sexta-feira, 30 de abril de 2010

O primeiro de maio de Lula



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Petistas das redações na campanha contra os blogs

O PT promove uma campanha feroz contra a blogosfera crítica, e, não surpreendentemente, conta com "reportagens" de grandes jornais, feitas pelos petistas infiltrados nas redações. Acompanhem nos blogs do Reinaldo Azevedo e do Coturno Noturno (este ameaçado de processo).
Os arautos do pensamento único não suportam a discordância. Campanha desse tipo já é perpetrada pela tirania chavista - e o petismo, agora, vai atrás. Nenhuma originalidade.
A democracia corre perigo. Com o beneplácito de certos jornalistas que prezam mais a ideologia que a informação.
É esperar que o Judiciário não embarque nessa canoa furada.

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A revista predileta do lulismo


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quinta-feira, 29 de abril de 2010

Contra os relativistas "pós-modernos"

Mais um trechinho - contra o relativismo "pós-moderno" - do livro aparentemente maldito que ainda não alcançou as livrarias:
Chegamos à seguinte constatação: o mundo já não é a totalidade das coisas, mas a totalidade dos significados. Como anota o filósofo e antropólogo Ernest Gellner, também ele um crítico mordaz do que denomina "movimento" pós-moderno, agora "tudo é significado e o significado é tudo, sendo a hermenêutica o seu profeta. Para os membros desse movimento, tudo o que existe só existe em função do significado que lhe é conferido. Crer na existência de fatos objetivos, e, ainda mais, que esses fatos sejam acessíveis e explicáveis por meio de uma teoria objetiva, independente do observador, eis a ilusão do "positivismo".
Na ótica pós-modernista, tal era a crença do colonialismo, que a todas as culturas impunha a objetividade, ao passo que o subjetivismo hermenêutico dos pós-modernos é emancipatório, ou seja, conduz à descolonização, situando todas as culturas em pé de igualdade. Afinal, pressupor um conhecimento à margem das culturas - uma verdade objetiva, única - não passa de quimera, pois cada cultura, repita-se, possui seu próprio conhecimento, seu próprio mundo."
Resumo pós-livro: viva o opinionismo, viva a ideologia, ou, trocando em miúdos, realidade é o que cada qual pensa que é. Resumindo de novo: a história é coisa dos "vencedores", a matemática é "burguesa" e por aí vai...
(Ver, ao lado, A cruzada contra as ciências: quem tem medo do conhecimento? ).

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Time, reduto da "idiotia norte-americana".

"Idiotia" não é exclusividade latino-americana, embora aqui seja mais persistente. Lá fora também há quem enxergue o mundo apenas pela propaganda e pela falta de informação:
Destaque no UOL: "Lula é eleito o líder mais influente do mundo em 2010 pela revista Time".
Muito influente, sim: apoia o teocrata "Adolfinejad", o tirano Chávez e seus acólitos, como Evo et caterva, e os déspotas africanos (toda a escória de dirigentes internacionais).
Os tontos da Time deveriam pelo menos ler a Veja, já que desconhecem totalmente o avanço da tirania na América do Sul. Ah, mas essa revista só era boa nos anos 60/70, como se "ensina" nas escolinhas de comunicação.
Saquinho, por favor.
P.S: a imprensa grotense, logo, logo, corrigiu a coisa (ou não?): veja aqui.

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Alunos colam mais em países mais corruptos

Alguém, lá de Évora (Portugal), entrou no blog para ver um post de anos atrás. Vou até chamar de novo a matéria, já que continua sendo relevante, principalmente no Brasil, em que a corrupção se tornou praticamente uma norma. Para variar, a pesquisa realizada então mostra que estudantes da América Latina e do Leste Europeu (ex-comunista) são os que mais colam nas provas. Os mais honestos são os nórdicos. Alguma surpresa?
Os países onde os alunos universitários mais admitem copiar nos exames são também aqueles onde o índice de corrupção é mais elevado. A associação entre corrupção no mundo real dos negócios e a fraude académica está traçada num estudo efectuado pela Faculdade de Economia da Universidade do Porto (FEP), que avaliou 21 países, de quatro continentes. E os resultados mostram uma "forte correlação" entre as duas realidades.
Esta investigação - a de maior dimensão a nível mundial em número de países avaliados - inquiriu mais de sete mil alunos, dos cursos de Economia e Gestão. Aqueles que, salienta o trabalho de Aurora Teixeira e Fátima Rocha, serão os homens e mulheres de negócios do futuro e "potencialmente os líderes económicos e políticos".
E a questão, escrevem as autoras, é que se os mesmos padrões éticos prevalecem nos ambientes académico e de negócios, tendo em conta que os comportamentos passados predizem o futuro, "é provável que quem adopte actividades não éticas na sala de aulas as venha também a adoptar no mundo dos negócios". Por isso, o exercício de associação entre a percentagem de alunos que admite copiar (ver texto ao lado) e medidas de corrupção, como o Índice Internacional de Transparência.
As investigadoras destacam uma relação significativa, marcada por duas excepções (a Argentina e a Nigéria, ver caixa), na associação positiva entre os níveis de copianço de cada país e o índice de corrupção percebida. Assim, os países nórdicos, vistos como os menos corruptos do mundo, apresentam igualmente níveis baixos de incidência de fraude académica. É o caso da Suécia e da Dinamarca, avaliadas no estudo da FEP. Também as Ilhas Britânicas e a Nova Zelândia, que pontuam baixo no índice de corrupção, apresentam percentagens baixas de alunos que admitem copiar nos exames. (Continua).

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MST, o partido da utopia regressiva.

O MST não é movimento coisa nenhuma. É um partido clandestino e antidemocrático, braço armado do PT e da parte podre da Igreja católica (a CPT da "teologia da libertação"). Não tem qualquer projeto para o futuro: vive de ideologias mortas no mundo civilizado, enaltecendo terroristas como Marighela, assassinos como Che Guevara e tiranos como Chávez e os irmãos Castro. É portador de uma utopia regressiva.
Rosenfield foi no alvo, de novo:
Não se preocupem, não enlouqueci! Para quem quiser compreender o “abril vermelho” do MST e da Comissão Pastoral da Terra (CPT), é altamente recomendável a leitura da “Revista Sem Terra”, de fevereiro-março deste ano. Na capa, uma manchete para homenagear Marighella enquanto herói nacional, além de elogios à revolução socialista de Chávez e dos irmãos Castro, com críticas veementes ao agronegócio e ao “latifúndio da mídia”. (Continua).

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Censura à internet avança no Grotão lulista

Na Folha, uma informação que não chega a causar espanto:
O Brasil é o líder no ranking dos países que mais pedem a retirada de conteúdos ou informações sobre usuários da ferramenta de buscas na internet Google. Até a sexta-feira, a página www.google.com/governmentrequests indicava 291 requerimentos de remoção de publicações e 3.663 pedidos de dados sobre clientes de serviços ou produtos da ferramenta de procura na web.
Nem Chávez vai tão longe:
Entidades do setor de mídia apontam que a atual proposta de regulamentação da internet elaborada pelo Ministério da Justiça traz regras que configuram um tipo de censura à liberdade de expressão e de imprensa no ambiente da web.
O alerta das associações é para os artigos da minuta do projeto do marco civil da internet (lei com os direitos e deveres relativos à web) que criam um mecanismo de notificação eletrônica para que as pessoas que se sintam atingidas por publicações na rede possam requerer o bloqueio dos conteúdos.
Se um provedor não tomar providências após receber uma notificação para retirada de uma publicação na internet, passa a ser o responsável pelos prejuízos que ela causar a terceiros, de acordo com o texto.
A presidente da ANJ (Associação Nacional de Jornais), Judith Brito, afirma que não é aceitável a ideia de que informações devam ser retiradas da internet toda vez que alguém se julgue prejudicado por elas. (Continua).

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quarta-feira, 28 de abril de 2010

Mais uma homenagem à tirania?


O tirano Hugo Chávez diz que não terá sucessor (pobre Venezuela!), mas Lula terá: segundo a vontade dele, a bolivariana Dilmentirosa, claro. Falta combinar com os eleitores, nada entusiasmados com a própria. Falta, também, que o governo brasileiro, com sua opção prefencial pela escória internacional, dê ao ditador uma camisa da seleção brasileira, repetindo a gentileza feita a "Adolfinejad", o teocrata do Irã.
Quanto a Chávez, cabe lembrar que os tiranos, cedo ou tarde, saem na marra. Há postos de gasolina à disposição para a "justiça popular" (lembre-se Mussolini).

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Cadê a biografia da Dilma?

