quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Ei, bolivarianos, socorram o Rafão...

Vão, claro, socorrer o leão de chácara do bolivarianismo, o tal Rafael Correa, tiraninho do Equador, se não me engano. Vocês se merecem.

A América do Sul, com exceção do Chile e da Colômbia, é o ridículo do mundo.


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Pelegos da Fenaj falam em "golpe midiático". Vade retro, chapas-brancas!

A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), entidade dominada por ex-petistas agora abraçados ao Psol de Plínio Sampaio - o rançoso candidato que exala antiamericanismo e ainda acha que pode derrubar o capitalismo -, lança vergonhosa nota em que, utilizando o linguajar governista, fala em "golpe midiático". Com isso, a entidade dá mais uma demonstração de que não passa de correia de transmissão do lulismo. A nota é um ato de peleguismo explícito. E, cá para nós, chamar "golpe midiático" de conceito é uma agressão aos princípios básicos da filosofia. Tal como a expressão "neoliberalismo", não passa de flatus vocis.

O conceito de golpe midiático ganhou notoriedade nos últimos dias. O debate é público e parte da constatação de que setores da imprensa passaram a atuar de maneira a privilegiar uma candidatura em detrimento de outra. É legítimo - e desejável – que as direções das empresas jornalísticas explicitem suas opções políticas, partidárias e eleitorais. O que é inaceitável é que o façam também fora dos espaços editoriais. Distorcer, selecionar, divulgar opiniões como se fossem fatos não é exercer o jornalismo, mas, sim, manipular o noticiário cotidiano segundo interesses outros que não os de informar com veracidade.

Se esses recursos são usados para influenciar ou determinar o resultado de uma eleição configura-se golpe com o objetivo de interferir na vontade popular. Não se trata aqui do uso da força, mas sim de técnicas de manipulação da opinião pública. Neste contexto, o uso do conceito “golpe midiático” é perfeitamente compreensível.(Continua).

Depois dessa nota, os jornalistas que se preocupam com a democracia têm uma razão a mais para votar em José Serra.


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quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Falanges petralhas declaram guerra

Obedecendo a conclamação de Dilma Ruimself e do chefão do PT, Zé Dutra, as falanges petralhas já iniciaram pesados ataques pela internet. Nos últimos dias, tenho sido obrigado a controlar os comentários. Direitista, fascista, reacionário - estes são alguns dos adjetivos despejados aqui.

Os asseclas do lulismo esquecem sua própria origem: a banda podre da Igreja Católica, o sindicalismo mussoliniano e a horda mais ideológica da academia. Nessas áreas, sim, medra o fascismo.

São reações de gente desesperada com o segundo turno. Por enquanto, atacam só na internet. No segundo turno, não tenham dúvida, as falanges retratadas na charge do Sponholz sairão às ruas para espalhar a violência.

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Por que Dilma quer acabar com o alfabetismo?

No último debate (vídeo abaixo), Dilma cometeu um ato falho, dizendo que quer acabar com o alfabetismo. Agora já se sabe: ela quer mesmo é acabar com os alfabetizados, que estão desertando em massa de sua candidatura. Que a bolivariana fique com os analfabetos dos currais eleitorais alimentados com bolsas disso e daquilo. Aliás, em termos de currais, o PT é hoje o PFL de ontem.

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Manifesto pela Democracia já está perto das 60 mil assinaturas

Se você ainda não assinou, clique no novo site do Manifesto em Defesa da Democracia. Não deixe que o autoritarismo avance.


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terça-feira, 28 de setembro de 2010

Dilma quer acabar com o alfabetismo!



Se ela ganhar (toc,toc), teremos então o império do analfabetismo.(O escorregão da bolivariana está bem no finalzinho do vídeo).
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A herança maldita de Lula ao Congresso


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Para tiranetes latinos, crítica é desacato.

Evo Morales, estafeta do chavismo e presidente da Bolívia, promove nova onda de ataques à liberdade de expressão (qualquer semelhança com o lulopetismo não é mera coincidência). Agora pode ir para a cadeia quem criticar o governo ou denunciar casos de corrupção. Tudo isso é considerado "desacato".

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Cai, cai, Dilmão.


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Brasil vivo: Dilma despenca.

Na Folhona, a boa notícia para todos os que defendem a democracia:

A seis dias da eleição, a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, já não tem mais garantida a vitória em primeiro turno, revela nova pesquisa Datafolha realizada ontem em todo o país.
Segundo o levantamento, Dilma agora perde votos ou oscila negativamente em todos os estratos da população.
Nos últimos cinco dias, Dilma perdeu três pontos percentuais entre os votos válidos que decidirão o pleito. Ela recuou de 54% para 51% -e precisa de 50% mais um voto para ser eleita.
Como a margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, Dilma pode ter 49% dos votos válidos. Ou 53%, o que a levaria ao Planalto sem passar por um segundo turno eleitoral.
Ainda considerando os votos válidos, o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, apenas oscilou positivamente, de 31% para 32%.
Marina Silva, do PV, também oscilou positivamente dentro da margem de erro. Passou para 16%, ante os 14% que tinha na última pesquisa, realizada entre os dias 21 e 22 de setembro.
Houve queda ou oscilação negativa para a candidata escolhida pelo presidente Lula para sucedê-lo em todos os estratos da população, nos cortes por sexo, região, renda, escolaridade e idade.
Uma das maiores baixas (queda de 5 pontos nas intenções de voto) se deu entre os que ganham de 2 a 5 salários mínimos (entre R$ 1.021,00 e R$ 2.550,00). Cerca de 33% da população brasileira se encaixa nessa faixa de renda.
Dilma vem perdendo votos desde a segunda semana de setembro. Foi quando o escândalo envolvendo tráfico de influência na Casa Civil levou ao pedido de demissão de sua ex-principal assessora, Erenice Guerra.
De lá para cá, o total das intenções de voto em Dilma caiu de 51% para 46%. Já a soma de seus adversários subiu de 39% para 44%.
Considerando somente os votos válidos, a diferença entre Dilma e os demais candidatos despencou de 14 pontos há duas semanas para 2 pontos agora.
A pesquisa mostra também que houve forte "desembarque" da candidatura Dilma entre as mulheres (queda de 47% para 42%) e entre os eleitores mais escolarizados, com curso superior.
Na simulação de segundo turno entre Dilma e Serra, a vantagem da petista também caiu. No levantamento anterior, Dilma tinha 55% das intenções de voto. Agora, tem 52%. Serra, que antes tinha 38%, agora tem 39%.

