sábado, 30 de julho de 2011

Retrato do Brasil lulista


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sexta-feira, 29 de julho de 2011

Inflação partidária. Só falta o verdadeiro PC: Partido dos Canalhas.

Logo, logo, teremos novas siglas à venda:

Pelo menos 20 novos partidos políticos buscam registro na Justiça Eleitoral brasileira, informou nesta sexta-feira, 29, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), após levantamento em parceria com Tribunais Regionais Eleitorais (TREs).

A obtenção do registro de um novo partido deve ser feita um ano antes da eleição a qual pretende concorrer, determina a Lei 9.504/97. Nos próximos 70 dias, o TSE deverá conceder os registros aos partidos que desejam concorrer às eleições de 2012, já o primeiro turno será realizado no dia 7 de outubro de 2012. Os candidatos que pretendem pleitear cargo político também estão inclusos nesse prazo.

Pela Lei 9.096/95, a nova legenda deve ter o apoio de eleitores por meio de assinatura acompanhada do respectivo número do título eleitoral. O número de assinaturas deve equivaler a 0,5% dos votos dados para a Câmara dos Deputados, não computados os votos brancos e nulos, na última eleição geral. (Continua).


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Encontro de "presidentas"

Uma não consegue se desvencilhar de Lula e seus asseclas, ou seja, não assumiu o governo de fato; outra vive arrastando o cadáver do marido e pretende a reeleição.

Provocação às mulheres: governo de "presidentas" dá nisso?

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quinta-feira, 28 de julho de 2011

Brasília, 3011 DL (Depois de Lula)


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Da fenomenologia de Husserl ao existencialismo de Heidegger e Sartre

Para variar, uma pitada de história da filosofia. Anthony Kenny discorre sobre as relações entre o pensamento de Husserl, Heidegger e Sartre. O texto foi extraído do livro Filosofia no Mundo Moderno, recém-lançado em Portugal:


A vida de Edmund Husserl assemelha-se à de Sigmund Freud em vários pontos cruciais. Era três anos mais novo do que Freud e, como este, nasceu na Morávia, no seio de uma família judaica, e estudou em Viena. Ambos dedicaram a maior parte das suas vidas a um projecto pessoal que visava apresentar-se como o primeiro estudo verdadeiramente científico da mente humana. No final das suas vidas, ambos esbarraram com o anti-semitismo nazi; Freud foi forçado a abandonar a Áustria, vindo a morrer no exílio, e os livros de Husserl foram queimados pelas tropas alemãs que marcharam sobre Praga em 1939.


No entanto, a vida profissional de Husserl foi muito diferente da de Freud. Começou por estudar, não medicina, mas matemática e astronomia. Enveredou depois por uma carreira académica ortodoxa em filosofia, leccionando numa sucessão de departamentos universitários. Embora tivesse obtido o doutoramento pela Universidade de Viena, Husserl optou por fazer as provas de agregação na Universidade de Halle, e as cátedras de que veio mais tarde a ser titular foram sempre em universidades alemãs e não austríacas. (Continua).


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quarta-feira, 27 de julho de 2011

Grotão de ratos lulistas. Dizer mais é redundância.


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Aécio-Marina em 2014? Não com meu voto!

O visconde Aécio Neves, da "Pátria Minas", está adulando Marina Silva, a ex-petista e ex-verde que é porta-voz das Ongs internacionais, para montar uma chapa para as eleições presidenciais de 2014. A verdolenga que nada disse sobre a corrupção no governo Lula - que integrou até a última hora - costuma aparecer com aquele ar de quem acabou de regressar do Além. Terá sido a carinha de "santa" (um avatar) que lhe trouxe tantos votos em Minas? Que o tucanato nacional não caia nessa armadilha!

Sem partido e com um poderoso cacife eleitoral que rendeu quase 20 milhões de votos nas eleições presidenciais de 2010, a ex-senadora Marina Silva (AC) está na mira do tucanato mineiro. Na avaliação de integrantes do PSDB, uma aproximação com a ex-verde poderia impulsionar uma possível candidatura do senador tucano Aécio Neves à Presidência em 2014, além de uma virtual empreitada para a disputa pela Prefeitura de Belo Horizonte no ano que vem.
Werther Santana/AE-8/7/2011
Werther Santana/AE-8/7/2011
Marina Silva foi a mais votada no 1º turno das eleições de 2010 em Belo Horizonte

O primeiro passo dessa tentativa de aproximação foi dado pelo governador Antonio Anastasia (PSDB). Antes de embarcar no fim de semana para uma viagem oficial ao Japão, ele assinou decreto concedendo a Marina o título de cidadã honorária de Minas Gerais. O governo e a Assembleia Legislativa já planejam uma cerimônia para entrega do título à ex-senadora.

"Ainda estamos tentando contato com ela, mas haverá cerimônia com a presença do Anastasia", disse o deputado estadual Délio Malheiros (PV), que encaminhou pedido ao governo, em abril, para a concessão do título. (Continuar).


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terça-feira, 26 de julho de 2011

A limpeza que o Brasil merece


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Ministério ideológico da Agricultura

Em artigo no Estadão, Xico Graziano examina o discurso esquizofrênico a que o lulismo submeteu o ministério da Agricultura.

Funcionam no Brasil, estranhamente, dois Ministérios da Agricultura. Um se dedica ao agronegócio e o outro, ao produtor familiar. Uma invencionice política difícil de entender. Parece jabuticaba, só existe aqui.

Uma safra, dois planos. Em Ribeirão Preto (SP), o governo anunciou as regras do financiamento da safra para a agricultura chamada empresarial. Semanas depois, foi a vez do plano da agricultura dita familiar, lançado em Francisco Beltrão (PR).

Uma agricultura, dois discursos. No palanque paulista, as lideranças ruralistas aplaudiam Wagner Rossi, ministro da Agricultura e Abastecimento. No Paraná, os camponeses reverenciavam Afonso Florense, ministro do Desenvolvimento Agrário. Presente em ambos os eventos, a presidente Dilma Rousseff seguiu o roteiro lulista, naquele estilo ambíguo que agrada a gregos e troianos.

