quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Searle: contra o relativismo do mundo acadêmico.

Do filósofo norte-americano John Searle, um texto sempre atual, principalmente no ambiente acadêmico brasileiro, minado pelo relativismo feroz e ideologicamente infestado. Quem já leu, vale a pena reler.


Há décadas que assistimos, nas universidades americanas que se dedicam à investigação, a debates sobre a natureza do ensino superior. Controvérsias arrebatadas sobre o plano de estudos, sobre as exigências acadêmicas e mesmo sobre os objetivos do próprio ensino superior não são coisas novas. Mas os debates agora em curso são em certos aspectos invulgares. Ao contrário dos reformadores acadêmicos do passado, muitos dos que atualmente põem em causa a tradição académica têm fins políticos explicitamente de esquerda e procuram atingir objetivos explícitos. Além disso, e o que é mais interessante, põem em causa muitas vezes não apenas o conteúdo do plano de estudos, mas as próprias concepções de racionalidade, verdade, objetividade e realidade que foram dadas como garantidas no ensino superior, tal como têm sido dadas como garantidas em geral na nossa civilização. Não desejaria exagerar este aspecto. Aqueles que põem em causa a tradição apresentam vários pontos de vista e argumentos diferentes. Não estão de modo algum unidos. Mas houve uma mudança nas discussões sobre os objetivos da educação no sentido em que os ideais que previamente quase toda a gente partilhava nas disputas — ideais de verdade, racionalidade e objectividade, por exemplo — são agora rejeitados, até mesmo como ideais, por muitos dos que colocam as coisas em causa. Isto é uma novidade.

Em algumas das disciplinas das humanidades e das ciências sociais, e mesmo em algumas escolas profissionais, desenvolvem-se agora duas subculturas universitárias mais ou menos distintas, poderia quase dizer-se duas universidades diferentes. A distinção entre as duas subculturas atravessa fronteiras disciplinares e não está claramente marcada. Mas existe. Uma das subculturas é a da universidade tradicional, dedicada à descoberta, alargamento e disseminação do conhecimento, tal como este é tradicionalmente concebido. A outra exprime um conjunto muito mais diversificado de atitudes e projectos; mas, unicamente para ter uma denominação, irei descrevê-la colectivamente como a subcultura do «pós-modernismo». Não quero sugerir que este conceito está bem definido nem mesmo que é coerente, mas ao descrever qualquer movimento intelectual é melhor usar termos que os seus próprios partidários aceitariam; e este termo parece ser aceite como uma autodescrição por muitas das pessoas que irei discutir.

Referi-me acima a «debates», mas isso não é completamente exacto. Na realidade, não há grande coisa em termos de debate explícito entre estas duas culturas sobre os temas filosóficos centrais que dizem respeito à missão da universidade e às suas bases epistémicas e metafísicas. Há muitos debates sobre temas específicos, como o «multiculturalismo» e a «acção afirmativa», mas não há grande coisa em termos de debate sobre os pressupostos da universidade tradicional e das suas alternativas. Nos relatos jornalísticos descreve-se habitualmente em termos políticos a distinção entre a universidade tradicional e o discurso do pós-modernismo: a universidade tradicional reclama o amor ao conhecimento pelo seu próprio valor e pelas suas aplicações práticas, e procura ser apolítica ou pelo menos politicamente neutra; a universidade do pós-modernismo pensa que todo o discurso é em qualquer caso político e procura usar a universidade para fins políticos benéficos e não repressivos. Esta caracterização é em parte correcta, mas penso que as dimensões políticas desta disputa só podem compreender-se à luz de uma disputa mais profunda sobre questões filosóficas fundamentais. Os pós-modernistas tentam colocar em causa certos pressupostos tradicionais sobre a natureza da verdade, objectividade, racionalidade, realidade e qualidade intelectual. (Continua).

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As fontes da corrupção no Brasil

Repito o que disse no post anterior: o lulismo, ao disseminar uma visão de mundo que não distingue erro e crime, certo e errado, lícito e ilícito, matou a ética, institucionalizando a corrupção. 
A propósito, não deve passar despercebida  a matéria feita pelo jornal O Globo do dia 28, que aponta a deturpação de  instrumentos do próprio processo democrático. O cruzamento entre público e privado, de fato, alimenta a corrupção. Os últimos 10 anos têm demonstrado isto diariamente.

Instrumentos legítimos do processo democrático estão tendo o uso deturpado para servir à corrupção. Essa é a constatação a que muitos estudiosos chegaram após analisar práticas cotidianas da vida política, como o lobby, emendas parlamentares e doações para campanhas eleitorais. Se isso não bastasse, políticos pegando carona em jatinhos de empresas que têm relação com o governo e dossiês que propagam suposições como verdades têm se transformado em práticas corriqueiras.
Conheça melhor cada uma destas atividades e saiba o que pensam especialistas.


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Depois do lulismo, corrupção é a regra.

O lulismo matou a ética e a política, com a cumplicidade do empresariado pré-capitalista e da sociedade "bestializada".


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As baiúcas universitárias do lulismo

Na "universidade" inaugurada pelo falastrão em sua própria terra, Garanhuns, falta professor, falta servidor, faltam salas de aula, laboratários etc. É apenas uma das muitas baiúcas federais que o lulismo espalhou pelo país. 


