segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Dilma é boa gestora? Pura fantasia!


No Estadão, entrevista com o historiador Marco Villa, para o qual Dilma e o PT vivem apenas de propaganda: 
A ideia de que a presidente Dilma Rousseff é uma boa gestora, como anunciam seus aliados e indicam as pesquisas de opinião, "decorre não de seus méritos, mas da baixa consciência política dos cidadãos", afirma o historiador Marco Antonio Villa, da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar). Para ele, "não faz sentido considerar boa gestora uma presidente que está permanentemente em conflito com sua própria equipe, afastando auxiliares e, ao mesmo tempo, deixando de ir até o fim na apuração das denúncias".
Essa mistura de má gestão com alto prestígio ocorre, segundo ele, "porque o Brasil é um país que foge inteiramente dos parâmetros". A participação política dos cidadãos "é mínima e vive de espasmos, depois dos quais tudo volta logo à rotina", acrescenta. Villa entende que, à parte o ato formal de se votar em eleições, a democracia "ainda está muito longe de se consolidar no País".
Dizer que a presidente é uma grande gestora, diz ele, "é apenas mais uma invenção do PT". Sua visão do petismo é que, assim como o partido inventou a falsa ideia de que foi o primeiro partido de trabalhadores, agora inventou que Dilma é uma grande gestora. "O PT tem conseguido construir sua própria história política, porque é o partido das invenções", conclui.
Villa menciona desde iniciativas "importantíssimas" que foram para a geladeira, como o trem-bala, até projetos prioritários como a construção de creches, que praticamente não saiu do papel, além do ritmo lento do Minha Casa, Minha Vida, como "exemplos de uma gestão confusa e ineficaz", que deixam claro que "sua fama de boa gestora é só propaganda". A entrega das creches "revela, se não o desinteresse, a incapacidade do governo, e a construção de casas vai aos trancos e barrancos. Mas, do outro lado, o BNDES repassou bilhões a grandes empresas, para iniciativas nem sempre prioritárias".
O historiador descreve como "pura fantasia" a ideia de que Dilma é "muito rigorosa" nas cobranças. "Se fosse, já teríamos gente punida, e a punição tornada pública, na leva das demissões por escândalos que atingiram seis ministérios." Ao contrário, o que se viu, conclui, foram "elogios incabíveis aos demitidos" nas cerimônias de troca.


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4 comentários:

Anônimo disse...

É raro, mas de vez em quando aparece um intelectual que tem compromisso com a verdade. Para mim o que ele escreveu não é novidade, mas pelo menos não me sinto tão sozinho.

Dawran Numida disse...

A aura gerencial da presidente é só para acólitos. Que gerente eficaz tem 38 prioridades? Isso se forem considerados os ministérios as áreas eleitas como prioritárias.
E mais de 20 mil executivos nomeados para cargos de confiança? Isso, no caso do serviço público federal, equivalem aos DAS (Cargos de Direção e Assessoramento Superior).
Isso, numa média meramente ilustrativa, daria mais de 500 cargos de confiança por ministério.
Não haveria nem cadeiras suficientes se todos aparecessem para uma reunião com o ministro.
Mas, insistem na aura de gerente excelente.
Pois, aproveitem.

Anônimo disse...

Ingerência total e notória aos de boa vontade.
Mas, como fazer enxergar uma sociedade tão sómente preocupada com Copa, BBB's, baladas e sites de chat's que não abordam as mazelas da política atual? Inclusive os jornais de grande audiência muitas vezes omitem e quando abordam, apresentam pouca especulação.

Anônimo disse...

Nunca houve um governo tão bom no Brasil!
E olha que a Dilma tem que dividir o governo com essa corja da política anntiga.
Longa vida para Dilma presidenta!
E tem tanso com saudades do tempo da ditadura.