segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Herança maldita em ascensão


Share/Bookmark

1 comentários:

lgn disse...

Seria cômico se não fosse trágico. Vivemos um tempo que é uma verdadeira delícia para sociólogos e historiadores que, tal qual os extraterrestres do artigo de Denis Rosenfield, procurassem se isentar de ideologias e se aterem aos fatos. Oito anos do governo Lula e ele, raposa política, desceu o cacete na gestão que o antecedeu. A tal herança maldita. Uma inversão notável que deixou o tucanato com o bico torto. Esqueceram que foi FHC que permitiu ao governo Lula deslanchar sobre águas mais tranquilas. Dilma assume sobre os ombros do genial estadista, aquele que fez em oito anos o que desde o descobrimento ninguém teve a audácia de executar. Herança bendita! Porém, e sempre há um porém, como dizia o falecido dramaturgo Plínio Marcos, o que é construído no ar tende, por gravidade, a ir em direção ao solo. Dilma não pode dizer que a coisa está ficando preta, mas não tem como deixar de usar tinta branca para evitar a sombra negra da inflação. E sabe perfeitamente que a origem dela está fundamentada nas decisões governamentais que foram tomadas ao longo dos oito anos. Em outras palavras, junte-se a ignorância socialista sobre os princípios econômicos, sendo que um deles se baseia na escassez de um lado e a demanda do outro, a farra com o dinheiro público demonstrada por aqueles que deveriam se preocupar em aliviar a carga dos ombros do povão, corrupção, desmandos, má gestão, e teremos a tal herança bendita que a Dilma terá que se haver. O grande problema do socialista é a realidade.