sábado, 30 de abril de 2011

Blogueiros ultrapassando jornais? Nos EUA, é o que já acontece.

Leiam, na Veja, a entrevista de Nick Denton: "Não somos mais blogueiros".

O jornalista, que fez fortuna na blogosfera, já não vê mais diferença entre os funcionários que comanda e o time de jornalistas de veículos tradicionais.

Mas, ética, para que ética?

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De volta à pocilga


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sexta-feira, 29 de abril de 2011

Nem em Cuba há tanta incompetência

O cabidão de chapas-brancas conhecido por EBC distribuiu às rádios um discurso antigo da Dilma como se fosse de hoje. Bene, a gente sabe que o PT sempre vendeu gato por lebre:

Emissoras de rádio de todo o país transmitiram na noite desta sexta-feira (29) um pronunciamento antigo da presidente Dilma Rousseff, de 10 de fevereiro, sobre a volta às aulas, em vez de reproduzir a fala dela sobre o 1º de Maio, Dia do Trabalho, exibida nas TVs.

A assessoria da Presidência informou que a troca ocorreu por um “erro técnico da Empresa Brasil de Comunicação (EBC)”, estatal responsável pela transmissão em cadeia nacional do pronunciamento.

A assessoria disse que a responsabilidade pelo engano está sendo apurada e que a Rádio Nacional transmitiria o pronunciamento correto às 21h30. (Continua).

O Brasil inteiro está gargalhando!


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A última fantasia do criacionismo



O biólogo norte-americano Kenn Miller é católico, mas, sensatamente, não mistura ciência com religião, como fazem os criacionistas, que levam o Gênesis bíblico ao pé da letra. Cito uma vez mais o excelente Metropolis:

Durante o famoso caso Dover, [Miller] foi um dos principais peritos dos queixosos e defendeu a tese de que o Design Inteligente não é ciência. Sua alegação mais ousada, contudo, foi a de que a Teoria da Evolução não entra em conflito com a religião.

Miller tem razão: não é a Teoria da Evolução que entra em conflito com as religiões, mas algumas religiões (com exceção, oficialmente, da católica) que são contra Darwin, e, portanto, assumem posições anticientíficas.

O fato é que os criacionistas, particularmente os norte-americanos, desenvolvem uma persistente cruzada contra Darwin e a Teoria da Evolução, calcados na ideia - contrária a todas as evidências científicas - de que o universo foi criado de acordo com o Gênesis e de que a evolução segue um "plano inteligente".

Trato do tema no meu livro A Cruzada contra as Ciências (Quem tem medo do conhecimento?), lançado pela Editora da UFSC no ano passado e disponível no site da Livraria Cultura.

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País que não tem oposição é ditadura consentida

Estou com o Reinaldo: as oposições se comportam desrespeitosamente em relação aos eleitores que lhes deram seu voto. Seu dever é fiscalizar o governo, mas estão apenas "ocupadas em se autodestruir".

Até na Venezuela chavista há políticos mais dignos.

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Correios, a nova mega-estatal do petismo.

Na calada da noite, Dilma mostra a face bolivariana: concede poderes especiais aos Correios, o mais "apetralhado" dos órgãos públicos.

Os Correios estão autorizados, a partir de hoje, a montar uma empresa de telefonia celular, a ter uma frota de aviões própria para o transporte de carga e a investir na construção do trem-bala.
A estatal também poderá criar seu próprio banco e se associar a outras empresas financeiras, de serviço de logística e postal eletrônico.
A permissão consta em medida provisória assinada ontem pela presidente Dilma Rousseff, que reforma o estatuto dos Correios, de 1979.
A decisão amplia os poderes da companhia no momento em que passa a ser comandada pelo PT.
Sob Lula, quando eram aparelhados também pelo PTB e pelo PMDB, os Correios tiveram a imagem arranhada por escândalos -o mensalão e a rede de tráfico de influência que derrubou a ministra Erenice Guerra.
Lula tentou, sem sucesso, transformar a estatal em uma S.A. Embora essa mudança jurídica não tenha sido feita, o pacote assinado por Dilma permitirá aos Correios funcionar como tal.
O presidente da estatal, Wagner Pinheiro, disse à Folha que a MP é o ponto de partida para que a empresa ofereça serviços de telefonia.
A ideia é operar nos moldes do MVNO, sigla em inglês que significa operadora móvel virtual. Funciona assim: os Correios "compram" no atacado espectro ocioso de operadoras de celular, como Vivo, TIM e Oi , e vendem no varejo para seus clientes. (Continua, para assinantes).

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Ciência e pseudociência, uma distinção fundamental.

Imre Lakatos, matemático e filósofo húngaro, demonstra por que razão é importante distinguir ciência de pseudociência (esta última, cada vez mais difusa):

O respeito do homem pelo conhecimento é uma das suas características mais peculiares. A palavra latina para conhecimento é scientia, e ciência tornou-se a designação da mais respeitável forma de conhecimento. Mas o que distingue o conhecimento da superstição, ideologia ou pseudociência? A Igreja Católica excomungou os copernicanos, o Partido Comunista perseguiu os mendelianos, com o fundamento de que as suas doutrinas eram pseudocientíficas. A demarcação entre ciência e pseudociência não é um mero problema de filosofia de salão: é de vital relevância social e política. (Continua).

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quinta-feira, 28 de abril de 2011

Turistas, sejam bem-vindos ao Circo Grotão.

Estádios reluzentes e aeroportos de quinta categoria - eis a Copa do lulismo:

Tema que lidera os debates sobre a Copa do Mundo de Futebol, no Brasil, principalmente depois do anúncio de que o Governo Federal buscará parcerias com a iniciativa privada, as obras de reforma e ampliação dos aeroportos são o terceiro item na pauta de investimentos federais para o megaevento de 2014, de acordo com informações do Tribunal de Contas da União (TCU). Com previsão de gastos de R$ 5.1 bilhões, a infraestrutura aeroportuária fica atrás das despesas previstas para os 12 estádios nas cidades sedes, que deverão consumir R$ 5,7 bilhões, e obras de mobilidade urbana, a líder, com R$ 11,7 bilhões. (Continua).

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Picolé de Chuchu, coveiro do PSDB.

Esse aí nunca me enganou:

O autor francês Jean-Paul Sartre (1905-1980) dizia que um romance não se escreve com ideias, mas com palavras. No que possa ter de verdade, a frase se aplica também à política, com uma diferença: em sentido estrito, a arte de conquistar e conservar o poder se faz com palavras e atos. A analogia vem a propósito dos solavancos mais recentes - e decerto não derradeiros - que abalam o PSDB, a agremiação que não sabe, entre outras coisas, o que fazer com o robusto patrimônio de 43,7 milhões de votos obtidos por seu candidato na última eleição presidencial.

