quarta-feira, 30 de junho de 2010

A anticiência criacionista

Nem todas as religiões são contrárias às ciências, mas a versão fundamentalista cristã que atende pelo nome de criacionismo é, além de anticientífica, religião com vergonha de si própria.

Qualquer pessoa tem o direito de acreditar que Deus criou o universo, mas, para isso, não precisa necessariamente abraçar essa história da carochinha que é o criacionismo.

O criacionismo interpreta o Gênesis bíblico literalmente, como se fosse livro de história ou ciência. Vem dessa tosca interpretação a ideia de que o ser humano nasceu prontinho (filho de Adão e Eva), isto é, não é resultado de um longo processo evolutivo, como mostrou Darwin, corroborado por todas as ciências de fronteira originadas da biologia.

Nesse aspecto, pelo menos, o catolicismo é mais sensato: limita-se a dizer que Deus criou o universo, mas não se alinha ao criacionismo - e reconhece que a teoria darwiniana é uma teoria científica.

O criacionismo nem sequer é teoria. É doutrina religiosa inimiga das ciências.

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Salve, Índio da Costa!



Jovem, carioca, ficha limpa. Este é o candidato do DEM a vice de José Serra. Marco Aurélio Garcia, o pseudo-diplomata nomeado por Lula para assuntos da Narcoamérica do Sul, disse que nunca ouviu falar dele. Pudera: índio que ele conhece - e apóia - é o tiranete bolivariano Evo Morales (que, aliás, não é índio nem de nome).

Que Serra e Índio defendam a democracia e o Estado de Direito - os quais, sob Dilma Ruimself, estariam sempre em perigo.


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O que seria um governo Dilma

Vade retro!

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Para rir: Dilma e o Poste.

Esta é do Blogs pela Democracia. Clique para ampliar.

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"Raça" + religião = desgraça.

E a economia é que vai para o brejo, diz um alemão que vive em Cingapura:

"Caucasiano." Esta, assim aprendi, é, no meu caso, a resposta correta se me perguntam por minha raça. Na Ásia devo responder a essa pergunta com frequência. Na entrada em um ou outro país, no formulário de registro de um hotel ou numa clínica. Mesmo quando deveria preencher um pedido de licença para conduzir um carro, em Cingapura, tinha de especificar a minha raça. Raça importa. Essa é uma consequência da diversidade cultural do continente. Como em nenhuma outra parte da Terra, nos países da Ásia vivem juntas pessoas de cor de pele, línguas e religiões muito diferentes. Para distinguir essa variedade habitualmente o conceito de raça é utilizado. Para um europeu, e, especialmente, um alemão, como eu, o termo em si já é altamente delicado. Afinal, a História mostra que muitas vezes, com a atribuição a uma pessoa de determinada raça, o "valor" dessa pessoa também é determinado. Isso não é diferente na Ásia. Japão e Coreia, por exemplo, são países que têm fama de ser particularmente reservados com estrangeiros por aspectos raciais.

Pelo fato de a cor da pele ou a posição dos olhos nem sempre indicarem automaticamente a raça, em muitas sociedades asiáticas a afiliação religiosa serve como outra característica distintiva. Budistas, muçulmanos, hindus, cristãos, animistas e ateus há séculos vivem juntos em muitos países do continente. De fato, muitas pessoas já aprenderam a tolerar a religião diferente dos seus vizinhos. Não obstante, pessoas de filiação religiosa diferente, às vezes, são vistas como representantes de outra raça. E a partir dessa mistura de raça e religião surge um solo fértil para reiteradas explosões de conflitos sociais.

Na Índia, os constantes enfrentamentos entre pessoas de religiões diferentes provocam muitas vítimas de morte. Nos países do Sudeste Asiático, particularmente na Tailândia, nas Filipinas, na Indonésia e na Malásia, a mistura de raça e religião também leva a permanentes conflitos.
A Malásia é um caso particularmente exemplar pela combinação explosiva de raça e religião, e os problemas que pode causar uma política de ação afirmativa em favor de determinados grupos da população de um país inteiro. (Continua).

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Osmar Dias com os petralhas

Candidatando-se ao governo do Paraná - sob o rolo compressor do Planalto -, Osmar Dias deixa o irmão, Álvaro, ao relento: parece que sua candidatura à vice-presidência já não faz sentido. Boa chance de o PSDB resolver o imbroglio com o DEM. Meno male.

A candidatura do senador Álvaro Dias (PSDB-PR) como vice na chapa do presidenciável tucano José Serra corria o risco nesta terça-feira, 29, à noite de não se concretizar. O motivo para o recuo do PSDB era a decisão do senador Osmar Dias (PDT-PR), irmão de Álvaro, de se candidatar ao governo do Paraná, numa aliança com o PMDB e o PT do Estado. A candidatura de Osmar pegou de surpresa a cúpula tucana, que nesta terça à noite se dizia estarrecida com a notícia.

A indicação de Álvaro como vice-presidente de Serra foi negociada com Osmar que, em troca, havia concordado com a retirada de sua candidatura ao governo do Paraná. A ideia era que Osmar disputasse a reeleição para o Senado. A avaliação dos tucanos é que com a candidatura de Osmar ao governo do Paraná não há sentido na permanência de Álvaro na chapa de Serra. Afinal, Osmar vai disputar o governo paranaense com o tucano Beto Richa, além de dar palanque para a presidenciável petista Dilma Rousseff.

Osmar Dias teria mudado de ideia e resolvido concorrer ao governo depois de uma visita na terça ao Paraná do ministro e presidente do PDT, Carlos Lupi. No encontro teria ficado acertado ainda a aliança com o PMDB do atual governador Orlando Pessuti. Pelo acordo caberá a Pessuti indicar o vice na chapa de Osmar. Álvaro Dias garantiu a interlocutores que o irmão não o comunicou oficialmente da decisão de disputar o governo do Paraná. (Continua).

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Empresárias recebem Dilma, mas votam em Serra.

Mônica Bergamo comenta, na Folha, o encontro da candidata bolivariana com empresárias e socialites. Divirtam-se.
***
E como "ela" é? Esta é a pergunta mais ouvida nos últimos dias pelas socialites e empresárias que participaram, na sexta, 25, em SP, da reunião organizada pelo empresário Abilio Diniz, do Pão de Açúcar, em torno de Dilma Rousseff (PT).
"Ah, todo mundo gostou dela", diz uma das presentes. "A Dilma é inteligente, positiva, sedutora. Mas eu não vou mudar o meu voto, não!", informa logo a empresária. Ela pede anonimato "para não chatear o Abilio".
"Mas 99% das que estavam lá votavam no Serra. E vão continuar votando. O Serra é paulista, a gente conhece ele há um tempão. A Dilma, não. Ela caiu de paraquedas. Muitas nem queriam ir, estavam com o pé atrás."
A reunião, ainda assim, foi sucesso de público. Cerca de trinta convidadas -entre outras, Ana Maria Moraes, Maria Antonia Civita, Mariangela Bordon, Adriana Vilarinho, Rosangela Lyra e Maria Alice Klein -foram à casa de Abilio, nos Jardins.Tal como num chá de cozinha, o empresário apareceu no começo da festa, elogiou a presidenciável do PT - e saiu de cena, deixando a mulher, Geyze, no papel de anfitriã.
"Ela serviu, sabe, um lanchinho? Coca-Cola, guaraná, cafezinho e champanhe Veuve Clicquot. Uma coisa muito tranquila", diz a convidada.
Dilma bebeu uma "flûte", se tanto. "Antes de responder a uma pergunta, ela contava uma história para enrolar. Aí tomava um gole de champanhe pra recuperar o fôlego. Mas bebeu pouco. Disse que está de regime." (Continua, para assinantes).

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terça-feira, 29 de junho de 2010

Haja paciência!


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Um recado às oposições

Nariz Gelado enfrenta o inverno com um bem encasacado post sobre a conjuntura nacional. Dá algumas estocadas nas oposições e, sobretudo, aponta a repetição de erros da última eleição.

Gostei particularmente desta, em relação ao governador Aécio Neves:

Se o PSDB não conseguiu enquadrar o mineiro para aceitar a vice-presidência não conseguirá enquadrá-lo a trabalhar por um resultado diferente daquele obtido no segundo turno de 2006: 66% dos votos daquele estado foram, então, para Lula.

Bene, Aécio já disse que seu país é Minas (!) - e Minas, a meu ver, é tão lulista quanto já foi o RS. E, com Aécio fora, Álvaro Dias não é, de fato, a melhor opção para vice.

