segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Ambientalismo: muita ideologia e pouca sensatez.

Caso aplicado, o "projeto" ambientalista contra a revisão do Código Florestal reduziria muitas cidades a pó. Denis Rosenfield destroça os "argumentos" da bugrada:

Segundo alguns defensores ambientalistas, deveria ser proibido construir em topos de morros, aqueles que o tenham feito devendo restaurar a mata ou vegetação nativa. Tal medida valeria, ainda segundo eles, para cidades e para zonas rurais. Isso significa, então, que o Pão de Açúcar e o Cristo Redentor deveriam ser removidos. O "argumento", levado a sério, leva a essa conclusão. Ainda do ponto de vista urbano, isso significaria, em muitas cidades brasileiras, como São Paulo, a remoção de casas e edifícios construídos à margem de rios, córregos e em várzeas. Ruas e avenidas de muitos centros urbanos simplesmente desapareceriam. Algumas cidades deveriam, mesmo, ser parcialmente reconstruídas.

Pessoas mais sensatas poderiam contra-argumentar que o que já foi feito, segundo a legislação vigente na época, deveria ser reconhecido como legalmente válido, não comportando nenhuma alteração. Ora, é isso que o deputado Aldo Rebelo defende em seu relatório, voltado, aqui, para a questão rural, atingindo agricultores familiares, pequenos, médios e grandes produtores, todos se encontrando numa mesma situação.

A sensatez, no entanto, não é um bem compartilhado pelo mundo do politicamente correto. Os seus defensores mais acerbos sustentam que, no que diz respeito ao direito ambiental, não há direito adquirido nem legislação que se contraponha a ele. O direito ambiental teria efeito retroativo, o que é uma enormidade, só defendida pelo nazismo. (Continua).


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Herança maldita em ascensão


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Egito: entre duas ditaduras?

Cobram-me que fale da revolta no Egito, mas prefiro aguardar o desfecho dos acontecimentos. Sinceramente, não acredito em "revoluções democráticas" na esfera islâmica. Enquanto não houver separação entre secular e religioso (ou seja, entre Estado e religião), nada mudará no mundo árabe-islâmico.

O ditador Mubarak é mais ou menos secular e o levante contra ele pode conduzir a outra ditadura, desta vez teocrática, como aconteceu no Irã dos aiatolás. Sou contra qualquer tipo de ditadura, mas acho que as teocracias são as mais nefastas.

Aguardemos, pois, sem precipitação.

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Título concedido, cargo recebido.

O Coturno já flagrou, mas vale a pena reiterar: a concessão do título de doutor honoris causa a Lula não foi de graça. No dia seguinte, o ex-reitor da Universidade Federal de Viçosa, Luiz Cláudio Costa, ganhou a Secretaria de Ensino Superior do MEC - nomeado, é claro, pelo agradecido ministro Haddad, o desastrado honoris causa.

Sem mais comentários.

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O fanfarrão e a fujona


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sábado, 29 de janeiro de 2011

Brasil do pesadelo


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CEF: incompetência até nas loterias.

Como já disse aqui várias vezes, a CEF maltrata seus clientes: joga todos para as lotéricas, pois as máquinas nas agências estão, invariavelmente, avariadas ou sem dinheiro. E hoje nada funcionou nas lotéricas (atenção: em todo o território nacional!), nem mesmo a aposta na mega-sena.

Ou a CEF cancela o sorteio de hoje, ou fica sob suspeição, já que privilegiará os que jogaram em dias anteriores. Caso mantenha o sorteio, isto ensejará ação judicial (alô, advogados).

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O "doutor"

Fora do governo, o homem que não gosta de livros e se orgulha de jamais ter estudado, ainda é bajulado por uma universidade federal.

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Lula, o perdulário.

Lula, o que já foi tarde, bateu recorde nas despesas. Vamos pagar caro os buracos deixados pelo Pequeno Timoneiro.

O governo Lula prometeu conter o avanço dos gastos como instrumento auxiliar de combate à inflação, mas terminou seu último ano com despesas em nível recorde: 19,14% do Produto Interno Bruto (PIB). Em oito anos, os gastos do chamado Governo Central, que reúne as contas do Tesouro Nacional, INSS e Banco Central, engordaram 4 pontos porcentuais do PIB.

Boa parte dessa gordura ocorreu nos dois últimos anos, quando a equipe econômica resolveu expandir as despesas para estimular a economia e também acelerar os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), principal vitrine de Lula nas eleições de 2010.

O ano eleitoral foi decisivo para a expansão dos gastos no ano passado, mas os dados das despesas desde 2003 mostram um peso cada vez maior nas contas do governo. No primeiro ano do governo Lula, as despesas representavam 15,14% do PIB, nível semelhante aos dos quatro anos do segundo mandato do governo Fernando Henrique Cardoso. De 2009 para 2010, subiram R$ 128 bilhões e atingiram R$ 700,12 bilhões, com alta de 22,4%. (Continua).


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Dilma, a rigorosa.


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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Para os negadores do Holocausto



Sábias palavras as do general Dwight Eisenhower, general do Exército norte-americano e comandante das Forças Aliadas na II Guerra Mundial: "Filmem e fotografem o máximo possível, pois pode ser que um dia digam que nada disso aconteceu". Dito e feito: negadores do Holocausto é o que não falta, a exemplo do tirano Ahmadinejad, apoiado pelo lulopetismo e pelo chavismo.

O campo de concentração de Auschwitz foi fechado em 27 de janeiro de 1945, fato lembrado ontem em todo o mundo (inclusive pela "presidenta" Dilma). O documentário acima é de Alfred Hitchcock e constitui um testemunho do horror nazista.

Que os negadores do Holocausto tenham um fim semelhante.

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Bolívia: rumo ao comunismo?

Evo Morales não passa de um fantoche: quem manda é o vice, um marxista-leninista, como mostra o ex-blog de Cesar Maia.