No momento em que a presidente Dilma Rousseff ministrava uma aula inaugural no curso de Medicina da Universidade Estadual de Pernambuco, professores e alunos do campus de Garanhuns da Universidade Federal Rural de Pernambuco, a cinco quilômetros dali, anunciavam, na terça-feira, 30, que a instituição, lançada pelo governo Lula como pioneira na interiorização do ensino superior do País, "está em coma profundo, na UTI, precisando de uma junta médica para salvá-la".
Servidores e alunos reclamam de inúmeros problemas - Wilson Pedrosa/AE
Wilson Pedrosa/AE
Servidores e alunos reclamam de inúmeros problemas
Esgoto a céu aberto, falta de professores e servidores, de salas de aula, de laboratórios, de segurança, de ônibus, de água, alunos trabalhando como funcionários, hospital veterinário fantasma - tudo podia ser visto por quem visitasse a universidade.
A aula inaugural para alunos de Agronomia estava sendo dada, na terça-feira, no auditório - com cadeiras empilhadas -, por falta de sala. "A dificuldade é tão grande para entrar aqui e, quando chegamos, vemos que a dificuldade é ainda maior para sair aprendendo alguma coisa", resumiu o calouro Hugo Amadeu. "Ela (Dilma) vai atender a um curso de elite e aqui falta laboratório", emendou Lucas Albuquerque.
O professor Wallace Telino, da Associação de Docentes da Universidade, chama a atenção para a evasão de alunos e professores. O professor ressalva, no entanto, que, apesar desta "falta de tudo", ainda se consegue que alunos se destaquem em cursos e empregos, "mas apenas por mérito e esforços próprios". Para ele, o governo "está preocupado com números de universidades, mas se esquece da qualidade".
Apesar de o forte da instituição serem as ciências agrárias, os professores lembram que a universidade não dispõe de "um único hectare para trabalho experimental" e os alunos do curso de engenharia de alimentos estão prestes a concluir o curso sem uma aula prática.
Sem recursos. Embora a Universidade Federal Rural de Pernambuco tenha já dois câmpus problemáticos - os de Garanhuns e Serra Talhada - a presidente Dilma anunciou a criação de um terceiro, na mesma universidade, agora em Cabo de Santo Agostinho. "Não adianta ficar criando novas universidades e extensões universitárias se não forem dados, às que já existem, meios de funcionar com o mínimo necessário", disse o professor Antonio Ricardo Andrade.
Há um mês, como informou o Estado, outro câmpus da UFRPE, o de Serra Talhada, foi chamado de "museu de obras" pelos alunos. Levantamento do Ministério da Educação mostra que a UFRPE lidera a lista de serviços paralisados em universidades federais, com nove construções suspensas e duas obras interrompidas. A suspensão, segundo o MEC, deve-se a problemas com as construtoras, que abandonaram o canteiro, faliram ou demonstraram incapacidade na execução do trabalho. (Do Estadão).

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terça-feira, 30 de agosto de 2011

Apoio à sanguinária ditadura síria? Não em nome do Brasil, diz Serra.

Recebi e-mail de José Serra (44 milhões de votos para presidente, não esqueçam), gentilmente enviando o artigo publicado no jornal O Globo (e disponível também em seu blog). O artigo trata, como o próprio autor diz, "da cooperação do governo brasileiro com a facção ditatorial que monopoliza o poder na Síria e impede a livre manifestação de seus opositores." Correto, governador, que os petistas apóiem os ditadores, mas "não em nome do Brasil". Aliás, parece que a "opção preferencial pela escória internacional", introduzida pelo ex-chanceler Celso Amorim, continua sendo dominante na casa de Rio Branco.


As últimas semanas mostram o atual governo às voltas com múltiplos aspectos da herança maldita recebida do período Lula-Dilma. Não são coisas novas, mas tudo foi obscurecido na campanha eleitoral do ano passado. Fechadas as urnas e computados os votos, a verdade pôde aparecer.
Para os grupos que estão no poder, o risco maior na tentativa de superação do passado é os exércitos da varrição atolarem, perderem velocidade diante das circunstâncias políticas, eventualmente batalhando entre si. Nenhum governo rompe impunemente com a estrutura econômica e política que o fez nascer.
Um exemplo do atoleiro é o front externo. O governo anterior, como foi tantas vezes assinalado, cultivou a opção preferencial pelas ditaduras e ditadores alinhados com os interesses do PT. Os críticos foram acusados de querer empurrar o Brasil para uma posição subalterna, como se soberania fosse sinônimo de fechar os olhos às violações aos direitos humanos.
Antes mesmo de tomar posse, a nova presidente anunciou uma guinada de 180 graus: a defesa dos direitos humanos seria prioridade nas relações externas – os direitos humanos passariam a ser inegociáveis. Rompendo a tradição instituída por Lula, o Itamaraty chegou a votar contra o governo do Irã na ONU.
A largada comoveu, mas foi tudo. No Conselho de Segurança, onde ocupamos no momento uma cadeira, o governo brasileiro tem sistematicamente contribuído para a blindagem política do ditador da Síria, Bashar Al Assad. Como noticiou este jornal (19/8/11), o Itamaraty não se une àqueles que defendem a saída de Assad – EUA e Europa -, opõe-se a sanções e nem sequer aceita repreendê-lo. Ao contrário, trabalha ativamente para encontrar uma solução que favoreça o ditador amigo.
Antes, a presidente Dilma já havia se recusado a receber a Nobel da Paz iraniana, Shirin Ebadi. Há espaço para fotos ao lado de pop-stars, mas não houve a generosidade de acolher em palácio essa batalhadora dos direitos das mulheres iranianas. Entre honrar a tradição diplomática brasileira e não contrariar o amigo ditador de Teerã, vingou a segunda opção.
Na Síria, os tanques e outros blindados vão às cidades rebeladas abrir fogo contra os que reivindicam banalidades democráticas, como liberdade de organização e expressão e eleições limpas. Há o temor de que a oposição política síria tenha, ela própria, raízes potencialmente autoritárias, mas esse é um assunto que diz respeito aos sírios, que não podem ter negado o seu direito à democracia.
O regime sírio e sua performance repressiva parecem, de fato, não incomodar o governo do PT. Pesará o fato de o partido ter firmado, em 2007, um espantoso acordo de “cooperação” com o Partido Baath, de Assad? Há palavras que dizem tudo. Neste caso, “cooperação” é um termo preciso para qualificar esse acordo, celebrado numa viagem a Damasco do então presidente do PT, Ricardo Berzoini. O texto é suficientemente anódino para parecer defensável aos incautos. Limita-se a listar irrelevâncias. Mas efeito simbólico foi e é um só: oferecer legitimidade a uma facção ditatorial que monopoliza o poder em seu país e impede a livre manifestação de quem se opõe. Foi também uma cooperação entre partidos que levou o Brasil a ser indulgente com Kadafi?
Já passou da hora de o Itamaraty virar essa página. O Brasil não tem por que continuar como avalista de Bashar Al Assad e do Partido Baath. Se o PT deseja apoiá-los, que o faça, mas não em nome do povo brasileiro.
Os defensores de um certo pragmatismo afirmam ser inviável uma política que, a um só tempo, defenda os direitos humanos, respeite a soberania das demais nações e proteja os nossos interesses comerciais. Mas é possível, sim. Nossos diplomatas são capazes de encontrar um caminho soberano, de defesa do Brasil, e, ao mesmo tempo, fortemente vinculado às conquistas da civilização. Até porque a Síria é também um pedaço do Brasil.
Aqui, muitos imigrantes eram chamados de “turcos”, dado o passaporte que carregavam à época do Império Otomano. As raízes familiares dos descendentes, raízes sentimentais e culturais, essas são legitimamente sírias – sírias e protegidas pelos valores universais da democracia.

