terça-feira, 31 de agosto de 2010

O Estado de Direito já era

Esta é a gota d´água: o ministério da Fazenda diz que a quebra de sigilo da filha de Serra na Receita Federal foi solicitado por ela própria! Como é que é? Alguém é capaz de pedir que "violem" seu sigilo? Só no Estado Policial implantado pelo lulopetismo é que se pode criar uma cena grotesca como esta. É o fim da picada!

E tem mais: a AGU quer impedir o acesso do tucano Eduardo Jorge aos autos da sidicância na Corregedoria da Receita. Foi ele o primeiro a ter seu sigilo violado. Violação de sigilo (fiscal ou bancário), agora, é norma sob este governo pródigo em ilegalidades, que está arrombando todas as portas - e será ainda mais violento sob um eventual governo Dilma Ruimself. De fato, já não vivemos num Estado de Direito.

Leiam no Estadão:

Documentos da investigação da Corregedoria da Receita Federal revelam que o sigilo fiscal de Verônica Serra, filha do candidato tucano à Presidência da República, José Serra, foi violado no dia 30 de setembro de 2009. O acesso foi feito pela funcionária Lúcia de Fátima Gonçalves Milan, que é lotada na Receita do município de Santo André (SP). A funcionária entrou no sistema e, segundo os documentos da Corregedoria a que o Estado teve acesso, ela coletou as declarações de Imposto de Renda (IRs) dos anos de 2008 e 2009.

Na noite desta terça-feira, 31, a assessoria do Ministério da Fazenda disse ao Estado que a funcionária Lúcia Milan teria um documento provando que o acesso ao IR de Verônica Serra foi “motivado”. O documento até já teria sido entregue à Corregedoria da Receita. Segundo a direção da Receita informou ao ministro da Fazenda, “a quebra de sigilo teria sido feita a pedido da própria contribuinte (a filha de Serra)”. A Fazenda não soube dizer por que uma contribuinte de São Paulo (Verônica) entraria com ofício para quebra consentida de sigilo em Santo André ou Mauá. A assessoria do candidato tucano informou que Verônica não pediu nenhuma quebra de sigilo.

A violação dos dados fiscais de Verônica Serra antecederam os acessos, igualmente de maneira ilegal, dos IRs de outras quatro pessoas, todas ligadas ao PSDB ou próximas do candidato José Serra. O portal Estadao.com.br antecipou com exclusividade, na semana passada, que no dia 8 de outubro de 2009, a semana seguinte à violação dos IRs de Verônica, foram acessados, sem justificativa legal ou funcional, os sigilos do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, do economista Luiz Carlos Mendonça de Barros; de Gregorio Marin Preciado, empresário casado com uma prima de Serra, e de Ricardo Sérgio, ex-diretor do Banco do Brasil, no governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).(Continua).

P.S.: Alô, OAB, alô AMB - tem alguém aí?


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Sem brandura, Serra!

O candidato à presidência pelo PSDB, José Serra, será o entrevistado de hoje (0:05h) no Jornal da Globo, dirigido por William Waack, um dos raros jornalistas que não está a serviço da retrógrada ideologia petista. E digo mais: é um dos poucos jornalistas que pensa com clareza e tece bons argumentos.

A maioria - e acho que não estou exagerando - não sai das trivialidades ideológicas do jornalismo declaratório. É gente que nasceu para ser chapa-branca, forma contemporânea de servidão voluntária. Mas há, claro, os que ganham dinheiro com seu servilismo, a exemplo de alguns blogueiros de portais que ostentam propaganda estatal.

Fica aqui minha sugestão ao candidato oposicionista: Serra não deve agir com brandura em relação a Dilma. Deve falar de seu passado de ex-terrorista e empresária fracassada, que trocou de partido para virar secretária do governo petista no RS. Não deve esconder que ela tem personalidade autoritária e, sobretudo, não consegue concatenar ideias com clareza (se é que concatena uma frase com outra...).

Sugiro também que o candidato tucano mostre que o ideario da candidata lulista não é social-democrata, mas complacente com as variantes de socialismo mais autoritárias (se é que já existiu socialismo não-autoritário - ou, pior não-totalitário). A política externa de Lula, que Dilma certamente levará adiante - caso, por desgraça, vença -, já demonstrou que o lulopetismo não tem apreço pelos valores democráticos: é aliado de teocracias e tiranias eleitas.

Muita atenção: brandura queimou Alckmin, que tinha tudo para ganhar de Lula nas eleições passadas.

P.S.: não pertenço a nenhum partido, mas, entre lulopetistas e tucanos, fico com os últimos. Destes, jamais virá alguma ameaça às liberdades. E convém lembrar que Dilma não é Lula - que, pelo menos, aprendeu algum pragmatismo no balcão de negociações com os empresários e é capaz de voltar atrás em algumas decisões. Quem é Dilma Ruimself?