Complemento: quanto a Dilma Ruimself, penso que é necessário falar menos de sua folha criminal pregressa e mais do perigo que ela representa em relação ao futuro, cercada que está pelos petistas mais atrasados e por tentações bolivarianas (não se enganem, ela não é tão pragmática quanto Lula: nunca negociou com "patrões", além de jamais ter passado pelas urnas - é uma incógnita, ou seja, um tiro no escuro).

Parodiando a Folhona (zombeteiramente, é claro): não dá pra não ler...
***
P.S.: será que temos oposição? Sobre o termo, diz o Dicionário Houaiss: "1) caráter, estado ou condição do que se opõe, do que é oposto; 2) posicionamento de duas ou mais coisas face a face; grau marcante de diferença entre coisas da mesma natureza, passíveis de comparação; contraste."

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Alô, Ziraldo, alô, Jaguar! Tirem a mão do bolso!


Editorial do Estadão repercute a decisão do Ministério Público junto ao TCU de rever a "indústria da reparação" promovida pela perdulária Comissão de Anistia. Cita expressamente os casos de Ziraldo e Jaguar (ver post abaixo), cartunistas que se tornaram milionários. Ziraldo tenta, agora, sair pela tangente, dizendo que não pediu reparação. Então, por que não devolve o dinheiro aos cofres públicos? Digno foi Millôr Fernandes, que não só exigiu a retirada de seu nome da lista organizada pelo Sindicato dos Jornalistas, mas gozou dos demais colegas. Que este assunto não saia de pauta tão cedo...

Os outros dois casos notórios são os dos jornalistas Ziraldo Alves Pinto e Sérgio Jaguaribe, o Jaguar, fundadores do semanário Pasquim. Em 2008, a Comissão de Anistia aprovou o pagamento retroativo, a cada um, de pouco mais de R$ 1 milhão, além de R$ 4.375 mensais. O procurador argumenta que "não há elementos suficientes que indiquem estar correta a indenização". Ziraldo observa que não a pediu, o seu nome foi incluído numa lista preparada pelo Sindicato dos Jornalistas do Rio, em 1988. "Mas, se é um direito meu", afirma, "então está o.k." Houve quem tenha pensado, e agido, de forma diferente.

O humorista Millôr Fernandes discordou da decisão do sindicato, pediu para que o seu nome fosse excluído da ação e fez um comentário cáustico: "Quer dizer que aquilo (a luta contra a ditadura) não era ideologia, era investimento?" Ainda que não fosse, certas decisões da Comissão de Anistia impõem, ou deveriam impor aos beneficiados, um dilema moral. Aplica-se, por exemplo, ao jornalista cuja reparação resultou do seguinte cálculo: consideraram-se todas as promoções que ele poderia ter tido se não tivesse perdido o emprego, até o topo da carreira na redação em que trabalhava, verificou-se quanto o mercado remunera essa função hoje em dia e, assim, se chegou ao valor de sua pensão vitalícia.

O fato é que a reparação às vítimas do arbítrio se concentrou nos seus aspectos financeiros. A legislação adotada, escreve o jornalista Roldão Arruda, do Estado, parece mais próxima do direito trabalhista do que das convenções internacionais sobre violações dos direitos humanos. A concessão de benefícios materiais prevalece sobre a busca da verdade dos anos de chumbo, a primeira reparação devida às vítimas e suas famílias. (Continua).

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segunda-feira, 28 de junho de 2010

E não é poste?


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Escola é lugar de ciência. Ética se aprende em casa.

O economista Gustavo Ioschpe, articulista da Veja, faz uma interessante reflexão sobre o ensino de ética e "cidadania" na escola em detrimento das ciências e do desenvolvimento cognitivo. Tem razão em apontar que a ética deve ser incumbência das famílias, já que a escola não recupera os eventuais delinquentes por elas criados. Ética e "cidadania", termos hoje bastante difusos, estão mais para ideologia do que para formação. A questão me traz à lembrança o que disse, no início dos anos 90, o filósofo italiano Carlo A. Viano (salvo engano meu): a ética tende a se tornar refúgio do esquerdismo, órfão da utopia comunista. Mais ou menos na mesma época, a escritora Doris Lessing disse que a doutrina "politicamente correta" era uma herança do comunismo destroçado pela história. O fato é que, na voz de muitos ideólogos, ética e "politicamente correto" já viraram sinônimos. Fica a ressalva, porém, de que há estudiosos sérios em relação aos temas éticos. Surrupio o texto na íntegra:

Estou começando a procurar escola para o meu filho, e fico impressionado com o que tenho ouvido e lido a respeito das escolas que procuro. Ouve-se falar pouco no desenvolvimento cognitivo, em aprendizagem, em ciências exatas. Menos ainda alguém se referindo a pesquisa empírica ou aos recentes achados de neurociência. Em compensação, dois temas são unanimidade: cidadania e ética. É uma distorção que me preocupa.

Em primeiro lugar, porque parece presumir que o ensino das matérias tradicionais é uma questão resolvida, e que se ater a elas seria algo menor, reducionista ou, como se diz com certo desdém: "conteudismo". Não é. O Brasil vai muito mal nessa área, como comprovam todos os testes internacionais comparativos. Vai mal não apenas nas escolas públicas. As escolas privadas brasileiras também são, em geral, ruins, mas salvam as aparências por ter suas deficiências mascaradas pelos problemas ainda mais graves das escolas públicas. No Ideb, indicador de qualidade da educação do MEC, as escolas privadas têm nota média 6, em uma escala que vai até 10. No Pisa, teste internacional de qualidade de ensino, descobrimos que os 25% mais ricos do Brasil têm desempenho educacional pior que os 25% mais pobres dos países desenvolvidos. Ainda nos falta muito, portanto, para que possamos considerar a transmissão de conhecimento como tarefa cumprida.

Sei que há uma corrente de pensamento no país que acha que podemos e devemos fazer tudo ao mesmo tempo, e que priorizar a ética não significa descuidar do conteúdo. Deixo esse assunto para outro artigo, mas já adianto que não acredito que isso seja possível com o nível de institucionalização a que chegou o tema no Brasil. Atualmente o MEC exige que os livros didáticos de matemática (sim, matemática) atuem na construção da cidadania, estimulando "o convívio social e a tolerância, abordando a diversidade da experiência humana". Seria melhor se esse espaço do livro e o tempo do professor fossem dedicados à atividade nada trivial de familiarizar o aluno com os conceitos básicos da disciplina. Mesmo quando conseguirem cumprir a função básica de ensinar matemática, português, ciências, não creio que os professores devam priorizar de forma ostensiva a pregação ética. São muitas as razões que me levam a essa conclusão. Em primeiro lugar, o desenvolvimento ético de uma criança é uma prerrogativa de seus pais. Acredito que um pai tem direito a infundir em seu filho padrões éticos divergentes do senso comum, que costuma nortear as escolas. Dou um exemplo claro. A questão da preservação ambiental virou um imperativo ético, e as escolas marretam esse tema insistentemente.

Para mim, conforme já expus em artigo aqui, o comportamento ético em um país com o nível de desenvolvimento brasileiro deveria ser privilegiar o desenvolvimento material humano, mesmo que isso implique algum desmatamento. O que me parece antiético é deixar gente sem renda para que árvores sejam preservadas. Não gostaria, portanto, que um professor ensinasse o contrário ao meu filho.

O segundo problema é que não acredito que os professores brasileiros estejam preparados para travar a discussão profunda e multifacetada que o tema da ética exige. O mais certo é que a questão desande para o discurso panfletário, rasteiro, frequentemente ideologizado. Não imagino que o utilitarismo, o hedonismo ou o epicurismo sejam ensinados em pé de igualdade com correntes filosóficas que pregam as vertentes mais clássicas da moralidade judaico-cristã. E, sem esse contraponto, não se está ensinando ética, mas sim fazendo doutrinamento.

Essa dinâmica está diretamente atrelada a outro problema, que é a relação hierárquica que caracteriza o ensino formal. Se uma escola fizesse uma disciplina de ética opcional ou não avaliada, creio que seria possível que houvesse alguma evolução verdadeira por parte do alunado. Mas, no momento em que esse tema virou transdisciplinar e vale nota, é óbvio que os alunos minimamente atilados saberão conformar suas respostas às expectativas e inclinações de seus professores. Quando eu estava na escola, era formada por marxistas a maioria dos professores de história, português, geografia e outras disciplinas da área de humanas. Isso fazia com que eu e muitos outros colegas nos certificássemos de que toda resposta em prova incluísse alguma lenhada na burguesia e uma conclamação à construção de um mundo mais fraterno. Não por convicção, mas porque o nosso falso esquerdismo rendia notas melhores. Tenho certeza de que os mensaleiros, anões do Orçamento, sanguessugas e demais patifes também pregavam a justiça universal em seus tempos de escola.

