quinta-feira, 30 de junho de 2011

Será que isto pode gerar uma "fatwa" dos aiatolás?

Pesquei lá no De Gustibus.

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FHC, o melhor ex-presidente.

Na Veja desta semana, J.R. Guzzo fez a melhor observação sobre FHC, que recebe homenagens por seus 80 anos. Aí vai um trecho:

Condição primeira para o bom exercício da Ex-Presidência é o abandono da arena eleitoral. Nos EUA isto é mandatório: a Constituição limita o exercício da Presidência a dois mandatos, e o costume desaconselha o ex-presidente a rebaixar-se em busca de mandatos de deputado, prefeito ou governador. No Brasil, até onde a vista alcança, o caso de FHC é único. Getúlio Vargas, deposto em 1945, virou candidato (vitorioso) cinco anos depois. JK saiu da Presidência, em 1960, já candidato à eleição presidencial seguinte, em 1965, frustrada pelo golpe militar. Jânio renunciou em 1961 para virar candidato a governador (derrotado) duas vezes (1962 e 1982) e a prefeito (vitorioso) em 1985. Dos presidentes da última redemocratização, três são senadores e o quarto é potencial candidato à sucessão daquela que lhe sucedeu.


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Patrimonialismo à brasileira

Capitalismo, por aqui, ainda é algo exótico: políticos, empresários e sindicalistas tomam como seu o patrimônio público. Todos à sombra do Estado. Risco? Nenhum.


Os empréstimos do BNDES são estranhíssimos. Os destinos dos empréstimos são questionáveis. Capta no mercado e empresta a juros extremamente subsidiados (e com prazos longuíssimos). Uma hora a coisa estoura. O terrível é ver (mais uma vez) o silêncio da oposição. Só ontem, o Senado autorizou a captação de mais 55 bilhões de reais.


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Sponholz e os seis meses do governo Dilma




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quarta-feira, 29 de junho de 2011

BNDES adoça o pão de Abílio Diniz


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De onde veio o dinheiro, chefão dos aloprados?


Serra acusa o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, de ter coordenado os aloprados. O bigodudo, que defendeu uma tese de doutorado meramente ideológica na Unicamp (louvações a Lula), faz de conta que não é com ele. Atitude típica dos petistas, aliás, que oficializaram a corrupção no Brasil. E até hoje a PF não explicou de onde veio a dinheirama para a compra do falso dossiê.

O ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB) acusou nesta quarta-feira o ministro Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia) de coordenar a compra de um falso dossiê contra o tucano na campanha pelo governo paulista, em 2006.Depois que o petista negou qualquer envolvimento no caso, Serra disse que integrantes do próprio PT reconhecem a participação do ministro.

"Foi um processo coordenado pelo então candidato ao governo, senador Aloizio Mercadante. E agora não só as paredes, como um próprio integrante eminente do PT deu entrevista disponível para o público falando do envolvimento do atual ministro de Ciência e Tecnologia", afirmou, em referência à afirmação do petista e ex-diretor do Banco do Brasil Expedito Veloso, publicada pela revista "Veja", de que a compra do dossiê fora avalizada por Mercadante.

Segundo Serra, cinco anos depois das denúncias o país ainda não conseguiu descobrir a origem do dinheiro que teria sido usado na compra do dossiê.

"Não é um problema de oportunidade. Passaram cinco anos, tinham R$ 1,7 milhão apreendidos, até hoje não se sabe a origem?", questionou Serra. (Continua).


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Revisitando o "campus avançado da ideologia". De mal a pior...


Há quatro anos, publiquei no blog um texto sobre a pasteurização ideológica promovida pelo lulismo. De lá para cá, a coisa só piorou. Vamos de mal a pior.

O Brasil virou mesmo um país de mentes pasteurizadas pela ideologia. Cinco anos de governo lulo-petista bastaram para que tudo fosse virado pelo avesso. Se você defende as liberdades e a democracia, é tachado de "direitista" ou "conservador" (quando as defendia durante a ditadura, era considerado de "esquerda"). Se você defende a ciência, é logo carimbado de "positivista", membro dessa tribo antiquada que acredita na existência de fatos objetivos e, ainda mais absurdo, que tais fatos sejam acessíveis e explicáveis por teorias independentes dos observadores. E se leva a lógica a sério, então, você é um "reacionário" consumado, vítima do raciocínio "burguês".

Isto não acontece no bar da esquina, claro, mas dentro das universidades, particularmente nas ciências humanas/sociais. Seus alunos já vêm ideologicamente embalados do segundo grau, mas ao invés de desenvolverem um pensamento crítico e racionalista, recebem nos campinova tintura ideológica. Ali, professor "legal" é aquele que reforça as convicções do alunado, não aquele que o incomoda com reflexão. E há muitos mestres, nesse teatrinho, que jamais contrariam aquilo que a platéia espera.

Onde impera o relativismo, tanto no campo cognitivo quanto na esfera dos valores, o mundo passa a ser aquilo que a hermenêutica pós-moderna diz que é. A grama das praças, por exemplo, pode ser vermelha, dependendo apenas do ponto de vista do sujeito. As palavras já não se referem à realidade, mas são a própria realidade - e nada existe fora da linguagem!

Se há dissenso em relação à racionalidade e às ciências, há consenso em torno de algumas pautas, a começar pelo ecologismo, que é quase uma nova religião. Não ouse duvidar que o maldito "ser humano" seja o único responsável pelo "Aquecimento Global", esta entidade com que os novos apocalípticos ameaçam o planeta. Não ouse contestar que a "globalização" seja uma invenção do imperialismo para dominar a "periferia". E nem ouse negar que "outro mundo é possível", bem além da "lógica capitalista" e das "leis do mercado". Sobretudo, veja no Estado dirigente e regulador o justiceiro das classes populares, o remédio eficaz para todos os males do "neoliberalismo". Defenda sempre mais Estado, nunca menos. (Continua).