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Sigilo? Só o do cartão corporativo de Lula.


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Alguém ainda confia na Receita Federal?

A Receita Federal, que trata o contribuinte com desconfiança e esfola os assalariados, é benévola com os criminosos da casa, procurando jogar areia nos olhos do público. Há quadrilha agindo dentro do órgão - e ninguém é demitido nem punido. Eis o Grotão lulista da impunidade, um verdadeiro Estado Policial. Sob o lulismo, não há instituição ou entidades públicas que permaneçam incólumes. Todas sofrem desvios ideológicos. É um trabalho de solapamento que lembra o chavismo.

A Receita Federal é um curioso organismo. Trata com implacável rigor o contribuinte, tido por definição como um sonegador em potencial a quem incumbe provar, obedecendo a exigências não raro bizantinas, que está com a sua vida fiscal em ordem. Ao mesmo tempo, para se autoconceder um atestado de inocência política, não se vexa de alegar que o vazamento das declarações de renda de pessoas ligadas ao candidato presidencial do PSDB, José Serra, se explicaria pelos indícios de existência de "um balcão de compra e venda de dados sigilosos", na delegacia do Fisco em Mauá, na Grande São Paulo, com vítimas a granel.

As palavras são do corregedor-geral do órgão, Antônio Carlos D"Ávila. Ele ecoou a posição do secretário da Receita, Otacílio Cartaxo, que disse não acreditar que tenha havido "fins específicos de natureza político-partidária" na devassa dos dados dos companheiros, amigos e familiares do ex-governador Serra, em outubro do ano passado. Tanto assim que, na mesma época e na mesma repartição, 140 outros contribuintes, entre eles os donos das Casas Bahia e a apresentadora de TV Ana Maria Braga, também tiveram os seus registros vasculhados em 320 acessos - dos quais 206 nos computadores de apenas duas servidoras. Destes, 151 não se justificariam.

Para jogar areia nos olhos do público e desmoralizar a denúncia de que Serra foi alvo de uma torpeza com intuitos eleitorais - numa repetição do golpe dos aloprados de 2006, que também o visava -, a cúpula da Receita preferiu se expor à desmoralização, ao mostrar como são porosas as barreiras do outro lado dos seus ávidos guichês que deveriam proteger a privacidade dos cidadãos da bisbilhotice dos próprios servidores públicos. Acionados a toque de caixa pelo governo, inquieto com a frouxidão das suas reações ao escândalo, os hierarcas do Fisco subitamente encontram a verdade que, na versão anterior, demandaria exaustiva investigação.(Continua).


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Bate, Serra!

Anastasia está conseguindo a virada em Minas Gerais e Aécio tem razão em cobrar da campanha nacional de José Serra mais ousadia e mais clareza. Nada de luvas de pelicas. Tem que mostrar quem é Dilma: ex-terrorista, autoritária, bolivariana, prisioneira do ideário socialista pré-1989 - nunca passou por cargo eletivo.
Nem ela nem o PT fizeram as contas com a derrubada do Muro de Berlim e a implosão da União Soviética. Repito: o PT é o único partido dito de esquerda, no mundo ocidental, que não reexaminou seu passado. É um partido rançoso, que jamais demonstrou apreço pela democracia e pelo Estado de Direito.

Na Folha:

No dia em que José Serra (PSDB) passou a discursar pela possibilidade de "virada" na sucessão presidencial, o principal cabo eleitoral do tucano em Minas, Aécio Neves, cobrou mais "ousadia" e "clareza" na comunicação da campanha.
Até então, Serra se recusava a comentar a dianteira de Dilma Rousseff (PT) nas pesquisas. Mas ontem, em dois eventos em cidades mineiras, passou a usar o crescimento de Antonio Anastasia no Estado como exemplo para a própria campanha.
"Já viramos em Minas, vamos virar juntos no Brasil", disse. Em pesquisa Ibope na semana passada, Anastasia apareceu pela primeira vez à frente de Hélio Costa (PMDB), com 35% a 33%.
O site oficial da campanha lançou o slogan "É a hora da virada". A Folha apurou, no entanto, que a nova estratégia não foi decidida pela equipe do marqueteiro Luiz Gonzalez e, ao menos por enquanto, não deve ser usada na propaganda de TV.
O discurso pela "virada" foi feito do alto de um carro de som no centro de Itajubá, cidade no sul de Minas, e encampado por Aécio.
"Em Minas, o Anastasia já virou, já estamos na frente e vamos ganhar a eleição. E a segunda, é que no Brasil nós vamos virar também, fazendo Serra presidente", discursou Aécio, que foi mais aplaudido do que Serra.(Para assinantes).

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segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Franklin, o venenoso chefe do DIP lulista.


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Lona do circo chavista está cedendo

A boa notícia é que o chavismo já não conta com tanto apoio, apesar das medidas casuísticas tomadas pelo tirano de Caracas, que só expandiu a criminalidade, destruiu as indústrias e provocou racionamento de energia e falta de alimentos.