De um lado, o ex-presidente e tucano emérito Fernando Henrique viaja pelo mundo das ideias em busca de bases conceituais para reconstruir o papel de sua legenda e dos aliados oposicionistas, depois da sua terceira derrota consecutiva para o PT de Lula em um decênio. De outro lado, no rés do chão da política partidária, atulhado do que nela há de mais velho, banal e, ainda assim, dominante - os cálculos de conveniência das ambições e vendetas pessoais -, o também tucano Geraldo Alckmin, governador de São Paulo, toca a obra de demolição do enfermiço partido no seu berço e reduto mais consolidado.

Costumava-se dizer do seu correligionário José Serra que era uma figura politicamente desagregadora. Se foi, ou é, parece um aprendiz perto do rival que não se conforma até hoje com o apoio do outro ao afinal vitorioso concorrente do DEM, Gilberto Kassab, na eleição para prefeito da capital de 2008. Por conta disso e pelo aparente projeto de governar o Estado pela terceira vez, com um hiato entre 2007 e 2011, Alckmin se empenha em afirmar a hegemonia de seu grupo na seção paulista da legenda, tratando de confinar nas suas bordas os companheiros de diferentes lealdades. (Continua).


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quarta-feira, 27 de abril de 2011

O que temos a aprender com as plantas?



TED.com é uma entidade sem fins lucrativos que tem por objetivo a divulgação de ideias criativas que merecem ser conhecidas.Vale a pena acompanhar a palestra de Stefano Mancuso, um dos fundadores da pesquisa em neurobiologia vegetal, que explora a sinalização e comunicação em todos os níveis de organização biológica. (Por sugestão do excelente blog Metropolis).

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Os troféus do truculento

Senador Rubens Requião, ex-governador do Paraná.

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Gasolina racionada: uma conquista do governo Dilma.

Aí vai, sem comentários:


Revendedores de combustíveis de ao menos oito Estados disseram à Folha que estão enfrentando dificuldade para obter gasolina. As distribuidoras, dizem, têm racionado a entrega do produto.

O motivo, segundo donos de postos e representantes do setor, é a baixa produção de etanol anidro no começo da safra da cana.

A rede Ipiranga, que atua em todo o país, afirmou à Folha que está racionando para evitar desabastecimento.

Representantes de entidades dizem, porém, que o problema é pontual e que afeta mais postos de bandeira branca (sem vínculo direto com distribuidoras).

De acordo com o presidente do Sincopetro (sindicato dos revendedores de SP), José Alberto Paiva Gouveia, as distribuidoras têm cortado os pedidos à metade para evitar o desabastecimento. (Continua).


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O Grotão dos Sarneys e Calheiros

Somente em republiquetas o Congresso - quando existe - se avilta tanto. Em termos institucionais, o Brasil é uma delas, com alguns destaques próprios. Só aqui um palhaço analfabeto como Tiririca integra a Comissão de Educação; e só aqui os infratores contumazes, processados por falta de decoro, fazem parte do Conselho de Ética do Senado. Dá nojo.

Depois de responder a cinco processos por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética do Senado, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) foi eleito ontem membro titular do órgão, responsável por investigar a conduta dos 81 senadores.
Ao lado de Renan, foram escolhidos para compor o colegiado outros 14 senadores -grande parte com processos na Justiça.
Amigo de Renan e do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), o senador João Alberto (PMDB-MA) foi indicado para presidir o conselho. O peemedebista deve ser eleito hoje para o comando do órgão.
Apesar da ligação com Sarney, que respondeu a 11 processos no conselho em 2010, Alberto promete independência. "O conselho é cortar na nossa própria carne", disse. "Já estou preparado, exerci o cargo duas vezes." (Continua, para assinantes).

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terça-feira, 26 de abril de 2011

Ah, certos artistas e suas artes...

Não é só louvor à bandeira, não, é louvor a governantes também! Confira aqui - e bleargh!

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Nos textos escolares, viva o socialismo!

Em certos livros escolares, Lênin, o defunto guru do governador gaúcho Tarso "Illich" Genro, ainda aparece como "democrata". Eis o revisionismo histórico a favor da mentira e do totalitarismo, na voz de um "deutsch fadéaba" (como diriam meus conterrâneos do Vale do Itajaí, referindo-se a algum maluquinho descendente de alemão).

O que é isso, Mário Schmidt, passas férias em Cuba na piscina dos irmãos Castro?

O fato é que estamos criando uma geração de doutrinados, sob o patrocínio da ignorância de ideólogos lulistas.

Ainda bem que a Escola sem Partido está atenta.

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Delírios de um megalonanico

Fora do governo Dilma, o ex-ministro das Relações Exteriores Celso Amorim ainda verte arrogância e vê miragens: o futuro, para ele, está nos tais Brics.

"A Velha Ordem está morrendo", escreve ele na, ahn, Carta Capital, em matéria com título estapafúrdio: "Ser radical é tomar as coisas". Ora, se a interpretação de Amorim fosse correta, qualquer ladrão seria radical por tomar os bens alheios.

Ser radical, como dizia até o velho radical Marx, é tomar as coisas pela raiz.

O blog Diplomatizzando deu uma boa resposta a Amorim e seus messiânicos Brics.

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Proteção para a Mãe do PAC


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segunda-feira, 25 de abril de 2011

Leiam o Papa, teólogos da escravidão ideológica.

Comentando o novo livro do Papa Bento XVI, Denis Rosenfield diz que boa parte da Igreja católica está distante do pensamento de Ratzinger. Refere-se especificamente ao setor da igreja que segue ainda a retrógrada "teologia da libertação", nostálgica do socialismo, contrária ao direito de propriedade e à economia de mercado. As ditas pastorais são, de fato, o escoadouro dessa utopia regressiva, cujo ícone é a enxada.

Em perda de importância na Europa, continua atual na América Latina. É ela que dá forma às pastorais da Igreja, em particular à Comissão Pastoral da Terra (CPT), que criou o MST, e ao Conselho Indigenista Missionário (Cimi), além de alimentar sua cruzada contra a modernização do Código Florestal. Esse setor da Igreja se alinha, e deles participa ativamente, aos ditos movimentos sociais - organizações revolucionárias que procuram abolir o capitalismo e instaurar uma sociedade socialista no País. Posicionam-se, explicitamente, contra a economia de mercado, o direito de propriedade e o Estado de Direito.