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terça-feira, 28 de junho de 2011

O inferno à espera do tirano Chávez

Ao que tudo indica, o déspota venezuelano Hugo Chávez logo descerá ao inferno. Nenhum tirano merece o traço de Gustave Doré, que ilustrou A Divina Comédia, de Dante, mas vá lá. E que o mais longevo ditador do mundo, Fidel Castro - que abriga o coronel bufão -, o siga prontamente. Tirano algum merece vela ou choro. Aos infernos, todos eles!


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Os bandoleiros do MST

Artigo de Xico Graziano, no Estadão, sobre a "bandidagem agrária":

O descaminho da reforma agrária brasileira começou no início da década de 1990, quando o MST optou por invadir propriedades rurais. Foices e facões forçavam a desapropriação de fazendas pelo Incra. A novata entidade buscava com sua beligerância assumir o protagonismo da luta camponesa no País, até então entregue à velha Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag). Com tradição comunista, esta se acomodara nos meandros do poder.


Apoiado pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) e pelo PT, o MST avançou ferozmente na luta pela terra. Militarmente organizados, fartos em recursos, os invasores ganharam a mídia e encantaram a opinião pública. O inegável sucesso de sua estratégia política, porém, gerou o imponderável: as quadrilhas rurais.

Os neorrevolucionários abriram brechas para que, em vários cantos do País, bandoleiros disfarçados de sem-terra partissem para saquear e depredar fazendas. Roubo de gado, tratores e arames de cerca, fogo, moradores feitos reféns, barbaridades escondidas sob o mantra da justiça social. Verdadeira bandidagem.

O MST, de início, aproveitou-se dessa brutalidade para expandir os seus domínios, especialmente no Pará. Imiscuiu-se com essa criminalidade alimentada pela miséria e estimulada pelo caos fundiário. Mordeu, porém, do próprio veneno: gerou internamente a beligerância.

Nesse caldo de cultura que alimenta a violência rural, Zé Rainha projetou-se.

O passado condena. Fugido de Pedro Canário (ES), onde enfrentava a Justiça por antigo crime de assassinato, o carismático Zé Rainha foi útil ao MST no Pontal do Paranapanema. Brilhou na televisão. Até romper com o comando central do movimento, partindo para sua carreira solo. Prostituiu-se, acabou proscrito.

Os infames vos enganaram, bradou Demóstenes, recriminando os combalidos atenienses quando estes, equivocadamente, socorreram Plutarco nas guerras da antiga Grécia. Milhares de pessoas esperançosas, no Pontal do Paranapanema como alhures, seguiram o discurso fácil e fantasioso da terra prometida, como se entrassem na fila do passaporte para a felicidade.

Zé Rainha, além de corrupto, comandou a perniciosa fábrica de sem-terra montada País afora pelo MST e seus congêneres. Nela boias-frias e desempregados urbanos se misturam com ambulantes, domésticas, tarefeiros, prostitutas, pessoas de bem e oportunistas, todos interessados no lote dadivoso da reforma agrária. Basta montar um barraco na beira da estrada e recolher um pedágio mensal, espécie de taxa da ilusão. Até trombar com a dura realidade.

As utopias movem o mundo. As farsas, porém, desgraçam a História. Executar um processo de reforma agrária e criar novos agricultores exige planejamento, capacitação, idealismo. Nenhum desses elementos mora na cadeia onde dorme Zé Rainha. (Leia na íntegra).


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segunda-feira, 27 de junho de 2011

Lula representa o Brasil em lugar adequado: um convescote de tiranos na África.

Não, ele ainda não saiu do governo. Leio no Estadão:

A presidente Dilma Rousseff nomeou nesta segunda-feira, 27, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como chefe da missão especial que irá representar o governo brasileiro na 17ª Sessão Ordinária da Assembleia Geral da União Africana, que acontece de 28 de junho a 1º de julho, em Malabo, na Guiné Equatorial. O decreto com a designação de Lula para a função foi publicado no Diário Oficial da União de hoje e indica ainda como integrantes da missão o embaixador Paulo Cordeiro de Andrade Pinto, a embaixadora Eliana da Costa e Silva Puglia e a embaixadora Isabel Cristina de Azevedo Heyvaert.

Convenhamos: Lula é o representante apropriado para um encontro de tiranos. Vocação ele sempre teve - e a África não é nenhum jardim de governos democráticos.


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Governado por Dilma, dirigido por Deus.


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domingo, 26 de junho de 2011

Um fracassado lulista na FAO

Bene, a ONU e seus cabides já são dispensáveis há muito tempo. Por lá campeiam representantes de tiranetes, da África à América Latina, além de europeus politicamente corretos que, desde o nazi-fascismo e cheios de culpas, se entregaram ao mais nefasto relativismo.

Pois não é que a FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) acaba de eleger José Graziano para a diretorial-geral?

Qual o mérito do lulista Graziano? Apenas o fracasso do Fome Zero, de que ninguém mais fala, a não ser, talvez, o ex-assessor espiritual de Lula, Frei Betto, um dos mentores dessa "marquetagem".

Que a ONU desapareça. O mundo não sentirá falta. Aliás, economizará dinheiro.


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Pobre Sponholz!


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No Brasil, quase todos os crimes são "perfeitos". Isto aqui é ou não é um Grotão?

É Grotão, sim, e a etnia petista só fez aumentar - com a cumplicidade oficial e de certas "zelites" lulistas regionais - a benevolência com criminosos internos e externos:

Pesquisa coordenada pelo sociólogo Júlio Waiselfisz mostra que "apenas 8% dos homicídios são solucionados, ou seja, o assassino é identificado e preso. A taxa de impunidade é de 92%. (...) No Brasil, parte da teoria de Gary Becker pode ser verificada com facilidade - os riscos do crime, muitas vezes, valem mais a pena que os sacrifícios da vida honesta. (Arquivo Veja).

Não haja surpresa, portanto: mais de um milhão de pessoas foram assassinadas desde 1980.

Outro dado: metade dos condenados por processo judicial está na prisão, outra metade nas ruas.

