sábado, 31 de julho de 2010

FHC: agora é com Dilma.

Em artigo publicado em vários jornais, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirma o que este blog disse, modéstia à parte, há algum tempo. Apesar da máquina estatal em seu favor, a candidata de Lula conseguiu apenas um empate com o candidato da oposição. Reafirmo: agora a campanha depende da própria Dilma, que, sozinha, não passa de um poste. A oposição tem tudo para vencer, a menos que cometa erros demais.
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Por enquanto o que chama a atenção é a disposição de bem menos da metade do eleitorado em votar no governo, enquanto a votação oposicionista se mantém consistente próxima da metade. Essa obstinação, a despeito da pressão governamental, impressiona mais do que o fato de Lula ter transferido para sua candidata 35% a 40% dos votos. Assim como impressiona que o apoio aos candidatos não esteja dividido por classes de renda, mas por regiões: pobres do Sul e do Sudeste tendem a votar mais em Serra, assim como ricos do Norte e do Nordeste, em Dilma. O empate, depois de praticamente dois anos de campanha oficial em favor da candidata governista, tem sabor de vitória para a oposição. É como se a lábia presidencial tivesse alcançado um teto. De agora para frente, a voz deverá ser a de quem o país nunca ouviu, a da candidata. Pode surpreender? Sempre é possível. Mas pelos balbucios escutados falta muito para convencer: falta história nacional, falta clareza nas posições; dá a impressão de que a palavra saiu de um manequim que não tem opiniões fortes sobre os temas e diz, meio desajeitadamente, o que os auditórios querem ouvir. (Continua).

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1 comentários:

Anônimo disse...

As oposições estão lutando morro abaixo. A campanha situacionista está entrincheirada e se sair para lutar, será morro acima. As oposições estão realizando manobras de movimento. Os situacionistas, manobras de posição. FHC, diagnostica, como sempre, de forma magistral.