terça-feira, 30 de novembro de 2010

O terceiro mandato de Lula


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Grotão lulista virou álibi para Ahmadinejad

Este é o Itamaraty lulista:

Os documentos secretos revelados pelo site WikiLeaks comprovam como era tratada nos bastidores a preocupação crescente da comunidade internacional com as relações entre Brasil e Irã entre 2009 e 2010. Em um diálogo com o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, em Teerã, o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, argumentou que seu país "não estava fazendo nada diferente do Brasil na esfera nuclear".

Mikhail Klimentyev/AFP
Mikhail Klimentyev/AFP
Encontro. Ahmadinejad (D) recebe Putin em Teerã: líder russo rejeita argumento do Irã e diz que 'Brasil não fica no Oriente Médio'

Putin teria retrucado afirmando que o Brasil "não se localiza no Oriente Médio".

Em Washington, Paris, Berlim e Moscou, diplomatas defenderam o aumento da pressão contra Ahmadinejad e manifestaram preocupação com a atuação do governo brasileiro. Em diferentes mensagens, a política externa brasileira foi criticada por atrapalhar os planos de sanções. O Brasil é tido como líder emergente que precisa ser atraído.

Segundo pesquisas nos documentos confidenciais ou secretos revelados até aqui, o Brasil entra na lista de preocupações das potências internacionais a partir do início 2009. Segundo relato do ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, ao embaixador americano em Moscou em abril do ano passado, o Brasil era usado como álibi por Ahmadinejad quando o assunto era o programa nuclear. (Continua).


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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Novo avião para Dilma? "Porquinhos" demais para transportar...

Bene, para levar os milhares de assessores palacianos seria necessário adquirir uma frota.
Evidente que a compra do Aerolula foi mal planejada. O prejuízo é dos cofres públicos.

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O conto proibido


Recentemente, o Tribunal de Justiça de São Paulo proibiu que a obra Os Cem Melhores Contos Brasileiros do Século continue sendo distribuída a alunos da rede estadual, por ter "elevado conteúdo sexual".

O conto que gerou a a decisão do TJSP é "Obscenidades para uma Dona- de- Casa", de Ignácio Loyola Brandão, que conta a história de uma mulher casada que recebe cartas anônimas de um homem.

Cito o primeiro parágrafo do perigoso texto:

Três da tarde ainda, ficava ansiosa. Andava para lá, entrava na cozinha, preparava nescafé. Ligava televisão, desligava, abria o livro. Regava a planta já regada, girava a agenda telefônica, à procura de amiga a quem chamar. Apanhava o litro de martíni, desistia, é estranho beber sozinha às três e meia da tarde. Podem achar que você é alcoólatra. Abria gavetas, arrumava calcinhas e sutiãs arrumados. Fiscalizava as meias do marido, nenhuma precisando remendo. Jamais havia meias em mau estado, ela se esquecia que ele é neurótico por meias, ao menor sinal de esgarçamento, joga fora. Nem dá aos empregados do prédio, atira no lixo. (Continua).
(Danke, Maria).

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Covarde é você, Caetano falastrão!


Caetano Veloso, essa celebridade baiana que fala sobre qualquer tema, da física quântica à biologia molecular (quem manda os jornalistas perguntarem, ora, bolas), escreveu artigo na Folhona de domingo atacando os signatários da petição "Chico, devolve o Jabuti". Eu também assinei, assim como muitos leitores do blog. Ouça aí, falastrão, abrace-se ao Chico do leite derramado: vocês enriqueceram durante a ditadura brasileira e nunca disseram nem sequer uma palavra contra as poucas ditaduras que ainda restam no mundo. Portanto, não somos nós os covardes.
Vá se roçar nas ostras, leãozinho!

Um trecho do artigo do Sr. Veloso:

Estou excursionando com Maria Gadú (não sei por que o acento agudo no nome dela, mas sei que ela é um talento autêntico), de modo que, desatento aos rumores do momento, tomei susto ao ouvir que eu estaria entre os assinantes covardes da petição que rola na internet com o título - em tom de ridículo brado - “Chico, devolve o Jabuti!”. Só não me decidi a expressar reação escandalosa porque li que o nome do próprio Chico (sim, Chico Buarque) está também incluído.

Leiam a reposta do Reinaldo. Quanto à petição, já conta com mais de 10 mil assinaturas. Quem quiser assinar, eis o link. Atentem para a baixaria dos petralhas, que já deixaram pegadas de lama e fezes no documento.

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domingo, 28 de novembro de 2010

Pegaram o Alemão!


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Dilma e Lula sumiram. E cadê a oposição?

Do historiador Marco Antônio Villa, sobre a guerra contra os narcotraficantes no Rio de Janeiro, que, ao que tudo indica, vai cair nos braços do Redentor mesmo...

Muitas questões estão no ar.
1. Onde está o presidente Lula? Em 8 anos de governo, nunca foi a uma zona de conflito, enchente ou algum outro tipo de tragédia. Só vai "numa boa", onde não pode ser questionado;
2. Onde está Dilma? Não pode sequer fazer uma visitar protocolar ao Rio? As UPPs não eram um modêlo para TODO o Brasil?
3. Já começaram as comparações: a mais ridícula é associar o Complexo do Alemão/favelas da Penha ao episódio de Canudos. nada mais falso;
4. E o governador (que sempre está viajando - preferencialmente para o exterior) Ségio cabral?
5. E o ministro da Defesa, que sempre gosta de posar vestido com uniforme de oficial do Exército? Para onde foi?
6. Vamos ver quanto tempo vai durar a ocupação. Para obter resultados são necessários muitos meses. Mas tem o custo político.
7. Logo vão botar a culpa no capitalismo e no imperialismo;

E A OPOSIÇÃO?

