quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Um cuecão limpo para todos em 2010

Para todos, não. Os lulopetistas que continuem fazendo a única coisa que sabem fazer bem: encher suas cuecas sujas com dinheiro público. Aos demais, cidadãos decentes e defensores da democracia, um feliz 2010!

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Dilmalévola e a crise militar

Reinaldão faz uma boa análise sobre a crise militar gerada pelos ex-terroristas que hoje estão no governo, a começar por Dilmaligna, aquela que mentiu várias vezes ao dizer que é doutora e demonstra ser capaz de qualquer coisa para se manter no poder. Aqui vai um trecho:
O governo vive, a despeito das negativas, uma crise militar. Que é muito mais grave do que se nota à primeira vista. Ela foi originalmente pensada nas mentes travessas de Tarso Genro, ministro da Justiça, e Paulo Vanucchi, titular da Secretaria Nacional de Direitos Humanos. Mas tomou consistência e corpo nos cérebros não menos temerários da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), candidata do PT à Presidência, e de Franklin Martins, ministro da Comunicação Social, hoje e cada vez mais o Rasputin deste rascunho de czarina que pretende suceder Lula.
O imbróglio não deixa de ser um ensaio geral do que pode ser um governo Dilma. Se vocês acham que a ópera, com o tenor Lula, tem lá seus flertes com o desastre, vocês ainda não sabem do que é capaz a soprano. A crise atual mistura temperamento macunaímico, sordidez e trapaça. Dilma, Franklin e Vanucchi, a turma da pesada que, no passado, optou pelo terrorismo e hoje ocupa posições no alto e no altíssimo escalões da República resolveu dar um beiço nos três comandantes militares. O tiro, tudo indica, saiu pela culatra. E sobrou uma lição aos soldados. Vamos devagar. (
Continua).
Leiam também o editorial do Estadão contra o revanchismo: "Brincando com fogo". Destaco um trecho: A reação dos comandantes militares à tentativa, mais uma vez patrocinada pelo ministro de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, de revogar a Lei da Anistia foi enérgica e recebeu inteiro apoio do ministro da Defesa, Nelson Jobim, que há tempos vem tentando conter as iniciativas revanchistas de Vannuchi e do ministro da Justiça, Tarso Genro.
As pessoas pouco afeitas aos fatos ligados à repressão política, durante os governos militares, e que somente tomem conhecimento das iniciativas daquela dupla de ministros certamente terão a impressão de que os quartéis, na atualidade, estão cheios de torturadores e as Forças Armadas são dirigidas por liberticidas. Nada mais falso.

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quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Futebol never more

Pisei uma vez, há mais de 30 anos, num estádio de futebol. Jamais pisarei de novo. Estádios são antros para fanáticos, beberrões et caterva. E ainda tem a cartolagem vitalícia e corrupta que manda nos times.
Cá pra nós, nunca achei muita graça em ver essa marmanjada correndo atrás de uma bolinha de couro e se esfregando na hora do gol.
Agora começam a punir os truculentos homicidas que provocam arruaças, mas é pouco.
Por mim, poderiam fechar essas porcarias caça-níqueis, assim como as igrejas caça-níqueis, igualmente antros de fanáticos e corruptos.
Se o povo brasileiro se interessasse mais por política do que por futebol, isto aqui não seria o Grotão que é.
E que venham as reclamações. Minha confissão certamente será uma afronta aos brasileiros. Mas o diabo que me livre de gente que tem o futebol por único assunto. Vade retro! Que nem me convidem para uma cerveja.

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2010 no Grotão lulista


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terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Os candidatos de cara limpa


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Paulista é porco?

Atentem para a ambígua frase de Lula, que fez inaugurações hoje em São Paulo:
"Nós não fazemos distinção de que partido é o prefeito e o governador. [...] Você não pode deixar de dar comida para um porco porque você não gosta do dono do porco", disse o presidente durante discurso. Segundo ele, o projeto das UPAs receberá investimentos de R$ 1 bilhão no estado de São Paulo no ano de 2010. O projeto, iniciado pelo Rio de Janeiro, deverá em breve se espalhar para outras regiões do país.

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Caça às bruxas no Irã

A teocracia iraniana continua descendo o sarrafo em quem se manifesta nas ruas e começou nova onda de prisões de figuras ligadas à oposição. Até parentes de ativistas são perseguidos pela ditadura apoiada por Chávez e Lula - esses baluartes da democracia mundial.
E "Adolfinejad", como sempre, acusa o Ocidente de insuflar os manifestantes.
Cara e olhos de maluco não lhe faltam.

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segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Antiliberais abriram caminho a Hitler e Stálin

Aqui vai uma citação retirada do livro Passado Imperfeito. Um olhar crítico sobre a intelectualidade francesa no pós-guerra, do historiador inglês Tony Judt (ver barra ao lado):
A primeira tarefa dos intelectuais que entenderam o perigo totalitário (de esquerda ou de direita) não é "aderir" a uma espécie de antifascismo, mas atacar o tipo de pensamento a partir do qual crescem, forçosamente, tanto o fascismo quanto o stalinismo. Qual seja, o pensamento liberal.
A frase é de Denis de Rougemont, no Journal d´une époque, em artigo de 1938. É típica de uma certa cegueira dos anos 30, radicalmente contrária ao pensamento liberal (e não só na França).
O que veio depois? O nazismo, o fascismo e o comunismo - não por coincidência, todos antiliberais, isto é, contra o individualismo, a democracia ("burguesa") e o regime parlamentar. Essa rejeição uniu esquerda e direita, que viam no liberalismo o inimigo real.
O mundo pagou caro, como se sabe. E continuará pagando, principalmente na América Latina, que nunca teve liberalismo, mas atribui todos os males de seu eterno autoritarismo patrimonialista a um suposto pensamento liberal.
Quem confunde ideologia com análise da realidade não é perigoso apenas para si próprio.
A história demonstra: aqui se faz, aqui se paga.
Feliz Ano Velho, latino-americanos.

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Os que saíram da m*


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Todos contra o banditismo do MST


Não deve passar despercebida a reportagem sobre o MST publicada pela Veja na semana passada. O fato é que ninguém mais tolera o banditismo desse "movimento social" criado pela banda podre da Igreja católica (cevada na "Teologia da Libertação") e chefiado por João Pedro Stédile, um candidato a Pol Pot brasileiro (Pol Pot, lembre-se, foi o genocida cambojano que matou metade da população do país na utopia regressiva de um "retorno ao campo"). Basta dizer que até o Senado, afogado em escândalos, conta com mais simpatia da população que as violentas hordas de "sem-terra". O que se espera é que a lei deixe de ser leniente com esses inimigos do Estado de Direito.
Uma história de 25 anos de banditismo e vandalismo transformou o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em uma das instituições mais repudiadas do país. Até a Câmara dos Deputados e o Senado, que vivem imersos em escândalos, contam com mais simpatia da sociedade. A primeira palavra que a população associa à sigla MST é "invasão", um crime tipificado no Código Penal. A segunda é "violência". A devastação da imagem da organização foi comprovada em uma pesquisa realizada em novembro pelo Ibope Inteligência. O trabalho foi encomendado pela Confederação Nacional da Agricultura (CNA), para verificar o apoio popular à CPI do MST, instalada no Congresso para apurar delitos atribuídos à entidade. Constatou-se que, para a maioria dos brasileiros, o MST prejudica o desenvolvimento social, a economia, o emprego, os investimentos e mancha a imagem do Brasil no exterior. As respostas dadas por 2 000 pessoas às 32 perguntas do questionário transmitem uma mensagem clara: os cidadãos do país querem ordem e paz, e culpam os sem-terra pelos confrontos no campo. Nada menos que 54% atribuem os conflitos agrários ao MST.
A repulsa ao movimento não significa que a população não apoie algum tipo de reforma agrária. Ao contrário, os brasileiros a endossam. Acreditam, porém, que o MST se desviou desse objetivo. Para 66% das pessoas ouvidas, suas invasões de terra não visam a assentar famílias, mas apenas a pressionar o governo. Para uma parcela semelhante, os líderes da organização estão menos interessados em beneficiar as hordas de sem-terra do que em usá-las para aumentar seu cacife político. Os brasileiros creem que essa estratégia tem dado resultado. A maioria dos entrevistados afirma saber que o governo repassa dinheiro ao MST, e um terço deles diz que esses recursos financiam as invasões. Segundo o instituto, 19% acreditam que o movimento está vinculado ao PT. Outros cinco partidos também são mencionados, mas cada um deles por apenas 1% dos entrevistados.
A pesquisa mostra que a população condena de forma veemente os métodos empregados pelo MST. Setenta e oito por cento dizem que as invasões são a principal forma de atuação da entidade, e beira a unanimidade a parcela que considera essa prática criminosa. Não é por outro motivo que 72% são favoráveis a que o governo use a polícia para retirar os sem-terra das fazendas invadidas e 61% aprovam que essas ações sejam realizadas mesmo em casos nos quais há risco de enfrentamento. Sessenta e nove por cento dos entrevistados afirmam que os fazendeiros não têm direito de portar armas para se defender de sem-terras. Apenas 4% declaram que apelariam para seus próprios meios para expulsá-los, caso tivessem fazendas invadidas. A enorme maioria preferiria esperar que a Justiça lhe devolvesse as terras.
Fundado em 1984, o MST foi alinhavado uma década antes na barra das batinas de bispos da Teologia da Libertação, uma aberração que tentou enxertar marxismo na doutrina católica. Seus adeptos fundaram a Comissão Pastoral da Terra e abrigaram sob esse teto os radicais que, depois, formariam o grupo de baderneiros. Uma vez independente, o MST adotou integralmente a cartilha maoista. Em 1990, saiu do anonimato quando um de seus integrantes degolou um policial com uma foice, em Porto Alegre. Consolidou sua fama em 1996, ao sacrificar dezenove de seus membros em um confronto com a polícia paraense, em Eldorado dos Carajás. No ano seguinte, marchou sobre Brasília, para demonstrar sua força. Seus líderes mantêm o MST na informalidade - ele não é constituído como entidade jurídica -, para que o movimento se mantenha o máximo possível fora do alcance da Justiça e, assim, possa continuar a promover invasões e depredações. No entanto, ao semear o pavor no campo, os sem-terra vêm colhendo a ojeriza dos cidadãos de bem, como comprova a pesquisa do Ibope Inteligência.(Mais informações aqui).

