sábado, 31 de outubro de 2009

Alô, Veja: Lula nem precisa ser editor.

Com panos quentes, a revista Veja desta semana faz uma crítica ao comportamento do Pequeno Timoneiro em relação à imprensa, malhada todo dia no seu palanque eternamente extemporâneo. Veja foi condescendente nesta apreciação. Não cabe ao Estado, de fato, definir ou orientar o jornalismo, mas o governo Lula orienta, sim: há chapas-brancas em todas as redações. Lula não é editor porque nem sequer precisa. Há quem faça o trabalho por ele.
Por que Hugo Chávez, Evo Morales, Rafael Correa e o casal Kirchner tratam a imprensa como inimiga? Porque na Venezuela, na Bolívia, no Equador e na Argentina de seus sonhos não há lugar para jornais, revistas e redes de televisão independentes. Para essa gente, notícia é só aquilo que seus ministros da propaganda dizem que é notícia. Todos eles suprimiram a liberdade de imprensa ou estão em via de fazê-lo. Esperam um dia atingir o controle total da informação obtido pelas grandes ditaduras do século passado, prática que é mantida ainda por seus irrelevantes sobreviventes atuais: Cuba e Coreia do Norte. Nesses países não existe imprensa. Não existem repórteres. Não existem jornais. Não existe democracia. Não existe liberdade. Portanto, não existe notícia. Cubanos e norte-coreanos vivem vidas miseráveis, privados das mínimas exigências da subsistência civilizada, mas os papéis pintados periódicos daqueles países não relatam a triste realidade.
Por onde se olha na América Latina, há um governante com a ideia fixa de que seus fracassos seriam menos gritantes se só existisse a imprensa oficial. O Brasil vinha sendo a excepcionalidade na região. Agora o próprio presidente Lula está desenhando o que ele imagina ser a imprensa ideal. "Não acho que o papel da imprensa é fiscalizar. É informar", disse Lula há duas semanas. Na quinta-feira passada, ele voltou à carga com o seguinte discurso, direcionado a repórteres que cobriam uma cerimônia que reunia catadores de papel, em São Paulo: "Hoje vocês têm a oportunidade de fazer a matéria da vida de vocês. Se vocês esquecerem a pauta do editor de vocês e se embrenharem no meio dessa gente (…) Publiquem apenas o que eles falarem. Não tentem interpretar".
É espantoso. Lula não lê jornais. Mas quer ensinar como editar jornais. Má notícia, senhor presidente. Ter 80% de popularidade não credencia ninguém a ser repórter ou editor. Não existe jornalismo a favor. Não existe jornalismo feito pelo estado. Não é atributo do Poder Executivo traçar limites para o exercício da imprensa. A liberdade de expressão não pertence ao universo oficial dos gabinetes executivos, não tangencia os planos de governo e não obedece às orientações dos ministérios da propaganda. Seus limites estão estabelecidos na Constituição e eternizados na cultura dos países democráticos. Os próprios leitores e a Justiça punem os jornalistas que ultrapassam os limites éticos.
A imprensa tem sido vilanizada no Brasil por duas razões principais. A primeira decorre da noção primitiva que alguns ideólogos do petismo têm do Brasil, que para eles é uma grande e simplória terra ideal: a "PTópolis", habitada por pessoas que têm papéis claramente definidos, como a Patópolis, de Walt Disney. Os habitantes de PTópolis também são divididos em classificações rígidas. Existem os que ocupam o andar de cima e os do andar de baixo; os pretos e os brancos; os ricos e os pobres; os bons e os maus; os produtores e os usurários; os amigos e os inimigos do rei... A segunda razão é o fato de que, quando a cúpula de PTópolis e seus corruptos do coração produzem escândalos – e eles os produzem aos montes –, a culpa nunca pode ser do líder ou de seus próximos. A imprensa livre é um estorvo em PTópolis. Ela insiste em investigar, fiscalizar e dar nome aos bois. Em PTópolis, idealmente, só deveriam exercer o jornalismo as pessoas designadas para isso pelo estado. No mundo perfeito de PTópolis não há lugar para algo imperfeito, barulhento, enxerido, investigativo, teimoso, livre, falível e, algumas vezes, até irresponsável como é a imprensa. PTópolis: ame-a ou deixe-a!

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Casa da mãe Dilmona



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sexta-feira, 30 de outubro de 2009

O Brasil não é racista

É isto mesmo, não existe ideologia racista enraizada na cultura e nas leis brasileiras, diferentemente do que aconteceu nos EUA no século passado.
Há interessantes ponderações em artigo publicado no blog Contra a racialização do Brasil (links):
Quando afirmo que o Brasil não é um país racista, não quero dizer que não haja manifestações de preconceito ou de discriminação, mas apenas que tal prática é repudiada pelo cidadão médio que compõe a sociedade. Pode-se afirmar, sem receios, que os Estados Unidos se constituíram em um país altamente racista, porque a segregação era legal, jurídica, institucionalizada, com a presença constante e apreensiva de organizações que pregavam o ódio em relação aos negros e a expulsão dos indivíduos de cor do país. Mas será que o mesmo pode ser afirmado em relação ao Brasil? (Continua).

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Burrice ideológica é quase unanimidade

Se a burrice ideológica for insuficiente, dinheiro é que não faltará para manter a letargia grotense por mais 50 anos.

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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Senado apoia a tirania

A Comissão de Relações Exteriores do Senado - essa entidade que cada vez mais envergonha o país - acaba de demonstrar que despreza a democracia e as liberdades. Abriu as portas para o tirano Chávez no Mercosul. Ainda bem que ele virá com a pá de cal.
Os nomes abaixo não devem ser esquecidos no dia das eleições. Dê a eles um sonoro NÃO!
Votaram a favor do ingresso da Venezuela no Mercosul:
Eduardo Suplicy (PT-SP)
Antônio Carlos Valadares (PSB-SE)
João Ribeiro (PR-TO)
João Pedro (PT-AM)
Pedro Simon (PMDB-RS)
Francisco Dornelles (PP-RJ)
Romero Jucá (PMDB-RR)
Paulo Duque (PMDB-RJ)
Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR)
Flavio Torres (PDT-CE)
Renato Casagrande (PSB-ES)
Inácio Arruda (PCdoB-CE).
Estes foram decentes, votando contra o ingresso da Venezuela no Mercosul:
Heráclito Fortes (DEM-PI)
Flexa Ribeiro (PSDB-PA)
José Agripino (DEM-RN)
Arthur Virgílio (PSDB-AM)
Tasso Jereissati (PSDB-CE).

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O Brasil da cultura pré-científica

O Grotão é mesmo o paraíso dos militantes ideológicos


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quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Chavismo no banheiro

O tirano Hugo Chávez determininou que três minutos é o tempo máximo que cada venezuelano pode gastar no banho para não faltar energia elétrica.
É, ditadura provoca seca. De ideias e de água - além de produzir escuridão.
Só não seca a corrupção gerada pelo "excremento do diabo" que mantém o coronel bolivariano no poder.

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Pão, circo e palanque.


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Yoani Sánchez proibida de vir ao Brasil

Apesar da interferência do Itamaraty e do Senado, a ditadura dos irmãos Castro proibiu a blogueira Yoani Sánchez de vir ao Brasil para o lançamento de seu livro De Cuba, com carinho.
Eis o regime apoiado por gente como Frei Betto, Antonio Cândido, Chico Buarque, José Dirceu etc.
Liberdade, só para eles. Confira aqui.

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Governo mantém ajuda a criminosos

O partido clandestino MST, que vive do desrespeito à lei e ao Estado de Direito, às custas do erário, continuará enchendo as burras com o nosso dinheiro.
Se não não comete crime quem vive da violação às normas legais, depredando fazendas e laboratórios de universidades, ninguém mais é criminoso neste Grotão lulista.
A lei, por aqui, só funciona para cidadãos honestos, extorquidos pelo Estado.
Repito: o bolivarianismo de Lula e seus asseclas está cada vez mais explícito, afrontando as outras instituições (STF e Legislativo).
No ano que vem, veremos os paus mandados na rua, para solapar de vez o Estado de Direito.
P.S.: silêncio absoluto, para não dizer cumplicidade, de entidades civis como OAB e AMB, que lidam com o Direito.

