quarta-feira, 30 de novembro de 2011

A sarna da política brasileira

Desculpem o quase-trocadilho, mas Sarney é, de fato, a sarna da política nacional. Trata-se do mais legítimo representante do patrimonialismo brasileiro, a prova de que ainda estamos distantes das regras universais do Estado de Direito, da democracia e do capitalismo. O historiador Villa chama-o de oligarca, mas é pouco: Sarney é símbolo do atraso institucional brasileiro, é a certeza de que estamos Ficando para trás.

José Ribamar Ferreira de Araújo Costa é a mais perfeita tradução do oligarca brasileiro. Começou jovem na política, conduzido pelo pai. Aos 35 anos resolveu mudar de nome. Tinha acabado de ser eleito governador do seu estado. Foi rebatizado por desejo próprio. Alterou tudo: até o sobrenome. Virou, da noite para o dia, José Sarnei Costa. O Costa logo foi esquecido e o Sarnei, já nos anos 80, ganhou um "y" no lugar do "i". Dava um ar de certa nobreza.


Na história republicana, não há personagem que se aproxime do seu perfil. Muitos tiveram poder. Pinheiro Machado, na I República, durante uma década, foi considerado o fazedor de presidentes. Contudo, tinha restrita influência na política do seu estado, o Rio Grande do Sul. E não teve na administração federal ministros da sua cota pessoal. Durante o populismo, as grandes lideranças lutavam para deter o Poder Executivo. Os mais conhecidos (Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek, Leonel Brizola, entre outros), mesmo quando eleitos para o Congresso Nacional, pouco se interessavam pela rotina legislativa. Assim como não exigiram ministérios, nem a nomeação de parentes e apaniguados. (Continua).

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A "presidenta" dorme. Toc, toc, é a Comissão de ética da presidência!!!

Temos presidência da República ou não? Barbaridade, dona Dilmodorrenta!

A Comissão de Ética Pública da Presidência da República recomendou, por unanimidade, nesta quarta-feira (1º) à presidente Dilma Rousseff a exoneração do ministro do Trabalho, Carlos Lupi.

Até em questões éticas o Brasil anda longe, muito longe dos países civilizados. A coisa está mais para Burkina-Faso, o antigo Alto Volta.


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Em 2014, o festival da corrupção.



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Inglaterra fecha embaixada iraniana e expulsa diplomatas. É o que merecem esses malucos de toalha na cabeça.

A Inglaterra fez o que todos os países deveriam fazer. O Irã da teocracia não passa de ninho terrorista:

Além de retirar todo o seu pessoal diplomático de Teerã, o Reino Unido decidiu nesta quarta-feira expulsar todos os diplomatas iranianos do país como resposta ao ataque de terça-feira a dois complexos diplomáticos no Irã. O ministro de Relações Exteriores britânico, William Hague, afirmou que também ordenou o fechamento imediato da embaixada iraniana em Londres. Para Hague, houve "algum grau de consentimento do regime" nos ataques de terça-feira. (Continua).

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terça-feira, 29 de novembro de 2011

O inimigo de Gutenberg


Além de ser chefe dos mensaleiros e elogiar publicamente a imoralidade, o quadrilheiro Zé Dirceu quer censurar a imprensa. Que vá para Cuba!


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Automóveis populares? Carroças, isso sim.


Além de caros, os tais automóveis populares não passam de armadilhas sobre rodas. Dado estarrecedor: a tecnologia dessas latas assassinas está 20 anos atrasada!
São de arrepiar as conclusões do teste de avaliação da segurança dos automóveis populares mais vendidos no Brasil. Na maioria deles, colisões a velocidades moderadas representam um alto risco de lesões fatais para motoristas e acompanhantes, pois esses veículos não dispõem de bolsas infláveis (air bags) e suas cabines têm estrutura deficiente. Numa escala de 1 a 5, sete modelos básicos das principais montadoras em operação no País receberam a nota mais baixa. São armadilhas sobre rodas.
De acordo com a ONU, o Brasil registra em média, por ano, 19 mortes no trânsito para cada 100 mil habitantes. É um índice quatro vezes maior do que o detectado na Europa, de cerca de 5 mortes por 100 mil habitantes por ano. São vários os fatores que explicam o alto número de acidentes de trânsito registrados no País, entre os quais os efeitos da ingestão do álcool ocupam posição destacada. Também a má qualidade das pistas e a sinalização insuficiente contribuem para essas ocorrências. Mas o alto índice de letalidade tem muito a ver com a má qualidade dos veículos no que se refere à segurança das pessoas que os utilizam.
Esta é uma clara conclusão dos resultados dos testes dos veículos novos fabricados e vendidos na América Latina - onde o índice de acidentes com mortes é o mais alto do mundo - realizados pelo braço latino da New Car Assessment Programme (NCAP). Os testes de impacto a média velocidade (64 quilômetros por hora) contra uma barreira deformável, que simulam uma colisão com outro veículo, mostraram que os veículos vendidos na região são frágeis, não dispõem de itens hoje essenciais em outros países para proteger as pessoas, cujas vidas, por isso, são colocadas em risco. Esses carros estão atrasados 20 anos em relação aos modelos comercializados na Europa e nos Estados Unidos, por exemplo. (Continua).

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O Euro e as disparidades estruturais

No Ordem Livre, interessante artigo sobre a crise europeia: 

(...) O euro da Alemanha é o mesmo euro da Grécia, Itália, Portugal ou Espanha. Mas se Portugal, por exemplo, tem mais feriados do que a Alemanha, o português precisaria compensar a diferença sendo ainda mais produtivo nos outros dias – ou ganhando ainda menos ao longo do tempo. Da mesma forma, se o grego se aposenta mais cedo do que o alemão, ele teria que ter trabalhado com ainda mais afinco do que o germânico para manter a paridade entre os países. Só que em vez de terem mantido ou reduzido as diferenças encontradas quando da formação da zona do euro, o que se viu foi um agravamento das disparidades estruturais entre esses países. Essas diferenças foram camufladas através da moeda única e de déficits governamentais. Teria sido mais fácil fazer as reformas num momento de bonança, mas agora elas terão que ser feitas na forma mais dolorosa, suprimindo salários e até mesmo feriados santos. (Continua).

