sábado, 5 de março de 2016

Manifestações pró-Lula não passam de cortina de fumaça, diz a Operação Lava-Jato.

Na foto, o demagogo ameaçando choro.
Os procuradores da Lava-Jato lançaram nota de esclarecimento justificando a condução coercitiva de Lula, que vem se esquivando de outros processos. Ora, Lula é, hoje, um cidadão comum, sem direito a foro privilegiado, e como qualquer cidadão comum deve respeitar a lei, o tiranete não pode desrespeitá-la. Nada de privilégios:


A força-tarefa da Operação Lava Jato divulgou uma nota na noite deste sábado, 5, sobre a Operação Aletheia, ápice da Lava Jato. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi conduzido coercitivamente – quando o investigado é levado para depor e liberado – na sexta-feira, 4. O petista prestou depoimento em uma sala da Polícia Federal no Aeroporto de Congonhas.

Segundo os procuradores, nas 24 fases da Lava Jato, deflagrada em março de 2014, cerca de 117 mandados de condução coercitiva determinados pelo Juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba.

“Apenas nesta última fase e em relação a apenas uma das conduções coercitivas determinadas, a do senhor Luiz Inácio Lula da Silva, houve a manifestação de algumas opiniões contrárias à legalidade e constitucionalidade dessa medida, bem como de sua conveniência e oportunidade”, afirma a força-tarefa.

“Considerando que em outros 116 mandados de condução coercitiva não houve tal clamor, conclui-se que esses críticos insurgem-se não contra o instituto da condução coercitiva em si, mas sim pela condução coercitiva de um ex-presidente da República.”

Durante o depoimento de Lula, que se prolongou por mais de três horas, manifestantes se confrontaram nas ruas da cidade. Pancadarias foram registradas em diversos locais.

“Para a segurança pública, para a segurança das próprias equipes de agentes públicos e, especialmente, para a segurança do próprio senhor Luiz Inácio Lula da Silva, além da necessidade de serem realizadas as oitivas simultaneamente, a fim de evitar a coordenação de versões, é que foi determinada sua condução coercitiva”, sustentam os procuradores.

A Aletheia foi desencadeada por ordem do juiz federal Sérgio Moro, que conduz as ações penais da Operação e acolheu representação do Ministério Público Federal.

“É preciso, isto sim, que sejam investigados os fatos indicativos de enriquecimento do senhor Luiz Inácio Lula da Silva, por despesas pessoais e vantagens patrimoniais de grande vulto pagas pelas mesmas empreiteiras que foram beneficiadas com o esquema de formação de cartel e corrupção na Petrobras, durante os governos presididos por ele e por seu partido, conforme provas exaustivamente indicadas na representação do Ministério Público Federal”, assinala a força-tarefa.(Estadão).

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