Cobram-me que fale da revolta no Egito, mas prefiro aguardar o desfecho dos acontecimentos. Sinceramente, não acredito em "revoluções democráticas" na esfera islâmica. Enquanto não houver separação entre secular e religioso (ou seja, entre Estado e religião), nada mudará no mundo árabe-islâmico.
O ditador Mubarak é mais ou menos secular e o levante contra ele pode conduzir a outra ditadura, desta vez teocrática, como aconteceu no Irã dos aiatolás. Sou contra qualquer tipo de ditadura, mas acho que as teocracias são as mais nefastas.
Aguardemos, pois, sem precipitação.
22 comentários:
vamos aguardar. pra que postar?
TÔ na área
Para um país com mais de SETE mil anos(7.000)de história,já passou por DEZ pragas catastróficas e ainda tem fôlego para se manifestar,devemos ficar bem quietos pois temos pouco mais de 500 anos,estamos sob uma (01)praga e não sabemos se sobreviveremos a ela ainda e tampouco fazemos manifestações.
Ops: tem manifestação de cotas,passe livre,aumento de bolsas e terras para quem não sabe diferenciar uma enxada de um catavento.
fui...
A mais nefasta de todas não era uma teocracia, era?
Tambosi,
O problema é q o Islã não rima com DEMOcracia. Rima com TEOcracia. Não adianta, está no cerne do Islã. Desde o início da religião foi assim, e assim continuará sendo. Não apenas isso, mas como tb no dever de acabar com os "infiéis", violação sistemática dos direitos das mulheres, dos homossexuais, etc.
Não existe radicalismo islâmico. O próprio islã é radical. O "islã moderado" apenas não segue TODOS os ensinamentos de Mohammed.
tô na área
Alô Morena Flor
Boa entrevista que desnuda o Islã para nós leigos:
http://olhonajihad.blogspot.com/2010/09/isla-270-milhoes-de-cadaveres-em-1400.html
fui...........
Obrigada, Anônimo!
Telefonema recebido, hehehehehehehe! xD
Sim, já li esta entrevista, bem esclarecedora!
Mas vale a pena reler, para detonar com toda essa onda "politicamente correta" que vê o islã como qualquer outra religião - o q de fato não é verdade.
;)
Eu não vejo vantagem em hierarquizar ditaduras. A única diferença entre o Mubarak e o regime do Irã é que o primeiro não bufa contra o Ocidente: de resto o esquema é o mesmo no estilo da governação.
Aliás, as ditaduras mais sangrentas tb foram seculares.
Mas é interessante notar que esta revolução utiliza a internet e o celular como "arma". O primeiro lugar onde isso aconteceu foi na Espanha após o atentado na estação de Trem, quando o PSOE ganhou as eleições.
Apostaria que a guerra agora vai se dar muito mais na cultura e detenção dos meios de propagação do que nas pontas de fuzis
A situação no Egito, não permite muito de esclarecimento. Mas, supõe-se, que um dos grandes atores deva ser os militares, como sempre ocorreu na região, do que unicamente organizações islâmicas tidas como radicais. Não necessariamente na repressão, mas no direcionamento político e talvez até mesmo no poder do Estado. Supõe-se que as conversações definitivas ocorram entre os militares, que já aparecem ocupando espaço político com o enfraquecimento de Hosni Mubarak e as organizações, como a Irmandade Muçulmana, que tem, há muito tempo, forte penetração nos meios populares. Esta era fortemente reprimida pelo governo Mubarak. Incógnitas são as tendências políticas de oposição laicas e ao que parece, moderadas, como a de Mohamad El Baradei. Apesar dele ter-se apresentado, surgiu muita oposição ao seu nome. Outro aspecto pode estar no nível de penetração que tenha a Irmandade Muçulmana no meio militar. Assim, seria pouco provável o surgimento de outras forças capazes de liderarem algo mais definitivo que não os militares e a Irmandade Muçulmana, em caso de queda de Hosni Mubarak.
