domingo, 31 de janeiro de 2010

O "colaboracionismo" dos intelectuais franceses com as ditaduras comunistas

Do historiador britânico Tony Judt, num devastador retrato da intelectualidade francesa do pós-guerra (ver, ao lado, Passado Imperfeito):
Toda fé implica em recusa, assim como em afirmação. O verdadeiro crente, quando diante de uma evidência empírica ou lógica que está em aparente contradição com as exigências da fé, não tem outra escolha sensata a não ser negar o que ele vê, ouve ou pensa. Até onde isso vai criar um problema, depende da força do compromisso do indivíduo - e das exigências de sua inteligência.
O filósofo Sartre (foto) foi um bom exemplo do que Judt afirmou. Em 1950, ele disse o seguinte:
"Eu procurei, mas não consigo encontrar qualquer evidência de um impulso agressivo por parte dos russos nas últimas três décadas".
Aliás, a intelectualidade francesa condenou e "expurgou" os que colaboraram com o nazismo (um deles foi executado - por "delito de opinião"), mas silenciou quanto ao "colaboracionismo" em relação às ditaduras comunistas.
Não por acaso, os intelectuais gauleses identificavam no liberalismo seu grande inimigo...
Para encerrar: Sartre dizia que "o inferno são os outros"; inferno dos outros foi ele próprio, com seu existencialismo que lavava as mãos diante dos crimes e atrocidades da tirania comunista. Tudo em nome da tal fé na História (em maiúscula).

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O laboratório de encrencas de Tarso "Illich"

O criadouro de encrencas institucionais em que se transformou o ministério da Justiça sob a direção do leninista Tarso "Illich" Genro vem com mais um atentado à propriedade privada. Como já foi noticiado, quer o Estado intervindo nas empresas para distribuir lucros.
Ameaças à democracia e ao Estado de Direito, aliás, permeiam o quotidiano do lulismo. No fórum do "outro mundo", realizado em Porto Alegre, João Pedro Stédile, candidato a Pol Pot brasileiro, ameaçou jogar seu exército de mercenários nas ruas para combater a candidatura José Serra. Já deveria estar na cadeia há muito tempo, não fosse a leniência da legislação brasileira.
Torquato mandou bem na análise ("Fagulhas autoritárias") publicada hoje no Estadão:
A mais nova fagulha é a anunciada disposição do governo, produzida no laboratório do ministro da Justiça, Tarso Genro (e que teria saído da cabeça do ex-ministro de coisas estapafúrdias, Mangabeira Unger), de obrigar as empresas a distribuir 5% do lucro líquido a seus empregados. O caráter intervencionista da medida vem-se somar ao repertório de intenções, algumas manifestas e outras latentes, que a administração federal tem procurado semear em muitos terrenos, particularmente nas áreas férteis dos direitos humanos, relações trabalhistas e controle dos meios de comunicação. O nexo entre os compartimentos temáticos é a defesa quase extrema do intervencionismo governamental, voltado para a manutenção de um Estado patrimonial, irracional, centralizador e autoritário, conceito reforçado pela onda da crise financeira internacional. Nem bem a tempestade amainou para ouvirmos os surrados refrãos contra o neoliberalismo, que ressoam das trombetas de grupos radicais, bandos oportunistas e movimentos badernistas de plantão, embalados na utópica revolução socialista. Basta ver o ímpeto desbragado de João Pedro Stédile no recente Fórum Social de Porto Alegre, ameaçando jogar o Movimento dos Sem-Terra (MST) nas ruas para combater o eventual candidato das oposições, José Serra, carimbado por ele como ícone neoliberal. Que disparate. Ontem, o MST, farto de verbas federais, conformava-se com invasão de propriedades. Hoje, ainda farto, faz campanha política, ajudando quem o ajuda.

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sábado, 30 de janeiro de 2010

PGR é contra revanchismo de Tarso "Illich"

Se no ministério da Justiça temos Tarso "Illich" Genro, revanchista e criador de problemas institucionais, na Procuradoria-Geral da República temos alguém sensato.
O procurador-geral Roberto Gurgel se manifesta contra a revisão da Lei da Anistia.
Que Tarso vá dormir na tumba de Lênin. À beira do Guaíba deve haver alguma réplica. Ou, quem sabe, lá na "revolucionária" Santa Maria...

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Pesquisa para inflar Dilmaligna

O Coturno foi na jugular: a Vox Populi (ou "Vox do Lula") fez uma pesquisa de encomenda para inflar a candidatura da falsa doutora Dilma Rousseff. Os municípios foram escolhidos a dedo.
UPDATE: veja os desdobramentos da denúncia no site do coronel: o TSE sumiu com a pesquisa?

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Volta ao palanque

Os jornais anunciam que Lula já está bem de saúde e "vai manter o ritmo de trabalho".
Leia-se: voltará ao palanque - que ocupa há quase oito anos.

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Chile dá novo exemplo: PC morre por falta de votos.

Não errei ao dizer aqui, durante as recentes eleições do Chile, que este é o país mais civilizado e democrático da América Latina.
Pois bem, lá o Partido Comunista teve sua inscrição cancelada por não alcançar o mínimo de 5 por cento de votos. No resto do continente sul-americano (a Colômbia também é exceção), os governantes engrenaram a marcha-ré, abrigando a ratatulha derrotada pela história.
O fato é que os PCs merecem o mesmo lugar dos partidos nazistas e fascistas. A única diferença entre eles é a estatística de cadáveres que deixaram para trás.
Vale lembrar que o Chile abrigou nazistas e foi massacrado pela ditadura de Pinochet, mas não caiu em outras ilusões sanguinárias depois da redemocratização. Lá, pelo menos, as lições da história deixaram rastros. No mínimo, se trata de respeito à velha e boa democracia.
Diferentemente do Grotão, cujo governo se alinha aos mais atrasados da América Latina e quer "reinventar" o mundo (ver post abaixo).
E depois ainda há quem diga que "Deus é brasileiro". Brasileiro é Mefistófeles, com a cara suja do Macunaíma.
(Gracias ao sempre atento Karlos).

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Putz, o lulismo quer "reinventar" o mundo!

Deusmelivre! A "reinvenção" desses saudosos do Muro de Berlim nos levará de volta aos miseráveis anos 80. O mundo deles está no passado. Não perceberam que a história mudou e que as experiências mais desgraçadas da humanidade (nazismo, fascismo e comunismo) foram enterradas pela civilização.
Bene, nem todos chegaram à civilização. Utopistas regressivos, petistas e "esquerdistas" em geral estão longe até da civilidade. Basta ler o que escrevem: jargões, palavrões, ataques pessoais, adjetivos etc. - difícil é encontrar algum substantivo...
E aqui está o chanceler bolivariano Amorim, representando o convalescente Lula em Davos (ecos do Fórum Social Mundial de POA):
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva agradeceu, na voz do chanceler Celso Amorim, o prêmio de "Estadista Global" concedido pelo Fórum Econômico Mundial com uma proposta nada modesta: "É hora de reinventarmos o mundo e suas instituições". Todo o discurso assumiu o tom de louvação de seu governo e de crítica a todo o resto do mundo, daí a necessidade de reinventar o planeta.Lula começou rejeitando a qualificação do Brasil como país da moda, como o presidente disse ter visto em publicações internacionais: "Permitam-me dizer que se trata de um termo simpático, porém inapropriado. O modismo é coisa fugaz, passageira. E o Brasil quer e será ator permanente no cenário do novo mundo". (Continua, para assinantes).
Vade retro, "reinventores"! O bolivarianismo é um terrível exemplo de "reinvenção" das instituições: sem parlamento, sem judiciário - despotismo absoluto. Coisa velhíssima, aliás, do tempo da monarquia.

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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

O "outro mundo" é deles, mas a conta é nossa.

A turma do "outro mundo" que se reuniu em POA renega o mundo presente porque ele é capitalista. Na verdade, o que quer é a restauração do velho e abominável socialismo, que ensanguentou o século passado tanto quanto o nazismo e o fascismo.
E quem financia essas utopias regressivas aqui no Grotão lulista?
Ora, as estatais CEF, Banco do Brasil (que esfolam os clientes nos juros), e, sempre ela, a "soviética" Petrobras. E também não faltou a generosa mãozinha do Pequeno Timoneiro. (Corram a página).
Uma das mesas debateu essa autoritária arenga aí, que vai como exemplo de bolor discursivo (e que só poderia contar com a participação do velho sociólogo "pós-moderno" Boaventura Sousa Santos, de Portugal, além da maior stalinista da CUT, Rosane Bertotti, a inimiga da imprensa livre):
Os participantes da mesa “Como Construir uma Hegemonia” foram unânimes em avaliar que um novo socialismo está sendo desenhado pelos movimentos sociais. A construção da nova hegemonia política depende da diversidade. E esse foi o grande salto dessa discussão nos últimos anos. Se as primeiras a luta pela implementação de uma sociedade socialista vinha a reboque do proletariado organizado, o socialismo do século 21 se dará pelo esforço daqueles que lutam pelos direitos dos povos indígenas, pelo fim do sexismo, contra o preconceito racial, pelo direitos humanos, pela apropriação dos meios de comunicação e de todos os demais movimentos sociais. (Continua).
Patina, Brasil!