Surge aí mais um problema do ensino-cidadão, que é a sua total inutilidade. A psicologia evolutiva demonstra que há um substrato ético que é genético e comum à nossa espécie e a alguns primatas. Complementando essa camada, acredito que a formação de uma consciência ética está indissociavelmente atrelada às experiências de vida, não a ensinamentos acadêmicos. Essa consciência se forma através de um sistema de recompensas e punições trabalhado primordialmente pelos pais de uma criança, desde seus mais tenros anos. É o receio da perda do amor paterno que nos leva a agir de forma ética, em um mecanismo inconsciente. Posteriormente, somam-se a essa base a história de uma pessoa e a fortaleza institucional do local em que ela vive.

O psicólogo Steven Pinker relata o exemplo do que aconteceu, literalmente da noite para o dia, quando a polícia da sua Montreal entrou em greve: uma cidade até então pacata e segura viu-se engolfada por uma onda de criminalidade que só cessou com o fim da greve. A população não sofreu um desaprendizado coletivo naquele período: ela agiu como muitos de nós agiríamos em um cenário em que as violações éticas não fossem punidas. Conhecer Sócrates ou Nietzsche não deve alterar o comportamento da maioria das pessoas. Para ser íntegra, a criança precisa receber orientação de seus pais e, depois, saber que desvios antissociais serão punidos. Alguns professores acreditam que podem sanar, com sua atuação, as deficiências da família e do estado. É ilusão. Um estudo recente das pesquisadoras Fátima Rocha e Aurora Teixeira, da Universidade do Porto, investigou a cola em 21 países e apontou haver relação direta entre a desonestidade em sala de aula e o índice de corrupção do país.

Para aqueles que imaginam que este autor é um defensor de uma escola amoral, explico-me. Acredito, sim, que a ética tem papel vital na escola, mas não no discurso, e sim na ação. Cabe à escola criar um ambiente de total liberdade intelectual, mas sem esquecer de aplicar no seu dia a dia os princípios éticos que norteiam a vida em sociedade. Com coisas simples e em todas as matérias: as aulas devem começar no horário, os professores não devem faltar, os alunos violentos devem ser punidos, as regras da escola devem ser aplicadas a todos. E eis aí o busílis da questão: ao mesmo tempo em que são incompetentes e doutrinárias no ensino da ética, nossas escolas são antiéticas em sua prática. O exemplo mais claro: a cola. No estudo citado, descobre-se que 83% dos universitários brasileiros já colaram, um dos índices mais altos do mundo. Cem por cento dos alunos brasileiros já viram alguém colando.

Nos meus tempos de aluno, havia gente colando na grande maioria das provas. É difícil imaginar que os professores não percebessem o que estava acontecendo. Em vários casos, os professores notavam e então caminhavam pela sala, parando perto do "colador", ou às vezes chamavam seu nome. Mas, se não me falha a memória, em onze anos de escola jamais vi um único aluno perder a prova, a nota do bimestre ou sofrer sanção mais séria por um delito que é provavelmente o mais grave para um ambiente em que se preza o saber. O ensino da ética, em uma realidade assim, é um deboche. Mais do que um deboche, é um desserviço: quando nossas escolas falam sobre o tema e praticam o oposto, a mensagem implícita é que esse negócio de ética e cidadania é papo-furado, pois já na escola os trapaceiros se dão bem. Melhor seria não falar nada.

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domingo, 27 de junho de 2010

Escolas confessionais com dinheiro público?

Richard Dawkins, divulgador do darwinismo, comete lá seus exageros, aqui já criticados, mas esta iniciativa merece atenção em qualquer país (com Estado laico, claro):

Já que o governo inglês financia as escolas (faith schools) geridas pelas confissões religiosas, Dawkins propõe criar uma escola para livre-pensadores. Não caberia a essa instituição fazer "doutrinação ateia", mas ensinar as pessoas a serem céticas e apreciadoras do valor das evidências.

Num mundo em que, contra todas as evidências, prosperam as teorias conspiratórias e a anticiência, não é uma má ideia. Vale lembrar que, no Brasil, as escolas confessionais também recebem dinheiro público. Minha opinião: se as religiões querem escolas, que as mantenham às próprias custas.

Por falar nisto, será que a bilionária IURB mantém instituições de ensino?
***
P.S.: formar gente que pensa livremente deveria ser tarefa de qualquer escola que mereça o nome, mas, infelizmente, não é assim.

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Boa, Spon!


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TCU quer cortes na bolsa ditadura. Toma, Ziraldo!

Torço para que o Tribunal de Contas da União corte fundo a milionária bolsa ditadura concedida a algumas figuras que não merecem nem sequer um centavo do dinheiro público (é o caso dos cartunistas Ziraldo e Jaguar e do jornalista Carlos Heitor Cony). Perseguidos, uma ova!

Pelo menos R$ 4 bilhões de indenizações a perseguidos políticos já pagas ou aprovadas pela Comissão da Anistia poderão ter os valores revistos pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Proposta em análise no tribunal prevê a possibilidade de reduzir os benefícios concedidos aos anistiados.
"A revisão poderá gerar uma economia de milhões de reais aos cofres públicos", defende Marinus Marsico, procurador do Ministério Público junto ao TCU, autor da representação que está para ser votada.

"Não contesto a condição de anistiado político, mas os valores das indenizações concedidas a título de reparação econômica", disse o procurador ao Estado.

São alvo da representação, por ora, 9.371 benefícios já concedidos com base em uma lei de 2002. Ela estabeleceu o pagamento de indenização do Estado a vítimas de perseguição política até 1988, ano em que a Constituição foi aprovada. (Continua).

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A melodia dos fenômenos cósmicos



Cientistas do LHC, que os catastrofistas chamam de "máquina do fim do mundo", estão convertendo em som a trajetória das partículas.

Cientistas que trabalham com o Grande Colisor de Hádrons (LHC), máquina que busca desvendar as origens do Universo instalada sob os territórios da França e da Suíça, estão convertendo os fenômenos cósmicos pesquisados em melodia com a ajuda de supercomputadores.

Os cientistas que operam a máquina, maior colisor de partículas do mundo, estão usando uma técnica de "sonificação" que converte dados puros gerados pelos experimentos do LHC em sons, afirmou a física Lily Asquith.

"Se você usar o software corretamente, pode realmente conseguir música boa a partir das trajetória das partículas", disse Asquith, que trabalha no Atlas, um dos seis detectores do LHC. Ela está entre os idealizadores do projeto chamado LHCsound.

Os detectores da máquina podem reconstruir a trajetória das partículas depois que elas são esmagadas nas colisões que ocorrem perto da velocidade da luz e calcular a quantidade de energia que cada uma delas deixa no caminho. (Continua).

A "Livraria de Sons" do LHC pode ser acessada aqui.


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sábado, 26 de junho de 2010

A anticiência frankfurtiana



A Escola de Frankfurt (Adorno, Horkheimer e Marcuse na linha de frente) ainda é muito prestigiada por intelectuais e acadêmicos brasileiros, que parecem não se dar conta de que o cerne da obra desses filósofos - expoentes do "marxismo ocidental" - é uma crítica feroz à racionalidade, à ciência, à técnica e à própria civilização. A propósito, cito um trecho do segundo capítulo de meu livro A cruzada contra as ciências, recém-lançado pela Editora da UFSC (ver ao lado).

A partir dos anos 40 do século passado, a chamada escola de Frankfurt é que se encarregaria de fomentar, por trás de sua crítica ao capitalismo, uma das mais persistentes e influentes críticas à racionalidade científica, com profundas repercussões nos movimentos estudantis da Europa da década de 60. “A física é burguesa”, “a ciência é o capital”: estas inscrições, nos muros de Paris de 68, resumiam, na verdade, os temas de Adorno, Horkheimer e, principalmente, Herbert Marcuse (1898-1979), o guru dos revoltosos (um dos três grandes “M” da época, junto com Marx e Mao).

Para Marcuse, ciência e capitalismo são uma só coisa. Em outras palavras, ciência (conhecimento racional e objetivo) e ideologia (concepção de mundo) se confundem. Desaparece o valor objetivo do conhecimento científico. A crítica da “razão instrumental” – ou “razão unidimensional”, ou “razão técnica” – encerra, no fundo, uma crítica da própria Civilização. Daí o ataque à “sociedade industrial” ou “tecnológica”, justamente a sociedade moderna, baseada na ciência e na tecnologia.