A deterioração da economia e da infraestrutura venezuelanas, com a destruição da capacidade produtiva nacional, a falta de alimentos e o racionamento de energia - em um país que flutua sobre um mar de petróleo -, se exprime em números devastadores. As reservas internacionais venezuelanas, em queda acentuada, não passam hoje de US$ 13,1 bilhões. A Venezuela vive o segundo ano consecutivo de recessão, sem indícios de retomada à vista.

À queda de 3,28% do PIB em 2009 deverá se somar um novo naufrágio, estimado entre 3% e 6% negativos, na contramão da maioria das economias emergentes. O que aumenta na república chavista são a inflação e a violência. No ano passado, os preços subiram 25%. A previsão para 2010 é de 40%. A criminalidade - a maior preocupação dos venezuelanos - supera a de qualquer outro país da América do Sul. No decênio terminado em 2009, o número de assassínios por ano praticamente quintuplicou, chegando a 19 mil.

De janeiro a julho último, Caracas registrou a média de 140 homicídios por 100 mil habitantes. Em São Paulo, para se ter ideia, a proporção é da ordem de 11. Calcula-se que 1 em cada 5 policiais está mancomunado com o crime. Em meio a tantas desgraças, não admira que a lona do circo chavista esteja cedendo. A popularidade do caudilho caiu de 70% em 2008 para 36% essa semana. A sua aprovação é ainda majoritária apenas na classe E, no piso absoluto da pirâmide social. Quase 60% dos venezuelanos de todas as classes culpam Chávez pessoalmente por suas agruras.(Continua).



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Indio em campanha na internet: "eleição não pode ser escolha autocrática".

Recebi do deputado Indio da Costa, candidato a vice de José Serra, a mensagem que passo adiante. Ele tem razão: precisamos de um presidente que una o país, ao invés de dividi-lo, e que se comprometa com os direitos humanos, ao invés de se unir às tiranias.

Prezado Apoiador,

A luta de várias gerações em defesa da democracia garantiu-nos o direito de escolha. Construímos um país sem a tutela de ninguém, que se subordina às instituições e às leis democraticamente votadas.

Eleição não pode ser a escolha autocrática de uma pessoa que deseja impor sua vontade. O Brasil pede bem mais do que palavras. Precisa de um presidente que una o país, em vez de dividi-lo; que seja escravo das leis, em vez de escravizá-las.

Precisamos de comprometimento com os direitos humanos, não com as tiranias. O nome da democracia no Brasil, hoje, é SERRA.

Com a sua ajuda, SERRA pode ser nosso próximo Presidente. Você vai se juntar a milhares de outras pessoas e entrar para o TIME SERRA 45?

As pesquisas não acreditavam na aprovação do Ficha Limpa, mas, com a nossa mobilização, a Lei foi aprovada. Somos nós quem decidimos o que queremos.

Acredite no seu voto! Acredite em você!

Todas as campanhas vitoriosas têm momentos difíceis. Somos 72 milhões de brasileiros conectados - uma das maiores comunidades do mundo na internet e é a hora da virada. SERRA precisa do seu apoio agora!

Acesse Serra45.com.br e participe. Junte-se OFICIALMENTE ao nosso TIME 45 e receba em primeira mão nossas atividades, informações e tudo o que você pode fazer para nos ajudar a vencer.

Por favor, encaminhe este e-mail para seus parentes e amigos. E não esqueça de colocar sua assinatura.

Você vai ajudar a eleger Serra presidente do Brasil? Entre agora noSerra45.com.br.

Participe. Em nome e em defesa da democracia.

Em respeito a nossa história, com esperança no futuro.

Vamos juntos. Somos muitos.

Indio da Costa


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FHC, o "inimigo público" número 1.

FHC virou uma espécie de Judas nacional, malhado por todos - de empresários que vivem à sombra do Estado a professores universitários, economistas, cientistas políticos etc. Ele foi presidente oito anos atrás, mas apanha como se ainda estivesse no poder. Os próprios tucanos tentam se desvencilhar do ex-presidente, parecendo acreditar na violenta campanha que contra ele sempre moveram o PT e Lula. Ninguém reconhece o seu principal mérito: ter debelado a inflação. Tinha razão Tom Jobim ao dizer que o sucesso, no Brasil, é "insulto pessoal". (Abaixo, cito trechos do artigo de J. R. Guzzo na Veja desta semana, sob o título "Sem perdão").

