segunda-feira, 31 de maio de 2010

Vox Luli vai de Dilma e nem registra pesquisa

Peguei a dica no Coturno e fui conferir: pesquisa de encomenda do PT repercutida pelo Cubano. Bota encomenda nisto!
A direção nacional do PT celebra em silêncio o resultado da mais recente pesquisa do Instituto Vox Populi feiita para consumo interno da campanha de Dilma.
Aplicada na semana passada, a detalhada pesquisa ouviu em todo o país 3.500 eleitores.
Dilma abriu cinco pontos de vantagem sobre Serra.
Como não é uma pesquisa para publicação, não foi registrada na Justiça Eleitoral.
Este é o jornalismo independente no Brasil, gurizada. Celebração em silêncio, hummm. Ah, as fontes...

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Eis a cara do fascismo do século XXI

O fascismo do século XXI, se vingar (o laboratório bolivariano está nos extertores), será resultante da união dos órfãos do socialismo com o fundamentalismo islâmico. Mas terá o rabo do fascismo antigo: antiliberal, antidemocrata, antissemita e antiamericano. Não é propositivo: é anti.
Tratam-se de "qualidades" tidas, por infelicidade, como politicamente corretas nas metrópoles ditas civilizadas, mas contam com aprovação nas escolas, nas igrejas e demais instituições do mundo atrasado ou "emergente".
Os relativismos (ético, cognitivo etc.) são o selo dessa nefasta união contra o demônio capitalista, ou seja, contra a realidade - sim, tem muita gente que pensa que capitalismo é uma ideologia...

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A violência dos "ativistas da paz" em Gaza

O site Israel National News mostra como foram recebidos os soldados israelenses que abordaram um dos navios (da "Frota Humanitária") que levavam "ajuda" à Faixa de Gaza. Trata-se de gente treinada em práticas terroristas. Um dos soldados israelenses foi violentamente atirado ao mar e outros foram massacrados pelos "pacifistas".
Só depois, segundo a notícia, houve a ordem de "abrir fogo" contra o navio.
Não consegui reproduzir os vídeos, que podem ser acessados aqui.
UPDATE: conforme a Stratfor Global Intelligence, os navios da tal frota humanitária pertencem a uma Ong turca (cujo governo, junto com Lula, apoia o antissemita iraniano "Adolfinejad"). Israel havia exigido que os navios atracassem em portos israelenses e que o material fosse examinado, para depois ser entregue em Gaza. Os ongueiros rejeitaram o pedido e foram diretamente para Gaza. E, quando os marinheiros israelenses interceptaram um dos navios, foram atacados com violência pelos "pacifistas".
A Stratfor foi fundada por George Friedman e é uma das maiores empresas do setor de inteligência do mundo, publicando livros e artigos sobre segurança nacional, guerra de informações e espionagem. Friedman mora em Austin, no Texas, e escreveu Os próximos 100 anos. Uma previsão para o século XXI, lançado no Brasil pela Best Business, em 2009.
(Gracias, Shami).

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Mockus desponta para o anonimato


O mapa mostra a extensão da derrota do candidato preferido das pesquisas e de Chávez. Desta vez foram os colombianos que mostraram o traseiro para BocoMockus.

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domingo, 30 de maio de 2010

Estatística ou embromação?

O site Libertad Digital fala das pesquisas feitas na Colômbia e conclui: não poderiam estar mais longe da realidade. Algo está errado nas pesquisas sul-americanas (ah, sim, o Brasil está situado na América do Sul, não?). Do jeito que a coisa anda, vão acabar desacreditando um instrumento científico importante como a estatística - que não deve ser guiado por desejos ideológicos.
Las encuestas no podían estar más lejos de la realidad. Pese a que todas pronosticaban un empate técnico, los resultados oficiales de las elecciones en Colombia dejan una victoria aplastante del Juan Manuel Santos (46,56% de los votos) sobre Antanas Mockus (21,5%). Pese a eso, habrá segunda vuelta.
(...) Lo que parece más razonable es que Santos no tenga muchos problemas en derrotar una vez más a Mockus ya que podría asegurarse buena parte de los votos obtenidos por German Vargas Lleras, de Cambio Radical, partido que forma parte de la coalición "uribista" en el Parlamento. Sin embargo, algunos creen que aún es pronto para asegurar eso.

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O fiasco de BocoMockus na Colômbia

O candidato verde Antanas Mockus, que já era festejado, inclusive em jornais brasileiros, como virtual vencedor nas eleições colombianas, não fez tanto sucesso assim (aliás, foi um fiasco). Contra todas as previsões, o candidato de Álvaro Uribe, o presidente que reduziu as Farc a pó (literalmente, o pó do narcotráfico), obteve mais votos do que diziam as pesquisas, que até indicavam empate - por pouco, Jorge Santos não ganha no primeiro turno. Mockus é célebre por mostrar a bunda quando não gosta de alguma manifestação pública. Ele me faz relembrar uma gíria dos anos 70: é um "bocomoco".
El candidato oficialista colombiano Juan Manuel Santos lideraba ampliamente los comicios presidenciales de Colombia sobre el aspirante del Partido Verde, Antanas Mockus, cuando se ha contabilizado el 96,26 por ciento de las mesas de votación.
Santos obtenía un 46,58 por ciento de los votos frente a un 21,50 por ciento de Mockus, por lo que los dos candidatos tendrían que enfrentarse en una segunda vuelta al no alcanzar la mayoría absoluta. (Continua).
(Informações aqui e também aqui. E o leitor Shami chama atenção para uma curiosidade: milhares de colombianos residentes na Venezuela cruzaram a fronteira para votar, valendo-se de picadas na floresta e até de bóias - certamente, não para votar no Mockus, que goza da simpatia do tirano Chávez).

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Estatismo brasileiro cuida até de lingerie

Que o Estado brasileiro (administrado pelo governo federal) seja um monstrengo, pouca gente duvida, a não ser os diretamente interessados na manutenção, ou melhor, ampliação desse escoadouro do dinheiro público
A tal da União - sem contar as perdulárias estatais - invade até os recônditos da economia. Conta com hoteis, indústria de bebidas, cooperativas agrícolas e, não riam, fábrica de lingerie!
Cevada no estatismo e no autoritarismo da cultura brasileira - que passou da monarquia ao positivismo religioso, pelo namoro com o fascismo do Estado Novo, pelo getulismo, pela ditadura civil-militar e pelo marxismo difuso ainda hoje -, a forma mentis do brasileiro concebe o Estado como pai e provedor.
Os partidos brasileiros apenas reforçam essa herança ibérico-católica, gregária, anti-individualista e anticapitalista. Temos socialismo e social-democracia (um mais estatista do que o outro), mas não contamos ainda, à diferença dos países mais avançados, com ideias liberal-democráticas.
Esta é a razão de sempre flertarmos com o autoritarismo, a ditadura, o sacrifício das liberdades individuais. Com o beneplático da Igreja Católica e do marxismo de orelha, as ideias coletivistas têm ainda longo fôlego, para nossa própria desgraça. (Leia aqui).
P.S.: aos que se espantarem com a irrisória participação do Estado na indústria de lingerie, apenas digo que vale o princípio. Estado não tem que participar de indústrias, bancos, hoteis etc. Leilão já!
Estado que provê segurança, saúde e educação faz o que lhe compete. E é isto que não temos por aqui.

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sábado, 29 de maio de 2010

Serra contra a Narcoamérica do Sul

Bolivarianos e simpatizantes estrilam
O candidato tucano acertou na jugular mesmo (ver posts abaixo): até a "Folha Poder" (eita, gente criativa!) dá em manchetinha o que todo mundo sabe e aplaude: "Serra volta a atacar governo da Bolívia".
O pré-candidato à Presidência José Serra (PSDB) voltou a atacar o governo boliviano em encontro hoje do partido em Cuiabá (MT). "Parece que virou política de governo mandar cocaína para acabar com nossa juventude", disse o tucano.
Este blog não morre de amores por José Serra, mas o candidato do PSDB é a única garantia de que as liberdades serão preservadas. O PSDB, pelo menos, ainda tem algum respeito pela democracia, ao contrário do lulismo & periferia.
O resto é populismo barato, típico da "idiotia latino-americana". Só falta o governo criar a Bolsa-Droga, com o patrocínio do falso índio que desgoverna a Bolívia.
O petismo é o pefelismo dos anos 80.

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Marina também apoia os cocaleiros

E viva a Narcoamérica do Sul!
Uma vez petista, sempre petista. De verde, a macilenta candidata do PV, Marina Silva, só tem a cara. Não espanta que a personagem do Avatar amazônico repercutiu as críticas do lulismo e da petralhada ao candidato José Serra, que acertadamente acusou a Bolívia de ser a grande fornecedora de cocaína para o Brasil.
Dizer a verdade sempre causa dano. Como o bolivarianismo e adjacências estrilaram, é sinal de que Serra acertou na jugular. Aliás, há matéria sobre isto na Veja desta semana (não vou surrupiar).
Mas, cuidado, muito cuidado com os candidatos benevolentes com a Narcoamérica do Sul!
UPDATE: e o chanceler Amorim jamais deixa de se exceder: diz que o Brasil dispensa a ONU se isto implicar subserviência aos EUA. Ora, todo mundo sabe que o Itamaraty lulista só é subserviente ao bolivarianismo e à delinquência internacional em geral. Independência é o que a pobre casa de Rio Branco jamais teve sob o lulismo.