Essa dubiedade na gestão governamental se manifesta em vários outros momentos. Nos fóruns internacionais, como na Organização Mundial do Comércio (OMC), frequentemente se percebem cadeiras expressando posições distintas, quando não contraditórias. Uma dá prioridade a abrir exportações, outra discute segurança alimentar. Enlouquece o Itamaraty.

Tudo começou em 1996, quando o presidente Fernando Henrique Cardoso criou o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Sua ideia básica, inédita, foi carimbar uma fatia dos recursos do crédito rural, obrigando sua aplicação nos pequenos produtores, incluindo os assentados da reforma agrária. Faz sentido.

Tradicionalmente, os grandes proprietários abocanham todo o dinheiro para financiamento rural. O Pronaf mudou essa história. Seu sucesso o tornou robusto dentro da política agrícola do País, executada pelo Ministério da Agricultura com apoio do Banco do Brasil.

Quando Lula assumiu, porém, achou por bem transferir a gestão do Pronaf, entregando-a ao Ministério que cuida da reforma agrária. Atendeu à gula da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) e do Movimento dos Sem-Terra (MST). Entregou o ouro.

O Ministério do Desenvolvimento Agrário passou a operar o Pronaf segundo critérios exageradamente ideológicos e partidários. Assim funciona o jogo do poder. Afinal, a oligarquia rural também sempre mandou no Ministério da Agricultura. (Continua).


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segunda-feira, 25 de julho de 2011

Sete medidas para evitar o Alzheimer

De vez em quando, este blog ranzinza também é de utilidade pública:


Pesquisadores americanos divulgaram a lista de sete medidas que poderiam evitar milhões de casos do mal de Alzheimer em todo o mundo.

Os sete fatores são ligados a estilo de vida: não fumar, ter uma dieta saudável, prevenir o diabetes, controlar a pressão arterial, combater a depressão, fazer mais atividades físicas e aumentar o nível de educação.

De acordo com o estudo dos cientistas da Universidade da Califórnia, em São Francisco, a metade dos casos da doença no mundo se devem a falta destas medidas de saúde e basta uma redução de 25% nos sete fatores de risco para evitar até 3 milhões de casos.

Os detalhes da investigação foram divulgados na revista científica The Lancet e apresentados na Conferência Internacional da Associação de Alzheimer, que ocorre em Paris. (Continua).



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Lula contra Dilma

Já de olho na presidência, o falastrão de Garanhuns é o maior opositor de Dilma. Editorial do Estadão:

"Oposição é como jogador no banco (de reservas). Torce para o titular quebrar a perna." Há várias maneiras de interpretar essa tirada de pretenso humor de Lula, desta vez proferida na sede da Fiesp, onde o ex-líder metalúrgico foi homenageado com um jantar e uma exposição de fotos de seus dois mandatos na Presidência da República. Quem está atento à sucessão de episódios relacionados a denúncias de corrupção que têm exposto divergências da turma do ex-presidente no governo com a sucessora Dilma Rousseff pode perceber que, na verdade, quem anda fazendo oposição à titular do Planalto são os fiéis seguidores de Lula, à frente Gilberto Carvalho, ministro-secretário-geral da Presidência. E se o ex-presidente e seus fiéis escudeiros estão convencidos de que Dilma anda pisando na bola, e com isso comprometendo o projeto petista de uma longa permanência no poder, não há por que imaginar outra coisa: Lula já se pôs em campo como candidato a retornar à Presidência, não em 2018, mas já em 2014. E como todo jogador que está no banco, como ele diz, torce para o titular quebrar a perna.

É o que mostra o esforço do ex-presidente para se manter em evidência no noticiário, coisa que sempre soube fazer muito bem, não importa a que custo. Só nas últimas duas semanas foram três ocasiões e sempre a mesma e invariável atitude: o defensor dos fracos e oprimidos contra as elites. A primeira, em congresso da cooptada UNE realizado no Rio de Janeiro, insistiu na tecla de que a "imprensa golpista" não desiste de lhe "pegar no pé", a serviço de interesses inconfessáveis que ele, se conhece, não revela. A segunda, em congresso da União Geral dos Trabalhadores (UGT) em São Paulo, na qual colheu aplausos entusiasmados ao afirmar que as elites - que, como de hábito, não especificou - "não se conformam" porque hoje os trabalhadores têm acesso a bens que antes estavam fora de seu alcance, como automóveis zero-quilômetro e viagens aéreas. E a terceira, no próprio quartel-general dos patrões dos metalúrgicos, onde acabou cometendo talvez um ato falho com suas imagens futebolísticas.

A versão benévola de que Lula não estava pensando em Dilma quando mencionou titulares de perna quebrada não elide o fato de que a imagem usada, ela própria, é altamente comprometedora para ele, que não hesita em propagandear irresponsavelmente, como prática corriqueira e moralmente aceitável, o levar vantagem em tudo, o recurso a qualquer meio para atingir os fins desejados. Pois não é outra a ideia que traduz a frase infeliz que, a pretexto de fazer graça, traz subjacente um enorme potencial de dissolução moral: "Oposição é como jogador no banco (de reservas). Torce para o titular quebrar a perna". É uma afirmação absurda, descabida, que revela, no mínimo, ausência do sentimento de solidariedade humana, na boca de alguém que tem a responsabilidade de se comportar como líder de uma grande massa de brasileiros. Essa sempre foi a prática de Lula na luta sindical e no papel de oposicionista, à frente do PT: mais do que a torcida, o trabalho para fazer "o titular quebrar a perna". Foi assim quando, sob seu comando, os petistas votaram contra a eleição indireta de Tancredo Neves na disputa com Paulo Maluf, o candidato da ditadura militar; foi assim quando, sob seu comando, os petistas votaram contra a Constituição de 1988, que se propunha a redemocratizar o País depois da queda da ditadura militar; foi assim quando, sob seu comando, os petistas fizeram campanha contra o Plano Real e contra todas as outras medidas reformadoras do aparelho do Estado e da economia implantadas pelo governo tucano que o antecedeu. (Continua).

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domingo, 24 de julho de 2011

Rapinagem oficial

Monstro insaciável, a Receita Federal bate novos recordes de arrecadação. Pobres brasileiros!