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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Dilmobras



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Serra faz duras críticas ao governo. Visconde Aécio continua mudo.

Caminhamos para um Brasil Menor, ao contrário do que pretende Dilma, diz José Serra:

Em aparição pública na manhã desta segunda-feira, 28, o ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB) fez duras críticas à condução da economia brasileira pelo governo da presidente Dilma Rousseff e de seu padrinho político, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ambos do PT. Em palestra, durante o VII Congresso Paulista de Jovens Empreendedores, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o tucano minimizou o Programa Brasil Maior, uma das principais vitrines do primeiro ano de administração Dilma Rousseff, e avaliou, como "o erro mais espetacular de política econômica da história brasileira", o fato do governo federal não ter reduzido a taxa básica de juros durante a última crise financeira mundial, deflagrada em setembro de 2008 com a quebra do banco Lehman Brothers.

A crise econômica é muito feia, mas o Brasil, em crises passadas, soube aproveitar as oportunidades", avaliou. "Mas houve uma crise que foi desaproveitada, a de 2008 e 2009, porque o Brasil foi o único país do mundo que não baixou os juros", acrescentou. Na avaliação de Serra, que disputou as eleições presidenciais do ano passado com Dilma Rousseff, o governo federal lançou o Programa Brasil Maior com boa intenção, mas com "boa parte das coisas erradas, porque não conhece direito quais são as questões da indústria". O tucano ressaltou ainda, em um contraponto aos discursos do ex-presidente Lula, que o Brasil é ainda, no contexto da economia mundial, um país pequeno. "Nós não temos mais do que 3% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial e temos uma participação no comércio mundial em torno de 2%", considerou. "Nós temos ainda, no que se refere às questões econômicas e sociais, muito o que avançar." (Continua).

Perguntar não ofende: por onde anda o Visconde Aécio? Desapareceu no Senado?

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E a roubalheira do Panamericano? Ninguém sabe, ninguém viu.

Editorial do Estadão vai ao ponto:


No exato dia, em julho de 2010, em que seus técnicos apuravam fraudes de mais de R$ 4 bilhões na contabilização de carteiras de crédito cedidas pelo Banco Panamericano para outras instituições financeiras, o Banco Central (BC) aprovou oficialmente a venda, para a Caixa Econômica Federal, de 49% do capital social da instituição. O negócio, no valor total de R$ 739 milhões, fora decidido pela Caixa em novembro de 2009, mesmo tendo o Banco do Brasil se recusado, um ano antes, a adquirir as carteiras de crédito que o Panamericano lhe oferecera. Além disso, investigações da Polícia Federal (PF) revelavam graves indícios de fraudes, cometidas pelos então diretores do Panamericano, num montante, depois apurado, de quase R$ 80 milhões. Nada disso, no entanto, impediu que a Caixa concretizasse a compra. Só muito depois essa bilionária lambança seria considerada pelos compradores "uma grande surpresa".
Essa é a explicação - registrada em depoimento prestado à PF, em 21 de setembro, pelo vice-presidente de Finanças, Marcio Percival - que a diretoria da Caixa deve ter dado também ao ministro da Fazenda, Guido Mantega. Este, questionado sobre o assunto por jornalistas, no último dia 10, tentou eximir-se de qualquer responsabilidade: "Pergunta para a Caixa. Isso é decisão da Caixa, não minha". Resumo da ópera: um dos bancos que compõem o aparato financeiro do Estado brasileiro decide comprar metade de uma instituição financeira notoriamente podre; o banco a quem cabe regular e fiscalizar o sistema financeiro nacional aprova a compra, apesar de seus próprios técnicos terem apurado a existência de um enorme rombo nas contas da instituição beneficiada pela transação. Mas nenhuma autoridade federal se dispõe a dar satisfações sobre a desastrada e desastrosa aplicação de um dinheiro que, afinal, é público. É uma situação tão insólita e surreal que só falta alguém alegar que tudo se resume a uma questão de boa-fé, já que a Caixa se anuncia como "o banco que acredita nas pessoas". Haja fé. (Continua).

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Governo Dilma: um balanço do primeiro ano.



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domingo, 27 de novembro de 2011

Culto à morte, uma rejeição da modernidade.

O culto à morte tem sido frequente no Ocidente, particularmente na primeira metade do século XX. Exalta-se o sacrifício humano em nome da pátria ou de "ideais mais elevados" que os dos comerciantes, essa gente "sem alma", como diziam alguns românticos pensadores alemães que condenavam o efeito corrosivo da "ocidentalização", isto é,  a democracia, as liberdades, o secularismo, o maldito capitalismo.



Essas ideias anti-ocidentais abriram caminho à expansão totalitária do século passado, influenciando culturas não-ocidentais como o islamismo - e os marxismos posteriores a Marx -, entre outros. Países que mais tarde mimetizariam o Ocidente, como o Japão, também aderiram às práticas de sacrifício, de resto enraizadas na cultura dos antepassados (a exemplo dos samurais). Curiosa foi a atuação dos kamikazes, ou Tokkotai (Forças Especiais de Ataque, na foto), acepção preferida pelos japoneses.


A propósito, o jornalista Ian Buruma e o professor de Filosofia Avishai Margalit citam, em seu belo livro Ocidentalismo - o Ocidente aos olhos de seus inimigos (traduzido pela Zahar em 2006), um significativo exemplo desse mortífero amálgama:


"A maioria dos voluntários Tokkotai (sob variados níveis de pressão) era formada por estudantes provenientes dos departamentos de humanidades das melhores universidades. Estudantes de ciências eram considerados menos descartáveis. As cartas revelam que todos leram muito, frequentemente em pelo menos três línguas. Na filosofia alemã, os autores favoritos eram Nietzsche, Hegel, Fichte e Kant.  Na literatura francesa: Gide, Romain Rolland, Balzac, Maupassant. Na alemã: Thomas Mann, Schiller, Goethe, Hesse. Muitos refletiam sobre o suicídio de Sócrates e sobre os escritos de Kierkegaard acerca do desespero. Poucos eram cristãos praticantes e um número surpreendente tinha uma visão marxista da política e da economia (...) Eles se tornaram, por assim dizer, o Ocidente contra o Ocidente, e nesse aspecto eram típicos filhos da moderna história japonesa, uma vez que o Japão vinha fazendo isso desde meados do século XIX".