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Itamaraty lulista trapaceia Obama

Quanto a isto, nunca tive nenhuma dúvida: a "carta" de Obama sobre o Irã foi apenas um dos muitos documentos encaminhados ao Brasil. O governo Lula trapaceou ao divulgar um deles como se fosse de apoio às iniciativas fracassadas do governo - e isto, justamente, irritou Obama.
Bene, pelo menos agora o presidente norte-americano sabe que a opção preferencial do governo brasileiro é pela delinquência internacional.
(Mais informações aqui).

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Narcoamérica do Sul


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A estupidez é ideológica

Imperam no Brasil a mentalidade pré-científica e o analfabetismo funcional, como demonstram as estatísticas. Acho que grande parte desse atraso se deve ao predomínio das ideologias em detrimento do conhecimento, em quase todas as instâncias. Cultiva-se inconscientemente a tosca ideia althusseriana de que a ideologia está em tudo - até embaixo da cama.
Como desprezar o pensamento é quase uma norma, conceitos e definições também se tornam dispensáveis. O resultado é que a ideologia acaba sendo confundida com conhecimento, por mais cega e dogmática que seja.
Ora, ideologia não passa de um conjunto de ideias mais ou menos coerentes e não necessariamente verdadeiras. Conhecimento é necessariamente verdadeiro - ou não é conhecimento. Não há conhecimento falso, mas crença, opinião ou concepção falsa.
Se aqui prevalecesse o conhecimento (que resulta em avanço científico e tecnológico), já teríamos pelo menos um prêmio Nobel. Mas, como prevalece a ideologia, o que temos são oito anos de lulismo e elogio ao analfabetismo. Sujeitos à continuação.
UPDATE: aqui, um exemplo de estupidez ideológica no jornalismo - só poderia ser de uma colunista da Folhona em NY.

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sexta-feira, 28 de maio de 2010

Kennedy, o chapão da Dilma Ruimself.

No Grotão das ideologias chamam isto de jornalismo:
Claro que a vaga de vice é um problema para a campanha do pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra. Mas encontrar o discurso parece ser um problema ainda maior.
Até agora não existe um mote, um ideia que sintetize a candidatura e que faça o grosso do eleitorado entender a razão de optar por ela.
Serra oscila entre maior e menor agressividade direta contra Dilma Rousseff e o PT, quase sempre poupando Lula. Há ataques a Lula, mas são cifrados demais para o grosso do eleitorado.
Sobre Dilma Ruimself, Kennedy Alencar, que já foi assessor de Lula, nunca diz nada - quando não pode elogiar, é claro.
P.S.: aliás, por que a Folhona não reconhece, em editorial, que defende o continuísmo? Seria mais digno.

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Brasil/Bolívia: sem fronteiras...


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Um cocaleiro na "Aliança das Civilizações" (?)

Para começar, não acho que haja mais que uma civilização: justamente esta que os detratores chamam de "ocidental", e que é capitalista, democrática, globalista - e graças a ela se expandem as ciências e as tecnologias.
O resto é nostalgia, mera utopia regressiva, procurando dividir a humanidade em "raças", religiões etc. A humanidade é uma só.
Quem está fora da civilização? As tiranias, as teocracias, todos os regimes liberticidas em nome de dogmas ideológicos e religiosos.
Ah, sim, o bolivariano e falso índio Evo Morales, rei dos cocaleiros da Bolívia (que envia toda a cocaína para o Grotão lulista), estará no encontro, que me parece muito mais uma reunião de Neandertais.
E para terminar: saquinho, por favor!

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Ainda existem maoístas!?

Pensei que a praga maoísta tivesse desaparecido, mas não, ainda há focos por aí.
E onde ela reaparece, ocorre o de sempre: massacre de inocentes, terror, sangue.

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quinta-feira, 27 de maio de 2010

Só agora, Hilária?

Demorou demais.
Não tenho paciência pra comentar.
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Como na ditadura


O inovador Lula tenta fazer em 2010 o que o ditador Médici fez em 1970. Que o diabo os carregue! É de se perguntar, aliás, por que o esporte e a música sempre serviram tão bem às ditaduras ou governos autoritários...

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quarta-feira, 26 de maio de 2010

Amorim, um patético atleta em Buenos Aires.

O chanceler Celso Amorim recebeu hoje o que merece por bajular governos autoritários - e justamente em Buenos Aires, cujo governo esnoba os acordos comerciais com o Brasil: foi esquecido pelo governo argentino e andou como cachorro abandonado na praia. Barrado em tudo quanto é canto, foi salvo por um carro da embaixada, muito tempo depois.
O "corresponsal" argentino até que foi bonzinho:
O chanceler Celso Amorim foi vitima ontem (terça-feira) à noite da desorganização do governo da presidente Cristina Kirchner. O ministro do país que absorve 30% das exportações argentinas teve que vagar pelo centro portenho, no meio da multidão, que festejava a data nacional e não conseguiu assistir a segunda parte das celebrações do bicentenário da Revolução de Maio de 1810.
Estou rindo até agora!

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O antiamericanismo chapa-branca da CartaCapital


Nas escolas de Comunicação, todo mundo - a começar pelos professores - fala mal da revista Veja porque defende algumas ideias liberais, mas ninguém dá um piu sobre a revista mais chapa-branca do país: a CartaCapital do gramsciano Mino Carta.
O semanário oficialista, sempre recheado de propaganda estatal, se superou na edição desta semana comemorando o que chama de "desafio ao Império" feito por Lula e o tirano Ahmadinejad. E tem a desfaçatez de dizer que "a missão de paz" do Pequeno Timoneiro "é mais um capítulo do rearranjo do poder mundial".
Ora, é ridículo pensar que o mundo inteiro mudará em função dos três aí da capa.
No mais, rearranjo do poder mundial foi tentado também pelo nazifascimo e pelo comunismo - todos eles antiliberais
E tome antiamericanismo, hoje bandeira exclusiva da "idiotia latino-americana".

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O Pravda do lulismo

O diplomata Paulo Roberto de Almeida foi ao ponto em seu comentário sobre a TV Lula Internacional, que pretende mostrar ao mundo "o verdadeiro" Brasil (isto é, a Mentirolândia petista).
É mais emprego para os chapas-brancas e mais despesas para nós todos.
Essa coisa de transmitir uma imagem verdadeira - como se a mídia nacional ou internacional se esforçassem para transmitir a imagem falsa - do Brasil para o mundo, soa um pouco como aqueles jornais do mundo soviético - Pravda, Isveztia, etc -- que transmitiam a verdadeira imagem do sistema socialista, sempre conspurcada, distorcida, deformada e vilipendiada pelas empresas de comunicação do mundo capitalista.
Ministérios da Propaganda sempre gastam recursos públicos - ou melhor, dinheiro arrancado do meu, do seu, do nosso bolso, e do caixa das empresas - para simplesmente tentar "melhorar a imagem" da realidade. (Continua).

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terça-feira, 25 de maio de 2010

"Adolfinejad": ditador, tirano, déspota etc.

O candidato tucano José Serra acertou ao chamar Ahmadinejad, o amigo de Lula, pelo que é: um ditador.
Neste blog, o tirano que quer destruir Israel, que prende e mata seus opositores e que busca a "bomba islâmica", sempre foi chamado assim.
Democrata é que nunca foi. É boneco da teocracia iraniana.
Significado de TIRANO, no Houaiss: "governante injusto e cruel, que coloca sua vontade e sua autoridade acima das leis e da justiça."
Claro que Chávez, também amigo de Lula, não merece outro epíteto.
Antes deles, houve uma boa fileira dessa estirpe: Stálin, Hitler, Mussolini, Mao. Ah, sim, Fidel - para variar, amigo de Lula -, que ainda não desencarnou. O Demo é muito seletivo...

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Aprendam, Lula e Amorim!

De Kennedy Alencar, o chapa-branca da Folhona:
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, recusou convite do presidente Lula para visitar o Brasil antes da eleição de 3 de outubro. Lula gostaria de usar a viagem para vitaminar a candidatura da ex-ministra Dilma Rousseff (PT).
Segundo a Folha apurou, Lula atribui a recusa a dois fatores: divergências na política externa entre Brasília e Washington e uma suposta interferência dos Clinton para que Obama não fizesse uma visita que pudesse virar ato eleitoral pelo PT.
A diplomacia americana argumenta que seria inusual para a política externa do país uma visita do presidente dos EUA às vésperas de uma importante decisão eleitoral.
Mais: a política externa americana não tem como prioridade para o segundo ano de governo de Obama uma visita ao Brasil.
Pois é, senhores do Grotão, fiquem com "Adolfinejad", Chávez, Fidel e toda a escória internacional. Quem mandou fazer opção preferencial pelos ditadores?
De qualquer modo, sei que é em vão o conselho dado no título...