Segundo turno

A diferença das intenções de voto nos candidatos Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) em um eventual segundo turno caiu de 22 pontos para apenas 13 nas duas últimas semanas.
Isso significa que, havendo segundo turno, Serra ainda teria de conquistar cerca de sete pontos percentuais para poder vencer.
"Na polarização de um eventual segundo turno, quando um candidato perde um ponto, o outro ganha esse ponto", diz Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha.
A chance de haver segundo turno foi provocada em grande medida pelos eleitores que ganham entre 2 e 5 salários mínimos. Essa fatia representa um terço do eleitorado de 135 milhões. Ou seja, são 45 milhões de eleitores.
Na pesquisa realizada entre os dias 8 e 9 de setembro, antes da queda da ex-ministra Erenice Guerra da Casa Civil, Dilma contava com o apoio da metade desses eleitores (22,5 milhões).
Agora, ela tem 42% nesse estrato, ou seja, 18,9 milhões. A perda em potencial de votos de Dilma no período foi de 3,6 milhões de votos.


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segunda-feira, 27 de setembro de 2010

A perversão dos valores democráticos

Repito o que disse no twitter (sim, estou aprendendo) outro dia: a perversão ideológica dos valores democráticos não vem das ruas, mas das universidades, especialmente das "ciências sociais".

Nesse ambiente, defender as liberdades e as ciências vale adjetivações de "reacionário", "direitista", assim como condenar o antiamericanismo e as ideologias que a história rejeitou.

Sumamente bom, ou melhor, "progressista", é defender o "controle social da mídia", condenar as tecnologias - à exceção do computador, claro -, relativizar o conhecimento científico etc.

Definitivamente, a burrice ideológica não é pedestre.


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Alô, eleitor, cuidado com esses 322 candidatos aí!

Dica da Cris, a quem agradeço:

Há candidatos que exigem muita, muita atenção.

Eles tiveram suas candidaturas indeferidas com base na Lei da Ficha Limpa, foram denunciados por participação no caso dos sanguessugas, são réus em ações penais ou foram presos em ações policiais. Vale a pena votar neles? Só você pode responder. (Veja aqui).


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Relembrando Thomas Jefferson


A frase é batida, mas, como a imprensa está sob intenso ataque do lulopetismo, convém relembrar Thomas Jefferson, um dos "founding fathers" dos Estados Unidos:
*
Se coubesse a mim decidir se precisamos de um governo sem imprensa ou de uma imprensa sem governo, eu não hesitaria em escolher a segunda situação.


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As metamorfoses da lanterninha Ideli


A vociferante pit bull do lulismo anda quietinha. Ideli Salvatti amarga o terceiro lugar na corrida para o governo do Estado e ficará sem mandato: Santa Catarina reconhece o erro de tê-la conduzido ao Senado.

Augusto Nunes fala nas seis versões assumidas pela senadora que beijou Sarney, defendeu os mensaleiros e sempre fez tudo o que Lula mandou.

Além de dobrar espinha de modo servil, o que mais fez foi plástica. SC lhe diz: até nunca mais!


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Todos os poderes contra a imprensa?

Já que o clima, nas hordas insufladas por Lula, é de ataque à liberdade de imprensa, não é de estranhar que algum juiz pegue carona e proíba revistas e jornais de publicarem notícias sobre fatos que atingem autoridades que se julgam donas do país. Censura é sempre condenável, mas a novidade que vemos despontar no Brasil é a sua aprovação por juízes - a qualquer pretexto. Setores do Judiciário parecem adotar posições que, outrora, eram típicas das ditaduras. Mau agouro...

Lá de Shangai, o amigo Paulo Roberto de Almeida sugere o que fazer com juízes que desprezam a Constituição.

E quem ainda não leu as informações sobre mais esta violência contra as liberdades, acompanhe aqui e aqui.

Ainda bem que algumas entidades condenam a decisão. Amordaçar os jornais é quebrar as pernas da democracia.


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Eleitor envergonhado

Em tempos de lulismo, até o eleitorado se envergonha.

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domingo, 26 de setembro de 2010

Pijama, Plínio! Volte ao covil, Marina!

A "idiotia latino-americana" esteve bem representada, no debate (via Record) dos candidatos à presidência, pelo representante do Psol, Plínio de Arruda Sampaio. O ex-petista atacou os EUA e defendeu o direito de a ditadura teocrática iraniana ter sua bomba nuclear. Ah, sim, também quer destruir o "sistema capitalista". Como era de se esperar, foi aplaudido. Pijama, Plínio, pijama já!

Marina, igualmente ex-petista, pareceu ainda mais avatar com sua indumentária africana. É a favor do ambiente, da ecologia etc. Alguém é contra? Na hora H, porém, a macilenta retorna ao covil petista: não teve vergonha de pedir voto para as "duas mulheres" da campanha.

Dilma, a neo-petista, até que não teve os costumeiros lapsos. No início, tinha mesmo era vontade de esganar quem fizesse perguntas que a desagradavam. Definitivamente, não consegue esconder seu autoritarismo. É o autoritarismo lulista de saias.

Serra foi bem, mas poderia ter sido mais incisivo. Por que não explorar o que os jornais e revistas ressaltaram no dia de hoje, isto é, a escalada antidemocrática promovida pelo governo Lula? O que se joga nestas eleições, na verdade, é a sobrevivência da própria democracia.

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Jornalismo independente não é com o lulismo

Na Carta ao Leitor, Veja também aborda a escalada autoritária contra a imprensa, lembrando que jornalismo independente é coisa que não consta na cartilha lulopetista, muito apreciada em certos ambientes universitários. Para os chapas-brancas destes tempos medíocres, jornalismo é apenas um jogo de tendências ideológicas, à maneira do século XVIII. Surrupio na íntegra:

Uma reportagem desta edição de VEJA reflete sobre os ataques que o exercício da imprensa livre vem sofrendo no Brasil e, mais radicalmente, em alguns países vizinhos, sendo os casos mais graves registrados na Venezuela e na Argentina. A reportagem mostra que, no Brasil, isso se deve em grande parte à concepção de mundo dos atuais governantes petistas, em que não cabe o conceito de jornalismo independente. Essa deformação decorre das convicções de alguns que continuam ruminando a idéia totalitária do leninismo, segundo a qual governo e povo se confundem e, portanto, a imprensa não tem o direito de criticar as autoridades.

Em uma reportagem de capa de agosto de 2004, VEJA já alertava para esse preocupante traço da identidade petista, que chamou de “tentação autoritária”.

Naquela ocasião, o que motivou a reportagem foi a tentativa de restabelecer controles externos à imprensa por meio de um projeto de lei enviado pelo governo ao Congresso. Dado o alerta por VEJA, o governo produziu as desculpas de sempre, segundo as quais “foi um engano”, recolheu o projeto e o engavetou. Mas continuou como brasa dormida a intenção de controlar, cercear, monitorar, constranger e punir jornalistas.