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Acordem, juízes do STE!


Mesmo sem Lula, Dilmentirosa prossegue em campanha, sem qualquer perturbação por descumprir a lei diante das autoridades.
Apenas relembro: a Justiça Eleitoral e a jabuticaba são nativas do Brasil. Há instituições-jabuticaba, ideologias-jabuticaba, partidos-jabuticaba e por aí vai...
(E a NET, ao que parece, é outra jabuticaba. Ou foi mesmo o Google que "jabuticabou". Tenho conseguido fazer alguma atualização, mas não consigo acessar a página do blog).

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Dois livros obrigatórios para a escola grotense

Primeiro, O Manual do Perfeito Idiota Latino-americano, de Plinio Apuleyo Mendoza, Carlos Alberto Montaner e Álvaro Vargas Llosa (RJ, Bertrand Brasil, 1996). Os autores tiveram a coragem de submeter a burrice ideológica "esquerdista" e seus jargões a uma boa sátira, numa década em que muitos achavam que o socialismo não tinha morrido com a derrubada do Muro de Berlim e o desmantelamento da URSS e que era preciso combater o "neoliberalismo".
Segundo, dos mesmos autores, A Volta do Idiota (RJ, Odisseia Editorial, 2007), que aborda a tardia retomada do populismo autoritário - hoje, como sabemos, fascistizado na Venezuela e na Bolívia.
No primeiro livro, a espécie dos "idiotas" era responsável pelo subdesenvolvimento da América Latina, imbuída de crenças como revolução, nacionalismo econômico, ódio aos EUA e fé nos governos como agentes da "justiça social", além de paixão pelo "homem forte, em detrimento da lei e dos direitos individuais. Os autores atribuíam tudo isso a um certo complexo de inferioridade.
Na segunda obra, não menos sarcástica, Montaner e amigos observam o retorno do "idiota", que parecia enfim afastado do cenário político. Mas o fato é que as ideias nacionalistas e populistas ressurgiram com grande força na região (vide Hugo Chávez, Evo Morales, Rafael Correa et caterva). Estes são os representantes do que eles chamam de "esquerda carnívora", mas não menos perigosa é a "esquerda vegetariana" (citam Lula como exemplo), que conta com a simpatia de intelectuais e políticos europeus e inclusive norte-americanos - enganados, digo eu, pela estúpida visão politicamente correta.
Bene, os dois livros podem fazer, com a vantagem do humor, um bom contraponto aos raivosos catecismos ideológicos impingidos aos jovens na maioria das escolas - públicas ou privadas.

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SC dá exemplo: cadeia para bandoleiros do MST.

Os bandoleiros planejavam invasões de terras públicas, pagando 2 mil reais de prêmio para as famílias que ajudassem na invasão.
Leia aqui. Pena que o jornalismo local continue usando o termo "suposto" para esses fora-da-lei.
Aliás, o abuso desse termo, na imprensa nacional, indica que estamos diante de suposto jornalismo - sempre acobertando as "vítimas do capitalismo" etc. Viva a ideologia! Eis a única que não é suposta.
Que a Justiça restaure o Estado de Direito. Cadeia para invasores, arruaceiros e destruidores do patrimônio público.
P.S.: a propósito, o diplomata Paulo Roberto de Almeida fez uma boa gozação com o abuso jornalístico e político do termo "suposto".
(NET continua com problemas).

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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Evito contra o capitalismo. Ai, que medo!

Os jornais brasileiros estão praticamente calados sobre o avanço do fascismo e da violência na Venezuela sob as botas de Chávez.
E o índio cocaleiro Evo Morales, que começa seu segundo mandato, pede às Forças Armadas que lutem contra o capitalismo para "refundar" a Bolívia!
Para trás, América Latina, sempre para trás.
(Aviso: problemas da Net em Florianópolis, durante todo o dia, têm impedido a atualização do blog).

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Palanque demais

Arrastar mala sem alça é muito cansativo...

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Continente dos liberticidas

Enquanto os outros continentes, à exceção da África, progridem e se civilizam, a América do Sul afunda no autoritarismo. Aqui não se aprende com a história; aqui impera a burrice ideológica; aqui há órfãos do Muro de Berlim (não esquecer que órfãos do nazismo também vieram para cá).
O avanço de Chávez no cerceamento à liberdade de expressão não é um fenômeno isolado no continente latino-americano. Em outros países, como a Bolívia de Evo Morales, o Equador, de Rafael Correa, e a Argentina do casal Kirchner, quem já está no poder adota medidas concretas para encilhar a imprensa. No Brasil, os autoritários incrustados no governo democrático divulgam projetos que outro propósito não têm, a não ser mimpedir a livre manifestação do pensamento e das opiniões, com assinatura do presidente Lula. (Do editorial do Estadão).
Faço apenas um reparo: Chávez não avança para a ditadura - o coronel venezuelano nunca passou de um "tirano eleito", na certeira definição de sua conterrânea Ana Júlia Jatar (links).
(Na foto, o instrumento de ferro usado pelos violentos gorilas de Chávez contra os estudantes. Trata-se de uma verdadeira operação de guerra contra os "perigosíssimos" manifestantes ).

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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

O fradeco doido

Não, Frei Betto, o louvador de ditadores e ex-"assessor espiritual" de Lula (na foto, com o guru Fidel Castro), nem precisa de ayahuasca para, digamos, "entrar em transe". Sua "Oração do Pássaro", publicada no blog do Reinaldo, já diz tudo:

Senhor, tornai-me louco, irremediavelmente louco
Como os poetas sem palavras para os seus poemas,
As mulheres possuídas pelo amor proibido,
Os suicidas repletos de coragem perante o medo de viver,
Os amantes que fazem do corpo a explosão da alma.

Dai-me, Senhor, o dom fascinante da loucura
Impregnado na face miserável do pobre de Assis,
Contido nos filmes dionisíacos de Fellini,
Resplandecente nas telas policrômicas de Van Gogh,
Presente na luta inglória de Lampião.

Quero a loucura explosiva, sem a amargura

Da razão ética das pessoas saciadas à noite pela TV,
Da satisfação dos funcionários fabricantes de relatórios,
Dos deveres dos padres vazios de amor,
Dos discursos políticos cegos ao futuro.

Fazei de mim, Senhor, um louco
Embriagado pelo vosso amor,
Marginalizado do rol dos homens sérios,
Para poder aprender a ciência do povo
Em núpcias com a Cruz que só a Fé entende
Como um louco a outro louco.

Não resta dúvida: o Senhor atendeu o pedido do fradeco...

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Zelaya para vice de Chávez !

Boa sugestão, Sponholz. E o chanceler Amorim bem que poderia servir de padrinho...(Agora é limpar a pocilga em que o chapelão transformou a embaixada brasileira em Honduras).

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Minério e soja demais, tecnologia de menos.

Um retrato nada confortável da economia brasileira:
Exportamos cinco toneladas de soja ou quatro de minério de ferro pelo preço de um laptop, cuja produção gerou muito mais empregos e renda.
A indústria brasileira de transformação, que agrega tecnologia e deixa o produto pronto para o consumidor final, está crescendo bem menos do que o PIB. A nossa economia é cada vez mais produtora de commodities agropecuárias e minerais, de produtos básicos e de serviços simples, como o comércio.
(Leia aqui).

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Governo oficializa beberagem religiosa

A beberagem de cipó do Santo-Daime, que deixa os crentes doidinhos, só pode ser consumida nos cultos:
O governo brasileiro oficializou ontem as regras para o uso religioso do ayahuasca, chá também conhecido como santo-daime, entre outras denominações, e utilizado principalmente em cerimônias religiosas no Norte do País. A resolução, publicada no Diário Oficial da União, veta o comércio e propagandas do composto, que só poderá ser cultivado e transportado para fins religiosos e não lucrativos. (Continua).
Aliás, desconfio que Frei Betto, o entusiasta da ditadura cubana, anda consumindo o tal chá de cipó, dadas as bobagens que anda dizendo. Merece é uma boa surra de cipó no lombo.

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Monstrobras pode tudo

Lula libera verba para a estatal "soviética", que produz o coquetel de combustíveis mais caro do mundo, mesmo sabendo que ela está na lista de irregularidades do TCU.