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segunda-feira, 24 de maio de 2010

"Neoliberalismo"? Apenas um preconceito.

Assino embaixo do que diz o romancista Mário Vargas Llosa a respeito do "neoliberalismo", apenas uma expressão a ser grafada entre aspas porque, de fato, nem significado tem. Apesar de ser flatus vocis, está na boca de latino-americanos, principalmente dentro das universidades, onde o liberalismo - cujas ideias jamais são discutidas - é apresentado como "ideologia burguesa" e, portanto, ultrapassado.
Ora, liberalismo pode ser uma filosofia, mas não ideologia. Ideologia é a praga antiliberal que - assim como a doutrina do "politicamente correto" - herdamos dos sistemas totalitários desmentidos pela história, mas que ainda encontram adeptos na América Latina - cujo mal, aliás, é jamais ter absorvido e vivido valores liberais, graças a uma tradição cultural, esta, sim, retrógrada. Ideologia, por aqui, é confundida com conhecimento.
Traduzi parte da intervenção de Vargas Llosa no debate sobre "O pensamento liberal na atualidade", conforme post abaixo (bene, já que os últimos posts vêm tentando discutir algumas ideias - discussão pouco apreciada no Grotão, que, não à toa, é lulista).
Creio que o termo “neoliberalismo” não tem conteúdo semântico. É uma fórmula fundamentalmente denigritória, utilizada como etiqueta para caricaturar o liberalismo e fazê-lo responsável por todas as calamidades humanas. Uma das grandes vitórias das ideologias totalitárias, todas derrotadas na prática, é que nos deixaram uma sequela ideológica que se traduz em preconceitos e em certos lugares-comuns ideológicos, profundamente arraigados apesar dos desmentidos da realidade.
A ninguém se chama “neoliberal” para definir um sistema de pensamento, de valores, de convicções políticas. Não, neoliberal é algo automaticamente associado a explorador, defensor de instituições anacrônicas, injustas; neoliberal é quem tem uma visão fundamentalista do mercado, alguém que, em última instância, defende o sistema de exploração, de abuso, de expropriação do trabalho.
Há que se rechaçar a própria noção de neoliberal, já que carece de significação e, mais que uma idéia, é uma espécie de imprecação. Tem gente que é liberal e gente que não o é. Mas eu não conheci jamais um “neoliberal”. Assisto a congressos e seminários sobre o liberalismo e nunca ouvi alguém dizer: “Eu sou um neoliberal”. Cada vez que ouvimos a palavra “neoliberal” temos que nos preocupar, porque por trás dessas palavras há preconceitos profundos e ódio ao que o liberalismo representa. E isto, sim, existe, está aí, em muitos casos é um ódio consciente, em outros é instintivo.
Curiosamente, o liberalismo, que para muitos representa algo conservador, anacrônico, algo que já não expressa a realidade, é capaz de provocar hostilidades, manifestações de extraordinária ferocidade. Creio que essas são sequelas das ideologias totalitárias que ainda contaminam profundamente o discurso político do nosso tempo.
Não há neoliberais, há liberais. E os liberais são um espectro bastante amplo, de matizes muito diferentes e, às vezes, distanciados e contrapostos. Algo que é perfeitamente lógico se se pensa que o liberalismo não é uma ideologia, não tem esse caráter fechado de religião, dogmático, que tem as ideologias. É um corpo de ideias, uma doutrina em que se parte de certas convicções básicas que têm a ver especificamente com a liberdade, a idéia de que a liberdade é o valor mais prezado desde o ponto de vista individual e social, e que a presença e operacionalidade da liberdade, entendida de maneira unívoca como totalidade no campo político, no campo econômico, no campo cultural, no campo individual, é o que mais contribui para afastar a violência, para estabelecer a coexistência social e trazer prosperidade. Essas são ideias muito elementares, que são o denominador comum dos liberais.
A partir daí, o que há são diferenças, enormes diferenças. Mas, basicamente, a partir de algumas convicções democráticas e algumas convicções de que a liberdade, tanto no campo político quanto no campo econômico, conjugados, traz progresso, desenvolvimento, civilização: não a sociedade perfeita; o liberalismo não parte da idéia de uma sociedade perfeita, posto que as sociedades são sempre imperfeitas, mas são aperfeiçoáveis, e que para uma sociedade se aperfeiçoar é necessário fundar a Carta da liberdade, permitir a crítica, a diversidade, dentro de uma coexistência só garantida pela lei.

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Reunião ordinária no Instituto Lula


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domingo, 23 de maio de 2010

O pensamento liberal na atualidade

O escritor peruano Mário Vargas Llosa e o filósofo basco Fernando Savater discutem, em mesa redonda, "O pensamento liberal na atualidade". Bons esclarecimentos para os latino-americanos, em geral, pois jamais viveram uma cultura liberal. Aqui no Brasil, por exemplo, passamos do autoritarismo positivista da pós-monarquia ao getulismo, à ditadura e, depois, ao marxismo difuso que nos fez chegar ao lulopetismo. Destaco um trecho da fala de Savater, que serve como uma luva para o Grotão sob a letargia ideológica lulista.
En ese sentido, a mí me molesta mucho esa contraposición según la cual los políticos son malos y el pueblo es bueno. Lo peor de los políticos es lo mucho que se parecen a la gente que les vota. Y por lo tanto esa idea de que el político es muy malo pero su votante muy bueno no me convence. Tenemos que empezar a establecer que la función política es interactiva, que hay una interacción permanente entre los votantes y los votados, entre los representantes y los representados, entre aquellos a los que nosotros les mandamos que manden y nosotros. A ver qué pasa después del espectáculo [de corrupción] que se ha destapado en los últimos tiempos. Después de esto, ¿qué va a suceder? ¿Va a haber una exigencia de la gente? ¿Se va a notar? No sólo que los políticos arreglen sus asuntos: ellos se reunirán y decidirán que a éste le quitamos, a aquel otro lo pasamos delante... Como en los escaparates, cuando quitamos el maniquí que está más estropeado por el sol y ponemos otro más limpio delante. Pero aparte de esos arreglos de los políticos, ¿la gente va a responder? ¿O simplemente va a decir que todos son iguales y cada uno va a seguir a lo suyo? La política, efectivamente, tiende a la corrupción cuando se olvida una cosa que hoy suena noña o rara o incluso peligrosa: el bien común.
Em artigo também publicado no mesmo caderno do Letras Libres, o sociólogo Alan Wolfe, do Boston College, discorre sobre "Um liberalismo", comentando seu livro O futuro do liberalismo. Concordo com ele: o liberalismo é um só - aquele que não respeita apenas a liberdade econômica, mas as liberdades individuais clássicas: direito de ir e vir, liberdade de expressão, de imprensa etc. Vão aqui também dois excertos do texto dele:
Cuando hablo de mi último libro, The Future of Liberalism, y especialmente cuando lo hago ante un público más conservador, suelen preguntarme de qué liberalismo soy partidario: del “liberalismo clásico” con su preferencia por el mercado y su creencia en la libertad individual, o del “liberalismo moderno” y su confianza en el Estado y su compromiso con la igualdad. Sin duda, ver dos clases distintas de liberalismo es un error. Es cierto que Adam Smith arguyó a favor del mercado, así como John Maynard Keynes defendió la intervención del Estado. Pero el liberalismo, como yo lo defino, consiste en que el mayor número de gente tenga tanto que decir como sea posible sobre la dirección que tomarán sus vidas.
(...) El liberalismo es tanto una filosofía sobre cómo debería organizarse la sociedad como una defensa de la autonomía individual. De hecho, una de las tareas en las que se han implicado muchos pensadores liberales ha sido la de defender y proteger la idea de sociedad contra sus rivales. Para Immanuel Kant, eso significaba defender a la sociedad contra la preferencia de Rousseau por la “naturaleza”. Para Thomas Jefferson significaba proteger la capacidad de autogobierno frente a los que sostenían que la ley era cosa de Dios, no de los seres humanos. El liberalismo emergió como una teoría de la finalidad humana. Podemos dar forma a nuestras vidas de acuerdo con las metas que construimos en conjunto. El concepto de sociedad nos protege de la anarquía del individualismo, por un lado, y de los designios de Estados omnipotentes por el otro.
Boa leitura!
UPDATE: sobre as liberdades, ver o artigo de Denis Rosenfield no Estadão desta segunda-feira.

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Ficha Limpa em dose dupla



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Dos leitores, sobre a suposta periculosidade da ciência.