A oposição continua a mesma: não existe. Isto após receber "somente" 44 milhões de votos.
Poderia, sobre a crise no Rio, lembrar que:
1. defendeu a criação do Ministério da Segurança;
2. a Dilma disse que o "modelo" do Rio era tão bom que deveria ser um exemplo para o Brasil;
3. mostrar que o governo Lula ignorou o problema durante 8 anos.
4. Lula preferiu contruir um bondinho ao invés de defender (e criar condições) para explusar o tráfico dos morros;
5. apoiar as operações e criticar o governo não é oportunismo ou "faturar" com a tragédia. É fazer política.
6. a oposição poderia aproveitar o momento e apresentar as suas propostas para a área da segurança
8. E as ONGs?
9. E os políticos, tão fortes nestas comunidades?
10. Logo vai ocorrer um crime na Zona Sul que vai dar manchete. O "elemento" que cometeu o crime deve ser alguém vinculado ao tráfico. Aí surgiram os analistas que vão dizer que era melhor deixar o pessoal lá no morro, etc, etc.

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Sobrou para o Redentor?


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Cadê a Dilma?

Ninguém sabe por onde anda a presidente eleita. Por enquanto, os ministros anunciados são a continuidade do lulismo, com viés ainda mais esquerdista. Sobre a guerra do Rio de Janeiro contra os narcotraficantes (intermediários da cloaca bolivariana), nenhuma palavra.

É como diz o Radar, da Veja:

Ainda é cedo para cravar o estilo Dilma de governar. Mas os primeiros 28 dias depois de eleita só ajudaram a aumentar as evidências de que ela não é afeita à exposição à luz.


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sábado, 27 de novembro de 2010

O "defeito congênito" da América Latina

James Robinson, professor em Harvard e um dos colaboradores do livro Ficando para trás, organizado por F. Fukuyama (RJ, Rocco, 2010, ver margem à direita), fez observação interessante sobre um "defeito congênito" da América Latina. Cito parte das conclusões, feitas pelo próprio Fukuyama.

Os colonizadores espanhóis estabeleceram vários impérios escravagistas no Novo Mundo para extrair da terra recursos naturais e outras commodities; a grande maioria da população inicialmente não tinha privilégios, nem direitos de propriedade e não podia participar do sistema político para exigir maiores investimentos em educação, infraestrutura e outros fatores cruciais para o desenvolvimento.

Esta hierarquia social inicial se perpetuou mesmo depois do desmantelamento do sistema colonial, do estabelecimento de democracias formais e os direitos civis foram estendidos a segmentos maiores da população.

O caminho do desenvolvimento institucional na América britânica foi diferente. As tentativas iniciais de escravização das populações indígenas fracassaram, ao passo que o clima e a geografia encorajavam o assentamento de europeus em larga escala, a agricultura familiar e uma distribuição inicial de recursos mais equilibrada. Os colonizadores europeus trouxeram consigo instituições como direitos de propriedade e o sistema da lei pública, que eles aplicavam a si mesmos (mas não, é claro, à instituição da escravidão de sul-africanos).

O livro, que já mencionei aqui algumas vezes, trata da lacuna de desenvolvimento entre América Latina e Estados Unidos. O "defeito congênito" apontado por Robinson é apenas um dos fatores (históricos) dessa lacuna. Não é preciso dizer que o Brasil faz parte do continente atrasado: em muitos Estados, essa nefasta hierarquia social ainda continua forte. Não à toa, tais Estados são redutos fiéis do discurso populista.

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Não é a pobreza que gera a criminalidade. É a impunidade.

Espero que a luta contra o narcoterrorismo no Rio de Janeiro seja vencida pelo Estado, único detentor da violência física legítima.

Se desbaratarem os criminosos, as forças da lei enterrarão, de quebra, a ideia - senso comum no Brasil - de que a pobreza gera o crime.

Não, a esmagadora maioria dos pobres é honesta e, até hoje, vive sob o terror dos bandidos devido à ausência do Estado, que, enfim, se faz presente: é guerra mesmo.

Não é a pobreza, mas a impunidade que gera a criminalidade.

E que os sociólogos e antropólogos ideológicos calem a boca, como calada está. A Globo não deu mais voz a esses picaretas ongueiros que vivem da retórica dos "direitos humanos" - para eles, ao que parece, uma exclusividade dos violadores da lei. Das vítimas, eles jamais falam.

O Brasil inteiro tem que acordar: chega de impunidade! Que o Estado assuma seu papel de prover segurança aos cidadãos. É a sua função mais fundamental.

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Fogo!


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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

O Rio quer - e merece - liberdade.


Os tanques da Marinha têm ajudado bastante na luta contra os traficantes. Faltou, porém, a Força Aérea para bombardear os assassinos em fuga num lugar despovoado. Como se viu na TV, eles eram presa fácil - tanto que um foi atingido por um tiro.

As forças do Estado bobearam. Contra esses desumanos, haja metralhadora, bomba, míssil e, por que não, napalm para dissolver a cara dos hediondos que sempre aparecem com meia feminina nos cornos, bancando "vítimas da sociedade". Nenhuma piedade com esses vermes que queimam gente viva, como Elias Maluco fez com um jornalista da Globo e todos eles fazem com ônibus lotados ou automóveis particulares.

Guerra é guerra. Os facínoras escolheram a guerra. Nenhuma piedade. Que não haja prisioneiros.

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MPF recomenda suspensão imediata da licitação do trem-bala

O amigo Paulo Araújo enviou, nesta semana, post sobre os problemas do trem-bala, chamando a atenção para um documento de Marcos Mendes, consultor do Senado. Bene, boa notícia: o MPF do Distrito Federal recomendou suspensão imediata da licitação. Segue o texto do Paulo, a quem agradeço:

Devemos essa ao consultor do Senado Marcos Mendes.

MPF/DF recomenda suspensão imediata da licitação para o trem-bala Rio-Campinas

Antes, vamos reelembrar o que disse o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, quanto à “hipótese improvável” do Trem-Bala “apresentar dificuldade”:

“Garantia para trem-bala é "feita para não ser usada", diz Coutinho”

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, disse que a Medida Provisória 511 [...] é "o tipo de coisa feita para não ser usada".