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Estado ladrão (II)



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Zé Dirceu? Um desastrado.

De Augusto Nunes, sobre esse "guerrilheiro de araque":


Transformar um quarto de hotel em aparelho clandestino é sinal de pouca inteligência. Transformar um endereço no centro de Brasília em esconderijo para tramoias políticas e/ou comerciais envolvendo figurões do governo e do Congresso é prova de indigência mental. Fazer essas coisas simultaneamente só pode ser coisa do companheiro José Dirceu. Como comprova a reportagem de capa da edição de VEJA, ele nunca perde a chance de engrossar a colossal coleção de ideias de jerico inaugurada já nos tempos de líder estudantil.
Em 1968, Dirceu conseguiu namorar a única espiã da ditadura militar. Se quisesse prendê-lo, a polícia poderia dispensar-se arrombar a porta: Heloísa Helena, a “Maçã Dourada”, faria a gentileza de abri-la. Ainda convalescia do fiasco amoroso quando resolveu que o congresso clandestino da UNE, com mais de mil participantes, seria realizado em Ibiúna, com menos de 10.000 moradores. Até os cegos do lugarejo enxergaram a procissão de forasteiros. (Continua).

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segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Ser brasileiro é cansativo. Vivemos sob um Estado ladrão.

O Imposto de Rapinagem continua em progressão. A sociedade brasileira ainda não acordou: o que o Estado tira dela, jamais é devolvido, é usado apenas para alimentar a máquina. 
Impostos altíssimos sem nenhum retorno: infra-estrutura zero, segurança zero, saúde zero e por aí vai. 
Quem ganha um pouco menos de 4 mil reais tem de deixar quase 30 por cento para o Estado ladrão. Migalhas vão para os eternos currais eleitorais. 
Ser brasileiro, além de dispendioso, é cansativo. (Continua).


Tabela Progressiva para o cálculo mensal do Imposto de Renda de Pessoa Física para o exercício de 2012, ano-calendário de 2011
Base de cálculo mensal, em R$Alíquota, em%Parcela a deduzir do imposto, em R$
Até 1.566,61zerozero
De 1.566,62 até 2.347,857,5%117,49
De 2.347,86 até 3.130,5115%293,58
De 3.130,52 até 3.911,6322,50%528,37
Acima de 3.911,6327,50%723,95

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Terá razão Delúbio, o "vidente" mensaleiro?



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Alô, STF, olho no chefão dos mensaleiros!

Apesar do processo que corre no Supremo, o mensalão continua funcionando, sempre chefiado por Zé Dirceu, que nem cargo tem. Do Reinaldo:


ATENÇÃO PARA ISTO: ELE NÃO TEM CARGO DE MANDO NEM NO PT!!! Então de onde emana a sua autoridade, que faz com que um ministro de estado (Fernando Pimentel), um presidente de estatal (José Sérgio Gabrielli) e uma penca de políticos se disponham ao ritual de submissão, indo até o quarto de hotel que ele ocupa na clandestinidade?
É impossível que os atuais 10 ministros do Supremo — logo mais saberemos quem ocupará a 11ª vaga — não enxerguem nesse episódio a similaridade com o imbróglio do mensalão. Dirceu continua a se comportar como aquele “chefe de quadrilha” de que fala a Procuradoria Geral da República. Se está fazendo articulação política em nome do PT, por que não usa, então, a sede do partido? Se está atuando como consultor de empresa privada, por que não pediu ele a audiência? (Continua).

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domingo, 28 de agosto de 2011

Notícia assustadora!



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O Brasil dilmês, entre um sem mandato e um "chefe de quadrilha".

Lula, sem mandato, despacha com ministros e autoridades no Instituto que leva seu nome. Zé Dirceu, político cassado e "chefe de quadrilha" dos mensaleiros (PGR), também despacha num luxuoso hotel de Brasília com ministros, políticos, empresários etc. 

Os dois, como se sabe, são os proprietários do PT, um dos partidos mais atrasados do mundo (ainda não fez as contas com 1989).