Sobre o post abaixo, a respeito da suposta periculosidade do conhecimento, reproduzo comentário da leitora Maria do Espírito Santo (danke):
Variações sobre o tema do Perigo.
Diz um velho provérbio que se o sangue correu, o perigo passou.
E por que é assim? Porque lidar com o manifesto, com o que aparece, é muito mais fácil do que com o que está oculto.
No caso específico e literal do provérbio, o sangue que corre é bem melhor do que uma hemorragia interna. A hemorragia interna mata silenciosamente: não é possível fazer nada a respeito daquilo que acontece na surdina.
De maneira análoga, eu diria que os perigos da ciência são claramente manifestos. Além disso, os males que o agir científico podem causar estão no agente e não na ciência por si mesma. Assim como os católicos não responsabilizam a sua igreja pelos padres pedófilos que fazem parte do "corpo místico de Cristo", a ciência não pode ser responsabilizada pelo mau uso que seus agentes fizerem dela.
Outra variação do tema perigo pode ser observada nos códigos de ética e da moralidade que os corpos doutrinários das grandes religiões monoteístas representam. Os valores éticos e morais religiosos são dogmáticos e inquestionáveis. As ciências, ou melhor, os agentes das ciências admitem um certo controle social do uso de suas descobertas. Não operam sobre bases éticas mas aceitam a valoração externa e moral sobre suas condutas.
O mesmo não acontece no território do religioso: suas verdades são eternas e inquestionáveis. No âmbito das religiões não há nada a ser questionado, modificado, nem sequer conferido. Falma em nome de Deus e a sociedade que se cale, cordeirinhamente.
Eu não me calo. E pergunto: ser contra o uso de preservativos, incitar os fiéis a crescerem e se multiplicarem livremente, sem nenhum limite, é uma posição ética?
Se ética é a normatividade que visa o bem viver, uma mulher, no mundo de hoje, que tenha dez filhos viverá bem? Seus filhos todos viverão bem? Cientistas sérios não brincam de Deus, muito pelo contrário: são sérios em relação aos benefícios que podem objetivamente proporcionar à humanidade.
Há diferenças gritantes entre ciência e religiosidade. Os benefícios e malefícios da ciência são visíveis e criticáveis. Quanto aos benefícios e malefícios das religiões, esses costumam ser sempre inquestionáveis.
Se o que digo é incorreto, me provem a incorreção. Mas eu quero provas e não discursos retóricos e dogmáticos.

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sábado, 22 de maio de 2010

A ciência é perigosa?

A julgar pelas reações à pesquisa realizada por C. Venter, cujo resultado foi a tal da "bactéria sintética", a resposta é positiva. A propósito desse temor, permitam-me citar alguns trechos do segundo capítulo de meu livro A cruzada contra as ciências (quem tem medo do conhecimento?), que talvez possam esclarecer alguns pontos.
Na verdade, a idéia de que o conhecimento é perigoso está arraigada na nossa cultura. Já Adão e Eva, segundo a Bíblia, foram proibidos de alimentar-se dos frutos da “Árvore do Conhecimento”. Prometeu foi punido por ter dado o saber ao mundo. Na literatura, o Dr. Frankenstein é a imagem do cientista, mas pintado como um arrogante desalmado que de tudo é capaz para atingir seus objetivos, quaisquer que sejam as conseqüências. No cinema, é o gênio louco que produz monstros e catástrofes.
Imoral manipulador da natureza, o cientista também foi responsabilizado pela construção da bomba atômica e agora é visto com suspeita por causa da engenharia genética. Jornais e revistas publicam com freqüência textos alarmistas que advertem sobre os “perigos” da pesquisa genética (lembre-se a histeria sobre a clonagem), do projeto do genoma humano e dos transgênicos (“comida-Frankenstein”). Nos títulos, invariavelmente, a insinuação de que o cientista “brinca de ser Deus”. O horror, porém, convive com o fascínio, já que se espera da ciência a solução para a cura do câncer, da Aids e de outras doenças que afligem o ser humano.
A análise desse problema nos remete, de novo, à separação moderna de fatos e valores, ou seja, de ciência e ética. Como processo de conhecimento racional e objetivo, a ciência não é guiada por valores, exceto os cognitivos (objetividade, sistematicidade, verdade etc.). Ela apenas procura nos mostrar o mundo tal como é. A ciência descreve, a ética prescreve; a ciência explica, a ética avalia ou julga. Ciência, portanto, não produz ética. Das proposições descritivas não é possível deduzir asserções prescritivas, como bem viu Hume. A separação de fatos e valores – conhecida justamente como “lei de Hume” – impede que do “é” derive o “deve”, que do “ser” derive o “dever ser”.
Ora, o conhecimento é um bem em si mesmo. Para o ser humano, conhecer é tão vital quanto alimentar-se, defender-se ou amar. Já a tecnologia, contrariamente, pode ser tanto uma dádiva quanto uma maldição. Há processos tecnológicos intrinsecamente perversos, como a fabricação de instrumentos de tortura (na Idade Média, por exemplo), de armas bacteriológicas etc. Não se trata do mau uso imprevisto de alguma área de conhecimento, tal qual seria o mau uso de um martelo ou uma tesoura. “A tecnologia da maldade é maldosa”, resume Bunge. Quando a pesquisa científica é posta em prática – por exemplo, em experimentos que envolvem seres humanos ou outros animais -, ou quando a ciência é aplicada à tecnologia, problemas éticos relevantes podem e devem ser suscitados.
(...)
A esta altura, impõe-se a questão sobre quais são, afinal, as responsabilidades e obrigações morais dos cientistas. Não há dúvida de que eles possuem deveres distintos das obrigações dos demais cidadãos. Posto que os cientistas detêm conhecimento especializado sobre como é e como funciona o mundo, e isto nem sempre é acessível aos outros, é obrigação deles tornar públicas as implicações sociais de seu trabalho e suas aplicações tecnológicas. Mas não cabe a eles, sozinhos, decidir sobre questões éticas ou morais. Há problemas que vão muito além de seu campo específico de competências.
O filósofo John Passmore observa que, quando a aplicação tecnológica das descobertas científicas é óbvia, tal como no caso de um cientista que trabalha com gases que afetam o sistema nervoso, esse cientista não pode alegar que nada tem a ver com tais aplicações, “sob o pretexto de que são os militares, e não os cientistas, que usam os gases para aleijar ou matar”. Para Passmore, além do mais, se um cientista “aceita financiamento de um órgão como um departamento de pesquisa naval, ele não está sendo honesto se sabe que seu trabalho não será útil para fins militares, e deve assumir parte da responsabilidade pelos resultados se sabe que sua pesquisa terá utilidade. Ele está sujeito (...) a elogios ou censuras em relação a qualquer inovação que provenha de seu trabalho”.
Todo empreendimento humano – especialmente a tecnologia – comporta riscos, mais elevados em algumas áreas que em outras. É necessário pesá-los e contrabalançá-los com os benefícios, o que demanda muita pesquisa. Mas, a pretexto de riscos e princípios éticos, muita gente quer impedir a própria pesquisa, ignorando que, sem riscos, um cidadão sequer atravessa a rua, e, sem pesquisa, jamais se saberá se eles são verdadeiros ou falsos. Existe uma assimetria brutal entre “esperança” (outro nome para “hipótese”, vá lá), que conduz a ações que submetem a teste suas motivações, e o temor, que conduz unicamente a vetos e restrições. Muitas esperanças não resistem ao teste da experiência e são refutadas, ao passo que os temores, subtraindo-se à possibilidade de refutação, tendem a se acumular, impedindo o avanço do conhecimento. Conjecturas e refutações, lembremos uma vez mais – e gostemos ou não -, constituem a base do método científico.
No restante do capítulo, reconheço que, embora ciência e ética sejam distintas, nem por isso o cientista está isento de deveres éticos. Cito especificamente, como exemplos negativos, os cientistas que se envolveram com a eugenia e o nazismo, e, como exemplo positivo, o comportamento de alguns cientistas que atuaram no Projeto Manhattan, gerador da bomba atômica.

