O jornalista, que fez fortuna na blogosfera, já não vê mais diferença entre os funcionários que comanda e o time de jornalistas de veículos tradicionais.
sábado, 30 de abril de 2011
Blogueiros ultrapassando jornais? Nos EUA, é o que já acontece.
O jornalista, que fez fortuna na blogosfera, já não vê mais diferença entre os funcionários que comanda e o time de jornalistas de veículos tradicionais.
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Nem em Cuba há tanta incompetência
Emissoras de rádio de todo o país transmitiram na noite desta sexta-feira (29) um pronunciamento antigo da presidente Dilma Rousseff, de 10 de fevereiro, sobre a volta às aulas, em vez de reproduzir a fala dela sobre o 1º de Maio, Dia do Trabalho, exibida nas TVs.
A assessoria da Presidência informou que a troca ocorreu por um “erro técnico da Empresa Brasil de Comunicação (EBC)”, estatal responsável pela transmissão em cadeia nacional do pronunciamento.
A assessoria disse que a responsabilidade pelo engano está sendo apurada e que a Rádio Nacional transmitiria o pronunciamento correto às 21h30. (Continua).
O Brasil inteiro está gargalhando!
Nem em Cuba há tanta incompetência
A última fantasia do criacionismo
A última fantasia do criacionismo
País que não tem oposição é ditadura consentida
País que não tem oposição é ditadura consentida
Correios, a nova mega-estatal do petismo.
Correios, a nova mega-estatal do petismo.
Ciência e pseudociência, uma distinção fundamental.
Ciência e pseudociência, uma distinção fundamental.
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Turistas, sejam bem-vindos ao Circo Grotão.
Turistas, sejam bem-vindos ao Circo Grotão.
Picolé de Chuchu, coveiro do PSDB.
Esse aí nunca me enganou:
O autor francês Jean-Paul Sartre (1905-1980) dizia que um romance não se escreve com ideias, mas com palavras. No que possa ter de verdade, a frase se aplica também à política, com uma diferença: em sentido estrito, a arte de conquistar e conservar o poder se faz com palavras e atos. A analogia vem a propósito dos solavancos mais recentes - e decerto não derradeiros - que abalam o PSDB, a agremiação que não sabe, entre outras coisas, o que fazer com o robusto patrimônio de 43,7 milhões de votos obtidos por seu candidato na última eleição presidencial.
De um lado, o ex-presidente e tucano emérito Fernando Henrique viaja pelo mundo das ideias em busca de bases conceituais para reconstruir o papel de sua legenda e dos aliados oposicionistas, depois da sua terceira derrota consecutiva para o PT de Lula em um decênio. De outro lado, no rés do chão da política partidária, atulhado do que nela há de mais velho, banal e, ainda assim, dominante - os cálculos de conveniência das ambições e vendetas pessoais -, o também tucano Geraldo Alckmin, governador de São Paulo, toca a obra de demolição do enfermiço partido no seu berço e reduto mais consolidado.
Costumava-se dizer do seu correligionário José Serra que era uma figura politicamente desagregadora. Se foi, ou é, parece um aprendiz perto do rival que não se conforma até hoje com o apoio do outro ao afinal vitorioso concorrente do DEM, Gilberto Kassab, na eleição para prefeito da capital de 2008. Por conta disso e pelo aparente projeto de governar o Estado pela terceira vez, com um hiato entre 2007 e 2011, Alckmin se empenha em afirmar a hegemonia de seu grupo na seção paulista da legenda, tratando de confinar nas suas bordas os companheiros de diferentes lealdades. (Continua).
Picolé de Chuchu, coveiro do PSDB.
quarta-feira, 27 de abril de 2011
O que temos a aprender com as plantas?
O que temos a aprender com as plantas?
Gasolina racionada: uma conquista do governo Dilma.
Revendedores de combustíveis de ao menos oito Estados disseram à Folha que estão enfrentando dificuldade para obter gasolina. As distribuidoras, dizem, têm racionado a entrega do produto.
O motivo, segundo donos de postos e representantes do setor, é a baixa produção de etanol anidro no começo da safra da cana.