Do ponto de vista doutrinário, elevam Che Guevara, por exemplo, à posição de um mártir ou santo da Igreja, pois seria um revolucionário como Jesus teria sido. A noção de revolucionário serve para alinhá-los numa mesma posição teológico-política, como se fizessem parte da mesma tradição. Não hesitam, nessa perspectiva, em justificar a violência, como ocorre em invasões de propriedades, com armas brancas (facões e foices), cárcere privado, destruição de maquinário e morte de animais. (Continua).


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domingo, 24 de abril de 2011

A estupidez do antiamericanismo

Antiamericanismo é uma praga que se alastrou depois da Segunda Guerra Mundial, responsabilizando os EUA por todos os males do planeta. A praga, convém lembrar, vem do antiliberalismo disseminado a partir da Europa, que "brindou" o mundo com o nazismo, o fascismo e o comunismo.

Aplicar o arcaico termo "imperialismo" ao Estados Unidos, como fazem os fanáticos islâmicos e os "esquerdistas" latino-americanos, é sinal de pouca reflexão, para dizer o mínimo. É jargão de ideologias ressentidas. Ora, os EUA se consolidaram como potência mundial somente a partir da II Guerra (há pouco mais de 50 anos, portanto). Antes disso, o que tivemos foi o milenar colonialismo europeu - se quiserem, este, sim, "imperialista".

Se a democracia não foi enterrada definitivamente, foi graças, justamente, aos Estados Unidos - e também à Inglaterra.

Não foram os ingleses e os norte-americanos que criaram o flagelo ideológico do século XX: os hediondos fascismo, nazismo e comunismo - estes, sim, violentamente antiliberais e, portanto, antidemocráticos.

(A propósito, eis aqui um exemplo de estupidez antiamericana).

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sábado, 23 de abril de 2011

Vargas Llosa contra os liberticidas latino-americanos (aqui, o discurso na íntegra).



Irritado por ter visto, truncada, a palestra do escritor Mario Vargas Llosa em outros blogs, embrenhei-me na internet e a encontrei na íntegra. Vale lembrar que Llosa, Prêmio Nobel de Literatura de 2010, é um dos raros intelectuais a defender o liberalismo no autoritário continente latino-americano, que é autoritário exatamente por desconhecer e demonizar ideias liberais.

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Multinacionais fogem do Grotão lulista

Oito anos de incompetência lulista só poderiam dar nisto:

O alto custo da energia elétrica, a invasão de produtos chineses e os incentivos tributários concedidos por outros países estão deixando o Brasil em segundo plano na rota de investimentos de empresas multinacionais.

Estudo feito pelo Estado, com fontes do mercado, mostra que fábricas de setores eletrointensivos - em que o custo da energia é um dos principais componentes no preço final do produto, como alumínio, siderurgia, petroquímico e papel e celulose - estão fechando unidades no País ou migrando para outros locais por causa da perda de competitividade no mercado brasileiro. (Continua).


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sexta-feira, 22 de abril de 2011

O retorno do Dragão


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Lula esnoba futuros diplomatas. Bem feito!

Estou gargalhando com o desprezo de Lula pelos formandos do Instituto Rio Branco que o convidaram para paraninfo (o que demonstra, uma vez mais, que o Itamaraty e adjacências são quintais do lulismo). Bem feito, futuros diplomatas reféns dessa ideologia brega!

Lula, escolhido paraninfo da turma, mandou um texto de apenas uma página, que foi lido pelo assessor para Assuntos Internacionais do Planalto, Marco Aurélio Garcia. Nele, o ex-presidente louvou as ações do Itamaraty durante seus dois mandatos e definiu como mera "continuidade" de seu governo a gestão Dilma no campo da política externa.

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quinta-feira, 21 de abril de 2011

Preparem-se para a última semana de terrorismo da Receita, contribuintes honestos!

No último dia 10 publiquei, a propósito de um artigo do jornalista J. R. Guzzo, da revista Veja, um post sobre o "terrorismo oficial" da Receita Federal, com a qual a imprensa é complacente. Pois bem, na edição desta semana, uma leitora enviou a seguinte correspondência à revista, que reproduzo, por ser exemplar:

Guzzo conseguiu escrever como nos sentimos diante da Receita Federal! Pagamos temerosos de estar errando algum item. O que é pior...Estou aposentada. Tenho um rendimento subdesenvolvido - recebo pelo INSS e tenho descontos na fonte, e em todas as instâncias devidas. A lei é feita para penalizar quem sempre trabalhou de modo formal. Compensamos com nossos proventos a roubalheira instalada, as claras manifestações de riqueza sem comprovação, os aumentos salariais de políticos sem vergonha, mas sempre reeleitos! Os meus impostos não servem nem para melhorar a educação (....) nem para a saúde.! Meu dinheiro vai para blogs de cantoras e outras esmolas dadas pelo governo, que adora ajudar com o chapéu alheio! Obrigada, Guzzo, pela oportunidade dessa catarse.
(Ida E. de M. de La Rocque - Rio de Janeiro, RJ).

Só posso corroborar a opinião da leitora: estou às voltas com uma pendência resultante de erro produzido por fonte oficial no ano 2009. Assim é: a fonte oficial errou e o "bandido" aqui é que tem que correr atrás da papelada para provar um erro que não cometeu. E olhem que tudo é descontado na fonte, a rica fonte que abastece o Estado perdulário. O indivíduo que se rale! Se tudo o que devo é descontado na fonte, por que sou tratado como sonegador?

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quarta-feira, 20 de abril de 2011

Páscoa dentuça


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A propósito do 31 de março: um filme com bandidos e sem mocinhos.

O amigo Álvaro Ferreira, professor e publicitário em Londrina (PR) que mantém o blog Mondo Crítico, envia-me seu último post, suscitando uma discussão muito interessante.

Com o passar do último dia 31 de março o assunto rondou a mídia e repercutiu nas redes sociais (tá na hora de alguém inventar um apelido prá isso, que "redes sociais" é um termo meio chato). Pois bem, recentemente ouvi um professor falando no rádio que devemos lembrar nosso passado, devemos respeitar e cultivar as memórias de nossa ditadura, até para que os jovens saibam o que aconteceu e que isso não se repita e blá, blá, blá...

O viés dominante nessa cobertura é o que se cristaliza ano após ano, de demonizar os militares e beatificar os presos políticos, torturados e guerrilheiros.