ÁLVARO GARCIA LINERA GOVERNA A BOLÍVIA: EVO MORALES É APENAS O SÍMBOLO QUE ELE USA!
1. Linera é vice-presidente da Bolívia e presidente do congresso boliviano. É marxista, teórico e militante, e ídolo dos nossos marxistas, como Emir Sader e Marco Aurélio Garcia. É Linera quem manda no governo. Tem todos os poderes e busca reviver a experiência dos governos comunistas da segunda metade do século passado. Está certamente à esquerda de Chávez e é muito mais ideológico que ele. Tem Cuba e Fidel Castro como referência e quer implantar seu modelo na Bolívia. Evo Morales assusta pouco os democratas na Bolívia. Linera assusta muito. A própria percepção que faz de governos como Venezuela, Equador e Nicarágua é extremamente crítica.
2. O uso de Evo Morales como símbolo é uma mistificação. Evo Morales não sabe falar quechua ou aymara. Era líder sindical dos cocaleiros e não líder indígena. Por sua imagem, assume a questão indígena instruído por Linera que, com isso, pretende realçar elementos de comunidades pré-colombianas proto-comunistas e romper com a cultura ocidental e a memória da colonização espanhola. Seguem trechos de sua entrevista ao jornal "El Deber!", de Santa Cruz de la Sierra, Bolívia, de domingo, 23 de janeiro de 2011.
3. Fomos vanguarda na reunião de Cancun e a história nos dará razão. Muito 'leninisticamente' falando, há que ir contra a corrente. Hoje Bolívia tem posturas coerentemente de vanguarda. Hoje está só, mas garanto que em algum tempo não estaremos. Como dizia Fidel Castro: A história nos absolverá. Não há refugiados políticos bolivianos: são delinquentes prófugos. A verdade triunfa; ninguém pode ir contra a verdade. O passo seguinte será eleição direta para juízes e ministério público. Sempre há oposição, seja externa, seja interna. Este não é o fim da história, é a dinâmica da dialética da história. Sempre tem que haver a luta de contrários, para que assim saia a linha correta, no sentido maoista. Agora estamos na etapa de triunfo do modelo, consolidação de sua hegemonia e início do descolamento. Querer bloqueá-lo é simplesmente ir contra a história: não se pode.

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Dinastias familiares dominam a política

De Ricardo Setti:

A escolha dos novos líderes dos principais partidos na Câmara e no Senado mostra, entre os que já estão definidos ou quase definidos, uma grande prevalência de dinastias, de linhas de sucessão familiares, frequentemente oligarquias – uma espécie de pequeno retrato de um fenômeno maior: o domínio da política brasileira por pouca gente. Mais à esquerda, mais à direita, são os de sempre.

De 11 líderes de partidos mais ou menos definidos, nada menos que 8 pertencem a algum tipo de dinastia familiar. E um pode ser descartado da conta dos sem-dinastia, porque é também um sem-voto – o suplente Gim Argello (PTB-DF). Então, de 10 líderes, são 8 – 80% — os que têm ou tiveram parentes na política. (Continua).


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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

O bafo inflacionário do lulismo


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Aécio e Picolé de Chuchu querem enterrar Serra

Do caudilho da "Pátria Minas", Aécio neves, pode se esperar tudo. Ele e o Picolé de Chuchu que governa São Paulo se unem para "enterrar" José Serra. O PSDB já não é oposição faz tempo. Os tucanos vão morrer abraçados com Dilma.

Aliados do senador eleito Aécio Neves (MG) e do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, endossaram uma operação que fecha as portas do comando do PSDB para o ex-governador José Serra.
Derrotado na corrida presidencial, Serra manifesta interesse pela direção da sigla para se manter em evidência.
Numa articulação desenhada anteontem, alckmistas e aecistas lideraram abaixo-assinado pela recondução do senador Sérgio Guerra à presidência do partido.
Consultado sobre a redação do abaixo-assinado, Aécio disse que o apoiaria desde que tivesse aval de Alckmin. Segundo a Folha apurou, Guerra ligou para Alckmin na manhã de ontem para falar sobre o documento.
Admitindo não ter consultado Serra, Guerra nega ter participado da elaboração do documento idealizado por senadores do PSDB. "É um documento dos deputados."
A operação foi posta em prática na manhã de ontem, durante reunião da bancada do PSDB para eleição de Duarte Nogueira (SP) para a liderança do partido na Câmara, quando mais adesões à ideia foram obtidas.
"Não sabia de nada", disse o presidente do PSDB de São Paulo, Mendes Thame, que assinou o documento.
O abaixo-assinado reuniu assinatura de 53 dos 55 deputados presentes à reunião.
"É um aviltamento à democracia interna do PSDB tentar reeleger o presidente em reunião para escolha do líder", protestou o senador eleito Aloysio Nunes Ferreira (SP), defensor do nome de Serra para presidir o partido.
"Houve um rolo compressor. Eles assinaram sob constrangimento", emendou.
Segundo participantes da costura, a recente movimentação de Serra precipitou a elaboração de um abaixo-assinado em favor de Guerra.
O ex-governador manifestou disposição de participar da reunião dos deputados, o que foi encarado como sinal de que pretende interferir nos rumos do partido.
Um dos articuladores da operação, o senador Cícero Lucena (PB) disse "não entender a reação". "Serra nunca me disse que era candidato à presidência do partido."
Aecistas também atribuíram a Serra o vazamento da informação de que o publicitário indicado pelo ex-governador para produção do programa do PSDB é réu no processo do mensalão mineiro.
Aliados de Aécio e tucanos de Pernambuco deram início à campanha para nomeação do senador Tasso Jereissati (CE) na presidência do Instituto Teotonio Vilela -outro destino cogitado por Serra. (Da Folha).


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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Lula empata com o bandido Lampião


O novelista Aguinaldo Silva apresenta uma enquete em seu blog sobre "O maior brasileiro de sempre". Sabem quem está em primeiro lugar na votação? O "bispo" Edir Macedo, da instituição arrecadadora chamada Igreja Universal.

Beleza é ver Lula e Lampião praticamente empatados (brigando pelo quinto posto)...
(Gracias, Shami).

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Rousseff sem álibi


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Estado todo-poderoso

Quando o governo federal se torna o maior anunciante do país, é a sociedade que desaparece. O poder de influência e manipulação estatais já não encontra limites. É Estado demais para sociedade de menos.

Maior anunciante do país, o governo federal tem à disposição R$ 622,8 milhões para aplicar em publicidade neste ano. Deste valor, o equivalente a R$ 210,3 milhões referem-se a anúncios diretamente vinculados à Presidência da República, que tem o maior orçamento entre todas as pastas dos Três Poderes. Ao todo, 54 órgãos têm orçamento para anúncios neste ano. Na prática, é como se cada um dos 190,7 milhões de brasileiros tivessem que pagar R$ 3,27 para serem informados sobre os atos públicos.

