quinta-feira, 31 de março de 2011

Primeiro de abril, dia nacional do PT.


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"Tadinhos" dos bandidos!

Estou muito preocupado com a denúncia feita por este jornal, cada vez mais politicamente correto.

Enquanto isso, a ilha dita da "magia" vira Ilha dos Bandidos, com apoio das autoridades e da imprensa.

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Los 3 amigos: Sócrates, Chávez e Lula.

São grandes amigos, não há dúvida. Chávez lamenta a saída do primeiro-ministro português José Sócrates, que, na solenidade de outorga do título de "doutor" ao grande cientista Lula em Coimbra,se irritou com a imprensa sobre a possível (?) ajuda do Brasil a Portugal.

Grandes amigos, desde que o dinheiro seja dos trouxas dos respectivos países.

(Gracias, CFE).

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Piada portuguesa


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quarta-feira, 30 de março de 2011

Constituição acima de tudo

Se a população elege canalhas - e elege mesmo -, problema dela. O fato é que não se pode empurrar leis com boas intenções violando a Constituição, tal como a da Ficha Limpa. Isto é ingenuidade ou má-fé. O grande problema é a impunidade generalizada. Abaixo, um bom comentário de José Nêumanne no Estadão:

É definitivamente lamentável que a onda de indignação despertada na sociedade brasileira pela votação do Supremo Tribunal Federal (STF) que adiou a vigência da Lei da Ficha Limpa para a eleição de 2012 não passe de um tsunami cívico inócuo. Pois não produzirá efeitos nem contra a corrupção do serviço público nem no fortalecimento da democracia.

Cai no vazio por dois motivos básicos e óbvios: a causa não é sólida e a mobilização é festiva e efervescente. Se esse tipo de ira coletiva se manifestasse na rejeição a outros malfeitos dos homens públicos, ele seria mais nobre, mais útil e mais efetivo. Desafinando mais uma vez o coro dos descontentes, aqui proponho uma reflexão retrospectiva e aprofundada para chegar à autêntica raiz de nossos problemas institucionais. E destes, mais grave do que a improbidade administrativa - que a lei condena, mas não alcança - é a impunidade generalizada.

O prestígio e a ineficácia da Lei da Ficha Limpa são frutos dos mesmos enganos. Um deles foi a tentação de tentar tornar a Constituição a panaceia universal, capaz de resolver as distorções sociais e curar as doenças crônicas de nossa organização política. Se se contém um paradoxo numa frase curta - do tipo "a lei é dura, mas é lei" -, o que dizer, então, da enxúndia produzida pelos constituintes ansiosos em corrigir a História do Brasil com boas intenções, que, como lembrava minha arguta avó, sempre terminam debaixo de sete palmos de terra em algum cemitério - daqueles que João Cabral retratou em seus poemas? (Continua).


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terça-feira, 29 de março de 2011

A "liberdade de imprensa" na Argentina

A Viúva K abraçou hoje o tirano Chávez, que recebeu um "prêmio" na Universidade de La Plata pela "defesa da liberdade de imprensa" (a coisa só podia, mesmo, ser perpetrada por cegos acadêmicos de la comunicación). E ainda hoje pelegos comandados pelo governo impediram a distribuição do jornal Clarín. (Gracias pela sugestão no twitter, Esteban).

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Na América Latina, o que é ruim sempre se copia.


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A Vale para os pelegos?

Lula, quando presidente, fez o diabo para derrubar a presidência da Vale do Rio Doce, mas não conseguiu. Agora, enfim, o acionista Bradesco joga a toalha e Dilma pode oferecer a cabeça de Roger Agnelli ao Pequeno Timoneiro. Quanto à empresa, que teve crescimento fenomenal sob Agnelli, talvez vá para os pelegos, que já mandam na Caixa Preta que é a Petrobras. Quando o Estado avança, é a sociedade que perde.

O governo venceu, depois de quase dois anos e meio de campanha contra o presidente da Vale, maior empresa privada do Brasil, segunda maior mineradora do mundo e líder mundial na extração de minério de ferro. Roger Agnelli deixará o posto, afinal, porque o Bradesco desistiu de enfrentar a pressão do Palácio do Planalto. Sem a rendição do banco, o governo federal não teria os votos necessários para forçar a mudança na cúpula da empresa. O acordo foi concluído em reunião do ministro da Fazenda, Guido Mantega, com o presidente do conselho de administração do Bradesco, Lázaro Brandão, na sexta-feira. O resultado já era dado como certo por fontes do governo e, portanto, não surpreendeu. Mas a disputa em torno da presidência da mineradora foi muito mais que um embate entre dois grandes acionistas. Este é o ponto mais importante, não só para os diretamente envolvidos nesse confronto, mas, principalmente, para o País.

Se houve algo surpreendente, não foi a rendição do Bradesco, na semana passada, mas sua longa resistência. Há uma enorme desproporção de forças entre o governo federal e uma instituição financeira privada, mesmo grande. Os dirigentes do banco acabaram levando em conta seus interesses empresariais e os possíveis custos de um longo confronto com as autoridades. A pressão exercida a partir do Palácio do Planalto foi "massacrante", segundo uma fonte do banco citada pelo jornal O Globo.

Ao insistir no afastamento de Roger Agnelli, a presidente Dilma Rousseff seguiu no caminho aberto por seu antecessor. Derrubar o presidente da Vale foi um dos grandes objetivos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. (Continua).


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segunda-feira, 28 de março de 2011

Os dendeuses baianos (vá lá o trocadilho infame)


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Há petralhas também na Argentina

O leitor pode constatar aqui que o linguajar lulopetista contaminou particularmente a América do Sul. Como critiquei a outorga de um "prêmio" ao ditador Chávez por uma escolinha de comunicação de La Plata, o blog tem sido atacado, principalmente porque meu amigo Esteban fez comentários sobre esta vergonha.

De uma coisa tenho certeza: a idiotia é, de fato, patrimônio latino-americano. Marx falava do "despotismo asiático", nós só podemos falar do tardio "despotismo latino-americano".

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O ranço anticapitalista da CNBB

Denis Rosenfield foi ao ponto, como sempre, em artigo publicado hoje no Estadão, a propósito da nova campanha dos bispos, que ainda estão mergulhados na maionese do anticapitalismo. Que se juntem ao MST de Pol-Pot Stédile (ver post anterior).