Ninguém com verdadeira consciência democrática defenderia qualquer regime de exceção. Ocorre que, no pacote que se apresenta, vem junto a ideia de que os "revolucionários" eram jovens cheios de ideais dignos, que lutavam por um "mundo mais justo", lutavam "pela democracia". Se fizermos um exame mais apurado das entidades guerrilheiras, veremos que o ideal que os levava a pegar em armas era a utopia de um "outro mundo possível". Basicamente eles tinham 3 referências: Cuba, União Soviética e China. Os líderes? Seus líderes eram; Trotsky, Mao, Lênin como intelectuais, e como inspiração heróica Che.

Ou seja, se tínhamos uma direita retrógrada e golpista, tínhamos uma esquerda que nem falava em social-democracia: queriam era o socialismo utópico mesmo. Um filme com bandidos, e sem mocinhos!

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terça-feira, 19 de abril de 2011

Mussolini e Chávez: cara de um, focinho de outro.

O site Usina de Letras publicou texto de autoria desconhecida, recebido de um oficial do Exército, sob o título "Mussolini e Chávez - duas trajetórias", que reproduzo aqui na íntegra. O "socialismo do século XXI", de fato, está mais para fascismo do que socialismo.

Mussolini foi um dos fundadores do Fascismo Italiano, que incluía elementos do nacionalismo, corporativismo, sindicalismo nacional, expansionismo, progresso social e anticomunismo (único ponto de divergência com Chavez), combinado com a censura de subversivos e propaganda do Estado. Nos anos seguintes à criação da ideologia fascista, Mussolini conquistou a admiração de uma grande variedade de figuras políticas e enorme popularidade, pelo sucesso econômico do regime.

No início da sua carreira de jornalista e político foi um tenaz propagandista do socialismo italiano, em defesa do qual escreveu vários artigos no jornal esquerdista Avanti, de que era redator-chefe. Depois mudou de ideário político.

Entre suas realizações nacionais de 1924 a 1939 há: seus programas de obras públicas como a domesticação dos Pântanos Pontine e o melhoramento das oportunidades de trabalho e transporte público. Mussolini também resolveu a Questão Romana ao concluir o Tratado de Latrão entre o Reino de Itália e a Santa Sé. Ele também é creditado por garantir o sucesso econômico nas colônias italianas e dependências comerciais. Conseguiu conquistar os mais pobres pela promessa de elevação da renda (o que ocorreu no início de seu governo).

Em 1922 organizou, juntamente com Bianchi, De Vecchi, De Bono e Italo Balbo, a famosa marcha sobre Roma, um golpe de propaganda. O próprio Mussolini sequer esteve presente, tendo chegado de comboio.

Usando as suas e MILÍCIAS POPULARES (chamadas de camicie nere (camisas negras) para instigar o terror e combater abertamente os socialistas, conseguiu que os poderes investidos o nomeassem para formar governo. Foi nomeado primeiro-ministro pelo rei Vítor Manuel III, alcançando a maioria parlamentar e, consequentemente, o PODER ABSOLUTO no governo do país, num tipo de GOLPE DE ESTADO BRANCO.

Seu envolvimento na II GM foi um desastre. Perdeu a popularidade e acabou enforcado pelos seus próprios italianos . A Itália tornou-se um dos países mais pobres da europa no pós-guerra.

HUGO CHAVEZ

Um oficial militar de carreira, Chávez fundou o Movimento Quinta República, da esquerda política, depois de capitanear um golpe de estado mal-sucedido contra o governo deCarlos Andrés Pérez. Chávez foi eleito presidente em 1998, encerrando o Pacto de Punto Fijo, que perdurara por quarenta anos, com uma campanha centrada em promessas de ajudar a maioria pobre da Venezuela. Com o respaldo de numerosos referendos e eleições, Chávez logrou a possibilidade de se reeleger, vencendo os pleitos de 2000 e2006. Conseguiu assim o PODER ABSOLUTO

Na Venezuela, Chávez estruturou as missões bolivarianas e MILÍCIAS POPULARES, cerne de sua política assistencial. Obtendo enorme popularidade, fundiu vários partidos de esquerda venezuelanos no PSUV, centralizou o poder e controla a Assembleia Nacional, o Tribunal Supremo de Justiça, o Banco Central da Venezuela e a indústria petrolífera, GOLPE DE ESTADO BRANCO.

Em 2009, o país entra numa profunda crise, resultante da questionável política econômica centralizadora do governo Chávez.

O presidente chegou a propor que os venezuelanos tomassem menos banho para economizar água e energia. Não obstante, procedeu à nacionalização de todos os bancos que se recusassem a oferecer mais crédito aos correntistas.

O petróleo é a maior riqueza da Venezuela, e responde por 90% de suas exportações, 50% de sua arrecadação federal em impostos, e 30% do seu PIB. Os maiores importadores de petróleo venezuelano foram, em 2006, Bermuda 49.5% (paraíso fiscal, presumíveis re-exportações.), Estados Unidos 23.6%, e Antilhas Holandesas 6,9% (paraíso fiscal, presumíveis re-exportações.).

Apesar das riquezas geradas pelo petróleo, 37.9% da população venezuelana vive abaixo da linha de pobreza (final de 2005, est.); seu coeficiente de Gini foi estimado pela ONU em 48.2 (2003), um dos trinta piores resultados no planeta.

Será o fim de Chavez igual ao de Mussolini? A trajetória dos dois é bem parecida...

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Cadê o senador mais votado de São Paulo?

Villa faz uma boa pergunta:

O senador Aloysio Nunes Ferreira recebeu na última eleição uma votação consagradora. Contudo tem tido uma tímida atuação no Senado. Pesquisando os jornais não se encontra nada, uma fala, uma proposta, uma crítica ao governo federal. O que está acontecendo?

A resposta poderia ser: sumiu junto com a oposição.


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O coelhinho da Erenice


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segunda-feira, 18 de abril de 2011

Plástico? Só na cara...

Valei-nos, antepassados:

Entra em vigor [em BH] hoje a Lei 9.529/08, que determina a substituição de sacolas plásticas convencionais por produtos ecológicos em lojas e supermercados de Belo Horizonte (MG). A medida vale para farmácias, supermercados, lojas e padarias.

A legislação foi publicada no Diário Oficial do Município no último dia 13. Os consumidores poderão comprar as sacolas biodegradáveis, que causam muito menos danos ao meio ambiente, mas são mais caras do que as de plástico. A expectativa é de que cerca de 450 mil sacolas plásticas deixem de ser consumidas por dia na cidade. (Continua).


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Os velhos reféns da ideologia marxista


Perry Anderson (ao lado, na foto que melhor lhe cabe) envelheceu e não aprendeu. Idade, aliás, não é indicação de inteligência nem de experiência.