Defender a construção de presídios gera ataques da burrice reinante, não rende votos aos políticos, mas é uma necessidade premente. Não bastam escolas. É preciso construir mais prisões. Impunidade é incentivo ao crime.

E que sejam vítimas dos bandidos estes mesmos que acham que vivemos os confortos da civilização. Não passam de cúmplices.


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Ideli, pit bull do lulismo e madrinha dos mensaleiros, é também aloprada.


A revista Veja desta semana vem com novidades sobre a atuação da ministra Relações Institucionais, Ideli Salvatti. Eleita senadora, a paulista envergonhou Santa Catarina por oito anos. Levou o troco na candidatura ao governo do Estado, ficando na lanterninha. Para os catarinenses, Ideli já era. Lama não falta para que o Brasil a enterre junto com o lulismo.

Surrupio na íntegra o post do Reinaldo:

Todos já sabiam que Ideli Salvatti não reunia condições, digamos assim, intelectuais de ser a coordenadora política do governo. Sua inteligência política sempre foi correspondente à sua elegância em plenário, ao tempo em que funcionava como pit bull do lulismo para as tarefas mais escabrosas: melar a CPI do mensalão, defender José Sarney, alinhar-se com Renan Calheiros… Era passar a missão, e Ideli executava. Muito bem! A VEJA desta semana traz uma revelação escabrosa: ELA PARTICIPOU, COMO SENADORA E LÍDER DO PT, DE UMA REUNIÃO COM O ALTO COMANDO DOS ALOPRADOS NO GABINETE DE ALOIZIO MERCADANTE E FOI A PRIMEIRA A MOBILIZAR A IMPRENSA PARA FAZER A “DENÚNCIA”. MAIS: MANIPULOU OS DOCUMENTOS FALSOS DO CRIME. Aconteceu no dia 4 de fevereiro de 2006, 11 dias antes de estourar o imbróglio. Lá estavam, além dos atuais ministros, Expedito Veloso, Osvaldo Bargas e Jorge Lorenzetti. Leiam trecho da reportagem de Hugo Marques e Gustavo Ribeiro:

É uma pessoa capaz de se envolver em tal sujeira que foi parar na coordenação política de Dilma Rousseff. Sempre que Ideli estiver diante de um interlocutor da oposição ou da base do governo, o outro há de se lembrar dos seus feitos notáveis e lhe dispensar a credibilidade que ela merece. A piada é que seu ministério é o das “Relações Institucionais”.

(…) Logo depois do encontro, do gabinete da senadora foi iniciada a preparação do que deveria ser a etapa derradeira do plano - a publicação do falso dossiê. As negociações do PT com os empresários que atuariam na farsa já estavam acertadas. Os criminosos queriam 20 milhões de reais pelo serviço, mas acabaram aceitando o valor de 1,7 milhão de reais oferecido pelo partido, dinheiro que Mercadante se comprometeu a conseguir com a ajuda do ex-governador Orestes Quércia, segundo as revelações de um dos participantes da reunião, o bancário Expedito Veloso. Na reunião, os cinco - Mercadante, Ideli, Expedito. Lorenzetti e Bargas - manusearam uma lista com números de cheques e fotos de um empresário já falecido que, na montagem da história, seria apresentado como elo da quadrilha com os tucanos. Uma cópia do material foi deixada com a senadora. E ela deu início ao que deveria ser a apoteose do trabalho: procurou jornalistas interessados em divulgar o conteúdo, exibiu os papéis e disse que aquilo era apenas uma pequena amostra da munição que o PT tinha para fulminar os tucanos. Ela conhecia todos os detalhes do dossiê e deixou sua assessoria à disposição para ajudar no trabalho de divulgação. A senadora, aliás, não escondia os motivos de seu empenho: as revelações, segundo ela, atingiriam Serra e beneficiariam o PT na eleição em São Paulo, mas também repercutiriam na disputa presidencial em favor da reeleição do presidente Lula.

(…)

Voltei. Leiam a integra da reportagem da revista. E não se esqueçam: Ideli quer como seu braço direito, como o segundo do ministério, ninguém menos do que Carlos Abicalil, candidato derrotado ao Senado por Mato Grosso. A idéia original foi dele. Ele já havia empregado, com sucesso, o mesmo método contra um adversário tucano, Antero Paes de Barros, e até contra Serys Slhessarenko, sua colega de PT.

A ser assim, o Ministério das Reações Institucionais vai ser uma espécie de derivação do ADA, aquela organização criminosa conhecida como “Amigos dos Amigos”.


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sábado, 25 de junho de 2011

Situação de Battisti é ilegal

O Conselho Nacional de Imigração, um balaio de gatos integrado até por sindicalistas, violou a lei ao conceder visto permanente ao terrorista Cesare Battisti, condenado à prisão perpétua em seu país de origem, a Itália. Fora, carcamano! Repito: dá vergonha ser brasileiro na era lulista.

Editorial do Estadão foi na couve:

Por 14 votos a 2, 1 abstenção e 3 ausências, o Conselho Nacional de Imigração - vinculado ao Ministério do Trabalho e integrado por 9 representantes de Ministérios, 5 de sindicatos, 5 de entidades patronais e 1 da comunidade científica - concedeu visto de permanência ao ex-terrorista italiano Cesare Battisti. Com isso, ele poderá viver e trabalhar por tempo indeterminado no Brasil.

Pela ordem jurídica vigente, a decisão do Conselho Nacional de Imigração é ilegal. Ela colide com a Lei 6.815/81, que criou o órgão e define a situação jurídica dos estrangeiros no Brasil. O inciso IV do artigo 7.º dessa lei proíbe taxativamente a concessão de visto "ao estrangeiro que foi condenado ou processado em outro país por crime doloso, passível de extradição segundo a lei brasileira".

É justamente esse o caso de Battisti. Ele foi condenado à prisão perpétua pela Justiça italiana por quatro assassinatos cometidos na década de 1970, quando integrava a organização terrorista Proletários Armados para o Comunismo. No momento em que Battisti foi processado, julgado e condenado, a Itália vivia em plena normalidade política e constitucional, ou seja, sob democracia plena. (Continua).