Se tivéssemos de caracterizar a ideologia do documento o qualificaríamos como uma mistura de ludismo e marxismo. Ludismo porque corresponde a uma corrente política e ideológica inglesa do século 19 que recusava toda e qualquer modernização do processo produtivo, no caso, industrial, pela destruição de máquinas, cuja inovação não era aceita. Marxismo porque adota as categorias dessa corrente ideológica, propugnando uma via anticapitalista, que não estaria mais orientada pelas relações de mercado alicerçadas no lucro e nos contratos. Desta última resgata também a ideia socialista, que ganha uma nova denominação, a de uma sociedade "solidária", não consumista, não capitalista, apoiada na "vida", e não na ganância. Mudou de denominação por conveniências retóricas.

Assim, a CNBB postula que os alimentos produzidos para o mercado, sob a forma de "commodities", sejam caracterizados como produtos de um mercado voltado para o "lucro", que não visa à "disponibilização de alimentos para todas as pessoas". Prossegue em suas diatribes criticando um mercado "dominado por poucas empresas que monopolizam o mercado internacional, impondo preços segundo suas conveniências". Mas é obrigada a reconhecer que esse processo, baseado em "distorções", "se reflete nos preços relativamente baixos dos alimentos". Ou seja, na verdade, é o mercado que produz alimentos abundantes e a baixos preços, o que contradiz sua tese de que a escassez seria a resultante desse processo.

(...)

Todo o setor da agropecuária e do agronegócio em geral é tido como praticante de "crimes ambientais", como se esse fosse o seu costume. Evidentemente, a prática agrícola, como ocorre em qualquer lugar do mundo, transforma a natureza, tendo em vista a produção de alimentos. Se assim não fosse, a humanidade morreria de fome. Há uma clara confusão entre desmatar por desmatar, sem nenhuma preocupação agropecuária, e a atividade propriamente agrícola, que também conserva a natureza. Agricultura e natureza marcham de mãos dadas. Se não for assim, ambas acabam perdendo. O agricultor ou a empresa que não conserva a natureza dá um tiro no próprio pé.

A CNBB apoia-se numa concepção religiosa segundo a qual tudo o que existe na natureza é resultado da criação divina, que, enquanto tal, deve ser preservada. Trata-se de "cultivar" a "criação". O ambientalismo estaria, nesse sentido, fundado numa cosmovisão religiosa. Eis por que é defendida a ideia de que os comportamentos que contrariam essa cosmovisão devem ser "corrigidos", por serem "pecaminosos", por atentarem precisamente contra a "criação divina". Ou seja, a Igreja assume a política dos que sabem o que é o "correto" comportamento humano, devendo adotar medidas que o implementem. A correção do comportamento humano seria empreendida pela "tirania dos bons", dos "virtuosos". Isso significa que todo aquele que advoga pela atualização do Código Florestal seria pecador. (Na íntegra).


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Réquiem para o MST e suas lonas pretas

O MST, verdadeiro partido clandestino surgido da mistura de sub-marxismo com Teologia da Libertação (cultivada pela banda podre da Igreja católica), vê encolher seu "exército" invasor de propriedades. Os mercenários anti-capitalistas e nostálgicos da enxada já vão tarde. E seu líder, Pol-Pot Stédile, deveria estar na cadeia há muito tempo.


Às vésperas do início de sua jornada nacional de lutas, o chamado "abril vermelho", o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), a maior organização do País dedicada à defesa da reforma agrária, enfrenta um dos desafios mais dramáticos de sua história: a contenção do rápido esvaziamento de seus acampamentos.

No primeiro ano do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, existiam 285 acampamentos de sem-terra no País, de acordo com levantamento da Comissão Pastoral da Terra (CPT). Em 2009 a quantidade despencou para 36. Em 2010 o número foi ainda menor, segundo dados preliminares do novo relatório da CPT que será divulgado nos próximos dias; e em 2011 as dificuldades de mobilização só aumentam. Dias atrás, o militante Luciano de Lima, um dos coordenadores do movimento no interior de São Paulo, teve dificuldade para reunir 27 pessoas na invasão de uma área da Ferroban, em Paraguaçu Paulista.

O total de pessoas acampadas no País passou de 400 mil para menos de 100 mil entre 2003 e 2010, segundo estimativas da direção nacional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Para o secretário da coordenação nacional da CPT, Antonio Canuto, o esvaziamento é acentuado. (Continua).


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domingo, 27 de março de 2011

Viúva K "esquece" atentados para ficar de bem com os aiatolás

A presidente argentina está disposta a suspender a investigação sobre os atentados terroristas praticados contra os judeus em 1992 e 1994 em troca de acordos comerciais com a teocracia iraniana.

Tal como Lula, o casal K sempre teve boas relações com ditaduras. O tirano Chávez, por exemplo, contribuiu generosamente para a eleição de Christina.

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Os prejuízos do lulismo para o Brasil

Ideologias, Sardenberg, não só custam caro, mas emburrecem:

O que é pior, não ter ideias ou ter as erradas? Difícil, mas é certo que alguns problemas graves do Brasil se devem a equívocos ideológicos, ou seja, ideias erradas, atrasadas ou fora de lugar. Nem é preciso procurar muito. Há dois exemplos gritantes no noticiário dos últimos dias: o Brasil perdeu vendas para o rico mercado americano por causa de uma diplomacia baseada numa espécie de bronca com os EUA; o Brasil não tem aeroportos adequados porque o governo Lula considerava um crime fazer concessões à iniciativa privada. (Continua).

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sábado, 26 de março de 2011

República sindicalista de olho na Vale

Matéria da revista Época, reproduzida pelo Coturno Noturno. Alô, editorialistas dos grandes jornais, Dilma é tão petista quanto o antecessor, que, aliás, continua recebendo régios brindes de "empresários" das arábias.
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"Universidade deve formar sábios"

Drew Faust, primeira reitora da Universidade de Harvard, considerada a melhor do mundo em algumas áreas de pesquisa, deu entrevista à revista Veja afirmando que o propósito das universidades não é apenas resolver problemas práticos, mas formar sábios. Bene, se as universidades brasileiras já conseguem resolver satisfatoriamente alguns desses problemas, está longe de formar sábios. Nas ciências humanas, por exemplo, o conhecimento, na América Latina, frequentemente é confundido com ideologia (vide post abaixo, sobre a escolinha de jornalismo argentina que premiou o ditador Chávez). Aí vai um trecho:

Um debate frequente de nossos dias é acerca de como as universidades podem contribuir com as necessidades mais imediatas da sociedade. Algumas delas são necessidades econômicas, e os estudantes vão às universidades de forma a serem treinados e qualificados para futuros empregos. Outras são descobertas e inovações e outros tipos de intervenções que podem ter um efeito imediato no mundo, como a cura de uma doença. Mas as universidades têm outros propósitos, que são de longo prazo e que são mais difíceis de mensurar, mas que são extremamente importantes para todos nós. No encontro que tive com os reitores brasileiros, ouvi uma frase que resume esse pensamento: a sociedade nos pede soluções para problemas práticos. Mas a universidade não deve se preocupar apenas com o bem estar imediato dos seres humanos, precisa fazer também com que eles sejam sábios. As universidades têm esse propósito humano, histórico, antropológico, que nos faz transcender o momento presente. Não nos preocupamos apenas se nossos alunos terão emprego amanhã. Precisamos garantir que eles tenham conhecimento. (Continua).