Continua patinando no marxismo esse ex-editor da britânica New Left Review. Nos anos 70, fez uma entrevista com meu saudoso amigo e mestre Lúcio Colletti, que então já mostrava que o marxismo ia de mal a pior.

O historiador inglês continuou escrevendo bobagens por aí - sinal de que a Inglaterra é, cada vez mais, um apêndice da velha Europa politicamente correta e multiculturalista, como se vê também em outras áreas. Coisa de ex-colonialistas.

Ah, sim: logo, logo Anderson será convidado pelo governador do Estado Ideológico do RS, Tarso "Illich" Genro, para falar de um "outro mundo possível".

Ainda bem que alguém (Marcelo de Paiva Abreu) se dignou a responder (bene, exagerei na foto delatora - e os economistas , convenhamos, não são lá bons redatores):

Perry Anderson, professor da Universidade da Califórnia em Los Angeles e antigo editor da New Left Review, publicou na London Review of Books de 31/3 o artigo Lula"s Brazil, recheado de ideias equivocadas e tendenciosas. É importante contestá-lo para evitar que se consolidem análises absurdas. O Brasil que existe de fato pouco tem que ver com o de Anderson, que é um Brasil para "inglês ver".

Do ponto de vista econômico, a análise é totalmente distorcida. Nada há no artigo que indique que a ridícula plataforma econômica que fazia parte do programa do PT até a Carta ao Povo Brasileiro teve influência dominante na deterioração dos indicadores macroeconômicos em 2002. A julgar pelo artigo, foi tudo culpa de seu predecessor. A louvação acrítica do Estado produtor e os lamentos quanto à "desindustrialização" são igualmente patéticos.

No afã de minimizar as consequências do "mensalão" sobre a legitimidade do PT como partido renovador na política brasileira, o autor se escora na menção a práticas fisiológicas empregadas na eleição presidencial de 1998. A assimetria é óbvia. O intuito é desqualificar críticas que possam ser feitas em relação ao naufrágio do partido na fisiologia. Afinal, se as práticas de corrupção política são generalizadas, o PT estava apenas fazendo o que todo mundo fazia. Estamos acertados: não há pecado do lado de baixo do Equador.

Em sintonia com a tentativa de minimizar os respingos do "mensalão" se enquadram seus comentários sobre o Supremo Tribunal Federal (STF). São na mesma linha da cínica menção de Lula ao provável julgamento do assunto lá por volta de 2050. Embora o STF tenha notórias deficiências, os comentários de Anderson são desatinados: "O que pensar do STF que absolveu Palocci? Daumier teria dificuldades em retratá-lo. Supostamente trataria apenas de questões constitucionais, mas processa, se esta é a palavra correta, 120 mil casos por ano, ou 30 por dia por membro da corte. Advogados transacionam privadamente com juízes e há casos em que, favorecidos por seus veredictos, os abraçam à vista de todos e lhes pagam jantares copiosos em restaurantes sofisticados. Dos 11 atuais membros do tribunal, 6 deles indicados por Lula, 2 foram condenados por cortes inferiores. Um deles, escolhido por seu primo Collor, fez história ao garantir imunidade a um acusado antes do julgamento, mas foi salvo de remoção pelos seus pares "para preservar a honra da corte". Outro, amigo de Cardoso, apoiou o golpe de 1964 e não pode se jactar nem mesmo de um diploma de bacharel de Direito. Um terceiro, ao votar em julgamento crucial para absolver Palocci, recebeu agradecimentos do presidente por assegurar a governabilidade. Eros Grau, que se aposentou recentemente, foi condenado por tráfico de influência, é um favorito especial de Lula, chamado de "Cupido" por colegas, autor de uma novela pornográfica de quinta categoria, tentou incluir um associado na corte em troca de voto para enterrar o "mensalão"".

Apesar da última afirmação, a saraivada de críticas cheira a tentativa orquestrada de enfraquecer o STF, dificultando um julgamento sério do caso. A truculência do autor certamente ajuda os que temem os resultados do julgamento. E contrasta com a sua leniência persistente em relação ao Executivo.

A severidade dos juízos de Anderson também é claramente atenuada quando se trata de alisar egos de intelectuais alinhados ao PT. Após elogios a gente séria, o autor descamba para elogios a cupinchas seus do calibre de Emir Sader e Márcio Pochmann, cujas atuações no âmbito da Casa de Rui Barbosa (CRB) e do Ipea são de conhecimento público. Curiosamente, a proposta de programa de pesquisas de Sader na CRB era exatamente "O Brasil de Lula".

O artigo está repleto de erros factuais e omissões que a falta de espaço impede listar exaustivamente. Embora muito longo, ele é curiosamente inconclusivo. O autor não consegue superar seu banzo em relação ao recuo da esquerda em escala global nem esconde sua melancolia quando constata que as perspectivas de mudanças radicais no País são modestas. E, no entanto, há razões suficientes para preocupações com a estabilidade do controle político exercido pela atual coalizão governamental. Lula, arguto e carismático, foi capaz, em 2002-2003, de ejetar o estapafúrdio programa econômico do PT, apropriar-se do cerne do programa econômico do predecessor, mobilizar sua veia populista e ampliar o escopo das políticas sociais. Tudo isso em ambiente em que o PT se propunha, com credibilidade, como paradigma para a reconstrução de outros partidos políticos não fisiológicos. O Brasil iria, enfim, ficar sério politicamente. Após o "mensalão", entrou em colapso o PT paradigmático e ganhou espaço o Lula carismático, amparado na inflação baixa e no Bolsa-Família. Mas no segundo mandato houve considerável "flexibilização" da política econômica, que culminou nas atuais dificuldades quanto à aceleração inflacionária e sustentação do crescimento.

O problema hoje é como Dilma Rousseff, sem o carisma do antecessor e em ambiente político dominado pela fisiologia, terá condições de debelar o recrudescimento inflacionário que certamente minará a popularidade do seu governo. Caso fracasse, até mesmo a volta de Lula, o nosso d. Sebastião, poderia ser ameaçada.

P.S.: só em universidade pública alguns ainda levam a sério o marxismo.


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Premonições e pré-munição


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Tintin no banco dos réus. E lá vai a Europa a caminho do brejo.


Aqui, Lobato (que faria 129 anos hoje) foi acusado de racismo. Lá, sobrou para Tintin, criação do belga Hergé. É nisso que dá a disseminação da doutrina politicamente correta e multiculturalista. Cuidem-se, humoristas e chargistas, guilhotina ativada.