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Petistas à venda no quintal dos Sarney

Tratando-se de quem se trata, a revelação nem surpreende. É coisa típica do Grotão lulista. Surrupio, já buscando o saquinho, um trecho da reportagem da Veja:

Diz-se nas ruas d terra do interior do Maranhão que a família Sarney é dona do estado. O clã tem sociedade em tudo. Se algo está no Maranhão, pertence aos Sarney. Eles detêm participações em TVs, rádios, jornais, fazendas, mansões, ilhas, ONGs, fundações, holdings... Nos últimos meses, na esperança de conquistar a única mercadoria que talvez ainda lhe escape, a família expandiu agressivamente os negócios. Passou a investir em petistas. Petistas? Sim, petistas – e no varejo. No mercado eleitoral do Maranhão, petistas aparentemente têm um preço. Os mais caros podem custar 40 000 reais. Na promoção, alguns saem pela metade desse valor: 20 000 reais. Esta, ao menos, é a cotação estabelecida pelos Sarney. Nas últimas semanas, operadores da família procuraram integrantes da direção do PT maranhense para fechar negócio. O produto a ser comerciado, no caso, é apoio político. A governadora Roseana Sarney, do PMDB, candidata à eleição, precisa desesperadamente assegurar a aliança com o PT, que chegou a declarar apoio ao candidato concorrente, do PCdoB.
As negociações começaram em razão do resultado da convenção estadual do PT, ocorrida em março, que deveria ratificar o apoio do partido à candidatura de Roseana Sarney. A lógica política dessa decisão deriva da aliança nacional entre os petistas e o PMDB, na qual o presidente da Câmara, deputado Michel Temer, deverá ser o vice na chapa de Dilma Rousseff. Pela natureza desse acordo, PT e PMDB obrigam-se a resolver diferenças que venham a surgir na formação dos palanques estaduais. E já surgiram muitas, como demonstra o notório salseiro armado em Minas Gerais. No Maranhão, porém, as dificuldades de união entre os dois partidos extrapolam quaisquer conveniências eleitorais. Ali, ambos são inimigos há décadas, desde que Sarney é Sarney e PT é PT – bem, ou eram, nos tempos em que havia distinções mais nítidas no mundo político. Na convenção petista de março, delineou-se alguma. Pela magra vantagem de 87 votos contra 85, os delegados do PT maranhense ignoraram as determinações da direção nacional do partido e resolveram apoiar formalmente a candidatura ao governo do deputado comunista Flávio Dino.
As compras começaram assim que se encerrou a convenção. Para reverter a derrota, o clã articulou um ardil político destinado a forçar a candidatura Roseana de cima para baixo. Petistas amigos prontificaram-se a montar um abaixo-assinado contrário à decisão tomada na convenção estadual e remetê-lo ao diretório nacional do partido. Com a medida, pretendia-se anular o apoio ao comunista e, ato contínuo, selar a aliança com o grupo de Sarney. Para elaborarem o abaixo-assinado, operadores de Roseana saíram à cata de petistas. VEJA localizou quatro que admitiram ter recebido a proposta de suborno para mudar de lado – e, portanto, subscrever o tal documento. Segundo esses depoimentos, o pagamento variava de 20 000 a 40 000 reais. Todos negaram ter aceitado a oferta. Um deles, entretanto, admitiu ter assinado a lista, mesmo depois de votar contra a aliança com o PMDB, o que não faz o menor sentido político. (Continua, para assinantes).


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Democracia e riqueza

Do cientista Jared Diamond, autor de Armas, germes e aço, nas páginas amarelas da Veja que chega hoje às bancas:
Numa ditadura, pode-se fazer tudo rapidamente. Numa democracia, não. Os Estados Unidos levaram dez anos discutindo os males provocados pelo chumbo na gasolina até conseguir eliminá-lo. Na China, a ditadura mandou, e o problema se resolveu em um ano. É um exemplo da força positiva desse tipo de governo. Mas nas ditaduras as decisões podem ser rápidas, porém nem sempre são positivas. Há décadas, os ditadores chineses fizeram a estupidez de abolir o sistema educacional e despacharam os professores para a zona rural, onde aprenderiam coisas supostamente valiosíssimas cortando arroz ao lado dos camponeses. Foi o caos. A educação na China regrediu décadas. Nos EUA, nem no governo de George W. Bush seria possível fechar as escolas por dois anos. Nem no Brasil. Se o presidente brasileiro quisesse abolir as universidades e mandar professores cortar cana-de-açúcar, não conseguiria. É a força da democracia. Se tudo o que se faz numa ditadura fosse bom, ela seria melhor que a democracia. O problema é que não é. A ditadura reduz o mercado das ideias, a competição de ideias. A democracia tem vantagens a longo prazo.
(...)
A democracia é uma vantagem da Índia sobre a China, sim. A economia chinesa, hoje, corresponde a 30% da americana. Será fácil para a China chegar ao dobro, mas será muito difícil chegar aos 120%, passando a economia americana, como preveem por aí. Será difícil por causa da ditadura, que não tem competição de ideias. Agora, entre a China e a Índia, há outras diferenças além de democracia e ditadura. A Índia fica mais ao sul que a China, seu clima é mais seco, há desvantagens ambientais. A China tem 2 000 anos de unidade nacional. Na Índia, há muitos que se consideram sikhs ou punjabis antes de se considerar indianos. (Continua, para assinantes).
Apenas complemento: quanto mais o capitalismo penetrar na China, menos longevidade terá a ditadura comunista. O capitalismo é incompatível com ditaduras de longo prazo.

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Empate? Agora é que a corrida vai começar...

Saiu a tão aguardada pesquisa Datafolha. Deu empate: Serra e Dilma estão com 37%. Marina continua longe, com 12% (o que não é um mau resultado). A popularidade de Lula está quase no céu: 76%. As explicações ficam ao gosto do freguês. É óbvio constatar o crescimento contínuo da candidatura Dilma. O ponto de interrogação que fica é até onde vai esta curva. Teve o programa de televisão que foi importante (onde Lula enfatizou que ela é a sua candidata). Contudo, ela mal chega a metade do índice de popularidade de Lula, o que pode indicar que a transferência não é automática (e menor do que os petistas imaginam) e que Serra se mantém bem no estágio atual da campanha. Nas próximas duas semanas, na televisão, teremos programas pró-Serra e (dependendo do que for exposto, pois o PT certamente vai tentar embargar - ou limitar - estes programas) que devem ter algum efeito nas pesquisas.
A pesquisa reforça a análise de que teremos uma eleição super-disputada, absolutamente distinta das últimas quatro (1992-2006). Teremos segundo turno, óbvio. E o calor da disputa vai transformar a eleição de 2010 (infelizmente) na mais violenta da história recente do país, como já escrevi diversas vezes.
Em entrevista ao Estadão de hoje, o historiador Marco Antônio Villa diz que "Dilma não consegue caminhar com as próprias pernas".
E arremata: "Se for deixada sozinha, perde as eleições. Lula sabe que não é suficiente dizer que a apoia. Tem que fazer muito mais - e esse muito mais viola a legislação. Ora, Justiça Eleitoral e os eleitores não têm culpa se a candidata não tem condições de vencer as eleições com as próprias pernas."

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Bota patrimonialismo selvagem nisto!

Serra foi ao ponto: criticou duramente o "patrimonialismo selvagem" existente no Brasil. De fato, o que existe por aqui é patrimonialismo - e não capitalismo.
O candidato oposicionista definiu o que entende por patrimonialismo: "usar o governo como propriedade privada".
Aliás, o sistema patrimonial é um traço marcante da América Latina. Com esse sistema, políticos burocratas, seus currais eleitorais e seus aliados (empresários à sombra do Estado e uma elite sindical também atrelada ao Estado) administram o país como patrimônio privado.
O lulopetismo agravou a situação colocando o Estado nas mãos de militantes.

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sexta-feira, 21 de maio de 2010

Multinhas

Lula e Dilmazeda só se preocupariam se as multas chegassem a 100 mil reais. Aliás, este deveria ser o valor inicial.

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Ficha Limpa, sim, mas quem é que vai limpar a ficha suja?

Quem garante que a tal da Ficha Limpa não está a serviço das ideologias?

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quinta-feira, 20 de maio de 2010

Atenção, criacionistas: ciência chega à bactéria sintética.

Já sei a reação: "estão brincando de Deus". Nada disso, entender os mecanismos da vida nos leva à nossa própria origem, sem pregações teístas. Ainda bem que há filósofos que reconhecem as ciências. Atentem para este fato - mais uma cacetada no renitente antropocentrismo, que julga a nossa espécie o centro da "criação", do universo, etc, privilegiada pelos deuses - e território onde ninguém pode mexer.
Religiosos, obviamente, criticam a experiência. Quanto aos prognósticos dos pesquisadores, vamos devagar. Na Folha:
A criação de uma bactéria sintética pelo americano Craig Venter e sua equipe é considerada um divisor de águas na biologia, segundo especialistas.
"Este é um momento histórico na biologia e na biotecnologia", afirmou o filósofo Mark Bedau, do Reed College (Portland, EUA), em entrevista à revista "Science".
"O trabalho de Venter o coloca numa posição próxima a Deus: a criação de vida que nunca poderia ter existido naturalmente", disse Julian Savulescu, professor de ética da Universidade de Oxford, no Reino Unido.
A equipe de Venter inseriu um genoma artificial dentro de uma bactéria sem genoma e conseguiu fazer com que essa bactéria passasse a obedecer os comandos do novo genoma.
O experimento custou cerca de US$ 40 milhões, necessitou do trabalho de 20 cientistas e levou mais de 10 anos para ser concluído.
Segundo Venter, a possibilidade de inserir genomas artificiais em bactérias é o início de uma nova era. Venter cita a possibilidade de bactérias sob medida produzirem biocombustíveis, absorverem gás carbônico da atmosfera e até manufaturarem vacinas.
A equipe agora pretende usar organismos sintéticos para descobrir qual o número mínimo de genes necessários para sustentar vida. Isso permitiria criar novos organismos, simplesmente adicionando genes a esse genoma mínimo.
Críticos, incluindo grupos religiosos, condenaram o trabalho. Eles temem que organismos artificiais possam escapar dos laboratórios e causar danos imprevisíveis ao meio ambiente.
Venter já era figura polêmica nos anos 1990 quando entrou com pedidos de patente para 300 genes sequenciados. (Mais).