Embora tenha como uma de suas características mais nocivas o fato de não acompanhar o desempenho do setor produtivo, e por isso crescer sempre e muito sob praticamente todas as circunstâncias, a arrecadação federal ainda consegue causar surpresas, com resultados como o que alcançou em junho. Os contribuintes sabem que, quando a economia vai bem, a receita tributária vai muito melhor e cresce proporcionalmente muito mais do que a produção; e que, quando a atividade econômica se desacelera ou recua, a receita desacelera ou cai muito mais lentamente. O que ocorreu em junho - e também no primeiro semestre deste ano -, porém, era desconhecido do público.

No mês passado, a arrecadação de impostos e contribuições federais alcançou R$ 82,73 bilhões, com uma alta real, isto é, descontada a inflação, de 23,07% sobre o resultado de junho de 2010. Nenhuma das projeções feitas por mais de uma dezena de instituições financeiras consultadas pela Agência Estado chegou a esse resultado. (Continua).

O secretário da Receita Federal, Carlos Alberto Barreto, não poupou adjetivos para tentar mostrar o caráter inusitado do resultado da arrecadação em junho: a alta, segundo ele, foi "extraordinária, atípica e fora da curva". De fato, o crescimento excepcional do mês não deve se repetir - o que, se ocorresse mais vezes, acabaria sendo desastroso para os contribuintes que já são obrigados a pagar tanto imposto. Mas os dados da arrecadação nos seis primeiros meses de 2011 não deixam dúvida quanto ao caráter perverso do sistema tributário brasileiro: ele é montado para assegurar receitas crescentes ao governo, o que faz aumentar ilimitadamente a carga tributária que as famílias e as empresas têm de suportar. Esse regime tributário contém o crescimento da economia nos períodos bons e tolhe ainda mais a atividade produtiva nos momentos de dificuldades.


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sábado, 23 de julho de 2011

O Brasil lulista


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sexta-feira, 22 de julho de 2011

Afilhado de Ideli sai do Dnit. Cadeia seria o lugar mais adequado para ele.

Hideraldo Caron, o afilhado de Ideli que ocupava o cargo de diretor de Infraestrutura Rodoviária do Dnit - e que atrasou as obras na "rodovia da morte" que liga SC e RS - pede demissão. Deveria ir direto para a cadeia.


O diretor de Infraestrutura Rodoviária do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), Hideraldo Caron, entregou na tarde desta sexta-feira sua carta de demissão ao ministro Paulo Sérgio Passos (Transportes). A informação foi confirmada pela assessoria da pasta.

Em nota, o ministério afirma que "ainda nesta tarde, o pedido de exoneração do diretor será encaminhado à Presidência da República".(Continua).


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Haja vassoura para tanta sujeira


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quarta-feira, 20 de julho de 2011

Sob comando petista, UnB já tem até tribunal de exceção.

A UnB comprova, outra vez, ser a universidade mais ideológica do Brasil. O reitor petista que dita regras por lá - e que não gosta de ser contrariado - abriu um tribunal de exceção dentro da própria instituição, coisa digna do stalinismo: os "acusados" são julgados por um comitê sem serem informados das investigações. Qualquer semelhança com a defunta URSS não é mera coincidência.

A sequência de anormalidades na gestão atual da Universidade de Brasília (UnB), retratada recentemente por VEJA, culminou com a instalação de um verdadeiro tribunal de exceção dentro da instituição: a Comissão de Ética. O órgão tem poder para punir funcionários com censura pública, sugerir a exoneração de servidores e pedir providências à Controladoria Geral da União (CGU). Mais do que isso, serve para importunar a vida de quem se opõe à gestão do reitor petista José Geraldo de Souza. Com apenas um detalhe: a existência do colegiado carece de sustentação legal. Duas decisões judiciais recentes confirmam que a criação e o funcionamento da corte estão repletos de ilegalidades.

Os relatos dão conta de que a Comissão de Ética abre investigações sem informar os investigados, ouve testemunhas sem dar direito ao contraditório, descumpre prazos de prescrição e não permite que os punidos recorram a um órgão superior - um direito básico em qualquer sindicância. Não termina aí: todos os seis integrantes do conselho foram indicados pelo reitor - e não passaram pelo crivo do Conselho Universitário, órgão deliberativo soberano na instituição de ensino. A UnB não tem nem mesmo um Código de Ética. A existência da comissão e as punições por ela aplicadas não encontram respaldo na lei. É, aliás, o que tem decidido a Justiça. (Continua).

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Dilma apela a Santo Inácio de Lorota, aquele que nada sabe.


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Afilhado de Ideli atrasa obras na "rodovia da morte"

Diretor de Infraestrutura do DNIT, o petista gaúcho Hideraldo Caron fez o diabo para que a estrada da morte, entre SC e RS, continue produzindo cadáveres. O protegido da ex-senadora Ideli Salvatti, agora ministra de Dilma, deveria pegar cadeia por esses atos criminosos, escandalosos, infames. Atenção, famílias que perderam parentes na rodovia da morte: processem o afilhado de Ideli.

Controlada pelo diretor de Infraestrutura Rodoviária do Dnit, o petista gaúcho Hideraldo Caron, a obra de duplicação da BR-101, entre Palhoça (SC) e Osório (RS), trecho de 348 quilômetros de extensão, acumula histórico de 23 contratos, assinados nos últimos seis anos, e a marca de 268 termos aditivos que aumentaram o preço do empreendimento em pelo menos R$ 317,7 milhões. O governo já gastou na obra - considerada a mais importante da última década no Sul do Brasil, devido à relevância para o turismo e o escoamento de cargas - quase R$ 2 bilhões, com muitas suspeitas de irregularidades apontadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

A conta deve crescer com a inclusão de pontes e túneis que ainda nem foram licitados. Apenas uma dessas obras que estão no papel - a construção da ponte sobre o canal Laranjeiras (SC) - foi contratada por R$ 596 milhões. Falta, no entanto, o licenciamento ambiental. Atualmente, a previsão dos técnicos da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) é que o empreendimento não esteja concluído antes de 2015.