Tintin foi ao Congo em 1931 e o mundo contemporâneo não lhe perdoa. Nem mesmo em casa, na Bélgica, onde um cidadão congolês, Bienvenu Mbutu Mondondo, desencadeou um processo judicial para pelo menos retirar o livro das prateleiras destinadas às crianças. Hoje, um tribunal de primeira instância de Bruxelas decide as datas do julgamento.

O fim do colonialismo e a mudança na forma como os europeus vêem África atiraram “Tintin no Congo” para a má fama. A segunda aventura de banda desenhada do jornalista criado por Hergé é há muito acusada de promover estereótipos racistas. No caso, Mondondo diz-se indignado por os congoleses serem retratados como “estúpidos e sem qualidades”. O Conselho Representativo das Associações Negras, organismo francês comummente conhecido como Le Cran, está com ele. (Continua - gracias, CFE).

UPDATE: a Europa vale uma visita só por seu passado: as ruínas e outras curiosidades. No presente, pouco tem a ensinar ao mundo.

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Jornalismo investigativo em debate

Eis uma boa discussão no país do jornalismo declaratório (fonte 1 diz A, fonte 2 diz B, e o leitor que se vire com as contradições: afinal, dizem os ideólogos, a "verdade no jornalismo é sempre relativa"):


Autor de “Jogo Sujo - o mundo secreto da Fifa” (“Foul”, no original), que acaba de ser lançado no Brasil, o jornalista inglês Andrew Jennings será um dos destaques entre os palestrantes do 6º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, de 30 de junho a 2 de julho, em São Paulo.

O experiente repórter da BBC já publicou cinco livros, traduzidos para 15 idiomas, sobre corrupção que ele apurou na Scotland Yard, Comitê Olímpico Internacional e Federação Internacional de Futebol, a poderosa FIFA.

Promovido pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), o Congresso Internacional reunirá alguns dos principais nomes do segmento no Brasil e no exterior, em palestras e debates, painéis e woorkshoops. Entre eles, estão confirmados Alexei Barrionuevo, do The New York Times, Ângela Pimenta, da revista Exame, José Cruz, do Blog do Cruz, Eduardo Fuastini, da TV Globo, e Marcelo Tas do programa humorístico CQC.

A programação está concentrada em um eixo temático principal: jornalismo on-line. Entre os assuntos das diversas apresentações constam temas atuais, como o acompanhamento da execução orçamentária para os megaeventos esportivos que serão realizados no Brasil.

Fundamentos da reportagem, coberturas sobre o crime organizado, técnicas de RAC (Reportagem com Auxílio de Computador), ferramentas do Google, leitura de balanços das empresas, investigações de gastos públicos, lavagem de dinheiro etc também enriquecem a programação. (Continua).


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domingo, 17 de abril de 2011

Populista baiano banca piquenique de mercenários do MST

Baeea! No comments, mas é dinheiro do contribuinte:

Para recepcionar quase 3.000 integrantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), que estão acampados desde segunda-feira na Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária da Bahia, em Salvador, o governo baiano instalou banheiros químicos, chuveiros, toldos e fornece 600 kg de carne por dia para o grupo.

Não é a primeira vez que o governo de Jaques Wagner (PT) prepara uma recepção para o MST. No ano passado, foram instalados banheiros químicos e um tanque de água. Em 2009, o governo baiano causou polêmica ao gastar R$ 161,3 mil em aluguel de ônibus para transportar integrantes do MST de volta ao interior baiano após a invasão do prédio da mesma pasta.

As medidas foram criticadas pela oposição. Para o vice-presidente estadual do DEM, Heraldo Rocha, o governo petista está "paparicando" o movimento em vez de gastar dinheiro em outras áreas prioritárias, como a saúde pública.

Segundo o governo baiano, a medida é legal e serve para dar apoio logístico aos manifestantes e evitar a depredação do patrimônio público.

Os manifestantes acampados em Salvador cobram uma audiência com Wagner, além de uma série de reivindicações, como a criação de mais assentamentos e a melhoria dos que já existem. O governo baiano formou uma comissão para negociar com o grupo.

A ação faz parte da jornada de protestos e invasões chamada "Abril Vermelho", promovida anualmente para lembrar o massacre de Eldorado do Carajás, no Pará, em 1996. Neste ano, o MST já invadiu 40 fazendas na Bahia. (Fonte).

Update: trabalhador rural anda na roça, não sob a baba de palanqueiros.


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Sabe com quem está falando, policialzinho? Aqui é o Visconde Aécio!

E o cara - de Land Rover, claro! - quer ser presidente da República (dito de oposição, rá-rá!):

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) teve sua carteira de habilitação apreendida por estar com o documento vencido e por se recusar a fazer o teste do bafômetro em uma Operação Lei Seca no Leblon, na zona sul do Rio de Janeiro, na madrugada deste domingo.

O documento foi apreendido e o senador foi multado em R$ 957,70. De acordo com o governo do Estado do Rio, o senador chamou um amigo para dirigir a Land Rover que guiava e foi liberado. O político terá de se dirigir ao Detran-RJ para renovar o documento de habilitação e pagar a multa.

Segundo informações da assessoria de imprensa do político, a blitz ocorreu a cerca de três quarteirões de seu apartamento, quando o senador voltava para casa após visitar amigos.(Fonte).


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Às armas, cidadãos!


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As "tropas" do ministro Fux não invadirão minha casa!

Ministros do STF deveriam falar mais nos autos dos processos que se acumulam na "egrégia corte" do que à imprensa. É de estarrecer que um guardião da Constituição sugira invasão de domicílio em busca de armas.

Aqui em casa, as "tropas" do desarmamentismo sugeridas pelo ministro serão recebidas com faca de churrasco, espetos e, claro, óleo fervente (como na Idade Média) - porque não temos armas de fogo, privilégio de bandidos.

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O estranho lucro do BNDES

Ah, os números mágicos da Era Lulista...

Na semana passada, participei de um workshop no the Brookings Institute em Washington no qual falei sobre BNDES e politica industrial. No entanto, ao preparar minha apresentação, notei algo estranho com o lucro supostamente excepcional do BNDES, em 2010, que foi de R$ 9,9 bilhões, um crescimento de 47% em relação ao lucro de 2009 de R$ 6,7 bilhões.

Acontece que o lucro do BNDES nos últimos dois anos foi, sem dúvida alguma, inflado por aplicações do banco em títulos públicos. Vamos explicar esse truque e para quem se interessar segue a nota técnica anexa que fiz (clique aqui). (Leia no Blog do Mansueto de Almeida).