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domingo, 27 de dezembro de 2009

O Chile vai bem, obrigado.

O episódio mais marcante das recentes eleições presidenciais no Chile, absolutamente ignorado pelos colunistas políticos e a imprensa brasileira em geral, foi a derrota de Marco Enríquez-Ominami, candidato da "esquerda bananeira", muito próxima do fascismo bolivariano de Chávez.
Os chilenos parecem, de fato, estar livres da idiotia ideológica que contamina a América Latina.
Leiam a interessante análise de Carlos Alberto Montaner.

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sábado, 26 de dezembro de 2009

Eis o Brasil da ideologia racialista

A biologia já comprovou que não existem "raças", mas o racismo é uma ideologia velha, rançosa e persistente. Com a nefasta contribuição dos governantes do Acampamento Brasil:
Nove meses depois de o STF (Supremo Tribunal Federal) confirmar a demarcação contínua da reserva indígena Raposa/Serra do Sol, em Roraima, a tensão persiste na região. A Folha visitou o local, de 1,7 milhão de hectares, e atestou que parte dos cerca de 18 mil a 20 mil índios que a habitam reclama agora da presença de 20 a 30 não índios que, por serem casados com índias, ganharam do Judiciário um "visto" para permanecer dentro da reserva. (Continua).
Com a palavra, a ratatulha de acadêmicos antropólogos, indigenistas et caterva. As divindades do Judiciário já falaram. O resultado aí está.

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Haja raticida em 2010!


A urna é eletrônica, mas a "luleptospirose", não.

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Ai, ai, 2010...


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Lula e o Natal da demagogia populista.

Festinha de Natal com catadores e a língua solta do Pequeno Timoneiro prenunciam o que vai rolar na campanha do próximo ano. Já estou renovando o estoque de saquinhos...
É Natal, bimbalham os sinos e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se fantasia de Papai Noel dos pobres, distribuindo bondades a catadores de material usado e a moradores de rua. Ele aproveita a ocasião, como era previsível, para falar mal do bicho-papão de sempre, o rico insensível e egoísta. A festa natalina inclui - por que não? - uma breve malhação de Judas. Afinal, não há populismo sem a lembrança permanente de um inimigo do povo. Mas é hora de alegria. Desta vez o saco de bondades traz um incentivo fiscal para as empresas compradoras de resíduos, a promessa de habitações e uma ampliação do Bolsa-Família para moradores de rua. Os presentes são anunciados num discurso com farto conteúdo eleitoral. A cena prenuncia o estilo da campanha dos próximos meses.(Leiam "Papai Noel de comício", no Estadão).

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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Soneto de Natal

Um homem, — era aquela noite amiga,
Noite cristã, berço do Nazareno, —
Ao relembrar os dias de pequeno,
E a viva dança, e a lépida cantiga,

Quis transportar ao verso doce e ameno
As sensações da sua idade antiga,
Naquela mesma velha noite amiga,
Noite cristã, berço do Nazareno.

Escolheu o soneto... A folha branca
Pede-lhe a inspiração; mas, frouxa e manca,
A pena não acode ao gesto seu.

E, em vão lutando contra o metro adverso,
Só lhe saiu este pequeno verso:
"Mudaria o Natal ou mudei eu?"

(Poema de Machado de Assis, extraído do livro "Poesias Completas - Ocidentais", 1901, pág. s/nº).
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Fepese divulga nome de suposto plagiador

Demorou, mas, enfim, a Fepese (Fundação de Estudos e Pesquisas Sócio-econômicos) divulgou o nome do professor do Curso de Jornalismo da UFSC que, supostamente, plagiou questões de concurso público realizado pela Assembléia Legislativa e posteriormente anulado.
Anteriormente, o presidente da fundação, Guilherme Júlio da Silva, havia dito que "o culpado" era um "renomado" professor do curso, mas não declinara o nome. Com essa manobra, jogou suspeitas sobre todos os professores do Jornalismo. Ora, a grande culpada é a instituição que ele dirige.
Ao aluno ou ex-aluno - um tal de "Toco" - que insinuou no Orkut que eu seria o responsável pelo plágio, desejo que seja menos linguarudo em 2010. A língua solta pode lhe render um processo futuramente.
Quanto ao diretor da Fepese, merece, sim, um bom processo por parte de todos os professores - que deveriam ser por ele indenizados. (Leia aqui).

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terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Nos EUA, Lula já era.

O Pequeno Timoneiro e seu desastrado assessor para assuntos cucarachos, o bolivariano Marco Aurélio Garcia, já são malvistos por Obama (que dificilmente visitará o Acampamento em 2010), pelo Congresso e pela imprensa. Aliás, a hostilidade é mal disfarçada.
Em poucas palavras, Lula não é mais "o cara".

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Rapinagem estatal bate recorde

O Estado enche os cofres às custas da sociedade, que nada verá daquilo que lhe foi tirado. Nada de hospitais, nada de escolas, nada de estradas. Nada de novo. Os corruptos à sombra do monstrengo já esfregam as mãos.
A arrecadação de impostos e contribuições federais no mês de novembro, que atingiu R$ 72,09 bilhões, foi o melhor resultado mensal deste ano e bateu recorde para meses de novembro, de acordo com a Receita Federal do Brasil.
O número corresponde a um aumento real (a preços corrigidos pelo IPCA) de 26,39% em relação a novembro do ano passado e de 4,41% em comparação a outubro de 2009.
Do total arrecadado em novembro, R$ 66,697 bilhões referem-se a impostos e contribuições administrados pela Receita Federal e R$ 5,393 bilhões correspondem a demais receitas, taxas e contribuições controladas por outros órgãos.

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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Lula não está nem aí para o STF

Cada vez mais o Pequeno Timoneiro demonstra o desprezo que tem pelos outros poderes. É pragmático nas decisões, em geral, porque a realidade o impõe, mas sua alma é totalitária desde sempre. Se pudesse, já teria instalado aqui uma das ditaduras mais ferozes da América Latina. Não é à toa que recomendou, certa vez, que não acordassem o demônio que dorme dentro dele (se necessário, disse então, fecharia o Congresso). Lula não mudou, não:
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não quis comentar se irá ou não extraditar o ex-ativista italiano Cesare Battisti, mas reagiu com firmeza aos questionamentos sobre como analisava a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). "Não me importo com o que disse o STF. Ele teve a chance de fazer e fez. Eu não dei palpite", afirmou. "A decisão é minha. Tomo a decisão que for melhor para o País. Até lá não tenho o que comentar." (Continua).