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Quanto mais ideologia, menos ciência.

O amigo Marcelo Hermes-Lima, cientista da UnB (ver Ciência Brasil, links) recomenda - e eu referendo - matéria sobre o declínio das ciências no governo Lula. Pudera: onde prevalecem militantes partidários, o conhecimento vai para as cucuias.
Só falta os petralhas dizerem que isto é manipulação porque está no site dos tucanos.

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terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Silêncio sobre o fascismo bolivariano

O fascismo bolivariano está fazendo água na Venezuela. Mas, claro, toda ditadura joga o que tem para manter o poder (tanques, metralhadoras etc.). Estudantes mortos, canais de TV fechados, imprensa sob pressão. Nada mais repetitivo do que a história das ditaduras.
Aqui no Grotão lulista ninguém diz nada, a começar pelos jornais, sempre comedidos com os amigos do Pequeno Timoneiro. Os colunistas, que supostamente têm mais liberdade para escrever, são em geral paus-mandados, servos das ideologias ou do bolso de algum político ou empresário, todos patrimonialistas.
Nunca houve tanto chapa-branca no jornalismo brasileiro. Especulando, acho que as escolinhas de comunicação devem ter algo a ver com isto.
P.S: aliás, quem quiser saber sobre o quanto fascismo e comunismo foram - e ainda são -intercambiáveis (assim como "direita" e "esquerda"), por favor leia o corrosivo livro do historiador Tony Judt sobre uma certa - e nojenta -complacência francesa: Passado Imperfeito. Um olhar crítico sobre a intelectualidade francesa no pós-guerra (Nova Fronteira, 2007). Atenção, historiadores, filósofos, sociólogos de mente embotada: texto obrigatório.
P.S. 2: aí está, certamente, uma das razões do embotamento das "ciências humanas" na USP, criada pelos franceses justamente na época analisada por Tony Judt no período entre-guerras.

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Um vice para Dilmentirosa


Começou a briga de foice para ver quem acompanha Dilmaligna para o brejo. Gosto de ver o canibalismo da grande coalizão do atraso e da roubalheira.

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Monstrobras raspa os nossos bolsos

Diz a Folhona que a Petrobras conseguiu zerar a "perda com o preço da gasolina". Que perda é essa? Certamente, com os patrocínios a petistas e com a campanha lulista. Pagamos, pelo péssimo coquetel de combustíveis fornecido pela empresa, um dos preços mais altos do mundo. A Monstrobras está é "zerando" os nossos bolsos.
A Petrobras já compensou os R$ 10 bilhões que deixou de faturar ao manter os preços da gasolina e do diesel defasados em relação à cotação internacional do petróleo entre 2005 e 2008, dizem especialistas. No ano passado, a empresa chegou a dizer que baixaria os preços quando isso ocorresse -mas não é o que o mercado espera, embora o Brasil tenha uma das gasolinas mais caras do mundo.
A compensação ocorreu ao longo de 2009, quando, diferentemente dos três anos anteriores, os preços da gasolina e do diesel vendidos nas refinarias da Petrobras estavam acima das cotações internacionais. Isso aconteceu porque, no auge da crise, a cotação do barril foi derrubada de US$ 140 para menos de US$ 40. Hoje, está entre US$ 70 e US$ 75.Especialistas ouvidos pela Folha calculam que a Petrobras já tenha conseguido recuperar, só no ano passado, entre R$ 10 bilhões e R$ 12 bilhões. (Continua, para assinantes).

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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Chávez, de novo? É de vomitar.

O grotesco tirano da Venezuela quer livrar as empresas estatais - ocupadas por seus servos - de fiscalização, essa coisa do maldito capitalismo, claro. Garantia de impunidade para os incompetentes que se locupletam com a hedionda ditadura.
É triste ver um país sul-americano que foi pujante tomar o caminho da África. Vai de mal a pior.
Já puxando o saquinho: Chávez tira do ar até TV a cabo. Continua perseguindo implacavelmente a imprensa, fechando TVs e rádios, que devem entrar em cadeia nacional quando bem lhe aprouver para transmitir suas intermináveis baboseiras no estilo Fidel Castro.
Aqui no Grotão lulista, nenhum protesto da parte dos servos ideológicos da Fenaj. Aliás, eles nem reclamam aqui dentro..
Mas não tenham dúvida: resistiremos, apesar dos atrasildos bolivarianos locais.
Haja fígado!
UPDATE: vice de Chávez, que era também ministro da Defesa, renuncia. O barco bolivariano está fazendo água...

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domingo, 24 de janeiro de 2010

O chato que encanta "Adolfinejad"

Como mencionado no post "A música dos ditadores", Chris de Burgh é cantor aprazível aos ouvidos de Ahmadinejad, o ditador do Irã - este amigo de Chávez e Lula, é bom não esquecer.
O canário nasceu na Argentina, mas vive na Irlanda. Aqui no Brasil, tocaria em churrascarias (território gauchesco) ou em hoteis de águas termais.
Tenham a paciência de ouvir algunas cositas acá, mas não esqueçam o saquinho.

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Carneiros ideológicos

Todos para o curral eleitoral lulista

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A miséria do antropocentrismo

O físico Marcelo Gleiser escreve hoje, na Folha, sobre as reações mundiais à desgraça do Haiti, aproveitada por alguns religiosos vagabundos para dizer que foi "castigo de deus" (o deus dos picaretas não merece nem sequer maiúscula). Isso tudo é fruto (podre) de ultrapassada visão antropocêntrica.
Catástrofes são possíveis em todos os países assentados sobre falhas geológicas - mas não se pode, por enquanto, prevê-las. Não há dúvida de que o planeta verá coisas piores, emanadas da própria Terra ("planeta ativo, borbulhando em suas entranhas") ou do espaço, via cometas e meteoros de grande proporção. Disso, nenhum Deus nos salvará. Em poucas palavras, para mim o antropocentismo só sobrevive graças às religiões. Não haverá ninguém "lá fora" nos dando a mão quando virarmos pó (nisto, a Bíblia foi genial: viemos do pó e ao pó voltaremos). Estas são palavras de minha responsabilidade, mas vamos ao texto de Gleiser, cuidadoso para não ferir suscetibilidades.
É impossível encontrar palavras para descrever a tragédia no Haiti. De longe, lemos depoimentos e jornais. Assistimos às notícias na TV, chocados em ver uma população inteira em profunda agonia, num estado de total fragilidade e de caos. Crianças perdidas de seus pais (ou órfãs) e milhares de pessoas morrendo de fome e sede.
Gangues de jovens -mais de 50% da população tem menos de 18 anos- atacando aqueles que tem algo para comer ou tentando roubar tudo o que podem. Nenhuma água, gasolina ou qualquer forma de comunicação. A vida forçada a parar por completo, um apocalipse real, provocado por forças muito além do nosso controle.
Mesmo que a ciência possa explicar as causas dos terremotos e das erupções vulcânicas, permanece incapaz de prever quando irão ocorrer. Saber a localização das falhas geológicas onde os terremotos ocorrem claramente não é suficiente. Modelos e explicações permanecem especulativos. Por exemplo, existe uma proposta que terremotos tendam a ocorrer quando há um aumento na força das marés, como em torno da época de um eclipse. De fato, um eclipse anular ocorreu três dias após o terremoto do Haiti. Infelizmente, previsões dessa natureza raramente são precisas o suficiente para salvar vidas.
A Terra é um planeta ativo, borbulhando em suas entranhas, com uma crosta formada de placas que tendem a mudar de posição em busca de um maior equilíbrio quando a pressão subterrânea aumenta. Obviamente, fazem isso sem dar a menor importância para a destruição que causam. Cataclismos naturais, como o do Haiti ou o tsunami de 2004 no oceano Índico, que causou em torno de 230 mil mortes, expõe a crua realidade da vida na Terra: precisamos da natureza, mas a natureza não precisa de nós. No nosso desespero, e sem poder prever quando cataclismos dessa natureza irão ocorrer, atribuímos tais eventos a "atos divinos". Nisso, não somos muito diferentes de nossos antepassados, que associavam divindades a quase todos os aspectos e fenômenos do mundo natural.
Talvez a transição do panteísmo ao monoteísmo, sobretudo no ocidente, tenha removido Deus do contato mais direto com os homens, relegando-o a uma presença etérea, distante da realidade do dia-a-dia. Mas muitos continuam atribuindo o que não entendem a "atos divinos", seguindo a receita tradicional do "deus das lacunas": a fé começa onde a ciência termina. Talvez faça mais sentido associar esses cataclismos a uma indiferença divina. É horripilante testemunhar a crueldade -e até mesmo a estupidez- de certos homens de fé nesses momentos difíceis. Um exemplo é do pastor evangélico americano Pat Robertson, que recentemente atribuiu o terremoto a uma punição divina contra o povo haitiano, que supostamente assinara um pacto com o diabo para conseguir obter sua independência dos franceses. Nossos antepassados nas cavernas teriam concordado.
Dentro do contexto desta coluna, a tragédia provocada pelo tremor no Haiti nos ensina ao menos duas coisas. Primeiro, que a ciência tem limites, e que existe muito sobre o mundo que ainda não sabemos. Porém, não é por isso que devemos atribuir o que não sabemos explicar a atos sobrenaturais. Nossa ignorância deve abrir caminho ao conhecimento e não à superstição. Segundo, aprendemos que a vida -e aqui estamos nos incluindo- é extremamente frágil e deve ser protegida a todo custo. Nosso planeta, apesar de demonstrar fúria ocasionalmente, é nossa única morada viável. Devemos tratá-lo com o respeito que merece.
(Surrupiado da Folha, sob o título "Ciência, religião e o Haiti").