A rede Ipiranga, que atua em todo o país, afirmou à Folha que está racionando para evitar desabastecimento.
Representantes de entidades dizem, porém, que o problema é pontual e que afeta mais postos de bandeira branca (sem vínculo direto com distribuidoras).
De acordo com o presidente do Sincopetro (sindicato dos revendedores de SP), José Alberto Paiva Gouveia, as distribuidoras têm cortado os pedidos à metade para evitar o desabastecimento. (Continua).
Gasolina racionada: uma conquista do governo Dilma.
O Grotão dos Sarneys e Calheiros
O Grotão dos Sarneys e Calheiros
terça-feira, 26 de abril de 2011
Ah, certos artistas e suas artes...

Ah, certos artistas e suas artes...
Nos textos escolares, viva o socialismo!
Nos textos escolares, viva o socialismo!
Delírios de um megalonanico
Delírios de um megalonanico
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Leiam o Papa, teólogos da escravidão ideológica.
Comentando o novo livro do Papa Bento XVI, Denis Rosenfield diz que boa parte da Igreja católica está distante do pensamento de Ratzinger. Refere-se especificamente ao setor da igreja que segue ainda a retrógrada "teologia da libertação", nostálgica do socialismo, contrária ao direito de propriedade e à economia de mercado. As ditas pastorais são, de fato, o escoadouro dessa utopia regressiva, cujo ícone é a enxada.
Em perda de importância na Europa, continua atual na América Latina. É ela que dá forma às pastorais da Igreja, em particular à Comissão Pastoral da Terra (CPT), que criou o MST, e ao Conselho Indigenista Missionário (Cimi), além de alimentar sua cruzada contra a modernização do Código Florestal. Esse setor da Igreja se alinha, e deles participa ativamente, aos ditos movimentos sociais - organizações revolucionárias que procuram abolir o capitalismo e instaurar uma sociedade socialista no País. Posicionam-se, explicitamente, contra a economia de mercado, o direito de propriedade e o Estado de Direito.
Do ponto de vista doutrinário, elevam Che Guevara, por exemplo, à posição de um mártir ou santo da Igreja, pois seria um revolucionário como Jesus teria sido. A noção de revolucionário serve para alinhá-los numa mesma posição teológico-política, como se fizessem parte da mesma tradição. Não hesitam, nessa perspectiva, em justificar a violência, como ocorre em invasões de propriedades, com armas brancas (facões e foices), cárcere privado, destruição de maquinário e morte de animais. (Continua).
Leiam o Papa, teólogos da escravidão ideológica.
domingo, 24 de abril de 2011
A estupidez do antiamericanismo
A estupidez do antiamericanismo
sábado, 23 de abril de 2011
Vargas Llosa contra os liberticidas latino-americanos (aqui, o discurso na íntegra).
Vargas Llosa contra os liberticidas latino-americanos (aqui, o discurso na íntegra).
Multinacionais fogem do Grotão lulista
O alto custo da energia elétrica, a invasão de produtos chineses e os incentivos tributários concedidos por outros países estão deixando o Brasil em segundo plano na rota de investimentos de empresas multinacionais.
Estudo feito pelo Estado, com fontes do mercado, mostra que fábricas de setores eletrointensivos - em que o custo da energia é um dos principais componentes no preço final do produto, como alumínio, siderurgia, petroquímico e papel e celulose - estão fechando unidades no País ou migrando para outros locais por causa da perda de competitividade no mercado brasileiro. (Continua).
Multinacionais fogem do Grotão lulista
sexta-feira, 22 de abril de 2011
Lula esnoba futuros diplomatas. Bem feito!
Lula esnoba futuros diplomatas. Bem feito!
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Preparem-se para a última semana de terrorismo da Receita, contribuintes honestos!
Preparem-se para a última semana de terrorismo da Receita, contribuintes honestos!
quarta-feira, 20 de abril de 2011
A propósito do 31 de março: um filme com bandidos e sem mocinhos.
A propósito do 31 de março: um filme com bandidos e sem mocinhos.
terça-feira, 19 de abril de 2011
Mussolini e Chávez: cara de um, focinho de outro.
Mussolini e Chávez: cara de um, focinho de outro.