Onde andará Dilma?

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Já vivemos numa ditadura consentida

Analistas se debruçam sobre o cenário contemporâneo, em que não se percebe nem sequer um traço de oposição. O lulismo matou a política e a ética. A sociedade está anestesiada.

Ministros são afastados por irregularidades, autoridades aceitam favores de empresários, bens públicos são usados para fins particulares, lideranças aliadas se atacam em público na briga por cargos ou verbas. A concentração de denúncias contra o primeiro escalão, nas últimas semanas, colocou a corrupção na ordem do dia – mas, para surpresa até do governo, a oposição não cresce nem aparece. 

‘‘Os eleitores oposicionistas estão órfãos, o País está anestesiado. Vivemos uma anomia política, com uma sociedade civil invertebrada. A indignação contra a corrupção é pequena e, quando ocorre, tem prazo de validade curto’’, resume o historiador Marco Antonio Villa, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). ‘‘Mas quando temos uma oposição que depende do escândalo para aparecer, já temos um problema grave’’, completa outro estudioso dos partidos nacionais, Jairo Nicolau, do Instituto de Estudos Sociais e Políticos (Iesp), no Rio. (Leiam mais no blog do Villa).

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sábado, 27 de agosto de 2011

A crise internacional, analisada em dilmês.

O dilmês chega a ser ainda mais complicado que o lulês. Confiram o que a "presidenta" disse sobre a crise internacional (trecho surrupiado do Augusto Nunes):

“A crise internacional deve nos preocupar sempre, mas a gente tem sempre de ter consciência de uma coisa. Sabe qual é? Nós, hoje, estamos em muito, mas em muito melhores condições para enfrentar. Ela é uma crise de outra característica, é a mesma crise, começou lá atrás. Na verdade, começou no final de 2007, inicio de 2008. Ela é uma crise financeira profunda do sistema financeiro dos países envolvidos. É uma crise de confiança porque não se recupera o consumo, nem o investimento. O dinheiro está empossado, ela pode durar mais tempo do que se espera. Agora, o Brasil nessas condições deu vários passos. Hoje, nós demos mais um passo. Qual é o passo? É contar com a imensa força dos 190 milhões para investir, para consumir, para trabalhar e para empreender. Além disso, nós temos 350 bilhões de reserva, da última vez que eu vi, e temos quase 420 bilhões de depósitos compulsórios”.


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O gângster (II)



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O gângster

A revista Veja desta semana traz novidades sobre essa figura nefasta - e ainda poderosa. Alguns picles lá no Reinaldo.


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Sai daí, Ideli !


Desculpem a rima pobre, mas o que fazer com a Ideli?

A ministra direcionou emendas para entidade ligada a funcionário de seu gabinete e para organizações acusadas pela PF de desviar recursos públicos. Ela também terá que explicar no Congresso seu empenho para manter no DnIt um afilhado investigado pelo TCU.(Continua)


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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

E não é um Grotão?

Isto foi em São Paulo, supostamente mais vigiada que outras cidades. Engano, faz parte do Grotão lulista.

O rombo causado pela quadrilha que forjava o pagamento de taxas para construção de prédios acima dos limites permitidos na capital paulista já é estimado em R$ 50 milhões. Segundo cálculos da Corregedoria-Geral do Município, o tamanho da fraude pode ser ainda maior e chegar a R$ 100 milhões.

Quatro construtoras apresentaram guias com autenticação bancária falsa para obter o aval para construir na cidade. A de maior valor é de um consórcio da Zabo com a Odebrecht, que deixou de pagar R$ 14 milhões à Prefeitura em janeiro deste ano. Em nota, a Odebrecht disse não ter conhecimento de "qualquer irregularidade" e afirmou que não recebeu nenhuma notificação, além de possuir "todos os documentos referentes à operação que comprovam o pagamento." (Continua, com saquinho, claro).


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Mais um? Dilma espantada.



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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

O tal do "Santo" não baixa só na Bahia...



Keith Jarret, um dos maiores pianistas do jazz contemporâneo.


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Dilma, doutora pelo PMDB.

Não deve passar despercebido o editorial do Estadão sobre o convescote da "presidenta" com o Partido Municipalista da Dilapidação do Brasil (PMDB). Essa nefasta agremiação que sustentou Lula por oito anos, dilapidando cofres pelo Brasil afora, agora dá um "diploma" a Dilma, que já avisou não ser faxineira.Os corruptos de todos os loteamentos do poder agradecem a carta branca...

Festa de congraçamento é o nome convencional para o jantar oferecido anteontem pela caciquia do PMDB à presidente Dilma Rousseff, no Palácio do Jaburu, residência oficial do seu vice e presidente do partido, Michel Temer. Nas circunstâncias, porém, seria mais adequado falar em festa de formatura. Dilma, que passou pelo menos a primeira metade destes seus oito meses no Planalto de costas para o partido, como que se recusando a encarar o entorno de sua nova condição, enfim se diplomou com distinção e louvor no curso intensivo de pragmatismo político ministrado pelo mestre da disciplina, seu tutor Luiz Inácio Lula da Silva.

Uma semana antes, ela completou a graduação, ao dissertar sobre a "espinha dorsal do governo" para a banca de peemedebistas e petistas que a encarnavam. Prometeu respeitar os contratos políticos entre as duas legendas, intensificar os contatos com as respectivas lideranças parlamentares e descongelar as verbas para as emendas de seus liderados. Manifestou confiança nos abalados ministros do Turismo, Pedro Novais, e da Agricultura, Wagner Rossi - condecorando este último com o adjetivo "exemplar". No dia seguinte, quando ele renunciou, não houve no PMDB quem debitasse a sua queda à presidente. Quanto mais não fosse, o vice testemunhara os seus apelos para que ele reconsiderasse a decisão - e não fez mal nenhum para o prestígio de Dilma ela não perder ocasião de lastimar a saída de Rossi. (Continua).