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sábado, 23 de janeiro de 2010

A música dos ditadores

Música é mesmo uma linguagem universal. Até os sanguinários a apreciam, e não são lá muito ruins de gosto, ao que parece.
O ditador líbio Muammar Khadafi é chegado em Lionel Ritchie, do qual aprecia "Three times a lady", por exemplo. O genocida sérvio Milosevich - que já está no inferno - era fã de Frank Sinatra, enquanto o tampinha da Coreia do Norte, Kim Jong-il, que também já foi metido a roqueiro, convidou Eric Clapton para tocar para a família do déspota (o guitarrista britânico recusou, razão a mais para apreciá-lo).
Ahá!, mas adivinhem o preferido de "Adolfinejad", o teocrata iraniano! É um tal de Chris de Burgh, argentino radicado na Irlanda, que também já foi convidado para ir a Teerã - e certamente aceitou, como bom latino-americano, já que cucarachos não desprezam uma boa ditadura.
Bene, todos devem estar reclamando da falta do Chávez, mas, pelas bobagens que diz, já se pode imaginar o tipo de "canário" que lhe apetece.
(A matéria é ruinzinha, mas pode ser conferida aqui).

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Haja madeira para tanto palanque governista!

E o Ibama está tão cego quanto a Justiça Eleitoral. Ah, sim, haja também tanta cara-de-pau.

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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Réquiem para a Justiça Eleitoral

A Justiça Eleitoral, assim como a jabuticaba, é nativa do Brasil. Jabuticaba ainda temos, mas a justiça que trata das eleições morreu desde que sofremos a era lulista.

Lula e Dilmentirosa, em campanha permanente desde o ano passado, debocham de todas as instituições.

Só alguns blogueiros e outros gatos pingados enxergam a permanente violação à lei.

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Resista, Brasil!

Resistamos, democrática e civilizadamente: um NÃO DEFINITIVO ao lulismo nas eleições! Recuperemos o Brasil do Grotão lulista. Dilmentirosa jamais!
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200 milhões para a propaganda do lulismo

Em pleno ano eleitoral, Lula, fundador e imperador do Grotão, terá 200 milhões para trombetear suas "obras", ou melhor, para fazer a campanha da Dilmentirosa, a madrasta do PAC que agora já pensa num PAC II.
Nunca se gastou tanto em publicidade.
Trabalha, nego, para manter esse deboche com o nosso dinheiro.
E o TSE nem aí...

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Nem The Economist aguenta o "Filho do BR"

Nem a revista The Economist, que tem sido tão boazinha com o Pequeno Timoneiro, resistiu a criticar o filme que procura transformar Lula num santo.
Bom demais para ser verdade, diz o semanário britânico sobre o "Filho do Barril", ôps, "Filho do Brasil".
(Gracias, CFE).

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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Falta espelho para o lulismo

O chefão das hordas ideológicas que tomaram de assalto as instituições, vulgo "filho do Brasil", chamou o presidente do PSDB de "babaca" por ter dito o que os melhores blogs já dizem há muito tempo: Dilma mente, mente e mente. É Dilmentirosa e Dilmaligna. Mentiu no passado, mente agora e fatalmente mentirá no futuro. Para essa gente, isto é coerência.
Babaca é o povo que votou no lulismo. E babaca persistirá se votar em Dilma.
Sem meias palavras. Nâo sou filho desse Brasil aí.
Para terminar, que ninguém pense que tenho a mínima simpatia por Guerra. Ele apenas disse o que a oposição deveria ter dito há muito tempo.

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Um detector de mentiras para Dilmaligna



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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Tome, Dilmentirosa!

Nota oficial do presidente do PSDB, Sérgio Guerra, sobre Dilmentirosa, que andou dizendo que o Bolsa Família será extinto se os tucanos vencerem as eleiçoes. A nota saiu em vários blogs, mas vale reforçar aqui também. Que a oposição cumpra seu papel é o que todos esperamos. E chega de a ministra fazer campanha sem se licenciar. Acorde, TSE! Chega de letargia.
Dilma Rousseff mente. Mentiu no passado sobre seu currículo e mente hoje sobre seus adversários. Usa a mentira como método. Aposta na desinformação do povo e abusa da boa fé do cidadão.

Mente sobre o PAC, mente sobre sua função. Não é gerente de um programa de governo e, sim, de uma embalagem publicitária que amarra no mesmo pacote obras municipais, estaduais, federais e privadas.

Mente ao somar todos os recursos investidos por todas essas instâncias e apresentá-los como se fossem resultado da ação do governo federal. Apropria-se do que não é seu e vangloria-se do que não faz.

Dissimulada, Dilma Rousseff assegurou à Dra. Ruth Cardoso que não tinha feito um dossiê sobre ela. Mentira! Um mês antes, em jantar com 30 empresários, informara que fazia, sim, um dossiê contra Ruth Cardoso.

Durante anos, mentiu sobre seu currículo. Apresentava-se como mestre e doutora pela Unicamp. Nunca foi nem uma coisa nem outra. Além de mentir, Dilma Rousseff omite. Esconde que, em 32 meses, apenas 10% das obras listadas no PAC foram concluídas - a maioria tocada por estados e municípios. Cerca de 62% dessa lista fantasiosa do PAC - 7.715 projetos- ainda não saíram do papel.

Outra característica de Dilma Rousseff é transferir responsabilidades. A culpa do desempenho medíocre é sempre dos outros: ora o bode expiatório da incompetência gerencial são as exigências ambientais, ora a fiscalização do Tribunal de Contas da União, ora o bagre da Amazônia, ora a perereca do Rio Grande do Sul.

Assume a obra alheia que dá certo e esconde sua autoria no que dá errado. Dilma Rousseff se escondeu durante 21 horas após o apagão. Quando falou, a ex-ministra de Minas e Energia, chefe do PAC, promovida a gerente do governo, não sabia o que dizer, além de culpar a chuva e de explicar que blecaute não é apagão.

Até hoje, Dilma Rousseff também se recusou a falar sobre o Plano Nacional de Direitos Humanos, com todas as barbaridades incluídas nesse Decreto, que compromete a liberdade de imprensa, persegue as religiões, criminaliza quem é contra o aborto e liquida o direito de propriedade. Um programa do qual ela teve a responsabilidade final, na condição de ministra-chefe da Casa Civil.

Está claro, portanto, que mentir, omitir, esconder-se, dissimular e transferir responsabilidades são a base do discurso de Dilma Rousseff. Mas, ao contrário do que ela pensa, o Brasil não é um país de bobos.

Senador Sérgio Guerra
Presidente Nacional do PSDB
Brasília, 20 janeiro de 2010

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Lula, o "neoliberal".

Olha aí, quem tanto falou mal de FHC. Mas, de minha parte, que se venda o Grotão inteiro. Difícil será encontrar comprador...
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O Equador sob a "teologia da libertação"

O presidente do Equador, Rafael Correa, acaba de cometer um livro: Ecuador: de Banana Republic a la No República. Pelo título já se vê que Correa, com aquela cara e pose de "segurança" de boate, detesta a divisão de poderes da tradição republicana. Como seu vizinho Chávez, da Venezuela, gosta mesmo é de exercer o despotismo.
Depois de discorrer sobre sua (inútil) formação acadêmica, ele declara sua filiação ideológica, nada surpreendente para um sul-americano: é seguidor da "teologia da libertação", essa praga de que a Igreja católica jamais conseguirá se livrar.
Sua receita para o Equador tornará o país ainda mais pobre do que é: um desastre.

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terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Uma camisa-de-força para Chávez!