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terça-feira, 27 de outubro de 2009

Língua de serpente


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Há intelectuais no Grotão?

Do sociólogo alemão (com cidadania inglesa) Ralf Dahrendorf, recentemente falecido, aos 80 anos, em conferência proferida na Universidade de Colúmbia, a 27 de janeiro de 1994:
O que quero dizer, na abertura deste Seminário (...), é bastante simples, talvez até simples demais, para uma audiência pós-moderna e tão mal-acostumada: os intelectuais têm responsabilidade pública. Onde eles se calam, as sociedades perdem seu futuro. Os intelectuais podem, ou não, querer tomar lados em discussões partidárias, mas se todos eles se amontoarem em um único lado, é porque algo de muito errado está acontecendo.
Fica a pergunta: há intelectuais no Grotão? Se há, estão todos amontoados no lulismo (com raríssimas exceções). Somos, de fato, um país sem futuro. Algo muito errado está acontecendo. Temos oposição?
(A conferência, intitulada "A responsabilidade pública dos intelectuais: contra o novo medo do esclarecimento", foi transformada em capítulo do livro Após 1989, publicado pela Paz e Terra em 1997).

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Um hino para Lula


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Chávez será a pá de cal no Mercosul

No Estadão, sobre a provável submissão do Brasil aos interesses do tirano Hugo Chávez:
Os governos de Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai têm tido dificuldades para combinar os interesses nacionais em negociações como essas. A presença de Hugo Chávez apenas complicará todo o processo e aprofundará as divergências entre os sócios do Mercosul. Por seu mau funcionamento, o bloco já tem sido um peso para o Brasil. Com Chávez, será um peso muito maior e muito mais prejudicial. (Continua).

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segunda-feira, 26 de outubro de 2009

País sem oposição elege poste, sim.

Se a campanha contra o lulismo ainda não está na rua, é porque não existe oposição. Deixem o homem "palanquear", deixem. Já não sei se existem Legislativo e Judiciário por aqui. Talvez não passem de anexos do Executivo. Em Berlim, pelo menos, havia juízes...

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Um manifesto da "idiotia latino-americana"

Reacionários sempre cultivaram, de olhar voltado para um passado idealizado, a utopia regressiva. A coisa desembocou no nazismo. Revolucionários, por sua vez, sempre jogaram tudo para um futuro também idealizado. O desfecho foi o comunismo.
Ninguém exemplifica melhor o reacionarismo, hoje, do que a chamada "esquerda", refém do século XX. Os esquerdistas já não vislumbram nenhum futuro, mas, com ódio do presente, se agarram ao passado que a história atirou no lixo. Negadores do capitalismo, rejeitam também a tecnologia.
O mundo deles não é o dos tratores, mas o da enxada e da violência contra a "burguesia" e o maldito agronegócio. Eis o retrato dos intelectuais latino-americanos que assinaram um manifesto contra a CPI do MST, essa instituição criminosa que, à sombra do governo, desrespeita quotidianamente o Estado de Direito. Encabeça o manifesto o escritor uruguaio Eduardo Galeano, autor do manual do "idiota latino-americano": As veias abertas da América Latina.
Ah, sim, há signatários igualmente ilustres na utopia regressiva:
Também estão na lista o crítico literário e professor aposentado Antonio Candido, o cientista político Chico de Oliveira e o filósofo Paulo Arantes. Até o final da tarde de desta sexta-feira, cerca de cem pessoas já haviam assinado o manifesto, que está circulando por diversos países. Em Portugal ele ganhou a adesão do sociólogo Boaventura de Souza Santos, um dos ideólogos do Fórum Social Mundial.
Saquinho, por favor.

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domingo, 25 de outubro de 2009

Rio de Janeiro, Fevereiro & Mortes.

O leitor Esaú de Jacó envia "entrevista" com o célebre escritor carioca Machado de Assis, que analisa o Rio das Olimpíadas 2016.
Machado de Assis nasceu no Rio de Janeiro, no morro do Livramento em junho de 1839. Em 1884 mudou-se para o Cosme Velho, onde viveu até a sua morte em 1908. Nos seus 69 anos de vida só esteve fora do Rio por três meses, em 1879, quando foi para Nova Friburgo, para cuidar da saúde.
Assim sendo, o Rio de Janeiro foi o pano de fundo onipresente na obra do maior escritor brasileiro, para mim o maior de todos os tempos. Dei de imaginar, portanto, o que Machado de Assis, se vivo fosse, teria a dizer sobre os últimos e tétricos acontecimentos na ex-cidade maravilhosa. Resolvi, então, entrevistá-lo, voando até onde ele está e não está, com as asas da imaginação.

- Senhor Machado, com a lucidez sombria de um ateu discreto, disposto a desbaratar todas as mitologias com o mais inteligente pessimismo, o que o senhor teria a declarar sobre os últimos acontecimentos violentos envolvendo traficantes, polícia, e várias mortes no Rio de Janeiro?

- Ainda estou estupefacto, meu filho. Não posso dizer nada de muito especial por estar ainda agarrado aos jornais e à revista Veja, lendo com fogo e indignação mortal sobre tudo o que aconteceu. O que posso exclamar, por enquanto, é apenas: Porcalhões! Tratantes! Faltos de brio! No que transformaram a minha cidade?! E isso não passa de indignação e revolta. Precisaria ser um homem do seu tempo para entender os horrores que o tempo preparou para os que estão vivos na sua época. O que mais poderia dizer? Os conflitos extremos sociais geram algo similar ao que chamarei agora de solidariedade do pânico humano. Meus pêsames para todos os moradores daquela cidade que foi minha. Nada mais.

- A revista Veja afirmou que o Secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, disse que o ocorrido foi o nosso "11 de setembro". O senhor concorda com a declaração de Beltrame?

- Não sei que importância possa ter a nomenclatura comparativa utilizada para se referir à violência ocorrida no Rio de Janeiro. O 11 de setembro, até onde pude alcançar pela leitura dos jornais que me chegam via posta feérica, não foi consequência de descalabros político-administrativos dos Estados Unidos. Não sei se poderíamos dizer o mesmo em relação ao Rio de Janeiro. Assim sendo, uma vez que a situação dramática não é utópica em termos sociais, julgo ser essa associação de fatos uma parvice. Talvez seja a forma que o sr. Secretário encontrou de se isentar de responsabilidades. Os traficantes estão derrubando helicópteros?! Ah... É o nosso 11 de setembro de baixo para cima! Quem poderia ser responsabilizado por isso? Os novos Osama Bin Beira Mar, certamente! E ninguém mais, ninguém mais!

- O senhor acredita que quem cheira mata?

- Eu acredito que quem mata, mata, quem cheira, cheira, e que a função do Estado é impedir que se mate, que se cheire. Tudo de acordo com a lei.

- E quanto à cegueira do narcolirismo?

- Quos Deus vult perdere, dementat prius, ou seja, a quem Deus quer destruir, antes lhe tira o juízo.

- O que pensa sobre a tolerância com a malandragem carioca?

- Acabemos, meu filho, com este costume do escritor dizer tudo, à laia do alvissareiro.

- A malandragem carioca é um entre vários outros mitos nefastos grotenses.

- Grotenses?

- Sim, grotenses. Leio blogs politicamente incorretos. Gosto deles.

- E quanto ao estímulo populista à favelização?

- Trata-se de uma festa de estalagem: todos dançam - preserve-se o duplo sentido - e ninguém se conhece.

- E sobre o medo de remover as favelas?

- A preservação da miséria para fins escusos é prerrogativa dos séculos. O que não significa que não deva ser combatida.

- O senhor crê que há mesmo uma tentativa de se tapar o sol com a peneira e de se fingir que os bandidos não mandam?

- Por força do prestígio social que a bandidagem conseguiu a custa de balas, da atração ornamental da cultura populista, pela difusão de idéias medíocres que transmigram nas consciências indiferentes à radical diferença entre o legal e o ilegal, diferenças justamente postuladas para que as idéias possam parecer inócuas. Montar essa anulação das diferenças é, ipso facto, confundir abstratamente os seus termos, do modo já citado, e perder de vista os processos reais de produção ideológica no Grotão.