Alguns filósofos italianos (especialmente Galvano Della Volpe e Lucio Colletti) perceberam esta trágica confusão, denunciando in loco a “Grande Recusa” marcusiana como a retomada de temas irracionalistas e românticos. A “contracultura” gerada neste ambiente cultural, no entanto, fixaria raízes e amoldaria mentes. Boa parte da geração que, nas humanidades, cresceu ouvindo essas melancólicas diatribes contra a racionalidade científica, a técnica, a “indústria cultural” etc., hoje as reproduz nas universidades e nas revistas acadêmicas, quando não nos jornais. Principalmente no Brasil, onde o prestígio dos frankfurtianos continua incólume entre muitos intelectuais.

Adorno e Horkheimer publicaram em 1947 sua obra mais famosa, a Dialética do Iluminismo. Para compreender o alcance de sua crítica à civilização é necessário ir além do freqüentado ensaio sobre a “indústria cultural”. A Aufklärung (Iluminismo, Esclarecimento), a que se referem os autores, não é uma época histórico-cultural determinada, coincidente com a revolução cultural do século XVIII. Não se trata do iluminismo inglês e francês, por exemplo. Não, o iluminismo é dilatado até os primórdios da humanidade: funda a própria atitude do homem em relação à natureza, com o objetivo de conhecê-la e dominá-la. Na berlinda está a própria civilização ocidental, iniciada com os gregos e que, ao invés de alcançar a “emancipação”, afunda na “barbárie”.

Vale lembrar que o revolucionário Marcuse, inimigo do capitalismo e da "ciência burguesa", procurou abrigo nos Estados Unidos (assim como Adorno e Horkheimer) durante a II Guerra. Lá prestou serviço ao governo, junto ao Office of Strategic Services do Departamento de Estado. Sua tarefa? Dirigir "pesquisas" sobre a Alemanha e a Europa Oriental...
(Na foto, Herbert Marcuse, o próprio).

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sexta-feira, 25 de junho de 2010

De bandeja para Dilmaligna?

Querem perder a eleição de novo e sacanear o eleitorado? Querem entregar de bandeja para o petralhismo mais aloprado que Dilma Ruimself encarna?
Se não querem, então tratem de aparar as arestas. O senador Dias deu um bom passo. Mas o menino do Rio, Rodrigo Maia, todo ameaçador, estaria disposto a apoiar o bolivarianismo? Ele fica devendo a resposta.
Triste espetáculo oferecido ao país. País, não, Grotão lulista - se nem oposição à altura tem. E país sem oposição é ditadura, imposta ou consentida.

O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) disse hoje, em Cuiabá (MS), que uma "eventual" resistência ao seu nome como vice na chapa de José Serra na disputa presidencial não colocará em risco a aliança com o DEM. Segundo o tucano, caso o DEM se mantenha irredutível quanto à indicação do seu nome, ele cederá para preservar a aliança. "Se o DEM tiver que sair, saio eu", reforçou.

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Um universo de bolas

Uma interessante crônica do físico português Carlos Fiolhais, colaborador do blog De Rerum Natura:

A bola está por todo o lado na Natureza. O Sol, tal como todas as outras estrelas, é uma bola. A Terra, tal como os outros planetas, é uma bola. Os átomos são bolas. Os núcleos atómicos são também, na maior parte, bolas (alguns, é certo, parecem-se mais com bolas de rugby do que com bolas de futebol enquanto outros se parecem com discos). Por razões diferentes, porque as forças são diferentes, a Natureza preferiu essa forma muito simétrica a outras formas possíveis.

A bola de futebol, talvez o desporto mais popular no planeta Terra, tem a mesma forma que objectos naturais de vários tamanhos. A escolha da forma, obviamente feita pelos inventores do futebol, tem a ver com as características que queriam dar ao jogo. A forma esférica permite que a bola circule livremente entre os jogadores, sujeita naturalmente às leis da física. Apesar de as leis de movimento, descobertas por Newton no século XVII, serem bem simples, o movimento de uma bola de futebol pode ser bastante complicado, pois não se trata de um objecto pontual mas de um objecto que, para além do peso, em virtude da sua extensão, está sujeito à força de resistência do ar, à força (embora diminuta) de impulsão também devida ao ar, para além, claro, da força comunicada pelos jogadores. Modernamente, faz-se, com base na experiência e na observação, investigação científica sobre o comportamento das bolas de futebol. (Continua).

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quinta-feira, 24 de junho de 2010

Lula veta ajuda a Santa Catarina



O Pequeno Timoneiro vetou o projeto da Mega-Sena Especial, apresentado pelo senador Raimundo Colombo, que destinaria parte da arrecadação às vítimas das enchentes de 2008 no Estado. Elas continuam vivendo em situação precária e nada receberam do governo Lula, apesar das promessas. O projeto foi aprovado por unanimidade no Senado e, na Câmara, contou com o voto contrário do deputado petista Décio Lima, ex-prefeito de Blumenau - uma das áreas mais atingidas.

Que o eleitorado catarinense responda nas urnas, rejeitando a candidata oficialista.
(Dica do Blog do Aluizio).


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Por que a maioria dos países rejeita a urna eletrônica?

Recebi do coordenador do coordenador do Fraude Urnas Eletrônicas, Luciano Arcanjo de Melo, e passo adiante, para atenção dos leitores, dada a pertinência das informações. Outro dia perguntei: por que nenhum país se dispõe a adotar a urna eletrônica, essa invenção jabuticaba?

Sou coordenador do Site Fraude Urnas Eletrônicas e moderador do Grupo de Discussão com mesmo nome. De forma resumida, vou passar para vocês algumas informações sobre o movimento nacional.

Aconteceu em Santa Bárbara/MG uma eleição muito estranha. O resultado divergiu totalmente da realidade de campanha. Após as Eleições 2008, começamos a pesquisar e detectamos, através dos logs, algumas inconsistências assustadoras. Desde o ocorrido, iniciamos uma pesquisa sobre o assunto. Tudo era novo. Ninguém conhecia nada a respeito: nem a equipe, nem o povo. Confirmamos as inconsistências e começamos a divulgar. Fomos chamados de loucos até o dia que saiu uma reportagem sobre
o caso Caxias (MA) na TV Bandeirantes. Daquele dia em diante, tivemos a certeza que não tinha acontecido somente conosco. Na mesma semana, encontramos um grupo de 32 cidades no Sul de Minas que também estavam denunciando a fraude nas urnas. Semanas mais tarde, organizamos o 1° Encontro Nacional de Cidades com Suspeita de Fraude. Foi um sucesso, contamos com a presença de representantes de 48 municípios, totalizando 6 estados brasileiros.

Foi assim que nasceram o Movimento Nacional pela Transparência e Segurança do Voto Eletrônico e o Site Fraude Urnas Eletrôsnicas
: pessoas que tinham certeza que alguma coisa de anormal aconteceu dentro das urnas eletrônicas.

O próximo passo foi o convite para participar do debate sobre fraude em urnas na Assembleia Legislativa de São Paulo
. Ficamos completamente assustados com tudo que presenciamos lá - tanto que cheguei a concluir que se trata é de uma quadrilha nacional. Voltamos a nos reunir no Sul de Minas. Participaram os candidatos fraudados - estávamos dispostos a iniciar uma briga judicial. Entretanto, após ver o laudo parcial da Polícia Federal e o posicionamento do TSE no caso Caxias MA, concluimos que a Justiça Eleitoral JAMAIS iria assumir a fraude, afinal de contas, são 14 anos de voto eletrônico. Diante da ineficiência da via judicial, partimos para a via popular.

Na época que iniciamos, já existia os Grupos de Discussão
Voto Seguro e Voto Eletrônico, coordenados pelo engenheiro Amilcar Brunazo. Ambos possuem como foco a análise técnica do tema e alguns membros, inclusive o coordenador, prestam serviços para partidos políticos. Entretanto, o Site Fraude Urnas Eletrônicas surgiu como forma diferenciada em relação a estes.

a) Priorizamos a popularização do tema, evitando o uso de complexas explicações técnicas, afinal a possibilidade de fraude é indiscutível, menos com o TSE;
b) Procuramos identificar a sensibilidade da população para o assunto: acreditamos que se uma pessoa duvida do sistema, ela tem o direito de duvidar e de querer que este sistema seja adaptado para proporcionar o seu melhor entendimento. Em se tratando de democracia, não é o cidadão que deve aprender todas as teorias de segurança de dados e sim o sistema se adaptar à realidade do eleitorado;
c) Acreditamos na possibilidade de sucesso de nosso trabalho, atraves da divulgação do tema e possível projeto de lei de iniciativa popular.
d) E, por fim, temos certeza absoluta que ocorreram várias fraudes durante as Eleições Municipais de 2008 - não pela teoria, mas pela prática vivenciada.