Cadê o senador mais votado de São Paulo?
Villa faz uma boa pergunta:
O senador Aloysio Nunes Ferreira recebeu na última eleição uma votação consagradora. Contudo tem tido uma tímida atuação no Senado. Pesquisando os jornais não se encontra nada, uma fala, uma proposta, uma crítica ao governo federal. O que está acontecendo?
A resposta poderia ser: sumiu junto com a oposição.
Cadê o senador mais votado de São Paulo?
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Plástico? Só na cara...
A legislação foi publicada no Diário Oficial do Município no último dia 13. Os consumidores poderão comprar as sacolas biodegradáveis, que causam muito menos danos ao meio ambiente, mas são mais caras do que as de plástico. A expectativa é de que cerca de 450 mil sacolas plásticas deixem de ser consumidas por dia na cidade. (Continua).
Plástico? Só na cara...
Os velhos reféns da ideologia marxista

Perry Anderson (ao lado, na foto que melhor lhe cabe) envelheceu e não aprendeu. Idade, aliás, não é indicação de inteligência nem de experiência.
Perry Anderson, professor da Universidade da Califórnia em Los Angeles e antigo editor da New Left Review, publicou na London Review of Books de 31/3 o artigo Lula"s Brazil, recheado de ideias equivocadas e tendenciosas. É importante contestá-lo para evitar que se consolidem análises absurdas. O Brasil que existe de fato pouco tem que ver com o de Anderson, que é um Brasil para "inglês ver".
Do ponto de vista econômico, a análise é totalmente distorcida. Nada há no artigo que indique que a ridícula plataforma econômica que fazia parte do programa do PT até a Carta ao Povo Brasileiro teve influência dominante na deterioração dos indicadores macroeconômicos em 2002. A julgar pelo artigo, foi tudo culpa de seu predecessor. A louvação acrítica do Estado produtor e os lamentos quanto à "desindustrialização" são igualmente patéticos.
No afã de minimizar as consequências do "mensalão" sobre a legitimidade do PT como partido renovador na política brasileira, o autor se escora na menção a práticas fisiológicas empregadas na eleição presidencial de 1998. A assimetria é óbvia. O intuito é desqualificar críticas que possam ser feitas em relação ao naufrágio do partido na fisiologia. Afinal, se as práticas de corrupção política são generalizadas, o PT estava apenas fazendo o que todo mundo fazia. Estamos acertados: não há pecado do lado de baixo do Equador.
Em sintonia com a tentativa de minimizar os respingos do "mensalão" se enquadram seus comentários sobre o Supremo Tribunal Federal (STF). São na mesma linha da cínica menção de Lula ao provável julgamento do assunto lá por volta de 2050. Embora o STF tenha notórias deficiências, os comentários de Anderson são desatinados: "O que pensar do STF que absolveu Palocci? Daumier teria dificuldades em retratá-lo. Supostamente trataria apenas de questões constitucionais, mas processa, se esta é a palavra correta, 120 mil casos por ano, ou 30 por dia por membro da corte. Advogados transacionam privadamente com juízes e há casos em que, favorecidos por seus veredictos, os abraçam à vista de todos e lhes pagam jantares copiosos em restaurantes sofisticados. Dos 11 atuais membros do tribunal, 6 deles indicados por Lula, 2 foram condenados por cortes inferiores. Um deles, escolhido por seu primo Collor, fez história ao garantir imunidade a um acusado antes do julgamento, mas foi salvo de remoção pelos seus pares "para preservar a honra da corte". Outro, amigo de Cardoso, apoiou o golpe de 1964 e não pode se jactar nem mesmo de um diploma de bacharel de Direito. Um terceiro, ao votar em julgamento crucial para absolver Palocci, recebeu agradecimentos do presidente por assegurar a governabilidade. Eros Grau, que se aposentou recentemente, foi condenado por tráfico de influência, é um favorito especial de Lula, chamado de "Cupido" por colegas, autor de uma novela pornográfica de quinta categoria, tentou incluir um associado na corte em troca de voto para enterrar o "mensalão"".