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Um prêmio "jornalístico" para o ditador Chávez

A Universidad de La Plata (Argentina), através de da Faculdade de Jornalismo e Comunicação Social ("comunicación" é uma verdadeira praga ideológica latino-americana), concedeu ao tirano Hugo Chávez, que censura a imprensa e prende os críticos do regime, um prêmio jornalístico!

A ridícula decana da faculdade, Florencia Saintout, afirma que há liberdade de imprensa na Venezuela (saquinho, por favor).

Imaginem o tipo de jornalista formado naquela arapuca. Aliás, cala-te, boca...

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Na Era Lula, o crime merece apenas censura moral.

Erenice, o braço direito de Dilma antes da presidência, foi apenas censurada por envolver-se, junto com os familiares, no tráfico de influência. É o Grotão lulista, com a cumplicidade de empresários pré-capitalistas. A única revolução necessária no Brasil é esta: mais capitalismo!
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Os quintais partidários

Kassab saiu do DEM para formar um partido com nome velho (PSD, do tempo do meu nono). Agora a coisa chega ao Partido Verde. Este é o Grotão lulista: a turma ainda fala em "transição democrática"décadas após a ditadura civil-militar.

A ex-senadora Marina Silva (PV), terceira colocada na eleição presidencial do ano passado, passou ontem o dia dando entrevistas e participando de articulações políticas em São Paulo. Desde a campanha não encarava um período tão agitado. Ao contrário daquele momento, porém, ela não enfrenta um adversário fora do partido, mas no coração dele. Ao lado de militantes históricos e de recém-desembarcados no PV, reunidos no movimento chamado Transição Democrática, ela cobra a democratização do partido. Quer a realização de convenção e eleições para a escolha de nova diretoria ainda neste ano. Do lado de lá, o atual presidente, deputado José Luiz Penna, articula para continuar no cargo que ocupa desde 1999. (Continua).

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sexta-feira, 25 de março de 2011

Jesus não era cristão e o Papa não é historiador

Joseph Ratzinger, ainda Cardeal, travou em 2000 um debate com o filósofo e jornalista italiano Paolo Flores d'Arcais (editor da revista MicroMega), posteriormente reproduzido no livro Deus existe? (Editora Planeta, 2009). Flores d'Arcais submete agora à crítica o recente livro do Papa Ratzinger (Bento XVI) sobre Jesus de Nazaré, argumentando que não há nada de escandaloso no fato de ele estudar teologia e devotar-se a Jesus - afinal, é seu trabalho como líder da Igreja Católica -, mas o problema é que se apresenta também como historiador.

O Papa pretende "alcançar a certeza da figura verdadeiramente histórica de Jesus", já que - e as palavras são do próprio - "não podemos deixar de enfrentar a questão da real historicidade dos acontecimentos essenciais. A mensagem do Novo Testamento não é somente uma ideia".

Eis o nó do problema, segundo d'Arcais. Jesus não era cristão, mas "um judeu praticante que jamais teria imaginado criar uma nova religião, e menos ainda estabelecer uma igreja. Ele nunca sonhou em se proclamar Messias". Jesus era, na verdade, "um profeta errante, exorcista e curandeiro judeu", anunciador do Apocalipse - nesse caso, figura historicamente menor que João Batista.

O Jesus de que fala o Papa, prossegue o filósofo, não é Jesus, mas "o Cristo dogmatizado pelos Conselhos de Nicéia (325) e da Calcedônia (451), dominados pelos imperadores de Roma, quecom o Jesus da história nada tem a ver". Em resumo, Ratzinger trabalharia sobre algumas falsidades.

O artigo está disponível em italiano aqui (usem o tradutor do Google: precisa melhorar, mas já é um quebra-galho). Quanto ao evento, foi uma discussão entre duas pessoas cultas e civilizadas.

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Ajuda à África só gerou miséria, corrupção e tirania.


Nos últimos 50 anos, a África recebeu 1 trilhão de dólares em ajuda que serviu apenas para aumentar a pobreza e a corrupção, além de gerar ditaduras. Quem diz isso é a economista Dambisa Moyo, que nasceu na Zâmbia, estudou economia em Harvard e Oxford e hoje mora em Londres. Em 2009, ela lançou o livro Dead aid (bestseller do NYT) e foi considerada pela Time uma das 100 pessoas mais influentes do mundo. Acaba de lançar outro livro: How the West was Lost (resenha aqui, em inglês).

Para Dambisa, o continente africano tem que expandir o comércio e copiar boas iniciativas de outros países, ao invés de se acomodar à "esmola" estrangeira. Os legítimos representantes do continente, resume a autora, devem ser os próprios líderes africanos, e não as "celebridades ocidentais" (a exempo do chatíssimo Bono). Obviamente, tem apanhado muito.

Em 2009, a revista Época fez uma entrevista com a economista (mal aproveitada pelo entrevistador): "Ajuda não faz bem à África".

Bene, como o livro não é politicamente correto, certamente não terá tradução tão cedo.

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quinta-feira, 24 de março de 2011

O exemplo chileno

Apesar de ter sofrido um terremoto devastador, o Chile está bem. É, de fato, um exemplo para a América Latina, onde alguns governantes só veem a realidade pelo retrovisor. Artigo de Carlos A. Montaner:

Chile es hoy la nación más exitosa de América Latina. La inmensa mayoría de la sociedad está de acuerdo en que el mejor modelo de convivencia es el que se encuentra dentro del paradigma político de la democracia liberal y en los fundamentos económicos del mercado y la supremacía de la sociedad civil. En consecuencia, la clase política se mueve pacífica y cívicamente dentro de ese espectro, que es, además, el de las veintisiete naciones de la Unión Europea, y de otra docena de países triunfadores del primer mundo: Estados Unidos, Canadá, Suiza, Israel, Japón, Australia, Corea del Sur y un breve etcétera. (Continua).

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Tomem, Lula e "Adolfinejad"!


