sábado, 31 de dezembro de 2011

Feliz 2012!


Recebi do Sik, o "bruxo" da Lagoa da Conceição, e passo adiante, com votos de um feliz 2012 a todos os amigos, leitores e visitantes.


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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Anvisa: lerda no necessário, ligeirinha no dispensável.


A Anvisa é pouco vigilante no que lhe diz respeito, mas se mete até em questões médicas e direitos individuais:
Tão ágil para regular a venda e exposição de produtos pelas farmácias; para exigir receitas, em duas vias, na compra de medicamentos antes liberados; para recomendar medidas de contenção da venda de determinados remédios - a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é notória pelos atrasos na análise e autorização para uso de novos medicamentos, o que, por lei, deveria ser feito no prazo de 90 dias. Há hoje mais de mil solicitações de análise para registro de remédios e produtos de saúde encalhadas no órgão regulador e o número só tende a crescer.
Cansadas de esperar, as empresas recorrem com frequência à Justiça, estimando-se que de 6 a 12 mandados de segurança sejam expedidos por semana contra a Anvisa. Para aliviar essa dor de cabeça, a diretoria do órgão aprovou a criação de duas filas distintas: uma delas para as solicitações relativas a produtos mais simples, com menos riscos, as quais teriam andamento mais rápido; a outra para as requisições que seguiriam o caminho rotineiro, a não ser que sejam objeto de ações na Justiça. Esse tratamento desigual acaba favorecendo algumas empresas e ferindo o princípio de equidade. (Continua).
A coisa lembra o fascismo, que já está entre nós.

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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Tudo culpa do Tio Sam, claro.



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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Bolsa para blogueiros chapas-brancas? É o fim da picada!

Pescado pelo Implicante:

Subcomissão sobre financiamento de mídia alternativa é instalada – Objetivo é sugerir financiamento de mídias como blogs e rádios comunitárias – A Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática instalou hoje subcomissão especial para analisar formas de financiamento de mídia alternativa.”  (Continua).


Emir Sader, Luís Nassif e Paulo Henrique Amorim já esfregam as mãos.

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Não, Chávez! O bolivarianismo é o verdadeiro câncer da América Latina.

E lá vem o tirano Chávez com teoria conspiratória:


O ditador da Venezuela, Hugo Chávez, qualificou nesta quarta-feira como "muito estranha" a sucessão de diagnósticos de câncer de vários políticos da América Latina, e levantou a possibilidade de alguém ter desenvolvido "uma tecnologia para induzir a doença". Em um ato de promoção de militares transmitido em cadeia nacional de rádio e televisão, Chávez inclusive recomendou cuidados extras a Evo Morales, presidente da Bolívia, e a Rafael Correa, do Equador.
A mais nova teoria da conspiração da fantasiosa mente de Chávez surgiu depois do anúncio de que sua colega argentina, Cristina Kirchner, tem um tumor na glândula tireóide O ditador, que também se recupera de um câncer, considerou "muito difícil explicar o que está acontecendo". O venezuelano frisou que "não quer lançar nenhuma acusação temerária", mas questionou: "Seria estranho que tivessem desenvolvido uma tecnologia para induzir o câncer e ninguém saiba até agora e se descubra isto apenas dentro de 50 anos?"
Para não deixar dúvidas de que o principal suspeito é aquilo que chama de "Império", Chávez mencionou experimentos com sfílis a que os Estados Unidos teriam submetido centenas de guatemaltecos nos anos 1940. "Não sei, só deixo a reflexão, mas isto é muito, muito, muito estranho", sustentou o caudilho.
Chávez lembrou que, com o diagnóstico de Cristina, já são cinco os líderes da região que passaram por esta situação, como a presidente Dilma Rousseff e seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, e o presidente do Paraguai, Fernando Lugo. (Continua).

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Olha a "marolinha" aí, Dilma...



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terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Stasi petista não desiste da mordaça

Como sempre, Villa acertou uma vez mais: a máquina petista é uma Stasi tropical e não fica nada a dever àquela que massacrou os alemães-orientais durante quase meio século. Aliás, as práticas petistas lembram, cada vez mais, o fascismo:


Não é novidade a forma de agir dos donos do poder. Nas três últimas eleições presidenciais, o PT e seus comparsas produziram dossiês, violaram sigilos fiscais e bancários, espalharam boatos, caluniaram seus opositores, montaram farsas. Não tiveram receio de transgredir a Constituição e todo aparato legal. Para ganhar, praticaram a estratégia do vale-tudo. Transformaram seus militantes, incrustados na máquina do Estado, em informantes, em difamadores dos cidadãos. A máquina petista virou uma Stasi tropical, tão truculenta como aquela que oprimiu os alemães-orientais durante 40 anos. 

A truculência é uma forma fascista de evitar o confronto de ideias. Para os fascistas, o debate é nocivo à sua forma de domínio, de controle absoluto da sociedade, pois pressupõe a existência do opositor. Para o PT, que segue esta linha, a política não é o espaço da cidadania. Na verdade, os petistas odeiam a política. Fizeram nos últimos anos um trabalho de despolitizar os confrontos ideológicos e infantilizaram as divergências (basta recordar a denominação “mãe do PAC”). 

A pluralidade ideológica e a alternância do poder foram somente suportadas. Na verdade, os petistas odeiam ter de conviver com a democracia. No passado adjetivavam o regime como “burguês”; hoje, como detém o poder, demonizam todos aqueles que se colocam contra o seu projeto autoritário. Enxergam na Venezuela, no Equador e, mais recentemente, na Argentina exemplos para serem seguidos. Querem, como nestes três países, amordaçar os meios de comunicação e impor a ferro e fogo seu domínio sobre a sociedade. 