No blog do historiador Marco Antônio Villa (Ufscar), que passa a figurar na lista de links:
Na primeira edição do "Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro (Editora FGV/CPDOC), fonte indispensável para o pesquisador de política brasileira pós-1930, não há o verbete Dilma Rousseff. A publicação é de 1984. Dezessete anos depois foi publicada a segunda edição, revista e ampliada. Também não foi destinado nenhum verbete à ex-Chefe da Casa Civil. Estranho?
Em outro post, Villa diz que a campanha de Dilmaligna está fazendo água:
Toda campanha é recheada de boatos. Esta não foge á regra. O último boato é de que Lula seria o vice da Dilma. Impossível. Outro é que Lula sairia candidato ao Senado por São Paulo. Também impossível. Os boatos acabam, por outro lado, sinalizando o momento de uma campanha. Estes mostram que a candidatura Dilma está fazendo água por todos os lados. Tudo indica que tenha chegado ao teto - e as últimas pesquisas reforçam esta leitura. Isto não significa que ela não possa crescer, mas que, neste momento, a mera referência de que Dilma é a candidata do Lula deu o que podia dar.

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terça-feira, 27 de abril de 2010

"A cruzada contra as ciências" sai do forno

Depois de longo tempo, a Editora da UFSC publica, enfim, meu livro A cruzada contra as ciências (quem tem medo do conhecimento?), que será distribuído às livrarias a partir desta semana. Versões resumidas dos dois primeiros capítulos, que ocupam mais de 100 páginas do livro, circulam na Internet e servem de aperitivo. Por enquanto, A cruzada pode ser adquirido na Livraria Virtual da EdUFSC. Eis o resumo da contracapa:
O livro desmascara as ideologias anticientíficas contemporâneas, tanto de raízes religiosas (criacionismo) quanto filosóficas (relativismo pós-moderno), observando que a tecnologia, em parte, já conquistou os corações, mas as ciências ainda não conquistaram as mentes. O que essas ideologias mais temem é o poder dessacralizador do conhecimento, especialmente o científico.
Abaixo, reproduzo o sumário:
Capítulo 1 – A cruzada contra Darwin
Literalismo bíblico e analfabetismo em ciências
Darwin no banco dos réus
Criacionismo no Brasil
Sob o guarda-chuva do relativismo
Ciência definida (e defendida) no tribunal
Os mecanismos da evolução

A cruzada invade a academia
Do relógio de Paley à “caixa preta” de Darwin
A ratoeira de Behe
Desarmando a ratoeira
Capítulo 2 – É a ciência perigosa?
As feridas da modernidade e a anticiência

A bandeira do pós-modernismo
O legado frankfurtiano
De Marcuse ao Unabomber
Latouche e o “fim do Ocidente”
Ciência & tecnologia: um perigo?
Problemas éticos: da eugenia à bomba atômica

Capítulo 3 – Marxismo: tão perto da dialética, tão longe da ciência
A “nova lógica” de Hegel
A tortuosa trilha da dialética
A irrefutável crítica de Trendelenburg
Contradição lógica ou oposição real?
Marx: da crítica a Hegel...
...à jaula da dialética
Dialética e finalismo

Capítulo 4 – Kant, filósofo da ciência
Hegel, Kant e as ciências
Oposição real e crítica da metafísica
A concepção positiva da matéria
Kant e o realismo

Apêndice – Bobbio e o labirinto da história
Diálogos e polêmicas
O adeus do mestre
P.S: o livro é uma homenagem aos meus dois grandes mestres: Lúcio Colletti (1924-2001) e Fausto Castilho, um dos fundadores da Unicamp, ainda em plena atividade aos 80 anos.
E aqui vai, também, o Prefácio:
Apesar dos avanços propiciados à humanidade, as ciências e a tecnologia têm sido maltratadas por muitos filósofos (modernos e contemporâneos) e atacadas por movimentos religiosos e ideológicos de variada origem, a exemplo dos criacionistas e pós-modernistas, além de outras vertentes anticientíficas ou pseudocientíficas. A tecnologia, em parte, já conquistou os corações, mas as ciências ainda não conquistaram as mentes. E a ciência é, mais que tudo, um modo de pensar: aberto, não dogmático, falível, mas corrigível e aperfeiçoável. Distante da metafísica tradicional, ela não tem a pretensão de conhecer o “supra-sensível”, ou seja, alimentar certezas sobre o que está além da nossa condição de seres sensíveis e (razoavelmente) inteligentes. Busca romper a persistente opacidade do real e descrever o mundo tal qual é - ainda que aproximativamente, passo a passo -, sem prescrever normas ou valores morais, ideológicos ou religiosos. Se algum valor a guia, é unicamente o cognitivo. As revoluções científicas (astronômica, darwiniana) nos revelaram um universo sem desígnio, não antropocêntrico nem teocêntrico, mas fascinante por isso mesmo, porque acessível ao conhecimento, por mais insignificante que seja a nossa espécie – apenas uma entre milhões de outras. A imagem científica do mundo provoca mal-estar, mas o conhecimento tem seu preço.
Aparentemente tão poderosas, as ciências são, no entanto, frágeis. Correm sérios riscos, ou nem sequer florescem, em sociedades e culturas que lhe são hostis, embora apreciando os confortos e facilidades das tecnologias. Assim se esvaneceu um dia a ciência grega, com a civilização regredindo a um estado pré-científico, de que só emergiria no século XVII. Não bastam apenas descobertas e inovações para amoldar uma sociedade: é necessário passar adiante também o pensamento que as engendrou. Por isso, difundir o conhecimento e seus métodos é tão importante quanto gerá-los - uma tarefa para as escolas e universidades, para os próprios cientistas e para o jornalismo científico. A história nos ensina que essa luta já foi perdida uma vez.
Quanto aos capítulos do livro, pode o leitor seguir a ordem que lhe interessar, já que não se trata de um relato cronológico. O primeiro deles aborda a persistente cruzada dos criacionistas contra Darwin e a teoria da evolução, calcada na idéia – contrária a todas as evidências científicas – de que o universo foi criado de acordo com o Gênesis bíblico e de que a evolução segue um plano inteligente. O segundo capítulo trata dos adversários da ciência em geral, num panorama que vai de Marcuse e os frankfurtianos (excetuando-se Benjamin) ao Unabomber, passando por neoluditas, pós-modernistas e apocalípticos como Serge Latouche, o novo profeta de uma velha idéia: a do “fim do Ocidente”. O terceiro analisa a questão da dialética, incompatível com os métodos científicos, a partir da conexão entre o marxismo e Hegel. É justo ressalvar, a propósito, que nem Marx nem o marxismo são inimigos da ciência e da tecnologia. Mas, quanto mais se aproximaram da dialética, de que são herdeiros, mais se afastaram da ciência, supondo erroneamente a existência de contradições na realidade. O quarto e mais complexo capítulo – uma defesa do princípio aristotélico de não-contradição - é dedicado a Kant, o único pensador da filosofia clássica alemã a manter uma relação positiva com as ciências, já que seus pósteros tentaram, na verdade, reabilitar a velha metafísica, com Hegel na linha de frente. Em apêndice, o capítulo sobre Bobbio, cuja visão da história como labirinto – isto é, sem finalismo – converge para o realismo do pensamento científico.
* * *
Em agradecimento, não poderia deixar de mencionar alguns colegas e amigos, primeiros e pacientes leitores: Desidério Murcho, um guerreiro da filosofia em Portugal, pelo incentivo; Regina Carvalho e Maria do Espírito Santo G. Canedo, pela corretiva leitura destas páginas, duras e intrincadas em alguns trechos, como perceberá o leitor; e Hélio Schwartsman, editorialista da Folha de S. Paulo, que me brindou com críticas e sugestões pertinentes. Sou grato a todos, ressalvando que a responsabilidade por tudo é exclusivamente minha. O livro é dedicado a Elzira e Lina.

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A candidata bolivariana


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Janine tenta o impossível: desvincular Marx do leninismo.

Renato Janine Ribeiro, petista de carteirinha e representante do marxismo uspiano, tenta desvincular Marx de Lênin. Tarefa vã: Lênin realizou na prática o que Marx pensou. Recomendo ao ex-diretor da Capes que leia as obras de Lúcio Colletti, leninista na juventude, que demonstrou, há algumas décadas, essa ligação.
Sem modéstia, sugiro que, para amenizar sua desatualização e poupar seu precioso tempo, leia meu livro O declínio do marxismo e a herança hegeliana (1999), sobre a obra de Colletti, o leninismo, os marxismos e a profunda ligação de Marx, pretenso materialista, com o filósofo idealista Hegel.
Mas os intelectuais uspianos, em geral - e para seu próprio azar -, só lêem os franceses.
Tudo déjà vu...

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segunda-feira, 26 de abril de 2010

Ave, Freud!


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O cientista, o filósofo e o religioso.

Três atitudes humanas podem ser definidas a partir de um cômodo escuro.
Num cômodo escuro, um homem procura por alguma coisa. É um cientista.
Num quarto escuro, um homem procura por uma coisa que lá não se encontra. É um filósofo.
No mesmo quarto escuro, um religioso procura por alguma coisa que lá não se encontra e exclama:
- Eu encontrei!
(Do livro Contos filosóficos do mundo inteiro, org. por Jean-Claude Carrière e indicado por Maria - danke!).