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sexta-feira, 24 de junho de 2011

Blogueiros chapas-brancas querem morder o nosso dinheiro

A cambada de blogueiros "progressistas" (leia-se: chapas-brancas), que já organizou dois encontros pagos por estatais, deixa bem claro o motivo de seu puxassaquismo: morder verbas públicas .

O documento expelido no último encontro - que contou com a presença do falastrão de Garanhuns e do chefe dos mensaleiros, José Dirceu - mostra também o ranço ideológico dos blogueiros, que se referem à imprensa como "oligopólio midiático".

Ideologia, de fato, emburrece.


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Ilicitudes


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Presidência sem rumo

Com Dilma, o Brasil volta à política do feijão com arroz. De vez em quando, a Folha acerta:

Dilma Rousseff resolveu mudar o formato das reuniões semanais da coordenação política do governo. A presidente adotará, segundo se noticia, um sistema de rodízio entre ministros que não compõem o núcleo fixo do encontro, formado por nove membros.
Será convidado, a cada semana, o responsável pelo assunto em pauta ou ministros que tenham interlocução mais direta com as bancadas do governo no Congresso. Não está nada claro, mais uma vez, como isso vai funcionar.Em si mesmo pouco relevante, o rodízio é sintomático das dúvidas sobre a capacidade de atuação política do governo federal.Gleisi Hoffmann, da Casa Civil, e Ideli Salvatti, das Relações Institucionais, são quadros do segundo escalão do petismo alçados ao centro nervoso do poder. Embora escolhidas para desempenhar funções complementares -a de gerente e a de articuladora política-, ambas têm trabalhado numa parceria improvisada, sem papéis bem definidos. É o que acontece, por exemplo, na negociação de cargos para os aliados.Não há, em princípio, problema nisso, mas -de novo- trata-se de um indicador de que o Planalto não se reorganizou após a saída de Antonio Palocci, cujo protagonismo era incontrastável até a crise que o arrancou da Casa Civil.Seria menos preocupante se os dois maiores partidos da base aliada não dessem tantos sinais de insatisfação, a toda hora chantageando o Planalto abertamente.Num encontro entre petistas, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva entendeu que era preciso chamar a atenção da bancada paulista do PT para os riscos das disputas internas. Como na crise Palocci, o ex-presidente busca uma projeção que solapa a autoridade da sucessora.A maioria de Dilma no Congresso só é gigantesca no papel. Na prática, revela-se uma base ladina e pouco coesa, que precisa ser agraciada a cada votação. No caso do Código Florestal, o desfecho foi muito desfavorável ao Planalto, inclusive porque coincidiu com o calvário de Palocci.Agora, na questão dos sigilos -do orçamento das obras da Copa e dos documentos oficiais-, o governo revive dificuldades com o Congresso. E Dilma volta a manifestar comportamento errático.É bom que o Parlamento se mostre ativo e que a presidente demonstre flexibilidade na condução do país. O que se registra, porém, é bem diverso: um comando frequentemente afrontado e convicções frouxas sobre que direção imprimir à política nacional.


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quinta-feira, 23 de junho de 2011

Paulistanos ainda vão topar com este monstro

Agora com visto permanente, o terrorista Cesare Battisti deverá emporcalhar as ruas de São Paulo (até arrumar, talvez, uma "boquinha" em Brasília). Logo, logo, será articulista da Caros Amigos. Também deverá merecer alguma entrevista na Folhona.


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Todos contra o "pacotarso"

Tarso "Illich" Genro , o leninista que governa o Rio Grande do Sul, enfrenta guerra contra o pacotaço que pretende impor aos gaúchos. Até os juízes já chacoalham as togas.

Há menos de seis meses no cargo, o governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), enfrenta protestos de tradicionais aliados, uma ameaça de greve e até um levante de magistrados.A resistência decorre de um pacote que o governador tenta aprovar na Assembleia para aumentar contribuições à Previdência de uma parte do funcionalismo.Chamada de "pacotarso" pelos opositores e de "Plano de Sustentabilidade Financeira" pelo governo, a proposta desagrada a sindicatos tradicionalmente alinhados ao PT, que a classificam de "privatização" do sistema previdenciário.Os professores da rede estadual, liderados por uma petista, suspenderam as aulas por um dia na semana passada e vão paralisar as atividades novamente nos dias de votação do projeto.Os juízes do Estado também podem ter mudanças na contribuição e se mobilizam. Anteontem, se reuniram com deputados de oposição.O centro de Porto Alegre está tomado por cartazes e outdoors com críticas a Tarso, assinados por sindicatos e partidos. Um dos lemas dos cartazes é "retire o pacote ou o Estado vai parar".A Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia ainda analisa a proposta, que pode ser votada na semana que vem.O pacote inclui ainda alterações nas regras de pagamento de dívidas originadas de processos na Justiça e institui a cobrança por inspeção veicular no Estado.Anteontem, a Ordem dos Advogados do Brasil, a Associação do Ministério Público Estadual e a dos delegados da Polícia Civil do RS divulgaram nota criticando o plano. Os opositores afirmam que o plano é inconstitucional por criar diferentes patamares de contribuição, de acordo com o salário. (Folha).
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quarta-feira, 22 de junho de 2011

Mais um dia de vergonha para o Brasil:o facínora Battisti ganha visto de permanência.

Ser brasileiro, na era lulista, é passar vergonha todos os dias:

Por 14 votos a favor, dois contra e uma abstenção, o CNIg (Conselho Nacional de Imigração) concedeu nesta quarta-feira o visto de permanência para terrorista italiano Cesare Battisti.

O conselho, que faz parte do Ministério do Trabalho, é formado por nove representantes dos ministérios, cinco de sindicatos dos trabalhadores e cinco de entidades patronais. O órgão ainda é composto por oito observadores de entidades como OIT (Organização Internacional do Trabalho) e a Organização Internacional para as Migrações.