- Não creio que os leitores conseguirão acompanhar suas sábias declarações, senhor Machado.

- Desde o século XIX isso não é novidade para mim, meu filho.

- O senhor acredita que o governo criou formas de se combater o crime com mais crime?

- Creio.

- Só isso?

- Isso lhe parece pouco?! Não sou de afiançar crenças, meu filho. Se digo que creio, digo muito.

- Pensa que marginais são cabos eleitorais de políticos?

- Penso ser este o lado mais abjeto da classe governante.

- A corrupção torna a polícia mais inepta?

- Quando a corrupção impera, os atos e os sentimentos estão cercados por um halo de absurdo, de gratuidade interesseira e abjeta, que torna dificéis não apenas as avaliações morais, mas também as interpretações políticas.

- O senhor crê que as comunidades dos morros cariocas sejam usadas como escudos humanos?

- Eu e a torcida do Flamengo, do Fluminense e do Vasco da Gama acreditamos piamente.

- E o governo federal? Está, de fato, se lixando?

- Perdão: o que significa "estar se lixando"?

- Estar indiferente, não se importar com o que está ocorrendo no Rio...

- Ah, sim... O governo Luís Inácio está se lixando! Gostei, gostei... Embora ache essa gíria um tanto ao quanto absurda... Estar se lixando a mim me parece o oposto de que significa... Sinais dos tempos... De tempos lixantes... Viva o lixo!

- Como o senhor vê o fato de muita gente acreditar que as favelas não produzem drogas nem armamentos?

- Muita gente crê em absurdos e descrê na realidade nua e crua. Isso não é novidade, seja no mundo terreno, seja na eternidade.

- Os portos brasileiros são uma peneira?

- São uma peneira seletiva, meu filho. Uma peneira seletiva.

- Quem manda na cadeia são os bandidos?

- Os bandidos mandam em todos os espaços físicos e institucionais, meu filho. A cadeia é só um entre vários outros.

- E o senhor crê que os advogados dos traficantes sejam agentes do tráfico?

- Advogados, como se sabe, defendem os interesses dos seus clientes.

- Como assim, senhor Machado?

- Como assim, como assado, como sempre, meu filho.

- Muito obrigado pela entrevista, senhor Machado de Assis!

- Esta é uma sociedade politicamente imatura, meu filho. Incapaz de produzir a ordem coletiva necessária para o seu próprio controle. Contemos - sem muitas esperanças - com dias melhores.
(Grato, Esaú).

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Dicionário lulês


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Hugo Barack Obama Chávez

O governo Obama se mostra cada vez mais latino-americano. Tal qual os tiranetes da região, desanca empresários e banqueiros e trata a imprensa que o critica a sapatadas. A Fox, que já conta com a maior audiência do país justamente por fazer o que as outras emissoras não fazem, isto é, jornalismo, sofre pressões do goveno.
Na Folha: O roteiro é conhecido: em queda nos índices de popularidade e com promessas importantes de campanha paradas, líder tenta isolar a mídia mais crítica a ele, ataca a associação de empresários mais poderosa e critica em público banqueiros. A diferença são o protagonista e o local: em vez de um líder bolivariano na América Latina, o presidente Barack Obama, nos EUA. (Continua).
Do jeito que o mundo anda, o século XXI promete ser o século da mediocridade.

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sábado, 24 de outubro de 2009

América Latina, o quarto mundo.

Vai na íntegra uma matéria da Veja desta semana que retrata a desgraça ditatorial da América Latina. Falava-se, tempos atrás, em Primeiro, Segundo e Terceiro Mundo. Bene, eu acho que a AL é o Quarto, isto é, a lanterna do planeta. Tiranos, por aqui, brotam como bananeiras, até eleitos. O futuro desse continente à deriva é o pior da África. Já vai tarde.
Ditadores perpétuos
Pobre América Latina. Sob influência de Chávez, outro governante, Daniel Ortega, da Nicarágua, não quer deixar o poder.
Thomaz Favaro e Juliana Cavaçana
Ao cortar o entusiasmo dos que o insuflavam a buscar o terceiro mandato, o presidente Lula adquiriu estatura e força moral que o diferenciam radicalmente de muitos líderes da América Latina. A região, onde historicamente a normalidade é um hiato, está de novo sensível à pregação antidemocrática e, como um elástico esticado que busca a posição de descanso, mergulhando no caudilhismo. É o mesmo pântano populista em que a América Latina chafurdou no passado. A diferença agora é que os caudilhos se dizem de esquerda e "bolivarianos", tendo como traços comuns a impossibilidade de convivência com a imprensa livre, o desrespeito à Constituição e a formação de esquadras de bate-paus para intimidar fisicamente os adversários. O patrono da turma é o venezuelano Hugo Chávez, secundado por figuras menores como o equatoriano Rafael Correa e o boliviano Evo Morales. Em Honduras, Manuel Zelaya tentou o golpe bolivariano, mas seu voo de galinha foi interrompido em pleno ar pela Corte Suprema e pelos militares. O mais novo aderente ao caudilhismo de esquerda é o nicaraguense Daniel Ortega. A única surpresa é ele não ter sido o primeiro a aderir.
Ortega está cumprindo à risca o manual de instalação de ditaduras de esquerda em países de instituições fracas. Na segunda-feira passada, um grupo de seis juízes da Corte Suprema acatou um recurso, apresentado pelo próprio presidente, exigindo a anulação do artigo 147 da Constituição, que proíbe a reeleição. Caso a decisão seja ratificada por nove dos dezesseis magistrados do tribunal, Ortega poderá concorrer nas eleições de 2011. Como ele nomeou oito desses juízes e ainda tem direito a indicar mais um, o golpe constitucional está praticamente pronto. Quando for consumado, o presidente da Nicarágua engrossará o time dessa nova modalidade de ditadura.
Daniel Ortega foi o líder da Revolução Sandinista, que derrubou a ditadura de Anastásio Somoza, em 1979, e teve uma passagem ruinosa pela Presidência do país. Meses antes de deixar o poder, em 1990, ele comandou a piñata, o saque de bens e propriedades promovido pelos sandinistas. A casa em que o presidente mora foi roubada de um rico empresário. Ortega voltou para disputar as eleições em 2006 travestido de democrata, pedindo "perdão pelos erros do passado". Ganhou com 38% dos votos, e a máscara caiu rápido. Logo que tomou posse, ingressou na Alba, o clube dos amigos de Hugo Chávez. Em 2008, os sandinistas fraudaram descaradamente as eleições municipais, levando 105 das 146 prefeituras – ocupadas por políticos que, caso a reeleição seja permitida, também poderão se candidatar novamente.
Na Colômbia, o presidente Álvaro Uribe, que não pode ser definido como de esquerda, também achou uma maneira de mudar a Constituição para conseguir um segundo mandato e agora trabalha para emplacar o terceiro. Pode-se argumentar que ele tem suas razões. A mais óbvia delas é Uribe ter sido o único governante a enfrentar com sucesso as Farc, narcoguerrilha de esquerda que chegou a dominar territorialmente metade do país. Ele acha que precisa de mais um mandato para consolidar sua vitória contra as Farc. Vitória mesmo seria se Uribe tivesse fortalecido de tal forma as instituições democráticas da Colômbia a ponto de elas poderem prescindir de uma única personalidade política. Ainda assim, é gigantesca em qualidade e intenções a diferença que separa Uribe de um Chávez e de um Ortega. Os "bolivarianos" não querem apenas mais um mandato. Querem mesmo é se tornar ditadores perpétuos, massacrando a oposição, fechando jornais e redes de televisão, emasculando o Legislativo e o Judiciário, como Chávez fez na Venezuela.
"Convivi com Ortega por muitos anos e sei que sua vontade é manter-se no poder a qualquer custo, mesmo que isso implique a destruição de nossa incipiente democracia", disse a VEJA Sergio Ramírez, que foi vice-presidente da Nicarágua no primeiro governo de Ortega. Antes de conseguir o apoio de magistrados, Ortega já havia promovido uma campanha no Congresso para reformar a Constituição. Desse projeto autoritário fazem parte ele e sua mulher, Rosario Murillo. Em 1998, quando a filha dela do primeiro casamento acusou Ortega de tê-la estuprado dos 11 aos 19 anos de idade, Rosario ficou ao lado do marido. Ele se livrou do processo por estupro por ter imunidade parlamentar. Hoje, é a primeira-dama quem redige decretos presidenciais, preside sessões do governo e traduz para o inglês discursos de Ortega. Os sete filhos do casal foram colocados em postos estratégicos, sendo o mais ilustre deles um diretor do canal estatal. O apego de Ortega à democracia foi definido pelo próprio em discurso na última reunião do Foro de São Paulo, entidade que congrega os ideólogos da ditadura de esquerda. Disse Ortega: "(A democracia) é um instrumento para os capitalistas se perpetuarem no poder. Somente aprendi a usar os meios do inimigo para ascender ao comando do país". Uma vez usada com sucesso, a democracia, ensina o Foro de São Paulo, deve ser descartada.