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Avatar amazônico contra a tecnologia

Fidel Castro assinaria embaixo do que a candidata Marina Silva (PV) disse hoje, junto ao cineasta James Cameron, de "Avatar", que se ofereceu para fazer a campanha da macilenta, preocupada em transferir tecnologias (?) para a África e o Caribe:

A senadora Marina Silva (AC), pré-candidata do PV à Presidência, alertou nesta segunda-feira, 26, para o perigo da expansão da produção de etanol no Brasil. "Nós não temos de ser a Opep dos biocombustíveis", disse Marina, em entrevista ao fim de viagem de três dias a Washington.
A ex-petista (?) Marina é portadora do velho discurso contra a ciência e a tecnologia. Por ela, o Grotão se transformaria num imenso seringal. Ah, o discurso da "sustentabilidade"...

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Que se expulse o Brasil da ONU

No Irã, o chanceler Celso Amorim, um dos responsáveis pelo aviltamento do Itamaraty ao apoiar a escória de dirigentes internacionais, disse o seguinte, para enterrar de vez a casa de Rio Branco (notícia do Estadão):
O Brasil, que ocupa uma cadeira não permanente no Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU), reiterou nesta segunda-feira, 26, seu apoio à busca do Irã por energia nuclear "pacífica". "O que queremos para o povo brasileiro é o que queremos para o povo iraniano, que é a expansão das atividades nucleares pacíficas", afirmou o chanceler brasileiro, Celso Amorim, em visita a Teerã.
Sim, sim, "Adolfinejad" - o tirano a mando da obscurantista teocracia iraniana - é muito pacífico, apesar da negação do Holocausto judaico e da promessa de destruir Israel.
O Grotão lulista não merece pertencer à ONU, mesmo que esta seja hoje um refúgio de tiranos eleitos.

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Dilma Bengell, o clone.


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Lula dá puxão de orelha em Dilma Ruimself

Não adianta, Lula, Dilmaligna é Ruimself mesmo. Não há milagre que consiga fazer a "doutora" concluir um raciocínio. Na Folha:
O presidente Lula decidiu intervir e pedir ajustes na campanha de Dilma Rousseff. Chamada para uma conversa na sexta-feira, Lula reclamou que a pré-candidata do PT está sendo muito "técnica", precisa ser "direta e simples" nas entrevistas para a TV e falar frases mais sintéticas, evitando deixar raciocínios sem conclusão.
Dois dias antes, Dilma havia participado do "Brasil Urgente", na TV Bandeirantes. Lula não viu o programa, mas foi informado que Dilma estava muito nervosa e, em vários momentos, deu respostas longas, sem concluir seu raciocínio. Em sua avaliação, nada grave nessa fase, mas um tipo de erro que não pode se repetir durante a campanha, principalmente nos debates eleitorais.
A conversa entre Lula e Dilma ocorreu no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência, na sexta pela manhã. O presidente segue confiante de que vai eleger Dilma sua sucessora, mas confidenciou a aliados que ela precisa melhorar seu desempenho nas entrevistas a TV e rádio.

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domingo, 25 de abril de 2010

A ONU não está longe de ser isso aí...


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UNE tenta esconder oficialismo

Os dirigentes da UNE, essa entidade chapa-branca que já recebeu milhões de reais do governo, dizem que vão manter a "independência" (quá!) e não apoiarão nenhum candidato à presidência.
Mas, tchã, tchã, tchã: o programa aprovado pelo conselho da entidade malha o longínquo governo FHC, o "neoliberalismo" e a "mídia elitista". E um dos dirigentes teve a cara-de-pau de dizer que está muito próximo do programa da Dilma.
Independência, pois sim!

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Cidadão em tempo integral?

Otimismo à parte, vale a pena ler a entrevista concedida ao Estadão pelo sociólogo italiano Massimo di Felice:
A política como conhecemos hoje pode ser, muito em breve, um retrato embolorado na parede. E o político profissional, um desempregado irremediável, com saudade dos "bons tempos" pré-internet. Não, essa não é a última do admirável mundo novo. É a opinião de alguém que o acompanha com olhos de cientista: o sociólogo italiano Massimo di Felice. Doutor em Ciências da Comunicação, especialista em mídias digitais, ele leciona Teoria da Opinião Pública na Escola de Comunicação de Artes da USP. Acredita que a humanidade vivencie neste momento algo tão grandioso quanto o surgimento da prensa de Gutenberg no século XV: é o tempo em que a web vai levar ao desaparecimento do tipo de política e de político que existem hoje.
Para afirmar isso ele não leva em conta apenas a tecnologia em si, gelada em seus inesgotáveis twitters, orkuts e facebooks. Seu objeto de análise é a nova realidade que está nascendo daí, vertiginosa e quase silenciosamente. "A internet e as redes sociais online estão criando uma nova democracia e uma nova opinião pública." O que é particularmente interessante em temporadas como esta, de caça à tal opinião pública empreendida pelos institutos de pesquisa que tentam medir os humores e os pendores eleitorais dos brasileiros.
Mas alto lá com os antigos conceitos, previne Di Felice. "Essa opinião pública que está surgindo não quer ser chamada a opinar apenas de quatro em quatro anos. Ela participa, colabora, difunde ideias para mudar seu território cotidianamente. É cidadã 365 dias por ano. Está fazendo acontecer o que os políticos só prometem." O efeito imediato disso - para as eleições presidenciais de outubro - será mínimo, ele reconhece, dada a predominância, ainda, da opinião pública televisiva no País. Mas no futuro será algo decisivo.
Bene, se o tipo de político hoje predominante desaparecer, ninguém chorará sua ausência. Já vai tarde.

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O pudim de Clóvis Rossi

Sempre que leio os articulistas da Folhona (coisa cada vez mais rara, é verdade), fico em dúvida se se trata de jornalismo ou ideologia. O velho Clóvis Rossi fez hoje uma esfarrapada defesa do lulismo e de Dilma, atacando a entrevista de Ciro Gomes - que, obviamente, não é figura confiável (a julgar pelo que diz o articulista, era confiável só enquanto obedecia cegamente o Pequeno Timoneiro).
Mas é o fim da picada dizer o seguinte:
Dilma é menos preparada que Serra? Talvez sim, talvez não. Só a prova da maionese, digo do pudim, é que o demonstrará (alusão, para quem não sabe, a um velho ditado inglês segundo o qual só pode se saber se o pudim é bom ou ruim depois de prová-lo).
Ora, o fato é que Dilma não tem experiência administrativa nenhuma, além de não ter defendido dissertação ou tese - ou seja, não é mestre nem doutora, apesar de ter dito várias vezes que era. É a própria Dilmentirosa.
Enquanto Serra estudava, Dilmaligna se exercitava no terrorismo. Não é preciso experimentar o pudim para saber disso, senhor Rossi.

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Ciência da mente, a última facada no antropocentrismo.

O neurocientista Eric Kandel, Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina em 2000, escreveu um belo e alentado livro sobre sua vida, dedicada à pesquisa da memória. Trata-se de Em busca da memória: o nascimento de uma nova ciência da mente, lançado neste ano pela Companhia das Letras (ver ao lado, na seção livros). Cito um pequeno trecho em que ele destaca que devemos muito mais a longínquos antepassados do que estamos dispostos a admitir:
O que conquistamos com a nova ciência da mente vai além das explicações a nosso próprio respeito - de que modo percebemos aprendemos, lembramos, sentimos e agimos -, pois inclui também uma nova perspectiva em relação ao homem no contexto da evolução biológica. A nova ciência da mente nos possibilita compreender que a mente humana evoluiu das moléculas utilizadas pelos nossos ancestrais mais humildes e que a conservação extraordinária dos mecanismos moleculares que regulam os vários processos vitais também se aplica à nossa vida mental.
Nunca tive dúvida de que virá da ciência da mente a última facada no antropocentrismo. O funcionamento da mente é a nossa última fronteira.
(Danke, Maria).

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É isso aí, Ciro!


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sábado, 24 de abril de 2010

Goebbels perde

Diante dos gastos do governo Lula, Goebbels, que cuidava da propaganda de Hitler, não passava de um miserável pão-duro:
Com o argumento de informar a sociedade sobre medidas adotadas pelos órgãos públicos, o governo federal gastou R$ 1,2 bilhão no ano passado com propaganda oficial. Nos últimos dez anos, as campanhas publicitárias do governo e empresas estatais custaram R$ 10,8 bilhões aos cofres públicos, uma média de R$ 1,1 bilhão por ano, já descontada a inflação acumulada no período (veja tabela). A cifra refere-se a todos os ministérios, autarquias, fundações, empresas estatais e sociedades de economia mista.

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sexta-feira, 23 de abril de 2010

Haja maionese!

E Ciro Gomes só percebeu depois de ter levado um pontapé no traseiro ?