Três conselheiros não estavam presentes na reunião de hoje.

Segundo o conselho, o resultado da votação será encaminhado para o Ministério da Justiça, que vai executar a concessão da permanência. (Continua).


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terça-feira, 21 de junho de 2011

Sai daí, bigodudo! (2)


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Sai daí, bigodudo!

Como de costume, petista acusado de maracutaias ou crimes vai espernear, se arrastar, gemer, negar e permanecer no cargo até que o fedor se torne insuportável. Agora é a vez do alopradíssimo ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante. Sai daí, bigodudo!

Editorial do Estadão:

A Polícia Federal (PF) não pode se negar a reabrir o inquérito dos aloprados, agora que chegou à imprensa o desprevenido "desabafo" de um dos acusados de envolvimento com o escândalo. Segundo a revista Veja, o bancário Expedito Veloso, atual secretário adjunto de Desenvolvimento Econômico do Distrito Federal, sem saber que as suas palavras estavam sendo gravadas, disse a interlocutores petistas que o ex-senador e hoje ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, não só teve conhecimento, como participou do esquema da compra de documentos destinados a compor um dossiê que incriminaria o tucano José Serra, seu adversário na disputa pelo governo paulista em 2006.

O escândalo dos aloprados tem esse nome porque foi assim que o então presidente Lula se referiu aos petistas presos em um hotel de São Paulo, às vésperas do primeiro turno das eleições, com R$ 1,75 milhão que serviria para pagar as supostas evidências das ligações de Serra com o negociante Luiz Antonio Vedoin, denunciado em outro escândalo que atingiu membros do Congresso Nacional, o da máfia das ambulâncias. Lula não condenou o jogo sujo dos companheiros. Apenas criticou a estupidez com que agiram. Mercadante, como se sabe, perdeu o pleito estadual já no primeiro turno. Por sua vez, não fossem as imagens da dinheirama na televisão, o presidente Lula teria se reelegido (contra Geraldo Alckmin) já na mesma rodada inicial.

O que mais viria a chamar a atenção na história foi a aparente incapacidade da Polícia Federal de esclarecer o caso, de forma a sustentar a abertura de um processo consistente contra os autores e mentores da torpeza. Como lembra a Veja, "a PF colheu 51 depoimentos, realizou 28 diligências, ordenou 5 prisões temporárias, quebrou o sigilo bancário e telefônico dos envolvidos, mas não chegou a lugar algum". Mercadante foi indiciado, por ser objetivamente o beneficiário do esquema. Mas o então procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, não encontrou indícios de participação do candidato no episódio. Ao fim e ao cabo, o Supremo Tribunal Federal mandou arquivar o inquérito.

Procurado pela revista, Veloso não a desmentiu. Apenas demonstrou surpresa por alguém ter gravado o que chamou de "desabafo dirigido a colegas do partido". Os seus motivos, assim como as intenções de quem registrou e repassou o teor da conversa, são obscuros. De todo modo, as suas referências a Mercadante são inequívocas. A ideia da montagem de um dossiê anti-Serra, afirmou, contou com "o conhecimento e a autorização" do petista. Além disso, ele ficou "encarregado de arrecadar parte do dinheiro" para financiar a patifaria. Sempre segundo o inadvertido acusador, Mercadante recorreu ao caixa 2 da campanha - e, principalmente, ao então dirigente do PMDB paulista, Orestes Quércia, falecido no ano passado. (Continua).


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segunda-feira, 20 de junho de 2011

Volte para o seringal, Marina das Ongs.

Marina vem pra cá, Marina vai pra lá, Marina vai fundar novo partido etc. A imprensa continua dando destaque a esta embusteira (sempre petista, embora "verde") que representa as ongs internacionais e quer destruir a agricultura brasileira.

Marina Silva, que muito contribuiu para a vitória de Dilma, sempre teve visão curta: vê o mundo do alto de uma seringueira.


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A Copa dos empreiteiros


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Socialista deixa cargo, mas negocia "indenização" de 280 mil. E ainda leva uma "boquinha" em Itaipu.

Roberto Amaral, vice-presidente do PSB, diz que pediu demissão, mas foi "demitido" da estatal Alcântara Cyclone Space. Com isso, ganhou 280 mil reais como "indenização por demissão sem justa causa". No mesmo dia, o infeliz demitido foi nomeado para os conselhos de Itaipu e do BNDES (25 mil reais por mês). O governo Dilma é, de fato, extremamente zeloso com os cofres públicos...

O vice-presidente do PSB, Roberto Amaral, recebeu pelo menos R$ 280 mil dos cofres públicos ao sair em março da diretoria-geral da Alcântara Cyclone Space (ACS), uma sociedade dos governos do Brasil e da Ucrânia para gerir o principal programa espacial brasileiro, que passa por grave crise financeira. Amaral recebeu esse dinheiro porque conseguiu ser oficialmente "demitido" do cargo.

Em entrevista gravada ao Estado, o dirigente do PSB afirmou que foi ele quem decidiu sair da direção da ACS, ainda durante as eleições 2010. "Eu quis. Pedi e acertei com a presidente Dilma antes do processo eleitoral", afirmou. Ele contou, porém, que negociou com o governo federal para ser demitido. "Eu pedi para ser demitido, todo mundo faz isso. Não posso ser crucificado por isso", afirmou.

A receita da empresa é 100% de origem pública. Por ser uma parceria internacional, seus funcionários são contratados pelas regras da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) e têm carteira assinada. Ao ser atendido no desejo de ser demitido, o dirigente do PSB e ex-ministro de Ciência e Tecnologia fez um grande negócio, porque teve direito às indenizações de demissões sem justa causa - os R$ 280 mil foram pagos pela ACS incluindo, por exemplo, os 40% de multa sobre o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Esses valores ainda não incluem o saldo do FGTS que Amaral pôde sacar por ter sido demitido.