Na presidência, cerca de R$ 300 mil da verba publicitária que deve ser investida na imagem do próprio governo, foram obtidos por meio de emendas durante a tramitação da peça orçamentária no Congresso Nacional. A única outra pasta que teve a verba midiática ampliada por parlamentares foi o Ministério do Turismo, que recebeu créditos de R$ 1,7 milhão, passando a ter orçamento final de R$ 6,7 milhões.

(Continua).


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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Lula explicará mensalão em sua primeira palestra


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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Mas que diabo é essa tal de "Pátria Minas"?

Recebi do leitor "Mineiro Apátrida" o texto sobre Minas Gerais, que publico abaixo na íntegra. Na minha opinião, é um retrato do Estado dominado (ah, o agora governador Anastasia) pelo ex-governador e atual senador Aécio Neves, que encampa uma aproximação nada lisonjeira com a "presidenta" Dilma e que, em algumas regiões do país, é visto pela oposição apartidária como traidor. Afinal, que diabo é essa "Pátria Minas" excludente que ele tanto incentiva? Boas respostas no texto desse mineiro atento...

Belo Horizonte foi planejada para ser a nova capital de Minas Gerais nos finais do século XIX. Inaugurada em 1897, “Beagá” nasceu sob o signo da artificialidade, uma espécie de pré-estréia do que viria a ser a Brasília de JK.

Muitas marcas da fundação da capital mineira evocam a força burocrática estatal, desde as casas no bairro dos funcionários que vieram para construir a cidade – onde o número de janelas expressava o posto hierárquico-administrativo ocupado pelo dono da residência – até o nome da Avenida do Contorno que estabelecia os restritos limites da cidade recém construída.

Capital do estado mais barroco do Brasil, Belo Horizonte teve durante muitas e muitas décadas o triste apelido de “roça grande”, derivado, entre outros motivos, do péssimo hábito dos moradores da nova metrópole de atravessarem as ruas asfaltadas como se cruzassem pastagens cujos carros estivessem à mesma velocidade dos velhos carros de boi.

Depois de um século de visível complexo de inferioridade dos mineiros em relação aos paulistas, surgiu na 1ª década do século XXI uma campanha tão artificial quanto a fundação de Belo Horizonte e expressa em camisetas com os seguintes dizeres: “Eu amo BH radicalmente.”

Quem foi que inventou esse amor radical pela cidade? Beagá “ame-a ou deixe-a”? Há ou não há um certo fascismo romanticóide neste amor mais publicitário do que público pela capital da cantada “Pátria” ufanista do Brasil?

Marcus Viana, autor da letra e da música “Pátria Minas/ Imaculada”, poderia justificar o seu desvario metonímico-megalômano de atribuir a Minas Gerais o epíteto de pátria dizendo tratar-se de licença poética. Tudo bem, a gente sabe que o narcisismo dos artistas raramente é escasso. Já o surrupio usurpador da expressão “Pátria Minas” por parte de Aécio Neves é muito mais do que mera manifestação gongórica de arroubo inflamado deste político que só perde em carisma para o inolvidável marido da galega.

Se Minas é a pátria particular dos mineiros, terão os brasileiros que não falam o “mineirês” e não nasceram no Estado-chaleira, de pedir permissão às autoridades do reino das montanhas para se considerar o Brasil não-mineiro como país? Será exigido de todos esses outros o “passaporte-uai” para a entrada nesta rediviva capitania hereditária tardia? Parece que só os criadores da expressão “Pátria Minas” não atentam para o ridículo, o absurdo, a pretensão e a arrogância de transformar um estado federativo em centro de um valor cívico abstrato.

“Pátria é o fundo do meu quintal”, disse o vate Viana. Não sei por que este verso não me parece canhestro. Talvez seja porque entre os usos e costumes dos poderosos mineiros esteja inscrito o hábito de transformar instituições públicas em seus particulares quintais privados. Quanto ao “se o mundo é grande demais, sou carro de boi”, sinceramente não entendi a ligação lógica entre o fato constatável de o mundo ser grande e esse meio primitivo de transporte de carga. Será que se o mundo fosse pequeno demais o autor destes versos seria, por exemplo, um helicóptero? Na verdade sou eu, certamente, o ignorante em matéria de racionalidade mineira.

Creio entender, no entanto, o que seja o mínimo de conforto esperado em matéria de transporte público. E posso garantir que os patriotas pobres belorizontinos vão e voltam do trabalho em ônibus sujos, fétidos e lotados, capazes de transformar um carro de boi em transporte bem mais aprazível. O pobre mineiro sabe bem “qual é o seu lugar”. Não me assusta, portanto, o fato de o rico mineiro, o famoso, o de família tradicional, se julgar o feliz proprietário de uma pátria-fundo-de-quintal e de não compreender o porquê dos não-mineiros não se conformarem com sua subalterna condição.

Para mim, esse negócio de amor radical por Belo Horizonte, seguido desse amor subsequente pela “Pátria Minas”, tem suas raízes na necessidade de transformar Minas Gerais na capital ideológica do Brasil, portal latifundiário de um nordeste alargado onde se abraçam ícones políticos falastrões como Lula, Aécio e Sarney.

UPDATE: quanto ao senador Aécio Neves, Reinaldo comenta sobre um escabroso "Projeto Minas". Não há dúvida: Aécio é o Brasil colonial redivivo.

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domingo, 23 de janeiro de 2011

Louvor à tirania cubana no carnaval de Floripa é destaque em jornal stalinista

toquei no assunto faz tempo, mas não posso resistir a mexer de novo. Uma escolinha de samba que se refere à "Ilha da Magia" exaltará no Carnaval de Florianópolis a ditadura cubana, tiranizada há mais de 50 anos pelos irmãos Castro. O infame samba-enredo da Lagoa da Conceição (com vídeo e tudo) está na matéria abaixo, publicada pelo jornal stalinista "Brasil de Fato", que dá voz ao terrorista Battisti e ao satânico fradeco Betto, amante das ditaduras para os outros e dos prazeres gastronômicos para si próprio.

Pela primeira vez no Brasil, uma escola de samba vai tratar do tema Cuba durante o desfile do Carnaval de 2011. A iniciativa é da União da Ilha da Magia e o samba-enredo é “Cuba sim! Em nome da verdade”.

Para o sucesso dessa empreitada, a escola já está desde maio do ano passado, através de ensaios reservados, se preparando para fazer bonito na Passarela do Samba Nego Quirido, local onde as escolas de samba da capital catarinense desfilam.