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quarta-feira, 19 de maio de 2010

O Lulabomber


Gracias, turma do jornal Ilha Capital, o nanico que incomoda.

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Napoleão e os ignorantes

Recebi do advogado Nelson Gomes Rebelo, meu contemporâneo na Faculdade de Direito da UFSC nos anos 70, e passo adiante:

NAPOLEÃO BONAPARTE CLASSIFICAVA SEUS SOLDADOS EM 04 TIPOS DE PESSOAS:
01. Os inteligentes com iniciativa;
02. Os inteligentes sem iniciativa;
03. Os ignorantes sem iniciativa;
04. Os ignorantes com iniciativa.
-Aos inteligentes com iniciativa, Napoleão dava as funções de comandantes: generais, estrategistas, etc.
-Aos inteligentes sem iniciativa, Napoleão os deixava como oficiais que recebiam ordens superiores, para cumpri-las com diligência.
-Aos ignorantes sem iniciativa, Napoleão os colocava à frente da batalha: para serem "buchas de canhão".
-Os ignorantes com iniciativa Napoleão desprezava; não os queria em seus exércitos...
Um ignorante com iniciativa é capaz de fazer enormes besteiras e depois, dissimuladamente, tentar ocultá-las.
Um ignorante com iniciativa faz o que não deve, fala o que não pode, envolve-se com gente inadequada e depois diz que de nada sabia.
Um ignorante com iniciativa faz perder boas ideias, bons projetos, bons clientes, bons fornecedores, bons homens públicos.
Um ignorante com iniciativa produz sem qualidade, porque resolve alterar processos definidos e consagrados.
Um ignorante com iniciativa é, portanto, um grande risco para o desenvolvimento e o progresso de qualquer empresa e/ou governo.
Normalmente você é capaz de identificar os 04 tipos que estão presentes na sua vida, na sua empresa. E toma suas decisões sobre eles.
E NO GOVERNO DO SEU PAÍS? VOCÊ SABE SE LIVRAR DOS IGNORANTES COM INICIATIVA?
NÃO PRECISAMOS DELES...
FALTAM MENOS DE 05 MESES PARA AS ELEIÇÕES!!!
Cordialmente,
Nelson Gomes Rebelo.

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Cortem o uísque do "cara"!


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terça-feira, 18 de maio de 2010

O que falta para a renúncia de Amorim?

Este é o resultado da opção preferencial do Itamaraty lulista pela escória internacional:
O Conselho de Segurança da ONU recebeu nesta terça-feira, 18, um projeto de novas sanções ao Irã apresentado pelos Estados Unidos, que permite a inspeção de seus navios em alto mar, restringe seus investimentos no exterior e proíbe a venda de armas pesadas a Teerã.
O plano, que será remetido ao Conselho de Segurança da ONU, foi acordado pelos cinco membros permanentes do CS (China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia), disse um alto funcionário americano.
Susan Rice, embaixadora dos Estados Unidos na ONU, circulou o texto para os dez membros não-permamentes do Conselho nesta terça, um dia depois de Teerã tentar evitar sanções por meio de um acordo nuclear firmado com o Brasil e a Turquia.(Continua).
É o Grotão e a teocracia islâmica contra o mundo civilizado. E olha que o Pequeno Timoneiro bajulou a China e a Rússia (nem tão civilizadas assim - e esnobaram Lula depois do encontro)...
P.S, 20:25: lavei a alma: o JN acaba de dizer, sobre esse assunto, o que tenho dito aqui desde ontem.

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Menos, Top-top Garcia, menos!

Marco Aurélio Garcia, espécime típico da "latinoamericanice", deu agora para ameaçar os Estados Unidos. O amigo de Chávez, Fidel et caterva não tem espelho mesmo. Vejam só o que ele disse:
Para Garcia, o acordo assinado pelo Irã, aceitando as condições internacionais para troca de combustível radioativo, deveria servir como primeiro passo nas negociações sobre o programa nuclear iraniano. "Se os EUA optarem pela sanção, eles vão se dar mal. Vão sofrer uma sanção moral e política. Cabe aos EUA decidir se querem ou não um new deal com o Irã", afirmou.
Atrasadíssimo, o pseudo-diplomata ainda fala em "New Deal". E, pior, pretende dar lições de moral aos EUA. Logo ele, que é um típico representante da falta de ética do lulopetismo.
Sanção política? Ah, sim, o Grotão lulista vai romper relações diplomáticas com o "império". Que horror!, os coitados dos gringos vão ficar sem ciência, tecnologia, medicamentos etc...

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O amigo do Pequeno Timoneiro


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Chávez, o mecenas do terrorismo latino-americano.

Quem acusa o tirano de Caracas é a Associação Vítimas do Terrorismo (AVT), da Espanha, através de seu presidente, Juan Antonio García Casquero. Ele considera uma agressão aos espanhois a negativa de Chávez de extraditar os membros da organização terrorista basca ETA, protegidos do governo na Venezuela.
Casquero também exorta os dirigentes latino-americanos reunidos na cúpula UE-América Latina, em Madri, a acabar com os "santuários" de terroristas no continente americano.
Bene, se depender de Lula, Chávez, Rafael Correa, Evo Morales, Cristina Kirchner e outros, a região se transformará em santuário dos terroristas do mundo inteiro.

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Dilma, a sincrética.

Do Blogs pela Democracia (clique para ampliar).

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segunda-feira, 17 de maio de 2010

Serra no Grotão do Padim

Peregrinando no Nordeste, Serra fez o que se espera de políticos no Grotão: louvor ao Padim Ciço, que era proprietário até da cadeia de Juazeiro. FHC comeu buchada de bode para ganhar meia dúzia de votos por lá. E Lula, claro, foi o próprio Jesus Antônio Conselheiro, que agora está arrastando Dilmalévola, a mineira-gaúcha, por aí...
Político faz cada coisa! Só não pode dizer que é agnóstico ou ateu neste país sincrético de dezenas de deuses. De manhã o sujeito é católico, de tarde é evangélico e de noite é umbandista.
Pode ser tudo, menos descrente.

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Lá o urânio da fé islâmica, aqui o dinheiro público.


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A Colômbia e o pesadelo bolivariano: guerra à vista?

O jornalista Andrés Arias fala sobre a possibilidade de Chávez, mergulhado na crise econômica, tentar uma guerra com a Colômbia. O cenário e catastrófico, mas do déspota venezuelano e do "fascismo do século XXI" tudo se pode esperar. (Obrigado, PRA).
Una flotilla de 15 aviones SU-30MK-2 cruza la frontera entre Venezuela y Colombia. Hacen parte de los 24 aviones de combate rusos Sukhoi-30 que el Presidente Chávez adquirió durante los últimos años. Aquellos que superan en velocidad y capacidad de fuego a los aviones norteamericanos Lockheed F-16 y a los aviones franceses Dassault Mirage 2000-5.
Los 15 aviones se dividen en 3 escuadrones de a 5. En 10 minutos el primer escuadrón está sobrevolando Barranquilla y destruyendo la base aérea en Malambo. En 12 minutos el segundo escuadrón está sobrevolando Barranca y destruyendo la refinería. 2 minutos más tarde ese mismo escuadrón está bombardeando la base de Palanquero y en camino a Tolemaida. En 15 minutos el tercer escuadrón ya ha comenzado a descargar su artillería sobre Apiay para dirigirse a la base de Larandia en el Caquetá.
Anulada gran parte de la aviación colombiana, los 3 escuadrones venezolanos se enfilan hacia otros 3 objetivos: Bogotá, Medellín y Cali. Fin de la pesadilla. Pero sólo por ahora. Porque la tensión con Chávez va a continuar y es muy probable, por tres razones, que se materialice en un choque abierto y violento con Colombia.
Primero, Chávez requiere un distractor ante el desastre económico y social atribuible al comunismo del siglo XXI. En efecto, el irrespeto a la propiedad privada, la permanente estatización y las expropiaciones discrecionales del mandatario destruyeron el aparato productivo venezolano. Aniquilaron el estímulo a la inversión, la iniciativa privada, la creatividad y cualquier incentivo a trabajar y prosperar. ¿El resultado? Hambre, desempleo, racionamientos y altas inflaciones que atentan contra el bolsillo de los menos favorecidos. ¿Cuál es el distractor ideal ante semejante desastre económico y social? El choque con Colombia.
Segundo, Chávez enfrenta un retroceso político, especialmente en la frontera. En las pasadas elecciones los departamentos de frontera con Colombia vieron el triunfo de gobernadores y alcaldes de oposición a Chávez. La única forma de recuperar el control político y presupuestal de los departamentos de frontera es imponiendo gobernadores militares afines al régimen. Y, por supuesto, la única forma de justificar la imposición de dichos mandatarios militares es propiciando altos niveles de tensión y escaramuzas en la frontera o, incluso, precipitando una agresión abierta en contra nuestra.
Tercero, Venezuela se ha convertido en el principal corredor aéreo de tráfico de drogas desde Colombia. Los mapas de rutas de narcotráfico que hoy tiene la inteligencia colombiana se asemejan a un florero de trazas aéreas que emanan desde nuestro país y que se expanden por toda Venezuela. Para nadie es un secreto que las mayores ganancias del negocio del narcotráfico se obtienen en el eslabón de las rutas para traficar el alcaloide desde los centros de producción hasta los centros de consumo. Quien controla las rutas controla el negocio. Y es por esto que, cierto sector mafioso-chavista, continuará alentando la crisis y el choque abierto con Colombia.
Por estas tres razones la agresión de Chávez continuará. Él siempre da un paso atrás y dos pasos adelante en su propósito de expandir el comunismo del siglo XXI. En los últimos días lo vimos. Un paso atrás con su discurso conciliador en la cumbre de Mercosur. Dos pasos adelante con la intimidación abierta que ha lanzado sobre el pueblo colombiano si la seguridad democrática es reelegida.
No nos equivoquemos. Sólo alguien con firmeza, temple, determinación y convicción en la seguridad democrática podrá defender al pueblo colombiano de una agresión chavista. Lo que hoy parece una pesadilla puede volverse realidad. Por una Colombia grande, respetada y libre y por la seguridad de nuestros hijos reelijamos la seguridad democrática.

