terça-feira, 12 de abril de 2016

Desequilibrada, Dilma repete o enredo de Collor em 1992.

Agredindo Temer e Cunha, segundo o senador Romero Jucá, Dilma revela que partiu para a "apelação", apresentando um evidente quadro de "perda de equilíbrio". Aliás, já teve equilíbrio algum dia na vida?


Presidente interino do PMDB, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) afirmou nesta terça-feira que o discurso da presidente Dilma Rousseff de acusar o vice-presidente Michel Temer e o presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha de "chefe e vice-chefe do gabinete do golpe" revela que a petista partiu para a "apelação" e está em um quadro evidente de "perda de equilíbrio".

Em um duro discurso direcionado a Temer e Cunha, Dilma utilizou um encontro com representantes do setor de educação nesta terça para afirmar que "existem dois chefes do golpe que agem em conjunto e de forma premeditada". As críticas de Dilma começaram quando a presidente citou o vazamento, ontem, de um áudio em que Temer fala como se o processo de admissibilidade do impeachment, cuja votação está prevista para o próximo domingo no plenário da Câmara, já tivesse sido aprovado. "Vivemos tempos estranhos e preocupantes; tempos de golpe, de farsa e de traição. Ontem utilizaram a farsa do vazamento para difundir a ordem unida da conspiração", afirmou Dilma. "Conspiram abertamente, à luz do dia, para desestabilizar uma presidente legitimamente eleita", emendou a petista, sob os gritos de "Fora Temer" dos presentes.

Na avaliação do presidente do PMDB, no entanto, o raciocínio de Dilma seria um sinal de "perda de serenidade" a ponto de repetir o discurso fracassado de golpe já utilizado pelo então presidente Fernando Collor durante seu impeachment, em 1992. "Lamento que a presidente Dilma esteja perdendo a serenidade e esteja tentando culpar outras pessoas pelo desacerto de seu próprio governo. Se a presidente Dilma quer procurar pessoas que atrapalharam o governo, deve olhar para dentro do governo. O governo está pagando pelos erros que cometeu. Não é o presidente Michel Temer, não é nenhum membro do Congresso que está fazendo alguma ação deliberada", disse o senador, lembrando que o papel de parlamentares na discussão do processo que pode levar à deposição da petista "é fazer com que a Constituição possa ser validada".

"Dilma está apelando para um enredo já ultrapassado porque falar em golpe é o que falou o presidente Collor há muitos anos. O governo devia fazer uma autocrítica e reconhecer a difícil situação em que colocou o Estado brasileiro", continuou Romero Jucá. "Apelar e tentar reduzir tudo isso a dizer que é um golpe é a mesma tentativa que fez Fernando Collor em 92 no que diz respeito a seu impeachment. É um enredo batido, copiado e que não deu certo. Era melhor que a presidente tivesse um pouco mais de equilíbrio e de análise das suas próprias limitações e de seus próprios erros", resumiu.

O senador ainda criticou a cobrança do chefe de gabinete de Dilma, Jaques Wagner, que exigiu a renúncia de Michel Temer depois do vazamento do áudio em que discursa sobre um cenário pró-impeachment. "Querer propor a renúncia do presidente Michel Temer é querer imolar alguém que não tem culpa no cartório. Se o ministro Wagner tiver que propor a renúncia de alguém, o melhor para o Brasil seria que ele propusesse a renúncia da presidente Dilma. Não sei se ele vai conseguir convencê-la. O presidente Michel não tem nenhum motivo para renunciar. É um político experimentado e pode ser muito importante nesse momento em que o país precisa redefinir o seu rumo e o seu caminho", disse. (Veja.com).

3 comentários:

Anônimo disse...

Estou certo que a Dilma já tem os rascunhos de dois dircusos. Em ambos o cerne será o "golpe". Um caso o impeachment seja aprovado e outro caso seja rejeitado. Criou-se uma celeuma sem fundamento em torno do "discurso" do Temer. É normal políticos preparem alternativas de discursos com antecedência. Não estou defesa do Temer.

Anônimo disse...

AH, É? VEJA, ENTÃO, O QUE O RENAN CALHEIROS ESTÁ PREPARANDO PARA NÓS:


EXCLUSIVO: RENAN PREPARA GOLPE PARA TENTAR EVITAR IMPEACHMENT


Associado à escória petista, Renan Calheiros tenta dar sobrevida a Dilma Rousseff e, assim, evitar o impeachment.

O Antagonista soube que, depois de o impeachment ser votado na Câmara, ele planeja encaminhar ao Supremo Tribunal Federal um pedido de esclarecimento sobre o rito no Senado.

Como não há mais nada a esclarecer sobre o rito de impeachment em ambas as Casas, visto que o STF já o definiu claramente, trata-de óbvia manobra protelatória.

Enquanto Renan Calheiros espera a resposta do STF, Dilma poderá continuar na Presidência. O correto seria Renan Calheiros encaminhar imediatamente a autorização ao plenário do Senado, para que os representantes votassem pelo seu recebimento ou não. Uma vez recebida a autorização, Dilma seria afastada por até 180 dias, a fim de preparar a sua defesa, e Michel Temer assumiria no seu lugar,

Com a manobra, Renan Calheiros, além de impedir a posse de Michel Temer, quer dar tempo para que o PT consiga comprar apoio entre os senadores e evite o recebimento do processo contra Dilma iniciado na Câmara.

Isso, sim, é golpe. Um tremendo golpe na democracia.

Renan Calheiros é um golpista em todas as acepções da palavra.

Anônimo disse...

Só, perdida, louca e abandonada.