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domingo, 20 de dezembro de 2009

Do Papai Noel para o Pequeno Timoneiro



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sábado, 19 de dezembro de 2009

A Confecom dos antidemocratas

O resultado da Confecom dos pelegos e chapas-brancas não poderia ser outro: fechou apelando para o controle da imprensa. Essa gente ainda tem os quatro pés enterrados nos anos 80. Na Veja desta semana:
Não se pode dizer que ela foi de todo inútil. A 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), realizada em Brasília sob o patrocínio do governo federal, serviu para mostrar a cara da imprensa com que sonham os representantes formais da esquerda no Brasil. E a cara é de arrepiar. Formada por representantes do governo, sindicalistas e ONGs ligadas ao PT, PSOL e PCdoB, a Confecom nasceu em torno da salutar ideia de discutir propostas para revitalizar leis do setor que há muito caducaram. Mas, no fim de quatro dias de discussões (que incluíram até uma proposta de "diminuir a interferência da mídia no extermínio da diversidade da fala nacional"), o que resultou do encontro foi um funesto documento que revela quão vigorosamente os impulsos totalitários correm na veia da maioria de seus signatários.
Entre as mais soviéticas propostas aprovadas pela Confecom está a criação de um observatório de "conteúdos midiáticos", reencarnação do já rechaçado Conselho Federal de Jornalismo que o governo tentou impor há alguns anos a pretexto de coibir erros da imprensa, mas com o mal disfarçado propósito de submetê-la a censura prévia. Na versão apresentada pela Confecom, o conselho natimorto vira uma espécie de tribunal cuja atribuição é julgar jornalistas nos casos em que seus textos não atendam a determinados critérios de qualidade – critérios esses a ser definidos pelos Torquemadas do tal observatório. É mais uma tentativa, em nova embalagem, da já manifestada pretensão petista de controlar os meios de comunicação – processo que, se não ocorrer pela coerção legal, tem também a chance de se dar via coerção financeira. Assim, outra resolução aprovada pela Confecom é a redução, de 30% para 10%, do limite máximo de participação acionária de empresas estrangeiras em empresas de comunicação brasileiras. "Isso mostra o que a imprensa representa para esses segmentos: uma inimiga, organizadora social da burguesia e uma classe a ser combatida", resume o cientista social Demétrio Magnoli.
Para a turma da Confecom, enfim, a imprensa (ou a "mídia", segundo o termo apropriadamente monolítico adotado por seus participantes) opina demais, fala demais e, quem sabe, existe em demasia. Opinião semelhante tinha Fidel Castro quando aboliu todos os jornais em Cuba e estabeleceu que o Granma, a publicação oficial do Partido Comunista que hoje supre a falta de papel higiênico na ilha, seria o único a circular no país. Na fala cínica de Fidel, a existência de mais de um jornal era um desperdício de recursos. As propostas da Confecom formam apenas mais uma pequena nuvem a turvar o horizonte da liberdade de imprensa na América Latina. A atmosfera anda bem mais pesada em outros países. Na Venezuela de Hugo Chávez, só neste ano foram fechadas 34 emissoras de rádio e TV. Na Argentina de Cristina Kirchner, o governo promove uma perseguição ao grupo editorial Clarín, disfarçada de contencioso fiscal. No Equador de Rafael Correa, jornais e revistas podem se tornar reféns de concessão estatal, renovável a cada ano.
No Brasil, felizmente, o presidente Lula tem-se declarado um defensor incondicional da liberdade de imprensa. Por isso também, as bobagens da Confecom dificilmente terão consequência prática. Enquanto Lula resistir aos liberticidas, o máximo a que os participantes dessas Confecons poderão aspirar é mais um dinheirinho público para seus convescotes (o custo deste para o bolso dos trabalhadores: 8 milhões de reais). De caráter meramente propositivo, o relatório produzido pelo encontro será agora enviado ao Congresso a título de subsídio para os parlamentares. Espera-se que eles reservem ao documento destino tão nobre quanto o dado pelo povo cubano à imprensa oficial da ilha.
O estado quer ser crítico de arte
Na semana passada, o ministro da Cultura, Juca Ferreira, apresentou ao Congresso um anteprojeto de lei que, se aprovado, vai substituir a Lei Rouanet, o principal mecanismo de incentivo cultural do país. O projeto, que deveria ser o carro-chefe da atual gestão, chega com atraso ao Congresso – e, apesar do pedido de urgência do ministro, corre o risco de não ser aprovado até o fim do governo. A elaboração da nova lei foi precedida de uma longa fase de consultas públicas em teatros e centros culturais – happenings em que o ministro arengava à sua claque sobre a necessidade de aumentar a participação do estado na gestão da cultura. VEJA obteve uma cópia do texto de uma fonte no Congresso, depois de o MinC ter se recusado a disponibilizá-lo. Mal disfarçado sob vistosas palavras de ordem – "transversalidade da cultura" é uma pérola –, avulta a clara intenção de concentrar os incentivos na mão do estado e aumentar o poder discricionário do titular da Cultura.
A Lei Rouanet baseia-se, sobretudo, na renúncia fiscal. O MinC alega que, da forma como tem funcionado, a lei é concentradora: na repartição do bolo dos incentivos, as regiões Sul e Sudeste seriam privilegiadas em detrimento das demais. O anteprojeto anuncia a generosa intenção de atender todas as regiões brasileiras, mas não estabelece formas claras para atingir esse objetivo. Espera que a concentração seja resolvida por aquele que é o agente concentrador por excelência: o estado. A principal fonte de incentivos deverá ser o Fundo Nacional de Cultura, gerido pelo ministério e por uma comissão de representantes da sociedade (indicados pelo ministro). Ferreira anunciou o propósito de elevar o montante do fundo, que em 2008 teve 288 milhões de reais, para 800 milhões. A renúncia fiscal fica mantida, mas com limites: as empresas terão de bancar de 20% a 60% do projeto cultural patrocinado. O porcentual será definido de acordo com a pontuação obtida por cada projeto em uma série de critérios estabelecidos pela lei – entre os quais se incluem itens vagos como "inovação e experimentação estética" e "promoção da excelência e da qualidade". A lei entra em contradição consigo mesma quando estipula que a avaliação dos projetos "observará critérios objetivos". Toda avaliação de inovação ou qualidade é fatalmente subjetiva. E o estado não é crítico de arte: não lhe cabe dizer o que é ou não experimental, o que tem ou não qualidade. Os tais "critérios" de que Juca Ferreira tanto se orgulha são uma porta aberta para que o governo possa pautar e controlar a produção cultural, ao custo de alguns milhões.

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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Agora a culpa é da boiada...

E o fim do mundo, antes antropogênico, sobrou para a boiada. Muita ideologia e pouca ciência dá nisto! Eita, mundo variado!

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As mineirices do anfíbio Aécio

As entrelinhas do discurso do governador mineiro Aécio Neves, que anunciou a retirada de sua candidatura à presidência pelo PSDB: aqui, uma leitura interessante.

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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Nem tão humanos, nem tão racionais.

Diferentemente do que dizia Aristóteles, o homem não é um animal racional, mas, em termos kantianos, "racionável" (o termo em português, se não me engano, é do filósofo G. Lebrun), isto é, pode se tornar racional.
Parodiando todos eles, ouso dizer que o homem não é humano, mas pode se tornar humano. Alguns, porém, jamais o conseguirão.

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É isso aí, Aécio!

O objetivo de qualquer partido que mereça o nome de oposição deve ser o de combater o lulopetismo, essa praga de gafanhotos que corrói o Brasil.
O resto é secundário.

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No circo de Copenhague...



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Kindle é livro ou aparelho eletrônico?

A Justiça Federal de SP reconheceu, em liminar, que o aparelho da Amazon tem função exclusiva de leitura e, por isso, deve ser classificado como um livro, "ainda que em formato eletrônico".
Decisão sensata, que reduz consideravelmente o preço do Kindle. A voracidade estatal aumenta o preço final em 70 por cento (!), a pretexto de favorecer as empresas nacionais - essas quitandas pré-capitalistas que vivem à sombra dos governos.
Mais que livro, o Kindle é uma biblioteca ambulante.

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quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Santo Inácio do Grotão, o Salvador do Mundo.