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Outro fiasco do Itamaraty lulista

Acordo fajuta de Lula e "Adolfinejad": o Irã continuará produzindo urânio enriquecido em seu próprio território:
O Irã vai continuar suas atividades de enriquecimento de urânio, incluindo a produção de urânio enriquecido a 20%, mesmo depois de ter assinado um acordo de troca de combustível nuclear mediado pelo Brasil e pela Turquia.
"Não existe relação entre o acordo de troca e nossas atividades de enriquecimento. Vamos continuar nosso trabalho de enriquecimento de urânio a 20%, disse Ali Akbar Salehi, chefe da Organização de Energia Atômica do Irã.
Salehi afirmou que a assinatura do acordo é uma "prova de boa vontade" e que agora "a bola está no campo das potências ocidentais".(Continua).
A diplomacia chefiada pelo petista Celso Amorim coleciona derrotas, mas não aprende. Agora acoberta a teocracia iraniana, que ruma para a "bomba islâmica". Jornais internacionais dizem que o acordo complica o debate sobre a questão nuclear. Se depender de Lula e do tirano iraniano, o mundo vira um formigueiro nuclear.

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Farc no Brasil? Ah, Lula não sabe de nada...


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domingo, 16 de maio de 2010

Desmontando Dilmaligna

Celso Arnaldo, que segue de perto os discursos de Dilmazeda, faz um retrato devastador da candidata bolivariana, cuja incultura é assustadora. Deliciem-se:
Há oito meses ouço tudo o que Dilma diz em público. Não lhe ouvi ainda uma frase inteligente. Um raciocínio límpido, criativo. Uma tirada esperta. Um jogo de palavras que faça sentido lógico e tenha algum requinte metafórico. Uma boa ideia própria. Uma resposta satisfatória e sincera. Um pensamento sobre o Brasil que denote um juízo superior sobre nossas raízes, nossas mazelas e nosso futuro. Um cacoete de estadista. Uma réplica ferina. Sequer uma grosseria fina tirada do bolso do casaquinho como recurso dialético.
Só sandices, pensamentos toscos, construções que não param de pé, só o mais absoluto desconhecimento das leis básicas da argumentação, da sintaxe, da gincana política e da articulação de modernos conceitos de estado. Uma incultura geral inédita entre pessoas públicas.
Decorou de orelhada meia dúzia de conceitos primários ─ o Brasil como quinta potência, a creche como berço de tudo, a casa como identidade pessoal ─ e os repete país afora, com um detalhe: a repetição, que normalmente produz aprimoramento, só piora sua capacidade de expressão. Não consegue sequer reproduzir, sem erros grosseiros, máximas, ditados e aforismos que já fazem parte da psique popular. (Continua).

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Mais liberdade, mais riqueza.

Em texto publicado no Ordem Livre, o diplomata Paulo Roberto de Almeida faz uma interessante comparação entre individualismo e interesses coletivos, demonstrando que, quanto mais liberdade individual houver, mais riqueza é gerada. No artigo (do qual surrupio um trecho), um dado surpreendente: a China é, hoje, bem mais capitalista que o Brasil.
Estudos empíricos feitos pelos melhores institutos independentes tem demonstrado que os países caracterizados por maior grau de liberdade – promotores, portanto, dos direitos individuais – são também os de maior crescimento, maior igualdade, menor corrupção, maior eficiência geral nos serviços públicos e, portanto, de maior prosperidade (ou seja, de maior renda per capita) e de maiores possibilidades de escolha para os cidadãos. De fato, relatórios produzidos pelo Cato Institute – cuja metodologia e notas explicativas podem ser vistos aqui – confirmam as interações sugeridas acima: na média, os países mais livres são dez vezes mais ricos e crescem quase duas vezes mais rapidamente do que os menos livres (ou seja, aqueles com excesso de intervenção governamental e planejamento estatal). O primeiro capítulo do estudo organizado por James Gwartney e Robert Lawson, Economic Freedom of the World: 2009 Annual Report (Washington, DC.: Cato Institute, 2009; disponível em: http://www.cato.org/pubs/efw/), traz gráficos eloquentes a esse respeito.
Os céticos, ou aqueles comprometidos com uma filosofia coletivista, poderão argumentar com o exemplo da China, como uma suposta prova que nem sempre a liberdade produz maior crescimento e prosperidade, tentando “demonstrar” que as políticas econômicas do governo autoritário do grande país asiático conseguem conciliar planejamento e rápido crescimento. Mas a China constitui exatamente a prova viva de que maior liberdade consegue produzir maior crescimento econômico, como o próprio relatório do Cato demonstra. O índice global da liberdade econômica no mundo coloca a China à frente do Brasil: no ranking internacional, ela ocupa o lugar de número 82 (com uma pontuação global de 6,54 sobre 10 possíveis), contra 111 para o Brasil (6 pontos redondos).
Mais surpreendente ainda, a China apresenta melhor desempenho no que se refere ao sistema legal e direitos de propriedade (6,3 pontos na escala do Cato, em 49o. lugar, contra apenas 5,3 para o Brasil, em 81o. lugar), no tocante à liberdade de comerciar internacionalmente (bem à frente do Brasil, em 36o. lugar, para o centésimo no caso brasileiro), à disponibilidade de uma moeda sólida (30o. lugar para o renminbi chinês, enquanto o real brasileiro ocupa apenas o 92o. posto) e também no que se refere ao ambiente de negócios (aspecto no qual ela ocupa o ranking 117, para 134 no caso do Brasil). Segundo o mesmo relatório, a China foi também o país que mais avançou na escala de liberdade econômica no período em exame, ganhando dois pontos inteiros desde os anos 1980, contra apenas 1,57 no caso do Brasil. No caso do indicador relativo à liberdade de comerciar internacionalmente, a China surpreende, mais uma vez: tendo partido, em 1980, de uma posição praticamente similar à do Brasil (3,65, em 78o. lugar, para 3,56 no Brasil, em 79o. lugar), ela conseguiu galgar muitas posições até o ano de 2007, passando a ocupar o 39o. posto nesse quesito (com 7,50 pontos), ao passo que o Brasil continuava bem atrás (90o. no ranking mundial, com 5,90 pontos apenas).
Hoje, na China, os trabalhadores tem de ir ao mercado para comprar seus próprios serviços de saúde e pagar pela sua educação, ao contrário do Brasil, onde o Estado supostamente garante esses “direitos coletivos”. Num certo sentido, a China é hoje, pela liberdade econômica e a forte concorrência entre empresas e indivíduos, bem mais capitalista do que o Brasil. Contrariamente ao que muitos pensam, a China caminha no sentido da maior liberdade econômica e do individualismo: este é, na verdade, o segredo de seu sucesso econômico.

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Terroristas com passe livre no Grotão lulista

Os facínoras das Farc invadem sistematicamente o território brasileiro e fazem do Grotão um entreposto para o narcotráfico.
Como gozam de status especial junto ao governo, tornam difícil o trabalho da Polícia Federal.
Eis o resultado da opção preferencial do lulismo pela escória internacional.
(Leiam o post do Reinaldo).