Os ensaios para o público começaram na primeira semana de dezembro do ano passado e acontecem todas sextas-feiras e domingos, a partir das 20 horas, na Praça Bento Silvério, da Lagoa da Conceição. (Continua aqui, mas não esqueça o saquinho).


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Pague por seus crimes, assassino Battisti!

O facínora Cesare Battisti, cuja extradição é solicitada pela Itália - onde foi condenado à prisão perpétua pela Justiça que praticamente eliminou a máfia e o terrorismo -, recebeu colher de chá do jornaleco stalinista "Brasil em Foco". Aproveitou para lançar teorias conspiratórias.

O terrorista se diz perseguido pela Justiça brasileira e afirma que a ação para entregá-lo à Itália tem por objetivo "afetar o governo Dilma".

Não, canalha, você tem que pagar por seus crimes. Sua permanência no Brasil é uma vergonha para os cidadãos brasileiros.

Vejam a ladainha do infame:

Na primeira entrevista após o ex-presidente Lula negar sua extradição, o italiano Cesare Battisti se disse perseguido pela Justiça brasileira e afirmou que a pressão para entregá-lo tem como objetivo "afetar o governo Dilma".

Ele falou à próxima edição do jornal semanal "Brasil de Fato", que antecipou parte das declarações na internet.

"Virei uma moeda de troca para muitas coisas. Se o Lula desse essa decisão antes, iam em cima dele, porque me derrotar também é derrotar o Lula. Agora, o objetivo principal da direita brasileira, nesse caso, é afetar o governo Dilma", disse Battisti, num presídio do Distrito Federal.

Ex-integrante da organização radical PAC (Proletários Armados para o Comunismo), ele foi condenado por quatro homicídios na Itália, nos anos de chumbo, e está preso no Brasil desde 2007.

Em 31 de dezembro, no último dia de seu governo, Lula anunciou que ele não seria extraditado e ficaria no Brasil como "imigrante". A decisão pode ser revista pelo STF.

Ao jornal o italiano afirmou que a decisão de Lula foi um "ato de coragem" e que a nova contestação na Justiça seria algo "absurdo" e "impensável" em outros países. (Continua).


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Kant, filósofo da ciência.


Imannuel Kant (1724-1804) foi o último filósofo clássico a manter uma relação positiva com a ciência. A propósito, cito o parágrafo final do quarto capítulo de meu livro A cruzada contra as ciências (quem tem medo do conhecimento):

"Depois de Kant, a começar pela citada "filosofia romântica" de Fichte, Schelling e Hegel, a pretensão de muitas metafísicas foi a de derrubar os resultados das ciências, repondo o homem no centro do universo, do qual tinha sido expulso. Contra o desencantamento e a secularização provocados pelas ciências, que abriam o mundo à incerteza e à insegurança, acenava-se com uma volta à ilusória segurança e ao conforto do passado: não um passo à frente, mas um retrocesso. É por essa razão que Kant, leitor de Hume, está mais próximo do mundo contemporâneo que muitos de seus pósteros, românticos prisioneiros da metafísica. Permanece de pé sua crucial distinção - real, por natureza, e não apenas formal - entre sensibilidade e intelecto, as fontes do conhecimento. Sem a primeira, nenhum objeto nos é dado; sem a segunda, nenhum objeto é pensado."

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sábado, 22 de janeiro de 2011

Um país sem defesa

Na Veja, sobre a ineficiência da Defesa Civil:

A Europa havia acabado de entrar no verão de 1940 quando a Força Aérea Alemã iniciou uma gigantesca campanha de bombardeios a alvos civis britânicos, durante a II Guerra Mundial. As autoridades inglesas padronizaram então um conjunto de procedimentos para diminuir o número de mortes. O plano, que ficou conhecido como Defesa Passiva, atuava basicamente em três frentes: prevenção, alarme e socorro. Nascia assim o conceito moderno de Defesa Civil, até hoje usado como modelo para prevenção de catástrofes por vários governos em todo o mundo.

Infelizmente, setenta anos depois, o Sistema Nacional de Defesa Civil (Sindec) brasileiro ainda não consegue cumprir com eficiência a primeira e a segunda etapas, ou seja, prevenção e alarme. Sem mapas detalhados das áreas de risco, sem esclarecimento e treinamento da população e sem sistema eficiente de alertas preventivos, a Secretaria Nacional de Defesa Civil (Sedec) se limita a entrar em campo depois da tragédia. Chega apenas para socorrer as milhares de vítimas que escaparam com vida e enterrar as centenas de corpos dos que não tiveram a mesma sorte.
(...)
As razões para a ineficiência do modelo são muitas, mas estão principalmente ligadas a dois dos piores vícios da máquina pública no Brasil: o apadrinhamento partidário no preenchimento de cargos e a destinação política de verbas. Uma auditoria do Tribunal de Contas da União nas despesas do Ministério da Integração Nacional mostra que, entre 2004 e 2009, os recursos destinados à prevenção de desastres naturais somavam 934 milhões de reais. Apenas 356 milhões de reais foram efetivamente utilizados, e desse total, 37% foram para a Bahia. (Continua).

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Minha Casa, Minha Vida: um engodo.


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Afro-brasileirismo? Apenas uma ideologia.

O diplomata Paulo Roberto de Almeida publica, em seu blog, artigo sobre "a ideologia do afro-brasileirismo", escrito para uma revista acadêmica há alguns anos. O lulopetismo impingiu à sociedade essa ideologia nefasta, importada dos EUA sem qualquer crítica ou contextualização. Vale a pena ler.

Quando utilizo o conceito de ideologia para referir-me ao programa político “afro-brasileiro” pretendo denotar exatamente essa característica básica do termo: trata-se de uma importação acrítica, mais ou menos clandestina — pois que não reconhecida de forma cabal, e sem o pagamento do devido copyright —, de um conceito racial-geográfico pronto e acabado e que se refere a uma experiência histórica e social alheia às realidades brasileiras, qual seja a dos Estados Unidos. Como pretendo discutir, subsistem problemas enormes, e não apenas de ordem epistemológica, à incorporação ingênua desse conceito ao universo racial, social e político brasileiro.