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Que país é este? É o Grotão que o lulismo consolidou.


Aprende-se mal e porcamente a ler e escrever (leia-se: balbuciar e rabiscar) . Matemática, nem pensar. Resultado: déficit nas ciências e nas engenharias. Pá de cal: futuro sem cientistas para o país que sempre conviveu com pouca ciência e muita demagogia. O ex-presidente (nem tão ex), que se orgulhou de jamais ter lido um livro ou cursado uma universidade, deu oito anos de contribuição para essa desgraça. Com a cumplicidade do empresariado patrimonialista.

Uma avaliação feita com alunos que cursaram em 2010 o 3º ano do ensino fundamental de escolas públicas e privadas do país mostra que menos da metade (42,8%) das crianças aprendeu o mínimo do que era esperado no conteúdo de matemática para este nível do ensino.

O resultado da Prova ABC (Avaliação Brasileira do Final do Ciclo de Alfabetização) mostrou ainda que 56,1% dos alunos aprenderam o que era esperado em leitura, e 53,4% dos estudantes tiveram desempenho dentro do esperado em redação.

Os dados acima consideram a média entre alunos de escolas públicas e privadas. Entretanto, o levantamento registrou diferença significativa no desempenho entre estudantes dos dois grupos. (Veja tabela).

A Prova ABC mostra ainda uma grande variação entre as regiões do país e as redes de ensino (pública e privada). Sul e Sudeste obtiveram os melhores desempenhos, enquanto Norte e Nordeste mostraram as piores avaliações.

A prova foi aplicada no primeiro semestre deste ano para cerca de 6 mil alunos de escolas municipais, estaduais e particulares de todas as capitais do país para medir seu conhecimento do conteúdo até o 3º ano. A avaliação foi elaborada em uma parceria do Todos Pela Educação com o Instituto Paulo Montenegro /Ibope, a Fundação Cesgranrio e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). (Peguem o saquinho e leiam).


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Jânio, um ridículo candidato a tiranete.


O historiador Marco Antônio Villa disseca o ridículo personagem Jânio Quadros, típico demagogo representativo da cultura autoritária brasileira. Foi ridículo até como golpista. Que a história o enterre.

Jânio Quadros foi eleito presidente com 48% dos votos (na época não havia segundo turno), mas renunciou após sete meses de governo, a 25 de agosto de 1961.

Jogou o país numa grave crise política, que só foi encerrada, duas semanas depois, com a posse do vice-presidente João Goulart, mas com a mudança do regime político, do presidencialismo para o parlamentarismo.

Jânio teve uma carreira meteórica: em sete anos passou de prefeito de São Paulo (1953) a governador (1954) e presidente eleito (1960). O janismo foi um fenômeno político paulista, produto da transição de uma sociedade de massas para uma sociedade de classes. Nos anos 40 e 50, a grande migração nordestina e mineira alterou profundamente o Estado, tal como a expansão da industrialização e a urbanização.

As maiores greves da década de 50 tiveram São Paulo como palco principal (1953 e 1957). A primeira delas coincidiu com sua eleição para a prefeitura da capital. Jânio apoiou os grevistas. Sabia que tinha de fazer um discurso dirigido aos mais pobres, apoiando as demandas sociais (transporte coletivo, escolas, hospitais) da cidade que mais crescia no mundo.

Ele foi o primeiro político que transformou o combate à corrupção em plataforma eleitoral. Usou como símbolo a vassoura, provavelmente inspirado numa passagem de "O Escândalo do Petróleo e Ferro" de Monteiro Lobato.

Com a vassoura, um gestual histriônico e um português recheado de formas oblíquas, transformava cada comício em um show. Venceu a eleição para a prefeitura sem base partidária, outra característica sua. Usou como slogan "o tostão contra o milhão", simbolizando a disputa contra uma poderosa coligação de nove partidos e com muito dinheiro.

Repetiu a dose, meses depois, em 1954, derrotando seu arqui-inimigo, Adhemar de Barros, para o governo do Estado. Desta vez cumpriu integralmente o mandato. Abriu vários inquéritos para apurar supostas irregularidades dos governos anteriores. Insistia na tese de que para ele a política era um enorme sacrifício pessoal e que aguardava ansioso o final do governo para se recolher a vida privada.

O sofrimento era pura representação. Em 1958 foi eleito deputado federal pelo Paraná. Não compareceu a nenhuma sessão do Congresso.

Era mais uma característica sua: o desdém pelo Legislativo. Dois anos depois, representando o mesmo papel - de candidato solitário que recebia apoio de partidos e não como representante de partido- derrotou Teixeira Lott, apoiado pelo presidente Juscelino Kubitschek. Obteve este feito nacionalizando seu discurso. De fenômeno paulista transformou-se em um fenômeno nacional.

Na Presidência esgotou seu potencial renovador. Reforçou suas características mais conservadoras.

Não teve problemas com o Congresso: aprovou tudo o que considerava importante. Fez um governo bipolar. Adotou um programa econômico conservador. Desvalorizou a moeda, e a inflação subiu. Em contrapartida implantou a política externa independente, rompendo com o alinhamento automático com os EUA em plena Guerra Fria, quando a questão cubana estava no auge. Buscou estabelecer uma relação direta com os governos estaduais. Imiscuiu-se em questões da esfera privada: chegou a proibir os biquínis. (Continua).