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Acampamento Brasil




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sexta-feira, 23 de outubro de 2009

O bolivariano Lula

Acabo de ver no JN que Lula se queixa de tanta "fiscalização". Ora, nunca as instituições e a população foram tão condescendentes com um governante. Na verdade, cúmplices de um governo que se notabilizou pela corrupção (mensalão, dinheiro na cueca etc.) e que por isso ficará na história. Nunca antes, de fato...
Lula é bolivariano. Ele e seu partido sempre desprezaram a democracia "burguesa", com seus contrapesos e essas coisas do demoníaco liberalismo.
Lula não tolera críticas, quanto mais fiscalização. Exige a unanimidade forçada dos ditadores, isto é, nada menos que a impunidade. Chávez é sempre o exemplo.

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Botem a campanha na rua, tucanos!

Enquanto Lula não sai do palanque, com a cumplicidade do TSE (Justiça Eleitoral, aliás, é criação do Grotão, assim como a jabuticaba), os tucanos não saem do muro. Serra desponta em tudo quanto é pesquisa, o que parece desgostar essas aves.
Uma nova pesquisa demonstra que uma chapa pura Serra-Aécio tem 41 por cento de votos, contra 16 por cento da chapa Dilmona-Temer.
Serra fica em vantagem até sem Aécio - e isto foi o suficiente para melindrar o playboy mineiro, que sempre me pareceu um lulopetista em ninho alheio.
Ao invés de botar a campanha na rua, as aves ficam se bicando.
E Lula se diverte em campanha permanente com seu fantoche e debocha do TSE, que cada vez mais parece um elefante branco.
País sem oposição é ditadura consentida.
Até o tirano Chávez enfrenta mais problemas com opositores do que o Pequeno Timoneiro.
Saia do muro, PSDB!

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O Messias do Grotão




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quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Lula e Judas: manguaça demais.

Lula deve estar bebendo todas, pela aparência que ostenta nos jornais da TV: vermelho, sempre bufando, agressivo. Em seu eterno palanque, andou dizendo até que Jesus, no Brasil, se aliaria a Judas - tudo para justificar suas alianças com o diabo na política grotense.
Ora, Lula é o próprio Judas. É aliado de emissários do Tinhoso: Chávez, "Adolfinejad" e toda a escória da política internacional.
Desta vez, até a omissa CNBB estrilou, ela própria aliada do Judas de Garanhuns.

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Homenagem a Fritz Mûller

A Universidade Federal de Santa Catarina presta, enfim, homenagem ao naturalista Fritz Mûller, concedendo-lhe o título de Doutor Honoris Causa.
O pesquisador alemão viveu em Santa Catarina e foi um ativo colaborador de Charles Darwin, o pai da Teoria da Evolução, que o chamava de "príncipe dos observadores".

Escrevi sobre Fritz no ano passado aqui e aqui.

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quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Novos esportes no Rio 2016



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Ortega estupra também a Constituição

O "sandinista" Daniel Ortega, tirano eleito da Nicarágua e estuprador de sua enteada (já comentei no blog há muito tempo), acaba de violar também a Constituição para poder permanecer no poder, à maneira da escolinha chavista (FHC terá sua parte no inferno, embora não tenha dado golpe para a reeleição).
Aqui, a denúncia da enteada contra o "revolucionário" cucaracho.

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Estupidez contra mulheres na Índia

Vejam na BBC do que é capaz a estupidez humana que, em pleno século XXI, ainda acredita em bruxaria.
Cinco mulheres foram despidas, espancadas e forçadas a comer excrementos humanos por moradores de um vilarejo na Índia após serem acusadas de bruxaria. A polícia local disse que as vítimas eram muçulmanas viúvas que foram chamadas de bruxas por um clérigo local no Estado de Jharkhand.
Bene, para variar, tem religião atrás disso...
Horrorizem-se aqui.
(Gracias, Karlos).

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Dom Luiz LI, Imperador do Grotão.



Havia juízes em Berlim. Mas vivemos no Grotão Imperial...

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A fome e a vontade de comer

O acordão do PMDB com o PT para 2010 (Michel Temer como vice de Dilmentirosa) é a junção da fome com a vontade de comer. O "Partido dos Municípios que Dilapidam o Brasil" envergonha a memória de Ulysses Guimarães, cujos restos ainda estão perdidos no Oceano Atlântico (melhor assim, melhor o mar que essa terra onde prevalece a imundície patrocinada por agremiações e autoridades chafurdantes). Lula deve as calças a esse partido, sem cujo apoio não (des)governaria.
Dilma e Temer - tudo a temer!

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terça-feira, 20 de outubro de 2009

Uma Stasi para o lulismo?

O ministro da Justiça Tarso "Illich" Genro defende uma "nova Política Nacional de Defesa" que deixe de lado a antiga preocupação com a segurança nacional.
Se essa política for a que já é praticada por órgãos vinculados a seu ministério e à Defesa, teremos bisbilhotagem, espionagem e grampo à solta.
Receio que a "nova Inteligência" seja um sucedâneo da Stasi da falecida Alemanha Oriental, onde uma gigantesca rede de agentes secretos, informantes e prepostos do Partido vigiava todo mundo, transformando os críticos do governo em "inimigos do Estado socialista".
Leiam 1989, do Michael Meyer, para ver o inferno que era aquilo atrás do Muro.

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Contra "Adolfinejad"

Líderes judeus criticam, com razão, a visita do presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad: pedem que o Brasil cancele o convite e condene o apoio que o tirano dá aos terroristas.
Vale relembrar que Adolfinejad nega o holocausto e ameaça destruir o Estado de Israel, isto é, quer perpetrar ele próprio um segundo holocausto.
O Itamaraty lulista se alia à escória internacional, de Chávez a Adolfinejad, passando pelos déspotas africanos. Trata-se de uma política que vira as costas à democracia.

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Homenagem a Keith Jarrett


A indicação da matéria me foi passada no domingo pelo nosso grande chargista Sponholz (só hoje consegui acessar o texto). Trata-se de uma homenagem a Keith Jarrett, o grande pianista do jazz contemporâneo - e grande improvisador, admirado por nossa geração.
Segue um aperitivo:
Há certo tipo de música que sofre com o preconceito de que necessita de uma escuta atenta, comprometida. Caso contrário, dizem os especialistas, soa incompreensível, chata e confusa. Isso acontece sobretudo com as músicas instrumentais contemporâneas - e por contemporâneas entendam-se tanto a obra de György Ligeti e Philip Glass como os recitais de piano-solo de Keith Jarrett. Ora, nenhuma música deveria exigir pré-requisitos para ser, senão compreendida em sua plenitude, ao menos curtida por todo tipo de público. Isto é, música boa deveria usufruir o melhor dos dois mundos: ser entendida por sua profundidade por públicos mais especializados, mas também deixar-se degustar sem resistências por todos os ouvidos. (Continua).

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A "limpeza" de Lula


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Bolívar? Um canalha covarde.