Parece que o bom senso volta a prevalecer no Itamaraty, que, no governo Lula, afagou a escória internacional. "Adolfinejad", o grande amigo do Pequeno Timoneiro de Garanhuns, certamente não esperava essa mudança na posição brasileira em relação à violenta teocracia iraniana:

O Brasil mudou sua posição em relação ao Irã e votou na manhã desta quinta-feira, 24, a favor de uma resolução no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, em Genebra, proposta pelos Estados Unidos para investigar as violações do governo de Mahmoud Ahmadinejad. (Continua).

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quarta-feira, 23 de março de 2011

Seja um crítico de cinema você também!

O Leite de Pato é um bom observador da área, digamos, cultural. Fornece bons exemplos para um, digamos de novo, crítico de cinema (e deixem eu imitar a Caixa no título):


- descubra no filme alguma manifestação oculta de conservadorismo, e condene-a;

- parabenize o diretor do filme por qualquer suspeita de que o enredo seja, na verdade, uma crítica ao capitalismo, ao ocidente, aos EUA, ao Vaticano, a Israel, à polícia, ao Exército, à moralidade burguesa, à Lei da Gravidade, tudo isso serve;

- não deixe passar batido se o filme mostrar qualquer coisa parecida com uma família, aproveitando a oportunidade para ridicularizar costumes humanos tradicionais (como casamentos entre "homem e mulher", monogamia, trabalho duro, relações comerciais, catolicismo ou outras aberrações do tipo);

- uma menção descabida a algum tema de interesse da esquerda é sempre melhor que sua ausência. Assim, escreva qualquer bobagem sobre a Guerra do Iraque, a Palestina, a bolha imobiliária, o regime militar, o neoliberalismo, a regulamentação da economia, a reforma da saúde do Obama...;

- no caso específico dos filmes brasileiros, sempre diga que o filme faz um "resgate de um período negro de nossa história", ainda que seja o milionésimo filme que você vê contando os mesmos episódios de sempre sobre os "Anos de Chumbo".


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Embrapa: ideologia sufocando a ciência.

Reinaldo chama atenção para uma questão de extrema importância. Brucutus com influência no governo Dilma tentam destruir a Embrapa. O chavismo grotense já bota as manguinhas de fora.

Segue o post na íntegra (pô, Reinaldo, um pouco de síntese não faz mal):

O governo Dilma se esforça para demonstrar que não tem compromisso com certo obscurantismo. Ok. Na Embrapa, hoje, trava-se uma luta entre as luzes e a escuridão, entre a ciência e o preconceito. E cabe ao governo tomar uma atitude antes que vençam os brucutus. A questão também diz respeito ao governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), que investe na imagem de um político moderno. É mesmo?

Numa decisão destrambelhada, a direção da Embrapa decidiu extinguir a área de Gestão Territorial Estratégica (GTE) da Embrapa Monitoramento por Satélite, com a demissão arbitrária de seu supervisor, o cientista Cláudio Spadotto. Dada a forte reação contrária dos setores ligados à agricultura, dos usuários e clientes do GTE na área pública e privada e de todos que se interessam pela liberdade e pela premiação da competência, agora a diretoria da empresa tenta voltar atrás dando dois passos para a frente. Nota importante: o GTE monitora obras do PAC.

O presidente da Embrapa, Pedro Arraes, está propondo rever o novo regimento da Embrapa de Campinas — onde está, ou estava, o GTE —, e criar um factóide: um certo núcleo de gestão territorial, que ficaria sob o mando da chefia de pesquisa, sem nenhuma autonomia. Eu me refiro à autonomia científica.

Estamos diante de uma maquiagem de atos administrativos para acobertar a decisão de exterminar uma equipe cuja competência ninguém, NINGUÉM MESMO!, contesta. A única coisa razoável a fazer, a esta altura, seria criar um Serviço de Gestão Territorial Estratégica em Campinas. Teria de ser uma nova unidade de serviços, que não estivesse subordinada à gestão e à ingerência desastrada do Sr. Mateus Batistella, um adversário declarado do agronegócio.

O problema não diz respeito só à pesquisa, não! Trata-se também da aplicação dos resultados disponíveis em inovações que colaborem para o progresso dos usuários públicos e privados dos serviços prestados pelo GTE — inclusive o agronegócio, sim! Para que os fazendeiros fiquem mais ricos? Não! Para que produzam mais comida — e mais barata! E é o que se vinha fazendo na gestão de Cláudio Spadotto.

O baguncismo está tomando conta da Embrapa. Três diretores da empresa estão com os respectivos mandatos vencidos. O processo de escolha dos novos, ocorrido no início deste ano, apresentou tantos vícios que foi parar na Casa Civil. Pedro Arraes poderia cuidar dessas questões. Em vez disso, tenta desarticular o trabalho de gente séria, que tem se mostrado essencial à agricultura brasileira.

E o governador Eduardo Campos com isso? É parente de Pedro Arraes, que preside a Embrapa com o apoio do PSB. Se o serviço acabar, Campos vira um coveiro associado da ciência. Arraes proibiu no mês passado cientistas da Embrapa, ligados ao GTE, de participar de debates sobre o Código Florestal. Por quê? Porque AS IMAGENS, OS FATOS E OS DADOS NÃO CORROBORAM AS TESES DOS ECOLOGISTAS DO APOCALIPSE. Assim, se a ciência vai contra os preconceitos, acabe-se com a ciência, ora essa, e viva o preconceito!


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Ainda há juízes no Brasil

Estranhei o frenesi de alguns blogs, principalmente os ligados aos grandes portais, sobre a votação, no STF, da Lei da Ficha Limpa. Muita fumaça para pouco fogo.

Bene, prevaleceu a Constituição, que sempre deve estar acima - e a salvo - dos interesses políticos conjunturais. Não é pouco.

E chega de frenesi.

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Começou o terrorismo da Receita Federal

A campanha começou no Jornal Hoje, da Globo. Daqui pra frente, a imprensa vai assumir seu lado Granma, virando porta-voz oficial da Receita Federal 24 horas por dia, até o final de abril.

Carecas balbuciantes, chefes da arrecadação selvagem, brilharão na TV, alertando sobre penalidades etc. A família dos burocratas exultará ao vê-los na tela dizendo obviedades.

Ora, fazer - ou não - a declaração de imposto de renda é assunto absolutamente privado. Transformá-lo em campanha pública - e terrorista! - só indica que ainda estamos longe da civilização.

A Receita Federal e a Petrobras são as nossas instituições "soviéticas".

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Petralhopédia, uma boa ideia.

O Implicante presta um serviço aos cidadãos brasileiros que não vivem no melhor dos mundos possíveis: abre espaço ao prontuário das lideranças petistas, lulistas e aliadas. Folha corrida complicada, como todos sabem. O sub-título é implacável: "A enciclopédia de quem continua solto".


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Aqui se vem, daqui se vai.


