quarta-feira, 2 de março de 2016

Com medo da cadeia, amigão de Lula está disposto à delação premiada. É o homem das reformas no sítio e no tríplex da famiglia Lula da Silva.

Léo Pinheiro, da OAS, teme ser preso novamente e por isso se dispõe a revelar novidades sobre a corrupção na Petrobras petista e as obras de reforma nos imóveis de Atibaia e do Guarujá - que, obviamente, não do Lula, pois ele nada sabe, nada viu, nada ouve e nada tem:


O empresário José Adelmário Pinheiro, o Léo Pinheiro, dono da OAS, admitiu a pessoas próximas fechar um acordo de delação premiada com investigadores da Procuradoria-Geral da República (PGR) responsáveis pela Operação Lava Jato. Um dos empresários mais próximos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ele deve contar, numa eventual colaboração, detalhes sobre o esquema de corrupção na Petrobrás e sobre obras feitas pela empreiteira em imóveis de Atibaia e do Guarujá para a família do petista.

O acordo com investigadores ainda não foi formalizado, segundo interlocutores do empresário ouvidos pelo Estado, mas voltou ao radar do empresário depois que o Supremo Tribunal Federal (STF), num novo entendimento, autorizou a execução de penas de prisão após a confirmação de sentenças em segunda instância – antes, isso ocorria após o trânsito em julgado, com o esgotamento de todos os recursos da defesa.

Outro fator levado em consideração foi a apreensão, pela Polícia Federal, de mensagens de celular trocadas por Léo Pinheiro com outros executivos e dezenas de políticos. A avaliação é de que o material pode comprometê-lo ainda mais na Lava Jato, fundamentando novo decreto de prisão.

Léo Pinheiro já foi condenado a 16 anos e quatro meses de prisão por envolvimento no esquema de corrupção na Petrobrás e aguarda decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) a respeito. A corte tem confirmado decisões tomadas pelo juiz Sergio Moro no primeiro grau.

Léo Pinheiro foi preso preventivamente na Lava Jato em novembro de 2014, juntamente com outros dos maiores empreiteiros do País. Chegou a cogitar delação premiada, mas foi solto no ano passado, por ordem do Supremo Tribunal Federal, sem concretizar a colaboração, o que agora volta a avaliar.

Uma eventual colaboração também deve incluir outros executivos da OAS. (Estadão).

5 comentários:

Paolo Hemmerich disse...

Essa lei das delações premiadas SÓ SERVE PARA LIVRAR A CARA DOS LADRÕES DO ERÁRIO!!! Foi desenhada para esse fim e está atingindo plenamente seus objetivos!!! Todos os "delatores" PROTEGEM A CABEÇA DA ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA e com isso GARANTEM A CONTINUAÇÃO DO ESQUEMA ad eternum!!!!

Orlando Tambosi disse...

Ok, Paolo,

então vamos acabar com a delação e suspender todas as condenações. É isto? Estou apenas fazendo a conclusão de seu raciocínio.

Os petistas agradeceriam.

lgn disse...

Posso interpretar o raciocínio do Paolo como um jogo de cena entre os personagens investigados e indiciados pela Lava Jato. Uma espécie de delação à meia boca onde se conta o que é conveniente e se preserva o principal. Não é para eliminar a delação, mas há que considerar que conhecendo razoavelmente o típico homem brasileiro, não se deve jogar todas as fichas na verdade. Há alguém convencido de que Marcos Valério e Kátia Rabello, criminosamente bolaram o tal mensalão e ludibriaram figuras ingênuas e despreparadas para o cargo como José Dirceu, José Genoíno, Paulo Cunha, e tantos outros políticos de carreira? No entanto, meu caro Tambosi, assim foi que o STF julgou. Eu me envergonho até hoje dessa decisão manjada. Portanto, quando leio que alguém pretende fazer delação premiada, fico com aquela sensação de brasilidade, sabe cumé. Cunóis ninguém podemos. O que dá para fazer é conciliar o que se espera idealmente com a rugosa face da realidade. E esta grita muito mais alto do que qualquer utopia. Os brasileiros perderam a confiança nos homens públicos e nisso eles foram e são mestres. E quando se perde a confiança a verdade é tratada como prostituta de bordel.

Orlando Tambosi disse...

Não faço considerações antropológicas sobre a Lava-Jato. A questão é jurídica. E até onde chegou, a operação - que chegou a apenas um terço do lodaçal - já demonstrou a que veio. Esta é a realidade factual.

Ninguém é bobo de ver salvação no funcionamento da Justiça. Aliás, salvação é pretensão religiosa.

O fato é que a podridão está à mostra. E surtirá efeitos, queiram os petistas e simpatizantes ou não.

lgn disse...

Esse é, para mim, o grande problema a ser resolvido. A podridão está à mostra, mas como o esgoto a céu aberto viceja em grande parte do território nacional e não há nenhum projeto de médio e longo prazo para o saneamento básico, fico na expectativa do que acontecerá com esse lixo moral e ético exposto.