Dawran Numida
"Aliás, as ditaduras mais sangrentas tb foram seculares".
A DESPEITO de serem seculares, CFE. Pq as religiosas, são o q se vê nas teocracias: Matam em nome de uma religião. Tanto as "seculares" qto as religiosas matavam - e matam - em nome de determinada ideologia(política, religiosa ou ambas), para manter o poder, etc. As seculares mataram muita gente sim. Mas não em nome do secularismo, mas, principalmente,volto a dizer, em nome de ideologias e para manter o poder, dentre outras coisas.
Aliás, essa história de "mais sangrenta e menos sangrenta": Não gosto nenhum pouco dessa história de "quem matou mais - quem matou menos. Não importa quem matou menos ou mais. Ditadura assassina é ditadura assassina, ponto. Não gosto é de ver o q acontece em muitos debates, gente praticamente fazendo campeonato de "matança" entre, por ex, a inquisição católica X ditaduras comunistas. Ora, matou pessoas é assassino, não importa se matou 1 ou matou 1000.
A Morena Flor é radical. Pelo que ela afirma, se um assaltante invadir sua casa e ela atirar matando-o, ela é tão assassina quanto o assaltante, caso este tivesse matado algum de seus familiares. Icrível! Para a justiça seria muito simples condenar qualquer um que cometesse assassinato. Não interessam os motivos, matou é assassino, portanto, cana nele. Os advogados deveriam ficar com a pulga atrás da orelha caso a Morena fosse convidada para o ministério da Justiça.
Morena Flor,
Como "a despeito" ? Nenhum regime de governo é isento de assassinatos, nem mesmo as democracias, isso o que vc diz é um absurdo porque estabelece uma equivalência entre laicismo e paz. Aliás essa contraposição "inquisição católica x ditadura comunista" é risível sim sobretudo porque todos os flagelos impostos no primeiro eram regulados e tinham como objetivo primeiro não destruir o acusado enquanto no segundo a arbitrariedade reinava: e repare na diferença de séculos e a mentalidade adiantada que já possuia a Igreja então.
Governantes de estado, democráticos inclusive, sabem que para se manter no poder tem de personificar um conjunto de valores reconhecido pelos governados como seus. Quanto maior for essa ligação maior será o poder e o motivo desse reconhecimento na figura do líder é cultural ao contrário do que muita gente julga. Está aí Lula para provar o que eu digo, que pode fazer o que quer e bem entende pois a populaça ratifica tudo.
O que vc e muita gente não repara, é que a religião dispõe de corpos administrativos institucionais bastantes articulados e coesos, tal qual as forças armadas: por isso no vácuo que muita vez se forma são as únicas capazes de impor a ordem. Aí depois vem o pessoal do tambor e da bandeirada, que só está de pé por não ter sido eliminado pelos verdadeiros radicais, fazer o estrondo.
E desculpe-me mas seu nivelamento de todos os comportamentos tidos como reprováveis independente da escala dispendida, objetivos e preparação é rasteiro.
"Os advogados deveriam ficar com a pulga atrás da orelha caso a Morena fosse convidada para o ministério da Justiça".
MENOS, ign, menos.
Qdo falei acima sobre mortes em regimes autoritários não apontei as exceções. Admito a existência delas, lógico. Matar p/ se defender e defender a sua família, por ex é uma delas. Falei aí sobre matar por conta de autoritarismo, ideologias, etc.
Entende agora?
"Morena Flor,
Como "a despeito" ? Nenhum regime de governo é isento de assassinatos, nem mesmo as democracias, isso o que vc diz é um absurdo porque estabelece uma equivalência entre laicismo e paz".
Ora, CFE, falei "a despeito", pq o secularismo EM SI não é a favor de assassinatos em nome de ideologias - assim como o são muitas religiões, incluindo o próprio cristianismo tb. São as ideologias - muitas delas, "seculares",diga-se, assim como muitas de cunho religioso(ou apoiados por religiosos) - que cometem atrocidades em nome de seus próprios "ideais".