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Enquanto isso, na Casa Branca...

...exercitando o fabuloso ski-dum-dum da riquíssima cultura brasileira.
UPDATE: aliás, Obama deve pensar que o Brasil se resume a Brasília e Rio de Janeiro. Desculpem-me os leitores, mas ele conheceu apenas o Grotão lulista.

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terça-feira, 22 de março de 2011

Atenção: marcianos descem na Venezuela chavista!

O conhecimento tem limites; a estupidez, jamais. Sirva de exemplo o coronel Hugo Chávez, destruidor da Venezuela. Os adeptos da idiotia latino-americana, é claro, podem achar que é piada, mas ele disse, de fato, as bobagens reportadas pelo Estadão:

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, é conhecido por atribuir ao capitalismo a responsabilidade por grande parte dos problemas da Terra. Hoje, ele apontou para outra parte do sistema solar para enfatizar sua opinião. Segundo Chávez, é possível que o capitalismo tenha destruído a vida em Marte.

Na televisão estatal venezuelana, o presidente da nação sul-americana declarou: "Eu sempre disse, e já ouvi dizer, que ninguém estranharia se uma civilização tivesse habitado Marte". Depois de uma pausa, ele prosseguiu: "Mas talvez o capitalismo tenha chegado lá, o imperialismo tenha chegado lá, e acabado com o planeta". Chávez fez o comentário durante um debate sobre conservação da água. Ele falou sobre Marte depois de abordar a descoberta de vestígios de água no planeta vermelho.

Aprecatem-se, venezuelanos: os ETs estão entre nós, ou melhor, entre vocês.

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Parabéns ao PSTU!


Não virei casaca, mas esta notícia, no blog de Políbio Braga, merece aplausos ao Pstu:

Nesta terça-feira o PSTU demonstrou muito mais coragem e lucidez do que a maior parte dos políticos, jornalistas, intelectuais e Partidos do RS, porque desbastou a contradição que existe entre a retórica e a prática da ex-deputada Luciana Genro. Não é apenas o fato de ter pedido dinheiro grosso para poderosos grupos econômicos, um dos quais beneficiário de favores de uma estatal, o Banrisul, que está sob o comando do seu pai, o governador Tarso Genro, mas é também a insistência em ocupar gratuitamente espaços públicos. Como diz o PSTU na sua nota de hoje: "Faça como os outros professores, Luciana Genro". É espantoso que a Escola Superior do Ministério Público tenha se metido nesta enrascada, ajudando acintosamente a Escolinha de Luciana Genro, bem no momento em que ela recuava desmoralizada e na hora em que seu pai escolhe o novo chefe do Ministério Público. Isto tudo envolve crises ética, moral e política de enorme envergadura - algo jamais visto, antes, no RS, no campo da chamada esquerda neomarxista. CLIQUE AQUI para ler o manifesto no site do PSTU. (Continua).

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Sponholz e sua armadilha para os aviões que atacam a Líbia...


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Lula sumiu? Não, é caroneiro de Dilma.

Lula sumiu do cenário? Não, só ficou melindrado em relação à visita de Obama, a que faltou (sabe-se lá a razão,e pouco importa).

Mas para Portugal ele vai, de carona com a "presidenta". Afinal, Portugal é o país dos monoglotas brasileiros. Basta lembrar que Itamar foi embaixador lá - por pouco tempo, aliás, esse outro melindroso.

Portugal paga caro por ter, diz a lenda, "roubado o nosso ouro"...

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Viúva K. viola regras e Dilma se cala

A autoritária presidente da Argentina, Viúva K., continua ridicularizando o Mercosul e o governo brasileiro, que, desde Lula, nada faz para conter as violações perpetradas pela queridinha de Chávez:

As barreiras argentinas contra produtos brasileiros são cada vez maiores e mais difíceis de transpor. A escalada protecionista iniciada pelo governo da presidente Cristina Kirchner desmoraliza cada vez mais o Mercosul e ainda viola as normas da OMC. A tibieza do governo brasileiro estimula novos abusos, como se a tolerância à violação das boas normas comerciais fosse uma condição essencial à sobrevivência do Mercosul. Essa avaliação, já adotada no governo Lula, é um erro grave. Quanto maior a aceitação de restrições comerciais, mais fraco se torna o bloco regional e menores as suas possibilidades de ação no mercado global. (Continua).

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Mico garantido na Copa 2014

Estamos em 2011, mas o governo só liberou dois por cento dos investimentos anunciados para os aeroportos, que mais parecem terminais rodoviários do interior. Ser brasileiro é passar vergonha.

O governo brasileiro, anfitrião da Copa do Mundo de Futebol de 2014, anunciou investimentos de quase R$ 5,6 bilhões nos aeroportos das 12 cidades que vão abrigar o mundial esportivo. Mas, até agora, dos recursos colocados à disposição da Infraero, somente R$ 302,2 milhões estão comprometidos com contratos e R$ 133,2 milhões foram efetivamente aplicados na melhoria ou na ampliação dos aeroportos, o equivalente a apenas 2,4% de execução (veja tabela).

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segunda-feira, 21 de março de 2011

História é mera ideologia? Então, viva o terror!


Ao que parece, a graduação em História, em algumas universidades brasileiras, virou curso de ideologia. Depois de o EscolaKids ter feito uma hagiografia do "caridoso médico" Che Guevara - oportunamente retirada da internet -, agora é a vez do Brasil Escola (do mesmo grupo) santificar o terrorista e assaltante Carlos Marighela, que pretendia transformar o país numa ditadura comunista. Pobres crianças!

Aí vai um trecho da nova hagiografia (saquinho, por favor):

No ano de 1967, mais uma vez liberto, resolveu romper com o marasmo dos comunistas para formar com outros companheiros dissidentes a Ação Libertadora Nacional. Essa organização clandestina teria como principal objetivo treinar grupos guerrilheiros com o objetivo de formar um expressivo movimento armado urbano. Após treinar os guerrilheiros na zona rural, o segundo objetivo era arrecadar meio milhão de dólares com a realização de uma série de assaltos a banco na cidade de São Paulo. (Continua).

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Tarso "Illich" não gosta da imprensa livre

Agora confinado no fronteiriço Estado do Rio Grande do Sul, onde é governador, o ex-ministro da Justiça de Lula e ex-membro do Partido Revolucionário Comunista (PRC) continua achando que a imprensa é um mal.

Não chega a espantar. Tarso nunca foi um democrata, tanto quanto seu partido e o próprio lulismo.

Bene, já que é tão autoritário, por que não anexar o RS à Argentina da Viúva K, que também é contra a liberdade de informação? (ver post abaixo).

