domingo, 28 de novembro de 2010

Dilma e Lula sumiram. E cadê a oposição?

Do historiador Marco Antônio Villa, sobre a guerra contra os narcotraficantes no Rio de Janeiro, que, ao que tudo indica, vai cair nos braços do Redentor mesmo...

Muitas questões estão no ar.
1. Onde está o presidente Lula? Em 8 anos de governo, nunca foi a uma zona de conflito, enchente ou algum outro tipo de tragédia. Só vai "numa boa", onde não pode ser questionado;
2. Onde está Dilma? Não pode sequer fazer uma visitar protocolar ao Rio? As UPPs não eram um modêlo para TODO o Brasil?
3. Já começaram as comparações: a mais ridícula é associar o Complexo do Alemão/favelas da Penha ao episódio de Canudos. nada mais falso;
4. E o governador (que sempre está viajando - preferencialmente para o exterior) Ségio cabral?
5. E o ministro da Defesa, que sempre gosta de posar vestido com uniforme de oficial do Exército? Para onde foi?
6. Vamos ver quanto tempo vai durar a ocupação. Para obter resultados são necessários muitos meses. Mas tem o custo político.
7. Logo vão botar a culpa no capitalismo e no imperialismo;

E A OPOSIÇÃO?

A oposição continua a mesma: não existe. Isto após receber "somente" 44 milhões de votos.
Poderia, sobre a crise no Rio, lembrar que:
1. defendeu a criação do Ministério da Segurança;
2. a Dilma disse que o "modelo" do Rio era tão bom que deveria ser um exemplo para o Brasil;
3. mostrar que o governo Lula ignorou o problema durante 8 anos.
4. Lula preferiu contruir um bondinho ao invés de defender (e criar condições) para explusar o tráfico dos morros;
5. apoiar as operações e criticar o governo não é oportunismo ou "faturar" com a tragédia. É fazer política.
6. a oposição poderia aproveitar o momento e apresentar as suas propostas para a área da segurança
8. E as ONGs?
9. E os políticos, tão fortes nestas comunidades?
10. Logo vai ocorrer um crime na Zona Sul que vai dar manchete. O "elemento" que cometeu o crime deve ser alguém vinculado ao tráfico. Aí surgiram os analistas que vão dizer que era melhor deixar o pessoal lá no morro, etc, etc.

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4 comentários:

Maria do Espírito Santo disse...

Onde estão Lula e Dilma a gente já sabe: longe deste insensato mundo.

Canudos e Complexo do Alemão? Und wo bist Herr Antônio Conselheiro von brasilianische Deutsch "favelierien"?

O Cabral tem a desculpa do sobrenome: viajar para desbravar novos mundos está no sangue.

O ministro da Defesa não foi pra lugar nenhum: ele está não só com o uniforme de oficial do Exército como também com o rosto estrategicamente camuflado. É por isso que o Villa não o viu, nem eu, nem o Zé Bedeu.

A duração da ocupação é segredo estratégico.

A culpa não é do capitalismo nem do imperialismo, mesmo porque estes conceitos estão demodês. A culpa - todo mundo sabe muito bem -é do neo-liberalismo.

Anônimo disse...

Já começaram as incertezas sobre as operações no Rio de Janeiro. Parece que não há condições da Polícia Estadual cobrir todo o território ocupado, necessitando cada vez mais do apoio Forças Armadas. Só não dizem qual o prazo previsto para nada. Lógico que é uma operação de envergadura. O prazo deve ser longo. Por que foi deflagrada nesse momento, se os efetivos estaduais não dariam conta de uma ocupação longa?

Blog do Ferra Mula disse...

ELES AJUDARAM A DESTRUIR O RIO!

Titulo original do texto "Eu ajudei a destruir o Rio!"

Fonte: Internet.

Sylvio Guedes, editor-chefe do Jornal de Brasília (?), critica o "cinismo" dos jornalistas, artistas e intelectuais ao defenderem o fim do poder paralelo dos chefes do tráfico de drogas. Guedes desafia a todos que "tanto se drogaram nas últimas décadas que venham a público assumir: eu ajudei a destruir o Rio de Janeiro".

É irônico que a classe artística e a categoria dos jornalistas estejam agora na, por assim dizer, vanguarda da atual campanha contra a violência enfrentada pelo Rio de Janeiro. Essa postura é produto do absoluto cinismo de muitas das pessoas e instituições que vemos participando de atos, fazendo declarações e defendendo o fim do poder paralelo dos chefões do tráfico de drogas.

Quando a cocaína começou a se infiltrar de fato no Rio de Janeiro, lá pelo fim da década de 70, entrou pela porta da frente. Pela classe média, pelas festinhas de embalo da Zona Sul, pelas danceterias, pelos barzinhos de Ipanema e Leblon. Invadiu e se instalou nas redações de jornais e nas emissoras de TV, sob o silêncio comprometedor de suas chefias e diretorias.

Quanto mais glamuroso o ambiente, quanto mais supostamente intelectualizado o grupo, mais você podia encontrar gente cheirando carreiras e carreiras do pó branco.

Em uma espúria relação de cumplicidade, imprensa e classe artística (que tanto se orgulham de serem, ambas, formadoras de opinião) de fato contribuíram enormemente para que o consumo das drogas, em especial da cocaína, se disseminasse no seio da sociedade carioca - e brasileira, por extensão.

Achavam o máximo; era, como se costumava dizer, um barato.

Festa sem cocaína era festa careta.
As pessoas curtiam a comodidade proporcionada pelos fornecedores: entregavam a droga em casa, sem a necessidade de inconvenientes viagens ao decaído mundo dos morros, vizinhos aos edifícios ricos do asfalto.

Nem é preciso detalhar como essa simples relação econômica de mercado terminou. Onde há demanda, deve haver a necessária oferta. E assim, com tanta gente endinheirada disposta a cheirar ou injetar sua dose diária de cocaína, os pés-de-chinelo das favelas viraram barões das drogas.

Há farta literatura mostrando como as conexões dos meliantes rastacuera, que só fumavam um baseado aqui e acolá, se tornaram senhores de um império, tomaram de assalto a mais linda cidade do país e agora cortam cabeças de quem ousa lhes cruzar o caminho e as exibem em bandejas, certos da impunidade.

Qualquer mentecapto sabe que não pode persistir um sistema jurídico em que é proibida e reprimida a produção e venda da droga, porém seu consumo é, digamos assim, tolerado. São doentes os que consomem. Não sabem o que fazem. Não têm controle sobre seus atos. Destroem famílias, arrasam lares, destroçam futuros.

Que a mídia, os artistas e os intelectuais que tanto se drogaram nas três últimas décadas venham a público assumir:

"Eu ajudei a destruir o Rio de Janeiro." Façam um adesivo e preguem no vidro de seus Audis, BMWs e Mercedes.

Obs. este artigo é antigo de 2007/08

Ricardo D disse...

Parece aquela piada:
A loura o saci-pererê, a oposição efetiva ao Lula e o Papai Noel andam juntos conversando quando veêm uma nota de 100 reais caída no chão.
Quem pega o dinheiro?
A loura.

Saci-pererê, oposição e o Papai Noel são ficção.