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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Liberal é quem defende todas as liberdades

Na tradição autoritária ibero-americana, liberalismo sempre foi um anátema. Apesar de nunca ter marcado presença nesses países, o liberalismo (agora atacado sob o jargão "neoliberalismo", criado pelos náufragos do socialismo) é acusado de todos os males. Liberalismo é a face do demônio na terra.

Mas o que é ser liberal? Ora, liberal é aquele que defende as liberdades, tanto a política quanto a econômica - aliás, inseperáveis. É liberal pela metade aquele que privilegia a liberdade econômica em detrimento das liberdades civis, considerando que a economia é o lugar onde se resolvem todos os problemas. Nisto, está mais próximo dos marxistas.

Ser liberal é bater-se por todas as liberdades: além da liberdade econômica, as liberdades de ir e vir, de expressão, de crença, de imprensa etc.

Nesse sentido, o liberalismo não é uma ideologia, mas uma filosofia do cidadão em guarda contra a excessiva intervenção do Estado e dos poderes públicos. Liberdade é um bem que se conquista, não um favor do Estado ou do governante.

Como disse Mario Vargas Llosa, Prêmio Nobel de Literatura 2010 e um dos raros intelectuais latino-americanos a defender as ideias liberais:

"Diferentemente do marxismo ou dos fascismos, o liberalismo não constitui, na verdade, um corpo dogmático, uma ideologia fechada e autossuficiente com respostas pré-fabricadas para todos os problemas sociais, mas sim uma doutrina que, a partir de um conjunto relativamente pequeno e claro de princípios básicos estruturados em torno da defesa da liberdade política e da liberdade econômica - ou seja, da democracia e do livre mercado -, admite em seu interior uma grande variedade de tendências e nuanças."

Liberal, em suma, é quem defende, contra a cultura autoritária, a cultura da liberdade.

P.S.: nunca é demais lembrar que as ideologias mais sangrentas do século XX foram, todas elas, antiliberais: nazismo, fascismo e comunismo.


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Bandoleiros estatizados

Sob o petismo, o Estado banca os bandoleiros do MST, contumazes violadores da lei. Bene, e de onde vem o dinheiro do Estado? Pergunta retórica, claro. Reinaldo tem razão:

Uma das características do nosso tempo são os chamados “movimentos populares” financiados com dinheiro público. Onde os idealistas e utopistas de outrora viam o despertar autêntico do povo, vê-se hoje o, como posso chamar?, “povo estatizado” — ou, se quiserem, o “povo privatizado pelo PT”.

“Milhares” — os militantes falam em 15 mil — de sem-terra marcharam sobre Brasília cobrando mais recursos para a reforma agrária e renegociação da dívida de pequenos agricultores. Essa segunda demanda empresta, assim, uma espécie de caráter econômico urgente ao que é, de fato, ideologia estatizada. Quem financia o MST — e, pois, indiretamente, a tal Via Campesina (com este sotaque ridículo de subcosmopolitismo latino-americano) — é o estado brasileiro. Ou seja: você.

O movimento promove invasões, ocupações de prédios públicos e interdições de estradas em 17 estados. Como várias instâncias do Poder Público não impõem a lei, a teatralidade lembra, assim, as vésperas da tomada do Palácio de Inverno. Mas reitero: esse tipo de “povo” que está na rua é só uma variante, a perversa, do funcionalismo público. Ainda que lhe tentem emprestar uma dimensão heróica. (Continua).


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Coco de bigode é o campeão dos cofres públicos


O imperador do Maranhão é o que raspa mais fundo. Nenhuma surpresa, claro.

O presidente do Senado ganha R$ 26.700 pela Casa e, segundo o Ministério Público, acumula duas aposentadorias, o que faz com que seus vencimentos extrapolem em muito o teto constitucional.

No mês de julho, o Senado cortou todos os pagamentos a seus servidores que ultrapassem R$ 26,7 mil. Esse valor, que corresponde ao salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal, é o teto constitucional do funcionalismo. Nenhum servidor público deveria ganhar mais do que ele.


Se a liminar atingiu os funcionários, ela não atingiu os senadores. Alguns parlamentares acumulam o que recebem no Congresso com aposentadorias, que fazem com que os R$ 26,7 mil sejam ultrapassados em muito. É o caso do próprio presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). No salário dele, ninguém mexeu. (Continua).


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A rainha da sucata lulista





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terça-feira, 23 de agosto de 2011

Aliados, companheiros e rapineiros patrimonialistas.

O anticapitalista Lula consolidou o neopatrimonialismo no Brasil, que de capitalismo tem muito pouco (se é que tem). Há patrimonialismo quando políticos, empresários, sindicatos tomam o Estado como se fosse propriedade privada. Isto tem sido garantido, desde 2003, pela mais gigantesca coalizão já feita na história brasileira, com ministérios e instituições loteados a cada grupo de interesse.

A tal base aliada, para o lulismo, é vital para a ocupação total do poder - a hegemonia de que falava o corcundinha Gramsci. Leiam artigo de Eduardo Graeff na Folha (vai aqui uma parte).

A principal função dos aliados é servir de rede de segurança e de cortina de fumaça para o aparelhamento da máquina federal promovido pelo PT

Se quisesse mudar para valer sua relação com os aliados, a presidente Dilma Rousseff teria que mudar sua relação com o PT.

É aí que mora realmente o perigo moral que ronda seu governo.

Acredite quem quiser que os ares de Brasília conspurcaram a inocência original do PT. Ele chegou lá escolado por pelo menos dez anos de prática nas instâncias de poder que lhe caíram nas mãos antes de 2003.