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sábado, 26 de novembro de 2011

Lupi ainda está lá. Negromonte também ficará?

Em 30 de outubro, este blog chamou atenção para o seguinte texto:


William Ricardo de Sá, professor associado da faculdade de ciências econômicas da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), afirma que Dilma Rousseff recebeu uma “herança maldita”. “O governo assumiu um grande acordo costurado pelo Lula, mas é um acordo meramente político. 
Para ele, o governo deve passar por mudanças no ministério ainda este ano, e aponta um alvo em potencial: Mário Negromonte, ministro das Cidades. “Ele já vem sofrendo um desgaste interno, que deve se agravar”.

Agora à noite, o Estadão publicou uma entrevista confirmando que o professor William de Sá tinha razão:

Em entrevista exclusiva ao Estado, o analista técnico do Ministério das Cidades Higor Guerra confirmou, pela primeira vez, a pressão que sofreu para adulterar o processo que trata da implantação de sistema de transporte público em Cuiabá para a Copa do Mundo de 2014. Ele disse que a operação fraudulenta começou após o Ministério Público de Mato Grosso pedir os documentos e a Controladoria-Geral da União (CGU) emitir parecer contrário à obra. "Sim, houve uma fraude", disse ele na conversa gravada. (Continua).


E depois ainda tem gente que reclama quando eu chamo o país de Grotão lulista. Não existe instituição que tenha escapado à conspurcação promovida pelo PT e seu criador, o falastrão de Garanhuns.


Os futuros historiadores terão que revirar o lixo, já que os contemporâneos, em geral, sucumbiram à praga ideológica.

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PSDB paulista entregará tudo ao Visconde Aécio?

Tem razão o CoronelLeaks:

São Paulo, berço do PSDB, tem nas mãos o futuro do partido. Não é preciso fazer prévias para saber que o estado nunca mais terá o protagonismo nacional que tem hoje, se trocar José Serra por Aécio Neves. Serra jamais traiu o partido, o mesmo não se pode dizer de Aécio, que nunca botou o sangue para apoiar os tucanos nas eleições presidenciais em Minas Gerais, onde o PT sempre foi vencedor. Se prévias fossem boas para o PSDB, porque Aécio Neves não exige que as mesmas sejam realizadas em Belo Horizonte, onde sempre entregou a cabeça de chapa para o PT e o PSB? Prévias no PSDB é golpe mineiro contra os paulistas. E o Brasil assiste estarrecido a este espetáculo de burrice política.(Na íntegra).

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Granma, um jornal para o PT. Ou melhor: Grana.



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Dilma: protetora dos corruptos?


Enquanto o denunciadíssimo Lupi, do Trabalho, permanecer no governo, a resposta é SIM.

Diante da nova revelação de VEJA sobre o esquema de cobrança de propina no Ministério do Trabalho, líderes da oposição no Congresso prometem cobrar da presidente da República informações a respeito do caso, já que o Planalto foi avisado ainda em fevereiro sobre o episódio.
A reportagem mostra como o sindicalista Irmar Silva Batista foi vítima de uma tentativa de extorsão quando tentou regularizar a situação de sua entidade no Ministério do Trabalho. Ele tentava criar o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Reparação de Veículos e Acessórios do Estado de São Paulo (Sirvesp). Em 2008, o então secretário de Relações do Trabalho, Luiz Antonio de Medeiros, o apresentou a um assessor, Eudes Carneiro, para tratar do assunto. Eudes pediu 1 milhão de reais para liberar o registro. O pedido foi negado. Em fevereiro deste ano, Irmar relatou o caso por email à presidente Dilma Rousseff e ao secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho.(Continua).


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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Que não seja por falta de vassoura



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Nova investida do PT contra a imprensa


Os petistas sempre desprezaram a democracia. Não é à toa que persistem na campanha para censurar a imprensa. São mesmo uns atrasados: ainda não perceberam que o mundo socialista ruiu há duas décadas.
Ao fim do primeiro ano do governo de Dilma Rousseff o PT volta à carga com uma tentativa de regular o funcionamento dos meios de comunicação. O partido realiza nesta sexta-feira em São Paulo o seminário “Por um novo Marco Regulatório para as Comunicações”. O ex-ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência Franklin Martins está entre os palestrantes do evento. Como pano de fundo dessas movimentações está mais uma tentativa do PT de cercear a liberdade de imprensa - algo que está no DNA do partido.
O PT pressiona Dilma a resgatar o projeto de regulamentação que Franklin esboçou no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, mas que não saiu do papel. Dilma ordenou, no início de sua gestão, que o Ministério das Comunicações revisasse o material. Uma equipe da pasta, formada por consultores jurídicos e técnicos em telecomunicações, analisa a proposta e não tem data para entregar o novo texto. 
A primeira investida em larga escala contra o que o partido chama de "mídia" se deu em 2004. Luiz Gushiken, então secretário de Comunicação do governo Lula, tentou criar um Conselho Federal de Jornalismo - nome pomposo para uma tentação autoritária. O grupo serviria para "orientar, disciplinar e fiscalizar" jornalistas. Os responsáveis pela tarefa seriam representantes de uma tal "sociedade civil". Quando a ideia veio à tona, noticiada pela imprensa, o PT recuou. Mas não desistiu do intento. (Continua no site da Veja)

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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Faxina? Que faxina? Nem para inglês ver.


A falsa faxineira mantém a pocilga suja (ver post anterior), ou seja,  o loteamento patrimonialista do lulismo continua firme e forte. 

A revista inglesa “The Economist” publicará um artigo em sua próxima edição criticando a “faxina” promovida por Dilma devido aos escândalos de corrupção em série envolvendo ministros. Segue relato da Folha.com, via Implicante.