Mesmo com todo o poder de Estado, nunca conseguiram vencer, no primeiro turno, uma eleição presidencial. Encontraram resistência por parte de milhões de eleitores. Mas não desistiram de seus propósitos. Querem controlar a imprensa de qualquer forma. Para isso contam com o poder financeiro do governo e de seus asseclas. Compram consciências sem nenhum recato. E não faltam vendedores sequiosos para mamar nas tetas do Estado. 

O panfleto de Amaury Ribeiro Junior (“A privataria tucana”) é apenas um produto da máquina petista de triturar reputações. Foi produzido nos esgotos do Palácio do Planalto. E foi publicado, neste momento, justamente com a intenção de desviar a atenção nacional dos sucessivos escândalos de corrupção do governo federal. A marca oficialista é tão evidente que, na quarta capa, o editor usa a expressão “malfeito”, popularizada recentemente pela presidente Dilma Rousseff quando defendeu seus ministros corruptos. 

Sob o pretexto de criticar as privatizações, focou exclusivamente o seu panfleto em José Serra. O autor chegou a pagar a um despachante para violar os sigilos fiscais de vários cidadãos, tudo isso sob a proteção de uma funcionária (petista, claro) da agência da Receita Federal, em Mauá, região metropolitana de São Paulo. Ribeiro — que está sendo processado — não tem vergonha de confessar o crime. Disse que não sabia como o despachante obtinha as informações sigilosas. Usou 130 páginas para transcrever documentos sem nenhuma relação com o texto, como uma tentativa de apresentar seriedade, pesquisa, na elaboração das calúnias. Na verdade, não tinha como ocupar as páginas do panfleto com outras reportagens requentadas (a maioria publicada na revista “IstoÉ”).  (Continua).

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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Retrospectiva do governo Dilma



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Imprensa resiste ao chavismo kirchnerista

Cristina K tenta escalada contra as liberdades, mas sofre resistência da imprensa:

As eleições de outubro passado na Argentina não apenas deram um segundo mandato à presidente Cristina Kirchner, como lhe permitiram recuperar a maioria na Câmara dos Deputados, perdida em 2009, e, com isso, assegurar a subordinação do Congresso Nacional aos ditames da Casa Rosada. Reempossada no começo do mês, Cristina não perdeu tempo em usar a supremacia política do governo para impor a sua agenda legislativa, em que se destacam propostas claramente destinadas a tolher a liberdade de expressão no país. Do ponto de vista do kirchnerismo, faz todo o sentido: com a oposição fragmentada por disputas paroquiais e desacreditada pela sua impotência em face do rolo compressor do oficialismo em todas as frentes, incluindo o Judiciário, sobrou um único obstáculo à transformação do país numa versão austral da "democradura" chavista: os setores da mídia que não se acoelharam diante dos atos de intimidação e de sua formidável prontidão para corromper. (Continua).

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sábado, 24 de dezembro de 2011

Boas festas a todos


A obra acima é de Jiri Sliva, da ex-Tchecoslováquia. Que sejamos todos amparados por esse anjo protetor de ébrios (e não ébrios também, claro).


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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Blog chega primeiro. Imprensa pasta no governismo.

Do Villa:


Vale a pena ler esta notícia publicada hoje na Folha (ver abaixo). É bom lembrar que a "lebre" fui eu quem levantou (ver o post "Triste Judiciário", artigo originalmente publicado em "O Globo"):

STJ pagou R$ 2 milhões a nove ministros

Pagamentos referentes a decisão judicial foram feitos em parcela única, ao contrário do que ocorreu em outros tribunais

Benefícios pagos aos ministros do STJ vão de R$ 162 mil a R$ 435 mil; corte não revela os nomes dos beneficiados

DE BRASÍLIA
Nove dos 33 ministros do Superior Tribunal de Justiça receberam de uma vez só neste ano pagamentos de auxílio-moradia atrasados dos anos 90. Os valores, somados, superam R$ 2 milhões.

É o mesmo benefício recebido pelo presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Cezar Peluso, e pelo ministro Ricardo Lewandowski.

O direito foi reconhecido em 2000, quando o STF decidiu que todos os magistrados do país deveriam ter ganho aquilo que, durante alguns anos da década de 90, foi pago apenas aos congressistas.

A transferência destes recursos aos magistrados está no centro da polêmica que envolve a corregedoria do CNJ (Conselho Nacional de Justiça). Não pelo pagamento em si, que é legal, mas pela forma como ele foi feito.

Segundo informações da corregedoria, não há padronização nos pagamentos feitos, e o STF, quando analisou a questão, afirmou que tudo deveria ser feito observando-se a "legalidade e igualdade".

No caso do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), a corregedoria chegou a iniciar uma inspeção para verificar a regularidade destes pagamentos, como a não observação da "igualdade" citada na decisão do STF.
Segundo a Folha apurou, o TJ-SP pagou o benefício em uma única vez a alguns magistrados, e em parcelas para outros. Essa investigação foi interrompida após liminar de Lewandowski, que suspendeu o trabalho do CNJ. (Continua).
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Briga de togas: exclusividade grotense.



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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Lulopetismo, uma permanente ameaça às liberdades.


Ao que parece, entre os políticos apenas José Serra tem olhar oposicionista e enxerga as ameaças do lulopetismo à democracia (triste Grotão lulista):
Nos anos recentes, o ímpeto petista para cercear a liberdade de expressão e de impressa vem sendo contido por dois fatores: a resistência da opinião pública e a vigilância do Supremo Tribunal Federal. Poderia haver também alguma barreira congressual, mas essa parece cada vez mais neutralizada pela avassaladora maioria do Executivo.
É um quadro preocupante, visto que o PT só tem recuado de seus propósitos quando enfrenta resistência feroz. Aconteceu no Programa Nacional de Direitos Humanos, na sua versão petista, o PNDH-3. Aconteceu também na última campanha eleitoral, quando a candidata oficial precisou assumir compromissos explícitos com a liberdade para evitar uma decisiva erosão de votos.
Mas não nos enganemos. Qualquer compromisso do PT com a liberdade e a pluralidade de opinião e manifestação será sempre tático, utilitário, à espera da situação ideal de forças em que se torne finalmente desnecessário. Para o PT, não basta a liberdade de emitir a própria opinião, é preciso “regular” o direito alheio de oferecer uma ideia eventualmente contrária.
O PT construiu  e financia ao longo destes anos no governo toda uma rede para não apenas emitir a própria opinião e veicular a informação que considera adequada, mas para tentar atemorizar, constranger, coagir quem por algum motivo acha que deve pensar diferente. Basta o sujeito trafegar na contramão das versões oficiais para receber uma enxurrada de ataques, xingamentos e agressões à honra. (Continua).