"Quando o BNDES contrata um projeto muito grande, como Belo Monte ou o TAV, EM HIPÓTESE IMPROVÁVEL do projeto apresentar dificuldade, serão acionadas todas as garantias. NUMA HIPÓTESE ALTAMENTE IMPROVÁVEL de o projeto enfrentar um problema e as redes de segurança não funcionarem bem, isso poderia provocar um impacto negativo sobre o patrimônio de referência do banco, reduziria a capacidade do banco de emprestar e teria impacto sobre investimentos do país", explicou Coutinho. Por isso, a MP editada pela União é uma "garantia em última instância". "É apenas uma rede de segurança. É o tipo de coisa feita para não ser usada" (http://economia.ig.com.br/empresas/infraestrutura/garantia+para+trembala+e+feita+para+nao+ser+usada+diz+coutinho/n1237823578617.html

O princípio da infalibilidade do poder executivo é a principal marca das ditaduras, dos regimes totalitários e, no campo espiritual católico, do Vaticano.

PROBLEMAS

Um dos problemas apontados pelo Ministério Público é a imprecisão da estimativa de custos da implantação do trem de alta velocidade, atualmente orçada em R$ 34 bilhões. Segundo a procuradora da República Raquel Branquinho, a inexistência de projetos de engenharia detalhados, com um cenário realístico da quantidade de serviços de terraplanagem, estruturas portantes e área atingida, por exemplo, impede uma avaliação confiável do impacto sócio-econômico e ambiental causado pela obra. [...]

O MPF também sustenta que a fragilidade dos dados atualmente disponíveis compromete a estimativa das receitas a serem geradas pelo empreendimento, causando dúvidas, inclusive, sobre a própria viabilidade do empreendimento. De acordo com as apurações, não há estudos aprofundados acerca da demanda pelo novo serviço, tampouco uma avaliação criteriosa dos eventuais riscos, feita por instâncias independentes. [...]

Segundo a recomendação, o Tribunal de Contas da União não analisou questões essenciais da obra, como custo e demanda. O projeto do trem bala também não passou pelo Comitê Técnico para Projetos de Grande Vulto do Ministério do Planejamento - responsável por analisar projetos de infraestrutura acima de R$ 50 milhões – por estar incluído no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Veja aqui a íntegra. Procedimento Preparatório 1.16.000.003765/2010-66.

Os brasileiros pagadores de impostos parabenizam o consultor legislativo do Senado Marcos José Mendes pelo seu excelente trabalho de alerta que serviu ao embasamento técnico da recomendação de suspensão do MPF-DF.


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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Franklin Goebbels quer "refundar" o ministério da Comunicação Social. Minha proposta é extinguir.

O stalinista Franklin Martins, ex-terrorista que cavalga o ministério da Comunicação Social (e há comunicação que não seja social?), quer "refundar" a estrovenga (atenção, refundar será o termo mais usado em 2011).

Bene, por que refundar, se ele já transformou o ministério no DIP lulista? Talvez tenha em mente um Ministério da Verdade Oficial - e não duvido que terá apoio da "Comunicação Social", a área mais retrógrada e ideológica das universidades brasileiras.

É isto que eles chamam de "controle social da mídia". E eu, claro, sou um "reacionário"...

O ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, afirmou nesta quinta-feira, 25, que o Ministério da Comunicação Social “precisa ser refundado”. Martins abriu o Seminário Cultura de Liberdade de Imprensa promovido pela TV Cultura em São Paulo entre esta quinta e a sexta-feira, 26. No evento, que conta com a participação de juristas, jornalistas e políticos, Martins também voltou a defender uma nova regulamentação para a mídia e afirmou que a liberdade de imprensa não está ameaçada no País.(Aqui).


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Para o brejo, Brasil, com a Casa Vil !

Responsável pela violação do sigilo bancário do caseiro Francenildo, o deputado Antônio Palocci vai ocupar o lugar que já foi do mensaleiro Dirceu, da presidente eleita Dilma e de sua ex-secretária Erenice & famiglia. No governo Lula, virou mesmo a Casa Vil! E os jornais ainda designam a aceitação do cargo aviltado como "missão"...

O deputado Antonio Palocci Filho (PT-SP) será o novo ministro da Casa Civil. Ele foi convidado nesta quarta-feira, 24, pela presidente eleita, Dilma Rousseff, que comandou a pasta de junho de 2005 a março deste ano. Ex-ministro da Fazenda, Palocci preferia assumir um ministério de menor visibilidade, como a Secretaria Geral da Presidência, mas foi convencido por Dilma e pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva a aceitar a missão.


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Crime organizado? Não, Estado desorganizado.


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quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Alô, Serra: Lula é candidato a tirano eleito!

É na Venezuela chavista que usam a expressão "tirano eleito". Lula sempre quis ser esse tipo de déspota por aqui e vai continuar apitando no próximo governo. Serra tem razão em falar no eterno palanqueiro, mas deveria ter dito isto na campanha eleitoral. Agora é tarde, e leite derramado é com o antigo compositor cubano Chico Buarque.

O ex-governador José Serra (PSDB) respondeu nesta quarta-feira ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que cobrou um pedido de desculpas do tucano pelo episódio da "bolinha de papel" durante a campanha presidencial.

Serra disse que Lula está em campanha para 2014 ao "mentir" uma vez que foi de fato atingido por um objeto durante visita ao Rio de Janeiro --além de uma bolinha de papel.

"Ele continua fazendo campanha, talvez já tenha começado sua campanha para 2014, e dizendo mentiras inclusive muito pouco apropriadas para a figura de um presidente da República", afirmou.

Em duros ataques a Lula, Serra disse que o petista vai deixar uma "herança bastante adversa" para sua sucessora Dilma Rousseff (PT) com problemas na economia do país.(Continua).