Falar mal de Fernando Henrique Cardoso tornou-se, ao longo dos últimos anos, um esporte nacional, sobretudo entre o que se chama de "elite brasileira". É um dos passatempos preferidos da maioria dos nossos mais lustrosos capitães de indústria (ou de comércio, ou de finanças), fornecedores do estado ou empreiteiros de obras públicas - algo que transparece, aliás, nas doações de quase 45 milhões de reais feitas entre janeiro e julho para a candidatura oficial, mais do que o dobro do que se deu à oposição. A popularidade do ex-presidente é igualmente baixa entre os colossos do nosso mundo político, a começar pelos que têm as quilometragens mais longas, e os prontuários mais grossos, nesse tipo de ocupação. Não gostam dele, de modo geral, professores universitários, cientistas políticos, analistas da imprensa, economistas, grandes vultos da cultura nacional - e possivelmente, como diria a socialite-celebridade Eleonora Rosset, o resto da intelligentsia brasileira, "de Marilena Chaui a Hebe Camargo".
O desapreço por Fernando Henrique, enfim, acabou se tornando um fenômeno interpartidário. Começou com o PT e o "fora FHC", por questões de estratégia e marquetagem política - era preciso "descontruí-lo", pois era ele o inimigo a abater. Com o tempo, os seus próprios aliados passaram a acreditar no que dizia o PT - e, por questões de estratégia e marquetagem política, decidiram afastar-se dele, convencidos de que "FHC custa votos". Resulta que estamos na terceira campanha eleitoral seguida em que a prioridade do PSDB é fazer de conta que não tem nada a ver com Fernando Henrique. Ele foi o único presidente que o partido elegeu até hoje - já no primeiro turno, por sinal, das duas eleições que disputou. Mas desde janeiro de 2003 não serve mais: tornou-se, politicamente, uma espécie de portador de doença contagiosa.
(...)
Há alguma coisa errada no Brasil? Deu problema? Está com defeito? A culpa é dele, e ainda não eu tempo para consertar. Entende-se melhor o espírito da coisa quando se verifica que a acusação talvez mais repetida descreve o ex-presidente como um "arrogante" ou "vaidoso" - uma escolha realmente infeliz de palavras, pois comparado ao seu sucessor nesse quesito, justo nesse, o homem chega a parecer um monge trapista. Mais que tudo, porém, foi vendida e comprada a lenda segundo a qual ele deixou o país "em ruínas" e passou uma "herança maldita" para o presidente atual. Mas o que aconteceu no mundos dos fatos foi exatamente o contrário. A verdade é que pouco do que existe de positivo no Brasil de hoje não está ligado, de alguma forma, aos dois períodos de Fernando Henrique na presidência. Não é preciso complicar as coisas. Foi seu governo que finalmente encarou e venceu a inflação no Brasil - ou teria sido algum outro? Em cima desse alicerce, no qual não se mexeu em nada, foi construída a casa que está de pé até hoje, a começar pelos aumentos reais de renda que tiraram milhões de brasileiros da pobreza e que agora são descritos como a maior conquista da história nacional.
Para isso não há perdão.

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Lula deve tudo ao governo FHC

Ricardo Hausman, professor de Harvard, desce a lenha no governo Lula, que deixará uma herança maldita para o sucessor, e não poupa críticas à desastrosa e arrogante política externa do Itamaraty. Reproduzo alguns trechos da entrevista à Folha:

"A grande sorte do presidente Lula foi ter tido um ótimo antecessor. Mas o próximo presidente do Brasil não terá a mesma sorte."
Com esse comentário, em entrevista à Folha, o economista Ricardo Hausmann, diretor do Centro para o Desenvolvimento Internacional da Universidade Harvard e um dos mais respeitados especialistas em teoria do desenvolvimento econômico, encerrou uma série de críticas ao governo Lula.
Em 2008, ele escreveu o estudo "In search of the chains that hold Brazil back" ("Em busca das correntes que freiam o Brasil"), afirmando que a política de expansão fiscal dos anos recentes, alavancada pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico), é insustentável.
E, segundo ele, pode ter o mesmo efeito "desastroso" para a economia que a política externa de Lula teve para a diplomacia.
(...)
Diria que, de forma geral, a crise foi bem administrada. Mas o principal problema com muitos países, e o Brasil é um exemplo, é que, quando as coisas começam a parecer bem, eles se tornam arrogantes. Passam a acreditar num mundo de fantasia.

Só porque o Brasil teve por um trimestre uma taxa de crescimento acima de 7%, o Brasil agora é a nova China e o Lula é um gênio das finanças, e todos os problemas anteriores não existem mais porque o Brasil é um país diferente.

Há toda uma narrativa que tem sido criada por conta de alguns bons trimestres no Brasil que pode levar a políticas macroeconômicas muito inconvenientes. Essa narrativa é particularmente conveniente na época de eleições.