No mesmo dia da demissão, Amaral foi nomeado para integrar os conselhos da Itaipu Binacional e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), cujos salários somam cerca de R$ 25 mil. A chefe de gabinete de Amaral na ACS, Patricia Patriota, filha do deputado Gonzaga Patriota (PSB-PE), também conseguiu ser demitida e recebeu cerca de R$ 55 mil.

A assessoria da Presidência disse que não confirma a versão de Amaral sobre o acordo para ser demitido. Informou que a Presidência decidiu por sua saída e que ele "foi exonerado por ter cumprido uma missão e ter encerrado um ciclo na empresa". A ACS, vinculada ao Ministério de Ciência e Tecnologia, está paralisada. Criada em 2007, já recebeu R$ 218 milhões do governo brasileiro e R$ 98 milhões da Ucrânia num projeto orçado em R$ 1 bilhão. (Continua).


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O paraíso de Mantega é um anexo do inferno

Coluna de Carlos Alberto Sardenberg foi na mosca! Desça do salto alto, Mantega, e explique por que o Brasil é mais caro em tudo, para todo mundo, inclusive para estrangeiros. Será que o país está mesmo melhor, como alardeia o ministro de nariz empinado?

(...) Se estivesse, a taxa básica de juros aqui - os 12,25% do Banco Central - não seria a maior do mundo, disparada. A taxa real de juros não seria de 5,5% ao ano, enquanto está em torno de zero em boa parte do mundo e é negativa em muitos países, inclusive nos EUA. Para colocar os títulos da dívida de dez anos, os EUA pagam 2,9% ao ano e o governo brasileiro paga 4,7%, em dólares. Para se financiar em reais, o governo brasileiro paga 12,3% ao ano, e o Tesouro americano paga 0,5% em moeda local.


Juros elevados num mundo de juros baixos exibem o sintoma da doença brasileira. Por que não caem? Essa é a pergunta que o ministro Mantega deveria responder. É nisso que deveria estar trabalhando.


O Brasil melhorou muito, mas chegou a um ponto em que exige mudanças importantes para continuar avançando. Eis algumas histórias de que tomei conhecimento nos últimos dias:


o advogado Eduardo Fleury, de São Paulo, estava numa conference call com clientes de uma empresa americana, preparando novos investimentos no Brasil. Estavam quebrando a cabeça para descobrir como superar as variadas barreiras burocráticas. Após algumas horas de conversa, o CFO americano comenta: "Mas será que vale a pena isso tudo?";

o diretor de uma empresa industrial alemã conversa com possíveis parceiros numa fábrica em São Paulo: "Mas por essas contas, o custo de produção no Brasil é 30% maior que na Alemanha. É isso mesmo?";

de um executivo francês que trabalha no Brasil e tem família em Santos: "Pelo telefone fixo, é mais caro falar de Santos para São Paulo do que de Paris para São Paulo. Como pode?";

de outro: "O Brasil tem tudo para produzir energia - rios, quedas d"água, ventos, petróleo, biocombustíveis e até minério de urânio. E tem também a energia mais cara do mundo. Como pode?";

um operador do JP Morgan, nos EUA, comentando com brasileiros: "O Brasil tem prazo de validade, vai até a Copa. Depois, todo mundo vai rever investimentos".

E, por falar nisso, também ficamos sabendo que funcionários do governo brasileiro procuraram recentemente colegas alemães para buscar informações sobre a preparação da Copa. "Agora!?" - foi a resposta (e o espanto) dos alemães.

A Copa tem sido uma das preocupações centrais do governo Dilma - e precisa mesmo ser assim. Há atrasos em todos os projetos e na organização geral. O Congresso ainda está votando a lei que regulamenta (e simplifica) as licitações de obras ligadas ao campeonato. O BNDES já tem os recursos para financiar estádios, mas a falta de alguma coisa (projeto, licitação, licença, contratos, etc.) tem bloqueado os empréstimos para obras cruciais.

Na reforma do Maracanã, por exemplo, o governo do Rio está utilizando recursos próprios para não deixar as obras paradas enquanto espera o dinheiro do BNDES. Gasta, assim, verbas orçamentárias que deveriam ser destinadas a escolas, hospitais, segurança (os bombeiros!) e unidades de pacificação.

Em São Paulo, a Odebrecht iniciou a terraplenagem do estádio do Corinthians por sua conta e risco. Simplesmente não há contrato assinado para as obras e a Câmara de Vereadores da cidade ainda está votando a lei que concede as reduções de impostos sem as quais o estádio não é viável. A Fifa vai anunciar a cidade da abertura da Copa agora em julho.

E assim segue a ciranda. Foram impressionantes a inação e a incapacidade do governo Lula de colocar o evento num ritmo forte e seguro. O caso dos aeroportos é o mais visível. O que o atual governo percebeu - que o setor público não tem nem os recursos nem a capacidade para tocar as obras e os serviços necessários - estava amplamente demonstrado por analistas independentes desde que o Brasil ganhou o direito de sediar a Copa.

Mas, além desse caso, por toda parte se encontra uma falha de governo - do federal, dos estaduais e dos municipais. Estamos de novo num ambiente do quebra-galho. A Copa vai sair assim, no puxadinho. Mas não se faz um país assim. Os problemas da Copa também são um sintoma. (Leia na íntegra).


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domingo, 19 de junho de 2011

Brasil: aqui o conto do vigário é oficial.

J. R. Guzzo, na Veja desta semana (vale a citação):

O Brasil vem se tornando, nos últimos anos, uma espécie de paraíso mundial da tapeação. O grande responsável por mais esta realização nacional é o governo, ou quem manda no governo, com o desenvolvimento de técnicas cada vez mais avançadas e eficientes para convencer a opinião pública de que coisas que todo mundo está vendo não existem - ou que existem coisas que ninguém consegue ver. Isso ajuda, e muito, todas as vezes que aparece uma história feia, que o governo quer esconder, ou quando ele decide fabricar uma história bonita, para mostrar méritos que não tem. Quase sempre a plateia acredita na mágica, bate palmas e diz, nas pesquisas de popularidade, que o governo é ótimo - ou, então, não mostra maior interesse no assunto, nem nas fábulas que a propaganda oficial está lhe contando. Não acredita nem desacredita: apenas não liga. O resultado é que o Brasil, hoje em dia, se transformou num dos países onde é mais fácil para o governo passar qualquer tipo de conto do vigário no público em geral.