Em 2006, quando o escândalo do “mensalão” fervia, a promotoria da cidade de Santo André ouviu de um secretário municipal de Mauá que, em 1998, Lula e José Dirceu procuraram o prefeito de Mauá e cobraram ajuda para financiar as campanhas do PT. Segundo o secretário, Lula teria dito: “Pô, Oswaldo Dias, tem que arrecadar como faz o Celso Daniel. Você quer que a gente ganhe a eleição como?”. O depoimento foi noticiado pela Folha (“Secretário de Mauá acusa Lula de cobrar propina de prefeitos”, 25/5/2006).

Lula afinal ganhou a eleição de 2002. O prefeito Celso Daniel perdeu a vida meses antes, em crime cujo pano de fundo seria um esquema de desvio de recursos da prefeitura de Santo André para o caixa do PT. Entre os que respondem a processo pelo esquema de corrupção está Gilberto Carvalho, atual secretário-geral da Presidência da República de Dilma, antes secretário particular de Lula, na época secretário municipal de Santo André, acusado de levar dinheiro desviado da prefeitura para Dirceu.

O que mudou com a chegada ao poder em Brasília foi a escala das operações. O modo de operar veio pronto do berço político-sindical do PT em São Paulo. Os esquemas dos aliados de Lula e de Dilma no Congresso empalidecem perto da máquina alojada no coração do maior partido do Brasil.

Eu não engulo que só assim se ganha eleição. Mas, se fosse, qual é a desculpa agora que eles ganharam três eleições presidenciais? Onde foram parar os fins elevados com que justificavam os meios baixos?

Socialismo? Transparência? Esqueceram. A palavra de ordem agora é governabilidade. Não dá para tirar todos os picaretas dos ministérios se a presidente precisa deles no Congresso. Desculpa esfarrapada. Com uma agenda legislativa aguada, quem precisa dessa maioria toda no Congresso? (Continua).


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Lixo seletivo



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Lula despacha com ministros

Onde está a "presidenta" Dilma? Bene, Lula a gente sabe onde anda: no seu milionário Instituto, despachando com ministros do governo (que deveriam, por isto, ser demitidos). É o fim da picada. Isto aqui já não é uma república há muito tempo. O falastrão de Garanhuns manda e desmanda, apesar de não exercer nenhum cargo eletivo.

De Vera Magalhães, na Folha:

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva despachou ontem em São Paulo com dois ministros de Dilma Rousseff no Instituto Cidadania, ONG que retomou após deixar a Presidência.
Lula pediu informações sobre a demora na implementação do piso nacional do magistério, projeto que patrocinou em sua gestão.O ex-presidente recebeu, separadamente e em audiência conjunta, o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, e o ministro da Educação, Fernando Haddad.A visita se estendeu a um almoço depois, no qual Haddad e Lula trataram da pré-candidatura do ministro à Prefeitura de São Paulo.Durante a audiência, Lula pediu a Adams e Haddad que explicassem por que o piso nacional de R$ 1.187,97 dos professores ainda não entrou em vigor, embora a lei que o fixou tenha sido promulgada por ele em 2008."O presidente disse que recebe muita cobrança de sindicalistas nas viagens que faz pelo país e queria uma explicação de como está a situação", disse Haddad à Folha depois do encontro.Lula deixou o Palácio do Planalto há oito meses prometendo que iria "desencarnar", mas a reunião que teve com seus ex-ministros mostra que ele continua à vontade para tratar de assuntos administrativos do governo.A visita ao Instituto Cidadania não estava na agenda de nenhum dos dois ministros. Haddad passou o fim de semana em São Paulo para cumprir compromissos do PT e permaneceu na cidade na manhã de ontem para gravar entrevista a uma rádio.Adams disse que aproveitou uma ida a São Paulo para "fazer uma visita" ao ex-presidente, que o nomeou para o cargo que continuou ocupando no governo Dilma. Ele disse que costuma falar periodicamente com Lula por conta de processos nos quais a AGU ainda o defende.Questionado sobre a conversa a respeito do piso nacional dos professores, confirmou a indagação de Lula e disse que tratou de atualizar o presidente sobre o assunto.O piso ainda não está em vigor porque cinco Estados foram ao Supremo Tribunal Federal contra a medida, que consideram inconstitucional. O STF rejeitou a ação no dia 6 de abril, mas a decisão ainda não foi publicada."Eu disse ao presidente que o STF havia dado uma liminar acatando em parte a ação, mas no julgamento do mérito confirmou o piso nacional", afirmou Adams.Questionado sobre a realização do encontro no instituto de Lula, Adams disse que sempre que precisa falar com ele vai até lá. "Eu procuro mantê-lo informado dos processos que correm e nos quais ele é parte", afirmou.O advogado-geral da União disse que não há nenhum andamento urgente de processo que justificasse a visita ontem. "Era só para atualizá-lo do quadro geral." (Folha de S. Paulo).


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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Um assassino na praia

O terrorista Cesare Battisti, condenado na Itália pela morte de quatro pessoas e apadrinhado pelo lulismo, goza sua liberdade na praia, com o visto de permanência que lhe foi concedido pelo STF. O criminoso - sim, foi julgado em seu país por crime comum - diz que se sente "quase um brasileiro". Diante disso, eu me sinto quase um apátrida. Leiam a matéria de Mário Sérgio Conti na Piaui:

Julho, em qualquer ponto da longa costa brasileira ao sul do Rio, é época de chuva, frio, vento, praias vazias e um tanto lúgubres. Cesare Battisti pegou dez dias seguidos de céu de chumbo e chuvinha cacete. E poucas vezes na vida, no entanto, se sentiu tão bem. Mal clareava o dia, e lá estava ele, de abrigo de náilon na praia deserta de turistas e nativos, caminhando infatigavelmente. À tarde, a mesma coisa. À noite, idem.