De lá para cá, houve muitas outras tentativas semelhantes, e ainda hoje a tentação autoritária paira no ar como uma ameaça permanente. Na semana passada, a brasa voltou a ser atiçada pelo presidente Lula e pelos dirigentes de seu partido, secundados pelo vasto contingente de mercenários recrutados a preço de ouro nos porões da internet e pagos com o suado dinheiro dos brasileiros que trabalham e recolhem impostos.

Por revelar a existência de um balcão de negócios escusos na Casa Civil da Presidência da República, VEJA e os grandes jornais foram chamados de “golpistas”, uma vez que a notícia poderia ter potencial para tirar votos da candidata oficial, Dilma Rousseff. Pela primeira vez houve uma forte reação de pessoas de consciência, que assinaram um manifesto pela manutenção do direito constitucional à liberdade de expressão e foram às ruas de São Paulo denunciar a veia autoritária do PT.

O manifesto teve como signatários ícones da defesa da liberdade e da luta contra a ditadura, gente da estatura de Hélio Bicudo, fundador do PT, do cardeal Paulo Evaristo Arns e de Therezinha Zerbini, pioneira na luta pelos direitos humanos no Brasil. Numericamente, é um grupo pequeno. Como símbolo de resistência democrática, dificilmente se poderia produzir uma manifestação mais enfática


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Debate com os presidenciáveis às 21 horas

Às 21 horas, o candidatos se enfrentam na Rede Record. Será divertido ver Dilma Ruimself tropeçar nas palavras, espiar o caderninho de cola, olhar para cima em busca de uma ideia que acabou de voar.

E aqueles lapsos, que delícia!

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A imprensa, essa inimiga...

Do escritor João Ubaldo Ribeiro, sobre "a conspiração da imprensa":

A imprensa é de fato um problema. Quase ninguém se lembra, mas a
profissão de jornalista está entre as mais arriscadas e todo dia algum
é vítima de violência. A primeira ação das ditaduras, universalmente,
é a supressão da liberdade de opinião e o cerceamento de sua expressão
pela via legítima que é a imprensa. Subsiste a realidade de que, desde
que o mundo é mundo, a divergência desagrada aos poderosos, a crítica
os ofende e qualquer opinião que não coincide com as suas é uma
agressão. Um dos recentes pronunciamentos do presidente Lula sobre a
imprensa mostrava uma animosidade truculenta comparável à de seu
aliado Fernando Collor. A imprensa é vista como inimiga da nação,
praticamente a responsável por tudo o que de errado acontece entre
nós. Os mais velhos já viram tudo isso. Os jornalistas mais velhos já
viveram tudo isso. E tudo, afinal, passou, assim como também passará o
que estamos presenciando agora. As voltas que o mundo dá são tão
prodigiosas que o presidente Lula, já ex-presidente, logo tornará a
gostar da imprensa. E a precisar dela, como já precisou, pois que, no
sábio dizer de nossos maiores, dor de barriga não dá uma vez só.

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Estadão declara apoio a Serra, “que pode evitar um grande mal para o país “.

Em editorial, o jornal O Estado de S. Paulo declara apoio ao candidato José Serra. Esta é a primeira vez, na história do país, que um jornal assume explicitamente uma candidatura. Não acho condenável. Pelo contrário, acho que jornais e revistas deveriam declarar abertamente suas preferências - como acontece nos Estados Unidos -, desde que isso não interfira no conteúdo jornalístico. Faz bem o Estadão: é preciso evitar a perpetuação do mal representado pelo lulopetismo. Enfim, um órgão de imprensa assume firme posição contra o avanço do autoritarismo - uma atitude que ficará na História.

A acusação do presidente da República de que a Imprensa "se comporta como um partido político" é obviamente extensiva a este jornal. Lula, que tem o mau hábito de perder a compostura quando é contrariado, tem também todo o direito de não estar gostando da cobertura que o Estado, como quase todos os órgãos de imprensa, tem dado à escandalosa deterioração moral do governo que preside. E muito menos lhe serão agradáveis as opiniões sobre esse assunto diariamente manifestadas nesta página editorial. Mas ele está enganado. Há uma enorme diferença entre "se comportar como um partido político" e tomar partido numa disputa eleitoral em que estão em jogo valores essenciais ao aprimoramento se não à própria sobrevivência da democracia neste país.

Com todo o peso da responsabilidade à qual nunca se subtraiu em 135 anos de lutas, oEstado apoia a candidatura de José Serra à Presidência da República, e não apenas pelos méritos do candidato, por seu currículo exemplar de homem público e pelo que ele pode representar para a recondução do País ao desenvolvimento econômico e social pautado por valores éticos. O apoio deve-se também à convicção de que o candidato Serra é o que tem melhor possibilidade de evitar um grande mal para o País.

Efetivamente, não bastasse o embuste do "nunca antes", agora o dono do PT passou a investir pesado na empulhação de que a Imprensa denuncia a corrupção que degrada seu governo por motivos partidários. O presidente Lula tem, como se vê, outro mau hábito: julgar os outros por si. Quem age em função de interesse partidário é quem se transformou de presidente de todos os brasileiros em chefe de uma facção que tanto mais sectária se torna quanto mais se apaixona pelo poder. É quem é o responsável pela invenção de uma candidata para representá-lo no pleito presidencial e, se eleita, segurar o lugar do chefão e garantir o bem-estar da companheirada. É sobre essa perspectiva tão grave e ameaçadora que os eleitores precisam refletir. O que estará em jogo, no dia 3 de outubro, não é apenas a continuidade de um projeto de crescimento econômico com a distribuição de dividendos sociais. Isso todos os candidatos prometem e têm condições de fazer. O que o eleitor decidirá de mais importante é se deixará a máquina do Estado nas mãos de quem trata o governo e o seu partido como se fossem uma coisa só, submetendo o interesse coletivo aos interesses de sua facção.

Não precisava ser assim. Luiz Inácio Lula da Silva está chegando ao final de seus dois mandatos com níveis de popularidade sem precedentes, alavancados por realizações das quais ele e todos os brasileiros podem se orgulhar, tanto no prosseguimento e aceleração da ingente tarefa - iniciada nos governos de Itamar Franco e Fernando Henrique - de promover o desenvolvimento econômico quanto na ampliação dos programas que têm permitido a incorporação de milhões de brasileiros a condições materiais de vida minimamente compatíveis com as exigências da dignidade humana. Sob esses aspectos o Brasil evoluiu e é hoje, sem sombra de dúvida, um país melhor. Mas essa é uma obra incompleta. Pior, uma construção que se desenvolveu paralelamente a tentativas quase sempre bem-sucedidas de desconstrução de um edifício institucional democrático historicamente frágil no Brasil, mas indispensável para a consolidação, em qualquer parte, de qualquer processo de desenvolvimento de que o homem seja sujeito e não mero objeto.