A última do coronel falastrão de Caracas: os Estados Unidos fabricaram o terremoto que destruiu o Haiti! Segundo o tirano venezuelano, a Marinha norte-americana dispõe de armas para provocar abalos sísmicos!
Cá pra nós, Chávez não passaria num exame psiquiátrico de peritos independentes.
(Loucura à parte, sobre o fracasso dos governos populistas, vejam no Cadal).
(Grato, CFE).

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O falastrão que criou o Grotão

Claro, claro, o Brasil não existia antes de Lula e seus acólitos. Ele e Maluf nunca prometeram; sempre fizeram...

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Vêm aí mais ataques à democracia

Além de O Globo (ver, abaixo, o post "Escalada autoritária"), também o Estadão denuncia a nova investida contra a democracia perpetrada pelos órfãos do Muro de Berlim. Repito o que disse antes: se não houver resistência por parte da mídia e dos poderes republicanos, enfrentaremos uma tirania de focinho bolivariano logo, logo.
Vem aí mais um ataque à liberdade de informação e de opinião, preparado não por skinheads ou outros grupos de arruaceiros, mas por bandos igualmente antidemocráticos, patrocinados e coordenados pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A 2ª Conferência Nacional de Cultura, programada para março, foi concebida como parte de um amplo esforço de liquidação do Estado de Direito e de instalação, no Brasil, de um regime autoritário. O controle dos meios de comunicação, da produção artística e da investigação científica e tecnológica é parte essencial desse projeto e também consta do Programa Nacional de Direitos Humanos, outra desastrosa proposta do governo petista. O texto-base da conferência poderia figurar num museu de teratologia política, como exemplo do alcance da estupidez humana. Antes de enviá-lo para lá, no entanto, será preciso evitar a sua conversão em roteiro oficial de uma política de comunicação, ciência e cultura.
A palavra cultura, naquele texto, é usada com tanta propriedade quanto o verbo "libertar" na frase famosa "o trabalho liberta", instalada sobre o portão de Auschwitz. "O monopólio dos meios de comunicação", segundo o documento, "representa uma ameaça à democracia e aos direitos humanos." É verdade, mas não existe esse monopólio no Brasil nem nas verdadeiras democracias. Um regime desse tipo existe em Cuba, como existiu noutras sociedades submetidas a regimes totalitários, sem espaço para a informação, a opinião e o confronto livre de ideias. Muitos dos companheiros do presidente Lula, entre eles alguns de seus ministros, nunca desistiram da implantação de algo semelhante no País. Segundo Lula, sua carreira política teria sido impossível sem a liberdade de imprensa, mas hoje essa liberdade é um empecilho a seus projetos de poder.
O documento defende "maior controle social" sobre a gestão de rádios e TVs públicas. Mas "controle social", em regimes sem liberdade de informação e de opinião, significa na prática o controle total exercido pelo pequeno grupo instalado no poder. Nenhum regime autoritário funcionou de outra forma. Também a palavra "social", nesse caso, tem um significado muito diferente de seu valor de face. (Continua).

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Chile dá lição ao Brasil

No Estadão:
O presidente eleito do Chile, Sebastián Piñera, citou a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para avaliar sua própria vitória no pleito realizado no último domingo, e insinuou que o Brasil pode seguir o caminho de seu país e mudar da esquerda para a oposição.
Se assim não for, seremos o próximo país destruído pelo bolivarianismo. Três mandatos de petismo transformarão o Brasil num Haiti.
Vide acampamentos "administrados" pelos tiranos eleitos na América do Sul.

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Nietzsche e a era petralha

Nunca tive muita simpatia pelo bigodudo F. Nietzsche (1844-1900), mas nesta afirmação ele foi na couve:
"Nos indivíduos, a loucura é algo raro – mas nos grupos, nos partidos, nos povos, nas épocas, é regra.”
Até parece que ele está falando da era petralha no Brasil: MST, Ongs, "movimentos sociais" etc. Todos loucos pelo dinheiro público...
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Escalada autoritária

Aos poucos, os jornais começam a acordar para as medidas autoritárias tomadas pelo governo Lula no recesso dos poderes. Agora é o jornal O Globo que, ainda que timidamente, dedica seu editorial ao tema ("Ideia fixa"). Mas a verdade é esta: se o Congresso e o Judiciário não saírem da letargia, estaremos mais próximos do bolivarianismo que inferniza a América do Sul (do qual só escapam o Chile e a Colômbia). Não se pode esquecer a ojeriza do lulopetismo pela democracia. Isto vem do berço. Certo, lá atrás os petistas criticavam a então URSS, mas não poupavam ataques à "democracia burguesa". Falavam numa "terceira via", que, em todas as suas formulações, jamais passou de um barco fantasma.
No primeiro mandato de Lula, houve dois atentados frustrados contra a liberdade de expressão e, em particular, a de imprensa, direitos da sociedade inscritos na Constituição.
Foram eles a proposta, maquinada no Ministério da Cultura, de uma agência (Ancinav) destinada a controlar a produção audiovisual do país, e a criação de um órgão paraestatal, o Conselho Federal de Jornalismo, idealizado com o objetivo de patrulhar as redações da imprensa profissional e independente.
Agora, no final do segundo mandato, e, talvez não por coincidência, às portas da campanha eleitoral, a ideia fixa de grupos do governo de acabar com a liberdade de imprensa volta a se manifestar.
Depois do contrabando liberticida incluído no “programa de direitos humanos”, e da Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), virá mais uma investida antidemocrática, contra a imprensa, como noticiado domingo pelo jornal “O Estado de S. Paulo”. Trata-se da 2a Conferência Nacional de Cultura, agendada para março.
Este encontro, assim como o de comunicação, usa o mesmo kit aplicado, por exemplo, na Argentina, importado originalmente da Venezuela, para dar tinturas de legitimidade a propostas autoritárias de controle da mídia: fazem-se inúmeras reuniões regionais para que a militância discuta propostas. Tudo encenação, pois apenas um lado é ouvido. Na Argentina, a manobra foi executada na formulação da Lei de Meios, sob medida para debilitar os dois maiores grupos independentes de comunicação do país, o “Clarín” e “La Nación”.
Aprovada por um Congresso controlado pelos Kirchner, a lei já foi em parte revogada pela Justiça, por inconstitucional. E o novo Congresso, de oposição, deverá pulverizá-la de vez.Os mesmos alquimistas do autoritarismo que destilaram a Ancinav, no governo passado, atacam agora pelo método do assembleísmo militante. E novamente reaparecem chavões como “o controle social ” dos meios de comunicação, ataques ao “monopólio” no setor -, embora haja nele vários grupos em intensa competição.Também como no “programa de direitos humanos”, usa-se o macete da “transversalidade” para permitir que, na formulação de uma política de cultura, se trate de censura à imprensa.
A sucessão de investidas contra as liberdades, originadas no governo Lula, faz lembrar o quão amplo foi o arco da aliança política que lutou contra a ditadura.
Nela também havia grupos autoritários de esquerda, não democráticos, que apenas queriam substituir uma ditadura por outra. Usavam a luta pela redemocratização como tática, contra um inimigo comum. São partidários dessa visão ideológica que, atuantes no Executivo, forçam o governo a assumir propostas inaceitáveis.
E Lula, pelo visto interessado em obter dividendos eleitorais dessas facções, nada faz para contê-las.

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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

O AI-51 e a imprensa

Os ongueiros socialistoides e puxa-sacos vêm defendendo o AI-51. Liberticídio é com eles. Fazem parte da Irmandade dos Órfãos do Muro de Berlim, na expressão de Augusto Nunes. E liberticidas também há dentro das redações - como nunca antes na história "desspaís".
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Os empregos do futuro próximo

Pesquisa encomendada pelo governo inglês revela as 20 principais carreiras das próximas duas décadas. Para elaborar a lista, a Future of Jobs to Come ouviu 486 especialistas de 58 países em seis continentes, tendo como foco as mudanças tecnológicas e científicas - e quais empregos esses avanços poderiam gerar. Nada a ver com as profissões tradicionais.
Bene, os empregos do futuro obrigarão as universidades a uma pofunda reciclagem...
1. Fabricantes de partes do corpo: avanços na ciência tornarão possível a fabricação de partes do corpo avulsas, abrindo campo para fabricação, comércio e reparo dessas partes.
2. Nano-médicos: há um grande potencial para desenvolvimento de aparelhos em nanoescala aplicados em novos procedimentos, que podem transformar os cuidados pessoais. Uma nova nanomedicina será necessária para administrar esses tratamentos.
3. Fazendeiro de seres geneticamente modificados: alguém precisará se especializar nos cuidados de plantas e animais geneticamente modificados.
4. Consultor/gestor do bem estar na velhice: especialistas irão reunir conhecimentos de diversas áreas (farmacêutica, medicina, próteses, psiquiatria entre outros) para ajudar a tratar e cuidar das necessidades da velhice.
5. Cirurgião do aumento de memória: novas tecnologias permitirão a médicos adicionar uma capacidade extra de memória no cérebro.
6. Cientistas para criar uma nova ética: avanços em áreas como clonagem exigem uma nova ética que ajude a sociedade a tomar decisões conscientes. As perguntas não serão mais “podemos fazer isso?”, mas sim “devemos?”.
7. Pilotos espaciais, guias de turismo e arquitetos: com o turismo espacial, pilotos,guias e designers serão necessários para construir as moradias no espaço e em outros planetas.
8. Fazendeiros verticais: cidades terão agricultura vertical, regadas hidroponicamente, e exigirão pessoas com habilidades cientificas, de engenharia e comércio.
Veja o resto da lista aqui.
P.S.: quanto ao ponto 6, a atividade é de filósofos - e não de cientistas. Cientistas lidam com o que é; tratar do que deve ser é tarefa para estudiosos da ética, ramo da filosofia.

