quinta-feira, 17 de março de 2016

Não ao golpe petista: aprovada a comissão do impeachment por 433 votos a favor e 1 contra.

A essa altura dos acontecimentos, Dilma já deve ter sido comunicada do início do processo na Câmara dos Deputados. Abrevie, Vana, renuncie:

Foi eleita na tarde desta quinta-feira, 17,  na Câmara dos Deputados a chapa que comporá a comissão especial do impeachment da presidente Dilma Rousseff. A votação terminou com 433 votos a favor dos 65 membros indicados e 1 contra, do deputado José Airton (PT-CE). Está prevista para as 17 horas uma reunião de líderes de partidos antes da instalação da comissão especial e da eleição do presidente e do relator dos trabalhos.
O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou que o impeachment tramitará da forma "mais célere possível", como deve ser um "processo dessa gravidade". Cunha garantiu ainda que estará na Casa nas segundas e sextas-feiras para ajudar a alcançar o quórum mínimo necessário para a abertura de sessão.
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Na noite desta quinta-feira, o primeiro-secretário da Câmara, deputado Beto Mansur (PRB-SP), foi ao deixou ao Planalto para entregar a notificação da comissão especial do impeachment contra Dilma. Mansur disse que entregou os papéis, endereçados ao ministro da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini, ao subsecretário de assuntos legislativos, Danilo Gennari de Souza. O primeiro-secretário da Câmara levou ao todo 15 volumes de documentos, inclusive a delação premiada do senador Delcídio Amaral (sem partido-MS).
A presidente tem dez dias para apresentar a defesa ao colegiado. Durante a votação, os ânimos no plenário da Casa começam a se acirrar. Discursos de deputados da base aliada eram acompanhados aos gritos de “Fora, Dilma”, da oposição. Quando os opositores de Dilma se pronunciavam, os brados eram de “Não vai ter golpe”.
O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), lamentou que o rito de impeachment tenha sido judicializado, mas pediu serenidade. “É importante sabermos a gravidade do momento”, disse.  (Estadão).

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