segunda-feira, 25 de abril de 2016

Nojo: Faustão e Globo abrem os braços para um cuspidor das instituições.

Faço minhas as palavras de Reinaldo de Azevedo, em post nesta madrugada, diante da vergonhosa apresentação do ator global no programa do Faustão. Realmente, é o fim da picada que um sujeito covarde e indigno, que cuspiu num casal em restaurante, venha posar de vítima nas telas e fazer propaganda para o incompetente e corrupto governo Dilma. Zé de Abreu é um septuagenário sem vergonha, ideologicamente cego e ator canastrão. Bem se vê que é da turma de Zé Dirceu et caterva. Ao inferno, Globo! Ao inferno, Faustão! Fiquem contra a população que os abastece de audiência:


Se a Rede Globo de Televisão, por intermédio do “Domingão do Faustão”, quer transformar o comportamento fascistoide num dos modos de ser da política, que faça bom proveito. Mas não será com o silêncio cúmplice das pessoas decentes. Neste domingo, o apresentador, que, sabidamente, goza de bastante autonomia para levar quem quiser para o seu programa, abriu os microfones para o cuspidor José de Abreu. O canastrão teve direito a um “Arquivo Confidencial” — uma deferência no programa — , dois dias depois de ter dado uma cusparada na cara de um moça e de um rapaz num restaurante.

José de Abreu no Faustão posou de vítima, para uma plateia, ora vejam, vestida de vermelho. É que, há três semanas, certamente para surpresa do apresentador, no mesmo programa, Ary Fontoura, que não cospe em ninguém, negou que o impeachment seja golpe e disse que golpista é Dilma.

A Globo resolveu dar o “outro lado”. É como oferecer a Marcola o direito de se defender se alguém decidir atacar o PCC no “Domingão”. A Rede Globo de Televisão, na versão Faustão, deveria ao menos respeitar seu jornalismo. O petrolão não é uma questão de “lado” e “outro lado”; o petrolão não é um debate sobre juízo de valor; o petrolão não é uma apreensão subjetiva da realidade. Ao contrário: o petrolão é um fato.

Na sexta-feira, o sr. José de Abreu cuspiu na cara de duas pessoas num restaurante em São Paulo. Ele é um contratado da Globo. Hesitei em cobrar da emissora uma postura. Afinal, ele é dono do seu cuspe. Se, no entanto, a Globo, por intermédio do Faustão, faz dele um herói, então é a emissora que cospe na cara dos paulistas e dos brasileiros.

Petralhas
Estou aqui pensando se peço direito de resposta no “Faustão”. A lei me faculta. Ganharia na boa. Mas sei que ganhar essas coisas na Justiça é garantia para ser maltratado. O canastrão falou do jornalista que criou o termo “petralha”. Fui eu. Está dicionarizado. Expliquei à época que: 1) petistas não tinham inventado a corrupção; 2) nem todo petista é petralha; só os que justificam o roubo do dinheiro público.

No Faustão, com a concordância do apresentador, o “petralha” virou expressão de um preconceito. Não tenho nada contra programa de entretenimento. Se Faustão quiser ver a turma se virar nos 30 para gáudio de sua audiência, por mim, tudo bem. Se for pra falar de política, que se faça direito.

Covarde
José de Abreu, de resto, é um covarde. Vive atacando a “mídia golpista”, menos, claro, os veículos do grupo Globo. Ao contrário. No programa do Faustão, falou bem dos patrões. É menos corajoso do que Mônica Iozzi, que tira o sarro do Jornal Nacional no Twitter, chamando de idiota quem acredita naquilo a que assiste ao principal noticiário da casa. Se continua a receber o salário…

Quando um programa da Globo trata como herói um sujeito que chama a imprensa — menos a Globo — de golpista, é como se a emissora recorresse aos serviços de um pistoleiro para atacar a concorrência.

A Globo e o Domingão do Faustão escreveram um triste capítulo da radiodifusão no Brasil. Pistolagem não tem outro lado. Na democracia, quem usa cuspe como argumento não tem direito a defesa. Mais: o humano Zé de Abreu do Faustão é o mesmo que, além de cuspir na cara de cidadãos honestos, escreveu isto aqui, no dia 4 de abril, sobre um jornalista decente, que havia morrido no dia 2.

Faustão tem o direito à sua pizza. E a gente tem o direito de apontar as imposturas.

5 comentários:

Anônimo disse...

O Brasil não tem salvação ou qualquer tipo de redenção. Enquanto a população não se libertar da "cultura" de massa imposta no país nada mudará. Este sujeitinho é um dos milhares que dominam e produzem a cultura consumida pelo povão. Isto explica o fato de termos mais 50 partidos no Brasil e 99% ser de esquerda. Enquanto a narrativa for dominada por este tipo de gente, nada mudará.

Anônimo disse...

Pois é, isso prova que a platéia do Faustão é amestrada. Aplaudiram de pé, Ari Fontoura e foram incapazes de vaiar o cuspidor. Dá pra perceber que é tudo teatro comandado pelo apresentador. O negócio é boicotar. Mais um desserviço da "poderosa".

Anônimo disse...

Artur Nogueira diz:
Concordo com a tese do anonimo das 9;39.
A moral do entretenimento também foi instrumentalizada pela esquerda para alterar a cultura de acordo com a luta política da esquerda. Gramsci puro.Isso vem sendo feito desde os anos 70. Não se tem notícia que estamos a discutir cultura nesse país. Veja a grande ou pequena mídia. Ou é a hegemonia do marxismo/gramscismo ou sobrou o que denominamos de "bas fond", que vem determinando a forma e o conteúdo das consciências.
Repugnante.

Anônimo disse...

FOI DIFÍCIL SEPARAR O QUE ERA MAIS ASQUEROSO NAQUELE PALCO, O CUSPIDOR, SUA HISTÓRIA OU O FAUSTÃO ABRINDO ESPAÇO....

Anônimo disse...

SE CUSPIR EM MINHA PESSOA ENFIO UM PALMO DO BOM E
VELHO AÇO NO ESTÔMAGO DESSE CABRA.
É SÓ ME INSULTAR NÃO VAI DAR TEMPO NEM REZAR O PAI NOSSO.