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A "nova ordem" da dupla Lula/Adolfinejad

A dupla fala em "nova ordem" econômica e comercial para o mundo. Que o diabo nos livre: Lula nunca prezou a democracia e "Adolfinejad" não passa de um tirano obediente à teocracia islâmica.
A história já viveu essa "nova ordem" sob o nazifascismo e o comunismo.
Vade retro!

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sábado, 15 de maio de 2010

Os pacifistas



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sexta-feira, 14 de maio de 2010

Ideologia é doença mesmo

O ator Carlos Vereza denuncia o patrulhamento ideológico e deixa expostos os comentários dos petistas que entram nos blogs só para atacar. Petistas, aliás, sempre tiveram problema com o substantivo. O negócio deles é adjetivo. E dinheiro público, claro, muito dinheiro...
Mesmo aconselhado por amigos, parentes e seguidores, que me sugerem apagar o lixo mental dos "comentários" petistas; mesmo sendo caluniado, classificado como drogado, e outras "postagens" à altura do nivél "cultural" do Grande Timoneiro, não os apago, por uma simples razão: a exposição das "opiniões" desses desequilibrados evidencia, em primeiro lugar, que acredito e pratico a democracia; e como corolário, demonstro a patologia coletiva, que se apresenta como obsessão, traduzida em ofensas e ódio (Continua).

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Na era lulista, todo crime compensa.


E compensa muito mais se for crime eleitoral. Para o PT, o TSE é uma mãe. Quanta brandura!

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quinta-feira, 13 de maio de 2010

O profeta Lula



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As descobertas do século na Física

Do blog De Rerum Natura:
Em primeiro lugar, surge, destacada, a construção e entrada em funcionamento do Grande Colisionador de Hadrões (LHC), no CERN, perto de Genebra na Suíça. É a maior máquina do mundo e também a mais cara. É bem conhecido que, inaugurada em 2008, sofreu uma avaria e só há pouco tempo começou a fornecer dados. Espera-se a descoberta da partícula de Higgs ou... de outras. Como já alguém disse, espera-se o inesperado. Relacionada com o LHC está a sopa de quarks-gluões, que existiu pouco depois do Big Bang, que foi recriada no CERN em 2000 e em Brookhaven em 2005, e que poderá vir a ser revisitada no CERN. E ainda descobertas astrofísicas fundamentais: o pormenorizado scanning da radiação cósmica do fundo efectuado pela WMAP (Sonda de Anisotropia de Microondas Wilkinson), em operação desde 2001, que permitiu datar o Big Bang há 13,7 mil milhões de anos; a prova directa da matéria negra encontrada, em 2006, numa colisão de galáxias, matéria essa cuja constituição está ainda por identificar; e ainda os primeiros resultados da Gravity Probe B, a sonda lançada em 2004 para testar a teoria da relatividade geral, ao medir a curvatura do espaço-tempo.
Baixando dos céus à Terra, a década passada assistiu à criação e manipulação do carbono sob várias formas, como os nanotubos e o grafeno. Essas formas prometem novos materiais ultra-resistentes e nova electrónica. Ou muito me engano ou o grafeno, isto é, as folhas isoladas da grafite, ainda poderá dar um Prémio Nobel. Assistiu ainda à criação, desde 2006, de materiais com índice de refracção negativo, com potencial para proporcionar a capa da invisibilidade da série Star Trek. E, ainda no domínio da ficção científica, a década passada deu-nos espectaculares progressos em experiências ditas de teletransporte quântico, que, apesar do nome, está ainda longe das ascensões do capitão Kirk da mesma série. Um outro fenómeno que só aparecia na ficção científica foi materializado com a paragem de um feixe de luz numa nuvem de rubídio, conseguida por físicos norte-americanos em 2001. (Continua).

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quarta-feira, 12 de maio de 2010

Marx: tão perto da dialética, tão longe da ciência.

Marx e o marxismo sempre buscaram construir uma análise científica da sociedade capitalista. O Capital, de fato, não se apresenta como obra filosófica, mas como descrição científica das “leis do movimento” do modo de produção capitalista, leis que devem ser tratadas com a mesma objetividade com que o físico trata as “leis da natureza”. A obra de Marx pretendeu fazer no campo da história humana aquilo que Darwin realizou no campo da história natural (a comparação é de Engels, em discurso ante a tumba do amigo). No entanto, O Capital é ao mesmo tempo obra dialética, como já diz seu subtítulo (Crítica da economia política). Isto significa que a luta de classes e os conflitos de interesse são ali interpretados não como oposições, mas como contradições do capitalismo.
A contradição, portanto, é objetiva, real, isto é, a realidade é autocontraditória. Ocorre que não se faz ciência com dialética. O método dialético, pelo menos na acepção moderna, só funciona dentro do sistema idealista de Hegel, para o qual o Real é o Racional e tudo se resolve na Idéia. Em poucas palavras, a assunção da dialética pelo marxismo revelou-se uma herança fatal para seu projeto científico. Assumir a dialética, como se verá, implica assumir também uma visão finalística da história, ou seja, conceber a história como curso que tende a uma meta prefigurada, a um ponto de chegada fixado a priori. O método dialético afasta o marxismo da ciência, enredando-o no nebuloso campo da filosofia da história.
O problema é que, embora se pretenda científico, o marxismo fala continuamente em contradições tanto na natureza quanto na sociedade. Ora, a afirmação de que a realidade é intrinsecamente contraditória implica: 1) a rejeição do princípio clássico-aristotélico de não-contradição, essencial ao conhecimento científico e ao materialismo (ou, melhor dizendo, realismo empírico); 2) a suposição de que somente a dialética, isto é, a lógica da contradição, é adequada ao entendimento dessa realidade contraditória.
Compreende-se, assim, a árdua tarefa que o marxismo se impôs: a vã tentativa de unir materialismo e dialética, dois princípios incomponíveis e inconciliáveis. Dito de outro modo, Marx e o marxismo pretendem-se materialistas, mas seguem o método idealista de Hegel, para quem todas as coisas são contraditórias em si mesmas. Daí a necessidade dessa nova lógica, que Hegel tanto se orgulha de haver criado ao desvencilhar-se da lógica clássica, prisioneira do princípio de não-contradição.
(Trecho do terceiro capitulo do meu livro A cruzada contra as ciências, que, vagarosamente, está sendo distribuído às livrarias).

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A festa nuclear de Lula e "Adolfinejad"


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Mercosul só é bom para os lamurientos Kirchner

Esse tal de Mercosul nunca funcionou direito - e a presidente Christina Kirchner acaba de jogar uma pá de cal no monstrengo.
O governo argentino ameaça atacar de novo os parceiros do Mercosul com medidas protecionistas, desta vez contra a importação de alimentos com similares nacionais. As autoridades preveniram importadores e dirigentes de supermercados, antes de oficializar as novas barreiras. O Brasil será atingido, embora o objetivo da manobra, segundo se afirma em Buenos Aires, seja barrar a entrada de produtos europeus barateados pela desvalorização do euro.
Basta uma visita a um supermercado brasileiro para verificar grande variedade de produtos comestíveis importados, procedentes de vários países, inclusive da Argentina, em concorrência livre com similares nacionais. Seria um escândalo se, de repente, os supermercados fossem obrigados a expurgar de suas prateleiras os produtos estrangeiros por supostos danos aos produtores nacionais.
Por absurdo que pareça é exatamente o que o governo argentino pretende fazer, sem aviso nem mesmo aos parceiros do Mercosul. E não se trata de uma interdição nas alfândegas, apenas. A partir de 10 de junho, inspetores da Secretaria de Comércio da Argentina vão percorrer o comércio para uma varredura de alimentos estrangeiros.
(Continua).

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segunda-feira, 10 de maio de 2010

Gato por lebre


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Antropólogos a serviço da ideologia

Em artigo no Estadão, o professor Denis Rosenfield critica "a captura da Constituição" por "movimentos sociais" e Ongs, que tentam tomar o lugar do Estado e infestam o Brasil de quilombos(!). Tudo sob a chancela de antropólogos que, não por razões científicas mas ideológicas, fornecem laudos para "comprovar" o que não existe. Aproveitando a onda de ressementização, também faço a minha: o Grotão já virou Quilombão.
A captura política da Constituição só é possível graças a esse processo de ressemantização, consistente em denominar quilombo algo que não o seja, por uma reinterpretação dita de ordem étnica. A nomeação visa a torná-la uma categoria jurídica, administrativa, com o verniz da colaboração antropológica, que assim lhe conferiria legitimidade. O conhecimento antropológico torna-se um mero meio de legitimação política, descomprometido com a verdade, a imparcialidade e a universalidade. O conhecimento antropológico torna-se um instrumento político, perdendo, dessa maneira, as características que deveriam ser próprias da ciência. Ele passa a ditar o que deveria ser o Estado, ganhando uma função propriamente normativa.
Resultado: a Fundação Cultural Palmares estimava, entre 1995 e 1998, a existência no Brasil de 24 quilombos. Hoje, graças à "ressemantização", o número oscila entre 4 mil e 5 mil, crescendo a cada ano.

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