"Aliás essa contraposição "inquisição católica x ditadura comunista" é risível sim sobretudo porque todos os flagelos impostos no primeiro eram regulados e tinham como objetivo primeiro não destruir o acusado enquanto no segundo a arbitrariedade reinava"
Os flagelos impostos pela religião na inquisição iam desde torturas, confiscos de bens e até a morte. Giordano Bruno "q o diga". Nas ditaduras comunas, tb ocorrem confiscos(lembro-de de uma reportagem, se não me engano, da veja, dizendo q se alguém reforma a casa em Cuba, o regime de Fidel confiscava), assassinatos, tortura, etc. Em essência, as ocorrências se assemelham, só "mudam de endereço". Primordialmente, a igreja aí visava a defesa da fé(ou melhor, da PRÓPRIA fé), o comunismo prezava pela defesa de seus ideais. A diferença aí é q o cristianismo não tem uma essência autoritária, enquanto q o comunismo, sim.
"e repare na diferença de séculos e a mentalidade adiantada que já possuia a Igreja então".
Em algumas coisas, sim. Em outras, não.
"Governantes de estado, democráticos inclusive, sabem que para se manter no poder tem de personificar um conjunto de valores reconhecido pelos governados como seus. Quanto maior for essa ligação maior será o poder e o motivo desse reconhecimento na figura do líder é cultural ao contrário do que muita gente julga. Está aí Lula para provar o que eu digo, que pode fazer o que quer e bem entende pois a populaça ratifica tudo".
Sim, as DEMOCRACIAS. Pq ditaduras tb têm esses elementos q vc falou, somando-se a eles, o uso da força opressiva, para GARANTIR sua permanência no poder. Na democracia, um partido simplesmente seduz as massas com suas promessas. Em uma ditadura, além de seduzir a população com suas promessas, usa de todo o aparato repressor possível a fim de se manter no poder, pela força.
"O que vc e muita gente não repara, é que a religião dispõe de corpos administrativos institucionais bastantes articulados e coesos, tal qual as forças armadas: por isso no vácuo que muita vez se forma são as únicas capazes de impor a ordem".
O que não quer dizer que sejam melhores do que algumas outras formas de autoritarismo. Tando as forças armadas, como a religião, ou até mesmo ideologias de cunho secular podem sim descambar para o autoritarismo. Acontece q em muitas situações existem verdadeiras "sinucas de bico", como está acontecendo agora no Egito. Aí, o povo está "entre a cruz e a espada": Ou os militares, ou a irmandade muçulmana.
"Aí depois vem o pessoal do tambor e da bandeirada, que só está de pé por não ter sido eliminado pelos verdadeiros radicais, fazer o estrondo".
A igreja pode ter colaborado para evitar q a invasão islâmica fosse mais "efetiva" na Europa, assim como pode ter "caçado" grupor bem radicais(embora na Espanha - e na península ibérica - não tenha adiantado muito, até califado fizeram por lá...)... Só q esta tb usou de sua mão de ferro autoritária para calar opositores, cientistas, perseguir judeus - e forçá-los a se converter ao cristianismo, index librorum prohibitorum(índice de livros proibidos), censura, etc. Um bem feito não justifica um mal feito.
"E desculpe-me mas seu nivelamento de todos os comportamentos tidos como reprováveis independente da escala dispendida, objetivos e preparação é rasteiro".