Apesar da última afirmação, a saraivada de críticas cheira a tentativa orquestrada de enfraquecer o STF, dificultando um julgamento sério do caso. A truculência do autor certamente ajuda os que temem os resultados do julgamento. E contrasta com a sua leniência persistente em relação ao Executivo.
A severidade dos juízos de Anderson também é claramente atenuada quando se trata de alisar egos de intelectuais alinhados ao PT. Após elogios a gente séria, o autor descamba para elogios a cupinchas seus do calibre de Emir Sader e Márcio Pochmann, cujas atuações no âmbito da Casa de Rui Barbosa (CRB) e do Ipea são de conhecimento público. Curiosamente, a proposta de programa de pesquisas de Sader na CRB era exatamente "O Brasil de Lula".
O artigo está repleto de erros factuais e omissões que a falta de espaço impede listar exaustivamente. Embora muito longo, ele é curiosamente inconclusivo. O autor não consegue superar seu banzo em relação ao recuo da esquerda em escala global nem esconde sua melancolia quando constata que as perspectivas de mudanças radicais no País são modestas. E, no entanto, há razões suficientes para preocupações com a estabilidade do controle político exercido pela atual coalizão governamental. Lula, arguto e carismático, foi capaz, em 2002-2003, de ejetar o estapafúrdio programa econômico do PT, apropriar-se do cerne do programa econômico do predecessor, mobilizar sua veia populista e ampliar o escopo das políticas sociais. Tudo isso em ambiente em que o PT se propunha, com credibilidade, como paradigma para a reconstrução de outros partidos políticos não fisiológicos. O Brasil iria, enfim, ficar sério politicamente. Após o "mensalão", entrou em colapso o PT paradigmático e ganhou espaço o Lula carismático, amparado na inflação baixa e no Bolsa-Família. Mas no segundo mandato houve considerável "flexibilização" da política econômica, que culminou nas atuais dificuldades quanto à aceleração inflacionária e sustentação do crescimento.
O problema hoje é como Dilma Rousseff, sem o carisma do antecessor e em ambiente político dominado pela fisiologia, terá condições de debelar o recrudescimento inflacionário que certamente minará a popularidade do seu governo. Caso fracasse, até mesmo a volta de Lula, o nosso d. Sebastião, poderia ser ameaçada.
P.S.: só em universidade pública alguns ainda levam a sério o marxismo.
Os velhos reféns da ideologia marxista
Tintin no banco dos réus. E lá vai a Europa a caminho do brejo.

Aqui, Lobato (que faria 129 anos hoje) foi acusado de racismo. Lá, sobrou para Tintin, criação do belga Hergé. É nisso que dá a disseminação da doutrina politicamente correta e multiculturalista. Cuidem-se, humoristas e chargistas, guilhotina ativada.
Tintin no banco dos réus. E lá vai a Europa a caminho do brejo.
Jornalismo investigativo em debate
Autor de “Jogo Sujo - o mundo secreto da Fifa” (“Foul”, no original), que acaba de ser lançado no Brasil, o jornalista inglês Andrew Jennings será um dos destaques entre os palestrantes do 6º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, de 30 de junho a 2 de julho, em São Paulo.
O experiente repórter da BBC já publicou cinco livros, traduzidos para 15 idiomas, sobre corrupção que ele apurou na Scotland Yard, Comitê Olímpico Internacional e Federação Internacional de Futebol, a poderosa FIFA.
Promovido pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), o Congresso Internacional reunirá alguns dos principais nomes do segmento no Brasil e no exterior, em palestras e debates, painéis e woorkshoops. Entre eles, estão confirmados Alexei Barrionuevo, do The New York Times, Ângela Pimenta, da revista Exame, José Cruz, do Blog do Cruz, Eduardo Fuastini, da TV Globo, e Marcelo Tas do programa humorístico CQC.
A programação está concentrada em um eixo temático principal: jornalismo on-line. Entre os assuntos das diversas apresentações constam temas atuais, como o acompanhamento da execução orçamentária para os megaeventos esportivos que serão realizados no Brasil.
Fundamentos da reportagem, coberturas sobre o crime organizado, técnicas de RAC (Reportagem com Auxílio de Computador), ferramentas do Google, leitura de balanços das empresas, investigações de gastos públicos, lavagem de dinheiro etc também enriquecem a programação. (Continua).