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Tarso "Illich", o voador.

Candidato novamente ao desgoverno do Rio Grande do Sul, o ministro Tarso "Illich" Genro - o mais leninista dos leninistas - é campeão no uso e abuso de jatos da FAB. Só no ano passado, foram 85 viagens aos pampas.

Eita, governo aéreo!
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Deturpação dos direitos humanos

Sob a capa dos "direitos humanos", o que se quer é implantar o socialismo no país. Denis Rosenfield escreve sobre essa armadilha no Estadão de hoje:
O atual governo, em íntima colaboração com os ditos movimentos sociais e as alas mais à esquerda do PT, está produzindo uma completa deformação dos direitos humanos. De perspectiva universal, eles estão se tornando, nas mãos dos que teimam em instaurar no Brasil uma sociedade socialista/comunista, um instrumento particular de conquista do poder. Acontece que essa conquista do poder é agora mais insidiosa, passando por uma ampla campanha de formação da opinião pública.
De fato, se perguntarmos a qualquer um se é favorável ou não aos "direitos humanos", a resposta será certamente "sim". Se fizermos a mesma pergunta por uma sociedade socialista/comunista, a resposta será majoritariamente "não". Eis por que a forma de influenciar a opinião pública pressupõe essa armadilha das palavras, que corresponde a um plano ideológico predefinido.
Eis uma das razões de por que o dito programa insistiu em abrir uma crise com os militares, com o intuito claro de indispor a sociedade brasileira com a instituição militar. O uso de expressões como "repressão política", agora alterada para "violação dos direitos humanos", tem precisamente o propósito de reabrir uma ferida, de preferência infeccioná-la, para que o projeto socialista/comunista possa tornar-se mais palatável. Afinal, os militares seriam, nessa perspectiva, os "repressores", enquanto os que pegaram em armas por uma sociedade comunista seriam as "vítimas", os "democratas".
Maior falsificação da História é impossível. Os que lutaram contra o regime militar, em armas, fizeram-no, por livre escolha, em nome da instalação do comunismo no Brasil. A guerrilha do Araguaia era maoista, totalitária. Não o fizeram pela democracia. São, nesse aspecto, responsáveis por suas escolhas e não deveriam ter sido agraciados com a "bolsa-ditadura". Se optaram pelo comunismo, deveriam ser responsáveis por sua opção e não deveriam colocar-se como vítimas. Lamarca, Marighella e o próprio secretário Vannuchi pretendiam instalar o totalitarismo no Brasil. O primeiro, aliás, era um assassino confesso, tendo matado covardemente um refém, um tenente da Polícia Militar de São Paulo, a coronhadas. Eis os heróis dos "direitos humanos".
Todo o documento está escrito na linguagem própria dos ditos movimentos sociais, que são organizações políticas com o mesmo propósito socialista/comunista. Em seus documentos não escondem isso, embora, para efeitos públicos, utilizem a linguagem mais palatável dos "direitos humanos". O "neoliberalismo" e o "direito de propriedade" se tornam os vilões dessa nova versão deturpada dos direitos humanos. (Continua).

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Governo transparente


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domingo, 17 de janeiro de 2010

Kotscho, o coxo ideológico.

Eis outro (ver posts abaixo) que ainda raciocina a partir da dicotomia esquerda/direita: Ricardo Kotscho, colunista do Ig, obviamente, como o réu Zé Dirceu.
Incensado pelas escolinhas de comunicação e jornalismo, virou chapa-branca antes mesmo de Lula ser eleito: seguiu o Pequeno Timoneiro nas andanças pelo Grotão durante a catequização petista, depois foi secretário-ministro de Imprensa e, certamente, terá uma estátua na Fenaj depois de morto.
O título do post que o chapão "esquerdista" redigiu hoje sobre o pacotão fascistoide já diz tudo: "Direita vive, mostra a reação a programa de direitos humanos (sic)".
Ou seja: pensar criticamente, hoje, é coisa de "direita". Defender a democracia e o Estado de Direito é "reacionarismo".
O coxo ideológico é pré-89, como boa parte dos jornalistas brasileiros.
Haja saquinho!
(Ah, sim, desculpem o trocadilho infame).

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Chile é exemplo de democracia.

O Chile é o país mais civilizado da América do Sul. Lá não há colher de chá para bolivarianos e outros que, depois de eleitos, se tornam tiranos.
A presidenta Bachelet, derrotada nas eleições de hoje, fez um bom governo mas não sujou as mãos com, digamos, uma Dilma: não se meteu na campanha do candidato de seu partido, o socialista. Agiu como estadista.
Pelo menos nesse aspecto, é um exemplo para a Cucaracholândia, ou melhor, Narcoamérica do Sul.
A Folha noticia que Sebastian Piñera, da oposição, já está eleito, o que é reconhecido pelo oponente socialista Eduardo Frei. Lamentável é que os jornais daqui ainda cultivem essa tosca dicotomia esquerda/direita (Piñera, segundo eles, é de "direita").
Ora, venceu a democracia. Fora dela, petistas, só há o breu do autoritarismo e do totalitarismo. Sim, sim, vocês preferem a última alternativa. Sinal de que a ideologia sempre emburrece.

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Petismo: ideologia regada a dinheiro público.

No editorial de hoje, "O PT de volta às origens", o Estadão toca novamente no pacotão fascistoide lançado pelo governo Lula. Só discordo do título e do tom do artigo: o PT jamais saiu das origens (sempre foi sindicalista, ongueiro, autoritário, ideológico e sempre misturou, na prática e na teoria mambembe, fascismo e comunismo). Relembrando Millôr, os petistas constituem uma etnia. Nenhum grupo "étnico" arranca o próprio couro.
As lições da história não foram nem são consideradas pelos petistas, que, mesmo na academia, são pouco afeitos ao estudo. São coerentes, mas apenas nos erros. O negócio deles é ideologia - regada a dinheiro, bem entendido, muito dinheiro público.
Deputado na Constituinte de 1988, Lula desobedeceu ao comando do seu partido ao assinar a Constituição que ela produziu. A bancada do PT recusou-se a assiná-la. Não fora para substituí-la por uma democracia burguesa que os seus futuros companheiros do PT lutaram contra a ditadura da direita. Ao que eles visavam era outro tipo de ditadura, parecida com isso que está no Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH), ou seja, um projeto de populismo autoritário organizado na forma de uma democracia direta - assinado pelo presidente Lula. Estabelecido esse regime, Congresso e Judiciário ficariam em segundo plano. As decisões importantes seriam transferidas para o chefe do Executivo, apoiado diretamente em comissões, conselhos e organizações cooptadas pelo poder central, subordinadas à sua orientação ideológica e nutridas, quase sempre, com dinheiro do Tesouro.
Esses grupos podem ser movidos por ideologia ou, no extremo oposto, por interesses meramente fisiológicos. Exemplos deste último caso são facilmente identificáveis no peleguismo brasileiro e na permanente procura de boquinhas na administração pública. Democracia direta é sempre democracia apenas no nome. O sistema representativo, tal como instituído nas sociedades ocidentais modernas, é certamente imperfeito e vulnerável ao poder de grupos. Mas dispõe de mecanismos, em geral eficientes, para canalizar e amortecer as pressões, confrontar e pesar interesses e, é claro, para estabelecer um razoável equilíbrio entre os Poderes de Estado.
A democracia direta elimina esses mecanismos de segurança, em nome dos "interesses do povo". O decreto do PNDH valoriza o recurso às decisões plebiscitárias e sugere a concessão ao "povo", além de uma participação maior na elaboração de leis, do poder de veto. Leis de iniciativa popular já são previstas na Constituição de 1988, mas não o veto popular. (Continua).
P.S.: e, por falar em academia, os atuais dirigentes das universidades públicas estão quase todos apetralhados: por falta de autonomia das IES, comem na suja marmita do governo.

