sábado, 19 de março de 2016

Impeachment é a saída institucional

Enfim, o jornal O Globo começa a publicar editoriais mais incisivos sobre a crise em que o lulopetismo mergulhou o país. É o caso de "O impeachment é uma saída institucional da crise", na edição de hoje, ressaltando a "absoluta incapacidade" de Dilma de superar os obstáculos. Já que ela não renuncia, a saída foi apontada pela Câmara, ao aprovar a comissão do impeachment por acachapante maioria: 433 votos contra 1. 


Entre as, sob vários sentidos, impactantes gravações feitas de conversas de um desenvolto Lula ao telefone, há uma, com o irmão Genival Inácio da Silva, em que o ex-presidente ameaça mobilizar “peões” para agredir “coxinhas” que porventura ficassem à frente de seu prédio, em São Bernardo, no domingo das manifestações da oposição. Não é o único registro da faceta agressiva de Lula encontrado nos grampos.

E não só por isso, mas também porque, à medida que o tempo passa, os ânimos tendem a se exaltar, foi importante que a Câmara instalasse logo a comissão do impeachment.

Lula e “peões”, assim como grupos do outro lado também dispostos a fazer política com os punhos, precisam saber que é inadmissível qualquer outra alternativa de tramitação da crise política que não seja por meio das instituições — Legislativo e Judiciário.

Um ingrediente que ajudou na fermentação de uma espécie de angústia nacional foi que, enquanto novas revelações vindas da Lava-Jato — como a delação do senador Delcídio Amaral — tornavam ainda mais frágil a situação do governo Dilma, fragilidade reforçada pelo estado moribundo da economia, Congresso e Justiça (no caso, a Eleitoral) operavam em outro ritmo.

Compreende-se, mesmo porque, no caso do Congresso, ainda se esperava o julgamento pelo Supremo dos embargos declaratórios (pedidos de esclarecimento) impetrados pela Câmara sobre o rito do impeachment, definido pela Corte.

Mantido, na quarta-feira, o rito anteriormente aprovado, no dia seguinte a Câmara, sob a regras estabelecidas na Corte, elegeu a comissão especial de 65 deputados, para enfim dar a partida no cronômetro do julgamento do pedido de impeachment de Dilma, aceito no final do ano passado.

O presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), promete ser rápido. Dilma tem o tempo de dez sessões da Câmara para apresentar sua defesa. Cunha já realizou uma ontem — fora dos costumes de uma Casa que quase sempre suspende o trabalhos na quinta —, e portanto a presidente conta agora com nove sessões.

Nesta hora, não importam os interesses pessoais do investigado Cunha ao executar o roteiro regimental. Para o país, interessa que seja rápido e dentro da lei.

A comissão foi instalada numa quinta-feira tensa. Na noite anterior, o juiz Sérgio Moro divulgara os grampos, no qual estava o curto e revelador diálogo entre Dilma e Lula, em que ficou claro que a nomeação do ex-presidente visa mesmo a colocá-lo sob o foro privilegiado do Supremo, para onde o juiz Moro e a força-tarefa da Lava-Jato têm de transferir qualquer processo sobre ele.

Houve ainda a posse-comício no salão principal do Planalto. Ruas foram ocupadas em várias cidades, inclusive áreas em frente ao Planalto e ao Congresso, numa reação instantânea às manobras. Com o processo do impeachment tramitando, abre-se uma válvula de descompressão

Todas as forças políticas têm de combater a ideia tóxica de que tudo se resolverá nas ruas. Pois apenas agravará a situação, contra os interesses de todos os brasileiros.

O Congresso e a Justiça — o Tribunal Superior Eleitoral julgará pedido de cassação de Dilma e Temer — são as únicas formas de o país ultrapassar a crise sem abalos institucionais. Salvo se a presidente decidir fazer o gesto da renúncia, ao constatar a absoluta incapacidade de superar os obstáculos, por falta de apoio político e/ou remorsos ideológicos.

4 comentários:

Anônimo disse...

Artur Nogueira:
Não existe outra saída. O lulopetismo já destruiu grande reserva econômica, política, social e moral do Brasil.
Relembrando palavras do prof. Alberto Oliva: "Quando desclassificados se apossam dos Palácios e do Erário, o MAL maior não é a roubalheira, o quanto é desviado, mas o descrédito que se abate sobre as instituições. As falcatruas dos governantes precisam ser exemplarmente punidas pela capacidade de erosão cívica que acarretam."(Oliva, Alberto in A Solidão da cidadania).
Dirão os petistas: mas isto é ética. Por aqui não existe.
Pois dizemos à eles : sim, mas deveria existir.

Anônimo disse...

Povo se vergonha na cara...

Alexandre Sampaio disse...

São Paulo, 19 de março de 2.016

Prezado Sr. Tambosi,

Estou atônito com a desfaçatez, o mal caratismo, a canalhice da imprensa. Quer dizer que eles não sabiam que Lula é um desclassificado? Não sabiam que Lula é um amoral? Não sabiam que Lula é um aproveitador? Não sabiam do caráter ditador de Lula? Claro que sabiam! Sempre souberam! Lula nunca escondeu o que sempre foi, salvo em 2.002, para eleger-se presidente pela primeira vez! A imprensa é cúmplice de Lula. Sempre o protegeram, sempre escamotearam os mandos, desmandos, bizarrices e zurros que esse canalha produzia e fazia. Seja por ideologia, seja por fins lucrativos. Tivéssemos uma imprensa isenta, imparcial, investigativa de fato nesse país, e o PT NUNCA teria eleito sequer um vereador, desde sua fundação! Agora, com a operação Lava Jato escancarando as vísceras desse porco comunista e seus terroristas amestrados, não resta outra alternativa à esses panfletários que se dizem jornalistas, revelar a verdadeira essência desses malditos, sob pena de serem extintos, como o PT e seus asseclas!Após a queda dos terroristas. é urgente que derrubemos TODA A IMPRENSA NACIONAL! São todos canalhas, comunistas e se forem mantidos, criaram outra serpente para nos picar no futuro.

Anônimo disse...

Está certíssimo o Alexandre Sampaio. O povo votou e tolerou Lula e Dilma pelas benesses que desse governo imoral vieram, na forma de isenções fiscais para aquisições de bens duráveis e de consumo. Já a imprensa e a maior parte do empresariado, aceitaram essa dupla de socialistas populistas canalhas pelo dinheiro que ganharam, recebendo milhões de reais em verbas publicitárias e, no caso dos empresários, vendendo produtos e serviços. Ou seja, enquanto estavam enchendo os bolsos, tudo bem. Agora, que a fonte secou, resolveram passar de vez para o nosso lado. Antes tarde do que nunca. Sejam bem vindos ao mundo da decência.Txr.62.MG