Se a política é a arte de aliar meios a fins, Lula e seu entorno primam pela escolha dos piores meios para atingir seu fim precípuo: manter-se no poder. Para isso vale tudo: alianças espúrias, corrupção dos agentes políticos, tráfico de influência, mistificação e, inclusive, o solapamento das instituições sobre as quais repousa a democracia - a começar pelo Congresso. E o que dizer da postura nada edificante de um chefe de Estado que despreza a liturgia que sua investidura exige e se entrega descontroladamente ao desmando e à autoglorificação? Este é o "cara". Esta é a mentalidade que hipnotiza os brasileiros. Este é o grande mau exemplo que permite a qualquer um se perguntar: "Se ele pode ignorar as instituições e atropelar as leis, por que não eu?" Este é o mal a evitar.

Texto publicado na seção "Notas e Informações" da edição de 26/09/2010


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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Assim Mono Jojoy foi para o inferno



O sequestrador, narcotraficante e assassino, que era o segundo homem na hierarquia das FARC, deixou material importante para as forças colombianas. Os bolivarianos da vizinhança que esperem...


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Os crimes da tirania chavista

Ángela Brito e sua mãe acusam os chavistas pela tragédia que mudou a história da família

Quase um mês após a morte de seu pai, Ángela Brito, de 20 anos, consegue falar com desenvoltura sobre a tragédia que mudou definitivamente a história da família. Apesar de todo o sofrimento, a jovem se tornou uma espécie de porta-voz sobre o caso de Franklin Brito: o agricultor venezuelano que faleceu depois de realizar seis greves de fome para reaver suas terras, expropriadas pelo governo de Hugo Chávez.

Foi Ángela que acompanhou o pai durante os nove meses em que ele foi forçado a ficar no hospital militar, em Caracas. Segundo o governo, ele precisava ser "tratado". Para a família, a intenção era fazer com que Franklin simplesmente sumisse do mapa e parasse de minar os planos chavistas.

Hoje, a jovem e sua mãe passam os seus dias em reuniões com advogados e representantes de entidades internacionais para recuperar os bens de Franklin, que se tornou um símbolo da luta pela própria terra - por mais absurdo que isso pareça - e pelos direitos humanos, em um país em que ambos são constantemente violados.

Com os cabelos negros presos em um rabo-de-cavalo e uma voz doce, quase infantil, Ángela revelou os detalhes sobre a longa batalha de seu pai contra o governo. Ela culpa Chávez e sua turma pela morte do agricultor, que teria inclusive sofrido tortura enquanto estava no hospital militar.

"Eles mantinham meu pai em um depósito dentro da terapia intensiva, onde entrava gente o tempo todo para pegar remédio. A temperatura também era muito baixa, cerca de oito graus, e havia um motor no quarto ao lado, que fazia a cama vibrar. Com tudo isso, ele ficou três dias sem poder dormir sequer um minuto", diz. "Ele estava preso, não podia sair de lá, atender o telefone nem ser tratado pelo médico de sua confiança", explica ela, lembrando que Franklin também não quis ser tratado pelos funcionários do local, pois achava que eles pudessem matá-lo. (Continua).

Não esquecer que o tirano Hugo Chávez é amigo de Lula e apoia Dilma, além de ser admirado dentro de algumas universidades...


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Casa da Mãe Erenice: até a namorada do filho tem "boquinha" no governo.

Erenice Guerra, que ocupou a Casa Vil do governo em nome da "famiglia", não cansa de nos surpreender. Ela não beneficou "apenas" os filhos e o marido, mas também a namorada de um dos filhos:

A namorada de um dos filhos de Erenice Guerra, ex-ministra da Casa Civil, também conseguiu emprego no governo federal.
Trata-se de Priscila Loreta Vaz Silva, namorada de Saulo Guerra, filho de Erenice e sócio da firma de lobby Capital Consultoria, envolvida no caso que provocou a saída da ministra do governo.

Priscila foi nomeada em novembro de 2009, após começar a namorar Saulo, e ganha R$ 3.000 do Ministério da Aquicultura e Pesca para fazer "serviços administrativos diversos".

É o quinto caso conhecido de parentes e pessoas próximas a familiares de Erenice no governo. A Folha já revelou que três irmãos e um filho dela também ocuparam cargos sem concurso público. (Continua).

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Imprensa, sempre o alvo dos tiranos.

De Roberto Freire, presidente do PPS e candidato a deputado federal por São Paulo:
*
Não por acaso, todo governo autoritário, ou com essa vocação, a primeira coisa que busca de forma persistente é tentar tornar letra morta o preceito da liberdade de expressão e obstar a liberdade de imprensa, como primeiro e inevitável passo para cercear a própria atividade política, materializada no Parlamento.

Em nosso país, a liberdade de imprensa sempre foi um estorvo para forças não democráticas, justamente pelo papel que sempre representou de instrumento da cidadania ao denunciar seus abusos contra a ordem democrática, quando na gestão do Estado.

Não por acaso, a intelligentsia do PT, bem como suas mais destacadas lideranças, desde sua fundação sempre teve a imprensa como inimiga de seu projeto de poder.

Como ficou evidente, logo após a posse de Lula, atente-se para os primeiros projetos de lei visando "regular" o exercício do jornalismo no país, por meio da criação de um Conselho Federal de Jornalismo e Conselhos Regionais de Jornalismo, integrados por jornalistas com a atribuição de "orientar, disciplinar e fiscalizar o exercício da profissão de jornalista e da atividade do jornalismo".

Sem falar do desejo de expulsar do país o correspondente do New York Times, Larry Rohter, por conta de suas matérias que muito desagradaram ao presidente Lula, usando para tanto a legislação oriunda da ditadura militar, de triste memória.

O fato é que depois do mensalão, e dos variados casos de corrupção no governo, coroado agora com mais um escândalo envolvendo diretamente a Casa Civil, responsável pela articulação política do governo, o PT, a partir do presidente da República, e suas entidades cooptadas decidiram partir para o ataque direto contra a imprensa e a liberdade de expressão.

No exato momento em que se avoluma uma série de denúncias que põem a nu a estrutura de funcionamento do governo Lula, sem que sejam desmentidas, todo seu governo é mobilizado contra a missão essencial de todo jornalismo, que é de informar a sociedade. E coloca-se frontalmente contra o direito constitucional de liberdade de expressão, ameaçando de forma clara o Estado de Direito, tão duramente conquistado.

Sabemos, por experiência própria, que sem liberdade de imprensa não existe sociedade livre! A hora, pois, é de mobilização em defesa da democracia! (Continua).

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Um psiquiatra para "Adolfinejad"


Esse aí, representante da violenta teocracia iraniana, é o campeão das teorias conspiratórias. Dizer que os próprios EUA armaram o 11 de setembro é coisa de maluco.