A nossa primeira grande vitória, foi a
aprovação em 2009 da Lei Nº 12.034/2009 que obrigará o TSE a adaptar as urnas eletrônicas para, a partir de 2014, imprimir o comprovante do voto - essa lei ficou conhecida por Lei do Voto Impresso. Ressalto que a mídia está tentando deturpar o entendimento da lei. Principalmente o artigo 5º, que trata diretamente do voto impresso. O termo "comprovante de votação" tem contribuído negativamente, já que estão fazendo analogia direta com os comprovantes bancários, em que o cidadão leva para casa.

Como será o voto impresso: [a] o eleitor vota [b] confere o voto no visor da urna eletrônica [c] confere o voto impresso, através de um visor transparente, sem contato com o papel [d] se correto, confirma o voto - ele cairá dentre de uma urna lacrada [e] se errado, inicia novamente. O eleitor não terá contato físico direito com o voto impresso - este servirá apenas para conferência posterior dos resultados.

Vendo o crescimento Movimento Nacional pela Transparência e Segurança do Voto Eletrônico, o TSE forjou, em 2009, um suposto teste de segurança nas urnas eletrônicas. Este assunto está melhor explicado nos artigos
O Teste de Segurança das Urnas, os hackers e o TSE (Parte 1) e O Teste de Segurança das Urnas, os hackers e o TSE (Parte 2). Durante os testes promovidos pelo TSE, um especialista ganhou o prêmio por descobrir os votos que estavam sendo digitados na urna eletrônica apenas utilizando um receptor de rádio barato.

Acredito que, infelizmente, vivenciamos uma falsa democracia, onde a esmagadora maioria dos cidadãos brasileiros desconhecem a realidade do nosso sistema eleitoral. Isso se deve à blindagem deste assunto: seja pela falsa imagem transmitida pelo TSE ou mesmo pela ineficência da mídia de contestar estas informações (veja
O antes e o depois das reportagens sobre fraudes nas urnas eletrônicas).

Outro fator muito importante a ser destacado é a imagem das urnas eletrônicas brasileiras no exterior.
Holanda, Alemanha e vários estados norte-americanos aboliram seu uso na constituição. Por outro lado, mais de 50 países vieram conhecer nosso sistema eleitoral eletrônico e nenhum deles utilizou. Aliás, o Paraguai recebeu 15 mil urnas eletrônicas emprestadas pelo Brasil para que fossem testadas. Após comprovada fraude, o sistema foi proibido no país e as urnas devolvidas ao Brasil.

Fica aqui o convite para a participação em nossas discussões. Estamos à disposição para união de forças e resgate da democracia brasileira. Lembro que este movimento é autônomo, sem vinculos partidários. Nosso único objetivo é a causa popular e nossa maior ferramenta é a informação.

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Não é fácil ser branco na África do Sul


O racismo está longe, muito longe de ser extirpado no país do festejado Mandela e das malditas vuvuzelas. Cito trecho de reportagem da revista Época:

“Quem entrou na escola depois de 1994 não deveria estar sujeito à ação afirmativa”, disse um jovem branco, referindo-se à política de cotas implantada depois do apartheid para reduzir a desigualdade entre brancos e negros. “Em um concurso para 50 vagas de piloto de helicóptero na polícia, havia 150 candidatos brancos. Nenhum foi aprovado”, queixou-se outro branco. “Vocês se recusam a nos devolver nossas terras porque dizem que não sabemos cultivá-las”, retrucou um negro. Um debatedor branco decidiu se exprimir em africânder, e não em inglês. “Esse comportamento de perguntar em africânder é intolerável!”, protestou um negro. “É meu direito falar em minha língua”, respondeu outro branco, tomando as dores do colega.

Basta assistir meia hora a semelhante debate para ter uma ideia do abismo que separa os sul-africanos pela cor da pele. O fim relativamente pacífico do apartheid deixou sem solução uma série de questões que caberá à nova geração resolver. Para os negros, o controle da economia continua injustamente na mão dos brancos; estes, por sua vez, se sentem cidadãos de segunda classe num país em que todas as leis parecem favorecer o antigo oprimido.

A minoria caucasiana enfrenta até um problema inédito – a pobreza. “Dos 4 milhões de brancos da África do Sul, 750 mil vivem com menos de 4 mil rands (cerca de R$ 940) por mês”, diz Tiaan Esterhuizen, de 25 anos, dirigente da Helpende Hand, organização dedicada a combater a “pobreza branca”. “Os brancos pobres estão entregues à própria sorte, porque não têm direito à ajuda do governo”, afirma Ernst Roets, advogado de 24 anos e líder do AfriForum, entidade de direitos civis que luta pelos direitos das minorias. Segundo Roets, há 70 favelas de brancos nos arredores de Pretória: “Se alguém fala que é preciso ajudar os brancos, é acusado de racismo”. A nova geração de brancos defende o fim, ou pelo menos a flexibilização, do conjunto de leis que concede aos negros a prioridade no recrutamento das empresas. (Continua).

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quarta-feira, 23 de junho de 2010

Alguém ainda se lembra do Jobim?

Pois eu não me lembrava mais, não. A última vez que ouvi falar dele foi por ocasião da catástrofe no Haiti, todo pimpão. Andava sumido e agora aparece para falar da terrível catástrofe no Nordeste. E compará-la, claro, ao que aconteceu no Haiti.
É ministro da Defesa ou das Catástrofes?
E as barragens da região são feitas por engenheiros ou por padres? Obras de quais governadores, quais prefeitos?
Alguém é responsável pelas péssimas obras de infra-estrutura (e pelas mortes também).

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Involução é com o Grotão?


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O Brasil elege poste?

Duvido que Lula consiga eleger o poste que escolheu para sucedê-lo. Dilmala não pensa, fala mal, titubeia o tempo todo - e faz fiasco quando se expõe. Por isso anda meio fugitiva e calada. Também não acredito que a pesquisa que mostra a candidata oficialista e bolivariana cinco pontos à frente de José Serra seja o início de uma grande escalada. Já foi longe demais, para alguém que nunca passou pelo voto. Mas é necessário pensar no seguinte:

A disputa se dá em condições de absoluto desequilíbrio. A grande campanha em favor de Dilma — além da mobilização pessoal de Lula — está na propaganda oficial e das estais, que já não se distingue da campanha eleitoral. A Petrobras, o Banco do Brasil e a CEF, para citar três casos, não vendem produtos, mas um “novo Brasil”, o mesmo de que fala Dilma. É campanha eleitoral. Pode-se argumentar que também o estado de São Paulo é um grande anunciante. É verdade! Em São Paulo!!! A propaganda das estatais e do governo federal é nacional. Essa propaganda não busca falar apenas com o “povão”. Veja-se, por exemplo, o dito “plano de investimentos” da Petrobras. O Estadão fez hoje um excelente editorial a respeito. A estatal está em plena campanha eleitoral — em favor de Dilma, obviamente.

O horário eleitoral e os eventuais debates — se é que Dilma vai comparecer — tendem não a igualar as condições das disputas (isso é impossível!), mas, ao menos, a minorar os efeitos da desproporção entre a máquina governista e a oposição. O PT sabe que ainda não liquidou a fatura, e o PSDB sabe que algo vai ter de mudar. (
Continua).

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E a Globo cala a boca do Galvão...

Essa é boa:
Após ser procurado por várias emissoras para falar sobre o movimento "Cala Boca, Galvão", o apresentador foi proibido pela Globo de dar entrevistas a outros veículos, destaca a coluna desta quarta-feira de Mônica Bergamo.