Apadrinhado de Ideli teria mantido trechos parados
No Rio Grande do Sul, os trabalhos na BR-101 estão praticamente concluídos. Em Santa Catarina, onde os serviços estão longe do fim, técnicos do governo do estado, parlamentares e especialistas do setor privado reclamam que o superintendente do Dnit, João José dos Santos, apadrinhado da ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, manteve trechos parados por até dois anos. Como resultado, além do atraso, criou-se um emaranhado de trocas de empreiteiras, que se alimentam dos incessantes termos aditivos. No Rio Grande do Sul, os valores também foram "chutados" para o alto.
O caso mais simbólico ocorreu no contrato para duplicação de um trecho da BR-101 em Morro Alto (RS). A obra, inicialmente orçada em R$ 157 milhões, chegou a R$ 272,6 milhões, após o contrato passar por 20 termos aditivos. A assinatura do 12º termo aumentou em 73% o valor originalmente previsto para construção de túneis, o que, segundo os auditores do TCU, fere o limite de 25%, fixado na Lei 8.666 (Lei de Licitações).
Os técnicos do tribunal constataram que o Dnit fez estudos geológicos insuficientes. Como resultado, o projeto impreciso resultou no aumento exorbitante.
O diretor-geral do Dnit, Luiz Antonio Pagot, e demais dirigentes, entre eles Hideraldo Caron, só foram isentados de responsabilidade em 2011 porque, em sua análise, o relator do processo, ministro André Luís de Carvalho, considerou o caso uma "excepcionalidade".
Até os projetos para fiscalizar e acompanhar a execução física de obras - considerando-se os aditivos - ficam com seus orçamentos no passado e chegam a crescer 127%. Foi o que ocorreu com o contrato firmado com a consultoria técnica Enecon, que passou de R$ 32,9 milhões para R$ 75 milhões. Uma diferença de R$ 42 milhões.
Trecho a trecho, a obra ganha em preço, sem que a população consiga perceber avanços significativos em sua execução. O contrato do lote 25, em Santa Catarina, firmado com a construtora Araguaia, já passou por 11 aditivos, que incrementaram o valor inicial em R$ 16,5 milhões.
Conclusão está prevista para meados de 2012
Com conclusão prevista para meados de 2012, esse trecho, diz a Fiesc, é o pior: "Atualmente trata-se do segmento mais crítico das obras de duplicação, com grande número de obras de arte (viadutos, pontes) paralisadas e/ou não iniciadas, que poderá comprometer a segurança e o prazo ora previsto".
Em nota ao GLOBO, o Dnit informa que a elevação de R$ 120 milhões do trecho de Morro Alto ocorreu porque o projeto teve que ser adequado para a execução de um túnel. Sobre o salto do contrato de supervisão, o órgão argumenta que ocorreu "em função das prorrogações de prazo para conclusão".
Sobre o aumento de mais de R$ 300 milhões em aditivos na mesma obra, o Dnit argumentou: "Em relação aos aumentos de valor, correspondem aos acréscimos de quantitativos necessários para a plena execução do objeto. Dependendo da complexidade da obra e das condições locais de cada empreendimento, é que se apresentam ou não aumentos de quantitativos e, por consequência, aumento de valor". (Fonte: O Globo).

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terça-feira, 19 de julho de 2011

Campeão de impostos e de corrupção


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Tarifas de celular e eletricidade no Brasil são as mais caras do mundo

A carga tributária brasileira é uma das mais altas do mundo. Segundo a Veja desta semana, a tarifa do celular é recordista: pagamos 60 centavos por minuto, enquanto os argentinos pagam 49, os norte-americanos pagam 17 e os chineses, apenas 8 centavos. A taxa de interconexão, no Brasil, é de 42 centavos por minuto, a maior do mundo.

Também pagamos a eletricidade mais cara do planeta (empatando com a França): 27 centavos por quilowatt-hora, enquanto nos EUA o custo é de 18, na China é de 12 e, na vizinha Argentina, de 4 centavos. Por que é tão caro? Os tributos para o Estado larápio e os subsídios para famílias de baixa renda respondem por metade da conta de luz. Como se sabe, não há lanche grátis.Trabáia, nego.


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segunda-feira, 18 de julho de 2011

Bebês brasileiros já nascem devendo

O Estado larápio vai arrancar de cada brasileiro mais de sete mil reais em impostos até o final do ano. Trabáia, nego!

O Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) calcula que até o fim de 2011 cada brasileiro terá pago aproximadamente R$ 7,5 mil em impostos ao Estado. De acordo com o Impostômetro, até o final de junho alcançamos R$ 700 bilhões em impostos federais, estaduais e municipais. Grande parte da arrecadação é gerada pelos altos impostos cobrados nos produtos, o comércio.

O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL Cuiabá) Paulo Gasparoto defende que não são os produtos que são caros, e sim os impostos que são altos, e que, apesar de os produtos considerados essenciais terem uma tributação menor , há produtos que não são considerados essenciais, mas que são de suma importância. “É o caso da geladeira, que é um item essencial em qualquer casa, e mesmo assim mais de 50% de seu valor são encargos”, esclarece. (Continua).


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domingo, 17 de julho de 2011

Atenção, inimigos: agronegócio garante comida e superávit na balança comercial.

O agronegócio não só alimenta o país, mas tem garantido superávit na balança comercial, com o aumento significativo das exportações. Apesar disso, o setor é o grande inimigo dos verdolengos ongueiros capitaneados por Marina Silva, que tenta enterrar o Código Florestal. Outro inimigo declarado é a Comissão Pastoral da Terra, organização criada por Dom Tomás Balduíno e inspirada na Teologia da Libertação, ideário socialista abraçado pela banda podre da Igreja católica. A CPT anticapitalista - cujo símbolo é uma vetusta enxada - engendrou o monstrengo MST, que promove violência na área rural, desrespeita a propriedade, destrói laboratórios de pesquisa de universidades e de empresas, além de devastar plantações. Caso dependesse dessas pessoas e organizações, o Brasil seria um dos países mais pobres e famintos do mundo. Leiam editorial do Estadão:

A competitividade do agronegócio tem assegurado resultados cada vez melhores à balança comercial brasileira. Nos seis primeiros meses de 2011, o agronegócio gerou um superávit de US$ 34,7 bilhões, 20,5% maior do que no primeiro semestre de 2010. Desse modo, o setor manteve seu papel como principal responsável pela geração do superávit comercial do País, pois o saldo acumulado dos demais produtos - como minérios, petróleo e seus derivados, outras commodities não agrícolas e produtos semimanufaturados e manufaturados não derivados de produtos agropecuários - foi negativo em US$ 21,7 bilhões. Daí o superávit de US$ 13 bilhões de toda a balança comercial nos primeiros seis meses do ano.