A deambulação incessante lhe valeu o apelido, dado por um menino do vilarejo, de “piradinho”. Às vezes, o moleque, de uns 9 anos, o acompanhava nos passeios sem destino. Conversavam, simulavam lutas, jogavam pedras no mar, averiguavam o que os barcos de caiçaras traziam da pesca – ficaram amigos.

Quando chegam os jornais da capital, Battisti compra um e se senta à mesinha de um quiosque, à beira de um canal, e o lê da primeira à última página, mas de maneira desatenta. É a sua única leitura. Também não escreve quase nada. Usa um computador antigo com conexão lenta à internet para escrever e-mails a velhos amigos – na França, no México e na Itália, os países onde viveu –, com os quais retoma o contato. E também a brasileiros que não conhece, mas que ele sabe que se mobilizaram para que ele pudesse, novamente, ser um homem livre.

Não quer saber de ler livros ou escrevê-los. “Passei quase cinco anos lendo e escrevendo, e no momento quero fazer outras coisas”, ele disse. Por “outras coisas” entenda-se sobretudo cozinhar, de preferência ao som de blues, o seu gênero de música predileto. Ele mesmo escolhe o peixe recém-pescado, se possível uma tainha. Retira-lhe as vísceras, refoga e a leva ao forno. Prepara o arroz, uma salada e serve a refeição, para deleite dos eventuais convidados. Depois, lava a louça, arruma a cozinha – e está pronto para mais uma caminhada.

A casa onde está lhe foi emprestada por um casal de amigos, que o visita esporadicamente, nos fins de semana. Ele não se sente só porque a gente do vilarejo o procura para conversar fiado e perguntar se precisa de algo. “Os brasileiros são formidáveis, não conheço povo mais alegre, simpático e sociável”, disse.

Não é de hoje que ele tem essa opinião. Depois de ter sido tirado da prisão, naItália, por um grupo da organização naqual militava, o Proletários Armados pelo Comunismo, o pac, ele viveu no México e na França. Na Cidade do México, criou uma revista cultural e um festival de artes gráficas que existe até hoje. Em Paris, foi zelador, editor e autor de romances policiais. Em 2004, o governo de Jacques Chirac extinguiu a doutrina Mitterrand, que garantia o asilo dos militantes que foram condenados por crimes políticos na Itália durante os anos de chumbo. (Continua).


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Onde estará Kadafi? O falastrão de Garanhuns deve saber...

Lula cumprimenta seu "amigo e irmão", sob o olhar de outro grande democrata, o cocaleiro Morales.


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domingo, 21 de agosto de 2011

Ministério Dilma: nem Freud explica.



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Vejam, catarinenses, quem vocês mantiveram no Senado por 8 anos. Ainda é tempo de se envergonhar.


Ideli Salvatti, pit bul do lulismo e madrinha dos mensaleiros, agora é "articuladora" do governo Dilma. Vejam que tipo de articulações faz a ex-senadora de Santa Catarina:

Durante a investigação de um crime de conotação sexual, a Polícia Civil de Santa Catarina usou o Sistema Guardião para, durante quatro meses, gravar as conversas telefônicas dos envolvidos. Essas gravações acabaram registrando conversas que nada tinham a ver com a investigação, mas contam com alto teor político. Os grampos revelam os diálogos que o principal investigado, o ex-deputado Nelson Goetten, então presidente do PR catarinense, manteve com diversas autoridades, entre elas a então ministra da Pesca, Ideli Salvatti. As gravações das conversas de Ideli com Goetten mostram a íntima relação entre os dois e aconteceram no dia 18 de abril. Duraram pouco mais de dez minutos. Foi a ministra quem ligou para o celular do ex-deputado, que estava sendo monitorado pela Polícia Civil, com autorização da Justiça. Ideli, hoje ministra das Relações Institucionais, não estava defendendo apenas um de seus indicados para cargos públicos. Ela defendia um administrador acuado por denúncias de irregularidades e com a cadeira disputada por outros petistas de Santa Catarina. O engenheiro João José dos Santos, desde 2003 superintendente do DNIT catarinense, até agora escapou incólume da faxina ética promovida pela presidente Dilma Rousseff na pasta dos Transportes. Mas pesa contra ele uma série de suspeitas (leia quadro). O TCU, por exemplo, já apontou indícios de superfaturamento em obras importantes, como a BR-101. E o Ministério Público Federal abriu investigações para apurar atrasos e inexplicáveis aditivos nos contratos das obras de ampliação de várias rodovias tocadas pelo departamento chefiado por Santos. Sua gestão é um retrato acabado da situação que provocou a razia oficial sob o comando do Ministério dos Transportes. (Continua).

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sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Por que o petismo abomina a verdade?

É simples: porque verdade é correspondência entre o que se diz, se afirma ou se enuncia e os fatos, isto é, a realidade.

O petismo sempre brigou com os fatos: não houve mensalão, não há corrupção etc. - apesar das comprovações factuais e judiciais e dos processos criminais.

Resumindo: o petismo, principalmente na versão lulista - dominante -, é relativista feroz. Não há fatos, mas apenas argumentos: os "nossos" argumentos e os "deles". É um relativismo que se reproduz na ética: os "nossos" princípios e os "deles". O que é crime para "eles", é apenas um erro para "nós".

Tudo o que se diz não passa de versão, opinião, interpretação e por aí vai.

Verdade é o que Lula diz. Os juízes, através das sentenças, e as polícias, através das investigações, só emitem versões e opiniões. Nada a ver com os fatos que, ah, estes são inalcançáveis...

O relativismo instituído pelo lulopetismo já anulou a diferença entre verdade e falsidade - na sociedade, na política e na ética. É um mal que demorará a ser extirpado.

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