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Blogueiro chapa-branca é contratado sem licitação

Que não passe despercebida mais esta sem-vergonhice da EBC, cabide de chapas-brancas que cuida da "TV Lula", cuja audiência é um traço. No Estadão:

A Empresa Brasil de Comunicação (EBC), órgão do governo federal, dispensou licitação para contratar por R$ 660 mil os serviços do jornalista Luis Nassif pelos próximos 12 meses. A decisão é do dia 8 de abril e foi publicada nesta sexta-feira no Diário Oficial da União. A presidente da EBC, Maria Tereza Cruvinel, é quem assina o "ato de inexigibilidade de licitação". Luis Nassif, dono de um blog pró-governo, será contratado, segundo a EBC, "para a prestação de serviços jornalísticos" com uma remuneração mensal média de R$ 55 mil. Ele vai trabalhar na TV Brasil, braço da EBC.

O contrato com o governo é por meio de uma empresa de Nassif, a Dinheiro Vivo Consultoria Ltda. No mês passado, encerrou-se outro contrato, sem licitação, de R$ 180 mil, assinado em setembro. Antes disso, entre junho de 2009 e julho de 2010, Nassif recebeu R$ 1,2 milhão da mesma EBC. Ao todo, ao término do novo contrato em 2012, o jornalista terá faturado, sem licitação, pelo menos R$ 2,1 milhões do governo federal em menos de três anos.

A EBC informou que a ausência de licitação nesta contratação "se justifica pela notória e reconhecida especialização do jornalista Luís Nassif". "Os valores do contrato são compatíveis com a remuneração paga, no mercado jornalístico, a profissionais do mesmo nível e valoração de Luis Nassif", diz a empresa. Segundo a EBC, o jornalista vai receber os R$ 660 mil para atuar na TV Brasil "como comentarista especializado em economia do telejornal 'Repórter Brasil- Noite'" e ser "apresentador e jornalista responsável pelo programa semanal 'Brasilianas.org', com uma hora de duração".

Relembre:

linkBlogueiro que critica a mídia é contratado da EBC


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A arma de Sarney


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sábado, 16 de abril de 2011

Contra a doutrinação ideológica nas escolas

Recebi a boa notícia do site Escola sem Partido e passo adiante.

Aconteceu dia 13 de abril, quarta-feira, a primeira audiência pública do inquérito civil instaurado pelo Ministério Público do Distrito Federal para investigar a prática da doutrinação política e ideológica nas escolas.

O inquérito foi instaurado graças à representação do ESP, apresentada por um grupo de pais e estudantes de Brasília.

Participaram da audiência representantes de sindicatos de estabelecimentos particulares de ensino de diversos estados.

O tema da instrumentalização do ensino para fins políticos e ideológicos foi apresentado por professores da UnB e pelo coordenador do ESP, o advogado Miguel Nagib (um dos autores da representação).

A ideia da afixação do cartaz com os Deveres do Professor nas salas de aula e nas salas dos professores foi bem recebida pelos presentes.

Nova audiência deverá ocorrer no mês de junho.

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O retorno do Aerodilmão


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Crimes diminuem em SP, mas o Brasil continua na barbárie.

Enquanto São Paulo pode comemorar, o Brasil como um todo só tem a lamentar: 25,4 assassinatos por 100 mil habitantes. Razões? Penas brandas, leniência das autoridades, certeza de impunidade etc. Não há nem prisão perpétua para, pelo menos, tentar dissuadir a escória. Veja o "relógio da morte" (à margem direita, lá embaixo): já são mais de um milhão de assassinatos desde 1980. Viver no Brasil é tão inseguro quanto viver num país em guerra.

Depois de uma série histórica de 15 anos, São Paulo não tem mais uma epidemia de homicídios dolosos. Segundo dados divulgados ontem pelo governo, nos últimos 12 meses o Estado teve 9,9 assassinatos para cada grupo de 100 mil habitantes.
Com isso, atingiu o considerado tolerável pela OMS (Organização Mundial de Saúde). Para o órgão, o índice acima de 10 assassinatos por 100 mil habitantes é considerado fora de controle.
É a primeira vez que isso ocorre desde 1996, quando os números passaram a ser divulgados pelo Estado. Em 1999, o índice chegou 35,3.
"Sempre foi um sonho nosso atingirmos a meta da OMS. O Brasil tem índice de 25,4", disse o governador Geraldo Alckmin (PSDB). "É um exemplo para o Brasil (...) de que é possível, sim, reduzir os índices de criminalidade."
A redução dos homicídios no Estado foi puxada, em parte, pela queda dos assassinatos na capital, que foi de 41% no primeiro trimestre, em relação ao mesmo período de 2010. Incluindo as outras cidades, diminuição é de 19%.
Mesmo assim, foram 4.088 casos de homicídios nos últimos 12 meses, 11 por dia.
Se a queda da violência na capital fosse a mesma do resto do Estado -8,96%-, São Paulo continuaria na zona epidêmica de homicídios.

OUTROS ÍNDICES
Assassinato é o principal indicador de violência, mas não é o único. Outros índices tiveram crescimento, como roubo de veículos, que teve alta de 8,5%, furto de veículos (7,7%) e latrocínio, o roubo seguido de morte (2,7%).
Ontem também foi a primeira vez que foram divulgados os dados da violência mês a mês e por delegacia.
Números mostram que a região mais violenta da capital é formada pelos DPs Parque Santo Antônio, Campo Limpo e Capão Redondo (zona sul). Dos 220 assassinatos no primeiro trimestre, 31 deles foram nesse triângulo.
O governo decidiu abrir os dados por DPs, que antes eram considerados sigilosos, após a revelação pela Folha, em 1º de março, de que um integrante da cúpula da Segurança vendia estudos com essas informações. Esses dados não são proporcionais à população. O governo não informa quantos moradores existem em cada um dos DPS -por isso não é possível fazer ranking proporcional.
O comandante da PM, Álvaro Camilo, e chefe da Polícia Civil, Marcos Carneiro Lima, dizem que a divulgação ajudará a população a cobrar por melhores serviços. (Folha de S.Paulo).

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sexta-feira, 15 de abril de 2011

iPads no Brasi? Só a montagem.

Sardenberg demonstra, no Instituto Millenium, que não há razão para muito otimismo em relação à "fábrica" dos famosos iPads no Brasil:

Não, fabricar iPad no Brasil não é um avanço tecnológico expressivo. Há uma maneira muito fácil de verificar isso. Basta ler o que está impresso no tablet, na parte de trás, abaixo da marca: “Desenhado pela Apple na Califórnia — Montado na China.”