Delenda Grotão!

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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Faxineira quebra a vassoura. Lixo se acumula no palácio.


E lá vai o Brasil, chafurdando na lama do lulismo.

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Liberais que defendem só a liberdade econômica são tão nocivos quanto os coletivistas


Vargas Llosa tem razão: liberdades econômicas e políticas não se bifurcam. Em outras palavras, liberal é quem defende todas as liberdades. Abaixo, um trecho de artigo publicado originalmente no Wall Street Journal:

En Latinoamérica y España, en donde la palabra "liberal" tuvo su origen para describir a un defensor de la libertad, la izquierda ahora usa el nombre como un improperio. Conlleva connotaciones de "conservador" o de políticas reaccionarias y especialmente una carencia de preocupación por los pobres del mundo. He sido acusado injustamente en esta forma.

Irónicamente, parte de la confusión puede atribuirse a algunos que defienden la economía de mercado a nombre del viejo liberalismo. A veces ellos han causado más daño a la libertad que los marxistas y otros socialistas.

Hay aquellos que en el nombre del libre mercado han apoyado las dictaduras latinoamericanas, cuya mano de hierro de represión fue vendida como necesaria para permitir el funcionamiento de los negocios, traicionando los propios principios sobre los que descansan los derechos humanos y las economías libres. Luego están aquellos que fríamente han reducido todas las preguntas de la humanidad a una cuestión económica y ven al mercado como una panacea. Al hacerlo, ignoran el papel de las ideas y la cultura, la verdadera base de la civilización. Sin costumbres y creencias compartidas, nos vemos reducidos a la lucha darwiniana de actores atomizados y egoístas que muchos en la izquierda , justamente, como inhumanos.

Por otra parte, lo que los colectivistas no entienden es la importancia de la libertad individual para que las sociedades florezcan y las economías crezcan. Ese es el conocimiento central del verdadero liberalismo: todas las libertades individuales hacen parte de un todo inseparable. Las libertades políticas y económicas no pueden bifurcarse. La humanidad ha heredado esta sabiduría después de milenios de experiencia y nuestro entendimiento ha sido enriquecido por los grandes pensadores liberales. Entre mis favoritos se encuentran Isaiah Berlin, Karl Popper, F.A. Hayek y Ludwig von Mises. Ellos han descrito el camino para salir de la oscuridad y hacia un futuro brillante de libertad y apreciación universal de los valores de la dignidad humana.

Cuando la verdad liberal se olvida, vemos los horrores de las dictaduras nacionalistas, el fascismo, el comunismo, los cultos fanáticos, el terrorismo y las múltiples violencias que han definido a buena parte de la era moderna. 


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Os males culturais do Brasil

Outra de Roberto Campos, o odiado e politicamente incorreto "Bob Field":

"Boa parte de nosso subdesenvolvimento se explica em termos culturais. Ao contrário dos anglo-saxões, que prezam a racionalidade e a competição, nossos componentes culturais são a cultura ibérica do privilégio, a cultura indígena da indolência e a cultura negra da magia..."

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Lula, o queridinho dos banqueiros.


Não esquecer que o historiador Thomas Skidmore chamou Lula de "campeão dos capitalistas".

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terça-feira, 22 de novembro de 2011

O que falta ao Brasil é capitalismo

Do economista e diplomata Roberto Campos (1917-2001), sempre vergastado pelas esquerdas como o "entreguista" Bob Field:

"O subdesenvolvimento latino-americano não resulta da espoliação [o stalinista Emir Sader escreveria "expoliação"] internacional ou da falta de recursos naturais. Nem se pode dizer que sejamos vítimas do capitalismo selvagem, pois que nunca nos livramos do mercantilismo patrimonialista, com seus monopólios estatais, burocracias corruptas, fiscalismo predatório e clientelismo político".

Na mosca, apesar de Campos ter morrido antes de Lula chegar ao poder. O lulismo foi o coroamento do patrimonialismo, esse sistema em que uma classe política burocratizada, seus currais eleitorais e empresários que vivem à sombra do Estado tanto quanto as elites sindicais, administram o país como se fosse  propriedade privada, isto é, propriedade deles.

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Tarso "Illich" dá medalha a si próprio. "Cruz de Ferro", hein?...

Fiel à tradição comunista de culto à personalidade, o governador gaúcho Tarso "Illich" Genro presta homenagem a si próprio.  

Na Folha:

O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), assinou um decreto concedendo a si próprio uma medalha de homenagem.

O documento, publicado ontem no "Diário Oficial", determina a entrega da insígnia "Cruz de Ferro", da Brigada Militar (equivalente à PM de outros Estados), a oito pessoas que se destacaram no apoio à corporação. O governador petista foi o único civil homenageado.

Na lista de condecorados do decreto, é mencionado o nome completo dele: Tarso Fernando Herz Genro. No fim do texto, o próprio governador o assina, apenas como Tarso Genro. O chefe da Casa Civil também subscreve o ato.

O decreto informa que a lista dos agraciados foi proposta pelo comandante-geral da Brigada. A "Cruz de Ferro" é concedida anualmente no aniversário da instituição.

Segundo seu regulamento, é dada a brigadianos com méritos ou a civis que cooperaram com a Brigada Militar.

De acordo com a corporação, a homenagem ao governador ocorreu pelo apoio na ampliação de seus quadros e na compra de equipamentos. (Continua, para assinantes).


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Uma notícia que desagrada Marina Silva, MST, CPT...

MST, Pastoral da Terra e Marina Silva não gostam desse tipo de informação:

A balança comercial do agronegócio brasileiro continua a apresentar resultados expressivos. O saldo comercial do setor nos primeiros dez meses do ano totalizou US$ 65,3 bilhões, 22,7% maior do que o registrado no período janeiro-outubro de 2010. Na comparação entre os dois períodos, as importações cresceram mais (31,4%) do que as exportações (24,2%), mas o total exportado foi mais do que suficiente para assegurar o bom desempenho comercial do agronegócio, que tem sido o principal responsável pelos sucessivos superávits registrados pelo comércio exterior total do País. (Continua).