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Papai Noel lulista



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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Fascismo volta à Argentina sob a saia do peronismo kirchnerista


Parodiando Roberto Campos: a lanterna da América Latina não fica na proa, mas na popa.
Forças de Segurança Militares da Argentina invadiram a sede da Cablevision, empresa de TV a cabo do grupo Clarín, no bairro de Barracas, em Buenos Aires, segundo informações do jornal Clarín.
Na manhã desta terça-feira (20), mais de 50 militares entraram na sede da empresa acompanhados por funcionários do judiciário e por jornalistas de um programa da TV estatal argentina. (Continua).
Quanto ao peronismo, entusiasta do fascismo, leiam posts já publicados aqui: "Perón, admirador de Hitler, deu abrigo a 90 mil nazistas na Argentina": e "Perón, Evita e os nazistas. E Cristina?

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Depois de Lula, nada mais pode ser fiscalizado. Os poderes dizem amém.


Dora Kramer foi ao ponto. Estamos diante de outra consequência da praga ideológica lulista, que infestou todas as instituições brasileiras:
A decisão liminar do ministro Marco Aurélio Mello que retira do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a prerrogativa originária de investigar denúncias de desvio de conduta envolvendo magistrados é uma sinalização ruim no tocante à percepção de que o chamado controle externo do Judiciário representou um avanço na direção da abertura de um Poder fechado.
Se confirmada pelo plenário, a sentença jogará definitivamente de volta aos tribunais regionais a tarefa de investigar os seus e o CNJ terá perdido seu mais substantivo motivo de existir. Do ponto de vista da sociedade, um retrocesso.
Vale dizer, não o único, mas mais um de uma série. Nos últimos tempos, vários passos atrás vêm sendo dados em relação a colegiados encarregados do trato da questão ética na vida pública, todos eles em franco processo de desmonte. (Continua).

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Viagem ao inferno da Coreia do Norte


Para que os crimes do tirano Kim Jong não sejam esquecidos, mais um post publicado em abril de 2009 (e o horror não terá fim, agora sob o terceiro herdeiro da dinastia comunista, filho do maldito que já se foi):


O jornalista Claudio Mafra conta a viagem que fez ao "coração das trevas", a Coréia do Norte, esmagada por uma dinastia familiar stalinista. Sob a férrea ditadura do "tampinha" Kim Jong-il, que usa saltões para parecer mais alto, a Coréia é o país mais fechado do mundo. A série de reportagens está sendo publicada pelo Instituto Millenium
(Na foto, o "pesado tráfego" na rua central de Kaesong). 

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terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Covil dos mensaleiros



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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Kim Jong, o pior ditador do planeta.

Já que tirano de Seul desceu aos infernos, relembro um post (de junho de 2010) sobre ele e outros ditadores:

Foreign Policy elegeu 23 dos piores tiranos do planeta. O primeiro da lista é o norte-coreano Kim Jong-Il, seguido de Robert Mugabe, do Zimbábue (amigo de Lula).
O tirano venezuelano Hugo Chávez (outro amigo de Lula) fica com a 17º posição, enquanto o cubano Raúl Castro (sim, sim, amigo de Lula também) ocupa o 23º posto.
Sobre Chávez, diz a revista que "o líder louco da revolução bolivariana promove uma doutrina de democracia participativa na qual ele é o único participante".
Quanto a Raúl, zomba a FP: ficou entre os últimos talvez "porque tenha algum defeito intelectual que não lhe permita perceber que a revolução que lidera é antiquada".
Ia esquecendo: Ahmadinejad (putz, pra variar, mais um amigo de Lula!) está em oitavo lugar.

E aqui vai outro post (de 2006), sobre a triste vida dos norte-coreanos:

O tirano que você vê aí ao lado, baixinho, barrigudo, bom cabelo, empertigado no alto de 20 cm de salto, é Kim Jong Il. Sucede o pai na monarquia comunista da Coréia do Norte, que no momento assusta o mundo com seus testes nucleares. Mas não é de agora que a Coréia comunista horroriza a humanidade. Leiam a reportagem abaixo, publicada em 2004 pelo The Guardian e pelo JB. O ditador - que também é metido a playboy - não fica devendo nada a Hitler. 
***
Coréia do Norte recria o horror nazista

The Guardian, em 02 de fevereiro de 2004.
Reproduzido pelo JB em 02/02/2004.


No Nordeste remoto da Coréia do Norte, perto da fronteira com China e Rússia, fica Haengyong. Escondida nas montanhas, é a sede do Campo 22, o maior campo de concentração do país, onde milhares de homens, mulheres e crianças acusadas de crimes políticos são mantidos presos.

Ali também é o local onde milhares de detentos morrem a cada ano e onde os guardas da prisão fazem marcas nos pescoços dos bebês que nascem para matá-los depois.
No ano passado, atormentados relatos trazidos por desertores norte-coreanos detalharam as execuções e torturas e revelaram que as paredes do Campo 22 escondem um segredo ainda mais terrível: câmaras de gás onde horripilantes experimentos químicos são conduzidos tendo seres humanos como cobaias.