A ciência, a tecnologia e a inovação, mais o trabalho qualificado, geram o valor. Montar o aparelho numa fábrica, assim como montar celulares ou computadores, é como produzir comodities. Como a Apple, a Intel também mantém seus centros de pesquisa e desenho nos EUA e monta chips em diversos países emergentes.

Quando o presidente Obama se refere à capacidade da economia americana de sair da crise e voltar a crescer, ele lembra: este é o país do Google, do Facebook, dos iPhones e iPads, nenhum fabricado lá.

Reparem também na Coréia do Sul, cujas companhias são como a Apple, criadoras de tablet, e, eventualmente, montadoras.

Sim, é bom ter uma planta de montagem de iPads no Brasil. No mínimo, gera empregos. Logo, é boa a notícia que a companhia chinesa deu à presidente Dilma. Mas há muitos aspectos a observar.

Suponha, por exemplo, que os chineses mandem todos os componentes apenas para serem encaixados e embalados aqui. Seria uma submontagem, uma terceirização do contrato obtido pela companhia chinesa com a Apple. Vai começar assim, que é mais fácil, prevendo-se um aumento do componente nacional brasileiro ao longo do tempo. Isso, entretanto, dependerá de muitos fatores envolvendo o custo Brasil.

Também não é certo que o made in Brazil saia mais barato do que o importado — ou seja, não é certo que o consumidor tenha um benefício direto. O problema aqui, de novo, é o custo Brasil — o que inclui impostos, elevadíssimos, e todo um ambiente de negócios restritivo à empresa privada.

Trata-se de um pecado admitido. Tanto que o Ministério do Desenvolvimento está examinando a possibilidade de incluir os tablets no sistema chamado “Processo Produtivo Básico”, o que possibilitaria uma sensível redução dos impostos IPI, federal, e ICMS, estadual. Também existe a possibilidade de se incluir os tablets na categoria computadores, o que eliminaria os impostos PIS e Cofins, federais.

Para se beneficiarem desses regimes especiais, as empresas fabricantes terão que acertar metas e cotas com o governo. De todo modo, sem esses benefícios não tem negócio. Por que os chineses fabricariam aqui mais caro? Só se tivessem a garantia do governo brasileiro de que a importação seria restringida — criando-se mais uma distorção, mais um regime especial para alguns.(Continua)


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Plebiscito oportunista. Tomem, senadores.

Pelo menos o Estadão abriu a boca sobre o tema do desarmamento, praticamente ignorado pela imprensa, que, implicitamente, apoia um novo plebiscito. Surrupio o editorial de hoje na íntegra:

Numa explícita demonstração de oportunismo político, com o qual tenta reconstituir alguns traços de sua desgastada imagem popular, o presidente do Senado, senador José Sarney (PMDB-AP), apresentou - com o generoso e igualmente oportunístico apoio de 26 de seus pares, incluindo os líderes dos partidos governistas - projeto de decreto legislativo que convoca novo plebiscito nacional no qual a população dirá se concorda ou não com a proibição da venda de armas de fogo e munição no País.

Trata-se de matéria vencida, sobre a qual a população já deu sua opinião muito clara. Em outubro de 2005, convocados para manifestar-se sobre a proibição do comércio de armas de fogo, os eleitores deram esmagadora vitória ao "não", que obteve 64% dos votos, contra 36% favoráveis à proibição. Portanto, se o projeto for aprovado pelas duas Casas do Congresso, os brasileiros terão de se manifestar novamente, no dia 2 de outubro, sobre questão que já resolveram de maneira tão peremptória. Um desperdício de tempo e dinheiro público.

A questão só está sendo trazida ao debate por interesse pessoal de quem tenta aproveitar um momento de grave preocupação social com a segurança pública, provocada pelo bárbaro assassínio, cometido por um psicopata, de 12 estudantes na Escola Tasso da Silveira, em Realengo, no Rio de Janeiro. Políticos espertos não perdem a oportunidade para, em nome de boas causas, mas mesmo à custa da razão e do bom senso, e às vezes até dos princípios, apresentar-se ao público como autores de uma iniciativa salvadora.

A proibição da venda de armas de fogo é uma dessas ideias que de tempos em tempos ressurgem. Desta vez, esclareceu o senador maranhense do Amapá, não se propõe um referendo, como foi a consulta popular de 2005, porque, nesta modalidade, o eleitor é chamado a decidir sobre algo que já existe. "O plebiscito é para consultar (a população) sobre se nós podemos ou não modificar lei que já existe", completou Sarney.

Esta explicação sobre a diferença entre referendo e plebiscito é a única coisa útil na iniciativa de Sarney. A proposta, em si, é inútil. Por que chamar novamente a população para se manifestar sobre algo a respeito do qual já deu sua opinião clara há seis anos? Desde então não mudaram as regras do convívio social, nem o quadro da criminalidade que atormenta o País, nem as políticas do governo para conter a violência e o banditismo, a ponto de justificar nova consulta.

Lembre-se, a propósito, que uma consulta popular tem custos para os contribuintes. O referendo de 2005 custou R$ 252 milhões aos cofres públicos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral. Por que não utilizar o dinheiro para melhorar as condições operacionais dos órgãos de segurança pública, em vez de realizar uma consulta desnecessária?

A nova consulta é improcedente não apenas porque a resposta já é conhecida, mas, sobretudo, porque uma eventual proibição do comércio de armas de fogo não impedirá que os criminosos continuem a obtê-las pelos mesmos métodos que utilizam hoje. Bandidos em geral não usam armas legalizadas, muito menos registradas em seu próprio nome. Psicopatas com impulsos homicidas - como foi o caso do autor do morticínio em Realengo -, tampouco. Eles as adquirem no mercado clandestino e é isso o que, com ou sem proibição, continuarão a fazer.

Ninguém contesta que a circulação de armas de fogo deve ser rigorosamente controlada pelas autoridades. Mas sua atenção deve estar centrada no combate ao comércio ilegal. Aí está, de fato, um dos caminhos importantes para reduzir a criminalidade. A proibição do comércio de armas é apenas "uma cortina de fumaça", para desviar a atenção dos problemas de segurança pública, como observou o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Ophir Cavalcante.

Além disso, a proibição desarma o cidadão honesto, sem desarmar o criminoso. Não reduz a criminalidade e fere direitos e garantias individuais, como o exercício da legítima defesa por quem é ameaçado por um bandido armado. Na busca apenas de votos e prestígio, os que propõem a proibição omitem esses aspectos de sua proposta.


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