Relatório do Ministério da Agricultura mostra que o bom resultado se deveu ao aumento das exportações do complexo soja (grão, farelo e óleo), carnes, complexo sucroalcooleiro (açúcar e álcool), que responderam por 82,4% do total de US$ 43,1 bilhões de produtos agropecuários exportados no primeiro semestre. Se o desempenho exportador do agronegócio no segundo semestre repetir o do primeiro, ou produzir resultados aproximados, o total das exportações em 2011 será bem maior do que o recorde exportado em 2010, de US$ 76,4 bilhões.

De qualquer forma, o resultado é auspicioso, pois o superávit do agronegócio compensa, com grande folga, os déficits comerciais de outros segmentos da economia - sobretudo os de importantes setores da indústria, como o eletroeletrônico e o de máquinas -, assegurando um saldo comercial bastante confortável para o País. (Continua).


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sábado, 16 de julho de 2011

Lulismo transforma Constituição em papelucho


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sexta-feira, 15 de julho de 2011

A zorra partidária que "governa" o Brasil

Dora Kramer, sempre no alvo (e aposto que, por ser independente, jamais será convidada para palestras em cursos de comunicação/jornalismo):

Houve um tempo em que as coisas eram mais fáceis de distinguir: havia o PT na posição de guardião da ética; havia o PFL como sinônimo de fisiologismo; havia o PSDB na representação de "partido de quadros"; havia o PMDB no papel de pau para toda obra e havia as legendas-satélite que não contavam muito na ordem das coisas.

Hoje ficou tudo mais complicado: entraram novos personagens em cena com o inchaço de partidos como PTB, PP e PR, e a adesão geral à política de resultados (próprios) como objetivo central - para não dizer único - da atividade pública levou a uma mistura de papéis.

A boa notícia é que o maniqueísmo não serve mais como instrumento de análise sobre o comportamento de cada um. A má é que não se põe mais a mão no fogo por ninguém: o descrédito é a lei.

Por mais injusta que seja a generalização, convenhamos, está difícil compreender o cenário sob a perspectiva de uma escala tradicional de valores.

Tomemos como exemplo o último escândalo de corrupção no Ministério dos Transportes. Deu-se por encerrado o assunto com um coquetel oferecido pela presidente Dilma Rousseff no Palácio da Alvorada, onde ela fez "afagos" nos parlamentares aliados, notadamente ao PR.

Carinhos que consistiram em algumas frases sem maior significado - "vocês são muito importantes para o meu governo", "as coisas passam, vamos para frente" - em troca da anuência em relação a demissões feitas a bem do serviço público e da declaração de que o partido continua "firme" com o governo.

O presidente do Senado, José Sarney, aprovou o método, admirou muito a competência da presidente para debelar crises.

O PT também respirou de alívio. Depois da turbulência Palocci, do ensaio da volta dos aloprados à cena e do desconforto com o parecer do procurador-geral da República pedindo a condenação dos réus do mensalão, senadores do partido sentaram-se para discutir o futuro em jantar na casa de Marta Suplicy.

A conclusão? A presidente precisa com urgência arrumar um jeito de driblar as crises com ações de propaganda mais eficazes. O PT está com saudade do modo populista do antecessor.

Melhorando a comunicação, na visão dos senadores estaria criado o antídoto perfeito para assuntos desagradáveis como o enriquecimento inexplicável de um chefe da Casa Civil e a demissão do primeiro escalão dos Transportes sob suspeita de corrupção.

A preocupação primordial, como se percebe por essas duas cenas, a da "distensão" com o PR e a da "solução" sugerida pelo PT, é a de varrer para o esquecimento o tema das malfeitorias com rapidez, na ilusão de que isso faça com que os problemas não se aprofundem.

Ledo engano. Os atos geradores das crises são ignorados, mas continuarão à espreita, prontos para assombrar o Palácio do Planalto como voltou a acontecer neste início de governo. Aliás, com força redobrada, justamente porque Lula acumulou poeira embaixo do tapete.

Tratá-los como "coisas que passam" pode até fazer com que a coalizão governista passe bem, mas faz com que a política no Brasil vá muito mal. (Tem mais).


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Trem-bala? Não, Trem-mala!


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Fenaj promove a velha doutrina politicamente correta: "gênero", "empoderamento", "raça" etc.

Sai da frente! Gênero, para mim, é coisa, como gênero alimentício; "raça" é um conceito pré-científico; etnia, hum, sempre me remete a guerras étnicas, em geral sangrentamente temperadas por religiões e nacionalismos; quanto a "empoderamento", nem sei do que se trata. Deve ser neologismo petralha. Putz, pobres alunos de jornalismo! O irracionalismo galopa à "luz" do lulismo. Relativismus über Alles.

Brasília, 14 de julho de 2011 - De 20 de julho a 3 de agosto, profissionais e estudantes de Jornalismo podem se inscrever no Curso de Gênero, Raça e Etnia para Jornalistas, promovido pela FENAJ – Federação Nacional dos Jornalistas e a ONU Mulheres – Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres, com apoio da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial – SEPPIR e da Secretaria de Políticas para as Mulheres - SPM. O curso é gratuito, tem certificação da FENAJ e da ONU Mulheres e vai acontecer em oito cidades: Belém (PA), Fortaleza (CE), Maceió (AL), Manaus (AM), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP).

Segundo a coordenação do curso, profissionais e estudantes de regiões metropolitanas, do interior e de regiões próximas aos oito estados podem fazer a inscrição diretamente no sindicato local de jornalistas ou solicitar informação por e-m a il. Cada localidade terá o total de 50 vagas a serem preenchidas por jornalistas, repórteres, produtores, pauteiros, redatores, editores, fotógrafos, repórteres cinematográficos de veículos impresso, on-line e eletrÃ?nicos e estudantes de Jornalismo a partir do 6º período.