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Por que temer o conhecimento?

Como sempre me interessei por problemas epistemológicos, ou seja, pelo conhecimento, gostei de encontrar em Isaiah Berlin - que tantas vezes mencionei aqui - uma ideia que também desenvolvi no segundo capítulo de meu livro A cruzada contra as ciências (quem tem medo do conhecimento?), lançado neste ano pela Editora da UFSC (ver margem ao lado):

Não é necessário acreditar que todo conhecimento sempre torna os homens mais felizes, mais livres ou moralmente melhores. As aplicações da ciência moderna, pode-se argumentar, têm aumentado a opressão, o perigo, a miséria em algumas esferas, bem como os têm diminuído imensamente em outras. Basta apenas aceitar, primeiro, que a descoberta da verdade é um grande bem em si mesma; segundo, que o único remédio real para as más consequências, quer da ignorância, quer do conhecimento, é mais conhecimento: uma compreensão mais clara do que está implicado, do que vale a pena buscar, dos meios e fins, das consequências e de seu valor. (....) O fato de nunca ser provável que saibamos o bastante não é razão para não procurarmos conhecer todo o possível; optar por menos é um derrotismo gratuito: uma rendição cega a forças que podem ser controladas.

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Conferência Anticorrupção, aqui? É para gargalhar...


Como o Grotão lulista é complacente com a criminalidade (ver post abaixo), o que inclui a corrupção indiscriminada e abençoada como "erro", nada melhor que fazer aqui mesmo a nova rodada marqueteira de uma tal "Conferência Internacional Anticorrupção". Só pode ser zombaria. Estou rolando de rir...

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terça-feira, 23 de novembro de 2010

A leniência do Brasil com o crime

Somos hoje o que os EUA eram nos anos 60

Vou citar um trecho do livro Freakonomics (RJ, Campus), de Steven Levitt e Stephen Dubner, que mostra exatamente o que o Brasil vive ainda hoje em relação à criminalidade: pura leniência, pura complacência. Depois comento.

Ao longo da primeira metade do século XX, a incidência dos crimes violentos nos EUA foi, de maneira geral, bastante constante. No início dos anos 60, porém, eles começaram a aumentar. Olhando para trás, é claro que um dos principais fatores a alimentar essa tendência foi um sistema judicial leniente. O índice de condenações caiu durante a década de 1960, e os criminosos condenados cumpriam penas menores. Essa tendência se instalou devido, em parte, à expansão dos direitos dos acusados. (...) Enquanto isso, os políticos mostravam cada vez mais complacência em relação aos criminosos. (...) Assim, alguém inclinado a agir de forma criminosa contava com incentivos a seu favor: uma possibilidade mais remota de ser condenado e, caso o fosse, uma pena mais curta como punição. Tendo em vista que os criminosos reagem como qualquer outra pessoa a incentivos, o resultado foi uma escalada da criminalidade.

Foi preciso algum tempo - e um bocado de turbulência política -, mas tais incentivos acabaram sendo reduzidos. Criminosos que antes teriam sido libertados - principalmente nos casos de delitos relacionados a drogas e de revogação da liberdade condicional - agora ficavam encarcerados. Entre 1980 e 2000, o número de acusados por crimes relacionados a drogas condenados à prisão aumentou 15 vezes. Muitas outras penas, sobretudo para crimes violentos, tornaram-se mais longas. Tudo isso gerou um efeito dramático. Em 2000, já havia mais de dois milhões de presos nas cadeias, aproximadamente quatro vezes mais do que em 1972, sendo que metade desse crescimento teve lugar na década de 1990.

Bene, voltando. Quanto à leniência com os bandidos, não resta dúvida de que, em relação aos EUA, não saímos ainda dos anos 1960 - já lá se vai meio século! Não é preciso dizer muito: nossa justiça, nossas igrejas e nossas "ciências sociais" são caridosas e benevolentes, assim como o jornalismo (ah, criminoso é sempre "vítima da sociedade injusta", isto é, do capitalismo). Nossos governos pouco ou nada fizeram, mas o lulismo dá caráter oficial e abençoado à leniência.

Quanto aos nossos "especialistas" na área (sociólogos, antropólogos, geralmente dirigindo Ongs), fazem belos discursos, mas repetem os velhos estereótipos. Preocupam-se mais com o bem-estar dos presos do que com a segurança dos cidadãos.

Direitos dos prisioneiros, aqui, constituem um privilégio em relação aos direitos humanos em geral.

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O Rio "pacificado"


Bandido não tem que ser "pacificado", mas preso. Não há outro remédio para assassinos. O resto é "marquetagem" do governador Cabral e dos picaretas que se intitulam "especialistas" em criminalidade, com seu discurso ongueiro e petralha, sempre incentivando a leniência do Estado em relação à bandidagem.

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"Sentido da vida"?

Do filósofo Isaiah Berlin (1909-1997) - que jamais acreditou no "consolo" da filosofia -, a respeito do "sentido da vida", sobre o qual, na velhice, sempre era questionado:

Quanto ao sentido da vida, não creio que tenha algum. Não pergunto de modo algum qual é, mas desconfio que não tenha nenhum, o que é um motivo de grande conforto para mim. Fazemos dela o que podemos, e é só o que existe a respeito. os que buscam um libreto de Deus, profundo, cósmico e abrangente...estão, creia-me, pateticamente enganados.

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O bandoleiro siciliano

Um bandoleiro siciliano, no leito de morte, ouve o padre pedir-lhe que perdoasse seus inimigos.

- Padre, eu não tenho nenhum, porque matei todos.

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Tampinha moribundo da Coreia quer guerra


O tenebroso ditador Kim Sun il já está com o pé na cova, mas continua provocando. Bene, bom seria que a comunidade internacional pudesse bombardear o bunker do tirano. Aliás, todos os ditadores deveriam ser depostos, por bem ou à bala. O que eles praticam é crime de lesa humanidade.