O que seria um afro-brasileiro? Trata-se tão simplesmente de um brasileiro dotado de ascendência africana? Certamente, mas em que sentido esse brasileiro negro, da era contemporânea, continua sendo africano? Provavelmente tanto quanto eu, neto de imigrantes portugueses e italianos, continuo sendo europeu, ou seja: nada, ou quase nada. Sou tão “europeu” quanto meu concidadão negro é “africano”, ou seja muito pouco, apenas por vagas identidades ancestrais que nos definem muito pouco em nossa atual identidade. Quero crer que somos ambos apenas e tão somente brasileiros. (Continua).

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TCU investigará cartão das bandalheiras

O que os brasileiros esperam é que o tribunal vá a fundo nessa investigação. Vale lembrar que, só no ano passado, o governo lula torrou 80 milhões no cartão secreto. Nos últimos 9 anos, a gastança chega a 135 milhões de reais.

A pedido do Ministério Público Federal no Distrito Federal, o Tribunal de Contas da União (TCU) deve, novamente, verificar possíveis irregularidades no uso secreto do cartão corporativo da Presidência da República. No fim de dezembro, a instituição solicitou ao tribunal a listagem completa dos processos relacionados à utilização dos cartões da Secretaria de Administração da PR nos últimos dez anos. O MPF deu 20 dias para que o tribunal respondesse à solicitação, mas, com o recesso entre dezembro e janeiro, a demanda ainda aguarda decisão dos ministros.

Nas últimas auditorias, a análise do TCU identificou que despesas corriqueiras do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), responsável pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin), e da própria Presidência ficaram escondidas com base na legislação, sem que houvesse, segundo o tribunal, necessidade ou embasamento legal. Foram identificadas, por exemplo, notas fiscais que comprovavam a compra de café, açúcar, produtos de limpeza e de escritório. Colocadas em sigilo sob a justificativa de “proteção da sociedade e do Estado”, as aquisições de itens corriqueiros foi condenada pelo tribunal.

(Continua).


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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Alô, "The Economist", a pergunta é: existe governo no Brasil?

A revista britânica The Economist é boa de texto, mas demasiado politicamente correta para meu gosto. Fala da desgraça no Rio de Janeiro, mas, ao que parece, poupa os sucessivos governos - um pior do que o outro. O lulismo, que reuniu a maior coalizão de políticos e calhordas da história, é apenas a pá de cal nesse contínuo processo de desmantelamento de instituições e órgãos estatais.

Com o título “Depois da enchente, por que tantos morrem?”, a edição desta semana da revista britânica The Economist traz uma matéria especial sobre o desastre no Rio de Janeiro. Com dados do Contas Abertas, o texto observa que menos de 1% da verba destinada a áreas propensas a enchentes foi parar no Rio de Janeiro em 2010. De acordo com a revista, o governo brasileiro justifica que isto aconteceu porque poucas cidades apresentaram projetos viáveis. Mas, curiosamente, diz a revista, só o estado da Bahia tem 54% do fundo de catástrofe. “Coincidentemente, é o mesmo estado de Geddel Vieira e João Santana, ambos ex-ministros da Integração Nacional [que inclui a defesa civil]”, ironiza.

“Se há alguma lição a ser aprendida da tragédia no Rio, ela mostra que não é para as nuvens que se deve olhar”, diz o texto. O autor admite que as chuvas excessivas que atingiram a região serrana do estado foram causadas por um fenômeno natural. No entanto, avalia que, apesar do espantoso volume de chuvas no Rio ser atribuído à meteorologia, a causa das mais de 770 mortes pode estar em terra firme. Além da gestão inadequada durante o crescimento das cidades atingidas, a revista critica a falta de planejamento na prevenção de catástrofes.

"O Brasil tem uma sofisticada tecnologia em satélites, que o torna capaz de identificar incêndios florestais, corte ilegal de árvores, e de prever o tempo. Mesmo assim, cada tempestade pega o governo de surpresa", diz a matéria. "Em 2010 estavam previstos no orçamento do governo R$ 442 milhões para a prevenção a desastres, dos quais apenas R$ 139 milhões foram gastos efetivamente", diz a Economist, citando recente estudo realizado pelo Contas Abertas.

O texto ainda explica um pouco da história da ocupação nos morros fluminenses. Durante dois séculos, as montanhas do Rio de Janeiro pareciam ser o perfeito refúgio brasileiro. Lá se refugiava, por exemplo, o imperador D. Pedro II e meia dúzia de nobres que queriam escapar do calor escaldante do verão carioca. “Colonizada por imigrantes alemães e suíços, estas aldeias pitorescas se transformaram em cidades movimentadas. Agora elas são uma balbúrdia”, afirma. (Do Contas Abertas).


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Cuidado com os bolsos! O dragão lulista ficou por aí...


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Contra a "Stasi" lulista. Fora, Anatel!

Editorial do Estadão:

Está em risco o direito de cada um ao sigilo telefônico e à privacidade. A ameaça parte da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), criada para regular um serviço de utilidade pública e para proteger o consumidor, não para bisbilhotar a vida dos clientes das telefônicas. A Anatel pretende instalar um sistema de fiscalização remoto, vinculado à estrutura das empresas, para ter acesso a informações sobre todas as chamadas. O objetivo, segundo a agência, é combater abusos contra o consumidor. Não haverá violação de sigilo, argumentam os defensores da proposta, porque o conteúdo das conversas será preservado. Esta alegação é insustentável.

É direito de cada um telefonar a quem quiser, quantas vezes quiser e por quanto tempo quiser sem ter de dar satisfações a qualquer agente público ou privado. O mesmo direito vigora no caso de cada ligação recebida. Sem ordem judicial, ninguém pode intrometer-se legalmente na vida de João ou de Antônio para verificar se foi feita alguma chamada para o número desta ou daquela pessoa. Mesmo para a autorização judicial há regras. O juiz tem de avaliar se há motivo razoável para a solicitação da quebra de sigilo. Além disso, ele deve limitar a autorização a propósitos bem definidos e por prazo determinado, para evitar a concessão de poderes excessivos à autoridade policial.

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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

A farra sigilosa

Ver post abaixo

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Governo Lula torrou 80 milhões no cartão corporativo em 2010

Em seu último ano de governo, Lula e seus ministros bateram um novo recorde em gastos com o cartão corporativo:

As despesas com o cartão de pagamentos do governo federal, também conhecido como cartão corporativo, atingiram a cifra recorde de R$ 80 milhões em 2010. O valor representa R$ 15 milhões a mais do que o registrado no ano anterior. Desde que foi implantado, em agosto de 2001, os gastos com o cartão já atingiram R$ 342 milhões. No topo dos que mais utilizaram os cartões ao longo dos últimos nove anos, está a Presidência da República, com quase R$ 105,5 milhões pagos, dos quais 93% não podem ser discriminados por serem “informações protegidas por sigilo, para garantia da segurança da sociedade e do Estado”. (Continua).

