domingo, 29 de janeiro de 2012

Ditadura consentida passa pela vitória do lulismo em São Paulo


Se depender da oposição, convenhamos, não será difícil o desastrado Haddad vencer na capital paulista:
Se ainda restasse alguma sombra de dúvida, a apoteose armada pelo lulopetismo para a despedida de Fernando Haddad do Ministério da Educação escancarou o óbvio: o projeto de poder, com inegável competência idealizado e até agora executado por Luiz Inácio Lula da Silva, passa, necessariamente, pela imposição da hegemonia do Partido dos Trabalhadores no Estado de São Paulo, a começar pela reconquista da Prefeitura da capital. Assim, a solenidade de transmissão de cargo realizada na última terça-feira no Palácio do Planalto, com a arrebatadora presença de um Lula que as circunstâncias elevaram à condição de quase divindade, não foi convocada para assinalar uma despedida, mas para glorificar o retumbante advento de mais uma figura ungida pelo Grande Chefe, desta vez com a missão estratégica de fincar em solo bandeirante a flâmula com a estrela do PT. E ganhar a Prefeitura em outubro é apenas o primeiro passo, o trampolim para a conquista inédita sem a qual a hegemonia política dos petistas no País continuará tendo um travo amargo: não controlar o governo do mais importante Estado da Federação.
A candidatura do ex-ministro da Educação à chefia do Executivo paulistano emerge estimulada por circunstâncias favoráveis. É claro que Haddad ainda terá que comprovar um mínimo de competência numa área de atuação em que é neófito. Mas se vocação para o palanque fosse indispensável, Lula não teria feito sua sucessora em 2010. O que importa é que, repetindo o que deu certo em 2010 em escala muito mais ampla, o novo escolhido pelo Grande Chefe se apresentará na campanha municipal exatamente com essa credencial: ser o candidato de Lula, e com toda a liderança - mesmo que em alguns casos sob certo constrangimento - e a aguerrida militância do PT empenhadas numa questão que para eles já se tornou ponto de honra - vencer em São Paulo.
(...)
De qualquer modo, o que importa é que na disputa pela Prefeitura de São Paulo está em jogo muito mais do que o poder municipal. Um dos fundamentos do regime democrático é a possibilidade de alternância no poder no âmbito federal, que está ameaçado pela perspectiva de o lulopetismo estender seus domínios ao que de mais politicamente significativo ainda lhe falta: a cidade e o Estado de São Paulo. Se existe uma oposição no País, está na hora de seus líderes pensarem seriamente nisso. E agir. (Na íntegra).


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5 comentários:

Cfe disse...

Eu não sou de São Paulo, mas parece-me que Chalita seria a solução.

Não é provocação: eu bem sei que por aqui alguns comentadores não gostam dele, embora não saiba o motivo.

Dawran Numida disse...

Não liga não Cfe.

Caso alguém diga que você não gosta de São Paulo, saiba que o citado político, cai com uma luva até para Presidente da República.

Se o negócio é arregaçar, que seja de uma vez.
Se fora para rir, desopila o fígado.
Tenha paciência.

Cfe disse...

"saiba que o citado político, cai com uma luva até para Presidente da República"

Dawran,

Discordo totalmente.

Tenho razões pessoais muito fortes que me fazem acreditar que a personalidade em questão é muito mais independente do que a maioria imagina. Vou ressaltar: muito mais.

Eu já notava animosidade muito grande ao seu nome muito antes de ele, digamos, se afastar do PSDB, por isso não é bem por aí, por isso meu comentário aí em cima. E nem é só o caso dos comentam por aqui mas tb em outros blogs.

Agora deixa eu fazer um paralelo: no Rio o PT tenta fazer do PMDB um escada para seu projeto tanto que deseja colocar o lindebergh na disputa para o governo do estado. Pois eu duvido que os manhosos peemedibistas deixem transformar seu partido num PFL.

Dawran Numida disse...

Cfe, pois é.
Para que serviria, então, o referido?
Para São Paulo, não.

Cfe disse...

Quem decide são os paulistas, obviamente.