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Lulistão


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Monstrobras a serviço do lulismo

Editorial do Estadão, sobre o uso (e abuso) político-ideológico da Petrobras - cujo coquetel de combustíveis é o pior e mais caro do mundo -, foi ao ponto:

(...) A estatal se envolve também, e cada vez mais, nos objetivos políticos e eleitorais do grupo comandado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele mesmo declarou, há poucas semanas, haver ordenado a construção de refinarias no Nordeste, contrariando a orientação técnica defendida pelos dirigentes do grupo. O novo plano de investimentos, coerente com a ordem presidencial, destina US$ 73,6 bilhões, 30% do total, ao segmento de refino, transporte e comercialização. No plano anterior, para o período entre 2009 e 2013, essa parcela correspondia a 24% do investimento previsto. Em contrapartida, o valor programado para exploração e produção diminuiu de 60% para 53% do total anunciado.
(...)
O presidente da República sujeitou a empresa também a suas pretensões de influência regional, usando-a para favorecer os parceiros bolivarianos e cubanos. Só isso explica sua atitude quando o presidente boliviano ocupou militarmente instalações da Petrobrás.
O presidente Lula e seus auxiliares não só aceitaram a violência, como a justificaram. Segundo eles, o gesto de Evo Morales foi um ato de soberania, como se a soberania dispensasse o respeito a contratos e a direitos negociados e reconhecidos livremente. A mesma concepção de política regional levou o presidente a pressionar a Petrobrás para se associar à venezuelana PDVSA, sem levar em conta as prioridades econômicas do grupo, os interesses dos acionistas minoritários - detentores, de fato, da maior parte do capital. (
Continua).

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terça-feira, 22 de junho de 2010

A lista dos piores ditadores do mundo


A Foreign Policy elegeu 23 dos piores tiranos do planeta. O primeiro da lista é o norte-coreano Kim Jong-Il, seguido de Robert Mugabe, do Zimbábue (amigo de Lula).

O tirano venezuelano Hugo Chávez (outro amigo de Lula) fica com a 17º posição, enquanto o cubano Raúl Castro (sim, sim, amigo de Lula também) ocupa o 23º posto.

Sobre Chávez, diz a revista que "o líder louco da revolução bolivariana promove uma doutrina de democracia participativa na qual ele é o único participante".

Quanto a Raúl, zomba a FP: ficou entre os últimos talvez "porque tenha algum defeito intelectual que não lhe permita perceber que a revolução que lidera é antiquada".

Ia esquecendo: Ahmadinejad (putz, pra variar, mais um amigo de Lula!) está em oitavo lugar.

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Filho de general faz greve de fome em Cuba

Juan Almeida, que sofre de uma doença para a qual não há tratamento em Cuba, ficará em greve de fome até que o ditador Raúl Castro o deixe viajar para a Bélgica, onde reside sua família, que providenciou um médico.
O pai de Juan era o general Juan Almeida, "um dos poucos negros que acompanhou Fidel Castro em todas as suas aventuras revolucionárias" (morreu no ano passado).
Não, Frei Betto não pedirá pelo doente aos seus diletos amigos ditadores. E Lula, claro, também não se comoverá.
Direitos humanos não são para eles...

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PT quer defender o que não tem

Só faltava esta: querer processar o candidato José Serra por "danos morais" contra esse bando ideológico que enlameou o país. O PT foi ferido em sua honra, geme José Eduardo Dutra.
Ora, ora, os petistas estão irados porque Serra os acusou de fabricantes de dossiês?! Por acaso os dossiês são obra do Espírito Santo?
Indenização por danos morais devem pedir todos os brasileiros pelo estrago feito pelos petistas nos últimos 8 anos.
Que vão se roçar nas ostras!

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Liberalismo e democracia

Do filósofo italiano Norberto Bobbio (1909-2004):

O pensamento liberal se projetou até a aceitação, além da igualdade jurídica, da igualdade das oportunidades que prevê a igualdade nos pontos de chegada. Com respeito, portanto, aos vários significados possíveis de liberdade, liberalismo e democracia estão destinados a não se encontrar. Mas o liberalismo não só é compatível com a democracia como esta pode ser considerada o desenvolvimento natural do Estado liberal, se tomada não pelo lado do ideal igualitário, mas pelo lado da sua forma política, que é a soberania popular.

Existem boas razões para crer: a) que hoje o método democrático seja necessário para a salvaguarda dos direitos fundamentais da pessoa, que estão na base do Estado liberal; b) que a salvaguarda desses direitos seja necessária para o correto funcionamento do método democrático. O melhor remédio contra o abuso do poder é a participação direta dos cidadãos, do maior número de cidadãos, na formação das leis.

Ideais liberais e métodos democráticos vieram gradualmente se combinando, de tal forma que hoje apenas os Estados nascidos das revoluções liberais são democráticos, e apenas os Estados democráticos protegem os direitos do homem: todos os Estados autoritários do mundo são ao mesmo tempo antiliberais e antidemocráticos.

(Do livro Liberalismo e Democracia, lançado no Brasil em 2005, pela Brasiliense. O sumário da obra está disponível no IL).


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O universo conhecido



O Universo Atlas Digital, mantido e atualizado por astrofísicos do Museu Americano de História Natural, nos leva a um "passeio" - de ida e volta - a partir do Himalaia até às primeiras luzes do Big Bang. Um belo trabalho.


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Dunga, o Lula do gramado.


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segunda-feira, 21 de junho de 2010

O ridículo Maradona




Legítimo representante da "idiotia latino-americana", com sua barba e cabeleira extemporâneas, seus óculos cravejados de brilhantes e a empáfia típica dos populistas e dos narcotraficantes continentais, Maradona exemplifica o quanto esta copa é brega. O símbolo só poderia mesmo ser a primitiva vuvuzela.

Falta apenas o baixinho rolha de poço mostrar a tatuagem de Che Guevara que fez em Cuba, cujo ditador admira, como bom retardatário sul-americano. (A foto é de alguns anos atrás, quando o drogadito fazia "tratamento" sob os auspícios da ditadura castrista).

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Itamaraty lulista joga a toalha no caso do Irã

Depois de envergonhar o Brasil, perfilando-se com a violenta teocracia iraniana, o chanceler Amorim desiste de fazer "mediação" entre "Adolfinejad" - que quer construir a bomba islâmica - e os países civilizados.
Junto ao reconhecimento do fracasso, Amorim deveria ter apresentado sua renúncia.

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O jornalismo "isento" da Folhona

Seria mais honesto que a Folhona declarasse, em editorial, seu apoio ao continuísmo lulista (embora os outros jornais também tenham prepostos do lulismo na redação; não canso de repetir: jamais houve tanto chapa-branca no jornalismo grotense):

Na Folha deste domingo, a ombudsman, Suzana Singer, escreveu um texto chamado “Equilíbrio em tempos de guerra”, deixando claro o que entende por isenção num jornal. Os profissionais da Folha levam em conta o que diz a obudsman se quiserem. Mas é claro que sua crítica não é irrelevante. Algum efeito provoca. Não custa lembrar que o tucano José Serra será sabatinado hoje pelo jornal, sabatina de que Dilma Rousseff fugiu. Suzana ignorou o assunto.

Leio a sua coluna também como uma espécie de patrulha a seus colegas — e, como vocês vão notar, queira ela ou não, uma patrulha anti-Serra. Pode ser uma evidência triste de que ir à sabatina, para um candidato, é mesmo pior do que não ir. Vamos ao vermelho-e-azul? (Continua).

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domingo, 20 de junho de 2010

Uribe faz sucessor na Colômbia

Juan Manuel Santos deu uma surra no candidato oposicionista "BokoMockus", que tem por hábito mostrar a bunda quando o desagradam.
Sinal de que o bolivarianismo não tem vez na Colômbia e que o restolho do narco-terrorismo (Farc) continuará sendo combatido.

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Ex-ministro critica a diplomacia brasileira

Artigo de Celso Lafer, no Estadão de hoje:

A política externa do governo Lula tem sido objeto de crescentes críticas. São muitos os rumos que vêm sendo questionados. No plano mais geral, aponta-se que o Itamaraty não tem escolhido os campos de atuação que oferecem ao nosso país, que alcançou um novo patamar internacional em função das transformações internas iniciadas com a redemocratização, as melhores oportunidades para se beneficiar da nova multipolaridade do cenário mundial.
É o caso da prioridade dada à busca de um reconhecimento protagônico na esfera da alta política da paz e da guerra no Oriente Médio (Irã), em detrimento da ênfase em resultados mais significativos em áreas mais próximas da influência real do Brasil. As tensões do contexto da nossa vizinhança (a animosidade Colômbia-Venezuela) e as que afetam nossas fronteiras e a vida nacional (trânsito de drogas da Bolívia) são minimizadas no dia a dia da condução diplomática. Interesses específicos do País e os seus interesses gerais, na boa dinâmica de funcionamento da ordem mundial, em síntese, não vêm sendo articulados de maneira eficiente em razão da obsessiva prevalência atribuída à paixão pelo prestígio. (Continua).