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quinta-feira, 14 de julho de 2011

Revolução cucaracha dá nisso aí...



No caso, deu em tirania e no PRI (Partido Revolucionário Institucional), que mandou e desmandou no México durante quase todo o século XX. Revolucionário institucional? Só na América Latina. O que começa assim, não pode terminar bem.
Para mim, essa lengalenga é o hino da região.


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Tiranetes cucarachos se tratam no Brasil

O principal deles, Hugo Chávez, deve se tratar em São Paulo. Amicíssimo de Lula, recebeu convite da "presidenta", que tem mostrado ser "independenta", pois não? E adivinhem quem convenceu o tirano de Caracas: o priápico bispo Lugo, presidente repovoador do Paraguai, que já teve mordomias hospitalares aqui.

Que não faltem manifestações contra Chávez no Brasil. E que os médicos errem bastante. Não, tirano não merece consideração nem doente.

O presidente Hugo Chávez, da Venezuela, aceitou a oferta da presidente Dilma Rousseff para se tratar do câncer "da região pélvica" em um hospital de São Paulo.

Veja também:

blog NUESTRA AMÉRICA: Plantão médico

O comunicado da aceitação foi feito no final da manhã desta quinta-feira, 14, em um encontro no Planalto que reuniu a presidente Dilma, o chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, o embaixador do país em Brasília, Maximilien Sánchez Arveláiz, e o assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, ministro Marco Aurélio Garcia.

A tendência é que o tratamento seja realizado no hospital Sírio Libanês. Maduro veio ao Brasil em viagem sigilosa, sem agenda oficial e sem anúncio do encontro no Planalto com a presidente Dilma. A presidente havia feito a oferta logo que soube que Hugo Chávez, 56 anos, se submeteu em Havana (Cuba), no mês passado, a uma cirurgia de retirada de um tumor cancerígeno. (Continua).


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A arrogância petista

Ah, os petistas. O que lhes sobra em arrogância, falta em vergonha. Agora querem que Dilma saia com eles a tiracolo, como se gozassem de popularidade. O governo não tem uma "marca social" que sirva de escudo nos momentos de crise, dizem os arrogantes. Isto mesmo: para eles, "marca social" é apenas blindagem contra escândalos. O tal do povo não passa de bucha de canhão. Ora, o que mais poderia surgir num encontro de gente tão civilizada quanto Marta Suplicy e Ideli Salvatti, entre outros?

O governo Dilma Rousseff precisa de uma marca social forte para usar como escudo nas crises políticas. Além disso, depois de redigir uma carta com elogios ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Dilma deve se aproximar do PT e investir em uma agenda mais "popular", levando petistas a tiracolo em suas viagens.
Dida Sampaio/AE
Dida Sampaio/AE
Na casa de Marta Suplicy, Ideli ouve as queixas da bancada de senadores petistas

A avaliação foi feita na terça-feira por senadores que participaram de jantar, na casa de Marta Suplicy (SP), com as ministras Gleisi Hoffmann (Casa Civil) e Ideli Salvatti (Relações Institucionais).

Nas conversas, parlamentares observaram que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fazia o marketing de seu governo sozinho e enfrentava as crises "no gogó". Dilma, no entanto, precisa melhorar a comunicação das ações palacianas, no diagnóstico de seus companheiros. (Continua).


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Hay gobierno?


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quarta-feira, 13 de julho de 2011

Tablets: vem aí uma nova "reserva de mercado". Ou seja, um novo fracasso.

A estúpida "reserva de mercado", nos tempos da ditadura, acabou com a (possível) indústria de computadores no Brasil, favorecendo empresários incompetentes e empresas de fundo de quintal. O resultado está aí: produzimos, mal e porcamente, gabinetes de desktop.

Agora vem o petista que ocupa o ministério da Ciência e Tecnologia, Aloízio Mercadante - chefe dos aloprados, lembram? -, propor praticamente o mesmo em relação à indústria de tablets no país. Resumindo: não teremos aparelhos mais baratos, mas apenas suma geringonça petista. O negócio é guardar dinheiro e comprar um iPad mesmo.

Uma grande mudança na área de telecomunicações está no papel, com a informação de que o setor industrial do País vai produzir tablets (computadores de mão) constituídos com 80% de matéria-prima nacional, em três anos. Pelo menos é o que garante o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante. "Em setembro, teremos tablets com um percentual de 20% de matéria-prima nacional. A meta é atingir em três anos 80%", disse Mercadante. Em 2010, a falta de uma indústria sofisticada em eletrônica fez com que o País registrasse um déficit comercial de US$ 19 bilhões. -

Segundo Mercadante, o Brasil precisa dar um "salto quântico" na área de pesquisa, desenvolvimento e inovação (P&D;) e se tornar uma economia mais competitiva em produtos de média e alta complexidade. "Temos que entender que o nosso patrimônio é o mercado interno. Precisamos exigir mais processos produtivos básicos para incentivar a produção de bens com conteúdo brasileiro. Já fizemos isso com os tablets. No início acreditava-se que as empresas não se interessariam. Hoje, temos 14 empresas interessadas. Destas, nove já estão com seus processos aprovados", diz.

Para cada tonelada de chips que o Brasil importa é necessário exportar 21 mil toneladas de minério de ferro, ou 1,7 mil toneladas de soja, de acordo com cálculo do ministro. O Brasil é o sétimo mercado para tecnologia de informação e comunicação. De acordo com Mercadante, o Brasil tem de aproveitar o tamanho do mercado interno, que crescerá com a inclusão digital de escolas públicas e comunidades mais pobres, para incentivar a instalação da indústria de tablets em território nacional. Mercadante também defendeu que os recursos dos royalties do Pré-sal sejam usados para financiar gastos públicos em educação, ciência e tecnologia. Para ele, os royalties servirão para reposicionar o País no cenário mundial. (Fonte: DCI).

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O fardo do lulismo


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Pagot desmoraliza Dilma

Dora Kramer, no alvo:

(...) Tudo muito certinho, muito corretinho, estritamente dentro das normas. A despeito de toda a cordialidade formal em relação a Dilma, o que Pagot quis dizer foi que a presidente afastou a cúpula do Ministério dos Transportes ao arrepio dos fatos, sem fundamento para tal.