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Os milionários da UNE

O governo Lula já descarregou quase 13 milhões de reais na União Nacional dos Estudantes, esse ninho ideológico chapa-branca.
O ministério da Cultura é o mais generoso com a tigrada.

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Maquiando Dilmalévola



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quinta-feira, 22 de abril de 2010

Por um Brasil sem favelas

O economista Sérgio Besserman, ex-presidente do IBGE, concedeu uma esclarecedora entrevista à revista Veja desta semana (merece atenção). Tema: a favelização das grandes cidades. O que ele diz sobre o Rio se aplica, na verdade, a quase todas as capitais do país, infernizadas por traficantes. Ele tem a coragem de dizer que as favelas devem ser removidas, contra os interesses de ideologias populistas e de políticos de quinta categoria que vivem dessa desgraça. No alvo: "a questão precisa ser discutida com rigor lógico, a salvo das influências de ideologias e do romantismo". Ressalto alguns trechos da entrevista, sabendo que passará despercebida neste Grotão de adjetivações grosseiras:
A prefeitura e o governo do estado do Rio de Janeiro começaram, na semana passada, a retirar barracos de áreas de risco. Por que nenhum governante fez isso a tempo de evitar tragédias?
Por um misto de incompetência e demagogia. No Rio de Janeiro, a remoção de favelas passou a ser um grande tabu, sustentado por um assistencialismo barato segundo o qual o estado deve prover tudo aos pobres dos morros - ainda que sua permanência ali possa pôr a própria vida em risco e acarretar prejuízos à cidade como um todo. A ideia absurda embutida nesse raciocínio é a de que quem vive em favela é um cidadão especial, que não precisa se submeter nem à Constituição e não tem os mesmos deveres dos outros brasileiros. Sob essa ótica obtusa, remover favelas é visto como uma afronta aos direitos dos mais necessitados. Essa bobagem demagógica tem suas raízes no populismo que há décadas contamina a política fluminense. O inchaço das favelas do Rio é resultado da combinação desses fatores.
Como o populismo contribuiu para a proliferação das favelas?
Historicamente, ele foi a mola propulsora das favelas fluminenses, tendo como seu principal expoente o governador Leonel Brizola, na década de 80, quando se chegou ao auge de proibir a entrada de policiais nas favelas. O resultado foi um surto de ocupações irregulares. Sem polícia, foi dado o sinal verde para o banditismo. Sob o pretexto absurdo de que havia uma dívida social a ser quitada, foram concedidos aos moradores das favelas direitos inacessíveis aos demais brasileiros pobres ou ricos. Enquanto isso, os populistas iam esparramando nos morros seus currais eleitorais, ganhando votos em troca de tijolos, cimento, dentaduras e bicas-d’água. Isso explica a perpetuação dessa classe de políticos em uma sociedade que se pretende moderna. Eles e as favelas estão aí como símbolos do atraso. Quando alguém fala em remoção de barracos, são justamente eles os primeiros a levantar a voz contra. Claro, não querem perder seus currais eleitorais.
Por que a aberração foi assimilada?
Isso se deve, em boa medida, a uma visão romântica e evidentemente deturpada sobre as favelas, que começou a ser propagada por parte da esquerda ainda nos anos 70. Essa corrente passou a difundir a ideia de que a convivência entre a cidade formal e o mundo da ilegalidade não apenas era aceitável como deveria ser pacífica. Acabou resultando numa glamourização da bandidagem. Nessa ótica distorcida, criminosos são tratados como líderes populares e toda e qualquer favela ganha apelido de comunidade, ainda que as pessoas vivam ali sob o jugo dos bandidos e à margem da lei. Isso tudo fez do Rio de Janeiro um péssimo exemplo de tolerância e benevolência com o mundo do crime no Brasil. Também não ajudou a combater o surgimento das favelas. Ao contrário: do ponto de vista cultural, só lhes deu legitimidade.
Como reverter a situação em um cenário em que a população das favelas cresce até quatro vezes mais rapidamente do que a da cidade como um todo?
É preciso fazer primeiro o básico do básico: o estado deve recuperar o monopólio da força nos territórios hoje dominados pelos bandidos. As favelas são lugares em que milhões de pessoas vivem sob outras leis que não a do estado de direito democrático. Na prática, elas não estão sob a órbita da Constituição brasileira. Essa ausência de poder público é um padrão que se dissemina também por outras regiões metropolitanas do Brasil, como São Paulo e Brasília - mas em nenhum outro lugar do país o estado deixou tamanho vácuo. Não é viável almejar uma democracia digna e condizente com os avanços do século XXI sem equacionar essa grande anomalia. O estado moderno surgiu, afinal, para garantir a segurança e a paz social. É justamente o oposto da brutalidade que grassa nas favelas do Rio.
Por que a remoção de barracos é uma solução?
Em contradição com a opinião dominante, acho que há muitos casos em que a remoção se justifica. Antes de tudo, é preciso começar a tratar essa questão com a objetividade que ela requer, longe da sombra da ideologia e dos interesses escusos. Não há como discordar da ideia de que alguém que tenha seu barraco fincado sobre os restos de um antigo lixão, como é o caso de dezoito favelas no Rio, deve ser retirado imediatamente de lá. O mesmo vale para quem tem a casa espetada à beira de um precipício, em flagrante situação de risco. Até aí, prevalece um relativo consenso. No entanto é preciso ir além, encarando uma questão de fundo econômico que é central mas foi posta de lado no debate: as áreas favelizadas provocam uma acentuada degradação da paisagem da cidade, um ativo cujo valor é incalculável. Portanto, quando uma análise de custo-benefício revelar que a realocação de uma favela trará retorno financeiro e social elevado, por que razões não cogitar sua remoção?
Como exatamente a economia da cidade se beneficia de uma remoção?
A Lagoa Rodrigo de Freitas, cartão-postal da Zona Sul carioca, é um caso emblemático dos aspectos positivos que podem se seguir a uma remoção. Quando uma favela foi retirada dali, em 1970, os imóveis da região, cujos valores vinham sendo depreciados, inverteram a curva e passaram a se valorizar, aumentando a riqueza do bairro e da cidade, em benefício de todos. A riqueza é destruída no mesmo ritmo em que a favelização se alastra. Os mais pobres também perdem quando a riqueza deixa de ser criada ou é destruída. Os mais pobres são sempre os mais vulneráveis economicamente. Não tenho dúvida de que a política de remoção de favelas, que muitos ideólogos por aí definem como elitista, pode ser inclusiva, proporcionando mais benefícios do que prejuízos à maioria. O discurso da não remoção é um discurso antipobre.

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quarta-feira, 21 de abril de 2010

Lex grotensis é moleza

Em termos de punição aos criminosos, o Brasil está aquém dos Estados Unidos em 1960, quando, no espírito da rebelião estudantil e de "costumes", predominava o paternalismo em relação à bandidagem. Mas isto, por lá, mudou logo: lugar de bandido é na cadeia - e com prisão perpétua, caso necessário, ou até pena de morte (discutível, vá lá!).
Por aqui, prevalece a leniência, tanto por parte do Executivo quanto do Legislativo e do Judiciário. Nem sequer temos prisão perpétua, por contumaz que seja o criminoso e por mais hediondos que sejam seus atos.
Há 400 mil condenados nas prisões brasileiras - e outros 400 mil condenados que estão nas ruas, soltinhos e fagueiros.
Dobrar, no mínimo, o número de presídios, é tão urgente quanto manter a infra-estrutura rodoviária. Mas haverá algum político que ouse defender como bandeira a construção de prisões, com tanta ong e tanta igreja afagando o rebanho de facínoras?
O pior é que, mesmo os que escapam à impunidade generalizada, têm redução da pena por "bom comportamento" - coisa absurda, em alguns casos.
Há que se distinguir crimes contra o patrimônio de crimes contra a vida. Se ladrões podem, de alguma maneira, devolver o que roubaram, é justo que tenham algum abrandamento da pena. Mas quem mata não pode devolver a vida de suas vítimas e não deve, portanto, ter pena reduzida. Quem mata deve ter prisão perpétua. É o mínimo.
Ah, mas isto aqui é o Grotão. Dura lex sed lex só para cidadãos que cumprem a dita cuja.

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terça-feira, 20 de abril de 2010

PCC já entrou na campanha

Os criminosos, que gozam de ampla leniência no Grotão do atraso, já começaram a agir em São Paulo. Afinal, a campanha política está no ar e eles têm que ajudar os irmãozinhos do continuísmo. Fazem e acontecem no Guarujá, região de praias. Até a data das eleiçoes, infernizarão a capital, aposto.
Um suposto toque de recolher deixou as ruas do Guarujá, na Baixada Santista, pouco movimentadas na noite de ontem. Parte do comércio fechou mais cedo e escolas suspenderam as aulas. A Polícia Civil afirma que houve apenas uma "boataria de toque de recolher", mas apura o envolvimento do Primeiro Comando da Capital (PCC) com o fato e também a ligação da facção criminosa com a onda de violência que atinge a cidade desde a noite de domingo. Seis pessoas já foram mortas, entre elas um policial militar, e duas permanecem internadas após terem sido baleadas. Um homem que divulgava a informação de que haveria outro toque de recolher foi detido nesta terça-feira.
Em ano eleitoral, o PCC sempre mostra a cara sangrenta.

