quinta-feira, 30 de junho de 2011

FHC, o melhor ex-presidente.

Na Veja desta semana, J.R. Guzzo fez a melhor observação sobre FHC, que recebe homenagens por seus 80 anos. Aí vai um trecho:

Condição primeira para o bom exercício da Ex-Presidência é o abandono da arena eleitoral. Nos EUA isto é mandatório: a Constituição limita o exercício da Presidência a dois mandatos, e o costume desaconselha o ex-presidente a rebaixar-se em busca de mandatos de deputado, prefeito ou governador. No Brasil, até onde a vista alcança, o caso de FHC é único. Getúlio Vargas, deposto em 1945, virou candidato (vitorioso) cinco anos depois. JK saiu da Presidência, em 1960, já candidato à eleição presidencial seguinte, em 1965, frustrada pelo golpe militar. Jânio renunciou em 1961 para virar candidato a governador (derrotado) duas vezes (1962 e 1982) e a prefeito (vitorioso) em 1985. Dos presidentes da última redemocratização, três são senadores e o quarto é potencial candidato à sucessão daquela que lhe sucedeu.


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4 comentários:

Maria do Espírito Santo disse...

Getúlio, JK, Jânio e Lula: que maravilha! O pior de todos é o que ainda está vivo - vivíssimo! - e, aliás, representando o Brasil na África do Sul. O nosso ex-presidente, entre todos os citados, é o que mais se recusa a largar o osso do poder.

O FHC tem modos, teve berço e, acima de tudo, foi professor, vocação que obriga ao profissional a dar atenção aos alunos.

E essa obrigação de dar atenção aos outros, ao "público alvo" dos professores, acaba por forjar um caráter (aos de boa têmpera)menos egótico, mais ligado ao bem comum.

O clássico "assim não pode, assim não dá" de FHC reflete muito da sua personalidade: há o que pode e o que não pode (ele respeita a lei) há o que dá e o que não dá (algumas atitudes funcionam, outras não).

Viver em sociedade implica diretamente em certos constrangimentos egóticos em nome do bem comum.

E os representantes máximos do Estado brasileiro deveriam ser os primeiros a darem o exemplo do que é viver em sociedade: respeitar certas normas tradicionais, dos costumes.

Eu não sou muito chegada neste tipo de normatividade, não... Mas, por outro lado, eu não sou "presidenta da República", portanto...

O Direito é formalidade, a representação pública é formalidade.

Mas a maioria dos ex-presidentes assim como a maioria dos cidadãos brasileiros não têm a mínima idéia do que venha a ser as questões públicas formais.

Daí a confusão entre público e privado, daí o patrimonialismo à brasileira, como exemplifica o post abaixo.

Anônimo disse...

tô na área
Já que a Marina Mogno Desviado da Silva tem pretensões der ser uma presidenta,quem sabe alguém repasse para ela este texto e mostre a quantos anda as suas amizades:
http://ktwop.wordpress.com/2011/06/30/nature-editorial-chastises-ipcc-for-conflict-of-interest-policy/

fui.,..

Anônimo disse...

tô na área
Bom para tentar se esconder do frio e passar o tempo:
Identifique as personagens da foto:
http://1.bp.blogspot.com/_Q0lTtPVTG40/TMCxmiUA0TI/AAAAAAABdM8/CWIuM4CY4G0/s1600/InfluentialPicture.jpg

fui...

Dawran Numida disse...

FHC está correto em continuar com suas atividades e fora das disputas políticas. Ou seja, não deveria, como não o fez, candidatar-se a cargo eletivo. Até que seria interessante, dado a falta de bons quadros nos parlamentos. Mas, o melhor, é ele continuar assim, fazendo análise política, atuando no partido, escrevendo, assumindo posições, instigando debates. Em alguns temas, como o das drogas, ele está exibindo muita coragem. Que continue assim. Principalmente porque os acovardados, os fujões, os mentirosos, mistificadores e os piores, os isentos, tentaram desconstruí-lo de todas as maneiras. Perderam. Estão obrigados a engolir a derrota política a que foram submetidos. Tentaram, imbecilmente, tentar lograr mudar, reescrever a história do Brasil. Sobrou só a acara de tacho de todos.