Ahã, CFE... Rasteiro é esse "campeonato de mortes" q "tal matou mais ou matou menos", e q, portanto, é melhor ou pior POR ISSO. É isso q não admito, q a perda de vidas humanas INOCENTES seja tratada de um jeito, qdo em nome de uma ideologia e de outro jeito, qdo é outra(aqui me refiro às perdas de vidas inocentes seja em nome do comunismo, da igreja, do islã, do nazismo, etc). Falo aqui sobre mortes e vidas perdidas, imoladas no altar de ideais, por melhores q estes sejam ou pareçam ser. Um regime com um cunho ideológico qualquer pode ser autoritário com "poucas" perdas de vidas humanas inocentes por este menos regime(coisa q raramente ou nunca acontece). Mas se viola direitos fundamentais do cidadão(liberdade de ir e vir, liberdade de expressão, liberdade de pensamento, etc), por ex, então é sim autoritário e assassino. Daí, não importa o número de vidas inocentes perdidas, se matou um ou mil, regime q mata inocentes em nome de seus ideais subjetivos é assassino e autoritarismo é autoritarismo. Isso, em geral, afirmo tais coisas baseado nos propalados princípios de direitos humanos. Esse é UM ponto.
Agora - respondendo mais uma vez ao "Ign": Se alguém ou um grupo representar DE VERDADE uma ameaça à vida e a integridade da população(por ex, terroristas islâmicos) e o governo usar de força bruta pra reprimir essa turminha, aí é outra história, cada caso é um caso.
Espero q DESTA VEZ, tenham entendido o meu pensamento.
Em tempo: Claro q existem níveis diferentes de autoritarismo - e é nisso q muitos se fiam para dizer q o "menos ruim" p/ os egípcios(já q não há alternativas democráticas suficientemente fortes p/ o governo do país) é um governo militar, pq o outro lado - a tal da "cosa nostra" muçulmana, seria mais autoritário ainda.
Seja mais ou menos autoritarismo, não deixa de ser autoritarismo.
Morena Flor,
Sinceramente não conheço nenhum governo que defenda o homicídio como solução para coisa alguma: portanto seu raciocínio de que o secularismo não é a favor de assassinatos não encontra lastro na realidade.
Porem as mortes ocorrem...mais ou menos escancaradas e quase sempre com apelo popular.
"Se alguém ou um grupo representar DE VERDADE uma ameaça à vida e a integridade da população"
Reparou no teor de sua afirmação? Em como ela põe a termo todo seu raciocínio ? Quem é que decide o que é "ameaça"? Qual será a definição correta do termo que despoletará uma ação repressiva? E quem decide a potência da repressão?
Será que não vê que por trás de tudo o que falamos está subjacente a idéia de grupo? De defesa da integridade dos seus ? E que a identificação dos elementos do grupo dá-se pela assistência das práticas a que estão habituados, eliminando todas as que são estranhas?
O exercício da violência nos comandados é muito mais complexo do que refere e não se resume ao que aponta nem particulariza: (muito embora a coesão e objetivo do grupo executor determine a extensão dos efeitos).
"Sinceramente não conheço nenhum governo que defenda o homicídio como solução para coisa alguma"
Bem, pode não "defendê-lo" abertamente. Mas existem os governos q simplesmente "liquidam" com seus opositores. Pôxa, CFE, tá cheio de exemplo disso por aí.
"portanto seu raciocínio de que o secularismo não é a favor de assassinatos não encontra lastro na realidade".
Poderia dizer o mesmo da religião, já q tá cheio de exemplo de governo religioso sanguinário por aí. Mas, como se vê, não posso imputar na religião - exeto uma determinada religião q prega abertamente a destruição dos "infiéis" e de tudo o q não concorda com seu modo de vida - como um todo a responsabilidade em si mesma das atrocidades q regimes de seguidores dela.
"Porem as mortes ocorrem...mais ou menos escancaradas e quase sempre com apelo popular".
Depende, CFE. às vezes sim, outras não.
"Se alguém ou um grupo representar DE VERDADE uma ameaça à vida e a integridade da população"
"Reparou no teor de sua afirmação Em como ela põe a termo todo seu raciocínio ? Quem é que decide o que é "ameaça"?
Ora, CFE, terroristas não são uma ameaça? Eis um exemplo.