Testemunhas contam como assistiram a famílias inteiras serem postas em câmaras de vidro e envenenadas com gases. Agonizavam enquanto cientistas tomavam notas. Os relatos oferecem o mais chocante retrato do regime do ditador Kim Jong Il.

Kwon Hyuk, cujo nome foi trocado, é um ex-adido militar na embaixada da Coréia do Norte em Pequim. Ele também foi o chefe administrativo do Campo 22. Em um documentário exibido ontem pela BBC, Hyuk diz que é preciso que o mundo saiba o que acontece.

- Assisti à morte de uma dessas famílias. Pais, um filho e uma filha. Os mais velhos vomitavam e agonizavam. No último momento, tentaram salvar as crianças, fazendo respiração boca a boca - revela ele.

Hyuk desenhou para a reportagem um diagrama detalhado da câmara de gás:

- O vidro é selado. Ela mede 3,5m de largura, 3m de comprimento e 2,2m de altura. Um tubo entra pela parede. Normalmente eles colocam as famílias no centro e prisioneiros individualmente sentados nos cantos. O processo e as reações são acompanhados por cientistas do alto, pelo vidro - conta, dizendo que acreditava que tal atrocidade fosse justificada.

- Na época eu sentia que aquelas pessoas mereceram. Todos nós fomos levados a crer que as coisas ruins que acontecem na Coréia do Norte eram culpa delas, por isso nós éramos pobres, divididos e não conseguíamos progredir. O oficial vai mais longe:

- Seria mentira dizer que sentia pena de ver crianças sendo mortas de forma tão dolorosa. No regime em que vivia, apenas sentia que ali estava o inimigo - diz, sendo confirmado por Soon Ok-Lee, que esteve no Campo 22 por sete anos.

- Um oficial ordenou que selecionasse 50 mulheres saudáveis. Um guarda me deu um cesto cheio de repolho cozido e me disse para não comer. Mandou que eu desse o material às mulheres. Ouvi quando começaram a gritar. Todas vomitavam sangue e se debatiam de dor. Um inferno. Em 20 minutos estavam mortas - contou.

Desertores contrabandearam documentos que revelam como eram metódicos os experimentos. Um, com o carimbo ''Top Secret'' é datado de fevereiro de 2002: ''A pessoa acima está sendo transferida para o campo 22 para participar das experiências em humanos com gases e armas químicas''. O nome da vítima era Lin Hun-hwa, 39 anos. Kim Sang-hun, um ativista norte-coreano dos direitos humanos, atesta sua legitimidade:

- O texto tem o formato usado pelo governo, a qualidade do papel é a mesma e há selos legítimos das agências envolvidas na experiência. Também traz nomes, locais e datas.

O número de prisioneiros nos campos norte-coreanos gira em torno de 200 mil pessoas, distribuídas em 12 centros. O Campo 22 abriga 50 mil prisioneiros, a maioria porque parentes criticaram o regime. Muitos são cristãos, religião que o ditador Kim Jong-il tem como ameaça ao seu poder. Por isso, ele não prende só o dissidente mas as três gerações da família, de forma a eliminar até a raiz do que chama de ''sangue ruim e sementes da dissensão''.

Com a Coréia do Norte tentando obter concessões a partir do seu retorno ao programa nuclear, cresce a pressão pela questão dos Direitos Humanos. Richard Spring, porta voz do Partido Conservador britânico, de oposição, pressiona a Câmara para debater o tema. Para Mervyn Thomas, da ONG Christian Solidarity Worldwide, não era sem tempo:

- Por muito tempo o sofrimento do povo norte-coreano, especialmente os presos nesses bárbaros campos, foi deixado em silêncio. É imperativo que a comunidade internacional não continue de olhos fechados às atrocidades que devem pesar em sua consciência - concluiu.





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Arrecadação de impostos: a única coisa que cresce no Brasil.

No Grotão lulista, só se trabalha e se produz para alimentar o Estado, esse monstro voraz:

Existe um recorde que o Brasil não se cansa de bater: o da arrecadação de impostos. O PIB pode escorregar. As exportações podem ficar estagnadas. As vendas do comércio podem andar para trás.(Continua).

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Seja bem recebido no inferno, ditador!

Esse aí já foi tarde. Não merece nem sequer um foto:

O ditador norte-coreano, Kim Jong-il, morreu aos 69 anos, informou nesta segunda-feira a televisão estatal do país comunista, a KCTV. Kim faleceu no último sábado, às 8h30 (horário local, 21h30 de sexta-feira em Brasília), por causa de “fadiga física” durante uma viagem de trem. A emissora de notícias sul-coreana YTN atribuiu a morte de Kim a um infarto do miocárdio. O ditador tinha sofrido uma apoplexia em agosto de 2008 e desde então havia vários rumores sobre a piora de seu estado de saúde. (Continua).

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Pizzaria Mensalão



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sábado, 17 de dezembro de 2011

Lula, salvo pelos mensaleiros, mas não pela História.

Não, Lula, a História não o absolverá. Na Veja Online:

Falsários criaram Lista de Furnas para blindar Lula
Em conversa gravada pela Polícia Federal, estelionatário diz que a lista era a salvação do presidente no escândalo do mensalão

Gustavo Ribeiro
Fotos: Renato Weil/D.A Press e Madji MohammedD/AP


Entre os meses de março e maio de 2006, o nível de turbulência política em Brasília atingiu o seu ponto mais crítico desde o impeachment do presidente Fernando Collor, em setembro de 1992. A Comissão Parlamentar de Inquérito que investigava o mensalão havia desbaratado a quadrilha de petistas que atuava no coração do governo, desviando dinheiro público para subornar políticos e financiar as campanhas do partido. A crise ameaçava o mandato do então presidente Lula. Era preciso fazer algo e, conforme demonstrou uma reportagem de VEJA da semana passada, o PT contratou e pagou um estelionatário para fabricar a chamada Lista de Furnas — um documento falso que tentava envolver políticos da oposição com caixa dois eleitoral. Uma estratégia para nivelar por baixo a classe política e minimizar a gravidade do esquema de pagamento de propina montado pelo partido. A Lista de Furnas, descobre-se agora, tinha um objetivo bem mais ambicioso do que apenas confundir os incautos: ela foi produzida pelos petistas para tentar salvar o presidente Lula.