Ele e seu amigo Chávez merecem exame de sanidade mental por alguma junta internacional de psiquiatras.


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Manifesto pela Democracia já chega a 25 mil assinaturas


O Manifesto pela democracia já atinge 25 mil assinaturas em pouco mais de um dia. O site do movimento está em nova endereço: assine aqui você também.
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OAB também reage a ataques à democracia

A OAB, enfim, também acorda e critica os ataques à liberdade de imprensa por parte de Lula e seus acólitos.

O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, alertou em discurso na noite desta quinta-feira (23), no Rio de Janeiro, sobre os riscos correntes à liberdade de imprensa no Brasil. Durante evento de abertura do Colégio de Presidentes de Seccionais da OAB, Cavalcante demonstrou-se preocupado com a visão do governo sobre o papel dos meios de comunicação e dos profissionais que neles trabalham.

"Ataques à liberdade de imprensa são verberados, perigosamente, dentro do próprio governo, da figura do presidente da República, como se de repente jornalistas e formadores de opinião tomassem parte de uma conspiração eleitoral", afirmou.

"[Os ataques] são, na verdade, um atentado ao estado de direito na medida em que a liberdade de imprensa é um bem fundamental à cidadania desse país e à democracia. Eu tenho certeza que mais do que isso, o mais importante é privilegiarmos e fortalecermos as instituições. Elas são muito maiores que os homens, sejam eles presidentes sejam eles de quaisquer condição social", continuou. (Na íntegra).


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quinta-feira, 23 de setembro de 2010

"Eles sabem o que acontecerá no segundo turno"

Augusto Nunes, na mosca:

Sempre duvidei dos resultados das pesquisas. Nunca perdi muito tempo com índices pescados a milhares de léguas do dia da eleição. Sempre achei que na reta final as curvas seriam, como direi?, corrigidas.

Também vivo repetindo que Dilma Rousseff é a adversária que todo concorrente pede a Deus. A oposição que luta na internet tem feito o possível para que o eleitorado enxergue a evidência: a Doutora em Nada é mais que uma candidata de quinta: é um perigo de bom tamanho. Faltava a oposição partidária acordar.

Tomara que tenha acordado a tempo para a obviedade reiterada a cada meio minuto: os governistas precisam ser empurrados para o combate na frente moral. Nessa, eles não têm chances. É por saberem disso que andam tão visivelmente desesperados há tantos dias. Todos sabem que não é possível esconder por muitos dias mais o palanque atulhado de stalinistas farofeiros, órfãos de Marcos Valério, guerrilheiros genoínos, oligarcas cleptomaníacos, sessentonas que fazem qualquer negócio para aparentarem algumas horas a menos, pelegos que cobram por minuto, blogueiros estatizados, jornalistas sem jornal, milicianos de hospício e todas as demais categorias de sócio do imenso clube dos cafajestes.

Eles sabem o que acontecerá se houver segundo turno. (Fonte).


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Empresário confirma tráfico de influência da "famiglia" Guerra nas barbas do presidente

No site da Veja:

Em depoimento que durou mais de seis horas, nesta quinta-feira em Brasília, o empresário Fábio Baracat confirmou à Polícia Federal (PF) o esquema de tráfico de influência montado na Casa Civil pela família da ex-ministra Erenice Guerra, afastada do cargo na semana passada após denúncias em VEJA. Ele deu recibos de pagamentos para provar que, na condição de representante da empresa de transportes aéreos MTA, manteve contrato com a empresa Capital Assessoria, controlada por filhos da ex-ministra, para obtenção de negócios nos Correios.

Foi Baracat quem denunciou a VEJA o suposto esquema que consistia em cobrar "comissão de sucesso" de 5% sobre cada negócio obtido junto aos Correios em favor da MTA. Os recibos, anexados ao inquérito da PF, mostram pagamentos mensais de 20.000 reais por um período de seis meses, totalizando 120.000 reais. O delegado Roberval Vicalvi, encarregado da investigação, pediu evidências que caracterizem o pagamento da "comissão de sucesso" que Baracat teria acertado com Israel Guerra, filho de Erenice e suposto líder do esquema. (Continua).

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Ainda há juízes no Brasil

Nem tudo está perdido no país que Lula transformou em Grotão da imoralidade e da estupidez ideológica. Leiam abaixo:

NOTA PÚBLICA - Liberdade de Imprensa

A ASSOCIAÇÃO DOS JUÍZES FEDERAIS DOS ESTADOS DO RIO DE JANEIRO E DO ESPÍRITO SANTO, vem a público em vista das recentes manifestações amplamente divulgadas por órgãos de imprensa, atribuindo ao Excelentíssimo Senhor Presidente da República declarações manifestamente incompatíveis com o respeito esperado de um Chefe de Estado às cláusulas constitucionais garantidoras da liberdade dos cidadãos e órgãos de imprensa. Do supremo mandatário da nação, é esperada postura de absoluto equilíbrio e intransigente respeito aos ditames da Constituição, independentemente do contexto e das circunstâncias em que esteja envolvido. A responsabilidade da função presidencial exige de seu exercedor profunda sobriedade, que deve traduzir-se no respeito às instituições estatais e da sociedade civil, e sua respectiva contribuição na preservação da ordem legal e democrática. Nesse contexto, trata-se de um desserviço aos valores republicanos que sua Excelência tenha emitido declarações de cunho absolutamente genérico em desfavor da imprensa livre, conquista maior do Estado de Direito e da própria civilização. A construção de um Governo efetivamente moderado passa pela superação das históricas tentações de hipertrofia do Poder Executivo e da idéia de que a popularidade dos governantes possa autorizá-los a restringir ou revogar os direitos constitucionalmente atribuídos de modo incondicional aos indivíduos e às minorias. Num regime de liberdades, é fundamental o entendimento de que nem tudo é controlável ou passível de vedação pelos órgãos governamentais. Os excessos eventualmente cometidos por setores da imprensa, desde que não compreendidos na ampla esfera de sua livre atuação, podem ser reparados pela via judicial, foro adequado que permite a discussão casuística sem maior risco para as liberdades envolvidas. No mais, a AJUFERJES reafirma seu compromisso com a preservação da liberdade de expressão e da liberdade de imprensa, e que as divergências manifestadas no âmbito do debate político, embora freqüentemente possa assumir tons agudos, não devem jamais resvalar para a pura e simples desqualificação de instituições essenciais à sociedade democrática.

Rio de Janeiro, 22 de agosto de 2010.
Fabrício Fernandes de Castro
Presidente da AJUFERJES

(Agradeço a anônimo que pôs a nota em comentário).