A primeira coisa que já está acontecendo é que a Selic [taxa de juros básica da economia] está subindo. Se você quisesse que a Selic aumentasse menos, a ideia seria compensar com políticas fiscais e de empréstimo pelo setor público mais estritas.
Porque, de certa forma, o Brasil é um país esquizofrênico. Você tem uma política fiscal em que o BNDES tem o pé no acelerador e o Banco Central tem o pé no freio.
Essas combinações são particularmente perigosas porque deixam a Selic muito alta em um período em que as taxas de juros globais estão muito baixas.
Isso leva os investidores a pegar dinheiro emprestado em dólares, em ienes ou em euros para colocar dinheiro no Brasil, o que gera uma forte apreciação da taxa de juros e a possibilidade de desindustrialização.

(...)

Na minha opinião, está piorando. Quando o Lula foi eleito, em 2002, houve uma crise econômica e ele foi muito cuidadoso ao dar confiança ao setor privado.
Agora, eles começaram a pensar que sabem mais e estão menos dispostos a serem cuidadosos. Estão se tornando mais ideológicos.
Do ponto de vista econômico, as políticas são insustentáveis como as adotadas na diplomacia.
Agora que o Brasil é grande, pode ir para a cama com o Ahmadinejad [Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irã] no Irã ou hospedar o Zelaya [Manuel Zelaya, ex-presidente de Honduras deposto em junho de 2009] na sua embaixada em Honduras etc.
É uma atitude de que agora o país é independente, um poder diferente, e, portanto, pode confrontar o senso comum. Esse tipo de arrogância na política externa tem sido desastrosa.
E esse tipo de arrogância tem o perigo de ser igualmente desastrosa para a administração macroeconômica.

(...)

Todo mundo sabe que o presidente Lula tem sido superpopular e ele construiu um capital político enorme. Mas esse capital político enorme não se traduziu em nenhuma reforma significativa durante seu segundo mandato [2007-2010].
Ele não tem nada a mostrar em termos de ter resolvido problemas antigos relacionados à baixa taxa de poupança, ao sistema de previdência, à infraestrutura, a ter uma estrutura tributária mais normal e funcional.
Apesar do seu enorme capital político, ele não foi capaz de fazer nenhuma reforma significativa como as feitas pelo antecessor dele.
E, recentemente, ele tem se movido na direção contrária. A grande sorte do presidente Lula foi ter tido um ótimo antecessor [FHC]. Mas o próximo presidente do Brasil não terá a mesma sorte. (Na íntegra, para assinantes).


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sábado, 28 de agosto de 2010

República Lulista do Grotão




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sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Marina disse tudo: quem é Dilma?

A propósito da candidata bolivariana Dilma Ruimself, cujo passado é escondido a sete chaves:

Em campanha no Sul do País, a candidata Marina Silva, do PV, fez críticas em relação ao desconhecimento geral sobre a biografia da candidata do PT, Dilma Rousseff. Em café da manhã em Curitiba nesta quinta-feira, 26, com lideranças do PV paranaense, Marina pediu ao povo brasileiro que “pense duas vezes” antes de fazer suas escolhas.

“Que o povo brasileiro pense duas vezes antes de entregar o futuro do Brasil para quem não conhecemos direito”, disse ela.

Marina fez uma comparação entre algumas figuras da política nacional para questionar a experiência de Dilma.”Nós conhecemos o presidente Lula, a gente conhecia o Fernando Henrique Cardoso, a gente conhece o Serra – eu discordo dele, mas conheço. O povo pode até discordar de mim, mas me conhece. Eu estou aí há 16 anos na política nacional”, afirmou Marina.

E em seguida concluiu: “Mas, com todo respeito à ministra Dilma, nós não conhecemos ela nesse lugar de eleita. Conhecemos como ministra de Minas e Energia, da Casa Civil e até respeitamos o trabalho dela, mas daí a ser presidente da República?”.

Ainda na mesma linha, a candidata do PV ironizou, sem citar nomes, a indicação que Lula vem fazendo em favor de Dilma. “Quem aqui que se casa só por que chega alguém e diz: ‘casa com esse moço, é uma maravilha de moço’? Não, a gente quer conhecer a pessoa primeiro, não é isso?” (Continua).


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Fraude à vista!

No site do Cláudio Humberto, a denúncia de um fato gravíssimo:

Institutos agora omitem locais pesquisados

Institutos de pesquisas eleitorais deixaram de observar a exigência legal – quando as registram no Tribunal Superior Eleitoral – de apontar onde realizam o levantamento e o número de eleitores entrevistados em cada cidade. Estes dados são fundamentais para a credibilidade da pesquisa. “O que temos é o que está no relatório registrado no TSE”, desdenhou o diretor do Sensus, Ricardo Guedes, ao ser interpelado.

Coincidência

A omissão dos detalhes das pesquisas coincide com o crescimento espetacular de Dilma Rousseff no Ibope, Datafolha, Vox e Sensus.

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O Brasil quer saber: por que o STM esconde o processo contra Dilma Ruimself?