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Evo,um tosco pré-histórico contra os transgênicos.

Índio de araque ele sempre foi: é filho de índios e espanhois. Mas a verdade é que não passa de um ser pré-histórico. A última desse cocaleiro chavista é dizer que a homossexualidade e a calvície se devem aos alimentos transgênicos!
Como grande parte de meus antepassados eram carecas, muito antes de os transgênicos serem criados, é de se exigir atestado de sanidade mental do cocaleiro.
Quanto ao próprio, obviamente cabelo é o que não lhe falta. Mas correm fofocas sobre sua sexualidade.
Muita coca transgênica, talvez...
(Gracias, Karlos).

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China socorre chavismo falido

A China acaba de emprestar 20 bilhões de dólares ao fracassado governo do coronel Hugo Chávez. O falastrão desastrado literalmente quebrou a Venezuela com seu estatismo e sua mistura de fascismo e comunismo.
Dez anos de "bolivarianagem" resultaram em racionamento de energia e água, êxodo de cientistas, massacre de estudantes, perseguição à imprensa, prisão de empresários etc. O que antes funcionava agora está entregue a militantes incompetentes, toscos bajuladores de um dos piores tiranos da era contemporânea.
(Danke, Maria).

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segunda-feira, 19 de abril de 2010

Globo: quatro décadas e meia.

Nem ia comentar, mas vá lá. A Globo não está completando 45 anos porque 45 é o número de José Serra. Então que dissesse: chegou a quatro décadas e meia de existência.
Preservaria sua imagem sem ceder à patrulha lulista.
Com esse recuo (alterando os programas comemorativos para eliminar o fatídico número), abre espaço a qualquer tipo de pressão. E pressão é especialidade dos petistas, donos inescrupulosos do dinheiro público.
Lamentável.

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Dilmala (sem alça)


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Matemática, História? Tudo bobagem.

Um tal de Robert Shank, referido como especialista em Inteligência Artificial e professor de Ciências da Computação e de Psicologia, além de diretor de uma empresa de consultoria na área de aprendizem junto a governos, empresas e escolas, arrota o seguinte:
O que é verdadeiramente importante ensinar são capacidades, competências, como as coisas funcionam. Algumas competências são transversais, como por exemplo comunicar, relacionar-se com outras pessoas, interagir. Estas coisas têm de ser exercitadas em qualquer sistema de ensino. Mas as matérias, as disciplinas clássicas, não interessam. História, Ciências, Matemática, Literatura são tudo coisas inúteis.
Receio que logo, logo, ele esteja por aqui também...

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domingo, 18 de abril de 2010

Lula, o advogado da escória internacional.

Não é advogado do diabo, não, embora defenda "Adolfinejad", que tem cara e jeito de demônio. Lula ficará na história por ser o governo dos mensaleiros e ter destroçado o Itamaraty em função de seu amor aos ditadores. No Estadão:
Se cobrasse honorários por desempenho, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderia apresentar uma alentada fatura ao seu homólogo iraniano Mahmoud Ahmadinejad pelos extenuantes serviços de advocacia que lhe prestou nos últimos dias. Desacreditando a própria versão oficial de que a intenção do governo brasileiro era mediar o conflito sobre o programa nuclear do Irã, Lula se comportou como patrono de Teerã nas suas reuniões bilaterais com os líderes estrangeiros vindos a Brasília para dois encontros de cúpula: o do Ibas (Índia, Brasil e África do Sul) e o do Bric (Brasil, Rússia, Índia e China).
O chinês Hu Jintao, o indiano Manmohan Singh, o russo Dmitri Medvedev e o sul-africano Jacob Zuma ouviram dele o que ouviriam de Ahmadinejad: que a adoção, pelo Conselho de Segurança (CS) da ONU, de uma nova rodada de sanções contra o Irã, buscada pelos Estados Unidos e a União Europeia, seria inútil ou contraproducente, e que o diálogo é a única via para o país prosseguir com o programa nuclear a que tem direito e a comunidade internacional se convencer dos seus fins pacíficos. Na véspera, de volta da Cúpula de Segurança Nuclear, em Washington, Lula já havia criticado abertamente o presidente Obama. (Continua).

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sábado, 17 de abril de 2010

A lanterninha



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Serra faz poeira para Dilmão

Dilmaligna está em campanha, a tiracolo do Pequeno Timoneiro, há mais de ano. Serra, que não violou a lei eleitoral e só agora entre na campanha, está 10 pontos à frente da bolivariana. Mas a Folhona interpreta assim os dados da pesquisa feita por seu instituto, o Datafolha:
Embora os números do levantamento do Datafolha sejam semelhantes aos do final de março, é possível identificar tendências ao observar as curvas a partir de dezembro.
Nota-se que Serra voltou a estacionar no seu patamar do final de 2009, quando registrava 37%. Dilma também mostra uma taxa consistente em 2010, sempre de 27% ou de 28%.
Hehe...

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sexta-feira, 16 de abril de 2010

Reitor da UnB quer "controle social" das ciências

Não é necessário muito esforço para perceber na decisão da reitoria da UnB o viés bolivariano, cujo resultado foi o êxodo de cérebros, substituídos por militantes (vide Venezuela), como convém à "idiotia latino-americana". Não me canso de dizer, dentro e fora da sala de aula, que o relativismo em relação ao conhecimento favorece a picaretagem ideológica. O biólogo Marcelo Hermes, do Departamento de Biologia Celular daquela universidade, denuncia a tentativa do "magnífico" de submeter a pesquisa científica à ideologia reinante.
(...) A reitoria controlará/decidirá que projetos de pesquisa poderiam ser executados na universidade. E serão apenas aqueles com "responsabilidade social", como já colocou o Zé-reitor várias vezes nos debates sobre a tal "Refundação da Universidade" (outro engodo esquerdista).
É muita ousadia dessa reitoria querer fazer ingerência em questões científicas de nossos projetos de pesquisa. Justo esse pessoal que tem produçao científica de qualidade próxima ao zero Kelvin.
Estamos presenciando a morte anunciada da liberdade de cátedra na UnB. Isso porque sem verbas (públicas ou privadas) não se pode fazer pesquisa. Enquanto a Unicamp e USP fazem de tudo para ajudar seus cientistas, suas mentes brilhantes, aqui na "UnB vermelha" tenta-se colocar amarras nos pesquisadores.

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Sensus imita Lula e debocha da Justiça Eleitoral

A empresa de pesquisa sob suspeição, Sensus, companheira da Vox Populi (Vox Luli, na verdade), também desacata a Justiça Eleitoral. O exemplo vem de cima. Pediu tempo, é? Só se for para mexer nos registros e apagar o que compromete, pois não? Eita, Grotão!
O Sensus pediu tempo para analisar a decisão da Justiça Eleitoral e permitir a entrada de técnicos ligados ao PSDB na sede do instituto. Duas pessoas - um especialista em pesquisas eleitorais e um digitador - se encontram na portaria da empresa neste momento, em Belo Horizonte, aguardando a permissão para recolher informações sobre a última pesquisa presidencial feita pelo instituto.
O partido conseguiu nesta quinta-feira, 15, autorização do Tribunal Superior Eleitoral para ter acesso ao sistema interno de controle e coletar dados da pesquisa, como o nome dos entrevistadores, mapas e planilhas, com base no artigo 13 da Resolução 23.190. Os dois técnicos do PSDB apresentaram a decisão do ministro Joelson Dias autorizando a auditoria na pesquisa, mas o instituto alega que não foi oficialmente notificado. O Estado apurou que o Sensus pretende deixar os técnicos entrarem apenas às 16 horas.

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Ave, Loredano!


Nada mais é preciso dizer...

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Dilma das trevas

O modelo Ruimself para a energia elétrica ainda vai deixar o Grotão no escuro. Um especialista da área critica o voluntarismo de Dilmaligna e seu desprezo pelo mercado, pragas que aparecem também na licitação de Belo Monte - que, para variar, está encrencada:
Não há melhor forma de assegurar tarifas módicas do que manter ambiente propício à expansão da oferta de energia em compasso com o crescimento da demanda. Infelizmente, não foi esse o programa de ação escolhido pela ministra. A proposta que apresentou em meados de 2003 deixou o setor elétrico horrorizado. Entre "pontos inegociáveis" e delírios voluntaristas, o documento que veio a público mostrava total descaso por incentivos e riscos que condicionam decisões de investimento no setor. Foi preciso bem mais de um ano para que, com a ajuda de especialistas de fora do governo, o documento inicial fosse convertido em algo que servisse de base para uma proposta menos rudimentar de reforma do setor elétrico. Mas o vezo voluntarista e o desprezo por forças de mercado que marcaram a formulação da proposta original jamais puderam ser completamente eliminados. E afloraram agora, de forma clara, na licitação da usina de Belo Monte. (Continua).