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Lula, o coletor de canudos.

Essa é de lascar:
Lula afirmou a auxiliares que quer passar seis meses viajando quando deixar o governo para receber todos os "títulos de doutor" a que tem direito. Dezenas de universidades e instituições internacionais concederam ao petista o título de doutor honoris causa. "Entrei na Presidência torneiro mecânico e é assim que quero sair", disse. (Do Painel da Folha).
O Coturno pegou na jugular: bem que o "pluridoutor" Lula poderia presentear sua candidata, a falsa doutora Dilma, com um desses papeluchos.
O Pequeno Timoneiro quer ser "doutor" sem nunca ter estudado - e incentivando a população a não estudar: afinal, um torneiro-mecânico não chegou ao poder supremo do Grotão passando longe da escola e disso se orgulhando?
Títulos de doutor honoris causa são apenas isto: meros canudos de papel.

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sábado, 16 de janeiro de 2010

Está tudo conectado

A internet está mudando a nossa forma de pensar? Esta foi a pergunta do fórum deste ano da Fundação Edge, de John Brockman, que contou com a presença de cientistas, filósofos, artistas, historiadores e jornalistas, entre outros.
Abrindo o ciclo de debates, o próprio Brockman definiu a internet como "a nova e radical epistemologia que desmonta nossa habitual maneira de pensar", desafia nossas antigas certezas e estimula o compartilhamento de saberes e o surgimento de um "consciente coletivo".
Nem todos, é claro, concordaram com esta visão. O biólogo Richard Dawkins, por exemplo, disse que a rede pode ser, muitas vezes, "pura perda de tempo" - apesar de reconhecer que se trata de "uma das maiores realizações da espécie humana".
Steven Pinker, autor de Como a mente funciona, foi mais radical: a internet não está alterando a nossa forma de pensar.
Concordaram com ele, entre outros céticos, o biólogo evolucionista Mark Pagel, o escritor Tom McCarthy e o cientista cognitivo Donald Hoffman. Para Pinker, a internet só mexeu, de fato, com seu modo de organização material: pastas de arquivos, cartas, documentos, substituídos por softwares. Pagel reforça sua tese de que ainda somos o que milhões de anos de seleção natural forjaram lembrando alguns de seus amigos alheios ao mundo virtual, que, não obstante, pensam do mesmo jeito que nós, internautas. Hoffman também duvida que a internet, com apenas duas décadas de vida, possa alterar o que a evolução da espécie levou milênios para moldar.
De qualquer modo, ainda é cedo para uma resposta razoavelmente segura. É preciso estudar a fundo a geração que se formou a partir da internet. E isto ainda levará muito tempo.
(Leiam o texto de Sérgio Augusto).

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Resistir é preciso

Como tenho acentuado, aqui, ser necessário que as forças democráticas se oponham ao pacote fascistóide dos supostos "direitos humanos", não hesito em surrupiar a matéria da Veja desta semana que trata do tema. Aí vai.
Existem algumas obsessões que perseguem o governo Lula desde seu início e, ao que tudo indica, continuarão a existir até o fim. Em dezembro passado, o presidente assinou um decreto lançando o terceiro Programa Nacional de Direitos Humanos – um calhamaço de propostas com o nobre objetivo de pautar ações oficiais para proteger minorias e grupos em risco, como índios e quilombolas. O plano, porém, foi concebido nos moldes de um cavalo de troia. Escondida no corpo das medidas de apelo humanitário, há uma série de propostas que, de tão absurdas, provocaram desentendimentos e protestos de vários setores da sociedade, incluindo uma crise dentro do próprio governo. Os ministros militares, por exemplo, ameaçaram renunciar aos cargos diante da possibilidade de revogação da Lei da Anistia, de 1979, um pacto político e social que permitiu a transição da ditadura militar para a democracia sem maiores confrontos. Diante das pressões, Lula decidiu alterar o trecho do decreto que previa a criação de uma comissão com poderes para apurar e punir os militares envolvidos em crimes durante o regime dos generais. A decisão contornou a revolta na caserna – e apenas isso. O restante do plano continuou intacto.
Elaborado sob os auspícios do secretário Especial dos Direitos Humanos do governo, Paulo Vannuchi, ex-militante de um grupo terrorista dos anos 70, o plano continua ameaçando a liberdade de imprensa e protegendo invasores de terras, além de proibir a exibição de símbolos religiosos em lugares públicos e legalizar o aborto. Embora seja amplo e muitas vezes vago, o PNDH não é apenas uma simples carta de intenções, sujeita a delírios de toda natureza, como alguns representantes do governo tentam fazer crer com o objetivo de minimizar as críticas. A diferença entre o PNDH e outro projeto qualquer é que ele chega ao Congresso assinado pelo presidente da República. É, portanto, uma proposta do governo, analisada pelo governo, que conta com o aval do governo. O peso, evidentemente, muda. Os parlamentares podem alterá-la ou remetê-la para o lixo, mas não é isso que normalmente ocorre. Pontos significativos dos dois programas anteriores foram implementados, como a criação da lei que tornou inafiançável o crime de tortura, a retirada do foro especial para policiais que praticam crimes comuns e o combate ao trabalho infantil – só para citar alguns exemplos. E foi contando com a simpatia natural pelo tema dos direitos humanos que o governo resolveu inserir os contrabandos ilegais no texto.
A manutenção desses planos é um compromisso dos países que participaram da Conferência Mundial da ONU sobre o tema, em Viena, em 1993. No encontro, foram traçadas as diretrizes gerais de proteção aos direitos humanos e inclusão social. O documento do governo Lula é o terceiro elaborado pelo Brasil. Os dois primeiros foram editados em 1996 e 2002, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. Em linhas gerais, os planos até se parecem nas questões pertinentes ao assunto. A diferença é que o PNDH petista decidiu enveredar por caminhos acidentados. A repercussão de várias de suas propostas foi tão ruim que o presidente Lula se viu obrigado a admitir ter assinado o decreto sem ler os pontos mais sensíveis. A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, a quem cabe analisar o conteúdo de tudo o que vai parar na mesa do presidente, também se esquivou de responsabilidade – que foi integralmente empurrada para o gabinete do secretário Paulo Vannuchi. Lula, de fato, pode não ter lido o documento. Dilma, muito envolvida com a campanha presidencial, pode ter deixado escapar os absurdos. O que o governo não pode é fazer de conta que tudo não passou de mal-entendido, de um exagero.
Desde o início do governo, o presidente Lula atua como um dique de contenção do PT e de seus esquerdistas mais furibundos. Entregou a eles núcleos periféricos de poder e, assim, os manteve distantes das decisões sobre temas vitais, como a política econômica e os programas sociais, segredos do sucesso de seu governo. "Com milhares de cargos à disposição na administração pública, em fundos de pensão e em estatais, até o mais empedernido partido socialista, se precisar, vira neoliberal", explica o cientista político Rubens Figueiredo. Foi dessa maneira que Lula acalmou o ímpeto dos radicais durante sete anos. A receita valeu até hoje, mas a aproximação do fim do governo fez com que esses grupos, até por questão de sobrevivência política, deixassem o estado de letargia. O PNDH é um exemplo. Ele propõe apurar os crimes dos militares, mas nada fala sobre as execuções perpetradas pelos terroristas de esquerda. "Uma boa parte do PT é ressentida com Lula por não ter sido protagonista do seu governo. Como não dá mais, prepara o terreno para o futuro", afirma um dos coordenadores da campanha presidencial da ministra Dilma Rousseff, preocupado com o cerco que já se avizinha. Dilma não tem a mesma liderança nem a autoridade de Lula dentro do partido. Também não terá a sua popularidade. Por fim, é dona de uma biografia mais ideológica do que a do presidente. Ela, inclusive, integrou um grupo que participou da luta armada contra o regime militar, da qual Lula manteve distância estratégica. Os radicais acreditam que, caso Dilma seja eleita, encontrarão no seu governo um porto mais seguro – e um caminho mais livre para agir.
Ao que parece, contudo, a ministra não está satisfeita com esse pessoal. Mais magra e bronzeada após uma temporada em um spa no Rio Grande do Sul, na terça-feira, durante a primeira reunião do ano do comando de sua campanha, Dilma reclamou muito da polêmica criada por Paulo Vannuchi e pediu ao futuro presidente do PT, José Eduardo Dutra, que controle os radicais do partido para evitar qualquer tipo de problema. Em público, porém, ela silenciou sobre o Programa de Direitos Humanos. Assim como Lula, a ministra tem procurado se mover de olho na bússola eleitoral. A avaliação de sua equipe é que não valeria a pena criar neste momento um fato que pudesse decepcionar o eleitorado mais à esquerda. Isso está de acordo com a estratégia política geral que vai nortear o comportamento de Dilma até sua saída do governo, que deve acontecer em abril. A principal recomendação é que ela evite justamente entrar em temas polêmicos.
Ainda assim, ela permanece ministra. A Casa Civil é responsável por analisar a legalidade e a constitucionalidade de todos os projetos do governo antes de enviá-los à Presidência. Deve também resolver divergências e conflitos de interesse entre ministérios. Apesar disso, o Programa de Direitos Humanos passou pela mesa da ministra e chegou às mãos de Lula com vários focos de atrito entre setores do governo, como os que envolveram Paulo Vannuchi e o ministro Nelson Jobim, da Defesa, no caso dos militares; e os ministros Guilherme Cassel, da Reforma Agrária, e Reinhold Stephanes, da Agricultura, no caso das invasões de terra. Independentemente das conveniências eleitorais, seria muito bom para o país saber o que Dilma pensa a respeito.