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O Globo critica o desmonte do Enem, mas poupa o ministro Haddad.

Editorial do jornal O Globo discorre, hoje, sobre o desmonte do Enem. Critica o funcionalismo público, mas em nenhum momento pede a cabeça do ministro Haddad, que é o grande responsável pela esculhambação.

Se a incúria do poder público foi a protagonista da tragédia na Região Serrana, ela também patrocina, quase ao mesmo tempo, mais uma ação para o desmonte do Enem, um dos melhores instrumentos criados para substituir o vestibular como porta de entrada na universidade.

Infelizmente, a credibilidade do Exame Nacional do Ensino Médio vem sendo destroçada a golpes sucessivos de inépcia desfechados pelo Ministério da Educação (MEC) e seu Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), responsável pela aplicação do teste, já utilizado por várias universidades, no processo de seleção de vestibulandos.

As constantes e graves falhas na condução do exame explicitam algumas das clássicas deficiências do serviço público brasileiro, convertido de vez numa casta por forças políticas que há alguns anos mantêm o poder em Brasília.

Protegido contra qualquer sistema comezinho de cobrança de eficiência, embora com salários muitas vezes acima dos pagos no mercado para as mesmas funções, o funcionalismo federal custa muito ao contribuinte e não dá um retorno compatível com o peso dos impostos cobrados à sociedade. Pelo contrário, tem gerado sérios problemas, como os do Enem.

Provas já foram furtadas por deficiência no sistema de vigilância contratado; folhas de testes terminaram sendo distribuídas com páginas de gabarito trocadas; e, agora, como se fosse para completar o calvário de centenas de milhares de estudantes, o acesso ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu), para o candidato escolher as opções de cursos, tem sido, no mínimo, problemático. Devido ao previsível grande volume de acesso — surpreendente apenas para o MEC/Inep —, muitos estudantes não conseguiram entrar no sistema.

O prazo foi prorrogado, o mínimo que o ministério poderia fazer. Mas os problemas continuaram. Houve até — pela segunda vez no Enem — invasão de informações privadas, permitida por falha técnica de quem montou o deficiente esquema de registro por meio da internet.

Algumas conclusões se impõem. Uma delas: a máquina burocrática não aprende com o erro — e já foram vários no Enem.

Com o engavetamento da reforma administrativa formulada na Era FH, métodos minimamente modernos de gestão — como o estabelecimento de metas e a distribuição de bônus por resultados — continuaram ao largo da máquina federal, enquanto são adotados, com sucesso, em governos estaduais e municipais.

Sem uma gestão que responsabilize, mas também estimule o funcionário, o erro é apenas um acidente de rota. Mesmo que se repita. Outra evidência é a incapacidade de haver troca de experiências dentro do próprio aparato estatal.

Inscreveram-se neste último Enem 3,3 milhões de estudantes, para disputar 83 mil vagas no ensino superior. Os números são elevados, mas a Receita Federal pro- cessa, sem maiores dificuldades, declarações de 24 milhões de contribuintes pessoas físicas, enquanto a Justiça Eleitoral registrou e apurou, com a costumeira eficiência, bem mais de 100 milhões de votos na última eleição. Por que não recorrer à experiência destas equipes?

Mas parece não haver esta atenção no setor público. A cada demonstração de incompetência como estas cresce mais de importância a decisão da presidente Dilma de instituir um Núcleo de Gestão e Competitividade. Trabalho para ele não falta.


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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Coisa de latino? Tem censura.

É só ver aqui. Bene, cada vez mais acho que os governos só enchem o saco.


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Anatel: de reguladora a espiã.

A manchete da Folha de hoje é estarrecedora. No Brasil, ao que parece, as páginas da Constituição só servem para forrar gaiola. Sob o lulismo, o Estado de Direito sempre está em perigo.

A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) se prepara para monitorar via internet as chamadas telefônicas fixas e móveis.
O objetivo, segundo a agência, seria "modernizar" a fiscalização para exigir das teles o cumprimento das metas de qualidade.
A agência terá acesso irrestrito a documentos fiscais com os números chamados e recebidos, data, horário e duração das ligações, além do valor de cada chamada.
Advogados consultados pela Folha afirmam que a proposta é ilegal. A Constituição garante a privacidade dos registros telefônicos. Qualquer exceção deverá ser autorizada pela Justiça.
Em 31 de dezembro de 2010, a agência publicou no "Diário Oficial" a compra, por R$ 970 mil, de três centrais que serão instaladas nos escritórios de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.
Essas centrais se conectarão via internet às das operadoras móveis. Primeiro, serão cobertas as bases da Vivo, da Claro, da TIM e da Oi, em Minas; Vivo, Claro e TIM, em São Paulo; e as das quatro operadoras no Rio. Nesses locais, o prazo para o início da operação é de até seis meses.
Haverá um cronograma para os demais Estados e, numa etapa seguinte, serão instaladas centrais nas empresas de telefonia fixa.
Essa rede permitirá conexão via internet às operadoras, garantindo o acesso às informações. (Continua, para assinantes).

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Dilma e seu ministério mixuruca

Ricardo Setti fez uma boa lista do que lhe desagrada no governo Dilma - e desagradará a qualquer cidadão que raciocine.

É claro que é cedo demais para qualquer julgamento minimamente profundo sobre o novo governo.

Falo de indícios, de tendências e impressões. Então, não gostei ou não estou gostando:

1 – Do Ministério chinfrim, mixuruca, escolhido pela presidente.Pelo menos dois terços dos ministros são inexpressivos, virtuais desconhecidos e detêm currículos na melhor hipótese medianos.

2 – De Dilma exagerar, citando o ex-presidente Lula 13 vezes em seu discurso de posse, no Congresso. Homenagear seu benfeitor, tudo bem. Estar a um passo da subserviência, porém, não é adequado a uma presidente da República.