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domingo, 20 de março de 2011

Volte para o sindicato, Lula!

Ainda bem que o Pequeno Timoneiro está virando o "nosso" Lech Walesa. Que volte para o sindicato de São Bernardo, de onde jamais deveria ter saído. É um sossego não vê-lo nem ouvi-lo. Adeus, melindroso.

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Viúva K. na trilha do autoritarismo

Na trilha de seu padrinho Hugo Chávez, a viúva Christina K. toma iniciativas que, cada vez mais, empurram a Argentina para o autoritarismo. Proibir ou manipular informações é o primeiro sinal de que a situação vai de mal a pior. No Estadão:

O governo argentino deu mais um passo para desmoralizar suas informações econômicas e para comprometer um pouco mais a já escassa credibilidade de alguns de seus principais ministros. Em vez de combater seriamente a inflação, as autoridades argentinas decidiram atacar as consultorias independentes por divulgarem números diferentes dos oficiais. Além de grotesco, o episódio é preocupante, por ser mais uma iniciativa autoritária de um grupo conhecido, há anos, por suas manifestações de repulsa à liberdade de informação e de opinião.

Há muito tempo ninguém mais acredita nas informações oficiais sobre a inflação argentina. O serviço de estatística foi ajustado, já no governo do presidente Néstor Kirchner, para só divulgar os índices aprovados pelo Executivo. Sua mulher e sucessora, Cristina, manteve a distorção. As estimativas das consultorias privadas tornaram-se indispensáveis para quem deseja algum realismo na avaliação do aumento geral de preços. Mas o Executivo decidiu eliminar também essa fonte de informação. (Continua).


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sábado, 19 de março de 2011

Sponholz e a Líbia de Kadafi


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Feijoada com tofu?

Além da ridícula cobertura hagiográfica da TV, mais esta: a primeira-dama dos EUA teve que encarar uma feijoada com a gororoba japonesa (de soja) chamada apropriadamente de Tofu.

Por que uma falsa feijoada, Itamaraty?

Se Michelle Obama é chegada num verdinho, por que não oferecer comida vegetariana?

Eita, Grotão. Quem nasceu aqui tafu mesmo!

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Sem palavras


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A pior cena do século XXI: helicópteros jogando água em reator nuclear!

Não, não está aqui no blog. Procurem no Google algum helicóptero jogando água nos reatores nucleares do Japão. Cadê os físicos?

É de lascar.

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sexta-feira, 18 de março de 2011

Reencontrando McCoy Tyner



McCoy Tyner foi o sóbrio pianista de John Coltrane nas melhores gravações. Bom reencontrá-lo aqui, já velhinho.


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Antiamericanismo até com Obama?

Claro que o site Terra, coordenado por um filhote do chapa-branca Mino Carta, é o primeiro a registrar um arremedo de protesto. Como é que é? "Antiamericanos" do sul ou do norte? "Antiamericano" é uma categoria? E o que é "movimento"? Valha-me a Física, eu que sou um velho "positivista". Cucarachismo é coisa nossa!

O protesto de movimentos antiamericanos contra a visita do presidente Barack Obama ao Brasil acabou em confronto entre manifestantes e a polícia, no Rio de Janeiro. A confusão começou quando o grupo se deslocou até o consulado americano no Rio. Em frente ao prédio, eles leram um texto e um dos manifestantes jogou um coquetel molotov na direção da entrada do prédio. A bomba incediaria atingiu um integrante da segurança do consulado, que correu com as roupas em chamas. (Sigam o cucarachismo aqui).

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Bethânia já é "captadora" desde 2006

O Implicante flagrou mais esta: a cantora Maria Bethânia (canta ainda, a maninha do Caetano?) foi autorizada a captar mais de 10 milhões desde 2006.

O governo Lula foi, de fato, o mecenas das "artes" baianas. Haja garganta turbinada. A camaleoa já foi devidamente captada...

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O novo partido velho de Kassab

O alcaide Kassab, de São Paulo, cujos vereadores lembram o Carandiru, acaba de lançar um novo partido. Novo, uma ova! O PSD, Partido Social Democrático, já existia quando eu era criança. Foi um dos partidos criados na era getulista, junto com UDN e PTB. Vade retro!!!

O Grotão está no rumo de uma ditadura consentida. Como disse uma ex-aluna, "aqui nem precisa um Chávez".

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Deus é brasileiro, mas o Tinhoso mora em Brasília.


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Tal como Lula, Dilma apóia a escória internacional.

Jornalistas e comentaristas apressadinhos já falavam em mudanças na política externa do governo Dilma. Bobagem. Tal qual seu antecessor e padrinho, na última hora a "presidenta" fica com a escória internacional.

No caso da Líbia, prefere que o ditador continue bombardeando a população ao invés de apoiar a decisão da ONU de intervir no conflito.

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quinta-feira, 17 de março de 2011

Franklin, o "Goebbels" de Lula, defenderá pacotão da censura à imprensa em aula inaugural na UFF

A Universidade Federal Fluminense (UFF), que, junto à vizinha UFRJ, disputa com a UnB o título de universidade mais ideológica do Brasil, parece estar ganhando pontos: convidou o ex-ministro da Comunicação Social do governo Lula, Franklin "Goebbels" Martins, para proferir aula inaugural aos pobres alunos do Instituto de Arte e Comunicação Social (ah, a área...), no próximo dia 21.

O tema, obviamente, é o pacotão da censura que Franklin tentou - e ainda tenta - impingir à "mídia", com apoio da banda lulista das universidades. A coisa vem disfarçada como "processo de democratização dos meios de comunicação no Brasil" (leia-se: estatização, bem nos moldes do fracassado socialismo - a ridícula "TV Lula" é um exemplo).

Títulos acadêmicos do referido jornalista? Bene, aí vai a parte mais significativa:

Preso em 1968 no congresso da UNE em Ibiúna, ingressou no movimento de luta armada contra o regime militar, tendo participado do seqüestro do embaixador norte-americano Charles Burke Elbrick, em setembro de 1969. Após o seqüestro, conseguiu refugiar-se no exterior, passando por Chile, Cuba e França.

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Um deus descerá no Grotão lulista


Articulista do jornal argentino La Nación zomba da bajulação que o governo brasileiro faz ao presidente norte-americano, que visitará apenas Brasília e o Rio de Janeiro. Ciumeira à parte, tem razão em fazer algumas observações:

- a recepção pode ser comparada a uma visita do Papa ou de uma estrela do rock;
- a festa parece uma continuação do Carnaval;
- São Paulo, a capital da indústria, está fora do roteiro.

Ao que parece, Dilma pretende recuperar o terreno que o bravateiro Lula perdeu em relação aos Estados Unidos. Uma reconciliação que, segundo o comentarista argentino, será "selada com dinheiro".