O veredito é de seu "biográfo", ninguém menos que Karl Marx. Em carta ao amigo Engels, escreveu o velho barbudo: “seria ultrapassar todos os limites querer apresentar como um novo Napoleão o mais covarde, brutal e miserável dos canalhas”.
O que teria levado Marx a esta impiedosa conclusão sobre o grande heroi latino-americano? Eis um trecho esclarecedor:
“Em direção a Valência, Bolívar deparou com o general espanhol Morales à frente de 200 soldados e cem milicianos. Ao ver dispersada sua guarda, Bolívar fez meia-volta com seu cavalo, fugiu a toda velocidade, passou por um vilarejo num galope desabalado, chegou à baía próxima e embarcou, ordenando a toda a esquadra que o seguisse e deixando seus companheiros em terra privados de qualquer auxílio. Piar, homem de cor, general conquistador das Guianas, que ameaçara levar Bolívar à corte marcial por deserção e covardia, não poupava de ironias o ‘Napoleão das Retiradas’. Bolívar aprovou um plano para se livrar dele. Sob falsas acusações de ter conspirado contra brancos, planejado um atentado contra Bolívar e aspirado ao poder supremo, Piar foi levado a julgamento por um conselho de guerra, condenado à morte e fuzilado em 16 de outubro de 1817.” (Continua).
Este é o guru do chavismo...

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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Sul Maravilha


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A Vale e o bolivarianismo de Lula

O bolivarianismo de Lula e do PT deixa de ser enrustido para se tornar cada vez mais explícito. Hoje o Pequeno Timoneiro voltou a criticar o presidente da Vale do Rio Doce, uma empresa privada que ele gostaria de reestatizar, isto é, apetralhar. É a mesma política do tirano Hugo Chávez, que hoje estatiza até botecos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira, 19, que a Vale está investindo US$ 380 milhões na Colômbia, "mas poderia investir muito mais". "Não adianta o presidente da Vale ficar sentado em sua cadeira no Rio de Janeiro. É preciso disputar cada milímetro", disse Lula durante encontro com o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na capital paulista. Lula afirmou ainda que "ouviu dizer" que há grandes reservas de carvão na Colômbia. (No Estadão).
A revista Veja detalha a estratégia montada por Lula para tentar reproduzir o cenário da última eleição, em que o candidato da oposição foi pintado como privatista e ele próprio como defensor do "patrimônio público":
O laboratório dessa estratégia foi um assombroso ataque desfechado contra a Vale. Desde sua privatização, em 1997, a mineradora multiplicou por seis seu valor de mercado, passou a pagar 1 000% a mais de impostos, criou 52 000 empregos diretos, tornando-se uma potência global, com atuação admirável em trinta países. A Vale, portanto, deixou de ser do estado para ser do Brasil. A reportagem mostra que, a despeito de tanto sucesso, o governo passou a bombardeá-la. Primeiro foram críticas veladas, que logo deram lugar a descomposturas diretas na atual direção da companhia. Na semana passada, a estratégia ficou clara. O bilionário Eike Batista seria usado para comprar ações da empresa em mãos privadas e, ao fim e ao cabo, revendê-las aos atuais sócios estatais da Vale, devolvendo sua gestão ao estado.
Fazendo curta uma longa história, a candidata do governo entraria, então, em 2010 com o formidável trunfo de ter resgatado a joia da coroa estatal entregue por FHC à perversa iniciativa privada. Entraria. Eike pulou fora. O plano, por enquanto, falhou. A débâcle dá chance para que uma questão tão complexamente vital para o progresso e o bem-estar de todos os brasileiros, como é o papel do estado na economia, escape de se ver reduzida na campanha presidencial de 2010 a um duelo tão simplista quanto falso entre a santa guerreira do estado e o dragão da maldade da iniciativa privada. É quase utópico. Mas todos ganhariam.
(Continua, para assinantes).

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Vem aí o encrenqueiro "Adolfinejad"


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domingo, 18 de outubro de 2009

Bobbio 100

O caríssimo chargista Sponholz me lembrou de uma homenagem ao filósofo italiano Norberto Bobbio, que faria 100 anos hoje, caso vivesse (morreu em 2004). Celso Lafer dedica a Bobbio um longo artigo no Estadão, "Paz e guerra no nosso século: as lições de Bobbio", privilegiando os estudos sobre a guerra.
Do filósofo de Turim, sempre me marcou a idéia que une o processo histórico a uma perspectiva darwiniana, e que já citei aqui várias vezes. Desculpem, citarei de novo:
A história é um labirinto. Acreditamos saber que existe uma saída, mas não sabemos onde está. Não havendo ninguém do lado de fora que nos possa indicá-la, devemos procurá-la nós mesmos. O que o labirinto ensina não é onde está a saída, mas quais são os caminhos que não levam a lugar algum.
Sobre o autor, escrevi "Bobbio e o labirinto da história". Este labirinto é meu epitáfio.

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O "idiota" Saramago

Tudo bem que ele diga que Deus não existe fora da cabeça das pessoas, mas prestar tributo, sempre, a ditadores socialistas, não o exime de cultivar uma crença tão dogmática quanto à de qualquer crente. Substitui um deus por outro.
A ideologia sempre emburrece.
Vade retro, Saramago!

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ONU, covil dos tiranos eleitos.

Os autoritários que ainda infernizam parte do mundo dominam a ONU, essa instituição infestada por esbirros que desprezam a democracia e as liberdades.
Relatório dessa ONG de tiranos foi aprovado, com ajuda do bolivarianismo enrustido do Grotão, igualando o Estado de Israel ao Hamas. Em poucas palavras, bota no mesmo patamar um Estado e um grupo de terroristas islâmicos.
A estupidez politicamente correta venceu.

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Crise da bolsa-miséria em Cuba

A revolução de Sierra Maestra, tão admirada por Chico Buarque, Frei Betto e outras celebridades do Grotão, instalou de fato o socialismo em Cuba. O fim da liberdade levou à igualdade na miséria, com o Estado garantindo a todo cidadão, mensalmente, o seguinte racionamento (desde 1962):
3,5 quilos de arroz
2,5 quilos de açúcar
meio quilo de feijão
230 gramas de azeite
10 ovos
460 gramas de frango
460 gramas de macarrão
115 gramas de café.
Ah, sim, todos têm direito a um pão diário.
Pois não é que até a bolsa-miséria está fazendo água no presídio dos irmãos Castro! É isto mesmo, "Cuba já não pode repartir a comida."

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sábado, 17 de outubro de 2009

O Rio das Olimpíadas


Preparando as Olimpíadas, Estado Oficial e Estado Paralelo se enfrentam.
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Bolivarianismo enrustido