E não, não põe termo a minha colocação. Falei em "exeções" à regra, falei claramente do q se trata. Tá tudo escrito lá nos meus posts. Dá uma relida.
(continua...)
"Será que não vê que por trás de tudo o que falamos está subjacente a idéia de grupo? De defesa da integridade dos seus ? E que a identificação dos elementos do grupo dá-se pela assistência das práticas a que estão habituados, eliminando todas as que são estranhas?
O exercício da violência nos comandados é muito mais complexo do que refere e não se resume ao que aponta nem particulariza: (muito embora a coesão e objetivo do grupo executor determine a extensão dos efeitos)".
Pode ser até q se tenha a idéia de grupo, integridade dos seus... Mas isso aí depende, CFE. Uma coisa é defender o povo de uma investida terrorista, de grupelhos q ameacem a vida das pessoas. Outra, completamente diferente, é matar opositores, simplesmente por ser opositores(ditaduras de esquerda e de direita nas américas - e no mundo inteiro), por ser de outra religião(inquisição católica e essa eterna "jihad" muçulmana) ou pensamento político(idem aos opositores), por serem de outra etnia(nazismo). A maneira com a qual cada governo faz tudo isso aí q vc falou neste trecho é q pode ser bem equivocada.
Morena,
Há 4 anos atrás vi na esplanada dum aeroporto africano um rapaz com uma camiseta onde estava estampada a imagem do Bin Laden, exatamente como vi no Brasil outras de Che Guevara ou de John Lennon. Pense nisso, reflita os motivos a que um rapaz propagandeie um ideal desses e talvez perceba o que eu expliquei.
O Ocidente distingui-se doutras regiões pela inviolabilidade da vida humana, em qualquer situação, exceto na altura em o detentor duma coloque em questão o mesmo direito doutro(s). Mas até aí existe um procedimento que ordena a situação pois a arbitrariedade não é tolerada. A concretização deste procedimento, ou melhor, a atenção ao que a lei determina na maneira como se reprime aquele que coloca a vida de outrem em perigo e antes define o que é "colocar em perigo" não é aceite por muitos governos, muito embora em público digam o contrário.
"Há 4 anos atrás vi na esplanada dum aeroporto africano um rapaz com uma camiseta onde estava estampada a imagem do Bin Laden, exatamente como vi no Brasil outras de Che Guevara ou de John Lennon. Pense nisso, reflita os motivos a que um rapaz propagandeie um ideal desses e talvez perceba o que eu expliquei".
CFE, um rapaz q esteja com a camisa do Bin Laden, a priori, não coloca a vida de ninguém em risco. A menos q ele resolva fazer o mesmo q Bin Laden faz. Assim, este rapaz deixa de ser apenas mais um reles "mal-informado", ou "massa de manobra" para ser um perigo para a vida dos outros.
Os motivos q levam alguém a "vestir a camisa" estampada com Bin Laden são tão diversos qto os motivos dos q "vestem a camisa de Lennon e Che Guevara" - sendo q Che Guevara foi tb um assassino, assim como Bin Laden: Muitos o fazem(no caso, da camisa de Bin Laden) simplesmente por anti-americanismo simplesmente, outros, pq querem fazer graça(sim, tem dessas coisas), ou pq acham q Bin Laden estava certo... Como disse, as razões podem ser as mais variadas possíveis.
Dats preocupantes: 1) Hoy volaron el gasoducto a Israel y Jordania. Un anticipo de lo que haria la Hermandad Musulmana en el Poder
2) El ayatola iraní compara la revolución de Egipto con la de Iran de 1979 y proone que Egipto rompa con EEUU e Israel. "Operacion cercar al sionismo"
3) Los moderados jovenes de clase media ya dicen que hay que terminar la revuelta, porque se ha conseguido el 90% de los objetivos y hay que volver a trabajar. Los fanaticos quieren seguir con la anarquía para hacer ingobernable Egipto. Juegan al Todo o Nada. Así se llega al desastre.
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