De vez em quando a Folhona toca em assuntos inconvenientes para os petistas, mas sempre convenientes para os cidadãos brasileiros. Resumindo: o que não interessa ao PT e ao lulismo é relevante para o Brasil. Eis o que todos querem saber: por que o STM engavetou o processo contra Dilma Ruimself, a ex-terrorista que Lula quer enfiar na presidência da República a qualquer custo? O sigilo, nesse caso, é injustificável. Nenhum dado da biografia dos candidatos deve ser escamoteado. Afinal, concorrem ao mais importante cargo da República.
Vamos ao editorial, surrupiado na íntegra:

Encontram-se guardados a sete chaves, num cofre do Supremo Tribunal Militar, os autos do processo que levou à prisão, em 1970, a atual candidata do PT à Presidência da República.

É evidente a distância, temporal e ideológica, entre aquela Dilma Rousseff de 1970, integrante do grupo guerrilheiro Vanguarda Armada Revolucionária-Palmares, e a candidata de hoje.

A superação de extremismos e fantasmas ideológicos foi uma conquista, obtida não sem esforço e resistência, de toda a sociedade brasileira em seu processo de redemocratização.

Até mesmo em função dessa circunstância, não faz nenhum sentido manter em sigilo os documentos relativos ao processo movido contra Dilma Rousseff durante o regime autoritário.

É da essência republicana que a biografia de um candidato se exponha ao exame até mesmo impiedoso da opinião pública. Trata-se, afinal, de alguém que pretende assumir o comando do país.

Vale lembrar que as simples declarações de bens de cada candidato, exigidas pelos tribunais eleitorais, não eram divulgadas ao público - tendo sido necessário um mandado judicial para que a Folha pudesse publicá-las pela primeira vez, há mais de dez anos.

Sabe-se até que ponto, nos Estados Unidos, é levado à risca o princípio de que nenhum aspecto da vida privada de um candidato está, em tese, a salvo do interesse público. Do prontuário médico aos hábitos de consumo, do currículo escolar ao cotidiano doméstico, nada é irrelevante.

Ainda que, no Brasil, tenha-se o costume de resguardar um pouco mais a intimidade de governantes e políticos, é dever da imprensa escrutiná-la quando há motivos razoáveis para supor sua possível influência na condução dos negócios de Estado.

No caso do processo de Dilma Rousseff, o segredo se torna ainda mais aberrante quando se tem em conta que são públicos os arquivos aos quais, num ato discricionário, o Supremo Tribunal Militar negou acesso.

O presidente do STM, Carlos Alberto Soares, argumentou em entrevista que os autos foram guardados num cofre, para evitar-se "uso político" do material. Acrescentou que os papéis são de "difícil manuseio", dado seu estado de conservação.

Com os defeitos e virtudes que possa ter, com os erros e acertos que acumulou ao longo de sua biografia, em especial no que diz respeito a suas atitudes políticas, Dilma Rousseff abandona a esfera exclusiva da existência privada a partir do momento em que pretende ocupar o cargo de presidente da República.

Não é exagero dizer que, apesar de seus índices de popularidade, pouco ainda se conhece a seu respeito - exceto aquilo que, graças a uma operação intensiva de marketing, ao peso paquidérmico da máquina oficial e ao desmedido esforço cesarista do presidente Lula, vem sendo imposto artificialmente ao eleitorado.

Nenhum sigilo, ainda mais quando promovido por uma instância oficial, justifica-se nessa circunstância.

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quinta-feira, 26 de agosto de 2010

A dupla quebra-sigilo


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Marechal Dilmão é garantia do Estado policial

Barbaridades ocorridas na República Lulista do Grotão nos últimos anos (pior, só na Coreia do Norte e em Cuba):

1) Violação de sigilo bancário.
2) Violação de sigilo telefônico.
3) Violação de sigilo fiscal.
4) Violação de correspondência.
5) Violação de investigações sob sigilo.

Todas essas ações criminosas constituem violação da Constituição. É o fim do Estado de Direito.

Para completar o Estado policial, senhores eleitores, botem o Marechal Dilmão na presidência. Aí teremos até violação de domicílio.

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A lição de Darwin


Pesquisadores das ciências humanas/sociais têm muito a aprender com o "método" de Darwin. Caso o seguissem, não se agarrariam - como o fazem frequentemente - a hipóteses, teorias e conceitos refutados pelos fatos. Essa deficiência aproxima as humanidades mais das ideologias que das ciências.

"Desde jovem, tive um intenso desejo de compreender ou explicar tudo o que observava - isto é, de reunir os fatos sob alguma lei geral. Em conjunto, essas causas deram-me a paciência para refletir ou ponderar por anos a fio sobre qualquer problema não explicado. Tanto quanto me é dado julgar, não tenho a tendência de seguir cegamente a opinião de outros homens. Tenho feito um esforço sistemático de manter minha mente livre, de modo a abandonar qualquer hipótese, por mais amada que seja (não resisto a formular hipóteses sobre todos os assuntos), tão logo os fatos revelem opor-se a ela. (...) Naturalmente, isso me levou a ter uma enorme desconfiança do raciocínio dedutivo nas ciências mistas. Por outro lado, não sou muito cético, mentalidade que creio ser prejudicial ao progresso da ciência; para evitar perda de tempo, um cientista deve ter boa dose de ceticismo. Porém, conheci muitos homens que foram impedidos pelo ceticismo de fazerem experimentos ou observações que poderiam ter-se revelado úteis, direta ou indiretamente."
(Da Autobiografia - 1809-1882, SP, Edit. Contraponto).