Em editorial que vale a pena ler, o Estadão ataca o estatismo do governo Lula, cuja perigosa afinidade com a vizinhança autoritária é preocupante - bene, alguns blogueiros já vêm alertando para isto há muito tempo.
A crescente pressão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra a diretoria da Vale torna cada vez mais claro seu projeto de poder. Não lhe basta chefiar o Executivo da maior democracia latino-americana. Ele quer presidir também a maior empresa privada do Brasil - e tantas quantas ele considere necessárias para a consumação de seus objetivos. À primeira vista, seu projeto parece conduzir a uma reestatização, com apoio de pelo menos alguns partidos aliados e também de sindicatos e movimentos ditos sociais, mas não é essa, neste momento, a questão mais importante. Muito mais do que à ampliação das funções e dos poderes do Estado, as ações do presidente Lula visam ao fortalecimento do seu governo e à centralização de um conjunto importante de decisões econômicas. Centralização, nesse caso, tem sentido literal: concentração de poder no principal gabinete do Palácio do Planalto.
A tendência não é nova, mas ficou mais evidente a partir do agravamento da crise, quando o presidente Lula tentou intervir nas demissões da Embraer e da Vale. As pressões sobre a mineradora continuaram, depois, quando a empresa anunciou a redução temporária de seus investimentos. O presidente da República simplesmente cobrou explicações do chefe da empresa, como se estivesse tratando com um executivo sujeito a seu comando. O passo seguinte foi tentar obter o controle da empresa para demitir o presidente Roger Agnelli e determinar a pauta de investimentos. A tentativa só não deu certo, até agora, porque o Bradesco se recusou a vender as ações necessárias à formação de um novo bloco de controle. O jogo continua. Se der certo para o presidente, ele terá um estímulo a mais para intervir noutras empresas consideradas estratégicas.
A interferência do presidente já é explícita na administração da Petrobrás. Bem antes de se anunciar a descoberta do pré-sal, Lula tentou forçar a estatal a comprar equipamentos pesados de fornecedores nacionais. O plano só não foi adiante, há alguns anos, porque os velhos estaleiros não tiveram condições de atender a empresa. Mas as pressões voltaram e a legislação proposta para o pré-sal transforma a Petrobrás em instrumento de política industrial. Manobra semelhante - e mais audaciosa - ocorreu quando o presidente criticou a Vale, recentemente, por encomendar navios a um estaleiro chinês. No caso da Petrobrás, a subordinação ao Planalto será completada com a criação de uma estatal para comandar a exploração do pré-sal.
Esses fatos dão um novo sentido às investidas do governo, desde o início do primeiro mandato, contra a autonomia das agências de regulação, para sujeitá-las de forma irrestrita aos interesses políticos do Executivo. As agências foram concebidas para funcionar como órgãos de Estado, não de governo, mas o objetivo de Lula, obviamente, é fortalecer o governo, não o Estado.
Se derem certo as tentativas de enfraquecer o Tribunal de Contas e de afrouxar a Lei de Responsabilidade Fiscal - objetivo permanente de muitos prefeitos e governadores -, o poder de arbítrio do Executivo Federal aumentará tremendamente e os avanços institucionais iniciados nos anos 90 irão para o ralo. Resta a pergunta: para quem o presidente Lula prepara essa configuração de poder? A resposta parece clara: para si mesmo.
Se o seu sucessor for eleito por um partido de oposição, terá muita dificuldade para retomar a pauta de reformas inaugurada nos anos 90. Terá de enfrentar a resistência de um funcionalismo engordado e moldado segundo os interesses políticos do atual governo. Terá de enfrentar, além disso, a pressão de grupos articulados para movimentos de rua e para demonstrações de força. Para isso deverão servir o MST, sindicalistas cevados com dinheiro do contribuinte e a mais nova categoria de pelegos - dirigentes estudantis dispostos a declarar publicamente sua condição de estudantes profissionais sustentados pelo governo.
A moldura perfeita para este quadro é o conjunto, em torno do Brasil, formado por governos com evidente vocação autoritária, todos apoiados pela atual diplomacia brasileira, francamente intervencionista. Não se trata só dos governos de Venezuela, Equador e Bolívia. A recém-aprovada legislação argentina de controle dos meios de comunicação combina com essa tendência, até agora defendida como perfeitamente democrática pelo presidente Lula e por seus assessores. É uma afinidade cada vez mais clara e mais preocupante.

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Horário de inverno



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Grayling: a irracionalidade da fé.

O ativo filósofo inglês A. C. Grayling não tem nenhuma obra lançada no Brasil. A Gradiva, de Portugal, traduziu o seu O significado das coisas, do qual cito um trecho que, certamente, gerará discussão. Declaro, desde já, que estou de acordo com Grayling: a fé é irracional - justamente por não ser conhecimento, isto é, crença verdadeira e justificada.
A fé é a negação da razão. A razão é a faculdade de ajustar o julgamento à informação, depois de a pesar. A fé é acreditar mesmo mediante informação contrária. Søren Kierkegaard definiu a fé como o salto dado apesar de tudo, apesar do puro absurdo daquilo em que se pede que acreditemos. Quando as pessoas conseguem teimosamente escolher acreditar que o preto é branco, e são capazes, na sua certeza absoluta, de ir ao ponto de matar quem com elas não concordar, não há muita hipótese de discussão. "A Fé, a Fé fanática, uma vez aferrando-se a uma qualquer falsidade, abraça-a até à morte", diz Thomas Moore em "Veiled Prophet of Khorassan".
No ramo da filosofia denominado "epistemologia" — a teoria do conhecimento —, o conhecimento é definido como a crença simultaneamente verdadeira e justificada. Uma das teorias mais aceites descreve o conhecimento como uma relação existente entre um estado da mente e um facto. O conteúdo do estado mental consiste num juízo feito responsavelmente, e o facto é (por exemplo) uma disposição do mundo que, quando o juízo é verdadeiro, é o que o faz ser assim. A crença difere do conhecimento na medida em que, ao passo que o último é verificado pelos factos e depende da existência do tipo certo de relação entre a mente e o mundo, a primeira existe completamente e apenas na mente, não se baseando em nada do que existe no mundo. Em suma, é possível acreditar em qualquer coisa: que as galinhas têm dentes, que a relva é azul, e que as pessoas que não acreditam em nada disto são malévolas. É isto que torna tão sinistra a observação de Santo Agostinho: "a fé consiste em acreditar no que não se vê; a recompensa da fé consiste em ver aquilo em que se acredita" — se se consegue acreditar em tudo, consegue "ver-se" tudo — e, por conseguinte, é possível sentir-se no direito de fazer o que quer que seja: viver como um patriarca do Antigo Testamento, o que é idiota, ou mesmo matar outro ser humano, o que é vil. (Continua).

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Prisioneira da tirania cubana



Yoani Sánchez acaba de receber mais um prêmio, desta vez da Universidade de Colúmbia. Como sempre, os déspotas cubanos não permitiram que viajasse para recebê-lo. Duvido também que a liberem para vir ao lançamento de seu livro no Brasil. Lula e o PT são admiradores de Fidel Castro e nada farão por ela.


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sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Quem tem medo do TSE?


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Eu também gostaria de ouvir...

Se em Belo Horizonte estivesse, não perderia amanhã (dia 17) o Concerto III (violão e música de câmara) da Mostra de Música Contemporânea "Eu gostaria de ouvir". A noite será do maestro Sérgio Canedo, meu amigo, e de outros músicos que apresentarão suas obras. Como estou em Floripa, ouvirei apenas o som da cansativa chuva. (Clique para ampliar).

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Evolução e religiões

Bom artigo do geneticista Sergio Danilo Pena (UFMG) sobre a posição anticientífica de algumas vertentes religiosas. Aí vai um aperitivo:
O que considero necessário não é a ciência da evolução se modificar com o objetivo de se tornar palatável para algumas crenças religiosas. O importante é que as religiões adaptem suas doutrinas para lidar com a realidade da evolução, assim como tiveram de se adaptar à teoria heliocêntrica do Sistema Solar 500 anos atrás.
É absolutamente incontestável o fato da evolução. Não se trata de uma simples teoria da evolução. Dados paleontológicos, geológicos e fisiológicos já forneceram ampla evidência da origem única da vida na Terra e de sua evolução progressiva para formar as milhões de espécies de animais e plantas que aqui habitam. Mas a genômica comparada foi a cereja no topo do sorvete, o elemento que nos deu a prova final da verdade incontestável da evolução. (Continua).

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Os herois


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Há juízes no Grotão?

Em Berlim, pelo menos, havia juízes. Aqui, não se sabe. Lula em plena campanha com Dilmona, viajando pelo Nordeste às custas do nosso dinheiro, não chama a atenção do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)?
Será que aquilo lá é mesmo um elefante branco?
No Estadão, um trecho da pouca vergonha promovida nas barbas da lei:
Arrimo da candidatura Dilma Rousseff, o presidente Lula retomou as excursões eleitorais com a ministra, interrompidas pelo tratamento a que ela se submetia. O objetivo imediato é reverter a sua estagnação nas recentes pesquisas de intenção de voto. A pré-candidata precisa aparecer nos telejornais não só ao lado de seu mentor, mas em situações que tenham "cheiro de povo", impregnadas do calor humano ausente dos eventos palacianos em Brasília. Isso parece explicar também as cenas de religiosidade explícita que ela vem protagonizando, em cultos evangélicos em São Paulo, na Igreja do Senhor do Bonfim, em Salvador, ou, ainda, na festa do Círio de Nazaré, em Belém.
Para o reinício da campanha, Lula inventou um giro de três dias para "vistoriar" as obras de transposição do Rio São Francisco ? por sinal, o mais controvertido empreendimento do País ?, o que lhe permitiu percorrer o território eleitoralmente seguro dos sertões de Minas, Bahia e Pernambuco, com pernoites em acampamentos, como dizem seus assessores, à maneira de Juscelino Kubitschek ao tempo da construção de Brasília. Entre uma "inspeção" e outra, uma confraternização e outra, um discurso e outro, tudo o que se prestar à humanização da figura da ministra deve ser aproveitado. Pouco importa o caráter postiço, quando não o ridículo, da oportunidade fabricada, como a fingida pescaria da dupla às margens do São Francisco, na região de Pirapora (cidade mineira excluída do tour por ter um prefeito do DEM).