A confissão está registrada em um relatório da Polícia Federal anexado ao processo que corre em segredo de Justiça na 2ª Vara Criminal Federal, do Rio de Janeiro. VEJA teve acesso ao conteúdo do documento. Durante o escândalo do mensalão, a PF monitorou por vários meses conversas telefônicas entre o estelionatário Nilton Monteiro, o autor da Lista de Furnas, e seus comparsas — deputados e assessores do PT. Os diálogos mostram o grupo combinando os detalhes da farsa (“Nós vamos acabar com eles tudinho”), colhendo as assinaturas que dariam “credibilidade” à trama (“Eu já estou aqui com o José Carlos Aleluia”) e negociando pagamento de honorários, ora em dinheiro, ora em negócios com empresas estatais ligadas ao governo federal (“São aqueles negócios que eu pedi da Caixa e do Banco do Brasil para liberar pra mim...”). Na página 29 do relatório, os investigadores transcrevem o motivo do crime nas palavras do próprio criminoso: “O documento é a salvação de Lula”.

Em uma confidência à sua mulher, captada pelos policiais, Nilton Monteiro diz que mostrou uma cópia da Lista de Furnas aos petistas, e “o pessoal ficou doido”. O documento, nas palavras do falsário, era uma tábua de salvação para o presidente e os petistas envolvidos no mensalão. Ciente do trunfo que tinha em mãos, ele ainda comenta, como estelionatário profissional que é, que havia chegado a hora de acertar seu pagamento. As investigações policiais pararam aí, mas o que aconteceu depois é de conhecimento público. Nilton Monteiro apresentou a falsificação ao Congresso e ao Supremo Tribunal Federal, deu entrevistas, prestou depoimentos e desapareceu. Hoje, o falsário está preso em Belo Horizonte por achacar advogados e políticos, sempre usando documentos forjados. Ele responde a 55 processos, a maioria por estelionato. 

Desde outubro, data de sua prisão, ele teve três pedidos de liberdade negados pela Justiça.Na semana passada, após as revelações de VEJA, o DEM e o PSDB entraram com um pedido de investigação do caso junto à Procuradoria-Geral da República. “Episódios como esse mostram que o PT insiste em usar a truculência — e afronta a democracia”, afirmou o líder do DEM no Senado, José Agripino Maia. Os financiadores também podem ser obrigados a responder pela trama. A oposição pediu que a Assembleia Legislativa mineira abra um processo de apuração por quebra de decoro parlamentar contra o petista Rogério Correia, que aparece nas gravações ajudando — e remunerando — o estelionatário Nilton Monteiro. Se politicamente os parlamentares envolvidos podem se enrolar, na esfera criminal existem previsões sombrias de que, assim como no mensalão (veja a reportagem na pág. 74), tudo termine em impunidade. A única investigação oficial que corre sobre o caso ainda não chegou a nenhuma conclusão, apesar de aberta há longos cinco anos, inclusive com um laudo confirmando a montagem dos documentos. E, pior, a Lista de Furnas nem é considerada um ponto nevrálgico do processo. “O foco é nas licitações de Furnas. A lista é apenas uma parte do caso”, diz a procuradora da República Andrea Bayão. O plano petista ainda pode dar certo.

O motivo do crime 

VEJA teve acesso ao relatório reservado da PF que transcreve um diálogo entre o estelionatário Nilton Monteiro e sua mulher, no qual ele diz que os petistas ficaram “doidos” com a Lista de Furnas e que ela salvaria Lula

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Homenagens a quem nunca foi dogmático nem fugiu dos debates