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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Depois da resposta de Serra, o boquirroto Ciro Gomes deveria fugir para a caatinga.

Isso mesmo: depois da resposta de José Serra, o arrogante e boquirroto Ciro Gomes, ex-governador do Ceará e ex-ministro de Lula, deveria montar o cavalo e se esconder na caatinga nordestina:


Em entrevista dada à TV UOL na semana passada, Ciro Gomes, depois de manifestar seu preconceito contra São Paulo e contra o Rio de Janeiro, afirmou, de modo meio desconexo, como é de seu feitio, o seguinte:
“O Serra, por exemplo, na Constituinte, cercou a Zona Franca de Manaus de restrições até ficar o sinal de que queria acabar. Desmontou o sistema de incentivos fiscais que compensariam o Nordeste das assimetrias competitivas. Briga com o Centro-Oeste e tal. Hoje, eu estou falando hoje… Porque o cara quer ser presidente da República e governava São Paulo e fazia dessas. Então essa é a questão prática.”
Esses fatos que ele menciona jamais aconteceram. Qualquer interessado pode pesquisar os anais da Constituinte ou a imprensa da época. Não encontrará nada do que ele diz a meu respeito. Não apresentei uma só emenda, não votei em uma só proposta, não proferi um só discurso com aquele conteúdo. E olhem que eu tinha certo peso na Constituinte, já que fui o relator dos capítulos sobre “Orçamento, Tributação e Finanças” e o parlamentar que obteve o maior índice de emendas aprovadas à nova Carta.
A Zona Franca de Manaus na Constituinte só ganhou sinal de maior fôlego, com um dispositivo que garantiu sua existência por mais 25 anos, posteriormente prorrogados. Isso decorreu de iniciativa liderada pelo relator geral da Constituinte, Bernardo Cabral.  Ou seja, aconteceu exatamente ao contrário do que Ciro disse,  ignorando a história e até mesmo a  Constituição – bastaria que ele tivesse lido o artigo 40 das Disposições Constitucionais Transitórias.
Sobre o Nordeste, a verdade também está no avesso do que afirmou Ciro Gomes. O sistema de incentivos fiscais que beneficiava o Nordeste e outras regiões menos desenvolvidas permaneceu intocado. Na condição de relator, incluí na Constituição os dispositivos que criaram um grande fundo de desenvolvimento para o Norte, o Nordeste e o Centro Oeste, formado por 3% da arrecadação anual do IPI e do Imposto de Renda. Esse dinheiro deveria ser aplicado na iniciativa privada pelo Banco do Nordeste, pelo Banco da Amazônia e, no caso do Centro-Oeste, que não tinha banco regional, pelo Banco no Brasil.
Mas a verdade pode ainda ser mais detalhada, o que escancara a inverdade contada por Ciro Gomes: no relatório final da Comissão de Sistematização da Constituinte, esse fundo, aprovado pela minha comissão, foi desfeito. Inconformado, apresentei, então, Emenda em Plenário — a ES 34.213-4, de 5 de setembro de 1987—, conseguindo restabelecer o texto da Comissão de Orçamento, Tributação e Finanças.
Somente o Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste comporta recursos de mais de R$ 4 bilhões por ano. Ao mesmo tempo, como os fundos fazem empréstimos com retorno, acumula-se um estoque de disponibilidade para crédito muito expressivo no Banco do Nordeste: era de cerca de R$ 10 bilhões em 2009. (Continua).

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Zé Dirceu, o Nem do PT.

Ótimo post de Augusto Nunes, comparando o traficante Nem e o mensaleiro José Dirceu:

Pena que os dois tenham nascido distantes no tempo e no espaço. Pena que um tenha crescido no morro e outro no PT. Se o destino tivesse sido mais generoso, Antonio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, e José Dirceu de Oliveira, o Guerrilheiro de Araque, viveriam celebrando entre tragos e tragadas, no quarto de hotel de luxo ou no botequim da viela, as semelhanças e afinidades que eternizam a amizade. Ambos ficaram famosos como chefes de quadrilha, enriqueceram com atividades criminosas, são intolerantes com quem diverge, têm chiliques quando contrariados. Ambos gostariam de ser Lula. E também acham, como o ídolo comum, que o Brasil precisa acabar essa mania de tratar coisas iguais de forma distinta. (Continua).


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domingo, 20 de novembro de 2011

Burrice nacionalista despejará mais lixo na TV paga

Quem tem TV por assinatura que se prepare: a programação ficará ainda pior com o lixo nacional que deverá ser despejado na telinha. Resumindo, vamos de mal a pior. Muito cuidado ao caminhar por aí: você pode tropeçar em algum "cineasta":

Alô, você que assiste a canais estrangeiros de entretenimento como Sony, Fox, Warner, Discovery, NatGeo, History, TNT e HBO, entre outros, atenção: a partir de março de 2012, o seu cardápio e os pacotes que assina vão sofrer uma série de reformas. O primeiro sintoma será a multiplicação de produções nacionais na tela - com exceção dos étnicos e de notícias, vá lá - em razão das cotas de produção nacional exigidas pela nova regulamentação da TV por assinatura no Brasil.
O feito é fruto da Lei 12.485, sancionada pela presidente Dilma Rousseff em setembro, após quatro anos de discussões. Enquanto as produtoras independentes comemoram os rendimentos que a nova legislação deve trazer à indústria do audiovisual no País, os canais internacionais se calçam para cumprir a lei sem desvirtuar a essência de seus conteúdos. "O assinante que liga a TV no TCM (Turner Classic Movies), por exemplo, espera ver os clássicos de Hollywood, ninguém espera ver conteúdo nacional", afirma o vice-presidente da Turner no Brasil, Anthony Doyle. Para ele, a TV paga deveria vender conteúdo diferente da TV gratuita.
Doyle esclarece que não é contra uma lei que visa fomentar a produção nacional, até porque a Turner já produz conteúdo brasileiro em seus dez canais, entre eles o Glitz* e Cartoon Network, que possui atrações como A Turma da Mônica. "(Nesses canais) nada deve mudar, a não ser algum ajuste de grade para o que ficar determinado como horário nobre", comenta o executivo. (Continua).