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Acampamento pré-científico

Nos Estados Unidos existem serial killers, fato comemorado no Acampamento Brasil sempre que acontecem assassinatos (lá nos EUA, é claro). Aqui, existem pais/padrastos que enfiam agulhas em crianças de dois anos. E há mães que se juntam a monstros desse tipo (instinto?). Tudo em nome de alguma seita, bruxaria, magia ou coisa semelhante neste país sincrético, esotérico e pré-científico, que jorra crenças infundadas por tudo quanto é canto - e infundadas são, também, todas as religiões, por mais civilizadas que pretendam ser (são, de fato, as mais antigas das ideologias).
Apenas repito, com nojo, o que disse há bastante tempo: se um meteoro fizesse o BR desaparecer do mapa, uma semana depois ninguém mais se lembraria disto.

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Boas festas, intelectuais uspianos!


Dedico aos festejados intelectuais brasileiros Marilena Chauí, Antônio Cândido e outras celebridades uspianas, por sua vergonhosa omissão - quando não cumplicidade ou sabujice ideológica - em relação ao rompimento do Estado de Direito e ao desprezo à democracia na América Latina, o tiro disparado pelo escritor Albert Camus:
Toda idéia falsa termina em sangue, mas é, sempre, o sangue alheio. Por isso, alguns de nossos filósofos se sentem à vontade para dizer o que lhes dá na veneta.

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Palhaçada em Copenhague

Os países em desenvolvimento (leia-se: pobres, incompetentes e lamurientos) acabaram melando a conferência sobre o clima em Copenhague. Tudo previsível. Palco de ongueiros, artistas, políticos vagabundos, candidatos a isto e aquilo, só poderia dar no que deu: a renúncia da própria presidente da conferência.
Ela é acusada de "proteger" os ricos, ora, pois. A idiotia latino-americana deve ter entrado em catarse. Afinal, a cultura do pobrismo virou tábua de salvação do restolho que ainda acha que ser "de esquerda" é uma posição ética.
Quanto ao clima, seque como sempre seguiu - quente aqui, frio acolá, revelando que o planeta não é uma "entidade" perfeita, acabada, completa, independentemente de quem o habite, seja humano ou inseto.
Da Terra, conhecemos mal e mal a superfície. E os picaretas fazem desse olhar superficial um suposto conhecimento sobre tudo o que aqui acontece, no presente e no futuro remoto.
Que vão babar catastrofismo lá em Marte!

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A Caixa-preta e o cocaleiro

A Monstrobras se apressa a dar mais uma facada nos brasileiros. Já vende o pior e mais caro combustível do planeta e agora vai agraciar Evo Morales com um escandaloso aumento no preço do gás: pagaremos 1,2 bilhão a mais.
É a breguice ideológica acima dos interesses brasileiros.
Já passou da hora de quebrar essa maldita caixa-preta!

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Presidência alada


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terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Prisioneiros do fascismo bolivariano

O Mussolini de Caracas, coronel Hugo Chávez, mantém no cárcere dezenas de pessoas simplesmente por motivo político - uma peculiaridade das ditaduras (nazistas, fascistas, comunistas ou não). Discordou, é cadeia!
O tirano jogou na prisão também uma juíza que ousou libertar um empresário que era preso político desde 2007. Os dois foram chamados de "bandidos" em rede de rádio e TV (que Chávez convoca quando bem lhe aprouver: a voz do ditador é onipresente).
E sabem quanto ele exige de prisão para a juíza que cumpriu sua função? A pena máxima, 30 anos!
Eis o amigo de Lula, que lhe abre as portas no Mercosul, verdadeiro ninho de tiranos eleitos.

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Dilmaligna diz que ambiente é ameaça


Um exemplo das trapalhadas da Dilmaligna em Copenhague
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O socialismo mata

Um estudo feito por Swaminathan Aybar mostra que a Índia pagou caro por não ter feito as reformas econômicas mais cedo. Os números impressionam: 14,5 milhões de crianças mortas, 261 milhões de analfabetos e outros 109 milhões abaixo da linha da pobreza. Eis o resultado do estatismo socialista que vigorou de 1947 a 1981.
As reformas reduziram vertiginosamente o número de pobres e melhoraram a situação dos mais necessitados: a economia cresce, hoje, acima de 7 por cento ao ano.
A idiotia latino-americana, encabeçada por Chávez, faz por aqui o caminho inverso. Mais estatismo, mais socialismo, mais miséria.
Confira aqui.


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Blogger.problem

Está difícil postar. Aos trancos. Vamos ver se a coisa melhora.
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Lula afaga seu curral eleitoral

Lula, que jamais desceu do palanque, sempre com a complacência do TSE, prepara nova medida - em conluio com a apetralhada Petrobras - para atrair votos de seu curral predileto, a turma do Bolsa Família: quer subsidiar o gás da bugrada.
Na era lulista, ser pobre é mérito.

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Mais autores que leitores?


Haverá um dia mais autores que leitores? A julgar pelo crescimento exponencial dos primeiros, esse dia não parece estar muito distante. Estima-se que, só nos EUA, haverá em 2052 nada menos que 148 milhões de autores - e bem menos leitores: 129 milhões.
Veja no Letras Libres "as implicações culturais desse temível cenário".
P.S.: na academia, então, impera a política do "publish or perish". Publicam-se livros que ninguém lê - e o que importa é a quantidade, não a qualidade.

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O trem do trilhão


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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Um prêmio para o frei Betto dos tiranos

Frei Betto, ex-"assessor espiritual" de Lula e lambedor de botas de tiranos, recebeu em Cuba o Prêmio ALBA 2009 (sim, a Alba chavista). O antidemocrata regozijou-se de ser testemunha da "primavera democrática" (leia-se: bolivarianização) da América Latina e Caribe, cujos povos estão escrevendo "uma nova gramática do poder".
A ideologia chupou o cérebro desse fradeco incapaz de aprender as lições da história.
Vou pedir saquinho outra vez.

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As leis fundamentais da estupidez humana (I)