3 – Da incompreensível, inteiramente dispensável e muito pouco desejável manutenção do professor Marco Aurélio Garcia como “assessor especial para assuntos internacionais”. Além de ter sido um dos formuladores da política externa conduzida por Lula – que incluía dar caneladas nos grandes países capitalistas, sobretudo os Estados Unidos, abster-se de condenar violadores de direitos humanos na ONU e uma nefasta aproximação com ditaduras como as de Cuba, da Venezuela e do Irã –, o “assessor especial” acaba se constituindo em fonte potencial de conflitos com o Itamaraty. Para que Marco Aurélio para quem dispõe, como chanceler, de um diplomata profissional experiente, como o ministro Antonio Patriota?

4 – De Dilma ter se sujeitado a um ato constrangedor em meio à tragédia que assola o Rio: posar ao lado do governador Sérgio Cabral,com sorriso amarelo, ostentando diante do corpo a camiseta do Fluminense, em cujo campo de futebol seu helicóptero pousou – justamente na volta do sobrevôo à região serrana arrasada pelas chuvas.

É evidente que a presidente não quis molestar ninguém com o fato, mas tratou-se de um péssimo gesto de relações públicas. Faltou a Dilma jogo de cintura para, polidamente, recusar a oferta da camiseta feita pelo vice-presidente do Flu, José Mohamed, deixando claro que esse tipo de foto, nas circunstâncias, não cabia. Onde estava a assessoria da presidente naquele momento? (Continua).


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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Os culpados


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Jornalista global em ato de puxa-saquismo explícito

Cristina Lobo, comentarista da Globo News, já desponta como uma das primeiríssimas chapas-brancas dilmistas. Chega a tecer críticas a Lula, que seria mais lerdo que a super-Dilma.

Veja o vídeo aqui, se é que não foi tirado da rede. A dica é do Coturno.

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UnB virou boteco?

Na UnB, que é a universidade mais ideológica do Brasil, drogas e bebidas correm soltas nas próprias salas de aula. Professores exigem providêncais da reitoria.

Acompanhem no blog do professor Marcelo Hermes.

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ENEM: esculhambação sem fim.

Estudantes reclamam da "desorganização e da falta de respeito" por parte do MEC. E o ministro Haddad, que continua no cargo, nem aí?

A dificuldade de acesso ao site do Sisu no segundo dia de inscrição causou revolta e preocupação nos estudantes. Muitos temem não conseguir se inscrever, mesmo com o prazo prorrogado até quinta-feira, e alguns já cogitam até entrar na Justiça. Até a noite desta segunda-feira, Luzinete da Mata, que quer cursar Odontologia na UFRJ, ainda não havia conseguido se inscrever:

Estou desde as 6h de domingo tentando me inscrever no Sisu e não consigo

- Estou desde as 6h de domingo tentando me inscrever no Sisu e não consigo. Só diz que o Internet Explorer não conseguiu se conectar ao site. E olhe que minha conexão é de banda larga! Se eu perder a inscrição, irei mover uma ação judicial. Estudei para caramba e deixei de sair de casa para ficar me estressando com isso. Estou indignada. (Leia também: MEC admite que candidatos tiveram acesso a dados de outros estudantes no Sisu)

Monique Ribeiro também está tensa. Mesmo após conseguir ver suas notas na sexta, ainda está com problemas com a senha de acesso. Até a noite desta segunda-feira, a candidata a uma vaga em Psicologia na UFRJ não tinha conseguido se inscrever.

(...)

Vitor Santoro tem a mesma preocupação. No domingo, tentou se inscrever do meio-dia à meia-noite, em vão. Nesta segunda-feira, novas tentativas também foram frustradas. O estudante, que quer cursar Administração no Cefet, diz que tentou acessar o site de seu computador e da casa de um amigo. (Continua).


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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Estado de Direito? Não com o MST infernizando o país.

Enquanto o MST não for submetido à lei, não se pode afirmar que vivemos efetivamente sob Estado de Direito. O "exército" de Pol-Pot Stédile, braço armado do PT e da banda podre da Igreja Católica, volta a infernizar o país. Se a lei não vale para os sem-terra, por que os cidadãos deverão respeitá-la?

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) ocupou no último dia 10 as sedes de quatro prefeituras no Sul da Bahia - Prado, Mucuri, Itabela e Itamaraju - e ameaçou invadir, nos dias seguintes, outras 50 na mesma região. Menos de 48 horas depois, suas lideranças anunciaram que os prédios estavam sendo desocupados em função do "êxito total" nas negociações com as administrações municipais e desmentiram novas invasões. Ao mesmo tempo, anunciava-se que o movimento dito social planeja uma série de invasões de propriedades rurais e de repartições públicas em todo o País - um "janeiro quente" destinado a testar o comportamento do governo Dilma. Nenhuma novidade. Com a imagem desgastada junto à opinião pública e sua credibilidade comprometida em todos os níveis do poder público, parece não restar ao MST senão o jogo de cena, como recurso para demonstrar que está vivo e continuar fazendo jus aos enormes privilégios e benesses que conquistou ao longo dos oito anos do governo lulista.

O MST foi criado em 1984, em pleno processo de redemocratização do País, por iniciativa de sindicatos de trabalhadores rurais, organizações sociais voltadas para os problemas do campo e, especialmente, a Comissão Pastoral da Terra, então vinculada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, mas que adquiriu autonomia, na medida em que se abriu para fiéis de outros credos cristãos e, mais importante do que isso, passou a ser dominada pelo pensamento marxista e pelos sectários da Teologia da Libertação. Num país marcado por forte desigualdade social, o MST nasceu inspirado pela ideia generosa de criar condições para que o homem do campo possa se integrar na economia agrícola, como produtor em seu pedaço de chão. Consequentemente, a grande bandeira içada pelo movimento foi a da reforma agrária.

Mas o sectarismo ideológico acabou transformando os assentamentos rurais que o MST controla em todo o País, todos fortemente dependentes de financiamento governamental, numa tentativa anacrônica de preservar uma estrutura de produção de subsistência. Uma ideia que bate de frente com as exigências da economia globalizada, que estimulam o aprimoramento tecnológico e de gestão do agronegócio. Até o governo do presidente Lula se deu conta do furo n"água que representa a concepção de reforma agrária do MST. Mas esse mesmo governo, se, por um lado, estimulava o agronegócio (responsável por mais de um terço do PIB brasileiro), por outro, bajulava as lideranças "progressistas" do MST, incluindo seus quadros no aparelhamento da máquina federal, especialmente nas áreas do Desenvolvimento Agrário e do Incra, e abria generosamente os cofres públicos para atender às demandas dos assentamentos. Isso possibilitou, por exemplo, o desenvolvimento de uma ampla atividade educacional nos domínios do MST, sujeitando milhares de crianças e adultos à doutrinação marxistoide e à incitação da luta de classes.(Continua).