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Uma breve história dos haicais


Como hoje é domingo, deixo a política de lado, indicando aqui uma entrevista com Teruko Oda, imigrante japonesa que difundiu os mini-poemas no Brasil:

Eles têm três linhas e pretendem captar o momento presente, sugerir sensações e lugares. São os haicais, formas poéticas japonesas surgidas no século XVI. Foi o mestre japonês Matsuo Bashô quem tornou essa arte conhecida, divulgando-a em diários de viagem.

Logo ganharam espaço no Brasil, e passaram a existir vários escritores desse tipo de texto aqui, como Alice Ruiz, Paulo Leminski, Paulo Franchetti e Teruko Oda – esta última é imigrante japonesa e considerada uma das maiores escritoras contemporâneas de haicais do Brasil.

Teruko começou a se interessar pelo haicai na infância, pois os pais o praticavam em língua japonesa, sob a orientação de Nenpuku Sato (1898-1979) – grande mestre responsável pela difusão do haicai entre os imigrantes japoneses radicados aqui no nosso país.

As reuniões do grupo eram frequentemente realizadas na casa dos pais de Teruko, pois não havia associações ou espaços públicos para esses encontros. Hoje em dia há muitas, como o Grêmio Haicai Ipê, fundado pelo mestre Masuda Goga, tio da escritora.

Em entrevista ao SaraivaConteúdo, Teruko Oda fala um pouco mais sobre a arte dos haicais – haikai ou haiku, como também são conhecidos esses mini poemas de três versos que, de maneira sucinta e breve, conseguem nos tocar profundamente. (Continua).


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Economista vê Brasil na rota da crise espanhola


Lula e Dilma deixarão uma conta impagável:
A Espanha é "irresgatável" e seus crescimento nos últimos anos foi "baseado numa ficção". O alerta é de uma das principais referências hoje na Espanha, o economista Santiago Nino Becerra, autor de dois livros sobre a crise econômica que afeta o país. Em entrevista ao Estado, o economista diz que um resgate para a Espanha custaria  800 bilhões à UE e ao FMI, dinheiro que "simplesmente não existe". Becerra também alerta que há sinais claros de que o Brasil está seguindo o mesmo caminho de endividamento e de crescimento pelo crédito adotado pela Espanha há dez anos. "O Brasil hoje é a Espanha de 2003, em versão 2.0."
A seguir, os principais trechos da entrevista. (Continua).

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Estado privatizado



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sábado, 19 de novembro de 2011

A agonia do tirano que inferniza a Venezuela

Chega de encenação, chega de esconder a doença e se considerar eterno, chega de perseguir os opositores e sufocar as liberdades. Ao inferno, Chávez! A precária "medicina" castrista é o que os tiranos de sua estirpe merecem. Para os déspotas, nenhuma piedade.


Há um mês, o presidente venezuelano Hugo Chávez beijou a imagem de gesso do médico José Gregorio Hernández (1864-1919), idolatrado como santo em seu país, em agradecimento à “cura” de seu câncer. Jogo de cena. (...) O rosto inchado, a pele ressecada, a ausência de cabelos e o aspecto cansado compõem o retrato de um homem doente, muito doente. “Sua aparência mostra que o tratamento continua, e que o câncer ainda está ativo ou poderá voltar”, diz o oncologista Ademar Lopes, de São Paulo. Essa avaliação é reforçada por um conjunto de relatos detalhados da evolução do câncer de Chávez, produzidos por fontes da Venezuela, aos quais VEJA teve acesso. Segundo tais relatos, ele não só segue doente como seu quadro clínico se complica a cada dia. O câncer, que estava restrito à próstata e ao cólon, há muito se espalhou, com metástases nos ossos. As fontes venezuelanas, apoiadas em exames médicos, afirmam que a sobrevida de Chávez dificilmente superará um ano. O tirano, que governa a Venezuela por doze anos, amarga um crepúsculo antecipado. Nas eleições presidenciais de outubro do ano que vem, ele poderá não estar presente.

O primeiro a alertá-lo sobre a gravidade de seu problema de saúde foi um médico espanhol, em janeiro. Na ocasião, Chávez já convivia fazia mais de um ano com sintomas que apontavam para a existência de um tumor na próstata. O venezuelano, contudo, postergou a realização dos exames sugeridos. Em maio, o primeiro sinal de saúde frágil se tornou visível. Chávez apareceu em público apoiado em uma muleta. De acordo com a versão oficial, a causa era uma lesão no joelho. A dificuldade para andar tinha outro motivo, segundo os relatos obtidos por VEJA: o avançado estágio do câncer nos ossos. No mês seguinte, Chávez foi internado em um hospital de Havana, em Cuba, para extirpar o tumor na próstata. A intervenção cirúrgica, não recomendada para casos de neoplasia nessa glândula com metástase, pode ter sido um erro médico gravíssimo que acelerou a disseminação do câncer. Uma segunda cirurgia foi feita dez dias depois, conforme disse o próprio Chávez. Desse ponto em diante, a terapia passou a ser comandada por médicos europeus, com equipamentos importados. Os cubanos foram relegados ao papel de observadores. (Continua).

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Censura prévia, uma violação à Constituição.