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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

À espera dos guardiães da Constituição e do Estado de Direito


Será que já vivemos num presídio ideológico?

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Lula mostra a cara bolivariana

Para quem pensava que Lula é diferente de seu partido, restolho de comunismo e fascismo, eis aí a prova de que ele é, de fato, um petista de carteira e bandeirinha. O lulismo é apenas a fachada sindical e populista do petismo antidemocrático e liberticida.
O pacotão fascistoide lançado na virada do ano, na calada da noite e no recesso dos poderes republicanos, é a "alma" do governo. Se não houver resistência por parte da sociedade, dos outros poderes e das instituições, teremos uma ditadura bolivariana a partir de 2010.
O que diz a imprensa é que o Pequeno Timoneiro não quer mudar mais nada no pacotão. Então, que venha a resistência em favor da democracia.

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O Haiti é aqui...


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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

O silêncio da França na desgraça do Haiti

O Haiti foi colônia francesa e boa parte da população fala algo próximo do francês, essa língua que come letras. Pois, pois, a França, que abrigou os assassinos Papa Doc e Baby Doc, cruéis presidentes do país nos anos 80, está muito quietinha - essa colonialista pretensamente arrependida (e que foi colaboracionista do nazismo).
Os filósofos gauleses, sempre falastrões, já morreram. Mas era de se esperar algo do Estado e seus glamurosos representantes no socorro à desgraça haitiana.
Não é demais perguntar o que é que o Brasil está fazendo lá há muito tempo. Não acredito que seja para ter uma vaguinha no conselho da ONU, essa fantasiosa entidade hoje dominada por tiranos eleitos.
P.S: não foram os terremotos que transformaram o Haiti num dos países mais miseráveis do mundo.

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Pieguice sem fim

E já não aguento a choradeira e as louvaminhas sobre Zilda Arns. Para os jornais da televisão, parece que foi a única morta no previsível terremoto do Haiti.
Dá engulhos ver e ouvir repórteres e locutoras falando como se estivessem recitando homilias numa igreja. Esse jornalismo brega já canonizou a médica que agia e perorava como freira (era irmã do Cardeal Arns, de São Paulo), independentemente do Vaticano.
Catástrofes como a do Haiti - situado sobre uma falha geológica - são previsíveis. O resto é lamúria, sempre retardatária. Prevenir não dá dinheiro a ongs, igrejas, fundações de ex-governantes etc.
O planeta tem que se antecipar, ongueiros - e não apenas tentar remediar o que é irremediável. Em outras palavras, precisamos de mais ciência e menos discurso.

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Lugar do pacote liberticida é o lixo!

Certo, Lula recuou em relação às exigências dos militares, mas, no resto, o pacote fascistoide continua liberticida, como aponta Reinaldo Azevedo:
Atenção! O fato de os dinossauros bolchevistas terem corrido dos militares com seus fuzis simbólicos entre as pernas não quer dizer que tenha cessado o risco. O decreto continua:
- a ameaçar o direito de propriedade;
- a ameaçar a liberdade de expressão;
- a ameaçar a liberdade religiosa;
- a ameaçar a autonomia do ensino;
- a, em suma, defender a substituição da sociedade pelo PT e seus ditos “movimentos sociais”.
É necessário jogar toda essa porcaria no lixo - ou isto aqui vira, tardiamene, um Acampamento bolivariano.
DILMALIGNA, A INCOMPETENTE.
E o Estadão foi na couve ao analisar o comportamento da pseudo-doutora Dilma na preparação do pacote fascistoide:
Com esse escorregão, a ministra Dilma Rousseff demonstrou de forma irrefutável seu despreparo para mais um cargo federal. Já havia mostrado sua inépcia ao chefiar o Ministério de Minas e Energia, onde sua gestão foi abaixo de inexpressiva. Chamada para a Casa Civil, foi desde o início poupada, pelo presidente, de toda a responsabilidade pela articulação política. Foi-lhe atribuída a gerência dos investimentos federais e, em 2007, o presidente Lula entregou-lhe a coordenação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Mais que isso, ele a nomeou "mãe do PAC". Mais uma vez a ministra demonstrou sua inépcia gerencial, desmentindo novamente sua injustificável fama de executiva. (Continua).

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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Para quem não tem medo das alturas










Os proprietários da Sears Tower, o arranha-céu mais alto nos Estados Unidos (Chicago), inauguraram recentemente quatro mirantes de vidro (são como caixas de vidro incrustradas no prédio). Esses balcões estão suspensos a 412 metros do chão, no 103.º andar. Têm 3 m de altura por 3 m de largura e aguentam até 5 toneladas com os seus vidros de 1,5 polegadas de espessura. (Fonte: De Rerum Natura, links).
Assim é: enquanto a tal da natureza, indiferente, destroi e produz catástrofes, o homem constroi alguns momentos de beleza. Pobre espécie, que depende apenas de si própria...

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Golpismo abre para impeachment

De Ricardo Vélez Rodrigues, no Estadão:
1) É uma bobagem achar que Lula "não sabia de nada". Já conhecemos essa saída macunaímica, alegada, também, nos casos do "mensalão", dos "aloprados", dos "cartões corporativos", etc. Não vamos, outra vez, fazer o papel de bobos da corte que podem ser ludibriados na sua boa-fé. Bobagem tem limite. O presidente tem de ser responsabilizado pelo que assinou.
2) O que Lula assinou no malfadado decreto constitui uma tentativa de golpe de Estado, que deita por terra a Constituição. Gravíssimo. Isso daria ensejo, seguindo o rigor da lei, ao estabelecimento de um processo de impeachment.(Leia na íntegra).
Bene, o problema é que ninguém sabe por onde andam os guardiães da Constituição...

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terça-feira, 12 de janeiro de 2010

As vítimas do terrorismo no Brasil

Recomendo ver, no blog do Reinaldo Azevedo, a lista das vítimas (a maioria sem vinculação política) dos terroristas do comunismo. Hoje ocupando algumas secretarias de governo, os remanescentes da luta armada posam de democratas e fomentam o revanchismo (Dilmaligna, Franklin, Vannuchi, Tarso "llich" et caterva)
Verdade seja dita: nunca foram democratas! Foram, sim, entusiastas do leninismo, do maoísmo e do castrismo (sempre tardios, hoje estão mais para Gramsci, igualmente extemporêneo). O que queriam era substituir a ditadura militar pela ditadura comunista.
De esquerda ou de direita, pouco importa: ditaduras são nefastas. Suprimem o essencial: as liberdades.
O divisor de águas do mundo moderno é a democracia, com todos os seus defeitos, sempre corrigíveis.
A "alternativa" é a submissão aos pretensos conhecedores dos rumos da história (uma história para sempre sem finalismo).
P.S: e esses fracassados ainda ganham bolsa-ditadura...

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Chavismo no brejo


Economia no ralo, racionamento de energia, milicos tomando lojas. É o trágico desfecho de uma tirania que, ignorando as lições da história, tentou retomar na Venezuela os caminhados trilhados pelo comunismo e pelo fascismo.
Ideologia engana, mas não por muito tempo. Cedo ou tarde, a realidade se impõe. A estupidez ideológica invariavelmente paga caro por repetir erros.
O filósofo italiano Norberto Bobbio, que sempre alertou para as tais lições, não se enganou ao comparar a história a um labirinto:
A história é um labirinto. Acreditamos saber que existe uma saída, mas não sabemos onde está. Não havendo ninguém do lado de fora que nos possa indicá-la,devemos procurá-la nós mesmos. O que o labirinto ensina não é onde está a saída, mas quais são os caminhos que não levam a lugar algum.

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