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Escalada contra a democracia

Os jornais, enfim, agora falam na preservação das liberdades e do Estado de Direito, ameaçados pelo lulismo. É uma ameaça que os blogueiros (não os do esgoto, claro) veem há muito tempo, sem que Lula precisasse mostrar os dentes contra a imprensa. O fato é que Lula e seu partido são autoritários de berço: nunca fizeram as contas com 1989.

A escalada de ataques furiosos do presidente Lula contra a imprensa - três em cinco dias - é mais do que uma tentativa de desqualificar a sequência de revelações das maracutaias da família e respectivas corriolas da ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra. É claro que o que move o inventor da sua candidata à sucessão, Dilma Rousseff, é o medo de que a sequência de denúncias - todas elas com foros de verdade, tanto que já provocaram quatro demissões na Pasta, entre elas a da própria Erenice - impeça, na 25.ª hora, a eleição de Dilma no primeiro turno. Isso contará como uma derrota para o seu mentor e poderá redefinir os termos da disputa entre a petista e o tucano José Serra.

Mas as investidas de Lula não são um raio em céu azul. Desde o escândalo do mensalão, em 2005, ele invariavelmente acusa a imprensa de difundir calúnias e infâmias contra ele e a patota toda vez que estampa evidências contundentes de corrupção e baixarias eleitorais no seu governo. A diferença é que, agora, o destampatório representa mais uma etapa da marcha para a desfiguração da instituição sob a sua guarda, com a consequente erosão das bases da ordem democrática. A apropriação deslavada dos recursos de poder do Executivo federal para fins eleitorais, a imersão total de Lula na campanha de sua afilhada e a demonização feroz dos críticos e adversários chegaram a níveis alarmantes.

A candidatura oposicionista relutou em arrostar o presidente em pessoa por seus desmandos, na crença de que isso representaria um suicídio eleitoral - como se, ao poupá-lo, o confronto com Dilma se tornaria menos íngreme. Isso, adensando a atmosfera de impunidade política ao seu redor, apenas animou Lula a fazer mais do mesmo, dando o exemplo para os seguidores. As invectivas contra a imprensa, por exemplo, foram a senha para o PT e os seus confederados, como a CUT, a UNE e o MST, promoverem hoje em São Paulo um "ato contra o golpismo midiático". É como classificam, cinicamente, a divulgação dos casos de negociatas, cobrança e recebimento de propinas no núcleo central do governo.(Continua).

Outra prova da escalada autoritária: pelegos (UNE inclusive), petistas e outros inimigos da democracia fazem protesto hoje contra a "mídia golpista".


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quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Dilma cai, Serra sobe. É segundo turno.

Os dados são do Datafolha. E não me venham dizer que isto não reflete uma tendência na reta final. Encolham-se, petistas: é segundo turno - e, no segundo, derrota do cupinzal que corrói o Brasil.


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Manifesto pela democracia já chega aos 5 mil assinantes


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Lula já é comparado a Chávez até na Venezuela

O presidente da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) também acordou para o que se passa no Grotão lulista. Leiam a matéria do El Universal, de Caracas:

El presidente brasileño, Luiz Inácio Lula da Silva, al parecer quiere seguirle los pasos al presidente Hugo Chávez con sus críticas a la libertad de prensa, dijo el presidente de la Sociedad Interamericana de Prensa (SIP), Alejandro Aguirre, en una entrevista publicada hoy por el diario O Globo.

Aguirre calificó como "algo peligroso" los recientes ataques de Lula a los medios de comunicación que critican a su Gobierno, de los que dijo que actúan como partidos políticos, y advirtió que la libertad de prensa es "un derecho que pertenece al pueblo y no al Gobierno", reseñó Efe.

"En este caso ahora, vemos a un Gobierno con deseo de seguir los pasos de otro Gobierno de América Latina en el que se desarrollan actitudes muy fuertes contra medios que quieren mantener una línea independiente, que no siguen la línea del Estado, del Gobierno, y con repercusiones negativas para el gobernante", afirmó el dirigente de la SIP.

Aguirre citó directamente "el caso del presidente Hugo Chávez, de Venezuela, y de la presidenta de Argentina, Cristina Kirchner. Varios son los Gobiernos que hicieron declaraciones muy parecidas como las que hizo Lula ahora", aseguró. (Continua).
(Gracias, KK).

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Outra da Erenice

Petralha nunca cansa de aprontar com dinheiro público:

Antes de nomear David José de Matos presidente dos Correios, a ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra nomeou uma das filhas dele, Paula Damas de Matos, assessora na secretaria executiva do ministério. Na terça-feira, 21, Paula foi exonerada, "a pedido", conforme consta no Diário Oficial da União desta quarta-feira.

Paula foi nomeada para o cargo de assessor de gabinete, segundo consta também no Diário Oficial, em 25 de junho deste ano. Deixou o posto em meio às denúncias que já provocaram a queda de Erenice, no Planalto, e do coronel Eduardo Artur Rodrigues Silva da Diretoria de Operações dos Correios. Silva foi defenestrado após a descoberta de que era testa de ferro do verdadeiro dono da empresa Master Top Linhas Aéreas (MTA), como revelou o Estado, que é o empresário argentino Alfonso Conrado Rey. (Continua).


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Assine o Manifesto em Defesa da Democracia

O documento está disponível neste endereço. Chamei para o tema aqui na segunda-feira (link).
Não esqueça: sob o lulopetismo, a democracia sempre corre perigo.

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"Imperialismo amarelo", a nova tese da idiotia latino-americana.

Recebi, por e-mail, texto sobre uma suposta invasão chinesa no Brasil e na América Latina, que repercute matéria publicada no jornal inglês The Guardian. Encaminhei ao amigo Paulo Roberto de Almeida, diplomata hoje exercendo funções em Shangai, que fez uma bela análise sobre o suposto neo-imperialismo amarelo. Ora, bolas, se os chineses têm dinheiro para comprar e nós temos produtos para vender, qual é o problema? Reproduzo primeiro o artigo do PRA e, logo abaixo, o texto em espanhol que recebi por e-mail. Como se verá, a "idiotia latino-americana" continua fazendo escola.