Jornalismo investigativo em debate
domingo, 17 de abril de 2011
Populista baiano banca piquenique de mercenários do MST
Baeea! No comments, mas é dinheiro do contribuinte:
Para recepcionar quase 3.000 integrantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), que estão acampados desde segunda-feira na Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária da Bahia, em Salvador, o governo baiano instalou banheiros químicos, chuveiros, toldos e fornece 600 kg de carne por dia para o grupo.
Não é a primeira vez que o governo de Jaques Wagner (PT) prepara uma recepção para o MST. No ano passado, foram instalados banheiros químicos e um tanque de água. Em 2009, o governo baiano causou polêmica ao gastar R$ 161,3 mil em aluguel de ônibus para transportar integrantes do MST de volta ao interior baiano após a invasão do prédio da mesma pasta.
As medidas foram criticadas pela oposição. Para o vice-presidente estadual do DEM, Heraldo Rocha, o governo petista está "paparicando" o movimento em vez de gastar dinheiro em outras áreas prioritárias, como a saúde pública.
Segundo o governo baiano, a medida é legal e serve para dar apoio logístico aos manifestantes e evitar a depredação do patrimônio público.
Os manifestantes acampados em Salvador cobram uma audiência com Wagner, além de uma série de reivindicações, como a criação de mais assentamentos e a melhoria dos que já existem. O governo baiano formou uma comissão para negociar com o grupo.
A ação faz parte da jornada de protestos e invasões chamada "Abril Vermelho", promovida anualmente para lembrar o massacre de Eldorado do Carajás, no Pará, em 1996. Neste ano, o MST já invadiu 40 fazendas na Bahia. (Fonte).
Update: trabalhador rural anda na roça, não sob a baba de palanqueiros.
Populista baiano banca piquenique de mercenários do MST
Sabe com quem está falando, policialzinho? Aqui é o Visconde Aécio!
E o cara - de Land Rover, claro! - quer ser presidente da República (dito de oposição, rá-rá!):
O senador Aécio Neves (PSDB-MG) teve sua carteira de habilitação apreendida por estar com o documento vencido e por se recusar a fazer o teste do bafômetro em uma Operação Lei Seca no Leblon, na zona sul do Rio de Janeiro, na madrugada deste domingo.
O documento foi apreendido e o senador foi multado em R$ 957,70. De acordo com o governo do Estado do Rio, o senador chamou um amigo para dirigir a Land Rover que guiava e foi liberado. O político terá de se dirigir ao Detran-RJ para renovar o documento de habilitação e pagar a multa.
Segundo informações da assessoria de imprensa do político, a blitz ocorreu a cerca de três quarteirões de seu apartamento, quando o senador voltava para casa após visitar amigos.(Fonte).
Sabe com quem está falando, policialzinho? Aqui é o Visconde Aécio!
As "tropas" do ministro Fux não invadirão minha casa!
As "tropas" do ministro Fux não invadirão minha casa!
O estranho lucro do BNDES
Ah, os números mágicos da Era Lulista...
Na semana passada, participei de um workshop no the Brookings Institute em Washington no qual falei sobre BNDES e politica industrial. No entanto, ao preparar minha apresentação, notei algo estranho com o lucro supostamente excepcional do BNDES, em 2010, que foi de R$ 9,9 bilhões, um crescimento de 47% em relação ao lucro de 2009 de R$ 6,7 bilhões.
Acontece que o lucro do BNDES nos últimos dois anos foi, sem dúvida alguma, inflado por aplicações do banco em títulos públicos. Vamos explicar esse truque e para quem se interessar segue a nota técnica anexa que fiz (clique aqui). (Leia no Blog do Mansueto de Almeida).
O estranho lucro do BNDES
Blogueiro chapa-branca é contratado sem licitação
O contrato com o governo é por meio de uma empresa de Nassif, a Dinheiro Vivo Consultoria Ltda. No mês passado, encerrou-se outro contrato, sem licitação, de R$ 180 mil, assinado em setembro. Antes disso, entre junho de 2009 e julho de 2010, Nassif recebeu R$ 1,2 milhão da mesma EBC. Ao todo, ao término do novo contrato em 2012, o jornalista terá faturado, sem licitação, pelo menos R$ 2,1 milhões do governo federal em menos de três anos.
