quinta-feira, 28 de julho de 2011

Da fenomenologia de Husserl ao existencialismo de Heidegger e Sartre

Para variar, uma pitada de história da filosofia. Anthony Kenny discorre sobre as relações entre o pensamento de Husserl, Heidegger e Sartre. O texto foi extraído do livro Filosofia no Mundo Moderno, recém-lançado em Portugal:


A vida de Edmund Husserl assemelha-se à de Sigmund Freud em vários pontos cruciais. Era três anos mais novo do que Freud e, como este, nasceu na Morávia, no seio de uma família judaica, e estudou em Viena. Ambos dedicaram a maior parte das suas vidas a um projecto pessoal que visava apresentar-se como o primeiro estudo verdadeiramente científico da mente humana. No final das suas vidas, ambos esbarraram com o anti-semitismo nazi; Freud foi forçado a abandonar a Áustria, vindo a morrer no exílio, e os livros de Husserl foram queimados pelas tropas alemãs que marcharam sobre Praga em 1939.


No entanto, a vida profissional de Husserl foi muito diferente da de Freud. Começou por estudar, não medicina, mas matemática e astronomia. Enveredou depois por uma carreira académica ortodoxa em filosofia, leccionando numa sucessão de departamentos universitários. Embora tivesse obtido o doutoramento pela Universidade de Viena, Husserl optou por fazer as provas de agregação na Universidade de Halle, e as cátedras de que veio mais tarde a ser titular foram sempre em universidades alemãs e não austríacas. (Continua).


Share/Bookmark

8 comentários:

Anônimo disse...

tô na área
Destas figuras citadas pouco ou nada sei,mas fico contente que os ursos polares não vão ter de nadar tanto para se salvarem do ESQUENTAMENTO(sic)global.
http://ktwop.wordpress.com/2011/07/28/al-gores-polar-bear-scientist-suspended-being-investigated-for-scientific-misconduct/
fui...

O LENTE disse...

Obrigado pela dica Professor....

Maria do Espírito Santo disse...

Melhor o Da Sein que a Daslu, melhor a Heineken que o Heiddegger.

Salut, Prosit, tears!

Anônimo disse...

Este artigo é interessante porque mostra que a filosofia parece ser incapaz de existir sem Platão, embora o neoplatonismo possa assumir várias formas:” Husserl falava de intuir essências mais ou menos como Moore falava de inspeccionar conceitos, e como Russell falava de contacto com os universais”. Ou seja, são sempre os presunçosos racionalistas/idealistas querendo estabelecer alguma área do conhecimento independentemente da experiência.

Paultruc

Maria do Espírito Santo disse...

Pior do que os racionalistas/idealistas querendo estabelecer alguma área do conhecimento independentemente da experiência é o Paulo Freire com a pedagogia do oprimido.

Paulo Freire não era filósofo, mas era mais chato do que qualquer filósofo.

Anônimo disse...

Sim, Maria, também concordo.Só não entendi como que Paulo Freire se encaixa neste tópico.
Os filósofos devem continuar encerrados em sua torres de marfim, discutindo entre si quantos anjos cabem numa cabeça de agulha e outros assunto por demais elevados para nós, pobres mortais?

Maria do Espírito Santo disse...

Disse no último comentário que Paulo Freire não era filósofo, Anônimo.

E minha referência ao pedagogo Paulo Freire - reconheço não ter sido clara - procede porque a alfabetização pelo método criado por esse senhor é o apogeu da ideologia "aplicada" ao concreto, ao tijolo, ao cimento, ideologia essa que é tão nefasta quanto as discussões metafísico-filosóficas sobre o sexo dos anjos ou os seios das anjas.

Acho, inclusive, o tal método pedagógico Paulo Freire mais nocivo do que as discussões filosófico-metafísicas, uma vez que esse método se apresenta como a senda para a libertação dos "oprimidos".

Anônimo disse...

tô na área
Acho que o assunto possui algo relacionado com certas mentes e jornalistas esquerdopatóides,no caso o Sr. Nery.
.....
DIREITA
Turismo é uma corrida atrás do sol. Países como o Brasil, com sol o ano inteiro, levam uma vantagem fantástica. Quem não tem, como a Noruega, aproveita três, quatro meses de sol ao ano, para mostrar que, mesmo sendo a terra do frio e da neve, também tem sol iluminando belezas.

E armam tudo, preparam tudo, para fazer de sua viagem uma alegria segura, tranquila, mansa. Nos outros lugares, “Ritz” é sinônimo de hotel grande, cinco estrelas, caro. Ali é um pequeno e doce hotel normando, três estrelas (diária de US$ 150), comandado por encantadoras jovens, tão mais simpáticas quanto mais profissionais. E mais louras.

Turismo é sol. Mas é gente também. E imaginar que dentro de um pais e um povo como aquele nasce um monstro louro que fuzila uma centena de jovens reunidos em um piquenique político de domingo, numa ilhota toda verde.Ou a Europa segura a Direita louca ou vai para o suicídio.

dá para engolir?PQP!!
Não sei como ele não lembrou do rapaz da "direita"que entrou no cinema em São Paulo com uma metralhadora e fez um estrago quase equivalente.

fui...