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Floripa, cidade do futuro?

É o que diz o jornal italiano Corriere della Sera, que inclui Florianópolis na sua lista. Diz a reportagem que a "Ilha da Magia", felizmente, não tem nada a ver com a coisa. Quanto às praias, estão à altura das caribenhas. É o Brasil, diz a repórter, mas a fisionomia dos habitantes é familiar (45 por cento da população do Estado descende de italianos). Aqui não vale nenhum dos clichês atribuídos ao Grotão: a criminalidade ainda não se compara à dos grandes centros. Como essa joia, indaga-se a jornalista, ficou tanto tempo desconhecida?
Bene, para se tornar, de fato, uma das cidades do futuro, Floripa necessita de melhores administradores. Miseravelmente, os que aqui reinaram tiveram pouca visão. E os que aí estão têm visão tão curta quanto os antepassados.
De minha parte, faria licitação internacional para contratar um grande administrador (um CEO, vá lá) como prefeito. Os que passaram e passam pelas urnas não estão à altura do posto - resumindo:não o merecem. Ponto.

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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Contra a racialização

Blog novo na rede, dedicado a um tema importantíssimo: a luta contra a política de dividir o Brasil em raças. Já fiz vários posts aqui contra essa política e contra a ultrapassada noção de "raça", insustentável do ponto de vista científico. Pigmentação da pele é coisa secundária. João Ubaldo tem razão: quem tem raça é cachorro.
Manifesto do Contra a racialização do Brasil: Somos um grupo contra o racismo e a racializaçao do País, composto por sociólogos, antropólogos, juristas, médicos, biólogos, historiadores e líderes de movimentos sociais. A diversidade de opiniões e de visões de mundo é evidente. Em comum um sentimento: o Brasil é uma nação sobretudo de brasileiros, independemente de sexo, religião, cor da pele, da aparência e da ancestralidade.
Já vai para os links. Ah, sim, racismo não passa de preconceito.

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Lei do Abate para "Adolfinejad"!

Estou com o ministro e não abro:
O ministro Flávio Bierrenbach, do Superior Tribunal Militar declarou que o presidente porralouca do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, que visita o Brasil em 23 de novembro, “tinha de ser proibido de atravessar o espaço aéreo brasileiro e se atravessasse, teria de se autorizar o emprego da Lei do Abate.”
Bierrenbach, que se aposenta nesta sexta-feira (16), disse ao jornalista Eurico Batista, do site Consultor Jurídico, que “o convite feito pelo Brasil ao presidente do Irã é uma bofetada na memória da Força Expedicionária Brasileira, que foi para a Europa lutar contra o nazismo”. (Continua).

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Nassif é condenado a pagar indenização

O chapa-branca Luís Nassif, do portal igualmente chapa-branca Ig, foi condenado pela Justiça a pagar indenização ao redator-chefe da revista Veja, Mário Sabino, por danos morais.
Toma, linguarudo!

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Os milionários da Petrobras

A Monstrobras pagará ao conselho de administração, integrado pelos militantes petistas Dilma Rousseff, Guido Mantega e Sergio Gabrielli (o presidente da mais "soviética" das estatais brasileiras), mais de oito milhões de reais no periodo de um ano. Marajá é pária perto da "burguesia" estatal e dos novos ricos lulistas...
TRECHOS DA ATA DE ABRIL/09: "Foram reeleitos como membros do Conselho de Administração da Companhia, na forma do voto da União, com mandato de 1 (um) ano, permitida a reeleição, a Senhora Dilma Vana Rousseff, brasileira, natural da cidade de Belo Horizonte (MG), divorciada e economista e os Senhores Guido Mantega, brasileiro, natural de Gênova, Itália, casado e economista; Silas Rondeau Cavalcante Silva, brasileiro, natural da cidade de Barra da Corda (MA), casado e engenheiro; José Sergio Gabrielli de Azevedo, brasileiro, natural da cidade de Salvador (BA), divorciado e economista; Francisco Roberto de Albuquerque, brasileiro, natural da cidade de São Paulo, casado e General de Exército Reformado; e Luciano Galvão Coutinho, brasileiro, natural da cidade de Recife (PE), divorciado e economista.
Pelo voto da maioria dos acionistas presentes, em conformidade com o voto da representante da União, foi aprovada a fixação da remuneração global a ser paga aos administradores da Petrobras em R$ 8.266.600,00 (oito milhões, duzentos e sessenta e seis mil e seiscentos reais), no período compreendido entre abril de 2009 e março de 2010, aí incluídos: honorários mensais, gratificação de férias, gratificação natalina (13º salário), participação nos lucros e resultados; passagens aéreas, previdência privada complementar, e auxílio moradia, nos termos do Decreto nº 3.255, de 19.11.1999, mantendo-se os honorários no mesmo valor nominal praticado no mês precedente à AGO de 2009, vedado expressamente o repasse aos respectivos honorários de quaisquer benefícios que, eventualmente, vierem a ser concedidos aos empregados da empresa, por ocasião da formalização do Acordo Coletivo de Trabalho – ACT na sua respectiva data-base de 2009."
Confiram aqui. (Agradeço ao leitor DD, que passou a dica).
P.S.: vale lembrar que Dilma e Mantega também recebem salário como ministros do governo e Luciano Coutinho, como presidente do BNDES. Silas Rondeau é o ex-ministro das Minas e Energia (turma do Sarney) - aquele mesmo investigado pela PF...

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quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Dia do Professor no Grotão


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Lula já recebeu seu imposto de renda

Foi um dos primeiros, aliás. O governo escarnece dos cidadãos brasileiros.
O governo federal aplicou o calote na restituição do Imposto de Renda em cerca de 2 milhões de brasileiros, que só verão o dinheiro em 2010, mas entre os prejudicados não está o portador do CPF 070.680.938-XX. Trata-se de Luiz Inácio Lula da Silva, que recebeu sua restituição já no lote número 1, paga em 15 de junho passado. A restituição foi creditada em sua conta corrente, na agência 4883 do Banco do Brasil. (Fonte: aqui).

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Cassel, o ministro do MST.

A Cáritas, entidade ligada à Igreja Católica, desmente o ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel: tem, sim, ligação com essa organização criminosa. Cassel talvez não saiba, mas é um mero preposto do "exército" de Pol Pot Stédile.
Em depoimento ontem à Comissão de Agricultura do Senado, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, rebateu levantamento realizado pelo Contas Abertas, apresentado pela senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), que aponta repasses de órgãos do governo federal a entidades ligadas ao Movimentos dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Segundo Cassel, no levantamento constam “coisas que são ridículas”, como a insinuação de que a entidade Cáritas, integrante da rede de Igreja Católica, teria ligação com o MST. No entanto, ao contrário do que disse o ministro, a entidade – que recebe recursos públicos – desenvolve ações sociais em assentamentos e também já se manifestou, por meio de carta de solidariedade assinada pela secretária-executiva da instituição em Minas Gerais, Valquíria Alves Smith Lima, a favor de uma ocupação do MST à sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em Belo Horizonte.(Continua).