Artigo de Judith Brito, presidente da Associação Nacional dos Jornais (ANJ):
Como reza o princípio maior da liberdade de expressão consagrado por nossa Constituição, ninguém pode proibir ninguém de dizer o que quer que seja. A contrapartida dessa plena liberdade de expressão é a possibilidade de o divulgador de determinada informação, depois de tornada pública, ser processado e condenado por danos morais, conforme legislação específica. Mas essa possível punição só ocorre caso se prove, na Justiça, que houve violação dos princípios da legislação de danos morais. Não é possível proibir previamente a divulgação das informações, no pressuposto de que poderão ser mentirosas ou caluniosas.
A violação ao princípio constitucional da liberdade de expressão é ainda mais grave quando censura prévia judicial beneficia um agente do Estado. Essas figuras públicas têm status diferenciado diante da sociedade, bem diverso do de outros cidadãos, e precisam, sim, estar sob a permanente vigilância dos meios de comunicação. Gozam, inclusive, de foros de julgamento privilegiados no Poder Judiciário. Por isso, quando um jornal divulga informações a respeito de determinado político sob investigação da Polícia Federal, ele o faz exercendo um direito de toda a sociedade: o de ter acesso às informações que lhe interessam. Proibir previamente a sua divulgação é desrespeitar o direito de todos em benefício de um indivíduo privilegiado pelos poderes que lhe concede o Estado.
Nos casos relacionados a agentes públicos, a agentes do Estado, a democracia claramente optou pela possibilidade do ônus individual - passível de correção a posteriori - em vez do ônus coletivo, com toda a sociedade sendo prejudicada. É claro que erros e injustiças podem ocorrer, mas esse é um mal menor diante do grande equívoco de se institucionalizar a censura prévia, mesmo que apenas pela via judicial.
Se queremos mesmo uma democracia, com plena justiça, não podemos admitir que os interesses dos indivíduos, sobretudo dos agentes públicos, estejam acima dos de toda a sociedade. (Continua).

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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Consciência tem cor?

Pois é, o governo instituiu o Dia da Consciência Negra. Até onde sei, consciência não tem cor, mas se é para criar esse tipo de efeméride, que não fiquem de fora as outras cores: Dia da Consciência Branca, da Consciência Amarela, da Consciência Vermelha (a pesada e sanguinolenta consciência comunista) e por aí vai. O diplomata Paulo Roberto de Almeida foi ao ponto:


Curiosa essa insistência na "consciência" negra, na "dignidade" negra, em qualquer coisa "negra", ou afrodescendente e seus equivalentes funcionais, com toda a carga de racismo implícito embutido nos programas oficiais do governo.
O que é que se pretende?
Dizer que os negros são mais merecedores de atenção e carinho do governo que os brancos pobres?
Criar uma nação, uma cultura, uma sociedade apartada das correntes nacionais miscigenadoras e "misturadoras" de todos os brasileiros?
Instalar uma forma perversa de Apartheid? (Continua).


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Lupi para a "Comissão da Verdade"



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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Frase do dia

O Nem foi preso. Se fosse o Enem, teria vazado.


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Bisturi ideológico

Pressionado pela esquerdalha, o governo procura facilitar o reconhecimento de "médicos" formados em Cuba. Lá não há vestibular. Basta um "atestado" ideológico. Os brasileiros que fiquem de olho nesses barbeiros...


Atualmente, existem 181 cursos de medicina em funcionamento no Brasil. Como em vários deles a demanda é de cem candidatos por vaga, muitos estudantes preferem se candidatar ao vestibular de faculdades particulares de medicina na Argentina ou na Bolívia, nas quais o processo seletivo é menos competitivo, ou cursar escolas cubanas, onde a seleção se faz pela afinidade ideológica, não pelo mérito. A Escola Latino-Americana de Medicina (Elam) de Havana, por exemplo, aceita qualquer candidato, desde que seja indicado por movimentos sociais, sindicatos e partidos simpatizantes do regime castrista. A estimativa é de que 6 mil brasileiros estejam cursando ou já cursaram medicina fora do País. Em média, cerca de 600 voltam anualmente para o Brasil - e os que mais têm dificuldade para regularizar a situação profissional são os formados por faculdades cubanas, cujos currículos valorizam mais a medicina preventiva, voltada à prevenção de doenças entre a população de baixa renda, do que a medicina curativa. No marketing político cubano, os médicos curativos não se preocupariam com a "saúde dos pobres". (Continua).


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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Hay gobierno? Soy a favor!

No blog Implicante, um post sobre o jornalista Luís Nassif, chapa-branca em tempo integral, seja qual for o governo - e contrariando a velha frase anarquista:


Luis Nassif tem um blog em que, além de temas musicais, multimídias do dia e triviais os mais diversos, também fala de política. Ele é contratado, sem licitação, pela TV Brasil (falamos aqui sobre isso). E foi executado pelo BNDES, por inadimplência, tendo feito um acordo com o banco nos termos em que explicamos aqui. O BNDES é subordinado ao Governo Federal, que é credor de Nassif e ao mesmo tempo o contrata sem licitação, por meio da EBC/TV Brasil – além dos seminários da Petrobras, controlada pelo mesmo governo que comanda o BNDES. (Continua).

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Na era lulista, "a verdade é sempre relativa".

Reproduzo trecho de um post publicado aqui em 2007 a propósito do relativismo cognitivo. Esse relativismo radical é nefasto tanto na academia quanto na vida quotidiana.


A revista Plug:, elaborada pelos alunos do XXIV Curso Abril de Jornalismo, relata que uma das novidades deste ano foi a abordagem da ética. Um ex-diretor da Abril Digital, que é jornalista e filósofo, "perguntou aos alunos o que é a verdade no jornalismo". Sem pretender "solucionar o impasse", diz o texto, ele "demonstrou que a verdade é sempre relativa, mesmo em um conceito mais amplo."

Ora, se a verdade é tão relativa assim, o que é verdade para fulano pode ser mentira ou falsidade para sicrano. Vamos aos exemplos. Para Berzoini, Ideli e os petistas não existiram mensaleiros - é mentira da imprensa e da oposição. Logo, para eles esta é a verdade e basta. Da mesma forma, Renan Calheiros tem dito ad nauseam que já apresentou "toda a verdade". Se a verdade é relativa, o que a revista Veja e a PF demonstraram é falso. Absolva-se Renan. Haveria uma verdade relativa ao PT e a Renan e outra relativa aos que os acusam? Nesse caso, o que seria dos fatos? 