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Guerra aos cães no Irã dos aiatolás



O aiatolá Nasser Makarem Shirazi emitiu uma fatwa contra os cães, considerados "imundos" e "ocidentais". Ter um cão é ofensivo à "moral islâmica".


Afirma o aiatolá que "as relações amigáveis com os cães são uma cega imitação dos costumes dos ocidentais, que amam os próprios cães mais que as mulheres e crianças".


É uma vergonha que o governo brasileiro apóie o retrógrado regime iraniano, dominado por malucos de toalha na cabeça.

P.S.: e o "aiatolão" tem até site (aqui).


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sábado, 19 de junho de 2010

Uma dupla infernal: Adolfinejad & Dilmadinejad.


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Estado de Direito em perigo

Vivemos em estado de insegurança individual e jurídica. O Estado policial instalado à sombra do governo Lula invade dados sigilosos dos cidadãos a qualquer hora. Não há dados indevassáveis para a Stasi lulista. Com Dilma, o Estado policial chegaria à perfeição.
Na Folha:

Os dados fiscais do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge Caldas Pereira, levantados pelo "grupo de inteligência" da pré-campanha de Dilma Rousseff (PT), saíram diretamente dos sistemas da Receita Federal, como atestam documentos aos quais a Folha teve acesso.

Em todas as páginas de um conjunto de cinco declarações completas do Imposto de Renda (entregues entre 2005 e 2009) de EJ, como o dirigente tucano é conhecido, consta a seguinte frase: "Estes dados são cópia fiel dos constantes em nossos arquivos. Informações protegidas por sigilo fiscal".
Conforme a Folha revelou na semana passada, os papéis integram um dossiê elaborado por um grupo de espionagem que começava a ser montado com o aval de uma ala da pré-campanha presidencial petista.
O formato dos documentos obtidos pela reportagem é exclusivo do fisco.
A Folha exibiu parte dos papéis a EJ. Ele não só confirmou a veracidade das informações como confrontou com as cópias das declarações que enviou de seu computador para a Receita. O modelo dos dois documentos é bem distinto, apesar de os dados serem os mesmos.

"Esses documentos não estão em nenhum outro lugar que não a Receita Federal. Eu afirmo que meu sigilo fiscal foi violado", disse ele. (Continua, para assinantes).

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sexta-feira, 18 de junho de 2010

Dilmuda não tem o que dizer

Agora a candidata bolivariana, que não concatena frase com frase, menospreza o debate com os outros candidatos. Vai fugir sempre.
Reação óbvia: não tem mesmo o que dizer.
Um prato cheio para Celso Arnaldo.

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Ministro do "Racismo" quer burlar o Congresso

Esta é uma das atitudes típicas da tirania venezuelana - mas a coisa se passa no Brasil:
O governo federal estuda criar uma regulamentação para o sistema de cotas para negros em universidades sem que o tema passe por discussão no Congresso, segundo informou ao G1 o ministro da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Eloi Ferreira de Araujo.

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Corrupção & popularidade


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Escândalo do Comitê Dilma repercute na Espanha

Enquanto a falsa doutora Dilma Ruimself passeia a esmo pela Europa, o jornal El País recorda as trapalhadas em que meteu sua campanha, entregue a aloprados fabricantes de dossiês. Vai um trecho:

La ex guerrillera Dilma Rousseff, candidata del Partido de los Trabajadores (PT) a la presidencia de Brasil y apuesta personal del actual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, se ha visto envuelta en un presunto caso de espionaje político acaecido en el equipo organizativo de su propia campaña electoral. El periodista Luiz Lanzetta, responsable de prensa de la campaña, dimitió de su cargo tras haber sido acusado de intentar montar un dispositivo de espionaje contra el adversario más importante de Rousseff, el socialdemócrata José Serra. (Continua).

A observar, apenas, que quando se trata de malfeitos petistas, não cabe o termo "suposto" - também aplicado pela zelosa imprensa brasileira.
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A invasão muçulmana na Europa


Carlos Alberto Montaner discorre sobre o crescente medo europeu dos muçulmanos, que já formam maioria em em alguns bairros das cidades. Eles, de fato, não se integram aos valores da sociedade em que vivem: o Alcorão está acima de tudo. Justificadamente, milhões de europeus se preocupam com a proliferação de mesquitas e o surdo apoio ao terrorismo islâmico. Os dados são estarrecedores:

Cincuenta y cuatro millones de musulmanes viven en Europa. Según afirma el parlamentario holandés Geert Wilders, en sólo 12 años el 25 por ciento de la población europea será mahometana. Esa ya es la proporción en varias ciudades: Amsterdam en Holanda, Marsella en Francia y Malmo en Suecia. De acuerdo con la proyección demográfica, a fines del siglo XXI, impulsados por una tasa de natalidad mucho más intensa, quienes se identifican con el Islam serán mayoría en el Viejo Continente.

En Europa se les atribuye a estas personas, especialmente a las de origen árabe, una frágil identidad cívica y un débil arraigo nacional. De acuerdo con el Pew Research Center, la mitad de los musulmanes radicados en Francia, muchos de ellos nacidos allí, aseguran que su lealtad religiosa es más poderosa que la que los vincula a la nación a la que pertenecen. Otra institución citada por Wilders, el British Centre for Social Cohesion, afirma que en Gran Bretaña una tercera parte de los estudiantes desearía que el mundo viviera bajo la autoridad de un califato.

A numerosos europeos les molestan las mujeres con velo o burka, los guetos excluyentes, la proliferación de las mezquitas, el antifeminismo, la intolerancia inherentes al Corán y el sordo respaldo al terrorismo islámico: un tercio de los musulmanes franceses no rechazan a los terroristas suicidas. A muchos europeos, además, les irrita no poder exhibir su enojo con la situación porque la ``corrección política'', en nombre del multiculturalismo, exige mostrar una risueña indiferencia ante esta minoría.

¿Qué temen, en suma, millones de europeos? Temen que el creciente peso demográfico de un segmento étnico-cultural ajeno a la tradición y a la historia blanca y cristiana de la región, enemiga de Occidente durante el milenio medieval, acabe por convertirse en la fuerza dominante de la sociedad y termine por imponer sus valores retrógrados y su cosmovisión antiliberal. (Continua).
***
(Leitor recomenda outro artigo interessante aqui. Os dados são ainda mais estarrecedores).

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quinta-feira, 17 de junho de 2010

Dilma Doussiê, a turista.


Para fugir das acusações e dos debates, Dilmaligna passeia na Europa usando a estrutura das embaixadas brasileiras. Privatização do público é com os petistas mesmo.

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Petista em greve de fome? Que diversão!

Quando vejo petista em greve de fome, eu me divirto. Ah, é, não querem apoiar Sarney porque exigem democracia partidária?
Não, eles querem apoiar um stalinista do PCdoB. Democracia, de fato, never.
Que morram abraçados, sarneyzistas e comunistas.

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Acima de Lula, só Sarney.


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Rumo ao apartheid racial

O diplomata Paulo Roberto de Almeida tem razão em dizer que, com a aprovação do Estatuto da (Des)igualdade Racial, o Brasil caminha para o Apartheid. Trata-se, de fato, de um passo atrás, já que o país estava no rumo de ser a "primeira nação multirracial do mundo".
Com o estatuto, institucionaliza-se a divisão de "raças": a lei cria algo chamado "afro-brasileiro".
Lamento profundamente que isso esteja ocorrendo no Brasil, e espero que, como outras medidas que "não pegam", essa também seja rapidamente esquecida no baú de ideias anacrônicas e inaceitáveis. Mas o risco é grande.
Se a moda pega, logo teremos também "euro-brasileiro", "teuto-brasileiro", "ítalo-brasileiro", "nipo-brasileiro" etc.
Ora, somos todos brasileiros - é o que basta!

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Evolução da comunicação


Do De Rerum Natura

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quarta-feira, 16 de junho de 2010

Milícia chavista já conta com 120 mil membros

Matéria publicada hoje pelo Valor Econômico ("Milícia reúne de donas de casa a desempregados"), assinada por Ian James, da AP, corrobora as informações contidas no vídeo espanhol exibido no post anterior. O tirano criou uma verdadeira guarda pretoriana, que poderá alcançar 200 mil membros. Tudo para se manter no poder a qualquer preço. (Surrupiei o texto do blog do PRA).
Uma dona de casa de 54 anos dispara, com satisfação, uma metralhadora pela primeira vez na vida. Um instrutor de um campo de treinamento de recrutas grita: "Mate esses gringos!".