Paranóias brasileiras e sua geografia cambiante: pequena digressão sobre uma doença tupiniquim
Paulo Roberto de Almeida
No início dos anos 1960, mais exatamente a partir de 1961, um pequeno panfleto nacionalista começou a fazer muito sucesso no Brasil: Um dia na vida do Brasilino (versões eletrônicas ainda podem ser encontrada nos sites de algumas dessas seitas velhuscas que esqueceram de morrer com a implosão do socialismo; um resumo também pode ser lido neste link:http://www.culturabrasil.pro.br/brasilino.htm).
O nome já diz tudo: Brasilino era um cidadão comum, urbano, vivendo num universo dominado por empresas estrangeiras (ainda não se dizia multinacionais), sobretudo americanas. Ao acordar, Brasilino já estava pagando royalties ao imperialismo: acendia a luz que lhe era fornecida pela Light and Power, tomava banho com sabonete Lux ou Palmolive, escovava os dentes com Kolynos, se barbeava com Williams e Gillette, comia aveia Quaker e tomava Ovomaltine. Ao se deslocar para o trabalho, usava um carro alemão ou americano, com gasolina fornecida pela Esso, fumando o seu “Souza Cruz”, na verdade pertentente à American Tobacco. Já no escritório, se quiser telefonar, só pode ser por meio da American Telegraph and Telephone. Alguma indisposição depois do almoço (também preparado com diversos produtos estrangeiros), e lá vai um Alka-Seltzer. Assim Brasilino passava o dia, consumindo, invariavelmente, o tempo todo, produtos estrangeiros e, claro, pagando royalties e dividendos, o tempo todo, ao imperialismo.
O sentido da panfleto era, portanto, muito claro: éramos explorados, espoliados, dominados pelo capital estrangeiro. Se dizia que mais de 70% de nossa indústria era estrangeira, 100% dos fabricantes de automóveis, 70% disso, 80% daquilo. O mais terrível era a dominação americana nos filmes, na TV, corrompendo nossa bela cultura nacional, afastando nossos sambas em favor do desgraçado rock-and-roll. Enfim, o panfleto era um festival de bobagens, com erros grosseiros, mais até factuais do que de equívocos econômicos, o que não o impediu de ser, como referido, um enorme sucesso de público e de opinião. Ele contribuiu, e muito, para sedimentar na cabeça dos brasileiros – inclusive de distintos membros das elites, como militares, diplomatas e empresários – a noção de que o capital estrangeiro estava ali para nos explorar, para sugar nossas riquezas, para espoliar nossos fabulosos recursos naturais. Se não fosse o capital estrangeiro, e a remessa de lucros, o Brasil e os brasileiros seriam naturalmente muito ricos, pois todo o dinheiro remetido ao exterior sob a forma de lucros, dividendos e royalties aos investidores internacionais ficaria necessariamente no Brasil. Simples assim.
O fantasma nessa época era o imperialismo americano, que aliás se encarregou de mostrar que era mesmo poderoso, ao tramar o golpe que resultou na derrubada de um governo “democrático” em 1964. Depois vieram os tempos dos acordos MEC-Usaid, da aliança da Time-Life com a Rede Globo, dos empréstimos extorsivos feitos pelos banqueiros de New York e, obviamente, nossa indústria continuou dominada pelo capital estrangeiro. Não importa se os militares foram mais nacionalistas do que o mais acirrado dos comunistas, fortalecendo a golpes de decretos o capital nacional, proibindo o capital estrangeiro em vários setores da economia nacional, inaugurando estatais como quem cria coelhos. A mentalidade paranóica contra o capital estrangeiro continuou, ainda que atenuada depois de tantos anos de “sobrevivência miraculosa” do capital nacional, de nacionalização quase completa da programação da Globo e do predomínio absoluto da maravilhosas musicas nacionais em nossas rádios.
Passados tantos anos, quando a gente já estava quase se acostumando à decadência progressiva do imperialismo americano, já cansados dessa história que o capital estrangeiro vem ao Brasil para nos explorar, eis que surge novo perigo, desta vez amarelo: o necolonialismo chinês. Ele vem com toda força, comprando terras, minas, indústrias, destruindo empregos, fechando fábricas, saqueando, literalmente, nossos fabulosos recursos naturais. Contra ele se levantam grandes sumidades do pensamento econômico nacional: o economista Delfim Neto, que já serviu a vários generais presidentes e que agora serve a um presidente que pretende reeditar o tempo dos generais; o empresário siderúrgico neoprotecionista e presidente da Fiesp, que pretende não apenas fechar o país às importações mas simplesmente banir as empresas chinesas do território nacional; vários outros já agitaram a tese do espectro sino-imperial, uma reedição atualizada do velho imperialismo espoliador de antigos tempos. Mais um pouco, serão os próprios autores da tese dos “aliados estratégicos” que vão agitar novamente a mais surrada das bandeiras patrioteiras e pedir uma moratória na invasão chinesa em nome da defesa da soberania nacional. Todos se levantam contra o novo fantasma, e acham que ele não se contentará em ser o primeiro parceiro comercial e “sócio industrial” obrigatório, mas vai querer também se apossar de nossos campos, nossas minas e consumir toda a nossa comida. Não duvidem, senhores: o perigo agora é muito maior, pois eles são mais de um bilhão!
Cada vez que eu ouço, ou leio, essas teses delirantes, mais me convenço de que o Brasil e os brasileiros são paranóicos de nascença: estamos sempre sendo atacados por algum imperialista malévolo, por algum espoliador disfarçado de comerciante, por algum neocolonialista travestido de investidor. Mais me convenço de que somos uma nação de mentalidade atrasada, de medos inexplicáveis, de temores não justificados pela marcha normal dos negócios capitalistas. Os chineses são capitalistas? Sim, até mais do que os brasileiros. Quem quer que tenha ido à China – ou se não puderem leiam os relatórios de uma fonte insuspeita: o think tankamericano Freedom House, sobre as liberdades econômicas no mundo – sabe que a liberdade empresarial é muito maior na China do que no Brasil, que a carga tributária e os embaraços burocráticos são muito menores lá do que no Brasil, que a competição é feroz – como deveria ocorrer em qualquer país capitalista normal – e que negócios são negócios, não empreendimentos filantrópicos.
A limitação de compra de terras a proprietários estrangeiros além de ser paranóica, estrito e lato senso, é propriamente anti-chinesa; as tentativas de impedir empresas chinesas – estatais ou não – de adquirir mineradoras, fábricas, empresas de transporte ou de eletricidade no Brasil são risíveis, se não fossem patéticas. Tudo isso, como nos tempos de Brasilino, quando se pensava expulsar as empresas estrangeiras do país, não vai servir em nada a causa do desenvolvimento nacional, vai apenas atrasar e atrapalhar nosso próprio processo de modernização produtiva. Empresários que sempre mamaram nas tetas do Estado, rentistas disfarçados e protecionistas sem vergonha, todos esses paranóicos voluntários ou inconscientes causam um enorme mal ao Brasil, apelando para o tradicional refúgio dos canalhas: o patriotismo, ou a “defesa do interesse nacional”, como os ideólogos de plantão adoram proclamar.
O Brasil não tem absolutamente nada a ganhar enveredando por esse caminho de retração e de fechamento. Os empresários brasileiros precisam aprender a fazer negócios na China e com os chineses, aqui e em qualquer outro lugar. Nunca foram tão grandes as oportunidades para o crescimento econômico, sabendo explorar as vantagens do comércio e dos mercados internacionais, no Brasil, na China, na América Latina, em quaisquer outros continentes. A nova paranóia anti-chinesa é uma atitude totalmente contraproducente, do ponto de vista dos próprios interesses brasileiros, além de completamente ridícula para quem se pretende pronto para enfrentar o mundo como ele é.
(Shanghai, 23.09.2010)