Fanáticos ideológicos serão o grande incômodo no século em curso, sejam os islâmicos, seja o restolho comunista.

O Exército da Coreia do Norte realizou nesta terça-feira, 23, uma série de disparos de artilharia em sua costa ocidental contra o território sul-coreano na zona fronteiriça do Mar Amarelo. Os disparos deixaram ao menos dois soldado sul-coreanos mortos e 17 militares e três civis feridos, informou a agência sul-coreana Yonhap.

As autoridades sul-coreanas declararam que o ataque norte-coreano viola o armistício firmado entre as nações após a guerra na Península Coreana, em 1953. Além disso, o Ministro da Unificação de Seul disse que as negociações com a Cruz Vermelha, nas quais seriam discutidas as ajudas a Pyongyang, foram adiadas indefinidamente. (Continua).


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Essa é de estimação


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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Lula 2011, representante das tiranias africanas.

Durante sua presidência, o Pequeno Timoneiro fez tantas viagens a países africanos que vivem sob tirania que agora se transformará em seu representante autodesignado. Claro que a África do Sul e outras nações um pouco mais democráticas não precisam de sua "ajuda". Lula gosta mesmo é de Burkina Faso - onde criou uma embaixada no ano passado - e do Zimbábue, que vivem sob as botas de ditadores sanguinários há décadas: Blaise Campaoré , no primeiro caso (23 anos de poder); e Robert Mugabe, no segundo (30 anos de despotismo, foto ao lado). Ambos estão na lista dos piores tiranos do mundo, junto com Ahmadinejad e Chávez - todos, para variar, amigos de Lula.

O Instituto Lula vai se dedicar principalmente a obras e ações na África, o continente mais pobre do planeta. Esse será um dos pilares da atuação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a partir de janeiro, quando termina oito anos de mandato como chefe de estado. As informações são de Gilberto Carvalho, chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Carvalho garante que uma das opções avaliadas é o estabelecimento do Instituto em um edifício que será alugado na região do Ibirapuera, em São Paulo. "A ideia é depois adquirir o imóvel", disse. "O local será usado de memorial e também como plataforma política", explicou Carvalho.

nternamente, Lula deve acompanhar as reformas políticas no País. No exterior, seu alvo será mesmo o de ajudar a África", disse Carvalho que, ontem, explicou ao Vaticano os planos de Lula ao terminar o governo e que o interesse do presidente pela África "foi muito bem recebida pela Santa Sé".

Lula terminará sua presidência sendo o chefe de estado brasileiro que mais viagens realizou pela África. Foram doze em oito anos. Segundo o chanceler Celso Amorim, a África, se tomada como uma unidade, já seria hoje o quarto maior parceiro comercial do Brasil no mundo. (Continua).


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Trem-Bala: solução ou problema?

Recebi do leitor Paulo Araújo, a quem agradeço, um texto que alerta para os perigos do Trem-Bala que o governo tenta empurrar sem grandes discussões:

Estou enviando aos blogs que visito um alerta para o absurdo que deve se concretizar no próximo dia 29. Não sei se você está acompanhando o caso do Trem-Bala. Esta seria uma pauta urgente para a nossa imprensa. Mas muito pouco ela tem se dedicado a mais esse absurdo. Quanto aos nossos congressistas...

Paulo Roberto Almeida indicou no blog um artigo do economista consultor do Senado Marcos José Mendes. Li o texto, que é muito bom. O artigo com menos de 30 páginas está muito bem escrito, traz informações novas e relevantes e tudo isso em linguagem acessível ao leitor não familiarizado com o "economês".


O artigo alerta, entre outras coisas, “que o comprometimento financeiro do Tesouro previsto no edital de licitação do TAV já é suficientemente grande para que ele se torne um projeto grande demais para falir e tenha alta probabilidade de ter custos e operações absorvidas pelo Estado em caso de fracasso do operador privado”.

Mansueto Almeida mostrou em seu blog que o que ocorreu na Itália leva todo jeito de se repetir no Brasil: "Trem Bala na Itália – Aumento da Dívida Pública e do Déficit Púbico".

Há um estudo de 2009 do U.S. Government Accountability Office (GAO) a respeito do High Speed Passenger Rail nos EUA.

Resumindo, os textos fornecem elementos empíricos suficientes para corroborar a hipótese pouco discutida no Congresso e na imprensa de que os custos de construção estimados pelo governo estão bastante deprimidos. No caso brasileiro, a quantidade de túneis, viadutos e desapropriações indicam que o custo de construção estimado pelo governo está claramente subestimado.

No estudo do GAO, é mostrado que nos países visitados (França, Espanha e Japão) não há expectativa por parte dos governos de retorno do investimento com a cobrança de tarifas. No máximo, a venda de bilhetes cobre apenas os custos de operação do sistema. Entre outros problemas, a autora do estudo chama atenção para que se tenha, no âmbito governamental americano, muito cuidado na elaboração de estimativas, tanto de custos de construção quanto de demanda pelo serviço. As estimativas de demanda são formuladas a partir de modelos cujos dados podem ser manipulados. A autora enfatiza que é muito difícil que um auditor externo consiga aferir o grau de confiabilidade desses dados. O grande nó é a estimativa de demanda pelo serviço, ela alerta.

Enfim, tudo indica que a se concretizar o leilão do dia 29 estaremos dando um passo à frente e sem retorno para a criação da futura TAVBRAS.

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Incompetência militante na CEF

Quem é cliente da CEF sabe como é difícil fazer saque em máquina em qualquer lugar do país: invariavelmente, a coisa está avariada ou não tem dinheiro. Mas quem já considerava que esse banco é o pior do país para com os clientes, agora tem mais uma razão para protestar: nem mais os serviços via internet funcionam.

Acho que a CEF está sob (des)controle da militância petralha. Nunca houve tanta incompetência.

Ainda por cima, querem empurrar todo o serviço para as lotéricas, que não têm segurança alguma.