Não faz muito tempo, reproduzi aqui trechos do bem-humorado livro de Carlo Cipolla sobre a estupidez humana, Alegro ma non troppo (tradução portuguesa lançada no ano passado pela texto&grafia, de Lisboa). Num dos posts, acabei chamando Carlo Maria de Mário - e o diplomata Paulo Roberto de Almeida, advertindo-me sobre o erro, gentilmente me enviou dois artigos que escreveu sobre o opúsculo "ceboliano". O primeiro deles segue abaixo, com meus agradecimentos ao amigo.
Com esse título, o famoso historiador econômico e medievista italiano Carlo Maria Cipolla compôs, em algum momento dos anos 1980, um pequeno ensaio, humorístico-irônico, que foi transformado em peça de teatro alguns anos depois. Em 1995, eu assisti a essa peça em Paris e, absolutamente fascinado pelo espírito irreverente do texto “ceboliano”, comprei imediatamente, no próprio teatro, o livro no qual ela tinha sido baseada, nesta edição: Allegro ma non troppo: Les lois fondamentales de la stupidité humaine (Paris: Balland 1992). O livrinho continha outros ensaios da mesma verve, como este outro: “Do papel dos condimentos (e da pimenta em particular) no desenvolvimento econômico da Idade Média”, menos brilhante que aquele sobre a estupidez, mas também divertido.
Pois bem, onze anos depois, encontrando-me agora absolutamente fascinado pela quantidade de erros, equívocos e outros “desvios” (palavra neutra, de cunho humorístico-irônico) de comportamento deste nosso “governo” – que só posso atribuir, por um lado, à sua fenomenal estupidez e, por outro lado, a uma igualmente fenomenal capacidade de mentir, de cometer perjúrio, enfim, de afundar na hipocrisia e na desfaçatez –, lembrei-me desse livrinho e fui buscá-lo em minhas estantes. Para minha frustração – e que isso me sirva de lição por não arrumar a biblioteca como deveria – não o encontrei, o que me deixou bastante ressabiado. Não seja por isso, saquei do computador – inatacável para esse gênero de recuperação – as poucas notas de leitura, que transcrevo abaixo, de trechos selecionados do ensaio de Cipolla, às quais acrescento agora comentários que acredito serem o mais à propos possíveis para estes tempos impagáveis que estamos vivendo.
Caberia, em primeiro lugar, definir o que é uma pessoa estúpida. Segundo Carlo Maria Cipolla, “os seres humanos incluem-se numa das quatro categorias fundamentais: os crédulos, os inteligentes, os bandidos e os estúpidos”. Não me lembro agora se Carlo Cipolla considera estas quatro categorias exclusivas e excludentes, mas eu tenho a nítida impressão de que alguns dos nossos atuais governantes são, ao mesmo tempo, estúpidos e bandidos, ao passo que alguns dos seus eleitores são, ao mesmo tempo (ou talvez de forma subseqüente), ingênuos, isto é, crédulos, e estúpidos. Isso acontece. Tem também aquela categoria de militante que é, se ouso dizer, um “crédulo profissional”, ou seja, um ser profundamente religioso, imbuido de uma verdade que transcende a razão.
Cipolla define a pessoa estúpida da seguinte maneira: “uma pessoa estúpida é alguém que causa um dano a outra pessoa ou a um grupo de pessoas, sem que disso resulte alguma vantagem para si, ou podendo até vir a sofrer um prejuízo”. Considerando a enorme capacidade que parecem ostentar certos dirigentes de causarem problemas para si mesmos, ao tentarem atacar seus adversários, eu considero que a definição se encaixa perfeitamente no figurino. Nunca, ninguém, em 500 anos de história do Brasil, abusou tanto da faculdade de se ridicularizar a si próprio como certos comediantes profissionais que pensam que estão num picadeiro quando na verdade ocupam altos cargos políticos. Se reconhecermos, então, a extrema habilidade que eles exibem de atirarem no próprio pé, ao pretenderem fazer alguma “armação” contra um adversário político, seria preciso considerar, nesse caso, a introdução de alguma categoria de prêmio do gênero: “Prêmio (ig)nobel de autoflagelação política”.
O historiador italiano nos alerta contra o perigo de confundir uma pessoa estúpida com uma pessoa crédula ou ingênua (isto é, pessoa que causa dano a si mesma, causando benefícios a outras) ou com um bandido (pessoa que cuida dos seus interesses e causa danos aos outros). Acho que o leitor deste espaço não corre esse risco, mas isso não elimina a possibilidade de que essas duas ou três categorias se encontrem ocasionalmente (ou de forma regular) confundidas numa única e mesma pessoa. Mas não é, longe disso, a “santíssima trindade”. No Brasil, corre-se esse risco, concretamente: existem bandidos que são estúpidos, assim como existem estúpidos que são ingênuos, embora, a julgar pela maior parte dos políticos que se encaixam no molde, seja mais difícil encontrar bandidos políticos que sejam ingênuos (mas alguns são, sobretudo de certo partido).
Ele também acha que é nitidamente impossível confundir a pessoa estúpida com a inteligente (aquela que busca benefícios para si mesma e para os demais), embora eu não tenho certeza de que esse princípio se aplique igualmente ao Brasil. Aqui, como reza um velho ditado, a esperteza pode ser “tanta que cresce e engole o dono”. Pois é isso que parece ter ocorrido nesses momentosos meses que precederam o escândalo do mensalão. Os “espertos” de certos meios políticos se julgavam expertos em patifarias, inteligentes em mil maneiras de burlar a lei e de enganar os incautos e ingênuos – que seríamos todos nós – mas eles parecem ter ido longe demais. Se achavam tão inteligentes como ninguém que foram estúpidos ao ponto de chegarem a fazer acordos de “cavalheiros” (com perdão da expressão) com gente ainda mais bandida do que eles. Deu no que deu: o bandidão se julgou lesado pelos “inteligentes” e botou a boca no trombone. Santa ingenuidade...
Das cinco leis fundamentais da estupidez humana de Carlos Maria Cipolla (só cinco?), transcrevo agora apenas duas, a primeira e a última: “Sempre, e inevitavelmente, cada um de nós subestima a quantidade de indivíduos estúpidos em circulação” – o que pode ser, digo eu, um perigo para a segurança do tráfego – e “os indivíduos estúpidos são as pessoas mais perigosas que possam existir” (eu não dizia?). Sim, elas são perigosas, para si mesmas e para todos os demais, sobretudo quando imbuídas de alguma missão salvadora e transcendental, do tipo querer tudo transformar, para dizer depois que “nunca antes, na história deste país, patati-patatá...”
Como diria um desses brokers ingleses (que não me levem a mal): “nunca antes na história deste país alguém deixou de ganhar dinheiro ao apostar na estupidez humana”. Ou seja, sempre haverá, em algum lugar incerto e não sabido, alguma pessoa estúpida o suficiente para lhe permitir ganhar tranquilamente a sua aposta. Pena que essa instituição do “brokerage” – tão comum nas terras britânicas, onde se aposta até sobre a sexualidade da família real – não seja mais disseminada neste nosso país tropical, pois poderíamos ter inúmeras oportunidades para novos ganhos (que poderiam inclusive ser taxados com uma nova contribuição ou taxa para a resolução de um enorme problema social). Ou seja, seria uma grande contribuição para o aumento do PIB (não confundir com o outro PIB, este aqui é o da Produção Interna de Bobagens...).
Com sua abordagem científico-humorística, Carlo Cipolla demonstra que a distribuição da estupidez se dá ao acaso e é independente da religião, do gênero, da cor da pele, da ideologia política, enfim, ela não tem nada de cultural. Se existisse um gene da estupidez, ele seria certamente distribuído completamente por acaso, e talvez de maneira uniforme na população, com algumas particularidades. Nossos políticos, por exemplo, não são, na média, mais estúpidos que os cidadãos comuns, mas em contrapartida, eles podem ser muitomais bandidos, e de fato o são. OK, não vamos generalizar, existem muitos políticos que não são bandidos, mas acho que para ser político é preciso ter, de toda forma, uma dose de hipocrisia acima do normal...
Finalmente, termino com esta duas considerações de Carlo Maria Cipolla sobre a manutenção do nível geral de estupidez, em condições normais de pressão atmosférica e de temperatura democrática: “Num sistema democrático, as eleições gerais são um instrumento de grande eficácia para assegurar a estabilidade de estúpidos entre os poderosos”. E, aos estúpidos, “as eleições oferecem-lhes uma magnífica ocasião para prejudicar todos os outros, sem obter qualquer ganho com as suas ações”. Acho que ele tem razão, mas poderemos fazer um teste prático de suas teorias, normalmente ambientadas num cenário italiano – que tampouco pode ser classificado como ao abrigo da estupidez –, em nossa própria terra, dentro de mais alguns meses.
Sim, antes que me esqueça, prometo procurar o livrinho nas minhas estantes para aqui transcrever, num próximo ensaio, a totalidade das cinco leis fundamentais de Carlo Maria Cipolla sobre a estupidez humana, quem sabe até introduzindo mais algumas de contrabando?

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A volta da censura, em nome da "cautela".

Em artigo na edição de ontem do Estadão, o jornalista Sérgio Augusto aborda a decisão do STF que, em nome da "cautela", manteve a censura ao jornal paulista. De fato, como reconheceu um dos três juízes, "o poder geral de cautela é o novo nome da censura em nosso país".
Ao pôr seu jamegão no AI-5, o então ministro do Trabalho, Jarbas Passarinho, cunhou este imortal desabafo: "Às favas com os escrúpulos de consciência"- e a ditadura militar atarraxou as cravelhas. Nada do mesmo teor foi dito durante ou após o julgamento de quinta-feira, mas uma frase do decano do STF, Celso de Mello, um dos três magistrados que não engoliram os argumentos de "inviolabilidade da honra e da intimidade" invocados pelo desembargador, não me sai da cabeça: "O poder geral de cautela é o novo nome da censura em nosso país".
Se bem entendi, o ministro quis dizer que o direito pleno à liberdade de expressão, consagrado pelo Supremo com a derrubada da Lei de Imprensa em abril, foi mandado às favas por seis dos seus colegas porque estes entenderam que a defesa acauteladora da honra e da intimidade, ainda que de réus com o lastro de indiciamentos de Fernando Sarney, vale mais que o seu, o nosso direito de ser plenamente informado sobre um caso que envolve os crimes de formação de quadrilha, gestão de instituição financeira irregular, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.
Resumo da ópera: a liberdade de imprensa, ao contrário da honra e da intimidade, não é mais inviolável no Brasil. Haja vista as 16 decisões judiciais que, ao longo do último ano, amordaçaram periódicos de vários pontos do País.
A volta da censura, agora recauchutada com o adjunto "cautelar", não surgiu do nada, é fruto de "visões autoritárias" que ainda perduram no aparelho de Estado, na avaliação do ministro Ayres Britto, e segue a corrente anti-imprensa que percorre quase todo o continente, do México à Argentina, passando pela Venezuela (em apenas dez meses de governo, Hugo Chávez fechou 34 emissoras de rádio e estimulou 107 ataques a meios de comunicação e jornalistas, números dignos de uma ditadura militar) e pelas reiteradas críticas do presidente Lula ao ceticismo, ao "azedume" e à mania dos nossos jornalistas de fiscalizar, que audácia!, os três Poderes. (Continua).