Na morte, Hitchens foi elogiado até por religiosos e papistas brasileiros. Receio que nunca tenham entendido seu espírito antidogmático. E a matéria abaixo, de Antônio Gonçalves Filho, é um tanto estranha (que diabo é esse pastor que mapeia genomas?):
Morto na quinta-feira à noite, aos 62 anos nos Estados Unidos, de pneumonia, consequência de um câncer no esôfago, o escritor e jornalista britânico Christopher Hitchens já não incomoda seus opositores. Deixou um testamento na última edição da revista Vanity Fair que vai dar argumentos a eles, por promover uma revisão em seus credos. Não que Hitchens, autoclassificado antiteísta - note, antiteísta, não ateísta - tenha se convertido no leito de morte, apesar de acompanhado nos últimos dias por um pastor evangélico, Francis Colllins, que tem cuidado de pacientes terminais mapeando seus genomas.
Hitchens, autor de Deus não É Grande (Ediouro), entre outros livros, passou a vida toda repetindo uma frase de Nietzsche que lhe parecia bastante apropriada para um homem como ele, atacado por todos os lados, pela esquerda e direita. Traduzida livremente, a frase (Was mich nicht umbringt macht mich stärker) toma o seguinte sentido: o que não me mata, me faz mais forte. No leito de morte, ela lhe pareceu ridícula. Hitchens, então, escolheu outra epígrafe, a do poeta Kingsley Amis. Ela, afinal, faz mais sentido para uma vida como a sua. Amis diz no poema que a morte não precisa de ninguém para explicá-la, que ela vem a todos para nos libertar dessa obrigação. E foi com essa epígrafe que ele se despediu dos leitores na Vanity Fair, agregando a ela um verso de It's Alright, Ma, de Bob Dylan, para provar que era mesmo um pensador pop.
Hitchens foi um dos mais badalados polemistas na segunda metade do século, seguindo a tradição de George Orwell, sobre o qual, aliás, escreveu o brilhante A Vitória de Orwell (Companhia das Letras), roteiro crítico das ideias do autor da distopia 1984, em que desmonta teses consagradas sobre o seu compromisso ideológico - ele, que condena no livro uma sociedade totalitária. A exemplo de Orwell, Hitchens teve um namorico com a classe trabalhadora inglesa (em 1965) décadas antes de dar seu apoio à Guerra do Iraque e aos neoconservadores americanos, adotando os EUA como segunda pátria. Socialista na juventude, militou contra a Guerra no Vietnã, até proclamar há dez anos que o capitalismo havia se tornado o sistema econômico mais revolucionário e saudar a globalização como "inovadora e internacionalista".
Em 2001, logo após os ataques de 11 de Setembro, Hitchens cunhou a expressão "fascismo com face islâmica" para atacar os fundamentalistas muçulmanos e defender uma política intervencionista no Iraque. Ao mesmo tempo, vociferava contra figuras do mundo católico como Madre Teresa de Calcutá, argumentando que ela era uma espécie de porta-voz do que havia de mais reacionário na Igreja Católica. A fé em Deus ou em qualquer entidade suprema, segundo Hitchens, não passaria de uma crença totalitária que destruiria as liberdades individuais. Deus não criou o homem à sua imagem, evidentemente foi o contrário, dizia. Essa era a certeza moral de Hitchens. Suas objeções à fé religiosa diziam também respeito ao fato de que ela representa de forma equivocada a origem do homem e do cosmos, reprime sexualmente as criaturas e desconsidera outras formas de pensar (inclusive a sua, herdada dos iluministas franceses). Sua crítica à religião foi devastadora e, de certo modo, tirou o foco de outros temas abordados de forma menos passional por Hitchens.
Saudado por Gore Vidal como seu herdeiro intelectual, o polêmico Hitchens não se comoveu com o elogio e atacou o autor americano num artigo para a Vanity Fair, Vidal Loco, em que condenou sua adesão às teses conspiratórias do 11 de Setembro. Hitchens defendeu a política intervencionista de Bush, embora tenha criticado a ação das tropas americanas e condenado os abusos e torturas em Abu Ghraib. Antes disso houve Kissinger nos EUA, o embrião desse "imbróglio" em que a América se meteria, defende em seu livro O Julgamento de Kissinger (Boitempo Editorial), explosivo libelo contra o secretário de Estado da era Nixon. Esse mesmo Hitchens enviou à ministra Margaret Thatcher um telegrama (em 1982) apoiando a Guerra das Malvinas, por supor que ela combatia a ditadura de Leopoldo Galtieri (1926-2003). (Continua).

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Dilma Ano I: Brasil à deriva. E o pior ainda virá.

O historiador Marco Villa acerta de novo:

É bom o desempenho da presidente Dilma no primeiro ano de seu mandato?


NÃO


Um país à deriva


Na centenária história da República não houve, no primeiro ano, uma administração com tantas acusações de corrupção que levaram a demissões de ministros, como a da presidente Dilma Rousseff.



Excetuando-se o primeiro trimestre, de lá para cá a rotina foi a gerência de crises e mais crises. Nenhuma delas por questão programática ou ideológica. Não. Todas devido às gravíssimas acusações de mau uso dos recursos públicos e de favorecimentos dos parceiros da base governamental.



Neste ano ficou provado, mais uma vez, que o presidencialismo de transação é um fracasso. A partilha irresponsável da máquina pública paralisou o governo.



A incapacidade de gestão -já tão presente no final da Presidência de Lula- se aprofundou. A piora do quadro internacional não trouxe qualquer tipo de preocupação para o conjunto do governo.



Algumas medidas adotadas ficaram restritas ao Ministério da Fazenda. Como se a grave crise internacional fosse simplesmente uma mera turbulência, e não o prenúncio de longo período de estagnação, especialmente da Europa, e com repercussões ainda difíceis de quantificar na economia Ásia-Pacífico.



O governo brasileiro mantém-se como um observador passivo, e demonstrando até certo prazer mórbido com os problemas europeus e com a dificuldade da recuperação dos Estados Unidos. Como se não pudesse ser atingido gravemente pelos efeitos de uma crise no centro do sistema capitalista.



Se é correto afirmar que o mundo está iniciando um processo de inversão das antigas relações econômicas centro-periferia, isso não significa que o Brasil possa suportar um lustro sem que ocorra uma reativação das economias americana e europeia.



A crise de 2008 -e a estagnação de 2009, com crescimento negativo de 0,3%- não foi suficiente para que o governo tomasse um rumo correto. Foi guiado exclusivamente pelo viés eleitoral de curto (2010) e médio prazos (2014). A inexistência de um projeto para o país é cada dia mais evidente. Nem simples promessas eleitorais foram cumpridas.



Nenhuma delas. Serviram utilitariamente para dar algum tipo de verniz programático a uma aliança com objetivos continuístas. Foram selecionadas algumas propostas, mas sem qualquer possibilidade de viabilização. Basta citar, entre tantos exemplos, o programa (fracassado) Minha Casa, Minha Vida.



O país está à deriva. Navega por inércia. A queda da projeção da taxa de crescimento é simplesmente uma mostra da incompetência. Mas o pior está por vir. (Continua).

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Quem merece palmadas é o Congresso



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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Grotão lulista: corrupto e violento.


O comentário sobre esse mapa assustador - mais uma "conquista" do lulismo - é de José Serra (mas não precisa ser tucano pra ver que a coisa piorou: aliás, consultem o reloginho dos assassinatos - permanente - lá embaixo, à margem direita, criado pelo Zappi, que preferiu se exilar na Austrália). O fato é que, a partir do governo Lula, o governo se tornou ainda mais leniente com a criminalidade, afagando bandidos com ou sem colarinho. E o Congresso é mesmo a cara de quem o elegeu.