Quanto ao Rio, bene, Obama seguirá o trajeto das celebridades:

El presidente de los Estados Unidos, presentado como una estrella pop, repetirá el recorrido de otras celebrities: una foto bajo el Cristo Redentor y un tour por alguna favela más o menos presentable, donde le obsequiarán batucadas y exhibiciones de capoeira. De la selección del lugar se encargó el FBI: Ciudad de Dios, el caserío vecino a Barra de Tijuca que Fernando Meirelles hizo famoso en 2002, con su célebre film. Tal vez Obama, que se moverá con su mujer y sus hijas, hubiera preferido visitar Chapeu Mangueira, la favela que inspiró Orfeo Negro , la película que dejó tan impactada a su madre en 1959, según él cuenta en sus memorias. Pero la seguridad les ganó a los sentimientos. (Continua).

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Lei Rouanet é Bolsa-Família das celebridades


Artistas e celebridades podem mamar à vontade, com isenção fiscal. Quem garante é o ministério da Cultura, agora sob o comando de Ana Buarque de Holanda, irmã do Chico "Leite Derramado", o papa-prêmios do Grotão.

O Implicante mostra os documentos do blog milionário de Maria Bethânia, que conta com uma equipe para perpetrar a coisa. Tem até uma desconhecida cineasta envolvida no projeto. "Captar" é com essa gente...

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Terra? Não, o que falta é emprego.

E por falar em reforma agrária, o Incra é um órgão absolutamente extemporâneo. O problema, no Brasil, não é de terra, mas de emprego.

Queimamos uma etapa: o que existe é agronegócio, produtivo, exportador, empregador, e não latifúndio, essa palavra mágica dos anos 60. Latifúndio, se ainda há, é na terra dos Sarney e outros íntimos do governo.

Repito: o problema não é terra, mas emprego. O resto é discurso de oportunistas de todos os cantos, a começar pelo retrógrado MST, um partido à margem da lei, e pela banda podre da Igreja católica, representada pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), cujo símbolo é uma enxada. Ponto.

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Incra, um reduto da militância petista.

Aliás, não é só o Incra. Os Correios também estão nas mãos dos militantes. Por isso funcionam tão mal. A entrega de correspondência parece ter voltado ao lombo de burro, enquanto o Incra afaga a bandidagem do MST. Leiam o editorial do Estadão:

O Incra é uma enorme autarquia de eficiência administrativa discutível (suas metas de assentamento rural estão longe de serem cumpridas e os dados que divulga não são confiáveis), em primeiro lugar, porque se transformou num cabide de empregos do PT. Esta é a conclusão a que chegou o próprio governo petista, de acordo com uma minuta de portaria em estudo no Ministério de Desenvolvimento Agrário, divulgada pelo Estado (12/3), cujos termos revelam a intenção de criar mecanismos de controle sobre as 30 superintendências regionais do Incra. Essas superintendências definem planos e administram recursos com um grau de autonomia que foge ao controle até mesmo da presidência da autarquia. De fato, o Incra de hoje é fenômeno típico de um estilo de governo que durante oito anos usou a farta distribuição de cargos e benesses no aparelho do Estado para acomodar situações de desconforto e cortejar tendências políticas radicais, em troca de apoio e em benefício da imagem "progressista" do chefão. Como resultado, aquela autarquia se transformou num órgão muito mais poderoso do que o Ministério ao qual está vinculada. Situação que, aparentemente, o governo Dilma se dispõe a reverter.

Vinte e seis das 30 superintendências regionais são dirigidas por petistas, a maioria filiada à tendência Democracia Socialista, que desde 2003 domina o órgão. Durante os oito anos do governo Lula, a reforma agrária, historicamente uma das mais importantes bandeiras de seu partido, permaneceu praticamente congelada. Mas, entretidos com os jogos do poder, que incluem a manipulação de vultosos recursos orçamentários, os esquerdistas acomodados no Incra não perturbaram a paz e ajudaram a inflar o prestígio do chefe do governo. É assim que a autarquia criada em 1970 tem cumprido sua missão de "implementar a política de reforma agrária e realizar o ordenamento fundiário nacional, contribuindo para o desenvolvimento rural sustentável", como está definido em seus estatutos. (Continua).


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quarta-feira, 16 de março de 2011

O novo anti-semitismo

Revista hispano-americana publica interessante ensaio sobre a nova face do anti-semitismo contemporâneo: o alvo já não é apenas o indivíduo, mas o Estado de Israel. Aqui vai um trecho do longo artigo:

Efectivamente, se percibe algo novedoso en las actuales acusaciones contra los judíos. Al menos en las principales y aceptadas corrientes de opinión de Occidente, ya no están siendo acusados de asesinar a Jesucristo, o de contaminar pozos de agua, o de controlar la economía mundial, o de estar detrás de todas las revoluciones habidas y por haber. Ya no vemos las discriminaciones, los acosos, las expulsiones, los pogromos de antaño. Por supuesto, el antisemitismo clásico, el prejuicio tradicional popular, siempre persistirá en ciertos sectores de cualquier sociedad. Pero al hacer una evaluación del conjunto social podemos razonablemente decir que los judíos de Occidente están menos expuestos a las difamaciones que han venido padeciendo sus ancestros a lo largo de la historia. Ahora las acusaciones y críticas no parecen estar dirigidas al judío como individuo, o como grupo (salvo en lo relacionado con la negación del Holocausto, cuyo propósito es remover de la historia reciente la memoria del sufrimiento judío), sino al Estado de Israel, país al que la mayoría de los judíos está afectivamente vinculada. Obviamente, estamos excluyendo del análisis la crítica política al Estado de Israel –ella es perfectamente legítima, y, de hecho, necesaria para su mejoramiento como nación–, en tanto sea pertinente, justa y proporcionada. Estamos hablando más bien de la crítica antisemita al Estado de Israel, aquella que somete al único Estado judío del globo a estándares utópicos de moralidad, lo cual le expone al escrutinio internacional de manera selectiva e invita a la condena pública con una saña que delata su intencionalidad. En el extremo más evidente se ubica el antisionismo descarnado, definido como la negación del derecho a la existencia del Estado judío. Quien se manifieste a favor de la autodeterminación nacional de todos los pueblos menos el judío, claramente estará incurriendo en un acto discriminatorio; y como tal acto discriminaría negativamente a los judíos, resulta incuestionable que se trataría de un acto judeófobo. Pero hay otras formas más sutiles de oposición a la existencia de un Estado judío, y es necesario exponerlas. (Continua).

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Alô, paulistas, vocês deram a Suplicy o paletó errado.