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A nova religião brasileira

Depois da cena em que ladrões do dinheiro público rezaram, o sincretismo brasileiro só pode desembocar numa nova religião. Seus símbolos: cuecas e meias. Afinal, estamos na era lulista.
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Confecom quer "tribunal" para a mídia

Fiquem de olho nas propostas que surgirão ao longo da semana na conferência dos pelegos e chapas-brancas. Será um festival chavista. Mais governista, impossível. Vergonhoso mesmo é ver gente da academia metida nisso. Só revela o atraso que campeia nas universidades, principalmente na área de comunicação.
Uma das propostas mais cabeludas é a criação de um "tribunal da mídia". Algo como censura à imprensa acompanhada de pelourinho.
Na Folha:
Na pauta do evento que o governo Lula organizará para discutir a comunicação social no Brasil estarão propostas como a instalação de um "tribunal de mídia", a adoção de uma "cláusula de consciência" para trabalhadores do setor e a criação de punições para jornalistas "que excluam a sociedade civil e o governo da verdadeira expressão da verdade".
As ideias foram colhidas em debates nos 27 Estados e serão colocadas em votação na Confecom. No total, foram compiladas 6.094 sugestões de políticas e mudanças no marco regulatório do setor. Sobre o teor da pauta, Marcelo Bechara, presidente da comissão organizadora, disse que as propostas mais restritivas e que mais atentam contra a liberdade de imprensa e o jornalismo independente não são consensuais e "dificilmente serão aprovadas".
Para Paulo Tonet, da ANJ (Associação Nacional de Jornais), o controle social da mídia já existe: "É o controle remoto e o jornal na banca. Fora disso é censura, e isso eu não quero mais". A ANJ e outras entidades empresariais se retiraram da discussão justamente por conta da possibilidade de aprovação de teses restritivas à liberdade de expressão.Entre as ideias que serão levadas à votação na conferência, uma determina que, em 15 anos, 30% das emissoras de rádio e TV estejam em mãos de entidades não comerciais. Outra sugere uma lei que obrigue os veículos de comunicação a publicar com destaque informações sobre as condenações que tenham sofrido.
Há ainda propostas direcionadas à publicidade. A maioria quer proibir anúncios de remédios, bebidas alcoólicas, produtos para crianças e alimentos.

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domingo, 13 de dezembro de 2009

Constituição sem guardiães

Os ministros do STF sempre se consideraram guardiães da Constituição, mas, ao escaparem, por mero tecnicalismo, de analisar a inconstitucional censura ao jornal O Estado de S. Paulo, deixaram a "carta magna" ao relento.
Apenas repito: não falta muito para que se instaure uma ditadura no Acampamento Brasil.
Sugestões para esculhambar de vez a situação não faltarão no encontro de pelegos e chapas-brancas, que começa amanhã em Brasília (ver post anterior). Vai sobrar para a "mídia burguesa"...

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A Confecom dos pelegos e chapas-brancas

Começa amanhã, em Brasília, a Conferência Nacional de Comunicação, que é a iniciativa mais chavista do governo brasileiro. Vêm aí propostas de recriação de estatais e de controle da imprensa. Não surpreende ver entre os organizadores do evento chapa-branca a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), que demonstra, de uma vez por todas, representar mais o governo que os profissionais da comunicação.
A 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), que começa amanhã, em Brasília, vai juntar, numa mesma assembleia, propostas polêmicas - controle social sobre a mídia, recriação de estatais extintas há quase 20 anos, como a Embrafilme - e reivindicações puramente corporativistas, como a tentativa de recriar velhos cabides de emprego.Uma das propostas do Ministério das Comunicações, que é um dos patrocinadores da Confecom, pede de volta as delegacias regionais da pasta, extintas em 2002. O ministério alegou, em uma de suas teses apresentadas à conferência, que o retorno das delegacias facilitará a fiscalização das empresas de radiodifusão - caracterizadas por dar emprego a apadrinhados políticos de quem ocupa o poder em Brasília ou nos Estados. Hoje a incumbência legal da fiscalização é da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e não do ministério. (Continua).

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sábado, 12 de dezembro de 2009

A crise vista por um norte-americano

O Governo Federal está concedendo a cada um de nós uma bolsa de U$ 600,00.
Se gastarmos esse dinheiro no supermercado Wall-Mart, ele vai para a China.
Se gastarmos com gasolina, vai para os árabes.
Se comprarmos um computador, vai para a Índia.
Se comprarmos frutas e vegetais, irá para o México, Honduras e Guatemala.
Se comprarmos um bom carro, irá para a Alemanha.
Se comprarmos bugigangas, irá para Taiwan e nenhum centavo desse dinheiro ajudará a economia americana.
O único meio de manter esse dinheiro na América é gastá-lo com prostitutas e cerveja, considerando-se que são os únicos bens ainda produzidos por aqui...
(Gracias, Squirra).

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Arruaceiros do apocalipse em Copenhague

Eles não poderiam faltar ao encontro de Copenhague. Costumam promover a violência em encontros internacionais em nome da anti-globalização. Julgam-se sabedores dos rumos da economia, da sociedade, do ambiente e do próprio planeta. Entre eles, muitos políticos, religiosos, atores e supostos defensores dos povos indígenas e dos países pobres - que, se dependessem desses arautos do apocalipse, se tornariam miseráveis.
Aproximadamente 400 pessoas foram presas durante uma manifestação pelo clima neste sábado (12), em Copenhague, Dinamarca. Na cidade ocorre a reunião das Nações Unidas para firmar acordos para reduzir a emissão dos gases responsáveis pelo aquecimento global.
Segundo o comunicado oficial da polícia, as cerca de 400 pessoas detidas seriam membros dos "Blacks Blocs", grupos ultraviolentos que também marcaram presença na Cúpula da Otan em Estrasburgo, no leste da França, em abril.
Os manifestantes levavam faixas pedindo ação imediata em frases como "A natureza não pode fazer acordo", "Não temos plano B" e mensagens defendendo direitos povos indígenas e de países pobres.
Entre os participantes estavam a modelo Helena Christensen, o arcebispo Desmond Tutu, o líder da igreja anglicana, Rowan Williams e a ex-comissária para direitos humanos da ONU Mary Robinson.
Ativistas calculam que cerca de 500 organizações não-governamentais participaram do protesto seguido por uma vigília à luz de velas em frente ao centro de convenções. (Continua).

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Caras-de-pau


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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Trivialidades do Acampamento Brasil

Como já mal suporto falar de corrupção, onipresente no Acampamento Brasil, passo a bola para o Augusto Nunes:
O primeiro foi o senador José Sarney, num artigo na Folha. “Ultimamente, os escândalos de corrupção têm marcado a vida pública brasileira. São episódios vergonhosos que denigrem cada vez mais os políticos”. O segundo foi o senador Aloyzio Mercadante, na festa de aniversário do PT: “A oposição deve estar engasgada com o panetone”. O terceiro foi o presidente Lula, depois de mais um almoço: “Tenho nojo de ver tanta corrupção”.
Em menos de 10 dias, três figuras enfiadas até o pescoço em patifarias ainda por explicar pegaram carona na roubalheira em Brasília, comandada pelo governador José Roberto Arruda e sua Turma do Panetone, para o esperto hasteamento da bandeira da moralidade. Pelo andar da carruagem, espantaram-se milhões de brasileiros perplexos com o espetáculo do cinismo, o PCC já prepara um manifesto exigindo o endurecimento do combate ao crime.
(...) Só pode indignar-se com escândalos quem não protagonizou nenhum. Só pode condenar corruptos quem não os condena seletivamente. Só pode estarrecer-se com bandidagens que não tem prontuário. Só pode exigir punições quem não protege delinquentes. A trinca segue fingindo que o mensalão nem existiu. Não atende a tais requisitos. Deve calar-se o mais silenciosamente possível.
Termino eu: pena que nenhum país aceite refugiados por motivos éticos. Seria o primeiro a pedir asilo.

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quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Como sair da m*?