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Estatais pagam encontro de blogueiros picaretas

Como eu suspeitava (ver post anterior), os blogueiros que se auto-intitulam progressistas, mas não passam de retardados ideológicos, se reuniram em Brasília sob o patrocínio de estatais.

Resumindo: dinheiro nosso. Tarefa dos chapas-brancas? Guerra à imprensa, declarada pelo falastrão de Garanhuns e seu comparsa Zé Dirceu, chefão dos mensaleiros.

Bando de sem-vergonhas!


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sábado, 18 de junho de 2011

Chefe do mensalão convoca blogueiros chapas-brancas à guerra contra a imprensa

Vergonha na cara é o que Zé Dirceu, esse gangster que já deveria estar na cadeia há muito tempo, nunca teve. Como toda a liderança desse partido antidemocrático que é o PT, não perde ocasião para atacar a imprensa. Para esses atrasados pré-1989, o modelo de imprensa é o jornal oficial da ditadura cubana. Lula, o falastrão de Garanhuns, já havia atacado a mídia ontem no encontro de chapas-brancas, certamente pagos com o dinheiro dos nossos impostos. Haja saquinho!

Ao participar do Segundo Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas, o ex-ministro José Dirceu convocou os blogueiros a se mobilizarem e somarem forças para o embate contra os grandes veículos de comunicação. De acordo com o ex-ministro – que se considera "o grande alvo da mídia" nos últimos dez anos –, existe uma "disputa política do direito de informar" e uma disputa comercial pela verba publicitária do governo.

"É reserva de mercado, não querem nos dar o direito de informar, querem desqualificar os blogs", afirmou Dirceu a um auditório lotado por cerca de 200 blogueiros. Dirceu defendeu a urgente regulamentação dos meios de comunicação, a concretização do programa nacional de banda larga e a aprovação do projeto de lei 116/10, que institui novas regras para o mercado de tevê por assinatura.

"É uma vergonha que isso (a regulamentação) não seja realidade. Não é de interesse de alguns grupos (de comunicação) que estão sendo contra o progresso, eles querem manter o monopólio da informação", criticou. Ele ainda desafiou o Congresso a aprovar a nova lei. "Se o Poder Legislativo é soberano e autônomo, ele fará a reforma (dos meios de comunicação)".

Num tom que lembrava o ex-líder estudantil que lutou contra a ditadura militar, Dirceu prometeu unir-se aos blogueiros no embate contra os grandes meios de comunicação. "Se não travarmos essa batalha, ela não será travada. É hora de dar um grande salto, partir pra mobilização. Estou disposto a travar essa luta junto com vocês". (Estadão).


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Dilma, a sigilosa.


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sexta-feira, 17 de junho de 2011

Estripulias no MEC rendem a Haddad o título de doutor "honoris causa"

Sob a gestão de Fernando Haddad, o MEC tem se notabilizado por repetidos desastres: fiasco no Enem, kit de propaganda homossexual (que causou prejuízos aos cofres públicos), distribuição de livros com erros de matemática e português etc.

Certamente foi por isso que a Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc) lhe concedeu o título de doutor "honoris causa". "Honoris causa perdida", bem entendido.
(Gracias, Shami)

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quinta-feira, 16 de junho de 2011

Outro assassino em liberdade

Desta vez é o jogador de futebol Edmundo, conhecido como Animal. Boa alcunha, aliás, para quem matou três pessoas em acidente de trânsito, depois de beber todas. É isto mesmo: quem mata pessoas em acidente de trânsito por estar com embriagado não passa de assassino.

Como todo os criminosos, estrangeiros ou nativos, dispõem de privilégios na leniente legislação brasileira, não é de estranhar que o o futebolista seja libertado tão rápido.

E deixo claro aqui porque não gosto de futebol: é um antro de corrupção e violência. Os chamados cartolas são exemplos típicos de ditadores, tão longevos quanto os do comunismo.

Ao inferno todos eles.


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Uma dúvida sobre a decisão do STF

Vender ou consumir drogas é crime. Diante disso, acho que o STF deveria descriminar a droga antes de decidir que a manifestação em favor da maconha constitui liberdade de expressão.

Fazendo uma analogia: não constitui, igualmente, liberdade de expressão realizar passeatas em favor de outros atos considerados criminosos?

Em dúvida permaneço.


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quarta-feira, 15 de junho de 2011

Todo mundo sabe das maracutaias passadas. O problema são as que estão em curso.


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terça-feira, 14 de junho de 2011

Críticas ao governo se resumem a Serra?

Acabo de receber do Blog de José Serra o artigo que reproduzo abaixo. A página do ex-governador de São Paulo está cada vez mais incisiva. Pena que, amarrado pelos marqueteiros, não tenha sido tão incisivo na campanha à presidência. De qualquer modo, é uma das raras vozes, na oposição, que consegue articular um discurso crítico em relação ao pálido governo Dilma. É o que toda a oposição deveria fazer, se não cultivasse o péssimo costume de atirar nos próprios pés.

Cada um governe como acha melhor, e uma gestão deve ser medida pelos resultados que oferece ao país, desde que atue de acordo com as leis e com os princípios da ética. Há sinais de que o governo Dilma vive uma disfunção prematura. A administração vai aos trancos e barrancos, as dificuldades no Congresso surpreendem quando se olha o tamanho da base, e a vocação gerencial parece limitada ao terreno mágico da propaganda.

Oito anos e alguns meses depois de chegar ao poder e de lotear politicamente o setor, demonizando quem propunha atrair a iniciativa privada, o governo do PT decidiu promover a concessão de aeroportos – ainda que de forma confusa — a fim de tentar evitar o colapso do sistema. Haverá confissão maior de incompetência?

