessoas nas ruas. O fascismo islâmico mostra cada vez mais sua hedionda cara. E é dessa cara que Lula e Chávez gostam. Na Folha:
Após o maior protesto contra o governo em 30 anos de regime dos aiatolás, que deixou sete mortos anteontem, o Conselho dos Guardiães, instância máxima jurídica do Irã, negou ontem o pedido da oposição de se convocar novas eleições.
Depois das acusações de fraude na reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad, o conselho decidiu que serão recontados os votos em algumas áreas do país.
"Recontar algumas urnas não muda quase nada o resultado", reagiu o líder opositor Mir Hossein Mousavi, segundo seu comitê. "Convocar novas eleições é a única maneira de fazer as pessoas ainda acreditarem neste sistema", afirmou.
Uma nova passeata da oposição, que aconteceria na praça Liderança às 17h, foi cancelada ontem, depois que partidários de Ahmadinejad marcaram uma contramanifestação no mesmo lugar, às 16h.
"Por favor, pela vida de todos, peço que não participem da marcha de hoje", disse mensagem colocada pela manhã no site de Mousavi.No dia anterior, sete pessoas foram mortas ao final de uma manifestação pró-Mousavi que reuniu pelo menos 1 milhão de pessoas, nos cinco quilômetros que separam as praças da Revolução e da Liberdade.
Depois de ignorar os protestos por três dias, o telejornal da TV estatal fez uma reportagem sobre o "vandalismo" da oposição e as mortes, e chamou os manifestantes de "criminosos". Não houve transmissão das imagens do protesto.
Como mensagens de texto por celular e redes sociais da internet continuam bloqueadas, a oposição tem se valido de propaganda boca a boca para organizar novas marchas, como um funeral simbólico aos sete mortos de ontem.
Uma manifestação em frente à sede da TV estatal aconteceu ontem pela manhã e reuniu 20 mil pessoas. Parte dos manifestantes usavam máscaras, como aquelas para evitar a transmissão de gripes, para proteger sua identidade dos serviços de segurança iranianos.
Outra marcha tomou a avenida Valy-e Asr, principal via da cidade, em direção à praça de Vanak, no norte da capital.
Funcionários do hospital Rasool, para onde foram levadas as sete vítimas da violência durante a marcha, também fizeram protesto.
Partidários de Mahmoud Ahmadinejad também se mobilizaram. No centro de Teerã, ao menos 10 mil pessoas atenderam a convocação do poder islâmico e foram às ruas para repudiar acusações de fraude. Ahmadinejad, em visita à Rússia, não participou do ato.
A TV estatal iraniana, controlada pelo líder supremo, aiatolá Ali Khamanei, mostrou imagens da aglomeração, que qualificou de "concentração pela unidade".
A imprensa estrangeira foi proibida de fazer entrevistas, tirar fotos ou filmar qualquer manifestação ou ato na rua. O governo cancelou credenciais de imprensa e pediu para os jornalistas estrangeiros deixarem o país.
Reformistas presos
A violência se espalhou pelas grandes cidades do país. O reitor da Universidade de Shiraz renunciou ao cargo ontem, depois que a polícia invadiu o campus e agrediu estudantes que protestavam.
Vários vídeos de agressões foram colocados no YouTube, por estudantes que usam mecanismos para driblar o bloqueio da censura iraniana.
A onda de prisões de líderes oposicionistas continuou ontem pela manhã com a detenção do clérigo Mohammad Abtahi, que foi vice do presidente reformista Mohammad Khatami (1997-2005). Ele foi o primeiro clérigo e político a ter um blog, o mais lido entre os diários políticos do país na rede.
Em seu blog, Abtahi denunciou que 100 líderes oposicionistas tinham sido presos na noite de sábado, informação que ele confirmou à Folha no domingo, por telefone.
Segundo a polícia, 50 líderes da oposição foram presos "por estarem por trás dos distúrbios e das manifestações ilegais".
No bairro de Sina, ao norte de Teerã, uma milícia de basijis ("vigilantes da Revolução") destruiu os vidros de pelo menos cem carros estacionados.
O Irã é o quarto maior produtor mundial de petróleo e desenvolve um programa nuclear que causa temores na região -Israel e os EUA acusam Teerã de buscar uma bomba atômica, o que os iranianos negam . Em março, o presidente americano Barack Obama mandou mensagem ao país sugerindo diálogo, mas ela foi recebida com ceticismo.
Observação final: um país que é governado por um troço denominado "Conselho dos Guardiães" outra coisa não é que ditadura.

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