terça-feira, 31 de agosto de 2010

O Estado de Direito já era

Esta é a gota d´água: o ministério da Fazenda diz que a quebra de sigilo da filha de Serra na Receita Federal foi solicitado por ela própria! Como é que é? Alguém é capaz de pedir que "violem" seu sigilo? Só no Estado Policial implantado pelo lulopetismo é que se pode criar uma cena grotesca como esta. É o fim da picada!

E tem mais: a AGU quer impedir o acesso do tucano Eduardo Jorge aos autos da sidicância na Corregedoria da Receita. Foi ele o primeiro a ter seu sigilo violado. Violação de sigilo (fiscal ou bancário), agora, é norma sob este governo pródigo em ilegalidades, que está arrombando todas as portas - e será ainda mais violento sob um eventual governo Dilma Ruimself. De fato, já não vivemos num Estado de Direito.

Leiam no Estadão:

Documentos da investigação da Corregedoria da Receita Federal revelam que o sigilo fiscal de Verônica Serra, filha do candidato tucano à Presidência da República, José Serra, foi violado no dia 30 de setembro de 2009. O acesso foi feito pela funcionária Lúcia de Fátima Gonçalves Milan, que é lotada na Receita do município de Santo André (SP). A funcionária entrou no sistema e, segundo os documentos da Corregedoria a que o Estado teve acesso, ela coletou as declarações de Imposto de Renda (IRs) dos anos de 2008 e 2009.

Na noite desta terça-feira, 31, a assessoria do Ministério da Fazenda disse ao Estado que a funcionária Lúcia Milan teria um documento provando que o acesso ao IR de Verônica Serra foi “motivado”. O documento até já teria sido entregue à Corregedoria da Receita. Segundo a direção da Receita informou ao ministro da Fazenda, “a quebra de sigilo teria sido feita a pedido da própria contribuinte (a filha de Serra)”. A Fazenda não soube dizer por que uma contribuinte de São Paulo (Verônica) entraria com ofício para quebra consentida de sigilo em Santo André ou Mauá. A assessoria do candidato tucano informou que Verônica não pediu nenhuma quebra de sigilo.

A violação dos dados fiscais de Verônica Serra antecederam os acessos, igualmente de maneira ilegal, dos IRs de outras quatro pessoas, todas ligadas ao PSDB ou próximas do candidato José Serra. O portal Estadao.com.br antecipou com exclusividade, na semana passada, que no dia 8 de outubro de 2009, a semana seguinte à violação dos IRs de Verônica, foram acessados, sem justificativa legal ou funcional, os sigilos do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, do economista Luiz Carlos Mendonça de Barros; de Gregorio Marin Preciado, empresário casado com uma prima de Serra, e de Ricardo Sérgio, ex-diretor do Banco do Brasil, no governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).(Continua).

P.S.: Alô, OAB, alô AMB - tem alguém aí?


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7 comentários:

Maria do Espírito Santo disse...

"Meu facão guarani quebrou na ponta, quebrou no meio
Eu falei pra morena que o trem tá feio."

Kumiequié?! Já tem gente solicitando a autoquebra do sigilo fiscal?! Pro mode de quê?!

Quem é que em sã consciência vai pedir para que seus dados fiscais privados caiam no domínio público?!

"Minha vida é um livro aberto" é algo metaforicamente aceitável. Mas "mina vida é um livro fiscal literalmente aberto por desejo manifesto"?!

Quem não os conhecem, metralhopetralhas, que os comprem!

Anônimo disse...

tô na área
boa dica para as OABs do Brasil se manifestarem...

fui....

Anônimo disse...

tô na área
E as "entidades'que representam juizes,doutores,magistrados(sic),
também poderiam dar um peteleco na coisa.

fui...

Orlando Tambosi disse...

Pois é, anônimo:

ainda existe OAB, AMB etc.?

Se existem, talvez tenham adotado, também, a servidão voluntária.

Anônimo disse...

Desde 2003, o Sindireceita agraciou políticos do PT com a medalha “Mérito Público Evandro Lins e Silva”. Entre os agraciados estão os deputados Antonio Palocci e João Paulo Cunha. Questionado pela Corregedoria da Receita se tem ligações políticas, o sindicalista Hamilton Mathias afirmou que "não é filiado, mas por residir em cidade pequena, Ribeirão Pires/SP, conhece o prefeito que é filiado ao PV, o vice-prefeito, e outras pessoas filiadas a partidos políticos diversos". Ele negou conhecer Eduardo Jorge e disse que nunca recebeu qualquer ordem para acessar os seus dados. Ele, no entanto, admitiu que sabia que Adeildda tinha a senha da servidora Antonia Aparecida Rodrigues dos Santos Neves Silva. "A própria Antonia contou-lhe", segundo o depoimento. O código dela foi usado, a partir do computador de Adeildda, para consultar e imprimir as declarações de renda dos tucanos no dia 8 de outubro do ano passado. Sindireceita destaca trabalho do deputado João Paulo pela categoria
http://www.joaopaulo.org.br/noticias_do_mandato/sindireceita_destaca_trabalho_do_deputado_joao_paulo_pela_categoria.html http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,sindicalista-pode-entrar-na-mira-da-receita-federal,601672,0.htm

Cfe disse...

Me chamou a atenção uma entrevista do Indio da Costa que o Blog do Aluísio mostra.

Está ali um ótimo futuro prefeito, governador ou presidente da república.

Daqui pra frente eu voto nele em todos os cargos a que se candidatar: espero que mantanha-se durante um bom tempo como vice.

Anônimo disse...

Mais uma vez, a surrada tática de transformar a vítima em réu. Só esqueceram de explicar uma coisa. Qualquer contribuinte pode solicitar cópia de sua declaração de renda. Só que a cópia é entregue somente ao contribuinte que a tenha solicitado. Como pode ser divulgada a terceiros sem autorização? Aliás, no caso, a vítima afirma não ter solicitado cópia alguma. É impressionante.