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Só ditadores são mais "populares" que Lula

Só tiranos como os da Coreia do Norte e Cuba, por exemplo, ultrapassam o Pequeno Timoneiro.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a bater um recorde de popularidade e agora seu governo é aprovado por 79% dos eleitores brasileiros, segundo pesquisa Datafolha realizada nos dias 23 e 24, com 10.948 entrevistas em todo o país.
A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Antes da atual pesquisa, o máximo de aprovação a Lula era de 78%, registrado em pesquisa dos dias 30 de junho e 1º de julho últimos.(Continua, para assinantes).

Ainda há democracia por aqui?

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quarta-feira, 25 de agosto de 2010

O lulismo matou a política

Villa foi na couve, mais uma vez. Caminhamos, de fato, para uma ditadura consentida, a ditadura do "pensamento único":

GANHAR ELEIÇÃO é uma possibilidade, fazer política é um imperativo. O Brasil poderá com esta campanha inaugurar uma nova forma de pleito presidencial: sem debate, sem polêmica, sem divergência e sem oposição.

Nas últimas cinco eleições tivemos disputa em três delas. Mas disputa mesmo, só em 1989. Em 1994 e 1998, FHC venceu Lula facilmente, as duas no primeiro turno.

Em 2002 e 2006, Lula foi como franco favorito para o segundo turno. Eu esperava que teríamos uma eleição diferente em 2010: sem Lula e com oposição que transformasse o pleito em um momento de amplo debate nacional.

Rotundo equívoco. Lula é candidatíssimo, aparece mais que Dilma. E pior: a oposição não apareceu ao encontro marcado. Como um aluno relapso, faltou justamente no momento da avaliação, a eleição.
(...)
A apatia política tem preço. E muito alto para o país. A fuga da oposição do debate, o medo do enfrentamento, a recusa de se opor, pode abrir caminho para um longo domínio do Estado por parte de um bloco conservador, sem espírito republicano, com tinturas caudilhistas e desejos de impor sua vontade à força. (Continua).

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Petralhas de salto alto

Bene, com Ruimself presente nos debates, ninguém entende bulhufas do que ela diz mesmo. Então, que fuja de novo:

A coordenação da campanha da presidenciável Dilma Rousseff (PT) começou a avaliar a participação da candidata nos próximos debates. Nos bastidores, a percepção é de que o excesso de exposição pode prejudicar seu desempenho na disputa. Na condição de líder das pesquisas, Dilma estará cada vez mais exposta aos ataques dos adversários. Com o placar favorável nesse segundo tempo da partida, estrategistas da campanha acham melhor lidar com as críticas à ausência dela nos debates e com a pecha de “fujona” que encarar os riscos de muitos confrontos com os outros candidatos.(Continua).

A petralhada anda com salto muito alto. Haverá segundo turno, sim. Pesquisa não elege ninguém, embora seja este o objetivo de alguns "pesquisadores". Ainda é preciso passar pelas urnas...

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Voto em trânsito


Com tanto engarrafamento nas cidades, não seria difícil.

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Dilma queria a "ditadura do proletariado"

Fernando Gabeira, candidato do PV ao governo do RJ, é um homem digno. Soube fazer as contas com seu passado - coisa que falta a Dilma Ruimself e aos ex-terroristas que estão no governo, como o chefe do DIP de Lula, Franklin Martins, que pretendiam apenas substituir uma ditadura por outra.

Questionado sobre o passado comum com a candidata à Presidência pelo PT, Dilma Rousseff, devido ao combate à ditadura militar, Fernando Gabeira, candidato do PV ao governo do Rio, afirmou durante sabatina promovida pela Folha e pelo UOL que ele e os demais envolvidos na luta armada contra o governo de então não buscavam a democracia, mas sim uma "ditadura do proletariado".

"Todos os principais ex-guerrilheiros que se lançam na luta política costumam dizer que estavam lutando pela democracia. Eu não tenho condições de dizer isso. Eu estava lutando contra a ditadura militar, mas, se você examinar o programa político que nos movia naquele momento, [ele] era voltado para uma ditadura do proletariado. Então, você não pode voltar atrás, corrigir seu passado e dizer que estava lutando pela democracia. Havia muita gente lutando pela democracia no Brasil, mas não os grupos armados, que tinham como programa esse processo de chegar à ditadura do proletariado. A luta armada não estava visando a democracia, pelo menos em seu programa", afirmou. (Continua).