Ontem, foi divulgado o Mapa da Violência 2012, com base em informações dos ministérios da Saúde e da Justiça.  Faltam atualizações e há diferenças de critérios em relação a outras medições  disponíveis, mas esse mapa proporciona, sem dúvida, um panorama útil do que aconteceu na área da violência homicida no Brasil na década passada (2000-2010). São 240 páginas. Este é o link.

O dado mais relevante é a estagnação do número de homicídios por 100 mil habitantes, em torno de 26,5. Outro dado essencial é a heterogeneidade da evolução dessa taxa por estados ou regiões. O aumento mais forte ocorreu na regiões Norte e Nordeste. No Sul, a situação piorou; no Centro Oeste, estagnou; e no Sudeste, exibiu uma queda acentuada.

A heterogeneidade se manifesta dentro das mesmas regiões. Por exemplo, no Norte, a queda foi acentuada  em Roraima. Dentro do Nordeste, a situação de Pernambuco melhorou bastante; no Centro Oeste,  a grande queda da taxa de homicídios foi  no Mato Grosso e no Mato Grosso do Sul. No Sudeste, o quadro piorou no Espírito Santo e Minas, mas São Paulo e Rio de Janeiro apresentaram a maior redução de homicídios do país entre 2000 e 2010:  67 e 49%, respectivamente.
Segundo dados do mapa, Santa Catarina continua sendo o estado de menor taxa de homicídios do Brasil, seguida do Piauí, São Paulo, Minas e Rio Grande do Sul.

Note-se que, apesar da queda observada em São Paulo, cuja média corresponde à metade da brasileira, o nível registrado pelo Mapa da Violência para o estado em  2010 – 13,9 % -  é superior à estimativa oficial – que mostra números abaixo de 10%. Aí entram questões metodológicas e de atualização, pois os dados de 2010 do mapa são provisórios.

Outro panorama importante é o das  capitais, cuja taxa média de homicídios é um terço superior à do conjunto do país. No entanto, impressiona a queda das taxas nas cidades  de São Paulo e Rio de Janeiro, de 80 e 57 %, respectivamente. Por isso, o município paulista, que era a quarta capital com maior índice de homicídios, passou a ser o de menor taxa do Brasil, seguida de Campo Grande, Palmas, Florianópolis e Rio de Janeiro.

Conheço melhor, evidentemente, as razões por trás da forte queda da taxa de homicídios em São Paulo. Essencialmente, a base comum de dados das duas polícias, o diagnóstico e o planejamento das ações policiais em todo o estado, os investimentos continuados em transporte, tecnologia e inteligência, o maior índice de prisões  de criminosos, a qualidade dos sistemas de formação e treinamento dos policiais, a “despartidarização” crescente dos sistemas de alocação e promoção de pessoal e  as ações sociais desenvolvidas entre prefeituras e governo do Estado com instituições não governamentais. (Continua).


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Invasão de propriedades já não é crime na Venezuela

Tudo vai de mal a pior, apesar de o tirano Chávez estar com os pés na cova:

Hoy comenzamos la semana con esta terrible noticia, un horror: resulta que cualquiera de nuestras propiedades podrá ser invadida impunemente, porque se ha ordenado despenalizar el delito de invasión. Así dicen las reseñas que hemos tomado: Despelización del delito de invasión establecido en el Código Penal por parte del TSJ. La magistrada Luisa Estella Morales lo informó “durante un acto de conmemoración del 152 aniversario de la Batalla de Santa Inés, realizado el pasado sábado en el Consejo Legislativo del Estado Barinas”.

La invasión ya no será considerada un delito en Venezuela, decisión que tomó el máximo juzgado luego de ordenar la desaplicación del artículo 471 del Código Penal, norma que sancionaba esta práctica. (Grato, KK. Continua).

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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Cadeia? Só nos EUA...



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Quadrilha dos mensaleiros ficará impune


Sem comentários:

Réus do mensalão terão as penas prescritas antes que o julgamento esteja concluído. O escândalo é de 2005 e não há ainda prazo para finalizar o processo no Supremo Tribunal Federal, diz o ministro Ricardo Lewandowski.

O mensalão tem 38 réus e está à espera do voto do ministro-relator, Joaquim Barbosa. Em seguida, Lewandowski terá incumbência de revisar o processo. Só então poderá ser marcado um julgamento pelo plenário do STF.

"Terei que fazer um voto paralelo ao voto do ministro Joaquim. São mais de 130 volumes. São mais de 600 páginas de depoimentos. Quando eu receber o processo eu vou começar do zero. Tenho que ler volume por volume porque não posso condenar um cidadão sem ler as provas", disse Lewandowski em entrevista à Folha e ao UOL.

Indagado se dificilmente o mensalão seria concluído em 2012, respondeu: "Sim, porque eu não posso, não tenho uma previsão clara".

Como há réus primários, corre-se então o risco de que as penas para muitos ali sejam prescritas? "Sem dúvida nenhuma. Com relação a alguns crimes não há dúvida nenhuma que poderá ocorrer a prescrição."

Quando um réu é primário, a pena imputada pode ser menor em relação a um criminoso com ficha suja. Entre os crimes que podem caducar, disse Lewandowski, está o de formação de quadrilha.
No processo original do mensalão, 24 pessoas eram denunciadas por formação de quadrilha, crime para o qual a pena pode ser de um a três anos de reclusão.

"[Alguns] podem não ser punidos. Mas essa foi uma opção que o Supremo Tribunal Federal fez de fazer com que todos os réus fossem julgados no mesmo processo. Se apenas aqueles que tivessem foro privilegiado, exercendo mandato no Congresso fossem julgados no STF, talvez esse problema da prescrição não existiria por conta de uma tramitação mais célere."

Na ocasião, o ministro se manifestou pelo desmembramento do processo.

