domingo, 17 de abril de 2016

Impeachment: a primeira estaca no coração do lulopetismo.

"Um dia decisivo", diz o Estadão em editorial. É o começo do fim do lulopetismo, que aviltou as instituições, corrompeu valores e princípios e destruiu a economia. A última estaca será cravada nas eleições municipais:

A Câmara dos Deputados reúne-se hoje para decidir sobre a admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. É oportuno reiterar, nesta oportunidade, os termos da nota publicada neste espaço na quinta-feira, 7 de abril, sob o título Impeachment é o melhor caminho: “Este governo, inviabilizado por uma presidente da República inábil e inepta, se deslegitimou de facto por decisão da maioria absoluta dos brasileiros e precisa ser afastado o mais rapidamente possível para permitir que se dê início à reconstrução nacional”. Esta é a dura realidade dos fatos e o País espera que seus representantes não a percam de vista no momento em que, diante dos olhos daqueles aos quais devem seus mandatos, se dirigirem ao microfone do plenário da Câmara para declarar “sim” ou “não” à admissibilidade do processo de impeachment.
A deposição de uma chefe de Estado eleita pelo voto popular é certamente uma medida traumática que, se não fosse conduzida dentro dos limites estritamente constitucionais, constituiria grave ofensa – “golpe”, como preferem os petistas – aos fundamentos institucionais do País. Mas a democracia brasileira, embora jovem e carecendo de aprimoramentos, tem sabido reagir adequadamente às crises surgidas nos últimos trinta e tantos anos. O processo de impeachment de Dilma Rousseff não fugiu à regra.
Existem fundamentos jurídicos em abundância para respaldar o pedido de impeachment. A eles se soma a avassaladora razão de natureza política que se traduz, em resumo, pela traição aos reais interesses do País, patente a partir do momento em que o governo petista escancarou a opção por seu projeto de perpetuação no poder com a prática de um populismo irresponsável que mergulhou o Brasil na mais grave crise moral e econômica do último quarto de século.
Dilma deverá ter seu mandato cassado não apenas pelas “pedaladas” que efetivamente praticou, desrespeitando normas fiscais, ou por ter criminosamente autorizado despesas públicas à revelia do Parlamento. Dilma também será apeada do poder porque a esmagadora maioria dos brasileiros está revoltada com a corrupção endêmica na gestão da coisa pública, estimulada por um ex-presidente que se apresenta como defensor dos fracos e oprimidos enquanto confraterniza com empresários poderosos e corruptos; com as deslavadas mentiras eleitorais de 2014; com a arrogante e desastrada tentativa de impor, na marra, a hegemonia do lulopetismo ao Parlamento logo no início do segundo mandato; com a exacerbação do nefasto toma lá dá cá que transformou a Esplanada dos Ministérios num balcão de compra e venda de diplomas de representação popular.
Dilma deverá ser afastada da Presidência da República porque sua gerência arrogante e inepta resultou na inflação que corrói os rendimentos da população de baixa renda e na recessão que rouba os empregos, igualmente, de chefes de família e de jovens. A perversa combinação de inflação e recessão resultou na absoluta falta de confiança no governo central por parte dos agentes econômicos, sem cujo concurso é simplesmente impossível promover o crescimento econômico e a criação de riquezas que beneficiem o conjunto da sociedade.
A vitória do “sim” ao impeachment na votação de hoje na Câmara, sugerida pela debandada dos antigos apoiadores da presidente que se seguiu à aprovação do relatório da Comissão Especial, será apenas mais um passo no processo de afastamento definitivo de Dilma. A partir daí, a responsabilidade será do Senado Federal, onde já se prevê que a votação, por maioria simples, da admissibilidade do impeachment será realizada dentro de pouco mais de um mês. Começará, então, a contar o prazo de até 180 dias, durante o qual Dilma ficará afastada da Presidência, para a decisão final do Senado.
Todo esse rito deverá ser conduzido com serenidade de espírito e rigoroso respeito à Constituição e às leis do País. E o resultado deverá ser acatado por todos os brasileiros, independentemente de simpatias e ideologias. Pois, após passar pelas incertezas dos últimos meses, a Nação precisa se reagrupar para superar a crise. Esse é um dever patriótico ao qual nenhum cidadão poderá faltar.

5 comentários:

César de Castro Silva disse...

Graças a Deus que essa praga que se instalou no Brasil, desde 1º de janeiro de 2003, chegou ao fim.

Scott Columbus disse...

Espero que hoje seja o começo do fim destas ratazanas. Mas esta será uma batalha longa e difícil é o só primeiro round de muitos. Espero que a sociedade continue vigilante contra o petismo. Eles não vão desistir tão facilmente e são cheios de artimanhas.

Anônimo disse...

HONRA SEJA FEITA

É óbvio que Eduardo Cunha tem que ser julgado pelos crimes que lhe são imputados, nada menos. Mas que ele fez, no combate ao projeto criminoso de poder do PT, o que nenhum membro da "oposicinha" conseguiu fazer, disto não resta a menor dúvida. Qualquer que tenha sido a sua motivação, não me custa admitir que ele cumpriu uma função da mais alta relevancia ao frustrar os planos da "sofisticada organização criminosa" que vinha destruindo, com requintes de perversidade, os fundamentos políticos, éticos, econômicos, sociais e institucionais do país.

Obrigado, Eduardo Cunha.

Orlando Tambosi disse...

Concordo, anônimo.

Cunha fez o que tinha de fazer. E fez bem.

Anônimo disse...

Um ponto que me chamou especialmente a atenção ontem foi ver os petistas investirem furiosamente, quais hienas, contra Eduardo Cunha, ignorando que, naquele momento solene, histórico, era a instituição presidência da Câmara que estava ali, a exigir respeito de todos, e não o suspeito de malversações que, por sinal, ainda não foi julgado. Foi um espetáculo de desfaçatez sem limites, em que foi desrespeitado não só o presidente da Câmara, mas também o povo brasileiro que a tudo assistia.

Surpreende-me demais o fato de que isso não tenha sido comentado em lugar nenhum, o que dá a medida do quanto a canalhice dos petistas e o desprezo que eles têm pelas instituições são tolerados por todos. Por essas e outras, não é à toa que o país chegou ao ponto em que chegou nas mãos deles.