Milhares de voluntários civis usando uniformes militares verde-oliva estão participando de um treinamento de fim de semana em uma base do Exército da Venezuela, onde aprendem a rastejar sob fios de arame farpado, disparar armas automáticas e aproximar-se sorrateiramente de inimigos em combate. Conhecido como Milícia Bolivariana, esse impetuoso grupo, formado principalmente por gente da classe trabalhadora, estudantes e aposentados, está unido pelo apoio militante ao presidente Hugo Chávez e sua disposição de defender o governo.

Do quê, exatamente?
Chávez vem fazendo alertas repetidos sobre potenciais ameaças: os Estados Unidos, a Colômbia, aliada dos americanos, e a "oligarquia" venezuelana. Ele conclama os recrutas a estarem prontos para doar suas vidas, se necessário, para combater "qualquer ameaça, estrangeira ou doméstica", muito embora a Venezuela nunca tenha entrado em guerra com outro país desde a independência.

Enquanto isso, a milícia é um instrumento para Chávez arregimentar seus defensores, estimular o fervor nacionalista e intimidar os oponentes que possam considerar outro golpe como aquele que ele conseguiu conter em 2002. Um assessor próximo, o ministro das Obras Públicas, Diosdado Cabello, diz que a milícia já conta com 120 mil pessoas e poderá crescer para 200 mil.

Os oponentes de Chávez afirmam que esses números são exagerados, mas ainda assim estão alarmados com o fato de defensores do regime estarem sendo armados em todas as partes do país. Eles também condenam os mais de US$ 4 bilhões que Chávez gastou comprando armas russas, incluindo revólveres, helicópteros e caças Sukhoi, que agora às vezes voam com grande alarde sobre Caracas.

A milícia é "um exército pessoal, uma guarda pretoriana", diz o contra-almirante aposentado Elias Buchszer, um adversário de Chávez. Ele diz que apesar de Chávez falar em repelir uma invasão dos Estados Unidos, o verdadeiro objetivo da milícia é manter o controle, mantendo-o no poder e "fazendo o país temer que, se alguma coisa acontecer, os milicianos entrarão em ação".

Os membros da força voluntária vão de desempregados a eletricistas, bancários e assistentes sociais. A maioria dos que foram entrevistados durante o treinamento de abril disse que se beneficia de programas de ensino gratuitos do Estado ou trabalham como servidores públicos. Eles não são pagos para participar dos eventos, mas recebem cerca de US$ 7 cada um para pagar o transporte.

Como parte do treinamento, eles se alinham diante de alvos de papel colocados a uma distância de 75 metros e miram num alvo vermelho com velhos fuzis FAL belgas. Eles praticam reação a emboscadas na floresta, camuflados com lama cobrindo o rosto e mato seco enfiado no colarinho do uniforme.

Os instrutores, que incluem milicianos experientes e oficiais do Exército, dizem que um dos objetivos é preparar as pessoas para uma guerra de resistência contra uma força de ocupação.

Osmaira Pachecho, a dona de casa que atirou com uma metralhadora, diz com uma risada eufórica que foi "maravilhoso" atirar em um boneco empalhado vestido com um uniforme militar. Ficando mais séria, ela diz que não gosta de se imaginar matando alguém, especialmente um venezuelano.

"Mas, se nos atacarem de outro lugar, acho que estamos preparados", diz Pachecho, que está estudando para ser professora em um programa gratuito do governo e admira fervorosamente Chávez. "Estamos preparados para apoiar as Forças Armadas se eles precisarem de nós."

Chávez fez um pronunciamento a estimados 35 mil milicianos em uma manifestação ao ar livre realizada em 13 de abril, oitavo aniversário de sua volta ao poder depois da fracassada tentativa de golpe de 2002. Usando a boina vermelha de seus anos no Exército, Chávez desembainhou uma espada que pertenceu ao herói da independência do Século XIX Simon Bolívar, inspiração de seu movimento da revolução bolivariana, e a manteve erguida enquanto fazia os milicianos prestarem um juramento.

"Vocês precisam estar prontos para pegar as armas que têm aqui, a qualquer hora, e dar suas vidas, se isso for preciso, pela revolução bolivariana!", gritou Chávez. Ele disse, sem dar detalhes, que tem certeza que alguns adversários esperam assassiná-lo. "Se eles forem fazer isso, há minhas milícias, há o meu povo. Você sabem o que precisam fazer: simplesmente tomem o poder na Venezuela, absolutamente todo! Eliminem a burguesia de todos os espaços políticos e econômicos. Aprofundem a revolução!", disse ele à multidão.

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Os guardiões do tirano



Uma impressionante reportagem sobre a desgraça que é o "fascismo do século XXI", essa criatura de Chávez.
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PT, um partido contra a democracia.

Nunca houve tanto chapa-branca nas redações, mas isto ainda é pouco para os petistas, que querem mesmo é unanimidade. Resolução aprovada pelo partido vem com o de sempre: ataques à imprensa e demonização dos adversários. O PT tenta colar nos outros partidos o que sempre foi prática quotidiana entre seus militantes: o uso de "golpes baixos" e a "tentativa de manipulação da imprensa". O documento apenas comprova que o ideário petista é um dos mais atrasados da América Latina. Olhem para o próprio rabo, petralhas!
Resolução política do PT aprovada na última sexta-feira ataca a imprensa e afirma que a disputa será marcada por "golpes baixos" e "tentativa de manipulação dos meios de comunicação". O documento afirma que a oposição e seus "apoiadores nos meios de comunicação" tentarão influenciar o resultado da eleição. Também conclama a militância a transformar os esforços da chapa Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (PMDB) em uma campanha de massas, e a insistir na comparação entre os governos de Lula e Fernando Henrique Cardoso.
O documento resultou da reunião do Diretório Nacional do partido, semana passada, em São Paulo, e foi divulgado no site do PT. Na mesma reunião, foi decidida a intervenção no diretório regional do Maranhão para garantir o apoio à reeleição de Roseana Sarney (PMDB) para o governo. O diretório regional havia optado pelo apoio a Flávio Dino (PCdoB).
O documento já antecipava orientações presentes também no discurso do presidente Lula na convenção do partido, no último domingo, quando ele avaliou como "quase absoluta" a chance de vitória. "Devemos estar preparados para uma campanha de golpes baixos. (...) E que sinaliza qual será o comportamento de uma parte da oposição durante nosso futuro governo", diz o texto do partido.
O documento afirma que "a oposição e seus apoiadores nos meios de comunicação já demonstraram, por diversas vezes, estar dispostos a absolutamente tudo para tentar ganhar as eleições". "Farão de tudo para levar a eleição ao segundo turno, apoiando outras candidaturas, estimulando a judicialização da política, usando os grandes meios de comunicação como boletins de campanha, atacando os direitos humanos, torcendo para que a nova etapa da crise internacional altere para pior as condições do Brasil, produzindo crise cambial, alta de juros e primarização de nossa pauta de exportações."
O diagnóstico é baseado em acontecimentos das últimas semanas, sem citar o suposto dossiê e acusando o candidato tucano, José Serra, de usurpar mensagens de continuidade. A análise do partido é de que a estratégia do PSDB não teve êxito. Fala em dianteira nas pesquisas, crescimento de Dilma e "estancamento" de Serra - os candidatos estavam tecnicamente empatados nas últimas sondagens. O PT pede que a militância "não baixe a guarda".
O texto acusa o tucano José Serra de "submissão" internacional: "O candidato da oposição ataca a política externa brasileira, deixando evidente que sua opção é pela submissão aos poderosos de ontem, sem perceber que o mundo está mudando e que nosso país já é um dos protagonistas de uma nova época que está nascendo".
A resolução apresenta uma espécie de manual para discussões eleitorais, ancorado na comparação entre os governos Lula (2003-2010) e Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).
"Interessa explicar as vantagens do modelo de partilha frente ao modelo de concessão; o papel decisivo que os bancos públicos jogaram, para evitar os efeitos mais perversos da crise internacional; o papel da elevação do salário mínimo e de programas de transferência de renda, para estimular um mercado interno que sustentou o crescimento do país", afirma o documento.
O texto pede o envolvimento dos partidos de esquerda, movimentos sociais e intelectuais para aprofundar o caráter popular do governo e alcançar três objetivos: reforma agrária, democratização da comunicação social e implantação do imposto sobre grandes riquezas. (Fonte: jornal O Globo).

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