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quinta-feira, 15 de abril de 2010

O pai do "socialismo do século XXI"


A coisa também pode ser chamada de "fascismo do século XXI", se pensarmos no que acontece na Venezuela sob a tirania chavista. Trata-se de uma mistura de práticas fascistas e ideias comunistas, velharias que o mundo civilizado já dispensou no século passado. Esse tipo de ideologia totalitária só viceja ainda na América Latina, território das piores nostalgias e contumaz repetidora do que não deu certo em lugar algum.
O alemão Dieterich, o papai da coisa, abriu as Jornadas Bolivarianas na UFSC, instituição que, lamentavelmente, serviu de palco para a condenação da democracia, das liberdades e do "mercado", este demônio do bolivarianismo. Não espanta que o genitor desse monstrengo tenha estudado com os fundadores da Escola de Frankfurt, como Adorno e Horkheimer, críticos da civilização, da ciência e da técnica. Ah, sim, ele também é parceiro de Chomsky - outra prova de que a "idiotia" não é exclusividade da América Latina. Aqui vai a ficha do assessor dos tiranetes latino-americanos:
Heinz Dieterich – Nascido na Alemanha, estudou, com bolsa do Sindicato dos Trabalhadores (DAG) e da Universidade Popular (Volkshochschule), na Escola de ambas as instituições. Também estudou com os pais da Escola de Frankfurt: Max Horkheimer, Theodor W. Adorno e a seguinte geração de Juergen Habermas e Claus Offe. Foi militante da organização socialista estudantil SDS e do Partido Social-Democrata, SHB. Desde 1977 é professor de Metodologia na Universidade Autônoma Metropolitana da cidade do México. Publicou mais de 25 livros individuais e coletivos em quatorze países. Entre eles estão os títulos: Novo Guia para a Investigação Científica; A Sociedade Global (com Noam Chomsky) e, O Socialismo do Século XXI. Economia, Política e Democracia na sociedade pós-capitalista. Mantém solidariedade ativa com os processos de libertação nacional na América Latina e no Caribe e goza da confiança pessoal de vários presidentes latino-americanos. Foi ele quem cunhou e promoveu o conceito de “Socialismo do Século XXI” na Europa e América Latina. (Tem mais).

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Em Minas, a união da fome com a vontade de comer.

PT e PMDB fecham acordo para lançar candidato único em Minas. Objetivo: garantir apoio à candidatura do continuísmo em versão bolivariana. Aliás, a união da fome com a vontade de comer garante o governo Lula faz tempo.
Mas em Minas, pelo menos, a indigesta "Dilmasia" não pegou.

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Estudantes e CPT promovem invasão em Campinas

Cabeludinho que fará mestrado cuidou da logística da invasão, apoiado, como sempre, pela Comissão Pastoral da Terra, o braço armado da Igreja católica, herdeiro da "teologia da libertação":
A invasão da fazenda Monte D’Este, em Campinas, pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, na manhã da última terça-feira, foi liderada por um grupo de estudantes universitários com apoio de representantes da Comissão Pastoral da Terra (CPT).
O grupo, que cuidou da logística da invasão, trabalha nos bastidores e aparece pouco. Utilizou veículos novos para entrar na fazenda. Um deles, um Pálio Weekend, está registrado em nome da Mitra Diocesana de Osasco.
Ontem, no começo da noite, uma decisão da Justiça determinou que os invasores desocupem a fazenda. O grupo deve ser comunicado oficialmente hoje e terá que deixar a área.
Na fazenda, que está em fase de tombamento e é conhecida como referência rural na região, há atualmente produção de café, milho, tomate, além da exploração do agroturismo.
No comando do grupo, está um jovem advogado recém-formado, especializado em sociologia e que aguarda para iniciar curso de mestrado em uma universidade pública. Oriundo da classe média, José Freire, de 27 anos, mora em Ribeirão Preto e vai às invasões com o próprio veículo. Após as ocupações serem consolidadas, ele costuma dormir em hotéis nas cidades onde acontece a ação. Na Monte D’Este, como o número de famílias ainda era pequeno na noite de anteontem, o advogado dormiu nas barracas de lona.
O rapaz pode ser citado como exemplo dos novos modelos de liderança que o MST tem buscado implementar em suas ações. A maioria deles é ligada a movimentos estudantis.
Durante os dois dias de invasão, Freire esteve sempre cercado pelos integrantes do movimento. Com cabelo comprido, roupas diferentes das de um trabalhador rural e com um discurso bem preparado, ele se destacava dos demais.
Durante entrevista com os jornalistas, com uma das mãos fazia questão de segurar uma bandeira do movimento. Na maioria das vezes ele age como porta-voz do grupo, sempre acompanhado por membros do movimento.
Freire afirma que não tem interesse em se tornar lavrador, sitiante ou produtor rural. Continua advogando em Ribeirão. Diz estar ali pelo que chama de causa.
“Estou aqui pois acredito que posso ajudar a mudar as coisas. Procuro passar a eles que a luta é possível. E que não é um crime. Queremos um País mais justo e melhor dividido”, afirmou. (Continua no It´s About Nothing).

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quarta-feira, 14 de abril de 2010

Ciência X criacionismo

(Do blog De Rerum Natura).

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Dilmarionete



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Pesquisas de encomenda

Mais uma flagrada pelo Coturno Noturno: a Sensus (falta mesmo é bom senso) repete os municípios em pesquisa sob suspeita, tal como fez a Vox Populi (aliás, Vox Luli). Não à toa, a Rede Globo já disse que somente utilizará pesquisas realizadas pelo Ibope e pelo Datafolha.
Alô, alô, TSE!

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Boa, Obama!

A vergonhosa defesa que o Itamaraty destruído pelo lulismo faz da escória internacional teve uma boa resposta do presidente dos Estados Unidos:
Momentos após ouvir proposta do colega brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, defendendo a continuidade da negociação com o Irã, o presidente dos EUA, Barack Obama, insistiu ontem na defesa de sanções duras e imediatas da ONU contra o país persa devido a seu programa nuclear. A conversa ocorreu às margens da Cúpula de Segurança Nuclear, que reuniu 47 líderes mundiais em Washington. (Continua, para assinantes).

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Ideologia nas escolas

Recebi do advogado Miguel Nagib, mantenedor do site Escola sem Partido, e passo adiante:
A jornalista Mônica Waldvogel, da Globo News, fez recentemente uma ótima entrevista com o historiador Marco Antonio Villa e o jornalista Leandro Narloch sobre o tema da ideologização da história nos manuais escolares. Clique AQUI para assistir.
Vade retro, ideólogos. Lembrem que ideologia sempre emburrece.

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terça-feira, 13 de abril de 2010

Serra ou chumbo?


É claro que a opção bolivariana será pelas balas...

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Dilmência precoce



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PT, o danoso.

O site do PT emite a mensagem de que pode danificar o computador de quem acessá-lo. Bene, não é só o site. O PT causa danos ao Brasil há muitos anos.

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segunda-feira, 12 de abril de 2010

Justa indignação, Sponholz!


Sponholz manda junto o seguinte recado: "segundo o MPF, o Tribunal de Contas da União suspeita de “vícios” e superfaturamento nas obras do palácio babilônico do TSE.
Até 2009 o contrato de construção da nova sede do TSE recebeu onze termos aditivos, inclusive para reajustar os valores iniciais.
Apenas o projeto da nova sede do TSE, encomendado ao arquiteto Oscar Niemeyer, custou uma fortuna: R$ 5 milhões e 917 mil.
"
Apenas acrescento: 1) a Justiça Eleitoral é, tanto quanto a jabuticaba, nativa do Brasil; 2) talvez esses gastos justifiquem o silêncio do TSE diante das violações da lei eleitoral.

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Profetas da Chuva? Só mesmo no Grotão.

Pseudociência é coisa nossa - tem até apoio oficial do governo. Isto soa como deboche, depois das desgraças provocadas pelas chuvas. Somos mesmo um país de iletrados. Vade retro!
Enquanto o Rio de Janeiro tenta se recuperar das enchentes que atingiram o estado, o Ministério da Cultura anunciou hoje apoio ao projeto “14º Profetas da Chuva”. O evento reunirá, no fim deste mês, mestres da cultura popular do Ceará que afirmam ter conhecimento sobre a chegada do período chuvoso por meio da observação da natureza. O projeto foi proposto pelo Instituto de Pesquisa de Violas e Poesias Cultural do Sertão Central e foi orçado em R$ 270,4 mil. A entidade tem agora a chance captar recursos mediante doações ou patrocínios previstos na Lei Rouanet. João Soares, presidente do instituto, disse à reportagem que já apresentou o projeto a empresas como a Petrobras e a Companhia Energética do Ceará (Coelce), mas ainda aguarda resposta.
É a primeira vez que o evento conta com o apoio do governo. No ano passado, diz Soares, o projeto havia sido negado pelo Ministério da Cultura. Para o profeta, a carência econômica é o principal motivo da criação do instituto. “Agora será possível firmar parcerias com patrocinadores, desenvolver atividades culturais e aprimorar os estudos dos observadores da natureza. Nossos profetas e cantadores precisam de auxílio”, diz o comerciante e um dos fundadores do encontro. Ele explica ainda que o nome do instituto está relacionado aos cantadores de viola e repentistas porque desde 2007 eles prenunciam o sarau diurno dos profetas das chuvas, no “Encanta Quixadá”. (Continua).

