quinta-feira, 21 de abril de 2016

Comando militar impediu golpe de Dilma e do PT

Graças ao comandante do Exército, general Villas Bôas, que reuniu o alto comando militar, foi abortada a tentativa golpista do governo Dilma de decretar Estado de Defesa. Leiam abaixo matéria da SulConnection, que mostra quem são os verdadeiros golpistas: a minoria autoritária incrustada no poder contra a maioria democrática da Câmara e das ruas:


No dia 23 de março deste ano o senador Ronaldo Caiado, do Democratas de Goiás, vinha a público com uma notícia bombástica. Dilma estaria pensando em decretar Estado de Defesa. A notícia foi recebida basicamente de duas maneiras nas redes sociais. De um lado, alguns acusavam o senador de estar criando alarmismo de maneira desnecessária. Já outros, especialmente extremistas de direita e defensores da intervenção militar, chamavam o Comandante do Exército, General Villas Bôas de covarde, traidor, carreirista e mais um monte de outros xingamentos. Ato contínuo, o senador Aécio Neves, do PSDB, tratou de deixar claro que Caiado não estava blefando. O petismo realmente tinha planos golpistas.

Este Sul Connection esteve em Brasília no domingo do impeachment e passou toda a segunda-feira por lá. E então apuramos os desdobramentos das denúncias de Caiado e Aécio e o papel que Villas Bôas e os militares desempenharam durante a crise. Antes de prosseguirmos, faça-se justiça: sem fugir um único milímetro de suas atribuições funcionais, sem conspirar e respeitando rigorosamente a Constituição, o Comandante do Exército, liderando as Forças Armadas, foi um verdadeiro herói da jovem democracia brasileira. Se um dia o leitor desta reportagem encontrar Villas Bôas por aí, bata continência e palmas para o nosso comandante. Ele merece.

Segundo o que apuramos, tanto Caiado quanto Aécio foram informados pelo próprio Comando do Exército da manobra que se preparava intra-muros no Palácio do Planalto. Foram informados justamente para que colocassem a boca no trombone e esvaziassem politicamente qualquer tentativa neste sentido. Ato contínuo, Villas Bôas chamou à Brasília os comandantes das quatro regiões militares e realizou uma reunião de emergência do Alto Comando. Ele explicou o que se passava e pediu apoio aos seus comandados para ir até o governo e informar que as Forças Armadas brasileiras não aceitariam qualquer ordem que considerassem absurda.

Villas Bôas teve o apoio de seus comandados. E juntos, fardados, foram todos falar com o Ministro da Defesa, o comunista Aldo Rebelo. Aldo foi informado de que o Regimento Militar era muito claro. Ordem absurda não se cumpre. E mais. É dever de todo militar dar voz de prisão a quem ousa expedir qualquer tipo de ordem absurda. Recado mais claro, impossível.

Aldo foi à Dilma e informou que não haveria qualquer apoio para o Estado de Defesa.

Após abortarem os planos de Dilma, os militares ainda promoveram dois almoços no Comando do Exército em Brasília, tendo Villas Bôas como anfitrião. Um com o senador Ronaldo Caiado. E outro com o senador Aécio Neves. Ambos foram orientados a entrarem pela porta da frente do Comando, sem qualquer medida para ocultar a reunião. O recado foi claro: ninguém estava conspirando e nem fazendo nada de ilegal. Não havia motivo para se esconder. Igualmente claro foi o recado compreendido pelo governo: as Forças Armadas brasileiras não adeririam a qualquer tipo de golpismo.

Este Sul Connection fez questão de registrar como o impeachment pôde chegar ao seu fim de forma pacífica e serena, sem qualquer golpismo, em respeito à história e à biografia de Villas Bôas. Injustamente atacado nas redes sociais, o general manteve a serenidade e nunca demonstrou qualquer disposição para bater boca com fanáticos de qualquer viés. Cumpriu sua missão militar e institucional. Ajudou a preservar nossa jovem democracia e as nossas instituições. Merece todo o nosso reconhecimento.

8 comentários:

Paulo Robson Ferreira disse...