E ainda devemos torcer para que as concessões, se um dia chegarem, não repitam as das estradas federais, que o governo do PT entregou de graça aos felizes concessionários. E nem mesmo exigiu um bom serviço em troca. O resultado está aos olhos de todos. As estradas continuam ruins, bem abaixo da qualidade prometida. O pedágio está sendo cobrado, mas não há obras. É um exemplo de privatização malfeita. Falta de convicção, despreparo técnico e excesso de improvisação costumam dar nisso.

No começo do mandato da atual presidente, divulgou-se a chegada de uma novíssima política econômica, em que o crescimento não mais ficaria constrangido pela luta anti-inflacionária. O resultado foi a deterioração das expectativas, o pânico diante das ameaças de reindexação e um recuo desorganizado — uma rota de fuga para a ortodoxia de má qualidade. (Continua).


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Mortes no Pará? Olho na Pastoral da Terra.

A Comissão Pastoral da Terra (CPT), braço "revolucionário" da Igreja católica que cultiva a salada ideológica da"Teoria da Libertação", é co-responsável pelos assassinatos no Pará.

O que faz essa entidade que o Papa já deveria ter excomungado? Ensina o desrespeito à lei, à propriedade privada e incentiva bandos às invasões de terra. Quando alguém reage, bota a boca no trombone. Os maus são sempre os outros.

Basta lembrar que a tal Pastoral anticapitalista também pariu o MST, hoje um partido clandestino preocupado não com a idílica "reforma agrária", mas com a implantação de uma ditadura comunista no Brasil.

O site da CPT continua dando espaço ao ex-frade Leonardo Boff, cujo modelo de paraíso é a cinquentenária ditadura cubana.

Significativo que o símbolo da comissão seja uma enxada. Essa utopia regressiva já diz tudo.

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A conta dessa marolinha deveria ser paga pelo milionário falastrão de Garanhuns


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Pit bull do lulismo com luvas de pelica?

Editorial do Estadão, sobre a ex-senadora catarinense Ideli Salvatti, que diz ser "toda ouvidos", embora tenha se notabilizado pelo pugilato no Congresso:

A presidente Dilma Rousseff resgatou a ex-senadora Ideli Salvatti das profundezas do Ministério da Pesca e confiou-lhe a articulação do Planalto com o Congresso, a razão de ser da pasta das Relações Institucionais, para dar uma lição de hierarquia e disciplina aos companheiros que se engalfinhavam abertamente pelo cargo enquanto ela ainda nem havia assinado o óbito funcional do seu então titular, o também petista Luiz Sérgio. O seu desprendimento para servir ao governo, aliás, pode ser medido pela prontidão com que aceitou ser degredado para o antigo ermo de Ideli.

Ciente, talvez, de que foi considerada a mulher errada no lugar errado - dado o seu reconhecido pendor para o pugilato político, que ela se fartou de praticar quando líder do governo Lula no Senado -, a paulistana que fez carreira no PT catarinense de imediato tratou de pôr panos quentes na própria imagem. Sem prometer, embora, que se transformará numa "Idelizinha, paz e amor", porque aí também já seria escarnecer da sensibilidade alheia, não perdeu tempo em se declarar toda ouvidos para as demandas reprimidas da base governista.

Recorrendo a uma expressão que pelo menos se destaca dos lugares-comuns do jargão planaltino, prometeu "limpar as prateleiras" onde as reivindicações dos aliados juntam poeira. A recusa de Dilma em se prestar mansamente ao jogo da fisiologia caiu bem junto à opinião pública, farta, com razão, do toma lá dá cá da política convencional. Mas foi preciso que eclodisse o escândalo que derrubou o superministro Antonio Palocci, a partir do qual a base se sentiu livre para falar cobras e lagartos daquele que lhe dera as costas, para se perceber que também havia algo não necessariamente virtuoso na secura da caneta presidencial. (Continua).


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segunda-feira, 13 de junho de 2011

Advogado petista Greenhalg abriga o homicida Battisti

O assassino Cesare Battisti, absolvido pelo STF, está morando num apartamento na Avenida Higienópolis, 148 (Alô, Reinaldo, está na tua vizinhança), em São Paulo. A residência, de número 51, pertence ao advogado petista e seu defensor, Luiz Eduardo Greenhalg, o bigodudo que já foi vice-prefeito da capital paulista no governo Erundina.

É ali que o facínora condenado à prisão perpétua na Itália como criminoso comum aguardará mais um brinde das podres instituições brasileiras: o visto permanente - como escritor, ora pois.

Jamais comprarei um livro da editora que o publicar. Parece que será a Martins Fontes. (Obrigado, KK).


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Kotscho, sempre a serviço do lulismo.

Ricardo Kotscho, que foi assessor do falastrão de Garanhuns antes da presidência e durante o primeiro mandato, é um dos jornalistas sempre convidados pelas escolinhas de comunicação do país - para fazer propaganda ideológica, claro, muito mais do que falar sobre jornalismo, que ele abandonou depois de virar servo de um partido.

Ricardo Kotscho trabalhou na gestão de Lula: foi Secretário de Imprensa e Divulgação da Presidência da República. Convenhamos: ele é bom nisso. Saiu em 2004. Mas naquelas, né?

Há algum tempo, e já fora do governo (oficialmente), ele mantém um blog denominado “Balaio”, talvez em referência àquela máxima de Millôr Fernandes: “imprensa é oposição, o resto é armazém de secos-e-molhados”. Kotscho mantém uma cestinha de notas e comentários sempre suaves com o governo do PT.

Desta vez, porém, ele exagerou. Isso porque o governismo, especialmente em blogs, ganhou certa estatura. Não adianta simplesmente elogiar ou distorcer a lógica. É preciso um pouco de brilho para isso – e o ex-Secretário de Imprensa não é tão bom assim nesse negócio.(Continua no Implicante).



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