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Antropólogos, quilombolas & indígenas.

Coitado de quem tem propriedade em área de litígio: está fadado ao desamparo jurídico. Os antropólogos parecem, nesse caso, ser donos da verdade - e tome laudos que pervertem a ética, favorecendo previamente um dos lados em litígio. Rosenfield foi na couve:
Pequenos agricultores, empreendedores rurais e urbanos, empresas do agronegócio, condomínios, bases da Marinha e da Aeronáutica, unidades da Federação e ordens religiosas, quando confrontados a demandas ou invasões indígenas e quilombolas, ficam literalmente desamparados. Isso já ocorre em Estados como Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Bahia, Mato Grosso do Sul e Pará, para citar só alguns casos. A legislação que rege essas matérias estabelece, para os respectivos processos de identificação e demarcação, a elaboração de laudos antropológicos e relatórios, para os quais são empregados ou contratados antropólogos.
Os que têm as suas terras e propriedades em litígio se encontram, à sua revelia, numa condição inesperada e arbitrária. Devem fazer face a todo um processo administrativo previamente montado. Quando notificados, ficam numa difícil situação: a quem recorrer para fazer um outro laudo? Sensatamente, a resposta seria: contrata-se um outro antropólogo para determinar a veracidade do laudo ou relatório em questão. Mas a resposta é: não há a quem recorrer, pois antropólogos já estão previamente engajados com laudos e relatórios que deveriam, por princípio, ser sempre favoráveis aos indígenas e quilombolas. A situação é propriamente insensata, porém dramaticamente real.
O laudo, nessa ótica, deveria ser orientado para a tomada de decisões dos juízes e membros do Ministério Público Federal em favor dos indígenas e quilombolas. O seu compromisso não seria com a verdade, mas com obter ganho de causa a uma das partes, o que expressa uma perversão mesma do conceito de laudo. Ora, o que acontece com o laudo antropológico? Se fôssemos seguir o "código de ética" da Associação Brasileira de Antropologia, deveria o antropólogo fornecer a "garantia de que a colaboração prestada à investigação" não seria "utilizada com o intuito de prejudicar o grupo investigado". O "código de ética" não se volta à imparcialidade do trabalho, à verdade, mas se caracteriza pelo comprometimento com uma das partes. (Continua).

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domingo, 11 de abril de 2010

Brasil: potência de semiletrados?

Na Veja desta semana, Gustavo Ioschpe escreve um artigo que dá o que pensar: será que o Brasil se tornará a primeira potência de gente semiletrada? Segundo ele, o país está perto de se tornar um colosso econômico, mas esquecendo a formação de seu povo. Surrupio a parte final.
O resumo da ópera é o seguinte: é muito difícil passar de uma situação de subdesenvolvimento e chegar ao chamado Primeiro Mundo. Mas, se o período 1960-92 servir de guia, das duas estratégias possíveis – privilegiar o crescimento econômico versus privilegiar o crescimento humano –, a primeira se mostrou um fracasso total, e só através da segunda é que um terço dos países chegou ao objetivo desejado.
Esse aprendizado é, hoje, especialmente importante para o Brasil. Apesar de todo o oba-oba com o país nas capas de revistas e jornais estrangeiros, o Brasil está, na verdade, perigosamente próximo de repetir a trajetória do fim da década de 60: ser um colosso em termos de crescimento econômico e esquecer a formação de sua gente. Essa estratégia tem destino certo: a falta de pessoas qualificadas faz com que o processo emperre e o crescimento acabe. Temo, inclusive, que seja tarde demais para evitar parte desse enredo: várias indústrias, especialmente as ligadas à engenharia, já têm seu crescimento cerceado pela impossibilidade de encontrar gente qualificada. O problema será muito pior nos próximos vinte anos, à medida que a demanda por pessoas qualificadas for aumentando e as escolas continuarem formando incompetentes.
Há três diferenças importantes entre o momento atual do Brasil e aquele da época do milagre econômico.
A primeira é que o atraso educacional brasileiro em relação aos países desenvolvidos aumentou consideravelmente. Há trinta anos, o ensino superior era um nível para poucos, mesmo nos países mais ricos. Levantamento feito em 2000 mostrou que a porcentagem de adultos com diploma universitário no Brasil era bastante parecida com a de outros países – 1 ou 2 pontos porcentuais abaixo de Chile e Argentina e 3 a 4 pontos abaixo de Itália e França, por exemplo. Quando se olha para a taxa de matrícula atual do ensino universitário, porém, nota-se que o Brasil tem uma diferença de 20 pontos porcentuais para nossos vizinhos latino-americanos e de 40 ou mais pontos para os países desenvolvidos. A maioria dos brasileiros não se dá conta de quão ruim é a educação nacional. Uma pesquisa de 2009 sobre alfabetização, feita pelo Instituto Paulo Montenegro, mostrou que apenas 25% da população adulta brasileira é plenamente alfabetizada. Deixe-me repetir: só um quarto dos brasileiros conseguiria ler e entender um texto como este. Nenhum país jamais se tornou potência com uma população de semianalfabetos. É improvável que o Brasil seja o primeiro, mesmo com todos os recursos naturais de que dispomos.
Segunda diferença: nos anos 60/70, pouquíssimo se falava sobre educação. Hoje, a questão está em pauta. O diacho é que a maior parte do discurso ainda é pré-científica (ou anticientífica) e continua insistindo em teses furadas e demagógicas: que o Brasil investe pouco e que o principal problema é o salário do professor.
A terceira e última é que naquela época éramos uma ditadura inserida no polo pró-americano em um contexto de Guerra Fria, e hoje somos uma democracia altiva em um mundo multipolar. Se então nossos males nos eram impostos por um regime autocrático, hoje temos liberdade e responsabilidade por nossos destinos. Os problemas e os erros são todos nossos, e as soluções também terão de ser.

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Brasil versus Grotão




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sábado, 10 de abril de 2010

Pelo fim do Grotão lulista

José Serra lança candidatura pregando a não-divisão do Brasil. Foi um discurso anti-bolivariano: nada de guerra entre ricos e pobres, receita seguida por Dilmaligna e pelo lulismo em fim de carreira (já vai tarde!).
Quero tirar o símbolo ao lado: Grotão lulista. O Brasil sem o petismo voltará a ser simplesmente Brasil.

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Esquerdista? Então, segure os bolsos.

Este é um título que nem precisa de post ou comentário.
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Salve-se quem puder

Com a bênção da Igreja, da CUT, da UNE, da OAB, da FIESP e outras associações complacentes. Cuisp!
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Deboche, Lula!

A Justiça Eleitoral vai reagir ao deboche do Pequeno Timoneiro?
Até agora, não recebi nenhuma notícia.
Então, concluindo: vamos todos fazer o que bem entendermos, seguindo o lulismo e seus apaniguados (MST, CUT er caterva): vamos mentir, assaltar, invadir etc. - e bota etc. nisto!
Que cansaço!

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sexta-feira, 9 de abril de 2010

Lula debocha da Justiça Eleitoral

Tratando a candidata bolivariana Dilmalévola Ruimself como já eleita, o Pequeno Timoneiro debochou ontem da Justiça Eleitoral.
A frase é digna de qualquer tiranete latino-americano: "Não podemos ficar subordinados ao que um juiz diz que podemos ou não podemor fazer."
Sem comentários.

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quinta-feira, 8 de abril de 2010

Dilmaracutaias

Se Dilma Ruimself (obrigado, Pentefino) vencer, teremos um reinado de dilmaracutaias.
Vade retro!

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Fora, Dilmasia!

O candidato ao governo de Minas Gerais deu uma boa resposta à candidata bolivariana Dimaligna, que andou aprontando falsidades e dilmentiras em terras mineiras.
Vá enganar em Porto Alegre, Dilmatreira!

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quarta-feira, 7 de abril de 2010

Jornadas de louvação às ditaduras

Na próxima semana, a UFSC sediará mais uma série das Jornadas Bolivarianas, que não passam de louvação ao "socialismo do século XXI" (na verdade, "fascismo do século XXI"). O pai da coisa, como todos sabem, é o coronel venezuelano Hugo Chávez, um dos mais ferozes ditadores da América Latina.
Vem aí um dos assessores do tirano falastrão, o alemão Heinz Dieterich, que deveria fazer sua pregação na terra natal (pegaria cadeia, certamente).
O resultado do chavismo está à vista de todos: racionamento de água e luz, alta inflação, estatizações, perseguição à imprensa, massacre de estudantes, solapamento do Legislativo e da Justiça - um receituário seguido à risca por Cuba, essa potência mundial, há mais de meio século.
É triste constatar que alguns historiadores são incapazes de aprender as lições da história, de que tanto falava o filósofo italiano Norberto Bobbio. E lamentável ver que, dentro de uma universidade, sejam defendidas ideias contra a democracia.