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terça-feira, 24 de agosto de 2010

Maniqueísmo renascido

Do sociólogo italiano Luciano Pellicani, em seu alentado estudo sobre La società dei giusti. Parabola storica dello gnosticismo rivoluzionario (Milão, Etas Libri, 1995):

No maniqueísmo - que é a forma mais elaborada e perfeita que o gnosticismo alcançou antes do advento do marxismo-leninismo - a superioridade intelectual e moral daqueles que possuem a verdade libertadora se traduz na organização de uma Igreja concebida, de maneira típica, como instrumento de salvação. Nesta, a centralização é levada ao extremo, tudo é ordenado de cima para baixo e se apóia na autoridade de um chefe espiritual que é superior à própria igreja e a domina completamente. Ele é o "mestre dos mestres", além de mestre dos simples ouvintes, e sua autoridade é francamente carismática, enquanto desenvolve a função de guardião sacerdotal da mensagem salvífica. Por consequência, a jurisdição de seu poder não tem limites. A Gnosis põe o "mestre dos mestres" fora e acima da moral comum e disso extrai a fonte única de todo valor e de todo juízo de valor.
(Gnosis: "tentação permanente do espírito humano, nascida do ardente desejo de possuir um saber capaz de resolver todos os enigmas do mundo e de indicar o método para por fim ao escândalo do mal").

Qualquer semelhança dos seguidores de Mani com as hordas lulistas/petistas, o comportamento de seu chefe e de sua "eleita" não é mera coincidência. Também não é coincidência a semelhança dos maniqueístas com aqueles que ainda dividem o mundo entre "esquerda" e "direita", "nós" e "eles", "amigos" e "inimigos".

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Guerra de fósforos



Filme stop motion realizado pelo russo Garri Bardin em 1983. Hoje, representa bem os tiranos encrenqueiros da América Latina, que jogam povo contra povo em seus próprios países.

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Nem só o diabo veste Prada...


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A caminho de uma ditadura consentida

Em termos político-ideológicos, o Brasil sempre copiou do mundo o que há de pior. Namorou com o fascismo sob Getúlio, pasteurizou-se com marxismo universitário, copiou o populismo latino-americano sob Lula, que apóia as piores ditaduras, e agora pode implantar aqui o que o México já deixou para trás: a ditadura do partido único. Se Dilma ganhar, estaremos, de fato, ainda mais próximos do bolivarianismo, um requentado de práticas fascistas e comunistas.

Bem, a mexicanização já está em curso, segundo o professor Bolívar Lamounier:

O processo sucessório presidencial em curso comporta dois cenários marcadamente assimétricos, conforme o vencedor seja José Serra ou Dilma Rousseff. Se for José Serra, não é difícil prever a cerrada oposição que ele sofrerá por parte do PT e dos "movimentos sociais", entidades estudantis e sindicatos controlados por ele - e, provavelmente, do próprio Lula. Se for Dilma Rousseff - como as pesquisas estão indicando -, o cenário provável é a ausência, e não o excesso, de oposição.

Para bem entender esta hipótese convém levar em conta dois fatos adicionais.

Primeiro, o cenário Dilma não se esgota na figura da ex-ministra. Ele inclui, entre os elementos mais relevantes, o controle de ambas as Casas do Congresso Nacional pela dupla PT e PMDB. Inclui também uma entidade institucional inédita, personificada por Lula. Semelhante, neste aspecto, a um aiatolá, atuando de fora para dentro do governo, Lula tentará, como é óbvio, influenciar o conjunto do sistema político no sentido que lhe parecer conveniente ao governo de sua pupila ou a seus próprios interesses. Emitirá juízos positivos ou negativos, em graus variáveis de sutileza, sobre medidas tomadas pelo governo e regulará não só o comportamento da base governista no Congresso, mas também os movimentos de sístole e diástole da "sociedade civil organizada" - entendendo-se por tal os sindicatos, segmentos corporativos e demais organizações sensíveis à sua orientação.

O segundo fato a considerar é a extensão da derrota que Lula terá conseguido impor à oposição. Claro, a eventual derrota será também consequência das ambiguidades, das divisões e dos equívocos da própria oposição, mas o fator determinante será, evidentemente, a ação de Lula e do esquema de forças sob seu comando. Deixo de lado, por óbvio, as condições econômicas extremamente favoráveis, o Bolsa-Família, a popularidade do presidente, etc.

(...)

Sociologicamente falando, não há funcionamento efetivo da democracia, quaisquer que sejam os arranjos constitucionais vigentes, num país onde não exista uma oposição eleitoralmente viável. Haverá, na melhor das hipóteses, um autoritarismo disfarçado, um "chavismo branco" ou, se preferem, um regime mexican style - aquele dominado durante seis décadas pelo PRI, o velho Partido Revolucionário Institucional mexicano. (Continua).


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