Quem diz o que ele diz deveria estar vestido com isso aí.

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Japão: recuperação ou colapso?

Na TV brasileira, economistas e "consultores" afirmam que o Japão vai se recuperar logo. Há quem diga que eles estão completamente errados:

O tsunami dizimou milhares de quilômetros quadrados. A perda de casas, carros, empresas e riqueza pessoal é praticamente inimaginável. Vários anos serão necessários para se reconstruir as estradas, as pontes, as ferrovias, os portos, as linhas de transmissão de energia e os sistemas de abastecimento de água que foram destruídos. Várias seguradoras e instituições financeiras japonesas serão totalmente dizimadas como resultado dessa enorme tragédia.

Veja aqui os 14 motivos que, segundo os menos otimistas, indicam o colapso do Japão.

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O Partido Novo dos empresários: uma utopia.

Alertado pelo PRA, pesquei esta boa crítica no Blog do Mansueto Almeida. De fato, a iniciativa desses empresários tem algo de ingênuo.

Algum amigo empresário já havia me falado com entusiasmo dessa iniciativa de um grupo de empresários de criar um novo partido político, o Partido Novo, que teria como foco a melhoria da gestão pública e a defesa que cargos públicos sejam ocupados por pessoas com qualificações técnicas e comprometidas a seguir metas (ver matéria de hoje no valor econômico). Esse novo partido condena a politica como carreira profissional e tem como foco a melhoria da eficiência do setor público, trazendo para a gestão pública os princípios de eficiência comuns do setor privado.

A ideia parece ser muito boa, mas acho difícil que tenha sucesso por pelo menos quatro motivos.

Primeiro, eles partem de uma concepção ingênua que gestão pública é semelhante à gestão privada de uma empresa. Há uma grande literatura que mostra que isso não é verdade, mas essa ideia tem sido repetida ano após ano depois que David Osborne e Ted Gaebler escreveram o livro “Reinventing Government” no início dos anos 90. No setor privado, o indicador de sucesso é o lucro. A gestão da empresa é voltada para esse objetivo e os executivos da empresa se preocupam apenas com isso. O setor público não funciona dessa forma, já que o gestor público tem que atender a múltiplos objetivos e nem sempre tem o poder de definir o “core bussiness” da sua pasta, já que essas atribuições foram definidas por Lei pelo Congresso Nacional para atender demandas de grupos de pressão da sociedade. Além do mais, o gestor público tem que gastar grande parte do seu tempo, literalmente, “vendendo a imagem de sucesso” para que possa continuar com o apoio politico para se manter no cargo e fazer o que for possível dentro das limitações normais do setor público. (ver sobre isso o magnifico livro de James Q. Wilson, Bureaucracy: What Government Agencies Do And Why They Do It, 1989.)

Segundo, a suposta ineficiência do setor público na oferta de alguns serviços representa, na verdade, uma forma eficaz de servidores controlarem o acesso à serviços públicos cujos recursos não são suficientes para atender a demanda (ver sobre isso o livro Street Level Bureaucracy de Michael Lipsky,1983). Um bom exemplo disso são os serviços de saúde. Como se sabe, no Brasil, os serviços de saúde são universais. No entanto, dado os recursos limitados, as filas para marcar consultas e a fila de espera para internação e cirurgia na rede pública é uma forma de controlar a demanda de um serviço no qual os recursos são limitados. Se duplicássemos o orçamento do SUS e acabássemos com as filas, a demanda por serviços de saúde aumentaria e muitos que hoje utilizam o sistema privado passariam a utilizar o sistema público. Nem o melhor gestor privado do mundo conseguiria a proeza de acabar com as filas e reduzir os gastos. Há sim muita ineficiência a ser combatida, mas as filas pode ser mais um sintoma de racionar a oferta do que simples ineficiência.

Terceiro, empresários e profissionais liberais já têm mecanismos de participação política. As associações empresarias como IEDI, CNI, FIESP, etc. e associações setoriais (ABDIB, ABIQUIM, etc.) têm canais de acesso ao governo e também a políticos importantes que têm poder de definir agenda de votação no Congresso Nacional. Empresários têm uma agenda politica e demandam do governo politicas para o crescimento dos setores que representam, mesmo que essa politicas prejudiquem outros setores. Esse é o jogo político normal no Brasil e no resto do mundo, sendo que essa relação entre governo e elites empesarias pode ser positiva ou negativa. Quando o governo conversa com apenas uma única ou poucas associações, há um risco grande de conluio. Quando essa relação é aberta e traz para mesa grupos de pressão diferentes, inclusive aqueles que representam trabalhadores, essa relação tende a ser menos “rent-seeking” e mais pro desenvolvimento. O professor de ciência política do MIT, Ben Ross Schneider, tem um livro interessante sobre isso (Business Politics and the State in Twentieth-Century Latin America, 2004).

Por fim, o Partido Novo não quer ter nos seus quadros “pessoas viciadas no processo político”. Isso significa que esse partido já nascerá pequeno. Politica é uma atividade profissional e se o deputado ou senador não pertence a um partido com força política no Congresso Nacional, ele pouco poderá contribuir para a aprovação de novas leis. O presidente de uma comissão no Senado Federal, por exemplo, tem um grande poder para colocar em votação um projeto de lei em um momento que seus opositores não estão na sessão e o mesmo vale para o Presidente do Senado Federal. A presidência das comissões são determinadas pelo tamanho das bancadas e, assim, partidos muito pequenos acabam se aliando a outros maiores para conseguir alguma força política no Congresso. Adicionalmente, a distribuição de projetos de lei para um senador ou deputado ser o relator está longe de ser aleatório. Há um grande jogo de negociações e pressões por trás disso. Em resumo, políticos não profissionais correm o risco de cair no ostracismo como tem sido a praxe com excelentes técnicos bem intencionados que chegam ao Congresso Nacional.

Se esses empresários e profissionais liberais do Partido Novo querem contribuir para melhorar a gestão do estado, utilizem o seu poder financeiro para denunciar coisa erradas, usem o canal politico que dispõem para convencer deputados e senadores a adotarem uma agenda de reformas pró desenvolvimento, ajudem o governo a identificar boas práticas que possam ser replicadas.

Um partido politico sem políticos por um grupo que se considera independente é uma grande utopia. Não há uma solução técnica ótima para os grandes debates da sociedade. Não existe reforma política ótima, não existe reforma tributária ótima, nem tão pouco tamanho do estado ótimo. As soluções técnicas para os problemas do Brasil são soluções políticas. Se o Partido Novo não entender isso, ele pouco poderá contribuir para a melhoria da gestão pública como pretende.


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