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domingo, 21 de novembro de 2010

Outro livro sob censura


Depois de Monteiro Lobato ter sido denunciado por "racismo" pela estupidez politicamente correta introduzida no Grotão, agora é a vez de outros escritores contemporâneos enfrentarem censura. O espantoso é que, cada vez mais, a tesoura passe pelo Judiciário. Quando nem a ficção escapa, é sinal de que vivemos praticamente sob ditadura.

Depois de o Conselho Nacional de Educação (CNE) recomendar que o livro Caçadas de Pedrinho, de Monteiro Lobato, não seja distribuído às escolas públicas por ser considerado racista, o Tribunal de Justiça de São Paulo proibiu que a obra Os Cem Melhores Contos Brasileiros do Século continue sendo entregue a alunos da rede estadual. De acordo com a decisão, em caráter liminar, a obra contém “elevado conteúdo sexual, com descrições de atos obscenos, erotismo e referência a incesto”.
(...)
O livro reúne contos de autores brasileiros publicados a partir de 1900, entre eles Machado de Assis, João do Rio, Lima Barreto, Carlos Drummond de Andrade, Clarice Lispector. A principal motivação para o tribunal vetar a obra seria o texto Obscenidades para uma Dona de Casa, de Ignácio Loyola Brandão, que conta a história de uma mulher casada que recebe cartas anônimas de um homem.
A decisão do tribunal diz que o texto é “inapropriado para estudantes do segundo ciclo do ensino fundamental e do ensino médio, que têm entre 11 e 17 anos, sem desmerecer, em hipótese alguma, a qualidade técnica e literária das obras.”(Continua).
(Gracias, Shami).

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A herança lulista


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Isaiah Berlin, uma biografia.


O historiador canadense Michael Ignatieff escreveu excelente biografia do pensador Isaiah Berlin, um dos filósofos que melhor retratou as agruras e os avanços do século XX, sempre defendendo as liberdades. Trata-se de uma obra que não se resume apenas à vida social e familiar do filósofo, mas encara seus escritos fundamentais, comentados com clareza difícil de encontrar até mesmo nos intérpretes de Berlin. Sirva de exemplo o que diz sobre a aula inaugural pronunciada em 1958, que se tornou um clássico do pensamento berliniano: "Dois conceitos de liberdade".

(...) Os liberais "querem conter a autoridade como tal", enquanto os outros "querem que ela seja colocada em suas mãos". A liberdade negativa era o núcleo de um credo político corretamente liberal: deixar os indivíduos em paz para fazerem o que quiserem, contanto que sua liberdade não interfira na liberdade dos outros. A liberdade positiva era o núcleo de todas as teorias emancipatórias da política, da socialista à comunista: pois todas essas doutrinas desejam usar o poder político para libertar os seres humanos e deixá-los realizar algum potencial oculto, bloqueado ou reprimido.

Ele afirmava que o Iluminismo europeu era dividido por uma contradição fundamental: entre afirmar que os homens deviam ser livres para escolher e insistir em que só deviam ser livres para escolher o que fosse racional desejar. (....) Mas o resultado fora uma tirania comunista conceitualmente construída com base na doutrina da falsa consciência - a ideia de que os homens podem estar tão alienados pelas condições burguesas de suas verdadeiras necessidades que teriam de ser reeducados pelo estado e obrigados a ser livres. Essa era a "estranha inversão" para a qual tendia fatalmente a doutrina da "liberdade positiva": começar com um ideal de liberdade como autodomínio e terminar com a ditadura do proletariado dos engenheiros da alma humana de Stálin.

O sentido da posição de Berlin era que o liberal não acredita numa hierarquia de eus interiores (superior, inferior, verdadeiro, falso), nem que possa haver jamais uma solução política para a experiência de divisão humana interior. Os seres humanos são o que são, e uma política liberal trata apenas do que os seres humanos dizem que querem. Suas preferências podem ser contestadas e é possível a persuasão, mas a coerção - em nome do que poderiam preferir, se pudessem ver com mais clareza - é sempre ilegítima. As preferências reveladas de homens e mulheres comuns devem ser o limite e também o árbitro de toda política prática.

E Ignatieff conclui:

Berlin era muitíssimo cético, portanto, sobre a ideia, defendida desde Aristóteles, de que os homens são "animais políticos". O desejo de participar era simplesmente o desejo de ser reconhecido pelo próprio grupo, o desejo de ter um lugar. Não havia motivo para supor que a participação, o exercício da cidadania, melhoravam o caráter humano. A política era um elemento inevitável, afirmava, simplesmente porque as metas humanas estavam em conflito. A política não era uma atividade emancipatória, era apenas necessária.

Isaiah Berlin (Uma vida), lançado em 2000 pela Record, é portanto uma boa introdução às próprias reflexões do filósofo, um liberal atípico que, aos poucos, vem sendo traduzido no Brasil de tradições autoritárias.

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sábado, 20 de novembro de 2010

Também tenho vergonha...

...e, portanto, assinei o manifesto "Chico, devolve o Jabuti". Como já se sabia, seu Leite Derramado, embora classificado em segundo, levou o grande prêmio.

Chico derrama leite pelo tirano Fidel Castro, por Lula, por Dilma.

L. Schwarcz, dono da Cia. das Letras e editor de tudo quanto é livro esquerdinha, sai em defesa de Chico e ataca Reinaldo de Azevedo. Vamos conferir lá no Reinaldo.