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O descaso político com as calamidades

Editorial do Estadão, na mosca:

Não passa de escapismo político a tentativa de alguns governantes de atribuir a fenômenos naturais os dramas que, periodicamente, afligem as populações de determinadas áreas e às vezes se transformam em imensa tragédia humana, como ocorreu na região serrana do Rio de Janeiro. As pessoas não morrem por causa das chuvas, disse ao Estado a diretora do Centro para a Pesquisa da Epidemiologia de Desastres, Debarati Guha-Sapir, considerada uma das maiores especialistas do mundo em desastres naturais. As pessoas morrem porque "não há vontade política para resolver seus dramas, que se repetem ano após ano". A principal causa de tantas mortes em desastres naturais é o descaso político, resume ela.

Um exame das políticas públicas - ou da falta delas - de proteção de populações contra desastres naturais mostra, de fato, uma extensa cadeia de imprevidência, incompetência administrativa, incapacidade técnica e irresponsabilidade política. Trata-se de um problema antigo. Espera-se que as dimensões da tragédia do Rio de Janeiro finalmente alertem as autoridades para a questão e as forcem a elaborar políticas e projetos que evitem sua repetição. (Continua).


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Socorro à maneira grotense


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domingo, 16 de janeiro de 2011

Que chamem o Exército norte-americano!

Diante da incompetência das autoridades brasileiras, sou a favor da intervenção de forças estrangeiras para socorrer o Rio de Janeiro. Tantos mortos, só na tragédias da China, com sua população acima de bilhão.

Não há governo no país que, arrogante e estupidamente, pretende ser a quinta potência mundial (ver post abaixo).

Onde estão o Exército, a Aeronáutica e a Força de Segurança Nacional?

Que chamem o Exército norte-americano!

E que venham os "nacionalistas" a criticar o blog!


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"El País" critica descaso do governo Dilma na catástrofe do Rio de Janeiro

A insensibilidade do governo Dilma, que não deu as caras na tragédia no Rio de Janeiro, foi criticada pelo jornal espanhol El País. O diário chama atenção para a "incúria política no Brasil" e qualifica a catástrofe de "crime social", visto que as autoridades já dispunham de dados sobre a ocorrência de fortes chuvas na região. O governador do RJ se omitiu, assim como o governo Dilma. Este é o Grotão lulista, que pretende ser a "quinta potência mundial"...

Crece la tragedia causada por las aguas y la incuria política en Brasil, donde los muertos son ya cerca de 600. Los equipos de rescate creen que la cifra puede doblarse porque no consiguen llegar a localidades enteras que se encuentran bajo los escombros en las zonas golpeadas por las lluvias en la sierra de Río de Janeiro. El turismo en este Estado ha perdido este mes 30 millones de dólares (22.410.000 millones de euros) al sufrir la cancelación del 95% de las reservas en los hoteles- muchos de los más lujosos del país- y más de 6.000 personas permanecen a la intemperie, muchas aisladas, con sed, hambre y mucho miedo.


Tres días después de la mayor tragedia ambiental de la historia de Brasil, ocurrida en una área de 1.522 kilómetros cuadrados, incluida toda la gran ciudad de Sâo Paulo, sus gentes, que han visto cómo se destruían la mitad de las casas, que están sin luz ni teléfono, sin agua, comida ni medicamentos, se sienten abandonadas a su suerte a pesar de los esfuerzos de los 1.000 agentes desplegados por el Gobierno. Estas fuerzas se confiesan incapaces de llegar a muchos lugares donde ni los cadáveres, ya en putrefacción, consiguen ser retirados.


Un "crimen social"

"Colapso en la sierra", titula hoy a toda página con caracteres de guerra, el diario O Globo, mientras el diario Folha de Sâo Paulo abre con la revelación de un estudio, realizado por el Gobierno en 2008, en el que ya se anunciaba la tragedia con datos científicos y justamente en las tres ciudades del desastre -Teresopolis, Petropolis y Nova Friburgo-. Pero el documento se quedó en papel mojado. El estudio, realizado por expertos como la geógrafa Ana Luiza Coelho Neto, explicaba que las tres ciudades arrasadas por las aguas convivían con varios factores de riesgo "capaces de generar efectos de gran magnitud". De Nova Friburgo, la ciudad con mayor número de muertos, cuyo centro prácticamente ha desaparecido bajo un muro de agua y el lodo de hasta un metro de altura, el informe apuntaba que la mayor parte de la población estaba viviendo en estado de riesgo. Datos oficiales revelan también que tanto el Estado de Río como el Gobierno federal han gastado hasta 14 veces más en reconstruir zonas desastradas por las lluvias que en prevención estos últimos años.

Mientras tanto impresionan e indignan las imágenes emitidas anoche por el telediario nacional de la red Globo, con más de 40 millones de audiencia, intercaladas con las sangrantes de la tragedia, de la primera reunión ministerial con los 37 nuevos ministros presidida por Dilma Rousseff, en la que aparecían riendo a carcajadas, algunos masticando chicle y con aire de fiesta.

Los comentarios de la prensa nacional se preguntan hoy cómo es posible que un país que pretende ser la quinta potencia mundial no sea capaz siquiera de rescatar de las áreas devastadas los cuerpos de los muertos y hacer llegar los víveres y medicinas de primera necesidad a los aislados, sobre todo en las zonas rurales donde, desesperados, gritan a los pocos helicópteros que vuelan sobre la zona pidiendo ayuda. La catástrofe anunciada ha sido mayor porque, según los meteorólogos, una gran humedad llegada de la Amazonia, favorecida por condiciones de mucho calor y baja presión, chocó con un frente frío llegado de la Región Sur, lo que creó la gran cantidad de lluvia. El agua cayó como una tromba en sólo dos horas y arrastró laderas abajo todo lo que encontraba a cien kilómetros por hora haciendo desbordar y subir hasta siete metros los numerosos ríos que atraviesan las ciudades.

Sin embargo, la causa última de tantas víctimas humanas se ha debido a que aquella zona, como ya anunciaba el informe oficial, ha sufrido estos años un crecimiento de más del 20% de la población, que se amontonó en las áreas de riesgo y que deforestó los bosques y dejó en carne viva la tierra sin el apoyo de las raíces. De ahí que la tragedia esté siendo apellidada de "crimen social" más que meteorológico.


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