América Latina, metástasis china y contrapeso japonés.
La invasión económica de China en Brasil y América Latina amenaza transformar al continente en una especie de satélite del dragón rojo, con potenciales transformaciones culturales, psicológicas y políticas
1. En lo que va de 2010, China se ha dedicado a "comprar" América Latina ante el desinterés aparente de los Estados Unidos y de las demás potencias occidentales. Esas potencias parecen bostezar delante del neocolonialismo impulsado por un enigmático "capitalcomunismo" chino, cuya esencia es difícil de definir pero cuya influencia con certeza se expande como una sui generis metástasis por las Américas.
2. La Venezuela de Chávez recibió de China, en el primer semestre de 2010, líneas de crédito de 20 mil millones de dólares. Ecuador, después de modestos 56 millones de inversiones directas de China en 2009, firmó este año contratos por 5 mil millones en el área de petróleo y energía hidroeléctrica. Perú, durante el primer semestre, recibió inversiones en minería por 1.400 millones de dólares, y China se transformó en el segundo socio comercial del país.
3. El caso del gigantesco Brasil es especialmente notorio en materia de invasión económica de China, que pasó a ser en 2010 la principal socia comercial de ese país, desplazando a los Estados Unidos. A comienzos de año, Petrobrás firmó un acuerdo para abastecer a China durante 10 años con 200 mil barriles de petróleo diarios. Las compras de alimentos y minerales superaron los 20 mil millones en el primer semestre. Los chinos compran todas las tierras y minas que encuentran a la venta y que la legislación les permite comprar.
Hace pocos días, el periódico The Guardian publicó un reportaje especial preguntando si, en vez de "socia comercial", China no podría ser más apropiadamente denominada "saqueadora" del Brasil. En amplio reportaje, el periódico inglés muestra que los chinos están financiando la construcción del superpuerto de Açu, en São João da Barra, al norte del Estado de Rio de Janeiro, para exportar a China toda clase de productos alimenticios y de minerales. El referido superpuerto será una gigantesca "autopista marítima hacia China", y se ha llegado al punto de que un gran empresario financia cursos gratuitos de mandarín para la población de esa ciudad brasileña. A través de esa "autopista marítima", cada año serán transportados a China "miles de toneladas de mineral de hierro, granos y millones de barriles de petróleo", para "aliviar la aparentemente insaciable sed de China por recursos naturales", comenta el periódico inglés.
3. No en vano, el presidente de la Federación de Industrias del Estado de São Paulo, Benjamin Steinbruch, hizo un llamado al actual gobierno brasileño para poner frenos legales a la invasión económica china. El mencionado empresario aclara que la competencia de los chinos es totalmente "desleal", y que no se trata de una acción de la iniciativa privada china sino de una invasión del propio Estado chino.
El nuevo gobierno brasileño que surja de las próximas elecciones nacionales tendrá delante de sí la disyuntiva de cambiar su conducta externa con relación a China o de transformarse en una especie de satélite económico, junto con otras naciones latinoamericanas. Mas aún. La invasión económica de China en Brasil y América Latina no solamente amenaza transformar al continente en una especie de satélite del dragón rojo, sino que podrá provocar gigantescas transformaciones culturales, psicológicas y políticas.
4. En ese contexto, suenan superficiales e inclusive irresponsables las declaraciones recientes efectuadas en Pekín por el secretario de Estado adjunto de los Estados Unidos para el Hemisferio Occidental, Arturo Valenzuela, en el sentido de que ve con "buenos ojos" las inversiones chinas en América Latina, y que éstas no serían "ni una preocupación ni una amenaza".
5. En sentido diferente, son de destacar las declaraciones de varios cancilleres de la Asociación de Naciones del Sudeste Asiático (Asean) manifestando malestar ante la arrogancia regional china, especialmente por sus pretensiones hegemónicas en el Mar de la China meridional. Por su parte, en Japón, se destaca la amplia victoria electoral obtenida por el actual primer ministro pro occidental Naoto Kan, en las elecciones internas del gobernante Partido Democrático (PD), sobre su rival pro chino Ichiro Ozawa. Japón, Corea del Sur y otras naciones del Sudeste Asiático están en condiciones de constituirse en un importante y decisivo contrapeso para las pretensiones hegemónicas de China.
6. Contra el sistema totalitario chino poco o casi nada se habla, ni siquiera se chista. Hecha la salvedad de honrosas excepciones, se trata de un conformismo psicológico de naturaleza casi hipnótica, se diría que suicida. Ese conformismo parece haber tomado cuenta de muchas mentalidades gubernamentales, diplomáticas y empresariales. Tampoco se chista cuando grandes empresas radicadas en China son obligadas a abrir sus secretos industriales y enigmáticamente aceptan esas pesadas condiciones, aún sabiendo que China copiará los productos, los fabricará y distribuirá en Occidente como productos "genéricos", a precios muchos más bajos. Casi no se habla de los "derechos humanos" violados por un Estado totalitario y que reduce a un trabajo semiesclavo, para decir lo menos, a millones de chinos dedicados a producir artículos con bajos costos que inundan América Latina.
7. Paradójicamente, lo que nunca se permitió al "imperialismo" estadounidense se está permitiendo al "neoimperialismo" chino. La frase atribuida a Lenin, de que "los mismos burgueses van entregar la cuerda con la que los vamos a ahorcar", parece adquirir, en el caso de China, una enorme actualidad, sea cual sea la ideología que esté actualmente por detrás del misterio chino.
¿Quién podrá garantizar que la influencia económica china en América Latina no redunde en exigencias en el corto y mediano plazo, que nos conduzcan a formas de neoesclavitud psicológica, cultural y hasta política?
Negar la influencia internacional del dragón chino sería irreal; pero, por otro lado, sería ingenuo no sospechar que la metástasis china pueda tener componentes publicitarios similares a los usados por la antigua Unión Sovietica para impresionar a los occidentales. Buena parte de los supuestos "logros" soviéticos en los campos militar, económico y tecnológico eran simples mentiras transformadas en verdades a través de trucos publicitarios. ¿En qué medida y en qué porcentajes se mezclan las verdades y las mentiras en el caso de China? Cabe a los especialistas y a los formadores de opinión estudiar objetivamente ese problema.
Link del artículo del periódico The Guardian sobre el "saqueo" que China estaría haciendo en el Brasil:
http://www.guardian.co.uk/world/2010/sep/15/brazil-port-china-drive

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