Deixou a ela o ônus da prova, reservando para si o bônus da redenção na forma de reverência por parte dos senadores governistas. Caberia agora à presidente refutar. A menos que não considere nada demais ver sua decisão desmoralizada.

O depoimento de ontem pode ter sido bom para Pagot, que não tem nada a perder. Para o governo, Dilma em particular, foi um péssimo negócio. (Continua).


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O "redentor" Che Guevara


Sobre Che Guevara - para nada mais dizer sobre os desastrosos "redentores" latino-americanos:

A certa altura de sua vida, ele tinha escrito: "Não tenho casa, nem mulher, nem filhos [ainda que então tivesse tudo isso], nem pais, nem irmãos; meus amigos são aqueles que pensam como eu e enquanto o fizerem...e, no entanto, apesar de tudo, eu sou feliz, sinto que sou algo na vida. Sinto não apenas uma força interna poderosa, que sempre senti, como também a capacidade de a inocular em outros". Ele é apenas como um apóstolo cristão, guiado pela confiança de ser capaz de comunicar "as boas-novas" e a conversão a outros. Mas apenas aqueles que pensam como ele são seus próximos.

O Che manteve suas crenças como um católico poderia se agarrar aos dogmas de sua fé. O ódio para ele era uma emoção criativa. Em sua conhecida "Mensagem à Transcontinental", em 1967, antes de ir para a Bolívia, ele elogia o "ódio como um fator da luta, que impele um homem além das limitações naturais da condição humana e o converte em uma máquina eficiente, seletiva e fria de matar. É assim que nossos soldados têm que ser". Ele não era incoerente, nem covarde, nem fraco. Se seus captores na Bolívia o tivessem deixado vivo, o que teria feito? Ele nunca se mostrou disposto a fazer concessões em relação a seus princípios ou a aceitar negociação. Os redentores não negociam.

Do excelente livro Redentores -Ideias políticas na América Latina, do mexicano Enrique Krause, recém-lançado pela Saraiva (Benvirá).


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terça-feira, 12 de julho de 2011

Não, Serra, não é "ética do vale-tudo". O lulismo assassinou a ética há muito tempo.

Do ex-governador de São Paulo e ex-candidato à presidência José Serra (44 milhões de votos), em artigo publicado no jornal O Globo e reproduzido em seu blog. Só faço reparo ao título: "A ética do vale-tudo".

Os escândalos no âmbito do Ministério dos Transportes, em licitações da Petrobras, na área elétrica (Furnas), na prefeitura de Campinas e até nas obras de recuperação de regiões devastadas pelos temporais no Rio têm despertado indignação na imprensa e na opinião pública. O andamento do processo do “mensalão”, no STF, sem dúvida, reforçará a atenção a esses malfeitos recentes.

Não pretendo aqui voltar aos eventos em si, bem relatados por revistas, jornais e noticiários de rádio, TV e internet. Restrinjo-me a comentários sobre mitos subjacentes nas análises dos fatos.

O primeiro mito é o de que, no tocante às questões federais, trata-se “de herança do governo Lula, que a administração Dilma começa a combater”. É uma meia-verdade: a herança maldita é do governo Lula-Dilma para o governo Dilma; de um governo do PT e seus aliados para outro governo do PT e seus aliados. “Começa a combater”? Os escândalos na esfera federal, como no caso dos Transportes, não foram apontados pelo próprio governo ou pela oposição, mas pela imprensa. E seus eventuais desdobramentos parecem ser alimentados hoje pelas ameaças e contra-ameaças dos próprios protagonistas dos malfeitos.

Outro mito tem a premissa de que “todos os governos sofrem esse drama do fatiamento dos cargos, que leva à corrupção”. Nem tanto! Isso depende das atitudes dos que nomeiam, dos que mandam, e do comportamento do próprio partido-eixo do governo, começando pelo presidente. Uma coisa é a composição política, inevitável num presidencialismo de coalizão, como o denominou Sérgio Abranches. Outra é transformar a política num verdadeiro mercado, formal ou paralelo, de negócios.

Por que é assim? Não estamos diante de um tema fácil, de caracterização totalmente objetiva. Há um fator aparentemente intangível, que tem grande importância explicativa. Desde a sua fundação até chegar ao poder, o PT aparecia como o verdadeiro depositário da ética na vida pública, embora seu desempenho à frente de algumas prefeituras sugerisse que o título não era tão merecido.

O comportamento do PT no poder federal – o oposto do discurso de quando estava na oposição – criou um clima na base de “Deus está morto” na vida pública. E, se isso aconteceu, então não haveria mais pecado. Eu acompanhei de perto a metamorfose petista, em toda sua envergadura, e estou plenamente convicto do seu impacto devastador sobre os padrões da política brasileira.

Depois de um ano da primeira eleição de Lula, analisando o que já se delineava como estilo de governo, qualifiquei o esquema partidário petista como uma espécie de bolchevismo sem utopia, em que a ética do indivíduo é substituída pela ética do partido. Em nome desse partido, tudo vale, tudo é permitido, tudo é justificável. Essa é a lógica que embasou a proclamada “mudança” do petismo. Uma mudança, obviamente, para pior no que concerne à vida pública.

Na administração pública, quando o mau exemplo vem de cima, não há moralidade que resista. Isso se expressa de forma perfeita nos gestos de Lula e de seu partido, que passaram a mão na cabeça dos líderes do mensalão e dos aloprados, reabilitando-os, e até de malfeitores de partidos aliados. Por que não ser compreensivos e carinhosos com aqueles que foram “vítimas” de excessos ou inabilidades “perdoáveis”? Criminosos foram tratados como vítimas da imprensa e de supostas conspirações intra ou interpartidárias, como se, na origem dos desmandos, não estivesse o desvio de recursos públicos.

