quinta-feira, 29 de abril de 2010

Alunos colam mais em países mais corruptos

Alguém, lá de Évora (Portugal), entrou no blog para ver um post de anos atrás. Vou até chamar de novo a matéria, já que continua sendo relevante, principalmente no Brasil, em que a corrupção se tornou praticamente uma norma. Para variar, a pesquisa realizada então mostra que estudantes da América Latina e do Leste Europeu (ex-comunista) são os que mais colam nas provas. Os mais honestos são os nórdicos. Alguma surpresa?
Os países onde os alunos universitários mais admitem copiar nos exames são também aqueles onde o índice de corrupção é mais elevado. A associação entre corrupção no mundo real dos negócios e a fraude académica está traçada num estudo efectuado pela Faculdade de Economia da Universidade do Porto (FEP), que avaliou 21 países, de quatro continentes. E os resultados mostram uma "forte correlação" entre as duas realidades.
Esta investigação - a de maior dimensão a nível mundial em número de países avaliados - inquiriu mais de sete mil alunos, dos cursos de Economia e Gestão. Aqueles que, salienta o trabalho de Aurora Teixeira e Fátima Rocha, serão os homens e mulheres de negócios do futuro e "potencialmente os líderes económicos e políticos".
E a questão, escrevem as autoras, é que se os mesmos padrões éticos prevalecem nos ambientes académico e de negócios, tendo em conta que os comportamentos passados predizem o futuro, "é provável que quem adopte actividades não éticas na sala de aulas as venha também a adoptar no mundo dos negócios". Por isso, o exercício de associação entre a percentagem de alunos que admite copiar (ver texto ao lado) e medidas de corrupção, como o Índice Internacional de Transparência.
As investigadoras destacam uma relação significativa, marcada por duas excepções (a Argentina e a Nigéria, ver caixa), na associação positiva entre os níveis de copianço de cada país e o índice de corrupção percebida. Assim, os países nórdicos, vistos como os menos corruptos do mundo, apresentam igualmente níveis baixos de incidência de fraude académica. É o caso da Suécia e da Dinamarca, avaliadas no estudo da FEP. Também as Ilhas Britânicas e a Nova Zelândia, que pontuam baixo no índice de corrupção, apresentam percentagens baixas de alunos que admitem copiar nos exames. (Continua).

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3 comentários:

Anônimo disse...

A diferença é que os países do Leste Europeu nos presentearam com vários gênios das artes e da ciência. Já os Latinos como vocês...

Anônimo disse...

Nós quem, cara pálida? Volta pra lá!

Maria do Espírito Santo disse...

Você nasceu no Burundi, Anônimo das 12h50?