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Culto à personalidade

Ditadores comunistas, fascistas e nazistas sempre incentivaram - e incentivam - o culto à personalidade. Lula faz o mesmo por aqui, agora com o filme sobre sua vida, que será distribuído a preço de banana (como não há lanche grátis, nós é que pagamos a conta desse descalabro). As manobras abaixo nada ficam a dever ao baixinho da Coreia do Norte, Kim Il Sung. E são mais uma prova de que o Tribunal Superior Eleitoral é um elefante branco.
Por Renata Lo Prete, na Folha. Em reunião ontem na sede da Força Sindical, representantes de 30 sindicatos de São Paulo e os irmãos Fábio e Paula Barreto, respectivamente diretor e produtora do filme "Lula, o Filho do Brasil", definiram que o ingresso da cinebiografia do presidente custará R$ 5 para filiados que fizerem compra antecipada até 20 de dezembro. A partir de 1º de janeiro, data da estreia nos cinemas, a apresentação da carteira do sindicato dará direito a meia-entrada (por volta de R$ 7, a depender da sala e do dia da semana).Fábio Barreto disse que o plano de distribuição visa transformar o filme no mais visto do país. Para o pré-lançamento na Força, em 20 de novembro, a central convidou Dilma Rousseff, que ainda não deu resposta.
Escala.
Também o DVD de "Lula, o Filho do Brasil" terá preço especial. Segundo Fábio Barreto, chegará à lojas por R$ 10 (contra os cerca de R$ 35 habituais de títulos novos). E a data de lançamento não será fortuita: 1º de maio.
Matinê.
Lula, que hoje inicia por Pernambuco uma visita de três dias às obras de transposição do rio São Francisco, já marcou nova visita ao Estado. Será em 14 de novembro, para pré-estreia em Olinda do filme sobre sua vida.

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Chile não dá colher de chá a arruaceiros

Antes que a coisa se transforme em algo parecido com a situação na Bolívia, onde o governo insuflou os indígenas contra as propriedades privadas, o Chile dá um basta às arruaças da "ideologia indigenista" fomentada na vizinhança por Chávez, Evo Morales e a "idiotia latino-americana" em geral.
Na Folha: O governo do Chile anunciou ontem que evocará lei antiterrorismo criada na ditadura de Augusto Pinochet (1973-90) para enquadrar os autores de ações violentas ocorridas nas últimas semanas e atribuídas aos índios mapuches no sul do país.A medida sucede o recrudescimento de conflitos indígenas na região.
Os mapuches, maior grupo indígena chileno -1 milhão de pessoas-, reivindicam direito ancestral a terras sob propriedade privada. Sem atribuir os crimes explicitamente aos mapuches, o ministro do Interior, Patricio Rosende, disse que irá recorrer ao dispositivo que prevê penas três vezes mais duras para "perseguir esses grupos cujo único objetivo é causar desordem na região". A ONU recentemente exortou o Chile a não evocar a lei, alegando que ela "tem sido aplicada sobretudo contra os mapuches".

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terça-feira, 13 de outubro de 2009

Psiu!


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O fracasso dos assentamentos

O dado é assustador: quase 40 por cento dos assentados vive na miséria, não produzindo nem para o próprio sustento na terra ganha do Estado. E o "exército" de Pol Pot Stédile ainda invade e depreda fazendas produtivas...
Ninguém sobrevive só com enxada - esse instrumento símbolo da retrógrada Pastoral da Terra.
Pesquisa sobre assentamentos rurais encomendada pela CNA (Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil) ao Ibope mostra que a maioria dos assentados (37%) tem renda familiar de um salário mínimo. Ainda de acordo com o levantamento, 35% têm renda entre um e dois salários mínimos e 26% tem renda de mais de dois salários mínimos. Segundo o Ibope, 1% dos assentados não respondeu à pesquisa. (Continua).

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Vade retro, Temporão!

O ministro da Saúde quer garfar o bolso do contribuinte com novo imposto. Cai fora, ministro, já pagamos taxas suecas para serviços etíopes.
Para o gigantesco monstro estatal, nem mais um centavo!

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A miséria do subjetivismo

O subjetivismo, essa forma exacerbada de relativismo, não pode deixar de lado a tão odiada objetividade, como pensam alguns incautos, principalmente na área de comunicação e jornalismo - onde subjetividade tende a ser um termo-chave.
Como é evidente, se for tudo muito subjectivo, a afirmação de que tudo é muito subjectivo é talvez também muito subjectiva, e se for muito subjectiva, pode perfeitamente ser falsa para muitas pessoas; e quem aceita que é verdadeira não pode dizer que essas pessoas não têm razão. A afirmação é, pois, claramente auto-refutante. Mas, além deste problema elementar, é a própria noção de subjectividade que está envolta em confusão, como vimos. Não parece possível encontrar qualquer noção de subjectividade que não tenha como pano de fundo a objectividade — o que exclui a possibilidade do subjectivismo global. Por outro lado, a ideia de que as preferências das pessoas são todas igualmente defensáveis e todas igualmente razoáveis é pura e simplesmente falsa; umas preferências são melhores, outras são piores. O que não temos é um algoritmo que nos permita decidir as coisas, nem podemos reduzir a nossa avaliação racional a meia dúzia de preceitos geométricos ou lógicos. Mas não há qualquer razão para pensar que essa é uma boa concepção da racionalidade, e há boas razões para pensar que essa é uma concepção falsa — e empobrecedora — da racionalidade. (O texto é de Desidério Murcho e pode ser lido na íntegra aqui).

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segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Os primeiros terroristas

Bernard Lewis, professor emérito de Princeton, desvendeu a origem dos "assassinos". Não por acaso, entre seitas religiosas islâmicas, que infernizam o mundo contemporâneo. Lewis não dá colher de chá aos islâmicos. Aliás, nenhuma seita religiosa merece colher de chá. E muito menos os assassinos singulares protegidos no Grotão como "vítimas" da sociedade pelo esquerdismo reinante.
Foi no Irã, por volta do século X, que surgiram os 'Assassinos', seita de radicais dispostos a dar a própria vida em nome da restauração da unidade do islã - abalada desde a morte do profeta Maomé. Os membros desse grupo xiita eram ismaelitas treinados para matar inimigos e morrer logo após o cumprimento da tarefa, podendo assim alcançar o Paraíso. O uso sistemático de assassinatos com motivação política fez dos 'Assassinos' os primeiros terroristas da história, com doutrinas que certamente influenciaram a cultura islâmica, mesmo após seu súbito desaparecimento. (Veja na seção Livros, ao lado).

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Problema na pia do hotel, é?


Lula em Estocolmo: o que será que aconteceu?


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Genética confirma Darwin

Apesar do criacionismo obscurantista, inimigo da teoria da evolução, as ciências cada vez mais confirmam que as idéias centrais de Darwin eram corretas. O geneticista inglês Steve Jones afirma, em entrevista ao Estadão, que o Projeto Genoma também corrobora Darwin. São evidências que faltam aos que interpretam o Gênesis bíblico como livro de ciência. É grotesco pensar que um texto escrito por gente que não tinha um décimo das informações que qualquer pessoa comum hoje dispõe tenha algo a dizer ao mundo moderno. Ah, a carochinha criacionista...
Nos 200 anos de Charles Darwin e 150 de sua obra maior, A Origem das Espécies, uma espécie tem prevalecido no ambiente editorial: os livros que defendem a Teoria da Evolução não apenas como teoria, mas como um conjunto de hipóteses que vêm sobrevivendo aos mais duros testes experimentais. Como dizem os cientistas, há um "corpo de evidências" cada vez maior em favor do argumento central de Darwin, o de que as espécies sofrem mutações e assim se formam a partir de ancestrais comuns. O sequenciamento do código genético, em projetos como o Genoma, é o mais recente responsável por esse acúmulo de provas. Ninguém melhor para explicar isso do que um geneticista, o inglês Steve Jones, autor de A Ilha de Darwin (Record, 376 págs., R$ 57, tradução de Janaína Castilho).
Jones, entrevistado por telefone pelo Estado na semana passada, mostra como é falsa a noção de que Darwin fez sua viagem juvenil pelo Beagle e depois se fechou em casa, no subúrbio de Londres, e adiou até onde possível a publicação de suas ideias sobre variação e seleção natural. Na realidade, Darwin, apesar dos problemas de enjoo, continuou a viajar e estudar os mais diversos tipos de espécies - de cracas a pombos, de vermes a cachorros, de orquídeas a macacos. "Em seus 40 anos na Down House, passou 2 mil noites fora de casa - o equivalente a um dia por semana", escreve Jones. Ele queria, afinal, coletar o máximo possível de evidências antes de publicar sua teoria.

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