O desenfreado mercado de trocas entre dinheiro público e apoio político, que lesa os contribuintes, não decorre do sistema político brasileiro, como gostam de asseverar alguns analistas, ainda que o aperfeiçoamento dos controles possa contribuir para alguma melhora na situação. É consequência da ação de partidos e de pessoas, capazes de degradar a política em qualquer sistema. Essa degeneração de valores não conduz a uma forma eficiente e estável de governar, até porque o fatiamento de cargos e as chantagens tornam-se sem limites, contemplando mais e mais facções e subfacções, alastrando-se de forma descontrolada por todas as esferas da administração pública, acentuando a falta de planejamento e de rumos do governo.


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Trem da alegria para jornalistas na EBC

Depois de tomarem o Estado, os lulo-petistas arreganharam as vagas para militantes. O PT sempre foi conhecido como o "partido da boquinha", mas, no poder, se excedeu: agora abre 100 vagas para a tal da EBC, a estatal chapa-branca. É coisa para jornalistas sem-vergonha, isto é, militantes ideológicos.

Quem assina a mamata é Tereza Cruvinel, a chapa-branca-mor. E - ah, surpresa! -, quem "executará" o concurso é um órgão da Unb, a mais ideológica das universidades brasileiras.

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Lulismo: o escândalo como normalidade.

Reinaldo foi ao ponto: de fato, a inversão de valores que o lulismo impôs ao país transformou em "normal" qualquer atentado contra o patrimônio público. Quem não rouba é considerado "idiota". Depois de ter assassinado a política, Lula e seu partido trucidaram também a ética.

Escrevi ontem um post, às 18h39, intitulado A naturalização do escândalo e do absurdo. Chamava a atenção para o fato de que, aos poucos, os descalabros vão sendo tratados como coisa corriqueira, normal. Ainda vamos acabar nos espantando quando ficar constatado que um órgão público cuida direito do dinheiro do… público. Já se disse aqui tantas vezes: é claro que o PT não inventou a corrupção. A grande contribuição do partido nessa área foi tê-la tornado ou uma categoria de pensamento (quando os larápios são os próprios petistas) ou uma imposição do pragmatismo (quando algum aliado é flagrado com a boca na botija). Por que volto ao tema?

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que pertencia à mesma corrente política de Tarso Genro e de quem é uma espécie de afilhado intelectual, demonstra que pode superar o próprio mestre em matéria de patranha legal. Na crise que colheu o Ministério dos Transportes, resolveu dar uma, como a gente chama em Dois Córregos, de João-sem-braço… Faz-se de bobo na suposição de que bobos são os outros. (Continua).


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segunda-feira, 11 de julho de 2011

Dez anos de lulismo e de proliferação do crime

O que mais prolifera no Grotão lulista é a bandidagem, com ou sem colarinho branco.

No primeiro semestre, mais de 800 bancos foram assaltados, diz o jornal.

E quantos milhões de indivíduos foram assaltados? Isto ninguém sabe.

Mas sabemos quantas pessoas foram assassinadas desde 1980: mais de um milhão (ver reloginho no final da página).

Depois de uma década de lulismo, até mendigo já exige "pedágio": estabelece o preço da esmola. É uma nova espécie de assalto.

O Grotão lulista é um dos países mais inseguros do mundo. Com o beneplácito dos poderes constituídos.

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domingo, 10 de julho de 2011

O ROLOPAC da "presidenta"


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Ah, essa Folhona...

O imperador do Maranhão, José Sarney, deixa de ser articulista na Folhona (já vai tarde, com seus marimbondos de fogo), mas os substitutos estão à altura: Marta Suplicy, Aécio Neves e Marina Silva farão revezamento no espaço que era de Sarney.

Uma razão a mais para folhear ligeiramente o jornalão paulistano. Já não bastava o marxista uspiano Vladimir Safatle, articulista das terças?

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sábado, 9 de julho de 2011

Dnit é pura dinamite


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O falastrão de Garanhuns está nu

Editorial do Estadão, sobre "A desmoralização da 'farsa' de Lula".

Entre os muitos planos anunciados pelo presidente Lula para quando desencarnasse do governo - o que, a depender dele, não acontecerá enquanto a sua apadrinhada Dilma Rousseff ocupar a cadeira que lhe pertenceu - estava o de desmontar a "farsa" do mensalão. Em 2005, quando o escândalo irrompeu, com a denúncia do então deputado petebista Roberto Jefferson de que o PT montara um esquema para comprar deputados a fim de que votassem como o Planalto queria, primeiro Lula calou-se. Depois, temendo o estrago que o escândalo poderia acarretar para a sua reeleição no ano seguinte, declarou-se traído, sem dizer por quem, e exortou o seu partido a pedir desculpas aos brasileiros "por práticas inaceitáveis, das quais nunca tive conhecimento".

A fase de contrição durou pouco. Logo inventou a "explicação" de que o partido apenas fizera o que era comum na política nacional - manter um caixa 2 -, quando o problema de fundo era o repasse desses recursos clandestinos para corromper o Congresso. Com a agravante de que parte da bolada vinha de empresas estatais, numa operação conduzida com maestria pelo afinal famoso publicitário mineiro Marcos Valério Fernandes de Souza. Na versão inventada por Lula, no entanto, as malfeitorias foram infladas, quando não fabricadas pela oposição, em conluio com a "mídia golpista", para derrubá-lo da Presidência.

E a esse conto da carochinha ele continuou recorrendo mesmo depois que, em pleno ano eleitoral de 2006, o então procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, nomeado por ele, produziu um dos mais devastadores e fundamentados libelos já levados ao Supremo Tribunal Federal (STF). Nele, pediu a abertura de processo contra 40 suspeitos de envolvimento com a "sofisticada organização criminosa" liderada pelo então ministro da Casa Civil, José Dirceu - o "chefe da quadrilha". Lula tampouco mordeu a língua quando, no ano seguinte, o STF acolheu a denúncia contra os citados, e o ministro Joaquim Barbosa, também levado à Corte por ele, começou a tocar a ação da qual foi designado relator, com empenho e independência.

Agora, a "farsa" de Lula tornou a ser exposta em sua inteireza. O procurador-geral Roberto Gurgel, que sucedera a Antonio Fernando e acabou de ser mantido para um segundo mandato pela presidente Dilma Rousseff, pediu anteontem ao Supremo que condene à prisão 36 dos 40 denunciados por crimes que incluem formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva, peculato, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. (Continua).


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