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STF mantém censura ao Estadão

A decisão do STF consagra o desapreço dos juízes pela imprensa. Não falta muito para que o Acampamento Brasil se transforme numa ditadura.
Saquinho, por favor.

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Grotão "na merda"

Do palanqueiro Lula, no Piauí:
“Eu não quero saber se o João Castelo (prefeito de São Luís) é do PSDB; não quero saber se o outro é do PFL; não quero saber se é do PT. Eu quero saber se o povo está na merda, e eu quero tirar o povo da merda em que ele se encontra. Esse é o dado concreto”.
Bene, este é o resultado de seus dois mandatos.

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Toma que é teu, Amorim!


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Chávez fala, Lula cala.

No Estadão, sobre o circo de Montevidéu, que reuniu os "lanterninhas" da história:
O presidente Lula, como sempre, ficou calado. Quando chegar a hora de agir, cederá mais uma vez. É a sua forma de pagar por uma liderança imaginária. A contrapartida nunca apareceu.

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Há faxineiros no Itamaraty?

Parece que o chapelão chavista Manuel Zelaya vai para o México - e já vai tarde. Amorim e Marco Aurélio Garcia deveriam ser obrigados a fazer a limpeza da embaixada brasileira em Honduras, transformada em pocilga.
Talvez sejam bons faxineiros - como diplomatas, são um fiasco.
E que não esqueçam o Detefon.

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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

No Congresso, não por acaso...

...foi aprovado apenas um projeto contra a corrupção - há 70 em tramitação!
Repito: no Brasil, todo dia é dia de corrupção.

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terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Aqui, todo dia é dia de corrupção.

E, ainda por cima, quem encabeça a comemoração da data é a Controladoria Geral da União, que, por exemplo, nada sabe sobre os milhões gastos pelo governo em cartão corporativo...
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Poluição em Copenhague

Eis o primeiro resultado do encontro catastrofista de Copenhague:
De acordo com o jornal inglês Telegraph, os mais de 30 mil participantes da cúpula vão produzir cerca de 41 mil toneladas de CO2 durante os 11 dias de duração do evento. É o equivalente à produção de uma cidade de 140 mil habitantes.
E tem mais:
O jornal inglês lembra ainda que muitos não têm o que fazer na cidade. Entre os convidados estão os atores Leonardo DiCaprio, Daryl Hannah, a modelo Helena Christensen etc.

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América do Sul, um continente à deriva.

O mundo civilizado reconheceu as eleições de Honduras, que nunca tiveram tanta participação de eleitores (embora o voto não seja obrigatório). Já o mundo das ideologias atrasadas, reunido em Montevidéu, condena a democracia e quer o ridículo chapelão Zelaya de volta ao governo.
Coisa de sul-americanos, claro. Eis um continente à deriva.


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Luiz Inácio Brancaleone em Copenhague


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Zelaya é dono da embaixada

O chapelão bolivariano Manuel Zelaya pretende permanecer na embaixada brasileira, que transformou em pocilga. Se depender da dupla Amorim/Marco Aurélio, que apoia a escória internacional, ele não precisa se preocupar.

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Aécio, o tucano anfíbio.

Os lulopetistas sempre malham José Serra, mas nunca vi um membro da etnia petista criticar Aécio Neves, o tucano anfíbio. O comportamento dele, como o citado abaixo, é bastante ilustrativo:
Pré-candidato à Presidência da República, o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, afirmou no fim da noite de segunda-feira (7) que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva trouxe "avanços inquestionáveis", repetiu que espera até o início de janeiro para saber se será o candidato da oposição para o Palácio do Planalto e previu que o DEM, tradicional aliado do PSDB, não se afetará pelo escândalo na gestão no Distrito Federal.(Continua).

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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Surrealismo global


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Ideologia contra a ciência em Copenhague

Interessante o artigo publicado por um geólogo brasileiro sobre o catastrofismo que deverá prevalecer na conferência de Copenhague. Em outras palavras, a ideologia ambientalista tomará o lugar da ciência. Aqui vai, na íntegra, o texto publicado no JB, também mencionado em outros blogs:
Ideologia x ciência
Geraldo Luís Lino
Na conferência do clima em Copenhague, funcionários governamentais e representantes de ONGs e de vários setores das sociedades estarão empenhados em aprovar uma agenda de restrições das emissões de carbono supostamente responsáveis pelo aquecimento global. Sem isto, afirma-se, será impossível evitar um aumento de 2 graus nas temperaturas globais acima dos níveis pré-industriais, se o uso de petróleo, gás natural e carvão não for reduzido pelo menos à metade até meados do século.
O problema é que não há quaisquer fundamentos científicos reais para o catastrofismo que envolve o tema e, obviamente, para semelhante impulso irracional de “descarbonização” da economia mundial.
Porém, por conta da histeria aquecimentista, a grande maioria das pessoas interessadas ignora que:
1. As mudanças são uma condição permanente do clima terrestre, que desde há centenas de milhões de anos têm apresentado temperaturas atmosféricas e oceânicas mais altas e mais baixas que as atuais.
2. Não há evidência científica concreta que vincule os combustíveis fósseis aos aumentos de temperaturas ocorridos desde meados do século 19.
3. As temperaturas mundiais pararam de subir no fim da década passada e estão em queda.
4. Os níveis do mar já foram mais altos, mesmo dentro do período de existência da civilização.
5. Em termos geológicos, as atuais concentrações atmosféricas de dióxido de carbono (CO2) estão entre as mais baixas da história da Terra.
6. Concentrações de CO2 e temperaturas mais altas que as atuais seriam benéficas para o homem e a grande maioria dos seres vivos.
7. Cerca de 80% da energia produzida no mundo vêm de combustíveis fósseis. Tentativas artificiais e desnecessárias de limitar seu uso nas próximas décadas, antes que tecnologias mais avançadas estejam disponíveis, irão congelar as grandes desigualdades socioeconômicas.
Por isso, em Copenhague, estará em pauta a perspectiva de se estender ao mundo os benefícios da civilização industrial e tecnológica, em termos de infraestruturas socioeconômicas modernas e níveis de bem-estar compatíveis com a ciência e a tecnologia. Ou seja, será uma disputa entre duas concepções: a pessimista e malthusiana, com o desenvolvimento e o progresso restringidos por recursos alegadamente SOCIEDADE ABERTA limitados e “pegadas ambientais” definidas por critérios muito mais ideológicos que científicos; ou a perspectiva baseada nos melhores impulsos culturais e humanistas da civilização ocidental, a qual possibilite à humanidade um ingresso compartilhado na modernidade. Em suma, o progresso – e não um conjunto de restrições infundadas e impostas ideológica e politicamente – é a melhor maneira de preparar a humanidade para se adaptar a quaisquer tendências climáticas que se apresentem no futuro.
Não há quaisquer fundamentos científicos reais para o catastrofismo.

Geraldo Luís Lino é diretor do Movimento de Solidariedade Ibero-americana e autor do livro A fraude do aquecimento global: como um fenômeno natural foi convertido numa falsa emergência mundial (Capax Dei Editora).

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O novo fiasco do Enem (e do MEC)

Isto não pode ser fruto de competência e zelo com a coisa pública. O Inep é inepto mesmo. E o ministro Haddad, obviamente, não vai pedir demissão:
Dois meses após o adiamento devido ao vazamento da prova, o Enem 2009 registrou novos problemas neste fim de semana, durante a aplicação do exame: o gabarito oficial divulgado pelo Ministério da Educação estava errado, a abstenção foi a maior da história e houve confusão na entrada dos candidatos em diversos locais da avaliação.
Ontem, por cerca de seis horas, o site do Inep (órgão do MEC responsável pelo exame que avalia o ensino médio) divulgou gabarito em que, dependendo da versão da prova (eram quatro para cada dia), havia uma resposta indicada como correta. O gabarito foi retirado do ar e o correto foi prometido para as 10h de hoje.
Horas antes, representantes do governo Lula responsáveis pelo exame já haviam informado que a abstenção foi a maior dos 11 anos de prova.
Segundo dados preliminares, 39,5% dos candidatos não compareceram. Em números absolutos, significa que, dos 4,1 milhões de inscritos, cerca de 1,5 milhão faltou à prova. No ano passado, foram 27,3%. (Continua, para assinantes).

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domingo, 6 de dezembro de 2009

Lula, o amigo das ditaduras.