A EBC informou que a ausência de licitação nesta contratação "se justifica pela notória e reconhecida especialização do jornalista Luís Nassif". "Os valores do contrato são compatíveis com a remuneração paga, no mercado jornalístico, a profissionais do mesmo nível e valoração de Luis Nassif", diz a empresa. Segundo a EBC, o jornalista vai receber os R$ 660 mil para atuar na TV Brasil "como comentarista especializado em economia do telejornal 'Repórter Brasil- Noite'" e ser "apresentador e jornalista responsável pelo programa semanal 'Brasilianas.org', com uma hora de duração".
Relembre:
Blogueiro chapa-branca é contratado sem licitação
sábado, 16 de abril de 2011
Contra a doutrinação ideológica nas escolas
Contra a doutrinação ideológica nas escolas
Crimes diminuem em SP, mas o Brasil continua na barbárie.
Crimes diminuem em SP, mas o Brasil continua na barbárie.
sexta-feira, 15 de abril de 2011
iPads no Brasi? Só a montagem.
Sardenberg demonstra, no Instituto Millenium, que não há razão para muito otimismo em relação à "fábrica" dos famosos iPads no Brasil:
Não, fabricar iPad no Brasil não é um avanço tecnológico expressivo. Há uma maneira muito fácil de verificar isso. Basta ler o que está impresso no tablet, na parte de trás, abaixo da marca: “Desenhado pela Apple na Califórnia — Montado na China.”
A ciência, a tecnologia e a inovação, mais o trabalho qualificado, geram o valor. Montar o aparelho numa fábrica, assim como montar celulares ou computadores, é como produzir comodities. Como a Apple, a Intel também mantém seus centros de pesquisa e desenho nos EUA e monta chips em diversos países emergentes.
Quando o presidente Obama se refere à capacidade da economia americana de sair da crise e voltar a crescer, ele lembra: este é o país do Google, do Facebook, dos iPhones e iPads, nenhum fabricado lá.
Reparem também na Coréia do Sul, cujas companhias são como a Apple, criadoras de tablet, e, eventualmente, montadoras.
Sim, é bom ter uma planta de montagem de iPads no Brasil. No mínimo, gera empregos. Logo, é boa a notícia que a companhia chinesa deu à presidente Dilma. Mas há muitos aspectos a observar.
Suponha, por exemplo, que os chineses mandem todos os componentes apenas para serem encaixados e embalados aqui. Seria uma submontagem, uma terceirização do contrato obtido pela companhia chinesa com a Apple. Vai começar assim, que é mais fácil, prevendo-se um aumento do componente nacional brasileiro ao longo do tempo. Isso, entretanto, dependerá de muitos fatores envolvendo o custo Brasil.
Também não é certo que o made in Brazil saia mais barato do que o importado — ou seja, não é certo que o consumidor tenha um benefício direto. O problema aqui, de novo, é o custo Brasil — o que inclui impostos, elevadíssimos, e todo um ambiente de negócios restritivo à empresa privada.
Trata-se de um pecado admitido. Tanto que o Ministério do Desenvolvimento está examinando a possibilidade de incluir os tablets no sistema chamado “Processo Produtivo Básico”, o que possibilitaria uma sensível redução dos impostos IPI, federal, e ICMS, estadual. Também existe a possibilidade de se incluir os tablets na categoria computadores, o que eliminaria os impostos PIS e Cofins, federais.
Para se beneficiarem desses regimes especiais, as empresas fabricantes terão que acertar metas e cotas com o governo. De todo modo, sem esses benefícios não tem negócio. Por que os chineses fabricariam aqui mais caro? Só se tivessem a garantia do governo brasileiro de que a importação seria restringida — criando-se mais uma distorção, mais um regime especial para alguns.(Continua)
iPads no Brasi? Só a montagem.
Plebiscito oportunista. Tomem, senadores.