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Réquiem para o contribuinte

O Imposto de Renda raspa cada vez mais fundo - principalmente para quem desconta na bica e nem sequer pode sonegar:

O imposto de renda pega cada vez mais fundo - e, Desde o início do Plano Real, há mais de 15 anos, a história do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) tem sido a história do aumento disfarçado da carga tributária. É cada vez maior a fatia de sua renda que o trabalhador brasileiro precisa entregar para a Receita Federal. Mesmo nos anos em que o Fisco - sempre implacável quando se trata de buscar meios para assegurar o crescimento real da arrecadação - aceitou a contragosto a imposição legal de corrigir a Tabela do IRPF, muitas vezes a correção não foi suficiente para evitar o aumento da carga tributária. Mas o pior para os contribuintes é quando nem essa correção insuficiente lhe é assegurada, como, a persistirem as regras atuais, acontecerá em 2011. O aumento do imposto será muito maior.
Muitas vezes, nos últimos anos, o contribuinte teve de lutar para evitar que o Leão avançasse cada vez mais sobre sua renda. Na década passada, no período de consolidação do Plano Real - cujos efeitos para a renda de todos os brasileiros foram, indiscutivelmente, benéficos -, a Receita rejeitou todas as formas de correção da Tabela do IRPF alegando que o objetivo do plano era justamente a desindexação da economia. Manteve, porém, a correção de suas receitas.(Editorial do Estadão).

E, como o Leão não descansa, faço eu uma pausa.

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sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Os verdadeiros neurônios da Dilma


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Universidade dedicada ao conhecimento ou a serviço das ideologias?


Se pensarmos em alguns núcleos incrustados nas "ciências humanas e sociais", a resposta pende a favor das ideologias. Aliás, nessa área não se costuma distinguir conhecimento de ideologia (ah, a ciência "burguesa", o saber a serviço do "capital"). Os fantasmas de Lênin, Che Guevara et caterva ainda perambulam nos campi.

O amigo blogueiro Paulo Roberto de Almeida, que é também um escritor prolífico, flagrou um desses núcleos na UnB - talvez a mais ideológica das universidades brasileiras - em louvação ao assassino Che e à ditadura familiar cubana. Cito um trecho:

Eu por vezes me pergunto: para que serve, exatamente, uma universidade?
Ora, para transmitir o saber, me responderiam, na lata, como se diz...
Bem, se é para transmitir o saber, eu me pergunto por que, exatamente, um centro, supostamente dedicado a "Estudos Avançados Multidisciplinares", precisa aproveitar o 15. aniversário de criação de um "Núcleo de Estudos Cubanos" -- que se imagina voltado não tanto para estudos realmente cubanos, e sim mais para a defesa de uma ditadura hoje indefensável -- para realizar uma exposição como a que vai relatado abaixo, sobre a "Solidariedade Internacionalista" e em torno da figura de Ché Guevara?
Não é preciso lembrar aos mais jovens -- que devem eventualmente se enternecer romanticamente com aquela famosa foto do personagem de boina preta e cabelos desgrenhados, numa simbologia próxima a desses Cristos medievais de semblante torturado, encimando a famosa frase ensinando que "hay que endurecerse..." (ops!) "... sin perder la ternura jamás" -- que o guerrilheiro heróico morreu na Bolívia em 1967, numa infeliz tentativa de produzir "quatro, cinco Vietnãs na América Latina", e que desde então, a única coisa que se tem, do personagem, é a sua exploração política pela ditadura cubana e sua exploração mercantil por milhares de fabricantes de camisetas e de buttons em volta do mundo.
Tampouco seria preciso lembrar que essa coisa de "Solidariedade Internacionalista" é uma invenção do stalinismo, para a III Internacional, que na prática significava que todos os partidos comunistas nacionais deveriam se colocar obrigatoriamente a serviço do PCUS, ou melhor dito, dos interesses nacionais da União Soviética, mais especificamente da ditadura stalinista e da figura do ditador supremo, ele sim o "Guia Genial dos Povos".
Talvez o mesmo ocorra com o "NESCUBA", servilmente colocado à disposição dos interesses da ditadura cubana na UnB.
Alguém ainda acredita na tal de "revolução cubana" e na "solidariedade internacionalista" com esse personagem que tem mais fama do que resultados? (Continua).

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Dilma "assessorou assaltos a bancos"

A Folhona, que entrou com ação para ter acesso ao processo contra Dilma no STM, dormiu no ponto. O Globo saiu na frente, revelando que a presidente eleita chefiou greves e "assessorou assaltos a bancos". Detalhe: "nunca se arrependeu". Clique para ler.


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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Grotão da impunidade precisa de mais prisões

O primeiro réu do caso Celso Daniel, ex-prefeito próximo de Lula, foi enfim julgado. Recebeu pena, mas continua em lugar incerto e não sabido (para utilizar o grotesco linguajar jurídico).

Trocando em miúdos: o assassino continua em liberdade, como outros 400 mil condenados no Grotão lulista, onde apenas 400 mil criminosos estão presos. É isto mesmo: metade está na cadeia, metade continua livre para infernizar a vida dos cidadãos.

Não há prisão suficiente, mas ouso dizer que, como primeiro passo para acabar com a impunidade, é necessário construir penitenciárias, atualmente um gênero de primeira necessidade. Atenção, protetores de bandidos, isto até melhoraria a situação dos atuais presos, hoje em celas abarrotadas.

Mas que político defenderá a construção de prisões?


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Por que a América Latina é mais atrasada que os EUA?


Do livro Ficando para Trás (Explicando a crescente distância entre América Latina e Estados Unidos), organizado por Francis Fukuyama (Editora Rocco, 2010), cuja leitura recomendo:

Uma das formas mais óbvias pela qual o desenvolvimento nos Estados Unidos diferiu daquele da América Latina diz respeito às instituições políticas. Os Estados Unidos são a mais antiga democracia do mundo com existência contínua, o país que, em muitos aspectos, inventou a democracia moderna. Embora a América Latina seja, como um todo, mais democrática do que outras partes do mundo, inclusive a Ásia em rápido desenvolvimento, nenhum país latino-americano teve uma história ininterrupta de governo democrático e os desvios na região, em termos de governo autoritário, repressão de direitos humanos, conflitos civis e violência, foram frequentemente severos.