Não me parece extremismo de direita intervenção militar nem ato heroico do comandante não aceitar a decretação do estado de defesa. O que parece difícil na nossa cultura é a aplicação dos remédios próprios para cada situação. Essa indisposição de se tomar atitudes corretas no momento certo é que faz com que tenhamos uma nação completamente em estado de inércia enquanto se procura a maneira politicamente correta de se extirpar do poder Dilma, Cunha e Renan. O mal que essas três criaturas já fizeram a este país é muito maior que uma eventual ação radical que livre o país dessa enfermidade já crônica.
O prefeito Giuliani não se intimidou quando resolveu implantar a política da tolerância zero em Nova Iorque. Foi radical? Foi, mas resolveu o problema da criminalidade na cidade. Acho que no Brasil ainda não se entendeu que quando a crime toma o poder, todos os que tem algum instrumento para usar contra os usurpadores devem fazê-lo sob pena de permanecermos infinitamente como nação que um dia será civilizada. Essa nossa tolerância com o crime está muito longe de ser uma virtude e muito perto de ser uma grave doença.
Nos EEUU se o cachorro do vizinho está lhe incomodando você chama a polícia e ela resolve. Na Suiça se você dá descarga na privada à noite num edifício de apartamento você recebe uma advertência do síndico. Na Alemanha se você cospe na rua recebe uma multa. Aqui, um camarada rouba da Petrobrás, rouba da previdência das estatais, rouba da Eletrobrás e ainda vira ministro. Acho que essa visão de tolerância que você está pregando Tambosi, não está somando nada à nossa cultura mas apenas consolidando nosso descaso pela disciplina fundamental à harmonia social.

Orlando Tambosi disse...

Não entendi, Robson, você queria um golpe petista? E me acusa de tolerante com o quê? Com o petismo, jamais, desde a primeira página do blog. O que o comando militar evitou foi exatamente um golpe que favoreceria o lulopetismo.

Paulo Robson Ferreira disse...

Prezado Tambosi, dizem que as palavras são uma fonte de mal entendidos. Acho que os que dizem isso, tem alguma razão. O que eu quis dizer é que não foi ato heroico do comandante mas foi o mínimo que devia ter sido feito. Nem acho que intervenção seja uma reivindicação da extrema direita mas o remédio próprio para o momento. Por que? Porque as reformas que necessitamos os políticos jamais as farão. Elas são de total interesse da população mas de grande desinteresse dos políticos. Vale aqui ainda lembrar que com os militares passamos da quadragésima economia do planeta para a oitava e começamos, com a ação petista, a retroceder para patamares inferiores.
Finalizando, quero apenas sintetizar. Infelizmente a esquerda predatória já conseguiu visualizar as fragilidades do regime democrático e ele tem que ser aperfeiçoado e para isso as reformas são fundamentais.

Sidnei Couto disse...

Parabéns ao Gel Vilas Boas e seus pares ! Pela cautela e sabedoria que teve para por fim essa tentativa política de decretar o ESTADO DE DEFESA por parte do governo. ..

Sidnei Couto disse...

Parabéns ao Gel Vilas Boas e seus pares ! Pela cautela e sabedoria que teve para por fim essa tentativa política de decretar o ESTADO DE DEFESA por parte do governo. ..

Anônimo disse...

Parabéns e obrigado ao glorioso EB. Xô, tralha petralha!

valmir rogerio rosa disse...

Não deve haver cautela porra nenhuma se foi constatado atentado contra democracia isto se configura traição, pau nos petralhas , fuzilamento sem se preocupar com opinião publica as forças armadas é nossa ultima muralha que ao meu ver uma muralha muito maleável para o meu gosto , uma nação forte jamais foi construída apenas com apelos e diplomacias , se os EUA tivesse sido menos diplomático com os russos na crise nuclear em cuba hoje estaríamos livres do comunismo ...

Pr.Lázaro Ramon de Morais disse...

#TvSenado
#TvCamara

Parabéns Brasil em seu congresso nacional.
Deus, em Cristo, é o Senhor, único Senhor do Brasil !!!