Em entrevista, o escritor peruano Mário Vargas Llosa declarou o que alguns blogs brasileiros afirmam há bastante tempo (enquanto os jornais silenciam): Lula apoia a tirania na América Latina, promovendo uma política externa vergonhosa.
Chávez e seus vassalos são, de fato, um perigo para o futuro da região.
Mas a retrógrada diplomacia lulista faz ainda pior: apoia também a violenta teocracia iraniana, cada vez mais próxima das tiranias locais.
O eAgora (links) lembra que a revista The Economist não deixou por menos, ao analisar a desonrosa participação do Brasil na crise de Honduras:
Deixou sua embaixada virar comitê de campanha de Zelaya, mas não conseguiu devolver-lhe o cargo. Tampouco cumpriu a promessa de jamais intervir nos assuntos internos de outros países. Este caso foi diferente, dizem os diplomatas brasileiros, porque houve um golpe de estado. No entanto, o Brasil abriu os braços para Cuba e Irã, silenciou quando Daniel Ortega fraudou as eleições municipais da Nicarágua no ano passado, e se fez de morto enquanto Chávez mutilava as instituições democráticas da Venezuela.

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Um poema contra as ideologias

Cântico Negro

José Régio

"Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!

(Com meus agradecimentos à Maria do Espírito Santo).


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A última do chavismo: "divisão de poderes enfraquece o Estado".

A Constituição venezuelana está completando dez anos, mas já tem gente dentro do próprio Judiciário que quer ceifar o que ela tem de mais democrático: a divisão de poderes. Este é um princípio universal que passa a ser malvisto pelos tiranetes eleitos que infestam a América do Sul. Estarreçam-se com o que diz a presidenta do Tribunal Supremo de Justiça, Luísa Morales, evidentemente uma cobra mandada do chavismo.
"No podemos seguir pensando en una división de poderes porque eso es un principio que debilita al Estado".
Resumindo, ela defende a centralização do poder - lembranças do fascismo, do nazismo e do comunismo. Evo Morales, o rei da cocaína, certamente agradece a dica da magistrada, já que pretende se perpetuar no poder também.
(Gracias, Karlos).

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sábado, 5 de dezembro de 2009

Vovô Caetano fala bobagens em Lisboa

O cantor baiano Caetano Veloso falou sobre suas críticas a Lula e, embora não tenha pedido desculpas, acusou os jornais de praticarem uma "edição sensacionalista", coisa que atribuiu à "nova direita".
Como se vê, Caetano ainda patina, usando velhos chavões ideológicos. Quer dizer que a Folhona é jornal dessa tal de "nova direita"? O quotidiano mais "esquerdinha" do Acampamento Brasil deve se sentir injuriado...
Vovô Veloso gostava mesmo é da "velha direita", representada pelo falecido político Antônio Carlos Magalhães, o Toninho Malvadeza, de quem os cantores baianos eram amigos - e a quem jamais criticaram.
E agora Caetano se junta à "velha esquerda" para culpar os jornais pelas bobagens que diz. De quebra, ainda quer ensinar os jornalistas a redigirem e editarem notícias.
Ora, que fale menos e cante mais.

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Protesto contra a censura no Brasil

O curioso é que as iniciativas contra a imprensa e os blogs não vêm do Executivo, mas dos políticos processados pela Justiça. E esta tem sido pródiga em atender os pedidos dos políticos: censura jornais e até blogs - fato inédito na história do país. Há algum buraco negro nas escolas de Direito do Grotão, de onde vêm juízes, promotores etc. Será que são todas ligadas ao "Direito achado na rua"?
Os Repórteres sem Fronteira denunciam esta situação:
A organização não-governamental Repórteres sem Fronteiras mandou uma carta aberta ao governo brasileiro para pedir a intervenção federal em alguns casos que envolvem liberdade de expressão - entre eles a censura imposta ao Estado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF). São citados, também, o caso do jornalista Antônio Muniz, comentarista de TV e colunista do jornal O Rio Branco, preso no Acre por supostas ofensas ao senador Tião Viana (PT), e de dois blogs tirados da internet por ordem judicial.
Na correspondência, assinada pelo secretário-geral Jean-François Julliard e endereçada aos ministros Tarso Genro (Justiça) e Hélio Costa (Comunicações), a ONG denuncia que o jornalista acreano está preso em Rio Branco com base na Lei de Imprensa, extinta pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em maio deste ano.
O documento também condena a censura ao Estado, a partir de liminar obtida pelo empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado José Sarney (PMDB-AP) e deplora a proibição de circulação dos blogs www.prosaepolitica.com.br, da jornalista Adriana Vandoni, e do www.paginadoenock.com.br, de Enock Cavalcanti, pela Justiça de Mato Grosso, a pedido do deputado e presidente da Assembleia Legislativa, José Geraldo Riva (PP), que teria sido criticado pelos jornalistas. A mordaça ao Estado é citada com destaque na carta, em uma crítica à decisão do TJ-DF, que determinou o envio do processo à Justiça do Maranhão. (Continua).

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sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Bancueca, o legítimo Banco do Brasil.


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quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Lula quer o planeta recheado de bombas atômicas

A cena foi ridícula. Lula nervosinho, querendo dar lições a Angela Merkel, chanceler da Alemanha. Em sua algarávia habitual, disse que os EUA e a Rússia, que possuem armas nucleares, não têm o direito de impedir os outros de fabricar as suas. Não se espere raciocínio lógico do Pequeno Timoneiro.
Tudo isto para defender "Adolfinejad", do Irã, que massacra a oposição, mata os homossexuais e quer destruir o Estado de Israel.
Em poucas palavras, o Pequeno Timoneiro quer o mundo nuclearizado, com as ditaduras e as teocracias armadas até os dentes.
Nesses momentos de insanidade das autoridades grotenses, tenho vergonha de ser brasileiro.
Lula é muito mal assessorado. Mas deve se achar o tal, que nem recomendações ouve. É um autoritário: neocoronel nordestino.
Viva o cacto atômico!

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STF vai processar Azeredo. Não faz mais que a obrigação.

Que todos os mensaleiros, deste ou daquele partido, sejam processados, julgados e condenados. Mas, bene, considerando a morosidade da justiça brasileira, tudo pode acabar prescrevendo. O processo da "quadrilha" de Zé Dirceu, por exemplo, anda em banho-maria...
Numa sessão marcada por um princípio de bate-boca entre os ministros Dias Toffoli e Joaquim Barbosa, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira, 3, abrir processo criminal contra o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG). A partir de agora, o congressista tucano é réu numa ação penal e será julgado por suspeita de envolvimento com os crimes de peculato e lavagem de dinheiro. Por 5 votos a 3, o STF aceitou a denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal. Para a acusação, Azeredo teria participado de um esquema de desvio de recursos públicos e de caixa 2 na campanha de 1998, quando tentou se reeleger governador de Minas Gerais, mas perdeu a disputa para Itamar Franco. (Continua).

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Zelaya para o ministério de Lula

Por 111 votos a 14, os parlamentares de Honduras mandaram o chapelão Zelaya para o arquivo. É peça morta. Que vergonha para o Itamaraty lulista, que ainda insiste na conversa-mole de "golpe militar".
Sugiro que a dupla Amorim/Marco Aurélio arrume uma vaga no Itamaraty para o bolivariano. Fariam um belo trio.

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Todos contra o Google

A Associação Mundial de Jornais elege o Google como vilão de sua crise internacional. Ora, vilões são os próprios jornais, que não inovam.
No caso brasileiro, a situação é ainda pior: não há matérias investigativas no reino do jornalismo declaratório.
E quando algum jornal ou revista, muito raramente, se destaca em alguma investigação, tudo é tido como mero "denuncismo", principalmente se atinge ocupantes do poder.
Os jornais brasileiros se limitam, em geral, a repetir no dia seguinte o que a televisão e a internet já mostraram no dia anterior. Não oferecem nada mais. São enfadonhos.

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Mastiga, Temer!

Michel Temer, o arrogante presidente do PMDB - e vice da Dilmaligna -, também comeu no pires da Camargo Correa.
O Partido dos Municípios que Dilipadam o Brasil, como se sabe, é o sustentáculo do governo Lula (leia-se: cúmplice). Ocupa hoje o lugar que era da falecida Arena, sua adversária na época da ditadura militar. Nada como um dia depois do outro...
Já repararam que Temer está sempre mascando alguma coisa? Deve ser por causa do mau hálito (o partido inteiro exala odor pútrido).
E, antes que eu me esqueça: Dilma e Temer. Tudo a temer.

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