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Dilmarquetagem


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terça-feira, 6 de abril de 2010

Bombas atômicas para todos!

É o que parece, a julgar pelo que se está discutindo no Senado: a revisão do Tratado de Não-Proliferação (TNP). Bombas para todos, especialmente para os ditadores latino-americanos e as teocracias islâmicas, pois não?

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Mais armas para o Brucutú bolivariano

A Venezuela afunda e o coronel Chávez enterra dinheiro em armas. Tomara que seja para bombardear a Brasília de seu companheiro Lula. Na Folha:
O premiê da Rússia, Vladimir Putin, disse ontem, em reunião com funcionários da indústria bélica transmitida pela TV, que sua breve passagem pela Venezuela, na semana passada, rendeu ao país promessas de compras de armamentos que superariam US$ 5 bilhões.Segundo Putin, a cifra inclui a cessão de US$ 2,2 bilhões em linhas de crédito para a compra de armas que havia sido prometida a Hugo Chávez em setembro passado, na oitava visita do presidente venezuelano a Moscou. "Todas as fontes do financiamento foram determinadas e acordadas com os nossos sócios", afirmou Putin. "O trabalho para aumentar as exportações vai continuar", garantiu.Desde 2005, a Venezuela já anunciou a compra de mais de US$ 4 bilhões em armamentos russos. De concreto, recebeu 100 mil fuzis Kalashnikov, 24 caças e 51 helicópteros.Fontes militares russas informaram à agência Interfax que, desta vez, Caracas quer três submarinos, 92 tanques, dezenas de blindados, dez helicópteros de combate, aviões-patrulha, lanchas-patrulha, lanchas de desembarque, lançadores de mísseis e três modernos sistemas de defesa aérea, além de um sistema móvel de artilharia costeira capaz de abater embarcações a 130 km de distância. Haveria também conversas sobre a construção de uma fábrica de metralhadoras e de munição.

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O palanque e o nada


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segunda-feira, 5 de abril de 2010

MST prepara nova onda de violências

O MST, partido clandestino financiado com recursos públicos, reiniciará no dia 17 sua campanha anual de violências, sempre com a complacência da lei. Como de costume, podemos esperar destruição de plantações, depredações de equipamentos, saques, matanças de animais, cárcere privado imposto a empregados de fazendas e ataques a centros de pesquisa de transgênicos.
Vamos romper cercas, ocupar propriedades e montar acampamentos na área rural, fazer caminhadas e ocupar prédios públicos na área urbana." Foi esse o singelo anúncio que o líder do Movimento dos Sem-Terra (MST) nordestino, Jaime Amorim, fez do "Abril Vermelho", que pretende "radicalizado", e que os militantes pernambucanos estrearão dia 17.
A estranheza se deve apenas ao fato de o MST ter mudado sua política de "hibernação" eleitoral, ou seja, a contenção de suas atividades agressivas e criminosas no período eleitoral, para que estas não prejudiquem seus aliados e patrocinadores no Poder.
Já passou da hora de o MST assumir seu caráter partidário, herdeiro de uma ideologia que a história, com a vistosa exceção de Cuba e da Coreia do Norte, atirou no lixo.

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domingo, 4 de abril de 2010

E tome conferência bolivariana!

Educação, comunicação e cultura são o refúgio das piores ideologias: justamente aquelas que preconizam o fim da democracia representativa. Ongs e "movimentos sociais" pretendem assumir o papel que é do Legislativo. Rousseau, o assembleísta, ronda o Grotão, fantasiado de bolivariano:
Criadas há mais de duas décadas a pretexto de fortalecer os mecanismos populares de representação política, mediante o envolvimento dos diferentes setores da sociedade civil e instâncias governamentais na formulação de políticas públicas, as conferências nacionais têm sido amplamente utilizadas pelo governo Lula para conquistar o apoio de movimentos sociais, ONGs e corporações profissionais. Apresentadas como alternativa ao modelo da democracia representativa, elas começam com reuniões locais, prosseguem com reuniões estaduais e culminam num encontro nacional, sempre com articulação e patrocínio do governo. (Continua).

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Dilmala e seu trenzinho


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sábado, 3 de abril de 2010

Vox Luli faz Dilmaligna subir

E a petralhada das redações já diz que encosta em Serra, que continua à frente. Certos órgãos de pesquisa, convenhamos, são mais militantes que pesquisadores. Como tantos jornalistas militantes das redações.
Não duvido de estatística, mas da manipulação de perguntas.
UPDATE: para saber das lambanças da Vox Luli, siga as denúncias aqui.

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Em suaves prestações



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quinta-feira, 1 de abril de 2010

Depois do lulês, é o dilmês que massacra o idioma.

O jornalista Celso Arnaldo, fino caçador de cretinices das figuras públicas, flagrou a candidata bolivariana Dilmaligna cometendo atentado contra o idioma. A "doutora" não perde para seu chefe, que se orgulha de não ter estudado. Segue, na íntegra, o texto implacável:
Momento histórico da crônica política republicana, no auditório do Anexo 1 do Palácio do Planalto, neste 31 de março. Se as urnas de outubro recolherem o bom senso e a justiça, ali foram proferidas as derradeiras palavras de Dilma Rousseff investida num cargo público neste país. Pelo menos nos próximos oito anos.
“Alô? Ah! Eu vô (sic) cumeçá (sic) saudando o nosso presidente, é, como é do protocolo mas também devido à importância dessa solenidade. Cumprimentá (sic) o Michel Temer, presidente da Câmara dos Deputados, vou cumprimentá (sic) os ministros que tão (sic) tomano (sic) posse. Tenho certeza (sic) que todos eles vão cumpri (sic) a missão que têm pela frente tão (sic) ou melhor do que nós fizemos…”
A voz está embargada, os olhos sinceramente marejados ─ e sua despedida da Casa Civil, traduzida por estas últimas palavras, terá a marca indelével da oradora que assombrou o país nos últimos meses. Tão ou melhor ─ para usar sua expressão tão precisa─ do que os grandes tribunos da História.
“Eu cumeço (sic) saudando a querida Erenice Guerra, ministra-chefe da Casa Civil”
Agora é oficial e não houve resistência. Mas, em outros tempos, pespegar o posto de ministra-chefe da Casa Civil ao nome da companheira Erenice seria guerra na certa ─ se alevantariam, inclusive da tumba, todos os antigos ocupantes da função, desde o tempo em que a casa era gabinete, em 1938.
“Sim, presidente, com o senhor, nós vencemos. E vamos vencendo a cada dia. Vencemos a miséria, a pobreza. Ou parte da miséria e da grande pobreza deste país. Vencemos a submissão, vencemos a estagnação, vencemos o pessimismo, vencemos o conformismo e vencemos a indignidade. Talvez, presidente, nós tênhamos (sic, sic, sic, mayday, mayday, mayday) vencido esse pesado resquício da escravidão que este país carrega ou que carregou tão forte”.
Tão impressionados com as obras do PAC 1, agora embrulhadas pra viagem para o PAC 2, nós talvez não tênhamos percebido que vencemos tanta coisa ruim e agora é tudo de bom.
Pena que ainda tênhamos escravidão no Brasil ─ isso nós também não tínhamos percebido. Dilma invoca o testemunho do ministro da Integração Racial, um austero senhor negro de óculos cujo nome não foi anunciado por ela, provavelmente porque o conhece tanto quanto nós:
“Ele sabe do que estou falando, porque neste processo nós continuamos vencendo mais de 400 anos de peso e de exclusão que pesa e que oprime nosso país”.
Esses 400 anos de peso que pesa sobre nosso país põem um primeiro ponto final nesta análise do testamento político de Dilma Rousseff. Até aqui, passou-se pouco mais de um minuto e este último discurso durou quase uma hora.
Tão ou melhor emocionado que Dilma, preciso me refazer.
(Surrupiado do Blog do Augusto Nunes).

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Outra derrota do Itamaraty lulista

Lula acabará ficando sozinho no apoio à escória mundial (Ahmadinejad, Chávez, Evo et caterva):
Estados Unidos, França, Grã-Bretanha e Alemanha, com o apoio fundamental de China e Rússia, aproximaram-se ontem mais do que nunca da adoção de novas sanções contra o Irã no Conselho de Segurança da ONU, disse ontem a secretária americana de Estado, Hillary Clinton, durante uma conferência em Nova York.
Mais uma vez, parabéns para o chanceler Celso Amorim e o pseudo-diplomata Marco Aurélio Garcia.

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