Como o caso está em curso, não é possível saber quais os crimes imputados que irão prescrever. É necessário primeiro saber se serão condenados e a extensão das penas.
Se os que são acusados por formação de quadrilha receberem penas de apenas dois anos de reclusão, essa punição já estaria prescrita agora.

É que a prescrição é calculada de acordo com as regras do Código de Processo Penal. No atual estágio do processo do mensalão, toma-se como base a data do recebimento da denúncia, ocorrida no final de agosto de 2007.

Uma condenação a dois anos de reclusão prescreve em quatro anos. Ou seja, se mais da metade dos réus do mensalão receber penas iguais ou menores que esse tempo (pelo crime de formação de quadrilha), ninguém irá para a prisão por isso.

Ao vocalizar a possibilidade da prescrição de penas, Lewandowski mais uma vez diz em público o que é conhecido nos bastidores do STF. (Continua).

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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Argentina: cada vez mais perto da Recoleta.

Depois de Perón e Evita (íntimos dos nazistas) e do casal Kirchner, a Argentina está perto de virar uma imensa Recoleta, famosa por seu cemitério de celebridades.

O protecionismo comercial, especialmente contra a indústria brasileira, deverá ser uma das marcas do segundo mandato da presidente Cristina Kirchner, como foi no primeiro e como tem sido há muitos anos, especialmente a partir de 2008, quando se agravou a crise mundial. Em seu discurso de posse, a presidente reeleita anunciou a criação de uma Secretaria de Comércio Exterior subordinada ao Ministério da Economia. A nova secretaria será dirigida pela economista Beatriz Paglieri, até então subordinada ao secretário de Comércio Interior, Guillermo Moreno, responsável nos últimos anos pela ampliação de barreiras contra produtos brasileiros. Conhecido por seu destempero verbal e por suas ações autoritárias, Moreno forçou empresários, por meio de ameaças, a reduzir as compras de produtos estrangeiros. Também tratou de impor a política do "um por um", condicionando as importações a exportações de igual valor.

Beatriz Paglieri tornou-se conhecida por suas afinidades com o secretário Moreno e por sua disposição de usar os mesmos métodos. Dirigiu o Indec, o instituto oficial de estatísticas, hoje famoso internacionalmente por seus índices de inflação desacreditados dentro e fora do país. Enquanto a inflação oficial da Argentina não passa de 9,3% ao ano, pesquisas e cálculos produzidos por especialistas do setor privado apontam uma alta de preços na faixa de 24% a 30%. Por causa do controle político dos números divulgados pelo Indec, estatísticas oficiais da Argentina vêm sendo há anos publicadas com ressalvas em relatórios do FMI. Nenhum outro país é distinguido dessa forma nas publicações do Fundo. (Continua).


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Alguém sabe o que é o STJ?


O historiador Marco Villa foi na jugular:


O Superior Tribunal de Justiça (STJ) é formado por 33 ministros. Foi criado pela Constituição de 1988. Poucos conhecem ou acompanham sua atuação, pois as atenções nacionais estão concentradas no Supremo Tribunal Federal. No site oficial está escrito que é o tribunal da cidadania. Será?
Um simples passeio pelo site permite obter algumas informações preocupantes.
O tribunal tem 160 veículos, dos quais 112 são automóveis e os restantes 48 são vans, furgões e ônibus. É difícil entender as razões de tantos veículos para um simples tribunal. Mais estranho é o número de funcionários. São 2.741 efetivos.
Muitos, é inegável. Mas o número total é maior ainda. Os terceirizados representam 1.018. Desta forma, um simples tribunal tem 3.759 funcionários, com a média aproximada de mais de uma centena de trabalhadores por ministro!! Mesmo assim, em um só contrato, sem licitação, foram destinados quase R$2 milhões para serviço de secretariado.
Não é por falta de recursos que os processos demoram tantos anos para serem julgados. Dinheiro sobra. Em 2010, a dotação orçamentária foi de R$940 milhões. O dinheiro foi mal gasto. Só para comunicação e divulgação institucional foram reservados R$11 milhões, para assistência médica a dotação foi de R$47 milhões e mais 45 milhões de auxílio-alimentação. Os funcionários devem viver com muita sede, pois foram destinados para compra de água mineral R$170 mil. E para reformar uma cozinha foram gastos R$114 mil. Em um acesso digno de Oswaldo Cruz, o STJ consumiu R$225 mil em vacinas. À conservação dos jardins — que, presumo, devem estar muito bem conservados — o tribunal reservou para um simples sistema de irrigação a módica quantia de R$286 mil.
Se o passeio pelos gastos do tribunal é aterrador, muito pior é o cenário quando analisamos a folha de pagamento. O STJ fala em transparência, porém não discrimina o nome dos ministros e funcionários e seus salários. Só é possível saber que um ministro ou um funcionário (sem o respectivo nome) recebeu em certo mês um determinado salário bruto. E só. Mesmo assim, vale muito a pena pesquisar as folhas de pagamento, mesmo que nem todas, deste ano, estejam disponibilizadas. A média salarial é muito alta. Entre centenas de funcionários efetivos é muito difícil encontrar algum que ganhe menos de 5 mil reais.
Mas o que chama principalmente a atenção, além dos salários, são os ganhos eventuais, denominação que o tribunal dá para o abono, indenização e antecipação das férias, a antecipação e a gratificação natalinas, pagamentos retroativos e serviço extraordinário e substituição. Ganhos rendosos. Em março deste ano um ministro recebeu, neste item, 169 mil reais. Infelizmente há outros dois que receberam quase que o triplo: um, R$404 mil; e outro, R$435 mil. Este último, somando o salário e as vantagens pessoais, auferiu quase meio milhão de reais em apenas um mês! Os outros dois foram “menos aquinhoados”, um ficou com R$197 mil e o segundo, com 432 mil. A situação foi muito mais grave em setembro. Neste mês, seis ministros receberam salários astronômicos: variando de R$190 mil a R$228 mil. (Continua).

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