Democracia e domínio da lei são fins em si mesmos e estão obviamente relacionados com a capacidade de uma sociedade de alcançar outros objetivos, como crescimento econômico, justiça social e inclusão política. Portanto, compreender como e por que as instituições políticas diferem entre os Estados Unidos e a América Latina é fundamental para a compreensão do enigma maior do atraso desta última região.

Você pode adquirir a obra na Seção Livros, na margem direita do blog.

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Vargas Llosa: o objeto que melhor representa a civilização não é o livro, mas a privada.


Do Prêmio Nobel de Literatura 2010, Mário Vargas Llosa:

A primeira conclusão dessa leitura é que o objeto que representa a civilização e o progresso não é o livro, o telefone, a Internet ou a bomba atômica, e sim a privada. Onde os seres humanos esvaziam a bexiga e os intestinos é determinante para saber se ainda estão mergulhados na barbárie do subdesenvolvimento, ou se já começaram a progredir. As conseqüências desse fato simples e transcendental na vida das pessoas são vertiginosas. No mínimo um terço da população do planeta - uns 2,6 bilhões de pessoas - não sabe o que é um sanitário, uma latrina, uma fossa séptica, e faz suas necessidades como os animais, no mato, à beira de córregos e mananciais, ou em sacolas e latas que são jogados no meio da rua. E mais ou menos 1 bilhão utiliza águas contaminadas por fezes humanas e animais para beber, cozinhar, lavar a roupa e fazer a higiene pessoal. Isso faz com que pelo menos 2 milhões de crianças morram, a cada ano, vítimas de diarréia. E que doenças infecciosas como cólera, tifo e parasitoses, causadas pelo que o relatório chama eufemisticamente de "falta de acesso ao saneamento", provoquem enormes devastações na África, na Ásia e na América Latina, constituindo a segunda causa de mortalidade infantil no mundo. (Continua).

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Enem: incompetente e ideológico

O Enem não é incompetente apenas do ponto de vista técnico. As provas elaboradas também são um desastre. Reinaldo Azevedo foi no alvo:

Prometi escrever sobre a prova do Enem. A indignação quase me paralisa. O MEC, deste incrível Fernando Haddad, comete um crime contra a educação brasileira. É isto: trata-se de um exame intelectualmente criminoso, que soma inépcia e pretensão, patrulha ideológica e proselitismo libertário, simplismo e pernosticismo. Como o Enem quer ser “o” vestibular nacional, ele concorre é para desorganizar o que eventualmente pode haver de sólido no ensino médio. Deveria ser o principal elemento a forçar a definição de um currículo mínimo nacional se desse ao menos pistas do que pretende. Mas é impossível saber. As 45 questões desse cretinismo chamado “Linguagens e Códigos e Suas Tecnologias”, cinco delas de língua estrangeira, testam uma única coisa: interpretação de texto. As outras 45 de “Ciências Humanas e Suas Tecnologias” são uma peneira para testar o “cidadão consciente” — desde que ele entenda minimamente o que lê. A prova do Enem seleciona os estudantes que, não sendo analfabetos funcionais, estão cheios de boas intenções e sentimentos de cidadania. Não busca os mais aptos, os mais sabidos ou os mais informados, mas os menos energúmenos de bom coração.

As 40 questões sobre o que um dia já foi “Língua Portuguesa e Literatura” —disciplina rebaixada a “Comunicação e Expressão” antes de ganhar aquele nome que Paulo Francis chamaria “pseudo” — nada cobram: leitura de livros, conhecimento de gramática, repertório… O governo brasileiro, que estatizou o vestibular, não pede que a escola seja mais eficiente ao ensinar literatura e gramática: ele simplesmente as tornou a dispensáveis. O texto é longo, sim. Tomou uma boa parte da minha madrugada. Apelo à paciência de vocês. É preciso expor a miséria a que chegamos. Deixarei as tais ciências humanas para outro dia.(Continua).


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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Conexão USB é coisa do Demo?


Para um pastor doido lá do interior de São Paulo, não há dúvida. O símbolo dessa tecnologia, como se sabe, é um tridente.

Conclusão do "apóstolo": o tridente é usado para torturar almas que vão para o inferno. Usar um simbolo daqueles apenas mostra que todos usuários dessa pífia tecnologia são, de fato, adoradores de satã.

Sem comentários...

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Argumentos e explicações

Geralmente eles são confundidos, mas argumentar é uma coisa, explicar é outra. Saber disso não provoca dor de barriga:

O propósito de um argumento é oferecer uma razão para sustentar uma crença apresentada por uma das partes num diálogo. Essa crença é, por vezes, aquilo de que duvida quem responde, no contexto do diálogo. É uma proposição que está em debate ou que não foi estabelecida. Supostamente, um argumento apresenta uma boa razão para que quem responde acabe por aceitar essa proposição como verdadeira, removendo assim a dúvida. O propósito de uma explicação é ajudar quem interroga, que não compreende algo. Assim, o conceito de explicação, tal como o de argumento, baseia-se no diálogo, no sentido em que envolve uma troca conversacional entre dois participantes. No caso em que quem responde oferece uma explicação a quem pergunta, uma certa função deve ser cumprida. Para a explicação ser útil, deve cumprir uma função de clarificação, o que significa que deve ajudar quem pergunta a compreender algo que não compreendia antes. Uma explicação útil deve tornar claro o que era duvidoso para quem pergunta, exprimindo-o em termos com que este está familiarizado ou que já compreende. Num diálogo, um pedido de explicação toma a forma de uma pergunta que pede ajuda para compreender algo. (Continua).

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O que sobrou para Lula? Secretariar a Unasul...lá em Quito!

Para quem se julga o maior presidente do Brasil e ambicionava até a direção da ONU, eis o que pode sobrar: um carguinho na Unasul, grupo de tiranetes cucarachos. Bem feito!

O diabo é que, por imposição de Chávez, o verdadeiro chefe da Unasul, a secretaria ficará sediada em Quito.

Vai, Lula, vai...

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