Os fatos não são relativos. São eles que tornam uma declaração ou proposição verdadeiras. Assim, a declaração "existiu o mensalão na Câmara dos Deputados" é verdadeira se, e somente se, existiu o mensalão na Câmara dos Deputados (agora sem aspas). Como foi provada a sua existência, esta é uma verdade absoluta.
O pior é que a posição relativista do professor do Curso Abril é típica de certos setores das ciências humanas e sociais. Para seus cultores, "todas as verdades são relativas". Não percebem que, se assim fosse, não teríamos ciência nem conhecimento universal. Desde quando, por exemplo, a física e a biologia norte-americanas são diferentes da física e da biologia russas ou brasileiras? O conhecimento que elas geram é universal, objetivo - isto é, não-relativo a um país, cultura ou sexo. (Continua).
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terça-feira, 15 de novembro de 2011

Os horrores da "medicina cubana"

Admiradores da ditadura castrista costumam louvar a "medicina cubana", que consideram entre as melhores do mundo.




Na verdade, ela está longe, bem longe de ser um modelo.
(UPDATE: leiam editorial do Estadão desta quarta: "Médicos formados em Cuba").


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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Um bom candidato para o ministério do Trabalho



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Depois do "Filho do Brasil", a "Filha da Selva", mais conhecida como agente das Ongs internacionais.

O culto à personalidade, típico do stalinismo, virou moda tardia no Brasil lulista (aliás, o lulopetismo é a linha de frente do atraso). Agora é a vez de Marina Silva, a dama das seringueiras.


Apenas outro fracasso de bilheteria.


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domingo, 13 de novembro de 2011

Gângster do mensalão faz apologia da imoralidade



É de dar nojo:

Discursando para uma plateia de centenas de militantes no 2º Congresso da Juventude do PT, em Brasília, o ex-ministro da Casa Civil, deputado cassado e réu no processo do mensalão José Dirceu criticou o que chamou de "luta moralista contra a corrupção". Ele foi homenageado pelos organizadores com uma camiseta em que aparece sua imagem, a frase "contra o golpe das elites" e a palavra "inocente". O julgamento do processo do mensalão pode acontecer no próximo ano. (Continua).

Concluo: para esse "chefe da sofisticada organização criminosa" (PGR), cadeia é pouco.


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O homem que "descobriu" Berlin


O filósofo Isaiah Berlin (1909-1997) passou a ser conhecido fora das universidades graças a seu aluno Henry Hardy, que organizou e publicou a vasta coleção de ensaios do mestre. Abaixo, reproduzo a entrevista de Hardy à Folha de São Paulo, aqui postada em 2009:

Se a obra de Isaiah Berlin é hoje uma referência para o pensamento liberal, isso se deve essencialmente a um jovem estudante de filosofia que o "descobriu" na Universidade de Oxford, no Reino Unido, nos anos 1970. Então aspirante à carreira universitária, Henry Hardy conheceu Isaiah Berlin ao submeter seu projeto de pesquisa de pós-graduação a uma banca de que o filósofo fazia parte.

"A cada dois ou três minutos, ele se levantava e olhava da janela para ver se chegara o táxi que pedira", lembra Hardy na entrevista que deu à Folha. À época, o autor de "Dois Conceitos de Liberdade" era um historiador das ideias respeitado no circuito fechado das humanidades de Oxcam (Oxford e Cambridge), mas pouco citado extramuros.


Até conhecer Hardy, que, fascinado pelas teses e pela conversa instigante de Berlin, deu o passo essencial: desovou as inúmeras obras escritas pelo mestre, mas ainda guardadas na gaveta, e o convenceu a publicá-las. 


Hardy se tornaria o protótipo do editor: transformou o respeitado acadêmico de circulação restrita no intelectual público e de dimensão mais midiática. Conceitos como "pluralismo", "liberdade negativa" e "liberdade positiva" passaram a ser aplicados para explicar a conjuntura política internacional imediata, como os totalitarismos do Leste Europeu -de onde, aliás, provinha Berlin (ele era letão). 


Paradoxalmente, sua defesa do não cerceamento ao indivíduo seria posteriormente adotada por ideologias conservadoras e interpretada a contrapelo, como uma crítica estrita ao Estado. Mas, como Hardy explica na entrevista abaixo, esse era justamente um traço marcante da prosa e da escrita de Berlin: a capacidade de "atear fogo" a qualquer debate. (Continua).

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sábado, 12 de novembro de 2011

Addio, Berlusca.


Povero Berlusconi, que vida difícil...

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Che, cruel açougueiro e guru de idiotas.


Humberto Fontova é autor de Fidel: Hollywood's Favorite Tyrant e  O Verdadeiro Che Guevara e os Idiotas Úteis que o Idolatram. No texto abaixo, ele fala de dois herois cruelmente torturados por Che Guevara. O texto tem sequência no Blog do Ferra Mula, acompanhado de outros. 

Em sua campanha de realocação e concentração de prisioneiros - que apequenava tudo que os britânicos fizeram aos Bôeres - os garbosos comunistas saquearam centenas de milhares de cubanos, despojando-os de suas casas e agrupando-os em campos de concentração no lado oposto de Cuba. 

Tive a oportunidade de entrevistar várias dessas famílias "realocadas". Uma dessas cubanas, esposa de um trabalhador rural, recusou-se a ser realocada. Após seu marido, filhos e sobrinhos terem sido todos assassinados pelo galante Che e seus capangas, ela conseguiu apoderar-se de uma submetralhadora e de um pente de balas e se refugiou nas montanhas.  Ela acabou se tornando uma rebelde.  Os cubanos a conhecem como La Niña Del Escambray.


Ela passou um ano embrenhada nas montanhas, fugindo dos comunistas que varreram todas as localidades à sua procura.  Até que um dia seu suprimento de munição acabou e os vermelhos a capturaram.  Espantosamente, ela não foi executada (Che deve ter tirado um dia de folga), porém, durante anos, La Niña sofreu horrivelmente nas masmorras de Fidel (você pode ler as descrições das torturas aqui).  Após ser solta, refugiou-se em Miami (na década de 60 ainda se podia sair de Cuba).


Você acha que tal história é louvada por Oprah Winfrey?  Acha que Hollywood está interessada em narrá-la, tendo Susan Sarandon no papel principal? (Continua).

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