Pelo menos o Estadão abriu a boca sobre o tema do desarmamento, praticamente ignorado pela imprensa, que, implicitamente, apoia um novo plebiscito. Surrupio o editorial de hoje na íntegra:
Numa explícita demonstração de oportunismo político, com o qual tenta reconstituir alguns traços de sua desgastada imagem popular, o presidente do Senado, senador José Sarney (PMDB-AP), apresentou - com o generoso e igualmente oportunístico apoio de 26 de seus pares, incluindo os líderes dos partidos governistas - projeto de decreto legislativo que convoca novo plebiscito nacional no qual a população dirá se concorda ou não com a proibição da venda de armas de fogo e munição no País.
Trata-se de matéria vencida, sobre a qual a população já deu sua opinião muito clara. Em outubro de 2005, convocados para manifestar-se sobre a proibição do comércio de armas de fogo, os eleitores deram esmagadora vitória ao "não", que obteve 64% dos votos, contra 36% favoráveis à proibição. Portanto, se o projeto for aprovado pelas duas Casas do Congresso, os brasileiros terão de se manifestar novamente, no dia 2 de outubro, sobre questão que já resolveram de maneira tão peremptória. Um desperdício de tempo e dinheiro público.
A questão só está sendo trazida ao debate por interesse pessoal de quem tenta aproveitar um momento de grave preocupação social com a segurança pública, provocada pelo bárbaro assassínio, cometido por um psicopata, de 12 estudantes na Escola Tasso da Silveira, em Realengo, no Rio de Janeiro. Políticos espertos não perdem a oportunidade para, em nome de boas causas, mas mesmo à custa da razão e do bom senso, e às vezes até dos princípios, apresentar-se ao público como autores de uma iniciativa salvadora.
A proibição da venda de armas de fogo é uma dessas ideias que de tempos em tempos ressurgem. Desta vez, esclareceu o senador maranhense do Amapá, não se propõe um referendo, como foi a consulta popular de 2005, porque, nesta modalidade, o eleitor é chamado a decidir sobre algo que já existe. "O plebiscito é para consultar (a população) sobre se nós podemos ou não modificar lei que já existe", completou Sarney.
Esta explicação sobre a diferença entre referendo e plebiscito é a única coisa útil na iniciativa de Sarney. A proposta, em si, é inútil. Por que chamar novamente a população para se manifestar sobre algo a respeito do qual já deu sua opinião clara há seis anos? Desde então não mudaram as regras do convívio social, nem o quadro da criminalidade que atormenta o País, nem as políticas do governo para conter a violência e o banditismo, a ponto de justificar nova consulta.
Lembre-se, a propósito, que uma consulta popular tem custos para os contribuintes. O referendo de 2005 custou R$ 252 milhões aos cofres públicos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral. Por que não utilizar o dinheiro para melhorar as condições operacionais dos órgãos de segurança pública, em vez de realizar uma consulta desnecessária?
A nova consulta é improcedente não apenas porque a resposta já é conhecida, mas, sobretudo, porque uma eventual proibição do comércio de armas de fogo não impedirá que os criminosos continuem a obtê-las pelos mesmos métodos que utilizam hoje. Bandidos em geral não usam armas legalizadas, muito menos registradas em seu próprio nome. Psicopatas com impulsos homicidas - como foi o caso do autor do morticínio em Realengo -, tampouco. Eles as adquirem no mercado clandestino e é isso o que, com ou sem proibição, continuarão a fazer.
Ninguém contesta que a circulação de armas de fogo deve ser rigorosamente controlada pelas autoridades. Mas sua atenção deve estar centrada no combate ao comércio ilegal. Aí está, de fato, um dos caminhos importantes para reduzir a criminalidade. A proibição do comércio de armas é apenas "uma cortina de fumaça", para desviar a atenção dos problemas de segurança pública, como observou o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Ophir Cavalcante.
Além disso, a proibição desarma o cidadão honesto, sem desarmar o criminoso. Não reduz a criminalidade e fere direitos e garantias individuais, como o exercício da legítima defesa por quem é ameaçado por um bandido armado. Na busca apenas de votos e prestígio, os que propõem a proibição omitem esses aspectos de sua proposta.
Plebiscito oportunista. Tomem, senadores.



